<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-2049</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psicologia]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-2049</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Psicologia (APP)Edições Colibri]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-20492002000100004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17575/rpsicol.v16i1.469</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Envelhecimento e declínio cognitivo ligeiro]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aging and mild cognitive impairment]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Filipa Correia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guerreiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuela Gil]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Faculdade de Medicina de Lisboa Centro de Estudos Egas Moniz Laboratório de Estudos de Linguagem]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>59</fpage>
<lpage>77</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-20492002000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-20492002000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-20492002000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Várias capacidades cognitivas sofrem alterações com a idade. Nalguns casos estas alterações são superiores às esperadas num envelhecimento normal, podendo ser indicativas de estados iniciais de demência. As situações de transição entre o envelhecimento normal e a demência têm merecido particular atenção nos últimos anos. Vários conceitos surgiram para caracterizar estas situações de declínio cognitivo sem demência. O declínio cognitivo ligeiro (DCL de MCI - mild cognitive impairment) (Petersen et al, 1999) é um desses conceitos e o que mais tem sido utilizado ultimamente. Saber se essas situações evoluem para demência, em particular para-doença de Alzheimer (DA), é uma das preocupações actuais nesta área.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Normal aging of the nervous system is characterized by slow, most of the time continuous, changes in several cognitive processes. Sometimes this changes exceed what is expected for normal aging. This is frequently the case with memory changes. The problem, for the clinician, is to know whether these changes reflect normal aging or represent an incipient dementia. A number of clinical labels have been proposed to describe these states of cognitive impairment without dementia. The concept of mild cognitive impairment (MCI, Petersen et al, 1999) has predominated. To determine if the presence of MCI leads to an increased risk of developing Alzheimer's disease (AD) is one of the major concerns in this area.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Envelhecimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[declínio cognitivo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[demência]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Envelhecimento e decl&#237;nio cognitivo ligeiro</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Aging and mild cognitive impairment</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Filipa Correia Ribeiro<sup>1</sup>;  Manuela Gil Guerreiro<sup>2</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1-2</sup>Laborat&#243;rio de Estudos de Linguagem, Centro de Estudos Egas Moniz, Faculdade de Medicina de Lisboa.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rias capacidades cognitivas sofrem altera&#231;&#245;es com a idade. Nalguns casos estas altera&#231;&#245;es s&#227;o superiores &#224;s esperadas num envelhecimento normal, podendo ser indicativas de estados iniciais de dem&#234;ncia. As situa&#231;&#245;es de transi&#231;&#227;o entre o envelhecimento normal e a dem&#234;ncia t&#234;m merecido particular aten&#231;&#227;o nos &#250;ltimos anos. V&#225;rios conceitos surgiram para caracterizar estas situa&#231;&#245;es de decl&#237;nio cognitivo sem dem&#234;ncia. O decl&#237;nio cognitivo ligeiro (DCL de MCI &#8212; <i>mild cognitive impairment</i>) (Petersen <i>et al,</i> 1999) &#233; um desses conceitos e o que mais tem sido utilizado ultimamente. Saber se essas situa&#231;&#245;es evoluem para dem&#234;ncia, em particular para-doen&#231;a de Alzheimer (DA), &#233; uma das preocupa&#231;&#245;es actuais nesta &#225;rea.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> : Envelhecimento, decl&#237;nio cognitivo, dem&#234;ncia.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Normal aging of the nervous system is characterized by slow, most of the time continuous, changes in several cognitive processes. Sometimes this changes exceed what is expected for normal aging. This is frequently the case with memory changes. The problem, for the clinician, is to know whether these changes reflect normal aging or represent an incipient dementia. A number of clinical labels have been proposed to describe these states of cognitive impairment without dementia. The concept of mild cognitive impairment (MCI, Petersen <i>et al,</i> 1999) has predominated. To determine if the presence of MCI leads to an increased risk of developing Alzheimer&#39;s disease (AD) is one of the major concerns in this area.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O envelhecimento &#233; um processo natural m&#250;ltiplo e gradual, do qual n&#227;o se conhecem ainda, na totalidade, as causas e o seu o in&#237;cio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rias capacidades cognitivas sofrem altera&#231;&#245;es com a idade, provavelmente relacionadas com diminui&#231;&#245;es na velocidade de processamento, na capacidade de concentra&#231;&#227;o e na capacidade de utilizar estrat&#233;gias eficazes de aprendizagem. Nalguns casos estas altera&#231;&#245;es s&#227;o superiores &#224;s esperadas num envelhecimento normal, podendo ser indicativas de estados iniciais de dem&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma das quest&#245;es que ainda divide os especialistas consiste em saber se a dem&#234;ncia, em particular a doen&#231;a de Alzheimer (DA), &#233; uma consequ&#234;ncia inevit&#225;vel do envelhecimento ou se &#233; uma patologia espec&#237;fica que se manifesta a partir de determinada idade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta quest&#227;o tem preocupado os investigadores, desde a identifica&#231;&#227;o da doen&#231;a de Alzheimer, uma vez que as altera&#231;&#245;es que surgem na DA s&#227;o semelhantes, em alguns aspectos, ao envelhecimento normal. De facto, os seus marcadores an&#225;tomo-patol&#243;gicos como os novelos fibrilares e as placas neur&#237;ticas, a perda celular e at&#233; determinados marcadores gen&#233;ticos, est&#227;o tamb&#233;m presentes nos casos de envelhecimento sem DA (Price <i>et al,</i> 1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A mem&#243;ria &#233; a primeira capacidade cognitiva afectada, na maioria dos casos de dem&#234;ncia degenerativa, e uma das capacidades que sofre modifica&#231;&#245;es evidentes durante o envelhecimento normal. Simultaneamente, &#233; respons&#225;vel por um grande n&#250;mero de queixas em sujeitos com mais de cinquenta anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As situa&#231;&#245;es de transi&#231;&#227;o entre o envelhecimento normal e a dem&#234;ncia t&#234;m merecido particular aten&#231;&#227;o nos &#250;ltimos anos. V&#225;rios conceitos surgiram para caracterizar estas situa&#231;&#245;es de decl&#237;nio cognitivo sem dem&#234;ncia. O decl&#237;nio cognitivo ligeiro (DCL de MCI &#8212; <i>mild cognitive impairment;</i>Petersen <i>et al.</i> 1999) &#233; um desses conceitos e o que mais tem sido utilizado ultimamente. Saber se essas situa&#231;&#245;es evoluem para dem&#234;ncia, em particular para DA, &#233; uma das preocupa&#231;&#245;es actuais nesta &#225;rea. Por um lado, &#233; necess&#225;rio prever em que casos essa evolu&#231;&#227;o se far&#225; e encontrar os instrumentos adequados a uma detec&#231;&#227;o t&#227;o precoce quanto poss&#237;vel. Por outro, &#233; necess&#225;rio conhecer os mecanismos biol&#243;gicos dessa evolu&#231;&#227;o, para poder intervir farmacologicamente quando isso for poss&#237;vel.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Altera&#231;&#245;es cognitivas relacionadas com a idade</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b><i>M&#233;todos de estudo</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o das altera&#231;&#245;es cognitivas relacionadas com a idade tem sido feita em estudos transversais ou longitudinais, de natureza diferente e ambos com aspectos positivos e negativos. Nos estudos transversais comparam-se, em determinada altura no tempo, os resultados obtidos por grupos de idades diferentes. Os aspectos negativos deste tipo de estudos relacionam-se, entre outras, com a dificuldade de controlar factores relacionados com a escolaridade e com a dificuldade de detec&#231;&#227;o de casos de doen&#231;a demenciante nas fases iniciais, ou incipientes, nos grupos mais idosos. Os estudos longitudinais seguem um grupo de sujeitos (<i>cohort</i>) durante v&#225;rios anos e testam esses indiv&#237;duos em v&#225;rias fases da vida. S&#227;o estudos complicados pelo tempo que demoram, os custos envolvidos e a dificuldade em manter a amostra ao longo dos anos. Al&#233;m destes aspectos &#233; necess&#225;rio evitar os efeitos de aprendizagem que se podem fazer sentir ao avaliar consecutivamente um mesmo sujeito com uma mesma tarefa. Embora morosos e de custos elevados, hoje em dia, quando necess&#225;rio e poss&#237;vel efectuam-se estudos de caracter&#237;sticas m&#250;ltiplas: dois ou mais estudos transversais conduzidos em dois ou mais momentos ou dois ou mais estudos longitudinais em grupos diferentes (Cavanaugh, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Cuidados a ter quando se estudam sujeitos de idades avan&#231;adas. A defini&#231;&#227;o de uma popula&#231;&#227;o normal</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A defini&#231;&#227;o de normal para as popula&#231;&#245;es idosas levanta alguns problemas, n&#227;o existindo ainda um consenso generalizado sobre a forma de o fazer. As altera&#231;&#245;es do funcionamento cognitivo podem estar relacionadas com o processo de envelhecimento do c&#233;rebro (no qual pode estar envolvido o envelhecimento geral do organismo que causa altera&#231;&#245;es sensoriais, motoras, circulat&#243;rias e hormonais), com o surgimento de doen&#231;as degenerativas, bem como com altera&#231;&#245;es no estilo de vida (reforma, diminui&#231;&#227;o dos contactos sociais).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se considerarmos normais os idosos em condi&#231;&#245;es &#243;ptimas de envelhecimento, sem doen&#231;a sist&#233;mica ou neurol&#243;gica e sem decl&#237;nio cognitivo, ent&#227;o estaremos a falar de uma franja muito reduzida da popula&#231;&#227;o. A defini&#231;&#227;o de envelhecimento &#243;ptimo aplica-se a sujeitos cujo n&#237;vel de actividade cognitiva n&#227;o sofre altera&#231;&#245;es com a idade, podendo mesmo ultrapassar o de sujeitos jovens. Outra defini&#231;&#227;o &#233; a de envelhecimento de sucesso. Os velhos de sucesso s&#227;o aqueles que, apesar de sofrerem algumas altera&#231;&#245;es do ponto de vista cognitivo, adaptam-se a essas altera&#231;&#245;es, sendo capazes de manter a sua actividade e uma qualidade de vida satisfat&#243;ria (UCB, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A situa&#231;&#227;o mais frequente e que, talvez por isso, deva ser considerada como a normal, &#233; a dos sujeitos que, durante o processo de envelhecimento, apresentam situa&#231;&#245;es como hipertens&#227;o, doen&#231;a coron&#225;ria, altera&#231;&#245;es sensoriais e outras, que devem ser avaliadas para se entender em que medida provocam modifica&#231;&#245;es nas capacidades cognitivas (Peterson, 2000b).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Alguns autores s&#227;o de opini&#227;o de que se devem excluir dos estudos de envelhecimento normal n&#227;o s&#243; os sujeitos com estados iniciais de dem&#234;ncia como tamb&#233;m os que, pela presen&#231;a de patologias associadas &#224; idade, est&#227;o em maior risco de desenvolver dem&#234;ncia (Goldman <i>et al,</i> 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Altera&#231;&#245;es cerebrais relacionadas com a idade</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Altera&#231;&#245;es biol&#243;gicas</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As altera&#231;&#245;es biol&#243;gicas relacionadas com o envelhecimento s&#227;o m&#250;ltiplas, embora n&#227;o sejam totalmente conhecidas as rela&#231;&#245;es entre elas. As altera&#231;&#245;es morfol&#243;gicas, anat&#243;micas e bioqu&#237;micas no c&#233;rebro de adultos idosos ocorrem numa percentagem significativa de indiv&#237;duos, mas n&#227;o em todos. Os estudos longitudinais permitir&#227;o obter resultados mais claros quanto &#224; evolu&#231;&#227;o temporal destas altera&#231;&#245;es.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A medi&#231;&#227;o dos volumes cerebrais revela uma atrofia cerebral progressiva na maioria (mas n&#227;o em todos) dos sujeitos dos estudos efectuados, sendo a perda neuronal a causa mais frequentemente apontada para essa atrofia. Os estudos contradizem-se quanto &#224; idade de in&#237;cio desta diminui&#231;&#227;o de volume cerebral. Alguns autores obtiveram medidas que sugerem altera&#231;&#245;es desde a segunda d&#233;cada de vida, enquanto outros referem altera&#231;&#245;es s&#243; a partir dos 60 anos (Creasey &#38; Rapoport, 1985). Estudos histol&#243;gicos caracterizaram as altera&#231;&#245;es estruturais que os neur&#244;nios sofrem durante o envelhecimento. Algumas dessas altera&#231;&#245;es, como as placas neur&#237;ticas e os novelos fibrilhares, permitem, consoante a sua distribui&#231;&#227;o, fazer o diagn&#243;stico de doen&#231;a de Alzheimer (Price <i>et al,</i> 1991). A utiliza&#231;&#227;o de t&#233;cnicas de medi&#231;&#227;o da actividade metab&#243;lica cerebral como a TEP &#8212; tomografia por emiss&#227;o de positr&#245;es &#8212;, e a RMF &#8212; resson&#226;ncia magn&#233;tica funcional &#8212;, tem demonstrado uma redu&#231;&#227;o do metabolismo de glucose em certas &#225;reas cerebrais, nomeadamente no lobo temporal e no lobo frontal, e do fluxo sangu&#237;neo cerebral. Alguns autores s&#227;o de opini&#227;o que estas altera&#231;&#245;es est&#227;o relacionadas com a presen&#231;a de outras patologias, nomeadamente vasculares (Creasey &#38; Rapoport, 1985), que podem ser evit&#225;veis com o envelhecimento. Estudos recentes revelam diferen&#231;as na lateraliza&#231;&#227;o da actividade metab&#243;lica relacionada com v&#225;rias tarefas cognitivas entre adultos jovens e mais velhos (Cabeza, 2001). Redu&#231;&#245;es no fluxo sangu&#237;neo, em alguns vasos, s&#227;o tamb&#233;m relatadas, bem como altera&#231;&#245;es na quantidade de neurotransmissores, receptores e outras altera&#231;&#245;es bioqu&#237;micas (Katzman &#38; Rowe, 1992; Cavanaugh, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Altera&#231;&#245;es cognitivas</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No in&#237;cio do s&#233;culo XX o aparecimento de testes psicom&#233;tricos permitiu a avalia&#231;&#227;o objectiva de v&#225;rias capacidades cognitivas. A aplica&#231;&#227;o desses testes a grupos et&#225;rios mais avan&#231;ados revelou diferen&#231;as nos desempenhos relacionadas com a idade em alguns testes (Wechsler, 1955). Essas diferen&#231;as n&#227;o se faziam sentir nos testes de conhecimento sem&#226;ntico e de capacidades verbais. A psicologia cognitiva e as neuroci&#234;ncias t&#234;m tamb&#233;m estudado, com regularidade e, em particular, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, as altera&#231;&#245;es cognitivas relacionadas com o envelhecimento. As altera&#231;&#245;es em v&#225;rios aspectos da aten&#231;&#227;o, da velocidade de processamento, da linguagem, da aprendizagem e da mem&#243;ria est&#227;o hoje bem documentadas e t&#234;m-se procurado as raz&#245;es para essas mudan&#231;as (Katzman &#38; Terry, 1992; Cavanaugh, 1993; Albert, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um aspecto relevante e consensual destes estudos &#233; o aumento da variabilidade das respostas com a idade. Um estudo recente, numa comunidade finlandesa, revelou que uma amostra n&#227;o seleccionada da popula&#231;&#227;o, sem queixas espont&#226;neas cognitivas ou funcionais, era de facto composta por grupos com perfis neuropsicol&#243;gicos diferentes (Ylikoski <i>et al,</i> 1999). Embora a variabilidade nos desempenhos em testes neuropsicol&#243;gicos aumente nos grupos et&#225;rios mais velhos, os resultados obtidos em v&#225;rios testes pioram com a idade, como se pode verificar pelos valores normativos dos mesmos. Estas altera&#231;&#245;es est&#227;o bem documentadas sobretudo para os v&#225;rios tipos de mem&#243;ria.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Altera&#231;&#245;es da mem&#243;ria</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; mem&#243;ria, as altera&#231;&#245;es podem fazer-se sentir em processos diferentes. A literatura sobre o assunto &#233; extensa e nem sempre consensual. Algumas capacidades da mem&#243;ria parecem sofrer grandes modifica&#231;&#245;es com a idade e outras s&#227;o relativamente resistentes ao envelhecimento (Katzman <i>&#38;</i> Terry, 1992).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mem&#243;ria de curto termo, imediata ou prim&#225;ria</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos estudos n&#227;o mostra altera&#231;&#245;es relevantes nesta capacidade com o envelhecimento, quando avaliada com tarefas de repeti&#231;&#227;o directa de s&#233;ries de d&#237;gitos ou de palavras.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mem&#243;ria de trabalho</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A mem&#243;ria de trabalho (Baddeley, 1986) foi implicada nas altera&#231;&#245;es que surgem com o envelhecimento normal. A capacidade da mem&#243;ria de trabalho e a ansa fonol&#243;gica avaliadas, pelas tarefas de <i>digit spart</i> (repeti&#231;&#227;o de s&#233;ries de d&#237;gitos), n&#227;o parece sofrer muito com o envelhecimento, como j&#225; ficou dito atr&#225;s. No entanto, nos <i>spans</i> inversos (repeti&#231;&#227;o inversa de s&#233;ries de d&#237;gitos), em que a tarefa exige mais do executivo central, existe um decr&#233;scimo com a idade (Carlesimo <i>et al, </i>1998). De resto, muitas das altera&#231;&#245;es do funcionamento cognitivo, relacionadas com o envelhecimento, parecem estar relacionadas com o executivo central e a sua capacidade de gerir a nova informa&#231;&#227;o e conjug&#225;-la com a que est&#225; dentro do sistema cognitivo. Parece ser esse o caso das dificuldades sentidas pelos adultos mais velhos em tarefas de aten&#231;&#227;o dividida em paradigmas de <i>dual-task</i> (tarefa concorrente) (Baddeley, 1998).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mem&#243;ria de longo termo</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A mem&#243;ria de longo termo &#233; constitu&#237;da por sistemas ou processos diferentes, nomeadamente a mem&#243;ria declarativa e a n&#227;o declarativa (Squire, 1987). Da mem&#243;ria declarativa fazem parte os sistemas que lidam com os acontecimentos num contexto espacio temporal, a chamada mem&#243;ria epis&#243;dica, e os sistemas que lidam com a informa&#231;&#227;o factual, a mem&#243;ria sem&#226;ntica. Nas mem&#243;rias n&#227;o declarativas ou impl&#237;citas incluem-se os procedimentos motores e cognitivos, os condicionamentos e o <i>priming</i> (Squire &#38; Knowlton, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mem&#243;ria epis&#243;dica</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; na mem&#243;ria epis&#243;dica que se fazem sentir as maiores altera&#231;&#245;es durante o envelhecimento. A gravidade das altera&#231;&#245;es varia com o tipo de material a ser processado e com a forma como &#233; codificado e evocado. Carlesimo <i>et al.</i> (1998) encontraram um continuum no decl&#237;nio de quase todas as tarefas de mem&#243;ria epis&#243;dica, desde os jovens adultos at&#233; aos adultos idosos, decl&#237;nio esse que se continua na doen&#231;a de Alzheimer. Davis <i>et al.</i> (2001) obtiveram resultados que mostram que os sujeitos idosos t&#234;m notas progressivamente mais baixas em todos os testes de mem&#243;ria declarativa ao longo dos 10 anos que durou o estudo. Le Moal <i>et al.</i> (1997) estudaram o desempenho de jovens, idosos e doentes de Alzheimer numa tarefa de aprendizagem de listas semanticamente relacionadas, e conclu&#237;ram que o grupo de idosos (saud&#225;veis) obtinha valores mais baixos que os adultos jovens em todas as medidas. Petersen <i>et al.</i> (1992), num estudo transversal, compararam as capacidades de mem&#243;ria e aprendizagem de adultos, dos 60 aos 100 anos, agrupados por d&#233;cadas de idade. Conclu&#237;ram que existia um decl&#237;nio constante e significativo da aprendizagem com a idade, mas que a capacidade de evoca&#231;&#227;o se mantinha relativamente est&#225;vel. Pelo contr&#225;rio, em fases iniciais de DA, s&#227;o as tarefas de evoca&#231;&#227;o com intervalo de interfer&#234;ncia as primeiras a mostrar deteriora&#231;&#227;o (Welsh <i>et al,</i> 1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Mem&#243;ria sem&#226;ntica</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos estudos n&#227;o mostra altera&#231;&#245;es significativas na mem&#243;ria sem&#226;ntica com o envelhecimento. As diferen&#231;as encontradas na avalia&#231;&#227;o da mem&#243;ria sem&#226;ntica dependem das medidas usadas. Alguns testes cujo resultado depende do acesso ao l&#233;xico encontram-se alterados. Este facto parece dependente de altera&#231;&#245;es relacionadas com a velocidade de processamento que afecta a recupera&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o e n&#227;o com a perda de informa&#231;&#227;o (como acontece na DA). Ainda no estudo de Carlesimo <i>et al.</i> (1998), foram encontradas altera&#231;&#245;es progressivas na mem&#243;ria sem&#226;ntica, desde os adultos jovens at&#233; aos idosos normais, com deteriora&#231;&#227;o mais acentuada nos sujeitos com dem&#234;ncia (em provas de flu&#234;ncia verbal e de conhecimento geral). Quando os sujeitos idosos, sem dem&#234;ncia, recebem ajudas (sem&#226;nticas ou fonol&#243;gicas) ou quando a mem&#243;ria &#233; testada com tarefas de reconhecimento, a diferen&#231;a entre novos e velhos deixa de ser significativa. Estes resultados revelam dificuldades no acesso &#224; informa&#231;&#227;o, mas s&#227;o contra a ideia de perda da informa&#231;&#227;o sem&#226;ntica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Mem&#243;ria prospectiva</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este &#233; o tipo de mem&#243;rias que usamos para cumprir os nossos compromissos, &#233; a nossa agenda interna. Este tipo de mem&#243;ria para ac&#231;&#245;es que devem ser desencadeadas num futuro mais ou menos pr&#243;ximo, &#233; muito importante para a independ&#234;ncia funcional. Os poucos resultados publicados sobre altera&#231;&#245;es no envelhecimento neste tipo de mem&#243;ria reflectem provavelmente a dificuldade de estudar este tipo de mem&#243;ria em laborat&#243;rio. O RBMT <i>(Rivermead Behavioral Memory Test</i>; Wilson <i>et al.,</i> 1985) &#233; um teste de mem&#243;ria comportamental que foi desenvolvido no Reino Unido com o prop&#243;sito de avaliar altera&#231;&#245;es na mem&#243;ria ap&#243;s les&#227;o cerebral. &#201; constitu&#237;do por testes que tentam avaliar, em laborat&#243;rio, tarefas em que os sujeitos com les&#227;o cerebral e alguns idosos com alguma deteriora&#231;&#227;o cognitiva t&#234;m dificuldades no dia-a-dia. Muitos destes sujeitos t&#234;m queixas relacionadas com a mem&#243;ria prospectiva.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando se utilizou o RBMT para avaliar sujeitos com mais de 60 anos verificou-se que as provas mais sens&#237;veis ao efeito da idade eram, de facto, as provas de mem&#243;ria prospectiva (Cockburn &#38; Smith, 1991). No entanto, alguns estudos indicam que, se for poss&#237;vel a utiliza&#231;&#227;o de ajudas externas, os sujeitos idosos tem desempenhos na mem&#243;ria prospectiva t&#227;o bons quanto os sujeitos mais novos. No caso de sujeitos com decl&#237;nio cognitivo sem dem&#234;ncia e em fases iniciais de dem&#234;ncia, a mem&#243;ria prospectiva pode estar alterada, estando o desempenho destas tarefas totalmente dependente de ajudas externas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Mem&#243;ria impl&#237;cita</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos estudos n&#227;o encontra altera&#231;&#245;es na mem&#243;ria impl&#237;cita, com o envelhecimento. Em rela&#231;&#227;o &#224; mem&#243;ria de procedimentos, Carlesimo <i>et al.</i> (1998), estudaram o desempenho de grupos de adultos normais de idades diferentes e um grupo de DA, e n&#227;o encontraram altera&#231;&#245;es em tarefas de aprendizagem visuo-motoras e visuoperceptivas. No j&#225; citado estudo de Davis <i>et al.</i> (2001), e apesar de os desempenhos dos idosos serem inferiores aos dos jovens, n&#227;o foi medida nenhuma deteriora&#231;&#227;o ao longo dos 10 anos do estudo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os processos mn&#233;sicos mais afectados durante o envelhecimento s&#227;o os da mem&#243;ria epis&#243;dica (Small <i>et al,</i> 1999), estando sobretudo comprometidos os processos relacionados com a evoca&#231;&#227;o espont&#226;nea e, em menor grau, os processos de aprendizagem de informa&#231;&#227;o nova. Foram apontados v&#225;rios factores que contribuem para estas dificuldades como, por exemplo, a n&#227;o utiliza&#231;&#227;o de estrat&#233;gias eficazes na codifica&#231;&#227;o dos est&#237;mulos, as altera&#231;&#245;es na aten&#231;&#227;o, no executivo central e na velocidade de processamento. Estes factores encontram-se todos relacionados, sendo dif&#237;cil apontar um s&#243;. Nos casos de DA os processos mn&#233;sicos sofrem altera&#231;&#245;es mais graves, existindo, desde as fases iniciais, dificuldades marcadas na aprendizagem (Morris &#38; Fulling, 1988). V&#225;rias caracter&#237;sticas do defeito de mem&#243;ria podem ajudar a distinguir DA de outras altera&#231;&#245;es mn&#233;sicas. Em provas de aprendizagem com interfer&#234;ncia, os desempenhos s&#227;o muito baixos nestes doentes e n&#227;o melhoram com ajuda (Petersen <i>et al,</i> 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Resta saber porque &#233; que h&#225; sujeitos que n&#227;o sofrem altera&#231;&#245;es cognitivas durante o envelhecimento e outros apresentam altera&#231;&#245;es, algumas progressivas, que conduzem ao aparecimento quadros demenciais (na maioria DA).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A hip&#243;tese frontal</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As altera&#231;&#245;es referidas em rela&#231;&#227;o &#224; mem&#243;ria, bem como as outras atr&#225;s descritas, podem ser compreendidas como resultantes de altera&#231;&#245;es nos circuitos neuronais de que faz parte o lobo frontal (Greenwood, 2000). O envolvimento do lobo frontal nas tarefas em que os idosos t&#234;m piores resultados tem sido demonstrado em muitos estudos de activa&#231;&#227;o cerebral, apoiando a hip&#243;tese frontal. S&#227;o exemplos as tarefas de mem&#243;ria de trabalho que exigem a participa&#231;&#227;o do executivo central, a codifica&#231;&#227;o e a recupera&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o em tarefas de mem&#243;ria epis&#243;dica (modelo HERA, Tulving <i>et al.</i> (1994)) e a mem&#243;ria prospectiva. No entanto, os dados n&#227;o s&#227;o ainda conclusivos, tanto mais que as altera&#231;&#245;es estruturais e metab&#243;licas mais acentuadas se fazem sentir, como ficou dito, tamb&#233;m nos lobos temporais (Rabbitt &#38; Lowe, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Do envelhecimento normal &#224; dem&#234;ncia passando pelo decl&#237;nio cognitivo ligeiro</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As altera&#231;&#245;es cognitivas resultantes do envelhecimento t&#234;m um impacto vari&#225;vel na vida de cada um. As altera&#231;&#245;es da mem&#243;ria s&#227;o a raz&#227;o das primeiras queixas espont&#226;neas e frequentemente a causa da ida ao neurologista. Em muitos casos, essas queixas n&#227;o s&#227;o corroboradas pelos testes neuropsicol&#243;gicos, sendo consideradas normais para o grupo et&#225;rio e de escolaridade a que o sujeito pertence. Noutros casos, a avalia&#231;&#227;o neuropsicol&#243;gica d&#225; conta de um decl&#237;nio cognitivo (quase sempre atingindo as capacidades mn&#233;sicas), mais acentuado que aquele que era esperado para o grupo a que pertence o sujeito.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A presen&#231;a deste decl&#237;nio na mem&#243;ria n&#227;o &#233; sin&#243;nimo de instala&#231;&#227;o de dem&#234;ncia, mas v&#225;rios estudos sugerem que, numa percentagem significativa, pode corresponder a uma fase incipiente de DA. Identificar a doen&#231;a de Alzheimer nos seus est&#225;dios pr&#233;-cl&#237;nicos &#233; de import&#226;ncia fundamental, para que a terap&#234;utica farmacol&#243;gica possa ser iniciada o mais precocemente poss&#237;vel.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Situa&#231;&#245;es de decl&#237;nio cognitivo sem dem&#234;ncia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As dificuldades na caracteriza&#231;&#227;o cognitiva de sujeitos idosos normais tamb&#233;m se sentem quando se avaliam idosos, com queixas de defeito de mem&#243;ria mas que n&#227;o apresentam dificuldades relevantes nas actividade de vida di&#225;ria. Um dos diagn&#243;sticos diferenciais dif&#237;cil &#233; entre os est&#225;dios precoces de decl&#237;nio cognitivo com risco de evoluir para dem&#234;ncia e o envelhecimento normal.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O grande n&#250;mero de diagn&#243;sticos de decl&#237;nio cognitivo sem dem&#234;ncia existentes relaciona-se com essa dificuldade de caracteriza&#231;&#227;o e com as opini&#245;es dos especialistas acerca da natureza dessas situa&#231;&#245;es. Por um lado, est&#227;o aqueles que consideram o decl&#237;nio cognitivo como estando relacionado com a idade e por isso benigno e n&#227;o patol&#243;gico (Kral, 1962). Por outro lado, est&#227;o os que consideram que o decl&#237;nio das capacidades cognitivas, principalmente da mem&#243;ria, para valores superiores aos esperados para a idade &#233; um indicador de presen&#231;a de patologia, nomeadamente de doen&#231;a degenerativa do sistema nervoso central (Morris <i>et al.</i> 2001; Goldman <i>et al,</i> 2001). Os dados mais recentes apoiam a segunda hip&#243;tese. Assim, v&#225;rios estudos revelam que a maioria dos sujeitos idosos com defeitos cognitivos ligeiros, determinados pela avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica e pelos testes neuropsicol&#243;gicos, manifestam deteriora&#231;&#227;o mental progressiva caracter&#237;stica de dem&#234;ncia (Petersen <i>et al.,</i> 1999). Um dos objectivos actuais &#233; a defini&#231;&#227;o dos melhores predictores neuropsicol&#243;gicos (psicom&#233;tricos) para distinguir entre altera&#231;&#245;es patol&#243;gicas e as ditas benignas, em sujeitos idosos com defeitos ligeiros.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O acompanhamento de sujeitos que, por pertencerem a fam&#237;lias com maior incid&#234;ncia de DA, est&#227;o em maior risco de a desenvolver, permitiu constatar que as primeiras altera&#231;&#245;es cognitivas (mem&#243;ria, mas n&#227;o s&#243;) podem aparecer cinco anos antes de estarem preenchidos os crit&#233;rios de DA, sendo na maioria dos casos o defeito na mem&#243;ria epis&#243;dica o melhor indicador de desenvolvimento de DA (Fox <i>et al.,</i> 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Diagn&#243;sticos de decl&#237;nio cognitivo sem dem&#234;ncia</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sinais e sintomas de presen&#231;a de defeito cognitivo ligeiro s&#227;o frequentemente referidos na literatura, em associa&#231;&#227;o com situa&#231;&#245;es m&#233;dicas, neurol&#243;gicas e de abuso de subst&#226;ncias. Gutierrez <i>et al.</i> (1993) propuseram a inclus&#227;o no DSM-IV (<i>Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders</i> &#8212; manual de diagn&#243;stico da Associa&#231;&#227;o Americana de Psiquiatria, 4/ edi&#231;&#227;o) da categoria de &#34;perturba&#231;&#227;o neurocognitiva ligeira&#34;, PNL (American Psychiatric Association, 1994), que consiste no aparecimento de uma defici&#234;ncia na actividade neurocognitiva devida a um estado f&#237;sico geral. Contudo, este defeito cognitivo mais ligeiro pode ter implica&#231;&#245;es significativas para o funcionamento quotidiano. Este defeito &#233; comum numa larga propor&#231;&#227;o de doen&#231;as m&#233;dicas, pelo que &#233; necess&#225;ria uma nosologia mais descritiva inerente &#224; especificidade do diagn&#243;stico e a um eventual tratamento (para os crit&#233;rios de diagn&#243;stico ver <a href="#a1">ap&#234;ndice</a><a name="topa1"></a>). Outros diagn&#243;sticos de defeito cognitivo ligeiro relacionado com a presen&#231;a de situa&#231;&#245;es m&#233;dicas, em qualquer grupo et&#225;rio, s&#227;o:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>MCD (mild cognitive disorder)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">PCL, perturba&#231;&#227;o cognitiva ligeira (ICD-10, &#34;International Classification of Disease&#34;, 1992). Decl&#237;nio no funcionamento cognitivo &#233; muito semelhante &#224; anterior PNL do DSM IV. Pode preceder, acompanhar ou seguir uma variedade de doen&#231;as infecciosas e f&#237;sicas. Pode ter dura&#231;&#227;o limitada (poucas semanas). Evid&#234;ncia neurol&#243;gica directa de envolvimento cerebral n&#227;o est&#225; necessariamente presente, mas pode, contudo, ser desgastante e interferir com as actividades usuais. Os limites desta categoria est&#227;o ainda para ser definidos de forma clara.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando associados com doen&#231;a f&#237;sica da qual o doente recupera, o defeito cognitivo ligeiro n&#227;o permanece mais do que poucas semanas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>BSF (benign senescent forgetfulness)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">EBS, esquecimento benigno da senesc&#234;ncia (Krai, 1962). Kral foi um dos primeiros autores a chamar a aten&#231;&#227;o para as altera&#231;&#245;es na mem&#243;ria relacionadas com o envelhecimento, a que chamou benignas (por oposi&#231;&#227;o &#224;s malignas, que evoluiriam para dem&#234;ncia). Os sujeitos com EBS apresentavam queixas espont&#226;neas de mem&#243;ria mas em teste n&#227;o apresentavam diferen&#231;as significativas em rela&#231;&#227;o aos idosos sem queixas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>AAMI (age-associated memory impairment)</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">DMAI, defeito de mem&#243;ria associado &#224; idade (Crook <i>et al,</i> 1986 - NIMH) (<a href="#a1">Ap&#234;ndice</a><a name="topa1"></a>). O grupo caracterizado por Kral como EBS foi considerado pouco preciso, tanto do ponto de vista cl&#237;nico como neuropsicol&#243;gico. O diagn&#243;stico DMAI foi proposto para caracterizar de forma mais precisa um grupo, sem doen&#231;a neurol&#243;gica, com queixas e altera&#231;&#245;es de mem&#243;ria com potenciais reflexos na funcionalidade dos sujeitos. As cr&#237;ticas a este conceito foram proporcionais &#224; divulga&#231;&#227;o do mesmo e centravam-se em diferentes aspectos como os crit&#233;rios de inclus&#227;o, os instrumentos utilizados para cumprir esses crit&#233;rios, o grupo definido, a sua estabilidade e a sua evolu&#231;&#227;o, entre outros. O termo DMAI foi muito divulgado, nem sempre usado para referir a mesma entidade e os estudos apresentados com este conceito s&#227;o muitas vezes contradit&#243;rios. Tamb&#233;m pareceu pouco correcta a muitos autores a utiliza&#231;&#227;o do termo defeito de mem&#243;ria para caracterizar altera&#231;&#245;es que se supunham benignas, por serem decorrentes do envelhecimento normal. Tamb&#233;m pela defini&#231;&#227;o dos crit&#233;rios de diagn&#243;stico o grupo resultante demonstrou ser bastante abrangente e semelhante &#224; popula&#231;&#227;o normal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>ARCD (age related cognitive decline)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">DCRI, decl&#237;nio cognitivo relacionado com a idade (American Psychiatric Association, 1994). Decl&#237;nio objectivamente identific&#225;vel do funcionamento cognitivo consequente do processo de envelhecimento, que est&#225; dentro dos limites esperados para a idade. O d&#233;fice n&#227;o pode ser atribu&#237;do a uma perturba&#231;&#227;o mental espec&#237;fica ou a uma situa&#231;&#227;o neurol&#243;gica. Substitui o DMAI no DSM-IV. O conceito &#233; semelhante a DMAI e pretende caracterizar os sujeitos com decl&#237;nio cognitivo (que pode afectar outros dom&#237;nios para al&#233;m da mem&#243;ria) com valores dentro dos esperados para a idade, mas que pode interferir na funcionalidade do sujeito.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>AACD (age associated cognitive decline)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">DCAI, decl&#237;nio cognitivo associado &#224; idade (Levy, 1994) (<a href="#a1">Ap&#234;ndice</a><a name="topa1"></a>). O conceito surgiu da tentativa de caracterizar uni grupo com decl&#237;nio superior ao do seu grupo et&#225;rio e de escolaridade, em qualquer &#225;rea cognitiva, mas sem crit&#233;rios para diagn&#243;stico de dem&#234;ncia. Os crit&#233;rios n&#227;o s&#227;o suficientes para diagnosticar quais os casos que est&#227;o em risco de desenvolver dem&#234;ncia, sendo o grupo definido muito heterog&#233;neo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>MCI (mild cognitive impairment)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">DCL, defeito cognitivo ligeiro (Petersen <i>et al</i> 1999). O termo DCL foi originalmente utilizado por Reisberg para caracterizar o est&#225;dio 3 da escala de deteriora&#231;&#227;o global GDS (<i>global deterioration scale)</i> (valores 1 a 7, sendo 7 o grau de maior deteriora&#231;&#227;o, correspondente aos sujeitos com DA grave), correspondendo a um defeito cognitivo muito ligeiro com um reflexo tamb&#233;m ligeiro na funcionalidade (Reisberg <i>et al, </i>1982). Os sujeitos assim caracterizados n&#227;o t&#234;m dificuldades na execu&#231;&#227;o de tarefas b&#225;sicas do seu dia-a-dia, embora possam revelar dificuldades em tarefas mais complexas. Seguidos em estudo longitudinal, 16% dos sujeitos caracterizados inicialmente com o grau 3 da GDS passaram ao fim de tr&#234;s anos para um grupo com deteriora&#231;&#227;o superior, enquanto que s&#243; 53% dos que se apresentavam no grau 2 evolu&#237;ram negativamente (UCB, 2000); ou seja, uma percentagem significativa destes sujeitos sofre deteriora&#231;&#227;o cognitiva suficiente para que, em poucos anos, seja considerado o diagn&#243;stico de dem&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O conceito, tal como utilizado por Petersen <i>et al</i> (1999), pretende caracterizar um est&#225;dio de transi&#231;&#227;o entre o envelhecimento normal e a DA, com refer&#234;ncia a uma escala cl&#237;nica de avalia&#231;&#227;o da gravidade da dem&#234;ncia CDR (<i>clinicai dementia rating scale)</i> (Hughes <i>et al,</i> 1982). O conceito de DCL aplica-se, segundo o autor, a indiv&#237;duos com uma pontua&#231;&#227;o de 03 numa escala cl&#237;nica de avalia&#231;&#227;o de dem&#234;ncia&#8212;CDR (pontuada de 0 a 3, em que 3 corresponde a dem&#234;ncia grave). Um valor de 0,5 na CDR aplica-se a sujeitos com suspeita de dem&#234;ncia caracterizada por algum defeito de mem&#243;ria, alguma dificuldade em lidar com a orienta&#231;&#227;o temporal, dificuldades ligeiras em resolver problemas e com poucas dificuldades na sua vida quotidiana.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como se pode verificar, n&#227;o &#233; f&#225;cil caracterizar, recorrendo somente a este tipo de escalas cl&#237;nicas, um grupo cuja principal caracter&#237;stica s&#227;o as queixas de mem&#243;ria, acompanhadas de um decl&#237;nio efectivo nesta &#225;rea cognitiva. Foram ent&#227;o propostos os seguintes crit&#233;rios de diagn&#243;stico para DCL (Smith <i>et al,</i> 1996; Petersen <i>et al,</i> 1999): queixas subjectivas de mem&#243;ria, corroboradas por um cuidador; defeito em testes de mem&#243;ria, quando os valores obtidos em teste est&#227;o entre 13 a 2 desvios-padr&#227;o abaixo da m&#233;dia para o grupo de idade respectivo; fun&#231;&#245;es cognitivas globalmente mantidas; actividades do dia-a-dia mantidas; uma pontua&#231;&#227;o de 0,5 na escala CDR; e sem dem&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Decl&#237;nio cognitivo ligeiro ou DA sem dem&#234;ncia?</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A utiliza&#231;&#227;o do conceito DCL em estudos longitudinais, com dura&#231;&#227;o de v&#225;rios anos, permitiu verificar que, dentro deste grupo, existiam de facto dois subgrupos: um que sofria deteriora&#231;&#227;o evidente em poucos anos e outro que se mantinha est&#225;vel. Apesar de existirem grupos de diferente progn&#243;stico, o c&#225;lculo da taxa de convers&#227;o anual para DA foi de 10 a 15% (Petersen, 2000a), de 11,1% em tr&#234;s anos (Ritchie <i>et al,</i> 2001), ou 20% em 9,5 anos (Morris <i>et al,</i> 2001). A taxa de convers&#227;o para DA, numa popula&#231;&#227;o normal da mesma idade, foi calculada entre 1 a 2% (Petersen, 2000b).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo dos sujeitos definidos como DCL permitiu a sua caracteriza&#231;&#227;o para al&#233;m do perfil neuropsicol&#243;gico. Estudos neuropatol&#243;gicos mostraram que os sujeitos com DCL t&#234;m les&#245;es do hipocampo e das &#225;reas adjacentes semelhantes &#224;s dos doentes de Alzheimer (Leon <i>et al,</i> 2001; Kordowe <i>et al,</i> 2001) e perfis gen&#233;ticos mais pr&#243;ximos dos sujeitos com DA do que dos controlos (Small, 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As diferen&#231;as de resultados, obtidas pelos v&#225;rios investigadores em rela&#231;&#227;o &#224; caracteriza&#231;&#227;o do grupo correspondente a este conceito, est&#227;o relacionadas com a pouca precis&#227;o de alguns dos crit&#233;rios de diagn&#243;stico. Como caracterizar um funcionamento cognitivo globalmente mantido? Podem incluir-se no grupo sujeitos com outras altera&#231;&#245;es cognitivas sem ser nas capacidades mn&#233;sicas? Qual o processo mn&#233;sico que, uma vez alterado, preenche o segundo crit&#233;rio e com que teste ou testes deve ser avaliado? N&#227;o podem ser admitidos sujeitos com quaisquer altera&#231;&#245;es nas suas actividades do dia a dia ? E como e com que instrumentos avaliar estas actividades?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">T&#234;m surgido na literatura numerosos estudos utilizando o conceito de DCL mas, infelizmente, ainda n&#227;o h&#225; homogeneidade de crit&#233;rios em rela&#231;&#227;o aos aspectos pr&#225;ticos atr&#225;s referidos. Cada autor tem utilizado, na aplica&#231;&#227;o do conceito, os testes e as escalas que tradicionalmente utiliza na avalia&#231;&#227;o da mem&#243;ria e das actividades do dia-a-dia. No entanto, tem sido feito um esfor&#231;o no sentido da homogeneiza&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A utiliza&#231;&#227;o do conceito de DCL tem vindo a impor-se em rela&#231;&#227;o aos outros conceitos descritos, nomeadamente entre os cl&#237;nicos, devido ao facto de ser considerada uma entidade patol&#243;gica, que carece por isso de interven&#231;&#227;o. Outro aspecto que tem contribu&#237;do para a firma&#231;&#227;o deste conceito &#233; o grande n&#250;mero de ensaios cl&#237;nicos a decorrer em todo mundo e que utilizam, para selec&#231;&#227;o dos grupos de estudo, os crit&#233;rios de diagn&#243;stico propostos para DCL.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Alguns estudos comparam DCL com outros grupos relacionados, como DCAI, concluindo que o DCL, tal como definido por Petersen (sem qualquer outro defeito cognitivo para al&#233;m da mem&#243;ria), n&#227;o &#233; uma s&#237;ndroma homog&#233;nea, pois n&#227;o tem estabilidade temporal, nem mostra fronteiras definidas em rela&#231;&#227;o aos sujeitos normais. As preval&#234;ncias encontradas na popula&#231;&#227;o foram tamb&#233;m diferentes, DCL-3,2%; DCAI-19,3% (Ritchie <i>et al,</i> 2001) e DCL-6,7%, AACD-11% (Ylikoski <i>et al,</i> 1999). No entanto, o mesmo estudo conclui que as queixas de defeito cognitivo ligeiro n&#227;o s&#227;o benignas, n&#227;o devendo ser consideradas como decorrentes do envelhecimento, e devem por isso ser verificadas por exame neuropsicol&#243;gico (Ritchie <i>et al,</i> 2001). As cr&#237;ticas deste autor &#225; aplica&#231;&#227;o do conceito DCL s&#227;o todas dirigidas &#224; falta de clareza do crit&#233;rio de diagn&#243;stico, nomeadamente em rela&#231;&#227;o aos testes que se devem utilizar para detectar altera&#231;&#245;es na mem&#243;ria e como avaliar a integridade das tarefas do dia-a-dia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A compara&#231;&#227;o dos perfis neuropsicol&#243;gicos e gen&#233;ticos de DMAI e DCL e controlos mostrou existirem maiores semelhan&#231;as entre DCL e AD do que entre DCL e normais. O grupo de DMAI &#233; mais heterog&#233;neo, mas os que pertenciam simultaneamente a este grupo e ao DCL apresentam o perfil descrito (Bartres-Faz <i>et al,</i> 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quer se olhe para o grupo DCL como um grupo est&#225;tico ou como um grupo de transi&#231;&#227;o entre a normalidade e a DA, &#233; importante ter valores que nos permitam prever o risco de evolu&#231;&#227;o para dem&#234;ncia de um sujeito pertencente a este grupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Recentemente a Academia Americana de Neurologia (AAN) pronunciou-se sobre v&#225;rios aspectos relacionados com o diagn&#243;stico deste grupo (Petersen <i>et al, </i>2001). Nesse estudo, o comit&#233; da AAN pretendia averiguar se seria ben&#233;fico para a detec&#231;&#227;o de dem&#234;ncia o estudo de grupos de idosos com DCL. Foi reconhecido que este grupo correspondia a uma fase de transi&#231;&#227;o e foi reafirmado o risco de dem&#234;ncia nesse grupo. As <i>guidelines</i> aprovadas prop&#245;em o uso de testes de detec&#231;&#227;o de dem&#234;ncia (ex: MMSE) e de baterias neuropsicol&#243;gicas, em sujeitos com suspeita de decl&#237;nio cognitivo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Diagn&#243;stico precoce de doen&#231;a de Alzheimer</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como vimos, existe um risco aumentado de dem&#234;ncia na popula&#231;&#227;o com defeito cognitivo ligeiro, em que existem altera&#231;&#245;es exageradas nas capacidades mn&#233;sicas para o grupo et&#225;rio e de escolaridade, mas como se pode prever quais os sujeitos que v&#227;o desenvolver DA? N&#227;o existindo ainda um &#250;nico marcador biol&#243;gico com especificidade suficiente, os investigadores continuam a procurar qual o conjunto de testes mais eficaz. De facto, o que se pretende saber &#233; se DCL &#233; um est&#225;dio precoce da DA ou se &#233; outra entidade em que alguns dos casos evoluem para DA. Ser&#225; que &#233; poss&#237;vel refinar os crit&#233;rios de inclus&#227;o e de exclus&#227;o e, juntamente com os crit&#233;rios de diagn&#243;stico, definir um grupo que contenha indiv&#237;duos que tenham um risco muito elevado de desenvolver DA? Muitos grupos de investigadores tentam, de v&#225;rias maneiras, responder a esta pergunta. Em alguns estudos investigou-se o poder preditivo dos marcadores biol&#243;gicos, noutros estudos foi investigado o perfil neuropsicol&#243;gico e noutros, ainda, o dos m&#233;todos de imagem. Todos estes factores t&#234;m relev&#226;ncia, mas n&#227;o existe ainda um consenso quanto &#224; import&#226;ncia de cada um deles, separadamente. No entanto, a maioria concorda que, pontua&#231;&#245;es baixas em testes de mem&#243;ria com interfer&#234;ncia podem ser o primeiro sinal de instala&#231;&#227;o de doen&#231;a de Alzheimer (Welsh <i>et al,</i> 1991; Flicker <i>et al,</i> 1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num estudo retrospectivo de um grupo de 48 sujeitos, com defeito de mem&#243;ria, sem dem&#234;ncia ou depress&#227;o, foi avaliada a influ&#234;ncia da presen&#231;a de outros defeitos cognitivos na avalia&#231;&#227;o inicial. Os autores conclu&#237;ram que os sujeitos, que na primeira avalia&#231;&#227;o apresentavam outras altera&#231;&#245;es para al&#233;m da mem&#243;ria (na maioria essas altera&#231;&#245;es registaram-se no teste dos cubos de Kohs), evolu&#237;ram para DA em n&#250;mero muito superior ao dos que s&#243; apresentavam defeito de mem&#243;ria isolado (Bozoki <i>et al,</i> 2001). J&#225; anteriormente outros autores tinham caracterizado neuropsicologicamente os est&#225;dios pr&#233;-cl&#237;nicos de DA, concluindo que a maioria dos sujeitos apresentava altera&#231;&#245;es noutras capacidades cognitivas para al&#233;m da mem&#243;ria (Masur <i>et al,</i> 1994; Jacobs <i>et al,</i> 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, as altera&#231;&#245;es da mem&#243;ria podem surgir em idosos normais e em DCL e, em muitos destes casos, o defeito n&#227;o evolui para dem&#234;ncia. Medidas quantitativas de atrofia da regi&#227;o hipoc&#226;mpica podem ajudar a distinguir os casos que declinam dos que n&#227;o declinam (Jack <i>et al,</i> 1999; Kaye, 1997; Leon <i>et al.,</i> 2001). O n&#237;vel da prote&#237;na tau no l&#237;quido c&#233;falo-raquidiano, juntamente com a presen&#231;a no gen&#243;tipo do alelo epsilon 4 da apolipoprote&#237;na (apo), pode aumentar o grau de confian&#231;a num diagn&#243;stico precoce de DA (Tierney <i>et al,</i> 1996). No entanto, embora adequado para estabelecer grupos rigorosos para estudos cl&#237;nicos e de investiga&#231;&#227;o, este procedimento &#233; muito complexo. A necessidade de testar cognitivamente, de utilizar m&#233;todos de imagem e de pesquisa gen&#233;tica toma a detec&#231;&#227;o deste grupo de risco muito dif&#237;cil para ser generalizada na cl&#237;nica (Celsis, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dever&#227;o estas situa&#231;&#245;es ser consideradas precursoras de DA e por isso serem inclu&#237;das nos ensaios cl&#237;nicos que requerem inclus&#227;o de doentes em fases muito precoces? Se estas situa&#231;&#245;es forem consideradas como precursoras de dem&#234;ncia, nomeadamente de DA, ent&#227;o a preval&#234;ncia de DA aumenta dramaticamente. A maioria dos autores citados v&#234; os sujeitos com DCL como um grupo de risco para o desenvolvimento de DA e que deve por isso ser seguido cl&#237;nica e neuropsicologicamente, com avalia&#231;&#245;es sucessivas para caracterizar melhor a sua evolu&#231;&#227;o.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Albert, M. S. (1990). Cognition and aging. In W. Hazzard, R. Andres, &#38; E. Bierman (Eds.), <i>Principles of geriatric medicine and gerontology</i> (pp. 913-919). Nova lorque: McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489970&pid=S0874-2049200200010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">American Psychiatric Association (1994). <i>Diagnostic and statistical manual of mental disorders</i> (DSM-IV). Washington, DC: American Psychiatric Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baddeley, A. -D. (1986). <i>Working memory.</i> Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489973&pid=S0874-2049200200010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baddeley, A. -D. (1998). <i>Essentials of human memory.</i> UK: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489975&pid=S0874-2049200200010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bartres-Faz, D., Junque, C., Lopez-Alomar, A., Valveny, N., Moral, R, Casamayor, R., Salido, A., Bel, C., &#38; Clemente, I. -C. (2001). Neuropsychological and genetic differences between age-associated memory impairment and mild cognitive impairment entities. <i>Jounal of the American Geriatric Society, 49</i> (7), 985-990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489977&pid=S0874-2049200200010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bozoki, A., Giordani, B., Heidebrink, J. -L., Berent, S., &#38; Foster, N. -L. (2001). Mild cognitive impairments predict dementia in nondemented elderly patients with memory loss. <i>Archives of Neurology, 58,</i>411-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489979&pid=S0874-2049200200010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cabeza, R. (2001). Cognitive neuroscience of aging: contributions of functional neuroimaging. <i>Scandinavian Jounal of Psychology, 42</i> (3), 277-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489981&pid=S0874-2049200200010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carlesimo, G. -A., Mauri, M., Graceffa, M. A. S., Fadda, L., Loasses, A., Lorusso, S., &#38; Caltagirone, C. (1998). Memory performances in young, elderly, and very old healthy individuals versus patients with Alzheimer&#39;s disease: Evidence for discontinuity between normal and pathological aging. <i>Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology, 20</i> (1), 14-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489983&pid=S0874-2049200200010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cavanaugh, J. -C. (1993). <i>Adult development and aging.</i> California: Wadsworth.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489985&pid=S0874-2049200200010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Celsis, P. (2000). Age-related cognitive decline, mild cognitive impairment or preclinical Alzheimer&#39;s disease? <i>Annals of Medicine, 32</i> (1), 6-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489987&pid=S0874-2049200200010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cockbum, J., &#38; Smith, P. -T. (1989). Rivermead behavioral memory test: Elderly people (suppl. 3). UK: TVTC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489989&pid=S0874-2049200200010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cockburn, J., &#38; Smith, P. -T. (1991). The relative influence of intelligence and age on everyday memory. <i>Journal of Gerontology, 46</i> (I), 31-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489991&pid=S0874-2049200200010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Creasey, H., &#38; Rapoport, S. -I. (1985). The aging human brain. <i>Ann. Neurol, 17,</i>2-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489993&pid=S0874-2049200200010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crook, T., Bartus, R. T., Ferris, S. H., Whitehouse, P. Cohen, G. D., &#38; Gershon, S. (1986). Age &#8212; associated memory impairment: proposed diagnostic criteria and measures of clinical change. <i>Developmental Neuropsychology, 2,</i> 261-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489995&pid=S0874-2049200200010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davis, H. -P, Trussell, L. -H., &#38; Klebe, K. -J. (2001). A ten-year longitudinal examination of repetition priming, incidental recall, free recall, and recognition in young and elderly. <i>Brain and Cognition, 46</i> (1-2), 99-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489997&pid=S0874-2049200200010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fletcher, P. -C., Shallice, T., &#38; Dolan, R. -J. (1998). The functional roles of prefrontal cortex in episodic memory: I encoding. <i>Brain, 121,</i> 1239-1248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=489999&pid=S0874-2049200200010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Flicker, C., Ferris, S. -H., &#38; Reisberg, B. (1991). Mild cognitive impairment in the elderly: Predictors of dementia. <i>Neurology, 41,</i>1006-1009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490001&pid=S0874-2049200200010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fox, N. -C., Warrington, E. -K., Seiffer, A. -L., Agnew, S. -K, Rossor, M. -N. (1998). Presymptomatic cognitive deficits in individuals at risk of familial Alzheimer&#39;s disease: A longitudinal prospective study. <i>Brain, 121,</i>1631-1639.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490003&pid=S0874-2049200200010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goldman, W. -P, Price, J. -L., Storandt, M., Grant, E. -A., McKeel, D. -W., Rubin, E. -H., &#38; Morris, J. -C. (2001). Absence of cognitive impairment or decline in preclinical Alzheimer&#39;s disease. <i>Neurology, 56,</i>361-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490005&pid=S0874-2049200200010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenwood, P. -M. (2000). The frontal aging hypothesis evaluated. /. <i>Int. Neuropsychol. Soc., 6</i> (6), 705-726.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490007&pid=S0874-2049200200010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gutierrez, W. P, Atkinson, J. H., &#38; Grant, I. (1993). Milde neurocognitive disorder: needed addition to the nosology of cognitive impairment disorders. <i>Journal of Neuropsychiatry and Clinical Neuroscience, 5</i> (2), 161-177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490009&pid=S0874-2049200200010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hughes, C. -P., Berg, L., Danziger, W. -L., Coben, L. -A., &#38; Martin, R. -L. (1982). A new clinical scale for the stageing of dementia. <i>British Journal of Psychiatry, 140,</i> 566-572.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490011&pid=S0874-2049200200010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">International Classification of Disease (ICD-10). World Health Organization (1992). <i>The ICD-10 classification of mental and behavioral disorders.</i> Genebra: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490013&pid=S0874-2049200200010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jacobs, D. -M., Sano, M., Dooneief, G., Marder, K., Bell, K. L., &#38; Stern, Y. (1995). Neuropsychological detection and characterization of preclinical Alzheimer&#39;s disease. <i>Neurology, 45,</i> 957-962.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490015&pid=S0874-2049200200010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jack, C. -R., Petersen, R. -C., Xu, Y. -C., O&#39;Brien, P. -C., Smith, G. -E., Ivnik, R. -J., Boeve, B. -E, Waring, S. -C., Tangalos, E. -G., &#38; Kokmen, E. (1999). Prediction of AD with MRI-based hippocampal volume in mild cognitive impairment. <i>Neurology, 52, </i>1397-1403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490017&pid=S0874-2049200200010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Katzman, R., &#38; Terry, R. (1992). Normal aging of the nervous system. In Katzman, R. &#38; J. W. Rowe (Eds.), <i>Principles of geriatric neurology.</i> USA: F. A. Davis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490019&pid=S0874-2049200200010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kaye, J. A. (1997). Volume loss of the hippocampus and temporal lobe in healthy elderly persons destined to develop dementia. <i>Neurology, 48,</i>1297-1304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490021&pid=S0874-2049200200010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kordowe, J. -H., Chu, Y., Stebbins, G. -T,, DeKosky, S. -T., Cochran, E. -J., Bennett, D., &#38; Mufson, E. -J. (2001). Loss and atrophy of layer II entorhinal cortex neurons in elderly people with mild cognitive impairment. <i>Annals of Neurology, 49</i> (2), 202-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490023&pid=S0874-2049200200010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Krai, V. -A. (1962). Senescent forgetfulness: Benign and malignant. <i>Canadian Medical Association Jounal, 86,</i> 257-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490025&pid=S0874-2049200200010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Le Moal, S., Reymann, J. -M., Thomas, V., Cattenoz, C., Lieury, A., &#38; Allain, H. (1997). Effect of normal aging and of Alzheimer&#39;s disease on episodic memory. <i>Dement Geriatric Cognitive Disorders, 8</i> (5), 281-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490027&pid=S0874-2049200200010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leon, M. -J., Convit, A., Wolf, O. -T., Tarshish, C. -Y., DeSanti, S., Rusinek, H., Tsui, W., Kandil, E., Scherer, A. -J., Roche, A., Imossi, A., Thorn, E., Bobinski, M., Caraos, C., Lesbre, P., Schlyer, D., Poirier, J., Reisberg, B., &#38; Fowler, J. (2001). Prediction of cognitive decline in normal elderly subjects with FDG/PET. <i>Proceedings of the Natlional Academy of Science USA, 98</i> (19), 10966-10971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490029&pid=S0874-2049200200010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Levy, R. (1994). Aging &#8212; associated cognitive decline. <i>International Psychogeriatry, 6,</i> 63-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490031&pid=S0874-2049200200010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Masur, D. -M., Sliwinsky, M., Lipton, R. -B., Blau, A. -D., &#38; Crystal, H. -A. (1994). Neuropsychologycal prediction of dementia and absence of dementia in healthy elderly persons. <i>Neurology, 44,</i>1427-1432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490033&pid=S0874-2049200200010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morris, J. &#38; Fulling, K. (1988). Early Alzheimer&#39;s disease: Diagnostic considerations. <i>Archives of Neurology, 45,</i>345-349.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490035&pid=S0874-2049200200010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morris, J. -C., Storandt, M., Miller, J. -R, McKeel, D. -W., Price, J. -L., Rubin, E. -H., &#38; Berg, L. (2001). Mild cognitive impairment represents early-stage Alzheimer&#39;s disease. <i>Archives of Neurology, 58</i> (3), 397-405.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490037&pid=S0874-2049200200010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Petersen, R. C., Smith, G. -E., Kokmen, E., Ivnik, R. -J., &#38; Tangalos, E. (1992). Memory function in normal aging. <i>Neurology, 42,</i> 396-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490039&pid=S0874-2049200200010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Petersen, R. C., Smith, G. -E., Kokmen, E., Tangalos, E. (1994). Memory function in very early Alzheimer&#39;s disease. <i>Neurology, 44,</i> 867-872.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490041&pid=S0874-2049200200010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Petersen R. C., Smith G. E., Waring S. C., Ivnik R. J., Tangalos E. G., &#38; Kokmen E (1999). Mild cognitive impairment: clinical characterization and outcome. <i>Archives of Neurology, 56</i> (3), 303-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490043&pid=S0874-2049200200010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Petersen, R. C. (2000a). Mild cognitive impairment or questionable dementia? <i>Archives of Neurology, 57</i> (5), 643-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490045&pid=S0874-2049200200010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Petersen, R. C. (2000b). Mild cognitive impairment: transition between aging and Alzheimer&#39;s disease. <i>Neurologia, 15</i> (3), 93-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490047&pid=S0874-2049200200010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Petersen, R. C., Stevens, J. -C., Ganguli, M., Tangalos, E. -G., Cummings, J. -L., &#38; DeKosky, S. -T. (2001). Practice parameter: Early detection of dementia: mild cognitive impairment (an evidence-based review) &#8212; Report of the quality standards subcommittee of the American Academy of Neurology. <i>Neurology, 56</i> (9), 1133-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490049&pid=S0874-2049200200010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Price, J. -L., Davis, P. -B., Morris, J. -C., &#38; White, D. -L. (1991). The distribution of tangles, plaques and related immunohistoquimical markers in healthy aging and Alzheimer&#39;s disease. <i>Neurobiology of Aging, 12,</i> 295-312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490051&pid=S0874-2049200200010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbitt P., &#38; Lowe C. (2000). Patterns of cognitive ageing. <i>Psychological Research, 63</i> (3-4), 308-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490053&pid=S0874-2049200200010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reisberg, B., Ferris., S. -H., Leon, M. -J., &#38; Crook, T. (1982). The global deterioration scale for assessment of primary degenerative dementia. <i>American Journal of Psychiatry, 139,</i>1136-1139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490055&pid=S0874-2049200200010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ritchie, K., Artero, S., &#38; Touchon, J. (2001). Classification criteria for mild cognitive impairment. A population- based validation study. <i>Neurology, 56,</i> 37-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490057&pid=S0874-2049200200010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rubin, E. -H., Storandt, M., Miller, J. -R, Kinsherf, D. -A., Grant, E. -A., Morris, J. -C., &#38; Berg, L. (1998). A prospective study of cognitive function and onset of dementia in cognitively healthy elders. <i>Archives of Neurology, 55,</i> 395-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490059&pid=S0874-2049200200010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Small, S. -A., Stern, Y., Tang, M., &#38; Mayeux, R. (1999). Selective decline in memory function among healthy elderly. <i>Neurology, 52,</i>1392-1396.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490061&pid=S0874-2049200200010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Small, S. - A., (2001). Age- related memory decline. Current concepts and future directions. <i>Archives of Neurology, 58,</i> 360-364.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490063&pid=S0874-2049200200010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Smith, G. -E., Petersen, R. -C., Parisi, J. -E., Ivnik, R. -J., Kokmen, E., Tangalos, G., &#38;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Waring, S. (1996). Definition, course, and outcome of mild cognitive impairment, ageing. <i>Neuropsychology and Cognition, 3,</i>141-147.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Squire, L. -R (1987). <i>Memory and brain.</i> Nova Iorque: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490067&pid=S0874-2049200200010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Squire, L. -R, &#38; Knowlton, B. -J. (1995). Memory, hippocampus and brain systems. In Gazzaniga (Ed.), <i>The cognitive neurosciences</i> (pp. 825-837). Cambridge, MA: MIT Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tierney, M. -C., Szalai, J. -P., Snow, W. -G., Fisher, R. -H., Nores, A., Nadon, G., Dunn, E., &#38; St. George-Hyslop, P. -H. (1996). Prediction of probable Alzheimer&#39;s disease in memory-impaired patients: A longitudinal study. <i>Neurology, 46, </i>661-665.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490070&pid=S0874-2049200200010000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tulving, E., Kapur, S., Craik, F. -I., M., Markowittsh, H. -J., &#38; Houle, S. (1994). Hemisferic encoding/retrieval asymmetry in episodic memory: Positron emission tomography findings. <i>Proceedings of the National Academy of Science USA, 91, </i>2016-2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490072&pid=S0874-2049200200010000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">UCB (2000). Consensus paper on mild cognitive impairment.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490074&pid=S0874-2049200200010000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ylikoski, R., Ylikoski, A., Keskivaara, P., Tilvis, R., Sulkava, R., &#38; Erkinjuntti, T. (1999). Heterogeneity of cognitive profiles in aging: Successful aging, normal aging, and individuals at risk for cognitive decline. <i>European Journal of Neurology,</i> 6 (6), 645-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490076&pid=S0874-2049200200010000400055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wechsler, D. (1955). <i>WAIS manual.</i> Nova Iorque: The Psychological Corporation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490078&pid=S0874-2049200200010000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Welsh, K., Butters, N., Hughes, <i>J.,</i> Mohs, R., &#38; Heyman, A. (1991). Detection of abnormal memory decline in mild cases of Alzheimer&#39;s disease using CERAD neuropsychological measures. <i>Archives of Neurology, 48,</i>278-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490080&pid=S0874-2049200200010000400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wilson, B. -A., Cockbum, <i>J.,</i> &#38; Baddeley, A. -D. (1985). <i>The rivermead behavioral memory test.</i> Bury St. Edmunds: Thames Valley Test Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490082&pid=S0874-2049200200010000400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#topa1">Ap&#234;ndice</a><a name="a1"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Crit&#233;rios para os v&#225;rios diagn&#243;sticos de decl&#237;nio cognitivo sem dem&#234;ncia</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">MND-PNL, perturba&#231;&#227;o neurocognitiva ligeira (American Psychiatrie Association, 1994):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A) Presen&#231;a de altera&#231;&#245;es em 2 ou mais das seguintes (durante pelo menos duas semanas):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">1) mem&#243;ria;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) fun&#231;&#245;es executivas;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">3) aten&#231;&#227;o ou velocidade de processamento;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">4) capacidade perceptivo-motora;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">5) linguagem.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">B) H&#225; evid&#234;ncia objectiva de um estado f&#237;sico ou neurol&#243;gico etiologicamente relacionado com a perturba&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">C) Altera&#231;&#227;o nos testes neuropsicol&#243;gicos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">D Mal-estar em &#225;reas importantes do funcionamento social/profissional representando decl&#237;nio em rela&#231;&#227;o a um n&#237;vel anterior.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">E) Sem <b><i>delirium,</i></b> dem&#234;ncia ou outra perturba&#231;&#227;o mental.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">AAMI-DMAI, defeito de mem&#243;ria associado &#224; idade (Crook <b><i>et al,</i></b> 1986-NIMH):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; idade &#62; (50 anos);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; queixas subjectivas de decl&#237;nio progressivo na mem&#243;ria;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; desempenho em testes de mem&#243;ria &#62; 1 desvio-padr&#227;o (dp) abaixo da m&#233;dia dos adultos jovens (mem&#243;ria recente);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; funcionamento intelectual normal;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; n&#227;o dementes;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; sem doen&#231;a m&#233;dica ou psiqui&#225;trica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">AACD- DCAI, decl&#237;nio cognitivo associado &#224; idade (Levy, 1994):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; idosos;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; queixas subjectivas de mem&#243;ria ou decl&#237;nio cognitivo;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; decl&#237;nio gradual em, pelo menos, uma &#225;rea cognitiva (valores &#62; 1 dp abaixo, para a idade e escolaridade);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; tempo de evolu&#231;&#227;o &#62; (6 meses);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; n&#227;o dementes.</font></p>         ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Albert]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cognition and aging]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Hazzard]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andres]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bierman]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1990</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>American Psychiatric Association</collab>
<source><![CDATA[Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM-IV)]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Psychiatric Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baddeley]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. -D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Working memory]]></source>
<year>1986</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baddeley]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. -D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Essentials of human memory]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-name><![CDATA[Psychology Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bartres-Faz]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Junque]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopez-Alomar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valveny]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moral]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Casamayor]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salido]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bel]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clemente]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. -C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neuropsychological and genetic differences between age-associated memory impairment and mild cognitive impairment entities]]></article-title>
<source><![CDATA[Jounal of the American Geriatric Society]]></source>
<year>2001</year>
<volume>49</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>985-990</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bozoki]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Giordani]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heidebrink]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berent]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Foster]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. -L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mild cognitive impairments predict dementia in nondemented elderly patients with memory loss]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Neurology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>58</volume>
<page-range>411-416</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cabeza]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cognitive neuroscience of aging: contributions of functional neuroimaging]]></article-title>
<source><![CDATA[Scandinavian Jounal of Psychology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>42</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>277-286</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carlesimo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. -A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mauri]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graceffa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fadda]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loasses]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lorusso]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caltagirone]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Memory performances in young, elderly, and very old healthy individuals versus patients with Alzheimer's disease: Evidence for discontinuity between normal and pathological aging]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology]]></source>
<year>1998</year>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>14-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cavanaugh]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adult development and aging]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[California ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wadsworth]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Celsis]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Age-related cognitive decline, mild cognitive impairment or preclinical Alzheimer's disease?]]></article-title>
<source><![CDATA[Annals of Medicine]]></source>
<year>2000</year>
<volume>32</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>6-14</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cockbum]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. -T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Rivermead behavioral memory test: Elderly people (suppl. 3)]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-name><![CDATA[TVTC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cockburn]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. -T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The relative influence of intelligence and age on everyday memory]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Gerontology]]></source>
<year>1991</year>
<volume>46</volume>
<numero>I</numero>
<issue>I</issue>
<page-range>31-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Creasey]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rapoport]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. -I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The aging human brain]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann. Neurol]]></source>
<year>1985</year>
<volume>17</volume>
<page-range>2-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Crook]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bartus]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferris]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Whitehouse]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gershon]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Age - associated memory impairment: proposed diagnostic criteria and measures of clinical change]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Neuropsychology]]></source>
<year>1986</year>
<volume>2</volume>
<page-range>261-276</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Davis]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. -P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trussell]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. -H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Klebe]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. -J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A ten-year longitudinal examination of repetition priming, incidental recall, free recall, and recognition in young and elderly]]></article-title>
<source><![CDATA[Brain and Cognition]]></source>
<year>2001</year>
<volume>46</volume>
<numero>1-2</numero>
<issue>1-2</issue>
<page-range>99-104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fletcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shallice]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dolan]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The functional roles of prefrontal cortex in episodic memory: I encoding]]></article-title>
<source><![CDATA[Brain]]></source>
<year>1998</year>
<volume>121</volume>
<page-range>1239-1248</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Flicker]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferris]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. -H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reisberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mild cognitive impairment in the elderly: Predictors of dementia]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1991</year>
<volume>41</volume>
<page-range>1006-1009</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fox]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Warrington]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seiffer]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. -L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Agnew]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. -K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rossor]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. -N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Presymptomatic cognitive deficits in individuals at risk of familial Alzheimer's disease: A longitudinal prospective study]]></article-title>
<source><![CDATA[Brain]]></source>
<year>1998</year>
<volume>121</volume>
<page-range>1631-1639</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goldman]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. -P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Price]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Storandt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grant]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McKeel]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. -W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morris]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Absence of cognitive impairment or decline in preclinical Alzheimer's disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>56</volume>
<page-range>361-367</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Greenwood]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. -M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The frontal aging hypothesis evaluated]]></article-title>
<source><![CDATA[Int. Neuropsychol. Soc.]]></source>
<year>2000</year>
<volume>6</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>705-726</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gutierrez]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Atkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grant]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Milde neurocognitive disorder: needed addition to the nosology of cognitive impairment disorders]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Neuropsychiatry and Clinical Neuroscience]]></source>
<year>1993</year>
<volume>5</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>161-177</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hughes]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. -P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Danziger]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. -L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coben]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. -A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A new clinical scale for the stageing of dementia]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Psychiatry]]></source>
<year>1982</year>
<volume>140</volume>
<page-range>566-572</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization^dInternational Classification of Disease (ICD-10)</collab>
<source><![CDATA[The ICD-10 classification of mental and behavioral disorders]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Genebra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jacobs]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. -M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sano]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dooneief]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marder]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stern]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neuropsychological detection and characterization of preclinical Alzheimer's disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1995</year>
<volume>45</volume>
<page-range>957-962</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jack]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. -R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Petersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Xu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[O'Brien]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. -E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ivnik]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boeve]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. -E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waring]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tangalos]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kokmen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prediction of AD with MRI-based hippocampal volume in mild cognitive impairment]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>52</volume>
<page-range>1397-1403</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Katzman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Terry]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Normal aging of the nervous system]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Katzman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rowe]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Principles of geriatric neurology]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-name><![CDATA[F. A. Davis]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaye]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Volume loss of the hippocampus and temporal lobe in healthy elderly persons destined to develop dementia]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1997</year>
<volume>48</volume>
<page-range>1297-1304</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kordowe]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stebbins]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. -T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DeKosky]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. -T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cochran]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bennett]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mufson]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Loss and atrophy of layer II entorhinal cortex neurons in elderly people with mild cognitive impairment]]></article-title>
<source><![CDATA[Annals of Neurology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>49</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>202-213</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Krai]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. -A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Senescent forgetfulness: Benign and malignant]]></article-title>
<source><![CDATA[Canadian Medical Association Jounal]]></source>
<year>1962</year>
<volume>86</volume>
<page-range>257-68</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Le Moal]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reymann]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cattenoz]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lieury]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allain]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effect of normal aging and of Alzheimer's disease on episodic memory]]></article-title>
<source><![CDATA[Dement Geriatric Cognitive Disorders]]></source>
<year>1997</year>
<volume>8</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>281-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leon]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. -J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Convit]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wolf]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. -T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tarshish]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. -Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DeSanti]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rusinek]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tsui]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kandil]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scherer]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. -J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roche]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Imossi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thorn]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bobinski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caraos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lesbre]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schlyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Poirier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reisberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fowler]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prediction of cognitive decline in normal elderly subjects with FDG/PET]]></article-title>
<source><![CDATA[Proceedings of the Natlional Academy of Science USA]]></source>
<year>2001</year>
<volume>98</volume>
<numero>19</numero>
<issue>19</issue>
<page-range>10966-10971</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Levy]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aging - associated cognitive decline]]></article-title>
<source><![CDATA[International Psychogeriatry]]></source>
<year>1994</year>
<volume>6</volume>
<page-range>63-68</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Masur]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. -M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sliwinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lipton]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blau]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. -D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crystal]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. -A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neuropsychologycal prediction of dementia and absence of dementia in healthy elderly persons]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1994</year>
<volume>44</volume>
<page-range>1427-1432</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morris]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fulling]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early Alzheimer's disease: Diagnostic considerations]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Neurology]]></source>
<year>1988</year>
<volume>45</volume>
<page-range>345-349</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morris]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Storandt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McKeel]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. -W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Price]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mild cognitive impairment represents early-stage Alzheimer's disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Neurology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>58</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>397-405</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. -E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kokmen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ivnik]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tangalos]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Memory function in normal aging]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1992</year>
<volume>42</volume>
<page-range>396-401</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. -E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kokmen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tangalos]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Memory function in very early Alzheimer's disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1994</year>
<volume>44</volume>
<page-range>867-872</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waring]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ivnik]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tangalos]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kokmen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mild cognitive impairment: clinical characterization and outcome]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Neurology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>56</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>303-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mild cognitive impairment or questionable dementia?]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Neurology]]></source>
<year>2000</year>
<month>a</month>
<volume>57</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>643-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mild cognitive impairment: transition between aging and Alzheimer's disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurologia]]></source>
<year>2000</year>
<month>b</month>
<volume>15</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>93-101</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stevens]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ganguli]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tangalos]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cummings]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DeKosky]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. -T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Practice parameter: Early detection of dementia: mild cognitive impairment (an evidence-based review): Report of the quality standards subcommittee of the American Academy of Neurology]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>56</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1133-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Price]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Davis]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. -B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morris]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[White]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. -L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The distribution of tangles, plaques and related immunohistoquimical markers in healthy aging and Alzheimer's disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurobiology of Aging]]></source>
<year>1991</year>
<volume>12</volume>
<page-range>295-312</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rabbitt]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lowe]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patterns of cognitive ageing]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Research]]></source>
<year>2000</year>
<volume>63</volume>
<numero>3-4</numero>
<issue>3-4</issue>
<page-range>308-316</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reisberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferris]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. -H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leon]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. -J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crook]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The global deterioration scale for assessment of primary degenerative dementia]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Psychiatry]]></source>
<year>1982</year>
<volume>139</volume>
<page-range>1136-1139</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ritchie]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Artero]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Touchon]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Classification criteria for mild cognitive impairment: A population- based validation study]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>56</volume>
<page-range>37-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Storandt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kinsherf]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. -A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grant]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. -A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morris]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A prospective study of cognitive function and onset of dementia in cognitively healthy elders]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Neurology]]></source>
<year>1998</year>
<volume>55</volume>
<page-range>395-401</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Small]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. -A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stern]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tang]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mayeux]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Selective decline in memory function among healthy elderly]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>52</volume>
<page-range>1392-1396</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Small]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. - A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Age- related memory decline: Current concepts and future directions]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Neurology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>58</volume>
<page-range>360-364</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. -E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Petersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parisi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ivnik]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kokmen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tangalos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waring]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Definition, course, and outcome of mild cognitive impairment, ageing]]></article-title>
<source><![CDATA[Neuropsychology and Cognition]]></source>
<year>1996</year>
<volume>3</volume>
<page-range>141-147</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Squire]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. -R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Memory and brain]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Squire]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. -R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knowlton]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. -J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Memory, hippocampus and brain systems]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gazzaniga]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The cognitive neurosciences]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>825-837</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tierney]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. -C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Szalai]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. -P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Snow]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. -G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fisher]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. -H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nores]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nadon]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunn]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[St. George-Hyslop]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. -H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prediction of probable Alzheimer's disease in memory-impaired patients: A longitudinal study]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>46</volume>
<page-range>661-665</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tulving]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kapur]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Craik]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. -I., M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Markowittsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. -J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Houle]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hemisferic encoding/retrieval asymmetry in episodic memory: Positron emission tomography findings]]></article-title>
<source><![CDATA[Proceedings of the National Academy of Science USA]]></source>
<year>1994</year>
<volume>91</volume>
<page-range>2016-2020</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>UCB</collab>
<source><![CDATA[Consensus paper on mild cognitive impairment]]></source>
<year>2000</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ylikoski]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ylikoski]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keskivaara]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tilvis]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sulkava]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Erkinjuntti]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Heterogeneity of cognitive profiles in aging: Successful aging, normal aging, and individuals at risk for cognitive decline]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Neurology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>6</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>645-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wechsler]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[WAIS manual]]></source>
<year>1955</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Psychological Corporation]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B57">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Welsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Butters]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hughes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mohs]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heyman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Detection of abnormal memory decline in mild cases of Alzheimer's disease using CERAD neuropsychological measures]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Neurology]]></source>
<year>1991</year>
<volume>48</volume>
<page-range>278-281</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B58">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wilson]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. -A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cockbum]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baddeley]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. -D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The rivermead behavioral memory test]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bury St. Edmunds ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Thames Valley Test Company]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
