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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perturbações específicas do desenvolvimento da linguagem: Avaliação, classificação, diagnóstico diferencial, prognóstico]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Specific speech and language impairments in children: assements, diagnostics, classification and outcome]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Specific Language Impairment (SLI) is an heterogeneous disorder characterized by an inadequate language development that cannot be explained by an auditory sensory defect, a motor-neurological defect, a general cognitive impairment nor an unwillingness to communicate. There are many subtypes of SLI, both in severity and type that may be associated with a different outcome. Although many of these children recover clinically, the majority will maintain minor language impairments leading to a poor school achievement and learning difficulties. A proportion of cases remain severely impaired causing social isolation and an occupational/professional handicap. The origin of these syndromes is probably genetic. Although they are assumed to reflect a dysfunction of the neuronal networks subserving the comprehension, elaboration and production of language, they are not due to evident focal brain lesions, but are associated with atypical patterns of cerebral dominance and specialization for language. A variety of language processing impairments have been described in these children, namely a difficulty in analysing rapidly changing speech sounds, acquiring language morphology and grammar and a poor phonological memory. Therapeutic intervention in these children must be individualized and interdisciplinary (speech therapy, alternative forms of communication, psychological support and special education). This is essential to prevent social isolation, low self-esteem, emotional and behavioural symptoms and educational problems.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Perturbação do desenvolvimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[linguagem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[desenvolvimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[afasia na criança]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Perturba&#231;&#245;es espec&#237;ficas do desenvolvimento da linguagem</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Avalia&#231;&#227;o, classifica&#231;&#227;o, diagn&#243;stico diferencial, progn&#243;stico</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Specific speech and language impairments in children: assements, diagnostics, classification and outcome</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Isabel Pav&#227;o Martins<sup>1,*</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Faculdade de Medicina de Lisboa, Universidade de Lisboa.</font></p>     <sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"> Perturba&#231;&#245;es Espec&#237;ficas do Desenvolvimento da Linguagem (PEDL) s&#227;o s&#237;ndromas caracterizadas por um desenvolvimento inadequado da linguagem na aus&#234;ncia de: defeitos sensoriais (surdez), perturba&#231;&#245;es morfol&#243;gicas ou motoras do aparelho articulat&#243;rio, doen&#231;a psiqui&#225;trica ou atraso mental. As PEDL s&#227;o s&#237;ndromas heterog&#233;neas, quer no tipo e na gravidade do defeito neuro-lingu&#237;stico quer no seu progn&#243;stico. Embora cerca de metade destas crian&#231;as compensem o defeito de linguagem, a maioria mant&#233;m dificuldades subcl&#237;nicas que interferem com a aprendizagem escolar. Noutras, as perturba&#231;&#245;es verbais persistem de forma significativa, incapacitando-as para a vida social, escolar e profissional. A origem destas perturba&#231;&#245;es &#233; provavelmente gen&#233;tica. Embora as PEDL sejam conceptualizadas como disfun&#231;&#245;es prim&#225;rias dos sistemas necess&#225;rios &#224; compreens&#227;o, elabora&#231;&#227;o e produ&#231;&#227;o da linguagem, elas n&#227;o se associam a les&#245;es cerebrais evidentes. Contudo, relacionam-se com padr&#245;es at&#237;picos de especializa&#231;&#227;o cerebral e com perturba&#231;&#245;es das infra-estruturas cognitivas essenciais &#224; linguagem (processamento fonol&#243;gico, mem&#243;ria verbal de curto termo, aquisi&#231;&#227;o da morfologia gramatical, etc.). A interven&#231;&#227;o terap&#234;utica (treino e reeduca&#231;&#227;o da linguagem, aprendizagem de estrat&#233;gias alternativas de comunica&#231;&#227;o, apoio psicoterap&#234;utico e ensino especializado) deve ser interdisciplinar e individualizada, sendo essencial para evitar o isolamento social, perturba&#231;&#245;es emocionais e comportamentais e a exclus&#227;o escolar destas crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Perturba&#231;&#227;o do desenvolvimento, linguagem, desenvolvimento, afasia na crian&#231;a.</font></p>      <hr size="1" noshade>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Specific Language Impairment (SLI) is an heterogeneous disorder characterized by an inadequate language development that cannot be explained by an auditory sensory defect, a motor-neurological defect, a general cognitive impairment nor an unwillingness to communicate. There are many subtypes of SLI, both in severity and type that may be associated with a different outcome. Although many of these children recover clinically, the majority will maintain minor language impairments leading to a poor school achievement and learning difficulties. A proportion of cases remain severely impaired causing social isolation and an occupational/professional handicap. The origin of these syndromes is probably genetic. Although they are assumed to reflect a dysfunction of the neuronal networks subserving the comprehension, elaboration and production of language, they are not due to evident focal brain lesions, but are associated with atypical patterns of cerebral dominance and specialization for language. A variety of language processing impairments have been described in these children, namely a difficulty in analysing rapidly changing speech sounds, acquiring language morphology and grammar and a poor phonological memory. Therapeutic intervention in these children must be individualized and interdisciplinary (speech therapy, alternative forms of communication, psychological support and special education). This is essential to prevent social isolation, low self-esteem, emotional and behavioural symptoms and educational problems.</b></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Introdu&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A aquisi&#231;&#227;o da linguagem &#233; um processo din&#226;mico e criativo, sujeito a m&#250;ltiplas influ&#234;ncias e com grandes varia&#231;&#245;es interculturais/interlingu&#237;sticas e interindividuais. Aos 3 anos (Silva, 1987) e aos 5-6 anos de idade (Tomblin <i>et al,</i> 1997), cerca de 7% das crian&#231;as (variando entre 3 e 15%, dependendo da selec&#231;&#227;o da amostra e crit&#233;rios de diagn&#243;stico utilizados) apresentam dificuldades na linguagem ou na fala, das quais 1% s&#227;o consideradas graves. Estas perturba&#231;&#245;es interferem com a capacidade de a crian&#231;a comunicar e aprender e associam-se a altera&#231;&#245;es do comportamento, isolamento social e insucesso escolar. Em muitos casos n&#227;o existe motivo aparente para essa incapacidade e a perturba&#231;&#227;o ocorre primariamente, e apenas, ao n&#237;vel da linguagem. Neste artigo iremos discutir essas s&#237;ndromas, revendo a sua defini&#231;&#227;o, classifica&#231;&#227;o, metodologia de avalia&#231;&#227;o, etiologia e progn&#243;stico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Come&#231;aremos por rever alguns aspectos do desenvolvimento normal da linguagem e seus factores determinantes, apresentando posteriormente a sua patologia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Aquisi&#231;&#227;o da linguagem: factores determinantes do desenvolvimento normal e varia&#231;&#245;es</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o existe um padr&#227;o universal de desenvolvimento da linguagem (Bates &#38; Marchman, 1988; Bates <i>et al,</i> 1994). Podem-se encontrar varia&#231;&#245;es na precocidade, na velocidade, na sequ&#234;ncia e at&#233; no estilo de aquisi&#231;&#245;es, dependendo da interac&#231;&#227;o de m&#250;ltiplos factores. O conceito de normalidade &#233; pois extremamente lato, sobretudo nas fases iniciais do desenvolvimento, o que pode tomar dif&#237;cil a valoriza&#231;&#227;o de atrasos ou perturba&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Estilos de aquisi&#231;&#227;o, estrat&#233;gias de aprendizagem e contexto social e familiar</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Est&#227;o definidos v&#225;rios estilos na aquisi&#231;&#227;o da linguagem (Bretherton <i>et al,</i> 1983). Algumas crian&#231;as iniciam a sua aquisi&#231;&#227;o pela an&#225;lise das unidades individuais do discurso (as palavras, as s&#237;labas e os fonemas), aprendendo a articular bem e produzindo um discurso telegr&#225;fico, constitu&#237;do essencialmente por nomes (<i>word babies,</i> estilo nominal ou referencial). Contudo, outras crian&#231;as fazem uma abordagem mais global, imitando grandes unidades do discurso (frases inteiras e a sua melodia) antes de detalhar os sons individuais (<i>intonation babies,</i> estilo expressivo ou pronominal). Estas diferen&#231;as parecem relacionar-se, em parte, com a personalidade, o sexo e a ordem de nascimento da crian&#231;a (Bates, Bretherton &#38; Snyder, 1988).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Estas varia&#231;&#245;es no desenvolvimento s&#227;o de grande interesse para a teoria da modularidade da mente (Fodor, 1983). Permitem-nos saber se as descontinuidades se fazem por planos de clivagem cognitivos, neurolingu&#237;sticos ou sociais e compreender melhor os factores subjacentes &#224; aquisi&#231;&#227;o da linguagem. Tem havido tamb&#233;m a tentativa de relacionar os padr&#245;es de aquisi&#231;&#227;o com o desenvolvimento do c&#233;rebro. A matura&#231;&#227;o n&#227;o &#233; s&#237;ncrona nos dois hemisf&#233;rios, sendo mais precoce no direito (Chiron <i>et al.,</i> 1997). Assim, alguns autores atribuem o estilo &#34;expressivo&#34; (que &#233; mais &#34;gest&#225;ltico&#34;, hol&#237;stico) &#224; persist&#234;ncia da estrat&#233;gia imatura do hemisf&#233;rio direito, enquanto o estilo &#34;referencial&#34; (mais anal&#237;tico) corresponderia &#224; matura&#231;&#227;o do hemisf&#233;rio esquerdo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Diferen&#231;as interculturais</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&#237;sticas da l&#237;ngua que a crian&#231;a aprende tamb&#233;m modulam o desenvolvimento da linguagem (Bates &#38; Marchman, 1988). As crian&#231;as tendem a aprender em primeiro lugar os aspectos lingu&#237;sticos que s&#227;o essenciais para a comunica&#231;&#227;o. Por exemplo, na l&#237;ngua inglesa uma das primeiras regras a ser dominada diz respeito &#224; ordem correcta das palavras na frase. Pelo contr&#225;rio, no turco a ordem das palavras (que n&#227;o contribui particularmente para a sem&#226;ntica, nessa l&#237;ngua) &#233; ignorada at&#233; tarde, enquanto a morfologia gramatical (por exemplo, as regras de sufixa&#231;&#227;o que permitem fazer concordar o tempo, o g&#233;nero e o n&#250;mero na frase) &#233; adquirida muito cedo. No italiano, por outro lado, o enfoque &#233; colocado na conjuga&#231;&#227;o dos verbos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m a fonologia espec&#237;fica de cada l&#237;ngua &#233; precocemente aprendida, perdendo-se progressivamente a capacidade de analisar os sons das outras l&#237;nguas (Kuhl <i>et al,</i> 1992). Esta perda explica a exist&#234;ncia de uma &#34;idade cr&#237;tica&#34; para a aquisi&#231;&#227;o de uma l&#237;ngua estrangeira sem sotaque (Johnson &#38; Newport, 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Velocidade de aquisi&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tanto a precocidade como a velocidade a que se processa o desenvolvimento s&#227;o extremamente vari&#225;veis. Num estudo longitudinal (Bates <i>et al,</i> 1994) de 1800 crian&#231;as saud&#225;veis, entre os 8 meses e os 2,5 anos de vida, constatou-se uma enorme disparidade na dimens&#227;o do vocabul&#225;rio. Aos 20 meses, por exemplo, as crian&#231;as produziam em m&#233;dia 170 palavras, podendo no entanto esse valor variar entre as 3 e as 544 palavras.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sabe-se tamb&#233;m que o desenvolvimento se faz de um modo descont&#237;nuo, com per&#237;odos de aquisi&#231;&#227;o r&#225;pida e fases de estagna&#231;&#227;o. H&#225; alguma evid&#234;ncia de que as pequenas intercorr&#234;ncias m&#233;dicas (infec&#231;&#245;es respirat&#243;rias, s&#237;ndromas virais, febre, etc.), t&#227;o frequentes nas crian&#231;as pequenas, se associam a per&#237;odos de pobreza de aquisi&#231;&#245;es (Plooij &#38; van de Rijt-Plooij, 1989), alturas em que se verifica tamb&#233;m uma desacelera&#231;&#227;o do crescimento cef&#225;lico (Fisher &#38; Rose, 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Pr&#233;-requisitos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Constituem requerimentos b&#225;sicos para o desenvolvimento da linguagem oral:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">a) a integridade sensorial (auditiva). N&#227;o s&#243; a surdez cong&#233;nita mas tamb&#233;m a surdez adquirida nos tr&#234;s primeiros anos de vida levam &#224; regress&#227;o completa da linguagem, mesmo que a crian&#231;a j&#225; tivesse desenvolvido algum vocabul&#225;rio anterior;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">b) a estimula&#231;&#227;o ambiental. Existe um limite m&#237;nimo de exposi&#231;&#227;o &#224; linguagem oral (pelo menos 5 a 10 horas semanais) para o seu adequado desenvolvimento, como foi demonstrado em filhos saud&#225;veis de pais surdos-mudos (Schiff-Myers, 1988);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">c) a integridade (morfol&#243;gica e neurol&#243;gica) do aparelho motor fonat&#243;rio/articulat&#243;rio;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">d) a compet&#234;ncia cognitiva geral. A defici&#234;ncia mental associa-se em regra a um atraso/perturba&#231;&#227;o da linguagem, embora existam casos de dissocia&#231;&#227;o linguagem-cogni&#231;&#227;o, como na s&#237;ndroma de Williams em que a linguagem parece relativamente poupada face a um atraso mental (Bellugi <i>et al.,</i> 1991);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">e) a vontade de comunicar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Disfun&#231;&#245;es e/ou patologia em cada um destes n&#237;veis ir&#227;o naturalmente perturbar o desenvolvimento verbal. Paradoxalmente, &#233; poss&#237;vel adquirir linguagem na presen&#231;a de les&#245;es focais do hemisf&#233;rio cerebral esquerdo (nas &#225;reas da linguagem), embora com atrasos iniciais (Bates <i>et al,</i> 1997). Isto deve-se &#224; grande plasticidade para a reorganiza&#231;&#227;o funcional do c&#233;rebro da crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Existem, contudo, crian&#231;as que, preenchendo todos os requisitos mencionados e sem causa aparente, nunca falam adequadamente, ficando aprisionadas numa linguagem deficiente, bizarra, rudimentar, inintelig&#237;vel ou n&#227;o comunicativa. &#201; destas s&#237;ndromas que iremos tratar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Perturba&#231;&#245;es Espec&#237;ficas da Aquisi&#231;&#227;o da Linguagem</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Defini&#231;&#227;o e crit&#233;rios de diagn&#243;stico</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Perturba&#231;&#245;es Espec&#237;ficas do Desenvolvimento da Linguagem (PEDL) s&#227;o defeitos circunscritos do desenvolvimento cognitivo, em que se verifica uma perturba&#231;&#227;o (atraso e desvio) significativa da aquisi&#231;&#227;o da linguagem, que n&#227;o se pode explicar (crit&#233;rios de exclus&#227;o) por: um defeito sensorial prim&#225;rio, defeito motor-articulat&#243;rio, atraso mental (i. e., um QI n&#227;o verbal inferior a 70-80), diferen&#231;as culturais, priva&#231;&#227;o ambiental ou uma perturba&#231;&#227;o emocional grave com recusa de comunicar (Hall &#38; Aram, 1996).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estas s&#237;ndromas s&#227;o tamb&#233;m frequentemente designadas por &#34;afasias de desenvolvimento&#34;, &#34;afasias cong&#233;nitas&#34; ou &#34;disfasias&#34;, embora nem todos atribuam exactamente o mesmo significado a cada um destes termos. Pelo contr&#225;rio, os termos &#34;disl&#225;lia&#34; e &#34;atraso de linguagem&#34; n&#227;o devem ser empregues como sin&#243;nimo de PEDL, pois indicam atrasos transit&#243;rios do desenvolvimento da linguagem, ou da fala, dos quais as crian&#231;as recuperam sem sequelas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A defini&#231;&#227;o de PEDL inclui alguns pontos controversos:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">a) o primeiro diz respeito ao que se entende por uma perturba&#231;&#227;o &#34;significativa&#34;. Alguns autores definem-na como qualquer defeito que afecte a vida de rela&#231;&#227;o da crian&#231;a (familiar, social, escolar) (American Psychiatric Association, 1994). Outros preferem crit&#233;rios quantitativos de discrep&#226;ncia cronol&#243;gica ou cognitiva, tais como uma diferen&#231;a igual ou superior a 12 meses entre a idade cronol&#243;gica e a equivalente ao n&#237;vel da linguagem (Stark &#38; Tallal, 1981) ou um atraso de 1,5 ou mais desvios padr&#245;es (relativamente aos valores m&#233;dios para a idade), em dois ou mais par&#226;metros da linguagem (Bishop &#38; Edmundson, 1987). Outros autores, ainda, utilizam a idade mental, determinada pelo QI n&#227;o verbal, como refer&#234;ncia, e requerem uma discrep&#226;ncia de 1 ou 2 desvios padr&#245;es entre o QI n&#227;o verbal e a linguagem (avaliada por um teste de nomea&#231;&#227;o, por exemplo) (Aram <i>et al.,</i> 1992);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">b) outro ponto controverso diz respeito aos par&#226;metros da linguagem considerados na defini&#231;&#227;o. Dever&#225; a perturba&#231;&#227;o afectar a fonologia, o l&#233;xico e/ou a sintaxe? A compreens&#227;o ou a express&#227;o ?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">c) Um terceiro aspecto discordante &#233; a possibilidade de incluir no diagn&#243;stico das PEDL crian&#231;as com um ligeiro d&#233;fice mental, desde que apresentem uma grande despropor&#231;&#227;o entre a idade mental e a linguagem. A mesma discuss&#227;o se aplica ao autismo, cujas formas menos graves podem ser id&#234;nticas a uma PEDL (Boucher, 1998; Rapin &#38; Allen, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Classifica&#231;&#227;o das PEDL</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora exista consenso quanto &#224; heterogeneidade destas s&#237;ndromas, quer no tipo quer na gravidade do defeito, a sua classifica&#231;&#227;o &#233; algo controversa. Idealmente, uma classifica&#231;&#227;o deveria traduzir a disfun&#231;&#227;o de sistemas biol&#243;gicos (cognitivos, neuro-lingu&#237;sticos, gen&#233;ticos), ser consistente e reprodut&#237;vel (ao longo do tempo e entre observadores), permitir prever o progn&#243;stico e orientar a terap&#234;utica. Nenhuma das classifica&#231;&#245;es existentes preenche estes requisitos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As classifica&#231;&#245;es mais simples, como a utilizada no DSM-IV (American Psychiatric Association, 1994) e na ICD-10 (World Health Organization, 1993), consistem na distin&#231;&#227;o entre perturba&#231;&#245;es predominantemente <i>expressivas </i>(com a compreens&#227;o da linguagem mantida) e defeitos <i>mistos</i> ou <i>globais </i>(envolvendo a express&#227;o e a compreens&#227;o). Esta classifica&#231;&#227;o tem algum valor progn&#243;stico (em geral os defeitos globais evoluem pior que os puramente expressivos) e requer apenas a aplica&#231;&#227;o de uma escala que fa&#231;a a distin&#231;&#227;o entre a express&#227;o e a compreens&#227;o verbal. Contudo, muitos dos casos &#34;expressivos&#34; t&#234;m dificuldades de compreens&#227;o sint&#225;ctica ou pragm&#225;tica e a sua razo&#225;vel capacidade de compreens&#227;o verbal verifica-se apenas ao n&#237;vel do l&#233;xico. Ou seja, se avaliarmos os v&#225;rios subcomponentes da compreens&#227;o poderemos ter conflitos no diagn&#243;stico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para ultrapassar este problema houve a tentativa de elaborar classifica&#231;&#245;es neurolingu&#237;sticas (Rapin &#38; Allen, 1983, 1988; Bishop &#38; Rosenbloom, 1987; Conti-Ramsden &#38; Botting, 1999). Tendo em considera&#231;&#227;o os v&#225;rios n&#237;veis de processamento/representa&#231;&#227;o do discurso do ponto de vista da express&#227;o e da compreens&#227;o verbal (n&#237;vel fonol&#243;gico, l&#233;xico-sem&#226;ntico, sint&#225;ctico e pragm&#225;tico), tentou-se individualizar s&#237;ndromas que combinavam tipos de disfun&#231;&#227;o. A classifica&#231;&#227;o de Rapin e Allen (<a href="/img/revistas/psi/v16n1/16n1a02q1.jpg">quadro 1</a>) foi talvez a mais adoptada, tanto mais que existia algum paralelismo entre os quadros descritos e as afasias adquiridas do adulto, resultantes de disfun&#231;&#245;es de base anat&#243;mica, o que a tornava mais promissora. Descrevemos de seguida os seus principais subtipos.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>S&#237;ndromas mistas afectando a express&#227;o e a compreens&#227;o ao n&#237;vel da fonologia</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Agnosia auditiva verbal (AAV)</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Esta &#233; porventura a forma mais grave de PEDL. Caracteriza-se por uma perturba&#231;&#227;o marcada ao n&#237;vel da descodifica&#231;&#227;o e compreens&#227;o fonol&#243;gica, que impede a aquisi&#231;&#227;o da linguagem. O discurso pode ser extremamente limitado, disfluente e mal articulado ou mesmo inexistente (com mutismo). &#201; um quadro compar&#225;vel &#224; &#34;surdez verbal pura&#34; das afasias dos adultos. Uma vez que estas crian&#231;as t&#234;m um QI normal (por defini&#231;&#227;o), &#233; habitual que procurem activamente outras formas de comunica&#231;&#227;o (atrav&#233;s de gestos, desenho e m&#237;mica facial) e algumas podem aprender a ler e escrever. Contudo, a sua grande dificuldade de compreens&#227;o tende a causar frustra&#231;&#227;o e perturba&#231;&#245;es do comportamento. Em regra, estas crian&#231;as beneficiam de reabilita&#231;&#227;o atrav&#233;s de m&#233;todos de comunica&#231;&#227;o total (usando todas as vias poss&#237;veis), ensino da linguagem gestual e da leitura, uso de computadores e outros instrumentos de comunica&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">S&#237;ndroma fonol&#243;gico-sint&#225;ctica (SFS)</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; o tipo mais frequente de PEDL e assemelha-se &#224; afasia de Broca dos adultos. A maioria destas crian&#231;as tem um discurso disfluente, constitu&#237;do por frases curtas, com interrup&#231;&#245;es, anomia, deficiente articula&#231;&#227;o verbal, parafasias fon&#233;micas e graus vari&#225;veis de ininteligibilidade. O seu vocabul&#225;rio &#233; pouco variado e as constru&#231;&#245;es gramaticais imaturas, com erros na morfologia (erros de concord&#226;ncia de tempo, g&#233;nero, n&#250;mero) e telegr&#225;ficas (com omiss&#227;o das part&#237;culas gramaticais, como os artigos, as preposi&#231;&#245;es, as conjun&#231;&#245;es, os pronomes, etc.)- A compreens&#227;o verbal parece adequada durante a conversa&#231;&#227;o, devido &#224; redund&#226;ncia do discurso coloquial, mas revela-se deficiente em situa&#231;&#227;o de teste, em que h&#225; poucas ajudas n&#227;o verbais (sobretudo a compreens&#227;o sint&#225;ctica).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>S&#237;ndromas caracterizadas por um defeito predominantemente expressivo</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Dispraxia verbal</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta afasia caracteriza-se por um discurso muito disfluente, produzido com esfor&#231;o, escasso, limitado, constitu&#237;do por palavras isoladas ou frases curtas com deficiente produ&#231;&#227;o fonol&#243;gica, podendo chegar ao mutismo. A compreens&#227;o verbal &#233; normal. Estas crian&#231;as podem aprender a ler e a escrever, pois as suas dificuldades afectam essencialmente a linguagem oral.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este quadro n&#227;o se deve a falta de for&#231;a dos m&#250;sculos da articula&#231;&#227;o verbal (disartria), mas sim a um defeito na programa&#231;&#227;o motora do discurso, sendo discut&#237;vel se se trata de um verdadeiro defeito da linguagem ou de uma acentuada perturba&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o do discurso (Rapin, 1996a). Pode estar associado a uma apraxia buco-facial (na execu&#231;&#227;o de gestos n&#227;o verbais) e apraxia dos membros (Dewey <i>et al,</i> 1988). Estes casos podem manter-se inintelig&#237;veis e nunca chegar a desenvolver um discurso comunicativo, beneficiando de t&#233;cnicas de comunica&#231;&#227;o total e de linguagem gestual. A dispraxia verbal tem sido equiparada &#224; &#34;afemia&#34; do adulto. Est&#227;o descritas formas familiares desta s&#237;ndroma (Hurst <i>et al,</i> 1990; Alcock <i>et al,</i> 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Defeito de programa&#231;&#227;o fonol&#243;gica</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">E a variante fluente da s&#237;ndroma anterior e tem melhor progn&#243;stico. Caracteriza-se por um discurso fluente, com frases longas bem moduladas, mas pouco ou nada intelig&#237;vel (com m&#250;ltiplos defeitos de articula&#231;&#227;o, erros de sequencia&#231;&#227;o e substitui&#231;&#245;es de fonemas). A capacidade de compreens&#227;o &#233; normal. Este quadro n&#227;o tem equivalente dentro das afasias dos adultos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>S&#237;ndromas caracterizadas por defeitos ao n&#237;vel do discurso (mas n&#227;o na fonologia nem na sintaxe)</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>S&#237;ndroma l&#233;xico-sint&#225;ctica</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste caso a perturba&#231;&#227;o afecta sobretudo a capacidade de evoca&#231;&#227;o de nomes. Estas crian&#231;as t&#234;m dificuldade em elaborar uma sequ&#234;ncia narrativa, tendem a usar termos gen&#233;ricos como &#34;coisa&#34; e &#34;aquilo&#34; ou a fazer circunl&#243;quios e descri&#231;&#245;es em vez de dizer os nomes. A produ&#231;&#227;o sint&#225;ctica &#233; tamb&#233;m imatura. O seu discurso &#233; vari&#225;vel. Tanto pode consistir num jarg&#227;o fluente, com parafasias sem&#226;nticas e literais, como pode ser disfluente, com tantas pausas e hesita&#231;&#245;es na evoca&#231;&#227;o dos nomes que se assemelha &#224; gaguez. Existe alguma dificuldade na compreens&#227;o da linguagem abstracta. Esta s&#237;ndroma assemelha-se &#224;s afasias an&#243;mica e de condu&#231;&#227;o dos adultos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>S&#237;ndroma sem&#226;ntico-pragm&#225;tica (SSP)</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora nestes casos o discurso seja aparentemente normal, sem erros fonol&#243;gicos ou sint&#225;cticos, existem acentuadas perturba&#231;&#245;es do seu conte&#250;do e pragmatismo. O discurso &#233; fluente, de alto d&#233;bito, por vezes at&#233; hiper-verbal, mas &#233; vazio ou pobre de conte&#250;do <i>(cocktail chatters).</i> Estas crian&#231;as t&#234;m dificuldade em exprimir-se e em tirar as ila&#231;&#245;es correctas daquilo que ouvem. Tendem a interpretar o seu interlocutor de forma literal, tangencial, il&#243;gica, valorizando mais a forma (ou certas palavras-chave) do que o conte&#250;do (o sentido completo da frase). Podem apresentar ainda determinados sinais positivos: <i>clich&#233;s</i> (frases automatizadas, sobreaprendidas, que utilizam em vez de frases comunicativas), circunl&#243;quios, escolhas at&#237;picas das palavras, escolha r&#237;gida e persevera&#231;&#227;o no tema da conversa. Nestas crian&#231;as o pragmatismo verbal, que inclui a escolha adequada dos termos a usar, o saber iniciar e terminar o discurso, a capacidade de manter ou mudar o t&#243;pico da conversa e a melodia do discurso, est&#225; afectado. Contudo, o pragmatismo n&#227;o verbal, constitu&#237;do pela linguagem corporal, gesto, olhar, express&#227;o facial e postura, est&#225; conservado (Rapin &#38; Allen, 1998). Esta dissocia&#231;&#227;o &#233; importante para distinguir o SSP de certas formas de autismo em que todo o pragmatismo da comunica&#231;&#227;o est&#225; perturbado. Algumas destas crian&#231;as aprendem a ler. Este quadro tem sido comparado &#224; afasia transcortical sensorial dos adultos</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A classifica&#231;&#227;o de Rapin e Allen tem a vantagem de nos dar um perfil de disfun&#231;&#227;o, o que pode ajudar a planear a reabilita&#231;&#227;o. Por&#233;m, n&#227;o tem crit&#233;rios taxon&#243;micos precisos e pode ser dif&#237;cil fazer a correspond&#234;ncia em todos os casos. Por outro lado, a base biol&#243;gica desta classifica&#231;&#227;o continua por estabelecer. Num estudo multic&#234;ntrico, efectuado em cerca de 500 crian&#231;as (entre os 3 e os 7 anos) com perturba&#231;&#245;es do desenvolvimento da linguagem, definidas de forma lata e avaliadas de forma exaustiva e multidisciplinar, n&#227;o foi poss&#237;vel encontrar factores biol&#243;gicos que distinguissem estas s&#237;ndromas entre si (Rapin, 1996b). Nesse mesmo estudo individualizaram-se apenas quatro padr&#245;es lingu&#237;stico-comportamentais distintos: a) perturba&#231;&#245;es isoladas da linguagem expressiva; b) perturba&#231;&#245;es da linguagem afectando a express&#227;o e a compreens&#227;o; c) autismo com baixo QI, e d) autismo com bom n&#237;vel de funcionamento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Outro aspecto que se deve ter em conta &#233; a possibilidade de estes quadros se modificarem ao longo do tempo e com o desenvolvimento (Bishop &#38; Edmundson, 1987). De facto, num estudo longitudinal efectuado com um intervalo de um ano (entre os 7 e os 8 anos de idade), verificou-se que 45% das crian&#231;as mudavam de grupo de diagn&#243;stico (Conti-Ramsden &#38; Botting, 1999). Alguns autores defendem a teoria de um cont&#237;nuo entre os diferentes subtipos, variando a sua express&#227;o conforme o est&#225;dio do desenvolvimento e a compensa&#231;&#227;o do defeito.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diagn&#243;stico diferencial</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A classifica&#231;&#227;o de Rapin e Allen &#233; apenas sindrom&#225;tica, definindo padr&#245;es neurolingu&#237;sticos de disfun&#231;&#227;o, e n&#227;o pressup&#245;e factores etiol&#243;gicos espec&#237;ficos para cada s&#237;ndroma, nem prev&#234; o progn&#243;stico. De facto, um &#250;nico tipo de PEDL (por exemplo o SSP) pode surgir em diferentes contextos (s&#237;ndroma de Asperger, s&#237;ndroma de Williams, hidrocefalia) e vice-versa. S&#227;o m&#250;ltiplas as situa&#231;&#245;es a considerar no diagn&#243;stico diferencial de uma crian&#231;a com perturba&#231;&#245;es da linguagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Antes de colocar a hip&#243;tese de PEDL, devem ser sempre consideradas as perturba&#231;&#245;es &#34;secund&#225;rias&#34; da linguagem: o atraso mental, a surdez n&#227;o compensada, as perturba&#231;&#245;es graves do comportamento (como as do espectro autista), as doen&#231;as neurol&#243;gicas com disfun&#231;&#227;o do aparelho articulat&#243;rio/fonat&#243;rio (a paralisia cerebral, por exemplo) e, tamb&#233;m, a priva&#231;&#227;o sensorial grave (sobretudo no contexto das crian&#231;as sujeitas a abuso e maus tratos).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O autismo infantil e as suas variantes, como a s&#237;ndroma de Asperger (forma de autismo com bom n&#237;vel de funcionamento cognitivo), merecem um destaque particular, pois associam-se sempre a perturba&#231;&#245;es da linguagem. Os quadros que mais tipicamente se observam s&#227;o a AAV (23% dos casos graves) e a SSP (na s&#237;ndroma de Asperger). As PEDL expressivas puras s&#227;o raras ou inexistentes no autismo (Allen &#38; Rapin, 1992). Em qualquer dos casos, verificam-se tamb&#233;m as altera&#231;&#245;es do comportamento, da sociabilidade e dos interesses, t&#237;picas das doen&#231;as do espectro autista, como a avers&#227;o ao afecto e ao contacto ocular, preocupa&#231;&#227;o excessiva com a ordem, resist&#234;ncia &#224; mudan&#231;a, bizarrias de comportamento e tamb&#233;m ecol&#225;lia e invers&#227;o dos pronomes pessoais. Na s&#237;ndroma de Asperger al&#233;m dos defeitos do pragmatismo verbal t&#237;picos da SSP, existe tamb&#233;m uma perturba&#231;&#227;o do pragmatismo n&#227;o verbal (Rapin &#38; Allen, 1998).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As fronteiras entre o autismo, a s&#237;ndroma de Asperger e a SSP pura s&#227;o t&#233;nues e mal definidas e alguns autores (Boucher, 1998) defendem que a SSP devia ser considerada uma variante do autismo e n&#227;o uma PEDL.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m das perturba&#231;&#245;es do espectro autista, existem outras patologias que se manifestam por quadros neurolingu&#237;sticos do tipo da SSP: a s&#237;ndroma de Williams (que se associa a atraso intelectual, n&#227;o devendo por isso ser considerada uma PEDL) e a hidrocefalia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Existem v&#225;rias situa&#231;&#245;es cujo primeiro, e mais not&#243;rio, sintoma &#233; a altera&#231;&#227;o da linguagem, embora possam tamb&#233;m existir atraso mental e sinais neurol&#243;gicos ou dism&#243;rficos. Estas patologias confundem-se facilmente com as PEDL (ou correspondem a uma pequena frac&#231;&#227;o delas). Entre elas encontram-se as aneuploidias dos cromossomas sexuais (sobretudo a s&#237;ndroma de Klinefelter, XXY ou o XYY), a s&#237;ndroma do X fr&#225;gil e outros tipos de defici&#234;ncia mental associados ao cromossoma X (Mutton &#38; Lea, 1980; McLaghlin &#38; Kriegsmann, 1980, Pennington <i>et al,</i> 1982), o gigantismo cerebral (s&#237;ndroma de Sotos) e a galactos&#233;mia (Robinson, 1991). O seu despiste dever&#225; ser efectuado quando existem suspeitas cl&#237;nicas, pelo d&#233;fice cognitivo ou caracter&#237;sticas dism&#243;rficas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A afasia adquirida na crian&#231;a (AAC) tamb&#233;m deve ser considerada no diagn&#243;stico diferencial, definindo-se como a perturba&#231;&#227;o da linguagem secund&#225;ria a uma les&#227;o cerebral. Esta defini&#231;&#227;o pressup&#245;e que tenha havido um per&#237;odo de desenvolvimento normal da linguagem antes da instala&#231;&#227;o da les&#227;o. Por este motivo n&#227;o se deve diagnosticar uma AA em crian&#231;as que sofreram les&#245;es cerebrais nos primeiros meses de vida ou no per&#237;odo perinatal. Nas crian&#231;as mais pequenas, cuja linguagem &#233; ainda incipiente e inconsistente, pode ser dif&#237;cil fazer a distin&#231;&#227;o entre os defeitos adquiridos e as perturba&#231;&#245;es do desenvolvimento. A AAC pode ter diferentes causas: traum&#225;tica, infecciosa, vascular, tumoral, etc.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Entre as causas de afasia adquirida merece aten&#231;&#227;o particular a s&#237;ndroma de Landau e Kleffner (SLK) (Landau &#38; Kleffner, 1957) ou Afasia Adquirida com Epilepsia. A SLK manifesta-se habitualmente entre os 4 e os 7 anos de idade e associa-se &#224; epilepsia em 70% dos casos. O in&#237;cio do quadro pode ser lentamente progressivo, r&#225;pido (instalando-se em dias) ou flutuante. Tipicamente estas crian&#231;as deixam de compreender a linguagem oral, comportando-se como se fossem surdas (surdez verbal), embora continuem a ouvir sons n&#227;o verbais. Posteriormente sofrem uma deteriora&#231;&#227;o da express&#227;o verbal em grau vari&#225;vel. O seu quadro neurolingu&#237;stico mais caracter&#237;stico &#233; a AAV, embora possam existir outros. As manifesta&#231;&#245;es epil&#233;pticas podem anteceder, coincidir ou surgir depois da afasia. Todas as crian&#231;as t&#234;m perturba&#231;&#245;es marcadas no EEG, sendo caracter&#237;stico o padr&#227;o de ponta-onda cont&#237;nuo durante o sono (verificando-se em mais de 85% do sono profundo). Enquanto a epilepsia &#233; facilmente controlada com a medica&#231;&#227;o, o defeito de linguagem pode ser persistente, grave e refract&#225;rio &#224; terap&#234;utica (Dugas <i>et al.,</i> 1991). A AAV nesta s&#237;ndroma corresponde provavelmente a uma disfun&#231;&#227;o bilateral dos lobos temporais (Maquet <i>et al,</i> 1990; Martins <i>et al,</i> 1992). Alguns autores t&#234;m sugerido que a actividade epil&#233;ptica persistente nas &#225;reas da linguagem impede a elimina&#231;&#227;o das sinapses que acompanha o desenvolvimento normal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A SLK pode ser dif&#237;cil de diagnosticar, confundido-se com patologia psiqui&#225;trica, com o autismo e com as PEDL, uma vez que n&#227;o se associa a outros sinais neurol&#243;gicos ou f&#237;sicos e pode ocorrer antes de a linguagem estar bem desenvolvida. Por este motivo, alguns autores (Rapin, 1996a) recomendam a realiza&#231;&#227;o de um EEG prolongado de sono a todas as crian&#231;as com defeitos acentuados da compreens&#227;o verbal, para detectar epilepsia subcl&#237;nica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para finalizar, &#233; importante referir que os defeitos isolados da voz, articula&#231;&#227;o verbal (disartrofonias), fala (sigmatismo, etc.) e ritmo do discurso (a gaguez) n&#227;o se devem incluir entre as perturba&#231;&#245;es da linguagem, sendo considerados defeitos perif&#233;ricos do sistema.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica e neuropsicol&#243;gica da crian&#231;a com perturba&#231;&#245;es da linguagem</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o de uma crian&#231;a com perturba&#231;&#245;es da linguagem deve incluir aspectos m&#233;dicos/neurol&#243;gicos, cognitivos e comportamentais, para al&#233;m da linguagem. A avalia&#231;&#227;o deve ser adaptada &#224; idade, est&#225;dio de desenvolvimento e capacidade de coopera&#231;&#227;o da crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Elementos &#250;teis da hist&#243;ria cl&#237;nica</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Deve-se inquirir a hist&#243;ria m&#233;dica, familiar, escolar e social da crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; essencial estabelecer a distin&#231;&#227;o entre <i>desvio/atraso</i> e <i>regress&#227;o</i> no desenvolvimento. Enquanto que nos desvios, atrasos ou <i>perturba&#231;&#245;es do desenvolvimento</i> a crian&#231;a vai sempre fazendo novas aquisi&#231;&#245;es (embora tardiamente e/ou de forma at&#237;pica), na <i>regress&#227;o</i> h&#225; perda de capacidades previamente adquiridas (deixa de fazer aquisi&#231;&#245;es e perde faculdades que tinha desenvolvido). A primeira situa&#231;&#227;o sugere um defeito est&#225;tico, sendo a disfun&#231;&#227;o causada por qualquer agress&#227;o que actuou num per&#237;odo espec&#237;fico do desenvolvimento do Sistema Nervoso Central (SNC). Pelo contr&#225;rio, a <i>regress&#227;o </i>indica uma doen&#231;a progressiva do SNC (estrutural ou metab&#243;lica) que deve ser investigada de modo exaustivo e urgente, para poder ser tratada atempadamente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na AAC, no SLK e em cerca de 30% dos autistas (situa&#231;&#245;es cujo primeiro sintoma pode ser um defeito de linguagem), verifica-se um padr&#227;o de regress&#227;o e n&#227;o um atraso de desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; tamb&#233;m importante saber quando (com que idade) &#233; que os pais notaram pela primeira vez qualquer anomalia e em que consistiu. Os defeitos de comunica&#231;&#227;o mais graves tendem a ser detectados muito mais cedo do que os ligeiros (por vezes s&#243; identificados na escola).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Deve ser colhida a hist&#243;ria de intercorr&#234;ncias m&#233;dicas (otites de repeti&#231;&#227;o) ou agress&#245;es ao SNC (epilepsia, traumatismos cranianos e infec&#231;&#245;es do SNC), problemas emocionais ou familiares que tenham ocorrido na inf&#226;ncia (conflitos familiares graves, priva&#231;&#227;o, isolamento, maus tratos), assim como hist&#243;ria de bilinguismo. Importa tamb&#233;m despistar a exist&#234;ncia de outros casos de dificuldades de linguagem ou da aprendizagem na fam&#237;lia, o que se verifica em cerca de 20% das fam&#237;lias de crian&#231;as com PEDL.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Deve-se ainda inquirir sobre a gravidez, o parto e o per&#237;odo neonatal (peso ao nascer, &#237;ndice de Apgar, necessidade de reanima&#231;&#227;o). S&#227;o factores de risco para as perturba&#231;&#245;es do desenvolvimento cognitivo e da linguagem, a an&#243;xia perinatal grave e prolongada e a prematuridade (Andrada, 1989; Robinson, 1991). O desenvolvimento psicomotor em geral deve ser anotado (idade com que a crian&#231;a come&#231;ou a sorrir, reconhecer os pais, segurar a cabe&#231;a, sentar, andar, apontar os objectos, dizer as primeiras palavras e as primeiras frases, o controlo dos esf&#237;ncteres, etc). Atrav&#233;s destes dados &#233; poss&#237;vel compreender se houve um atraso geral do desenvolvimento ou apenas um atraso da linguagem. &#201; essencial procurar manifesta&#231;&#245;es de autismo infantil (pelo uso de <i>check-lists</i> ou escalas pr&#243;prias) (Rapin, 1996 b) ou outras perturba&#231;&#245;es do desenvolvimento emocional e social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A forma como se processou a entrada para a escola, o tipo de dificuldades encontradas e a necessidade de ensino especial devem ser inquiridas nas crian&#231;as mais velhas. Devem-se ainda observar os exames m&#233;dicos que a crian&#231;a j&#225; fez e relat&#243;rios de avalia&#231;&#245;es anteriores, efectuadas por psic&#243;logos, educadores, terapeutas e m&#233;dicos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; frequente os pais descreverem detalhadamente todo o trajecto que fizeram at&#233; chegar &#224; consulta actual, muitas vezes com queixas de incompreens&#227;o, interven&#231;&#245;es inadequadas ou ineficazes, manifestando uma enorme frustra&#231;&#227;o e culpabilidade. T&#234;m muitas vezes a convic&#231;&#227;o de que algum exame devia &#34;mostrar&#34; claramente a causa do problema. &#201; frequente pensarem que, se tivesse havido uma terap&#234;utica precoce, as dificuldades ter-se-iam resolvido. &#201; muito importante ouvir, para compreender as suas expectativas, ganhar a sua confian&#231;a, desculpabiliz&#225;-los e esclarec&#234;-los. A entrevista com os pais &#233; quase sempre longa, pelo que a altura ideal para a fazer deve ser flex&#237;vel. Se observamos uma crian&#231;a muito irrequieta, ou que j&#225; est&#225; cansada, &#233; mais sensato fazer de imediato a sua avalia&#231;&#227;o, deixando a colheita da hist&#243;ria para o fim. Pelo contr&#225;rio, se a crian&#231;a &#233; muito t&#237;mida e reservada conv&#233;m come&#231;ar por entrevistar os pais, dando-lhe tempo e oportunidade para se habituar ao ambiente, at&#233; ficar &#224; vontade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Observa&#231;&#227;o geral do comportamento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Deve-se observar: a) o tipo de interac&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o que a crian&#231;a estabelece com os pais e o examinador; b) a iniciativa para comunicar; c) a adequa&#231;&#227;o e efic&#225;cia da comunica&#231;&#227;o; d) a componente n&#227;o verbal da comunica&#231;&#227;o (gestos, olhar, m&#237;mica facial); e) a inteligibilidade do discurso; f) a presen&#231;a de comportamentos at&#237;picos como a ecol&#225;lia, <i>clich&#233;s,</i> ecopraxia, persevera&#231;&#227;o, compreens&#227;o tangencial e literal, etc., e g) a facilidade que tem em responder a perguntas directas de &#34;quando&#34;, &#34;como&#34; e &#34;porqu&#234;&#34; (Rapin, 1996a). Observa-se, tamb&#233;m, a exist&#234;ncia de dificuldades de aten&#231;&#227;o e hiperactividade, de maturidade motora (ao n&#237;vel da motilidade fina, da coordena&#231;&#227;o, etc.). Idealmente deve fazer-se sempre um registo prolongado (&#62; 30 minutos) em v&#237;deo, da crian&#231;a em situa&#231;&#227;o de jogo. A sua an&#225;lise pode ser feita posteriormente e comparada ao longo do tempo.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Avalia&#231;&#227;o neuropsicol&#243;gica</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Desenvolvimento cognitivo e QI n&#227;o verbal</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um dos aspectos mais importantes da avalia&#231;&#227;o consiste em diferenciar as PEDL dos atrasos gerais do desenvolvimento cognitivo. O QI deve ser determinado atrav&#233;s de testes n&#227;o verbais ou escalas gerais de desenvolvimento cognitivo.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v16n1/16n1a02q2.jpg">Quadro 2</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">A coordena&#231;&#227;o visuo-motora e as capacidades visuo-espaciais devem tamb&#233;m ser avaliadas. Embora algumas crian&#231;as com PEDL apresentem dificuldades noutros aspectos do desenvolvimento (aten&#231;&#227;o, coordena&#231;&#227;o motora fina, etc.) (Trauner <i>et al,</i> 2000), sobretudo quando existem defeitos de aten&#231;&#227;o associados, o seu desempenho em testes n&#227;o verbais &#233;, em regra, muito superior ao dos testes verbais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desenvolvimento da linguagem</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o da linguagem deve incluir testes de compreens&#227;o e de express&#227;o verbal, idealmente nos seus v&#225;rios n&#237;veis (fonol&#243;gico, l&#233;xico-sem&#226;ntico, sint&#225;ctico e pragm&#225;tico). A maioria dos testes n&#227;o s&#227;o &#34;puros&#34; e avaliam simultaneamente v&#225;rias compet&#234;ncias. Os testes devem estar traduzidos, adaptados e aferidos para a l&#237;ngua e popula&#231;&#227;o portuguesas, pois os valores normativos de outros pa&#237;ses n&#227;o podem ser importados para o nosso contexto cultural e lingu&#237;stico. &#201; fundamental analisar o desempenho da crian&#231;a durante a prova, o tipo de erros que faz, as estrat&#233;gias que utiliza para os ultrapassar, e n&#227;o valorizar apenas a pontua&#231;&#227;o final. A avalia&#231;&#227;o dever-se-&#225; iniciar pelos testes onde &#233; previs&#237;vel a crian&#231;a obter melhores resultados (em regra os testes n&#227;o verbais e de compreens&#227;o lexical), deixando para &#250;ltimo os mais dif&#237;ceis (compreens&#227;o da sintaxe e express&#227;o verbal).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nas crian&#231;as mais novas, ou quando existem grandes altera&#231;&#245;es da comunica&#231;&#227;o, marcado atraso da linguagem ou discurso inintelig&#237;vel, pode ser imposs&#237;vel fazer avalia&#231;&#245;es formais. Se a crian&#231;a &#233; muito irrequieta, est&#225; cansada ou recusa a avalia&#231;&#227;o, pode ser necess&#225;rio dividi-la em duas sess&#245;es mais curtas. A presen&#231;a dos pais pode ser reconfortante, mas devem ser instru&#237;dos a n&#227;o fornecer quaisquer tipos de ajudas (n&#227;o corrigirem a crian&#231;a e n&#227;o fornecerem achegas n&#227;o verbais). O teste deve ser interrompido quando a crian&#231;a falha de forma sistem&#225;tica e demonstra frustra&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Etiologia</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Existem v&#225;rias hip&#243;teses explicativas das PEDL que n&#227;o s&#227;o m&#250;tuamente exclusivas, uma vez que na origem destes defeitos podem coexistir disfun&#231;&#245;es a v&#225;rios n&#237;veis (cognitivo, neuropatol&#243;gico, neurofisiol&#243;gico, gen&#233;tico, etc.).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Factores gen&#233;ticos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tem vindo a atribuir-se cada vez maior import&#226;ncia aos factores gen&#233;ticos na g&#233;nese destas s&#237;ndromas. A evid&#234;ncia &#233; de v&#225;rios tipos: a) a exist&#234;ncia de formas familiares de PEDL (Tallal <i>et al,</i> 1991), algumas das quais com padr&#227;o de transmiss&#227;o autoss&#243;mico dominante (Alcock <i>et al,</i> 2000), tendo-se localizado o defeito gen&#233;tico no cromossoma 7 numa fam&#237;lia (Fisher et al., 1998); b) o grau de concord&#226;ncia de defeitos de linguagem entre g&#233;meos monozig&#243;ticos (100%) comparados com os dizig&#243;ticos (50%) (Bishop <i>et al,</i> 1995); c) o achado de perturba&#231;&#245;es cl&#237;nicas id&#234;nticas entre os familiares ou entre os g&#233;meos afectados (Bishop <i>et al,</i> 1995);, d) a coincid&#234;ncia familiar de defeitos de linguagem e de aprendizagem (Rapin, 1996b); e) a associa&#231;&#227;o entre certas s&#237;ndromas gen&#233;ticas (S. de Klinefelter, por exemplo) e as perturba&#231;&#245;es da linguagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estes achados favorecem tamb&#233;m a teoria da modularidade da linguagem (Fodor, 1983) e sugerem a exist&#234;ncia de uma especifica&#231;&#227;o gen&#233;tica para os v&#225;rios subcomponentes da linguagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Les&#227;o cerebral</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As PEDL n&#227;o resultam de les&#245;es evidentes nas &#225;reas da linguagem. Nestas crian&#231;as, os exames de imagem (como a Resson&#226;ncia Magn&#233;tica, a Tomografia Computorizada) s&#227;o normais ou mostram padr&#245;es de atrofia ou dilata&#231;&#227;o ventricular (Trauner <i>et al,</i> 2000). Est&#225; descrito apenas um caso com perturba&#231;&#245;es da migra&#231;&#227;o neuronal, nas &#225;reas da linguagem do hemisf&#233;rio esquerdo, numa crian&#231;a com PEDL (Cohen <i>et al,</i> 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora as les&#245;es do hemisf&#233;rio cerebral esquerdo causem afasia adquirida na crian&#231;a a partir dos dois anos de idade (Martins &#38; Ferro, 1991), as les&#245;es focais cong&#233;nitas ou adquiridas nos primeiros meses de vida (incluindo as hemisferectomias esquerdas) s&#227;o compat&#237;veis com a aquisi&#231;&#227;o da linguagem. A aus&#234;ncia de les&#245;es cerebrais demonstr&#225;veis nas PEDL, assim como a sua incompleta compensa&#231;&#227;o cl&#237;nica, sugerem pois que as altera&#231;&#245;es patol&#243;gicas subjacentes n&#227;o activam os mecanismos habituais de repara&#231;&#227;o e de plasticidade cerebral. Pensa-se que o seu substracto biol&#243;gico consiste em perturba&#231;&#245;es funcionais ou do desenvolvimento cerebral e n&#227;o em focos de destrui&#231;&#227;o. Nestas crian&#231;as, t&#234;m sido encontrados padr&#245;es anormais de activa&#231;&#227;o cerebral durante provas de linguagem (Lou <i>et al,</i> 1990, Alcock <i>et al,</i> 2000), altera&#231;&#245;es do EEG de sono (Echenne <i>et al,</i> 1992) e uma maior incid&#234;ncia de epilepsia (Tuchman <i>et al, </i>1988), o que favorece a hip&#243;tese de uma altera&#231;&#227;o funcional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Perturba&#231;&#245;es da domin&#226;ncia hemisf&#233;rica para a linguagem</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Existe alguma evid&#234;ncia de que as PEDL se associam a padr&#245;es de domin&#226;ncia hemisf&#233;rica at&#237;picos, atrav&#233;s de estudos morfom&#233;tricos (Gauger <i>et al,</i> 1997, Plante et al. 1991), de activa&#231;&#227;o cerebral (Duchowny <i>et al,</i> 1996; Lou <i>et al,</i> 1990) e estudos cl&#237;nicos (Martins <i>et al,</i> 1995). Estas crian&#231;as t&#234;m uma maior simetria hemisf&#233;rica (anat&#243;mica e funcional) do que &#233; habitual e n&#227;o activam as &#225;reas da linguagem do hemisf&#233;rio esquerdo durante a fala. Sabe-se que, &#224; medida que aumenta a efic&#225;cia e o automatismo de uma capacidade cognitiva, tende a ser mais restrita a sua &#225;rea de activa&#231;&#227;o funcional (Pascual-Leone <i>et al,</i> 1994). Assim, esta aus&#234;ncia da especializa&#231;&#227;o hemisf&#233;rica habitual tanto pode ser um epifen&#243;meno (adquirido por um sistema cognitivo pouco eficaz), como a sua causa. Ser&#227;o necess&#225;rios estudos longitudinais para esclarecer este ponto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Factores ambientais: estimula&#231;&#227;o e priva&#231;&#227;o</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em situa&#231;&#245;es de priva&#231;&#227;o extrema, sobretudo no contexto de crian&#231;as maltratadas, verificam-se atrasos gerais do desenvolvimento (incluindo a linguagem), atrasos estatoponderais e perturba&#231;&#245;es emocionais que podem melhorar ou reverter com a adop&#231;&#227;o precoce. Contudo, estes factores n&#227;o parecem ter grande peso na maioria dos casos de PEDL. A an&#225;lise dos discursos estabelecidos entre as crian&#231;as com PEDL e os seus irm&#227;os mostrou que essas fam&#237;lias se caracterizam por uma maior interac&#231;&#227;o verbal com a crian&#231;a, o que pode ser visto como uma forma de suplantar as suas defici&#234;ncias (Hutcheson &#38; Conti-Ramsden, 1992).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Perturba&#231;&#245;es de sistemas cognitivos espec&#237;ficos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">E muito controversa a quest&#227;o da integridade cognitiva destas crian&#231;as noutros dom&#237;nios que n&#227;o a linguagem. Enquanto alguns autores postulam a total normalidade dos restantes aspectos da cogni&#231;&#227;o, outros t&#234;m encontrado v&#225;rias &#225;reas de disfun&#231;&#227;o (por exemplo, na motilidade fina, aten&#231;&#227;o, coordena&#231;&#227;o visuo-motora, entre outras), n&#227;o permitindo defender que se trate de um defeito espec&#237;fico (Trauner <i>et al,</i> 2000). Num estudo recente verificou-se que os defeitos de aten&#231;&#227;o/hiperactividade, podem introduzir um vi&#233;s neste tipo de resultados (Williams <i>et al,</i> 2000). As perturba&#231;&#245;es da aten&#231;&#227;o associam-se com frequ&#234;ncia &#224;s PEDL, sobretudo &#224;s formas familiares de PEDL, assim como a v&#225;rios tipos de defeitos cognitivos e motores, n&#227;o existentes nas PEDL puras.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Alguns autores t&#234;m proposto teorias explicativas que implicam a disfun&#231;&#227;o de determinados sistemas cognitivos, nomeadamente: a) Dificuldades no processamento e discrimina&#231;&#227;o das transi&#231;&#245;es ac&#250;sticas r&#225;pidas dos sons verbais (Tallal <i>et al.,</i> 1985). De facto, estudos interlingu&#237;sticos t&#234;m mostrado que os elementos mais vulner&#225;veis &#224;s PEDL nas diferentes l&#237;nguas (comparando o ingl&#234;s, o italiano e o hebreu) s&#227;o os aspectos da gram&#225;tica com pouca sali&#234;ncia fonol&#243;gica (Rom &#38; Leonard, 1990). b) Defeitos da mem&#243;ria verbal de curto termo (Gathercole &#38; Baddeley, 1990; Bishop <i>et al,</i> 1996). c) Dificuldades espec&#237;ficas da aquisi&#231;&#227;o das regras da gram&#225;tica, sobretudo as regras de &#34;sufixa&#231;&#227;o&#34;, dos morfemas gramaticais (Rice, 2000). d) Limita&#231;&#245;es da capacidade de processamento lingu&#237;stico (sobrecarga cognitiva) (Swanson, 1993), que fazem com que as regras da linguagem n&#227;o se automatizem e s&#243; possam ser aplicadas quando o sistema n&#227;o est&#225; a ser sobrecarregado com outras fun&#231;&#245;es. Deste modo toda a linguagem &#233; simplificada aos aspectos mais &#250;teis &#224; comunica&#231;&#227;o (Bates <i>et al,</i> 1991). e) Dificuldades da cogni&#231;&#227;o social, geneticamente determinadas (Locke, 1994), que levariam a um desenvolvimento limitado do vocabul&#225;rio, insuficiente para activar os mecanismos do hemisf&#233;rio esquerdo envolvidos na aquisi&#231;&#227;o da gram&#225;tica, f) Persist&#234;ncia de sistemas imaturos, n&#227;o automatizados, para o processamento e representa&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o (Bishop, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Progn&#243;stico e Interven&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O progn&#243;stico das PEDL &#233; muito vari&#225;vel (Aram <i>et al,</i> 1984; Haynes, 1992; Conti-Ramsden &#38; Botting, 1999). Se considerarmos todas as crian&#231;as com PEDL, nomeadamente aquelas cujo diagn&#243;stico foi efectuado precocemente, em idade pr&#233;-escolar, podemos esperar uma recupera&#231;&#227;o completa em cerca de 37% dos casos, antes dos seis anos de idade (Bishop &#38; Edmundson, 1987). Embora as crian&#231;as recuperadas se mantenham sem perturba&#231;&#245;es evidentes da linguagem, a maioria continua a apresentar dificuldades subcl&#237;nicas em testes verbais (provas de repeti&#231;&#227;o de pseudo-palavras e de frases, transposi&#231;&#227;o de s&#237;labas, leitura de pseudo-palavras) aos 15 anos de idade (Stothard &#38; Hulme, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, se considerarmos apenas os casos mais est&#225;veis, com defeitos de linguagem de v&#225;rios tipos, mas moderados ou graves (atrasos superiores a dois desvios padr&#245;es), seguidos em terapia da fala, verifica-se que embora a maioria (61%) recupere em termos de inteligibilidade e compet&#234;ncia fonol&#243;gica, um ter&#231;o mant&#233;m defeitos marcados at&#233; &#224; adolesc&#234;ncia. Cerca de 32% dos casos t&#234;m boa recupera&#231;&#227;o da linguagem, 35% uma recupera&#231;&#227;o parcial e 35% mau progn&#243;stico para a linguagem e aprendizagem (Haynes, 1992). Algumas crian&#231;as mant&#234;m dificuldades acentuadas, sendo necess&#225;rio recorrer &#224; linguagem gestual ou outras formas alternativas de comunica&#231;&#227;o, e tendem a isolar-se socialmente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m das dificuldades de linguagem, as crian&#231;as com PEDL encontram-se em risco de sofrer perturba&#231;&#245;es emocionais, do comportamento, dificuldades de aprendizagem, insucesso escolar e isolamento social. Idealmente, deveriam ser seguidas por equipas interdisciplinares que lhes estabelecessem um plano de interven&#231;&#227;o individualizado e o reajustassem ao longo do tempo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O plano de reeduca&#231;&#227;o e treino em terapia da fala deve ser adaptado &#224;s necessidades espec&#237;ficas de cada crian&#231;a. Existem v&#225;rios tipos de estrat&#233;gias de reabilita&#231;&#227;o, que podem ser focadas em aspectos espec&#237;ficos, orientadas por objectivos, etc. Existe alguma evid&#234;ncia que a interven&#231;&#227;o pode ser igualmente eficaz, quer seja efectuada directamente por um terapeuta, quer pela fam&#237;lia supervisionada por um terapeuta (Fey <i>et al,</i> 1993). Noutros pa&#237;ses existem programas de reabilita&#231;&#227;o computorizados, que podem ser usados em casa, permitindo uma terap&#234;utica mais intensiva e a participa&#231;&#227;o da fam&#237;lia, por vezes a &#250;nica solu&#231;&#227;o para crian&#231;as que vivem longe dos grandes centros urbanos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O enquadramento escolar das crian&#231;as com PEDL &#233; particularmente dif&#237;cil. Em condi&#231;&#245;es ideais elas deviam frequentar o ensino regular (escolas normais onde est&#227;o crian&#231;as com o mesmo n&#237;vel intelectual), por&#233;m integradas em turmas espec&#237;ficas. Deste modo poderiam receber treino de linguagem e ensino individualizado, dividindo o seu tempo entre essas turmas e turmas normais. No nosso pa&#237;s, as crian&#231;as com quadros menos acentuados s&#227;o inseridas em turmas de ensino regular, com ou sem apoio de ensino especial e de terapeutas. No ensino secund&#225;rio isso nem sempre &#233; poss&#237;vel e podem n&#227;o existir terapeutas nas localidades mais pr&#243;ximas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As dificuldades de leitura e de escrita s&#227;o particularmente frequentes, afectando cerca de 25% destas crian&#231;as (Bishop &#38; Adams, 1990) e por v&#225;rios motivos (Aram <i>et al,</i> 1984, Bird <i>et al,</i> 1995, Snowling, 2000): a) limita&#231;&#245;es da consci&#234;ncia e da mem&#243;ria fonol&#243;gica de curto termo, impedindo a correcta segmenta&#231;&#227;o das palavras e o emparceiramento entre os sons do discurso e os grafemas (convers&#227;o grafema-fonema ou via fonol&#243;gica da leitura e da escrita); b) perturba&#231;&#245;es da compreens&#227;o sem&#226;ntica que impedem a associa&#231;&#227;o entre a forma visual das palavras e o seu significado (via sem&#226;ntico-ortogr&#225;fica); c) dificuldades ao n&#237;vel pragm&#225;tico (n&#227;o compreens&#227;o dos aspectos comunicativos do discurso) que impedem os mecanismos de facilita&#231;&#227;o da leitura activados pelo contexto. Estes &#250;ltimos s&#227;o fundamentais nos est&#225;dios mais avan&#231;ados da leitura, na leitura r&#225;pida de grandes unidades de escrita. Enquanto as PEDL caracterizadas por dificuldades fonol&#243;gicas se associam aos padr&#245;es cl&#225;ssicos da dislexia fonol&#243;gica, as PEDL do tipo sem&#226;ntico-pragm&#225;tico t&#234;m defeitos de compreens&#227;o da leitura de texto. Nestas &#250;ltimas as dificuldades n&#227;o s&#227;o evidentes na leitura em voz alta, na sala de aula, mas podem comprometer toda a aprendizagem atrav&#233;s da leitura.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num extenso estudo longitudinal realizado no Reino Unido em crian&#231;as com PEDL, verificou-se, que pelos 15 anos de idade, cerca de 50% tinham capacidades de leitura dentro do normal (Stothard <i>et al,</i> 1998). Um dos indicadores de progn&#243;stico para a aquisi&#231;&#227;o da leitura e escrita nestas crian&#231;as &#233; o grau de desenvolvimento da linguagem no in&#237;cio da instru&#231;&#227;o prim&#225;ria (Bishop &#38; Adams, 1990, Bird <i>et al</i>., 1995). As crian&#231;as que recuperaram clinicamente das altera&#231;&#245;es da linguagem t&#234;m menos dificuldades em aprender a ler e a escrever.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Outro problema importante diz respeito &#224; preven&#231;&#227;o de problemas emocionais e do isolamento social. As perturba&#231;&#245;es mais frequentes s&#227;o as emocionais: ansiedade, depress&#227;o, baixa da auto-estima e isolamento. O risco de psicopatologia &#233; particularmente elevado quando existe hiperactividade ou um QI mais baixo. As crian&#231;as com perturba&#231;&#245;es pouco evidentes e, portanto, n&#227;o diagnosticadas, tamb&#233;m se encontram em risco. Cerca de 30% das crian&#231;as que requerem apoio psiqui&#225;trico (excluindo os d&#233;fices psic&#243;ticos graves) t&#234;m dificuldades da linguagem n&#227;o identificadas como tal. A n&#227;o compreens&#227;o dessas situa&#231;&#245;es associa-se a altera&#231;&#245;es do comportamento mais graves e mais frequentes do que nas crian&#231;as com PEDL previamente diagnosticadas (Cohen <i>et al.,</i> 1993).</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&#234;ncia: </a><a name="c0"></a></font></font></p>         <p><font face="Verdana" size="2">Morada para correspond&#234;ncia: Prof. Isabel Pav&#227;o Martins, Laborat&#243;rio de Estudos de Linguagem, Centro de Estudos Egas Moniz, Faculdade de Medicina de Lisboa, Hospital de Santa Maria 1600 Lisboa, Portugal. Tel. e fax: 21-7934480, e-mail: <a href="mailto:labling@mail.telepac.pt">labling@mail.telepac.pt</a></b></font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alcock, K. Passingham, R. E., Watkins, K. E., &#38; Vargha-Khadem, F. (2000). Oral dyspraxia in inherited speech and language impairment and acquired dysphasia. <i>Brain and Language, 75,</i>17-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489572&pid=S0874-2049200200010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Allen, D., &#38; Rapin, I. (1992). Autistic children are also dysphasic. In H. Naruse &#38; E. M. Omitz (Eds.), <i>Neurobiology of infantile autism</i> (pp. 157-168). Amsterd&#227;o: Excerpta Medica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489574&pid=S0874-2049200200010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">American Psychiatric Association (1994). <i>Diagnostic and statistical manual of mental disorders</i> (4.<sup>a</sup> ed.). Washington, DC: American Psychiatric Association.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Andrada, M. G. C. (1989). <i>Risco perinatal e desenvolvimento da linguagem.</i> Tese de Doutoramento, Faculdade de Medicina de Lisboa.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aram, D., Ekelman, B. L., &#38; Nation, J. E (1984). Preschoolers with language disorders: ten years later. <i>Journal of Speech and Hearing Research, 27,</i>232-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489578&pid=S0874-2049200200010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aram, D. M., Morris, R., &#38; Hall, N. G. (1992). The validity of discrepancy criteria for identifying children with developmental language disorders. <i>Journal of Learning Disabilities,</i> 25, 549-554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489580&pid=S0874-2049200200010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bates, E., Bretherton, I., &#38; Snyder, L. (1988). <i>From first words to grammar. Individual differences and dissociable mechanisms.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489582&pid=S0874-2049200200010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bates, E., &#38; Marchman, V. (1988). What is and is not universal in language aquisition. In F. Plum (Ed.), <i>Language, communication and the brain</i> (pp. 19-38). Nova Iorque: Raven Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489584&pid=S0874-2049200200010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bates, E., Wulfeck, B., &#38; MacWhinny, B. (1991). Cross linguistic research in aphasia: An overview. <i>Brain and Language, 41,</i>123-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489586&pid=S0874-2049200200010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bates, E., Marchman, V., Thai, D., Fenson, L., Dale, P., Reznick, J. S., Reilly, J., &#38; Hartung, J. (1994). Developmental and stylistic variation in the composition of early vocabulary. <i>Journal of Child Language, 21</i> (1), 85-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489588&pid=S0874-2049200200010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bates, E., Thai, D., Turner, D., Fenson, J., Aram, D., Eisele, J., &#38; Nass, R. (1997). From first words to grammar in children with focal brain injury. <i>Developmental Neuropsychology, 13,</i> 275-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489590&pid=S0874-2049200200010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bellugi, U., Bihrle, A., Neville, H., Jernigan, T., &#38; Doherty, S. (1991). Language, cognition and brain organization in a neurodevelopmental disorder. In W. Gunnar &#38; C. Nelson (Eds.), <i>Developmental behavioural neuroscience.</i> Hillsdale, Nova Jersia: Erbaum.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bird, J., Bishop, D. V. M., &#38; Freeman, N. H. (1995). Phonological awareness and literacy development in children with expressive phonological impairments. <i>Journal of Speech and Hearing Research, 38,</i>446-462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489593&pid=S0874-2049200200010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bishop, D. V. M. (2000). How does the brain learn language? Insights from the study of children with and without language impairment. <i>Developmental Medicine Child Neurology, 42,</i>133-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489595&pid=S0874-2049200200010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bishop, D. V. M., &#38; Adams, C. (1990). A prospective study of the relationship between specific language impairment, phonological disorders and reading retardation. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 31,</i>1027-1054.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489597&pid=S0874-2049200200010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bishop, D. V. M., &#38; Edmundson, A. (1987). Language-impaired four-years-olds: distinguishing transient from persistent impairment. <i>Journal of Speech and Hearing Disorders, 52,</i>156-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489599&pid=S0874-2049200200010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bishop, D. V. M., North, T., &#38; Donlan, C. (1995). Genetic basis of specific language impairment: evidence from a twin study. <i>Developmental Medicine Child Neurology,</i> 37,56-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489601&pid=S0874-2049200200010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bishop, D. V. M., North, T., &#38; Donland, C. (1996). Nonword repetition as a behavioural marker for inherited language impairment: evidence from a twin study. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 37,</i>391-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489603&pid=S0874-2049200200010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bishop, D., &#38; Rosenbloom, L. (1987). Childhood language disorders: Classification and overview. In W. Yule &#38; M. Rutter (Eds.), <i>Language development and disorders </i>(pp. 16-41). Clinics in developmental medicine n.&#176; 101/102. Oxford: Mac Keith Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489605&pid=S0874-2049200200010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Boucher, J. (1998). SPD as a distinct diagnostic entity: Logical considerations and directions for future research. <i>International Journal of Language &#38; Communication Disorders</i>, 33 (1): 71-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489607&pid=S0874-2049200200010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bretherton, L, McNews, S., Snyder, L., &#38; Bates, I. (1983). Individual differences at 20 months: Analytic and holistic strategies in language acquisition. <i>Journal of Child Language, 10,</i> 293-320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489609&pid=S0874-2049200200010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chiron, C., Jambaqu&#233;, I., Nabbout, R., Lounes, R., Syrota, A., &#38; Dulac, O. (1997). The right brain hemisphere is dominant in human infants. <i>Brain, 120,</i> 1057-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489611&pid=S0874-2049200200010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cohen, M., Campbell, R., &#38; Yaghmai, E (1989). Neuropathological abnormalities in Developmental Dysphasia. <i>Annals of Neurology, 25,</i>567-570.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489613&pid=S0874-2049200200010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cohen, N. J., Davine, M., Horodezky, N., Lipsett, L., &#38; Isaacson L. (1993). Unsuspected language impairment in psychiatrically disturbed children: Prevalence and language and behavioral characteristics. <i>Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry,</i> 32 (3), 595-603.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489615&pid=S0874-2049200200010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Conti-Ramsden, G., &#38; Botting, N. (1999). Classification of children with specific language impairment: Longitudinal considerations. <i>Journal of Speech, Language and Hearing Research, 42,</i> 1195-1204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489617&pid=S0874-2049200200010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dewey, D., Roy, E. A., Square-Storer, P. A., &#38; Hayden, D. (1988). Limb and oral praxic abilities of children with verbal sequencing deficits. <i>Developmental Medicine Child Neurology, 30,</i> 743-751.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489619&pid=S0874-2049200200010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duchowny, M., Jayakar, R, Harvey, A. S., Resnick, T., Alvarez, L., Dean, R, &#38; Levin, B. (1996). Language cortex representation: effects of developmental versus acquired pathology. <i>Annals of Neurology, 40,</i>31-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489621&pid=S0874-2049200200010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dugas, M., Gerard, C. L., Franc, S., &#38; Sagar, D. (1991). Natural history, course and prognosis of the Landau and Kleffner syndrome. In I. Pav&#227;o Martins, A. Castro-Caldas, H. R. van Dongen, &#38; A. van Hout (Eds.). <i>Acquired aphasia in children: acquisition and breakdown of language in the developing brain</i> (pp. 263-277). Dordrecht: Kluwer Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489623&pid=S0874-2049200200010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Echenne, B., Cheminal, R., Rivier, E, Negre, C., Touchon, J., &#38; Billiard, M. (1992). Epileptic electroencephalographic abnormalities and developmental dysphasias: a study of 32 patients. <i>Brain and Development, 14,</i> 216-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489625&pid=S0874-2049200200010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fey, M. E., Cleave, P. L., Long, S. H., &#38; Hughes, D. L. (1993). Two approaches to the facilitation of grammar in children with language impairment: An experimental evaluation. <i>Journal of Speech and Hearing Research, 36,</i>141-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489627&pid=S0874-2049200200010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fisher, S. E., Varga-Khadem, E, Watkins, K. E., Monaco, A. R, &#38; Pembrey, M. E. (1998). Localization of a gene implicated in a severe speech and language disorder. <i>Nature Genetics, 18,</i> 168-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489629&pid=S0874-2049200200010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fisher, K. W., &#38; Rose, S. P. (1994). Dynamic development of coordination of components in brain and behavior. In Geraldine Dawson &#38; Kurt W. Fisher (Eds.), <i>Human behavior and the developing brain</i> (pp. 3-66). Londres: The Guildford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489631&pid=S0874-2049200200010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fodor, J. A. (1983). <i>The modularity of mind.</i> Cambridge: MIT press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489633&pid=S0874-2049200200010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gathercole, S., &#38; Baddeley, A. (1990). Phonological memory deficits in language disordered children: is there a causal connection? <i>Journal of Memory and Language, 29,</i> 336-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489635&pid=S0874-2049200200010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gauger, L. M., Lombardino, L. J., &#38; Leonard, C. M. (1997). Brain morphology in children with specific language impairment. <i>Journal of Speech Language and Hearing Research, 40,</i>1272-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489637&pid=S0874-2049200200010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hall, N., &#38; Aram, D. M. (1996). Classification of developmental language disorders (DLD). In Isabelle Rapin (Ed.), <i>Preschool children with inadequate communication. Developmental language disorder, autism, low IQ</i> (pp. 10-20). Londres: McKeith Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489639&pid=S0874-2049200200010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Haynes, C. (1992). A longitudinal study of language impaired children from a residential school. In P. Fletcher &#38; D. Hall (Eds.), <i>Specific speech and language disorders in children</i> (pp. 166-182). Londres: Whurr Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489641&pid=S0874-2049200200010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hurst, J. A., Baraitzer, M., Auger, E., Graham, F., &#38; Norell, S. (1990). An extended family with a dominantly inherited speech disorder. <i>Developmental Medicine and Child Neurology, 32,</i>352-355.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489643&pid=S0874-2049200200010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hutcheson, G. D. &#38; Conti-Ramsden, G. (1992). Qualitative differences in the conversational interactions of SLI children and their younger siblings. In P. Fletcher &#38; D. Hall (Eds.) <i>Specific speech and language disorders in children</i> (pp. 18-28). Londres: Whurr Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489645&pid=S0874-2049200200010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Johnson, J., &#38; Newport, E. (1989). Critical period effects in second language learning. <i>Cognitive Psychology, 21,</i> 60-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489647&pid=S0874-2049200200010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kuhl, P. K., Williams, K. A., Lacerda, F., Stevens, K. N., &#38; Lindblom, B. (1992). Linguistic experience alters phonetic perception in Infants by six months of age. <i>Science, 255, </i>606-608.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489649&pid=S0874-2049200200010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Landau, W. M., &#38; Kleffner, J. F. (1957). Syndrome of acquired aphasia with convulsive disorder in children. <i>Neurology,</i> 7, 523-530.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489651&pid=S0874-2049200200010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Locke, J. L. (1994). Gradual emergence of developmental language disorders. <i>Journal of Speech and Hearing Research, 37,</i> 608-616.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489653&pid=S0874-2049200200010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lou, H. C., Henriksen, L., &#38; Bruhn, P. (1990). Focal cerebral dysfunction in developmental learning disabilities. <i>Lancet, 335,</i> 8-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489655&pid=S0874-2049200200010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maquet, P., Hirsh, E., Dive, D., Salmon, E., Marescaux, C., &#38; Frank, G. (1990). Cerebral glucose utilization during sleep in Landau-Kleffner syndrome: a PET study. <i>Epilepsia, 31,</i> 778-783.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489657&pid=S0874-2049200200010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Martins, I. P., Antunes, N. L., Castro-Caldas, A., &#38; Antunes, J. L. (1995). Atypical dominance for language in developmental dysphasia. <i>Developmental Medicine and Child Eurology, 37,</i> 85-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489659&pid=S0874-2049200200010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Martins, I. P., &#38; Ferro, J. M. (1991). Recovery from aphasia and lesion size in the temporal lobe. In I. P. Martins, A. Castro-Caldas, H. R. van Dongen &#38; A. van Hout (Eds.), <i>Acquired aphasia in children: acquisition and breakdown of language in the developing brain</i> (pp. 171-184). Dordrecht: Kluwer Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489661&pid=S0874-2049200200010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Martins, I. P., Ferro, J. M., &#38; Antunes, N. L. (1992). Landau and Kleffner syndrome. Dichotic listening performance and outcome of aphasia. <i>Approche Neuropsychologique des Apprentissages chez I&#39;Enfant et l&#39;Adolescent, 1,</i> 26-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489663&pid=S0874-2049200200010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McLaughlin, J. F., &#38; Kriegsmann, E. (1980). Developmental dyspraxia in a family with X-linked mental retardation (Rennpenning Syndrome). <i>Developmental Medicine and Child Neurology, 22,</i> 84-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489665&pid=S0874-2049200200010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mutton, D. E., &#38; Lea, J. (1980). Chromosome studies of children with specific speech and language delay. <i>Developmental Medicine and Child Neurology, 22,</i> 588-594.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489667&pid=S0874-2049200200010000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pascual-Leone, A., Grafman, <i>J.,</i> &#38; Hallet, M. (1994). Modulation of cortical neurons output maps during development of implicit and explicit knowledge. <i>Science, 263,</i> 1287-1289</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489669&pid=S0874-2049200200010000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pennington, B. F., Bender, B., Puck, M., Salenblatt, J., &#38; Robinson, A. (1982). Learning disabilities in children with sex chromosome anomalies. <i>Child Development, 53, </i>1182-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489670&pid=S0874-2049200200010000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Plante, E., Swisher, L., &#38; Vance, R. (1991). MRI findings in boys with specific language impairment. <i>Brain and Language, 41,</i> 52-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489672&pid=S0874-2049200200010000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Plooij, F. X., &#38; van de Rijt-Plooij, H. H. C. (1989). Vulnerable periods during infancy: Hierarchically reorganized systems control, stress and disease. <i>Ethology and Sociobiology,</i> 10, 279 &#8212;296.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489674&pid=S0874-2049200200010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rapin, I. (1996a). Practitioner Review: Developmental language disorders: A clinical update. <i>Journal of the Child Psychology and Psychiatry, 37,</i> 643-655.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489676&pid=S0874-2049200200010000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rapin, I. (Ed.) (1996b). <i>Preschool children with inadequate communication: developmental, language disorder, autism, low IQ.</i> Londres: McKeith Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489678&pid=S0874-2049200200010000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rapin, I., &#38; Allen, D. A. (1983). Developmental language disorders: Nosologic considerations. In U. Kirk (Ed.), <i>Neuropsychology of Language, Reading and Spelling</i> (pp. 155-184). Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489680&pid=S0874-2049200200010000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rapin, I., &#38; Allen, D. A. (1988). Syndromes in developmental dysphasia and adult aphasia. In F. Plum (Ed.), <i>Language, communication and the brain</i> (pp. 57-75). Nova Iorque: Raven Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489682&pid=S0874-2049200200010000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rapin, I., &#38; Allen, D. A. (1998). The semantic-pragmatic deficit disorder: classification issues. <i>International Journal of Language and Communication Disorders, 33</i> (1), 83-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489684&pid=S0874-2049200200010000200059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rice, M. L. (2000). Grammatical symptoms of specific language impairment. In Dorothy V. M. Bishop &#38; Laurence B. Leonard (Eds.), <i>Speech and language impairments in children: causes, characteristics, intervention and outcome</i> (pp. 17-34). Hove: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489686&pid=S0874-2049200200010000200060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Robinson, R. J. (1991). Causes and associations of severe and persistent specific speech and language disorders in children. <i>Developmental Medicine and Child Neurology, 33, </i>943-962.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489688&pid=S0874-2049200200010000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rom, A., &#38; Leonard, L. (1990). Deficits in grammatical morphology in specifically language impaired children: Preliminary evidence from Hebrew. <i>Clinical Linguist and Phonetics, 4,</i> 93-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489690&pid=S0874-2049200200010000200062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schiff-Meyers, N. (1988). Hearing children of deaf parents. In D. V. M. Bishop &#38; K. Mgford (Eds.), <i>Language development in exceptional circumstances.</i> Edimburgo: Curchill Livingtone.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489692&pid=S0874-2049200200010000200063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Silva, P. A. (1987). Epidemiology, longitudinal course and some associated features: An update. In W. Yule &#38; M. Rutter (Eds.), <i>Language development and disorders</i> (pp. 1-15). Clinics in Developmental Medicine, 101/102. Londres: Mac Keith Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489694&pid=S0874-2049200200010000200064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Snowling, M. J. (2000). Language and literacy skills: Who is at risk and why? In D. V. M. Bishop &#38; L. B. Leonard (Ed.), <i>Speech and language impairments in children: causes, characteristics, intervention and outcome</i> (pp. 245-259). Hove: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489696&pid=S0874-2049200200010000200065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stark, R. E., &#38; Tallal, P. (1981). Selection of children with specific language deficits. <i>Journal of Speech and Hearing Disorders, 46,</i>114-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489698&pid=S0874-2049200200010000200066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stothard, S. E., &#38; Hulme, C. (1992). Reading comprehension difficulties in children: The role of language comprehension and working memory skills. <i>Reading and Writing, 4,</i>245-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489700&pid=S0874-2049200200010000200067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Swanson, H. L. (1993). Working memory in learning disability subgroups. <i>Journal of Experimental and Child Psychology, 56,</i> 87-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489702&pid=S0874-2049200200010000200068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tallal, R, Stark, R., &#38; Mellits, D. (1985). Identification of language impaired children on the basis of rapid perception and production skills. <i>Brain and Language, 25,</i> 314-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489704&pid=S0874-2049200200010000200069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tallal, R, Towsend, J., Curtiss, S., &#38; Wulfeck, B. (1991). Phenotypic profiles of language-impaired children based on genetic/family history. <i>Brain and Language, 41,</i> 81-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489706&pid=S0874-2049200200010000200070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tomblin, J. B., Records, N. L., Buckwalter, R, Zhang, X., Smith, E., &#38; O&#39;Brien, M. (1997). Prevalence of specific language impairment in kindergarten children. <i>Journal of Speech Language and Hearing Research, 40,</i>1245-1260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489708&pid=S0874-2049200200010000200071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Trauner, D., Wulfeck, B., Tallal, R, &#38; Hesselink, J. (2000). Neurological and MRI profiles of children with developmental language impairment. <i>Developmental Medicine Child Neurology, 42,</i>470-475.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489710&pid=S0874-2049200200010000200072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tuchman, R. R, Rapin, L, &#38; Shinnar, S. (1988). The incidence of seizures in children with communication disorders. <i>Annals of Neurology (Abstract), 24</i> (2), 326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489712&pid=S0874-2049200200010000200073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
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