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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Visões do mundo do terapeuta e do cliente impactes na aliança terapêutica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[An open question regarding the contribution of therapists' and clients' variables for the quality of the therapeutic alliance, and for therapeutic efficacy, is the relative value of similarities and differences between them. One of this variables is personality, particularly what concerns "epistemic world-views". This study was designed with the main objective of testing if similarities of "world-views between therapist and client make a positive contribution to the quality of the therapeutic alliance. 34 therapist/client dyads were tested. Some of the results seem to confirmate the hypothesis. Some limitations and future research are stressed. Semelhanças iniciais, a nível de variáveis da personalidade, entre terapeuta e cliente afectarão positivamente a qualidade da aliança terapêutica? Ou as dissemelhanças serão igualmente importantes para o estabelecimento de uma boa aliança, como alguns autores têm defendido (Beutler & Consoli, 1992; Beutler, Machado & Neufeldt, 1994)? No mínimo, parece recomendável que, no início, terapeuta e cliente estejam em sintonia nas suas atitudes mais relevantes (Beutler & Consoli, 1992).]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Visões do mundo]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[psicoterapeutas/pacientes]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Vis&#245;es do mundo do terapeuta e do cliente impactes na alian&#231;a terap&#234;utica</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Therapists&#39; and clients&#39; world-views: Impacts on the therapeutic alliance </b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ant&#243;nio Branco Vasco<sup>1</sup>; Fernando Silva<sup>2</sup>; Jo&#227;o Chambel<sup>3</sup></b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">Ant&#243;nio Branco Vasco, Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fernando Silva, Instituto Superior de Psicologia Aplicada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Jo&#227;o Chambel, Servi&#231;o de Aconselhamento Psicol&#243;gico do Instituto Superior T&#233;cnico.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>            <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma das quest&#245;es que permanece pol&#233;mica no tocante ao contributo de diferentes vari&#225;veis de pacientes e terapeutas para a qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica e, consequentemente, para a efic&#225;cia da terapia, &#233; exactamente a do valor relativo de semelhan&#231;as e diferen&#231;as entre pacientes e terapeutas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Um destes grupos de vari&#225;veis &#233; o das de personalidade, particularmente as relativas a &#34;vis&#245;es do mundo&#34;. O presente estudo foi desenhado com o objectivo central de testar se semelhan&#231;as entre &#34;vis&#245;es epist&#233;micas do mundo&#34; de terapeutas e pacientes se reflectem positivamente na qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica. Para o efeito foram estudadas 34 d&#237;ades de terapeuta/cliente. Alguns dos resultados parecem confirmar a hip&#243;tese. Apontam-se limita&#231;&#245;es e sugerem-se novas investiga&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Vis&#245;es do mundo, alian&#231;a terap&#234;utica, psicoterapeutas/pacientes</font></p>      <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">An open question regarding the contribution of therapists&#39; and clients&#39; variables for the quality of the therapeutic alliance, and for therapeutic efficacy, is the relative value of similarities and differences between them. One of this variables is personality, particularly what concerns &#34;epistemic world-views&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">This study was designed with the main objective of testing if similarities of &#34;world-views between therapist and client make a positive contribution to the quality of the therapeutic alliance. 34 therapist/client dyads were tested. Some of the results seem to confirmate the hypothesis. Some limitations and future research are stressed.</font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">Semelhan&#231;as iniciais, a n&#237;vel de vari&#225;veis da personalidade, entre terapeuta e cliente afectar&#227;o positivamente a qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica? Ou as dissemelhan&#231;as ser&#227;o igualmente importantes para o estabelecimento de uma boa alian&#231;a, como alguns autores t&#234;m defendido (Beutler &#38; Consoli, 1992; Beutler, Machado &#38; Neufeldt, 1994)? No m&#237;nimo, parece recomend&#225;vel que, no in&#237;cio, terapeuta e cliente estejam em sintonia nas suas atitudes mais relevantes (Beutler &#38; Consoli, 1992).</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2">A presente investiga&#231;&#227;o foi concebida como um contributo para o esclarecimento desta quest&#227;o, particularmente no que diz respeito &#224;s semelhan&#231;as e diferen&#231;as entre as vis&#245;es epist&#233;micas do mundo de terapeuta e cliente e o seu impacte na qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma das vertentes que tem caracterizado a investiga&#231;&#227;o em psicoterapia nos &#250;ltimos anos &#233; o interesse crescente pelas vari&#225;veis do terapeuta, particularmente desde a constata&#231;&#227;o de que estas vari&#225;veis t&#234;m uma influ&#234;ncia significativa tanto no processo como nos resultados terap&#234;uticos (Beutler <i>et al.,</i> 1994; Crits-Cristoph <i>et al.,</i> 1991; Lambert, 1989; Luborsky <i>et al,</i> 1986).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nas duas &#250;ltimas d&#233;cadas assistiu-se tamb&#233;m a um interesse na articula&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis do terapeuta e as do cliente, na tentativa de aumentar a compatibilidade terap&#234;utica e, consequentemente, a efic&#225;cia da interven&#231;&#227;o. De uma dimens&#227;o terap&#234;utica cl&#225;ssica A-B (Dent, 1978; Whitehorn &#38; Betz, 1954,1960) a variados estudos de compatibilidade sim&#233;trica e assim&#233;trica, abarcando um largo espectro de vari&#225;veis do terapeuta e do cliente (hist&#243;ria pessoal, expectativas, prefer&#234;ncias, valores, vari&#225;veis cognitivas e dimens&#245;es de personalidade), numerosa investiga&#231;&#227;o tem sido produzida (Beutler <i>et al.,</i> 1994; Berzins, 1977).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mais recentemente, o conceito de vis&#227;o do mundo ou as &#34;teorias impl&#237;citas do terapeuta&#34; (Najavits, 1997) t&#234;m sido convocados como potenciais vari&#225;veis nucleares do processo de conjuga&#231;&#227;o terapeuta-cliente (Highlen &#38; Hill, 1984; Ivey, Ivey, &#38; Simek-Downing, 1987). O conceito de vis&#227;o epist&#233;mica do mundo parece ser particularmente importante na arena terap&#234;utica, j&#225; que influencia aquilo que cada indiv&#237;duo vai considerar como conhecimento v&#225;lido, e a forma de o obter.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Da mesma forma, o conceito de alian&#231;a terap&#234;utica obteve indiscutivelmente um estatuto central na investiga&#231;&#227;o, na teoria e na pr&#225;tica da psicoterapia. N&#227;o apenas por ter vindo a ser considerado a vari&#225;vel integrativa por excel&#234;ncia, devido &#224; sua natureza transte&#243;rica (Wolfe &#38; Goldfried, 1988), mas tamb&#233;m por se ter repetidamente mostrado que a qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica &#233;, possivelmente, o melhor preditor dos resultados terap&#234;uticos, particularmente no tocante &#224; conjuga&#231;&#227;o da qualidade do la&#231;o terap&#234;utico com o acordo entre terapeuta e cliente relativamente a tarefas e objectivos (Horvath &#38; Symonds, 1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito &#224;s rela&#231;&#245;es entre vis&#245;es do mundo de terapeuta e cliente e a psicoterapia, temos por um lado a sugest&#227;o de Beutler e Clarkin (1990) de que similaridades filos&#243;ficas podem aumentar o envolvimento na terapia, e por outro os poucos estudos emp&#237;ricos de que temos conhecimento, que parecem mostrar igualmente que as similaridades t&#234;m um impacte positivo na alian&#231;a terap&#234;utica e no processo. Um estudo de Harris e colegas (Harris, Fontana, &#38; Dowds, 1977) mostrou que as semelhan&#231;as entre a vis&#227;o do mundo de terapeuta e cliente t&#234;m um impacte positivo na rela&#231;&#227;o terap&#234;utica. Um estudo an&#225;logo de Lyddon (1989) mostrou que os sujeitos preferiam significativamente a abordagem terap&#234;utica que mais se conjugava com as suas convic&#231;&#245;es epistemol&#243;gicas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, num estudo anterior, conclu&#237;mos que terapeutas que recorrem a uma maior variedade de estilos epist&#233;micos s&#227;o tamb&#233;m mais flex&#237;veis em termos de estilos terap&#234;uticos (Vasco, 1996). Ainda que se acredite que o estilo terap&#234;utico do terapeuta &#233; mais importante para o processo terap&#234;utico do que as suas caracter&#237;sticas subjectivas (Beutler <i>et al,</i> 1994), tamb&#233;m parece verdadeiro, pelo menos em parte, na sequ&#234;ncia dos resultados anteriormente referidos, que a flexibilidade no estilo terap&#234;utico depende da flexibilidade nos estilos epist&#233;micos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, estamos em crer que a flexibilidade do terapeuta relativamente aos estilos epist&#233;micos ir&#225; influenciar positivamente a qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica, dada a maior capacidade de os terapeutas mais flex&#237;veis constru&#237;rem &#34;cumplicidade terap&#234;utica&#34; com um maior n&#250;mero de pacientes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A luz destas considera&#231;&#245;es e resultados, os objectivos da presente investiga&#231;&#227;o s&#227;o dois:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">1) avaliar o impacte das semelhan&#231;as entre vis&#245;es epist&#233;micas do mundo de terapeuta e cliente na qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica. Esperamos verificar que as semelhan&#231;as contribuem para uma melhor alian&#231;a;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) avaliar o impacte de um uso mais alargado de estilos epist&#233;micos por parte do terapeuta na qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica. Esperamos verificar que um uso mais alargado de estilos epist&#233;micos contribui para uma melhor alian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Sujeitos</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A amostra foi composta por 34 d&#237;ades terapeuta/cliente. Tr&#234;s dos terapeutas eram de orienta&#231;&#227;o din&#226;mica e seis eram ecl&#233;cticos de base cognitiva-comportamental. Por outro lado, 25 dos clientes foram vistos por terapeutas din&#226;micos e os 9 restantes por terapeutas ecl&#233;cticos. Os clientes foram vistos tanto em cl&#237;nica privada como em institui&#231;&#245;es p&#250;blicas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A m&#233;dia et&#225;ria da amostra total de terapeutas <i>(n=</i>9) foi de 30,1 anos <i>(dp=</i>4,9), 31, 0 <i>(dp=7,8)</i> para os din&#226;micos (n=3), e 29,7 <i>(dp=3,7)</i> para os ecl&#233;cticos <i>(n=</i>6). Os participantes tinham uma experi&#234;ncia cl&#237;nica de 5,4 anos <i>(dp=</i>4,3), 6,3 anos (<i>dp=7<sub>r</sub>5</i>) para os din&#226;micos, e 5,0 <i>(dp=</i>2,5) para os ecl&#233;cticos. Cinco terapeutas eram homens (1 din&#226;mico, 4 ecl&#233;cticos), e as restantes 4 mulheres (2 din&#226;micas, 2 ecl&#233;cticas) (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a05q1.jpg">quadro 1</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A m&#233;dia de idades dos clientes foi de 26,8 (dp=8,4), 28, 3 <i>(dp=</i>9,2) para os clientes de terapeutas din&#226;micos, e 22,8 <i>(dp=</i>3,2) para os clientes dos terapeutas ecl&#233;cticos. Doze clientes eram homens e 22 mulheres (6 homens e 19 mulheres para os din&#226;micos; 6 homens e 3 mulheres para os ecl&#233;cticos).</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a05q2.jpg">Quadro 2</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Instrumentos</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As vis&#245;es do mundo de terapeutas e clientes foram avaliadas com o <i>Psycho-Epistemological Profile,</i> Forma Experimental VI (PEP; Royce &#38; Moss, 1980). O PEP &#233; um question&#225;rio de auto-avalia&#231;&#227;o com 90 itens. Pede-se aos sujeitos que respondam numa escala de 5 pontos, desde <i>descordo total</i> a <i>acordo total.</i> &#201; composto por tr&#234;s subescalas de 30 itens, cada uma dirigida a um estilo epist&#233;mico, subjacentes &#224; forma como o indiv&#237;duo avalia e testa a validade e veracidade das suas cren&#231;as: <i>empirismo</i> (ex: &#34;desenvolvi-me do ponto de vista intelectual, essencialmente, atrav&#233;s dos m&#233;todos de aprendizagem, observa&#231;&#227;o e experimenta&#231;&#227;o&#34;), <i>racionalismo</i> (ex: &#34;considero-me uma pessoa l&#243;gica&#34;), <i>metaforismo</i> (ex: &#34;a compreens&#227;o do sentido da vida avan&#231;ou, essencialmente, atrav&#233;s da arte e da literatura&#34;) (Royce &#38; Moss, 1980).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Empirismo.</i> As cren&#231;as s&#227;o baseadas em processos preceptivos e testadas em termos de garantia e validade das observa&#231;&#245;es relevantes. Este estilo de conhecimento baseia-se essencialmente no racioc&#237;nio indutivo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Racionalismo.</i> As cren&#231;as s&#227;o baseadas em processos conceptuais e s&#227;o testadas em termos da sua consist&#234;ncia l&#243;gica. Este estilo de conhecimento baseia-se essencialmente no racioc&#237;nio dedutivo.</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Metaforismo.</i></b> As cren&#231;as baseiam-se em processos simb&#243;licos e s&#227;o testadas pela generabilidade a diversos tipos de experi&#234;ncia. Este estilo de conhecimento baseia-se essencialmente no racioc&#237;nio anal&#243;gico.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o, por parte dos clientes, da qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica foi com o Working Alliance Inventory (WAI; Horvath, 1981, 1982; Machado &#38; Horvath, 1997). O WAI &#233; um invent&#225;rio de auto-avalia&#231;&#227;o com 36 itens. Pede-se aos sujeitos que cotem a frequ&#234;ncia de sentimentos e pensamentos acerca do terapeuta, numa escala de 7 pontos, desde <i>Sempre</i> at&#233; <i>Nunca.</i> &#201; composto por tr&#234;s subescalas de 12 itens que se referem a: (1) acordo relativamente &#227;s tarefas terap&#234;uticas; (2) acordo quanto a objectivos terap&#234;uticos; e (3) qualidade do la&#231;o terap&#234;utico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O conceito de <i>tarefas terap&#234;uticas</i> compreende as actividades que constituem a mat&#233;ria substantiva do processo terap&#234;utico. Os <i>objectivos terap&#234;uticos</i> s&#227;o os alvos da interven&#231;&#227;o terap&#234;utica. Por fim, a componente de <i>la&#231;o</i> da alian&#231;a compreende os aspectos relacionais, tais como confian&#231;a m&#250;tua e aceita&#231;&#227;o (Horvath, 1981, 1982).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Procedimento</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O PEP foi administrado tanto a terapeutas como a clientes no final da primeira sess&#227;o, e o WAI foi administrado aos clientes no final da quinta sess&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para estabelecer a medida das diferen&#231;as entre a vis&#227;o epist&#233;mica do mundo de terapeutas e clientes, os valores registados pelos terapeutas nas tr&#234;s vari&#225;veis epist&#233;micas foram subtra&#237;dos dos correspondentes valores registados pelos clientes nas mesmas vari&#225;veis. Calcul&#225;mos tamb&#233;m um valor total das diferen&#231;as, somando o valor obtido nas tr&#234;s subtrac&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Calcul&#225;mos o valor de uso alargado das vis&#245;es epist&#233;micas do mundo para os terapeutas somando a m&#233;dia das tr&#234;s diferentes subescalas (empirismo, racionalismo e metaforismo), obtendo uma nova m&#233;dia aritm&#233;tica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Rela&#231;&#227;o entre as diferen&#231;as para terapeutas e clientes das vis&#245;es epist&#233;micas do mundo e a alian&#231;a terap&#234;utica</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contrariamente &#224;s expectativas, e para toda a amostra, a direc&#231;&#227;o das correla&#231;&#245;es significativas foi positiva. Uma correla&#231;&#227;o positiva significa que quanto mais afastados est&#227;o terapeuta e cliente, no que diz respeito &#224;s vis&#245;es do mundo, tanto melhor &#233; a qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Encontr&#225;mos correla&#231;&#245;es positivas significativas entre empirismo e tarefas (r=0,38, p&#60;0,05, <i>n=</i>34), empirismo e objectivos (r=0,34, p&#60;0,05, n=34), valor total das diferen&#231;as epist&#233;micas e tarefas <i>(r=</i>0,39, p&#60;0,05, <i>n=</i>34), e empirismo e a qualidade global da alian&#231;a (r=0,36, p&#60;0,05, n=34) (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a05q3.jpg">Quadro 3</a>).</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Terapeutas din&#226;micos</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao dividir os terapeutas por orienta&#231;&#227;o te&#243;rica, encontr&#225;mos correla&#231;&#245;es positivas n&#227;o esperadas ainda mais evidentes para o grupo composto exclusivamente por terapeutas din&#226;micos. Todas as correla&#231;&#245;es anteriormente referidas aumentaram: empirismo e tarefas (r=0,41, p&#60;0,05, <i>n=25),</i> empirismo e objectivos (r=0,46, p&#60;0,05, <i>n=</i>25), valor total das diferen&#231;as epist&#233;micas e tarefas (r=0,51, p&#60;0,01, <i>n=</i>25), e empirismo e qualidade global da alian&#231;a (r=0,44, p&#60;0,05, n=25). Mais ainda, para o valor total das diferen&#231;as epist&#233;micas encontr&#225;mos duas novas correla&#231;&#245;es positivas significativas, com as tarefas (r=0,55, p&#60;0,01, <i>n-</i>25) e com o valor total da qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a05q4.jpg">quadro 4</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Terapeutas ecl&#233;cticos</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, quando olhamos para o grupo composto pelos terapeutas ecl&#233;cticos encontramos correla&#231;&#245;es significativas na direc&#231;&#227;o esperada, mesmo considerando que o n&#250;mero de d&#237;ades cai drasticamente neste grupo de 25 para 9. Correla&#231;&#245;es entre metaforismo e dois dos componentes da alian&#231;a terap&#234;utica, o la&#231;o (r=-0,66, p&#60;0,10, <i>n=</i>9), e os objectivos (r=-0,42, p&#60;0,10, n=9), e entre metaforismo e qualidade global da alian&#231;a (r=-0,58, p&#60;0,10, <i>n=9)</i> (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a05q5.jpg">quadro 5</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Rela&#231;&#245;es entre o uso alargado por parte do terapeuta das vis&#245;es epist&#233;micas do mundo e a aprecia&#231;&#227;o do cliente da qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mesmo que, para o total da amostra e para o grupo dos terapeutas din&#226;micos, n&#227;o tenhamos encontrado, ao contr&#225;rio- do que esper&#225;vamos, qualquer rela&#231;&#227;o significativa entre um uso alargado de vis&#245;es epist&#233;micas do mundo e a aprecia&#231;&#227;o dos clientes da qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica, para o grupo ccl&#233;ctico estas rela&#231;&#245;es s&#224;o significativas, no que diz respeito ao la&#231;o, objectivos, e &#224; qualidade global da alian&#231;a (respectivamente, r=86,p&#60;0,05; r=86, p&#60;0,05; r=0,86, <i>p&#60;</i>0,05, <i>n=</i>6) (ver <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a05q6.jpg">quadro 6</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o e conclus&#245;es</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Antes de discutir os resultados, gostar&#237;amos de referir alguns aspectos relativos &#224;s limita&#231;&#245;es desta investiga&#231;&#227;o. Antes de mais, a dimens&#227;o total da amostra (N=34 dfades) deve ser vista como uma limita&#231;&#227;o, bem como a distribui&#231;&#227;o desequilibrada de terapeutas e clientes nos dois grupos, 3 terapeutas e 25 clientes no grupo din&#226;mico, e 6 terapeutas e 9 clientes no grupo ecl&#233;ctico. Mais problem&#225;tico &#233; o facto, a que j&#225; fizemos men&#231;&#227;o, de um dos terapeutas din&#226;micos ter, por si s&#243;, visto 21 clientes (i.e., 61,8% da amostra total), al&#233;m de ser tamb&#233;m o mais experiente de todo o grupo, com 15 anos de experi&#234;ncia comparados com um valor m&#233;dio de 5,4 anos para o total da amostra.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Aparentemente, no que respeita &#224;s vis&#245;es epist&#233;micas do mundo, os resultados obtidos apoiam a ideia de que boas alian&#231;as terap&#234;uticas s&#227;o o resultado de semelhan&#231;as iniciais entre terapeuta e cliente, e a de que as dissemelhan&#231;as s&#227;o igualmente importantes no estabelecimento de uma boa alian&#231;a (Beutler &#38; Consoli, 1992; Beutler, Machado, <i>&#38;</i> Neufeldt, 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao contr&#225;rio do que era esperado, e para o total da amostra, os resultados n&#227;o parecem confirmar a hip&#243;tese de que semelhan&#231;as entre as vis&#245;es epist&#233;micas do mundo de terapeuta e cliente t&#234;m um impacte positivo na qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica. Outrossim, parecem dirigir-se significativamente na direc&#231;&#227;o oposta, particularmente no que diz respeito &#224;s dissemelhan&#231;as entre as vis&#245;es de terapeuta e cliente relativas ao empirismo, que parecem influenciar positivamente as componentes de tarefas e objectivos, bem como a qualidade global da alian&#231;a.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m disso, se olharmos apenas para o grupo constitu&#237;do pelos terapeutas din&#226;micos, todas estas tend&#234;ncias perecem aumentar. Contudo, se considerarmos o grupo composto por terapeutas ecl&#233;cticos, os resultados parecem seguir a direc&#231;&#227;o esperada, particularmente no que respeita &#224;s semelhan&#231;as entre as vis&#245;es de terapeuta e cliente relativas ao metaforismo, que parecem ter um impacte positivo nas componentes de la&#231;o e objectivos, bem como na qualidade global da alian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224; segunda hip&#243;tese, de que um uso alargado de estilos epist&#233;micos contribuiria para uma melhor alian&#231;a, mesmo n&#227;o tendo encontrado qualquer rela&#231;&#227;o significativa para o total da amostra e para o grupo din&#226;mico, de novo encontr&#225;mos no grupo ecl&#233;ctico rela&#231;&#245;es que parecem apontar na direc&#231;&#227;o esperada, particularmente no que diz respeito &#224;s componentes de la&#231;o e objectivos, bem como &#224; qualidade global da alian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Seria tentador, posto este quadro, atribuir rela&#231;&#245;es significativas &#224; orienta&#231;&#227;o te&#243;rica: para a orienta&#231;&#227;o din&#226;mica as dissemelhan&#231;as entre a vis&#227;o do mundo de terapeuta e clientes parecem contribuir para uma melhor alian&#231;a, sendo o contr&#225;rio verdadeiro para o grupo ecl&#233;ctico, e apenas para este &#250;ltimo parece haver uma rela&#231;&#227;o positiva entre um uso mais alargado de vis&#245;es epist&#233;micas por parte do terapeuta e a qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, n&#227;o nos sentimos &#224; vontade com estas possibilidades, dadas as seguintes raz&#245;es:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">1) Como j&#225; referimos, um dos terapeutas din&#226;micos distingue-se claramente de todos os outros num conjunto de vari&#225;veis. Da&#237; que poder&#237;amos estar a atribuir &#224; orienta&#231;&#227;o te&#243;rica efeitos que se devem essencialmente &#224;s caracter&#237;sticas de um terapeuta individual.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) Outra possibilidade consiste no facto de os valores epist&#233;micos dos clientes din&#226;micos terem sido avaliados na primeira sess&#227;o, e &#224; quinta sess&#227;o poderem ter-se tornado j&#225; diferentes dos do terapeuta, com um impacte positivo na alian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">3) Outra possibilidade &#233; os nossos resultados serem esp&#250;rios, e os valores epist&#233;micos estarem situados a um n&#237;vel de abstrac&#231;&#227;o demasiado elevado para terem um impacte directo na alian&#231;a terap&#234;utica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">4) A &#250;ltima possibilidade que consider&#225;mos est&#225; relacionada com a conclus&#227;o de Beutler, de que alian&#231;as terap&#234;uticas fortes s&#227;o o resultado de um conjunto complexo de semelhan&#231;as e diferen&#231;as iniciais entre terapeuta e cliente (Beutler <i>et al</i>., 1994). Esta complexidade poderia ter confundido os resultados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Torna-se claro que &#233; necess&#225;ria mais investiga&#231;&#227;o, particularmente aumentando a dimens&#227;o da amostra e equilibrando as d&#237;ades terapeuta/cliente, de modo a produzir conclus&#245;es mais definitivas, e eventualmente optar por uma das explica&#231;&#245;es atr&#225;s apresentadas.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Berzins, J. I. (1977). Therapist-patient matching. In A. S. Gurman &#38; A. M. Razin (Eds.), <i>Effective psychotherapy: A handbook of research</i> (pp. 222-251). Nova Iorque: Pergamon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488483&pid=S0874-2049200100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beutler, L. E., &#38; Clarkin, J. (1990). <i>Systematic treatment selection: Toward targeted therapeutic interventions.</i> Nova Iorque: Brunner / Mazel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488485&pid=S0874-2049200100020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beutler, L. E., &#38; Consoli, A. (1992). Systematic eclectic psychotherapy. In J. C. Norcross &#38; M. R. Goldfried (Eds.), <i>Handbook of psychotherapy integration</i> (pp. 264-299). Nova Iorque: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488487&pid=S0874-2049200100020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beutler, L. E., Machado, P. P, &#38; Allstteter-Neufeldt, S. (1994). Therapist variables. In A. E. Bergin &#38; S. L. Garfield (Eds.), <i>Handbook of psychotherapy and behavior change</i> (pp. 229-269). Nova Iorque: John Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488489&pid=S0874-2049200100020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crits-Christoph, P, Baranackie, K., Kurcias, J. S., Beck, A. T., Carroll, K., Perry, K., Luborsky, L., McLellan, A., Woody, G. E., Thompson, L., Gallagher, D., &#38; Zitrin, C. (1991). Meta-analysis of therapists effects in psychotherapy outcome studies. <i>Psychotherapy Research, 1,</i> 81-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488491&pid=S0874-2049200100020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dent, J. K. (1978). <i>Exploring the psychosocial therapies through the personalities of effective therapists.</i> National Institute of Mental Health: DHEW Publication No. (ADM) 77-527. Washington, DC: US Government Printing Office.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Highlen, P. S., &#38; Hill, C. E. (1984). Factors affecting client change in individual counseling: Current status and theoretical speculations. In S. D. Brown &#38; R. W. Lent (Eds.), <i>Handbook of counseling psychology</i> (pp. 334-396). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488494&pid=S0874-2049200100020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Horvath, A. O. (1981). <i>An Exploratory study of the working alliance: Its measurement and relationship to outcome.</i> Disserta&#231;&#227;o de doutoramento n&#227;o publicada. University of British Columbia,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488496&pid=S0874-2049200100020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Canada.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Horvath, A. O. (1981). <i>User&#39;s manual of the Working Alliance Inventory.</i> Manuscrito n&#227;o publicado n.&#176; 82: 2, Simon Fraser University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488498&pid=S0874-2049200100020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Horvath, A. O., &#38; Symonds, B. D. (1991). Relation between working alliance and outcome in psychotherapy: A meta-analysis. <i>Journal of Counseling psychology, 38,</i> 139-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488500&pid=S0874-2049200100020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Horvath, A. O. (1995). The therapeutic relationship: From transference to alliance. <i>In Session: Psychotherapy in Practice, 1,</i> 7-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488502&pid=S0874-2049200100020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ivey, A. E., Ivey, M. B., &#38; Simek-Downing, L. (1987). <i>Counseling and psychotherapy: Integrating skills, theory, and practice.</i> Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lambert, M. J. (1989). The individual therapist&#39;s contribution to psychotherapy process and outcome. <i>Clinical Psychology Review, 9,</i>469-485.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488505&pid=S0874-2049200100020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Luborsky, L., Crits-Christoph, P, McLellan, A. T, Woody, G., Piper, W., Liberman, B., Imber, S., &#38; Pilkonis, P. (1986). Do therapists vary much in their success? Findings from four outcome studies. <i>American Journal of Orthopsychiatry,</i> 56,501-512.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488507&pid=S0874-2049200100020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Machado, P. P, &#38; Horvath, A. (para publica&#231;&#227;o). <i>Invent&#225;rio da Alian&#231;a Terap&#234;utica: Vers&#227;o portuguesa do Working Alliance Inventory.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488509&pid=S0874-2049200100020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Najavits, L. M. (1997). 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(1980). <i>Manual: Psycho-epistemological profile.</i> Alberta, Canada: University of Alberta Center for Advanced Study in Theoretical Psychology.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488513&pid=S0874-2049200100020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (1996). 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