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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Traumatismos crânio-encefálicos: características e evolução]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Traumatic brain injury is a severe problem of public health, with a high incidence in the young adult population, mainly as the result of traffic accidents. The author reviews the literature concerning the principle characteristics of this injury, recovery mechanisms, and the most frequent sequelae observed in these situations, in adult subjects. The consequences even years after injury can be dramatic for the subjects who suffered injury, as well as for their close relatives, and involve different types of impairments - physical, cognitive, emotional and behavioural. These impairments, depending on their severity, individual characteristics, and life conditions, can lead to handicaps of different nature preventing the professional and social integration of these subjects.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Traumatismo crânio-encefálico]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[handicaps]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Traumatismos cr&#226;nio-encef&#225;licos caracter&#237;sticas e evolu&#231;&#227;o</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Traumatic brain injuty: main features and outcome</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria Emilia Santos<sup>*</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Escola Superior de Sa&#250;de do Alcoitio. Colaboradora do Laborat&#243;rio de Estudos de Linguagem, do Centro de Estudos Egas Moniz. E-mail: <a href="mailto:mesantos@mail.telepac.pt">mesantos@mail.telepac.pt</a></font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os traumatismos cr&#226;nio-encef&#225;licos constituem um grave problema de sa&#250;de p&#250;blica, com uma incid&#234;ncia muito elevada, sobretudo na popula&#231;&#227;o adulta jovem, principalmente como resultado dos acidentes de via&#231;&#227;o. A autora faz uma revis&#227;o da literatura relativa &#224;s principais caracter&#237;sticas dos traumatismos cr&#226;nio-encef&#225;licos, aos mecanismos de recupera&#231;&#227;o e &#224; evolu&#231;&#227;o e sequelas mais frequentemente observadas nestas situa&#231;&#245;es, em sujeitos adultos. As consequ&#234;ncias, mesmo a longo prazo, isto &#233;, passados anos ap&#243;s o traumatismo, podem ser dram&#225;ticas, quer para as pessoas que sofreram traumatismo, quer para os seus familiares, e envolver v&#225;rios tipos de defici&#234;ncia &#8212; f&#237;sica, cognitiva, emocional e do comportamento. Estas defici&#234;ncias, em fun&#231;&#227;o da sua gravidade, das caracter&#237;sticas individuais e das condi&#231;&#245;es de vida, podem conduzir a <i>handicaps</i> de natureza variada, impedindo, frequentemente, a integra&#231;&#227;o profissional e social destes sujeitos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Traumatismo cr&#226;nio-encef&#225;lico, caracteriza&#231;&#227;o, <i>handicaps.</i></font></p>      <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Traumatic brain injury is a severe problem of public health, with a high incidence in the young adult population, mainly as the result of traffic accidents. The author reviews the literature concerning the principle characteristics of this injury, recovery mechanisms, and the most frequent sequelae observed in these situations, in adult subjects. The consequences even years after injury can be dramatic for the subjects who suffered injury, as well as for their close relatives, and involve different types of impairments &#8212; physical, cognitive, emotional and behavioural. These impairments, depending on their severity, individual characteristics, and life conditions, can lead to handicaps of different nature preventing the professional and social integration of these subjects.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Thus, in this, as in all the other kinds of emotional and behavioral patterns observed in brain damage patients, a complex interplay between neurological, psychological, and psychosocial factors must be admitted (Gainotti, 1993, p. 272).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o: o que &#233; um traumatismo cr&#226;nio-encef&#225;lico. Mecanismos de recupera&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de a mortalidade resultante de traumatismo cr&#226;nio-encef&#225;lico (TCE) atingir ainda n&#250;meros elevados, tem-se verificado algum decr&#233;scimo nos pa&#237;ses mais desenvolvidos, provavelmente como resultado das melhores condi&#231;&#245;es de interven&#231;&#227;o imediata, quer no local do acidente, quer nas urg&#234;ncias hospitalares. Contudo, a grande maioria dos sobreviventes que sofreram TCE moderado ou grave, fica com sequelas permanentes, e muitas quest&#245;es continuam por esclarecer quanto &#224; recupera&#231;&#227;o espont&#226;nea, aos meios mais adequados de reabilita&#231;&#227;o e aos factores que podem influenciar a evolu&#231;&#227;o, quer de forma positiva, quer de forma negativa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As interven&#231;&#245;es aos v&#225;rios n&#237;veis de cuidados constituem um percurso complexo, desde o  	momento do acidente at&#233; &#224; situa&#231;&#227;o de alta hospitalar. Na <a href="/img/revistas/psi/v16n1/16n1a06f1.jpg">figura 1</a> apresenta-se de forma esquem&#225;tica esse percurso, bem como a evolu&#231;&#227;o mais prov&#225;vel, em fun&#231;&#227;o da gravidade do TCE.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Nas situa&#231;&#245;es de TCE h&#225; muitos factores respons&#225;veis pela les&#227;o cerebral. O tipo de traumatismo, a gravidade e a localiza&#231;&#227;o da les&#227;o determinam as consequ&#234;ncias, tanto na fase aguda, como em est&#225;dios posteriores. A classifica&#231;&#227;o da les&#227;o como les&#227;o cerebral prim&#225;ria ou secund&#225;ria permite distinguir entre os factores mec&#226;nicos imediatos resultantes do impacto da les&#227;o &#8212; contus&#245;es e les&#245;es axonais difusas &#8212;, e as complica&#231;&#245;es decorrentes que, eventualmente, podem ser prevenidas ou podem ser revers&#237;veis com o tratamento (Teasdale &#38; Mendelow, 1984).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As contus&#245;es hemorr&#225;gicas s&#227;o comuns e, consoante a extens&#227;o da camada de sangue, de superficiais a mais profundas, envolvendo o c&#243;rtex em profundidade e v&#225;rias circunvolu&#231;&#245;es adjacentes. Frequentemente, h&#225; les&#245;es nos dois lados do c&#233;rebro, embora possam apresentar maior gravidade num deles, em consequ&#234;ncia das principais causas que determinam o TCE, os acidentes de via&#231;&#227;o, com movimentos de acelera&#231;&#227;o e desacelera&#231;&#227;o da cabe&#231;a. S&#227;o mais comuns as contus&#245;es na face inferior dos lobos frontais e &#224; volta do p&#243;lo do lobo temporal e raras as que afectam o lobo occipital. Tamb&#233;m &#233; raro que a contus&#227;o se situe por baixo do local do impacto na cabe&#231;a, excepto nos casos em que h&#225; fractura do cr&#226;nio, com afundamento de fragmentos &#243;sseos. A les&#227;o isqu&#233;mica hip&#243;xica, causa importante de les&#227;o na subst&#226;ncia cinzenta, pode ser resultante dos per&#237;odos de apneia e do aumento da press&#227;o intracraniana. Ahip&#243;xia afecta, selectivamente, os g&#226;nglios basais, o hipocampo e zonas da art&#233;ria cerebral (Namerow &#38; Fomey, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A les&#227;o axonal difusa foi verificada pela primeira vez por Strich (1956, referido por Teasdale &#38; Mendelow, 1984) em situa&#231;&#245;es de observa&#231;&#227;o <i>post-mortem. </i>A observa&#231;&#227;o mostra, frequentemente, pequenas zonas de hemorragia, sobretudo no corpo caloso e parte superior do tronco cerebral, por vezes bilaterais, normalmente assim&#233;tricas, e com hemorragia intraventricular. Em est&#225;dios posteriores estas les&#245;es est&#227;o muitas vezes relacionadas com atrofia cerebral e hidrocefalia. As les&#245;es no tronco cerebral e no corpo caloso s&#227;o, em princ&#237;pio, indicadoras de perturba&#231;&#227;o axonal difusa grave (Adams <i>et al,</i> 1989) e associadas a les&#245;es nos hemisf&#233;rios cerebrais, em resultado da degeneresc&#234;ncia celular que afecta vias ascendentes e descendentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Gale e colaboradores (1995) constataram, atrav&#233;s de an&#225;lise morfom&#233;trica de resson&#226;ncia magn&#233;tica, que os sujeitos que sofreram TCE apresentavam maior rela&#231;&#227;o ventr&#237;culos/c&#233;rebro e volumes do corno temporal e, pelo contr&#225;rio, menor rela&#231;&#227;o f&#243;rnix/c&#233;rebro e do corpo caloso, comparativamente com sujeitos de controlo. Estas medidas anat&#243;micas estavam correlacionadas com a gravidade da les&#227;o, com a capacidade de mem&#243;ria e com fun&#231;&#245;es motoras.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na fase aguda &#233; necess&#225;ria uma r&#225;pida aplica&#231;&#227;o de meios de neuro-imagem, tais como a resson&#226;ncia magn&#233;tica ou a tomografia axial computorizada para avalia&#231;&#227;o de eventuais situa&#231;&#245;es de risco de vida. Estas t&#233;cnicas fornecem informa&#231;&#227;o detalhada sobre estruturas eventualmente lesadas. Outras t&#233;cnicas, como a tradicional electroencefalografia ou as que implicam avalia&#231;&#227;o de aspectos metab&#243;licos ou hemodin&#226;micos, como a tomografia computorizada com emiss&#227;o de fot&#245;es e a tomografia por emiss&#227;o de positr&#245;es (conhecidas por SPECT e PET, respectivamente), est&#227;o a ser desenvolvidas para melhor avalia&#231;&#227;o dos casos de TCE, sobretudo das situa&#231;&#245;es menos graves onde, na generalidade, n&#227;o s&#227;o observados sinais de les&#227;o estrutural. Situa&#231;&#245;es de TCE em que n&#227;o se observam esses sinais de les&#227;o estrutural e em que os sujeitos manifestam apenas sequelas a n&#237;vel do comportamento podem n&#227;o ser diagnosticadas ou at&#233; podem ser confundidas com altera&#231;&#245;es psiqui&#225;tricas comuns (Lewine <i>et al,</i> 1996). Este problema assume especial import&#226;ncia devido &#224; alta frequ&#234;ncia de TCE ligeiros, relativamente aos traumatismos de maior gravidade, com consequente disfuncionamento psicossocial e interpessoal (King, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os mecanismos respons&#225;veis pela recupera&#231;&#227;o ap&#243;s um TCE s&#227;o complexos, envolvendo n&#227;o s&#243; as zonas do c&#233;rebro directamente lesadas mas outras zonas mesmo distantes daquelas, atrav&#233;s de processos como a degeneresc&#234;ncia transneuronal, altera&#231;&#245;es neuroqu&#237;micas, edema, aumento da press&#227;o intracraniana e altera&#231;&#245;es vasculares resultantes de hemorragia ou isqu&#233;mia (Almli &#38; Finger, 1992). O processo de recupera&#231;&#227;o tem lugar nas primeiras horas, dias, meses ou mesmo anos ap&#243;s o traumatismo. Nas situa&#231;&#245;es de TCE moderado ou grave, a recupera&#231;&#227;o &#233; mais evidente nos primeiros seis meses (e. g. Bond &#38; Brooks, 1976), mas continua a verificar-se depois desse per&#237;odo, embora de uma forma mais lenta (Groswasser <i>et al,</i> 1977; Thomsen, 1984). Contudo, &#233; imposs&#237;vel predizer em cada caso a curva de recupera&#231;&#227;o, em virtude da grande variabilidade individual (Brooks &#38; Aughton, 1979).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O processo de recupera&#231;&#227;o envolve m&#250;ltiplos mecanismos que interagem entre si, desde as altera&#231;&#245;es neurofisiol&#243;gicas relacionadas com a gravidade da les&#227;o e respectiva localiza&#231;&#227;o, &#224; influ&#234;ncia das varia&#231;&#245;es individuais, tais como a idade, a intelig&#234;ncia e a motiva&#231;&#227;o, e ainda &#224; influ&#234;ncia da estimula&#231;&#227;o do meio envolvente. Este processo &#233; extremamente complexo e, apesar das v&#225;rias teorias explicativas, permanece pouco claro, n&#227;o sendo poss&#237;vel explicar, por exemplo, a diferente evolu&#231;&#227;o, a longo prazo, de situa&#231;&#245;es inicialmente compar&#225;veis, ou a manuten&#231;&#227;o de sequelas importantes em casos de TCE ligeiro e uma quase completa recupera&#231;&#227;o em casos considerados muito graves.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As teorias explicativas dos processos de recupera&#231;&#227;o podem ser sintetizadas em dois grandes modelos: (1) o modelo que defende o conceito de restitui&#231;&#227;o de fun&#231;&#227;o das &#225;reas lesadas e (2) o modelo que defende que o processo de recupera&#231;&#227;o depende da substitui&#231;&#227;o ou reorganiza&#231;&#227;o das estruturas e fun&#231;&#245;es neuronais (revis&#227;o de Ponsford, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As teorias que defendem a restitui&#231;&#227;o de fun&#231;&#245;es das &#225;reas lesadas explicam facilmente o processo de recupera&#231;&#227;o espont&#226;nea inicial, como resultado da resolu&#231;&#227;o das altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas que causaram mais perturba&#231;&#245;es a n&#237;vel funcional do que a n&#237;vel estrutural, como o edema ou as mudan&#231;as da press&#227;o intracraniana. Contudo, dificilmente poder&#227;o explicar a recupera&#231;&#227;o verificada posteriormente, quando esses processos estar&#227;o j&#225; resolvidos, implicando ent&#227;o que as &#225;reas estruturalmente lesadas readquiram as fun&#231;&#245;es perdidas. Embora se verifique regenera&#231;&#227;o axonal com arboriza&#231;&#227;o colateral, o significado desse crescimento dos ax&#243;nios, sob o ponto de vista funcional, n&#227;o &#233; claro e n&#227;o se sabe se esse processo conduz &#224; recupera&#231;&#227;o ou se, pelo contr&#225;rio, &#233; resultado desta. N&#227;o h&#225; assim evid&#234;ncia de que, pelo menos no indiv&#237;duo adulto, a regenera&#231;&#227;o axonal produza resultados sens&#237;veis na recupera&#231;&#227;o funcional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As teorias de defendem a exist&#234;ncia de processos de substitui&#231;&#227;o ou reorganiza&#231;&#227;o de fun&#231;&#245;es podem ser agrupadas em duas: (1) as que consideram que haver&#225; <i>reorganiza&#231;&#227;o anat&#243;mica</i> e (2) as que consideram mecanismos de <i>compensa&#231;&#227;o</i> ou de <i>adapta&#231;&#227;o funcional</i> como meios de recupera&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No primeiro caso est&#227;o inclu&#237;das as teorias que consideram que determinadas zonas intactas dos sistemas neuronais lesados podem, de forma adequada, mediar as fun&#231;&#245;es previamente desempenhadas pelo sistema como um todo. As teorias da equipotencialidade, da redund&#226;ncia e da representa&#231;&#227;o hier&#225;rquica est&#227;o aqui inclu&#237;das. No entanto, tamb&#233;m n&#227;o explicam completamente a recupera&#231;&#227;o de fun&#231;&#245;es, embora permitam compreender porque &#233; que nalgumas situa&#231;&#245;es certas capacidades permanecem preservadas (Finger &#38; Stein, 1982).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As teorias que defendem a reorganiza&#231;&#227;o anat&#243;mica como resultado da plasticidade cerebral referem que outras zonas n&#227;o lesadas assumir&#227;o as fun&#231;&#245;es das &#225;reas lesadas. Contudo, este modelo &#233; posto em causa, tanto relativamente aos sujeitos adultos como relativamente &#224;s crian&#231;as, apesar de nestas a plasticidade cerebral ser, consideravelmente, maior. Na perspectiva de Finger e Stein (1982), n&#227;o &#233; poss&#237;vel afirmar, com base em estudos sobretudo de observa&#231;&#227;o do comportamento, que determinada fun&#231;&#227;o &#233; executada porque outra &#225;rea do c&#233;rebro a assumiu. O comportamento observado pode resultar, por exemplo, de uma mudan&#231;a de estrat&#233;gia do indiv&#237;duo, de forma a permitir-lhe realizar essa tarefa. De particular interesse relativamente &#224; plasticidade cerebral s&#227;o as recentes descobertas sobre a exist&#234;ncia e potencialidades das chamadas c&#233;lulas germinais, que existem mesmo no c&#233;rebro adulto e que podem multiplicar-se, migrar, transformar-se e diferenciar-se em c&#233;lulas definitivas; &#34;... &#224; medida que se v&#227;o multiplicando, as c&#233;lulas v&#227;o mudando de estrutura para se adaptarem &#224;s fun&#231;&#245;es para que foram geneticamente programadas, ou para as quais s&#227;o necess&#225;rias no local onde se desenvolvem&#34; (revis&#227;o de Castro-Caldas, 2000, p. 27).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As teorias que defendem a compensa&#231;&#227;o ou adapta&#231;&#227;o funcional explicam a recupera&#231;&#227;o como um processo em que os sujeitos desenvolvem novas estrat&#233;gias atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o de estruturas intactas, ap&#243;s a fase inicial em que h&#225; um processo espont&#226;neo de recupera&#231;&#227;o neurofisiol&#243;gica. A recupera&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o &#233; concebida mais em termos de objectivos, do que dos meios usados para atingir esses objectivos (e. g. Laurence &#38; Stein, 1978). Este ponto de vista tem particular interesse no processo de reabilita&#231;&#227;o, atrav&#233;s da procura das solu&#231;&#245;es alternativas para o desempenho de determinadas tarefas. Embora este modelo de recupera&#231;&#227;o n&#227;o esteja ainda bem documentado, constitui, actualmente, um modelo interessante com vista &#224; implementa&#231;&#227;o de programas de reabilita&#231;&#227;o individualizados, visando a adapta&#231;&#227;o funcional do sujeitos &#224;s situa&#231;&#245;es e n&#227;o propriamente a recupera&#231;&#227;o de fun&#231;&#245;es perdidas, ponto de vista mais tradicional mas, frequentemente, com poucos resultados pr&#225;ticos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A rela&#231;&#227;o entre a idade e a recupera&#231;&#227;o das sequelas de les&#227;o cerebral tem sido objecto de muitos estudos, sobretudo a partir dos anos 30. Essa d&#233;cada foi marcada pelos trabalhos de experimenta&#231;&#227;o animal realizados por Margaret Kennard, concluindo a autora que havia uma melhor recupera&#231;&#227;o das consequ&#234;ncias de les&#245;es id&#234;nticas provocadas nos beb&#233;s macacos do que em animais adultos (revis&#227;o de Kolb, 1996). Esta constata&#231;&#227;o, de que um c&#233;rebro em desenvolvimento, devido &#224; sua grande plasticidade, recuperaria melhor do que um c&#233;rebro adulto, dominou v&#225;rias d&#233;cadas e ficou conhecido como o princ&#237;pio de Kennard. Outras constata&#231;&#245;es, como a de que nas crian&#231;as as les&#245;es do hemisf&#233;rio esquerdo n&#227;o provocavam afasias com a mesma gravidade dos quadros verificados em adultos, contribu&#237;ram tamb&#233;m para a aceita&#231;&#227;o deste princ&#237;pio.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Kolb (1996) levanta dois problemas fundamentais que p&#245;em em causa as conclus&#245;es de tipo linear, resultantes da compara&#231;&#227;o das .consequ&#234;ncias das les&#245;es em crian&#231;as e adultos. O primeiro &#233; que o per&#237;odo de desenvolvimento dura v&#225;rios anos e o desenvolvimento do c&#233;rebro passa por v&#225;rias fases nos primatas, desde o nascimento dos neur&#244;nios, &#224; sua migra&#231;&#227;o e diferencia&#231;&#227;o, ao estabelecimento de conex&#245;es espec&#237;ficas e desenvolvimento de estruturas como a glia e os capilares. Assim, les&#245;es no c&#233;rebro durante as suas v&#225;rias fases de desenvolvimento, que na esp&#233;cie humana se prolongar&#225; at&#233; &#224; adolesc&#234;ncia, t&#234;m diferentes consequ&#234;ncias morfol&#243;gicas e a n&#237;vel do comportamento. Em segundo lugar, Kolb refere que o princ&#237;pio de Kennard n&#227;o tem em conta que o desenvolvimento do c&#233;rebro &#233; feito por etapas sucessivas e, assim, a les&#227;o de determinada estrutura numa dessas etapas vai interferir com o desenvolvimento posterior. J&#225; Hebb, nos anos 40 (referido por Kolb, 1996), defendia esta ideia e constatava que les&#245;es frontais precoces podiam ter piores resultados, porque certos aspectos do desenvolvimento cognitivo estariam dependentes da integridade de determinadas estruturas cerebrais durante o desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num estudo que teve como objectivo analisar a evolu&#231;&#227;o das consequ&#234;ncias, a n&#237;vel cognitivo, das les&#245;es cerebrais em crian&#231;as, Martins (1997) concluiu tamb&#233;m que, embora a recupera&#231;&#227;o fosse melhor nas crian&#231;as do que nos adultos, persistiam perturba&#231;&#245;es respons&#225;veis por posteriores dificuldades de aprendizagem e de integra&#231;&#227;o socioprofissional. Mesmo nos casos considerados como clinicamente recuperados, observou resultados baixos em v&#225;rias provas cognitivas, sobretudo nas que envolviam capacidades verbais. Mais recentemente, Anderson <i>et ai</i> (1999) constataram que les&#245;es muito precoces no c&#243;rtex pr&#233;frontal conduziam, na idade adulta, a perturba&#231;&#245;es do comportamento social e moral, apesar de estarem mantidas as fun&#231;&#245;es cognitivas b&#225;sicas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este assunto continua a suscitar controv&#233;rsia, n&#227;o sendo, contudo, objecto espec&#237;fico do presente estudo, que apenas ir&#225; abordar a evolu&#231;&#227;o de sujeitos adultos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Perturba&#231;&#245;es da consci&#234;ncia como indicadores de gravidade</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A profundidade do coma e a sua dura&#231;&#227;o ap&#243;s o traumatismo, bem como a dura&#231;&#227;o da amn&#233;sia p&#243;s-traum&#225;tica (APT), s&#227;o tradicionalmente consideradas como bons indicadores da gravidade da les&#227;o cerebral (c. g. Brooks <i>et al,</i> 1980). A Escala de Coma de Glasgow (ECG &#8212; Teasdale &#38; Jennett, 1974) tem sido o instrumento mais frequentemente utilizado para avaliar a profundidade do coma de forma rigorosa, a partir da capacidade de resposta do olhar, respostas verbais e motoras, numa pontua&#231;&#227;o m&#225;xima de 15 pontos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A determina&#231;&#227;o da profundidade do coma resulta da combina&#231;&#227;o das tr&#234;s componentes, a partir da melhor resposta a cada uma delas. Considera-se traumatismo &#34;grave&#34; quando a pontua&#231;&#227;o &#233; igual ou inferior a 8 (por exemplo, n&#227;o abre os olhos, n&#227;o obedece a ordens e a vocaliza&#231;&#227;o &#233; incompreens&#237;vel), &#34;moderado&#34; quando se situa entre 9 e 12, indicando perturba&#231;&#227;o da consci&#234;ncia sem coma, e &#34;ligeiro&#34; entre 13 e 15, situa&#231;&#227;o em que o doente geralmente est&#225; confuso e desorientado. Considera-se tamb&#233;m traumatismo grave quando o coma dura, pelo menos, 6 horas, embora, recentemente, este limite tenha perdido import&#226;ncia (revis&#227;o de Wong <i>et al,</i> 1994). Estes crit&#233;rios de pontua&#231;&#227;o dizem respeito ao que se observa, geralmente, em grandes grupos, no entanto, h&#225; varia&#231;&#245;es individuais importantes em termos de gravidade e consequ&#234;ncias a longo prazo (Horn <i>et al,</i> 1992).</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v16n1/16n1a06q1.jpg">Quadro 1</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">A distribui&#231;&#227;o dos TCE em fun&#231;&#227;o da gravidade do coma nos sujeitos que s&#227;o hospitalizados mostra, em todos os estudos publicados, uma percentagem muito maior de TCE ligeiros (ECG 13-15), relativamente aos moderados (ECG 9-12) e aos graves (ECG &#60;9), numa propor&#231;&#227;o de 8:1:1 (revis&#227;o de Kraus &#38; McArthur, 1996).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Katz e Alexander (1994) conclu&#237;ram que, ao fim de um ano de evolu&#231;&#227;o, a maioria dos doentes com coma inferior a uma semana tinha tido uma boa recupera&#231;&#227;o e que s&#243; nos doentes com coma superior a duas semanas a hip&#243;tese de boa recupera&#231;&#227;o era praticamente nula. No entanto, &#233; necess&#225;rio cruzar a dura&#231;&#227;o do coma com a sua gravidade. Jurado <i>et al.</i> (1993) verificaram, na altura da alta hospitalar, que 100% dos traumatizados com pontua&#231;&#227;o inferior a 8 na ECG, oito dias ap&#243;s o traumatismo, mantinham sequelas neuropsicol&#243;gicas, enquanto que estas s&#243; existiam em 44% dos doentes com pontua&#231;&#227;o superior mas com id&#234;ntica dura&#231;&#227;o de coma.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O intervalo de tempo entre a les&#227;o e a recupera&#231;&#227;o das mem&#243;rias do dia-a-dia constitui o que se designa por amn&#233;sia p&#243;s-traum&#225;tica (APT). Este termo foi pela primeira vez usado por Symonds, em 1928 (revis&#227;o de Forrester <i>et al,</i> 1994), para descrever o estado de inconsci&#234;ncia e o per&#237;odo de consci&#234;ncia ainda perturbada que se segue ao traumatismo. Este autor reconhecia, assim, a import&#226;ncia de distinguir entre o coma, estado de completa inconsci&#234;ncia, e o estado de estupor e consci&#234;ncia confusa, com incapacidade posterior de o doente se lembrar do que ocorreu durante esse per&#237;odo. Pela mesma &#233;poca, em 1932, Russell considerava que o doente voltava ao seu estado normal de consci&#234;ncia quando, posteriormente, se lembrava de ter &#34;acordado&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O TCE &#233; considerado grave quando a dura&#231;&#227;o da APT &#233; superior a quatro semanas (Brooks, 1984). Katz e Alexander (1994) verificaram que a maioria dos doentes com menos de quatro semanas de APT recuperaram bem e que com mais de doze semanas as hip&#243;teses de boa recupera&#231;&#227;o eram, praticamente, inexistentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao contr&#225;rio da dura&#231;&#227;o do coma, que &#233; medida de forma mais precisa em meio hospitalar, a APT &#233; normalmente avaliada de forma retrospectiva, por informa&#231;&#227;o do doente e/ou dos familiares. Esta t&#233;cnica de recolha retrospectiva de informa&#231;&#227;o &#233; question&#225;vel, sobretudo quando se baseia apenas no depoimento do doente, em consequ&#234;ncia da eventual subestima&#231;&#227;o das dificuldades, de confus&#227;o ou mesmo confabula&#231;&#227;o relativamente a esse per&#237;odo. Forrester <i>et al.</i> (1994) referem estas possibilidades de erro na recolha retrospectiva, com a consequente perda de validade deste indicador enquanto preditivo da gravidade da les&#227;o cerebral, e defendem uma recolha prospectiva cl&#237;nica, durante o seguimento do doente ap&#243;s a alta hospitalar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar dos problemas que levanta, a recolha retrospectiva tem sido amplamente usada por ser, frequentemente, a &#250;nica poss&#237;vel de obter. Contudo, tamb&#233;m j&#225; foi constatada a exist&#234;ncia de uma forte correla&#231;&#227;o entre os valores da APT medidos de forma retrospectiva e de forma prospectiva, bem como uma correla&#231;&#227;o significativa destas duas formas de medida e outros indicadores de gravidade (McMillan <i>et al,</i> 1996), o que torna fi&#225;vel o m&#233;todo de recolha retrospectiva.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora estes dois indicadores&#8212;coma e APT&#8212;sejam utilizados como forma de avaliar a gravidade das consequ&#234;ncias do TCE, t&#234;m surgido resultados contradit&#243;rios, certamente n&#227;o alheios ao facto de nem sempre as avalia&#231;&#245;es, tanto do coma, como da APT, seguirem crit&#233;rios rigorosos. Por exemplo, Brooks (1984) refere que a dura&#231;&#227;o da APT parece estar mais relacionada com as incapacidades cognitivas dos doentes do que a dura&#231;&#227;o do coma. Contudo, Smith (1974) n&#227;o constatou influ&#234;ncia da dura&#231;&#227;o da APT na capacidade de mem&#243;ria dos doentes, 10 a 20 anos ap&#243;s o traumatismo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Evolu&#231;&#227;o global nos traumatismos cr&#226;nio-encef&#225;licos</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O interesse pelo estudo das sequelas dos TCE desenvolveu-se, inicialmente, em consequ&#234;ncia da numerosa popula&#231;&#227;o de feridos de guerra. O trabalho de Head (1926), na sequ&#234;ncia da I Guerra Mundial, foi pioneiro neste dom&#237;nio, mas s&#243; muito mais tarde, no final dos anos 60 e tamb&#233;m com este tipo de doentes, s&#227;o abordadas as perturba&#231;&#245;es neuropsicol&#243;gicas e psicol&#243;gicas decorrentes dos TCE (Newcombe, 1969). No entanto, a progress&#227;o da investiga&#231;&#227;o nesta &#225;rea, englobando as v&#225;rias consequ&#234;ncias, teve lugar, sobretudo, nas d&#233;cadas seguintes, em consequ&#234;ncia do enorme aumento do n&#250;mero de casos a necessitar de cuidados de reabilita&#231;&#227;o, quer em resultado de ferimentos de guerra (e. g. Grafman <i>et al,</i> 1990; Rosenbaum &#38; Najenson, 1976; Schwab <i>et al,</i> 1993), quer em resultado de outras causas (e. g. Brooks, 1984; McKinlay <i>et al,</i> 1981; Panting &#38; Merry, 1972), nomeadamente de acidentes de via&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, o desenvolvimento da neuropsicologia veio permitir a utiliza&#231;&#227;o de testes destinados a avaliar as fun&#231;&#245;es nervosas superiores tamb&#233;m nestas situa&#231;&#245;es. Contudo, dada a variedade de perturba&#231;&#245;es decorrentes de TCE, para al&#233;m de formas de medida espec&#237;ficas nos diferentes dom&#237;nios em que pode existir perturba&#231;&#227;o, os instrumentos mais &#250;teis e r&#225;pidos para medir essa evolu&#231;&#227;o ser&#227;o de natureza global. A Escala de Evolu&#231;&#227;o de Glasgow (EEG), na vers&#227;o original (Jennett &#38; Bond, 1975) e na vers&#227;o modificada (Jennett <i>et al,</i> 1981), tem sido amplamente usada para avaliar a evolu&#231;&#227;o global dos TCE. Esta escala &#233; constitu&#237;da por quatro categorias, relativamente aos sobreviventes, sendo as tr&#234;s primeiras subdivididas em dois n&#237;veis, consoante a maior ou menor gravidade da situa&#231;&#227;o:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Boa recupera&#231;&#227;o (n&#237;veis superior e inferior</i> &#8212; <i>0 e 1)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Corresponde ao reassumir da vida normal mesmo que persistam pequenas defici&#234;ncias.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Incapacidade moderada (incapacitado mas independente</i> &#8212; <i>n&#237;vel superior</i> 2; <i>n&#237;vel inferior 3)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os doentes podem ter diferentes graus de incapacidade, a todos os n&#237;veis&#8212;motor, cognitivo, emocional ou do comportamento &#8212; mas conseguem ter uma vida independente, por exemplo, usar transportes p&#250;blicos ou trabalhar, mesmo que num meio protegido.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Incapacidade grave (incapacitado e dependente</i> &#8212; <i>n&#237;vel superior 4; n&#237;vel inferior 5)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estes doentes necessitam da ajuda de uma terceira pessoa nas actividades da vida di&#225;ria, em consequ&#234;ncia das suas incapacidades f&#237;sicas e/ou mentais. N&#227;o &#233; imposs&#237;vel que possam voltar a trabalhar, dependendo esse facto do tipo de incapacidade. Uma incapacidade cognitiva grave, por exemplo, um defeito de mem&#243;ria, pode colocar o doente nesta categoria mesmo que n&#227;o tenha qualquer incapacidade f&#237;sica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Estado vegetativo persistente</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da EEG ser muito utilizada para medir a recupera&#231;&#227;o dos doentes, &#233; pouco sens&#237;vel para distinguir, por exemplo, dois sujeitos dentro da mesma categoria, ou para reflectir as mudan&#231;as que ocorrem no mesmo indiv&#237;duo com o passar do tempo. Contudo, apesar de existirem outros instrumentos de medida, nalguns casos mais sens&#237;veis (e. g. <i>Disability Rating Scalefor Severe Head Trauma</i> &#8212; Rappaport <i>et ah, </i>1982), esta Escala permite, de uma forma muito r&#225;pida e global, avaliar o doente relativamente ao conjunto das suas incapacidades. Por outro lado, tem ainda a vantagem de poder ser usada por qualquer t&#233;cnico de sa&#250;de que trabalhe com este tipo de patologia, o que n&#227;o acontece com instrumentos de avalia&#231;&#227;o mais complexos que abarcam as diversas formas de defici&#234;ncia.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v16n1/16n1a06q2.jpg">Quadro 2</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como pode ser observado abaixo, onde s&#227;o referidos dados da literatura recente relativa a sujeitos adultos, h&#225; uma grande discrep&#226;ncia no tipo de recupera&#231;&#227;o observado nos doentes quando &#233; utilizada a EEG. Esta discrep&#226;ncia resulta, por um lado, dos diferentes crit&#233;rios para estabelecer a gravidade inicial dos quadros (dura&#231;&#227;o de internamento/gravidade do coma) e, por outro, do elevado grau de infer&#234;ncia da situa&#231;&#227;o de observa&#231;&#227;o, no que respeita &#224; an&#225;lise da evolu&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o da evolu&#231;&#227;o deve ser feita em fun&#231;&#227;o das reais defici&#234;ncias e incapacidades de cada doente, no momento da observa&#231;&#227;o, e n&#227;o dos ganhos que este foi obtendo ao longo do tempo. Apesar de esta afirma&#231;&#227;o poder parecer desnecess&#225;ria, n&#227;o o &#233;, na medida em que muito frequentemente os profissionais de reabilita&#231;&#227;o participam com os dados das suas observa&#231;&#245;es nos trabalhos de investiga&#231;&#227;o e t&#234;m tend&#234;ncia a valorizar a recupera&#231;&#227;o do doente. Este facto, embora n&#227;o seja referido na literatura, resulta de uma constata&#231;&#227;o pessoal. Frequentemente, casos em que um observador independente n&#227;o hesitava em considerar, por exemplo, como incapacidade moderada (n&#237;vel inferior), eram classificados pelo pessoal de reabilita&#231;&#227;o na categoria boa recupera&#231;&#227;o (n&#237;vel inferior).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A idade da ocorr&#234;ncia do TCE pode ser um factor extremamente importante em termos de consequ&#234;ncias a longo prazo, muitas vezes negligenciado nos estudos sobre recupera&#231;&#227;o. Asikainen <i>et al.</i> (1998) verificaram pior recupera&#231;&#227;o, a longo prazo, nos indiv&#237;duos mais jovens, que sofreram TCE com menos de sete anos de idade; nestes casos a les&#227;o impedir&#225; o desenvolvimento da matriz de conex&#245;es que caracteriza o c&#233;rebro adulto normal. A pior recupera&#231;&#227;o foi tamb&#233;m constatada nos indiv&#237;duos mais velhos, contribuindo para isso a diminui&#231;&#227;o da plasticidade cerebral para poder recuperar da les&#227;o. A recupera&#231;&#227;o, a longo prazo, era melhor nos sujeitos que tinham sofrido a les&#227;o entre os 8 anos de idade e os 40 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num estudo anterior os mesmos autores tinham constatado um maior impacto no futuro profissional e social dos sujeitos que sofreram traumatismo na inf&#226;ncia, relativamente a outros indiv&#237;duos tamb&#233;m jovens &#8212; adolescentes e adultos jovens (Asikainen <i>et al,</i> 1996). Os primeiros n&#227;o conseguiam atingir o n&#250;mero m&#233;dio de anos de educa&#231;&#227;o formal, esperado para as suas idades.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No trabalho de Asikainen <i>et al.</i> (1998) a avalia&#231;&#227;o da recupera&#231;&#227;o foi feita atrav&#233;s da Escala Evolu&#231;&#227;o de Glasgow (Jennett &#38; Bond, 1975). No entanto, quando s&#227;o utilizados dados normativos em testes neuropsicol&#243;gicos para compara&#231;&#227;o dos resultados obtidos por sujeitos adultos que sofreram TCE, n&#227;o se verifica rela&#231;&#227;o entre a evolu&#231;&#227;o e a idade. Johnstone <i>et al.</i> (1998) constataram, numa grande popula&#231;&#227;o de sujeitos, a inexist&#234;ncia de diferen&#231;as em testes de mem&#243;ria, aten&#231;&#227;o e velocidade de processamento de informa&#231;&#227;o, em diferentes grupos de idade. Avaliaram os efeitos da idade nos traumatizados atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o de valores normativos para calcular os &#237;ndices relativos de decl&#237;nio, relativamente aos n&#237;veis pr&#233;-m&#243;rbidos. Os resultados indicaram que as maiores altera&#231;&#245;es neuropsicol&#243;gicas verificadas nos indiv&#237;duos mais velhos estariam, sobretudo, relacionadas com o envelhecimento normal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Principais sequelas dos traumatismos cr&#226;nio-encef&#225;licos</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nas situa&#231;&#245;es de TCE moderado ou grave em sujeitos adultos as consequ&#234;ncias s&#227;o, obviamente, mais graves e persistentes do que nos TCE ligeiros. Contudo, relativamente a estes casos, cada vez mais se d&#225; import&#226;ncia &#224;s consequ&#234;ncias que, a longo prazo, podem ainda ser observadas, quer de natureza org&#226;nica, quer de natureza funcional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os TCE ligeiros, situa&#231;&#245;es em que n&#227;o existem les&#245;es estruturais permanentes do c&#233;rebro, s&#227;o os mais frequentes. No entanto, mesmo estes podem ter consequ&#234;ncias graves, como &#233; o caso dos traumatismos que ocorrem quando o indiv&#237;duo est&#225; alcoolizado, o que, segundo dados j&#225; de h&#225; alguns anos atr&#225;s, acontecia em cerca de metade dos sujeitos admitidos nas urg&#234;ncias dos hospitais (Brismar <i>et al,</i> 1983 &#8212; dados relativos &#224; Gr&#227;-Bretanha e aos EUA).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos TCE ligeiros t&#234;m sido descritos diversos sintomas que podem interferir com o dia-a-dia dos sujeitos, como dores de cabe&#231;a, ins&#243;nia, tonturas, dificuldades de concentra&#231;&#227;o, problemas de mem&#243;ria, irritabilidade, ansiedade e depress&#227;o (e. g. Dikmen <i>et al.,</i> 1986). Na maior parte dos casos estes sintomas desaparecem ap&#243;s algumas semanas, contudo nem sempre isso se verifica. Wrightson e Gronwall (1981) constataram que cerca de 20% de pessoas que sofreram TCE ligeiro apresentavam problemas, sobretudo de mem&#243;ria e dificuldades de concentra&#231;&#227;o mas tamb&#233;m fadiga e irritabilidade, tr&#234;s meses ap&#243;s o acidente. Dois anos depois, alguns destes sujeitos tinham ainda sintomas ligeiros.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de os sintomas e queixas nos casos de TCE ligeiro poderem ser atribu&#237;dos a factores psicol&#243;gicos secund&#225;rios &#224; situa&#231;&#227;o traum&#225;tica, h&#225; evid&#234;ncia de que podem existir les&#245;es microsc&#243;picas difusas, eventualmente respons&#225;veis pela situa&#231;&#227;o (e. g. Levin <i>et al,</i> 1987a). No entanto, n&#227;o est&#225; ainda esclarecida a persist&#234;ncia dos sintomas ap&#243;s as primeiras semanas ou meses, tanto mais que nalguns casos a exist&#234;ncia de benef&#237;cios secund&#225;rios pode mascarar as situa&#231;&#245;es. As caracter&#237;sticas pr&#233;-m&#243;rbidas dos sujeitos parecem ter um papel importante nestas situa&#231;&#245;es, como problemas de ajustamento social, abuso de drogas e alcoolismo, assim como o facto de os sujeitos terem actividades que impliquem maior <i>stress</i> (e. g. Gronwall, 1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo as orienta&#231;&#245;es da OMS (1980), h&#225; tr&#234;s formas que permitem abordar os problemas resultantes da doen&#231;a ou da perturba&#231;&#227;o. Na vers&#227;o original essas tr&#234;s formas correspondem aos conceitos de <i>Impairment, Disability</i> e <i>Handicap.</i> Na edi&#231;&#227;o portuguesa, da responsabilidade do Secretariado Nacional de Reabilita&#231;&#227;o, estes conceitos correspondem a: (1) defici&#234;ncia, termo que no dom&#237;nio da sa&#250;de representa qualquer perda ou altera&#231;&#227;o, permanente ou tempor&#225;ria, de uma estrutura ou de uma fun&#231;&#227;o psicol&#243;gica, fisiol&#243;gica ou anat&#243;mica; (2) incapacidade, que significa qualquer restri&#231;&#227;o ou falta (resultante de uma defici&#234;ncia) de capacidade para realizar uma actividade dentro dos moldes e limites considerados normais para um ser humano, isto &#233;, reflecte perturba&#231;&#245;es a n&#237;vel da pessoa; as incapacidades podem surgir como consequ&#234;ncia directa das defici&#234;ncias ou como resposta do indiv&#237;duo, sobretudo psicol&#243;gica, a defici&#234;ncias f&#237;sicas, sensoriais ou outras; e (3) desvantagem (<i>handicap</i>) que representa a condi&#231;&#227;o social de preju&#237;zo, sofrido por determinado indiv&#237;duo, resultante de uma defici&#234;ncia ou de uma incapacidade que limita ou impede o desempenho de uma actividade considerada normal para esse indiv&#237;duo, tendo em aten&#231;&#227;o a idade, o sexo e os factores socioculturais. Assim, o <i>handicap</i> representa a express&#227;o social de uma defici&#234;ncia ou incapacidade e, como tal, reflecte as consequ&#234;ncias &#8212; culturais, sociais, econ&#243;micas e ambientais &#8212; que, para o indiv&#237;duo, resultam da exist&#234;ncia da defici&#234;ncia e da incapacidade; caracteriza-se pela discrep&#226;ncia entre a actua&#231;&#227;o, o estatuto ou as aspira&#231;&#245;es do indiv&#237;duo e as expectativas existentes, do pr&#243;prio ou do grupo a que pertence.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Seguindo ainda a edi&#231;&#227;o portuguesa da OMS, pode constatar-se que estes conceitos se articulam de forma expressa no <a href="/img/revistas/psi/v16n1/16n1a06q3.jpg">quadro 3</a>.</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Apesar desta sequ&#234;ncia ser a mais frequente, pode haver situa&#231;&#245;es em que h&#225; defici&#234;ncia sem incapacidade ou em que h&#225; incapacidade sem <i>handicap.</i> Por outro lado, o mesmo tipo de defici&#234;ncia pode resultar num <i>handicap</i> menor, por exemplo, quando h&#225; um melhor suporte familiar ou da rede social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A tipologia da Classifica&#231;&#227;o Nacional das Defici&#234;ncias<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a> resulta da adop&#231;&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Internacional das Defici&#234;ncias, Incapacidades e Desvantagens <i>(handicaps),</i> com algumas altera&#231;&#245;es resultantes da agrega&#231;&#227;o de determinadas categorias de defici&#234;ncias. A grande variedade de consequ&#234;ncias poss&#237;veis resultantes dos TCE pode abarcar todas as categorias inseridas nesta classifica&#231;&#227;o, num total de nove, sendo, assim, provavelmente das poucas situa&#231;&#245;es no &#226;mbito da sa&#250;de em que isso acontece. Este facto &#233; demonstrativo da gravidade das sequelas dos TCE em termos de sa&#250;de p&#250;blica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As diferentes sequelas dos TCE dependem, fundamentalmente, da localiza&#231;&#227;o e extens&#227;o das les&#245;es, podendo implicar, seguindo a classifica&#231;&#227;o oficial das defici&#234;ncias: (1) defici&#234;ncias intelectuais (por exemplo, defici&#234;ncia da mem&#243;ria, da intelig&#234;ncia), (2) defici&#234;ncias psicol&#243;gicas (por exemplo, defici&#234;ncia da consci&#234;ncia e da vigilidade, da percep&#231;&#227;o e aten&#231;&#227;o, do comportamento), (3) defici&#234;ncia da linguagem (defici&#234;ncia das fun&#231;&#245;es da linguagem e defici&#234;ncia da fala), (4) defici&#234;ncias da audi&#231;&#227;o, (5) defici&#234;ncias da vis&#227;o, (6) defici&#234;ncias de outros &#243;rg&#227;os (por exemplo, defici&#234;ncia da mastiga&#231;&#227;o e degluti&#231;&#227;o), (7) defici&#234;ncias musculo esquel&#233;ticas (por exemplo, mec&#226;nicas e motoras dos membros), (8) defici&#234;ncias est&#233;ticas e ainda (9) defici&#234;ncias gerais (por exemplo, defici&#234;ncias m&#250;ltiplas) e sensitivas (por exemplo, defici&#234;ncias sensitivas dos membros).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Destas defici&#234;ncias e em fun&#231;&#227;o da sua gravidade, da interdepend&#234;ncia de incapacidades, incluindo as resultantes de patologia associada, como no caso das situa&#231;&#245;es de politraumatismo, e do contexto de vida da pessoa que sofreu TCE, resultam diversos tipos de <i>handicaps,</i> nomeadamente, a n&#237;vel da orienta&#231;&#227;o, da independ&#234;ncia f&#237;sica, da mobilidade, da capacidade de ocupa&#231;&#227;o, da integra&#231;&#227;o social e da independ&#234;ncia econ&#243;mica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dada a dificuldade de analisar separadamente as defici&#234;ncias/incapacidades mais frequentes, e de acordo com os agrupamentos que, habitualmente, s&#227;o feitos na literatura sobre o assunto, estas ser&#227;o agrupadas, no presente estudo, em tr&#234;s grandes grupos: (1) defici&#234;ncias a n&#237;vel f&#237;sico, (2) defici&#234;ncias a n&#237;vel cognitivo e (3) defici&#234;ncias a n&#237;vel emocional e do comportamento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A descri&#231;&#227;o apresentada inclui as perturba&#231;&#245;es mais frequentes nas situa&#231;&#245;es de TCE que, em conjunto ou isoladamente, podem ser encontradas, quer apenas nas fases iniciais de recupera&#231;&#227;o (fase aguda e recente), quer a longo prazo, como sequelas permanentes. Mais &#224; frente ser&#227;o abordadas em detalhe as perturba&#231;&#245;es que podem ser verificadas a longo prazo e a sua gravidade relativa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Defici&#234;ncias a n&#237;vel f&#237;sico</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rios factores envolvidos no controlo motor normal podem estar perturbados, particularmente o t&#243;nus muscular, pela diminui&#231;&#227;o do controlo cortical. Isto conduz a diminui&#231;&#227;o da for&#231;a muscular e hipertonia, que interferem com o comportamento postural e motor. Segundo revis&#227;o de Hillier <i>et al.</i> (1997), e numa perspectiva de aprendizagem motora, os problemas motores resultantes de les&#227;o no sistema nervoso central incluem: aus&#234;ncia ou desadequa&#231;&#227;o de programas motores, perturba&#231;&#227;o da mem&#243;ria motora, particularmente para o alinhamento postural e a execu&#231;&#227;o de sequ&#234;ncias de movimentos, perturba&#231;&#227;o dos mecanismos de <i>feed-back</i> e perturba&#231;&#227;o dos mecanismos <i>feed-forward</i> (planeamento, antecipa&#231;&#227;o e enquadramento postural). Les&#245;es do cerebelo podem resultar na altera&#231;&#227;o do tempo de produ&#231;&#227;o e execu&#231;&#227;o dos movimentos. Perturba&#231;&#245;es como a ataxia, a dismetria, a disdiadococin&#233;sia e o tremor intencional podem estar presentes em qualquer grupo muscular volunt&#225;rio. Perturba&#231;&#245;es menos frequentes incluem, entre outras, tremor, mioclonias, distonia, atetose e sinais de tipo doen&#231;a de Parkinson, que podem aparecer mais tardiamente, melhorar ou piorar com o tempo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A restri&#231;&#227;o no movimento pode ter v&#225;rias causas para al&#233;m das les&#245;es cerebrais, como na situa&#231;&#227;o de politraumatismo, com les&#245;es do sistema musculo-esquel&#233;tico e patologia secund&#225;ria associada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, e numa dimens&#227;o mais taxon&#243;mica, os problemas a n&#237;vel motor mais frequentes podem ser de diferentes tipos, como paralisia ou par&#233;sia num ou nos dois lados do corpo (hemiplegia ou hemipar&#233;sia/dupla hemiplegia ou dupla hemipar&#233;sia), dificuldades de coordena&#231;&#227;o dos movimentos (ataxia), diminui&#231;&#227;o da motricidade fina e dificuldades de equil&#237;brio. Problemas relacionados com a fala s&#227;o tamb&#233;m relativamente frequentes, a n&#237;vel da articula&#231;&#227;o (disartria) e/ou da produ&#231;&#227;o sonora (disfonia, disartrofonia), bem como os relacionados com a degluti&#231;&#227;o (disfagia).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A n&#237;vel sensorial s&#227;o mais frequentes as incapacidades visuais, incluindo diminui&#231;&#227;o da acuidade visual, defeitos de campo, perturba&#231;&#245;es do movimento ocular ou diplopia. Altera&#231;&#245;es da audi&#231;&#227;o, do olfacto e do gosto e ainda perturba&#231;&#245;es da sensibilidade t&#225;ctil e proprioceptiva podem tamb&#233;m existir mas s&#227;o menos comuns (revis&#227;o de Ponsford, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As dores de cabe&#231;a cr&#243;nicas t&#234;m sido descritas como os sintomas mais frequentes das pessoas que sofreram TCE. As causas podem ser muito variadas, como a contrac&#231;&#227;o muscular cr&#243;nica, enxaqueca, tens&#227;o muscular cr&#243;nica difusa e ansiedade (revis&#227;o de Hillier <i>et al,</i> 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Defici&#234;ncias a n&#237;vel cognitivo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estas perturba&#231;&#245;es s&#227;o muito variadas, dependendo da localiza&#231;&#227;o das les&#245;es e da gravidade do TCE, mas podem ser influenciadas tamb&#233;m pelas caracter&#237;sticas pr&#233;-m&#243;rbidas dos sujeitos e pelas condi&#231;&#245;es do meio envolvente. As les&#245;es axonais difusas s&#227;o muito frequentes, bem como les&#245;es dos lobos frontais e temporais, da&#237; decorrendo com maior ou menor gravidade todos ou parte dos problemas abaixo mencionados:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Problemas de mem&#243;ria e aprendizagem</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A amn&#233;sia p&#243;s-traum&#225;tica (APT) que, como j&#225; referido, representa a incapacidade de o doente registar e evocar as mem&#243;rias do dia-a-dia, desde a altura de o acidente, constitui um bom indicador de progn&#243;stico, podendo a sua dura&#231;&#227;o ser de apenas algumas horas ou persistir durante anos, em situa&#231;&#245;es muito graves. A perca de mem&#243;ria para acontecimentos anteriores ao traumatismo, amn&#233;sia retr&#243;grada, &#233; muito frequente e pode abarcar desde um pequeno per&#237;odo imediatamente anterior ao acidente, at&#233; alguns anos de vida ou mesmo toda a mem&#243;ria autobiogr&#225;fica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A longo prazo, ultrapassado na maior parte dos casos o per&#237;odo de amn&#233;sia p&#243;s-traum&#225;tica, os problemas de mem&#243;ria s&#227;o frequentemente referidos pelos pr&#243;prios sujeitos e respectivos familiares (Brooks <i>et al.,</i> 1987; Ponsford <i>et al,</i> 1995; Santos <i>et al.,</i> 1998) e constatados nas provas de avalia&#231;&#227;o neuropsicol&#243;gica. Dificuldades persistentes de aprendizagem, evoca&#231;&#227;o e reconhecimento de material verbal e n&#227;o verbal, s&#227;o relativamente comuns nestes casos (e. g. Baddeley <i>et al.,</i> 1987), devido &#224; grande incid&#234;ncia de les&#245;es frontais e temporais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A gravidade dos defeitos de mem&#243;ria &#233; muito vari&#225;vel. As les&#245;es bilaterais do hipocampo determinam uma incapacidade muito grave de armazenamento e evoca&#231;&#227;o de todo o tipo de informa&#231;&#227;o. Nas les&#245;es unilaterais temporais poder&#225; haver defeito mais espec&#237;fico, consoante o tipo de material, verbal ou n&#227;o verbal. No caso de les&#227;o frontal verificam-se muitas vezes dificuldades no uso de estrat&#233;gias que facilitem a aprendizagem e a evoca&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em muitos casos as tarefas de mem&#243;ria poder&#227;o ser prejudicadas pelos defeitos de aten&#231;&#227;o e fadiga dos sujeitos, muito frequentes tamb&#233;m nas situa&#231;&#245;es de TCE.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Defeitos de aten&#231;&#227;o</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Dificuldades de focaliza&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o podem conduzir a uma diminui&#231;&#227;o da velocidade de processamento da informa&#231;&#227;o, com consequentes dificuldades em lidar com situa&#231;&#245;es mais complexas. A incapacidade de aten&#231;&#227;o selectiva manifestada por distractibilidade ou pouca aten&#231;&#227;o aos detalhes &#233; frequentemente referida, bem como a incapacidade de suster, por per&#237;odos longos, a aten&#231;&#227;o dirigida (Ponsford &#38; Kinsella, 1992; van Zomeren &#38; Brouwer, 1994). Este tipo de perturba&#231;&#245;es &#233; mais comum no caso de les&#245;es que afectam regi&#245;es frontolaterais que ser&#227;o mais vulner&#225;veis em termos de funcionamento da aten&#231;&#227;o (Trexler &#38; Zappa-la, 1988).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Perturba&#231;&#227;o das fun&#231;&#245;es executivas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A express&#227;o &#34;fun&#231;&#245;es executivas&#34; foi criada por Lezak (1983, citada por Sloan e Ponsford, 1995, p. 73) para englobar um conjunto de fun&#231;&#245;es, sobretudo dependentes dos lobos frontais, regi&#245;es pr&#233;-frontais &#8212; <i>executivefunctions enable a person to engage in independent, purposive, self-serving behaviour successfully.</i> A altera&#231;&#227;o destas fun&#231;&#245;es &#233; comum nas situa&#231;&#245;es de TCE, em consequ&#234;ncia das pr&#243;prias circunst&#226;ncias em que a maior parte dos traumatismos ocorre, essencialmente, acidentes de via&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As fun&#231;&#245;es executivas incluem quatro componentes: (1) vontade, (2) planeamento, (3) ac&#231;&#227;o proposicional e (4) desempenho efectivo; todas estas componentes s&#227;o necess&#225;rias para um comportamento adulto apropriado e socialmente adequado (Lezak, 1995). As perturba&#231;&#245;es das fun&#231;&#245;es executivas envolvem, normalmente, mais do que uma componente e podem ser extremamente incapacitantes no dia-a-dia dos sujeitos. Est&#227;o dependentes n&#227;o s&#243; da gravidade das consequ&#234;ncias do traumatismo, mas tamb&#233;m das caracter&#237;sticas individuais, incluindo capacidade intelectual e motiva&#231;&#227;o, e ainda do tipo de tarefa em causa (Sloan &#38; Ponsford, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, quando os sujeitos apresentam este tipo de dificuldades n&#227;o conseguem de forma adequada analisar e planear tarefas mais complexas e tomar as necess&#225;rias decis&#245;es, podendo, contudo, funcionar bem em situa&#231;&#245;es conhecidas e estruturadas. H&#225; tend&#234;ncia para repetir os mesmos comportamentos ou as mesmas solu&#231;&#245;es, com pouca criatividade, o que por vezes provoca frustra&#231;&#227;o nos pr&#243;prios sujeitos (Vogenthaler, 1987). A rigidez de funcionamento reflecte-se a v&#225;rios n&#237;veis, tanto nas actividades como na conversa&#231;&#227;o, nos pedidos ou nas queixas. Por outro lado, a diminui&#231;&#227;o da capacidade de iniciativa, quando existe, agrava todo este quadro, o sujeito n&#227;o mostra espontaneidade para desenvolver actividades e pode passar horas sem fazer nada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Problemas de linguagem</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A afasia &#233; uma situa&#231;&#227;o pouco frequente nos TCE, havendo indicadores de que poder&#225; ser diagnosticada como tal em apenas entre 11% (Gil <i>et al,</i> 1996) a 15% (Chapman <i>et al.</i> 1995) dos TCE graves. No entanto, os problemas de linguagem que Samo (1980) designou por afasia subcl&#237;nica s&#227;o relativamente frequentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em muitos sujeitos que sofreram TCE moderado ou grave e n&#227;o t&#234;m afasia &#233; poss&#237;vel encontrar diversas altera&#231;&#245;es espec&#237;ficas de linguagem, como dificuldades de evoca&#231;&#227;o de palavras, dificuldades de compreens&#227;o, sobretudo em ambientes ruidosos ou com v&#225;rios falantes, e dificuldades em estruturar o discurso de forma l&#243;gica e sequencial. Outras perturba&#231;&#245;es de comunica&#231;&#227;o s&#227;o frequentes e parecem reflectir as altera&#231;&#245;es que se verificam no comportamento global dos sujeitos, como falar demasiado, dificuldade em permanecer num t&#243;pico de conversa&#231;&#227;o, dificuldades em dar e pegar a vez na conversa&#231;&#227;o, tend&#234;ncia para a repeti&#231;&#227;o ou dificuldade em manter uma conversa (e. g. McDonald &#38; van Sommers, 1993; Prigatano <i>et al,</i> 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nas fases iniciais de recupera&#231;&#227;o s&#227;o mais frequentes os defeitos de linguagem. Contudo, o progn&#243;stico &#233; bom e cerca de dois ter&#231;os dos doentes que tinham afasia na fase aguda mostram, posteriormente, um bom desempenho (Chapman <i>et al.,</i> 1995), mas muitos casos podem manter dificuldades residuais, como as acima referidas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora as altera&#231;&#245;es de linguagem sejam bastante referidas na literatura, trata-se de um assunto pouco estudado, dado que grande parte dos problemas se situam ao n&#237;vel da pragm&#225;tica da comunica&#231;&#227;o, mais do que ao n&#237;vel da utiliza&#231;&#227;o da l&#237;ngua, nos seus aspectos lexicais, sem&#226;nticos ou sint&#225;cticos. Assim, a an&#225;lise das poss&#237;veis altera&#231;&#245;es tem, por um lado, de ter em conta as caracter&#237;sticas pr&#233;-m&#243;rbidas dos sujeitos e, por outro, deve partir da avalia&#231;&#227;o num contexto de conversa&#231;&#227;o, o que se toma dif&#237;cil numa situa&#231;&#227;o de avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica; para al&#233;m disso s&#227;o necess&#225;rios valores normativos obtidos numa popula&#231;&#227;o de controlo, tendo em conta as diversas caracter&#237;sticas sociolingu&#237;sticas, incluindo a idade, o sexo e os factores culturais.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, apesar de ser comum na literatura a refer&#234;ncia a altera&#231;&#245;es de comunica&#231;&#227;o n&#227;o h&#225;, praticamente, estudos bem documentados nesta mat&#233;ria. O trabalho de Snow <i>et al.</i> (1997) &#233; um dos poucos exemplos de an&#225;lise cuidadosa da comunica&#231;&#227;o dos sujeitos que sofreram TCE. As autoras constataram, num grupo de 26 traumatizados considerados graves (APT superior a 14 dias), com tr&#234;s a seis meses de evolu&#231;&#227;o e sem afasia, que n&#227;o havia diferen&#231;as globais nas medidas utilizadas para avaliar a conversa&#231;&#227;o, relativamente a dois grupos de controlo, um constitu&#237;do por doentes do foro ortop&#233;dico e outro por estudantes. No entanto, uma an&#225;lise mais detalhada permitiu mostrar que os erros dos traumatizados se situavam ao n&#237;vel de: &#34;informa&#231;&#227;o insuficiente&#34;, &#34;redund&#226;ncia de informa&#231;&#227;o&#34; e &#34;dificuldade em estruturar o discurso&#34;, sendo estes erros em maior n&#250;mero nos casos mais graves (APT com maior dura&#231;&#227;o). Assim, os resultados indicam que os sujeitos traumatizados t&#234;m dificuldade em perceber as necessidades de informa&#231;&#227;o do ouvinte, durante o processo de conversa&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A incapacidade de conversa&#231;&#227;o verificada naquele estudo, se continuar a verificar-se tamb&#233;m a longo prazo, poder&#225; conduzir a graves problemas no &#226;mbito familiar, profissional e social, devido &#224;s limita&#231;&#245;es que imp&#245;e nos processos de comunica&#231;&#227;o dos sujeitos traumatizados com as pessoas do seu meio envolvente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Defici&#234;ncias a n&#237;vel emocional e do comportamento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No caso de sujeitos com defici&#234;ncia resultante de les&#227;o cerebral, as perturba&#231;&#245;es a n&#237;vel emocional e do comportamento podem ser consideradas sob duas perspectivas: (1) como perturba&#231;&#245;es secund&#225;rias, quer em resultado dos, por vezes, longos per&#237;odos de hospitaliza&#231;&#227;o, quer em resultado das reac&#231;&#245;es do doente &#224;s suas pr&#243;prias incapacidades e ao facto de poderem estar dependentes de outros em muitas actividades do quotidiano; ou (2) como perturba&#231;&#245;es resultantes directamente das les&#245;es no sistema nervoso central.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No primeiro caso estaremos perante situa&#231;&#245;es id&#234;nticas &#224;s verificadas nas doen&#231;as cr&#243;nicas incapacitantes em geral. O doente com um problema cr&#243;nico ou incapacitante pode apresentar dois tipos de reac&#231;&#227;o &#8212; a depress&#227;o, perante o reconhecimento de que est&#225; definitivamente deficiente, ou a utiliza&#231;&#227;o de mecanismos de defesa, como a nega&#231;&#227;o do problema, a convers&#227;o, a regress&#227;o ou reac&#231;&#245;es de hostilidade, sendo a personalidade pr&#233;-m&#243;rbida factor importante para o desencadear de qualquer destas reac&#231;&#245;es (Krupp, 1968). Quer a depress&#227;o, quer os mecanismos de defesa que a permitem evitar, particularmente a nega&#231;&#227;o, impedem tamb&#233;m que o doente aceite a sua incapacidade e invista nos processos de reabilita&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora nas situa&#231;&#245;es de TCE as altera&#231;&#245;es a este n&#237;vel devam tamb&#233;m ser interpretadas como poss&#237;veis consequ&#234;ncias secund&#225;rias da situa&#231;&#227;o, a avaliar caso a caso, a variedade e a gravidade das altera&#231;&#245;es emocionais e de comportamento devem ser analisadas, sobretudo, em fun&#231;&#227;o do tipo de altera&#231;&#245;es decorrentes da pr&#243;pria les&#227;o cerebral. As perturba&#231;&#245;es emocionais e do comportamento s&#227;o comuns nas situa&#231;&#245;es de TCE, sobretudo quando se verifica les&#227;o dos lobos frontais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos sujeitos que sofreram TCE podem ser observadas altera&#231;&#245;es importantes, como desinibi&#231;&#227;o, agressividade, descontrolo emocional, irritabilidade, impulsividade, comportamento egoc&#234;ntrico e falta de motiva&#231;&#227;o. Estas altera&#231;&#245;es persistem ou podem mesmo aumentar durante os primeiros 5 a 10 anos depois do traumatismo (e. g. Brooks <i>et al,</i> 1987; Thomsen, 1984). Pouca toler&#226;ncia &#224; frustra&#231;&#227;o e uma reduzida capacidade de controlo s&#227;o respons&#225;veis por respostas desproporcionadas, por vezes mesmo violentas, relativamente &#224; situa&#231;&#227;o que as desencadeou. Este comportamento &#233; referido, frequentemente, pelos familiares e respons&#225;vel por um comportamento social inadequado. Muitos sujeitos desenvolvem um comportamento egoc&#234;ntrico, com procura constante de aten&#231;&#227;o por parte dos outros, tornando-se dependentes e manipulativos. O aplanamento dos afectos ou, pelo contr&#225;rio, uma demonstra&#231;&#227;o de afectos de tipo euf&#243;rico, podem tamb&#233;m surgir e, em conjunto com os restantes problemas de comportamento, deteriorar as rela&#231;&#245;es interpessoais (Ponsford, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; poss&#237;vel que alguns destes problemas surjam apenas alguns anos depois do TCE, provavelmente em consequ&#234;ncia n&#227;o s&#243; da les&#227;o, mas tamb&#233;m da recupera&#231;&#227;o parcial de capacidades e das condi&#231;&#245;es de vida dos doentes. Thomsen <i>et al.</i> (1990) descrevem, num estudo de <i>follow-up</i> de 19 anos, um caso com les&#245;es frontais bilaterais em que apenas come&#231;aram a ser observadas altera&#231;&#245;es do comportamento cinco anos ap&#243;s o traumatismo. Os autores explicam este facto pelas condi&#231;&#245;es adversas de ambiente, muitos anos de institucionaliza&#231;&#227;o e a falta de apoio familiar. Contudo, dez anos ap&#243;s o acidente e devido a modifica&#231;&#245;es das condi&#231;&#245;es de vida, acompanhadas de um programa de modifica&#231;&#227;o do comportamento, verificou-se uma melhoria surpreendente e o desenvolvimento da adapta&#231;&#227;o psicossocial.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sintomas de ansiedade e depress&#227;o podem tamb&#233;m estar presentes. Van Zomeren e van den Burg (1985) referem que muitos sintomas consequentes ao TCE podem resultar do esfor&#231;o dos doentes para lidarem continuamente com as suas incapacidades cognitivas, nomeadamente a redu&#231;&#227;o de velocidade de processamento da informa&#231;&#227;o. Nos casos de traumatismo ligeiro, as expectativas, tanto dos pr&#243;prios sujeitos como das pessoas que os rodeiam, implicam um retorno sem problemas &#224;s anteriores actividades. A exist&#234;ncia de limita&#231;&#245;es, mesmo pequenas, pode desencadear problemas de adapta&#231;&#227;o no emprego e deteriora&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es sociais e familiares, com consequentes sentimentos de frustra&#231;&#227;o e culpa, ansiedade e sinais depressivos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, nas situa&#231;&#245;es mais graves, h&#225; indica&#231;&#245;es de maior incid&#234;ncia de depress&#227;o. Satz <i>et al.</i> (1998) verificaram, em doentes com seis meses de evolu&#231;&#227;o, que os sujeitos com pior recupera&#231;&#227;o, medida pela EEG (incapacidade moderada ou grave), tinham mais sintomas depressivos do que os casos menos graves de TCE e do que os sujeitos de controlo, pessoas que tinham sofrido outros tipos de traumatismo. N&#227;o havia correla&#231;&#227;o entre esses resultados e os que foram obtidos na avalia&#231;&#227;o neuropsicol&#243;gica. Contudo, havia uma associa&#231;&#227;o entre os valores mais elevados, na medida que avaliava a exist&#234;ncia de depress&#227;o, um question&#225;rio de auto-avalia&#231;&#227;o (SCL-90-R; Derogatis, 1983), e as queixas dos doentes relativas &#224; diminui&#231;&#227;o das capacidades cognitivas e da qualidade de vida.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, a forma de avalia&#231;&#227;o parece ser determinante para os resultados. Os mesmos autores verificaram tamb&#233;m nestes doentes (100 sujeitos com TCE moderado a grave) que o n&#250;mero de casos com sintomas de depress&#227;o clinicamente significativos variava consoante a medida utilizada: 18% quando feita auto-avalia&#231;&#227;o (SCL-90-R; Derogatis, 1983) e 31% quando medida pelo observador (NBRS; Levin <i>et al,</i> 1987b).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num trabalho semelhante e utilizando os valores obtidos, num ou noutro daqueles dois instrumentos de avalia&#231;&#227;o, McCleary <i>et al.</i> (1998) constataram que a sintomatologia depressiva s&#243; estava relacionada com a evolu&#231;&#227;o (mais frequente nos sujeitos com pior recupera&#231;&#227;o) seis meses ap&#243;s o TCE, registando-se em 42% do total de casos de TCE, enquanto que num grupo de controlo essa percentagem era de 20%. Passado um ano tinha diminu&#237;do ligeiramente (36%) e j&#225; n&#227;o havia diferen&#231;as entre os tr&#234;s grupos de evolu&#231;&#227;o (boa recupera&#231;&#227;o, incapacidade moderada e incapacidade grave).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sequelas a longo prazo: a gravidade relativa das v&#225;rias defici&#234;ncias</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro estudo com o objectivo de avaliar as consequ&#234;ncias a longo prazo dos TCE graves foi realizado na Dinamarca por Thomsen, em 1984. Esta autora observou 40 pessoas, adolescentes e adultos, que sofreram TCE, dois anos e meio ap&#243;s o acidente e, posteriormente, entre 10 e 25 anos. Usando, como metodologia de recolha de dados, question&#225;rios preenchidos pelos sujeitos e tamb&#233;m por familiares e/ou pessoal de sa&#250;de, concluiu que, embora as defici&#234;ncias motoras, a disartria e os defeitos de mem&#243;ria conduzissem, em muitos casos, a incapacidades graves, as maiores incapacidades resultavam das sequelas a n&#237;vel emocional e do comportamento. Altera&#231;&#245;es permanentes a n&#237;vel da personalidade e a n&#237;vel emocional foram descritas em dois ter&#231;os dos traumatizados e, mais frequentemente, nos sujeitos mais jovens. A longo prazo, grande parte dos sujeitos tinha alguma capacidade de trabalho pois, embora a frequ&#234;ncia das defici&#234;ncias fosse elevada nesta popula&#231;&#227;o, em grande parte dos casos tinha havido uma boa recupera&#231;&#227;o funcional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados deste trabalho pioneiro vieram, posteriormente, a ser confirmados. Brooks <i>et al.</i> (1986), tamb&#233;m num estudo de <i>follow-up</i> que ficou cl&#225;ssico neste &#226;mbito, obtiveram dados id&#234;nticos. Entrevistaram familiares de 42 traumatizados, adolescentes e adultos, e conclu&#237;ram que, cinco anos ap&#243;s sofrerem TCE grave, as sequelas mais importantes se situavam a n&#237;vel emocional e do comportamento, embora fossem comuns os defeitos f&#237;sicos menores, por exemplo, a n&#237;vel da vis&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A menor incid&#234;ncia de perturba&#231;&#245;es a n&#237;vel f&#237;sico, relatada tamb&#233;m noutros estudos (e. g. Dombovy &#38; Olek, 1996; Schwab <i>et al,</i> 1993; Zebenholzer &#38; Oder, 1998), &#233; questionada por Hillier e colaboradores (1997), que referem a inexist&#234;ncia de estudos detalhados sobre este tipo de problemas. Na verdade, as metodologias mais frequentemente seguidas utilizam como forma de recolha de dados a entrevista ou o question&#225;rio e, nalguns casos, a avalia&#231;&#227;o directa de algumas fun&#231;&#245;es. Estudos que analisem em detalhe todas as defici&#234;ncias e incapacidades poss&#237;veis, em consequ&#234;ncia de TCE, n&#227;o existem, devido &#224; grande dificuldade na sua realiza&#231;&#227;o. Por outro lado, n&#227;o &#233; de rejeitar a hip&#243;tese de que os doentes e sobretudo os seus familiares valorizem mais as sequelas a n&#237;vel cognitivo geral e de comportamento, dadas as suas implica&#231;&#245;es a n&#237;vel do funcionamento do sistema familiar e social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No trabalho de Hillier <i>et al.</i> (1997) s&#227;o relatados diversos tipos de defici&#234;ncia motora e sensorial, cinco anos ap&#243;s o traumatismo, afectando cerca de 35% dos sujeitos observados, num total de 67 casos de TCE ligeiro com complica&#231;&#227;o cl&#237;nica, moderado e grave. As perturba&#231;&#245;es mais frequentes foram por ordem decrescente: diminui&#231;&#227;o da amplitude dos movimentos, hipertonia dos membros, defici&#234;ncia visual e hemipar&#233;sia. Os autores n&#227;o estudaram, contudo, em detalhe, os outros tipos de defici&#234;ncia poss&#237;veis.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos estudos que incluem s&#243; TCE graves a incid&#234;ncia das perturba&#231;&#245;es de qualquer tipo &#233; maior. Zebenholzer e Oder (1998), em 33 traumatizados graves com quatro anos de evolu&#231;&#227;o, verificaram tamb&#233;m, atrav&#233;s de avalia&#231;&#227;o neurol&#243;gica detalhada, como perturba&#231;&#245;es f&#237;sicas mais frequentes: defici&#234;ncia motora (em 55% dos casos, sobretudo monopar&#233;sia), disartria (39%), ataxia (49%) e anosmia (46%). Numa segunda avalia&#231;&#227;o, passados mais quatro anos, constataram uma ligeira melhoria, embora n&#227;o significativa, relativamente &#224; frequ&#234;ncia e &#224; gravidade dos sinais neurol&#243;gicos. As defici&#234;ncias de outro tipo eram mais frequentes e, neste caso, os dados foram recolhidos atrav&#233;s de entrevista aos sujeitos e aos familiares. Nos dois momentos de avalia&#231;&#227;o registaram queixas de defeitos de mem&#243;ria (85%) e de falta de iniciativa (cerca de 70%). Na segunda avalia&#231;&#227;o constataram haver um maior isolamento social dos sujeitos e mais queixas relativas a irritabilidade. Nesta altura, ou seja oito anos ap&#243;s o traumatismo, apenas 18% tinham voltado &#224; mesma actividade profissional que desempenhavam anteriormente e 50% estavam reformados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Numa pesquisa feita com um grupo de 231 traumatizados, ligeiros, moderados e graves, entre quatro e sete anos de evolu&#231;&#227;o, Vogenthaler <i>et al.</i> (1989) verificaram que quanto maior a gravidade do TCE maiores as altera&#231;&#245;es a longo prazo, relativamente a uma vida independente e ao desempenho de actividades produtivas. No entanto, alguns dos traumatizados ligeiros mostraram evolu&#231;&#245;es muito pobres e alguns dos graves mostraram boas evolu&#231;&#245;es, pelo que haver&#225; outros aspectos respons&#225;veis, como a qualidade e quantidade dos apoios ao longo do processo de recupera&#231;&#227;o, quer a n&#237;vel institucional (cuidados de reabilita&#231;&#227;o), quer a n&#237;vel familiar e social (amigos, grupos de apoio).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, embora a n&#237;vel cognitivo e do comportamento, em geral, haja uma predomin&#226;ncia importante de perturba&#231;&#245;es a longo prazo, as sequelas f&#237;sicas existem na maioria dos casos, pelo menos nos TCE graves. A combina&#231;&#227;o das v&#225;rias defici&#234;ncias, tamb&#233;m a longo prazo, contribuir&#225; para agravar os <i>handicaps, </i>por exemplo, os relativos &#224; mobilidade, &#224; capacidade de ocupa&#231;&#227;o e a uma integra&#231;&#227;o social plena.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Adams, J., Doyle, D., Ford, I., Gennarelli, T., Graham, D., &#38; Mclellan, D. (1989). Diffuse axonal injury in head injury: Definition, diagnosis, and grading. <i>Histopathology, 15, </i>49-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490491&pid=S0874-2049200200010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almli, C. R., &#38; Finger, S. (1992). Brain injury and recovery of function: Theories and mechanisms of functional reorganization. <i>Journal of Head Trauma Rehabilitation,</i> 7, 70-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490493&pid=S0874-2049200200010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Anderson, S., Bechara, A., Damasio, H., Tranel, D., &#38; Damasio, A. (1999). Impairment of social and moral behavior related to early damage in human prefrontal cortex. <i>Nature Neuroscience, 2,</i>1032-1037.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490495&pid=S0874-2049200200010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Asikainen, L, Kaste, M., &#38; Sama, S. (1996). Patients with traumatic brain injury referred to a rehabilitation and reemployment programme: Social and professional outcome for 508 Finnish patients 5 or more years after injury. <i>Brain Injury, 10,</i> 883-899.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490497&pid=S0874-2049200200010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Asikainen, I., Kaste, M., &#38; Sarna, S. (1998). Predicting late outcome for patients with traumatic brain injury referred to a rehabilitation programme: A study of 508 finnish patients 5 years or more after injury. <i>Brain Injury, 12,</i>95-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490499&pid=S0874-2049200200010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baddeley, A., Harris, J., Sunderland, A., Watts, K., &#38; Wilson, B. A. (1987). Closed head injury and memory. In H. S. Levin, J. Grafman &#38; H. M. Eisenberg (Eds.), <i>Neurobehavioural recovery from head injury</i> (pp. 295-317). Nova Iorque: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490501&pid=S0874-2049200200010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bond, M. R., &#38; Brooks, D. N. (1976). Understanding the process of recovery as a basis for the investigation of rehabilitation for the brain injured. <i>Scandinavian journal of Rehabilitation Medicine, 8,</i>127-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490503&pid=S0874-2049200200010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brismar, B., Engstrom, A., &#38; Rydberg, U. (1983). Head injury and intoxication: A diagnostic and therapeutic dilemma. <i>Acta Chirurgica Scandinavica, 149,</i>11-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490505&pid=S0874-2049200200010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brooks, N. (1984). Cognitive deficits after head injury. In N. Brooks (Ed.), <i>Closed head injury, psychological, social, and family consequences</i> (pp. 44-73). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490507&pid=S0874-2049200200010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brooks, N., &#38; Aughton, M. (1979). Psychological consequences of blunt head injury. <i>International Rehabilitation Medicine, 1,</i>160-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490509&pid=S0874-2049200200010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brooks, N., Aughton, M., Bond, M., Jones, P., &#38; Rizvi, S. (1980). Cognitive sequelae in relationship to early incidences of severity of brain damage after severe blunt head injury. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 43,</i> 529-534.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490511&pid=S0874-2049200200010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brooks, N., Campsie, L., Symington, C., Beattie, A., Bryden, J., &#38; McKinlay, W. (1987). The effects of severe head injury upon patient and relative within seven years of injury. <i>Journal of Head Trauma and Rehabilitation, 2,</i>1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490513&pid=S0874-2049200200010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brooks, N., Campsie, L., Symington, C, Beattie, A., &#38; McKinlay, W. (1986). The five year outcome of severe blunt head injury: A relative&#39;s view. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 49,</i> 764-770.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490515&pid=S0874-2049200200010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Castro-Caldas, A. (2000). <i>A heran&#231;a de franz joseph gall: o c&#233;rebro ao servi&#231;o do comportamento humano.</i> Lisboa: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490517&pid=S0874-2049200200010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chapman, S. B., Levin, H. S., &#38; Culhane, K. A. (1995). Language impairment in closed head injury. In H. S. Kirshner (Ed.), <i>Handbook of neurological speech and language disorders</i> (pp. 387-414). Nova Iorque: Marcel Dekker Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490519&pid=S0874-2049200200010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Derogatis, L. R. (1983). <i>SLC-90-R, Administration, scoring and procedures.</i> Towson, MD: Clinical Psychometric Research.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dikmen, S., McLean, A., &#38; Temkin, N. (1986). Neuropsychological and psychosocial consequences of minor head injury. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 49,</i>1227-1232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490522&pid=S0874-2049200200010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dombovy, M. L., &#38; Olek, A. C. (1996). Recovery and rehabilitation following traumatic brain injury. <i>Brain Injury, 11,</i> 305-318.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490524&pid=S0874-2049200200010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Finger, S., &#38; Stein, D. G. (1982). <i>Brain damage and recovery.</i> Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490526&pid=S0874-2049200200010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Forrester, G., Encel<i>,].,</i> &#38; Geffen, G. (1994). Measuring post-traumatic amnesia (PTA): An historical review. <i>Brain Injury, 8,</i>175-184.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gainotti, G. (1993). Emotional and psychosocial problems after brain injury. <i>Neuropsychological Rehabilitation, 3, 259-277.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490529&pid=S0874-2049200200010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gale, S., Johnson, S., Bigler, E., &#38; Blatter, D. (1995). Nonspecific white matter degeneration following traumatic brain injury. <i>Journal of the International Neuropsychological Society, 1,</i>17-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490531&pid=S0874-2049200200010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gil, M., Cohen, M., Korn, C., &#38; Groswasser, Z. (1996). Vocational outcome of aphasic patients following severe traumatic brain injury. <i>Brain Injury, 10,</i>39-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490533&pid=S0874-2049200200010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grafman, J., Jonas, B., &#38; Salazar, A. (1990). Wisconsin Card Sorting Test performance based on location and size of neuroanatomical lesion in Vietnam veterans with penetrating head injury. <i>Perceptual and Motor Skills, 71,</i> 1120-1122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490535&pid=S0874-2049200200010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gronwall, D. M. (1991). Minor head injury. <i>Neuropsychology, 5,</i>253-265.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490537&pid=S0874-2049200200010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Groswasser, Z., Mendelson, L., Strern, M. J., Schechter, I., &#38; Najenson, T. (1977). Re-evaluation of prognostic factors in rehabilitation after severe head injury: Assessment thirty months after trauma. <i>Scandinavian Journal of Rehabilitation Medicine, 9,</i>147-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490539&pid=S0874-2049200200010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Head, H. (1926). <i>Aphasia and kindred disorders of speech.</i> Londres: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490541&pid=S0874-2049200200010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hillier S., Sharpe, M., &#38; Metzer, J. (1997). Outcomes 5 years post-traumatic brain injury (with further reference to neurophysical impairment and disability). <i>Brain Injury, 11,</i> 661-665.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490543&pid=S0874-2049200200010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Horn, S., Watson, M., Wilson, B. A., &#38; McLellan, D. L. (1992). The development of new techniques in assessment and monitoring of recovery from severe head injury: A preliminary report and case history. <i>Brain Injury, 6,</i> 321-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490545&pid=S0874-2049200200010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jennett, B., &#38; Bond, M. (1975). Assessment of outcome after severe brain damage. <i>Lancet, 1,</i>480-484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490547&pid=S0874-2049200200010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jennett, B., Snoek, J., Bond, M., &#38; Brooks, N. (1981). Disability after severe head injury: Observations on use of Glasgow Outcome Scale. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 44,</i> 285-293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490549&pid=S0874-2049200200010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Johnstone, B., Childers, M. K., &#38; Hoerner, J. (1998). The effects of normal ageing on neuropsychological functioning following traumatic brain injury. <i>Brain Injury, 12,</i> 569-576.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490551&pid=S0874-2049200200010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jurado, M., Bartumeus, E, &#38; Junqu&#233;, C. (1993). Secuelas neuropsicol&#243;gicas en los traumatismos craneoencef&#225;licos. Relaci&#243;n entre el d&#233;ficit objetivo y subjetivo. <i>Neurologia, 8,</i> 91-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490553&pid=S0874-2049200200010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Katz, D. I., &#38; Alexander, M. P. (1994). Traumatic brain injury. Predicting course of recovery and outcome for patients admitted to rehabilitation. <i>Archives of Neurology, 51,</i> 661-670.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490555&pid=S0874-2049200200010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">King, N. (1997). Mild head injury: Neuropathology, sequelae, measurement and recovery. <i>British Journal of Clinical Psychology, 36,</i> 161-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490557&pid=S0874-2049200200010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Kolb, B. (1996). Brain plasticity and behavior during development. In B. P. Uzzell &#38; H. H. Stonnington (Eds.), <i>Recovery after traumatic brain injury</i> (pp. 199-218). Mahwah, Nova J&#233;rsia: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kraus, J., &#38; McArthur, D. (1996). Epidemiology of brain injury. In R. Evans (Ed.), <i>Neurology and trauma</i> (pp. 3-17). Filad&#233;lfia: W. B. Saunders Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490560&pid=S0874-2049200200010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Krupp, N. E. (1968). Psychiatric implications of chronic and crippling illness. <i>Psychosomatics,</i> 9,109-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490562&pid=S0874-2049200200010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Laurence, S., &#38; Stein, D. (1978). Recovery after brain damage and the concept of localization of function. In S. Finger (Ed.), <i>Recovery from brain damage: Research and theory</i> (pp. 369-407). Nova Iorque: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490564&pid=S0874-2049200200010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Levin, H. S., Amparo, E., Eisenberg, H. M., Williams, D. H., High Jr., W. M., McArdle, C. B., &#38; Weiner, R. L. (1987a). Magnetic resonance imaging and computarised tomography in relation to the neurobehavioural sequelae of mild and moderate head injuries. <i>Journal of Neurosurgery, 66,</i> 706-713.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490566&pid=S0874-2049200200010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Levin, H. S., High, W. M., Goethe, K. E., Sisson, R. A., Overall, J. E., Rhoades, H. M., Eisenberg, H. M., Kalisky, Z., &#38; Gary, H. E. (1987b). The neurobehavioural rating scale: Assessment of the behavioural sequelae of head injury by the clinician. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 50,</i>183-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490568&pid=S0874-2049200200010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lewine, J., Orrison Jr., W., Davis, J., Hart, B., Spar, J., Kodituwakku, R, Hill, D., Chang, S., Waldorf, V., Shaw, P, Edgar, C, &#38; Sloan, J. (1996). Neuromagnetic evaluation of brain dysfunction in postconcussive syndromes associated with mild head trauma. In B. Uzzell &#38; H. Sonnington (Eds.), <i>Recovery after traumatic brain injury</i> (pp. 7-28). Nova J&#233;rsia: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490570&pid=S0874-2049200200010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lezak, M. D. (1995). <i>Neuropsychological assessment</i> (3.<sup>a</sup> edi&#231;&#227;o). Nova Iorque: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490572&pid=S0874-2049200200010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Martins, I. P. (1997). <i>Les&#245;es cerebrais adquiridas na inf&#226;ncia: Dissolu&#231;&#227;o, recupera&#231;&#227;o e reorganiza&#231;&#227;o das capacidades cognitivas na crian&#231;a.</i> Disserta&#231;&#227;o de doutoramento, Faculdade de Medicina de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490574&pid=S0874-2049200200010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McCleary, C, Satz, P, Forney, D., Light, R., Zaucha, K., Asarnow, R., &#38; Namerow, N. (1998). Depression after traumatic brain injury as a function of Glasgow Outcome Score. <i>Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology, 20,</i>270-279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490576&pid=S0874-2049200200010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McDonald, S., &#38; van Sommers, P. (1993). Pragmatic language skills after closed head injury: Ability to negotiaterequests. <i>Cognitive Neuropsychology, 10,</i> 297-315.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490578&pid=S0874-2049200200010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McKinlay, W. W., Brooks, D. N., Bond, M. R., Martinage, D. P, &#38; Marshall, M. M. (1981). The short-term outcome of severe blunt head injury as reported by relatives of the injured persons. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 44,</i> 527-533.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490580&pid=S0874-2049200200010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McMillan, T, Jongen, E., &#38; Greenwood, R. (1996). Assessment of post-traumatic amnesia after severe closed head injury: Retrospective or prospective? <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 60,</i> 422-427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490582&pid=S0874-2049200200010000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Namerow, N., &#38; Forney, D. (1990). Traumatic brain injury: Post-acute management. <i>Journal of Neurological Rehabilitation, 4,</i>193-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490584&pid=S0874-2049200200010000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Newcombe, F. (1969). <i>Missile wounds of the brain: A study of psychological deficits.</i> Londres: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490586&pid=S0874-2049200200010000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (1989). <i>International classification of impairments, disabilities, and handicaps: a manual of classification relating to the consequences of disease</i> (edi&#231;&#227;o portuguesa). Lisboa: Secretariado Nacional de Reabilita&#231;&#227;o (obra original publicada em 1980).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490588&pid=S0874-2049200200010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Panting, A., &#38; Merry, P. (1972). The long-term rehabilitation of severe head injuries with particular reference to the need for social and medical support for the patient&#39;s family. <i>Rehabilitation, 38,</i>33-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490590&pid=S0874-2049200200010000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ponsford, J. L. (1995). Mechanisms, recovery, and sequelae of traumatic brain injury: A foundation for the REAL approach. In J. Ponsford, S. Sloan &#38; P. Snow (Eds.), <i>Traumatic brain injury: Rehabilitation for everyday adaptative living</i> (pp. 1-31). Hove, East Sussex: Psychology Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ponsford, J. L., &#38; Kinsella, G. (1992). Attentional deficits following closed-head injury. <i>Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology, 14,</i> 822-838.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490593&pid=S0874-2049200200010000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ponsford, J. L., Olver, J. H., &#38;Curran, C. (1995). A profile of outcome two years following traumatic brain injury. <i>Brain Injury, 9,</i>1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490595&pid=S0874-2049200200010000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Prigatano, G. P, Roueche, J. R., &#38; Fordyce, D. J. (1985). Nonaphasic language disturbances after closed head injury. <i>Language Sciences, 1,</i>217-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490597&pid=S0874-2049200200010000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rappaport, M., Hall, K. M., Hopkins, K., Belleza, T., &#38; Cope, D. N. (1982). Disability rating scale for severe head trauma: Coma to community. <i>Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, 63,</i>118-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490599&pid=S0874-2049200200010000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosenbaum, M., &#38; Najenson, T. (1976). Changes in life patterns and symptoms of low mood as reported by wives of severely brain-injured soldiers. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 44,</i> 881-888.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490601&pid=S0874-2049200200010000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Santos, M. E., Castro-Caldas, A., &#38; de Sousa, L. (1998). Spontaneous complaints of long-term traumatic brain injured subjects and their close relatives. <i>Brain Injury, 9,</i> 759-767.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490603&pid=S0874-2049200200010000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sarno, M. T. (1980). The nature of verbal impairment after closed head injury. <i>Journal of Nervous and Mental Diseases, 168,</i> 685-692.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490605&pid=S0874-2049200200010000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Satz, R, Forney, D. L., Zaucha, K., Asarnow, R. R., Light, R., McCleary, C., Levin., H., Kelly, D., Bergsneider, M., Hovda, D., Martin, N., Namerow, N., &#38; Becker, D. (1998). Depression, cognition, and functional correlates of recovery after traumatic brain injury. <i>Brain Injury, 12,</i>537-553.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490607&pid=S0874-2049200200010000600061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schwab, K., Grafman, J., Salazar, A., &#38; Kraft, J. (1993). Residual impairments and work status 15 years after penetrating head injury: Report from the Vietnam injury study. <i>Neurology, 43,</i>95-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490609&pid=S0874-2049200200010000600062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sloan, S., &#38; Ponsford, J. (1995). Assessment of cognitive difficulties following TBI. In J. Ponsford, S. Sloan &#38; P. Snow (Eds.), <i>Traumatic brain injury: Rehabilitation for everyday adaptative living</i> (pp. 65-101). Hove, East Sussex: Psychology Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, E. (1974). 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Conversational assessment following traumatic brain injury: A comparison across two control groups. <i>Brain Injury, 11,</i> 409-429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490614&pid=S0874-2049200200010000600065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Teasdale, G., &#38; Jennett, B. (1974). Assessment of coma and impaired conciousness: A practical scale. <i>Lancet, 2,</i> 81-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490616&pid=S0874-2049200200010000600066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Teasdale. G., &#38; Mendelow, D. (1984). Pathophysiology of head injuries. In N. Brooks (Ed.), <i>Closed head injury, psychological, social, and family consequences</i> (pp. 4-36). 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Late outcome of very severe blunt head trauma: A 10-15 year second folow-up. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 47,</i> 260-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490622&pid=S0874-2049200200010000600069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Thomsen, I., Waldemar, G., &#38; Thomsen A. M. (1990). Late psychosocial improvement in a case of severe head injury with bilateral fronto-orbital lesions. <i>Neuropsychology, 4, </i>1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490624&pid=S0874-2049200200010000600070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Trexler, L., &#38; Zappala, G. (1988). Neuropathological determinants of acquired attention disorders in traumatic brain injury. <i>Brain and Cognition, 8,</i> 291-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490626&pid=S0874-2049200200010000600071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">van Zomeren, A. H., &#38; van den Burg, W. (1985). Residual complaints of patients two years after severe head injury. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 48,</i> 21-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490628&pid=S0874-2049200200010000600072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">van Zomeren, A. H., &#38; Brouwer, W. H. (1994). <i>Clinical neuropsychology of attention.</i> Nova Iorque: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490630&pid=S0874-2049200200010000600073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vogenthaler, D. R. (1987). An overview of head injury: Its consequences and rehabilitation. <i>Brain Injury, 1,</i>113-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490632&pid=S0874-2049200200010000600074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vogenthaler, D. R., Smith Jr., K., &#38; Goldfader, P. (1989). Head injury, an empirical study: Describing long-term productivity and independent living outcome. <i>Brain Injury, 3,</i> 355-368.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490634&pid=S0874-2049200200010000600075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wong, P. R, Dornan, J., Keating, A. M., Schentag, C. T., &#38; Ip, R. Y. (1994). Re-examining the concept of severity in traumatic brain injury. <i>Brain injury, 8,</i> 509-518.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490636&pid=S0874-2049200200010000600076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wrightson, R, &#38; Gronwall, D. (1981). Time off work and symptoms after minor head injury. <i>Injury, 12,</i>445-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490638&pid=S0874-2049200200010000600077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zebenholzer, K., &#38; Oder, W. (1998). Neurological and psychosocial sequelae 4 and 8 years after severe craniocerebral injury: A catamnestic study. <i>Wiener Klinische Wochenschrift, 110,</i> 253-261. (Fonte: Medline Abstract).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=490640&pid=S0874-2049200200010000600078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Portugal, Delibera&#231;&#227;o n.&#176; 9/99, do Conselho Superior de Estat&#237;stica, publicada em DR de 06/01/99.</b></font></p>         ]]></body><back>
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