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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tendências eclécticas nos psicoterapeutas portugueses: Comparações com um estudo anterior]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Eclectic trends among Portuguese psychotherapists: Comparasions with a previous study]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Following a previous study, Portuguese psychotherapists members of different societies were studied not only with the aim of establishing, comparatively, the incidence and types of professed eclecticism, but also to compare eclectics and non-eclectics in a number of variables: (1) age, training and professional experience; (2) therapeutic dificulties and coping strategies; and (3) satisfaction with therapeutic work and personal life.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicoterapeutas]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[comparações entre terapeutas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Tend&#234;ncias ecl&#233;cticas nos psicoterapeutas portugueses: Compara&#231;&#245;es com um estudo anterior</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Eclectic trends among Portuguese psychotherapists: Comparasions with a previous study </b></font></p>             <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ant&#243;nio Branco Vasco<sup>1</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa.</font></p>            <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na sequ&#234;ncia de um estudo anterior, psicoterapeutas portugueses membros de diferentes sociedades de psicoterapia foram estudados n&#227;o s&#243; com o objectivo de estabelecer, comparativamente a um estudo anterior, a incid&#234;ncia e tipos de eclectismo professados, mas tamb&#233;m para comparar os terapeutas ecl&#233;cticos com os n&#227;o-ecl&#233;cticos num conjunto de vari&#225;veis: (1) idade, treino e experi&#234;ncia profissional; (2) dificuldades terap&#234;uticas experimentadas e estrat&#233;gias de <i>coping</i> utilizadas; e (3) satisfa&#231;&#227;o com o trabalho terap&#234;utico e com a vida pessoal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Psicoterapeutas, eclectismo, compara&#231;&#245;es entre terapeutas.</font></p>          <hr size="1" noshade>           <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Following a previous study, Portuguese psychotherapists members of different societies were studied not only with the aim of establishing, comparatively, the incidence and types of professed eclecticism, but also to compare eclectics and non-eclectics in a number of variables: (1) age, training and professional experience; (2) therapeutic dificulties and coping strategies; and (3) satisfaction with therapeutic work and personal life.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2">Num estudo anterior (Vasco, Garcia-Marques &#38; Dryden, 1992) foi poss&#237;vel constatar que, em contrate com os seus colegas americanos, n&#227;o s&#243; a percentagem de terapeutas portugueses que se consideravam ecl&#233;cticos era bastante reduzida (cerca de 13%), mas tamb&#233;m que as variedades de eclectismo professadas eram bastante limitadas, dado as combina&#231;&#245;es mais frequentes serem de escolas relacionadas (e.g., cognitiva e comportamental). Foi igualmente poss&#237;vel constatar que, de novo ao contr&#225;rio do que parece suceder nos Estados Unidos (e.g., Norcross &#38; Prochaska, 1982; Norcross &#38; Wogan 1983; Walton, 1978), os terapeutas portugueses ecl&#233;cticos n&#227;o eram mais experientes do que os n&#227;o-ecl&#233;cticos. Como forma de explicar estas diferen&#231;as, sugeri que as duas comunidades terap&#234;uticas estariam em diferentes fases de desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em contraste com a comunidade americana, maioritariamente caracteriz&#225;vel como encontrando-se numa fase de &#34;converg&#234;ncia&#34; ou de &#34;integra&#231;&#227;o&#34; (Norcross, 1986), a comunidade terap&#234;utica portuguesa poderia ser mais correctamente caracteriz&#225;vel como encontrando-se meramente numa fase de &#34;aproxima&#231;&#227;o&#34; e de &#34;di&#225;logo&#34; (Vasco, Garcia-Marques, &#38; Dryden, 1992). Neste tipo de fase as diferen&#231;as anteriormente apontadas entre as duas comunidades s&#227;o compreens&#237;veis, n&#227;o s&#243; &#224; luz das &#243;bvias vantagens econ&#243;micas, pol&#237;ticas e sociais inerentes ao facto de os terapeutas se identificarem com uma escola espec&#237;fica de psicoterapia, mas tamb&#233;m &#224; luz de algum isolacionismo ideol&#243;gico, falta de canais de comunica&#231;&#227;o e relativa falta de informa&#231;&#227;o sobre a integra&#231;&#227;o em psicoterapia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, algumas das diferen&#231;as que se constatam nos Estados Unidos entre terapeutas ecl&#233;cticos e n&#227;o-ecl&#233;cticos tamb&#233;m se verificaram em Portugal. Nomeadamente o facto de os primeiros relatarem maior insatisfa&#231;&#227;o com o seu entendimento actual da psicoterapia e de serem menos influenciados, na sua actividade cl&#237;nica, pelos seus quadros conceptuais actuais (Norcross &#38; Prochaska, 1983; Norcross &#38; Wogan, 1983) e, paralelamente, fazerem um uso mais alargado de diferentes interven&#231;&#245;es terap&#234;uticas (Prochaska &#38; Norcross, 1983; Swan &#38; McDonald, 1979; Wogan &#38; Norcross, 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sensivelmente sete anos ap&#243;s o primeiro estudo, podemos questionar se a comunidade terap&#234;utica portuguesa continua igual a si mesma ou se, pelo contr&#225;rio, se modificou, tornando-se mais semelhante &#224; comunidade americana. A resposta a esta quest&#227;o ajuda-nos a compreender se, no respeitante &#224;s quest&#245;es integrativas em psicoterapia, se verifica uma tend&#234;ncia universal para comunidades diferentes do ponto de vista cultural manifestarem o mesmo padr&#227;o de desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tomando em considera&#231;&#227;o as quest&#245;es anteriores, foi enviado um inqu&#233;rito a terapeutas portugueses membros de diferentes associa&#231;&#245;es e sociedades de psicoterapia, com o objectivo de avaliar n&#227;o s&#243; a incid&#234;ncia e tipos de eclectismo, mas tamb&#233;m com o objectivo de comparar terapeutas ecl&#233;cticos e n&#227;o-ecl&#233;cticos num conjunto de vari&#225;veis: (1) idade, treino e experi&#234;ncia profissional; (2) dificuldades terap&#234;uticas e &#34;estilos de <i>coping</i>&#34;; (3) satisfa&#231;&#227;o com o trabalho terap&#234;utico e com a vida pessoal. O estudo foi conduzido utilizando um question&#225;rio que foi enviado por via postal a terapeutas portugueses membros de nove associa&#231;&#245;es e sociedades de psicoterapia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amostra</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os participantes potenciais foram todos os membros de nove associa&#231;&#245;es portuguesas de psicoterapia, mais doze terapeutas independentes, para um total de 878 question&#225;rios enviados. Destes, 43 foram devolvidos pelo correio, e 649 terapeutas preferiram n&#227;o responder, resultando numa taxa de resposta de 22,3% (N=186). Os valores para o estudo anterior foram, para um total de 487 question&#225;rios enviados, uma taxa de resposta de 33,9% (N=161). Considero que a menor taxa de resposta &#233; compensada pela quantidade absoluta de question&#225;rios recebidos. Saliente-se, ainda, que um n&#250;mero significativo de membros das associa&#231;&#245;es n&#227;o pratica psicoterapia.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O instrumento utilizado designa-se &#34;Question&#225;rio Comum dos Psicoterapeutas&#34; e foi desenvolvido pelo <i>&#34;SPR Collaborative Research Network</i>&#34;, criado e dinamizado por David Orlinsky da Universidade de Chicago, e est&#225; presentemente a ser utilizado por investigadores de mais de 16 pa&#237;ses no &#34;<i>International Study of the Development of Psychotherapists&#34;.</i> Trata-se de um question&#225;rio bastante extenso, composto por 440 itens, que cobrem as seguintes &#225;reas: (a) treino e experi&#234;ncia profissionais; (b) desenvolvimento geral enquanto terapeuta, orienta&#231;&#227;o te&#243;rica e desenvolvimento actual; (c) pr&#225;tica actual, terapia pessoal e caracter&#237;sticas pessoais e sociais (Orlinsky <i>et al,</i> para publica&#231;&#227;o).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para o presente estudo foquei-me em: (a) caracter&#237;sticas pessoais; (b) orienta&#231;&#227;o te&#243;rica; (c) treino e experi&#234;ncia; e (d) dificuldades na pr&#225;tica terap&#234;utica e nos &#34;estilos de <i>coping&#34;</i> utilizados para lidar com essas dificuldades.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A m&#233;dia de idades da amostra total (JV=186) foi de 39,7 (<i>d.p.=</i> 9,2, amplitude 23-72). 118 terapeutas eram do sexo feminino (64%) e 67 do sexo masculino (36%), 92 terapeutas eram psic&#243;logos (49,5%), 40 eram psiquiatras (21,5%), 5 assistentes sociais (2,7%), e os restantes 49 tinham outras profiss&#245;es (26,3%). Os participantes tinham uma m&#233;dia de 9,8 anos de experi&#234;ncia profissional <i>(d.p.=</i> 7), com uma amplitude de 1 a 35 anos (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04q1.jpg">quadros 1</a> e <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04q2.jpg">2</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Orienta&#231;&#227;o te&#243;rica e tipos de eclectismo</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; importante chamar a aten&#231;&#227;o para o facto de a orienta&#231;&#227;o te&#243;rica dos sujeitos ter sido inferida a partir das respostas dadas a cinco escalas (0=nada; 5=muit&#237;ssimo) relativas a &#34;at&#233; que ponto a sua pr&#225;tica terap&#234;utica actual &#233; influenciada por cada uma das seguintes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas&#34;?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo, a &#34;orienta&#231;&#227;o te&#243;rica&#34; dos terapeutas foi-lhes atribu&#237;da em fun&#231;&#227;o da orienta&#231;&#227;o que valoraram de forma mais elevada. Como a categoria &#34;ecl&#233;ctico&#34; n&#227;o fazia parte do leque de op&#231;&#245;es, os terapeutas foram considerados ecl&#233;cticos quando dois valores mais elevados (exceptuando o 1) foram atribu&#237;dos a duas orienta&#231;&#245;es pertencentes a fam&#237;lias conceptualmente distintas (tal processo exclui, por exemplo, cognitivo-comportamental e psicanal&#237;tico-psicodin&#226;mico).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A orienta&#231;&#227;o te&#243;rica mais frequente foi a cognitivo-comportamental (n=55, 30,2%), seguida, de perto, pela anal&#237;tica-psicodin&#226;mica (n=53, 29,1%), e pela ecl&#233;ctica <i>(n=</i>33, 18,1%). Um menor n&#250;mero de terapeutas era sist&#233;mico (n=21, 11,5%) e humanista (n=20,11,0%) (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04q3.jpg">quadro 3</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">De acordo com o crit&#233;rio previamente mencionado, 18% de todos os terapeutas foram considerados ecl&#233;cticos. Contudo, se considerarmos como ecl&#233;cticos todos os terapeutas que reconheceram ser influenciados na sua pr&#225;tica por mais de uma orienta&#231;&#227;o te&#243;rica, esta percentagem sobe para 80%.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em termos de combina&#231;&#245;es de diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas, (i.e., aquelas que tiveram as primeira e segunda classifica&#231;&#245;es mais altas, n&#227;o sendo da mesma fam&#237;lia conceptual) a mais frequente foi a cognitivo-comportamenal e humanista (n=24, 13,2%), seguida pelas psicodin&#226;mica e sist&#233;mica (n=21, 11,5%), cognitivo-comportamental e sist&#233;mica (n=19, 10,4%) e, finalmente, a psicodin&#226;mica e humanista (n=17, 9,3%). A combina&#231;&#227;o de tr&#234;s orienta&#231;&#245;es mais frequente foi a cognitivo-comportamental, humanista e sist&#233;mica <i>(n=</i>12,6,6%). Por sua vez, 20,3% dos terapeutas seleccionaram outras combina&#231;&#245;es (n=37). Por &#250;ltimo, 37 terapeutas limitaram-se a seleccionar uma &#250;nica orienta&#231;&#227;o te&#243;rica (20,3%) (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04q4.jpg">quadro 4</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Dado que a influ&#234;ncia das diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas na pr&#225;ctica cl&#237;nica tamb&#233;m foi avaliada relativamente a &#34;quando come&#231;ou a exercer como terapeuta&#34;, foi poss&#237;vel, recorrendo a uma MANOVA e a testes-F, estabelecer os aumentos e diminui&#231;&#245;es de influ&#234;ncia de cada orienta&#231;&#227;o na pr&#225;tica cl&#237;nica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma MANOVA significativa &#91;F(4,740)=13,26, p&#60;0,0000&#93; mostrou que a influ&#234;ncia relativa das orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas se tinha modificado ao longo do tempo (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04f1.jpg">figura 1</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise das m&#233;dias e os testes-F univariados mostraram que tr&#234;s orienta&#231;&#245;es tinham aumentado significativamente de influ&#234;ncia: psicodin&#226;mica (M=2,1 <i>versus M=</i>2,3) &#91;F(1,85)=7,68,p&#60;0,01&#93;;cognitiva (M=2,0 <i>versus M=</i>2,2) &#91;F(1,1 185)=6,43, <i>p&#60;</i>0,05&#93;; e sist&#233;mica (M=1, <i>versus</i> M=1,) &#91;F(1,85)=29,71, p&#60;0,000&#93;. Em contraste, as duas orienta&#231;&#245;es restantes (humanista e comportamental) parecem ter diminu&#237;do a sua influ&#234;ncia. Contudo, esta diminui&#231;&#227;o s&#243; se apresenta significativa para a orienta&#231;&#227;o comportamental (M=2,1 <i>versus</i> M=1,9) &#91;F(1,85)=8,14, p&#60;0,005&#93; (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04f1.jpg">figura 1</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Dividindo a m&#233;dia dos valores atribu&#237;dos por cada terapeuta &#224;s diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas pelo desvio-padr&#227;o, calculou-se um &#237;ndice de eclectismo. Deste modo, o valor do &#237;ndice aumenta com o aumento simult&#226;neo da m&#233;dia e com a diminui&#231;&#227;o do desvio-padr&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Utilizando este &#237;ndice, e comparando o seu valor m&#233;dio em dois tempos (quando os terapeutas iniciaram a pr&#225;tica e no presente), foi igualmente poss&#237;vel estabelecer que a m&#233;dia de eclectismo de todos os terapeutas tinha sofrido um aumento significativo ao longo do tempo (M=1,38, <i>s.d.=</i> 1,02 <i>versus</i> M=1,4, s.d.=1,3, n=181) &#91;f(180)=-2,37, p&#60;0,05&#93;. (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04f2.jpg">figura 2</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Diferen&#231;as entre ecl&#233;cticos e n&#227;o-ecl&#233;cticos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com o objectivo de comparar os terapeutas ecl&#233;cticos e n&#227;o-ecl&#233;cticos, constitu&#237;ram-se dois grupos, dividindo o &#237;ndice de eclectismo pela mediana.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma primeira an&#225;lise discriminante, tomando como vari&#225;veis dependentes a idade, os anos de treino, de supervis&#227;o e de experi&#234;ncia profissional, permitiu discriminar os dois grupos &#91;Wilk&#39;s lambda=0,93, aprox. F(4,166)=3,12, <i>p&#60;D,01 &#93;.</i> Contudo, s&#243; uma das vari&#225;veis parece contribuir significativamente para esta diferen&#231;a: &#34;anos de supervis&#227;o&#34;, mais elevada para os n&#227;o-ecl&#233;cticos (M=4 <i>versus </i>M=2,7) &#91;F(1,66)=5,13, p&#60;0,05 (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04q5.jpg">quadro 5</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Numa segunda an&#225;lise discriminante fizeram-se entrar cinco vari&#225;veis dependentes relacionadas conceptualmente: (1) &#34;quantidade de dificuldades experimentadas na pr&#225;tica cl&#237;nica&#34; &#8212; e quatro vari&#225;veis relacionadas com formas de lidar com as dificuldades; (2) &#34;flexibilidade pragm&#225;tica&#34;; (3) &#34;solu&#231;&#245;es fora da terapia&#34;; (4) &#34;solu&#231;&#245;es dentro da terapia&#34;; e (5) &#34;passividade e culpar o paciente&#34;.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma vez mais, esta an&#225;lise permitiu diferenciar os dois grupos &#91;Wilk&#39;s lambda=0,92, aprox. F(5,175)=3,05, <i>p&#60;</i>0,05&#93; (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a04q6.jpg">quadro 6</a>). Contudo, e novamente, s&#243; uma das vari&#225;veis parece contribuir significativamente para a diferen&#231;a entre grupos: &#34;flexibilidade pragm&#225;tica&#34;, mais elevada para os ecl&#233;cticos (M=2,3 <i>versus </i>M=1,) &#91;F(1,75)=8,95, p&#60;0,005&#93;. A vari&#225;vel &#34;quantidade de dificuldades&#34;, tamb&#233;m mais elevada para os ecl&#233;cticos (M=1,4 <i>versus M=</i> 1,11) quase alcan&#231;ou um n&#237;vel convencional de signific&#226;ncia &#91;F(1,75)=2,1, <i>p&#60;</i>0,15&#93;.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Efectuou-se igualmente uma &#250;ltima an&#225;lise relativamente &#224; &#34;satisfa&#231;&#227;o com o trabalho terap&#234;utico&#34; e &#224; &#34;satisfa&#231;&#227;o com a vida pessoal&#34;. S&#243; esta segunda vari&#225;vel, mais elevada para os terapeutas ecl&#233;cticos (M=3,83 <i>versus M=</i>3,54) permitiu diferenciar os dois grupos &#91;F(1,79)=7,32, p&#60;0,01&#93;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#245;es</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No seu conjunto, os resultados do presente estudo parecem sugerir que a comunidade psicoterap&#234;utica portuguesa se est&#225; a tomar mais semelhante &#224; comunidade norte-americana. V&#225;rios conjuntos de resultados apontam nesta direc&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em primeiro lugar, a tend&#234;ncia para a integra&#231;&#227;o parece estar a aumentar: n&#227;o s&#243; a percentagem total de terapeutas portugueses ecl&#233;cticos parece ter vindo a aumentar, comparativamente ao estudo anterior (Vasco, Garcia-Marques &#38; Dryden, 1992), como tamb&#233;m, quando comparamos os &#237;ndices de eclectismo no in&#237;cio e momento actual da carreira, os terapeutas parecem, no momento actual, fazer um uso mais amplo de diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em segundo lugar, os tipos de eclectismo professados pelos terapeutas foram claramente mais diversificados do que no estudo anterior, parecendo mostrar que os terapeutas come&#231;am a utilizar quadros referenciais de fam&#237;lias ideol&#243;gicas igualmente diferenciadas (e.g., cognitivo-comportamental e humanista; psicodin&#226;mica e sist&#233;mica).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, tomando em considera&#231;&#227;o a experi&#234;ncia profissional, as diferen&#231;as entre ecl&#233;cticos e n&#227;o-ecl&#233;cticos parecem estar a diminuir, de novo no sentido daquilo que se verifica nos Estados Unidos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dois &#250;ltimos resultados devem ser acentuados. Em primeiro lugar, o facto de os terapeutas ecl&#233;cticos reconhecerem experimentar um maior n&#250;mero de dificuldades na pr&#225;tica terap&#234;utica, e o parecerem lidar com elas recorrendo significativamente mais do que n&#227;o-ecl&#233;cticos a um &#34;mecanismo de <i>coping&#34;</i> que se pode designar por &#34;flexibilidade pragm&#225;tica&#34;. Este conceito inclui os itens seguintes: &#34;quando em dificuldade&#34; &#34;modifica a sua atitude ou abordagem terap&#234;utica com o paciente&#34;; &#34;introduz modifica&#231;&#245;es no contrato terap&#234;utico com o paciente&#34;; &#34;solicita a colabora&#231;&#227;o de amigos ou familiares do paciente&#34;; e &#34;adia o trabalho terap&#234;utico para responder &#224;s necessidades mais imediatas do paciente&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados parecem ser consistentes com os de investiga&#231;&#245;es anteriores que mostraram serem os terapeutas ecl&#233;cticos, quando comparados com n&#227;o-ecl&#233;cticos, mais influenciados pelas caracter&#237;sticas dos pacientes e por considera&#231;&#245;es de ordem pragm&#225;tica (Norcross, 1986; Norcross &#38; Newman, 1992).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em segundo lugar, o facto de os terapeutas ecl&#233;cticos parecerem estar mais satisfeitos com a sua vida pessoal. Dois tipos de resultados parecem ajudar a explicar este dado. Heide e Rosenbaum (1988) constataram que os terapeutas que recorriam a mais do que uma orienta&#231;&#227;o te&#243;rica se descreviam como mais espont&#226;neos, aventureiros e imaginativos. Por sua vez, Vasco (1995) constatou, nos terapeutas ecl&#233;cticos, uma rela&#231;&#227;o entre flexibilidade de estilos terap&#234;uticos e uma utiliza&#231;&#227;o mais alargada de estilos epist&#233;micos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">E conceb&#237;vel que os terapeutas ecl&#233;cticos sejam capazes de enfrentar a vida com uma atitude de desafio e experi&#234;ncia, semelhante &#224; que utilizam na terapia, e que a sua capacidade para utilizar de forma mais flex&#237;vel os diferentes estilos epist&#233;micos lhes traga mais satisfa&#231;&#227;o com a vida pessoal, ao serem capazes de valorizar satisfatoriamente um leque mais amplo de experi&#234;ncias pessoais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Resumindo, parece que a comunidade terap&#234;utica portuguesa se est&#225; a desenvolver no sentido de uma maior semelhan&#231;a com a comunidade americana. Tal facto sugere, passe a grandiosidade da asser&#231;&#227;o, que, relativamente &#224;s quest&#245;es integrativas, poder&#225; existir uma tend&#234;ncia universal para comunidades culturalmente diferentes apresentarem o mesmo padr&#227;o de desenvolvimento (pelo menos nas sociedades ocidentais industrializadas).</font></p>           <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Heide, E. J., &#38; Rosenbaum, R. (1988). Therapists&#39; experience of using single <i>versus</i> combined theoretical models in psychotherapy. <i>Journal of Integrative and Eclectic Psychotherapy, 7,</i>41-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488364&pid=S0874-2049200100020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Norcross, J. C. (1986). Eclectic psychotherapy: An introduction and overview. In J. C. Norcross (Ed.), <i>Handbook of eclectic psychotherapy</i> (pp. 3-24). Nova Iorque: Brunner/Mazel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488366&pid=S0874-2049200100020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Norcross, J. C, &#38; Freedheim, D. K. (1992). Into the future: Retrospect and prospect in psychotherapy. In D. K. Freedheim (Ed.), <i>History of psychotherapy: A century of change</i> (pp. 881-900). Washington, DC: American Psychological Association.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Norcross, J. C, &#38; Newman, C. F. (1992). Psychotherapy integration: Setting the context. In J. C. Norcross &#38; M. R. Goldfried (Eds.), <i>Handbook of psychotherapy integration </i>(pp. 3-45). 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Clinicians&#39; theoretical orientations: Selection, utilization, and efficacy. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 14,</i>197-208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488373&pid=S0874-2049200100020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Norcross, J. C., &#38; Wogan, M. (1983). American psychotherapists of diverse persuasions: Characteristics, theories, practices and clients. <i>Professional Psychology, 4,</i>529-539.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488375&pid=S0874-2049200100020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Orlinsky, D., Gerin R, Davis, J., Ambuhl, H., Dazord, A., Davis, M., Willutzki, U., Davidson, C., Aapro N., Backx, W., Botennans. J. F., &#38; Iahns, J. F. (para publica&#231;&#227;o). SPR collaborative research network international study of the development of psychotherapists: Background and research plans. <i>Psychotherapy Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488377&pid=S0874-2049200100020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Prochaska, J. O., &#38; Norcross, J. C. (1983). Psychotherapists&#39; perspectives on treating themselves and their clients for psychic distress. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 14,</i> 642-655.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488379&pid=S0874-2049200100020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Swan, G. E., &#38; MacDonald, M. L. (1979). Behavior therapy in practice: A national survey of behavior therapists. <i>Behavior Therapy, 2,</i> 799-807.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488381&pid=S0874-2049200100020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (1990). Da Torre de Babel ao esperanto terap&#234;utico: Notas sobre investiga&#231;&#227;o e integra&#231;&#227;o em psicoterapia. <i>Psiquiatria Cl&#237;nica, 11,</i>117-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488383&pid=S0874-2049200100020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (1995, April). <i>From encapsulation to paradigmatic complementarity: Psychotherapists&#39; epistemic and therapeutic styles.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488385&pid=S0874-2049200100020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na 12.<sup>a</sup> confer&#234;ncia da Society for the Exploration of Psychotherapy Integration. Washington, DC, EUA.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B., Garcia-Marques L., &#38; Dryden, W. (1992). Eclectic trends among Portuguese psychotherapists. <i>Journal of Psychotherapy Integration, 4,</i>321-331.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488387&pid=S0874-2049200100020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Walton, D. E. (1978). An exploratory study: Personality factors and theoretical orientations of therapists. <i>Psychotherapy: Theory, Research, and Practice, 15,</i>390-395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488389&pid=S0874-2049200100020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wogan, M., &#38; Norcross, J. C. (1985). Dimensions of therapeutic skills and techniques: Empirical identification, therapist correlates, and predictive utility. <i>Psychotherapy, </i>22, 63-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488391&pid=S0874-2049200100020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body><back>
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