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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Terapia focada nos esquemas: Questões acerca da sua validação empírica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Schema focused therapy: Some questions about its empirical validation]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Some questions related to the empirical validation of Schema Focused Therapy (SFT) are discussed. SFT was developed by Young (1990) as a way of conceptualizing and treating personality disordered patients. Rather than a completely new approach, SFT is better conceptualized as a development of Beck's Cognitive Therapy for personality disorders (Beck et al., 1990). SFT postulates that Early Maladaptive Schemas (EMS) underlie psychopathology. Therefore, SFT validation may require the clinical/research assessment of these cognitive structures in a valid and reliable way. The present paper aims to discuss the possibility of using different methodologies in assessing such cognitive structures critically analyzing self-report questionnaires in such an assessment, namely Young's Schema Questionnaire (Young & Brown, 1990). Finally, we present a new method developed by the authors for the assessment of EMS (Rijo & Pinto-Gouveia, 1999), which tries to overcome the limitations of the assessment instruments currently available.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Terapia focada nos esquemas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Terapia focada nos esquemas: Quest&#245;es acerca da sua valida&#231;&#227;o emp&#237;rica</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Schema focused therapy: Some questions about its empirical validation</b></font></p>             <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Jos&#233; Pinto-Gouveia<sup>1</sup>; Daniel Rijo<sup>2</sup></b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1-2</sup>Faculdade de  Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Coimbra</font></p>                <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>                <p><font face="Verdana" size="2">S&#227;o discutidas quest&#245;es relacionadas com a valida&#231;&#227;o emp&#237;rica da terapia focada nos esquemas (TFE), um modelo para a compreens&#227;o e interven&#231;&#227;o nos dist&#250;rbios de personalidade proposto por Young (1990), encarando a TFE como um desenvolvimento da terapia cognitiva para os dist&#250;rbios de personalidade (Beck <i>et al,</i> 1990). Partindo do princ&#237;pio que a valida&#231;&#227;o da TFE passa pela possibilidade de avaliar, v&#225;lida e fidedignamente, os esquemas precoces mal-adaptativos (EPM), postulados como subjacentes &#224; psicopatologia, centramo-nos na discuss&#227;o das v&#225;rias estrat&#233;gias de avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica e em investiga&#231;&#227;o destas estruturas cognitivas. &#201; analisada criticamente a avalia&#231;&#227;o de EPM por question&#225;rios de auto-respota, nomeadamente atrav&#233;s do Question&#225;rio de Esquemas de Young (Young &#38; Brown, 1990). Por fim, &#233; apresentada uma nova metodologia de avalia&#231;&#227;o de EPM, o IAECA &#8212; Invent&#225;rio de Avalia&#231;&#227;o de Esquemas por Cen&#225;rios Activadores (Rijo &#38; Pinto-Gouveia, 1999), que procura ultrapassar as limita&#231;&#245;es dos instrumentos de avalia&#231;&#227;o actualmente dispon&#237;veis.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Terapia focada nos esquemas, dist&#250;rbios da personalidade, esquemas precoces mal-adaptativos.</font></p>      <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>              ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"> Some questions related to the empirical validation of Schema Focused Therapy (SFT) are discussed. SFT was developed by Young (1990) as a way of conceptualizing and treating personality disordered patients. Rather than a completely new approach, SFT is better conceptualized as a development of Beck&#39;s Cognitive Therapy for personality disorders (Beck <i>et al.,</i> 1990). SFT postulates that Early Maladaptive Schemas (EMS) underlie psychopathology. Therefore, SFT validation may require the clinical/research assessment of these cognitive structures in a valid and reliable way. The present paper aims to discuss the possibility of using different methodologies in assessing such cognitive structures critically analyzing self-report questionnaires in such an assessment, namely Young&#39;s Schema Questionnaire (Young &#38; Brown, 1990). Finally, we present a new method developed by the authors for the assessment of EMS (Rijo &#38; Pinto-Gouveia, 1999), which tries to overcome the limitations of the assessment instruments currently available.</font></p>          <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2">O conceito de estrutura cognitiva &#233; predominantemente utilizado no estudo da rela&#231;&#227;o entre cogni&#231;&#227;o e comportamento (Pace, 1988), sendo conferido aos esquemas um papel nuclear nas hip&#243;teses cognitivas acerca da natureza humana e da mudan&#231;a terap&#234;utica. Esquemas cognitivos podem ser definidos, de acordo com Beck, como representa&#231;&#245;es est&#225;veis do conhecimento que o sujeito faz acerca de si pr&#243;prio, dos outros e do mundo, e que, uma vez formados, orientam o processamento da informa&#231;&#227;o (Beck, 1976; Beck <i>et al,</i> 1979,1985,1990). Constituem as unidades estruturais mais b&#225;sicas do nosso funcionamento cognitivo e definem os modos espec&#237;ficos de constru&#231;&#227;o da realidade, ou seja, podem ser definidos como estruturas de significado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De um ponto de vista evolucionista, os esquemas servem uma fun&#231;&#227;o adaptativa, uma vez que permitem organizar a nossa experi&#234;ncia do mundo em padr&#245;es de significado, reduzindo assim a complexidade do ambiente. Na medida em que seleccionam e conduzem o processamento de informa&#231;&#227;o, os esquemas permitem a efici&#234;ncia do pensamento e da ac&#231;&#227;o. No entanto, podem tamb&#233;m contribuir para erros, distor&#231;&#245;es e omiss&#245;es nesse mesmo processamento da informa&#231;&#227;o, ocorrendo ent&#227;o a produ&#231;&#227;o de vis&#245;es distorcidas dos acontecimentos, caracter&#237;sticas da psicopatologia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo da terapia cognitiva de Beck distingue v&#225;rios n&#237;veis de cogni&#231;&#245;es. Se os esquemas correspondem ao n&#237;vel mais nuclear, h&#225; ainda a considerar os processos cognitivos que, sendo disfuncionais no caso dos dist&#250;rbios emocionais, conduzem a produtos cognitivos caracter&#237;sticos e permitem a manuten&#231;&#227;o do esquema, uma vez que impossibilitam a viv&#234;ncia de experi&#234;ncias desconfirmat&#243;rias. Com o desenvolvimento do modelo cognitivo e a concomitante aplica&#231;&#227;o a um leque cada vez maior de dist&#250;rbios (depress&#227;o, dist&#250;rbios de ansiedade, dist&#250;rbios alimentares, alcoolismo e abuso de subst&#226;ncias e, mais recentemente, dist&#250;rbios de personalidade) maior aten&#231;&#227;o tem sido dada &#224; distin&#231;&#227;o entre <i>estrutura, processo</i> e <i>produtos cognitivos,</i> e o conceito de esquema tem merecido novos desenvolvimentos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A obra <i>Cognitive therapy of personality disorders</i> (Beck <i>et al,</i> 1990) marca o in&#237;cio da aplica&#231;&#227;o da terapia cognitiva de Beck aos dist&#250;rbios de personalidade, tal como s&#227;o definidos pelo DSM (APA, 1994). Como referem os autores no pref&#225;cio da obra, este trabalho resultou da constata&#231;&#227;o da sua necessidade cl&#237;nica, acoplada &#224; curiosidade cient&#237;fica (Beck <i>et al,</i> 1990). A terapia cognitiva prop&#245;e que, nos dist&#250;rbios de personalidade, &#233; mais produtiva a identifica&#231;&#227;o e modifica&#231;&#227;o de problemas &#34;nucleares&#34;, os quais s&#227;o centrais, quer para as cogni&#231;&#245;es, quer para o comportamento disfuncionais. Neste contexto, a proposta de interven&#231;&#227;o para estes doentes centra-se na identifica&#231;&#227;o e modifica&#231;&#227;o dos esquemas nucleares disfuncionais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A terapia focada nos esquemas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; precisamente na tentativa de compreender e tratar os dist&#250;rbios de personalidade que surgem algumas modifica&#231;&#245;es e desenvolvimentos da terapia cognitiva de Beck (Beck <i>et al,</i> 1979; Beck <i>et al,</i> 1985), tal como tinha sido proposta para os dist&#250;rbios do eixo I do DSM (APA, 1994). A terapia focada nos esquemas &#8212; TFE (Young, 1990; Young &#38; Lindemann, 1992; Young <i>et al,</i> 1993) constitui provavelmente o mais significativo desenvolvimento da abordagem cognitiva, integrando, sobretudo ao n&#237;vel da interven&#231;&#227;o, estrat&#233;gias e t&#233;cnicas oriundas de outras escolas de psicoterapia. Uma das vantagens da TFE &#233; este car&#225;cter integrador, ao contemplar n&#227;o unicamente t&#233;cnicas cognitivas mas ao integrar &#8212; quer na conceptualiza&#231;&#227;o quer na interven&#231;&#227;o &#8212; vari&#225;veis emocionais, relacionais e comportamentais que, embora presentes nas conceptualiza&#231;&#245;es iniciais de Beck, n&#227;o tinham sido suficientemente desenvolvidas e explicitadas no modelo terap&#234;utico. Este car&#225;cter integrador confere-lhe uma maior capacidade de compreens&#227;o cl&#237;nica dos dist&#250;rbios de personalidade e permite abordagens terap&#234;uticas mais completas e eficazes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Young parte da constata&#231;&#227;o de que a terapia cognitiva breve &#233; dif&#237;cil de ser utilizada nos dist&#250;rbios de personalidade devido, sobretudo, a quatro das caracter&#237;sticas destes doentes: <i>apresenta&#231;&#227;o difusa dos problemas,</i> rigidez, evitamentos de v&#225;ria ordem e acentuadas dificuldades interpessoais (Young, 1990; Young &#38; Behary, 1998). Isto porque a terapia cognitiva breve, destinada ao tratamento das perturba&#231;&#245;es depressivas e ansiosas, parte de v&#225;rios pressupostos acerca dos doentes, que n&#227;o se verificam nos doentes com dist&#250;rbios de personalidade: que os doentes t&#234;m acesso aos sentimentos, pensamentos e imagens com um treino breve; que possuem problemas identific&#225;veis nos quais se pode focar a terapia; que os doentes est&#227;o motivados para se envolver na terapia bem como nas tarefas que ela implica (aprendizagem de autocontrolo, tarefas para realizar fora da sess&#227;o, etc.); que os doentes s&#227;o capazes de se envolver numa rela&#231;&#227;o de colabora&#231;&#227;o com o terapeuta ap&#243;s algumas sess&#245;es; que as dificuldades na rela&#231;&#227;o terap&#234;utica n&#227;o s&#227;o um problema significativo a abordar na terapia; e, finalmente, que todas as cogni&#231;&#245;es e padr&#245;es comportamentais podem ser modificados atrav&#233;s da an&#225;lise emp&#237;rica, discurso l&#243;gico, experimenta&#231;&#227;o, passos graduais e pr&#225;tica, estrat&#233;gias t&#237;picas da interven&#231;&#227;o cognitiva estandardizada (Young &#38; Lindemann, 1992).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">ATFE fundamenta-se em quatro conceitos b&#225;sicos, que passamos a descrever brevemente: esquemas precoces mal-adaptativos (EPM), processos de manuten&#231;&#227;o do esquema, processos de evitamento do esquema e, por &#250;ltimo, processos de compensa&#231;&#227;o do esquema.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Esquemas precoces mal-adaptativos (EPM)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#34;Esquemas precoces mal-adaptativos referem-se a temas extremamente est&#225;veis e duradoiros que se desenvolvem durante a inf&#226;ncia e s&#227;o elaborados atrav&#233;s da vida do indiv&#237;duo&#34; (Young, 1990, p. 9). Servem como padr&#245;es para o processamento de experi&#234;ncia posterior e podem ser caracterizados da seguinte forma:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; originam-se muito cedo e permanecem por toda a vida, a n&#227;o ser que sejam tratados;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; s&#227;o estruturas capazes de gerar n&#237;veis elevados de afecto disruptivo, consequ&#234;ncias autoderrotistas, e/ou dano significativo para os outros;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; s&#227;o capazes de interferir de forma significativa com necessidades centrais para a auto-express&#227;o, autonomia, liga&#231;&#227;o interpessoal, valida&#231;&#227;o social ou integra&#231;&#227;o societal;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; s&#227;o padr&#245;es profundamente embrenhados, centrais para o &#34;sentido do Eu&#34; da pessoa (<i>idem</i>).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">S&#227;o, assim, .altamente dif&#237;ceis de mudar de forma definitiva, a partir das t&#233;cnicas utilizadas pela terapia cognitiva.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo de Young postula a exist&#234;ncia de 16 EPM prim&#225;rios, que reflectem os conte&#250;dos tem&#225;ticos mais comuns nos dist&#250;rbios de personalidade e que, por sua vez, s&#227;o agrupados em seis &#225;reas do funcionamento: instabilidade e desligamento, autonomia deteriorada, indesejabilidade, auto-express&#227;o restringida, gratifica&#231;&#227;o restringida e, por &#250;ltimo, limites deteriorados (<a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a06f1.jpg">figura 1</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m da defini&#231;&#227;o dos 16 EPM, Young postula ainda a exist&#234;ncia de tr&#234;s tipos de processos esquem&#225;ticos: de manuten&#231;&#227;o, de evitamento e de compensa&#231;&#227;o do esquema.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Processos de manuten&#231;&#227;o do esquema</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Young explica a rigidez, tal caracter&#237;stica dos doentes com dist&#250;rbios de personalidade, a partir do que denominou por manuten&#231;&#227;o do esquema. Esta manuten&#231;&#227;o resulta, ao n&#237;vel cognitivo, das distor&#231;&#245;es cognitivas descritas por Beck (1976) e, ao n&#237;vel comportamental, est&#225; relacionada com a selec&#231;&#227;o mal-adaptativa de um parceiro e de outras actividades autoderrotistas (Young &#38; Lindemann, 1992).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, um doente com um EPM de indesejabilidade social, por exemplo, ir&#225; prestar mais aten&#231;&#227;o a pistas de rejei&#231;&#227;o por parte dos outros, menosprezando, ou at&#233; n&#227;o identificando como tal, sinais de aprova&#231;&#227;o por parte do grupo. Desta forma, mesmo que seja submetido a experi&#234;ncias desconfirmat&#243;rias do seu EPM de indesejabilidade social, o processamento distorcido da informa&#231;&#227;o relevante para o conte&#250;do do esquema n&#227;o permite a desconfirma&#231;&#227;o deste&#8212;pelo contr&#225;rio, distorce a realidade no sentido de confirmar e manter inalterado o esquema. S&#227;o exemplos dos processos cognitivos disfuncionais que actuam como mecanismos de manuten&#231;&#227;o do EPM a infer&#234;ncia arbitr&#225;ria, abstra&#231;&#227;o selectiva, personaliza&#231;&#227;o, magnifica&#231;&#227;o/minimiza&#231;&#227;o, pensamento absolutista, sobregeneraliza&#231;&#227;o e catastrofiza&#231;&#227;o. Recentemente, Beck (Pretzer &#38; Beck, 1996) apresentou uma lista mais abrangente das distor&#231;&#245;es cognitivas mais comuns (<a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a06q1.jpg">quadro 1</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224; manuten&#231;&#227;o comportamental, a escolha de parceiro funciona frequentemente, em muitos doentes com dist&#250;rbios de personalidade, como um processo de manuten&#231;&#227;o dos seus EPM. Como exemplo, refira-se o caso dos doentes com EPM de desconfian&#231;a/abuso. N&#227;o raras vezes, estas pessoas escolhem para companheiro(a) algu&#233;m que continua a abusar deles ou a tra&#237;-los, confirmando repetidamente o seu EPM.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Processos de evitamento do esquema</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como referem Young e Lindemann, &#34;uma vez que a activa&#231;&#227;o dos esquemas precoces mal-adaptativos &#233; acompanhada por n&#237;veis elevados de afecto negativo, os doentes tendem a desenvolver processos volunt&#225;rios e autom&#225;ticos para evitar os esquemas&#34; (1992, p. 13). O evitamento pode incluir <i>evitamento cognitivo, afectivo e comportamental.</i> Falamos de evitamento cognitivo quando o doente se recusa <i>(conscientemente ou n&#227;o)</i> a pensar em temas relacionados com os esquemas, de evitamento emocional, quando tenta n&#227;o experienciar as emo&#231;&#245;es ligadas ao esquema, e de evitamento comportamental, quando evita situa&#231;&#245;es nas quais seria activado o esquema. Muitas vezes estes evitamentos ocorrem em simult&#226;neo. &#201; o caso de um doente com dist&#250;rbio de personalidade de evitamento, que n&#227;o s&#243; n&#227;o se relaciona com ningu&#233;m, como evita falar das suas dificuldades na terapia por se sentir muito diminu&#237;do, inferiorizado, envergonhado ao assumi-las e, muitas vezes, faz esfor&#231;os para n&#227;o se lembrar das situa&#231;&#245;es em que se sentiu assim. Toma-se ent&#227;o claro porque &#233; que tamb&#233;m evita as situa&#231;&#245;es nas quais o esquema &#233; activado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Processos de compensa&#231;&#227;o do esquema</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este mecanismo surgiu da observa&#231;&#227;o de que certos doentes adoptam estilos cognitivos ou comportamentais que parecem ser o oposto do que poderia predizer-se a partir do conhecimento dos seus EPM na terapia. De acordo com Young (1990), estes estilos <i>sobrecompensam</i> os EPM subjacentes. Por exemplo, alguns doentes que tenham experienciado priva&#231;&#227;o emocional significativa enquanto crian&#231;as, comportam-se, quando adultos, de uma forma narc&#237;sica. Apesar de funcional em certa medida, a compensa&#231;&#227;o do esquema pode ser, em &#250;ltima an&#225;lise, contraproducente. Neste exemplo, o doente narcisista pode acabar por alienar os amigos e entrar num estado de priva&#231;&#227;o, activando assim o EPM prim&#225;rio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como referem Young e Lindemann, &#34;os processos de compensa&#231;&#227;o do esquema podem ser vistos como tentativas parcialmente bem sucedidas dos doentes para desafiar os seus esquemas. Como, habitualmente, isso envolve o &#34;falhan&#231;o&#34; no reconhecimento da sua vulnerabilidade subjacente, deixa o paciente n&#227;o preparado para a dor evocada quando a compensa&#231;&#227;o falha e o esquema &#233; activado&#34; (1992, p. 13).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quest&#245;es acerca da valida&#231;&#227;o emp&#237;rica da TFE</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apresentadas as principais suposi&#231;&#245;es do modelo da TFE, discutimos agora algumas das quest&#245;es mais relevantes em rela&#231;&#227;o &#224; utilidade cl&#237;nica da TFE, quer na compreens&#227;o, quer no tratamento dos dist&#250;rbios de personalidade. A utilidade cl&#237;nica da TFE passa, em primeiro lugar, pela possibilidade de avaliar os EPM de uma forma considerada v&#225;lida, ou seja, pela possibilidade de dispormos de uma defini&#231;&#227;o operacional de EPM. Por outro lado, &#233; fundamental, para a valida&#231;&#227;o do modelo terap&#234;utico, podermos avaliar se a modifica&#231;&#227;o das estruturas supostamente implicadas na psicopatologia &#8212; EPM &#8212; se traduz em benef&#237;cios terap&#234;uticos. Neste contexto, a quest&#227;o da validade e fidedignidade da avalia&#231;&#227;o dos EPM toma-se crucial.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">T&#234;m sido propostas v&#225;rias estrat&#233;gias para avalia&#231;&#227;o de esquemas cognitivos (Safran <i>et al,</i> 1986; Safran &#38; Segai, 1990; Goldfried, 1995) e, mais especificamente, para a avalia&#231;&#227;o de EPM (Young, 1990; Schmidt <i>et al.,</i> 1995). Vejamos as estrat&#233;gias mais relevantes para avaliar EPM.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A tentativa de identificar EPM deve ter in&#237;cio a partir da primeira sess&#227;o terap&#234;utica, quando o terapeuta inicia a avalia&#231;&#227;o dos problemas e constr&#243;i uma hist&#243;ria de vida do doente. De acordo com Young (1990), deve faz&#234;-lo procurando estabelecer liga&#231;&#245;es entre emo&#231;&#245;es espec&#237;ficas, sintomas, problemas e poss&#237;veis EPM subjacentes. As &#225;reas preferenciais a explorar na hist&#243;ria de vida s&#227;o equivalentes aos dom&#237;nios em que se agrupam os 16 EPM: autonomia, liga&#231;&#227;o aos outros, valor pessoal, expectativas razo&#225;veis e limites realistas. Deve estar-se particularmente atento a poss&#237;veis redund&#226;ncias ou tem&#225;ticas comuns que estejam presentes em v&#225;rias situa&#231;&#245;es. As redund&#226;ncias na atribui&#231;&#227;o de significado, muitas vezes no extremo em que essa atribui&#231;&#227;o de significado parece ser <i>quasi </i>independente do contexto situacional, podem ser tomadas como prova da exist&#234;ncia de um esquema nuclear subjacente (Safran <i>et al,</i> 1986). Esta estrat&#233;gia &#233; concordante com a conceptualiza&#231;&#227;o que a terapia cognitiva faz dos dist&#250;rbios de personalidade. Beck <i>et ai</i> (1990) conceptualizam os dist&#250;rbios de personalidade como tendo na base esquemas hipervalentes que necessitam de um limiar de activa&#231;&#227;o muito baixo e, por isso, operam numa base cont&#237;nua, produzindo pensamentos autom&#225;ticos negativos t&#237;picos, presentes na maioria ou na totalidade das situa&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma outra estrat&#233;gia indispens&#225;vel &#224; identifica&#231;&#227;o de EPM &#233; a avalia&#231;&#227;o do tipo de rela&#231;&#227;o que o doente tende a estabelecer com o terapeuta. Sendo os dist&#250;rbios de personalidade caracterizados por dificuldades interpessoais acentuadas (APA, 1994), e tendendo os doentes a desenvolver um estilo relacional r&#237;gido, a rela&#231;&#227;o terap&#234;utica toma-se um instrumento precioso na identifica&#231;&#227;o (e mudan&#231;a) do estilo interpessoal do doente. De acordo com Safran e Segai (1990), o terapeuta deve assumir uma posi&#231;&#227;o de observador-participante, ou seja, &#224; medida que participa na interac&#231;&#227;o com o doente, deve ser capaz de observar as reac&#231;&#245;es emocionais e as tend&#234;ncias para a ac&#231;&#227;o que as interven&#231;&#245;es do doente tendem a</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">suscitar em si. A consci&#234;ncia destas permitir&#225; ao terapeuta estabelecer hip&#243;teses acerca das estrat&#233;gias interpessoais mais utilizadas pelo doente e, simultaneamente, identificar quais os esquemas interpessoais do doente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A prop&#243;sito do conceito de esquema interpessoal, conceptualizado por Safran e Segai (1990) como um programa para manuten&#231;&#227;o da liga&#231;&#227;o aos outros, &#233; necess&#225;rio referir que os EPM de Young podem, dada sua natureza, ser conceptualizados como esquemas interpessoais. Eles foram formados num contexto interpessoal significativo, habitualmente a partir da rela&#231;&#227;o precoce com figuras de vincula&#231;&#227;o e, nessa altura, ter&#227;o sido adaptativos, na medida em que permitiram a manuten&#231;&#227;o da proximidade relacional com outros significativos. Vir&#227;o, posteriormente, com a mudan&#231;a ambiental, a revelar-se disfundonais na manuten&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o com os outros ao longo da vida. Neste contexto, porque se mat&#234;m inalterados, os EPM continuam a orientar o processamento da informa&#231;&#227;o, nomeadamente da informa&#231;&#227;o interpessoal, conduzindo a estilos interpessoais inflex&#237;veis e t&#237;picos que, por sua vez, tendem a suscitar nos outros tend&#234;ncias para a ac&#231;&#227;o que acabam, frequentemente, por confirmar o EPM do doente. A esta liga&#231;&#227;o entre esquema interpessoal, interpreta&#231;&#245;es e comportamento interpessoal do doente, por um lado, emo&#231;&#245;es, tend&#234;ncias para a ac&#231;&#227;o e comportamentos do interlocutor, por outro, conduzindo &#224; confirma&#231;&#227;o do esquema na rela&#231;&#227;o, &#233; chamado <i>ciclo cognitivo-interpessoal</i> (Safran &#38; Segai, 1990; Safran &#38; McMain, 1992). O papel do terapeuta enquanto observador-partidpante, na fase de avalia&#231;&#227;o, corresponde &#224; identifica&#231;&#227;o de ciclos cognitivo-interpessoais actuantes na rela&#231;&#227;o terap&#234;utica e &#224; coloca&#231;&#227;o de hip&#243;teses acerca dos esquemas interpessoais activos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma outra estrat&#233;gia importante na avalia&#231;&#227;o de EPM &#233; a activa&#231;&#227;o desses mesmos esquemas dentro e fora da sess&#227;o terap&#234;utica. Este tipo de estrat&#233;gia tem sido abordado como o trabalho de &#34;cogni&#231;&#245;es quentes&#34; (Safran <i>&#38;</i> Greenberg, 1986; Safran <i>et al,</i> 1986; Safran &#38; Segai, 1990), para definir a import&#226;ncia de se avaliar e trabalhar na terapia as cogni&#231;&#245;es capazes de activar um determinado estado emocional. O princ&#237;pio subjacente &#233; o de que, quanto mais intensa for a emo&#231;&#227;o associada a uma determinada cogni&#231;&#227;o, maior probabilidade existe de se tratar de uma cogni&#231;&#227;o nuclear (Young, 1990). Existe tamb&#233;m alguma evid&#234;ncia de que a acessibilidade das cogni&#231;&#245;es &#233; incrementada pelos estados emocionais congruentes (Safran &#38; Greenberg, 1986). Daqui podem ser retiradas, pelo menos, duas implica&#231;&#245;es. Em primeiro lugar, o terapeuta deve estar atento a qualquer mudan&#231;a no estado de humor do doente, uma vez que estas mudan&#231;as podem informar acerca da import&#226;ncia das cogni&#231;&#245;es predominantes nesse momento. Por outras palavras, t&#227;o importante como <i>o</i> que o doente conta (marcadores de conte&#250;do), &#233; a forma <i>como o</i> conta (marcadores de processo) (Safran &#38; Segai, 1990). Em segundo lugar, quando o doente revela dificuldade em aceder &#224;s cogni&#231;&#245;es presentes em determinado contexto, torna-se essencial induzir activa&#231;&#227;o emocional capaz de facilitar o acesso a essas cogni&#231;&#245;es, pois podem estar a ocorrer diversos processos de evitamento e/ou compensa&#231;&#227;o do EPM que &#233; activado por essas situa&#231;&#245;es. Esta activa&#231;&#227;o emocional &#233; conseguida por recurso a t&#233;cnicas emocionais/experienciais (Young, 1990), o que revela bem o car&#225;cter integrador da TFE. De entre as t&#233;cnicas experienciais utilizadas para este fim, salienta-se o recurso a estrat&#233;gias imag&#233;ticas (por exemplo, o doente revive determinada situa&#231;&#227;o em imagina&#231;&#227;o) e &#224; recorda&#231;&#227;o de mem&#243;rias infantis relacionadas com o EPM em causa. A rela&#231;&#227;o terap&#234;utica pode tamb&#233;m ser utilizada para debater e criar acontecimentos activadores dos EPM.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m das estrat&#233;gias j&#225; referidas, para a avalia&#231;&#227;o de EPM adquire primordial import&#226;ncia a utiliza&#231;&#227;o do <i>Question&#225;rio de Esquemas de Young</i> (QEY) (Young &#38; Brown, 1990; vers&#227;o portuguesa de Pinto-Gouveia &#38; Robalo, 1994). Este question&#225;rio identifica os 16 EPM postulados teoricamente. Para cada EPM &#233; apresentado um conjunto de afirma&#231;&#245;es, &#224;s quais a resposta &#233; dada numa escala de 1 a 6, desde &#34;Completamente falso, isto &#233;, n&#227;o tem absolutamente nada a ver com o que acontece comigo&#34; at&#233; &#34;Descreve-me perfeitamente, isto &#233;, tem tudo a ver com o que acontece comigo&#34;. Exemplos dos itens do Question&#225;rio de Esquemas de Young incluem: para o EPM de priva&#231;&#227;o emocional, &#34;De uma maneira geral, n&#227;o tenho tido ningu&#233;m para me aconselhar e dar apoio emocional&#34;; para o EPM de abandono, &#34;Preocupa-me muito que as pessoas de quem eu gosto encontrem algu&#233;m de quem gostem mais e me deixem&#34;; para o EPM de desconfian&#231;a/abuso, &#34;Costumo sentir que tenho que me proteger dos outros&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">S&#227;o tamb&#233;m utilizados o Question&#225;rio de Estilos Parentais, que permite avaliar a forma&#231;&#227;o de esquemas mal-adaptativos precoces a partir das rela&#231;&#245;es com as figuras parentais, bem como o Question&#225;rio de Evitamento e o Question&#225;rio de Compensa&#231;&#227;o. Estes dois &#250;ltimos permitem obter informa&#231;&#227;o acerca dos processos esquem&#225;ticos mais utilizados pelos pacientes para lidarem com os seus EPM.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Da utiliza&#231;&#227;o conjunta destes instrumentos, o terapeuta pode inferir quais os esquemas nucleares predominantes e averiguar se existem processos de evitamento e/ou compensa&#231;&#227;o que devam ser alvo de aten&#231;&#227;o na terapia. Havendo evitamento ou compensa&#231;&#227;o, o paciente pode n&#227;o responder ao Question&#225;rio de Esquemas de Young de acordo com os EPM que realmente possui, uma vez que esses processos est&#227;o activos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de a avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica dos EPM resultar do conjunto de estrat&#233;gias apresentadas, a avalia&#231;&#227;o em investiga&#231;&#227;o resulta habitualmente de informa&#231;&#227;o recolhida por instrumentos de auto-resposta, na medida em que necessita de instrumentos estandardizados que permitam recolher informa&#231;&#227;o de um n&#250;mero consider&#225;vel de sujeitos. No caso da TFE, a investiga&#231;&#227;o recorre aos quatro invent&#225;rios constru&#237;dos especificamente para avaliar EPM, estilos parentais, processos de evitamento e processos de compensa&#231;&#227;o. &#201; precisamente em rela&#231;&#227;o ao uso deste tipo de m&#233;todo para avaliar estruturas cognitivas que se levantam algumas quest&#245;es quanto &#224; sua validade e fidedignidade.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Avalia&#231;&#227;o de esquemas por question&#225;rios de auto-resposta: limita&#231;&#245;es e poss&#237;veis desenvolvimentos</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando nos debru&#231;amos sobre a avalia&#231;&#227;o dos processos e das estruturas cognitivas, deparamo-nos com a quase inexist&#234;ncia de medidas dispon&#237;veis e com dificuldades metodol&#243;gicas acrescidas dado tratar-se de cogni&#231;&#245;es n&#227;o conscientes nem de f&#225;cil acesso &#224; consci&#234;ncia. S&#243; mais recentemente t&#234;m vindo a ser feitas tentativas para avaliar as <i>estruturas</i> e os <i>processos</i> cognitivos que se reflectem nos produtos (Goldfried, 1995). Stein e Young (1992) reconhecem que permanece problem&#225;tica a valida&#231;&#227;o de um qualquer conjunto de medidas, sugerindo que a correla&#231;&#227;o das categorias esquem&#225;ticas com antecedentes ambientais pode ajudar a estabelecer a validade da classifica&#231;&#227;o dos 16 EPM. No entanto, v&#225;rias quest&#245;es podem ser colocadas quanto &#224; validade e fidedignidade da avalia&#231;&#227;o de EPM por instrumentos de auto-resposta, como por exemplo o Question&#225;rio de Esquemas de Young (Young &#38; Brown, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Acesso consciente e conhecimento declarativo</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma primeira problem&#225;tica que a avalia&#231;&#227;o pelo QEY levanta relaciona-se com a natureza do pr&#243;prio question&#225;rio. Tratando-se de um question&#225;rio que apela para uma avalia&#231;&#227;o do conte&#250;do sem&#226;ntico dos EPM pelo pr&#243;prio sujeito, podemos perguntar-nos se &#233; poss&#237;vel o sujeito ter conhecimento v&#225;lido acerca da exist&#234;ncia, predomin&#226;ncia e/ou frequ&#234;ncia do pr&#243;prio esquema ao longo da sua vida. Este pressuposto da avalia&#231;&#227;o pelo QEY parece colidir com a pr&#243;pria defini&#231;&#227;o de EPM de Young, como sendo t&#225;cito, de natureza n&#227;o consciente (Young, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainda que admitamos que &#233; poss&#237;vel o indiv&#237;duo ter conhecimento dos seus esquemas, fica ainda por saber se &#233; poss&#237;vel que esse conhecimento seja declarativo, isto &#233;, pass&#237;vel de ser verbalizado, de permitir a resposta ao QEY. Para al&#233;m de os indiv&#237;duos variarem em termos das suas capacidades metacognitivas, estas tamb&#233;m sofrem danos quando os indiv&#237;duos desenvolvem estados psicopatol&#243;gicos (Merluzzi &#38; Carr, 1992), alterando assim a veracidade das suas respostas a este question&#225;rio. Ora, um question&#225;rio de avalia&#231;&#227;o de EPM, postulados como subjacentes &#224; psicopatologia, interessa sobretudo para uso com a popula&#231;&#227;o cl&#237;nica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relacionada com a problem&#225;tica do autoconhecimento est&#225; a quest&#227;o da estreita liga&#231;&#227;o entre o conte&#250;do do esquema e as emo&#231;&#245;es associadas. Esta liga&#231;&#227;o coloca a quest&#227;o da acessibilidade ao conte&#250;do do esquema sem experiencia&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es associadas, como acontece no preenchimento do QEY. Como referimos anteriormente, na avalia&#231;&#227;o de estruturas cognitivas deveriam estar activados os estados emocionais congruentes com essas estruturas (Safran &#38; Greenberg, 1986). Assim, um qualquer instrumento de auto-resposta para avalia&#231;&#227;o de esquemas deve incluir alguma estrat&#233;gia de activa&#231;&#227;o emocional congruente com o esquema a avaliar, como forma de incrementar a validade da avalia&#231;&#227;o do pr&#243;prio esquema. O Question&#225;rio de Esquemas de Young n&#227;o contempla nenhuma estrat&#233;gia deste tipo e, consequentemente, as respostas obtidas podem n&#227;o corresponder &#224; realidade da exist&#234;ncia, frequ&#234;ncia e/ou predomin&#226;ncia dos EPM avaliados pelo question&#225;rio. Esta limita&#231;&#227;o poderia ser ultrapassada se, conjuntamente com a avalia&#231;&#227;o de cada um dos 16 EPM, existisse uma estrat&#233;gia de activa&#231;&#227;o emocional (por exemplo, a recorda&#231;&#227;o de mem&#243;rias infantis relacionadas com o EPM que est&#225; a ser avaliado).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Processos de evitamento e de compensa&#231;&#227;o do esquenta</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao avaliarmos os EPM, n&#227;o podemos separar o seu conte&#250;do sem&#226;ntico dos processos pelos quais funcionam. Os autores reconhecem a import&#226;ncia destes processos, reconhecem que os doentes mais perturbados utilizam sempre algum tipo de evitamento e salientam <i>inclusive</i> que h&#225; doentes com tend&#234;ncia a utilizar de maneira predominante processos de evitamento ou de compensa&#231;&#227;o (Young, 1990; Young <i>et al,</i> 1993). A nossa pr&#225;tica cl&#237;nica corrobora este ponto de vista. No entanto, a quest&#227;o problem&#225;tica que se levanta relaciona-se com a sensibilidade do QEY a estes processos, nomeadamente os de evitamento e compensa&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Aquando da forma&#231;&#227;o de um EPM, o conte&#250;do do esquema fica associado a n&#237;veis consideravelmente elevados de afecto negativo, experienciado nas viv&#234;ncias que conduziram &#224; forma&#231;&#227;o desse mesmo esquema. Uma vez formado, se o indiv&#237;duo evita o esquema, tem como objectivo evitar a experiencia&#231;&#227;o do desconforto emocional que a activa&#231;&#227;o do esquema acarreta. Obviamente que, ao responder a um question&#225;rio como o QEY, quer o evitamento, quer a compensa&#231;&#227;o influenciam o tipo de respostas que s&#227;o obtidas, afectando a validade do question&#225;rio. Neste contexto, um question&#225;rio deste tipo deveria ser constru&#237;do no sentido de tentar ultrapassar os processos de evitamento e de compensa&#231;&#227;o que possam existir. As estrat&#233;gias de activa&#231;&#227;o emocional e as t&#233;cnicas experienciais permitem, geralmente, ultrapassar (pelo menos parcialmente) os evitamentos e compensa&#231;&#245;es actuantes. Na cl&#237;nica, s&#227;o muitas vezes utilizadas pelo terapeuta como meio para activar o EPM prim&#225;rio e conseguir ultrapassar quer o evitamento quer a compensa&#231;&#227;o. A inclus&#227;o de alguma estrat&#233;gia experiencial no Question&#225;rio de Esquemas de Young permitiria diminuir a influ&#234;ncia dos evitamentos e compensa&#231;&#245;es nas respostas obtidas para cada EPM.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Validade ecol&#243;gia do Question&#225;rio de Esquemas de Young</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Goldfried (1995) alerta para a fraca validade ecol&#243;gica que &#233; habitual na avalia&#231;&#227;o de estruturas cognitivas. Na verdade, este tipo de instrumentos apela geralmente a itens que descrevem a maneira de ser do indiv&#237;duo, desprovidos de qualquer contexto situacional. No caso espec&#237;fico dos EPM, e dado que s&#227;o basicamente estruturas desenvolvidas na rela&#231;&#227;o com outros significativos (Young, 1990; Young &#38; Lindemann, 1992; Young <i>et al,</i> 1993), eles s&#227;o bem conceptualizados como esquemas interpessoais (Safran &#38; Segai, 1990), como salient&#225;mos anteriormente. Neste sentido, s&#227;o facilmente activados e manifestam-se sobretudo em contextos interpessoais &#8212; da&#237; que a rela&#231;&#227;o terap&#234;utica seja proposta como meio de activa&#231;&#227;o de esquemas (Young, 1990). Tendo em conta a natureza interpessoal dos EPM, estes deveriam ser avaliados ap&#243;s activa&#231;&#227;o por cen&#225;rios interpessoais (que podem ser remotos &#8212; relacionados com a forma&#231;&#227;o do pr&#243;prio EPM &#8212;, ou actuais &#8212; cen&#225;rios interpessoais da vida actual, capazes de activar o EPM).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Invent&#225;rio de Avalia&#231;&#227;o de Esquemas por Cen&#225;rios Activadores (IAECA)</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De tudo o que foi referido, parece emergir uma s&#237;ntese: n&#227;o existe ainda uma metodologia v&#225;lida e fidedigna para avaliar esquemas cognitivos, em particular os EPM. Assim, esta avalia&#231;&#227;o tem sido definida como multimodal, n&#227;o tanto pelos m&#233;ritos dos v&#225;rios m&#233;todos envolvidos mas pelas limita&#231;&#245;es que t&#234;m sido encontradas em todos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com base nas limita&#231;&#245;es encontradas para o Question&#225;rio de Esquemas de Young e tendo em conta a utilidade cl&#237;nica de um question&#225;rio de auto-resposta que avalie EPM, bem como a liga&#231;&#227;o entre esquemas e emo&#231;&#245;es associadas, temos vindo a desenvolver um novo instrumento de avalia&#231;&#227;o de EPM: IAECA &#8212; Invent&#225;rio de Avalia&#231;&#227;o de Esquemas por Cen&#225;rios Activadores (Rijo &#38; Pinto-Gouveia, 1999). O principal obst&#225;culo ao desenvolvimento de um instrumento deste tipo reside na dificuldade em ultrapassar os processos esquem&#225;ticos de evitamento e compensa&#231;&#227;o. Procurando responder a este desafio, constru&#237;mos um question&#225;rio de auto-resposta que utiliza uma metodologia de avalia&#231;&#227;o diferente da utilizada no Question&#225;rio de Esquemas de Young, embora mantendo o mesmo conjunto de itens correspondentes a cada EMP. Foram seleccionados os EPM mais frequentemente encontrados na cl&#237;nica, nomeadamente, os EPM de priva&#231;&#227;o emocional, abandono, desconfian&#231;a / abuso, defeito / vergonha, fracasso, vulnerabilidade ao mal e &#224; doen&#231;a e, por &#250;ltimo, padr&#245;es excessivos / r&#237;gidos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No novo instrumento, tivemos em conta a import&#226;ncia da activa&#231;&#227;o da estrutura na avalia&#231;&#227;o dos EPM: estando o esquema activo, s&#227;o experienciadas as emo&#231;&#245;es que lhe est&#227;o ligadas, provavelmente as mem&#243;rias que se relacionam com o seu conte&#250;do ficam mais dispon&#237;veis, &#233; tamb&#233;m prov&#225;vel que incremente o autoconhecimento do sujeito acerca de mat&#233;rias relacionadas com o esquema em causa, ultrapassando processos de evitamento cognitivo e emocional ou processos compensat&#243;rios que possam ser utilizados pelo indiv&#237;duo para lidar com informa&#231;&#227;o relacionada com o esquema. Sendo a viv&#234;ncia de situa&#231;&#245;es relacionadas com o conte&#250;do sem&#226;ntico do esquema uma das estrat&#233;gias de activa&#231;&#227;o mais utilizadas na cl&#237;nica, a primeira fase da constru&#231;&#227;o do IAECA consistiu na cria&#231;&#227;o de v&#225;rios cen&#225;rios interpessoais relacionados com os conte&#250;dos de cada um dos EPM seleccionados. Estes cen&#225;rios foram constru&#237;dos, quer a partir das situa&#231;&#245;es que teoricamente estariam relacionadas com a forma&#231;&#227;o e activa&#231;&#227;o dos EPM avaliados, quer a partir das situa&#231;&#245;es que, na nossa experi&#234;ncia cl&#237;nica baseada na TFE, est&#227;o mais relacionadas com determinado EPM. Posteriormente, seleccionaram-se para cada EPM os cen&#225;rios mais t&#237;picos e espec&#237;ficos, quer referentes a experi&#234;ncias significativas dos primeiros anos de vida, quer relacionados com situa&#231;&#245;es actuais, da vida adulta. O instrumento ficou ent&#227;o constitu&#237;do pelos itens do QEY para os sete EPM avaliados, precedidos pelos cen&#225;rios activadores correspondentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nas instru&#231;&#245;es do IAECA &#233; pedido ao sujeito que leia atentamente as descri&#231;&#245;es dos cen&#225;rios e que escolha aquele que se aproxima mais de algo por que j&#225; tenha passado (independentemente de se tratar de um cen&#225;rio de inf&#226;ncia ou de um cen&#225;rio actual). Em seguida, o indiv&#237;duo deve imaginar-se a viver o cen&#225;rio que escolheu, da forma mais realista poss&#237;vel. Se j&#225; viveu uma situa&#231;&#227;o semelhante de que se recorde na altura, deve utilizar antes esta. Caso contr&#225;rio, poder&#225; imaginar-se numa das situa&#231;&#245;es descritas no question&#225;rio. Deve assinalar a situa&#231;&#227;o escolhida, bem como o grau em que esta se assemelha a experi&#234;ncias que j&#225; viveu ou est&#225; a viver (para tal, &#233; fornecida uma escala anal&#243;gica de 1 a 7). Em seguida, &#233; pedido ao indiv&#237;duo que responda &#224;s afirma&#231;&#245;es apresentadas (itens do Question&#225;rio de Esquemas de Young para cada EPM), decidindo at&#233; que ponto elas descrevem o que sente ou o que pensa, procurando manter presente o que sentiu enquanto imaginou a situa&#231;&#227;o escolhida. Para esta resposta, &#233; fornecida uma escala na folha de instru&#231;&#245;es, id&#234;ntica &#224; escala de resposta utilizada no Question&#225;rio de Esquemas de Young (Young &#38; Brown, 1990), descrita anteriormente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, o sujeito deve ainda assinalar, de entre uma lista de emo&#231;&#245;es apresentada, qual ou quais as emo&#231;&#245;es que sentiu aquando da imagina&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o que escolheu.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta sequ&#234;ncia de procedimentos &#233; repetida para cada um dos EPM avaliados pelo IAECA, sendo as instru&#231;&#245;es repetidas, passo a passo, para todos os EPM.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O <a href="/img/revistas/psi/v15n2/15n2a06q2.jpg">quadro 2</a> apresenta uma sequ&#234;ncia do question&#225;rio para avalia&#231;&#227;o do EPM de desconfian&#231;a/abuso. Para este EPM s&#227;o apresentados quatro cen&#225;rios activadores, referindo-se os tr&#234;s primeiros a poss&#237;veis situa&#231;&#245;es do passado que estiveram na forma&#231;&#227;o do EPM (situa&#231;&#245;es de abuso verbal, abuso f&#237;sico e abuso sexual) e o quarto a uma situa&#231;&#227;o activadora do presente.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A compara&#231;&#227;o entre os resultados da avalia&#231;&#227;o de EPM pelo Question&#225;rio de Esquemas de Young e atrav&#233;s do IAECA, numa amostra constitu&#237;da por sujeitos normais, por doentes do eixo I do DSM e por doentes do eixo II (APA, 1994), investiga&#231;&#227;o actualmente em curso, permitir&#225; testar empiricamente as hip&#243;teses te&#243;ricas aqui levantadas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">American Psychiatric Association (1994). <i>DSM-IV</i> &#8212; <i>Diagnostic and statistical manual for mental disorders</i> (4.<sup>a</sup> Ed.). Washington, DC: American Psychiatric Association.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beck, A. T. (1976). <i>Cognitive therapy and the emotional disorders.</i> Nova Iorque: International Universities Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488618&pid=S0874-2049200100020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. E, &#38; Emery, G. (1979). <i>Cognitive therapy of depression.</i> Nova Iorque: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488620&pid=S0874-2049200100020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beck, A. T., Emery, G., &#38; Greenberg, R. L. (1985). <i>Anxiety disorders and phobias: A cognitive perspective.</i> Nova Iorque: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488622&pid=S0874-2049200100020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beck, A. T., Freeman, A., &#38; Associates (1990). <i>Cognitive therapy of personality disorders.</i> Nova Iorque: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488624&pid=S0874-2049200100020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goldfried, M. R. (1995). <i>From cognitive-behavior therapy to psychotherapy integration</i> &#8212; <i>An envolving view.</i> Nova Iorque: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488626&pid=S0874-2049200100020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Merluzzi, T. V., &#38; Carr, P. A. (1992). Cognitive science and assessment: Paradigmatic and methodological perspectives. In D. J. Stein &#38; J. E. Young (Eds.), <i>Cognitive science and clinical disorders.</i> San Diego: Academic Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488628&pid=S0874-2049200100020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pace, T. M. (1988). Schema Theory: A framework for research and practice in psychotherapy. <i>Journal of Cognitive Psychotherapy,</i> 2,147-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488630&pid=S0874-2049200100020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pretzer, J. L., &#38; Beck, A. T. (1996). A cognitive theory of personality disorders. In J. F. Clarkin &#38; M. F. Lenzenweger (Eds.), <i>Major theories of personality disorder.</i> Nova Iorque: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488632&pid=S0874-2049200100020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rijo, D., &#38; Pinto-Gouveia, J. (1999, Junho). <i>A new instrument for the assessment of early maladaptive schemas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488634&pid=S0874-2049200100020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no Society for Psychotherapy Research 30<sup>th</sup> Annual Meeting, Braga.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Safran, J. D., &#38; Greenberg, L. S. (1986). Hot cognition and psychotherapy process: An information processing/ecological approach. In P. C. Kendall (Ed.), <i>Advances in cognitive-behavioral research and therapy</i> (Vol. 5). Orlando: Academic Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488636&pid=S0874-2049200100020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Safran, J. D., Vallis, T. M., Segal, Z. V., &#38; Shaw, B. F. (1986). Assessment of core cognitive processes in cognitive therapy. <i>Cognitive Therapy and Research, 10,</i>509-526.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488638&pid=S0874-2049200100020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Safran, J. D., &#38; Segal, Z. V. (1990). <i>Interpersonal process in cognitive therapy.</i> Nova Iorque: Basic Books, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488640&pid=S0874-2049200100020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Safran, J. D., &#38; McMain, S. (1992). A cognitive-interpersonal approach to the treatment of personality disorders. <i>Journal of Cognitive Psychotherapy, 6,</i>59-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488642&pid=S0874-2049200100020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schmidt, N., Joiner, T., Young, J. E., &#38; Telch, M. (1995). The schema questionnaire: investigation of psychometric properties and the hierarchical structure of a mesure of maladaptative schemas. <i>Cognitive Therapy and Research, 19,</i>295-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488644&pid=S0874-2049200100020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stein, D. J., &#38; Young, J. E. (1992). Schema approach to personality disorders. In D. J. Stein &#38; J. E. Young (Eds.), <i>Cognitive science and clinical disorders.</i> San Diego: Academic Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488646&pid=S0874-2049200100020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Young, J. E. (1990). <i>Cognitive therapy for personality disorders: A schema-focused approach.</i> Sarasota, FL: Professional Resource Exchange, Inc.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Young, J. E., &#38; Brown, G. (1990). Young Schema Questionnaire. In J. E. Young (Ed.), <i>Cognitive therapy for personality disorders: A schema-focused approach,</i> (pp. 61-67) Sarasota, FL: Professional Resource Exchange, Inc. &#091;Vers&#227;o portuguesa de J. Pinto-Gouveia &#38; M. Robalo, 1994&#093;,</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Young, J. E., &#38; Lindemann, M. D. (1992). An integrative schema-focused model for personality disorders. <i>Journal of Cognitive Psychotherapy, 6,</i>11-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=488650&pid=S0874-2049200100020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Young, J. E., Beck, A. T., &#38; Weinberger, A. (1993). Depression. In D. H. 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