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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contextos socioecológicos do mau trato e da negligência a crianças]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social-ecological contexts of children maltreatment and neglect]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of the study is to analyse the importance of several social psychological variables on the variability of parental patterns of maltreatment and neglect with their children. The theoretical frameworks include Belsky's ecological model (1980; 1993; 1995) and Cicchetti and col. 's transactional model (Cicchetti & Rizley, 1981; Cichetti & Lynch, 1993) concerning the determinants of parental behaviour. 379 children of Lisbon public schools, aged 6 to 15, were assessed by their teachers that filled in two questionnaires. The first assessed parental abusive behaviours of physical and psychological maltreatment and physical neglect. The second assessed children and family variables concerning the ontogenical context as well as their micro-, exo-, and macro-systems. Results show the importance of children's, family's and ecological variables on parental abusive behaviours, the most salient being child's age, health and school achievement; family's structure, health, internal violence and drug consumption; social isolation or discrimination.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Contextos ecológicos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Contextos socioecol&#243;gicos do mau trato e da neglig&#234;ncia a crian&#231;as</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Social-ecological contexts of children maltreatment and neglect</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Manuela Calheiros<sup>*</sup>; e Maria Benedicta Monteiro<sup>**</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*-**</sup>Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa, Departamento de Psicologia Social e das Organiza&#231;&#245;es.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo tem por objectivo analisar a import&#226;ncia de um conjunto de vari&#225;veis psicossociais na variabilidade das pr&#225;ticas parentais de mau trato e neglig&#234;ncia. Teoricamente recorre a investiga&#231;&#227;o baseada em modelos de matriz ecol&#243;gica (Belsky, 1980; 1993; 1995) e transaccional (Cicchetti e Rizley, 1981; Cicchetti e Lynch, 1993) sobre os determinantes do funcionamento parental.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo emp&#237;rico foi realizado com uma amostra de 379 crian&#231;as, com idades entre os 6 e, 15 anos, que frequentam o ensino p&#250;blico na zona da grande Lisboa. Foram preenchidos dois question&#225;rios pelos professores. O primeiro avalia as pr&#225;ticas parentais abusivas de mau trato psicol&#243;gico, mau trato f&#237;sico e neglig&#234;ncia f&#237;sica. O segundo avalia vari&#225;veis da crian&#231;a e da fam&#237;lia ao n&#237;vel do contexto ontog&#233;nico, micro, exo e macro. Os resultados obtidos salientam a import&#226;ncia de algumas das vari&#225;veis ao n&#237;vel dos quatro contextos na modula&#231;&#227;o das diferentes pr&#225;ticas parentais abusivas.<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Contextos ecol&#243;gicos, contexto social, fam&#237;lia, mau trato, neglig&#234;ncia, crian&#231;as.</font></p>          <hr size="1" noshade>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">The aim of the study is to analyse the importance of several social psychological variables on the variability of parental patterns of maltreatment and neglect with their children. The theoretical frameworks include Belsky's ecological model (1980; 1993; 1995) and Cicchetti and col. 's transactional model (Cicchetti &#38; Rizley, 1981; Cichetti &#38; Lynch, 1993) concerning the determinants of parental behaviour. 379 children of Lisbon public schools, aged 6 to 15, were assessed by their teachers that filled in two questionnaires. The first assessed parental abusive behaviours of physical and psychological maltreatment and physical neglect. The second assessed children and family variables concerning the ontogenical context as well as their micro-, exo-, and macro-systems. Results show the importance of children&#39;s, family&#39;s and ecological variables on parental abusive behaviours, the most salient being child&#39;s age, health and school achievement; family&#39;s structure, health, internal violence and drug consumption; social isolation or discrimination.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O interesse pelos contextos de desenvolvimento do mau trato e neglig&#234;ncia a crian&#231;as tem estado presente numa variedade de disciplinas ao longo dos &#250;ltimos anos. Os psic&#243;logos, particularmente os que trabalham no &#226;mbito da psicologia social do desenvolvimento, t&#234;m-se debru&#231;ado sobre esta &#225;rea de investiga&#231;&#227;o, na medida em que o seu conhecimento contribui, n&#227;o s&#243; para a compreens&#227;o dos processos parentais, como para as implica&#231;&#245;es dos diferentes estilos parentais no desenvolvimento social das crian&#231;as nos seus diferentes sistemas de interac&#231;&#227;o (Iverson &#38; Segai, 1992). Por sua vez, os profissionais das &#225;reas aplicadas, tais como a medicina, a educa&#231;&#227;o, a psicologia cl&#237;nica e a psicologia social, entre outras, manifestam interesse cient&#237;fico pelos contextos do mau trato e da neglig&#234;ncia, na medida em que dependem dos resultados de investiga&#231;&#227;o para poderem predizer e implementar estrat&#233;gias de preven&#231;&#227;o e de interven&#231;&#227;o ao n&#237;vel dos indiv&#237;duos, das fam&#237;lias e da comunidade, assim como para poderem contribuir para delinear pol&#237;ticas sociais de seguran&#231;a social e de sa&#250;de. Contudo, e apesar dos avan&#231;os feitos nos anos 80 no &#226;mbito da investiga&#231;&#227;o e da teoriza&#231;&#227;o nos diferentes dom&#237;nios relativos ao tema e de come&#231;arem a aparecer os primeiros modelos multidimensionais &#8212; modelo ecol&#243;gico de Belsky (1980) e modelo transaccional de Cicchetti &#38; Rizley (1981), cujo focos de investiga&#231;&#227;o s&#227;o as caracter&#237;sticas dos sistemas em que a crian&#231;a e a fam&#237;lia participam, englobando factores psicol&#243;gicos, de interac&#231;&#227;o, sociais e culturais &#8212; o esfor&#231;o de produ&#231;&#227;o emp&#237;rica derivada desses modelos foi acompanhado por um n&#250;mero significativo de quest&#245;es colocadas pelas diferentes disciplinas envolvidas. A escassez de investiga&#231;&#227;o na &#225;rea da neglig&#234;ncia e do mau trato psicol&#243;gico, a n&#227;o inclus&#227;o de outras &#225;reas de mau trato, que n&#227;o o abuso f&#237;sico, a persist&#234;ncia no uso de modelos conceptuais que postulam causas &#250;nicas e isoladas num dom&#237;nio particular &#8212; pais, crian&#231;a ou meio &#8212; e a falta de fundamenta&#231;&#227;o te&#243;rica heuristicamente generalizada e baseada em resultados emp&#237;ricos pr&#233;vios, s&#227;o as quest&#245;es mais referidas na literatura, mesmo ainda actualmente (Cicchetti &#38; Lynch, 1993; Cicchetti &#38; Toth, 1995; Rossman &#38; Rosenberg, 1998). Associada a estas quest&#245;es, e contribuindo tamb&#233;m para a dificuldade de revis&#227;o e integra&#231;&#227;o da literatura, aparece ainda a inconsist&#234;ncia nas defini&#231;&#245;es e avalia&#231;&#245;es categoriais do mau trato e da neglig&#234;ncia utilizadas em investiga&#231;&#227;o feita pelos t&#233;cnicos e institui&#231;&#245;es. As diferentes defini&#231;&#245;es, embora possam ser &#250;teis para alguns fins pr&#225;ticos, t&#234;m tornado dif&#237;cil a constitui&#231;&#227;o das amostras, a avalia&#231;&#227;o do problema, o estabelecimento de rela&#231;&#245;es consistentes entre vari&#225;veis e a generaliza&#231;&#227;o e compara&#231;&#227;o dos resultados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Face a estas quest&#245;es, nos anos 90 os investigadores reapropriaram-se da &#225;rea da defini&#231;&#227;o at&#233; a&#237; deixada aos t&#233;cnicos, com vista &#224; constru&#231;&#227;o de instrumentos de medida que minimizassem os problemas levantados e possibilitassem uma investiga&#231;&#227;o minimamente controlada noutras &#225;reas do mau trato e da neglig&#234;ncia, sobretudo nas &#225;reas de risco e respectivas consequ&#234;ncias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, nesta mesma d&#233;cada, as conceptualiza&#231;&#245;es do mau trato, agora que &#233; conhecida a multidimensionalidade do fen&#243;meno, incluem uma rede complexa de agentes causais relacionados, n&#227;o s&#243; com ciclos potencializadores e compensat&#243;rios do risco, mas tamb&#233;m com os seus efeitos rec&#237;procos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m disso, o recurso &#224; articula&#231;&#227;o entre modelos tem vindo a influenciar uma produ&#231;&#227;o te&#243;rica e emp&#237;rica caracterizada, cada vez mais, pela presen&#231;a de m&#250;ltiplas vari&#225;veis, constru&#237;das a partir dos tr&#234;s sistemas principais de interac&#231;&#227;o (pais, crian&#231;a e meio), e pela articula&#231;&#227;o de diferentes processos e n&#237;veis de an&#225;lise, come&#231;ando-se a assistir a uma certa converg&#234;ncia e a um n&#250;mero cada vez maior de factores comuns entre os diferentes modelos. Nesta linha de trabalho, esta investiga&#231;&#227;o pretende contribuir para uma melhor compreens&#227;o de algumas das quest&#245;es levantadas, atrav&#233;s de um estudo com os seguintes objectivos: 1) proceder &#224; avalia&#231;&#227;o do mau trato e da neglig&#234;ncia familiar numa amostra de crian&#231;as inseridas em escolas p&#250;blicas, utilizando um instrumento de avalia&#231;&#227;o previamente testado sobre uma amostra mais vasta da popula&#231;&#227;o portuguesa, e 2) identificar o impacto de um conjunto de vari&#225;veis psicossociais na variabilidade das pr&#225;ticas de mau trato e de neglig&#234;ncia familiar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Determinantes do mau trato e da neglig&#234;ncia</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Partindo do modelo ecol&#243;gico sobre o desenvolvimento humano de Bronfenbrenner (1979), Belsky (1980; 1993; 1995), numa vers&#227;o modificada deste modelo, descreve um sistema de n&#237;veis interactivos que contribuem para o desenvolvimento de comportamentos abusivos. Incorporando aos &#34;tr&#234;s espa&#231;os ecol&#243;gicos&#34; (micro, macro e exo-sistemas) de Bronfenbrenner (1979), o &#34;contexto hist&#243;rico da situa&#231;&#227;o&#34;, os antecedentes imediatos e as consequ&#234;ncias (Burgess, 1978; Tinbergen, 1951, citado em Zigler &#38; Hall, 1989), o modelo de Belsky prop&#245;e quatro n&#237;veis interactivos, compreendidos em diferentes esferas de influ&#234;ncia: (1) n&#237;vel de <i>desenvolvimento ontog&#233;nico,</i> que diz respeito ao contexto de desenvolvimento psicol&#243;gico &#8212; contribui&#231;&#227;o dos pais e da crian&#231;a; (2) o <i>micro-sistema,</i> que envolve o meio imediato da crian&#231;a-fam&#237;lia e as suas interac&#231;&#245;es; (3) o <i>exo-sistema,</i> que inclui aspectos da comunidade em que as fam&#237;lias e as crian&#231;as vivem; e (4) o <i>macro-sistema,</i> que diz respeito aos determinantes sociais e culturais.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Pela mesma altura, Cicchetti e Rizley (1981), focando o conceito de &#34;factores de risco&#34;, utilizam a perspectiva de desenvolvimento transaccional de Sameroff e Chandler (1975) para analisarem as causas do mau trato como express&#227;o duma disfun&#231;&#227;o subjacente ao sistema pais-crian&#231;a-meio, atrav&#233;s da an&#225;lise das interac&#231;&#245;es din&#226;micas e cont&#237;nuas entre a crian&#231;a, a fam&#237;lia e o contexto social. Os autores reconhecem a exist&#234;ncia de mecanismos que desencadeiam compensa&#231;&#245;es e tend&#234;ncias de autocorrec&#231;&#227;o sempre que se detectam desvios num subsistema. Assim, os resultados do desenvolvimento s&#243; podem ser vistos tendo em considera&#231;&#227;o as m&#250;ltiplas transac&#231;&#245;es entre for&#231;as do meio, caracter&#237;sticas do educador e caracter&#237;sticas da crian&#231;a, num processo que evolui atrav&#233;s de reestrutura&#231;&#245;es regulares, de forma que os acontecimentos e as caracter&#237;sticas passadas podem ser ultrapassados e integrados em novas aquisi&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, a aplica&#231;&#227;o do modelo transaccional &#224; situa&#231;&#227;o da crian&#231;a maltratada requer que se considerem factores de risco espec&#237;ficos. Assim, Cicchetti e Rizley (1981) classificaram os factores de risco em duas dimens&#245;es: <i>tipo de influ&#234;ncia</i> (factores potencializadores, que aumentam a probabilidade de mau trato, e factores compensat&#243;rios, que diminuem o risco de mau trato), e <i>influ&#234;ncia temporal</i> (factores de ordem passageira ou flutuante ou condi&#231;&#245;es e atributos mais permanentes e constantes).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, os factores de cada um dos quatro n&#237;veis ecol&#243;gicos descritos por Belsky (1980; 1993) podem ser avaliados como factores potencializadores ou compensat&#243;rios de risco, de natureza transit&#243;ria ou cr&#243;nica, influenciando a probabilidade do mau trato e neglig&#234;ncia familiar &#224;s crian&#231;as. A integra&#231;&#227;o destes dois modelos organizacionais define um conjunto completo de dom&#237;nios e factores caracter&#237;sticos que conduziram ao <i>modelo ecol&#243;gico-transacional,</i> modelo que tem orientado a investiga&#231;&#227;o mais actual sobre o desenvolvimento de pr&#225;ticas parentais abusivas (Cicchetti &#38; Lynch, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora este artigo n&#227;o assuma integralmente as caracter&#237;sticas de qualquer um destes modelos, as vari&#225;veis inclu&#237;das nos diferentes sistemas que iremos estudar ser&#227;o analisadas tendo em considera&#231;&#227;o a perspectiva te&#243;rica e a estrutura destes modelos, que defendem a import&#226;ncia relativa de <i>vari&#225;veis proximais</i> (contexto de desenvolvimento e familiar), em contraste com o peso de <i>vari&#225;veis distais</i> (contexto social e cultural). Consequentemente, a revis&#227;o de literatura espec&#237;fica relativa aos factores abordados e a organiza&#231;&#227;o das vari&#225;veis ser&#227;o guiadas por investiga&#231;&#227;o a eles associada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Factores socioecol&#243;gicos do mau trato e da neglig&#234;ncia</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Contexto de desenvolvimento: caracter&#237;sticas das crian&#231;as</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A perspectiva de que a crian&#231;a exerce efeitos no educador vem alterar a velha ideia de que s&#227;o somente os factores parentais que s&#227;o respons&#225;veis pelo tipo de interac&#231;&#227;o pais-filhos, sublinhando-se uma rela&#231;&#227;o bidireccional em que se enfatiza o papel do pr&#243;prio comportamento da crian&#231;a, e de outras suas caracter&#237;sticas, na forma como se desenvolvem as rela&#231;&#245;es pais-crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">E evid&#234;ncia disso a exist&#234;ncia abundante de literatura que nos &#250;ltimos 15-20 anos tenta ilustrar as caracter&#237;sticas da crian&#231;a que influenciam o comportamento do educador. A este prop&#243;sito, Belsky (1995) refere que alguns resultados de investiga&#231;&#227;o reflectem mais os efeitos da crian&#231;a nos pais do que os efeitos do estilo parental no funcionamento da crian&#231;a. Ao n&#237;vel das popula&#231;&#245;es de mau trato, esta rela&#231;&#227;o tem sido evidenciada em algumas investiga&#231;&#245;es. Algumas &#225;reas que t&#234;m sido abordadas na literatura epidemiol&#243;gica sobre maus tratos dizem respeito aos efeitos de vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas, tais como o sexo (Zigler &#38; Hall, 1989) e a idade (Belsky, 1995; van den Boom &#38; Hoekbma, 1994; Zigler &#38; Hall, 1989), assim como vari&#225;veis relativas ao seu desenvolvimento, como a sa&#250;de (Zigler &#38; Hall, 1989) e o aproveitamento escolar das crian&#231;as (Belsky, 1980,1995; van den Boom &#38; Hoekbma, 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Sexo e idade das crian&#231;as</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao sexo, os resultados relativos &#224; incid&#234;ncia de maus tratos f&#237;sicos em rapazes e raparigas n&#227;o mostram diferen&#231;as entre os sexos na inf&#226;ncia. No entanto, na adolesc&#234;ncia, os rapazes s&#227;o alvo de mais abuso f&#237;sico do que as raparigas e as raparigas s&#227;o mais sinalizadas do que os rapazes, sobretudo no que diz respeito ao abuso sexual (Almeida, Andr&#233; &#38; Almeida, 1995; Powers &#38; Eckenrode, 1988; Wolfe &#38; McGee, 1994).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Existem alguns dados na literatura que indicam que as crian&#231;as maltratadas &#8212; ou pelo menos as crian&#231;as fisicamente maltratadas e negligenciadas&#8212;n&#227;o est&#227;o igualmente distribu&#237;das pelos diferentes per&#237;odos de desenvolvimento (Zigler &#38; Hall, 1989; Wolfe &#38; McGee, 1994). Nos anos 80, quer nos Estados Unidos (Powers &#38; Eckenrode, 1988), quer em Inglaterra (Creighton, 1985), o n&#250;mero de sinaliza&#231;&#245;es declinava com a idade das crian&#231;as. As crian&#231;as mais novas parecem ter maior probabilidade de experienciarem mau trato e neglig&#234;ncia, n&#227;o s&#243; porque passam mais tempo e s&#227;o f&#237;sica e psicologicamente mais dependentes dos pais, como porque s&#227;o mais vulner&#225;veis fisicamente (Belsky, 1993). No entanto, as estat&#237;sticas recentes, quer de estudos portugueses (Almeida <i>et al,</i> 1995; Canha, 2000), quer de outros pa&#237;ses (Trickett &#38; Weinstein, 1991), revelam um n&#250;mero cada vez mais elevado de crian&#231;as maltratadas com idades superiores a 6-7 anos, e mesmo de adolescentes, o que parece significar, n&#227;o s&#243; que o problema se torna mais vis&#237;vel pela sua inser&#231;&#227;o em institui&#231;&#245;es p&#250;blicas, como que ele &#233; agora mais reconhecido nos adolescentes e, portanto, mais referenciado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Sa&#250;de e aproveitamento escolar</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A rela&#231;&#227;o da prematuridade e do baixo peso &#224; nascen&#231;a com o mau trato, sugerida desde o in&#237;cio dos estudos sobre os factores etiol&#243;gicos destas situa&#231;&#245;es (Klein &#38; Stem, 1971; Frodi, 1981) tem fomentado muita investiga&#231;&#227;o cujos resultados parecem inconsistentes (Starr, 1982; Kotelchuck, 1982). A mesma inconsist&#234;ncia &#233; evidente quando a aten&#231;&#227;o &#233; focalizada nos problemas peri e neo-natais, defici&#234;ncia (Starr, 1988) e sa&#250;de f&#237;sica em geral (Hawkins &#38; Duncan, 1985). Esta inconsist&#234;ncia nos resultados n&#227;o dever&#225;, contudo, ser interpretada como se tais factores n&#227;o fossem importantes na explica&#231;&#227;o do mau trato e neglig&#234;ncia; sugere, pelo contr&#225;rio, que eles devem &#233; ser considerados tendo em conta as caracter&#237;sticas dos pais. E o caso de uma investiga&#231;&#227;o desenvolvida por Sherrod, O&#39;Connor e Altemeier (1984), em que as dificuldades de sa&#250;de precedem a ocorr&#234;ncia do mau trato, quando se tem em considera&#231;&#227;o o papel interactivo destes factores no processo transaccional entre pais e crian&#231;a num contexto familiar e comunit&#225;rio (Belsky, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A literatura refere ainda que as crian&#231;as maltratadas apresentam problemas de desenvolvimento e integra&#231;&#227;o escolar quando comparadas com grupos de controlo, tanto nos diferentes tipos de mau trato e de neglig&#234;ncia como na sua intensidade (Knutson, 1995). Um estudo longitudinal sobre os antecedentes e as consequ&#234;ncias do mau trato, desenvolvido por Pianta, Egeland e Erickson em 1989, avalia, entre outras &#225;reas, a adapta&#231;&#227;o escolar das crian&#231;as no fim do primeiro ano de escolaridade. Os professores referiram que as crian&#231;as fisicamente maltratadas, n&#227;o s&#243; tinham um rendimento escolar mais baixo nas tarefas cognitivas e de desempenho, como cerca de metade das crian&#231;as foram referenciadas para os servi&#231;os de interven&#231;&#227;o especial ou foram retidas no fim do ano. Contudo, foram as crian&#231;as negligenciadas aquelas que apresentaram os resultados mais baixos nas mesmas vari&#225;veis relativas &#224; adapta&#231;&#227;o escolar, e cerca de 65% destas crian&#231;as foram referenciadas aos servi&#231;os de interven&#231;&#227;o especial.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num outro estudo, Eckenrode, Laird e Doris (1993) examinaram os resultados acad&#233;micos de 420 crian&#231;as maltratadas fisicamente, negligenciadas ou com abuso sexual, que frequentavam o ensino p&#250;blico, comparando-as com um grupo de crian&#231;as n&#227;o maltratadas emparelhadas atrav&#233;s de vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas. Os resultados mostraram que as crian&#231;as maltratadas tinham um desempenho inferior na matem&#225;tica e na leitura, recebiam notas mais baixas (C e D), e repetiam duas vezes e meia mais do que as n&#227;o maltratadas. Os resultados corroboram os obtidos pelos autores descritos em cima, nomeadamente que as crian&#231;as negligenciadas s&#227;o aquelas que apresentam os piores resultados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Contexto familiar: fontes de</i> stress <i>e de suporte</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Belsky e Vondra (1989) e Rutter (1989) sugerem que os pais abusivos pertencem a fam&#237;lias com m&#250;ltiplos problemas que envolvem uma grande disfun&#231;&#227;o. Factores espec&#237;ficos, tais como a estrutura familiar (Belsky, 1993; Zigler e Hall, 1989), a din&#226;mica de rela&#231;&#245;es familiares (rela&#231;&#227;o conjugal, organiza&#231;&#227;o familiar) (Almeida <i>et al, </i>1995; Belsky, 1993; Cicchetti &#38; Lynch, 1993; Howes &#38; Cicchetti, 1993), e os factores de <i>stress</i> familiar, integram algumas das &#225;reas estudadas, entre um n&#250;mero bem substanciado de resultados de investiga&#231;&#227;o, que indicam que o micro-sistema destas fam&#237;lias &#233; caracterizado por estruturas e acontecimentos de <i>stress</i> bem diferentes dos grupos de controlo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como o demonstra a revis&#227;o de literatura de Jaffe, Wolfe e Wilson (1990), at&#233; h&#225; pouco tempo as fontes familiares relacionadas com o abuso eram muitas vezes consideradas somente em termos das interac&#231;&#245;es pais-filhos, n&#227;o sendo examinados os efeitos do sistema familiar no seu conjunto. Embora as interac&#231;&#245;es pais-crian&#231;a sejam, no quadro do micro-sistema familiar, o subsistema mais determinante e com mais impacto no desenvolvimento da crian&#231;a, a an&#225;lise isolada destas interac&#231;&#245;es conduz &#163; uma vis&#227;o limitada e muito simplificada da influ&#234;ncia familiar nos processos de educa&#231;&#227;o parental. Por exemplo, o comportamento de ambos os pais e da crian&#231;a nas interac&#231;&#245;es pais-filhos parece ser influenciado pela qualidade/conflito marital, assim como por outros acontecimentos e rela&#231;&#245;es familiares (Curnmings, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Estrutura familiar e agente do mau trato e neglig&#234;ncia</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m a estrutura familiar e a rela&#231;&#227;o entre o perpetrador do mau trato e a crian&#231;a podem influenciar o significado que o mau trato tem para esta, e assim ter consequ&#234;ncias em fun&#231;&#227;o da interpreta&#231;&#227;o que ela d&#225; ao epis&#243;dio (Mainly, Cicchetti &#38; Barnett, 1994). Se o perpetrador &#233; uma figura parental prim&#225;ria, espera-se que c mau trato tenha um efeito mais profundo na crian&#231;a do que se o perpetrador &#233; algu&#233;m menos conhecido, como um familiar mais distante ou mesmo um elemento estranho &#224; fam&#237;lia (Mainly <i>et al,</i> 1994). Neste sentido, Belsky (1993) refere a import&#226;ncia das estruturas familiares em que coabitam substitutos parentais como padrastos/madrastas, fam&#237;lias alargadas e fam&#237;lias de substitui&#231;&#227;o, sejam estas biol&#243;gicas ou n&#227;o.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Rela&#231;&#227;o familiar, sa&#250;de e consumos excessivos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sendo, em geral, as interac&#231;&#245;es familiares nas fam&#237;lias maltratantes muito pouco apoiantes (Cicchetti &#38; Howes, 1991), o conflito &#233; um dos aspectos mais salientes do funcionamento familiar nestas fam&#237;lias, referindo Crittenden (1985) a sua sali&#234;ncia, sobretudo nos pais que maltratam os filhos. Tamb&#233;m Straus, Gelles e Steinmetz (1980), Rosenbaum e 0&#39;Leary (1981) e, em Portugal, Almeida e colegas (1995), referem uma associa&#231;&#227;o entre viol&#234;ncia conjugal e mau trato aos filhos. Desta forma, as crian&#231;as maltratadas n&#227;o s&#243; observam viol&#234;ncia na fam&#237;lia como elas pr&#243;prias a experienciam directamente (Rosenberg, 1987).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Outra fonte familiar de <i>stress</i> diz respeito a problemas de sa&#250;de e consumos de subst&#226;ncias t&#243;xicas (&#225;lcool e droga). Embora historicamente seja sugerido que o mau trato e o abuso de subst&#226;ncias t&#243;xicas est&#227;o relacionados, muitos investigadores t&#234;m referido a falta de estudos minimamente controlados metodologicamente que suportem esta rela&#231;&#227;o (Leonard&#38; Jacob, 1988). Contudo, Kellehr, Chaffin, Hol-lenberg e Ficher (1994), atrav&#233;s de uma amostra probabil&#237;stica retirada de uma popula&#231;&#227;o comunit&#225;ria, com compara&#231;&#227;o de sujeitos emparelhados demograficamente e controlo de vari&#225;veis esp&#250;rias, encontra a esperada rela&#231;&#227;o entre mau trato e consumos de &#225;lcool e/ou drogas: 40% dos adultos com comportamentos abusivos consumiam em excesso, sendo as percentagens ainda mais elevadas nas situa&#231;&#245;es de neglig&#234;ncia. Os autores referem ainda que a contribui&#231;&#227;o deste tipo de factores para a predi&#231;&#227;o do mau trato e da neglig&#234;ncia se mant&#233;m significativa, mesmo controlando vari&#225;veis como a depress&#227;o, a dimens&#227;o do agregado, perturba&#231;&#245;es da personalidade e suporte social. No estudo realizado em Portugal com 224 situa&#231;&#245;es de mau trato e neglig&#234;ncia, cerca de 26% e 32% dos grupos dom&#233;sticos apresentavam problemas de toxicodepend&#234;ncia e de alcoolismo, respectivamente (Almeida <i>et al,</i> 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Contexto social: fontes de</i> stress <i>e de suporte</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora a educa&#231;&#227;o parental incorpore a rela&#231;&#227;o pais-crian&#231;a, e por isso represente um tipo espec&#237;fico de rela&#231;&#227;o social com caracter&#237;sticas particulares, ela faz parte de um conjunto mais alargado de rela&#231;&#245;es sociais (exo e macro-sistema).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, os estudos de matriz ecol&#243;gica t&#234;m em considera&#231;&#227;o um conjunto de rela&#231;&#245;es sociais que envolve amigos, vizinhos, colegas de trabalho e fam&#237;lia mais alargada (eco-sistema espec&#237;fico) (Rutter, 1989). Um dos dom&#237;nios que tem assumido maior import&#226;ncia na literatura sobre mau trato e neglig&#234;ncia a este n&#237;vel de an&#225;lise diz respeito, quer &#224; &#225;rea de <i>stress</i> de vida provocada por factores ambientais e sociais e/ou circunst&#226;ncias de vida causadores de <i>stress,</i> como o desemprego e problemas de trabalho (Steinberg, Catalano, &#38; Dooley, 1981), quer ainda aos factores mediadores de <i>stress,</i> como as redes de suporte social e institucional (Belsky, 1995; Belsky &#38; Vondra, 1989; Cicchetti, 1989; Garbarino, Guttmann &#38; Seeley, 1986; Rutter, 1987,1989; Wolfe, 1981,1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Belsky e Vondra (1989) sugerem que, sendo a rela&#231;&#227;o conjugal a principal fonte de suporte parental, as rela&#231;&#245;es interpessoais entre os pais da crian&#231;a e amigos, familiares e vizinhos e os t&#233;cnicos e servi&#231;os comunit&#225;rios funcionam como o segundo sistema de suporte mais importante. Segundo Garbarino e colaboradores (1986), a vari&#225;vel do meio que se constitui como um factor de compensa&#231;&#227;o do sistema familiar em rela&#231;&#227;o aos efeitos negativos das condi&#231;&#245;es de vida prec&#225;rias, tais como o desemprego, &#233; a qualidade das rela&#231;&#245;es dos sujeitos com a rede social formal e informal. Dados de investiga&#231;&#227;o obtidos em diferentes grupos culturais parecem sugerir tamb&#233;m que as m&#227;es socialmente isoladas, que n&#227;o partilham as suas responsabilidades educacionais, se tornam mais rejeitantes dos filhos (Rutter, 1989). Estes resultados s&#227;o consistentes com o facto de os pais que abusam e negligenciam as crian&#231;as serem mais isolados socialmente (Belsky, 1993), embora Crittenden (1985) sugira que o isolamento social &#233;, sobretudo, uma caracter&#237;stica dos pais negligentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Contexto cultural</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A este n&#237;vel, e segundo Rutter (1989), a rela&#231;&#227;o parental deve ainda ser vista como uma rela&#231;&#227;o que faz parte de um contexto social mais vasto, podendo ser afectada por factores do meio social e cultural, onde se analisam factores como a perten&#231;a a grupos e culturas diferentes e a inser&#231;&#227;o parental em contextos socioecol&#243;gicos mais alargados (classe social, grupo &#233;tnico, cultura).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por exemplo, Spearly, &#38; Lauderdale (1983) referem que a frequ&#234;ncia de casos de neglig&#234;ncia (mas n&#227;o de abuso f&#237;sico) &#233; superior em fam&#237;lias com rendimento econ&#243;mico baixo e que o abuso &#233; superior nas zonas geogr&#225;ficas em que uma percentagem elevada de fam&#237;lias &#233; apoiada pela seguran&#231;a social. Outros autores <i>(e. g. </i>Dubowitz, Hampton, Bithoney e Newberger, 1987; Zuravin &#38; Grief, 1989) confirmam estes resultados para os dois tipos de abuso. Saliente-se ainda que, embora o mau trato e a neglig&#234;ncia apare&#231;am fortemente associados aos contextos de pobreza (Almeida <i>et al,</i> 1995), um n&#250;mero consider&#225;vel de crian&#231;as de n&#237;veis socioecon&#243;micos desfavorecidos n&#227;o &#233; maltratada, e as situa&#231;&#245;es de maus tratos est&#227;o representadas em todos os estratos socioecon&#243;micos (Almeida <i>et al.,</i> 1995).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224; dimens&#227;o &#233;tnica, as fam&#237;lias de grupos minorit&#225;rios, nos Estados Unidos, s&#227;o muito mais referenciadas por mau trato do que as fam&#237;lias euro-americanas. Contudo, quando o n&#237;vel socioecon&#243;mico &#233; controlado, parece n&#227;o haver diferen&#231;as entre esses grupos (Jones &#38; McCurdy, 1992), embora existam raz&#245;es para acreditar que os grupos &#233;tnicos diferem nos seus valores, pr&#225;ticas e expectativas em rela&#231;&#227;o &#224;s crian&#231;as (Baldwin, Baldwin, &#38; Cole, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">M&#233;todo</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Descri&#231;&#227;o das vari&#225;veis</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O mau trato e a neglig&#234;ncia &#8212; vari&#225;vel dependente no estudo &#8212; foram avaliados atrav&#233;s de um question&#225;rio constru&#237;do e validado anteriormente com uma amostra de 545 crian&#231;as com idades compreendidas entre 2 meses e 15 anos (Calheiros, 1998). O question&#225;rio, ap&#243;s realiza&#231;&#227;o de uma an&#225;lise factorial em componentes principais, com rota&#231;&#227;o ortogonal dos eixos, integra doze quest&#245;es relativas aos comportamentos/situa&#231;&#245;es de abuso e avalia tr&#234;s dimens&#245;es &#8212; <i>mau trato psicol&#243;gico, neglig&#234;ncia f&#237;sica</i> e <i>mau trato f&#237;sico.</i> Cada quest&#227;o &#233; composta por tr&#234;s indicadores, cada um dos quais pode ser assinalado como estando &#34;presente&#34; ou &#34;ausente&#34;. Cada quest&#227;o deve ser cotada numa escala de 4 pontos (1, na situa&#231;&#227;o de todos os indicadores ausentes, e 2,3 ou 4, consoante o n&#250;mero de indicadores presentes for, respectivamente, 1, 2 ou 3).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A primeira dimens&#227;o, denominada Mau Trato Psicol&#243;gico, respons&#225;vel por 21,6% da vari&#226;ncia total (58,8%) e com um alfa de Cronbach de 0,76, &#233; definida por falta de supervis&#227;o na &#225;rea educativa e social e falta de reconhecimento e resposta &#224;s necessidades emocionais/relacionais e intelectuais das crian&#231;as. Trata-se de uma dimens&#227;o que diz respeito &#224; inexist&#234;ncia de controlo da vida escolar e di&#225;ria das crian&#231;as, em que os pais refor&#231;am o desvio, impedem experi&#234;ncias sociais normais e veiculam um modelo social antinormativo para os filhos. Em s&#237;ntese, este factor re&#250;ne um conjunto de actos e de omiss&#245;es parentais que n&#227;o favorece o desenvolvimento da crian&#231;a aos n&#237;veis emocional, intelectual e social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A segunda dimens&#227;o, denominada Neglig&#234;ncia F&#237;sica, respons&#225;vel por 13,3% da vari&#226;ncia, apresenta um alfa de Cronbach de 0,70, e &#233; definida por falta de supervis&#227;o nos cuidados f&#237;sicos di&#225;rios e falta de provis&#227;o nas &#225;reas da sa&#250;de, acompanhamento m&#233;dico, alimenta&#231;&#227;o, vestu&#225;rio e higiene, que colocam a crian&#231;a em perigo ou em que j&#225; se observa dano f&#237;sico aos n&#237;veis da sa&#250;de e do desenvolvimento f&#237;sico e psicomotor.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A terceira dimens&#227;o, Mau Trato F&#237;sico, agrupa o conjunto de actos parentais fisicamente violentos como bater, sacudir e empurrar as crian&#231;as, assim como o uso de m&#233;todos de educa&#231;&#227;o coercivos. A este tipo de mau trato, f&#237;sico na sua natureza e nas suas consequ&#234;ncias, agregam-se interac&#231;&#245;es verbalmente violentas e ofensivas para a crian&#231;a. Respons&#225;vel por 10,6% da vari&#226;ncia, este factor apresenta um alfa de Cronbach de 0,75.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com o objectivo de caracterizar os factores potencialmente associados &#224; variabilidade destas dimens&#245;es de mau trato e de neglig&#234;ncia &#8212; as vari&#225;veis independentes do estudo &#8212; utilizou-se um question&#225;rio que integrava as vari&#225;veis socioecol&#243;gicas mais relevantes da literatura revista, agrupadas nos seguintes n&#237;veis de contexto:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; <i>Contexto de desenvolvimento infantil</i> neste n&#237;vel consideraram-se as vari&#225;veis</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">sexo, idade da crian&#231;a, sa&#250;de (presen&#231;a/aus&#234;ncia de doen&#231;a cr&#243;nica,</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">defici&#234;ncia f&#237;sica e atraso/defici&#234;ncia mental) e situa&#231;&#227;o escolar (aproveitamento durante o ano lectivo corrente: escala de 1<i>=muito mau</i> a 4=bom).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; <i>Contexto familiar</i> neste n&#237;vel foram inclu&#237;das vari&#225;veis relativas ao cen&#225;rio familiar em que a crian&#231;a se desenvolve: <i>tipo de fam&#237;lia</i> (fam&#237;lia biol&#243;gica, fam&#237;lia alargada e outras pessoas &#8212; amas, internato, coloca&#231;&#227;o familiar e adop&#231;&#227;o), <i>agente</i> do mau trato e/ou da neglig&#234;ncia (pais <i>vs.</i> outro familiar ou outra pessoa) e as circunst&#226;ncias de vida familiar ou<i> factores de stress.</i> Relativamente ao estudo dos factores de <i>stress</i> familiar, foram criadas &#225;reas espec&#237;ficas de <i>stress</i> compostas a partir das quest&#245;es originais: <i>sa&#250;de</i> (presen&#231;a/aus&#234;ncia de doen&#231;a cr&#243;nica, defici&#234;ncia f&#237;sica e atraso/defici&#234;ncia mental nos elementos da fam&#237;lia que n&#227;o as crian&#231;as alvo), <i>consumos excessivos</i> (&#225;lcool e droga) e <i>rela&#231;&#227;o familiar</i> (presen&#231;a/aus&#234;ncia de viol&#234;ncia/agressividade familiar e mau entendimento familiar). Estas vari&#225;veis foram criadas a partir da presen&#231;a ou aus&#234;ncia de cada indicador original em pelo menos um dos elementos do agregado familiar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; <i>Contexto social</i> neste n&#237;vel foram enquadradas vari&#225;veis da comunidade, enquanto factores espec&#237;ficos de <i>stress</i> social: <i>trabalho</i> (presen&#231;a/aus&#234;ncia de desemprego e reforma) e <i>rela&#231;&#245;es com a comunidade</i> (presen&#231;a/aus&#234;ncia de problemas nas rela&#231;&#245;es com os vizinhos e discrimina&#231;&#227;o da fam&#237;lia pela comunidade). Foi ainda analisado o <i>&#237;ndice geral de factores de stress familiar e social </i>(aus&#234;ncia de factores/presen&#231;a de 1,2,3 ou 4 factores de <i>stress</i>) e o <i>suporte social.</i> Este foi definido na sua vertente institucional e foi avaliado tendo em considera&#231;&#227;o os recursos institucionais ou servi&#231;os dispon&#237;veis na comunidade a que a fam&#237;lia tinha recorrido. Desta forma, foram seleccionados sete recursos de apoio &#224;s fam&#237;lias que existem nas comunidades de que a amostra foi extra&#237;da, cujo acesso &#233; gratuito ou sem grandes custos materiais. O &#237;ndice de suporte social variou entre 1 e 3 institui&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; <i>Contexto cultural</i> este n&#237;vel de contexto integrou factores da envolvente cultural, incluindo vari&#225;veis como a classe social (n&#237;vel socioecon&#243;mico baixo/n&#237;vel socioecon&#243;mico m&#233;dio) e a etnia (lusa, africana e cigana).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento e caracter&#237;sticas da amostra</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As investiga&#231;&#245;es em que s&#227;o os pais ou outros elementos da fam&#237;lia a fonte de avalia&#231;&#227;o do mau trato e da neglig&#234;ncia, assim como de factores de natureza socioecol&#243;gica a eles associados, t&#234;m conduzido a resultados cuja validade &#233; question&#225;vel (Knutson, 1995). Assim, seguindo o exemplo de outros investigadores <i>(e. g.,</i> Reidy, 1977; Salzinger, Kaplan, Pelcovitz, Samit, &#38; Krieger, 1984), neste estudo a recolha de dados &#233; realizada com os t&#233;cnicos, com base em avalia&#231;&#245;es e observa&#231;&#245;es do contexto familiar, sendo os pais/adultos substitutos e as crian&#231;as os sujeitos alvo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os question&#225;rios foram preenchidos pelos professores que acompanham directamente est&#225;s crian&#231;as. As crian&#231;as alvo (N=379) t&#234;m idades compreendidas entre os 6 e os 15 anos e frequentam escolas p&#250;blicas locais de 1.&#176; ciclo, inseridas na sua comunidade de resid&#234;ncia, atrav&#233;s das quais foram referenciadas para efeitos de investiga&#231;&#227;o, independentemente da quest&#227;o directa de eventual mau trato e neglig&#234;ncia parental, e apenas como apresentando &#34;dificuldades na rela&#231;&#227;o parental&#34;. As crian&#231;as apresentam uma m&#233;dia et&#225;ria de 8,8 anos e desvio-padr&#227;o de 2,47.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao sexo da crian&#231;a alvo dos maus tratos, 63,5% s&#227;o do sexo masculino (240 crian&#231;as) e 36,5% s&#227;o do sexo feminino (138 crian&#231;as), existindo na amostra uma frequ&#234;ncia bastante superior de crian&#231;as do sexo masculino (p=0,000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apresenta&#231;&#227;o e discuss&#227;o dos resultados</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A apresenta&#231;&#227;o dos resultados est&#225; organizada de acordo com o objectivo principal deste trabalho, que &#233; estudar a variabilidade do mau trato e da neglig&#234;ncia, tendo em considera&#231;&#227;o vari&#225;veis dos diferentes n&#237;veis de an&#225;lise j&#225; definidos na revis&#227;o de literatura, consoante proposta de Belsky (1980; 1993) e Cicchetti e Lynch (1993).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Mau trato e neglig&#234;ncia</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como j&#225; foi referido anteriormente, no estudo de valida&#231;&#227;o do question&#225;rio de avalia&#231;&#227;o das pr&#225;ticas parentais abusivas (Calheiros, 1998) foram encontradas tr&#234;s dimens&#245;es destas pr&#225;ticas, denominadas <i>mau trato psicol&#243;gico, neglig&#234;ncia f&#237;sica</i> e <i>mau trato f&#237;sico.</i> A distribui&#231;&#227;o destas tr&#234;s dimens&#245;es &#8212; constru&#237;das a partir da m&#233;dia simples dos itens que as integravam &#8212; apresenta-se no <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q1.jpg">quadro 1</a>. Este permite perceber que o mau trato psicol&#243;gico n&#227;o s&#243; prevalece mais do que outras formas de mau trato (McGee &#38; Wolfe, 1991), como &#233; claramente mais observado do que a pr&#243;pria neglig&#234;ncia f&#237;sica.</font></p>           
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Contexto de desenvolvimento: vari&#225;veis relativas &#224; crian&#231;a</i> Idade e sexo</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como mostra o <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q2.jpg">quadro 2</a>, a ANOVA identificou apenas um efeito principal da vari&#225;vel idade em rela&#231;&#227;o ao mau trato psicol&#243;gico, nenhum efeito principal da vari&#225;vel sexo e nenhuma interac&#231;&#227;o entre estas duas vari&#225;veis. Assim, como se observa no <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q3.jpg">quadro 3</a>, as m&#233;dias do mau trato psicol&#243;gico mostram ser o grupo dos mais velhos &#8212; pr&#233;-adolescentes e adolescentes &#8212; aquele que apresenta as m&#233;dias mais elevadas (M=2,73) quando comparado com os seus pares cujas idades variam entre os 6 e 10 anos (M=2,26).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Sa&#250;de e aproveitamento escolar das crian&#231;as</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando tom&#225;mos o subsistema do desenvolvimento da crian&#231;a, que integra a sa&#250;de e o aproveitamento escolar como vari&#225;veis independentes, observou-se: em rela&#231;&#227;o ao mau trato psicol&#243;gico, um efeito principal da vari&#225;vel aproveitamento; em rela&#231;&#227;o &#224; neglig&#234;ncia f&#237;sica, apenas uma interac&#231;&#227;o entre o aproveitamento escolar e a sa&#250;de; e em rela&#231;&#227;o ao mau trato f&#237;sico, um efeito principal do aproveitamento escolar, secundado por um efeito de interac&#231;&#227;o desta e da sa&#250;de (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q4.jpg">quadro 4</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Como se pode observar no <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q5.jpg">quadro 5</a>, estes efeitos significam, em rela&#231;&#227;o ao mau trato psicol&#243;gico, que esta &#225;rea do mau trato &#233; m&#225;xima quando o aproveitamento escolar &#233; muito mau (M=2,95), sendo esta situa&#231;&#227;o significativamente diferente dos tr&#234;s restantes n&#237;veis de aproveitamento (F=3,03; p&#60;0,05).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No que respeita ao efeito de interac&#231;&#227;o das duas vari&#225;veis (aproveitamento e sa&#250;de) sobre a dimens&#227;o neglig&#234;ncia f&#237;sica (F(3,362)=2, 83; p(0,05) (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06f1.jpg">figura 1</a>), as crian&#231;as com n&#237;veis muito baixos de aproveitamento e sem problemas de sa&#250;de apresentam uma m&#233;dia mais elevada (M=1,9) do que as crian&#231;as com o mesmo rendimento acad&#233;mico mas com problemas de sa&#250;de (M=1,3), (t(26)=4,39; p&#60;0,000). O inverso ocorre quando as crian&#231;as apresentam um desempenho escolar considerado razo&#225;vel ou bom. Neste caso as crian&#231;as com problemas de sa&#250;de apresentam m&#233;dias de aproveitamento superiores (M=2,15) &#224;s crian&#231;as sem problemas (M=1,0), (t(148)=2/36; p&#60;0,02).</font></p>          
<p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06f2.jpg">Figura 2</a>         
<p>&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nas situa&#231;&#245;es de mau trato f&#237;sico, o efeito de interac&#231;&#227;o (F(3,362)=3,74; p&#60;0,05) das vari&#225;veis aproveitamento e sa&#250;de especifica o sentido do efeito principal da primeira vari&#225;vel, sugerindo que ela se deve ao facto de que, enquanto nas crian&#231;as sem problemas de sa&#250;de o mau trato f&#237;sico &#233; baixo e invariante em rela&#231;&#227;o ao aproveitamento escolar, nas crian&#231;as com problemas de sa&#250;de, &#233; quando o aproveitamento &#233; mau que o mau trato f&#237;sico &#233; m&#225;ximo (M=1,9) e diferente das restantes condi&#231;&#245;es de aproveitamento (F=2,95; p&#60;0,05).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contexto familiar: fontes de <i>stress</i> e suporte familiar</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Tipo de fam&#237;lia e agentes dos maus tratos e da neglig&#234;ncia</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As an&#225;lises de vari&#226;ncia efectuadas com o tipo de fam&#237;lia e o tipo de agente (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q6.jpg">quadro 6</a>) indicam um efeito principal da vari&#225;vel tipo de fam&#237;lia nas tr&#234;s dimens&#245;es das pr&#225;ticas abusivas e nenhum efeito principal do agente ou perpetrador destas pr&#225;ticas nem de interac&#231;&#227;o entre as duas vari&#225;veis.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Ou seja, as fam&#237;lias cujos pais est&#227;o presentes (M=2,44) ou que foram substitu&#237;dos por outros familiares (M=2,48), quando comparadas com as fam&#237;lias de substitui&#231;&#227;o/outras pessoas (M=1,3) s&#227;o aquelas que manifestam atitudes mais graves ao n&#237;vel do mau trato psicol&#243;gico (F(2,336)=6,42; p&#60;0,005) isto &#233;, nos aspectos relacionados com a rela&#231;&#227;o, desenvolvimento social e cognitivo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; neglig&#234;ncia f&#237;sica, ou seja, ao acompanhamento dos aspectos b&#225;sicos de sa&#250;de e higiene, ela &#233; de novo mais elevada nas fam&#237;lias nucleares (14=1,70) e alargadas (M=1,3), distanciando-se significativamente da forma como outras pessoas cuidam das crian&#231;as que t&#234;m ao seu cuidado (M=1,2) (F(2,336)=4,07; p&#60;0,02).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224;s pr&#225;ticas fisicamente violentas, embora o valor de F(2,342)=3,51; p&#60;0,05, apresente um n&#237;vel de signific&#226;ncia aceit&#225;vel, os testes <i>post hoc</i> n&#227;o revelam essa diferen&#231;a entre os grupos (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q7.jpg">quadro 7</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Factores de <i>stress</i> e suporte familiar</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Rela&#231;&#227;o familiar, consumos de subst&#226;ncias t&#243;xicas e sa&#250;de</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Recorde-se que os factores de <i>stress</i> considerados a n&#237;vel do contexto familiar (micro-sistema), foram a exist&#234;ncia de problemas de relacionamento e viol&#234;ncia entre os diferentes elementos da fam&#237;lia, os problemas de sa&#250;de (doen&#231;as cr&#243;nicas, defici&#234;ncias f&#237;sicas ou mentais) e os consumos excessivos (&#225;lcool e drogas). Desta forma, em cada uma destas &#225;reas, consider&#225;mos as fam&#237;lias em que pelo menos um dos seus elementos os apresentava, constituindo assim dois grupos (fam&#237;lias com e sem problemas). No <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q8.jpg">quadro 8</a> apresentam-se os resultados obtidos nas an&#225;lises de vari&#226;ncia com estas vari&#225;veis.</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Analisem-se em primeiro lugar os efeitos das tr&#234;s vari&#225;veis j&#225; descritas sobre o mau trato psicol&#243;gico. Como se podem constatar, existe um efeito principal da vari&#225;vel &#34;rela&#231;&#227;o familiar&#34; e um efeito principal tangencial da vari&#225;vel &#34;consumos&#34;: F(1,79)=3,33; p&#60;0,07, neste factor. Estes efeitos sugerem, n&#227;o s&#243;, que em fam&#237;lias com problemas de rela&#231;&#227;o e viol&#234;ncia entre adultos (M=2,50) e as fam&#237;lias onde h&#225; problemas de &#225;lcool e drogas (M=2,63) &#8212; estas tendencialmente &#8212; estabelecem rela&#231;&#245;es que envolvem mais mau trato psicol&#243;gico com as crian&#231;as do que nas que n&#227;o t&#234;m este tipo de problemas (M/rela&#231;&#227;o=2,26; M/consumos=2,28).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados da an&#225;lise de vari&#226;ncia para o 2.&#176; factor &#8212; neglig&#234;ncia f&#237;sica &#8212; mostram a inexist&#234;ncia de efeitos principais e apenas um efeito de interac&#231;&#227;o entre a sa&#250;de e o consumo excessivo de subst&#226;ncias t&#243;xicas. Essa interac&#231;&#227;o significa que (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06f3.jpg">figura 3</a>) as crian&#231;as cujas fam&#237;lias consomem &#225;lcool ou drogas e t&#234;m problemas de sa&#250;de (M=1,0) s&#227;o menos negligenciadas do que as crian&#231;as que est&#227;o inseridas em fam&#237;lias com consumos excessivos mas n&#227;o apresentam problemas de sa&#250;de (M=1,5) (F(2,236)=4,01; p&#60;0,05). Pelo contr&#225;rio, as crian&#231;as cujas fam&#237;lias n&#227;o consomem &#225;lcool ou drogas e n&#227;o tem problemas de sa&#250;de (M=1,8) s&#227;o menos negligenciadas do que as crian&#231;as que est&#227;o inseridas em fam&#237;lias sem consumos excessivos mas que apresentam problemas de sa&#250;de (M=1,0) (F(2,336)=3,98; p&#60;0,05).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, os resultados da an&#225;lise de vari&#226;ncia com o mau trato f&#237;sico indicam um efeito principal da vari&#225;vel rela&#231;&#227;o familiar, um efeito de interac&#231;&#227;o das vari&#225;veis &#34;sa&#250;de&#34; e &#34;consumos&#34; e ainda um efeito de interac&#231;&#227;o tangencial entre a rela&#231;&#227;o familiar e a sa&#250;de familiar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, as crian&#231;as de fam&#237;lias com mau relacionamento e viol&#234;ncia entre adultos (M=1,1) apresentam uma gravidade de mau trato f&#237;sico superior &#224;s de fam&#237;lias em que estes padr&#245;es relacionais n&#227;o se verificam (M=1,2).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A interac&#231;&#227;o da sa&#250;de com os consumos (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06f4.jpg">figura 4</a>) mostra que, enquanto n&#227;o h&#225; diferencia&#231;&#227;o do grau de mau trato f&#237;sico nas fam&#237;lias que consomem &#225;lcool ou droga quer as fam&#237;lias apresentem (M=132) ou n&#227;o problemas de sa&#250;de(M=1,9) (t(107) =0,40; p&#62;0,10), nas fam&#237;lias que n&#227;o consomem, o mau trato fisicamente coercivo &#233; mais evidente nas fam&#237;lias que sofrem problemas de sa&#250;de (M/com probl. =1,40; M/sem probl. =1,17; t(38,96) =2,16; p&#60;0,04).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A interac&#231;&#227;o tangencial entre o tipo de rela&#231;&#245;es familiares e a sa&#250;de significa, por fim, que enquanto no quadro de rela&#231;&#245;es familiares sem problemas, ter problemas de sa&#250;de (M=1,2) ou n&#227;o ter problemas de sa&#250;de (M=1,7) n&#227;o interfere no grau de mau trato f&#237;sico (T(48,11)=0,16, p&#62; 0,10), no quadro de rela&#231;&#245;es familiares com problemas, o mau trato f&#237;sico &#233; mais elevado quando tamb&#233;m h&#225; problemas de sa&#250;de (M=1,1)do que quando eles n&#227;o existem(M=1,9)(t(59,70)=2,01;p&#60;0,05).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contexto social: fontes de &#34;stress&#34; e de suporte</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Trabalho e rela&#231;&#227;o na comunidade</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A primeira an&#225;lise de vari&#226;ncia tomou como vari&#225;vel dependente o mau trato psicol&#243;gico e como vari&#225;veis independentes o trabalho e a rela&#231;&#227;o com a comunidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Encontrou-se apenas um efeito principal da rela&#231;&#227;o com a comunidade, nenhum efeito principal do trabalho e nenhuma interac&#231;&#227;o entre estas duas vari&#225;veis (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q10.jpg">quadro 10</a>).</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, como mostra o <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q11.jpg">quadro 11</a>, os pais que t&#234;m problemas de rela&#231;&#227;o com a vizinhan&#231;a e que s&#227;o discriminados no bairro onde vivem parecem estar menos implicados positivamente na educa&#231;&#227;o e desenvolvimento psicossocial dos filhos (M=2,84), do que aqueles que est&#227;o inseridos de forma positiva no seu meio social (M=2,29).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A segunda an&#225;lise de vari&#226;ncia tomou como vari&#225;vel dependente a neglig&#234;ncia f&#237;sica, mantendo-se as mesmas vari&#225;veis independentes. Os resultados obtidos apontam para a inexist&#234;ncia de qualquer tipo de efeito, quer principal quer de interac&#231;&#227;o, destas vari&#225;veis no factor (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q10.jpg">quadro 10</a>).</font></p>           
<p><font face="Verdana" size="2">Por fim, &#224; semelhan&#231;a dos resultados encontrados para o mau trato psicol&#243;gico, no mau trato f&#237;sico o efeito principal da vari&#225;vel rela&#231;&#227;o com a comunidade aponta para m&#233;dias superiores de coer&#231;&#227;o f&#237;sica quando n&#227;o existem rela&#231;&#245;es integrativas com a comunidade (M/ c/problemas =1,49; M/ s/problemas =1,22) (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q11.jpg">quadro 11</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Factores de</i> stress <i>e de suporte social institucional</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As an&#225;lises de vari&#226;ncia com os factores de <i>stress</i> e suporte social como vari&#225;veis independentes sobre o mau trato psicol&#243;gico, a neglig&#234;ncia f&#237;sica e o mau trato f&#237;sico mostraram um efeito principal da vari&#225;vel factores de <i>stress</i> nos tr&#234;s factores e a inexist&#234;ncia de efeitos principais da vari&#225;vel suporte social e de efeitos da interac&#231;&#227;o destas duas vari&#225;veis (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q12.jpg">quadro 12</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A ANOVA univariada dos factores de <i>stress</i> sobre o mau trato psicol&#243;gico (Duncan, p&#60;0,05) indicou que as fam&#237;lias sem factores de <i>stress</i> ou apenas com um (M/1 factor=2,01; M/nenhum factor=2,15) apresentam um n&#237;vel de gravidade menor de mau trato psicol&#243;gico do que as fam&#237;lias com 2 ou 3 factores de <i>stress </i>(M/2factores=2,42; M/3factores=2,49) e que estas, por sua vez, s&#227;o significativamente menos maltratantes do que as fam&#237;lias que apresentam 4 factores de <i>stress </i>(M=2,78).</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q13.jpg">quadro 13</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">A ANOVA univariada dos factores de <i>stress</i> sobre a neglig&#234;ncia f&#237;sica indicou, por sua vez, que as fam&#237;lias sem factores de <i>stress</i> (M=1,8) apresentam um n&#237;vel de gravidade menor de neglig&#234;ncia do que as fam&#237;lias com 2 factores de <i>stress </i>(M=1,9), enquanto que as fam&#237;lias com 3 factores de <i>stress</i> (M=1,3) apresentam m&#233;dias significativamente inferiores &#224;s fam&#237;lias com 4 factores de <i>stress</i> (M=1,5).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No mau trato f&#237;sico a clivagem encontrada verifica-se, de acordo com a ANOVA univariada, entre as fam&#237;lias sem factores de <i>stress,</i> com 1 ou 2 (M/nenhum factor=1,0; M/1 factor=1,4; M/2 factores=1,5) e as fam&#237;lias que t&#234;m 3 ou 4 factores (M/3 factores=1,7; M/4 factores=1,0).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Contexto cultural</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Grupo &#233;tnico e classe social</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados da an&#225;lise de vari&#226;ncia para as vari&#225;veis etnia e n&#237;vel socioecon&#243;mico das fam&#237;lias mostraram que a vari&#225;vel etnia ou a sua interac&#231;&#227;o com o n&#237;vel socioecon&#243;mico n&#227;o desempenham um papel significativamente diferenciador nas m&#233;dias dos diferentes tipos de mau trato e neglig&#234;ncia. Pelo contr&#225;rio, na vari&#225;vel n&#237;vel socioecon&#243;mico observam-se efeitos principais sobre os tr&#234;s factores avaliados (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q14.jpg">quadro 14</a>). Estes efeitos traduzem-se na diferen&#231;a sistem&#225;tica entre os dois grupos socioecon&#243;micos, existindo sempre n&#237;veis mais elevados de mau trato e de neglig&#234;ncia no grupo socioecon&#243;mico mais d&#233;bil (<a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a06q15.jpg">quadro 15</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#245;es</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com este estudo procedeu-se &#224; avalia&#231;&#227;o do mau trato e da neglig&#234;ncia familiar numa vasta amostra de crian&#231;as inseridas em escolas p&#250;blicas e pretendeu-se contribuir para a identifica&#231;&#227;o do impacto de um conjunto de vari&#225;veis psicossociais na variabilidade das pr&#225;ticas de mau trato e de neglig&#234;ncia familiar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os problemas recenseados na literatura, sobre a inconsist&#234;ncia das defini&#231;&#245;es, a validade question&#225;vel dos instrumentos e m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o do mau trato e da neglig&#234;ncia e a n&#227;o inclus&#227;o dos diferentes grupos na investiga&#231;&#227;o sobre os determinantes de pr&#225;ticas parentais abusivas sugeriram-nos a aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio previamente testado que servisse como medida de avalia&#231;&#227;o do mau trato e da neglig&#234;ncia. Segundo os resultados que obtivemos &#8212; incluindo as tr&#234;s dimens&#245;es ortogonais anteriormente estudadas, mau trato psicol&#243;gico, neglig&#234;ncia e mau trato f&#237;sico (Calheiros, 1998) &#8212;, os pais manifestam sobretudo dificuldades nas &#225;reas educativas e sociais, n&#227;o reconhecendo as necessidades emocionais/relacionais e intelectuais das crian&#231;as. S&#227;o pais que n&#227;o controlam a vida escolar e di&#225;ria das crian&#231;as, refor&#231;am o desvio, impedem experi&#234;ncias sociais normais e exercem um modelo social antinormativo com os filhos, ou seja, o mau trato psicol&#243;gico aparece relativamente elevado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O facto de se ter constitu&#237;do uma amostra natural e n&#227;o seleccionada a partir de popula&#231;&#245;es maltratantes fez sobressair esta dimens&#227;o das pr&#225;ticas parentais abusivas (tipologia menos referenciada em literatura de investiga&#231;&#227;o) e n&#227;o o mau trato f&#237;sico, &#225;rea mais facilmente identificada e sinalizada pelos t&#233;cnicos &#224;s institui&#231;&#245;es de protec&#231;&#227;o de menores, constituindo-se a categoria melhor documentada na literatura (Crittenden, Claussen e Sugarman, 1994; Manly <i>et al.,</i> 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, o facto de tamb&#233;m se questionar o recurso a modelos unidimensionais sobre os determinantes do mau trato e neglig&#234;ncia e o aparecimento recente de abordagens integrativas em que se salienta a import&#226;ncia de m&#250;ltiplas vari&#225;veis organizadas em diferentes sub-sistemas nos quatro n&#237;veis de an&#225;lise &#8212; ontog&#233;nico, micro, exo e macro &#8212; sugeriram-nos uma perspectiva de an&#225;lise de matriz ecol&#243;gica sobre os determinantes das pr&#225;ticas parentais abusivas. Desta forma, foram integradas vari&#225;veis que v&#227;o desde o contexto de desenvolvimento e da interac&#231;&#227;o pais-filhos, at&#233; ao contexto social e cultural, passando pelo sistema familiar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As conclus&#245;es que se seguem dizem respeito ao segundo objectivo do estudo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Vejamos ent&#227;o como se articularam as vari&#225;veis da crian&#231;a enquanto contexto de desenvolvimento na interac&#231;&#227;o pais-filhos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A primeira grande conclus&#227;o &#233; que as vari&#225;veis da crian&#231;a desempenham um papel importante na modula&#231;&#227;o das pr&#225;ticas parentais abusivas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, e embora a gravidade das pr&#225;ticas parentais abusivas n&#227;o se relacione com o sexo da crian&#231;a, pois este s&#243; parece ser importante na medida em que, proporcionalmente, o mau trato e a neglig&#234;ncia s&#227;o observados com maior frequ&#234;ncia nos rapazes do que nas raparigas &#8212; a idade parece ser um determinante a referir &#8212; sobretudo no mau trato psicol&#243;gico. Os educadores parecem protelar para segundo plano a educa&#231;&#227;o e controlo dos filhos mais velhos, pois n&#227;o reconhecem as suas necessidades, nem d&#227;o as respostas necess&#225;rias a n&#237;vel emocional, social e intelectual. Talvez porque acreditam nas capacidades de autonomia e auto-regula&#231;&#227;o nesta faixa et&#225;ria, ou porque acreditam que a inf&#226;ncia destas crian&#231;as j&#225; terminou e que j&#225; passaram &#224; idade adulta, demitindo-se ent&#227;o a fam&#237;lia do papel exercido at&#233; ent&#227;o. Seria, assim, interessante explorar, em futuros estudos, as cren&#231;as destes, e de outros pais sobre o decurso do desenvolvimento, a inf&#226;ncia e o papel familiar na educa&#231;&#227;o de crian&#231;as entre os 11 e os 15 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As crian&#231;as menos envolvidas nas aprendizagens escolares, independentemente da sua situa&#231;&#227;o de sa&#250;de, conduzem a um maior afastamento parental das suas fun&#231;&#245;es educativas, quer a n&#237;vel do controlo acad&#233;mico, quer a n&#237;vel de outras &#225;reas de desenvolvimento socioemocional dos filhos.<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> Ou seja, face &#224;s dificuldades das crian&#231;as, os pais, em vez de investirem em mecanismos de autocorrec&#231;&#227;o do sistema, demitem-se do seu papel compensat&#243;rio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; neglig&#234;ncia, enquanto as crian&#231;as sem problemas de sa&#250;de s&#227;o invariantes em fun&#231;&#227;o do aproveitamento, as crian&#231;as com problemas de sa&#250;de s&#227;o mais negligenciadas &#224; medida que o seu n&#237;vel de aproveitamento &#233; superior.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m o mau trato f&#237;sico &#233; modulado pelo aproveitamento e sa&#250;de da crian&#231;a. Enquanto, nas crian&#231;as sem problemas, as pr&#225;ticas parentais fisicamente abusivas s&#227;o praticamente inexistentes e invariantes em rela&#231;&#227;o ao aproveitamento escolar, nas crian&#231;as com problemas de sa&#250;de &#233; quando o aproveitamento &#233; mau que a viol&#234;ncia e coer&#231;&#227;o s&#227;o m&#225;ximas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De seguida apresentam-se as conclus&#245;es relativas &#224; import&#226;ncia das vari&#225;veis da fam&#237;lia nos diferentes tipos de mau trato e neglig&#234;ncia, o que conduz &#224; segunda grande conclus&#227;o deste estudo. Ou seja, tamb&#233;m este n&#237;vel de an&#225;lise parece ser revelador. Como j&#225; era de esperar, e seguindo os resultados obtidos por Almeida e colegas (1995) e Belsky (1993), entre outros, a forma como as fam&#237;lias est&#227;o estruturadas, as suas rela&#231;&#245;es e problemas s&#227;o determinantes a ter em conta nas pr&#225;ticas parentais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As fam&#237;lias cujos pais ou outros familiares est&#227;o presentes, quando comparadas com as fam&#237;lias de substitui&#231;&#227;o/outras pessoas, s&#227;o aquelas que manifestam atitudes mais graves a n&#237;vel do mau trato psicol&#243;gico e da neglig&#234;ncia f&#237;sica, isto &#233;, nos aspectos relacionados com a rela&#231;&#227;o, desenvolvimento social e cognitivo e condi&#231;&#245;es b&#225;sicas de sa&#250;de e bem-estar f&#237;sico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O facto de estes agregados (fam&#237;lias de perten&#231;a e n&#227;o de substitui&#231;&#227;o) apresentarem os valores mais elevados nestes factores, duma forma geral, pode n&#227;o indicar que as fam&#237;lias naturais eduquem os filhos mais negligentemente, quer f&#237;sica quer psicologicamente. Mas o terceiro grupo, aquele que &#233; composto por situa&#231;&#245;es n&#227;o familiares, mas institucionais, representando j&#225; uma segunda alternativa de coabita&#231;&#227;o por incapacidade ou impossibilidade dos pais biol&#243;gicos e dos seus familiares educarem as crian&#231;as, apresenta, de facto, um n&#237;vel inferior deste tipo de pr&#225;ticas educativas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Resultado interessante, mas n&#227;o surpreendente, &#233; o obtido nas pr&#225;ticas fisicamente violentas, que aponta para que as fam&#237;lias biol&#243;gicas e as coloca&#231;&#245;es institucionais ou outras revelem n&#237;veis mais graves de coer&#231;&#227;o e viol&#234;ncia. O facto de estas pr&#225;ticas se salientarem nestes grupos leva-nos a concluir que a viol&#234;ncia f&#237;sica sobre a crian&#231;a poder&#225; estar mais associada a outras pessoas que vivem no agregado (padrasto, por exemplo) ou a n&#250;cleos familiares em que as crian&#231;as n&#227;o t&#234;m qualquer tipo de rela&#231;&#227;o biol&#243;gica com os educadores. No entanto, se, por um lado, estes resultados confirmam outras investiga&#231;&#245;es realizadas noutros pa&#237;ses <i>(cf.</i> em Knutson, 1995), onde se verifica que &#34;figuras de autoridade&#34; na fam&#237;lia, que n&#227;o os pais, t&#234;m um papel importante na vitimiza&#231;&#227;o do mau trato, por outro, levantam ainda a hip&#243;tese de que algumas &#34;fam&#237;lias de substitui&#231;&#227;o&#34;, sendo j&#225; uma segunda alternativa para as crian&#231;as, n&#227;o implicam necessariamente uma resolu&#231;&#227;o positiva relativamente &#224;s situa&#231;&#245;es anteriores em que estas viviam.<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito aos factores de <i>stress</i> familiar, &#224; semelhan&#231;a dos autores j&#225; referidos na revis&#227;o de literatura, os resultados apontam para que, em fam&#237;lias com problemas de rela&#231;&#227;o e viol&#234;ncia entre adultos, se observem n&#237;veis mais graves de mau trato psicol&#243;gico e f&#237;sico (Ciccetti &#38; Howes, 1991; Crittenden, 1985), sendo que o consumo de &#225;lcool e drogas tamb&#233;m influencia negativamente o mau trato psicol&#243;gico (Almeida <i>et al,</i> 1995; Kellehr <i>et al,</i> 1994).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As crian&#231;as cujas fam&#237;lias consomem &#225;lcool ou drogas e t&#234;m problemas de sa&#250;de s&#227;o menos negligenciadas do que as crian&#231;as que est&#227;o inseridas em fam&#237;lias com consumos excessivos mas que n&#227;o apresentam problemas de sa&#250;de. Pelo contr&#225;rio, as crian&#231;as cujas fam&#237;lias n&#227;o consomem &#225;lcool ou drogas e n&#227;o t&#234;m problemas de sa&#250;de s&#227;o menos negligenciadas do que as crian&#231;as que est&#227;o inseridas em fam&#237;lias sem consumos excessivos mas que apresentam problemas de sa&#250;de.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Enquanto n&#227;o h&#225; diferencia&#231;&#227;o de m&#233;dias de mau trato f&#237;sico nas fam&#237;lias que consomem &#225;lcool ou droga, quer estas apresentem ou n&#227;o problemas de sa&#250;de, nas fam&#237;lias que n&#227;o consomem, o mau trato fisicamente coercivo &#233; mais evidente nas fam&#237;lias que sofrem de problemas de sa&#250;de.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Passemos agora para as vari&#225;veis do contexto social. Ao contr&#225;rio dos resultados apontados por Steinberg e colegas (1981) e Belsky (1993) sobre a import&#226;ncia do trabalho na modula&#231;&#227;o do mau trato e da neglig&#234;ncia, na amostra em estudo, s&#243; os pais que t&#234;m problemas de rela&#231;&#227;o com a vizinhan&#231;a e que s&#227;o discriminados no bairro onde vivem parecem ser os menos implicados positivamente na educa&#231;&#227;o e no desenvolvimento psicossocial dos filhos (mau trato psicol&#243;gico) e assumirem pr&#225;ticas fisicamente violentas. Contudo, e assim como Belsky e Vondra (1989), Cicchetti (1989) e Wolfe (1991), tamb&#233;m n&#243;s confirm&#225;mos a hip&#243;tese de que os factores de <i>stress,</i> sobretudo se os tomarmos em considera&#231;&#227;o no seu conjunto, cumulativamente, condicionam de forma negativa os n&#237;veis de gravidade de mau trato e neglig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito aos factores de suporte familiar, a hip&#243;tese de que estes poderiam atenuar o problema do mau trato e da neglig&#234;ncia (Bronfenbrenner, 1986) n&#227;o se confirma atrav&#233;s dos resultados alcan&#231;ados. Pelo contr&#225;rio, os dados obtidos na nossa amostra indicam que as crian&#231;as que beneficiam de maior apoio institucional s&#227;o aquelas que apresentam n&#237;veis mais graves do problema. Dado que nem todos os suportes que foram avaliados t&#234;m respostas espec&#237;ficas para o problema do mau trato e da neglig&#234;ncia, sobretudo aqueles que s&#227;o mais frequentados/procurados (centros de sa&#250;de, escolas, seguran&#231;a social, etc.), podemos colocar a hip&#243;tese de que o tipo de interven&#231;&#227;o implementado por estas institui&#231;&#245;es n&#227;o actue directamente na minimiza&#231;&#227;o do problema. Por outro lado, h&#225; que considerar que as vari&#225;veis de suporte social institucional podem ter um contributo menos relevante do que vari&#225;veis de suporte n&#227;o formal, como o suporte social, familiar, etc. &#201; nesta linha que integramos o resultado acima descrito, com as fam&#237;lias socialmente isoladas a manifestarem n&#237;veis mais elevados de mau trato f&#237;sico e psicol&#243;gico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, podemos acrescentar que as vari&#225;veis de n&#237;vel cultural s&#243; influenciam parcialmente as pr&#225;ticas parentais abusivas, pois as suas m&#233;dias s&#243; s&#227;o significativamente mais elevadas na situa&#231;&#227;o das fam&#237;lias socioeconomicamente d&#233;beis e n&#227;o em fun&#231;&#227;o da etnia. Estes resultados parecem confirmar as hip&#243;teses colocadas por outros autores (Dubowitz <i>et al,</i> 1987; Spearly &#38; Lauderdale, 1983), sobre a sali&#234;ncia do rendimento econ&#243;mico no mau trato e na neglig&#234;ncia e sobre o papel indiferenciado da etnia na gravidade destas pr&#225;ticas parentais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, conforme se referiu na introdu&#231;&#227;o do artigo, as dificuldades de integra&#231;&#227;o da literatura nesta &#225;rea tornam dif&#237;cil a tarefa de olhar para os resultados obtidos &#224; luz de investiga&#231;&#245;es precedentes, n&#227;o s&#243; por aquelas se basearem em estudos epidemiol&#243;gicos, como por se estar a comparar resultados obtidos com amostras e atrav&#233;s de instrumentos de medida t&#227;o diversificados. Por esta raz&#227;o, e dado esta investiga&#231;&#227;o assumir um car&#225;cter explorat&#243;rio, a replica&#231;&#227;o deste tipo de estudos torna-se necess&#225;ria, de forma a poder-se estabelecer rela&#231;&#245;es consistentes entre as vari&#225;veis e a generaliza&#231;&#227;o e compara&#231;&#227;o dos resultados.</font></p>            <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, A. N., Andr&#233;, I. M., &#38; Almeida, H. N. (1995). Os <i>maus tratos &#224;s crian&#231;as em Portugal: Relat&#243;rio final</i> &#8212; <i>1.&#34; fase.</i> Lisboa: Centro de Estudos Judici&#225;rios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486802&pid=S0874-2049200100010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baldwin, A. L., Baldwin, C, &#38; Cole, R. (1990). Stress: resistant families and <i>stress-resistant children. In J. E. Rolf, A. Masten, D. Cicchetti, K. H. Nuechterlein, &#38;</i> S. <i>Weintraud (Eds.), Risk and protective factors in the development of psychopathology.</i> Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486804&pid=S0874-2049200100010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Belsky, J. (1980). Child maltreatment: An ecological integration. <i>American Psychologist, 35,</i> 320-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486806&pid=S0874-2049200100010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Belsky, J. (1993). The etiology of child maltreatment: A developmental-ecological analysis. <i>Psychological Bulletin, 114,</i>413-434.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486808&pid=S0874-2049200100010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Belsky, J. (1995). Determinants and consequences of parenting: Illustrative findings and basic principles. In W. Hellinckx, M. Colton &#38; M. Williams (Eds.), <i>The family ivay: International perspectives on family support.</i> Aldershot, UK: Arena.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486810&pid=S0874-2049200100010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Belsky, J., &#38; Vondra, J. (1989). Lessons from child abuse: The determinants of parenting. In D. Cicchetti &#38; V. Carlson (Eds.), <i>Child maltreatment: Theory and research on the causes and consequences of child abuse and neglect.</i> Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486812&pid=S0874-2049200100010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1979). <i>The ecology of human development.</i> Cambridge, MA: Harvard University Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1986). Ecology of the family as a context for human development research perspectives. <i>Developmental Psychology, 22</i> (6), 723-742.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486815&pid=S0874-2049200100010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Canha, J., (2000). <i>Crian&#231;a maltratada: O papel de uma pessoa de refer&#234;ncia na sua recupera&#231;&#227;o</i> &#8212; <i>Estudo prospectivo de 5 anos.</i> Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486817&pid=S0874-2049200100010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Calheiros, M., (1998). Elabora&#231;&#227;o e estudo de um question&#225;rio de avalia&#231;&#227;o de maus tratos e neglig&#234;ncia a crian&#231;as. <i>Revista Portuguesa de Psicologia, 33,</i> 91-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486819&pid=S0874-2049200100010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cicchetti, D. (1989). How research in child maltreatment has informed the study of child development: Perspectives from developmental psychopathology. In D. Cicchetti &#38; V. Carlson (Eds.), <i>Child maltreatment: Theory and research on the causes and consequences of child abuse and neglect.</i> Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486821&pid=S0874-2049200100010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cicchetti, D., &#38; Howes, T. W. (1991). Development psychopathology in the context of the family: illustrations from the study of child maltreatment. <i>The Canadian Journal of Behavioural Science,</i> 23,257-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486823&pid=S0874-2049200100010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cicchetti, D., &#38;, Lynch, M. (1993). Toward an ecological/transactional model of comunity violence and child maltreatment: Consequences for children&#39;s development. <i>Psychiatry, 56,</i> 96-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486825&pid=S0874-2049200100010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cicchetti, D., &#38; Rizley, R. (1981). Developmental perspectives on the etiology, intergerational transmissions, and sequelae of child maltreatment. <i>New Directions for Child Development, 11,</i> 31-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486827&pid=S0874-2049200100010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cicchetti, D., &#38; Toth, S. (1995). A developmental psychopathology perspective on child abuse and neglect. <i>Journal of American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 34,</i>541-565.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486829&pid=S0874-2049200100010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Creighton, S. (1985). Epidemiological study of abused children and their families in the United Kingdom between 1977 and 1982. <i>Child Abuse and Neglect, 9,</i>441-448.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486831&pid=S0874-2049200100010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crittenden, P. M., (1985). Social networks, quality of parenting and child development. <i>Child Development, 56,</i>1299-1313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486833&pid=S0874-2049200100010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crittenden, P. M., Claussen, A. H., &#38; Sugarman, D. B. (1994). Physical and psychological maltreatment in middle childhood and adolescence. <i>Development and Psychopathology, 6,</i>145-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486835&pid=S0874-2049200100010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cummings, E. M., (1997). Marital conflict, abuse, and adversity in the family and child adjustment: developmental psychopathology perspective. In D. A. Wolfe, R. J. McMahon, &#38; R. De V. Peters (Eds.), <i>Child abuse: New directions in prevention and treatment across the lifespan.</i> Nova Iorque: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486837&pid=S0874-2049200100010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dubowitz, H., Hampton, R. L., Bithoney, W. G., &#38; Newberger, E. (1987). Inflicted and noinflicted injuries: Differences in child and familial characteristics. <i>American Journal Orthopsychiatry, 57</i> (4), 525-535.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486839&pid=S0874-2049200100010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eckenrode, J. Laird, M., &#38; Doris, J. (1993). School performance and disciplinary problems among abused and neglected children. <i>Developmental Psychology, 29,</i>53-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486841&pid=S0874-2049200100010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frodi, A. M., (1981). Contributions of infant characteristics to child abuse. <i>American Journal of Mental Deficiences, 85,</i> 341-349.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486843&pid=S0874-2049200100010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Garbarino, J., Guttmann, E., &#38; Seeley, J. (1986). <i>The psychologically battered child.</i> Nova Iorque: Joney-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486845&pid=S0874-2049200100010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hawkins, W. E., &#38; Duncan, D. F. (1985). Children&#39;s illnesses as risk factors for chil abuse. <i>Psychological Reports, 56,</i> 638.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486847&pid=S0874-2049200100010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Howes, P., &#38; Cicchetti D. (1993). A family/relational perspective on maltreating families: parallel process across systems and social policy implications. In D. Cicchetti &#38; S. L. Toth (Eds.), <i>Child abuse, child development and social policy</i> (pp. 249-300). Norwood, NJ: Ablex.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Iverson, T. J., &#38; Segal, M. (1992). Social behavior of maltreated children: Exploring links to parent behavior and beliefs. In I. E. Sigel, A. V. McGillicuddy-De Lisi &#38; J. J. Goodnow (Eds), <i>Parental belief systems: The psychological consequences for children. </i>Hillsdale, NY: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486850&pid=S0874-2049200100010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Jaffe, P. G., Wolfe, D. A., &#38; Wilson, S. K. (1990). <i>Children of battered zvomen.</i> Newbury Park, CA: Sage.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jones, E. D., &#38; McCurdy, K. (1992). The links between types of maltreatment and demographic characteristics of children. <i>Child Abuse and Neglect, 16,</i> 201-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486853&pid=S0874-2049200100010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kellehr, K., Chaffin, M., Hollenberg, J., &#38; Ficher, E. (1994). Alcohol and drug disorders among physically abusive and neglectful parents in a community-based sample. <i>American Journal of Public Health, 84,</i> 1586-1590.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486855&pid=S0874-2049200100010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Klein, M., &#38; Stern L. (1971). Low birth weight and the battered child syndrome. <i>American Journal of Disabylity Child, 122,</i>15-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486857&pid=S0874-2049200100010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Knutson, J. F. (1995). Psychological characteristics of maltreated children: Putative risk factors and consequences. <i>Annual Review Psychology, 46,</i> 401-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486859&pid=S0874-2049200100010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Kotelchuck, M. (1982). Child abuse and neglect: Prediction and misclassification. In R. H. Starr Jr. (Ed.), Child abuse prediction: Policy implications. Cambridge, MA: Ballinger.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leonard, K. E., &#38; Jacob, T. (1988). Alcohol, alcoholism, and family violence. In V. B. Van Hasselt, R. L. Morrison, A. S. Bellack &#38; M. Hersen (Eds.), <i>Handbook of family violence</i> (pp. 383-406). Nova Iorque: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486862&pid=S0874-2049200100010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Manly, J. T., Cicchetti, D., &#38; Barnett, D. (1994). The impact of subtype, frequency, chronicity, and severity of child maltreament on social competence and behavior problems. <i>Development and Psychopathology, 6, </i>121-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486864&pid=S0874-2049200100010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McGee, R. A., &#38; Wolfe, D. M. (1991). Psychological maltreatment: Towards an operational definition. <i>Development and Psychopathology, 3,</i>3-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486866&pid=S0874-2049200100010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pianta, R., Egeland, B., &#38; Erickson, M. F. (1989). The antecedents of maltreatment: Results of the mother &#8212; child interaction research project. In D. Cicchetti &#38; V. Carlson (Eds.), <i>Child maltreatment: Theory and research on the causes and consequences of child abuse and neglect.</i> Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486868&pid=S0874-2049200100010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Powers, J. L., &#38; Eckenrode, J. (1988). The maltreatment of adolescents. <i>Child Abuse and Neglect, 12,</i> 189-199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486870&pid=S0874-2049200100010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reidy, T. J. (1977). The agressive characteristics of abused and neglected children. <i>Journal of Clinical Psychology, 33,</i>1140-1145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486872&pid=S0874-2049200100010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosenbaum, A. &#38; O&#39;Leary, D. (1981). Marital violence: Characteristics of abusive couples. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 49,</i> 63-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486874&pid=S0874-2049200100010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosenberg, M. S. (1987). New directions for research on the psychologycal maltreatment of children. <i>American Psychologist, 40,</i>104-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486876&pid=S0874-2049200100010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rossman, B. B. R., &#38; Rosenberg, M. S. (1998). The multiple victimization of children: Incidence and conceptual issues. In B. B. R. Rossman &#38; M. S. Rosenberg (Eds.), <i>Multiple victimization of children: Conceptual, developmental, research and treatment issues</i> (pp. 1-6). Binghamton, NY: Haworth.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486878&pid=S0874-2049200100010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rutter, M. (1987). Psychosocial resilience and protective mechanisms. <i>American Journal of Orthopsychiatry, 57</i> (3), 316 &#8212; 331.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486880&pid=S0874-2049200100010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rutter, M. (1989). Intergenerational continuities and discontinuities in serious parenting difficulties. In D. Cicchetti &#38; V. Carlson (Eds.), <i>Child maltreatment: Theory and research on the causes and consequences of child abuse and neglect.</i> Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486882&pid=S0874-2049200100010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Salzinger, S., Kaplan, S., Pelcovitz, D., Samit, C., &#38; Krieger, R. (1984). Parents and teacher assessment of children&#39;s behavior in child maltreating families. <i>Child Psychiatric, 23,</i> 458-464.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486884&pid=S0874-2049200100010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sameroff, A. J., &#38; Chandler, M. J. (1975). Reproductive risk and the continuum of caretaking casuality. In F. D. Horowitz, M. Hetherington, S. Scarr-Salapatek &#38; G. Sigel (Eds.), <i>Review of child development research</i> (vol. 4, pp. 187-243). Chicago: Univeristy of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486886&pid=S0874-2049200100010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sherrod, K. B., O&#39;Connor, S., &#38; Altemeier, W. A., (1984). Child health and maltreatment. <i>Child Development</i>, 55,1174-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486888&pid=S0874-2049200100010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Spearly, J. L., &#38; Lauderdale, M. (1983). Community characteristics and ethnicity in the prediction of child maltreatment rates. <i>Child Abuse and Neglect, 7</i> (1), 91-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486890&pid=S0874-2049200100010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> .</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Starr, R. H., Jr. (1982). A research-based approach to the prediction of child abuse. In R. H. Starr, Jr. (Ed.), <i>Child abuse prediction: Policy implications</i> (pp. 105-134). Cambridge, MA: Ballinger.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Starr, R. H., Jr. (1988). Pre and perinatal risk and physical abuse. <i>Journal ofReprod. Infant Psychology, 6,</i>125-138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486893&pid=S0874-2049200100010000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Starr, R. H., Dietrich, K. N., Fischoff, J., Ceresnie, S., &#38; Zweier, D. (1984). The contribution of handicapping condictions to child abuse. <i>Top Early Child Special Education, 4,</i> 55-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486895&pid=S0874-2049200100010000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Steinberg, I., Catalano, R., &#38; Dooley, D. (1981). Economic antecedents on child abuse and neglect. <i>Child Development, 52,</i> 975-985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486897&pid=S0874-2049200100010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Straus, M. A., Gelles, R. J., &#38; Steinmetz, S. K. (1980). <i>Behind closed doors: Violence in the American family.</i> Garden City, NJ: Anchor Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Trickett, P. K., &#38; Weinstein, R. (1991). Physical abuse of adolescents. In R. Lerner, A. Peterson, &#38; J. Books-Gunn (Eds.), <i>Encyclopedia of adolescence</i> (Vol. II, pp. 780-784). Nova Iorque: Garland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486900&pid=S0874-2049200100010000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">van den Boom, D., &#38; Hoekbma, J. (1994). The effect of infant irritability on mother-infant interaction. <i>Developmental Psychology, 30,</i> 581-590.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486902&pid=S0874-2049200100010000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wolfe, D. A. (1981). Origins of child abuse and neglect within the family. <i>Child Abuse and Neglect, 5,</i> 223-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486904&pid=S0874-2049200100010000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wolfe, D. A. (1991). <i>Preventing physical and emotional abuse of children.</i> Nova Iorque: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486906&pid=S0874-2049200100010000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wolfe, D. A., &#38; McGee, R. (1994). Dimensions of maltreatment and their relationship to adolescent adjustment. <i>Development Psychopathology, 6,</i>165-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486908&pid=S0874-2049200100010000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zigler, E., &#38; Hall, W. N. (1989). Physical child abuse in America: Past, present, and future. In D. Cicchetti &#38; V. Carlson (Eds.), <i>Child maltreatment: Theory and research on the causes and consequences of child abuse and neglect.</i> Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486910&pid=S0874-2049200100010000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zuravin, S. J., &#38; Grief, G. L. (1989). Normative and child-maltreatment AFDC mothers: Social casework: <i>The Journal of Contemporary Social Work, 74,</i> 76-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486912&pid=S0874-2049200100010000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>              ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>A correspond&#234;ncia relativa a este trabalho deve ser endere&#231;ada a Manuela Calheiros, Departamento de Psicologia Social e das Organiza&#231;&#245;es, ISCTE, Av. das For&#231;as Armadas, 1600 Lisboa (<i>e-mail</i>: <a href="mailto:maria.calheiros@iscte.pt">maria.calheiros@iscte.pt</a>)</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Porque o n&#237;vel de aproveitamento escolar pode resultar da situa&#231;&#227;o de mau trato (Starr, Dietrich, Fischoff, Ceresnie &#38; Zweier, 1984), o papel desta vari&#225;vel como predictora pode ser questionado em estudos prospectivos como este.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>N&#227;o se conhecendo os motivos porque estas crian&#231;as foram separadas dos pais, avali&#225;mos neste estudo a situa&#231;&#227;o de mau trato e neglig&#234;ncia na fam&#237;lia em que vivem actualmente.</font></p>           ]]></body><back>
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