<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-2049</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psicologia]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-2049</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Psicologia (APP)Edições Colibri]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-20492002000100012</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teorias implícitas acerca da inteligência: Aspectos desenvolvimentistas e de género]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lay theories about intelligence: developmental and gender perspectives]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amaral]]></surname>
<given-names><![CDATA[Virgílio]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Superior de Psicologia Aplicada  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>237</fpage>
<lpage>256</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-20492002000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-20492002000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-20492002000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Neste trabalho apresentamos uma revisão de literatura, nomeadamente de pesquisas empíricas, sobre as teorias implícitas acerca da inteligência, de acordo com as variáveis desenvolvimento e género. Procurou-se também enquadrar o conjunto de investigações em três linhas teórico-empirícas: uma perspectiva cognitivo-desenvolvimentista, a perspectiva das teorias pessoais da inteligência enunciada por Carol Dweck, e a dos estudos multidimensionais sobre concepções de senso comum acerca da inteligência, ligados, sobretudo no que diz respeito aos estudos europeus, à teoria das representações sociais. Clivagens e aspectos comuns são discutidos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this work we present a review of empirical researches on lay theories about intelligence, according to gender and developmental perspectives. We try to fit the researches in three theoretical and empirical frameworks: a cognitive-developmental perspective, the theory of the personal conceptions about intelligence and multidimensional studies on common sense conceptions about intelligence, linked to social representations theory, in particular the European researches. Common and distinct aspects are discussed.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Teorias implícitas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[inteligência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[desenvolvimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[género]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[representações sociais]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Teorias impl&#237;citas acerca da intelig&#234;ncia: Aspectos desenvolvimentistas e de g&#233;nero</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Lay theories about intelligence: developmental and gender perspectives</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Virg&#237;lio Amaral<sup>*</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Instituto Superior de Psicologia Aplicada.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste trabalho apresentamos uma revis&#227;o de literatura, nomeadamente de pesquisas emp&#237;ricas, sobre as  	teorias impl&#237;citas acerca da intelig&#234;ncia, de acordo com as vari&#225;veis desenvolvimento e g&#233;nero. Procurou-se tamb&#233;m  	enquadrar o conjunto de investiga&#231;&#245;es em tr&#234;s linhas te&#243;rico-empir&#237;cas: uma perspectiva cognitivo-desenvolvimentista,  	a perspectiva das teorias pessoais da intelig&#234;ncia enunciada por Carol Dweck, e a dos estudos multidimensionais sobre concep&#231;&#245;es  	de senso comum acerca da intelig&#234;ncia, ligados, sobretudo no que diz respeito aos estudos europeus, &#224; teoria das  	representa&#231;&#245;es sociais. Clivagens e aspectos comuns s&#227;o discutidos.<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Teorias impl&#237;citas, intelig&#234;ncia, desenvolvimento, g&#233;nero, representa&#231;&#245;es sociais.</font></p>          <hr size="1" noshade>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">In this work we present a review of empirical researches on lay theories about intelligence, according to gender and developmental perspectives. We try to fit the researches in three theoretical and empirical frameworks: a cognitive-developmental perspective, the theory of the personal conceptions about intelligence and multidimensional studies on common sense conceptions about intelligence, linked to social representations theory, in particular the European researches. Common and distinct aspects are discussed.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; escassa a literatura sobre as teorias impl&#237;citas de crian&#231;as e adolescentes acerca da intelig&#234;ncia, seja do ponto de vista das pesquisas da ontog&#233;nese, como da sociog&#233;nese daquelas concep&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste &#226;mbito, podemos, contudo, identificar tr&#234;s tipos de abordagens: a teoria das concep&#231;&#245;es pessoais da intelig&#234;ncia (Dweck, 2000; Dweck &#38; Elliot, 1983; Dweck, Chiu &#38; Hong, 1995; Cain &#38; Dweck, 1989); uma abordagem estritamente cognitiva-desenvolvimentista (Lehay &#38; Hunt, 1983; Nicholls, Patashnick &#38; Mettetal, 1986; Stipek, 1981; Stipeck, 1987; Stipek &#38; Tannatt, 1984; Stipek &#38; Daniels, 1988; Stipek &#38; Mac Iver, 1989); e um confronto intercultural de pesquisas centradas numa an&#225;lise multidimensional dos conte&#250;dos representacionais da intelig&#234;ncia, em crian&#231;as e adolescentes (Yussen &#38; Kane, 1983; Raty &#38; Snellman, 1993; Selleri, Carugati &#38; Bison, 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Acresce que, para a individua&#231;&#227;o e a compara&#231;&#227;o das teorias impl&#237;citas acerca da intelig&#234;ncia de acordo com o g&#233;nero, ou ainda de acordo com a contextualiza&#231;&#227;o dos sujeitos em meio escolar, se torna necess&#225;rio recorrer a estudos realizados com adultos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De facto, como mostra o trabalho de Lloyd e Duveen (1990), a prop&#243;sito do desenvolvimento das representa&#231;&#245;es sociais do g&#233;nero, o desenvolvimento e diferencia&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es &#233; tamb&#233;m tribut&#225;rio do sistema de representa&#231;&#245;es pr&#233;-existentes, ou seja, das representa&#231;&#245;es dos adultos, as quais estruturam o espa&#231;o simb&#243;lico das pr&#225;ticas e rela&#231;&#245;es sociais (Cl&#233;mence, Doise &#38; Lorenzo-Cioldi, 1994), o que reenvia portanto para a intemaliza&#231;&#227;o daquelas representa&#231;&#245;es pr&#233;-existentes, por parte das crian&#231;as e adolescentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A teoria das concep&#231;&#245;es pessoais da intelig&#234;ncia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No dom&#237;nio dos estudos sobre as concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia, em crian&#231;as e adolescentes, salientam-se os trabalhos de Dweck (2000), Dwcck e Elliot (1983) e, particularmente, de Faria e Fontaine (1989,1997) e Faria (1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por concep&#231;&#245;es pessoais entendem-se as teorias impl&#237;citas dos sujeitos acerca de atributos pessoais ou construtos do <i>self,</i> como a intelig&#234;ncia, a moralidade, as compet&#234;ncias pessoais (Cain &#38; Dweck, 1989; Dweck, Chiu <i>&#38;</i> Hong, 1995) ou sociais (Faria, 1997).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As investiga&#231;&#245;es neste campo permitiram delimitar dois tipos de teorias ou concep&#231;&#245;es: uma concep&#231;&#227;o est&#225;tica, de acordo com a qual o atributo em quest&#227;o &#233; qualidade (tra&#231;o) fixa; e uma concep&#231;&#227;o din&#226;mica, de acordo com a qual o mesmo atributo &#233; flex&#237;vel e pode ser desenvolvido. As crian&#231;as com concep&#231;&#245;es est&#225;ticas tendem a orientar-se para a demonstra&#231;&#227;o da sua intelig&#234;ncia atrav&#233;s das suas <i>performances</i> no desenvolvimento de tarefas, mantendo, frequentemente, o receio de cometer erros, em particular em contextos avaliativos (Dweck, 2000; Dweck &#38; Elliott, 1983). As crian&#231;as com concep&#231;&#245;es din&#226;micas relacionam o desenvolvimento da sua intelig&#234;ncia com os processos de aprendizagem, adoptando uma orienta&#231;&#227;o mais para a aprendizagem do que para a demonstra&#231;&#227;o de performances, percepcionando as novas tarefas como desafios para o incremento da sua intelig&#234;ncia (Dweck, 2000; Dweck e Elliott, 1983).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Dweck (2000), as concep&#231;&#245;es pessoais da intelig&#234;ncia t&#234;m importantes consequ&#234;ncias sobre as dimens&#245;es motivacionais, mormente no que respeita &#225;s aprendizagens escolares.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por exemplo, numa pesquisa recente, Stipek e Gralinski (1996) mostram que crian&#231;as com idades entre os 8 e os 11 anos tendem a acreditar de formas diferentes na efic&#225;cia do esfor&#231;o pessoal e adoptar diferentes estrat&#233;gias de aprendizagem em fun&#231;&#227;o do tipo de concep&#231;&#245;es: as crian&#231;as com concep&#231;&#245;es est&#225;ticas acreditam menos no factor esfor&#231;o e adoptam estrat&#233;gias superficiais e ineficazes, as crian&#231;as com concep&#231;&#245;es din&#226;micas adoptam, predominantemente, estrat&#233;gias de mestria e cr&#234;em mais na efic&#225;cia do esfor&#231;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como mostra Dweck (2000), as concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia s&#227;o pass&#237;veis de mudan&#231;a em fun&#231;&#227;o de processos de influ&#234;ncia social. Por exemplo, numa investiga&#231;&#227;o relatada por aquela autora (Dweck, 2000), a apresenta&#231;&#227;o a estudantes de psicologia de um artigo supostamente cient&#237;fico, segundo o qual a intelig&#234;ncia era, numa das vers&#245;es, inata e n&#227;o mut&#225;vel, e, na outra vers&#227;o, o seu incremento resultaria do esfor&#231;o e de factores ambientais, influenciava as concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia dos estudantes, bem como dos seus padr&#245;es de realiza&#231;&#227;o perante o insucesso em tarefas acad&#233;micas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num estudo transversal efectuado por Faria e Fontaine (1989, 1997) foi observado o impacto de algumas vari&#225;veis independentes sobre as concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia em adolescentes. Essas vari&#225;veis s&#227;o de natureza sociogr&#225;fica, como a categoria sexual de perten&#231;a e o n&#237;vel socioecon&#243;mico, bem como relativas ao percurso escolar.<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> Os resultados mostram que, no contexto portugu&#234;s, n&#227;o existem diferen&#231;as significativas entre rapazes e raparigas, e que os sujeitos com n&#237;vel socioecon&#243;mico mais baixo apresentam concep&#231;&#245;es mais est&#225;ticas do que os sujeitos de n&#237;vel socioecon&#243;mico mais elevado. Observa-se ainda, numa escala de concep&#231;&#245;es est&#225;ticas, uma evolu&#231;&#227;o para este tipo de concep&#231;&#245;es no decorrer da escolaridade, sobretudo entre os alunos do 5&#176; e 9.&#176; anos de escolaridade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Faria e Fontaine (1997), as exig&#234;ncias escolares que levam os alunos a patentearem bons resultados e boas <i>performances,</i> tornam o desenvolvimento para concep&#231;&#245;es est&#225;ticas um modo de adapta&#231;&#227;o pessoal &#224;s exig&#234;ncias da escola.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; o facto de se n&#227;o evidenciarem diferen&#231;as significativas entre os alunos do 9.&#176; e do 11.&#176; anos, leva as autoras a uma interpreta&#231;&#227;o em termos de factores de desenvolvimento cognitivo e das experi&#234;ncias dos adolescentes. Assim, por um lado, os sujeitos no per&#237;odo formal mostrar-se-&#227;o mais capazes de definir projectos e de conceberem as suas capacidades como sendo modific&#225;veis. Por outro lado, com novas experi&#234;ncias no per&#237;odo adolescencial, poder&#227;o vir a representar-se como promotores activos das suas compet&#234;ncias e da sua intelig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Faria (1995) aprofundou, posteriormente, os estudos de valida&#231;&#227;o da escala de concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia, desenvolvida por Faria e Fontaine (1989) sobre uma amostra de adolescentes maior e mais diferenciada, num estudo de car&#225;cter longitudinal. Simultaneamente, testa os efeitos do g&#233;nero, n&#237;vel de escolaridade (do 5.&#176; ao 11.&#176; anos), n&#237;vel socioecon&#243;mico (baixo, m&#233;dio e alto) e zona de resid&#234;ncia (rural ou urbana), enquanto &#34;factores de diferencia&#231;&#227;o dos contextos de exist&#234;ncia&#34; (Faria, 1995, p. 228).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Confirmaram-se os resultados de Faria e Fontaine (1989) em rela&#231;&#227;o &#224; aus&#234;ncia de diferen&#231;as ao n&#237;vel das categorias sexuais de perten&#231;a e exist&#234;ncia de diferen&#231;as em fun&#231;&#227;o do n&#237;vel socioecon&#243;mico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Observaram-se ainda dois efeitos de interac&#231;&#227;o. Um entre o n&#237;vel de escolaridade e o n&#237;vel socioecon&#243;mico, constatando-se que os sujeitos de n&#237;vel socioecon&#243;mico elevado se apresentam mais &#34;din&#226;micos&#34; que os de n&#237;vel socioecon&#243;mico baixo nos primeiros anos de escolaridade, diferen&#231;a que tende a esbater-se no decorrer da escolaridade, revelando os sujeitos nos &#250;ltimos anos concep&#231;&#245;es din&#226;micas. Este resultado sugere, segundo a autora, que a escola ter&#225; um efeito uniformizante no desenvolvimento de concep&#231;&#245;es din&#226;micas e que, levando a uma selec&#231;&#227;o dos sujeitos, a mesma incidir&#225; sobre aqueles com concep&#231;&#245;es est&#225;ticas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O segundo efeito de interac&#231;&#227;o regista-se entre o n&#237;vel de escolaridade e a zona de resid&#234;ncia, que mostra que, no 9.&#176; ano, os sujeitos da zona urbana surgem menos &#8220;est&#225;ticos&#34; que os da zona rural, e o inverso sucede em anos mais avan&#231;ados. Segundo Faria (1995), este resultado corrobora a hip&#243;tese da selec&#231;&#227;o dos sujeitos &#34;din&#226;micos&#34; ao longo da escolaridade, aqui mais vis&#237;vel entre os da zona rural.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num artigo de recens&#227;o acerca das investiga&#231;&#245;es que identificam a influ&#234;ncia do g&#233;nero sobre as concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia, Faria (1998a) nota que, na cultura norte-americana, se verificam diferen&#231;as, apresentando as raparigas concep&#231;&#245;es mais est&#225;ticas e os rapazes concep&#231;&#245;es mais din&#226;micas. Estas diferen&#231;as dever-se-&#227;o, sobretudo, &#224;s diferen&#231;as na avalia&#231;&#227;o por parte dos professores das compet&#234;ncias de rapazes e raparigas. Assim, enquanto os rapazes s&#227;o negativamente apreciados ao n&#237;vel de aspectos n&#227;o intelectuais (comportamentais ou motivacionais), j&#225; as avalia&#231;&#245;es negativas das raparigas dizem respeito aos aspectos intelectuais. Deste modo, o significado atribu&#237;do ao tipo de avalia&#231;&#245;es a que s&#227;o sujeitos, por parte dos rapazes, reporta &#224;s atitudes dos avaliadores (face ao fracasso acad&#233;mico, os rapazes tendem a culpar os avaliadores pelas suas atitudes e comportamentos). As raparigas interpretam as avalia&#231;&#245;es negativas como subsequentes &#224; falta de capacidades intelectuais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Faria (1998a), dado que as concep&#231;&#245;es est&#225;ticas levam a padr&#245;es de realiza&#231;&#227;o baixos, este aspecto reflectir-se-ia na escolha, pelas raparigas, de profiss&#245;es menos exigentes, pelo menos no contexto cultural norte-americano.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como atr&#225;s constat&#225;mos, os estudos de Faria (Faria, 1995; Faria &#38; Fontaine, 1989; Faria &#38; Fontaine, 1997) mostram a inexist&#234;ncia de efeitos do factor g&#233;nero em Portugal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Faria (1998b) avan&#231;a com uma hip&#243;tese explicativa, que tem a ver com caracter&#237;sticas do actual contexto cultural portugu&#234;s e de factores de socializa&#231;&#227;o associados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O papel feminino pode ter-se alterado, com a crescente feminiliza&#231;&#227;o do mercado de trabalho e do ensino. Este &#250;ltimo aspecto &#233;, ali&#225;s, confirmado por Gr&#225;cio (1997). Assim, ao contr&#225;rio dos dados evidenciados nos anos 80 por Fontaine (1986), o n&#237;vel das aspira&#231;&#245;es das raparigas j&#225; n&#227;o se revela inferior ao dos rapazes. Pelo contr&#225;rio, parece existir hoje uma tend&#234;ncia para a igualiza&#231;&#227;o das oportunidades sociais entre os g&#233;neros, sendo a escola um importante factor desta mudan&#231;a social. Um n&#237;vel de aproveitamento escolar superior nas raparigas indicia, porventura, um cada vez maior investimento no sucesso acad&#233;mico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Faria (1998a) conclui pela necessidade de, em Portugal, se procederem a novas pesquisas acerca das representa&#231;&#245;es sociais da intelig&#234;ncia detidas pelos agentes socializadores (professores, pais) em fun&#231;&#227;o do g&#233;nero dos/as alunos/as e filhos/as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A perspectiva cognitiva-desenvolvimentista</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Atrav&#233;s de entrevistas semidirectivas sobre o significado da intelig&#234;ncia, realizadas com crian&#231;as de seis e dez anos e adolescentes de dezasseis anos, Lehay e Hunt (1983) delimitaram tr&#234;s n&#237;veis de desenvolvimento das concep&#231;&#245;es sobre a intelig&#234;ncia: o n&#237;vel &#34;obediente-perif&#233;rico&#34; (6 anos), o n&#237;vel das &#34;concep&#231;&#245;es psicol&#243;gicas&#34; (10 anos) e o n&#237;vel das concep&#231;&#245;es centradas nas interac&#231;&#245;es sociais (16 anos).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A maior parte das explica&#231;&#245;es sobre o significado da intelig&#234;ncia referem, como ponto fulcral, a obedi&#234;ncia &#224; autoridade (pais ou escola), pelo que, segundo os autores, associada &#224;s concep&#231;&#245;es sobre a intelig&#234;ncia se encontra uma moralidade heter&#243;nima, colocada em relevo por Piaget (1985).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No segundo n&#237;vel, das concep&#231;&#245;es psicol&#243;gicas, a intelig&#234;ncia define-se em fun&#231;&#227;o dos resultados obtidos nos testes escolares. As diferen&#231;as entre &#34;inteligentes&#34; e &#34;n&#227;o inteligentes&#34; s&#227;o atribu&#237;das a factores de ordem motivacional, como o estudo e o esfor&#231;o. Trata-se, segundo os autores, de uma fase transit&#243;ria, j&#225; que tais &#34;concep&#231;&#245;es psicol&#243;gicas&#34; se mant&#234;m salientes durante a adolesc&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao terceiro n&#237;vel, o n&#237;vel das concep&#231;&#245;es centradas nas interac&#231;&#245;es sociais, a intelig&#234;ncia ganha um novo significado, envolvendo refer&#234;ncias a compet&#234;ncias sociais e &#224;s formas de interac&#231;&#227;o social. &#201; assim que, para os adolescentes, ser inteligente implica ser capaz de se conformar &#224;s expectativas dos outros e compreender os outros. Segundo Lehay e Hunt (1983), subjacente a esta sali&#234;ncia das rela&#231;&#245;es interpessoais nas concep&#231;&#245;es da intelig&#234;ncia, estar&#225;, por um lado, a passagem para uma moralidade aut&#243;noma caracterizada pela preocupa&#231;&#227;o pela opini&#227;o dos outros e, paralelamente, o desenvolvimento da capacidade de coordena&#231;&#227;o de perspectivas, o que permite a constru&#231;&#227;o de significados comuns, segundo a teoria piagetiana (Piaget, 1970).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m numa perspectiva cognitivo-desenvolvimentista, um conjunto de estudos levados a cabo por Stipek e colegas (Stipek, 1981; Stipek, 1987; Stipek &#38; Tannatt, 1984; Stipek &#38; Danniels, 1988; Stipek &#38; Mac Iver, 1989) analisam o desenvolvimento das concep&#231;&#245;es sobre compet&#234;ncias intelectuais e o desenvolvimento dos crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o das mesmas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita ao desenvolvimento das concep&#231;&#245;es sobre compet&#234;ncias intelectuais, constata-se que as crian&#231;as do pr&#233;-escolar at&#233; &#224; primeira classe (6 anos) n&#227;o diferenciam compet&#234;ncias sociais e compet&#234;ncias acad&#233;micas. Um estudo de Stipek e Tannatt (1984), corroborando esta conclus&#227;o, mostra que 40% de crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar se referem a comportamentos sociais e l&#250;dicos &#8212; por exemplo, jogar com outra crian&#231;a &#8212; quando os investigadores lhes pedem que expliquem o que &#233; a intelig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma progressiva diferencia&#231;&#227;o vai-se estabelecendo entre os dois tipos de compet&#234;ncias no decurso da escola prim&#225;ria.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contudo esta diferencia&#231;&#227;o &#233; mais tardia quando se trata de qualificar as compet&#234;ncias intelectuais de pares, o que segundo Stipek e Mac Iver (1989) poder&#225; estar relacionado com o egocentrismo intelectual e a import&#226;ncia que assumem, nestas idades, os comportamentos sociais dos pares relativamente aos sujeitos. Assim, por exemplo, as crian&#231;as podem valorizar mais a partilha de brinquedos com os seus colegas do que os conhecimentos que estes t&#234;m dos n&#250;meros ou do alfabeto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com os resultados de Stipek (1981) e Stipek e Tannatt (1984), as crian&#231;as aos 7 e 8 anos avaliam as suas pr&#243;prias compet&#234;ncias intelectuais, bem como as dos seus pares, seja em fun&#231;&#227;o de h&#225;bitos de trabalho (esfor&#231;o, destreza), seja em fun&#231;&#227;o de aspectos comportamentais que remetam para o respeito de regras estabelecidas na institui&#231;&#227;o escolar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao desenvolvimento dos crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o das compet&#234;ncias intelectuais, constata-se que a informa&#231;&#227;o utilizada para essa mesma avalia&#231;&#227;o assume diversas formas, em fun&#231;&#227;o da idade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No per&#237;odo pr&#233;-operat&#243;rio as crian&#231;as recorrem a dois tipos de informa&#231;&#227;o: a mestria na realiza&#231;&#227;o de tarefas e o <i>feedback</i> ou refor&#231;o social, nomeadamente o elogio por parte dos adultos. Ou seja, at&#233; ao per&#237;odo das opera&#231;&#245;es concretas, as crian&#231;as reconhecem total autoridade moral e avaliativa aos adultos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No per&#237;odo das opera&#231;&#245;es concretas, a informa&#231;&#227;o objectiva dos resultados de resolu&#231;&#227;o de tarefas passa a assumir uma maior import&#226;ncia no que respeita &#224;s infer&#234;ncias sobre as pr&#243;prias compet&#234;ncias intelectuais.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ali&#225;s, a este respeito, tamb&#233;m os estudos de Stipek (1987) e Stipek e Daniels (1988) permitem constatar que s&#243; no per&#237;odo do operat&#243;rio concreto &#233; que as crian&#231;as hierarquizam as notas escolares em termos avaliativos no que respeita &#224;s suas compet&#234;ncias intelectuais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na base desta hierarquiza&#231;&#227;o das notas em termos avaliativos encontra-se, presumivelmente, o desenvolvimento de opera&#231;&#245;es como a seria&#231;&#227;o (Stipek, 1987; Stipek &#38; Daniels, 1988; Stipek &#38; Mac Iver, 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal como a mestria, o esfor&#231;o &#233; um forte indicador na avalia&#231;&#227;o das compet&#234;ncias intelectuais nas crian&#231;as do per&#237;odo do pr&#233;-operat&#243;rio. Aparentemente, as crian&#231;as acreditam que o empenho na resolu&#231;&#227;o de tarefas resulta num incremento das compet&#234;ncias intelectuais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta indiferencia&#231;&#227;o inicial entre o esfor&#231;o e as percep&#231;&#245;es de compet&#234;ncias intelectuais d&#225; lugar a uma progressiva diferencia&#231;&#227;o entre ambas com o in&#237;cio do per&#237;odo do operat&#243;rio concreto, em fun&#231;&#227;o da distin&#231;&#227;o da realiza&#231;&#227;o da tarefa propriamente dita, e as no&#231;&#245;es de capacidade, por um lado, e de dificuldade da tarefa, por outro lado (Nicholls, 1978; Nicholls &#38; Miller, 1983).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo, por volta dos 10 anos (per&#237;odo do operat&#243;rio concreto), ao compreenderem a rela&#231;&#227;o inversa entre esfor&#231;o e capacidades, as crian&#231;as poder&#227;o aferir as suas capacidades de acordo com grau de empenho que as tarefas (mais ou menos dif&#237;ceis) exigem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No per&#237;odo do operat&#243;rio formal, embora as informa&#231;&#245;es a partir da mestria na resolu&#231;&#227;o de tarefas e os resultados escolares se mantenham como poderosos indicadores de avalia&#231;&#227;o das compet&#234;ncias intelectuais, acresce um novo factor: os processos de compara&#231;&#227;o social com os colegas, mormente em termos de notas escolares (Stipek &#38; Mac Iver, 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Stipek &#38; Mac Iver (1989), ser&#225; o desenvolvimento da no&#231;&#227;o de compet&#234;ncia como tra&#231;o est&#225;vel &#8212; isto &#233;, como capacidade &#8212; que facilitar&#225; a compara&#231;&#227;o social com as <i>performances</i> escolares dos pares.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta dedu&#231;&#227;o, ali&#225;s estritamente cognitivista no que respeita, por exemplo, &#224; import&#226;ncia dos pares no per&#237;odo adolescencial, n&#227;o s&#243; contraria os resultados obtidos por Faria (1995), bem como, tal como se ver&#225; de seguida, os dados obtidos por Yussen e Kane (1983).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainda numa perspectiva cognitiva-desenvolvimentista, e reportando-se ao desenvolvimento das concep&#231;&#245;es acerca, tamb&#233;m, das compet&#234;ncias intelectuais, requeridas especificamente em tarefas verbais e abstractas (n&#227;o verbais), encontramos o estudo de Nicholls, Mettetal e Pataschnick (1986), com uma amostra de crian&#231;as, adolescentes e jovens, cobrindo uma faixa et&#225;ria dos 6 aos 22 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Utilizando para o efeito, exactamente, tarefas verbais e n&#227;o verbais, seguidas de entrevistas sobre a forma como os sujeitos se diferenciam em fun&#231;&#227;o dos dois tipos de tarefas, os autores identificam tr&#234;s n&#237;veis naquelas concep&#231;&#245;es, de acordo com a idade dos sujeitos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Num primeiro n&#237;vel, aos 6/7 anos, as compet&#234;ncias intelectuais s&#227;o avaliadas em termos das dificuldades subjectivas das tarefas, embora as propriedades intr&#237;nsecas das diferentes compet&#234;ncias n&#227;o sejam referidas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A partir dos 8/9 anos, e atingindo a sua maior express&#227;o aos 12/13 anos, verifica-se que as concep&#231;&#245;es sobre as compet&#234;ncias intelectuais se desenvolvem no sentido de assimilar a intelig&#234;ncia &#224; aquisi&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o sobre as tarefas e ao esfor&#231;o de aprendizagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste segundo n&#237;vel, verifica-se ainda que, dos 10 aos 13 anos, os dois tipos de racioc&#237;nio requeridos pelas tarefas experimentais se v&#227;o, progressivamente, diferenciando ao n&#237;vel do esfor&#231;o e empenhamento, relativamente &#224; aquisi&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o pertinente. &#201; assim que, se, numa primeira fase, os dois tipos de racioc&#237;nio n&#227;o s&#227;o representados como inerentemente diferentes, posteriormente as oportunidades para a aquisi&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o s&#227;o vistas como sendo diferentes: h&#225; mais oportunidades para adquirir vocabul&#225;rio e menos oportunidades para aprender tarefas abstractas (n&#227;o verbais).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, num terceiro n&#237;vel, dos 14/15 aos 22 anos, a aquisi&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o e a resolu&#231;&#227;o de problemas encontram-se diferenciadas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As concep&#231;&#245;es sobre a intelig&#234;ncia incluem uma dicotomia entre o racioc&#237;nio verbal, que reflectir&#225; um esfor&#231;o mnem&#243;nico (o material verbal pode ser memorizado mas n&#227;o o material abstracto), e, por outro lado, o racioc&#237;nio abstracto, que &#233; representado em termos de capacidade de pensamento, reflectindo senso comum e experi&#234;ncia geral.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Estudos multidimensionais das concep&#231;&#245;es de senso comum sobre a intelig&#234;ncia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A linha de investiga&#231;&#245;es que apresentaremos de seguida diferencia-se, por um lado, do modelo bidimensional de Carol Dweck (Dweck, 2000; Dweck &#38; Bempechat, 1983; Dweck, Chiu &#38; Hong, 1995), na medida em que daquelas pesquisas relevam m&#250;ltiplas dimens&#245;es, e, por outro lado, da perspectiva cognitiva-desenvolvimentista, j&#225; que n&#227;o se pressup&#245;e que o desenvolvimento das concep&#231;&#245;es de senso comum sobre a intelig&#234;ncia possa decorrer do desenvolvimento cognitivo da crian&#231;a descontextualizado do meio social e cultural em que esta se insere.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Acresce que algumas das investiga&#231;&#245;es que referiremos t&#234;m tamb&#233;m em conta o factor g&#233;nero como factor diferencia&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es sobre a intelig&#234;ncia, o que n&#227;o &#233;, de forma patente, o caso dos estudos da linha cognitiva-desenvolvimentista que expusemos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Numa das suas pesquisas, Yussen e Kane (1983) investigaram o desenvolvimento das concep&#231;&#245;es sobre a intelig&#234;ncia em crian&#231;as americanas de 6, 9 e 11 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Constatou-se que, nestas idades, uma dimens&#227;o que se mant&#233;m constante na caracteriza&#231;&#227;o da natureza da intelig&#234;ncia &#233; o saber, entendido como a quantidade de informa&#231;&#227;o que uma pessoa possui.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nas crian&#231;as mais novas (6 anos), as compet&#234;ncias interpessoais e comportamentais constituem a componente mais relevante nas suas concep&#231;&#245;es sobre a intelig&#234;ncia, perdendo a sua import&#226;ncia com o decorrer da idade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, as compet&#234;ncias acad&#233;micas v&#227;o surgindo com cada vez maior relevo, verificando-se que s&#227;o as mais valorizadas aos 11 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; tamb&#233;m interessante constatar que as crian&#231;as mais novas t&#234;m uma vis&#227;o inatista da intelig&#234;ncia, ao passo que as crian&#231;as mais velhas enfatizam as experi&#234;ncias como factor decisivo na modula&#231;&#227;o dos n&#237;veis de intelig&#234;ncia, seja nas suas componentes sociais, acad&#233;micas ou gerais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os sujeitos foram tamb&#233;m inquiridos sobre a const&#226;ncia <i>versus</i> maleabilidade da intelig&#234;ncia. Ou seja, procurou-se testar, na pr&#225;tica, o modelo bidimensional de Carol Dweck (Dweck, 2000; Dweck &#38; Bempechat, 1983; Dweck, Chiu &#38; Hong, 1995), em fun&#231;&#227;o da idade. Observa-se que, independentemente da idade, as crian&#231;as demonstram uma concep&#231;&#227;o din&#226;mica da intelig&#234;ncia &#8212; experi&#234;ncias especificas ben&#233;ficas podem levar ao incremento da intelig&#234;ncia &#8212;, resultado curioso a dois t&#237;tulos: em primeiro lugar, porque, aparentemente, embora as crian&#231;as mais novas representem a intelig&#234;ncia como algo com que j&#225; se nasce, n&#227;o excluem o factor experiencial; em segundo lugar, porque este dado emp&#237;rico contraria, claramente, a hip&#243;tese de Stipek &#38; Mac Iver (1989), de acordo com os quais, tal como. foi referido, a no&#231;&#227;o de compet&#234;ncia intelectual se desenvolveria, progressivamente, como tra&#231;o ou capacidade est&#225;vel.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Numa outra pesquisa, Yussen &#38; Kane (1983) analisam o tipo de compet&#234;ncias atribu&#237;das &#224; defini&#231;&#227;o de intelig&#234;ncia de uma crian&#231;a de 1 ano de idade, de uma crian&#231;a de 10 anos de idade, de um adulto de 35 anos e, finalmente, de um adulto de 65 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para o efeito, utilizaram fotografias, que foram apresentadas a uma amostra constitu&#237;da por crian&#231;as de 8 anos, adolescentes de 16 anos e adultos, todos de nacionalidade americana.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne ao prot&#243;tipo de uma crian&#231;a de 1 ano, as respostas dos sujeitos convergem no que respeita a &#237;ndices de controlo sensoriomotor (por exemplo, agarrar um objecto), ao desenvolvimento de uma tend&#234;ncia para realiza&#231;&#245;es sem ajuda de outrem (o que os autores denominam como &#34;autocontrolo e independ&#234;ncia&#34;) e a aquisi&#231;&#227;o de compet&#234;ncias lingu&#237;sticas. Para os adolescentes e adultos da amostra, a capacidade de aprendizagem &#8212; embora os tipos de aprendizagens n&#227;o sejam explicitados pelos autores &#8212;, integra o respectivo prot&#243;tipo de uma crian&#231;a inteligente de um ano de idade. Finalmente, a motiva&#231;&#227;o e curiosidade (&#34;olhar atento&#34;, &#34;curiosa&#34;) e a actividade (&#34;crian&#231;a activa&#34;), s&#227;o dimens&#245;es referidas apenas pelos adultos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224;s dimens&#245;es que caracterizam uma crian&#231;a inteligente de 10 anos, s&#227;o comuns, nas respostas de todos os sujeitos, o conhecimento ou saber, as compet&#234;ncias sociais e as <i>performances</i> escolares.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As crian&#231;as e os adolescentes da amostra estudada referem em comum, e especificamente, o dom&#237;nio da matem&#225;tica, da leitura e compet&#234;ncias f&#237;sicas (&#34;ser bom desportista&#34;) como caracterizando uma crian&#231;a inteligente de 10 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainda relativamente a este prot&#243;tipo-alvo, encontram-se como elementos exclusivos, nas respostas dos adultos, factores motivacionais (esfor&#231;o, curiosidade), capacidade de aprendizagem (potencial e rapidez de aprendizagem), o pensamento abstracto, a autonomia, a criatividade e a afilia&#231;&#227;o grupai.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As maiores discrep&#226;ncias registadas nos grupos que constituem a amostra, nomeadamente entre, por um lado, crian&#231;as e adolescentes, e, por outro lado, adultos, s&#227;o as que se referem aos atributos do prot&#243;tipo de um adulto inteligente de 35 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Enquanto as crian&#231;as e adolescentes reportam elementos que remetem para o papel e a imagem do adulto &#8212; por exemplo, gest&#227;o de dinheiro, tratar dos filhos, conduzir um autom&#243;vel &#8212;, as respostas dos adultos da amostra centram-se em tra&#231;os psicol&#243;gicos gerais &#8212; elementos ligados &#224; adapta&#231;&#227;o social (&#34;autonomia&#34;, &#34;tratar as outras pessoas com respeito e considera&#231;&#227;o&#34;), factores de ordem motivacional (&#34;gostar da vida&#34;, &#34;gostar da carreira profissional&#34;, &#34;procurar novos desafios&#34;), valores (&#34;politicamente implicado&#34;, &#34;ter um espirito aberto&#34;) e factores cognitivos gerais (&#34;capacidade de abstrac&#231;&#227;o&#34;, &#34;conhecimentos aprofundados&#34;, &#34;capacidade de compreens&#227;o&#34;).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao prot&#243;tipo-alvo correspondente a um adulto inteligente de terceira idade (65 anos), as crian&#231;as referem sobretudo cuidados ligados ao bem-estar e sa&#250;de f&#237;sica, mas tamb&#233;m um saber e mem&#243;ria ricos e a disponibilidade para partilhar esses conhecimentos com os mais novos. Esta representa&#231;&#227;o &#233; tamb&#233;m comum &#224;s respostas dos adolescentes, assim como actividades ligadas ao preenchimento do quotidiano &#8212; por exemplo, <i>hobbies.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As respostas dos adultos da amostra incidem sobre a &#34;sabedoria&#34; das pessoas de terceira idade, a partilha deste conhecimento &#34;acumulado&#34; com pessoas mais novas (dir&#237;amos, que t&#234;m muito a ensinar), o ajustamento pessoal (&#34;manterem interesse pela vida&#34;) e um esfor&#231;o para se manterem intelectualmente activos (&#34;din&#226;micos&#34;, &#34;evitar a senilidade&#34;).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados mostram que as representa&#231;&#245;es de &#34;pessoa inteligente&#34; em fun&#231;&#227;o da idade do prot&#243;tipo-alvo, dependem das expectativas que, em cada faixa et&#225;ria, os sujeitos criam relativamente ao prot&#243;tipo-alvo, o que possivelmente n&#227;o estar&#225; desligado, por um lado, dos tipos de interac&#231;&#245;es espec&#237;ficas que os sujeitos mant&#234;m, respectivamente, com crian&#231;as mais novas (1 ano), crian&#231;as em idade escolar (10 anos), adultos (35 anos) e pessoas da terceira idade, e, por outro lado, dos pap&#233;is sociais dos prot&#243;tipos-alvo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora trabalhando s&#243; com uma amostra de adultos finlandeses, parece-nos de todo pertinente, no seguimento deste &#250;ltimo estudo mencionado de Yussen e Kane (1983), referir uma pesquisa de Raty e Snellman (1992), sobre as caracter&#237;sticas atribu&#237;das a uma &#34;pessoa inteligente&#34; e a um &#34;aluno inteligente&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os sujeitos, que eram ou pais ou professores, de ambos os sexos, deveriam atribuir a idade e o g&#233;nero, seja &#224; pessoa seja ao(&#224;) aluno(a)-alvo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em primeira linha, constata-se que a pessoa-alvo &#233; um adulto (m&#233;dia de idade: 41 anos), sendo tamb&#233;m maioritariamente descrito pelos sujeitos, seja do sexo masculino seja do sexo feminino, como sendo um homem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita ao aluno inteligente, &#233; descrito maioritariamente como sendo um rapaz, de idade m&#233;dia 13 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os autores procuraram analisar os efeitos, quer da categoria sexual de perten&#231;a dos respondentes quer do g&#233;nero atribu&#237;do ao prot&#243;tipo-alvo, nas respostas a um question&#225;rio estruturado sobre os atributos do prot&#243;tipo-alvo.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados mostram que os sujeitos de sexo feminino conferem, seja ao adulto-inteligente seja ao aluno-inteligente, mais atributos que reenviam para o saber ou conhecimento geral, a educa&#231;&#227;o e a reflex&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando o prot&#243;tipo-alvo &#233; caracterizado como sendo uma rapariga, e independentemente da categoria sexual dos respondentes, &#224;quele aparecem associadas compet&#234;ncias de ordem social/relacional, como de coopera&#231;&#227;o (&#34;ajuda os outros&#34;, &#34;sabe ouvir os outros&#34;, &#233; &#34;amiga&#34;), ou de assertividade social (&#34;exprime as suas opini&#245;es&#34;, &#34;tem iniciativa&#34;).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; quando o prot&#243;tipo-alvo &#233; caracterizado como sendo um rapaz e, da mesma forma, independentemente da categoria sexual de perten&#231;a dos respondentes, surge como mais saliente uma componente que reenvia para a intelig&#234;ncia pr&#225;tica (aplica&#231;&#227;o de conhecimentos na resolu&#231;&#227;o de problemas).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta mesma componente aparece tamb&#233;m genericamente associada &#224; descri&#231;&#227;o de aluno inteligente de g&#233;nero masculino, bem como atributos de ordem cognitiva (aptid&#245;es verbais, &#34;interesse em mat&#233;rias que requerem reflex&#227;o&#34;), ao passo que certos atributos que revelam independ&#234;ncia e vivacidade caracterizam a aluna-inteligente (por exemplo, &#34;testar os seus pr&#243;prios limites&#34;, &#34;n&#227;o ter medo nem necessidade de recorrer &#224; autoridade&#34;).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A dimens&#227;o mais relevante do(a) aluno(a) inteligente &#233; o sucesso escolar. Selleri, Carugati e Bison (1994) estudaram o que pensam os alunos de uma escola &#34;elementar&#34;(com idades compreendidas entre 10 e 11 anos) e duma escola &#34;m&#233;dia&#34; (com idades compreendidas dos 12 aos 14 anos) sobre o que significa ser inteligente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As respostas &#224; pergunta aberta foram submetidas a an&#225;lise de conte&#250;do, a partir da qual se identificaram seis &#225;reas tem&#225;ticas (englobando 26 categorias) a saber:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">1) Caracter&#237;sticas gerais: inclui refer&#234;ncias &#224; variabilidade inter-individual (alguns s&#224;o mais inteligentes &#34;porque alguns t&#234;m mais capacidades&#34;, &#34;porque depende da mentalidade das pessoas&#34;), &#224; &#34;normalidade&#34; (&#34;&#233; ser normal como os outros&#34;) e &#224; identifica&#231;&#227;o do inteligente como &#34;bom aluno&#34;;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) Caracter&#237;sticas de natureza cognitiva: capacidade de reflex&#227;o (&#34;pensar&#34;, &#34;saber aquilo que se faz&#34;), de compreens&#227;o e racioc&#237;nio (&#34;usar o c&#233;rebro&#34;, &#34;compreender as coisas&#34;, &#34;rapidez&#34;), capacidades l&#243;gico-matem&#225;ticas (&#34;resolver problemas dif&#237;ceis com &#225; cabe&#231;a&#34;) e lingu&#237;sticas (saber ler, escrever ou falar de modo correcto, saber explicar as coisas)</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">3) Caracter&#237;sticas de personalidade: qualidades positivas (&#34;ser bom&#34;, &#34;paciente&#34;, &#34;compreensivo&#34;), motivacionais (empenho e for&#231;a de vontade, quer na escola quer na vida), autoconfian&#231;a nas pr&#243;prias capacidades, ast&#250;cia, compet&#234;ncias pr&#225;ticas ou saber fazer (&#34;aproveitar oportunidades&#34;, &#34;saber-se organizar&#34;, &#34;n&#227;o se enganar&#34;), cultura (&#34;saber&#34;, &#34;alargar conhecimentos&#34;), interesse (&#34;estar informado&#34;, &#34;saber aquilo que acontece&#34;) e disponibilidade para aprender (&#34;desejo de aprender sempre mais&#34;);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">4) Dons naturais: por exemplo, respostas como &#34;Deus deu mais intelig&#234;ncia a uns do que a outros&#34; ou &#34;&#233;-se bom aluno porque se tem esse dom&#34;;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">5) Aspectos institucionais da escola: sucesso escolar, estudar, realizar os trabalhos de casa, e uma categoria comportamental positiva (&#34;estar com aten&#231;&#227;o nas aulas&#34;, &#34;n&#227;o copiar&#34;);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">6) Rela&#231;&#245;es interpessoais: sociabilidade (&#34;ser soci&#225;vel&#34;, &#34;respeitar os outros&#34;), altru&#237;smo (&#34;ajudar quem tem dificuldades&#34;), comportamentos em rela&#231;&#227;o aos adultos (&#34;obedecer&#34;, &#34;seguir conselhos dos adultos&#34;), comportamentos em rela&#231;&#227;o aos professores (&#34;saber responder &#224;s perguntas dos professores&#34;), comportamentos em rela&#231;&#227;o aos colegas (&#34;saber ouvir as opini&#245;es de um amigo&#34;, &#34;ajudar um colega&#34;).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As &#225;reas tem&#225;ticas mais referidas s&#227;o as caracter&#237;sticas de natureza cognitiva, caracter&#237;sticas de personalidade e &#34;dons&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em espec&#237;fico, as categorias que surgem com maior frequ&#234;ncia s&#224;o a &#34;capacidade de compreens&#227;o&#34;, &#34;rapidez&#34; (de racioc&#237;nio) e &#34;cultura&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Constatam-se diferen&#231;as em fun&#231;&#227;o da idade e da categoria sexual de perten&#231;a dos entrevistados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos mais novos (escola &#34;elementar&#34;) salientam-se, nas suas representa&#231;&#245;es acerca da intelig&#234;ncia, as compet&#234;ncias pr&#225;ticas, o altru&#237;smo, a sociabilidade e &#34;ser culto&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nas representa&#231;&#245;es dos mais velhos (escola &#34;m&#233;dia&#34;) real&#231;am-se as compet&#234;ncias cognitivas e os factores de ordem motivacional (&#34;empenhamento&#34;, &#34;for&#231;a de vontade&#34;).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224;s diferen&#231;as em fun&#231;&#227;o da categoria sexual de perten&#231;a, o &#34;saber desembara&#231;ar-se&#34; (categoria que remete para as compet&#234;ncias de intelig&#234;ncia pr&#225;tica e sociais) caracteriza as respostas das raparigas, enquanto o empenhamento e a cultura se salientam nas representa&#231;&#245;es dos rapazes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Utilizando um question&#225;rio estruturado, Poeschl (1992) estudou as representa&#231;&#245;es sociais da intelig&#234;ncia de sujeitos adultos su&#237;&#231;os, em fun&#231;&#227;o, tamb&#233;m, da categoria sexual de perten&#231;a e da sali&#234;ncia de dimens&#245;es diversas atribu&#237;das pelos sujeitos aos est&#237;mulos &#34;homem inteligente&#34; e &#34;mulher inteligente&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na sequ&#234;ncia de factoriza&#231;&#245;es das respostas dos sujeitos para cada uma das <i>consignes,</i> constata-se, em primeiro lugar, que as compet&#234;ncias sociais (&#34;ser tolerante&#34;, &#34;saber adaptar-se&#34;, &#34;ser soci&#225;vel&#34;) se configuram como dimens&#227;o mais importante das representa&#231;&#245;es seja do &#34;homem inteligente&#34; seja da &#34;mulher inteligente&#34;. Contudo, relativamente &#224; representa&#231;&#227;o de &#34;mulher inteligente&#34;, surgem, no mesmo factor, os elementos de &#34;criatividade&#34; e &#34;sensibilidade&#34;, constituindo-se assim como atributos distintivos no &#226;mbito de um mesmo factor gen&#233;rico (&#34;compet&#234;ncias sociais&#34;), no sentido de que caracterizam, particularmente, as representa&#231;&#245;es da intelig&#234;ncia feminina.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O factor que a autora denomina como &#34;sucesso social&#34; (&#34;dirigir&#34;, &#34;ter sucesso&#34;, &#34;ser culto&#34;, &#34;intelectual&#34;) &#233; o segundo na estrutura factorial nas representa&#231;&#245;es da intelig&#234;ncia masculina, isto &#233;, &#233; o que explica mais vari&#226;ncia naquela estrutura factorial, se se exceptuar o factor &#34;compet&#234;ncias sociais&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao factor &#34;sucesso social&#34;, e analisando as diferen&#231;as de acordo com a categoria sexual de perten&#231;a dos respondentes, verifica-se que as mulheres s&#227;o o grupo que mais import&#226;ncia confere a esta dimens&#227;o, considerando-a como t&#237;pica da intelig&#234;ncia masculina.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; na estrutura factorial das representa&#231;&#245;es de &#34;mulher inteligente&#34;, observa-se que o segundo factor que explica maior vari&#226;ncia &#233; o &#34;sucesso profissional&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; assim que, de acordo com Poeschl (1992), o &#34;sucesso social&#34; n&#227;o parece portanto constituir uma dimens&#227;o saliente da representa&#231;&#227;o da &#34;intelig&#234;ncia feminina&#34;, contrariamente ao &#34;sucesso profissional&#34; (Poeschl, 1992, p. 197).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ali&#225;s, a an&#225;lise da estrutura das representa&#231;&#245;es relativamente a cada um dos est&#237;mulos (&#34;homem inteligente&#34;, &#34;mulher inteligente&#34;) revela que o &#34;sucesso social&#34; constitui uma caracter&#237;stica t&#237;pica da representa&#231;&#227;o da intelig&#234;ncia masculina, ao passo que a representa&#231;&#227;o da intelig&#234;ncia feminina se organiza em torno da dimens&#227;o &#34;compet&#234;ncias sociais&#34;, sendo tamb&#233;m particularmente salientes o &#34;sucesso profissional&#34;, um elemento de uma dimens&#227;o de feminilidade (&#34;ser atractivo&#34;) e o item &#34;cultura&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainda no que concerne &#224;s estruturas factorials das representa&#231;&#245;es da intelig&#234;ncia masculina e da intelig&#234;ncia feminina, o terceiro factor no primeiro caso (intelig&#234;ncia masculina) que se real&#231;a &#233; um factor que inclui elementos de ordem motivacional e cognitiva (&#34;espirito vivo&#34;, &#34;capacidade de reflex&#227;o&#34;, &#34;ser curioso&#34;, &#34;compreender&#34;), enquanto na estrutura factorial da representa&#231;&#227;o da intelig&#234;ncia feminina trata-se de um factor que remete, precisamente, para feminilidade (&#34;ser atractivo&#34;, &#34;ser culto&#34;, &#34;conservar caracter&#237;sticas tradicionalmente atribu&#237;das aos representantes do seu grupo sexual&#34;), o qual &#233; apelidado de &#34;eterno feminino&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ora, observando as diferen&#231;as nas respostas de acordo com a categoria sexual de perten&#231;a dos sujeitos, verifica-se que, para as mulheres, a dimens&#227;o cognitiva caracteriza fortemente a intelig&#234;ncia masculina e que, para o mesmo grupo, a dimens&#227;o de feminilidade (&#34;eterno feminino&#34;) caracteriza de forma muito evidente a intelig&#234;ncia feminina.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente a este conjunto de resultados, afirmar&#225; Poeschl (1998) que &#34;une identification des sujets &#224; leur cat&#233;gorie sexuelle d&#39;appartenence entraine des diff&#233;rences dans leurs repr&#233;sentations des deux formes d&#39;intelligence&#34; (Poeschl, 1998, p. 97).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Raty e Snellman (1993) investigaram as representa&#231;&#245;es sociais de &#34;pessoa inteligente&#34; por compara&#231;&#227;o a &#34;pessoa vulgar&#34;, em crian&#231;as finlandesas de ambos os sexos, com idades entre os 8 e 12 anos, a partir de desenhos produzidos por estas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise de conte&#250;do dos desenhos dos personagens-alvo incidiu sobre seis par&#226;metros: idade, g&#233;nero, apar&#234;ncia, vestu&#225;rio, actividade e contexto.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Genericamente, as crian&#231;as desenham a &#34;pessoa inteligente&#34; como um adulto de sexo masculino, ao passo que a &#34;pessoa vulgar&#34; &#233; desenhada, sobretudo pelos mais novos, como, precisamente, uma crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Registam-se tamb&#233;m outras diferen&#231;as em fun&#231;&#227;o da idade e da categoria sexual de perten&#231;a das crian&#231;as, no que diz respeito ao g&#233;nero dos personagens: s&#227;o as crian&#231;as mais velhas que tendem a desenhar mais personagens de g&#233;nero masculino e, no caso particular das raparigas, s&#227;o ainda as mais velhas que desenham com maior frequ&#234;ncia personagens do g&#233;nero masculino.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A &#34;pessoa inteligente&#34; &#233; igualmente desenhada pala maioria das crian&#231;as como tendo &#243;culos, vestindo roupas de trabalho, nomeadamente uma bata de laborat&#243;rio ou ent&#227;o vestu&#225;rio que foi cotado como sendo o de um homem de neg&#243;cios, ou, quando o personagem desenhado &#233; de g&#233;nero feminino, uma indument&#225;ria de duas pe&#231;as (saia e camisola).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, quanto aos par&#226;metros &#34;actividade&#34; e &#34;contexto&#34;, a &#34;pessoa inteligente&#34; &#233; desenhada como desempenhando uma actividade mental (estudar, 1er, pensar, ensinar), no contexto de uma escola, laborat&#243;rio ou biblioteca.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por seu lado, a &#34;pessoa vulgar&#34; &#233; desenhada como vestindo roupas cotadas como vulgares, mormente com cal&#231;as &#34;Levi&#39;s&#34;, com cabelo curto, no estilo dos personagens da s&#233;rie &#34;Simpsons&#34;, do mesmo g&#233;nero sexual e idade dos &#34;artistas&#34;, n&#227;o exercendo uma actividade bem definida, nem sendo inserida num contexto particular, ao contr&#225;rio da &#34;pessoa inteligente&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Raty e Snellman (1993) concluem que as crian&#231;as associam, portanto, &#224; intelig&#234;ncia a masculinidade, o conhecimento (traduzido quer pela actividade mental dos personagens &#34;inteligentes&#34; quer pelos contextos em que se inserem), um estatuto elevado (expresso pelo tipo de vestu&#225;rio, nomeadamente do(a) executivo(a)), revelando que assimilam a intelig&#234;ncia a valores e dimens&#245;es simb&#243;licas, que caracterizam uma certa imagem/representa&#231;&#227;o do &#34;inteligente&#34;, nas sociedades ocidentais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De facto, &#224; parte o estatuto, os elementos de masculinidade e conhecimento (envolvendo as personagens desenhadas em opera&#231;&#245;es cognitivas) n&#227;o diferem muito dos resultados que relat&#225;mos, anteriormente, da pesquisa de Poeschl (1992, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mais recentemente, Raty, Snellman e Vainikainen (1999) exploraram as representa&#231;&#245;es sociais de pais finlandeses acerca das compet&#234;ncias cognitivas dos filhos. Constatou-se que o g&#233;nero das crian&#231;as constitui um factor crucial na organiza&#231;&#227;o daquelas representa&#231;&#245;es. Dentro de v&#225;rias compet&#234;ncias (resolu&#231;&#227;o de problemas, criatividade, reflex&#227;o e coopera&#231;&#227;o), as raparigas s&#227;o julgadas mais favoravelmente que os rapazes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A especificidade dos estudos sobre as representa&#231;&#245;es sociais: a incid&#234;ncia sobre processos psicossociais</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o de Mugny e Carugati (1985) representa um marco nas pesquisas acerca das representa&#231;&#245;es sociais da intelig&#234;ncia.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m do estudo do impacto de vari&#225;veis sociol&#243;gicas (por exemplo, o estatuto socioecon&#243;mico), levanta importantes quest&#245;es relativamente ao impacto de vari&#225;veis psicossociais na estrutura&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es sociais da intelig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A este respeito, Carugati e Selleri (2000) resumem tr&#234;s aspectos essenciais:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">1) A oposi&#231;&#227;o dum modelo l&#243;gico-matem&#225;tico ao da influ&#234;ncia de valores e normas sociais nos discursos sobre a intelig&#234;ncia. O primeiro apresenta-se como o <i>ex-libris</i> do discurso cient&#237;fico, incluindo o da psicologia, e o segundo liga-se ao fen&#243;meno do insucesso acad&#233;mico, considerado tamb&#233;m um crit&#233;rio da avalia&#231;&#227;o da intelig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) A exist&#234;ncia de um conflito sociocognitivo, ligado &#224; necessidade de domina&#231;&#227;o (&#34;domestica&#231;&#227;o&#34;) do estranho: no caso, as diferen&#231;as interindividuais de intelig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">3) A experi&#234;ncia subjectiva ou objectiva de falta de informa&#231;&#227;o sobre o fen&#243;meno da intelig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Acrescentamos que uma das vertentes psicossociol&#243;gicas na an&#225;lise da constitui&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es sociais da intelig&#234;ncia, que releva explicitamente do estudo de Mugny e Carugati (1985), &#233; o da manuten&#231;&#227;o das identidades sociais e pessoais positivas, nomeadamente no grupo de pais-professores, os quais mostram uma teoria impl&#237;cita nos dons naturais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ali&#225;s, as din&#226;micas identit&#225;rias t&#234;m surgido como uma preocupa&#231;&#227;o central em outras investiga&#231;&#245;es sobre as representa&#231;&#245;es sociais da intelig&#234;ncia (Amaral, 1997a, 1997b; Poeschl, 1992,1998; Snellman &#38; Raty, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; tamb&#233;m em termos da media&#231;&#227;o atrav&#233;s de processos psicossociais que Duveen (1994) analisa e discute as possibilidades de estudo do desenvolvimento das representa&#231;&#245;es sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Duveen (1994) apresenta duas vias, na Psicologia do Desenvolvimento, para a investiga&#231;&#227;o da ontog&#233;nese das representa&#231;&#245;es sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por um lado, a perspectiva piagetiana, que acentua o facto de a crian&#231;a ser, enquanto sujeito epist&#233;mico, um actor do seu pr&#243;prio desenvolvimento.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, a perspectiva de Vigotski (1994), que real&#231;a o facto de os processos cognitivos intra-individuais resultarem da internaliza&#231;&#227;o de signos sociais, estabelecida previamente em processos inter-individuais. Na teoria vigotskiana, os signos sociais t&#234;m, pois, uma fun&#231;&#227;o de media&#231;&#227;o semi&#243;tica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para Duveen (1994) &#233;, no entanto, errado pensar que a perspectiva piagetiana descontextualiza socialmente o desenvolvimento cognitivo (estrito senso) ou de no&#231;&#245;es sociais (por exemplo, as trocas econ&#243;micas, a intelig&#234;ncia, etc.).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na realidade, Piaget (1985) distingue duas formas de aquisi&#231;&#227;o do conhecimento social, que s&#227;o simultaneamente fontes de coordena&#231;&#227;o de pontos de vista. Uma dessas formas corresponde &#224; transmiss&#227;o social de conhecimentos a partir de uma figura de autoridade (a escola, os professores, os pais), que ocorre no quadro de rela&#231;&#245;es heter&#243;nimas. A outra forma realiza-se no &#226;mbito de rela&#231;&#245;es de igualdade e de autonomia entre pares, rela&#231;&#245;es de autonomia que s&#227;o est&#237;mulo para progressivas reconstru&#231;&#245;es cognitivas e de coordena&#231;&#227;o de pontos de vista.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Note-se que Piaget (1985) n&#227;o se refere a dois est&#225;dios morais, mas a duas fases do desenvolvimento moral, como bem nota Louren&#231;o (1998). Ou seja &#34;pode haver elementos de autonomia moral numa crian&#231;a dominantemente heter&#243;noma, e vice-versa&#34; (Louren&#231;o, 1998, p. 64).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O desenvolvimento de pesquisas que ilustram o desenvolvimento cognitivo das crian&#231;as em fun&#231;&#227;o de factores sociais, como o jogo cooperativo ou o conflito sociocognitivo entre pares, &#233; extensamente analisado por Doise e Mugny (1981).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ali&#225;s, o pr&#243;prio Piaget (1973) reconhece que desenvolvimento social e cognitivo s&#227;o indissoci&#225;veis para compreender o progresso, simultaneamente tamb&#233;m social e cognitivo, da crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Duveen (1994), tendo em considera&#231;&#227;o as perspectivas piagetiana e vigotskiana, prop&#245;e uma media&#231;&#227;o entre a internaliza&#231;&#227;o de representa&#231;&#245;es sociais e os progressos cognitivos da crian&#231;a enquanto agente activo do desenvolvimento das suas representa&#231;&#245;es sobre o social: as identidades sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um tal processo de media&#231;&#227;o identit&#225;ria &#233; exemplificado pela sua pesquisa acerca do desenvolvimento da no&#231;&#227;o de g&#233;nero (Lloyd &#38; Duveen, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se a crian&#231;a vai construindo as suas representa&#231;&#245;es e, a par disso, a sua identidade de g&#233;nero, no espa&#231;o simb&#243;lico das representa&#231;&#245;es sociais pr&#233;-existentes, n&#227;o deixa, por&#233;m, de reconstruir activamente as suas representa&#231;&#245;es (sociais) e pr&#225;ticas associadas em fun&#231;&#227;o dos contextos espec&#237;ficos (na fam&#237;lia, nas brincadeiras com pares do mesmo sexo ou do sexo oposto, etc.) em que manifesta a sua identidade de g&#233;nero.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Concluindo, em virtude da media&#231;&#227;o (psicossocial) identit&#225;ria, a crian&#231;a pode ser realmente vista como actor social.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#245;es provis&#243;rias: para um balan&#231;o cr&#237;tico</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Pass&#225;mos em revista tr&#234;s linhas de investiga&#231;&#245;es sobre o desenvolvimento e diferen&#231;as de g&#233;nero nas teorias impl&#237;citas ou concep&#231;&#245;es de senso comum acerca da intelig&#234;ncia, em crian&#231;as e adolescentes, e ainda de adultos quando se justificava. Enquanto uma linha estritamente cognitivo-desenvolvimentista se centra na crian&#231;a/ adolescente como sujeito epist&#233;mico do seu desenvolvimento, claramente influenciada pela perspectiva piagetiana, duas outras linhas de pesquisa s&#227;o tamb&#233;m esplanadas: a das concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia e a que denomin&#225;mos como dos estudos multidimensionais, sendo esta claramente influenciada pela teoria das representa&#231;&#245;es sociais (nomeadamente os estudos europeus). Ambas apresentam em comum um esfor&#231;o para ligar a evolu&#231;&#227;o das teorias impl&#237;citas acerca da intelig&#234;ncia n&#227;o s&#243; com o g&#233;nero, como com factores sociais e culturais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Especificamente, as pesquisas sobre as representa&#231;&#245;es sociais colocam em relevo a influ&#234;ncia de processos psicossociais, como sejam as din&#226;micas identit&#225;rias ou a familiariza&#231;&#227;o com o &#34;estranho&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A respeito do &#34;estado da arte&#34; no dom&#237;nio das pesquisas sobre as teorias impl&#237;citas acerca da intelig&#234;ncia, podemos verificar que as tr&#234;s linhas te&#243;rico-emp&#237;ricas denotam enfoques diversos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, as pesquisas da linha cognitivo-desenvolvimentista acentuam a diferencia&#231;&#227;o das teorias impl&#237;citas acerca da intelig&#234;ncia em fun&#231;&#227;o dos est&#225;dios e compet&#234;ncias cognitivas dos sujeitos. Sendo encarada a crian&#231;a como sujeito epist&#233;mico do seu pr&#243;prio desenvolvimento, olvida-se a contextualiza&#231;&#227;o de acordo com vari&#225;veis socioculturais e socioecon&#243;micas, ou com a concomitante constru&#231;&#227;o do g&#233;nero que acompanha todo o desenvolvimento das crian&#231;as e adolescentes. Al&#233;m disso, em todos os estudos recenseados se sup&#245;e que os sujeitos se encontram neste ou naquele est&#225;dio de desenvolvimento em fun&#231;&#227;o das faixas et&#225;rias, n&#227;o se aplicando testes de despiste e identifica&#231;&#227;o dos est&#225;dios do desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Muitas das investiga&#231;&#245;es que partem da teoria das concep&#231;&#245;es pessoais da intelig&#234;ncia incidem sobre a intelig&#234;ncia escolar e as suas consequ&#234;ncias nos padr&#245;es de realiza&#231;&#227;o escolar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ora, os estudos multidimensionais sobre as concep&#231;&#245;es de senso comum acerca da intelig&#234;ncia, mostram que n&#227;o existe apenas &#34;uma&#34; intelig&#234;ncia &#8212; a requerida pela institui&#231;&#227;o escolar &#8212;, mas &#34;v&#225;rias intelig&#234;ncias&#34;, ou diversas constru&#231;&#245;es sociais da intelig&#234;ncia, de acordo com os pap&#233;is sociais e respectivas expectativas comportamentais, com o g&#233;nero, ou com os valores e dimens&#245;es simb&#243;licas ancoradas nesta ou naquela cultura.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Encontramos, portanto, diferentes &#225;reas de pesquisa, mas que de futuro se poder&#227;o vir a complementar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Alguns pontos poder&#227;o ser avan&#231;ados, a t&#237;tulo de exemplo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os enfoques dos estudos filiados na teoria das representa&#231;&#245;es sociais, como as media&#231;&#245;es identit&#225;rias (que, para al&#233;m do g&#233;nero, podem referir-se a m&#250;ltiplos cruzamentos identit&#225;rios), ou a naturaliza&#231;&#227;o da intelig&#234;ncia face &#224;s diferen&#231;as inter-individuais, poder&#227;o ser investigadas a montante ou a jusante das concep&#231;&#245;es pessoais da intelig&#234;ncia.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ainda um outro exemplo: a considera&#231;&#227;o conjunta da ontog&#233;nese e da sociog&#233;nese das teorias impl&#237;citas acerca da intelig&#234;ncia poder&#225; vir a dar lugar a interessantes estudos integrativos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, os esfor&#231;os de articula&#231;&#227;o dos diferentes enfoques e teorias poder&#227;o constituir campos fecundos a explorar.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Amaral, V. (1997a). N&#237;veis de an&#225;lise da ancoragem das representa&#231;&#245;es sociais da intelig&#234;ncia e do seu desenvolvimento: Das posi&#231;&#245;es sociais objectivas &#224;s identidades sociais. <i>An&#225;lise Psicol&#243;gica,</i> 2, 305-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492422&pid=S0874-2049200200010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Amaral, V. (1997b). A intelig&#234;ncia e o seu desenvolvimento: Representa&#231;&#245;es sociais e identidades sociais. In M. Monteiro &#38; P. Castro (Eds.), <i>Cada cabe&#231;a sua senten&#231;a: ideias dos adultos sobre as crian&#231;as.</i> Oeiras: Celta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492424&pid=S0874-2049200200010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cain, K., &#38; Dweck, C. (1989). The development of chidren&#39;s conceptions of intelligence: A theoretical framework. In R. Sternberg (Ed.), <i>Advances in the psychology of human intelligence.</i> Hillsdale, Nova J&#233;rsia: Lawrence Erlbaum.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carugati, F., &#38; Selleri, R (2000). Pratiques &#233;ducatives, socialisation et repr&#233;sentations sociales. In C. Gamier &#38; M. Rouquette (Eds.), <i>Repr&#233;sentations sociales et &#233;ducation. </i>Montr&#233;al: &#201;ditions Nouvelles.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492427&pid=S0874-2049200200010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cl&#233;mence, A., Doise, W., &#38; Lorenzo-Cioldi, F. (1994). Prises de positions et principes organisateurs des repr&#233;sentations sociales. In Ch. Guimelli (Ed.), <i>Stuctures et transformations des repr&#233;sentations sociales.</i> Paris: Delachaux et Niestl&#233;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492429&pid=S0874-2049200200010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W., &#38; Mugny, G. (1981). <i>Le d&#233;velopement social de l&#39;intelligence.</i> Paris: Inter&#201;ditions.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492431&pid=S0874-2049200200010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duveen, G. (1994). Crian&#231;as enquanto actores sociais: As representa&#231;&#245;es sociais em desenvolvimento. In P. Guareschi &#38; S. Jovchelovitch (Eds.): <i>Textos em representa&#231;&#245;es sociais.</i> Petr&#243;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492433&pid=S0874-2049200200010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dweck, C. (2000). <i>Self-theories: Their role in motivation, personality and development.</i> Filad&#233;lfia: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492435&pid=S0874-2049200200010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dweck, C., &#38; Bempechat, J. (1983). Children&#39;s theories of intelligence. In S. Paris, G. Olson, &#38; H. Stevenson (Eds.): <i>Learning and motivation in the classroom.</i> Hillsdale, Nova J&#233;rsia: Lawrence and Erlbaum.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dweck, C, &#38; Elliot, E. (1983). Achievement motivation. In P. Mussen &#38; E. Hetherington (Eds.), <i>Handbook of child psychology</i> (Vol. 4). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492438&pid=S0874-2049200200010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dweck, C., Chiu, C., &#38; Hong, Y. (1995). Implicit theories and their role in judgements reactions: A world from two perspectives. <i>Psychological Inquiry, 4,</i> 267-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492440&pid=S0874-2049200200010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faria, L. (1995). <i>Desenvolvimento diferencial das concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia.</i> Tese de doutoramento. Porto: Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492442&pid=S0874-2049200200010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faria, L. (1997). Concep&#231;&#245;es pessoais de compet&#234;ncia social: Estudos de adpta&#231;&#227;o de duas escalas para o contexto portugu&#234;s. <i>Psychologica, 18,</i>11-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492444&pid=S0874-2049200200010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faria, L. (1998a). Concep&#231;&#245;es pessoais de compet&#234;ncia: Promover a aprendizagem e o desempenho dos alunos. <i>Inova&#231;&#227;o, 11,</i> 47-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492446&pid=S0874-2049200200010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faria, L. (1998b). Diferen&#231;as de g&#233;nero nos padr&#245;es de realiza&#231;&#227;o e nas concep&#231;&#245;e pessoais de intelig&#234;ncia: Especificidade do contexto cultural portugu&#234;s. <i>Psicologia: Teoria, Investiga&#231;&#227;o e Pr&#225;tica,</i> 3, 73-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492448&pid=S0874-2049200200010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faria, L., &#38; Fontaine, A. (1989). Concep&#231;&#245;es pessoais de intelig&#234;ncia: Elabora&#231;&#227;o de uma escala e estudos explorat&#243;rios. <i>Cadernos de Consulta Psicol&#243;gica, 5,</i>19-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492450&pid=S0874-2049200200010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faria, L., &#38; Fontaine, A. (1997). Adolescents&#39; personal conceptions of intelligence: The development of a new scale and some exploratory evidence. <i>European Journal of Psychology of Education, 1,</i> 51-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492452&pid=S0874-2049200200010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fontaine, A. (1986). Aspira&#231;&#227;o e realiza&#231;&#227;o escolar em fun&#231;&#227;o do grupo social de perten&#231;a. <i>Cadernos de Consulta Psicol&#243;gica,</i> 2,119-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492454&pid=S0874-2049200200010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gr&#225;cio, S. (1997). <i>Din&#226;micas da escolariza&#231;&#227;o e das oportunidades individuais.</i> Lisboa: Educa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492456&pid=S0874-2049200200010001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lehay, R., &#38; Hunt, T. (1983). A cognitive-developmental approach to the development of conceptions of intelligence. In R. Lehay (Ed.), <i>The child&#39;s constructions of social inequality.</i> Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492458&pid=S0874-2049200200010001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lloyd, B., &#38; Duveen, G. (1990). A semiotic analysis of the development of social representations of gender. In G. Duveen &#38; B. Lloyd (Eds.), <i>Social representations and the development of knowledge.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492460&pid=S0874-2049200200010001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Louren&#231;o, O. (1998). <i>Psicologia de desenvolvimento moral: Teorias, dados e implica&#231;&#245;es.</i> Coimbra: Livraria Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492462&pid=S0874-2049200200010001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mugny, G., &#38; Carugati, F. (1985). <i>L&#39;intelligence au pluriel.</i> Cousset: DelVal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492464&pid=S0874-2049200200010001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nicholls, J. (1978). The development of concepts of effort and ability, perceptions of academic attainment and the understanding that difficult tasks require more ability. <i>Child Development, 49,</i> 800-814.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492466&pid=S0874-2049200200010001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nicholls, J., &#38; Miller, A. (1983). The differentiation of the concepts of difficulty and ability. <i>Child Development, 54,</i>951-959.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492468&pid=S0874-2049200200010001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nicholls, J., Patashnick, M., &#38; Mettetal, G. (1986). Conceptions of ability and intelligence. <i>Child Development, 57,</i> 636-645.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492470&pid=S0874-2049200200010001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Piaget, J. (1970). Piaget&#39;s theory. In P. Mussen (Ed.), <i>Carmichaels manual of child psychology</i> (3.&#176; Ed., Vol. 1). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492472&pid=S0874-2049200200010001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Piaget, J. (1973). <i>Estudos sociol&#243;gicos.</i> Rio de Janeiro: Forense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492474&pid=S0874-2049200200010001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Piaget, J. (1985). <i>Le jugement moral chez l&#39;enfant.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492476&pid=S0874-2049200200010001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Poeschl, G. (1992). <i>L&#39;intelligence: Un concept &#224; la recherche d&#39;un sens.</i> Tese de doutoramento. Genebra: Universit&#233; de Gen&#232;ve.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492478&pid=S0874-2049200200010001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Poeschl, G. (1998). Processus d&#39;ancrage et repr&#233;sentations sociales de l&#39;intelligence. <i>Psicologia,</i> 1, 85-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492480&pid=S0874-2049200200010001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Raty, H., &#38; Snellman, L. (1992). Does gender make any difference? Commonsense of conceptions of intelligence. <i>Social Behavior and Personality, 20,</i>23-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492482&pid=S0874-2049200200010001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Raty, H., &#38; Snellman, L. (1993). Bad and succesful: Children&#39;s image of an intelligent person.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492484&pid=S0874-2049200200010001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Poster apreentado no III Congress of Psychology, 4-9 de Julho. Tampere, Finlandia.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Raty, H., Snellman, L., &#38; Vainikainen, A. (1999). Parent&#39;s assessments of their children&#39;s abilities. <i>European Journal of Psychology of Education, 3,</i>423-437.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492486&pid=S0874-2049200200010001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Selleri, P., Carugati, F., &#38; Bison, I. (1994). Compagni intelligenti e compagni bravi a la scuola. <i>Rassegna di Psicologia, XI, 2,29-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492488&pid=S0874-2049200200010001200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Snellman, L., &#38; Raty, H. (1995). Conceptions of intelligence as social representations. <i>European Journal of Psychology of Education, 3,</i>273-287.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492490&pid=S0874-2049200200010001200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stipek, D. (1981). Children&#39;s perception of their own and their classmates&#39; ability. <i>Journal of Educational Psychology, 73,</i>404-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492492&pid=S0874-2049200200010001200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stipek, D. (1987). Emotional responses to objective and normative performances feedback. <i>Journal of Applied Developmental Psychology, 8,</i>183-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492494&pid=S0874-2049200200010001200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stipek, D., &#38; Tannatt, L. (1984). Children&#39;s judjements of their own and their peer&#39;s academic competence. <i>Journal of Educational Psychology, 76,</i> 75-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492496&pid=S0874-2049200200010001200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stipek, D., &#38; Daniels, D. (1988). Declining perceptions of competence: A consequence of changes in the child or the educational environment? <i>Journal of Educational Psychology, 80,</i> 352-356.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492498&pid=S0874-2049200200010001200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stipek, D., &#38; Mac Iver, D. (1989). Developmental change in children&#39;s assessment of intellectual competence. <i>Child Development, 60,</i>521-538.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492500&pid=S0874-2049200200010001200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->-</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stipek, D., &#38; Gralinski, J. (1996). Children&#39; beliefs about intelligence and school performance. <i>Journal of Educational Psychology, 3,</i>397-407.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492502&pid=S0874-2049200200010001200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vigotsky, L. (1994). <i>A forma&#231;&#227;o Social da Mente.</i> S&#227;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492504&pid=S0874-2049200200010001200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Yussen, S., &#38; Kane, P. (1983). Children&#39;s ideas of intellectual ability. In R. Lehay (Ed), <i>The Child&#39;s Construction of Social Inequality.</i> Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=492506&pid=S0874-2049200200010001200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Este trabalho foi efectuado no &#226;mbito do doutoramento em curso do autor, e apoiado por uma bolsa da Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e Tecnologia (Praxis XXI/ BD/15697/98). O autor agradece os coment&#225;rios do professor doutor Jorge Vala e do professor doutor Felice Carugati. Toda a correspond&#234;ncia relativa a este artigo deve ser enviada para Virg&#237;lio Amaral, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, 34,1100 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:vamaral@ispa.pt">vamaral@ispa.pt</a>.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Utilizamos a no&#231;&#227;o de &#34;categoria sexual de perten&#231;a&#34; quando nos referimos ao sexo biol&#243;gico dos inquiridos. J&#225; a no&#231;&#227;o de g&#233;nero ser&#225; utilizada quando os estudos recenseados se baseiem na atribui&#231;&#227;o pelos inquiridos de diferentes caracter&#237;sticas &#224;s &#34;intelig&#234;ncias&#34; masculina e feminina, ou seja, em fun&#231;&#227;o da constru&#231;&#227;o social dos g&#233;neros.</b></font></p>           ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amaral]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Níveis de análise da ancoragem das representações sociais da inteligência e do seu desenvolvimento: Das posições sociais objectivas às identidades sociais]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>1997</year>
<month>a</month>
<volume>2</volume>
<page-range>305-317</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amaral]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A inteligência e o seu desenvolvimento: Representações sociais e identidades sociais]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cada cabeça sua sentença: ideias dos adultos sobre as crianças]]></source>
<year>1997</year>
<month>b</month>
<publisher-loc><![CDATA[Oeiras ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Celta]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cain]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dweck]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The development of chidren's conceptions of intelligence: A theoretical framework]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sternberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Advances in the psychology of human intelligence]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Hillsdale ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence Erlbaum]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carugati]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Selleri]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Pratiques éducatives, socialisation et représentations sociales]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gamier]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rouquette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Représentations sociales et éducation]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Montréal ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Éditions Nouvelles]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Clémence]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Doise]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lorenzo-Cioldi]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Prises de positions et principes organisateurs des représentations sociales]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Guimelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ch.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Stuctures et transformations des représentations sociales]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Delachaux et Niestlé]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Doise]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mugny]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Le dévelopement social de l'intelligence]]></source>
<year>1981</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[InterÉditions]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duveen]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crianças enquanto actores sociais: As representações sociais em desenvolvimento]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Guareschi]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jovchelovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Textos em representações sociais]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dweck]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Self-theories: Their role in motivation, personality and development]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Filadélfia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Psychology Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dweck]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bempechat]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children's theories of intelligence]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Paris]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stevenson]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Learning and motivation in the classroom]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Hillsdale ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence and Erlbaum]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dweck]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elliot]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Achievement motivation]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mussen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hetherington]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of child psychology]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dweck]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chiu]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hong]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Implicit theories and their role in judgements reactions: A world from two perspectives]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Inquiry]]></source>
<year>1995</year>
<volume>4</volume>
<page-range>267-285</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desenvolvimento diferencial das concepções pessoais de inteligência]]></source>
<year>1995</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Concepções pessoais de competência social: Estudos de adptação de duas escalas para o contexto português]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychologica]]></source>
<year>1997</year>
<volume>18</volume>
<page-range>11-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Concepções pessoais de competência: Promover a aprendizagem e o desempenho dos alunos]]></article-title>
<source><![CDATA[Inovação]]></source>
<year>1998</year>
<month>a</month>
<volume>11</volume>
<page-range>47-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diferenças de género nos padrões de realização e nas concepçõe pessoais de inteligência: Especificidade do contexto cultural português]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Teoria, Investigação e Prática]]></source>
<year>1998</year>
<month>b</month>
<volume>3</volume>
<page-range>73-82</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fontaine]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Concepções pessoais de inteligência: Elaboração de uma escala e estudos exploratórios]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Consulta Psicológica]]></source>
<year>1989</year>
<volume>5</volume>
<page-range>19-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fontaine]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adolescents' personal conceptions of intelligence: The development of a new scale and some exploratory evidence]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Psychology of Education]]></source>
<year>1997</year>
<volume>1</volume>
<page-range>51-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fontaine]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspiração e realização escolar em função do grupo social de pertença]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Consulta Psicológica]]></source>
<year>1986</year>
<volume>2</volume>
<page-range>119-132</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grácio]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dinâmicas da escolarização e das oportunidades individuais]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Educa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lehay]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A cognitive-developmental approach to the development of conceptions of intelligence]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lehay]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The child's constructions of social inequality]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Academic Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lloyd]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duveen]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A semiotic analysis of the development of social representations of gender]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Duveen]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lloyd]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Social representations and the development of knowledge]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lourenço]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia de desenvolvimento moral: Teorias, dados e implicações]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livraria Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mugny]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carugati]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[L'intelligence au pluriel]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cousset ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DelVal]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nicholls]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The development of concepts of effort and ability, perceptions of academic attainment and the understanding that difficult tasks require more ability]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1978</year>
<volume>49</volume>
<page-range>800-814</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nicholls]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The differentiation of the concepts of difficulty and ability]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1983</year>
<volume>54</volume>
<page-range>951-959</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nicholls]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Patashnick]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mettetal]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conceptions of ability and intelligence]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1986</year>
<volume>57</volume>
<page-range>636-645</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piaget]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Piaget's theory]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mussen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Carmichaels manual of child psychology]]></source>
<year>1970</year>
<edition>3.° Ed.</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piaget]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estudos sociológicos]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Forense]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piaget]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Le jugement moral chez l'enfant]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[PUF]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Poeschl]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[L'intelligence: Un concept à la recherche d'un sens]]></source>
<year>1992</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Poeschl]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Processus d'ancrage et représentations sociales de l'intelligence]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia]]></source>
<year>1998</year>
<volume>1</volume>
<page-range>85-100</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raty]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Snellman]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Does gender make any difference?: Commonsense of conceptions of intelligence]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Behavior and Personality]]></source>
<year>1992</year>
<volume>20</volume>
<page-range>23-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raty]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Snellman]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Bad and succesful: Children's image of an intelligent person]]></source>
<year>1993</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raty]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Snellman]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vainikainen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parent's assessments of their children's abilities]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Psychology of Education]]></source>
<year>1999</year>
<volume>3</volume>
<page-range>423-437</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Selleri]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carugati]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bison]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[Compagni intelligenti e compagni bravi a la scuola]]></article-title>
<source><![CDATA[Rassegna di Psicologia]]></source>
<year>1994</year>
<volume>XI</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>29-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Snellman]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raty]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conceptions of intelligence as social representations]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Psychology of Education]]></source>
<year>1995</year>
<volume>3</volume>
<page-range>273-287</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stipek]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children's perception of their own and their classmates' ability]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1981</year>
<volume>73</volume>
<page-range>404-410</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stipek]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Emotional responses to objective and normative performances feedback]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Applied Developmental Psychology]]></source>
<year>1987</year>
<volume>8</volume>
<page-range>183-195</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stipek]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tannatt]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children's judjements of their own and their peer's academic competence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1984</year>
<volume>76</volume>
<page-range>75-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stipek]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Daniels]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Declining perceptions of competence: A consequence of changes in the child or the educational environment?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1988</year>
<volume>80</volume>
<page-range>352-356</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stipek]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mac Iver]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Developmental change in children's assessment of intellectual competence]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1989</year>
<volume>60</volume>
<page-range>521-538</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stipek]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gralinski]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children' beliefs about intelligence and school performance]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>3</volume>
<page-range>397-407</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vigotsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A formação Social da Mente]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Martins Fontes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Yussen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kane]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children's ideas of intellectual ability]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lehay]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Child's Construction of Social Inequality]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Academic Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
