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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fundamentos para um modelo integrativo de "complementaridade paradigmática"]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The concept of "pomd igma t ic complemcnla rity " is presented. this concept implies the sequential or complementary use of assessment intrtmniiints, concepts and interventions stem mg from different theoretical orientations (and "world-views"). Similarities between processes of personal and scientific development are drawn, stressing how they seem to point to an integrative logic. Some research data regarding psychotherapists are also presented to illustrate how the development of their ntetatheoretical believes and clinical paractice seems to shows a spontaneous pattern of &#8220;paradigmatic complementarity". The way different world-views influence the conceptualizations and causal atri hut ions of different theoretical orientations is also analysed, stressing the potencial contributions of all of them, used in a complementary way, to capture the complexities of the therapeutic process.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Visões do mundo]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[complementaridade paradigmática]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Fundamentos para um modelo integrativo de &#34;complementaridade paradigm&#225;tica&#34;</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Fundamentals for an integrative model of &#34;Pradigmatic Complementary&#34;</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>            <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ant&#243;nio Branco Vasco<sup>1</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Introduz-se o conceito de &#34;complementaridade paradigm&#225;tica&#34; enquanto utiliza&#231;&#227;o, sequencial ou complementar, de instrumentos de avalia&#231;&#227;o, conceptualiza&#231;&#245;es e interven&#231;&#245;es oriundos de diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas (e &#34;vis&#245;es do mundo&#34;). Tra&#231;am-se paralelos entre os processos de desenvolvimento pessoal e cient&#237;fico, salientando o modo como estes parecem apontar para uma l&#243;gica integrativa. Apresentam-se alguns dados de investiga&#231;&#227;o com psicoterapeutas que parecem sugerir que, relativamente ao desenvolvimento das suas cren&#231;as metate&#243;ricas e pr&#225;tica cl&#237;nica, funcionam, espontaneamente, num registo de &#34;complementaridade paradigm&#225;tica&#34;. Termina-se, analisando o modo como diferentes vis&#245;es do mundo influenciam as conceptualiza&#231;&#245;es e atribui&#231;&#245;es causais de diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas, salientando a potencial import&#226;ncia de todas elas, utilizadas de modo complementar, para capturar a complexidade dos processos psicoterap&#234;uticos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Vis&#245;es do mundo, integra&#231;&#227;o, complementaridade paradigm&#225;tica.</font></p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>              ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">The concept of &#34;pomd igma t ic complemcnla rity &#34; is presented. this concept implies the sequential or complementary use of assessment intrtmniiints, concepts and interventions stem mg from different theoretical orientations (and &#34;world-views&#34;). Similarities between processes of personal and scientific development are drawn, stressing how they seem to point to an integrative logic. Some research data regarding psychotherapists are also presented to illustrate how the development of their ntetatheoretical believes and clinical paractice seems to shows a spontaneous pattern of &#8220;paradigmatic complementarity&#34;. The way different world-views influence the conceptualizations and causal atri hut ions of different theoretical orientations is also analysed, stressing the potencial contributions of all of them, used in a complementary way, to capture the complexities of the therapeutic process.</b></font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contrariamente ao que alguns cr&#237;ticos da integra&#231;&#227;o em psicoterapia parecem pensar, n&#227;o entendo que integra&#231;&#227;o seja sin&#243;nimo de unifica&#231;&#227;o ou de indiferencia&#231;&#227;o, mas sim de &#34;diferencia&#231;&#227;o esclarecida&#34;: capacidade para utilizar, de forma sequencial ou complementar, instrumentos de avalia&#231;&#227;o, conceptualiza&#231;&#245;es e interven&#231;&#245;es oriundos de diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas (e &#34;vis&#245;es do mundo&#34;), com o objectivo de aumentar a compreens&#227;o e efic&#225;cia terap&#234;uticas (ver Gon&#231;alves &#38; Vasco, 1997; Gon&#231;alves &#38; Vasco, <i>este n&#250;mero).</i> Tal ideia traduz-se no conceito de &#34;complementaridade paradigm&#225;tica&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A conota&#231;&#227;o filos&#243;fica do conceito de &#34;complementaridade paradigm&#225;tica&#34; &#233; intencional. Acredito que, mesmo n&#227;o sendo poss&#237;vel <i>sintetizar</i> as diferentes vis&#245;es do mundo inerentes &#224;s diferentes escolas terap&#234;uticas, elas podem ser coordenadas e articuladas de forma complementar, reconhecendo e identificando as condi&#231;&#245;es e contextos em que cada uma delas melhor se aplica, em termos de capacidade explicativa e de potencial de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica. Acredito, igualmente, que nenhuma vis&#227;o do mundo &#233; intrinsecamente superior &#224;s outras, quer a n&#237;vel ontol&#243;gico (i.e., formismo, mecanicismo, organicismo e contextualismo) (Pepper, 1942), quer a n&#237;vel epistemol&#243;gico (empirismo, racionalismo e metaforismo) (Royce, 1964; Royce &#38; Mos, 1980).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em minha opini&#227;o, as perspectivas construtivistas mais radicais em psicoterapia &#34;atiram fora o beb&#233; com a &#225;gua do banho&#34;, ao defenderem que o organicismo ou o contextualismo s&#227;o as &#34;melhores&#34; vis&#245;es ontol&#243;gicas do mundo e que o metaforismo &#233; a &#34;melhor&#34; vis&#227;o epistemol&#243;gica do mundo. Ao faz&#234;-lo, n&#227;o promovem qualquer salto qualitativo, permanecendo no mesmo n&#237;vel l&#243;gico que as perspectivas que privilegiam a primazia de vis&#245;es alternativas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por exemplo, qual a utilidade do metaforismo ou do racionalismo para determinar a frequ&#234;ncia de ataques de p&#226;nico de determinado paciente? Qual a utilidade do empirismo ou do metaforismo para compreender a coer&#234;ncia l&#243;gica de um determinado racioc&#237;nio? E, finalmente, qual a utilidade de ambos, o racionalismo e o empirismo, para captar o significado de afirma&#231;&#245;es tais como &#34;sinto-me como um barco em mar revolto&#34;? O mesmo se aplica &#224;s vis&#245;es ontol&#243;gicas do mundo, particularmente no tocante &#224;s atribui&#231;&#245;es causais subjacentes a cada uma delas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No meu entender, e de acordo com a an&#225;lise que Piaget e Garcia (1983) fazem relativamente ao desenvolvimento da ci&#234;ncia (bem como relativamente ao desenvolvimento psicol&#243;gico), tais processos de desenvolvimento s&#227;o melhor entendidos n&#227;o no quadro de uma l&#243;gica de substitui&#231;&#227;o de uma &#34;forma de ver&#34; por outra, mas sim por um processo de supera&#231;&#227;o e de integra&#231;&#227;o. N&#227;o se trata de um movimento progressivo exclusivamente descont&#237;nuo, mas igualmente cont&#237;nuo. Mesmo que se verifiquem descontinuidades estruturais (i.e., formas de explica&#231;&#227;o &#8212; n&#237;veis terap&#234;uticos metate&#243;rico e te&#243;rico), igualmente, t&#234;m lugar continuidades de car&#225;cter funcional (i.e., formas de resolu&#231;&#227;o de problemas &#8212; n&#237;vel cl&#237;nico estrat&#233;gico).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em termos de integra&#231;&#227;o em psicoterapia, &#233; igualmente importante o mecanismo que Piaget e Garcia (1983) identificam como comum tanto ao desenvolvimento psicol&#243;gico como cient&#237;fico. Trata-se daquilo que designam como funcionamento aos n&#237;veis &#34;intra&#34;, &#34;inter&#34; e &#34;trans&#34;. Por funcionamento a n&#237;vel &#34;intra&#34; entende-se identificar e lidar com as qualidades das situa&#231;&#245;es, sujeitos e objectos, recorrendo exclusivamente ao uso de explica&#231;&#245;es locais e particulares (o que pode ser entendido como semelhante a uma vis&#227;o formista do mundo).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, o n&#237;vel de funcionamento &#34;inter&#34; &#233; essencialmente caracterizado por explica&#231;&#245;es centradas em redor de um sistema de transforma&#231;&#245;es que pressup&#245;e a exist&#234;ncia de rela&#231;&#245;es entre diferentes situa&#231;&#245;es, sujeitos e objectos (formula&#231;&#227;o que pode ser vista como semelhante a uma vis&#227;o mecanicista do mundo).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, e a um n&#237;vel de abstrac&#231;&#227;o mais elevado, encontra-se o n&#237;vel de funcionamento &#34;trans&#34;, que contempla, exactamente, as rela&#231;&#245;es entre as transforma&#231;&#245;es referidas para o n&#237;vel &#34;inter&#34;, permitindo a forma&#231;&#227;o de estruturas (semelhante &#224;s vis&#245;es do mundo organicista e contextualista).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Penso que esta an&#225;lise se aplica tanto ao desenvolvimento psicossocial da psicoterapia, como a um n&#250;mero crescente de terapeutas. Ap&#243;s um longo per&#237;odo de funcionamento &#34;intra&#34; (as escolas terap&#234;uticas totalmente separadas), foi poss&#237;vel observar um outro per&#237;odo predominantemente &#34;inter&#34; (o in&#237;cio de rela&#231;&#245;es e di&#225;logo entre diferentes escolas) e, finalmente, esfor&#231;os concretos no sentido da integra&#231;&#227;o, o funcionamento &#34;trans&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O mesmo tipo de racioc&#237;nio parece poder ser aplicado aos processos de desenvolvimento de um n&#250;mero crescente de psicoterapeutas. Com base em alguns resultados da minha investiga&#231;&#227;o com psicoterapeutas, ao longo dos &#250;ltimos anos, tentarei, em primeiro lugar, ilustrar este processo de desenvolvimento relativamente &#224;s suas cren&#231;as metate&#243;ricas e pr&#225;tica cl&#237;nica. Seguidamente, tentarei explorar o seu poss&#237;vel significado e extrair algumas implica&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados emp&#237;ricos relativos a psicoterapeutas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, quatro conjuntos de resultados parecem ser particularmente relevantes:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">1) Aparentemente, quando alguns terapeutas se encontram numa situa&#231;&#227;o de disson&#226;ncia entre as suas cren&#231;as pessoais de ordem ontol&#243;gica e epistemol&#243;gica e as asser&#231;&#245;es metate&#243;ricas dos modelos cl&#237;nicos que subscrevem, tendem a rever ou a ampliar o seu paradigma de refer&#234;ncia. Este fen&#243;meno &#233; ilustrado pelo facto de, quando em disson&#226;ncia, relatarem uma diminui&#231;&#227;o da influ&#234;ncia da teoria na pr&#225;tica e pelo aumento da probabilidade de seleccionarem o eclectismo como sua orienta&#231;&#227;o te&#243;rica secund&#225;ria (Vasco, Garcia-Marques &#38; Dryden, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) Parece que os terapeutas ecl&#233;cticos n&#227;o s&#243; fazem uso de um leque mais amplo de estilos epist&#233;micos (Vasco, 1996), mas s&#227;o igualmente mais flex&#237;veis em termos de estilos terap&#234;uticos, e mais capazes de estabelecer boas alian&#231;as terap&#234;uticas com os seus pacientes (Vasco, Silva &#38; Chambel, <i>este n&#250;mero). </i>Possivelmente, tal facto significa que o sentir-se &#224; vontade com diferentes estilos epist&#233;micos proporciona aos terapeutas a capacidade para recorrer a diferentes estilos terap&#234;uticos e, consequentemente, de estabelecer boas alian&#231;as terap&#234;uticas com um leque mais diferenciado de pacientes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">3) Em contraste com terapeutas n&#227;o ecl&#233;cticos, os terapeutas ecl&#233;cticos parecem n&#227;o s&#243; reconhecer experimentar um maior n&#250;mero de dificuldades na sua pr&#225;tica cl&#237;nica, mas tamb&#233;m lidar com elas recorrendo, significativamente mais, a solu&#231;&#245;es de &#34;flexibilidade pragm&#225;tica&#34; (Vasco, <i>este n&#250;mero).</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">4) Finalmente, o n&#237;vel de desenvolvimento epistemol&#243;gico dos terapeutas parece contribuir para os seus estilos terap&#234;uticos. Assim, terapeutas mais experientes e simultaneamente mais desenvolvidos do ponto de vista epistemol&#243;gico, tanto de orienta&#231;&#227;o psicodin&#224;mica como cognitiva, mostraram-se mais semelhantes no tocante a estilos terap&#234;uticos do que um grupo composto por todos os outros terapeutas psicodin&#225;micos e cognitivos (Vasco &#38; Dryden, 1997). Possivelmente, o processo de filtragem inerente &#224; pr&#225;tica cl&#237;nica contribui para que os terapeutas simultaneamente mais experientes e mais capazes de questionar o conhecimento previamente adquirido (i.e., mais desenvolvidos epistemologicamente), independentemente da orienta&#231;&#227;o te&#243;rica, se tomem mais semelhantes no tocante a determinadas atitudes e opera&#231;&#245;es cl&#237;nicas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Possibilidades</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Joseph Royce (1964) defendeu que quanto mais um indiv&#237;duo est&#225; empenhado na defesa de uma vis&#227;o do mundo espec&#237;fica, mais limita as imagens que constr&#243;i do conhecimento e da realidade. Queria com isto dizer que o ser humano age como se possu&#237;sse um conhecimento da realidade &#250;ltima quando, na realidade, s&#243; det&#233;m uma perspectiva limitada: afirma ser detentor da verdade sem ter consci&#234;ncia dos limites da sua perspectiva; olha para a realidade de forma parcial, mas ousa fazer afirma&#231;&#245;es relativas &#224; totalidade das coisas (Royce, 1964).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estas considera&#231;&#245;es imediatamente nos fazem lembrar o paroquialismo (equivalente ao funcionamento &#34;intra&#34; anteriormente mencionado) que costumava caracterizar a postura tradicional da maioria dos apoiantes das diferentes escolas de psicoterapia (e, infelizmente, ainda caracteriza a de alguns!). &#201; como se estes &#250;ltimos funcionassem segundo o ditado: &#34;dai um martelo a uma crian&#231;a e imediatamente constatar&#225;s que ela pensa que todos os objectos necessitam de ser martelados&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As considera&#231;&#245;es de Royce ganham relev&#226;ncia acrescida &#224; luz da recente proposta de substitui&#231;&#227;o do modelo do psic&#243;logo cl&#237;nico enquanto &#34;cientista/praticante&#34; (Demer, 1965; Goldfried, 1984; O&#39;Sullivan &#38; Quevillon, 1992; Raimy, 1950) pelo de &#34;metaf&#237;sico/cientista/praticante&#34; (O&#39;Donohue, 1989). Esta nova formula&#231;&#227;o &#233; mais ampla, para al&#233;m de contemplar os componentes cient&#237;ficos e pr&#225;ticos, contempla igualmente os componentes ontol&#243;gico e epistemol&#243;gico (particularmente as quest&#245;es relativas aos conceitos de realidade e da natureza, origens, validade e processos inerentes ao conhecimento humano).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como mencionei anteriormente, alguns autores defendem que as asser&#231;&#245;es ontol&#243;gicas e epistemol&#243;gicas subjacentes aos diferentes modelos terap&#234;uticos constituem um obst&#225;culo de monta para a integra&#231;&#227;o em psicoterapia (e.g., Beutler &#38; Clarkin, 1990; Lazarus, 1989; Messer, 1992; Safran &#38; Messer, 1998; Schacht &#38; Black, 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, outros defendem que diferentes vis&#245;es do mundo podem ser parcialmente coordenadas e complementarem-se, reconhecendo as condi&#231;&#245;es e contextos diferenciais de aplica&#231;&#227;o &#243;ptima &#091;Mosham (1982) aplica estas ideias &#224; psicologia do desenvolvimento e Epstein (1993) relativamente &#224;s emo&#231;&#245;es&#093;. Penso que os quatro conjuntos de resultados relativamente aos psicoterapeutas, anteriormente apresentados, apontam exactamente nesta direc&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tanto estes resultados emp&#237;ricos como o facto de Royce (1964) considerar que os tr&#234;s estilos epist&#233;micos (i.e., empirismo, racionalismo e metaforismo) n&#227;o s&#227;o independentes &#8212; todas as pessoas fazem uso dos tr&#234;s estilos, com maior ou menor frequ&#234;ncia, encontrado-se estes articulados de forma hier&#225;rquica &#8212; faz-me postular que, se os estilos determinam aquilo que consideramos ser a realidade e o conhecimento v&#225;lido, a abertura ontol&#243;gica e epistemol&#243;gica proporcionada pelo facto de se ser capaz de fazer deles um uso diferencial e complementar contribui, possivelmente, para os cl&#237;nicos funcionarem terapeuticamente de forma mais flex&#237;vel. Ou seja, que estejam mais aptos e dispostos a utilizar, de forma sequencial ou convergente, instrumentos de avalia&#231;&#227;o, conceptualiza&#231;&#245;es e interven&#231;&#245;es origin&#225;rias de diferentes paradigmas cl&#237;nicos e, consequentemente, a optimizarem a compreens&#227;o e efic&#225;cia terap&#234;uticas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Designo a capacidade de fazer um uso diferencial dos v&#225;rios estilos epist&#233;micos e ontol&#243;gicos por <i>complementaridade paradigm&#225;tica,</i> constituindo esta uma forma de ultrapassar o ensimesmamento que Royce (1964) designa por &#34;encapsulamento&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, a complementaridade paradigm&#225;tica implica igualmente as caracter&#237;sticas do pensamento p&#243;s-formal (Kramer, 1983; Alexander &#38; Langer, 1990): (1) <i>relativismo</i> &#8212; o reconhecimento da natureza relativa e n&#227;o absoluta de todos os tipos de conhecimento, bem como de que as cren&#231;as pessoais n&#227;o s&#227;o mais do que uma entre v&#225;rias formas de construir a realidade; (2) <i>contradi&#231;&#227;o</i> &#8212; o reconhecimento de que as contradi&#231;&#245;es e complexidades s&#227;o componentes inevit&#225;veis do conhecimento e da realidade, bem como de que se conquista a toler&#226;ncia reconhecendo a natureza dial&#233;ctica da rela&#231;&#227;o entre os opostos; (3) <i>integra&#231;&#227;o</i> &#8212; s&#237;ntese de alto n&#237;vel de abstrac&#231;&#227;o que constitui uma totalidade integrativa de sistemas opostos particulares.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Basicamente, as decis&#245;es cl&#237;nicas, expl&#237;citas ou impl&#237;citas, s&#227;o sempre dependentes do modo como mapeamos o &#34;territ&#243;rio terap&#234;utico&#34;, estando este processo de mapeamento dependente de categorias de classifica&#231;&#227;o que se modificam de acordo com vis&#245;es do mundo e modelos te&#243;ricos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Penso que os terapeutas utilizam, primordialmente, quatro tipos de mapas que est&#227;o relacionados com as quatro vis&#245;es ontol&#243;gicas do mundo (Pepper, 1942):</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">(<i>1) formismo</i> &#8212; os diagn&#243;sticos nosol&#243;gicos tradicionais e as abordagens de tra&#231;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(2) <i>mecanicismo</i> &#8212; as an&#225;lises funcionais de comportamentos e cogni&#231;&#245;es; (3) <i>organicismo</i> &#8212; todas as an&#225;lises estruturais e desenvolvimentistas; (4) <i>contextualismo</i> &#8212; os marcadores da interac&#231;&#227;o terap&#234;utica, as fases do processo terap&#234;utico, os genogramas e an&#225;lises sist&#233;micas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Possivelmente todos estes &#34;mapas&#34; t&#234;m a sua relev&#226;ncia cl&#237;nica, passando a optimiza&#231;&#227;o das interven&#231;&#245;es pela capacidade de os utilizar de forma diferencial e complementar (ver Gon&#231;alves &#38; Vasco, 1997; Gon&#231;alves &#38; Vasco, <i>este n&#250;mero).</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Igualmente interessante &#233; o facto de estes mapas e, consequentemente, os crit&#233;rios expl&#237;citos ou impl&#237;citos de tomada de decis&#245;es cl&#237;nicas se relacionarem com os conceitos de causalidade propostos por Arist&#243;teles. Ou seja, ao operar sob uma perspectiva eminentemente formista, o terapeuta faz atribui&#231;&#245;es causais que se baseiam na <i>causalidade material</i> &#8212; considera que s&#227;o as caracter&#237;sticas intr&#237;nsecas do paciente (anat&#243;micas, bioqu&#237;micas ou psicol&#243;gicas) que causam o problema; quando operando sob uma perspectiva mecanicista, os terapeutas fazem atribui&#231;&#245;es baseadas na causalidade <i>mec&#226;nica</i> ou <i>eficiente</i> &#8212; for&#231;as externas e lineares (refor&#231;os e puni&#231;&#245;es) s&#227;o as causas do problema; por sua vez, quando sob uma perspectiva organicista, os terapeutas baseiam as suas explica&#231;&#245;es na causalidade <i>final</i> ou <i>teol&#243;gica,</i> s&#227;o os objectivos, expectativas e &#34;dores de crescimento&#34; bem como as suas vicissitudes que causam o problema; por fim, na &#243;ptica contextualista, as atribui&#231;&#245;es dos terapeutas baseiam-se na causalidade <i>formal</i> ou <i>teleon&#243;mica</i> &#8212; as causas do problema consistem em interac&#231;&#245;es complexas e significados constru&#237;dos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De novo, considero que qualquer um dos quatro tipos de causalidade pode ser &#250;til para pensar e clarificar diferentes situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas, diferentes tipos de pacientes e mesmo diferentes fases do processo terap&#234;utico (ver Gon&#231;alves &#38; Vasco, 1997; Gon&#231;alves &#38; Vasco, <i>este n&#250;mero</i>). Possivelmente, o mais importante consiste no facto de o terapeuta estar ciente de todas elas, estar ciente que nenhuma &#233; intrinsecamente melhor do que outra e, acima de tudo, ser capaz de as utilizar complementarmente, consoante o seu respectivo valor heur&#237;stico. A tanto obriga a complexidade dos processos psicoterap&#234;uticos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Gostaria, como remate, de citar uma frase de Fernando Pessoa que me parece captar, na perfei&#231;&#227;o, a ess&#234;ncia do conceito de complementaridade paradigm&#225;tica: &#34;o bin&#243;mio de Newton &#233; t&#227;o belo como a V&#233;nus de Milo&#34;. Ousaria acrescentar que a V&#233;nus de Milo &#233; t&#227;o &#250;til como o bin&#243;mio de Newton.</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alexander, C. N., &#38; Langer, E. J. (Eds.) (1990). <i>Higher stages of human development.</i> Nova Iorque: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487569&pid=S0874-2049200100020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beutler, L. E., &#38; Clarkin, J. F. (1990). <i>Systematic treatment selection.</i> Nova Iorque: Brunner / Mazel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487571&pid=S0874-2049200100020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Demer, G. E, (1965). Graduate education in clinical psychology. In B. B. Wolman (Ed.), <i>Handbook of clinical psychology.</i> Nova Iorque: MacGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487573&pid=S0874-2049200100020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Epstein, S. (1993). Emotion and self-theory. In M. Lewis &#38; J. M. Haviland (Eds.), Handbook of emotions.</i> Nova Iorque: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487575&pid=S0874-2049200100020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goldfried, M. R. (1984). Training the clinitian as scientist-professional. <i>Professional Psychology, 15,</i>477-481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487577&pid=S0874-2049200100020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, I., &#38; Vasco, A. B. (Abril, 1997). <i>Paradigmatic complementarity: An integrative cognitivre-behaviorally based intervention for personality disorders.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487579&pid=S0874-2049200100020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na XIII Annual Conference of the Society for the Exploration of Psychotherapy Integration, Toronto, Canada.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, I., &#38; Vasco, A. B. (2001). Estudo de caso de uma &#34;perturba&#231;&#227;o <i>borderline</i> da personalidade&#34; &#224; luz do modelo de &#34;complementaridade paradigm&#225;tica&#34;. <i>Psicologia, XV</i> (2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487581&pid=S0874-2049200100020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kramer, D. A. (1983). Post-formal operations? A need for further conceptualization. <i>Human Development, 26,</i> 91-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487583&pid=S0874-2049200100020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lazarus, A. A. (1989). Why I am an eclectic (not an integrationist). <i>British Journal of Guidance and Counselling, 17,</i> 248-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487585&pid=S0874-2049200100020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Messer, S. B. (1992). A critical examination of belief structures in integrative and eclectic psychotherapy. In J. C. Norcross &#38; M. R. Goldfried (Eds.), <i>Handbook of psychotherapy integration.</i> Nova Iorque: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487587&pid=S0874-2049200100020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mosham, D. (1982). Exogenous, endogenous, and dialectical constructivism. <i>Developmental Review, 2,</i>371-384.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487589&pid=S0874-2049200100020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">O&#39;Donohue, W. O. (1989). The (even) boulder model: the clinical psychologist as metaphysician-scientist-practicioner. <i>American Psychologist, 44,</i>1460-1468.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487591&pid=S0874-2049200100020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">O&#39;Sullivan, J. J., &#38; Quevillon, R. P. (1992). <i>40 years later: Is the Boulder model still alive? American Psychologist, 47,</i> 67-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487593&pid=S0874-2049200100020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Piaget, J., &#38; Garcia, R. (1983). <i>Psychogen&#232;se et histoire des sciences.</i> Paris: Flammarion.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487595&pid=S0874-2049200100020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pepper, S. C. (1942). <i>World hypotheses.</i> Berkeley: University of California Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487597&pid=S0874-2049200100020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Raimy, V. C. (1950). <i>Training in clinical psychology.</i> Nova Iorque: Prentice-Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487599&pid=S0874-2049200100020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Royce, J. R. (1964). <i>The encapsulated man: An interdisciplinary essay on the search for meaning.</i> Princeton, NJ: Van Nostrand.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Royce, J. R., &#38; Mos, L. P. (1980). <i>Manual: Psycho-epistemological profile.</i> Canada: University of Alberta Center for Advanced Study in Theoretical Psychology.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487602&pid=S0874-2049200100020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Safran, J. D., &#38; Messer, S. B. (1998). Psychotherapy integration: A post-modern critique. In J. D. Safran (Ed.), <i>Widening the scope of cognitive therapy.</i> Northvale, NJ: Jason Aronson.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schacht, T. E., &#38; Black, D. A. (1985). Epistemological commitments of behavioral and psychoanalytic therapists. <i>Professional Psychology, 16,</i>316-323.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487605&pid=S0874-2049200100020000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (1996). Del encapsulamiento a la complementariedad paradigm&#225;tica: Estilos terap&#234;uticos y epist&#233;micos de los psicoterapeutas. <i>Revista Argentina de</i> Cl&#237;nica Psicol&#243;gica, V, 7-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487607&pid=S0874-2049200100020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (2001). Os psicoterapeutas portugueses face &#224; integra&#231;&#227;o em psicoterapia: Compara&#231;&#245;es com um estudo anterior. <i>Psicologia, XV</i> (2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487609&pid=S0874-2049200100020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A., &#38; Dryden, W. (1997). Does development do the did?: Clinical experience and epistemological development together account for similarities in therapeutic style. <i>Psychotherapy, 34,</i> 262-271.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487611&pid=S0874-2049200100020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B., Garcia-Marques, L., &#38; Dryden, W. (1993). &#34;Psychotherapist know thyself!&#34;: Dissonance between metatheoretical and personal values in psychotherapists of different theoretical orientations. <i>Psychotherapy Research,</i> 3,181-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487613&pid=S0874-2049200100020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B., Silva, E, &#38; Chambel, J. (2001). Vis&#245;es do mundo do terapeuta e do cliente: Impactos na alian&#231;a terap&#234;utica. <i>Psicologia, XV</i> (2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=487615&pid=S0874-2049200100020000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body><back>
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