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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelos de análise de redes sociais e limitações do modelo de equilíbrio estrutural de Heider]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A social network is a set of relations between a finite number of actors in a social system inter-linked in a specific structural pattern. Social Network Analysis aims to describe and help to understand the links between those basic social entities, the actors, or composite units formed by subgroups of actors, and the implications of those ties to the structure and dynamics of the system. Actors, in a social network, are not necessarily individuals or groups of individuals, and they can be any kind of elements of a finite social system interconnected by a relational pattern where information exchanges take place (personal interactions, emotional preferences and rejections, psychological and sociological associations, etc.). In this paper the author discusses some basic models of social network analyis and the implications of Heider's structural equilibrium model, stressing some of methodological and epistemological shortcomes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Modelos de an&#225;lise de redes sociais e limita&#231;&#245;es do modelo de equil&#237;brio estrutural de Heider</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Models of social network analysis and limitations of Heider&#39;s structural equilibrium model </b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Lu&#237;s Soczka<sup>*</sup></b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Investigador coordenador do centro Nacional de Informa&#231;&#227;o Geogr&#225;fica, Minist&#233;rio do Ambiente e professor catedr&#225;tico da Escola Superior de Altos Estudos, Instituto Miguel Torga.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"> Uma rede social &#233; um conjunto de rela&#231;&#245;es entre um n&#250;mero finito de actores de um sistema social interconectados por um padr&#227;o estrutural espec&#237;fico. A an&#225;lise de redes sociais (ARS) visa compreender as liga&#231;&#245;es entre essas entidades sociais elementares que s&#227;o os actores ou unidades comp&#243;sitas constituidas por subgrupos de actores, e as implica&#231;&#245;es dessas liga&#231;&#245;es para a estrutura e din&#226;mica do sistema. Os actores de uma rede social n&#227;o s&#227;o necess&#225;riamente indiv&#237;duos ou grupos informais de indiv&#237;duos, mas quaisquer elementos de um sistema social finito interconectados entre si por um qualquer padr&#227;o relacional em que haja fluxos informativos (intera&#231;&#245;es, prefer&#234;ncias ou rejei&#231;&#245;es, associa&#231;&#245;es de car&#225;cter psicol&#243;gico, econ&#243;mico ou sociol&#243;gico, etc.) verific&#225;veis. Neste artigo o autor apresenta alguns modelos b&#225;sicos de an&#225;lise de redes sociais, e discute as implica&#231;&#245;es do modelo de equil&#237;brio estrutural de Heider, apontando algumas das suas limita&#231;&#245;es metodol&#243;gicas e epistemol&#243;gicas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Redes sociais; modelo do equil&#237;brio estrutural; teoria dos grafos.</font></p>      <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"> A <i>social network</i> is a set of relations between a finite number of actors in a social system inter-linked in a specific structural pattern. Social Network Analysis aims to describe and help to understand the links between those basic social entities, the actors, or composite units formed by subgroups of actors, and the implications of those ties to the structure and dynamics of the system. Actors, in a social network, are not necessarily individuals or groups of individuals, and they can be any kind of elements of a finite social system interconnected by a relational pattern where information exchanges take place (personal interactions, emotional preferences and rejections, psychological and sociological associations, etc.). In this paper the author discusses some basic models of social network analyis and the implications of Heider&#39;s structural equilibrium model, stressing some of methodological and epistemological shortcomes.</font></p>          <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma rede social &#233; um conjunto de rela&#231;&#245;es anti-reflexivas, entre um n&#250;mero finito de actores de um sistema social, interconectados por um padr&#227;o estrutural espec&#237;fico. A an&#225;lise de redes sociais (ARS) visa compreender as liga&#231;&#245;es entre essas entidades sociais elementares, que s&#227;o os actores ou unidades comp&#243;sitas constitu&#237;das por subgrupos de actores, e as implica&#231;&#245;es dessas liga&#231;&#245;es para a estrutura e din&#226;mica do sistema. Os actores de uma rede social n&#227;o s&#227;o necessariamente indiv&#237;duos ou grupos formais de indiv&#237;duos, mas quaisquer elementos de um sistema social finito interconectados entre si por um qualquer padr&#227;o relacional em que haja fluxos informativos (interac&#231;&#245;es, prefer&#234;ncias ou rejei&#231;&#245;es, associa&#231;&#245;es de car&#225;cter psicol&#243;gico, econ&#244;mico ou sociol&#243;gico, etc.) verific&#225;veis. Podem ser organiza&#231;&#245;es, subconjuntos de uma mesma organiza&#231;&#227;o, entidades administrativas, trocas de informa&#231;&#245;es entre componentes de uma rede como o SNIG, institui&#231;&#245;es, etc. Caso a rede social incida sobre uma colec&#231;&#227;o de acotres hom&#243;logos (um conjunto de crian&#231;as de uma sala de aula ou um conjunto de laborat&#243;rios de investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica, por exemplo), a ARS incide sobre redes unimodais; caso o que esteja em quest&#227;o sejam conjuntos de actores e/ou trocas de tipo ou n&#237;veis distintos (as trocas entre o p&#250;blico e a rede computacional universit&#225;ria, por exemplo), a ARS incide sobre redes plurimodais. Pela defini&#231;&#227;o de rede social acima proposta, verifica-se que um elemento essencial &#233; a exist&#234;ncia de liga&#231;&#245;es relacionais entre os elementos de uma rede. Embora tradicionalmente as an&#225;lises sociom&#233;tricas em psicologia tenham incidido sobre as rela&#231;&#245;es afectivas entre um conjunto de elementos de um grupo ou entre subgrupos, traduzidas quer atrav&#233;s da express&#227;o de prefer&#234;ncias e rejei&#231;&#245;es, quer atrav&#233;s de comportamentos directamente observ&#225;veis (Soczka, 1973,1984,1994), a defini&#231;&#227;o ampla de rede social acima proposta n&#227;o implica necessariamente essa restri&#231;&#227;o. Com efeito, essas liga&#231;&#245;es podem traduzir-se por uma gama variad&#237;ssima de trocas, como fluxos de informa&#231;&#227;o cient&#237;fica numa rede universit&#225;ria nacional ou internacional, as trocas comerciais entre pa&#237;ses, ou os fluxos de mobilidade populacional entre &#225;reas geogr&#225;ficas, por exemplo. Se bem que, no plano real, o conjunto de elementos de uma rede social possa ser virtualmente infinito ou tender para n&#250;meros de propor&#231;&#245;es astron&#243;micas, sendo a ARS uma modela&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es num sistema, n&#227;o &#233; poss&#237;vel efectu&#225;-la sem a delimita&#231;&#227;o pr&#225;tica do n&#250;mero de actores do sistema em an&#225;lise. Num universo de trocas num sistema de propor&#231;&#245;es, como o conjunto mundial dos utentes da Internet, por exemplo, revelar-se-ia impratic&#225;vel proceder a uma ARS. A colec&#231;&#227;o de actores em an&#225;lise tem, portanto, de possuir fronteiras bem definidas e delimitadas, embora os actuais meios computacionais permitam que o n&#250;mero de actores em an&#225;lise ascenda por vezes &#224; ordem dos v&#225;rios milhares.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, verificam-se duas abordagens distintas das propriedades de uma rede social: a abordagem <i>estrutural,</i> mais privilegiada do ponto de vista sociol&#243;gico, e incidindo sobre as caracter&#237;sticas das liga&#231;&#245;es entre os actores de um sistema, e as abordagens que visam os <i>atributos</i> de cada actor da rede, mais privilegiadas historicamente pela psicologia. De facto, n&#227;o se trata de abordagens alternativas, mas de uma desloca&#231;&#227;o do objecto de an&#225;lise em cada caso: ora o sistema e as liga&#231;&#245;es estruturais entre os actores, num caso, ora os actores propriamente ditos no quadro do sistema, no outro. Em todos os casos, a ARS n&#227;o &#233; uma an&#225;lise fenomenol&#243;gica ou qualitativa da estrutura ou din&#226;mica de um grupo. Pertence &#224; fam&#237;lia das modela&#231;&#245;es matem&#225;ticas em ci&#234;ncias sociais e socorre-se exclusivamente de t&#233;cnicas matem&#225;ticas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para esse efeito, tr&#234;s grandes tradi&#231;&#245;es de ARS se desenvolveram desde a obra pioneira de Moreno, nos prim&#243;rdios da sociometria: a) ARS suportada pela teoria dos grafos; b) sociometria estat&#237;stica; c) modela&#231;&#227;o alg&#233;brica. Veremos adiante que estas linhas de abordagem n&#227;o s&#243; n&#227;o s&#227;o compat&#237;veis como s&#227;o, no fundo, tr&#234;s maneiras de ler os mesmos fen&#243;menos a partir de linguagens matem&#225;ticas distintas. Na pr&#225;tica, s&#227;o at&#233; leituras sobrepostas dos mesmos objectos epist&#233;micos, e o caminho de uma ARS parte sempre de uma sociomatriz, represent&#225;vel por um sociograma, cuja estrutura se traduz num modelo matem&#225;tico (grafo, d&#237;grafo ou hipergrafo e suas propriedades alg&#233;bricas, sendo que dois grafos isom&#243;rficos apresentam as mesmas propriedades sociom&#233;tricas e representam dois conjuntos sociais exactamente equivalentes do ponto de vista da ARS).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma sociomatriz &#233; um conjunto de rela&#231;&#245;es entre actores sociais pertenentes a um mesmo conjunto ou grupo, em que cada elemento de cada vector-linha ou vector-coluna expressa uma quantidade indicativa da qualidade ou quantidade dessa rela&#231;&#227;o. Note-se que em ARS a no&#231;&#227;o de grupo n&#227;o coincide com a no&#231;&#227;o de grupo sociol&#243;gico ou de grupo psicol&#243;gico, dado que o objecto de an&#225;lise pode at&#233; nem ser constitu&#237;do por adores sociais que sejam pessoas, como acima se explicitou . E mesmo quando de pessoas se trata, n&#227;o se trata necessariamente de elementos de um conjunto que caiba na delimita&#231;&#227;o conceptual de grupo tradicional mente usada em psicologia. O conjunto de cidad&#227;os que acede via Internet a um <i>site</i> interactivo, por exemplo, pode ser alvo de uma ARS. O que n&#227;o significa que necessariamente se constituam como grupo social formal ou informal. As ma trizes sociom&#233;tricas constituem matrizes de adjac&#234;ncia para sociogramas traduz&#237;veis por grafos com propriedades matem&#225;ticas definidas, e existe isomorfismo entre as matrizes de adjac&#234;ncias e os grafos correspondentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um grafo &#233; um conjunto de n&#243;s interligados total ou parcialmente por linhas. No caso das redes sociais, um grafo &#233; um modelo das liga&#231;&#245;es dirigidas ou n&#227;o-dirigidas entre cada par de actores do sistema, representado por n&#243;s (ou v&#233;rtices), sendo as rela&#231;&#245;es entre eles representadas pelas linhas (ou arcos, no caso de um grafo direccional) que ligam os n&#243;s. Assim, um grafo G consiste em dois conjuntos de informa&#231;&#227;o: um conjunto de n&#243;s N=(n<sub>1</sub>, n<sub>2</sub>, n<sub>3</sub>...., n<sub>g</sub>), e um conjunto de linhas L=(l<sub>1</sub>, l<sub>2</sub>, l<sub>3</sub>.. .l<sub>g</sub>)* que os conectam, ou de arcos dirigidos, se a rede consistir em rela&#231;&#245;es direccionadas tais que no arco do par ordenado &#60;n<sub>ij</sub> n<sub>j</sub>&#62;, n<sub>i</sub>&#8594;<sub>j</sub> &#60; &#62; n<sub>j</sub>&#8594;n<sub>i</sub>. Para cada G (N, L) &#233; poss&#237;vel existirem R (r<sub>1</sub>, r<sub>2</sub>...., r<sub>g</sub>) rela&#231;&#245;es entre cada par de n&#243;s, correspondendo cada uma delas a um gerador sociom&#233;trico distinto com g(g-l) entradas para cada conjunto de L<sub>g</sub> linhas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dois n&#243;s &#60;n&#8594; np&#62; s&#227;o adjacentes se a linha ou o arco lk=(n&#8222; n,) estiver inclu&#237;da em L, sendo vazio um grafo de g n&#243;s em que L=0. Um n&#243; &#233; incidente com uma linha e esta incidente com o n&#243; se este pertencer ao par de n&#243;s que a definem. Um grafo Gs &#233; um subgrafo de G se o conjunto de n&#243;s Ns de Gs for um subconjunto do conjunto de n&#243;s N de G e o subconjunto de linhas Ls de Gs for um subconjunto de linhas L de G. Em ARS um subgrafo &#233; gerado cada vez que o investigador atende apenas a um subconjunto dos g elementos da rede social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um conceito importante em ARS &#233; o de <i>grau</i> dos n&#243;s de um grafo. O grau de um n&#243;, d(n,), &#233; o n&#250;mero de linhas incidentes com esse n&#243;, ou seja, o n&#250;mero de n&#243;s a ele adjacentes. Numa rede social o grau de um n&#243; representa o n&#250;mero de liga&#231;&#245;es directas de um actor a outro actor do sistema, sendo que</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e1">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e1.jpg">         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">representa a express&#227;o da media de graus nodais na rede social.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e2">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e2.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">E a medida da variabilidade do grau nodal de uma rede, sendo esta uma medida importante para avaliar a centralidade de um grafo, como veremos adiante. Por outro lado, importa considerar a densidade do grafo, que avalia a propor&#231;&#227;o de linhas ou arcos existentes em rela&#231;&#227;o ao n&#250;mero poss&#237;vel de linhas ou arcos, sempre relativo, como &#233; evidente, ao n&#250;mero total de n&#243;s. A densidade A de um grafo &#233; dada por</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e3">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e3.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">que representa uma varia&#231;&#227;o de 0 (grafo vazio) a 1 (grafo totalmente conexo ou K<sub>g</sub>). A densidade de um grafo &#233; assim uma medida da m&#233;dia da propor&#231;&#227;o de linhas incidentes com os n&#243;s que comp&#245;em o grafo, dado que, sendo d=2L/g, ent&#227;o A=d/ (g-1). Em termos de redes sociais, A &#233; portanto uma medida da propor&#231;&#227;o de liga&#231;&#245;es entre os actores do sistema social, o que &#233; fundamental para proceder &#224; avalia&#231;&#227;o da coes&#227;o dos grupos e subgrupos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em ARS muitas vezes lida-se com grafos dirigidos, ou d&#237;grafos, como acima se explicitou, ou seja: distingue-se entre o emissor e o receptor da informa&#231;&#227;o, sendo que uma emiss&#227;o do actor n<sub>i</sub> para o actor n<sub>j</sub> na d&#237;ade &#60;n<sub>i</sub>,n<sub>j</sub>&#62; ou m &#8594; n<sub>j</sub> n&#227;o implica o caminho inverso n<sub>j</sub>&#8594;n<sub>i</sub>, constituindo-se como fen&#243;menos independentes. Um arco &#233; assim um par ordenado de n&#243;s de um d&#237;grafo, o que significa que n<sub>i</sub> ser&#225; adjacente a n<sub>j</sub> se &#60;n<sub>i</sub>, n<sub>j</sub>&#62; &#8712; L. Para cada par de n&#243;s ordenados a rela&#231;&#227;o pode ser <i>nula </i>(caso n&#227;o existam arcos entre os n&#243;s), <i>assim&#233;trica</i> (caso em que n<sub>i</sub>&#8594;n<sub>j</sub> mas n&#227;o n<sub>j</sub>&#8594;n<sub>i</sub>) ou <i>sim&#233;trica</i> (reciprocidade n<sub>j</sub>&#8596;n<sub>i</sub>).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num d&#237;grafo, o conceito de grau complexifica-se, desdobrando-se em I-grau e O-grau, consoante a direc&#231;&#227;o considerada do arco.<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para o conjunto da rede,</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e4">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e4.jpg">         
<p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2">e</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e5">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e5.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">representam as m&#233;dias de I-grau e O-grau da rede social, com vari&#226;ncias</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e6">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e6.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">respectivamente.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Num d&#237;grafo, um <i>caminho &#233;</i> uma seq&#252;&#234;ncia de arcos e n&#243;s em que cada arco tem a sua origem no n&#243; pr&#233;vio e termina no n&#243; subsequente, tendo por comprimento o n&#250;mero de arcos nele contidos. Uma <i>via &#233;</i> um caminho em que nenhum arco ou n&#243; &#233; inclu&#237;do mais do que uma s&#243; vez. E uma <i>semivia &#233;</i> uma sequ&#234;ncia de n&#243;s distintos em que todos os pares de n&#243;s sucessivos s&#227;o conectados por um arco do primeiro, para o segundo ou por um arco do segundo para o primeiro para todos os pares de n&#243;s sucessivos. Estes conceitos s&#227;o necess&#225;rios para os conceitos derivados de <i>acessibilidade</i> e <i>conectividade </i>dos elementos de uma rede social. Como se compreende intuitivamente, um n&#243; n; diz-se acess&#237;vel a partir de n<sub>j</sub> se e s&#243; se existir um caminho de n<sub>j</sub> para n<sub>i</sub>.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um caso especial s&#227;o os grafos e d&#237;grafos sinalizados, em que os arcos ou linhas apresentam uma val&#234;ncia positiva ou negativa. Para a psicologia social, estes grafos apresentam um interesse particular, dados serem a base formal de um famoso modelo te&#243;rico bastante desenvolvido: o modelo de equil&#237;brio de Heider, a que voltaremos adiante. Mas n&#227;o menos importantes s&#227;o os grafos e d&#237;grafos valorizados, ou W-grafos e W-d&#237;grafos,<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> em que a cada liga&#231;&#227;o (linha ou arco) s&#227;o conferidos pesos ou medidas de intensidade (frequ&#234;ncias de interac&#231;&#245;es, por exemplo).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estes conceitos introdut&#243;rios conduzem-nos directamente &#224; &#225;lgebra das rela&#231;&#245;es sociais subjacente ao pr&#243;prio objectivo da ARS. Uma rede social &#233; um conjunto N de objectos (actores) interconectados. Ora, o produto cartesiano de dois conjuntos &#233; o conjunto de todos os pares ordenados dos elementos de cada conjunto, e se N for o conjunto de actores de uma rede social, o produto cartesiano de N por si pr&#243;prio d&#225;-nos todos os pares ordenados de actores, ou seja, o conjunto de todas as d&#237;ades poss&#237;veis para o conjunto N; sendo que o conjunto de rela&#231;&#245;es realmente observadas &#233; normalmente inferior ao conjunto de rela&#231;&#245;es poss&#237;veis.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Partindo de uma sociomatriz X, que &#233;, como se viu, uma matriz de adjac&#234;ncia de n&#243;s de um grafo, de ordem gxg, X<sub>ij</sub>=1 se os n&#243;s n<sub>i</sub> e n<sub>j</sub> forem adjacentes e X<sub>ij</sub>=0 em caso contr&#225;rio. Para toda e qualquer X, x<sub>ij</sub>=0. Num grafo totalmente conexo, X<sub>ij</sub>=X<sub>ji</sub>=1. Num grafo, X &#233; evidentemente sim&#233;trica. Ora, num d&#237;grafo, a entrada X<sub>ij</sub> n&#227;o equivale necessariamente &#224; entrada em x<sub>ij</sub>. Quando tal acontece, verifica-se reciprocidade na rela&#231;&#227;o social. De facto, quando X &#233; sim&#233;trica, a sua transposta X&#39;=X. Mas, no caso de um d&#237;grafo, a transposi&#231;&#227;o da matriz permite permutar a direc&#231;&#227;o das liga&#231;&#245;es entre pares de actores, ou seja, emissores e receptores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Numa sociomatriz, os caminhos entre os n&#243;s de um grafo ou d&#237;grafo s&#227;o obtidos pelos produtos de X por si pr&#243;pria. Ou seja, pelos c&#225;lculos das n-&#233;simas pot&#234;ncias de X. Seja S uma matriz sim&#233;trica derivada de X em que S<sub>ij</sub>=S<sub>ji</sub>=1 se x<sub>ij</sub>=x<sub>ji</sub>=1 e S<sub>ji</sub>=0 no caso contr&#225;rio, sendo S<sub>ii</sub>=0. Ent&#227;o X<sup>n</sup> ser&#225; a c&#233;sima potencia&#231;&#227;o de X e S<sup>n</sup> a n-&#233;sima potencia&#231;&#227;o de S. Paralelamente, x<sub>ij</sub> de X<sup>n</sup> dir-se-&#225; x<sub>ij</sub><sup>n</sup> e s<sub>ij</sub> de S<sup>n</sup>, s<sup>n</sup><sub>ij</sub>. Luce e Perry (1949) demonstraram que poderiam calcular a n-cadeias entre os elementos da matriz, em que n corresponde ao n&#250;mero de n&#243;s interm&#233;dios da via entre cada dois elementos, dizendo-se que a n-cadeia &#233; redundante sempre que o mesmo elemento surge mais de uma vez na mesma cadeia. Luce (1950) definiria uma n-cadeia de n<sub>i</sub> a n<sub>j</sub> da seguinte forma:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">uma n-cadeia de i a j &#233; um conjunto ordenada de n+1 elementos, de que i &#233; o primeiro e j o &#250;ltimo, tal que se verifica antimetria entre i e o segundo, entre o segundo e o terceiro, etc. e entre o n-&#233;simo elemento e j. Se a antimetria representar comunica&#231;&#227;o, ent&#227;o uma n-cadeia &#233; uma via <i>[path]</i> de comunica&#231;&#227;o indirecta de i para j com n passos. Duas n-cadeias s&#227;o consideradas distintas uma da outra se o k-&#233;simo elemento da primeira difere do k-&#233;simo elemento da segunda nalgum valor de k entre 2 e n. Demonstrou-se que a entrada ij de x<sup>n</sup> assume um valor positivo c, isto &#233;, x<sup>n</sup><sub>ij</sub> = c se e s&#243; se exitirem c n-cadeias distintas de i para j &#34; (p. 170).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Efectivamente, a diagonal de X<sup>2</sup> corresponder&#225; ao n&#250;mero de rela&#231;&#245;es sim&#233;tricas contidas em X. Ora, S=XX&#39;, e a diagonal de S<sup>3</sup> informar-nos-&#225; sobre a perten&#231;a ou n&#227;o de n; a um subgrupo de tr&#234;s elementos com rela&#231;&#245;es sim&#233;tricas entre si. Ou seja, aquilo a que na tradi&#231;&#227;o sociom&#233;trica se designa por <i>clique.</i> Luce e Perry (1949) designam por clique uma cadeia de pelo menos tr&#234;s elementos cujas rela&#231;&#245;es entre si s&#227;o exclusivamente sim&#233;tricas e em que o universo de elementos cujas rela&#231;&#245;es s&#227;o exclusivamente sim&#233;tricas se encontra esgotado. Isto &#233;: onde n&#227;o h&#225; nenhum outro elemento do grupo com rela&#231;&#245;es sim&#233;tricas com todos os outros elementos do grupo em quest&#227;o. A clique seria assim indivis&#237;vel. Por defini&#231;&#227;o, numa clique n&#227;o existem antimetrias.<a href="#3fv"><sup>3</sup></a><a name="top3"> Deste modo, um elemento i est&#225; contido numa clique se e s&#243; se a n-&#233;sima entrada da diagonal de S<sup>3</sup> for positiva. Se admitirmos que a coes&#227;o grupai se define justamente pela exist&#234;ncia de liga&#231;&#245;es directas, rec&#237;procas e fortes entre os membros de um grupo, e sabendo-se at&#233; que ponto a coes&#227;o afecta a din&#226;mica de um grupo, n&#227;o &#233; de estranhar a particular aten&#231;&#227;o dada a este tema desde esses tempos j&#225; recuados em que Luce e Perry (1949) e Festinger (1949) davam os primeiros passos na &#225;lgebra das rela&#231;&#245;es sociais. Do ponto de vista da teoria dos grafos, uma clique &#233; um subgrafo maximamente conexo, com exclus&#227;o de um tipo particular de subgrafos conexos: as d&#237;ades em que se verifica simetria relacional. Ou seja: a tr&#237;ade &#233; considerada a base m&#237;nima de constitui&#231;&#227;o de um subgrupo. No entanto, o recurso ao conceito de clique (inicialmente limitado &#224; tr&#237;ade) revelou possuir algumas limita&#231;&#245;es, umas de natureza conceptual, outras de natureza metodol&#243;gica e outras ainda de natureza pr&#225;tica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Talvez Luce (1950) tenha sido dos primeiros a tentar ultrapassar as primitivas limita&#231;&#245;es do conceito de clique, desenvolvendo os conceitos alternativos de <i>n-clique</i> e de <i>n-conex&#227;o,</i> que exporemos resumidamente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Seja G<sub>(m,p)</sub> uma dada estrutura p de antimetrias definida num conjunto M de m elementos. Diz-se que G &#233; adequadamente n-conectada se para cada par de elementos i e j existe pelo menos uma k-cadeia de i para j em que k &#233; um inteiro positivo. Neste caso, <a name="e8"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e8.jpg"> n&#227;o cont&#233;m entradas nulas (quando qualquer vector de G for composto apenas por zeros, G n&#227;o &#233; adequadamente conectada para nenhum valor de n). G<sub>(m,p)</sub> &#233; exactamente n-conectada se for adequadamente n-conectada mas n&#227;o exactamente k-conectada para qualquer k&#60;n. Paralelamente, um subconjunto C para M ser&#225; n-conectado se para cada par de elementos i e j em C (sendo i&#8800;j) existir pelo menos uma k-cadeia em G<sub>(m,p)</sub> de i para j, para k&#60;n. C ser&#225; uma <i>n-clique</i> se e s&#243; se C for um subconjunto da estrutura G<sub>(m,p)</sub> que n&#227;o seja um subconjunto de um subconjunto n-conectado de M. E Luce precisa: &#34;Um subconjunto de uma n-clique n&#227;o &#233; uma n-clique, o que n&#227;o impede que as cliques se interceptem&#34;. Para determina&#231;&#227;o das n-cliques de G<sub>(m,p)</sub> calcula-se a matriz <a name="e9"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e9.jpg">a partir da qual se  obt&#233;m B<sub>(n)</sub> =[b<sub>ij</sub>] onde b<sub>ii</sub>=0, b<sub>ii</sub>=1 se a<sub>ij</sub>O e b<sub>ij</sub>=0 se a<sub>ij</sub>=0, para i&#8800;j. Seja S a matriz sim&#233;trica derivada de B. Ent&#227;o, como anteriormente vimos, S<sup>3</sup> d&#225;-nos a 2-cliques de G<sub>(m,p)</sub>, etc.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Alba (1973) prop&#245;e que na pr&#225;tica se adopte um ponto de corte <i>(cutoff point)</i> para decidir do valor de n, e Wasserman e Faust (1994) sugerem que esse valor seja o da m&#225;xima dist&#226;ncia geod&#233;sica conectando dois pares de actores num subgrupo coeso. Na esteira de Luce, n=2 &#233; muitas vezes o ponto de corte adoptado, j&#225; que as 2-cliques s&#227;o subgrafos em que h&#225; acessibilidade de todos os membros entre si atrav&#233;s de pelo menos um n&#243; sem que os n&#243;s sejam necessariamente adjacentes uns aos outros. Do ponto de vista metodol&#243;gico, a an&#225;lise de cliques &#233; muitas vezes perturbada pelos pr&#243;prios procedimentos do investigador, quando este limita arbitrariamente o n&#250;mero de escolhas ou rejei&#231;&#245;es (se for esse o gerador sociom&#233;trico em quest&#227;o, claro) dos actores sociais.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Se G<sub>(m,p)</sub>=X corresponder a um d&#237;grafo, x<sub>ij</sub>&#60; I significa que o arco &#60;n<sub>i</sub>, n<sub>j</sub>&#62; pertence a L. O produto x<sub>ik</sub>x<sub>jk</sub>=1 se x<sub>ik</sub> e Xjk=1, o que acontece se ambos os arcos &#60;n<sub>1</sub>, n<sub>j</sub>&#62; e &#60;n<sub>j</sub>, n<sub>i</sub>&#62; pertencerem a 1. isto re&#250;ne as condi&#231;&#245;es para a exist&#234;ncia do caminho n<sub>i</sub>,&#8594; n<sub>k</sub>&#8594; n<sub>j</sub>.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, <a name="e10"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e10.jpg"> d&#225;-nos o n&#250;mero de caminhos de comprimento 2 de n; para n<sub>j</sub>, para todos os n<sub>k</sub>. Como vimos acima, as entradas de <a name="e11"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e11.jpg">  d&#227;o-nos as entradas de comprimento 2 para n<sub>j</sub> e, conforme os teoremas de Luce (1950), a matriz X<sup>n</sup> o total de caminhos de comprimento n de n<sub>j</sub> para n<sub>j</sub>. O que nos conduz aos c&#225;lculos dos &#237;ndices de <i>centralidade</i> e <i>prest&#237;gio</i> dos actores da rede social. Mais uma vez, o conceito de prest&#237;gio usado em ARS n&#227;o tem necessariamente correspond&#234;ncia com conceptualiza&#231;&#245;es sociol&#243;gicas ou sociopsicol&#243;gicas de prest&#237;gio, muitas vezes utilizadas e que recorrem a indicadores sociais e comportamentais estranhos ao conceito de rede social (sinais exteriores de riqueza podem ser e s&#227;o muitas vezes utilizados nesse sentido, por exemplo). Dentro do quadro metodol&#243;gico e conceptual da ARS, este conceito est&#225; estritamente delimitado pelo jogo de trocas e conex&#245;es entre actores sociais no <i>interior da rede social em an&#225;lise.</i> Liga-se assim ao acima explicitado conceito de I-grau de um n&#243; de um d&#237;grafo, mas assume contornos mais complexos. De alguma forma, o prest&#237;gio na rede social liga-se ao posicionamento de um actor no sistema, e &#224; sua proemin&#234;ncia grupai. Tome-se o exemplo da comunidade cient&#237;fica: &#233; certamente factor de prest&#237;gio o n&#250;mero de cita&#231;&#245;es de um autor por parte dos seus pares da rede social cient&#237;fica, uma medida do prest&#237;gio corresponderia ao grau de centralidade desse actor social medido n&#227;o s&#243; pelas cita&#231;&#245;es directas de que seria alvo, mas tamb&#233;m pela pr&#243;pria centralidade e prest&#237;gio de quem o citaria, medidas por seu turno segundo os mesmo crit&#233;rios, assumindo que n&#227;o teriam o mesmo peso as cita&#231;&#245;es produzidas por n estudantes ou por n cientistas laureados com pr&#233;mios Nobel. Foi com base neste modo de ver as coisas que foi constru&#237;do o <i>&#237;ndice de Hubbel</i> (1965), inclu&#237;do no <i>package</i> SDAS de Lan-geheine (cf. Soczka, 1996, para uma aplica&#231;&#227;o emp&#237;rica). Ora, como Faucheux e Moscovici (1960) j&#225; o tinham sublinhado, a centralidade de um actor numa rede social vai a par com a excentricidade dos restantes, tal como para uma gama limitada de eleitores os votos depositados num dado partido representam necessariamente o custo para os restantes partidos concorrentes. No que respeita a uma rede social, o &#237;ndice de centralidade &#233; uma medida de variabilidade (dispers&#227;o/concentra&#231;&#227;o) das emiss&#245;es dos actores sociais. A centralidade C<sub>D</sub> de um actor n<sub>j</sub> numa rede social &#233;-nos dada pela equa&#231;&#227;o:</font></p>          
<p><a name="e12"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e12.jpg"></p>              
<p><font face="Verdana" size="2">Correspondendo</font></p>                  <p><a name="e13"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e13.jpg"></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">&#224; sua normaliza&#231;&#227;o, de forma a tornar o &#237;ndice independente da dimens&#227;o g da rede ou sub-rede social em an&#225;lise. Para um d&#237;grafo, a proposta de Freeman (1979), no que respeita ao grau de centralidade grupai, recorrendo ao &#237;ndice acima, &#233;:</font></p>      <a name="e14"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e14.jpg">          
<p><font face="Verdana" size="2">em que C<sub>D</sub>(n<sub>i</sub>) &#233; o grau de centralidade do actor n<sub>i</sub> e C<sub>D</sub>(n*) representa o maior valor observado. Este valor &#233; m&#225;ximo num grafo em estrela, onde todos os n&#243;s convergem para um &#250;nico n&#243; a eles sim&#233;trico. O prest&#237;gio, estritamente associado a C<sub>D</sub>(n<sub>i</sub>) pode ser avaliado directamente pelo I-grau do actor social, ou seja: P<sub>D</sub>(n<sub>i</sub>)=d<sub>I</sub>(n<sub>i</sub>)=X+i. Se se quiser normalizar para tomar a medida independentemente da dimens&#227;o grupai, P<sub>D</sub>(n<sub>i</sub>)=(n<sub>i</sub>)=(x+i/(g-1)). Ora, como se referiu acima, o prest&#237;gio de um actor social n&#227;o depende apenas dos totais marginais de recep&#231;&#245;es, mas tamb&#233;m de toda a k-cadeia de emissores e do estatuto de cada um deles. Acontece que o prest&#237;gio e estatuto destes &#233; tamb&#233;m fun&#231;&#227;o do prest&#237;gio e estatuto de n<sub>j</sub>, o que nos coloca perante uma regress&#227;o infinita. De acordo com a proposta de Seeley (1949), que serviu de base &#224; constru&#231;&#227;o do &#237;ndice de Hubbel acima referido, pode-se definir o prest&#237;gio de estatuto (isto &#233;, o prest&#237;gio pesado pelos estatutos sociais dos emissores) P<sub>R</sub>(n<sub>i</sub>), tomando a coluna da socio-matriz contendo as entradas das recep&#231;&#245;es, e proceder ao produto dessas entradas pelos estatutos dos emissores, obtendo-se a combina&#231;&#227;o linear</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e15">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e15.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Chega-se assim a um sistema de g equa&#231;&#245;es a g inc&#243;gnitas, dado que a resolu&#231;&#227;o de qualquer uma delas depende da resolu&#231;&#227;o das restantes.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Se tomarmos a sociomatriz X e procedermos ao seu produto por um vector P<sub>R</sub>(n<sub>i</sub>), P<sub>R</sub>(n<sub>2</sub>),..., P<sub>R</sub>(n<sub>g</sub>)), contendo os &#237;ndices de estatuto dos actores sociais, temos que p=X&#39;p; ou seja, por rearranjo (X&#39;-I)p=0, sendo I a matriz de identidade de dimens&#227;o igual ao total de actores sociais. Para quem esteja familiarizado com procedimentos de an&#225;lise factorial ou de an&#225;lise em componentes principais, esta equa&#231;&#227;o ser&#225; reconhec&#237;vel. Com efeito, &#233; a adequa&#231;&#227;o usada para encontrar o sistema de valores pr&#243;prios de uma matriz, em que p &#233; um vector pr&#243;prio da transposta da sociomatriz, correspondente ao valor pr&#243;prio de 1. Wasserman e Faust (1994) sublinham que uma das solu&#231;&#245;es consiste em for&#231;ar X&#39; a assumir esse valor pr&#243;prio, dado que (tal como o frisara Katz, 1953), se tal se n&#227;o fizer o sistema permanece irresol&#250;vel.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A solu&#231;&#227;o de Katz consiste na normaliza&#231;&#227;o da sociomatriz, de forma a obterem-se vectores-coluna de soma unit&#225;ria. Wasserman e Faust (1994) defendem igualmente esta medida em ordem &#224; resolu&#231;&#227;o do sistema: &#34;Encontra-se assim o vector pr&#243;prio associado ao maior valor pr&#243;prio de X&#39; normalizada, unit&#225;rio, e o vector pr&#243;prio associado a este primeiro valor pr&#243;prio ser&#225; o vector de &#237;ndices estatut&#225;rios p&#34;. Para uma discuss&#227;o matem&#225;tica pormenorizada da ARS com denomina&#231;&#227;o em vectores pr&#243;prios (cf. Richards e Seary, 1997), com a particularidade interessante de estes autores integrarem a discuss&#227;o no quadro de aplica&#231;&#245;es de an&#225;lise multivariada bastante usadas em ci&#234;ncias sociais, como a an&#225;lise de correspond&#234;ncias e a an&#225;lise de covari&#226;ncia iterativa.<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"> O que nos remete para o problema da an&#225;lise de estrutura das redes sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Referimo-nos acima aos grafos valorizados e demos como exemplo t&#237;pico da sua utiliza&#231;&#227;o os modelos de equil&#237;brio estrutural de Heider.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Partindo da defini&#231;&#227;o de d&#237;grafo de Cartwright e Harary (1956), ou seja, &#34;um grafo &#233; um d&#237;grafo quando consiste num conjunto finito de pontos em que existe um dado subconjunto do poss&#237;vel conjunto de pares ordenados de pontos distintos&#34;<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"> ligados entre si de forma assim&#233;trica, &#233; f&#225;cil de compreender que um grafo valorizado, ou S-grafo, &#233; um caso particular de d&#237;grafo. Heider, que no in&#237;cio dos anos 40 dedicara especial aten&#231;&#227;o &#224; quest&#227;o da percep&#231;&#227;o da causalidade, introduz num artigo de 1946 o princ&#237;pio do equil&#237;brio cognitivo, que prop&#245;e como estruturante da percep&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es sociais entre indiv&#237;duos. Seja uma d&#237;ade composta por p e o entre os quais &#233; estabelecida uma rela&#231;&#227;o que pode assumir um de dois estados: positivo (L+) ou negativo (L-). A hip&#243;tese de Heider (1946) &#233; a de que: a) existe um estado de equil&#237;brio se uma entidade possu&#237; o mesmo car&#225;cter din&#226;mico em todos os sentidos, ou seja, pL(+)o ou pL(-)o para qualquer L; b) existe um estado de equil&#237;brio se todas as partes da unidade t&#234;m o mesmo car&#225;cter din&#226;mico (todas positivas ou todas negativas) e se entidades com diferentes tra&#231;os din&#226;micos se encontrarem segregadas uma da outra; c) se n&#227;o existir um estado de equil&#237;brio, desenvolver-se-&#227;o for&#231;as no sentido de o estabelecer; ou mudar&#227;o ou tra&#231;os din&#226;micos ou mudar&#227;o as unidades de rela&#231;&#227;o mediante comportamentos ou reestrutura&#231;&#245;es cognitivas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal significa que, numa d&#237;ade, existe equil&#237;brio se as rela&#231;&#245;es entre os dois elementos da d&#237;ade forem ou s&#243; positivas ou s&#243; negativas (pL(+)o e oL(+)p ou ent&#227;o pL(-)o e oL(-)p). Caso contr&#225;rio, existe um estado de tens&#227;o (n&#227;o-equil&#237;brio) entre p e o, e verificar-se-&#225; um movimento de reequlibra&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Similarmente, no caso de um tripleto, existe equil&#237;brio quando o produto das val&#234;ncias dos arcos ou linhas &#60;o, p&#62;, &#60;o, k&#62;, &#60;j, k&#62; &#233; positivo. O que nos remete para o conceito de <i>ciclo</i> de um grafo: ciclo &#233; um caminho fechado em que todos os n&#243;s excepto o de origem e o terminal s&#227;o distintos uns dos outros. Num tripleto existem oito solu&#231;&#245;es combinat&#243;rias poss&#237;veis de ciclos de dimens&#227;o 3 entre o, p, k, sendo que quatro apresentam um sinal positivo no produto das val&#234;ncias das linhas incidentes, isto &#233;, re&#250;nem as condi&#231;&#245;es de equil&#237;brio de Heider:</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a name="e16">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e16.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cartwright e Harary (1956) e Harary, Norman e Cartwright (1965) aplicaram-se a generalizar matematicamente o modelo de equil&#237;brio estrutural de Heider para qualquer S-grafo completo. Cartwright e Harary (1956) demonstraram ent&#227;o que:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">a) uma estrutura est&#225; em equil&#237;brio se todos os seus ciclos s&#227;o positivos;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">b) uma estrutura est&#225; em equil&#237;brio se todos os n&#243;s do S-grafo que a representa todas as semivias que os unem t&#234;m o mesmo sinal, isto &#233;, se os produtos das suas linhas t&#234;m os mesmos sinais;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">c) uma estrutura est&#225; em equil&#237;brio se o conjunto de todos os n&#243;s do S-grafo se pode dividir em dois conjuntos (um dos quais pode ser vazio) tais que cada linha positiva liga dois n&#243;s do mesmo subconjunto e cada linha negativa liga dois n&#243;s de subconjuntos diferentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta &#250;ltima conclus&#227;o conduziu aos teoremas da conglomera&#231;&#227;o de Davis (1967), que veremos adiante (entre muitas outras, uma verifica&#231;&#227;o emp&#237;rica da conglomera&#231;&#227;o est&#225; contida em Soczka, 1984). Ora, se &#233; trivial avaliar o equil&#237;brio estrutural de Heider em S-grafos ou d&#237;grafos de pequena dimens&#227;o, j&#225; n&#227;o o &#233; se o que estiver em quest&#227;o forem sociomatrizes de ordem elevada. Para um S-grafo, se este estiver em equil&#237;brio, a diagonal de X<sup>n</sup> (n representando a n-&#233;sima pot&#234;ncia da sociomatriz de ordem g) deve apresentar valores positivos para todas as pot&#234;ncias n=1, 2,..., g.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A verifica&#231;&#227;o emp&#237;rica de um S-grafo se pode subdividir em conglomerados <i>(clusters)</i> tais que as rela&#231;&#245;es entre ambos sejam negativas e nos seus respectivos semiciclos sejam positivas, levou &#224; seguinte defini&#231;&#227;o da conglomeridade de uma rede social (Davis, 1967):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um S-grafo &#233; conglomer&#225;vel ou possui um conglomerado se for poss&#237;vel dividir os seus n&#243;s num n&#250;mero finito de subconjuntos tais que cada linha positiva liga dois n&#243;s do mesmo subconjunto e cada linha negativa liga dois n&#243;s de subconjuntos diferentes, designando-se cada um desses subconjuntos por conglomerado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como se v&#234;, trata-se de uma generaliza&#231;&#227;o para k<i>-clusters</i> da conclus&#227;o c) de Cartwright e Harary acima apresentada. A conglomera&#231;&#227;o proposta por Davis alarga o modelo de Heider, dado que admite num mesmo conglomerado rela&#231;&#245;es n&#227;o positivas, ou seja: uma estrutura pode n&#227;o estar em equil&#237;brio e ser ainda assim subdivis&#237;vel em conglomerados coerentes com a defini&#231;&#227;o acima dada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na an&#225;lise estrutural de uma sociomatriz, os elementos relacionais m&#237;nimos s&#227;o obviamente as rela&#231;&#245;es di&#225;dicas, ou seja, as rela&#231;&#245;es poss&#237;veis entre cada dois elementos diferentes da sociomatriz. Como sempre, em ARS, imp&#245;e-se a condi&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o intransitiva de cada elemento consigo pr&#243;prio, ou seja, X<sub>ii</sub>=0. Sendo assim, como se disse acima, tr&#234;s estados s&#227;o poss&#237;veis entre cada par &#60;i, j&#62;: rela&#231;&#227;o nula (N), assimetria (A), (i &#8594; j ou j &#8594; i mas n&#227;o ambos), e reciprocidade relacional (M). Estes tr&#234;s estados geram assim um conjunto de quatro rela&#231;&#245;es di&#225;dicas D poss&#237;veis: D<sub>ij</sub>=(0,0) ou rela&#231;&#227;o nula, D<sub>ij</sub>=(1,0) e D<sub>ij</sub>(0,l) ou as duas possibilidades de assimetria, e D<sub>ij</sub>=(l,l) quando se verifica reciprocidade. Ao varrimento da sociomatriz em ordem &#224; contagem das ocorr&#234;ncias reais de cada uma destas quatro possibilidades de isomorfismos chama-se <i>censo di&#225;dico.</i> De tal forma que</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e17.jpg">Equa&#231;&#227;o 17</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Longe de constituir um mero exerc&#237;cio de estilo, o censo di&#225;dico &#233; a base para a medida das discrep&#226;ncias entre os valores realmente observados numa dada sociomatriz e os <i>valores expect&#225;veis se as escolhas fossem verdadeiramente aleat&#243;rias,</i> possibilitando assim a passagem ao racioc&#237;nio estat&#237;stico em sociometria. Esta preocupa&#231;&#227;o coincide com os pr&#243;prios prim&#243;rdios da an&#225;lise sociom&#233;trica, a come&#231;ar pelo seu pr&#243;prio fundador, Moreno (cf. Soczka, 1984; entre os trabalhos pioneiros nesta mat&#233;ria contam-se os de Moreno ejennings, 1938; Urie Bronfenbrenner, 1945; e Criswell, 1946). Em condi&#231;&#245;es de levantamento sociom&#233;trico com um n&#250;mero d de escolhas fixas, a probabilidade de uma rela&#231;&#227;o sim&#233;trica entre os actores sociais i e j numa sociomatriz gxg ser-nos-ia dada pela equa&#231;&#227;o  <a name="e18"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e18.jpg">, se as escolhas fossem aleat&#243;rias e com distribui&#231;&#227;o uniforme. Assim,</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <a name="e19">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e19.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ora, muitas vezes a ARS baseia-se num &#250;nico gerador sociom&#233;trico, ou crit&#233;rio de selec&#231;&#227;o, por exemplo, quem numa empresa escolhe quem para ir almo&#231;ar, ou num grupo de adolescentes (a idade dos telefonemas cont&#237;nuos de uns para os outros, como todos os pais bem sabem quando recebem a conta da Telecom) quem telefona a quem. Mas h&#225; condi&#231;&#245;es em que aos actores sociais se apresentam m&#250;ltiplos geradores sociom&#233;tricos, ou seja, m&#250;ltiplos crit&#233;rios de selec&#231;&#227;o, de tal maneira que possa acontecer, por exemplo, simetria entre i e j para o crit&#233;rio ci e assimetria para o crit&#233;rio C2. Nesse caso, o problema complexifica-se um pouco. Em 1946, Joan Criswell apresentou uma forma simples de avaliar a coer&#234;ncia intercriterial. O censo di&#225;dico &#233; assim efectuado C<sub>n</sub> vezes. Se cada actor social fizer d selec&#231;&#245;es em cada crit&#233;rio, faz no total C<sup>2</sup>d selec&#231;&#245;es para o conjunto de (g-1) actores. E</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e20">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e20.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Caso d n&#227;o seja constante entre dois geradores sociom&#233;tricos, o c&#225;lculo proposto por Criswell (1946) &#233; invi&#225;vel. Ou seja, &#233; limitado aos casos de ARS com escolhas fixas. No caso de um sociograma &#34;aberto&#34;, em que n&#227;o h&#225; limite para o n&#250;mero de arcos entre dois n&#243;s de um d&#237;grafo a n&#227;o ser o imposto pelo pr&#243;prio n&#250;mero total de n&#243;s, h&#225; que ter em conta n&#227;o s&#243; <a name="e21"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e21.jpg">, ou seja, o total de selec&#231;&#245;es, mas tamb&#233;m o n&#250;mero de selec&#231;&#245;es efectuadas por cada actor social. Seja <a name="e21"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e21.jpg">. A probabilidade de M(i, j) ser&#225; <a name="e22"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e22.jpg"> se as rela&#231;&#245;es forem aleat&#243;rias e com distribui&#231;&#227;o uniforme. Ent&#227;o,</font></p>          
<p>&nbsp;</p>     <a name="e23">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e23.jpg">         
<p>&nbsp;</p>           <p><font face="Verdana" size="2">Com o pressuposto de que a distribui&#231;&#227;o das escolhas (leia-se selec&#231;&#245;es, interac&#231;&#245;es ou qualquer outra medida das rela&#231;&#245;es di&#225;dicas) &#233; aleat&#243;ria num espa&#231;o amostrai S={0,1}, estamos perante uma distribui&#231;&#227;o de Bemouill de acontecimentos independentes. No caso dos d&#237;grafos, a distribui&#231;&#227;o uniforme das escolhas p&#245;e a hip&#243;tese de que todos os actores sociais escolhem 50% dos restantes actores, isto &#233;, {Pij}=0,5.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assumindo que, dado o gerador sociom&#233;trico c, &#233; equiprov&#225;vel a emiss&#227;o do comportamento c do elemento i de um conjunto de g actores para os restantes (g-1) actores, cada um deles ser&#225; alvo do comportamento gerado a partir de c com uma probabilidade p=1/(g-1), e haver&#225; a probabilidade q=1-p de o n&#227;o ser.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A signific&#226;ncia estat&#237;stica das discrep&#226;ncias entre cq e p(cq) foi testada por Moreno (1934) e por Moreno e Jennings (1938) mediante o teste x<sup>2</sup>/ enquanto Bonfen-brenner (1945) adoptou como crit&#233;rio os limites de confian&#231;a da m&#233;dia dados por <a name="e24"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e24.jpg">, onde z corresponde ao valor da normal reduzida: <a name="e25"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e25.jpg">. Na pr&#225;tica estas vias s&#227;o equivalentes (Soczka, 1984), dado que</font></p>              
<p>&nbsp;</p>     <a name="e26">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e26.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com efeito, numa s&#233;rie g+1 conjuntos independentes Ai... A<sub>g+</sub>i, em que <i>p<sub>i</sub>=</i> p(Aj), i=1...g, em Ni repeti&#231;&#245;es independentes de tal modo que</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e27.jpg">Equa&#231;&#227;o 27</a>         
<p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2">Ora, sendo <a name="e28"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e28.jpg">  , para um grau de liberdade, o que equivale ao quadrado do desvio normal reduzido. Para o caso geral, o Teorema de Mood (1974) prova-nos que a soma dos quadrados de vari&#225;veis independentes aleat&#243;rias normais estandardizadas tem uma distribui&#231;&#227;o de qui-quadrado com um n&#250;mero de graus de liberdade igual ao n&#250;mero de termos da soma.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Disse-se acima que a an&#225;lise estrutural de uma rede social tem como constituinte m&#237;nima a an&#225;lise di&#225;dica. No entanto, muitos dos desenvolvimentos realizados em ARS, incluindo todos os que giram &#224; volta do modelo de equil&#237;brio de Heider e todos os que se realizam em torno da quest&#227;o da participa&#231;&#227;o em cliques e subgrupos, pressup&#245;em o passo seguinte: a an&#225;lise das rela&#231;&#245;es tri&#225;dicas. Em sociometria, a avalia&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es di&#225;dicas apresenta em si mesma interesse, sobretudo quando ao investigador interessa estudar os atributos de cada actor social nas suas rela&#231;&#245;es com cada um dos restantes actores. E esse &#233; muitas vezes o caso em psicologia. Mas para se abordar a estrutura das redes sociais em si mesmas consideradas, &#233; poss&#237;vel passar a um n&#237;vel de an&#225;lise n-di&#225;dico (para n&#62;2), e o caso mais b&#225;sico ser&#225; ent&#227;o o n&#237;vel das rela&#231;&#245;es tri&#225;dicas. &#192; contagem classificativa das <a name="e29"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e29.jpg"> tr&#237;ades encontradas numa dada sociomatriz de acordo com os 16 tipos de Holland e Leinhardt (1970), chamaram Davis e Leinhardt (1972) o <i>censo tri&#225;dico.</i></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Holland e Leinhardt (1971) reviram o modelo de equil&#237;brio estrutural de Heider e demonstraram ser ele um caso particular de um modelo mais geral, baseado no conceito de transitividade, apresentando a seguinte defini&#231;&#227;o de transitividade: &#34;Uma tr&#237;ade composta pelos actores i, j e k &#233; transitiva se sempre que i &#8594; j e j &#8594; k, i &#8594; k&#34;. Do que decorre que &#34;Um d&#237;grafo &#233; transitivo se cada tr&#237;ade que cont&#233;m for transitiva&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num d&#237;grafo transitivo ou T-grafo, portanto, n&#227;o existem tr&#237;ades assim&#233;tricas e um T-grafo &#233; subdivis&#237;vel em conglomerados. Numa sociomatriz, ou no d&#237;grafo que a representa, para se verificar se uma rela&#231;&#227;o &#233; transitiva, &#233; necess&#225;rio examinar todas as tr&#237;ades ordenadas de indiv&#237;duos distintos (censo tri&#225;dico). Como decorre da defini&#231;&#227;o de transitividade, se i &#8594; j e j &#8594; k, i &#8594; k. Caso i &#8594; j e j &#8594; k; mas i-/-&#62; k, ocorre intransitividade na tr&#237;ade. Como sabemos em cada par da tr&#237;ade &#233; poss&#237;vel encontrar uma rela&#231;&#227;o m&#250;tua (M) (reciprocidade), assim&#233;trica (A) ou nula (N). Como se referiu acima, Holland e Leinhardt (1970) estabeleceram ent&#227;o c&#243;digos descritivos dos 16 tipos poss&#237;veis (201 significa que se trata de uma tr&#237;ade com duas reciprocidades, sem assimetrias e com uma rela&#231;&#227;o nula, 300 uma dique conexa, etc.), diferenciando os tipos n&#227;o isom&#243;rficos por letras (por exemplo: tr&#234;s das tr&#237;ades apresentam zero reciprocidades, duas rela&#231;&#245;es assim&#233;tricas e uma rela&#231;&#227;o nula, mas n&#227;o s&#227;o estruturalmente isom&#243;rficas; s&#227;o portanto distinguidas pelos c&#243;digos 021D, 021U e 021C).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ora, para uma dada sociomatriz &#233; poss&#237;vel estabelecer um <i>&#237;ndice de transitividade</i> C, pela compara&#231;&#227;o do n&#250;mero de intransitividades encontradas com as que se poderiam estatisticamente com as que se poderia estatisticamente encontrar numa sociomatriz aleat&#243;ria. Seja T o n&#250;mero de tr&#237;ades intransitivas num d&#237;grafo e Pt e ot as respectivas m&#233;dia e desvio-padr&#227;o, sob a hip&#243;tese nula de que a sociomatriz &#233; aleat&#243;ria. Define-se o &#237;ndice de transitividade</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e30">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e30.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">que por se apresentar normalizado pode ser referido a uma tabela de distribui&#231;&#227;o normal para o c&#225;lculo dos seus limiares de signific&#226;ncia (cf. Holland e Leinhardt, 1970, para a demonstra&#231;&#227;o e compara&#231;&#227;o com o &#237;ndice de Davis e Leinhardt (1970) <a name="e31"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e31.jpg">, onde D &#233; o n&#250;mero de tr&#237;ades n&#227;o-admiss&#237;veis e &#181;<sub>D</sub> o seu valor esperado em condi&#231;&#245;es de aleatoridade).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Como se afirmou acima, a ideia de comparar os resultados sociom&#233;tricos emp&#237;ricos com modelos sociom&#233;tricos aleat&#243;rios em ordem a avaliar modelos de hip&#243;tese nula remonta aos tempos &#34;her&#243;icos&#34; dos pioneiros, e o pr&#243;prio Moreno (1953) gerou sociomatrizes aleat&#243;rias com esse objectivo. E constantemente se encontrou que a distribui&#231;&#227;o de estatutos e popularidade grupai (ou de escolhas recebidas) estava longe de ser aleat&#243;ria e que o n&#250;mero de escolhas rec&#237;procas M era tamb&#233;m superior ao que se poderia esperar em condi&#231;&#245;es de acaso. Ora o que se verifica &#233; que existiu desde o in&#237;cio um erro de racioc&#237;nio nesta abordagem do problema, e que consistiu na ignor&#226;ncia da multicolinaridade dos dados: a distribui&#231;&#227;o aleat&#243;ria da popularidade (X+j) n&#227;o pode ser a mesma de M, dado que o aumento do I-grau de um actor social incrementa logicamente a probabilidade de para esse actor se verificarem mais reciprocidades, enquanto que actores sociais de menor I-grau t&#234;m menores probabilidades de rela&#231;&#245;es rec&#237;procas (ou nenhumas, se forem isolados de I-grau nulo). O que significa que as probabilidades s&#227;o condicionais a X+g e a X<sub>g+</sub> numa sociomatriz de ordem g, tal como j&#225; havia sido sublinhado por Katz e colaboradores (1958). E &#233; assim que, para o c&#225;lculo da distribui&#231;&#227;o de T, Holland e Leinhardt (1970) t&#234;m em conta quer as escolhas recebidas (X<sub>+i</sub>), quer as escolhas emitidas (X<sub>i+</sub>), quer o valor de M.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"></font>Tormando as 16 classes isom&#243;rficas, o censo tri&#225;dico correspondente ao vector <a name="e32"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e32.jpg"> ao n&#250;mero de arcos em cada um dos tipos de tr&#237;ade (c<sub>1</sub>=0, ...c<sub>16</sub>=6). Assim,</font></p>          
<p>&nbsp;</p>     <a name="e33">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e33.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">corresponde ao n&#250;mero total de arcos de um d&#237;grafo e X= L/g ao I-grau m&#233;dio=O-grau m&#233;dio do d&#237;grafo. Holland e Leinhardt (1975) calcularam as estat&#237;sticas das vari&#226;ncias para as emiss&#245;es e recep&#231;&#245;es do censo tri&#225;dico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um problema que desde sempre preocupou os sociometristas foi o da varia&#231;&#227;o no tempo das configura&#231;&#245;es das sociomatrizes, mas at&#233; h&#225; pouco tempo n&#227;o se dispunha de modelos estat&#237;sticos adequados para se proceder a an&#225;lises dessas varia&#231;&#245;es. Apropria hip&#243;tese de equil&#237;brio de Heider, que cont&#233;m em si mesma uma previs&#227;o de mudan&#231;a do estado de um sistema tri&#225;dico, &#233; ainda insuficiente como modelo de previs&#227;o pois, como o sublinhou Doreian (1970), &#34;a hip&#243;tese do equil&#237;brio n&#227;o faz mais do que prever que ocorrer&#225; uma transforma&#231;&#227;o. No que toca ao modo como se far&#225; essa transforma&#231;&#227;o, nada afirma&#34;. Sobretudo, n&#227;o nos fornece um modelo de transforma&#231;&#227;o das configura&#231;&#245;es sociom&#233;tricas no tempo, o que seria poss&#237;vel atrav&#233;s de outros modelos que fossem baseados na probabilidade de ocorr&#234;ncia de um dado estado do sistema em fun&#231;&#227;o da ocorr&#234;ncia de estados anteriores desse mesmo sistema, como sejam os modelos markovianos ou os modelos log-lineares.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O problema da an&#225;lise da transforma&#231;&#227;o no tempo de uma rede social pressup&#245;e a possibilidade t&#233;cnica de compara&#231;&#227;o entre duas sociomatrizes, tanto no que respeita &#224; compara&#231;&#227;o de dois ou mais estados de uma mesma rede, como &#224; compara&#231;&#227;o entre v&#225;rias redes simult&#226;neas. Os modelos log-lineares centraram-se, num primeiro momento, na an&#225;lise de uma mesma rede social (sobretudo a partir da distribui&#231;&#227;o pi de Holland e Leinhardt, 1977; 1981) e, mais recentemente, surgiram trabalhos especificamente orientados para as an&#225;lises multi-redes (cf. por exemplo, Banks e Carley, 1994; Sanil, Banks e Carley, 1995). Atendamos ent&#227;o, primeiro, ao problema da an&#225;lise de uma &#250;nica rela&#231;&#227;o entre dois actores &#60;n<sub>i</sub>, n<sub>j</sub>&#62; de uma  rede social com g actores, logo <a name="e34"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e34.jpg"> d&#237;ades, ou seja 2<a name="e34"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e34.jpg"> vari&#225;veis di&#225;dicas aleat&#243;rias. Num d&#237;grafo, a rela&#231;&#227;o entre i e <a name="e35"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e35.jpg"> n&#227;o &#233; necess&#225;riamente id&#234;ntica &#224; rela&#231;&#227;o entre i e <a name="e36"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e36.jpg"> e assim para cada par de actors &#233; poss&#237;vel construir uma tabela de conting&#234;ncia 2x2. Numa sociomatriz gxg, obt&#233;m-se ent&#227;o uma tabela de conting&#234;ncia gxgx2x2.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Num d&#237;grafo valorizado, em que as rela&#231;&#245;es entre i e j podem assumir v&#225;rios positivos C, teremos gxgxCxC=Y<sub>ijk</sub> onde Y<sub>ijk</sub>=1 se a d&#237;ade D<sub>ij</sub> assumir os valores X<sub>ij</sub>=k, X<sub>ji</sub>=1 e Y<sub>ijk</sub>=0 em caso contr&#225;rio. Ou seja, uma tabela de conting&#234;ncia quadri-dimensional (4D), em que cada c&#233;lula (i, j) &#233; uma submatriz CxC. Holland e Leinhardt (1981) desenvolveram os c&#225;lculos para uma distribui&#231;&#227;o exponencial, designada pi, e constru&#237;ram para a an&#225;lise de sociomatrizes bin&#225;rias uni e multivariadas um modelo log-linear an&#225;logo ao da ANOVA; a logaritmiza&#231;&#227;o &#233; feita para que possa operar a lineariza&#231;&#227;o da multiplicacidade inicial.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na nota&#231;&#227;o de Goodman (1972; cf. Knoke e Burke, 1980), as frequ&#234;ncias esperadas numa dada c&#233;lula i de uma tabela de conting&#234;ncias a duas vari&#225;veis KxC s&#227;o-nos dadas por <a name="e37"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e37.jpg">, em que x representa os &#34;efeitos&#34; das vari&#225;veis nas frequ&#234;ncias das c&#233;lulas. Sendo q a m&#233;dia geom&#233;trica dos efectivos de cada c&#233;lula; <a name="e38"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e38.jpg">, para cada n&#237;vel i de K, se se verificar distribui&#231;&#227;o desigual da vari&#225;vel K nas categorias da vari&#225;vel <a name="e39"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e39.jpg">, para cada n&#237;vel j de C, se se verificar distribui&#231;&#227;o desigual da vari&#225;vel C nas categorias da vari&#225;vel K; e <a name="e40"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e40.jpg">, para cada uma das ij c&#233;lulas, se C e K n&#227;o forem independentes. Assim,</font></p>          
<p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e41.jpg">Equa&#231;&#227;o 41</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo pi de Holland e Leinhardt (1981) parte dos quatro estados poss&#237;veis de uma d&#237;ade (rela&#231;&#227;o nula, X<sub>ij</sub>=X<sub>ji</sub>=0, ou Y<sub>ij11</sub>=1; rec&#237;proca, X<sub>ij</sub>=X<ub>ji</ub>=1, ou Y<sub>ij01</sub>=1; e duas assimetrias, a) X<sub>ij</sub>=1, X<sub>ji</sub>=0, ou Y<sub>ij10</sub>=1 e b) X<sub>ij</sub>=0, X<ub>ji</ub>=1, ou Y<sub>ij01</sub>=1) e calcula o logaritmo natural das probabilidades de ocorr&#234;ncia de cada um destes estados:</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e42">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e42.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">com os condicionalismos</font></p>           <p>&nbsp;</p>     <a name="e43">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e43.jpg">         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">O par&#226;metro &#952; &#233; correspondente no modelo log-linear geral a uma m&#233;dia geom&#233;trica das emiss&#245;es e recep&#231;&#245;es globais, e ao logaritmo do que numa equa&#231;&#227;o de regress&#227;o se designa por termo de intercep&#231;&#227;o. No caso de Y<sub>ijoo</sub>=1, o valor de &#952; &#233; obviamente zero. Os par&#226;metros {a.} expressam a expansividade (O-grau) do actor e os par&#226;metros (&#223;, ) o seu I-grau (correspondente muitas vezes em sociometria &#224; sua popularidade directa, como se viu acima). Os par&#226;metros (&#945; &#223;)<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"> correspondem a medidas das reciprocidades di&#225;dicas e correspondem &#224; probabilidade condicional de i &#8594; j se j &#8594; i. Se atendermos ao modelo log-linear anteriormente apresentado, os par&#226;metros A. da distribui&#231;&#227;o pi s&#227;o equivalentemente correspondentes aos efeitos das interac&#231;&#245;es di&#225;dicas por forma a que os condicionalismos acima sejam sustent&#225;veis. Seja <i>n</i> a probabilidade de ocorr&#234;ncia da observa&#231;&#227;o (k, l) na d&#237;ade (i, j), ou seja, P (Y<sub>ijkl</sub>) com <a name="e44"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e44.jpg">. Ent&#227;o, o efeito de reciprocidade da d&#237;ade (i, j) ser&#225;</font></p>          
<p>&nbsp;</p>     <a name="e45">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e45.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para que este valor n&#227;o se fixe entre +&#8734;, e -&#8734; Holland e Leinhardt (1981) for&#231;aram Pij=p para todo i&#8800;j. Se se assumir que todas as d&#237;ades s&#227;o estatisticamente independentes, a fun&#231;&#227;o de verosimilhan&#231;a logar&#237;tmica para o modelo pi ser&#225; para y</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e46.jpg">Equa&#231;&#227;o 46</a>         
<p>&nbsp;</p>           <p><font face="Verdana" size="2">Como &#233; visivel, o modelo p<sub>1</sub> usa fundamentalmente os totais marginais de y. Como y<sub>ijkl</sub>=y<sub>ijkl&#39;</sub> as contagens s&#227;o duplicadas, logo</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e47">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e47.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ajustar a distribui&#231;&#227;o p<sub>1</sub> a uma sociomatriz observada corresponde assim a constituir uma sociomatriz de valores esperados com I-graus, O-graus, M e x++ iguais aos da sociomatriz observada para se poder proceder a uma compara&#231;&#227;o entre ambas as distribui&#231;&#245;es. A estimativa dos par&#226;metros de pi &#233; dada em Fienberg e Wasserman (1981). O modelo n&#227;o trabalha directamente com os par&#226;metros p, &#952;,  &#945;<sub>1</sub> e&#946;<sub>j</sub> recorrendo, como se viu, a uma abordagem indirecta a partir dos totais marginais e do total de totais marginais. Ora, sendo , decorre que</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e48">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e48.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo p<sub>1</sub> pressup&#245;e independ&#234;ncia di&#225;dica, e assim obsta &#224; utiliza&#231;&#227;o de teorias que envolvam cliques e transitividades (Banks e Carley, 1996), e em geral do modelo de distribui&#231;&#227;o MAN para o censo tri&#225;dico, a que acima se fez refer&#234;ncia. Para matrizes bin&#225;rias do censo di&#225;dico, Holland e Leinhardt (1977) e Wasserman (1980) desenvolveram modelos em que os comportamentos di&#225;dicos s&#227;o independentes no tempo to mas markovianamente dependentes de comportamentos anteriores no tempo to+<sub>x</sub>O modelo de Holland-Leinhardt permitiu tamb&#233;m avan&#231;os no que respeita &#224;s t&#233;cnicas de parti&#231;&#227;o de uma sociomatriz em blocos estruturalmente equivalentes, ou <i>blockrnodeling,</i> ou seja: grupos de actores sociais que constituem subconjuntos de tal forma coerentes que esses actores s&#227;o equivalentes e s&#227;o intersubstitu&#237;veis no que respeita &#224;s suas posi&#231;&#245;es e pap&#233;is na sociomatriz.<sup>8</sup> O conceito de <i>equival&#234;ncia estrutural</i> foi proposto por Lorrain e White (1971) como uma propriedade matem&#225;tica dos actores, de tal forma que dois actores s&#227;o equivalentes se tiverem exactamente as mesmas liga&#231;&#245;es com todos os restantes actores numa rede social para uma dada rela&#231;&#227;o social (ou gerador sociom&#233;trico). Para um universo R (Xi, X2,... Xr) de rela&#231;&#245;es sociais,    <a name="e49"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e49.jpg"> para todos os actores k=1,2 ...g (k&#8800;i, j), e rela&#231;&#245;es r=1, 2...R.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Ou seja, i e j s&#227;o equivalentes se para as liga&#231;&#245;es de j e i com todos os restantes actores s&#227;o iguais, para todos os geradores sociom&#233;tricos considerados, isto &#233;, t&#234;m exactamente as mesmas entradas em todas as sociomatrizes. Verifica-se assim um isomorfismo entre todos os actores estruturalmente equivalentes, quer se trate de uma sociomatriz bin&#225;ria, quer se trate de uma sociomatriz valorizada, em que as liga&#231;&#245;es entre actores sejam definidas por escalas ordinais, como acontece sempre que o gerador sociom&#233;trico &#233; medido por uma escala de Likert onde se avalie n&#227;o s&#243; a exist&#234;ncia de liga&#231;&#227;o mas tamb&#233;m o seu peso.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Podem portanto constituir-se subconjuntos de actores em fun&#231;&#227;o dessa equival&#234;ncia estrutural, ou classes de actores com a mesma <i>posi&#231;&#227;o</i> sociom&#233;trica na rede ou conjuntos de redes. Uma segunda matriz, dita de imagem, &#233; deste modo constru&#237;da, reflectindo j&#225; n&#227;o as liga&#231;&#245;es entre actores singulares mas entre classes de actores com a mesma posi&#231;&#227;o: um modelo de blocos posicionais, ou <i>blockmodel.<sup>9</sup></i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ora, assim definida, a equival&#234;ncia estrutural &#233; um modelo matem&#225;tico <i>ideal,</i> com restri&#231;&#245;es demasiado exigentes para ter uma mais do que fr&#225;gil correspond&#234;ncia com as realidades psicol&#243;gicas e sociol&#243;gicas emp&#237;ricas, as quais obviamente s&#227;o realidades em mudan&#231;a, incompat&#237;veis com modelos matem&#225;ticos r&#237;gidos. O problema que se p&#245;e &#233;, portanto, o de avaliar os actores em termos de uma <i>relativa </i>equival&#234;ncia estrutural. Dado que o que est&#225; em quest&#227;o &#233; sempre a compara&#231;&#227;o dos vectores-linha de i e de j na sociomatriz, o problema n&#227;o &#233; diferente do da <i>compara&#231;&#227;o de perfis</i> com que tantas vezes a psicometria se debate (por exemplo, a compara&#231;&#227;o entre dois perfis psicol&#243;gicos obtidos numa bateria de testes ou num teste plurifactorial como o 16PF). Para efeitos de diagn&#243;stico, dificilmente se poder&#225; exigir que dois sujeitos apresentem <i>exactamente</i> o mesmo perfil, ponto por ponto, para se poder dizer que pertencem &#224; mesma classe diagn&#243;stica. O que se procura ent&#227;o &#233; saber como determinar que, apesar de existirem diferen&#231;as, essas diferen&#231;as s&#227;o insignificantes para se proceder &#224; classifica&#231;&#227;o na mesma classe de ambos os sujeitos, <i>com um m&#237;nimo de erro ou com um erro estatisticamente conhecido e previsto.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Duas formas cl&#225;ssicas de compara&#231;&#227;o de perfis s&#227;o frequentemente utilizadas: o caso particular de um espa&#231;o de Minkowski a R<sup>2</sup>, que s&#227;o as dist&#226;ncias euclidianas, e a correla&#231;&#227;o de produto-momento. No caso de uma sociomatriz, em que x<sub>ik</sub> denota e rela&#231;&#227;o entre i e k, e Xjk a rela&#231;&#227;o entre j e k, a dist&#226;ncia euclidiana entre dois actores sociais i e j &#233;-nos dada por:</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e50">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e50.jpg">         
<p>&nbsp;</p>              ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No caso de se tratar de m&#250;ltiplas sociomatrizes, cada uma correspondendo a um particular gerador sociom&#233;trico, r (r=1, 2...R),</font></p>               <p>&nbsp;</p>     <a name="e51">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e51.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">E a correla&#231;&#227;o de Pearson, para um gerador sociom&#233;trico:</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e52">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e52.jpg">         
<p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="2">onde x<sub>i</sub> denota a m&#233;dia aritm&#233;tica da linha i e <i>x.i</i> a m&#233;dia aritm&#233;tica da coluna i com exclus&#227;o da diagonal.<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, para R geradores sociom&#233;tricos,</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a name="e53">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e53.jpg">         
<p>&nbsp;</p>              ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">para k&#8800;i, j.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta passagem para a relatividade da equival&#234;ncia permitiu ultrapassar as limita&#231;&#245;es r&#237;gidas do conceito de equival&#234;ncia estrutural e passar ao conceito de <i>equival&#234;ncia estoc&#225;stica,</i> onde os <i>blockmodels</i> s&#227;o constru&#237;dos com base nas probabilidades de rela&#231;&#245;es entre eles para um dado gerador sociom&#233;trico, em fun&#231;&#227;o de uma distribui&#231;&#227;o de probabilidades p(x). Passos nesse sentido foram dados por Hol-land, Laskey e Leinhardt (1983), a partir dos trabalhos previamente desenvolvidos por Holland e Leinhardt (1981) sobre a distribui&#231;&#227;o log-linear pi acima referida.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os <i>blockmodels</i> estruturais, como o notam Wasserman e Faust (1994), s&#227;o um caso particular de equival&#234;ncia estoc&#225;stica, onde as rela&#231;&#245;es entre actores de uma dada classe posicionai e actores de outra classe posicionai &#233; bin&#225;ria, e portanto t&#234;m uma probabilidade 1 ou 0 de ocorrer. Na modelagem estoc&#225;stica, essa probabilidade de ocorr&#234;ncia tem uma distribui&#231;&#227;o entre 0 e 1, o que a torna muito mais rica do ponto de vista informativo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A constru&#231;&#227;o de modelos de previs&#227;o para a mudan&#231;a das rela&#231;&#245;es pessoais num grupo &#233; um sonho antigo da psicologia social, desde o referido modelo de Heider (1946; 1958) at&#233; &#224;s teorias da compara&#231;&#227;o social e da disson&#226;ncia cognitiva (Festinger, 1954; 1957). Em todos estes exemplos, acreditou-se que seria poss&#237;vel construir modelos matem&#225;ticos das mudan&#231;as grupais a partir das mudan&#231;as das rela&#231;&#245;es interpessoais. Sem sucesso, ali&#225;s, provavelmente porque, tal como antevira Kurt Lewin (1947), a din&#226;mica de mudan&#231;a num grupo n&#227;o &#233; leg&#237;vel a partir do somat&#243;rio de mudan&#231;as individuais, e como se sabe Lewin preferiu recorrer &#224; teoria de campo para dar conta dessa din&#226;mica. O modelo de Heider baseia-se numa perspectiva puramente cognitivista da din&#226;mica de mudan&#231;a que, independentemente dos formalismos matem&#225;ticos de que foi alvo, ro&#231;a a ingenuidade. Ao postular que o equil&#237;brio (cognitivo) s&#243; &#233; poss&#237;vel quando o produto das val&#234;ncias dos arcos intermodais do tripleto &#233; positivo, o modelo de Heider postula um universo de aparelhos psicol&#243;gicos de funcionamento estritamente bin&#225;rio, ou seja, repousando em processos psicol&#243;gicos de clivagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; claro que esses processos de clivagem s&#227;o reais (e por defini&#231;&#227;o s&#243; n&#227;o ser&#227;o &#243;bvios para o pr&#243;prio sujeito que os utiliza, que poder&#225; escapar a essa evid&#234;ncia por identifica&#231;&#227;o projectiva) mas, felizmente para o mundo das rela&#231;&#245;es interpessoais, nem tudo &#233; clivagem e identifica&#231;&#227;o projectiva. A experi&#234;ncia pessoal de todos os seres humanos revela que as percep&#231;&#245;es e as rela&#231;&#245;es interpessoais s&#227;o de uma extraordin&#225;ria complexidade multidimensional. Se {oL(+)pL(-)kL(+)oi} est&#225; desequilibrado segundo o modelo de Heider, e (oL(+)pL(+)kL(+)o2) est&#225; em equil&#237;brio segundo o mesmo modelo, &#233; bem poss&#237;vel que ambas as condi&#231;&#245;es coexistam, sem que haja nenhuma necessidade de din&#226;micas de reequil&#237;brio. Ou seja, para que as din&#226;micas de reequil&#237;brio fossem imperativamente necess&#225;rias, como postula o modelo de Heider, seria tamb&#233;m imperativo que duas pessoas n&#227;o pudessem coexistir numa rela&#231;&#227;o equilibrada afectiva e cognitivamente sem que tivessem exactamente as mesmas atitudes, cren&#231;as e gostos em rela&#231;&#227;o a um terceiro objecto, logo com plena equival&#234;ncia estrutural, o que seria absurdo.<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"> E, sobretudo que, dado um conjunto de o<sub>n</sub> objectos, s&#243; existisse equil&#237;brio se, de forma global, nas rela&#231;&#245;es de p e k com esses objectos o produto das val&#234;ncias fosse positivo. O que, pelo menos, seria limitativo, e nem sequer contemplaria a eterna ambival&#234;ncia presente nas rela&#231;&#245;es humanas, sem por isso as desequilibrar necessariamente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo de equil&#237;brio de Heider &#233;, de facto, uma das primeiras formula&#231;&#245;es de uma previs&#227;o das din&#226;micas de rela&#231;&#245;es interpessoais. Para uma sociomatriz X com liga&#231;&#245;es n&#227;o dirigidas, isto &#233;, para grafos mas n&#227;o d&#237;grafos, o modelo de Heider prev&#234; que em dois momentos do tempo X(t<sub>q</sub>) e X(t<sub>q+</sub>i)se verificam mudan&#231;as tais que ocorre a adi&#231;&#227;o de liga&#231;&#245;es entre n&#243;s que possuem uma liga&#231;&#227;o com um n&#243; comum, de forma a que a tr&#237;ade fique completamente conectada. O modelo heideriano pressup&#245;e assim estabilidade estoc&#225;stica de uma tr&#237;ade &#60;i, j, k&#62; de tal forma que se X<sub>ij</sub>(t<sub>q</sub>)=0:</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e54">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e54.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">No tempo t<sub>q/</sub> h&#225; numa tr&#237;ade r/2 possibilidades de mudan&#231;a das liga&#231;&#245;es entre n&#243;s num grafo. Seja n o potencial acr&#233;scimo do n&#250;mero de liga&#231;&#245;es entre n&#243;s que produziram uma tr&#237;ade conexa; seja <i>T</i><i>2</i> o potencial acr&#233;scimo do n&#250;mero de liga&#231;&#245;es entre n&#243;s que n&#227;o produziriam uma tr&#237;ade completamente conexa; e seja Yi o n&#250;mero de acr&#233;scimos observados de t<sub>q</sub> para t<sub>q+</sub>i que completariam uma tr&#237;ade, bem como Y2 o n&#250;mero de acr&#233;scimos observados de t<sub>q</sub> para t<sub>q+</sub>i que n&#227;o completariam uma tr&#237;ade. O teste binomial para propor&#231;&#245;es pode ent&#227;o ser usado para testar se Yi /ri &#233; significativamente diferente de Y2/r2 (Banks e Carley, 1996). O modelo de Heider n&#227;o contempla, no entanto, o caso da anula&#231;&#227;o de liga&#231;&#245;es entre os actores sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, como o fizeram notar Chase (1974,1980), no plano da etologia social, e Carley (1990), na peugada da melhor tradi&#231;&#227;o do estudo dos grupos humanos (Lewin, 1947; Homans, 1950; Bales, 1950), a din&#226;mica de um grupo n&#227;o pode ser lida exclusivamente a partir das rela&#231;&#245;es di&#225;dicas, e tem de recorrer &#224; totalidade das influ&#234;ncias das interac&#231;&#245;es de todos os membros do grupo (cf. Soczka, 1974; 1984). Acresce que o tema central de Kurt Lewin, a mudan&#231;a &#233;, curiosamente um dos conceitos mais ausentes da maioria das investiga&#231;&#245;es em psicologia social, que na procura positivista de grandes leis est&#225;veis para o comportamento e a cogni&#231;&#227;o humana, esquece-se espantosamente da temporalidade de todos os fen&#243;menos humanos (Soczka, 1997), e olha para os seus objectos como fixos no tempo, pendurados numa eternidade m&#237;tica e portanto desumana. A psicologia social persistiu na nega&#231;&#227;o da temporalidade, e denega a mudan&#231;a num mundo em mudan&#231;a, 50 anos depois de Kurt Lewin.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">E claro que toda a constru&#231;&#227;o de um modelo implica uma redu&#231;&#227;o, e essa redu&#231;&#227;o est&#225; contida no pr&#243;prio conceito de modelo. No caso de um modelo matem&#225;tico, seria imposs&#237;vel nele conter a imensa complexidade dos processos psicol&#243;gicos e das rela&#231;&#245;es humanas sem perdas, e o mais que se pode &#233; tentar n&#227;o eliminar no modelo componentes <i>essenciais para a gama limitada</i> de fen&#243;menos que se pretenda prever.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sem incorrer nas limita&#231;&#245;es do modelo de equil&#237;brio de Heider, Carley (1990) prop&#245;e, por exemplo, um modelo sociocognitivo para a <i>estabilidade</i> de um grupo, sem impor constri&#231;&#245;es ao conceito cognitivo, ou seja, n&#227;o postulando a equival&#234;ncia de cognitivo=consistente-para-o-sujeito, mas simplesmente cognitivo=conjunto de informa&#231;&#227;o dispon&#237;vel para um dado sujeito, consciente ou n&#227;o, incluindo afectos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Seja I o conjunto de indiv&#237;duos num dado grupo, e K um conjunto de factos ou informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis para pelo menos um dos membros do grupo. Ora, em cada momento t do tempo, um indiv&#237;duo i est&#225; ou n&#227;o a par de uma dada informa&#231;&#227;o  k, sendo k &#8712; K, ou seja, <a name="e55"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e55.jpg"> , conforme i conhe&#231;a (1) ou n&#227;o conhe&#231;a (0) o facto k. Cada cultura ou subcultura possui um padr&#227;o pr&#243;prio de distribui&#231;&#227;o de K em I, e estrutura-se socialmente, de tal forma que cada membro i do grupo tem uma maior ou menor probabilidade de interagir com um dado membro j do mesmo grupo. Seja P<sub>ij</sub>(t) a probabilidade de essa interac&#231;&#227;o ocorrer no momento t. Com algumas restri&#231;&#245;es necess&#225;rias, tais como todos os elementos k serem informativamente equivalentes e a troca de informa&#231;&#245;es dissonantes entre i e j n&#227;o produzir conflito mas acr&#233;scimo de informa&#231;&#227;o (o que como postulado &#233; exactamente o contr&#225;rio do postulado proposto por Heider), Carley (1990) desenvolve a partir das defini&#231;&#245;es acima um interessante modelo din&#226;mico que atende simultaneamente aos processos di&#225;dicos e aos processos grupais. Seja INT<sub>ij</sub>(t) a efectiva interac&#231;&#227;o dos sujeitos i e j no momento t, e U<sub>ik</sub>(t) a comunica&#231;&#227;o por i a j do facto k (com uma escolha aleat&#243;ria de qualquer k de entre o conjunto ki,..., k<sub>n</sub> de factos conhecidos por i) no momento t. O modelo de Carley assume que &#233; irrelevante qual dos k &#233; escolhido por i, ou seja, a informa&#231;&#227;o &#233; equivalente.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A efectiva comunica&#231;&#227;o de k a j por i em t, &#233;:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a name="e56"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e56.jpg"> conforme i comunique (1) ou n&#227;o (0) k a j.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Assumindo a equival&#234;ncia das informa&#231;&#245;es ou factos a transmitir, U<sub>ik</sub>(t) assume a forma u(a, x, b) em que x &#233; o x-&#233;simo facto do conjunto de factos conhecidos por I, traduzido por a e b no k-&#233;simo facto do conjunto de K factos. Seja <a name="e57"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e57.jpg"> numero de factos conhecidos por i cujo &#237;ndice &#233; inferior a k, e <a name="e58"><img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e58.jpg"> o conjunto de factos conhecidos por i de &#237;ndice igual ou inferior a k. O modelo de Carley assume que a informa&#231;&#227;o transmiss&#237;vel &#233; equivalente, mas n&#227;o amorfa a estrutura social dos emissores e receptores da informa&#231;&#227;o. Assim, h&#225; que considerar a selectividade interpessoal, ou seja, qual dos indiv&#237;duos em I, i escolhe no momento t para interagir. Para tal, e dado que &#233; assumida uma estrutura diferencial das comunica&#231;&#245;es, ou seja, uma estrutura social para o grupo, h&#225; que atender &#224; probabilidade de o indiv&#237;duo i interagir com j, Pij(t), e tamb&#233;m &#224; disponibilidade de j nesse momento, Aj(t). A fun&#231;&#227;o V<sub>ij</sub>(P<sub>ij</sub>(t), A<sub>j</sub>(t)) assume a forma v(a, y, b) em que a representa a probabilidade condicional de i interagir com qualquer indiv&#237;duo h entre 1 e j-1, e b a probabilidade condicional de isso acontecer com qualquer indiv&#237;duo h entre 1 e j. Ou seja:</font></p>          
<p>&nbsp;</p>     <a name="e59">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e59.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ora, um dos factos comprovados em sociometria e na psicossociologia das rela&#231;&#245;es interpessoais &#233; a ocorr&#234;ncia de homofilia (Homans, 1950; Lazarsfeld e Merton, 1954; Maisonneuve, 1966; Soczka <i>et al,</i> 1985; Borges, 1994), ou seja: as redes sociais espont&#226;neas s&#227;o constitu&#237;das com maior probabilidade por indiv&#237;duos que partilham caracter&#237;sticas semelhantes (sexo, idade, posi&#231;&#227;o social, n&#237;veis acad&#233;micos, atitudes e cren&#231;as, ideologias, ou at&#233; mesmo simples vizinhan&#231;a, o efeito de propinquidade) do que por indiv&#237;duos dissonantes nessas caracter&#237;sticas. O modelo de Carley incorpora a homofilia, postulando que quanto mais dois actores sociais s&#227;o similares no que respeita &#224; informa&#231;&#227;o dispon&#237;vel para cada um, mais prov&#225;vel &#233; que estabele&#231;am um interac&#231;&#227;o directa. Essa similaridade social, real ou percebida, incrementa a probabilidade de interac&#231;&#227;o P<sub>ij</sub>(t):</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="e60">     <img src="/img/revistas/psi/v15n1/15n1a07e60.jpg">         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ou seja, a probabilidade de interac&#231;&#227;o entre dois actores sociais &#233; fun&#231;&#227;o da quantidade de informa&#231;&#227;o partilhada entre ambos e da informa&#231;&#227;o partilhada com todos os restantes elementos de I. Obviamente, tal depende ainda da disponibilidade do interlocutor no momento t, pelo que a interac&#231;&#227;o entre i e j &#233; condicional, ou seja, INT<sub>ij</sub>(t)=v<sub>ij</sub>((P<sub>ij</sub>(t), A<sub>j</sub>(t)).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em ARS h&#225; que distinguir entre os modelos matem&#225;ticos que servem para comparar a estrutura de diversas redes (embora essas compara&#231;&#245;es possam efectivamente respeitar &#224; mesma rede medida em momentos distintos do tempo; cf. Wasserman e Iacobucci, 1988) e os modelos que procuram dar conta da din&#226;mica das redes, ou seja, modelos psicol&#243;gicos ou sociol&#243;gicos do pr&#243;prio processo de evolu&#231;&#227;o das redes no tempo. H&#225; que reconhecer que se deram bastante mais passos no primeiro sentido do que no segundo, embora ainda hoje n&#227;o se disponha de modelos estat&#237;sticos adequados para a an&#225;lise de s&#233;ries temporais de redes sociais (Doreian, 1970,1990; Banks e Carley, 1996). O que significa que estamos perante um risco, como sempre acontece quando a formaliza&#231;&#227;o matem&#225;tica toma a dianteira em rela&#231;&#227;o &#224; teoriza&#231;&#227;o em ci&#234;ncias sociais: o risco de constru&#231;&#227;o de modelos formalmente correctos que podem mais n&#227;o ser do que disparate substantivo no que respeita aos processos psicol&#243;gicos ou sociol&#243;gicos reais. E interessante notar que, j&#225; em tempos recuados, Glanzer e Glaser (1959) escreviam:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A large number of papers deal with the expected number and the distributions of various configurations on the basis of chance (...) It has importance in evaluating the results of the analysis of configurations. For example, if a group has three isolates, it is of interest to discover how often this could have arisen by chance. However, a psychological theory or rationale to dictate the choice of configurations for study and to indicate why there should be departures from chance ordering has not been developed (p. 323);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">e os insuspeitos Holland e Leinhardt (1970) n&#227;o hesitaram em afirmar:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">The most general import of these mathematical models is that they demonstrate how complex networks can be the result of interdependencies among interpersonal sentiment relations. Nonetheless, while meaningful theoretical insights can result from expressing social theory mathematically, these are not sufficient in themselves to argue for the acceptance of the theory. <i>It still remains for empirical verification to help ns distinguish formal theory from formal nonsense;</i> in this effort graph theory, because of its deterministic quality, has limited use. For example, a statement which implies that a group cannot be balanced if a line between two points serves to link two otherwise disconnected components, may follow logically from axioms of graph theory; it does not make much sense in the logic of empirical sociology (p. 492; it&#225;lico meu).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A cr&#237;tica de Holland e Leinhardt &#224;s poss&#237;veis implica&#231;&#245;es absurdas da aplica&#231;&#227;o cega da teoria dos grafos ao modelo de equil&#237;brio estrutural de Heider vai no sentido do que acima se disse acerca das suas limita&#231;&#245;es, com ou sem teoria dos grafos a formaliza-la.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por exemplo, os modelos at&#233; hoje constru&#237;dos conduzem a um equil&#237;brio estoc&#225;stico numa rede completamente conectada (&#233; tamb&#233;m o caso do modelo CONSTRUCT de Carley, acima referido). Ora, esse equil&#237;brio parece ser uma assimptota puramente formal, sem correspond&#234;ncia num mundo social em permanente muta&#231;&#227;o e marcado por permanentes conflitos e altera&#231;&#245;es muitas vezes estruturais. O pr&#243;prio modelo de Carley fixa K, e n&#227;o atende ao facto mais premente no mundo real: o incremento permanente de K a uma velocidade sem par na hist&#243;ria do <i>Homo sapiens</i> &#8212; refiro-me concretamente &#224; inova&#231;&#227;o cient&#237;fica e tecnol&#243;gica. O que significa que o modelo de Carley est&#225; desenhado para pequenos mundos sociais fechados, como ali&#225;s &#233; empiricamente demonstrado no seu trabalho (Carley, 1990). Ou seja, &#233; um modelo exactamente no sentido a que acima se referiu: concentra-se numa gama limitada de fen&#243;menos, n&#227;o tenta explicar o universo, muito em conson&#226;ncia com a injun&#231;&#227;o popperiana de as ci&#234;ncias sociais produzirem modelos est&#225;veis e de gama limitada (Popper, 1957). Por outro lado, os modelos atendem sobretudo ao problema da constitui&#231;&#227;o de liga&#231;&#245;es entre actores sociais e, como fazem notar Banks e Carley (1996), &#233; minimizado o problema da destrui&#231;&#227;o ou anula&#231;&#227;o dessas liga&#231;&#245;es, ou seja, as consequ&#234;ncias, para a din&#226;mica da rede social, da anula&#231;&#227;o de arcos significativos. Abordei esta quest&#227;o na din&#226;mica de um grupo de primatas, com a remo&#231;&#227;o tempor&#225;ria de um a grupai e a sua reintrodu&#231;&#227;o no grupo, seguida da introdu&#231;&#227;o de um novo actor social desconhecido. As consequ&#234;ncias destas manipula&#231;&#245;es da rede social perduraram, e os seus efeitos eram drasticamente vis&#237;veis dez anos depois (Soczka, 1984). No caso dos grupos humanos, estamos obviamente perante factores bem mais complexos do que no caso da etologia social de primatas acima citado, como o demonstram os programas de investiga&#231;&#227;o sobre as redes sociais e as redes de suporte em meio urbano. Um dos casos mais flagrantes de altera&#231;&#227;o de redes sociais &#233; o realojamento de habitantes de &#225;reas degradadas em novos complexos de habita&#231;&#227;o social. Muitas vezes, antigas e fortes liga&#231;&#245;es sociais, porventura organiza&#231;&#245;es comunit&#225;rias inteiras, s&#227;o desmanteladas pelos assim chamados imperativos da pol&#237;tica de realojamento, que muito frequentemente n&#227;o correspondem sen&#227;o aos imperativos a curto prazo das for&#231;as pol&#237;ticas aut&#225;rquicas. Um caso recente &#233; o dos realojamentos de fam&#237;lias residentes no Bairro da Liberdade, em Lisboa, onde la&#231;os de 40 anos foram desfeitos pelo realojamento for&#231;ado em bairros novos e distantes, sem preocupa&#231;&#245;es das entidades respons&#225;veis por um estudo pr&#233;vio das redes sociais existentes e muito menos das consequ&#234;ncias da fragmenta&#231;&#227;o dessas redes. Estudos pr&#233;vios &#224; ac&#231;&#227;o de realojamento demonstram a natureza e import&#226;ncia das redes tecidas no bairro ao longo de d&#233;cadas (Borges, 1994); estudos catamn&#233;sicos da mesma popula&#231;&#227;o j&#225; em situa&#231;&#227;o de realojamento demonstram o impacte negativo da fragmenta&#231;&#227;o das redes sociais pr&#233;-existentes (Bastos, 1997). Em nenhum destes estudos foi, no entanto, feita uma ARS formal da comunidade e, tanto quanto sabemos, o &#250;nico estudo em larga escala alguma vez efectuado em Portugal com modelos matem&#225;ticos de ARS foi o caso da Musgueira Sul, onde foi realizado um levantamento extensivo das redes interfamiliares das 3500 pessoas residentes, e os resultados comunicados &#224; autarquia no sentido expresso de constituir a base de decis&#227;o para uma ac&#231;&#227;o de realojamento a curto prazo que fragmentasse o menos poss&#237;vel as redes existentes (Soczka <i>et al,</i> 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A formaliza&#231;&#227;o matem&#225;tica desenvolvida ao longo de 50 anos para a an&#225;lise das redes sociais est&#225; longe de ser um mero exerc&#237;cio de estilo. Desenvolveram-se instrumentos matem&#225;ticos preciosos para a ARS que, como todos os instrumentos, em si mesmos est&#227;o para l&#225; do ju&#237;zo de valor. Podem, isso sim, &#233; ser absurdas as suas utiliza&#231;&#245;es ou as interpreta&#231;&#245;es dos seus resultados, e essa responsabilidade recai puramente sobre os ombros dos cientistas sociais, n&#227;o sobre os modelos de an&#225;lise matem&#225;tica como tais. A ARS percorreu j&#225; um longo caminho desde os tempos de Moreno (e n&#227;o foi o pr&#243;prio Moreno quem levou at&#233; aos extremos do absurdo a sociometria nascente, quando pretendeu ideologicamente transformar numa revolu&#231;&#227;o social &#224; escala planet&#225;ria?). Muito h&#225; ainda certamente a percorrer, n&#227;o s&#243; do ponto de vista do desenvolvimento de algoritmos como, sobretudo, da integra&#231;&#227;o entre algoritmos, investiga&#231;&#227;o emp&#237;rica e integra&#231;&#227;o te&#243;rica em ci&#234;ncias sociais.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alba, R. D. (1973). A graph-theoretic definition of a sociometric clique. <i>Journal of Mathematical Psychology, 3,</i>113-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487163&pid=S0874-2049200100010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bales, R. F. (1950). <i>Interaction process analysis.</i> Massachusetts: Addison-Wesley.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Banks, D. L., &#38; Carley, K. (1996). Models for network evolution. <i>Journal of Mathematical Psychology, 21</i> (1-2), 173-196.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bastos, J. G. P. (1997). <i>Investiga&#231;&#227;o estrutural-din&#226;mica sobre a (trans)forma&#231;&#227;o da identidade de lugar num grupo de idosos em situa&#231;&#227;o de transloca&#231;&#227;o heteron&#243;mica.</i> CNIG: Lisboa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Borgatti, S. R, Everett, M. G., &#38; Freeman, L. C. (1997). <i>UNICETIV.</i> Analytic Technology, Col., SC.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Borges, M. J. (1994). <i>Mudan&#231;a em perspectiva: Redes psico-sociol&#243;gicas e efeito de propinquidade no Bairro da Liberdade.</i> Monografia de Licenciatura em Psicologia Social. Lisboa: ISPA.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1945). &#34; The measurement of sociometric status, structure and development&#34;, <i>Sociometric Monographs,</i> 6.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Carley, K. (1990). Group stability: A s&#243;cio-cognitive approach. <i>Advances in Group Processes,</i> 7,1-44.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Cartwight, N. e Harary, F. (1956). &#34;Structural balance: a generalization of Heider&#39;s theory&#34;, <i>Psychological Review,</i> 63: 277-293.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Chase, I. D. (1974). Models of hierarchy formation in animal societies&#34;, <i>Behavioral Science,</i> 19: 374-382.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Chase, I. D. (1980). &#34;Social process and hierarchy formation in small groups&#34;, American Sociological review, 45: 905-924.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Criswell, J. H. (1946). The measurement of reciprocation under multiple criteria of choice. <i>Sociometry, 9,</i> 126-127.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Davis, J. A. (1967). Clustering and structural balance. <i>Human Relations, 20,</i> 181-187.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Davis, J. A., &#38; Leinhardt, S. (1972). The structure of positive interpersonal relations in small groups. In J. Berger (Ed.), <i>Sociological theories in progress</i> (pp. 218-251). Boston: Houhton Mifflin.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Doreian, P. (1970). <i>Mathematics and the study of social relations.</i> Londres: Weidenfeld and Nicholson.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Faucheux, C., &#38; Moscovici, S. (1960). &#201;tudes sur la cr&#233;ativit&#233; des groupes: T&#226;ches, structures de communication et r&#233;ussite. <i>Bulletin du CERP, 9,</i>11-12.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Festinger, L. (1949). The analysis of sociograms using matrix &#225;lgebra. <i>Human Relations,</i> 2, 153-158.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Festinger, L. (1954). A theory of social comparison processes. <i>Human Relations,</i> 7,117-140.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Festinger, L. (1957). <i>A theory of cognitive dissonance.</i> Londres: Peterson.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fienberg, &#38; Wasserman, S. (1981). Cat&#233;gorial data analysis of single sociometric relations. In S. Leinhardt (Ed.), <i>Sociological methodology</i> (pp. 156-192).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fisher, C. S. (1975). Toward a subcultural theory of urbanism. <i>American Journal of Sociology, 80,</i>1319-1341.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fisher, C. S. (1976). <i>The urban experience.</i> Nova Iorque: Harcourt Brace.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fisher, C. S. (1982). <i>To dwell among friends: Personal netiuorks in toiun and city.</i> Chicago: University of Chicago Press.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Freeman, L. C. (1979). &#34;Centrality of social networks&#34;, <i>Social Networks,</i> 1: 215-239.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Glanzer, M., &#38; Glaser, R, (1959). Techniques for the study of group structure and behaviour. <i>Psychological Bulletin, 56,</i> 317-332.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Hararay, F., Norman, R. Z., &#38; Cartwright, D. (1965). <i>Structural models: An introduction to the theory of directed graphs.</i> Nova Iorque: Wiley.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Heider, F. (1946). Attitudes and cognitive organization. <i>Journal of Psychology, 21,</i>107-112.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Heider, F. (1958). <i>The psychology of interpersonal relations.</i> Nova Iorque: Wiley.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Holland, P. W., &#38; Leinhardt, S. (1970). A method for detecting structure in sociometric data. <i>American Journal of Sociology, 70,</i>492-513.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Holland, P. W., &#38; Leinhardt, S. (1971). Transitivity in structural models of small groups. <i>Comparative Group Sudies, 2,</i>107-124.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Holland, P. W., &#38; Leinhardt, S. (1975). The statistical analyis of local structure in social networks. In D. Heise (Ed.), <i>Sociological methodology</i> (pp. 1-45).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Holland, P. W., &#38; Leinhardt, S. (1977). A dynamic model for social networks. <i>Journal of Mathematical Sociology, 4,</i>314-318.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Holland, P. W., &#38; Leinhardt, S. (1981). An exponential family of probability distributions for directed graphs. <i>Journal of the American Statistical Association, 76,</i>33-65.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Holland, P. W., Laskey, K. B., &#38; Leinhardt, S. (1983). Stochastic blockmodels. <i>Social Networks, 5,</i>109-137.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Homans, G. C. (1950). <i>The human group.</i> Nova Iorque: Harcourt Brace.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Hubbel, C. H. (1965). An input-output approach to clique detection. <i>Sociometry, 28,</i> 277-299.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Katz, L. (1953). A new status index derived from sociometric analysis. <i>Psychometrika, 18,</i> 39-43.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Katz, L.; Tagiuri, R. e Wilson, T. (1958). &#34;A note on estimating the statistical significance of mutuality&#34;, <i>The Journal of General Psychology,</i> 58: 97-193.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Knocke, D., &#38; Burke, P. J. (1980). <i>Log-linear models.</i> Thousand Oaks, CA: Sage.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Langeheine, R. (1976). <i>SDAS: A sociometric data analysis system.</i> Kiel: Christian-Albrecht Universit&#228;t.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Lazarsfeld, P. e Merton, R. (1954). Friendships as social processes&#34;, in Berger (Ed), <i>Freedom and control in modern society,</i> Octagon Books.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Lewin, K. (1947). Frontiers in group dynamics. <i>Human Relations, 1,</i> 2-38.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Lewin, K. (1951). <i>Field theory in social sciences.</i> Nova Iorque: Harper and Row.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Lorrain, E, &#38; White, H. C. (1971). Structural equivalence of individuals in social networks. <i>Journal of Mathematical Sociology, 1,</i>49-80.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Luce, R. D. (1950). Connectivity and generalized cliques in sociometric group structure. <i>Psychometrika, 15,</i>169-170.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Luce, R. D., &#38; Perry, A. D. (1949). A method of matrix analysis of group structure. <i>Psychometrika, 14,</i> 95-116.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Maisonneuve, J. L. (1966). <i>Psycho-sociologie des affinit&#233;s.</i> Paris: PUE</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Moreno, J. L. (1934). <i>Who shall survive?,</i> Beacon House. Edi&#231;&#227;o francesa: <i>Les fondements de la sociom&#233;trie,</i> PUF, Paris, 1953.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Moreno, J. L. (1938). <i>Who shall survive?</i> Nova Iorque: Beacon House.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Moreno, J. L., &#38; Jennings, H. (1938). Statistics of social configurations. <i>Sociometry, 1,</i> 342-374.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Pattison, P. E. (1993). <i>Algebraic models for social networks,</i> Cambridge University Press.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Popper, K. (1957). <i>The poverty ofhistoricism.</i> Londres: Routledge.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Richards, W., &#38; Seary, A. (1997). <i>Introduction to eigen analysis ofnetivorks.</i> INSNA Sunbelt XVII, San Diego. Retirado da Internet: <a href="http://www.sfu.ca/-richards/wdr97.htm" target="_blank">http://www.sfu.ca/-richards/wdr97.htm</a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Roberts, F. S. (1976). <i>Discrete mathematical models.</i> Nova J&#233;rsia: Prentice-Hall.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sanil, A., Banks, D., &#38; Carley, K. (1995). Models for evolving fixed node networks: Model fitting and model testing. <i>Social Networks, 17,</i> 65-81.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Seeley, J. R. (1949). The net of reciprocal influence: A problem of treating sociometric data. <i>Canadian Journal of Psychology, 3,</i> 234-240.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Soczka, L. (1974). &#34;&#201;thologie sociale et sociom&#233;trie&#34;, <i>Behaviour,</i> 50: 254-269.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Soczka, L. (1984). <i>Etologia social e sociometria: Estudo da estrutura e din&#226;mica de um grupo de Kra.</i> Tese de Doutoramento em Ci&#234;ncias Biom&#233;cias. Porto: Universidade do Porto.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Soczka, L. (1994). <i>Ensaios de etologia social.</i> Lisboa: Fim de S&#233;culo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Soczka, L. (1995). Para uma s&#243;cio-etologia do insucesso escolar: Uma abordagem num contexto de bairro-de-lata. <i>Psicologia, X,</i> 31-64.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Soczka, L., Machado, P, &#38; Freitas, M. J. (1989). <i>Realojamento de fam&#237;lias da Musgueira Sul no bloco 128 do plano geral de urbaniza&#231;&#227;o do Alto do Lumiar</i> (Rei. 78/90). Lisboa: LNEC / GES.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Soczka, L; Vila-Real, A e Brito, M. D. (1997). <i>An&#225;lise descritiva dos padr&#245;es de utiliza&#231;&#227;o do tempo di&#225;rio em crian&#231;as e pr&#233;-adolescentes,</i> Relat&#243;rio para o Programa Praxis XXI, CNIG.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Wasserman, S. (1980). Analysing social networks as stochastic processes. <i>Journal of the American Statistical Association, 75,</i> 280-294.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Wasserman, S. e Iaccobucci, D. (1988). &#34;Sequential social network data&#34;, <i>Psychometrika,</i> 53: 261-282.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Wasserman, S., &#38; Faust, K. (1994). <i>Social netiuork analysis.</i> Cambridge: Cambridge University Press.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">White, H. C.; Boorman, S. e Breiger, R. L. (1976). &#34;Social structure from multiple networks&#34;, <i>American Journal of Sociology,</i> 81: 730-779.</font></p>           <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2">Notas</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Com efeito, num d&#237;grafo, para cada n&#243; verifica-se um valor de entrada e um valor de sa&#237;da, relativos ao n&#250;mero de n&#243;s com os quais se conecta e que a ele se conectam. Este valor pode ser nulo, como &#233; evidente. Designa-se aqui o conceito de entrada ou recep&#231;&#227;o (<i>input</i>) por I-conex&#227;o, e o de sa&#237;da ou emiss&#227;o (<i>output</i>) por O-conex&#227;o. Paralelamente, I-grau e O-grau, designam, respectivamente, o n&#250;mero de arcos que terminam em n<sub>:</sub>eo n&#250;mero de arcos que nesse n&#243; t&#234;m origem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="1"></a>De <i>weighted-graphs,</i> de acordo com a proposta de Roberts (1976). Os grafos sinalizados ou S-grafos, em que as val&#234;ncias assumem os valores discretos -1 ou +1, s&#227;o casos particulares de W-d&#237;grafos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Luce e Perry (1949) designaram por antimetria a aus&#234;ncia de reciprocidade (simetria) numa rela&#231;&#227;o entre os actores sociais i e j. Ou seja, n<sub>i</sub>  &#8594;  n ou n  &#8594;  n<sub>i</sub> mas n&#227;o ambos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Paralelamente ao &#237;ndice de Katz, outras medidas e t&#233;cnicas foram propostas, nomeadamente o j&#225; referido &#237;ndice de Hubbel (al&#233;m de complexifica&#231;&#245;es do modelo propostas colateralmente pelo pr&#243;prio Katz, no seu artigo de 1953), Hubbel (1965) generaliza o m&#233;todo de Seeley (1949), construindo um modelo de <i>input-output</i> para detec&#231;&#227;o de cliques, e deriva &#237;ndices de estatuto para cada actor, pegando na equa&#231;&#227;o b&#225;sica de Seeley e adicionando-lhe uma constante, correspondente ao que designou pela &#34;contribui&#231;&#227;o ex&#243;gena&#34; de cada actor para o seu pr&#243;prio prest&#237;gio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>Por &#34;pontos&#34;, na terminologia destes autores, leia-se &#34;n&#243;s&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Para uma dada d&#237;ade (i, j), obt&#233;m-se uma tabela de conting&#234;ncia 2x2 em que Y<sub>ij00</sub>=(1-X<sub>ij</sub>)(1-X<sub>ji</sub>), Y<sub>ij10</sub> = X<sub>ij</sub>(1-X<sub>ij</sub>), Y<sub>ij01</sub> = X<sub>ji</sub>(1-X<sub>ij</sub>) e Y<sub>ij11</sub></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>Muitas vezes designados por p<sub>ij</sub>, como em Fienberg e Wasserman (1981) ou Banks e Carley (1996).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>A n&#227;o confundir com o conceito de <i>coes&#227;o</i> acima referido, que se prende &#224; conectividade ou n-conectividade</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>A t&#233;cnica de <i>blockmodeling</i> vem dos trabalhos de White e colaboradores (1976), que se dedicaram &#224; edifica&#231;&#227;o de uma &#225;lgebra dos pap&#233;is sociais (cf. Pattison, 1993; Wasserman e Faust, 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a>O <i>package</i> vocacionado para o processamento de redes sociais UCINET IV de Borgatti, Everett e Freeman (1991) correlaciona directamente sociomatrizes, e encontra-se instalado no CNIG.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a>Por exemplo, o modelo prediz conflito num casal em que os c&#244;njuges votem ou perten&#231;am a partidos pol&#237;ticos distintos, ou entre amigos por serem adeptos de clubes de futebol diferentes. E que para ultrapassar o conflito s&#243; haveria uma sa&#237;da: um dos membros do casal converter o outro &#224; sua cren&#231;a partid&#225;ria e um dos amigos converter o outro &#224; sua cren&#231;a desportiva, ou passarem ambos a n&#227;o gostar do partido ou clube em quest&#227;o. Caso contr&#225;rio, o casal divorcia-se e os amigos deixam de ser amigos? Mal estaria o mundo, ou pior j&#225; est&#225;, se as coisas fossem mesmo assim.</font></p>        ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alba]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. D.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A graph-theoretic definition of a sociometric clique]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Mathematical Psychology]]></source>
<year>1973</year>
<volume>3</volume>
<page-range>113-126</page-range></nlm-citation>
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</article>
