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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crenças dos educadores sobre infância, aprendizagem e escolarização das crianças em contextos escolares multiétnicos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa Centro de Investigação e Intervenção Social ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Com uma amostra de 96 professoras e 155 mães de dois grupos étnico/culturais (mães portuguesas brancas e mães imigrantes negras) analisam-se o conteúdo e os factores de variabilidade das crenças destes educadores sobre desenvolvimento, educação e as vantagens e desvantagens de escolarizar crianças diferentes num mesmo cenário escolar. A análise factorial das respostas identifica três factores de crenças sobre desenvolvimento e educação e um sobre as desvantagens da integração escolar. Professoras e mães partilham grande parte das crenças estudadas mas diferenciam-se relativamente a crenças relacionadas com a natureza da infância. As crenças sobre a responsabilidade da escola e da família diferenciam o pensamento dos dois grupos étnicos de mães. A formação das professoras em educação multicultural, assim como o contexto escolar etnicamente maioritário vs. minoritário, também são factores diferenciadores das suas crenças.']]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Crenças dos educadores sobre educação e desenvolvimento]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[contexto escolar minoritário/maioritário]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Cren&#231;as dos educadores sobre inf&#236;ncia, aprendizagem e escolariza&#231;&#227;o das crian&#231;as em contextos escolares multi&#233;tnicos</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Educators beliefs about childhood, learning and scholarization of children in school and multi-ethnic contexts</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Lu&#237;sa Ramos de Carvalho<sup>1</sup>; Carla Mouro<sup>2</sup>; Jo&#227;o Ant&#243;nio<sup>3</sup>; Maria Benedita Monteiro<sup>4</sup></b></font></p>  	    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Escola Superior de Educa&#231;&#227;o de Set&#250;bal</font></p>  	    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Departamento de Psicologia Social e das Organiza&#231;&#245;es do Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa</font></p>  	    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3,4</sup>Centro de Investiga&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Social do Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">The content and sources of variability of 96 teachers&#39; and 155 mothers&#39; beliefs about children&#39;s development, education and school integration are analysed, as a function of ethnic group, educator&#39;s role and multicultural training and school ethnic majority <i>vs.</i> minority contexts. The factorial analysis revealed three factors including beliefs about development and education and one including the disadvantages of school integration for different children. Teachers and mothers only disagree on the nature of childhood related-beliefs. White and black mothers only disagree on school and family educational responsibilities related-beliefs. Teachers&#39; training in multicultural education as well as the ethnic minority/majority school context also differentiates their beliefs.</font></p>          <hr size="1" noshade>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com uma amostra de 96 professoras e 155 m&#227;es de dois grupos &#233;tnico/culturais (m&#227;es portuguesas brancas e m&#227;es imigrantes negras) analisam-se o conte&#250;do e os factores de variabilidade das cren&#231;as destes educadores sobre desenvolvimento, educa&#231;&#227;o e as vantagens e desvantagens de escolarizar crian&#231;as diferentes num mesmo cen&#225;rio escolar. A an&#225;lise factorial das respostas identifica tr&#234;s factores de cren&#231;as sobre desenvolvimento e educa&#231;&#227;o e um sobre as desvantagens da integra&#231;&#227;o escolar. Professoras e m&#227;es partilham grande parte das cren&#231;as estudadas mas diferenciam-se relativamente a cren&#231;as relacionadas com a natureza da inf&#226;ncia. As cren&#231;as sobre a responsabilidade da escola e da fam&#237;lia diferenciam o pensamento dos dois grupos &#233;tnicos de m&#227;es. A forma&#231;&#227;o das professoras em educa&#231;&#227;o multicultural, assim como o contexto escolar etnicamente maiorit&#225;rio <i>vs.</i> minorit&#225;rio, tamb&#233;m s&#227;o factores diferenciadores das suas cren&#231;as.&#39;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Cren&#231;as dos educadores sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento, grupos &#233;tnicos, educa&#231;&#227;o multicultural, contexto escolar minorit&#225;rio/maiorit&#225;rio.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o e objectivos</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A natureza e as consequ&#234;ncias das diferen&#231;as na educa&#231;&#227;o dos filhos entre fam&#237;lias de diferentes culturas, nomeadamente as migrantes, tem sido objecto, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, de um interesse crescente dos investigadores, dentro dos diferentes quadros te&#243;ricos das ci&#234;ncias sociais e humanas &#8212; psicologia, sociologia, antropologia, ci&#234;ncias da educa&#231;&#227;o &#8212; evidenciando uma progressiva preocupa&#231;&#227;o com a compreens&#227;o do desenvolvimento e desempenho das crian&#231;as cujas fam&#237;lias pertencem a grupos culturalmente desfavorecidos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A extens&#227;o que o fen&#243;meno da imigra&#231;&#227;o, nomeadamente de imigrantes oriundos dos pa&#237;ses africanos de l&#237;ngua oficial portuguesa, tem vindo a tomar no quadro nacional, cria a necessidade de identificar como &#233; que esta se constitui como factor de desenvolvimento de novas formas de interac&#231;&#227;o e de estrutura&#231;&#227;o social e como modula as vidas das fam&#237;lias que nela se situam. Assim, a imigra&#231;&#227;o originou uma &#225;rea de investiga&#231;&#227;o cujo objectivo &#233; compreender como se desenham as</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Lu&#237;sa Ramos de Carvalho, Escola Superior de Educa&#231;&#227;o de Set&#250;bal. Carla Mouro, departamento de Psicologia Social e das Organiza&#231;&#245;es do Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa. Jo&#227;o Ant&#243;nio, Centro de Investiga&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Social do Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa. Maria Benedicta Monteiro, Centro de Investiga&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Social do Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa rela&#231;&#245;es inter&#233;tnicas nesse contexto e desenvolver formas concretas de interven&#231;&#227;o social, que sustentem programas de interven&#231;&#227;o educacional (<i>e.g</i>. Phinney, Horenczyk, Liebkind &#38; Vedder, 2001; Dovidio &#38; Esses, 2001; Pratto &#38; Lemieux,2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com a revolu&#231;&#227;o de 1974 e a independ&#234;ncia das col&#243;nias portuguesas, o n&#250;mero de imigrantes a viver em Portugal aumentou consideravelmente. O n&#250;mero de cidad&#227;os africanos a residir em Portugal, em 1991, era de 36.629 indiv&#237;duos, num total de 106.565 estrangeiros residentes. Destes, 33.437 (91,3% do total de africanos) eram oriundos dos PALOP (INE, 1991). Em 31 de Dezembro de 1998, o n&#250;mero de imigrantes dos PALOP contabilizados duplica, passando para 78.291 indiv&#237;duos (um crescimento de 234,1%) (SEF, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A raz&#227;o porque desenvolvemos este trabalho relaciona-se com o facto de v&#225;rios estudos e estat&#237;sticas em Portugal <i>(e.g.</i> Base de Dados &#8212; Entreculturas, 1997; Tavares, 1998; Bastos &#38; Bastos, 1999) terem evidenciado que o sucesso escolar no primeiro ciclo da escolaridade obrigat&#243;ria se encontra associado ao grupo &#233;tnico/cultural dos alunos: na maioria dos grupos &#233;tnicos imigrados presentes nas escolas p&#250;blicas portuguesas, o sucesso escolar &#233; menor do que a m&#233;dia nacional. Por outro lado, os dados dispon&#237;veis (Cotrim <i>et al.</i> 1995; Sequeira, 2000) sobre as dificuldades das escolas portuguesas em lidarem positivamente com a diversidade &#233;tnico/cultural dos alunos e das suas fam&#237;lias permitem pensar que at&#233; &#224; efectiva&#231;&#227;o de uma verdadeira &#34;educa&#231;&#227;o para todos&#34; h&#225; um longo caminho a percorrer.</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em Portugal, as primeiras iniciativas pol&#237;ticas directamente orientadas para os grupos minorit&#225;rios datam de 1991 &#8212; cria&#231;&#227;o do Secretariado Coordenador dos Programas de Educa&#231;&#227;o Multicultural e da Base de Dados Entreculturas &#8212;, embora remonte j&#225; &#224; Constitui&#231;&#227;o Rep&#250;blica Portuguesa (1976) o direito &#224; educa&#231;&#227;o com garantias de oportunidades iguais de acesso &#224; escolariza&#231;&#227;o para todos os cidad&#227;os. No fim dos anos 90, o total de alunos pertencentes a minorias &#233;tnicas atinge um n&#250;mero relativamente baixo na globalidade (aproximadamente 3%), mas a realidade &#233; muito diferente quando pensamos a presen&#231;a por regi&#245;es, verificando-se concentra&#231;&#245;es muito elevadas na &#225;rea educativa de Lisboa e Vale do Tejo (Entreculturas, 1997). Nesta &#225;rea educativa encontram-se, com alguma frequ&#234;ncia, escolas onde o total de alunos pertencentes a minorias &#233;tnicas chega a atingir os 80%. Para Cardoso (1997), a causa da aus&#234;ncia de pol&#237;ticas multiculturais at&#233; 1991 foi a r&#225;pida massifica&#231;&#227;o da educa&#231;&#227;o nesse per&#237;odo, que surgia como priorit&#225;ria a partir da instaura&#231;&#227;o da democracia. Este r&#225;pido aumento da popula&#231;&#227;o escolar criou in&#250;meros problemas e dificuldades aos professores, aos pais, aos legisladores, a todo o sistema de ensino em geral. O r&#225;pido aumento de alunos por turma, a forma&#231;&#227;o de professores em grande escala e a necessidade de adequar os objectivos e conte&#250;dos program&#225;ticos &#224;s exig&#234;ncias emergentes, foram algumas das quest&#245;es que ent&#227;o, e umas ainda hoje, se reflectem negativamente sobre a qualidade educativa, nomeadamente a n&#237;vel do 1,&#176; ciclo do ensino b&#225;sico. A escola &#233; um dos cen&#225;rios em que as crian&#231;as das minorias &#233;tnicas socialmente desfavorecidas s&#227;o de uma forma mais intensa confrontadas com as diferen&#231;as culturais, atrav&#233;s do contacto di&#225;rio com os colegas e professores que pertencem ao grupo da maioria (Phinney &#38; Rotheram, 1987; Slaughter-Defoe <i>et al,</i> 1990; Cortes&#227;o &#38; Stoer, 1996; Cortes&#227;o, 2001; Cardoso, </b>1997; Figueiredo, 1999; Seabra, 1999; Sequeira, 2000). Neste contacto entre grupos de indiv&#237;duos, n&#227;o podemos ignorar a import&#226;ncia da cor de pele como uma caracter&#237;stica socialmente relevante (Tajfel, 1978). A quest&#227;o da caracter&#237;stica socialmente relevante &#233; muito importante, porque tem a possibilidade de produzir uma autoconsci&#234;ncia maiorit&#225;ria ou minorit&#225;ria, dominante ou dominada, em ambos os grupos. Pertencer a uma minoria desvalorizada leva a perceber as consequ&#234;ncias sociais dessa perten&#231;a, que incluem a percep&#231;&#227;o de atitudes negativas e de um tratamento discriminat&#243;rio por parte dos outros (Milner, 1983; Corenblum <i>et al., </i>1997), tratamento discriminat&#243;rio e atitudes negativas baseados num crit&#233;rio comum de perten&#231;a. No caso das fam&#237;lias negras a viver numa sociedade maioritariamente branca, a assimetria num&#233;rica introduz um factor de <i>stress</i> acrescido (Greenfield &#38; Cocking, 1994; Coll, Meyer &#38; Brillon, 1995) que se reflecte de uma forma &#250;nica nas suas ideias e pr&#225;ticas educativas. &#201; nesta perspectiva que a cor de pele se constitui como uma vari&#225;vel a estudar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com a multiculturalidade &#233;tnica crescente das escolas p&#250;blicas e o contacto di&#225;rio dos professores com as crian&#231;as e suas fam&#237;lias pertencentes a grupos &#233;tnicos minorit&#225;rios (Allport, 1954; Cook, 1984), assim como o acesso dos professores a forma&#231;&#227;o e projectos na &#225;rea da multiculturalidade (<i>e.g</i>. Banks &#38; MacGee-Banks, 1995; Verkuyten, 2000; Sequeira, 2000) poder-se-ia esperar que os estere&#243;tipos &#233;tnicos diminu&#237;ssem, reduzindo o grau de estigmatiza&#231;&#227;o de que as crian&#231;as negras s&#227;o alvo. O facto de n&#227;o haver sinais dessa altera&#231;&#227;o de estere&#243;tipos e de redu&#231;&#227;o do grau de estigmatiza&#231;&#227;o, acompanhado das repercuss&#245;es sobre o sucesso escolar, toma importante compreender como &#233; que aqueles que constituem os principais &#34;decisores&#34; dos trajectos educativos das crian&#231;as&#8212;professores e pais &#8212; pensam a educa&#231;&#227;o e desenvolvimento das crian&#231;as em fun&#231;&#227;o das suas perten&#231;as &#233;tnicas e as vantagens e desvantagens da pol&#237;tica vigente de integra&#231;&#227;o escolar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo do pensamento dos agentes educativos &#8212; com maior incid&#234;ncia sobre os estudos com pais acerca da educa&#231;&#227;o e o desenvolvimento das crian&#231;as &#8212; tem assumido nos &#250;ltimos anos um papel importante na compreens&#227;o do seu impacto, enquanto forma espec&#237;fica de cogni&#231;&#227;o social (Goodnow, 1988), na compreens&#227;o do desenvolvimento das crian&#231;as (Sigel <i>et al,</i> 1985; Sigel <i>et al,</i> 1992; Goodnow &#38; Collins, 1990; Castro, 1994; Castro, 1997; Carvalho, 1995; Monteiro &#38; Castro, 1997; Goodnow &#38; Rubble, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Surgido no quadro da influ&#234;ncia crescente do paradigma cognitivista a partir da d&#233;cada de 70, o conceito de cren&#231;as parentais vem integrar o campo de estudo do comportamento, das atitudes e dos &#34;estilos&#34; parentais (Becker, 1964; Baumrind, 1967; Maccoby &#38; Martin, 1983; Goodnow, 1988; Goodnow &#38; Rubble, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo, que analisa o que os educadores pensam sobre educa&#231;&#227;o, desenvolvimento e escolariza&#231;&#227;o das crian&#231;as, baseia-se no modelo proposto por Sigel, que define cren&#231;as como &#34;knowledge in the sense that the individual knows that what he (or she) espouses is true or probably true, and evidence may or may not be deemed necessary; or if evidence is used, it forms a basis for the belief but is not the belief itself&#34; (Sigel, 1985: 348). Segundo este autor, as cren&#231;as t&#234;m, na sua origem as normas sociais e a experi&#234;ncia pessoal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em conta estes dois grandes grupos de factores que foram aqui salientados &#8212; a import&#226;ncia da cor da pele e a import&#226;ncia das cren&#231;as parentais no processo educativo dos filhos &#8212; este estudo incide sobre: 1) as cren&#231;as das m&#227;es e das professoras de crian&#231;as a frequentar o 1.&#176; ciclo do ensino b&#225;sico em escolas multi-&#233;tnicas acerca do desenvolvimento, educa&#231;&#227;o e integra&#231;&#227;o de crian&#231;as diferentes num mesmo espa&#231;o escolar; e 2) o impacto do papel do educador, da perten&#231;a &#233;tnica das m&#227;es, da forma&#231;&#227;o dos professores em educa&#231;&#227;o multicultural e do contexto escolar &#233;tnico maiorit&#225;rio/minorit&#225;rio enquanto factores de variabilidade dessas cren&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A vari&#225;vel grupo &#233;tnico/cultural visa compreender se as m&#227;es imigrantes de origem africana, todas m&#227;es negras e com filhos negros, apresentam alguma especificidade cultural nas suas cren&#231;as educativas ou se, pelo contr&#225;rio, a sua perman&#234;ncia no seio de uma cultura maiorit&#225;ria de estatuto superior produz uma assimila&#231;&#227;o dessas ideias, n&#227;o se diferenciando o seu pensamento do pensamento das m&#227;es brancas do mesmo n&#237;vel socioecon&#243;mico. Relativamente aos professores, interessa-nos perceber de que forma a forma&#231;&#227;o em educa&#231;&#227;o multicultural, seja ela ministrada logo na forma&#231;&#227;o inicial, ou posteriormente atrav&#233;s da participa&#231;&#227;o em c&#237;rculos de estudos ou em projectos de educa&#231;&#227;o multicultural, influencia as cren&#231;as destes professores. Por &#250;ltimo, e considerando que as crian&#231;as das minorias &#233;tnico/culturais s&#227;o escolarizadas em contextos escolares muito diferenciados quanto &#224; propor&#231;&#227;o da presen&#231;a do seu grupo entre os alunos da escola que frequentam (presen&#231;a maiorit&#225;ria ou minorit&#225;ria), gostar&#237;amos de saber se esta condi&#231;&#227;o de contacto entre os grupos influencia as cren&#231;as, quer das suas m&#227;es quer dos professores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Enquadramento te&#243;rico</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este trabalho implicou o estudo das cren&#231;as de m&#227;es brancas portuguesas e de m&#227;es imigrantes negras, o estudo das cren&#231;as dos professores, e a an&#225;lise do modo como o contexto em que a escolariza&#231;&#227;o das crian&#231;as brancas e negras ocorre &#8212; contexto de maioria branca ou contexto de maioria negra &#8212; as influencia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Iremos agora rever algumas indica&#231;&#245;es da literatura que orientaram a an&#225;lise destes diferentes componentes abordados.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Contexto maiorit&#225;rio ou minorit&#225;rio</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A inclus&#227;o das m&#227;es imigrantes negras, neste trabalho, remete para o estudo de grupos culturalmente desfavorecidos inseridos em condi&#231;&#245;es de vida economicamente prec&#225;rias e de subalternidade social e cultural (<i>e.g</i>. Coll, Meyer &#38; Brillon, 1995; Hoff-Ginsberg &#38; Tardif, 1995). Nestas condi&#231;&#245;es, a situa&#231;&#227;o de contacto cultural (Allport, 1954) &#233; antes de mais uma situa&#231;&#227;o de contacto entre desiguais, de domina&#231;&#227;o, potencialmente geradora de tens&#245;es e constituindo um pano de fundo em que as cren&#231;as dos indiv&#237;duos em interac&#231;&#227;o assumem um valor adaptativo muito importante (<i>e.g.</i> Coll, Meyer &#38; Brillon, 1995; McAdoo, 1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal como se tem verificado noutros pa&#237;ses, existem algumas escolas portuguesas em que alguns grupos &#233;tnicos minorit&#225;rios se tomaram numa maioria num&#233;rica <i>(e.g.</i> Entreculturas, 1997), como resultado de estas escolas servirem bairros de habita&#231;&#227;o social predominantemente habitados por popula&#231;&#227;o de origem africana. Este cen&#225;rio introduz uma das problem&#225;ticas discutidas na literatura <i>(e.g. </i>Banks &#38; McGee-Banks, 1995) sobre rela&#231;&#245;es inter&#233;tnicas e integra&#231;&#227;o das crian&#231;as de minorias em meio escolar: a composi&#231;&#227;o &#233;tnico-num&#233;rica da escola. As investiga&#231;&#245;es neste dom&#237;nio mostraram que este factor exerce efeitos sobre as percep&#231;&#245;es (identidade &#233;tnica) e os comportamentos (sucesso escolar, discrimina&#231;&#227;o inter&#233;tnica) destas crian&#231;as (Banks, 1984) e que, quando s&#227;o a maioria na escola e t&#234;m uma identidade &#233;tnica elevada, se avaliam de forma mais positiva do que avaliam os membros da maioria &#233;tnica (Kinket &#38; Verkuyten, 1999).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estudos preliminares realizados em Portugal revelaram que a composi&#231;&#227;o num&#233;rica (maioria, igualdade ou minoria) n&#227;o tem efeito significativo sobre as percep&#231;&#245;es das crian&#231;as em termos de identidade &#233;tnica, sendo esta determinada pelo estatuto &#233;tnico dos grupos (Guinote, Mouro &#38; Monteiro, 2000). Estes resultados sugerem que as interven&#231;&#245;es, como Allport (1954) ou Sherif (1967) j&#225; referem, devem focar, entre outros factores, o estatuto dos grupos na rela&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sendo a escolariza&#231;&#227;o das crian&#231;as de minorias &#233;tnicas que estud&#225;mos feita em contextos escolares diferenciados na sua composi&#231;&#227;o num&#233;rica, procur&#225;mos compreender se as ideias de m&#227;es e professoras sobre desenvolvimento, educa&#231;&#227;o e integra&#231;&#227;o de alunos diferentes em contexto escolar &#233; influenciada pelo facto de os filhos/alunos frequentarem escolas em que as propor&#231;&#245;es num&#233;ricas s&#227;o semelhantes ou d&#237;spares das que encontramos na sociedade portuguesa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>O pensamento dos educadores sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento das crian&#231;as</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre o pensamento dos educadores acerca do desenvolvimento das crian&#231;as s&#227;o praticamente dominados pelos estudos sobre os pais, sendo muito mais escassas as refer&#234;ncias aos professores. Por esta raz&#227;o, neste ponto vamos referir principalmente a investiga&#231;&#227;o produzida na &#225;rea do pensamento dos pais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para Goodnow e Collins (1990), o estudo do pensamento dos pais sobre a educa&#231;&#227;o dos filhos integra quatro grandes &#225;reas que a investiga&#231;&#227;o desenvolve preferencialmente: a) os conte&#250;dos das ideias dos pais; b) as qualidades das ideias dos pais; c) as origens das ideias dos pais; e d) as consequ&#234;ncias das ideias dos pais para o desenvolvimento dos filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na sequ&#234;ncia de outros estudos efectuados sobre a popula&#231;&#227;o portuguesa (Carvalho, 1995; 1997; Castro, 1994; 1997; Castro &#38; Monteiro, 1996a; 1996b; Monteiro &#38; Ventura, 1997), neste estudo analisamos apenas uma parte do programa proposto por aquelas autoras: os conte&#250;dos das cren&#231;as de m&#227;es e de professoras sobre a educa&#231;&#227;o e o desenvolvimento das crian&#231;as, agora em quadros escolares multi-&#233;tnicos, bem como alguns factores associados &#224; forma&#231;&#227;o destes conte&#250;dos, ou seja, as suas origens. Os adultos, sejam pais ou professores, possuem conjuntos de cren&#231;as ou ideias sobre diversos aspectos da educa&#231;&#227;o e do desenvolvimento das crian&#231;as, que podem ser descritas pelo seu conte&#250;do (Miller, 1988; Goodnow &#38; Collins, 1990). Neste trabalho estudam-se as cren&#231;as dos pais sobre dois temas: a) o desenvolvimento e a educa&#231;&#227;o das crian&#231;as na primeira fase da escolaridade obrigat&#243;ria e b) a import&#226;ncia da integra&#231;&#227;o de crian&#231;as diferentes no mesmo espa&#231;o escolar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A literatura da psicologia social do desenvolvimento sobre as cren&#231;as dos pais acerca do desenvolvimento e da educa&#231;&#227;o dos filhos indica-nos que a investiga&#231;&#227;o tem sido organizada em tomo de diferentes quest&#245;es <i>(e.g.</i> Castro, 1994; Goodnow &#38; Rubble, 1998) que aqueles evocam para organizarem a sua fun&#231;&#227;o parental:</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cren&#231;as sobre a natureza da inf&#226;ncia: a crian&#231;a &#233; um &#34;ser inacabado&#34;, ideia fixada na Europa durante o s&#233;culo XVIII (D&#39;Alessio, 1990), devendo ser preparada para se tornar um adulto; a crian&#231;a &#233; originalmente um ser &#34;bom&#34;, que deve ser protegido de influ&#234;ncias nefastas, ou &#233; originalmente um ser &#34;mau&#34;, sendo ent&#227;o tarefa da educa&#231;&#227;o controlar os impulsos indesej&#225;veis e moldar os comportamentos de acordo com as normas sociais; as crian&#231;as s&#227;o originalmente seres muito semelhantes ou s&#227;o originalmente diferentes entre si (Emiliani &#38; Molinari, 1988); as crian&#231;as necessitam de ser permanentemente controladas pelos adultos sob pena de manterem formas imaturas de desenvolvimento ou, pelo contr&#225;rio, s&#227;o dotadas de capacidades de auto-regula&#231;&#227;o do seu desenvolvimento;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cren&#231;as acerca da natureza e do decurso do desenvolvimento: as crian&#231;as t&#234;m caracter&#237;sticas est&#225;veis ou, pelo contr&#225;rio, v&#227;o modificar-se na idade adulta em fun&#231;&#227;o dos est&#237;mulos e condicionamentos presentes nos cen&#225;rios de desenvolvimento (Sameroff &#38; Feil, 1985); o desenvolvimento da crian&#231;a &#233;, sobretudo, de natureza cognitiva ou, pelo contr&#225;rio, de natureza socioafectiva (Castro, Ventura &#38; Monteiro, 1992);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cren&#231;as referentes &#224; natureza da intelig&#234;ncia: a intelig&#234;ncia &#233; herdada ou adquirida, e o seu papel na aprendizagem e no sucesso escolar &#233;, em consequ&#234;ncia, mais ou menos determinante (Mugny &#38; Carugati, 1985);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cren&#231;as referentes ao processo de aprendizagem <i>(e.g.</i> Schaefer &#38; Edgerton, 1985), pensado por alguns pais como um processo predominantemente passivo (registo de informa&#231;&#227;o proporcionada pelos educadores) e por outros como um processo predominantemente activo, implicando o envolvimento activo da crian&#231;a na sua pr&#243;pria aprendizagem (Castro, 1994); o processo de aprendizagem &#233; conseguido por um conjunto de actividades formais, como ler livros, ou tamb&#233;m por um conjunto de actividades informais, como a observa&#231;&#227;o do mundo envolvente (Castro, Ventura &#38; Monteiro, 1992);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cren&#231;as relativas aos objectivos e m&#233;todos de ensino na escola: o objectivo do professor &#233; transmitir informa&#231;&#227;o e assegurar-se que a crian&#231;a a ret&#233;m, ou o objectivo do professor &#233; conseguir que as crian&#231;as aprendam o pr&#243;prio processo de aprendizagem, ou seja, &#34;aprendam a aprender&#34;; as crian&#231;as podem ser ensinadas globalmente da mesma maneira, ou devem ser individualmente ensinadas e acompanhadas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As ideias dos pais sobre integra&#231;&#227;o de crian&#231;as diferentes (sensorial, f&#237;sica e cognitiva), no mesmo espa&#231;o escolar, t&#234;m tamb&#233;m sido objecto de diferentes trabalhos: Bernal e colaboradores (1990), Quike (1991) e Faulkner (1990; 1991) estudaram a integra&#231;&#227;o de crian&#231;as de diferentes grupos &#233;tnicos, e Maras (1993) estudou a integra&#231;&#227;o de crian&#231;as com dificuldades de aprendizagem, defici&#234;ncias f&#237;sicas e/ou atrasos de desenvolvimento. Em Portugal, Monteiro &#38; Ventura (1997) estudaram as cren&#231;as de m&#227;es de crian&#231;as no ensino prim&#225;rio acerca da natureza das dificuldades de aprendizagem e das vantagens e desvantagens do ensino integrado. Vejamos com mais pormenor as dimens&#245;es de cren&#231;as recenseadas por estes estudos:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cren&#231;as sobre a natureza das dificuldades de aprendizagem &#8212; as dificuldades, como &#34;defici&#234;ncia&#34;, est&#225;vel, associadas a uma posi&#231;&#227;o mais passiva dos pais, ou as dificuldades enquanto parte do percurso do desenvolvimento, associadas a uma posi&#231;&#227;o mais activa dos pais (McConachie, 1991a; 1991b); as dificuldades de aprendizagem estratificadas em cinco dimens&#245;es causais: cognitiva (d&#233;fices de aten&#231;&#227;o e mn&#233;sicos), social (problemas de integra&#231;&#227;o nos cen&#225;rios de desenvolvimento), afectivo-emocional (problemas emocionais e motivacionais), cognitiva-escolar (dificuldades de adapta&#231;&#227;o ao meio escolar ou &#224;s pr&#225;ticas pedag&#243;gicas utilizadas), org&#226;nica (d&#233;fice intelectual patol&#243;gico) e modelo complexo (m&#250;ltiplas origens, agindo de forma combinada) (Monteiro, Castro &#38; Ventura, 1993);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cren&#231;as acerca dos efeitos de cen&#225;rios educativos integrados sobre o desenvolvimento dos filhos (Monteiro &#38; Ventura, 1997): cren&#231;as altru&#237;stas (a integra&#231;&#227;o promove a aprendizagem da diversidade social e do seu valor, para al&#233;m das diferen&#231;as, a compara&#231;&#227;o com crian&#231;as com dificuldades refor&#231;a a auto-estima), cren&#231;as de autonomia (a integra&#231;&#227;o promove novas compet&#234;ncias sociais, como a inter-ajuda, o apoio e a protec&#231;&#227;o dos mais fracos), e cren&#231;as elitistas (no ensino integrado os professores n&#227;o conseguem manter o ritmo do ensino e as crian&#231;as normais desmotivam-se). A an&#225;lise da rela&#231;&#227;o entre a escolha para os filhos de uma escola com uma pol&#237;tica de integra&#231;&#227;o ou de segrega&#231;&#227;o(econ&#243;mica, &#233;tnica, sa&#250;de f&#237;sica, sensorial e mental), mostrou que as m&#227;es que optaram pela primeira sustentam cren&#231;as mais altru&#237;stas e de maior autonomia do que as m&#227;es que optaram pela segunda (Ventura &#38; Monteiro, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre as cren&#231;as dos pais pertencentes a diferentes grupos &#233;tnicos ou culturais t&#234;m sido elaborados em contextos te&#243;ricos predominantemente sociol&#243;gicos ou antropol&#243;gicos, procurando nas diferen&#231;as culturais e nos grupos sociais a compreens&#227;o da sua estrutura, conte&#250;do e variabilidade (Molinari e Emiliani, 1987; Chombart de Lauwe, 1984). Nesta perspectiva, torna-se importante estudar como factor da variabilidade das ideias dos pais o efeito da inser&#231;&#227;o numa cultura sobre os modelos culturais partilhados pelos grupos, tal como aparece nos trabalhos de Sameroff e Feil (1985) e Frankel e Roer-Bomsteins (1982; citados por Miller, 1988). Estes estudos t&#234;m mostrado que uma grande parte dos conte&#250;dos das ideias dos pais que existem numa cultura est&#227;o, em grande medida, &#34;pr&#233;-fabricados&#34; (Goodnow &#38; Collins, 1990), ou seja, s&#227;o ideias que os pais encontram e de que facilmente se apropriam. Como refere Palacios (1988), os grupos humanos que vivem em circunst&#226;ncias de adapta&#231;&#227;o muito diferentes, modulam as suas ideias e pr&#225;ticas sobre as crian&#231;as de maneira que o resultado final seja maximamente adaptativo. Os estudos acerca do efeito da cultura sobre as ideias dos pais aparecem muitas vezes associados a estudos sobre o estatuto socioecon&#243;mico, sendo por vezes dif&#237;cil distinguir a influ&#234;ncia particular de cada uma destas duas vari&#225;veis (Hoff-Ginsberg &#38; Tardif, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Miller (1988) e Hoff-Ginsberg e Tardif (1995), a investiga&#231;&#227;o tem mostrado, mais especificamente, que o conte&#250;do das cren&#231;as dos pais de estatuto socioecon&#243;mico mais elevado &#233; aquele que teoricamente &#233; considerado como sendo mais adaptativo para o desenvolvimento das crian&#231;as e que a investiga&#231;&#227;o nesta &#225;rea relaciona estas cren&#231;as com comportamentos mais positivos dos pais e melhor desenvolvimento das crian&#231;as. Os efeitos do estatuto socioecon&#243;mico aparecem com maior consist&#234;ncia como modeladores das ideias parentais do que os efeitos da experi&#234;ncia directa com crian&#231;as (Miller, 1988), como podemos ver nos trabalhos de Sigel e colaboradores (1985), de McGillicuddy-DeLisi (1992), de Sameroff e Feil (1985), de Johnson e Martin (1983; citados por Miller, 1988) e de Ninio (1979, citado por Miller, 1988).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No entanto, e segundo Miller (1988), devemos salientar que em nenhum destes estudos as diferen&#231;as entre as cren&#231;as s&#227;o muito profundas, e que ainda existe uma grande sobreposi&#231;&#227;o de posi&#231;&#245;es entre os diferentes grupos sociais, assim como uma grande variabilidade dentro de cada grupo. Exemplos desta sobreposi&#231;&#227;o podem igualmente ser encontrados nos trabalhos de Palacios (1988), Castro (1994) e de Mugny e Carugati (1985). O trabalho de Palacios (1988) refor&#231;a igualmente a import&#226;ncia da influ&#234;ncia, quer do n&#237;vel de escolaridade, quer dos contextos de vida (neste caso, meio rural <i>versus</i> meio urbano) no conte&#250;do das ideias parentais. Tamb&#233;m nos trabalhos de Mugny e Carugati (1985), para al&#233;m dos fortes efeitos ligados &#224; identidade social dos indiv&#237;duos (pais e n&#227;o pais, pais e professores), os autores encontram ainda outros efeitos, embora menos marcados: por exemplo, os grupos de estatuto socioecon&#243;mico menos elevado concordam mais do que os outros com a teoria das diferen&#231;as naturais, e com a ideia de que o desenvolvimento assentaria sobre a aprendizagem das regras sociais, sendo estes os n&#250;cleos centrais da sua representa&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os trabalhos referidos constituem, na nossa perspectiva, contributos importantes para a compreens&#227;o da variabilidade das ideias dos educadores sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento dos filhos, possibilitando-nos reflectir sobre as limita&#231;&#245;es associadas &#224; considera&#231;&#227;o da experi&#234;ncia directa com as crian&#231;as, como origem privilegiada das ideias parentais, e obrigando-nos a considerar outros factores como o grupo cultural ou &#233;tnico, o estatuto socioecon&#243;mico ou o n&#237;vel de escolaridade dos pais, a condi&#231;&#227;o de imigrante, os quais n&#227;o esgotam, no entanto, o tema.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>A escolariza&#231;&#227;o em contexto multicultural</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre a escolariza&#231;&#227;o das crian&#231;as pertencentes a minorias &#233;tnicas t&#234;m evidenciado que os professores n&#227;o se encontram, na sua maioria preparados para lidar quer com os alunos culturalmente diferentes quer com as suas fam&#237;lias (Cotrim <i>et al,</i> 1995; Cortes&#227;o &#38; Stoer, 1996; Connolly, 1998; Cortes&#227;o, 2001; Cardoso, 1997; Tavares, 1998; Sequeira, 2000). Em Portugal a investiga&#231;&#227;o continua a mostrar que o sucesso escolar das crian&#231;as durante o 1.&#176; ciclo do ensino b&#225;sico est&#225; relacionado, entre outros factores, com o grupo &#233;tnico da crian&#231;a, no sentido em que, na maioria dos grupos &#233;tnicos minorit&#225;rios, o sucesso escolar &#233; inferior &#224; m&#233;dia nacional (<i>e.g</i>. Base de Dados Entreculturas, 1997; Bastos &#38; Bastos, 1999).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Cotrim e colaboradores (1995), num estudo realizado em Portugal sobre concep&#231;&#245;es e pr&#225;ticas de educa&#231;&#227;o intercultural, a diversidade &#233;tnico/cultural da popula&#231;&#227;o discente veio questionar alguns dos pressupostos mais enraizados do ensino, abalando simultaneamente a institui&#231;&#227;o escolar e a cultura e saber dos professores. Num contexto em que os alunos acumulam a problem&#225;tica da multiculturalidade com a problem&#225;tica da pobreza e exclus&#227;o social, o diagn&#243;stico realizado por directores e professores revela que a multiculturalidade nas escolas &#233; vista pelos professores como estando mais associada &#224;s situa&#231;&#245;es de insucesso do que ao aumento de conflitualidade. As concep&#231;&#245;es destes professores sobre educa&#231;&#227;o multicultural assentam na valoriza&#231;&#227;o das culturas em presen&#231;a e na articula&#231;&#227;o entre a fam&#237;lia e a escola como meio de promo&#231;&#227;o do sucesso educativo, concretizando-se em actividades de anima&#231;&#227;o cultural e na cria&#231;&#227;o de actividades compensat&#243;rias para os alunos com insucesso.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Connolly (1998), num estudo etnogr&#225;fico realizado numa escola inglesa com crian&#231;as negras e asi&#225;ticas, descreve a exist&#234;ncia de um discurso racista por parte dos professores, associada a uma vis&#227;o desvalorizada dos pais das crian&#231;as das minorias &#233;tnicas, que s&#227;o vistos como imaturos e egoc&#234;ntricos. Esta vis&#227;o desvalorizada dos pais aparecia associada no discurso dos professores a uma valoriza&#231;&#227;o do seu papel social junto dos alunos (suprindo os d&#233;fices dos pais) em detrimento do seu papel acad&#233;mico. Esta concep&#231;&#227;o co-existe no entanto com um discurso sobre a igualdade de oportunidades na escola. Estas ideias dos professores reflectem-se sobre as suas pr&#225;ticas, no sentido em que os professores v&#227;o evidenciar a import&#226;ncia da disciplina e das actividades estruturadas como se isto constitu&#237;sse uma esp&#233;cie de equil&#237;brio para a desorganiza&#231;&#227;o do meio familiar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sequeira (2000), num estudo etnogr&#225;fico realizado com um pequeno grupo de professoras do 1.&#176; ciclo do ensino b&#225;sico com experi&#234;ncia de ensino em classes etnicamente heterog&#233;neas, descreveu o desconhecimento sentido por estas profissionais relativamente ao universo cultural dos seus alunos, nomeadamente a l&#237;ngua materna, e relativamente &#224;s estrat&#233;gias de ensino da l&#237;ngua portuguesa como l&#237;ngua segunda. Esta autora, que acompanhou estas professoras durante um ano no contexto de um c&#237;rculo de estudos (forma&#231;&#227;o de professores a partir das suas pr&#225;ticas), documenta que a experi&#234;ncia das professoras (idade, anos de servi&#231;o, anos de ensino em classes etnicamente heterog&#233;neas) n&#227;o estava associada a uma atitude mais positiva face aos alunos e ao processo de ensino-aprendizagem. J&#225; o principal factor diferenciador da qualidade das professoras eram as suas cren&#231;as sobre a natureza humana e a sua ades&#227;o a princ&#237;pios e valores de igualdade, liberdade e direitos humanos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quest&#245;es da investiga&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como ficou dito, este trabalho examina as cren&#231;as de professoras e m&#227;es e procura analisar as origens da variabilidade daquelas cren&#231;as. Procura, assim, constituir um contributo par explicar o que se passa no cen&#225;rio escolar e estabelecer hip&#243;teses sobre as suas consequ&#234;ncias no desenvolvimento infantil (Sigel <i>et al,</i> 1985; Sigel <i>et al.,</i> 1992; Goodnow &#38; Collins, 1990; Goodnow &#38; Rubble, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, identific&#225;mos as seguintes quest&#245;es de investiga&#231;&#227;o:</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">1) em contextos escolares multiculturais, qual a estrutura e o conte&#250;do das cren&#231;as dos agentes de socializa&#231;&#227;o &#8212; m&#227;es e professoras &#8212; sobre a educa&#231;&#227;o, o desenvolvimento e as vantagens e desvantagens da integra&#231;&#227;o de crian&#231;as diferentes?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) como se diferenciam as cren&#231;as desses agentes educativos, em fun&#231;&#227;o da sua posi&#231;&#227;o de professor ou de familiar?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">3) como se diferenciam as cren&#231;as das m&#227;es em fun&#231;&#227;o da sua perten&#231;a &#233;tnica (luso-portuguesas <i>vs.</i> luso-africanas)?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">4) como se diferenciam as cren&#231;as dos professores em fun&#231;&#227;o da sua forma&#231;&#227;o espec&#237;fica em educa&#231;&#227;o multicultural?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">5) como se diferenciam as cren&#231;as das m&#227;es e dos professores em fun&#231;&#227;o da composi&#231;&#227;o &#233;tnica dos alunos nas escolas (maioria branca <i>vs.</i> maioria negra)?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Sujeitos e procedimentos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo foram inquiridos 251 educadores (96 professores e 151 m&#227;es) de crian&#231;as do 1.&#176; ciclo do ensino b&#225;sico a frequentarem 12 escolas p&#250;blicas da regi&#227;o de Lisboa. De acordo com os objectivos do estudo, os dados foram recolhidos em escolas frequentadas por alunos brancos e negros em dois tipos de condi&#231;&#245;es: escolas em que a presen&#231;a de alunos brancos (&#62; 60%) era maiorit&#225;ria (N = 95) e escolas em que a presen&#231;a de alunos negros, era igual ou maior que a presen&#231;a de alunos brancos (N = 73). Os dados foram recolhidos de acordo com as informa&#231;&#245;es dos professores que caracterizaram a popula&#231;&#227;o da escola em termos de maioria de alunos brancos ou negros uma vez que os dados dispon&#237;veis (Base de Dados Entreculturas, 1997) n&#227;o coincidiam com a popula&#231;&#227;o encontrada nas escolas. Todos os professores eram brancos e do sexo feminino.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A amostra de m&#227;es era constitu&#237;da por 83 m&#227;es de crian&#231;as brancas e 72 m&#227;es de crian&#231;as negras. A idade m&#233;dia das m&#227;es era 27 anos. Todas as m&#227;es de crian&#231;as brancas tinham a nacionalidade portuguesa e eram brancas e todas as m&#227;es das crian&#231;as negras eram imigrantes oriundas de pa&#237;ses africanos de l&#237;ngua oficial portuguesa (PALOP). As nacionalidades das m&#227;es eram as seguintes: 45 caboverdianas, 20 angolanas, 5 guineenses e 2 santomenses. A escolaridade das m&#227;es foi sistematizada em tr&#234;s categorias: at&#233; quatro anos, entre cinco a nove anos, e superior a nove anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na amostra de professores (N = 96), 40 professores (41,7%) estavam a ensinar em escolas com maioria de crian&#231;as brancas, enquanto 56 (58,3%) estavam a ensinar em escolas com maioria de crian&#231;as negras. Relativamente &#224; forma&#231;&#227;o em educa&#231;&#227;o multicultural, 22 professores (29%), num total de 76 respostas v&#225;lidas, receberam forma&#231;&#227;o inicial nesta &#225;rea, e 32 professores (40%), num total de 79 respostas v&#225;lidas, participaram no projecto Entreculturas (forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada e desenvolvimento de projectos nas escolas).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o foi apresentada &#224;s m&#227;es como um estudo sobre desenvolvimento e escolariza&#231;&#227;o das crian&#231;as que frequentam o 1.&#176; ciclo do ensino b&#225;sico, e aos professores como tendo o objectivo de conhecer a opini&#227;o de professores com diferentes experi&#234;ncias profissionais sobre o desenvolvimento das crian&#231;as do 1.&#176; ciclo do ensino b&#225;sico e as condi&#231;&#245;es da sua escolariza&#231;&#227;o. Os investigadores distribu&#237;ram question&#225;rios directamente aos professores de cada escola e procederam &#224; sua recolha 15 dias depois. Os question&#225;rios dirigidos &#224;s m&#227;es foram colocados em envelopes, fechados e endere&#231;ados. Os professores distribu&#237;ram-nos &#224;s crian&#231;as nas suas respectivas turmas, que os entregaram &#224;s m&#227;es, e obtiveram posteriormente a sua devolu&#231;&#227;o, de novo por interm&#233;dio das crian&#231;as. A taxa de resposta foi de cerca de 40% para as m&#227;es e 80% no caso dos professores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As cren&#231;as dos adultos foram integradas num question&#225;rio de resposta fechada, sobre uma escala de 5 posi&#231;&#245;es (5 = concordo muito; 1 = discordo muito), constitu&#237;do por 30 quest&#245;es. Este question&#225;rio resultou de uma adapta&#231;&#227;o de dois question&#225;rios utilizados em estudos anteriores: um question&#225;rio sobre cren&#231;as maternas acerca do desenvolvimento e da educa&#231;&#227;o das crian&#231;as adaptado de Castro (1997) e um question&#225;rio sobre cren&#231;as maternas acerca de educa&#231;&#227;o em contextos escolares integrados/segregados de Monteiro &#38; Ventura (1997).</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Do primeiro question&#225;rio retiveram-se 12 itens, que correspondiam na medida anterior aos factores de cren&#231;as &#34;tradicionais&#34;, &#34;inatistas&#34;, &#34;bom selvagem&#34; e &#34;auto-regula&#231;&#227;o&#34;. Do segundo question&#225;rio utilizaram-se 13 quest&#245;es, correspondentes aos factores: &#34;altru&#237;sta&#34;, &#34;tradicional&#34;, &#34;autonomia&#34;, &#34;elitista&#34; e &#34;democr&#225;tico&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m das quest&#245;es directamente relacionadas com o conte&#250;do das cren&#231;as, o question&#225;rio continha ainda, para al&#233;m de itens de identifica&#231;&#227;o das m&#227;es (idade, local de nascimento, nacionalidade, idade do(a) filho(a)) e dos professores (sexo, idade, fun&#231;&#245;es na escola &#8212; lectivas e/ou n&#227;o-lectivas), quest&#245;es relativas &#224;s vari&#225;veis com as quais se procurava responder &#224;s quest&#245;es sobre a variabilidade das cren&#231;as e a sua origem (forma&#231;&#227;o em educa&#231;&#227;o multicultural &#8212; inicial e/ou p&#243;s-graduada &#8212; e n&#250;mero de crian&#231;as brancas e negras na turma).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O mesmo question&#225;rio foi distribu&#237;do a m&#227;es e a professores, apenas variando o modo como era apresentado o estudo e as perguntas relativas &#224;s vari&#225;veis de identifica&#231;&#227;o e de fontes de variabilidade espec&#237;ficas das cren&#231;as dos respondentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Estrutura e conte&#250;do das cren&#231;as dos educadores</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As respostas &#224;s 30 quest&#245;es de cren&#231;as foram submetidas a uma an&#225;lise factorial em componentes principais (ACP) com rota&#231;&#227;o ortogonal dos eixos <i>(varimax).</i> Foram identificados quatro factores que explicaram 50,9% da vari&#226;ncia total do modelo (KMO = 0,748) (<a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a03q1.jpg">quadro 1.</a>)</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O primeiro factor agrupa um conjunto de cren&#231;as que reflectem uma vis&#227;o tradicional da educa&#231;&#227;o, em que a fam&#237;lia e a escola parecem ser vistas como dois mundos separados, a explica&#231;&#227;o do sucesso escolar &#233; atribu&#237;da &#224; intelig&#234;ncia/ desenvolvimento intelectual das crian&#231;as e valoriza-se a aprendizagem formal. Este factor &#233; muito pr&#243;ximo do j&#225; encontrado por Castro (1994,1997) e por Monteiro &#38; Ventura (1997), pelo que se optou por lhe atribuir a mesma designa&#231;&#227;o de factor &#34;tradicional&#34;. O segundo factor articula cren&#231;as sobre a natureza &#34;m&#225;&#34; das crian&#231;as, que nascem semelhantes entre si, consistindo ent&#227;o a educa&#231;&#227;o em &#34;contrariar impulsos naturais&#34; e em inculcar conhecimentos, utilizando estrat&#233;gias pedag&#243;gicas de &#34;repeti&#231;&#227;o&#34;. A capacidade para o estudo &#233; vista como inata (contrariando, paradoxalmente, a cren&#231;a de que as crian&#231;as, &#224; nascen&#231;a, s&#227;o todas parecidas). Este conjunto de ideias aproxima-se das ideias contidas no factor &#34;educar &#233; moldar&#34; encontrado por Monteiro, Castro e Ventura (1993), pelo que opt&#225;mos pela mesma designa&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O terceiro factor re&#250;ne um conjunto de ideias sobre como &#233; que a crian&#231;a aprende e como se deve ensin&#225;-lo, que sublinham simultaneamente o papel activo e a valoriza&#231;&#227;o das aprendizagens informais da crian&#231;a e a necessidade de na escola, no &#226;mbito de uma aprendizagem mais formal, o professor respeitar as diferen&#231;as e ensinar cada crian&#231;a da maneira mais apropriada. Relativamente ao contacto das crian&#231;as com a diferen&#231;a, este factor agrega a ideia de que ajudar as crian&#231;as mais lentas torna as crian&#231;as mais generosas. Por conter o mesmo conjunto de ideias j&#225; encontrado por Monteiro, Castro e Ventura (1993) foi denominado factor de &#34;auto-regula&#231;&#227;o&#34; de acordo com express&#227;o utilizada pelos autores. O quarto factor re&#250;ne duas ideias que consideram que o ensino se torna mais lento pelo facto de existirem na mesma turma crian&#231;as com diferentes n&#237;veis de aprendizagem, principalmente para os melhores alunos, n&#227;o contendo ideias relativas aos poss&#237;veis ganhos que se podem encontrar na interac&#231;&#227;o entre crian&#231;as com ritmos diferentes. Por conter ideias pr&#243;ximas do factor de integra&#231;&#227;o encontrado por Monteiro &#38; Ventura (1997). Este factor foi denominado &#34;elitista&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a03q2.jpg">quadro 2</a> mostra a estat&#237;stica descritiva dos quatro factores, que foram obtidos calculando a m&#233;dia simples dos itens que os constituem, bem como a compara&#231;&#227;o dos professores e das m&#227;es em cada um dos factores.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise da distribui&#231;&#227;o do factor &#34;tradicional&#34; mostrou que a maioria dos educadores discorda das ideias que ele inclui (M = 2,52; d.p. = 0,83). A maioria dos educadores tende a concordar (M = 3,40; d.p. = 0,75) com o factor &#34;educar &#233; moldar&#34;, sendo que a curva de distribui&#231;&#227;o do factor apresentando um enviesamento &#224; direita. As ideias agrupadas no factor &#34;auto-regula&#231;&#227;o&#34; (M = 3,94; d.p. = 0,58) re&#250;nem um claro consenso do grupo de educadores, pois a curva encontra-se claramente situada no p&#243;lo da concord&#226;ncia. As ideias sobre a integra&#231;&#227;o escolar das crian&#231;as agrupadas no factor designado por &#34;elitista&#34; parecem ser as mais pol&#233;micas, tendo uma percentagem significativa dos educadores a concordarem outros a discordarem e um grande n&#250;mero que nem concorda nem discorda (M = 2,84; d.p. = 0,97).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Comparando estes resultados com o estudo de Monteiro &#38; Ventura (1997), que utilizou o mesmo question&#225;rio, verificamos que as ideias relativas &#224; ades&#227;o a cren&#231;as altru&#237;stas de que as crian&#231;as beneficiam quando est&#227;o com outras muito diferentes, ou de que a escola constitui uma possibilidade de dar a todos igualdade de oportunidades, n&#227;o se constitu&#237;ram em factor.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A estrutura de pensamento dos educadores encontrada no presente estudo n&#227;o difere muito dos resultados encontrados em estudos anteriores realizados com amostras portuguesas (Monteiro, Castro e Ventura, 1993; Castro, 1994; 1997; Carvalho, 1995; Monteiro &#38; Ventura, 1997), que identificam estes mesmos conjuntos de ideias em m&#227;es com diferentes n&#237;veis de escolaridade e actividade profissional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Influ&#234;ncia da condi&#231;&#227;o de educador sobre as cren&#231;as</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um segundo objectivo que propusemos foi a compara&#231;&#227;o das respostas das m&#227;es e dos professores no sentido de identificar poss&#237;veis especificidades na estrutura de pensamento destes diferentes agentes educativos. Uma vez que a amostra de educadores &#233; composta por elementos com diferentes n&#237;veis de escolaridade, factor que se tem mostrado influente nas posi&#231;&#245;es dos sujeitos (Castro, 1994; 1997), os dados foram analisados controlando o factor escolaridade <i>(Ancova).</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta an&#225;lise indicou que no factor &#34;tradicional&#34; se encontra um efeito da condi&#231;&#227;o de educador &#091;F(1,51) = 59,37; p = 0,000&#093;, ainda que se revele igualmente um efeito da escolaridade &#091;F(1,51) = 24,75; p = 0,000&#093;. Relativamente ao factor &#34;educar &#233; moldar&#34;, verifica-se um efeito principal do tipo de educador &#091;F(1,51) = 27,88; p = 0,000&#093;, com efeito da escolaridade &#091;F(1,51) = 727; p = 0,007&#093;. Relativamente ao factor &#34;auto-regula&#231;&#227;o&#34;, a escolaridade n&#227;o tem influ&#234;ncia significativa sobre estas ideias &#091;F(1,51) = 0,121, p = n.s.&#093;, mantendo-se o efeito da condi&#231;&#227;o do educador &#091;F(1,51) = 11,53; p = 0,000&#093;. N&#227;o se encontraram efeitos da condi&#231;&#227;o de educador e da escolaridade no factor &#34;elitista&#34;. Estes resultados indicam que a escolaridade &#233;, em parte, respons&#225;vel pelas diferen&#231;as encontradas relativamente aos factores &#34;tradicional&#34; e &#34;educar &#233; moldar&#34;, mas n&#227;o relativamente ao factor &#34;auto-regula&#231;&#227;o&#34;. Esta mesma ideia j&#225; tinha sido encontrada por Castro (1994), que n&#227;o encontrou varia&#231;&#227;o nestas ideias em fun&#231;&#227;o da escolaridade. &#201; interessante notar que as ideias agregadas no factor &#34;auto-regula&#231;&#227;o&#34;, valorizando as aprendizagens informais, parecem atravessar diferentes n&#237;veis de estatuto socioecon&#243;mico. Parece pois confirmar-se que estas ideias s&#227;o bastante consensuais.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a03q3.jpg">Quadro 3</a>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Influ&#234;ncia da etnia materna e do contexto escolar nas suas cren&#231;as</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise apenas das cren&#231;as maternas mostrou exist&#234;ncia de um efeito principal do grupo &#233;tnico no factor &#34;tradicional&#34; &#091;F(1,55) = 31,44, p = 0,000&#093;, que se mant&#233;m controlando a escolaridade &#091;F(1,55) = 12,06; p = 0,001&#093;. O grupo &#233;tnico &#233; um factor diferenciador das respostas das m&#227;es em rela&#231;&#227;o &#224;s ideias tradicionais: as m&#227;es imigrantes negras n&#227;o t&#234;m uma posi&#231;&#227;o marcada relativamente a este factor (M = 3,11 e d.p. = 0,79), enquanto que as m&#227;es portuguesas brancas discordam claramente do seu conte&#250;do (M = 2,43 e d.p. = 0,77). A etnia materna n&#227;o se constituiu como fonte de variabilidade dos restantes factores de cren&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; influ&#234;ncia do contexto sobre as ideias das m&#227;es n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as em fun&#231;&#227;o das m&#227;es terem os seus filhos escolarizados numa escola de maioria de alunos brancos ou negros.</font></p>           <p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Influ&#234;ncia da forma&#231;&#227;o multicultural e do contexto escolar na variabilidade das cren&#231;as dos professores</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As ideias dos professores foram analisadas atrav&#233;s de <i>Anovas,</i> sendo as vari&#225;veis independentes em an&#225;lise, os anos de servi&#231;o dos professores, a sua experi&#234;ncia em escolas multiculturais, a forma&#231;&#227;o inicial em educa&#231;&#227;o multicultural e a participa&#231;&#227;o no projecto Entreculturas. A influ&#234;ncia de cada uma destas vari&#225;veis foi avaliada independentemente das restantes. As m&#233;dias e resultados das an&#225;lises s&#227;o apresentados no <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a03q4.jpg">quadro 4</a></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224;s ideias tradicionais, apenas a forma&#231;&#227;o inicial em educa&#231;&#227;o multicultural produziu resultados significativos &#091;F(1,6) = 7,36; p = 0,008&#093;, revelando que os professores com forma&#231;&#227;o (M = 1,78; d.p. &#166; 0,62) discordam mais das ideias tradicionais que os professores sem forma&#231;&#227;o(M = 2,13; d.p. = 0,45). No factor &#34;elitista&#34;, verificamos um efeito da forma&#231;&#227;o inicial em educa&#231;&#227;o multicultural (F(1,6) = 4,12, p = 0,046&#093;, significando que os professores que receberam forma&#231;&#227;o (M = 2,47; d.p. = 0,99) discordam mais destas ideias do que os professores que n&#227;o receberam forma&#231;&#227;o (M = 2,96; d.p. = 0,92). N&#227;o se encontraram efeitos significativos da forma&#231;&#227;o dos professores nos restantes factores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A influ&#234;ncia do contexto (composi&#231;&#227;o num&#233;rica das etnias nas escolas) apenas revela efeitos significativos nos factores &#34;educar &#233; moldar&#34; (F(1,6) = 5,12; p = 0,026&#093; e &#34;elitista&#34; (F(1,6) = 3,88; p = 0,052&#093;. Estes resultados indicam que os professores em escolas com maioria de crian&#231;as negras concordam mais com ideias do factor &#34;educar &#233; moldar&#34; (M = 3,20; d.p. = 0,70) e s&#227;o mais elitistas nas suas cren&#231;as (M = 2,99; d.p. = 0,97) do que os seus colegas em escolas com maioria de crian&#231;as brancas (factor &#34;educar &#233; moldar&#34;: M = 2089; d.p. = 0,60; factor &#34;elitista&#34;: M = 2,61; d.p. = 0,86). Nas ideias relativas &#224; &#34;auto-regula&#231;&#227;o&#34; e &#34;tradicional&#34; n&#227;o encontr&#225;mos qualquer efeito da vari&#225;vel de contexto.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a03q5.jpg">Quadro 5</a>         
<p>&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em suma, as ideias dos professores s&#227;o influenciadas pela sua forma&#231;&#227;o, uma vez que se verificou que os professores com forma&#231;&#227;o inicial em educa&#231;&#227;o multicultural discordam mais das ideias tradicionais de educa&#231;&#227;o e da perspectiva elitista de segrega&#231;&#227;o de grupos com n&#237;veis de desenvolvimento diferentes que os professores que n&#227;o tiveram esta forma&#231;&#227;o. Relativamente &#224; composi&#231;&#227;o num&#233;rica das escolas, verificamos que os professores em escolas de maioria branca rejeitam com maior intensidade a ideia de que educar &#233; moldar e a perspectiva elitista de segrega&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o dos resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste trabalho foi estudada a estrutura, conte&#250;do e origem das ideias sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento de m&#227;es e professoras de escolas multi&#233;tnicas. A an&#225;lise factorial das respostas replicou os tr&#234;s factores de cren&#231;as sobre desenvolvimento e educa&#231;&#227;o j&#225; encontrados por Castro (1994; 1997) e por Castro e Monteiro (1996a) e o factor de cren&#231;as sobre integra&#231;&#227;o escolar de crian&#231;as diferentes encontrado por e Monteiro &#38; Ventura (1997). O primeiro factor de cren&#231;as tradicionais sobre educa&#231;&#227;o re&#250;ne a ideia de que a intelig&#234;ncia &#233; essencial &#224; obten&#231;&#227;o de bons resultados escolares e a ideia de que a escola &#233; a grande respons&#225;vel pela educa&#231;&#227;o das crian&#231;as nesta fase, n&#227;o devendo a fam&#237;lia interferir na rela&#231;&#227;o entre professores e alunos. Um segundo factor, designado &#34;educar &#233; moldar&#34;, re&#250;ne um conjunto de ideias sobre a natureza das crian&#231;as, em que a necessidade de contrariar os impulsos naturais das crian&#231;as, potencialmente prejudiciais para a sociedade, se associa &#224; concep&#231;&#227;o de que as crian&#231;as nascem todas parecidas entre si. A necessidade de o professor ensinar repetindo as informa&#231;&#245;es b&#225;sicas e a cren&#231;a de que a capacidade de estudar j&#225; nasce com a crian&#231;a completam o conjunto de ideias que constituem este factor. Um terceiro conjunto de ideias valoriza os processos de aprendizagem atrav&#233;s da observa&#231;&#227;o e do jogo, a individualidade de cada crian&#231;a e a consequente necessidade de ensino individualizado. Ideias elitistas de educa&#231;&#227;o, argumentando com as consequ&#234;ncias negativas, para os melhores alunos, da integra&#231;&#227;o dos mesmos em turmas de crian&#231;as com diferentes n&#237;veis de aprendizagem, constituem o quarto conjunto de cren&#231;as encontrado neste estudo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com os objectivos do estudo, a origem destas ideias foi estudada no quadro dos modelos sociocognitivos do processamento social da informa&#231;&#227;o <i>(e.g. </i>Goodnow &#38; Rubble, 1998), adoptando a fun&#231;&#227;o educativa, a perten&#231;a etnicocultural, a forma&#231;&#227;o espec&#237;fica e o contexto de ensino como factores de potencial variabilidade das cren&#231;as dos educadores. Assim, uma vez controlada a escolaridade, as cren&#231;as das professoras distinguem-se das cren&#231;as das m&#227;es em tr&#234;s dos quatro factores encontrados. Relativamente &#224;s ideias tradicionais de educa&#231;&#227;o, que defendem esferas de responsabilidade separadas da fam&#237;lia e da escola e o inatismo das capacidades intelectuais, enquanto as professoras rejeitam claramente estas ideias, a rejei&#231;&#227;o das m&#227;es &#233; menos pronunciada. Relativamente ao conjunto de ideias sobre a natureza &#34;m&#225;&#34; das crian&#231;as e a necessidade de a educa&#231;&#227;o controlar os impulsos das crian&#231;as, as m&#227;es distinguem-se das professoras por expressarem a sua concord&#226;ncia com este tipo de ideias, enquanto os professores adoptam uma posi&#231;&#227;o mais reticente. As ideias que veiculam a cren&#231;a na crian&#231;a competente, que aprende por si e que deve ser ensinada num contexto de respeito pela sua individualidade, s&#227;o claramente aceites pelas professores e menos pelas m&#227;es. As ideias de auto-regula&#231;&#227;o s&#227;o tamb&#233;m igualmente partilhadas por professoras e m&#227;es, embora mais claramente pelas professoras. O consenso em torno destas cren&#231;as, independentemente da escolaridade, &#233; referido em diferentes trabalhos (Castro, 1994; 1997; Carvalho, 1995), evidenciando o car&#225;cter socialmente alargado destas cren&#231;as. A rejei&#231;&#227;o das ideias elitistas &#233; partilhada por ambos os grupos, indicando possivelmente a presen&#231;a de uma norma social muito forte que n&#227;o permite a express&#227;o deste tipo de ideias discriminat&#243;rias. Esta suposi&#231;&#227;o &#233; refor&#231;ada pelo facto de em Portugal se assistir a uma crescente defesa da igualdade de oportunidades na educa&#231;&#227;o e da integra&#231;&#227;o escolar da diferen&#231;a (&#34;Todos iguais todos diferentes&#34;), tanto ao n&#237;vel da legisla&#231;&#227;o como da forma&#231;&#227;o dos professores. Tamb&#233;m Oliva e Palacios (1997) encontraram ideias educativas mais tradicionais nas m&#227;es do que nas educadoras em Espanha, o mesmo se tendo verificado com Morrison, Ispa e Milner (1998) na Jamaica. O efeito da posi&#231;&#227;o relativa do educador em rela&#231;&#227;o &#224; crian&#231;a (m&#227;es ou professora), independente do efeito da escolaridade, &#233; um dado que refor&#231;a as conclus&#245;es dos estudos de Castro (1994; 1997), de Carugati (1990), de Molinari e Emiliani (1993) e de Amaral (1997), que defendem que as ideias sobre as crian&#231;as devem ser procuradas nos grupos de inser&#231;&#227;o e socializa&#231;&#227;o dos seus portadores. Uma vez que a fam&#237;lia e a escola representam contextos socializadores bem diferenciados entre si, estas discrep&#226;ncias podem levar a distintas formas de interagir com as crian&#231;as e ser fonte de conflitos entre pais e educadores (Rodrigo &#38; Palacios, 1998). De acordo com Bronfenbrenner (1979), se &#233; verdade que o desenvolvimento infantil pode ser favorecido pela possibilidade de participar em contextos diversificados, tamb&#233;m a exist&#234;ncia de uma descontinuidade muito marcada pode ter efeitos negativos. O conjunto de cren&#231;as que engloba a ideia das responsabilidades separadas da fam&#237;lia e da escola, e da n&#227;o interfer&#234;ncia da fam&#237;lia nos assuntos escolares dos filhos, &#233; muito discutido na literatura sobre a rela&#231;&#227;o escola-fam&#237;lia <i>(e.g.</i> Connors e Epstein, 1995; Haynes &#38; Ben-Avie, 1996; Eccles &#38; Harold, 1996; Rodrigo &#38; Palacios, 1998), uma vez que a colabora&#231;&#227;o entre pais e professores parece ser fundamentai para garantir a adapta&#231;&#227;o escolar e o sucesso dos alunos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &#224; perten&#231;a etnicocultural das m&#227;es como potencial fonte de variabilidade das suas cren&#231;as educativas, confirmou-se que as m&#227;es negras imigrantes discordam menos do que as m&#227;es portuguesas acerca das ideias tradicionais sobre educa&#231;&#227;o, que incluem a cren&#231;a na prioridade da escola sobre a fam&#237;lia na condu&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o educativa. &#201; interessante notar que o posicionamento de distanciamento dos pais face &#224; escola foi tamb&#233;m encontrado por Seabra (1999) num estudo etnogr&#225;fico sobre as rela&#231;&#245;es entre a condi&#231;&#227;o &#233;tnica ou a situa&#231;&#227;o de classe dos alunos e o insucesso escolar. A autora encontrou ainda duas formas de as fam&#237;lias cabo-verdianas orientarem o processo educativo dos filhos &#8212; &#34;contratualista &#34; e &#34;estatut&#225;ria&#34; &#8212; e a sua rela&#231;&#227;o com a escola. Assim, nas fam&#237;lias de tipo &#34;contratualista&#34;, que atribuem grande import&#226;ncia ao desenvolvimento das potencialidades da crian&#231;a e desenvolvem uma rela&#231;&#227;o de coordena&#231;&#227;o com as outras inst&#226;ncias socializadoras, os pais referem que a fam&#237;lia e a escola &#34;n&#227;o s&#227;o pap&#233;is distingu&#237;veis&#34; (Seabra, 1999, p. 47) ou &#34;os pap&#233;is t&#234;m de estar misturados, porque n&#227;o &#233; s&#243; em casa que a crian&#231;a &#233; formada&#34; (Seabra, 1999, p. 47). Nas fam&#237;lias de tipo &#34;estatut&#225;rio&#34;, que salientam a import&#226;ncia da acomoda&#231;&#227;o &#224;s normas sociais vigentes e atribuem &#224;s outras inst&#226;ncias socializadoras um papel espec&#237;fico e restrito, os pais referem &#34;eles est&#227;o a fazer a profiss&#227;o deles e eu acho que eles &#233; que t&#234;m que assumir a responsabilidade, porque os pais s&#227;o pais e os professores s&#227;o professores&#34; (Seabra, 1999:60). Esta autora refere igualmente um testemunho que reafirma esta cren&#231;a na efic&#225;cia da delega&#231;&#227;o de responsabilidades educativas: &#34;A escola no imagin&#225;rio cabo-verdiano tem um papel fundamental, quase sacro, na popula&#231;&#227;o em geral. A pessoa delega no professor grande parte da responsabilidade. Agora a situa&#231;&#227;o est&#225; a evoluir, mas antigamente havia muito esta ideia de que a escola era uma coisa quase sagrada&#34; (Seabra, 1999:66).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A composi&#231;&#227;o &#233;tnica das turmas constitu&#237;a outra hip&#243;tese de fonte de variabilidade das ideias dos professores, que este estudo confirmou: os professores com classes com uma maioria de crian&#231;as negras partilham cren&#231;as mais tradicionais do que os seus colegas que trabalham com classes com maioria de crian&#231;as brancas. O insucesso escolar, a dist&#226;ncia cultural entre os professores portugueses e os seus alunos negros, assim como a dificuldade, e muitas vezes a neglig&#234;ncia, em cooperar com as respectivas fam&#237;lias, podem constituir factores explicativos destes resultados. A dificuldade de os professores cooperarem com fam&#237;lias pertencentes a grupos econ&#243;mica e culturalmente desfavorecidos j&#225; foi encontrada em Portugal nos trabalhos de Cotrim e colaboradores (1995), de Cardoso (1997), de Sequeira (2000) e de Monteiro e colaboradores (1996).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A prepara&#231;&#227;o formal dos professores para o ensino de crian&#231;as em quadros escolares multi&#233;tnicos, atrav&#233;s da sua forma&#231;&#227;o em educa&#231;&#227;o multicultural, constitu&#237;a tamb&#233;m uma hip&#243;tese de varia&#231;&#227;o das cren&#231;as dos professores sobre a educa&#231;&#227;o das crian&#231;as. A hip&#243;tese da import&#226;ncia da forma&#231;&#227;o dos professores nesta &#225;rea, bem como da percep&#231;&#227;o que os alunos t&#234;m das suas atitudes em rela&#231;&#227;o ao ass&#233;dio &#233;tnico na escola, j&#225; tinha sido estabelecida e confirmada por Kinket e Verkuyten (1999). De facto, as professoras com esta forma&#231;&#227;o partilham, mais do que as que n&#227;o a tiveram, as cren&#231;as de autonomia e auto-regula&#231;&#227;o das crian&#231;as e, menos do que as suas colegas, as cren&#231;as tradicionais sobre educa&#231;&#227;o, desvalorizando o papel da intelig&#234;ncia e do ensino formal nas suas estrat&#233;gias educativas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o devemos menosprezar a possibilidade de outros factores, n&#227;o inclu&#237;dos neste estudo, contribu&#237;rem para a variabilidade das cren&#231;as dos educadores acerca do desenvolvimento, da educa&#231;&#227;o e da integra&#231;&#227;o escolar da diferen&#231;a. Goodnow e Rubble (1998), na sua reavalia&#231;&#227;o da investiga&#231;&#227;o conduzida neste dom&#237;nio, sugerem a import&#226;ncia de combinar as hip&#243;teses de variabilidade das cren&#231;as educativas sociocognitivamente determinadas com as hip&#243;tese decorrentes dos modelos tradicionais que advogam a import&#226;ncia primordial da experi&#234;ncia parental na constru&#231;&#227;o das suas cren&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com este estudo descrevemos o conte&#250;do das cren&#231;as das professoras e das m&#227;es e explor&#225;mos alguns factores da sua variabilidade. No futuro parece importante o estudo das consequ&#234;ncias destas cren&#231;as sobre o desenvolvimento e sucesso escolar das crian&#231;as, bem como a introdu&#231;&#227;o de outras vari&#225;veis, tais como a identidade &#233;tnica e a sua rela&#231;&#227;o com a identidade portuguesa (Berry, 1997; Ros <i>et al.,</i> 2000), num modelo mais complexo de rela&#231;&#245;es causais. Neste sentido, Pomerleau, Malcuit e Sabatier (1991), num estudo multidimensional sobre a interac&#231;&#227;o m&#227;e-filho e pr&#225;ticas educativas parentais em tr&#234;s grupos culturais (nacionais residentes &#8212; canadianas, m&#227;es imigrantes vietnamitas e m&#227;es imigrantes haitianas), alertam para a necessidade de, nos estudos sobre imigrantes, se considerarem as consequ&#234;ncias da condi&#231;&#227;o de imigrantes sobre as cren&#231;as, bem como os efeitos da adapta&#231;&#227;o a sociedades europeizadas, o <i>stress</i> da imigra&#231;&#227;o e a pobreza. Parece-nos tamb&#233;m importante incluir, como referem Brody, Flor e Gibson (1999) no seu estudo sobre a liga&#231;&#227;o entre cren&#231;as maternas de efic&#225;cia, objectivos de desenvolvimento, pr&#225;ticas parentais e compet&#234;ncia dos filhos, em fam&#237;lias monoparentais americanas de zonas rurais, vari&#225;veis relativas &#224; estrutura da fam&#237;lia, percep&#231;&#227;o da capacidade econ&#243;mica e zona habitacional, como estes autores fizeram, mas tamb&#233;m vari&#225;veis relacionadas com o apoio social familiar e extrafamiliar, outras &#225;reas de funcionamento familiar e caracter&#237;sticas da crian&#231;a como, por exemplo, o temperamento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente aos professores, parece-nos interessante explorar outros factores que possam estar envolvidos na forma&#231;&#227;o das suas cren&#231;as sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento dos seus alunos. O facto de os professores com maioria de crian&#231;as africanas concordarem com cren&#231;as mais tradicionais sobre educa&#231;&#227;o tem de ser investigado no sentido de perceber a rela&#231;&#227;o entre estas cren&#231;as, percep&#231;&#245;es estereotipadas acerca dos alunos e o sucesso escolar.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Financiado por</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo apresentado neste artigo foi co-financiado pela Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e Tecnologia ao abrigo do Programa PRAXIS XXI (PCSH/P/PSI/83/96).</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Allport, G. W. (1954). <i>The nature of prejudice.</i> Cambridge, MA: Addison-Wesley.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Amaral, (1997) A intelig&#234;ncia e o seu desenvolvimento: Representa&#231;&#245;es sociais e identidade social. In M.B. Monteiro &#38; P. Castro (Eds.), <i>Cada cabe&#231;a sua senten&#231;a: Ideias dos pais sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento das crian&#231;as</i> (pp. 33-74). Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493330&pid=S0874-2049200200020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Banks, J. A., &#38; McGee Banks, C. A. (1995). <i>Handbook of research on multicultural education.</i> Nova Iorque: Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493332&pid=S0874-2049200200020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Banks, J. A. (1984). Black youth in predominantly with suburbs: An exploratory study of their attitudes and self-concepts. <i>Journal of Negro Education,</i> 53 (1), 3-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493334&pid=S0874-2049200200020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bastos, J. G. R, &#38; Bastos, S. P. (1999). <i>Portugal multicultural.</i> Lisboa: Fim de S&#233;culo Edi&#231;&#245;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493336&pid=S0874-2049200200020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baumrind, D. (1967). Childcare practices ante ceding three patterns of preschool behaviour. <i>Genetic Psychology Monographs, 75,</i>43-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493338&pid=S0874-2049200200020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Becker, W. C. (1964). Consequences of different kinds of parental discipline. In M. L. Hoffman &#38; L. W. Hoffman (Eds.), <i>Review of Child Development Research,</i> (vol. 1, pp. 169-208). Nova Iorque: Russell Sage Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493340&pid=S0874-2049200200020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bernal, M. E., Knight, G. P, Garza, C. A., Ocampo, K. A., &#38; Cota, M. K. (1990). The development of ethnic identity in Mexican-American children. <i>Hispanic Journal of Behavioural Sciences, 12,</i> 3-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493342&pid=S0874-2049200200020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Berry, J.W. (1997) Immigration, acculturation and adaptation. <i>Applied Psychology: an international Review,</i> 46, 5-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493344&pid=S0874-2049200200020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brody, G. H., Flor, D. L. &#38; Gibson, N. M. (1999). Linking maternal Efficacy Beliefs, Developmental Goals, Parenting practices and Child Competence in Rural Single-Parent African American Families. <i>Child Development,</i> 70, (5) 1197-1208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493346&pid=S0874-2049200200020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1979). <i>The ecology of human development.</i> Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493348&pid=S0874-2049200200020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cardoso, C. (1997). <i>The schooling of african-origin children in Portugal. An analysis ofpriman school teachers&#39; views.</i> Disserta&#231;&#227;o de doutoramento. Londres: University of Londor</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493350&pid=S0874-2049200200020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carugati, F. F. (1990). Everyday ideas, theoretical models and social representations:the case of intelligence and its development. In G. R. Semin &#38; K. J Gergen (Eds). <i>Everyday understanding: social and scientific implications.</i> Londres: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493351&pid=S0874-2049200200020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carvalho, L. R. (1995). <i>Pensamento dos pais sobre a educa&#231;&#227;o e o desenvolvimento dos seus filhos: Um estudo sobre variabilidade de ideias.</i> Disserta&#231;&#227;o de mestrado. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493353&pid=S0874-2049200200020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carvalho, L. R. (1997). Diversidade das ideias maternas: o que pensam as m&#227;es sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento dos seus filhos. In M. B. Monteiro &#38; R Castro (Eds.), <i>Cada cabe&#231;a sua senten&#231;a: Ideias dos pais sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento das crian&#231;as </i>(pp. 105-138). Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493355&pid=S0874-2049200200020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Castro, P. (1994). <i>Cren&#231;as e valores relativos ao desenvolvimento e &#224; educa&#231;&#227;o das crian&#231;as.</i> Trabalho de s&#237;ntese apresentado para provas de aptid&#227;o pedag&#243;gicas e capacidade cient&#237;fica. Lisboa: Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa (ISCTE).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493357&pid=S0874-2049200200020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Castro, P. (1997). E porqu&#234; tantas senten&#231;as? Em busca das origens das cren&#231;as maternas. In M. B. Monteiro &#38; P. Castro (Eds.), <i>Cada cabe&#231;a sua senten&#231;a: Ideias dos pais sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento das crian&#231;as</i> (pp. 75-104). Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493359&pid=S0874-2049200200020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Castro, R, &#38; Monteiro, M. B. (1996a). Imagens da inf&#226;ncia: Cren&#231;as e valores das m&#227;es com filhos na escola prim&#225;ria. <i>Sociologia, Problemas e Pr&#225;ticas, 21,</i>93-119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493361&pid=S0874-2049200200020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Castro, R, &#38; Monteiro, M. B. (1996b). <i>Crian&#231;as em risco: Microssistemas familiar e de pares e desenvolvimento cognitivo social das crian&#231;as</i> (ITECS 28). Lisboa: Laborat&#243;rio Nacional de Engenharia Civil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493363&pid=S0874-2049200200020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Castro, R, Ventura, R, &#38; Monteiro, M. B. (1992). <i>Ideias dos adultos sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento das crian&#231;as e sobre a educa&#231;&#227;o integrada e n&#227;o integrada.</i> Manuscrito n&#227;o publicado. Lisboa, Centro de Investiga&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493365&pid=S0874-2049200200020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chombart de Lauwe, M. J. (1984). Changes in the representation of child in the course of social transmission. In R. W. Farr &#38; S. Moscovici (Eds.), <i>Social representations. </i>Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493367&pid=S0874-2049200200020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Coll, C.G., Meyer, E., &#38; Brillon, L. (1995). Ethnic and Minority parenting. In M. Bomstein (Ed.), <i>Handbook of Parenting,</i> (pp.189-209). Hillsdale, N. J.: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Connolly, P. (1998). <i>Racism, gender identities and young children.</i> Nova Iorque, NY: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493370&pid=S0874-2049200200020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Connors, L.J.&#38; Epstein, J.L.(1995) Parents and scholls In M. Bomstein (Ed.), <i>Handbook of Parenting,</i> (pp.437-458). Hillsdale, N. J.: Lawrence Erlbaum Associates</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cook, S. W. (1984). Cooperative interaction in multi-ethnic contexts. In N. Miller &#38; M. B. Brewer (Eds.), <i>Groups in contact: The psychology of desegregation</i> (pp. 291-302). Orlando, FL: Academic Press.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Corenblum, B., Annis, R. C, &#38; Tanaka, J. S. (1997). Influence of cognitive development, self-competency and teacher evaluations on the development of children&#39;s racial identity. <i>International Journal of Behavioral Development, 20,</i> (2), 269-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493374&pid=S0874-2049200200020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cortes&#227;o, L. (2001) Acerca da ambiguidade das pr&#225;ticas multiculturais: necessidade de vigil&#226;ncia cr&#237;tica hoje e amanh&#227;. In D. Rodrigues (Org.), <i>Educa&#231;&#227;o e diferen&#231;a: valores e pr&#225;ticas para uma educa&#231;&#227;o inclusiva.</i> Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493376&pid=S0874-2049200200020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cortes&#227;o, L., &#38; Stoer, S. (1996) A interculturalidade e educa&#231;&#227;o escolar: dispositivos pedag&#243;gicos e a constru&#231;&#227;o da ponte entre culturas. <i>Inova&#231;&#227;o, 9</i> (1 /2) 35-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493378&pid=S0874-2049200200020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cotrim, A. M., Ortig&#227;o, I. R., Ferreira, J., &#38; Oliveira, M. H. (1995). <i>Educa&#231;&#227;o intercultural: concep&#231;&#245;es e pr&#225;ticas em escolas portuguesas.</i> Lisboa: Secretariado Coordenador dos Programas de Educa&#231;&#227;o Multicultural/Col. Educa&#231;&#227;o Intercultural.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493380&pid=S0874-2049200200020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">D&#39;Alessio, M. (1990). Social representations of childhood: an implicit theory of development. In G. Duveen &#38; B. Lloyd (Eds.), <i>Social representations and the development of knowledge.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493382&pid=S0874-2049200200020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W. (1982). <i>L&#39;explication en Psychologie Sociale.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493384&pid=S0874-2049200200020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dovidio, J. F., &#38; Esses, V. M. (2001). Immigrants and immigration: Advancing the psychological perspective. <i>Journal of Social Issues: Immigrants and Immigration, vol. 57</i> (3), 375-387.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493386&pid=S0874-2049200200020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Eccles, J. S., Harold, R. D. (1996). Family involvement in children&#39;s and adolescents&#39; schooling. In A. Booth &#38; J. F. Dunn (Eds.), <i>Family-school links: How do they affect educational outcomes?</i> (pp. 3-34). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Emiliani, E, &#38; Molinari, L. (1988). What everybody knows about children: Mothers&#39; ideas on early childhood. <i>European Journal of Psychology of Education, 3,</i>19-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493389&pid=S0874-2049200200020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faulkner, J. (1990). White children in a multi-cultural school setting: a valid cause for concern? <i>Educational Studies, 16</i> (2), 109-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493391&pid=S0874-2049200200020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faulkner, J. (1991). Mixed-sex schooling and equal opportunity for girls: A contradiction in terms? <i>Research Paper in Education, 6,</i>197-223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493393&pid=S0874-2049200200020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Figueiredo, C.C. (1999). <i>Uma escola multicultural em an&#225;lise: Atrav&#233;s de um processo de investiga&#231;&#227;o ac&#231;&#227;o.</i> Disserta&#231;&#227;o de mestrado. Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493395&pid=S0874-2049200200020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goodnow, J. J. (1988). Parents&#39; ideas, actions, and feelings: models and methods from developmental and social psychology. <i>Child Development, 59,</i> 286-320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493397&pid=S0874-2049200200020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Goodnow, J. J., &#38; Collins, W. A. (1990). <i>Development according to parents: The nature, sources, and consequences of parents&#39;ideas.</i> Hove, East Sussex: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goodnow, J. J., &#38; Rubble, D. (1998). Social development in childhood and adulthood. In D. T. Gilbert, S. T. Fiske &#38; G. Lindzey (Eds.), <i>The handbook of social psychology</i> (4.<sup>a </sup>ed., vol. 2, pp. 741-777). Boston: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493400&pid=S0874-2049200200020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Greenfield, P. M., &#38; Cocking, R. R. (1994). Preface. In P. M. Greenfield &#38; R. Cocking (Eds.), <i>Cross-multicultural roots of minority child development.</i> Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guinote, A., Mouro, C, &#38; Monteiro, M. B. (2000). <i>Percep&#231;&#227;o de variabilidade e etnocentrismo, em fun&#231;&#227;o da perten&#231;a a um grupo maiorit&#225;rio ou minorit&#225;rio: Uma perspectiva do desenvolvimento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493403&pid=S0874-2049200200020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada ao I Congresso Hispano-Portugu&#234;s de Psicologia. Santiago de Compostela.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Haynes, M. N., &#38; Ben-Avie, M. (1996). Parents as full partners in education. In A. Booth &#38; J. F. Dunn (Eds.), <i>Family-school links: How do they affect educational outcomes?</i> (pp. 45-56). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hoff-Ginsberg, E., &#38; Tardif, T. (1995). Socioeconomic status and parenting. In M. Bomstein (Ed.), <i>Handbook of parenting,</i> (vol. 2, pp. 161-188). Nova J&#233;rsia: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493406&pid=S0874-2049200200020000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kinket, B., &#38; Verkuyten, M. (1999). Intergroup evaluations and social context: A multilevel approach. <i>European Journal of Social Psychology, 29,</i>219-238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493408&pid=S0874-2049200200020000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maccoby, E. E., &#38; Martin, J. A. (1983). Socialization in the context of the family: Parent-child interaction. In P. H. Mussen &#38; E. M. Hetherington (Eds.), <i>Handbook of child psychology: Socialization, personality, and social development,</i> (vol. IV, pp. 1-101) <i>Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493410&pid=S0874-2049200200020000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maras, P. F. (1993). <i>The integration of children with disabilities into the mainstream.</i> Disserta&#231;&#227;o de doutoramento. Kent: University of Kent.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493412&pid=S0874-2049200200020000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McAdoo, H. P. (1991). Family values and outcomes for children. <i>Journal of Negro Education, 60</i> (3), 361-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493414&pid=S0874-2049200200020000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McConachie, H. R. (1991a). What parents think about development process. <i>Human Development, 25,</i>192-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493416&pid=S0874-2049200200020000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McConachie, H. R (1991b). Home-based teaching: What are we asking of parents? <i>Child Care, Health and Development, 25,</i>171-183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493418&pid=S0874-2049200200020000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">McGillicuddy-DeLisi, A. V. (1992). Parent&#39;s beliefs and children&#39;s personal-social development. In I. E. Sigel, A. V. McGillicuddy-Delisi &#38; J. J. Goodnow (Eds.), <i>Parental belief systems: The psychological consequences for children,</i> 2.<sup>a</sup> edi&#231;&#227;o. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Miller, S. A. (1988). Parents&#39; beliefs about children&#39;s cognitive development. <i>Child Development, 59,</i>259-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493421&pid=S0874-2049200200020000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Milner, D. (1983). <i>Children and race: ten years on.</i> Londres: Ward Lock Educational.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493423&pid=S0874-2049200200020000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Molinari, L., &#38; Emiliani, F. (1987). What everybody knows about children: Mothers&#39; ideas on early childhood. <i>European Journal of Psychology of Education, 111</i> (1), 19-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493425&pid=S0874-2049200200020000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Molinari, L., &#38; Emiliani, F. (1993) <i>Structure and functions of social representations: theories of development, images of child and pupil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493427&pid=S0874-2049200200020000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no Xth European Meeting of the European Association of Experimental Social Psychology. Lisboa, Portugal.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B., &#38; Ventura, P. (1997). A escola faz a diferen&#231;a? Pr&#225;ticas maternas e o desenvolvimento da no&#231;&#227;o de pessoa. In M. B. Monteiro &#38; P. Castro (Eds.), <i>Cada cabe&#231;a sua senten&#231;a: Ideias dos pais sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento das crian&#231;as</i> (pp. 171-198). Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493429&pid=S0874-2049200200020000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B., Castro, R, &#38; Ventura, P. (1993). Teorias do senso comum sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento. II relat&#243;rio do projecto de investiga&#231;&#227;o: <i>Teorias do senso comum sobre educa&#231;&#227;o.</i> Lisboa: Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493431&pid=S0874-2049200200020000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B., Castro, R, &#38; Ventura, P. (1995). <i>Teorias do senso comum sobre educa&#231;&#227;o</i> (relat&#243;rio final de investiga&#231;&#227;o) Lisboa: Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493433&pid=S0874-2049200200020000300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B., &#38; Castro, P. (Orgs.) (1997). <i>Cada cabe&#231;a sua senten&#231;a, ideias dos adultos sobre as crian&#231;as.</i> Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493435&pid=S0874-2049200200020000300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B., Rebelo, M., Castro, R, &#38; Fa&#237;sca, L. (1996). <i>Crian&#231;as em risco: Abordagem longitudinal dos cen&#225;rios de desenvolvimento e da resposta escolar de crian&#231;as de &#225;reas degradadas da cidade de Lisboa (ano IV)</i> (ITECS 29). Lisboa: Laborat&#243;rio Nacional de Engenharia Civil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493437&pid=S0874-2049200200020000300060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morrison, J. W., Ispa, J. M., &#38; Milner, V. (1998). Ideas about child rearing among Jamaican mothers and early childhood education teachers. <i>Journal of Research in Childhood, 12</i> (2), 166-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493439&pid=S0874-2049200200020000300061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mugny, G., &#38; Carugati, F. (1985). <i>Vintelligence au pluriel: Les representations sociales de Vintelligence et de son developpement.</i> Cosset: Editions Delval.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493441&pid=S0874-2049200200020000300062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Oliva, A. &#38; Palacios, J (1997). Diferencias entre las expectativas y valores de madres y educadores de nin&#245;s preescolares espanoles.<i>Infanda y Aprendizagem,</i> 77, 61-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493443&pid=S0874-2049200200020000300063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Palacios, J. (1988). <i>Las ideas de los padres sobre la educaci&#243;n de sus hijos.</i> Sevilha: Instituto de Desarrollo Regional, Universidad de Sevilla.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493445&pid=S0874-2049200200020000300064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Phinney, J. M., &#38; Rotheram, M. J. (1987). <i>Children&#39;s ethnic socialization: Pluralism and development.</i> Londres: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493447&pid=S0874-2049200200020000300065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Phinney, J., Horenczyk, G., Liebkind, K., &#38; Vedder P. (2001). Ethnic identity, immigration and well-being: an interactional perspective. <i>Journal of Social Issues: Immigrants and Immigration, 57</i> (3), 493-510.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493449&pid=S0874-2049200200020000300066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Pomerleau, A., Malcuit, G. &#38; Sabatier, C. (1991). Child Rearing Practices and Parental Beliefs in Three Cultural Groups of Montr&#233;al: Qu&#233;b&#233;cois, Vietnamese, Haitian. In M.H.Bomstein (Ed.) <i>Cultural Approaches To Parenting.(ppA5-68).</i> Hillsdale, N. J.: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pratto, E, &#38; Lemieux, A. F. (2001). Psychological ambiguity of immigration and its implications for promoting immigrations policy. <i>Journal of Social Issues, 5</i> (3), 413-430.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493452&pid=S0874-2049200200020000300068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Quike, J. (1991). Prejudice elimination as an educational aim. <i>British Journal of Educational Studies, 39,</i>45-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493454&pid=S0874-2049200200020000300069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rodrigo, M. J., &#38; Palacios, J. (1998). <i>Famillia y desarrollo humano.</i> Madrid: Alianza.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493456&pid=S0874-2049200200020000300070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ros, M.; Huici, C. &#38; Gomez, A. (2000). Comparative Identity, Category Salience &#38; Intergroup Relations, in Rupert Brown &#38; Dora Capozza (Ed.) <i>Identity Processes: Trends in Theory and Research.</i> Londres. Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493458&pid=S0874-2049200200020000300071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sameroff, A. J., &#38; Feil, L. S. (1985). Parental and child correlates of parental modernity. In I. E. Sigel (Ed.), <i>Parental belief systems: The psychological consequences for children. </i>Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Schaefer, E. S., &#38; Edgerton, M. (1985). Parent and child correlates of parental modernity. In I. E. Sigel (Ed.), <i>Parental belief systems: The psychological consequences for children </i>(pp. 287-318). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Seabra, T. (1999). <i>Educa&#231;&#227;o nas fam&#237;lias: Etnicidade e classe social.</i> Lisboa: Instituto de Inova&#231;&#227;o Educacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493462&pid=S0874-2049200200020000300074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sequeira, A. C. (2000). <i>Perspectivas dos professores do 1&#176; ciclo do ensino b&#225;sico sobre o processo de ensino aprendizagem em classes etnicamente heterog&#233;neas.</i> Disserta&#231;&#227;o de mestrado. Lisboa: Universidade Cat&#243;lica Portuguesa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493464&pid=S0874-2049200200020000300075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sh&#233;rif, M. (1967). <i>Group conflict and cooperation: Their psychology.</i> Londres: Routledge &#38; Kegan Paul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493466&pid=S0874-2049200200020000300076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sigel, I. E. (1985). A conceptual analysis of beliefs. In I. E. Sigel (Ed.), <i>Parental belief systems: The psychological consequences for children.</i> Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sigel, I. E. <i>et al.</i> (1985). <i>Parental belief systems: The psychological consequences for children.</i> Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sigel, I. E., McGillicuddy-Delisi A. V, &#38; J. J. Goodnow (1992.) <i>Parental belief systems: The psychological consequences for children</i> (2.<sup>a</sup> edi&#231;&#227;o). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Slaughter-Defoe, D.T., Nakagawa, K., Takanishi, R. Jonhson, D. (1990). Toward Cultural/Ecological Perspectives on Schooling and Achievement in African- and Asian-American Children. <i>Child Development,</i> 61 (2), 363-383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493471&pid=S0874-2049200200020000300080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1978). The social psychology of minorities. <i>A minority rights group international report.</i> Londres: Minority Rights Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493473&pid=S0874-2049200200020000300081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tavares, M. V. (1998). O <i>insucesso escolar e as minorias &#233;tnicas em Portugal.</i> Lisboa: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493475&pid=S0874-2049200200020000300082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Verkuyten, M. (2000). The benefits to social psychology of studying ethnic minorities. <i>European bulletin of social psychology, 12(3),</i> 5-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493477&pid=S0874-2049200200020000300083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body><back>
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