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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeitos da recategorização e da descategorização na redução do enviesamento intergrupal: A perspectiva do desenvolvimento infantil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Recategorization and descategorization effects on reduction of intergroup bias: a child development perspective in intergroup symmetry and asymmetry]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Two studies test the efficacy of recategorization (Gaertner et al., 1989) and Decategorization (Brewer & Miller, 1984) models on reducing intergroup bias in high and low ethnic status children. Both studies were structured according to a 3 (condition) x 2 (group ethnic status) x 2 (target group) experimental design with social evaluation, social proximity and resource allocation as dependent measures. In study 1, using interaction between same ethnic status children, results showed that ingroup favouritism was better reduced through de-categorisation in low ethnic status groups, but was better reduced through re-categorisation in high ethnic status groups. In study 2, using interaction between different ethnic status children, both de-categorisation and re-categorisation were effective in reducing ingroup favouritism. Moreover, according to hypotheses, while in the de-categorisation condition discrimination was reduced through a decrease of ingroup members evaluation, in the re-categorisation condition discrimination was reduced through an increase of outgroup members' evaluation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Simetria e assimetria intergrupal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[relações interétnicas na infância]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[modelo da identidade endogrupal comum]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[redução do enviesamento intergrupal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Efeitos da recategoriza&#231;&#227;o e da descategoriza&#231;&#227;o na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal: A perspectiva do desenvolvimento infantil<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Recategorization and descategorization effects on reduction of intergroup bias: a child development perspective in intergroup symmetry and asymmetry</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Margarida Rebelo<sup>*</sup>; Catarina Matias<sup>**</sup>; Maria Benedicta Monteiro<sup>***</sup></b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*,**</sup>Grupo de Ecologia Social, Laborat&#243;rio Nacional de Engenharia Civil.</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>***</sup>Centro de Investiga&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Social do Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos em ep&#237;grafe testam a efic&#225;cia do modelo da recategoriza&#231;&#227;o (Gaertner <i>et al,</i> 1989) e da descategoriza&#231;&#227;o (Brewer &#38; Miller, 1984) na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, em crian&#231;as DE baixo e de elevado estatuto &#233;tnico. Ambos os estudos foram estruturados de acordo com um desenho experimental de 3 (condi&#231;&#227;o) x 2 (estatuto &#233;tnico do grupo) x 2 (grupo-alvo). As medidas dependentes consideradas foram a avalia&#231;&#227;o social, a atribui&#231;&#227;o de recursos e a proximidade social. Os resultados obtidos no estudo 1 (grupos com estatuto &#233;tnico equivalente) mostraram que as crian&#231;as de elevado estatuto reduzem o favoritismo endogrupal atrav&#233;s da recategoriza&#231;&#227;o. No estudo 2 (grupos com desigualdade de estatuto &#233;tnico) tanto a recategoriza&#231;&#227;o como a descategoriza&#231;&#227;o foram eficazes a reduzir o favoritismo endogrupal. De acordo com as hip&#243;teses, a redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, na recategoriza&#231;&#227;o, processou-se atrav&#233;s do aumento da atrac&#231;&#227;o pelos membros do exogrupo, enquanto que na descategoriza&#231;&#227;o se operou a partir da diminui&#231;&#227;o da atrac&#231;&#227;o pelos membros do exogrupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Simetria e assimetria intergrupal, rela&#231;&#245;es inter&#233;tnicas na inf&#226;ncia, modelo da identidade endogrupal comum, redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal.</font></p>      <hr size="1" noshade>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"> Two studies test the efficacy of recategorization (Gaertner <i>et al.,</i> 1989) and Decategorization (Brewer &#38; Miller, 1984) models on reducing intergroup bias in high and low ethnic status children. Both studies were structured according to a 3 (condition) x 2 (group ethnic status) x 2 (target group) experimental design with social evaluation, social proximity and resource allocation as dependent measures. In study 1, using interaction between same ethnic status children, results showed that ingroup favouritism was better reduced through de-categorisation in low ethnic status groups, but was better reduced through re-categorisation in high ethnic status groups. In study 2, using interaction between different ethnic status children, both de-categorisation and re-categorisation were effective in reducing ingroup favouritism. Moreover, according to hypotheses, while in the de-categorisation condition discrimination was reduced through a decrease of ingroup members evaluation, in the re-categorisation condition discrimination was reduced through an increase of outgroup members&#39; evaluation.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A emerg&#234;ncia de sociedades multiculturais, entre as quais a portuguesa se inclui, remete-nos inegavelmente para as diversas formas e cen&#225;rios de conviv&#234;ncia e de relacionamento entre culturas e grupos &#233;tnicos diferenciados (diferentes grupos etnonacionais e grupos &#233;tnicos minorit&#225;rios).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo das rela&#231;&#245;es de coopera&#231;&#227;o e conflito entre os grupos sociais e das formas de redu&#231;&#227;o de conflito conta com uma longa tradi&#231;&#227;o na psicologia social (Allport, 1954; Cook, 1978; Pettigrew, 1971; Sherif <i>et al.,</i> 1961; Sherif, 1966). Essas rela&#231;&#245;es foram, no entanto, essencialmente analisadas em indiv&#237;duos adultos, pouco se sabendo sobre o modo como elas se formam e se modificam em idades anteriores &#224; adulta. &#201; sobre esta tem&#225;tica que os dois estudos apresentados se debru&#231;am e &#233; neste quadro que assumem relev&#226;ncia as controv&#233;rsias te&#243;ricas sobre as condi&#231;&#245;es e os factores que favorecem ou dificultam a redu&#231;&#227;o do preconceito e da hostilidade intergrupais. Mais especificamente, interessa-nos conhecer, no quadro da investiga&#231;&#227;o psicossocial, as condi&#231;&#245;es que determinam as rela&#231;&#245;es de coopera&#231;&#227;o ou de hostilidade inter&#233;tnicas na inf&#226;ncia, bem como os factores que determinam a redu&#231;&#227;o do preconceito e da discrimina&#231;&#227;o inter&#233;tnicos nesse mesmo contexto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o de matriz sociocognitiva produzida no &#226;mbito do comportamento intergrupal mostra que a categoriza&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos em grupos distintos &#233; suficiente para gerar enviesamentos intergrupais e nomeadamente o favoritismo endogrupal (Tajfel <i>et al.,</i> 1971; Tajfel &#38; Tumer, 1979). A principal implica&#231;&#227;o deste princ&#237;pio para a quest&#227;o da redu&#231;&#227;o desses enviesamentos &#233; a de que a redu&#231;&#227;o da sali&#234;ncia das categoriza&#231;&#245;es grupais dever&#225; diminuir os julgamentos baseados nas representa&#231;&#245;es do endogrupo e do exogrupo, o que, consequentemente, diminuiria o favoritismo endogrupal. Por outro lado, a cria&#231;&#227;o de uma representa&#231;&#227;o de identidade endogrupal comum n&#227;o s&#243; reduziria essa sali&#234;ncia da categoriza&#231;&#227;o, como tomaria saliente uma nova categoria com a qual os indiv&#237;duos se podem identificar (Gaertner <i>et al.,</i> 1989; Gaertner <i>et al.,</i> 1993; Gaertner <i>et al.,</i> 2000; Gaertner &#38; Dovidio, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A import&#226;ncia de estudar como operam estas duas vias de redu&#231;&#227;o do preconceito e da discrimina&#231;&#227;o intergrupal no quadro do desenvolvimento humano apoia-se em dois argumentos. O primeiro &#233; o de verificar a possibilidade, em crian&#231;as, de desfazer os efeitos nocivos das categoriza&#231;&#245;es sociais e da estigmatiza&#231;&#227;o de grupos minorit&#225;rios que lhe est&#225; associada, dada a natureza e complexidade dos processos cognitivos que, em qualquer das propostas te&#243;ricas j&#225; mencionadas, est&#227;o envolvidos na redu&#231;&#227;o de enviesamentos intergrupais. O segundo &#233; o de verificar qual destas vias se revela mais eficaz na redu&#231;&#227;o dos enviesamentos intergrupais, de modo a que se demonstre que a redu&#231;&#227;o do preconceito n&#227;o seja um fen&#243;meno apenas poss&#237;vel na idade adulta, mas sim um fen&#243;meno potencialmente presente noutras fases do desenvolvimento humano, designadamente na inf&#226;ncia. Deste modo, e a verificar-se a exist&#234;ncia na inf&#226;ncia dos tipos de processos sociocognitivos que subjazem &#224;queles fen&#243;menos, tomar-se-iam poss&#237;veis interven&#231;&#245;es preventivas, redireccionando, desde cedo, a for&#231;a da categoriza&#231;&#227;o social em rela&#231;&#245;es interpessoais e intergrupais mais harmoniosas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A identidade social como factor de integra&#231;&#227;o ou de segrega&#231;&#227;o social</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma das principais contribui&#231;&#245;es te&#243;ricas da psicologia social para a compreens&#227;o dos fen&#243;menos inerentes &#224; rela&#231;&#227;o entre grupos sociais e ao comportamento social a ele associado, foi, sem d&#250;vida, a do modelo da identidade social (Tafjel, 1972; Tajfel &#38; Turner, 1979; Tajfel &#38; Tumer, 1986). Entre outras mais-valias, o modelo evidenciou a import&#226;ncia do papel da identidade social na modalidade que a rela&#231;&#227;o assume entre grupos sociais. &#201; neste contexto que a rela&#231;&#227;o maiorias-minorias tem sido habitualmente equacionada. Do processo de compara&#231;&#227;o das maiorias com as minorias resulta, na maior parte dos casos, uma discrimina&#231;&#227;o negativa, ou seja, os grupos maiorit&#225;rios e dominantes desvalorizam os grupos minorit&#225;rios, n&#227;o por possu&#237;rem caracter&#237;sticas pass&#237;veis de serem tomadas como fontes de discrimina&#231;&#227;o, mas como resultado da elevada identidade social e do exerc&#237;cio de poder das maiorias (Tajfel, 1982).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nas rela&#231;&#245;es que apresentam uma estrutura assim&#233;trica de estatuto, e mais particularmente no quadro das rela&#231;&#245;es inter&#233;tnicas, tem-se verificado que os resultados com crian&#231;as acompanham de perto os dos adultos: a prefer&#234;ncia, mas tamb&#233;m o favoritismo endogrupal, dos grupos branco e negro, foi observada em muitos estudos, em crian&#231;as a partir dos 4-5 anos. No entanto, a replica&#231;&#227;o desses estudos pioneiros nos anos mais recentes tem vindo a mostrar uma mudan&#231;a nas prefer&#234;ncias das crian&#231;as negras, que aumentam em rela&#231;&#227;o ao seu grupo, mas n&#227;o nas prefer&#234;ncias das crian&#231;as brancas, que continuam a preferir e a beneficiar sistematicamente as crian&#231;as do seu grupo (para uma revis&#227;o, ver Brown, 1995, e Aboud, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O acervo decorrente da literatura e da investiga&#231;&#227;o sobre as rela&#231;&#245;es intergrupais e a diminui&#231;&#227;o do preconceito intergrupal remete-nos, por um lado, para explica&#231;&#245;es que colocam em evid&#234;ncia os processos cognitivos que est&#227;o na base do preconceito e da discrimina&#231;&#227;o intergrupal e, por outro, para explica&#231;&#245;es associadas &#224; estrutura das rela&#231;&#245;es intergrupais. Os modelos da descategoriza&#231;&#227;o (Brewer &#38; Miller, 1984) e da identidade endogrupal comum (Gaertner <i>et al,</i> 1993) pretendem, de alguma forma, incorporar estes aspectos. &#201; sobre as propostas destes autores que nos deteremos nos pontos seguintes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>O modelo da descategoriza&#231;&#227;o: a individua&#231;&#227;o como forma de reduzir o preconceito intergrupal</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A principal contribui&#231;&#227;o do modelo da descategoriza&#231;&#227;o de Brewer e Miller (1984), na perspectiva da redu&#231;&#227;o do preconceito, &#233; a de que esta redu&#231;&#227;o &#233; poss&#237;vel quando os membros do endo e do exogrupo forem induzidos a conceberem-se como indiv&#237;duos separados (Wilder, 1981), ou quando o contacto entre os membros dos grupos se caracteriza por uma interac&#231;&#227;o diferenciada e personalizada, interac&#231;&#227;o essa que se contrap&#245;e &#224; estabelecida com base na categoriza&#231;&#227;o social. Neste sentido, os autores prop&#245;em que a redu&#231;&#227;o dos efeitos da categoriza&#231;&#227;o, nas interac&#231;&#245;es sociais, pode ser alcan&#231;ada com sucesso quando a natureza da interac&#231;&#227;o, na situa&#231;&#227;o de contacto, promove uma orienta&#231;&#227;o interpessoal entre os participantes e promove a diferencia&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos. Esta redu&#231;&#227;o pode ser operada por forma a diminuir gradualmente o favoritismo endogrupal ou a minimizar a import&#226;ncia da informa&#231;&#227;o estereot&#237;pica sobre o exogrupo (Miller, Brewer &#38; Edwards, 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A diferencia&#231;&#227;o refere-se &#224; distintividade entre os elementos de um mesmo grupo, ou seja, &#224; percep&#231;&#227;o de diferen&#231;as intracategoriais, n&#227;o implicando, no entanto, a elimina&#231;&#227;o das fronteiras categoriais que diferenciam o endogrupo do exo-grupo (Brewer &#38; Miller, 1984: 287).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O processo de personaliza&#231;&#227;o implica responder ao outro em termos individuais. Este processo baseia-se na rela&#231;&#227;o que se estabelece com o indiv&#237;duo em si, ao inv&#233;s de o considerar como o representante de determinada categoria ou grupo (Brewer &#38; Miller, 1984: 287).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo os autores (Brewer &#38; Miller, 1984), as fronteiras entre os grupos, durante o contacto, devem ser menos r&#237;gidas e, em &#250;ltima inst&#226;ncia, poder&#227;o ser completamente eliminadas. Desta forma, a situa&#231;&#227;o de contacto deveria tomar-se cada vez mais &#34;personalizada&#34; e as interac&#231;&#245;es deveriam ter lugar a um n&#237;vel interpessoal. Neste modo &#34;personalizado&#34; de contacto, os participantes devem tomar mais aten&#231;&#227;o a informa&#231;&#245;es idiossincr&#225;ticas acerca de cada indiv&#237;duo e estar tamb&#233;m menos atentos &#224; informa&#231;&#227;o estereotipada sobre o grupo. O contacto interpessoal nestas condi&#231;&#245;es poder&#225; resultar numa desconfirma&#231;&#227;o de estere&#243;tipos (negativos) preexistentes acerca do exogrupo (Brown, 1995:260). Como claramente se percebe, este tipo de contacto (personaliza&#231;&#227;o) baseia-se essencialmente no processamento de informa&#231;&#227;o sobre os membros do grupo, redireccionando a aten&#231;&#227;o para a informa&#231;&#227;o personalizada e relevante acerca dos outros.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, os autores assumem que esta experi&#234;ncia de contacto tem mais probabilidades de se generalizar a outras situa&#231;&#245;es, uma vez que a utiliza&#231;&#227;o frequente e duradoura de informa&#231;&#245;es alternativas nas interac&#231;&#245;es sociais reduz a efic&#225;cia e utilidade da identidade categorial. Desta forma, a personaliza&#231;&#227;o pode integrar a categoriza&#231;&#227;o como uma caracter&#237;stica dos sujeitos, a qual pode contribuir (mas n&#227;o determinar) a forma&#231;&#227;o de impress&#245;es e de avalia&#231;&#245;es interpessoais (Brewer &#38; Miller, 1984:288), podendo ser compat&#237;vel com o modelo de integra&#231;&#227;o descrito por Berry (1984: 289).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para Brewer e Miller (1984), os factores que promovem a personaliza&#231;&#227;o s&#227;o inversos dos factores que promovem a sali&#234;ncia e relev&#226;ncia das fronteiras categoriais em situa&#231;&#245;es espec&#237;ficas. A categoriza&#231;&#227;o cruzada (Deschamps &#38; Doise, 1978) pode ser encorajada atrav&#233;s do aumento da relev&#226;ncia, no contexto social imediato, de m&#250;ltiplos sistemas de categoriza&#231;&#227;o n&#227;o relacionados entre si e da cria&#231;&#227;o de novas categorias sociais constru&#237;das intencionalmente. No entanto, e ainda na opini&#227;o dps autores, este processo perpetua as percep&#231;&#245;es e interac&#231;&#245;es baseadas na categoriza&#231;&#227;o, uma vez que mesmo que estejam dispon&#237;veis v&#225;rias categoriza&#231;&#245;es, uma delas pode tomar-se dominante e constituir a base da identidade social. Os autores colocam, ent&#227;o, a hip&#243;tese de que a redu&#231;&#227;o dos efeitos da categoriza&#231;&#227;o nas interac&#231;&#245;es sociais &#233; efectuada com sucesso quando a natureza da interac&#231;&#227;o promove uma orienta&#231;&#227;o interpessoal ao inv&#233;s de uma orienta&#231;&#227;o para a tarefa, e quando a base para a atribui&#231;&#227;o dos pap&#233;is, estatutos, fun&#231;&#245;es sociais e composi&#231;&#227;o dos subgrupos &#233; percebida como independente da categoria.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A altera&#231;&#227;o da representa&#231;&#227;o do agregado produzida pela descategoriza&#231;&#227;o reduziria o enviesamento intergrupal porque a orienta&#231;&#227;o face aos membros do endo-grupo se toma menos positiva e equivalente &#224; dos membros do exogrupo (Brewer &#38;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Miller, 1984), permitindo a generaliza&#231;&#227;o dos efeitos positivos da descategoriza&#231;&#227;o a outros grupos (Miller, Brewer &#38; Edwards, 1985; Miller &#38; Harrington, 1990; Harrington &#38; Miller, 1995; Marcus-Newhall, Miller, Holtz &#38; Brewer, 1993; Rich, Kedem &#38; Shlesinger 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo da identidade endogrupal comum: o impacte da redefini&#231;&#227;o de fronteiras para a redu&#231;&#227;o do preconceito intergrupal</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo da identidade endogrupal comum surge como uma alternativa &#224;s propostas anteriores de redu&#231;&#227;o do preconceito atrav&#233;s do contacto em condi&#231;&#245;es de simetria de estatuto e de interac&#231;&#227;o cooperante num contexto normativo favor&#225;vel (Gaertner <i>et al.,</i> 1993), da constru&#231;&#227;o de objectivos supra-ordenados em condi&#231;&#245;es de interdepend&#234;ncia dos grupos (Sherif <i>et al,</i> 1961) e de interac&#231;&#245;es que anulam a sali&#234;ncia da categoria de perten&#231;a e acentuam as caracter&#237;sticas individuais dos sujeitos (Wilder, 1981; Brewer &#38; Miller, 1984; Miller, Brewer &#38; Edwards, 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Gaertner e colaboradores (1993), o conceito de identidade endogrupal comum e o modelo em si mesmo prop&#245;em que a indu&#231;&#227;o em ambos os grupos (endo e exogrupo) da dilui&#231;&#227;o das suas fronteiras, no sentido de se percepcionarem como partes integrantes de um todo (recategoriza&#231;&#227;o), reduziria eficazmente o enviesamento intergrupal decorrente de uma categoriza&#231;&#227;o pr&#233;via, tal como est&#225; presente no modelo da identidade social (favoritismo endogrupal).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, o preconceito e a discrimina&#231;&#227;o intergrupais podem ser reduzidos atrav&#233;s da manipula&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o de perten&#231;a grupai (altera&#231;&#227;o na percep&#231;&#227;o das fronteiras grupais), ou seja, pode ser reduzido por factores que transformem a representa&#231;&#227;o cognitiva de perten&#231;a dos membros de dois grupos distintos na representa&#231;&#227;o de perten&#231;a a um &#250;nico grupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o realizada (laboratorial e de campo) demonstrou que a recategoriza&#231;&#227;o de dois grupos distintos num s&#243; grupo tanto pode ser alcan&#231;ada atrav&#233;s do aumento da sali&#234;ncia da perten&#231;a a um grupo comum supra-ordenado (Sherif, 1966), como pela introdu&#231;&#227;o de novos factores (tarefas ou destinos comuns) per-cepcionados pelos sujeitos como sendo partilhados pelos membros de ambos os grupos (Rabbie &#38; Horwitz, 1969; Sherif, 1966).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo da identidade endogrupal comum prop&#245;e um conjunto de factores causais que podem influenciar as representa&#231;&#245;es cognitivas de perten&#231;a dos membros dos grupos. Os seus autores colocam como hip&#243;tese a de que diferentes tipos de interdepend&#234;ncia intergrupal, de factores cognitivos, perceptivos, lingu&#237;sticos, afectivos e contextuais podem, independentemente ou em conjunto, alterar as representa&#231;&#245;es cognitivas que os grupos t&#234;m sobre si pr&#243;prios e sobre os outros grupos. Estas diferentes representa&#231;&#245;es (grupo &#250;nico, dois grupos ou indiv&#237;duos separados) teriam consequ&#234;ncias a n&#237;vel cognitivo, afectivo e comportamental e implicariam diferentes formas de rela&#231;&#227;o entre os grupos (Gaertner <i>et al.,</i> 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em oposi&#231;&#227;o ao processo de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal preconizado pelo modelo da descategoriza&#231;&#227;o, a representa&#231;&#227;o do agregado em grupo &#250;nico (recategoriza&#231;&#227;o) produziria, por um lado, orienta&#231;&#245;es mais positivas face aos membros do exogrupo inicial (Gaertner <i>et al,</i> 1993) e possibilitaria, por outro, a generaliza&#231;&#227;o dos benef&#237;cios da identidade endogrupal comum, na medida em que esta representa&#231;&#227;o do agregado n&#227;o implica que os membros dos grupos ignorem as suas identidades originais e pode integrar, sem ru&#237;do, informa&#231;&#227;o contra-estereot&#237;pica sobre os membros do exogmpo (Anastasio <i>et al,</i> 1992, cit. em Anastasio, Bachman, Gaertner &#38; Dovidio, 1997; Dovidio <i>et al,</i> 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O modelo da identidade endogrupal comum (Gaertner <i>et al,</i> 2000) (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04f1.jpg">figura 1</a>) organiza-se em torno de tr&#234;s eixos: 1) as causas ou antecedentes da representa&#231;&#227;o cognitiva dos grupos, 2) os mediadores representacionais ou vari&#225;veis mediadoras (grupo &#250;nico, indiv&#237;duos separados, dois grupos num grupo e dois grupos) e, 3) as consequ&#234;ncias da representa&#231;&#227;o cognitiva dos grupos em interac&#231;&#227;o.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Testes emp&#237;ricos ao modelo da identidade endogrupal comum</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A revis&#227;o de literatura que passamos a apresentar foi organizada em fun&#231;&#227;o dos estudos que se debru&#231;am sobre as causas e as consequ&#234;ncias da representa&#231;&#227;o cognitiva do agregado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como iremos ver, a investiga&#231;&#227;o laboratorial e de campo realizada sobre o modelo da identidade endogrupal comum demonstrou que a recategoriza&#231;&#227;o dos grupos em grupo &#250;nico reduz o n&#237;vel de enviesamento intergrupal atingido na condi&#231;&#227;o de controlo e que esse processo de redu&#231;&#227;o do favoritismo endogrupal se consegue &#224; custa do aumento da atrac&#231;&#227;o pelos membros do exogrupo (Gaertner <i>et al.,</i> 1989). Vejamos, ent&#227;o, o corpo emp&#237;rico desenvolvido em torno do modelo da identidade endogrupal comum.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Causas ou antecedentes no modelo da identidade endogrupal comum</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Coopera&#231;&#227;o intergrupal</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A hip&#243;tese referente &#224; coopera&#231;&#227;o intergrupal (interac&#231;&#227;o orientada para a tarefa e destino comum) defende que esta reduz o enviesamento intergrupal, atrav&#233;s da minimiza&#231;&#227;o da sali&#234;ncia das fronteiras entre os grupos. Especificamente, os autores defendem que a coopera&#231;&#227;o intergrupal induz os membros dos grupos a conceberem-se como um grupo ou categoria supra-ordenada, em vez de se representarem como dois grupos separados, fundindo o exogrupo e o endogrupo num grupo &#250;nico, mais inclusivo e capaz de reduzir o favoritismo endogrupal (Gaertner &#38; Dovidio, 2000). Partindo deste pressuposto, Gaertner e colaboradores (1990) desenvolveram um estudo com adultos em contexto laboratorial, em que tanto a interac&#231;&#227;o cooperativa (coopera&#231;&#227;o para atingir um objectivo comum <i>vs. </i>n&#227;o coopera&#231;&#227;o) como a representa&#231;&#227;o dos grupos (dois grupos, grupo &#250;nico e indiv&#237;duos separados) foram manipuladas. As medidas dependentes utilizadas referiam-se a itens de avalia&#231;&#227;o social dos membros do endo e do exogrupo. Os resultados evidenciaram que os sujeitos, nas condi&#231;&#245;es n&#227;o coopera&#231;&#227;o / grupo &#250;nico, avaliaram melhor os participantes e apresentaram menor enviesamento intergrupal, comparativamente aos sujeitos na mesma condi&#231;&#227;o de coopera&#231;&#227;o, mas na condi&#231;&#227;o dois grupos. Estes resultados, segundo os autores, fornecem uma importante contribui&#231;&#227;o na explora&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o de causa-efeito que se pode estabelecer entre a representa&#231;&#227;o de grupo &#250;nico e a redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, mesmo quando se trata de um contexto de n&#227;o coopera&#231;&#227;o entre os participantes. Os resultados da condi&#231;&#227;o de coopera&#231;&#227;o (objectivo e destino comuns) e da condi&#231;&#227;o dois grupos revelaram que os sujeitos emitem avalia&#231;&#245;es mais positivas e tendem a sentir-se mais como grupo &#250;nico quando a situa&#231;&#227;o de coopera&#231;&#227;o est&#225; presente e, consequentemente, apresentam n&#237;veis mais baixos de enviesamento intergrupal durante o per&#237;odo de contacto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados do estudo apresentado anteriormente revelaram as potencialidades da coopera&#231;&#227;o na redu&#231;&#227;o do conflito e do enviesamento intergrupais. Apesar do consenso a prop&#243;sito deste princ&#237;pio, permanecem d&#250;vidas a prop&#243;sito dos elementos espec&#237;ficos de coopera&#231;&#227;o capazes de produzir a redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal. Muito embora as tradicionais defini&#231;&#245;es de coopera&#231;&#227;o intergrupal n&#227;o refiram &#233;xplicitamente a absoluta necessidade de interac&#231;&#227;o entre os grupos, a literatura neste dom&#237;nio defende claramente a sua import&#226;ncia na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal (Allport, 1954; Brewer &#38; Miller, 1984; Cook, 1984; Miller &#38; Davidson-Podgomcy, 1987). No entanto, outros investigadores (Brown &#38; Wade, 1987; Deschamps &#38; Brown, 1983) demonstraram que o trabalho partilhado e o destino comum s&#227;o, em conjunto, condi&#231;&#245;es suficientes para reduzir o enviesamento intergrupal, sem que ocorra interac&#231;&#227;o intergrupal. Face a estas duas diferentes linhas de evid&#234;ncia emp&#237;rica, Gaertner e colaboradores (1999) elegeram como objectivos primordiais deste estudo a explora&#231;&#227;o das contribui&#231;&#245;es independentes da interac&#231;&#227;o intergrupal e do destino comum (resultados partilhados) na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal. Dois grupos (apoiantes do Partido Republicano rs. apoiantes do Partido Democr&#225;tico) de tr&#234;s elementos foram postos em contacto segundo duas condi&#231;&#245;es experimentais, designadamente, destino comum (destino comum <i>us.</i> aus&#234;ncia de destino comum) e interac&#231;&#227;o intergrupal (interac&#231;&#227;o total, interac&#231;&#227;o parcial e n&#227;o interac&#231;&#227;o). As medidas consideradas neste estudo inclu&#237;am medidas de auto-avalia&#231;&#227;o, avalia&#231;&#227;o das express&#245;es faciais dos participantes, avalia&#231;&#227;o da quantidade da informa&#231;&#227;o que os participantes cediam acerca deles pr&#243;prios e avalia&#231;&#227;o da coopera&#231;&#227;o. Estas medidas foram tratadas em termos de avalia&#231;&#227;o do endo e do exogrupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados do estudo revelaram um efeito principal do factor interac&#231;&#227;o. Assim, o n&#237;vel de enviesamento intergrupal mais baixo surgiu nos participantes na condi&#231;&#227;o interac&#231;&#227;o total, quando comparados com os participantes nas condi&#231;&#245;es interac&#231;&#227;o parcial e n&#227;o interac&#231;&#227;o, n&#227;o se tendo, no entanto, verificado diferen&#231;as significativas entre estas duas &#250;ltimas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere ao factor destino comum, os resultados evidenciam, em rela&#231;&#227;o &#224; medida de avalia&#231;&#227;o das express&#245;es faciais dos participantes, um favoritismo endogrupal mais elevado na condi&#231;&#227;o aus&#234;ncia de destino comum do que na condi&#231;&#227;o destino comum.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A aus&#234;ncia de resultados significativos em termos de efeitos de interac&#231;&#227;o entre os dois principais factores do estudo (interac&#231;&#227;o intergrupal e destino comum) levou os autores (Gaertner <i>et al,</i> 1999; Gaertner &#38; Dovidio, 2000) a conclu&#237;rem que estes factores se afiguram como componentes separados da coopera&#231;&#227;o intergrupal e de forma independente parecem contribuir para a minimiza&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, contrariando, assim, os resultados de estudos anteriores (Brown &#38; Wade, 1987).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Diferencia&#231;&#227;o intergrupal</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A diferencia&#231;&#227;o intergrupal, mais especificamente o contacto visual, foi testada num estudo realizado por Gaertner e Dovidio (1986), no qual os autores demonstraram que o contacto visual tem um impacte directo nas representa&#231;&#245;es do grupo e consequentemente no enviesamento intergrupal. A mera disposi&#231;&#227;o dos lugares (segregado <i>vs.</i> integrado) &#224; volta de uma mesa criou nos participantes uma representa&#231;&#227;o supra-ordenada do grupo, a qual reduziu significativamente o enviesamento intergrupal, no que se refere &#224; avalia&#231;&#227;o social dos membros do grupo e &#224; nomea&#231;&#227;o de l&#237;deres.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ainda sobre este t&#243;pico, um outro estudo (Dovidio, Gaertner, Isen &#38;</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Lowrance, 1995) foi desenvolvido por forma a explorar em que medida a forma de vestir dos participantes pode influenciar o enviesamento intergrupal. Neste sentido, os autores manipularam a forma como os participantes se apresentavam segundo duas condi&#231;&#245;es: todos os participantes vestiam roupa igual (batas do laborat&#243;rio) ou todos os participantes vestiam roupa diferente (cada participante com a sua pr&#243;pria roupa). Os resultados indicaram que a condi&#231;&#227;o roupa igual surge como condi&#231;&#227;o suficiente para induzir a representa&#231;&#227;o de grupo &#250;nico e, consequentemente, produz atitudes intergrupais mais positivas e menor enviesamento intergrupal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Condi&#231;&#245;es do contacto intergrupal</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As condi&#231;&#245;es em que o contacto intergrupal ocorre tamb&#233;m podem influenciar as representa&#231;&#245;es do grupo. Referimo-nos especificamente &#224;s representa&#231;&#245;es de grupo &#250;nico (recategoriza&#231;&#227;o), dois grupos (categoriza&#231;&#227;o) e indiv&#237;duos separados (descategoriza&#231;&#227;o). Sobre este t&#243;pico, o estudo experimental desenvolvido com adultos por Gaertner e colaboradores (1989) adquire, no &#226;mbito dos estudos que integram este artigo, particular relev&#226;ncia, na medida em que nele se apresenta o paradigma experimental por n&#243;s utilizado. Por esta raz&#227;o, optou-se por apresent&#225;-lo em maior detalhe, descrevendo o procedimento experimental, as medidas dependentes e os resultados obtidos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A sess&#227;o experimental inclu&#237;a dois momentos distintos, designadamente, a forma&#231;&#227;o de subgrupos e o refor&#231;o da identifica&#231;&#227;o com o grupo, e a introdu&#231;&#227;o das manipula&#231;&#245;es experimentais. Os participantes (estudantes universit&#225;rios), seis em cada sess&#227;o, foram divididos em dois grupos de tr&#234;s elementos. Aos membros de cada um desses subgrupos eram dadas etiquetas de cores diferentes (p&#250;rpura, amarelo e castanho para os elementos do subgrupo A e verde, cor-de-laranja e vermelho para os elementos do subgrupo B). Ao entrarem na sala experimental era-lhes pedido que prendessem &#224; roupa a etiqueta que lhes tinha sido atribu&#237;da e que se sentassem no lugar identificado com a sua cor. Atrav&#233;s de uma grava&#231;&#227;o &#225;udio explicava-se o objectivo do estudo &#8212; explorar os processos de decis&#227;o em grupo &#8212; e pedia-se que resolvessem um problema. A tarefa experimental consistia na resolu&#231;&#227;o do winter survival problem (Jonhson &#38; Jonhson, 1975), em que era pedido aos subgrupos que ordenassem, por grau de import&#226;ncia para a sobreviv&#234;ncia dos indiv&#237;duos, dez objectos que existiam num avi&#227;o em caso de desastre a&#233;reo. Os participantes eram informados de que se iria gravar a interac&#231;&#227;o at&#233; que chegassem a um consenso. Posteriormente, pedia-se aos membros de cada grupo que atribu&#237;ssem um nome ao seu grupo e que o escrevessem no formul&#225;rio de resposta destinado ao registo da decis&#227;o do grupo. Ap&#243;s a resolu&#231;&#227;o consensual do problema os participantes eram informados, tamb&#233;m atrav&#233;s de uma grava&#231;&#227;o &#225;udio, que iriam realizar de novo o mesmo problema, mas de forma diferente daquela em que tinham estado a trabalhar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo contava com tr&#234;s condi&#231;&#245;es: uma condi&#231;&#227;o de controlo (categoriza&#231;&#227;o &#8212; dois grupos) e duas experimentais, designadamente, recategoriza&#231;&#227;o (novo grupo de seis elementos) e descategoriza&#231;&#227;o (seis indiv&#237;duos separados).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estas condi&#231;&#245;es foram manipuladas segundo quatro crit&#233;rios relacionados com a situa&#231;&#227;o de contacto entre os dois grupos, designadamente, o arranjo espacial dos membros durante a interac&#231;&#227;o, a identidade com o grupo durante a interac&#231;&#227;o, a natureza e objectivo da interac&#231;&#227;o, e a natureza da interdepend&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro desses crit&#233;rios introduziu diferentes formas de arranjo espacial entre os elementos participantes. Assim, na condi&#231;&#227;o grupo &#250;nico, os membros dos dois grupos foram conduzidos a uma sala e sentados alternadamente em tomo de uma mesa hexagonal em que cada sujeito estava sentado entre dois dos membros do exogrupo. Na condi&#231;&#227;o dois grupos, os membros de cada grupo foram conduzidos a uma sala e sentados de frente uns para os outros de lados opostos de uma mesa. Na condi&#231;&#227;o indiv&#237;duos separados, cada sujeito era conduzido a um de seis cub&#237;culos individuais, para a&#237; realizar novamente a tarefa experimental. O segundo crit&#233;rio &#8212; identifica&#231;&#227;o com o grupo ao longo da interac&#231;&#227;o &#8212; foi manipulado da seguinte forma. Na condi&#231;&#227;o grupo &#250;nico, era pedido aos seis participantes que criassem um nome para o novo grupo. Na condi&#231;&#227;o dois grupos, mantinham-se os nomes dos dois grupos iniciais. Por &#250;ltimo, na condi&#231;&#227;o indiv&#237;duos separados, era pedido a cada participante que atribu&#237;sse um nome a si pr&#243;prio. Imediatamente antes da situa&#231;&#227;o de interac&#231;&#227;o o experimentador dava a seguinte instru&#231;&#227;o: &#34;Nesta sess&#227;o o grupo A vai fundir-se com o grupo B e ser&#227;o designados como o grupo X&#34; (nome do grupo &#250;nico). Na condi&#231;&#227;o dois grupos e indiv&#237;duos separados, o experimentador anunciava, respectivamente, os nomes dos dois subgrupos c os novos nomes de cada um dos seis participantes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A natureza e objectivo da interac&#231;&#227;o foram operacionalizados da seguinte forma: na condi&#231;&#227;o grupo &#250;nico, os participantes discutiram livremente o problema de sobreviv&#234;ncia com o objectivo de chegarem a uma solu&#231;&#227;o consensual; na condi&#231;&#227;o dois grupos, os membros de cada um dos subgrupos apresentavam ao outro subgrupo as raz&#245;es que presidiram &#224; solu&#231;&#227;o encontrada; na condi&#231;&#227;o indiv&#237;duos separados cada participante descreveu a sua solu&#231;&#227;o individual inicial aos outros cinco participantes.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A natureza da interdepend&#234;ncia foi operacionalizada a partir da possibilidade de cada participante se habilitar a um sorteio na universidade, a realizar no final do semestre. A habilita&#231;&#227;o a este sorteio dependia da efic&#225;cia da solu&#231;&#227;o encontrada para o problema de sobreviv&#234;ncia. Na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o, a solu&#231;&#227;o consensual do grupo tinha de ser mais eficaz do que a de um outro suposto grupo de seis pessoas que j&#225; tinha realizado a mesma tarefa. Na condi&#231;&#227;o de controlo, a solu&#231;&#227;o final de um dos subgrupos tinha de ser mais eficaz do que a do outro. Na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o a possibilidade de participar no sorteio era atribu&#237;da ao participante que tivesse a solu&#231;&#227;o final mais eficaz.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m do controlo da manipula&#231;&#227;o da representa&#231;&#227;o cognitiva do agregado durante a interac&#231;&#227;o (dois grupos, grupo &#250;nico e indiv&#237;duos separados), as medidas dependentes inclu&#237;am a elei&#231;&#227;o de um l&#237;der, a intensidade com que os participantes sentiram que o grupo funcionou em dois grupos, grupo &#250;nico e indiv&#237;duos, a avalia&#231;&#227;o de cada participante em tr&#234;s atributos (honestidade, coopera&#231;&#227;o e valor na discuss&#227;o) e a avalia&#231;&#227;o da interac&#231;&#227;o em v&#225;rios itens.<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um dos resultados mais importantes que este estudo revelou foi a real altera&#231;&#227;o da representa&#231;&#227;o das fronteiras dos grupos nas duas condi&#231;&#245;es experimentais, a qual se traduziu em menor enviesamento intergrupal. Para al&#233;m disto, os sujeitos na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o (grupo &#250;nico) apresentavam um menor enviesamento intergrupal comparativamente aos sujeitos nas restantes condi&#231;&#245;es (controlo e descategoriza&#231;&#227;o). Este menor enviesamento era traduzido em avalia&#231;&#245;es mais favor&#225;veis dos membros do exogrupo e da pr&#243;pria situa&#231;&#227;o de interac&#231;&#227;o. Finalmente, as duas propostas de altera&#231;&#227;o das fronteiras dos grupos pressupuseram diferentes formas de operar a redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal. Na recategoriza&#231;&#227;o (grupo &#250;nico) a redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal foi feita &#224; custa do aumento da atrac&#231;&#227;o pelos membros do exogrupo, enquanto que na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o (indiv&#237;duos separados) essa redu&#231;&#227;o operou-se a partir da diminui&#231;&#227;o da atrac&#231;&#227;o pelos membros do endogrupo (Gaertner <i>et al,</i> 1989: 245).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal como o trabalho de Sherif e colaboradores (1961) demonstrou, a interdepend&#234;ncia grupai em contexto de coopera&#231;&#227;o constitui uma ferramenta essencial na redu&#231;&#227;o do preconceito e do favoritismo intergrupal. O comportamento dos sujeitos no estudo da &#34;caverna dos ladr&#245;es&#34; (Sherif <i>et al.,</i> 1961) sugere claramente o papel mediador da representa&#231;&#227;o cognitiva de grupo &#250;nico na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal. Esta media&#231;&#227;o foi testada num estudo experimental realizado por Gaertner e colaboradores (1990). Neste estudo, e quando os sujeitos eram induzidos a funcionar em dois grupos (usando para tal a metodologia experimental do estudo de 1989), a introdu&#231;&#227;o da coopera&#231;&#227;o reduziu o enviesamento intergrupal no que se refere &#224; avalia&#231;&#227;o dos grupos com os quais n&#227;o foi permitido cooperar, e este efeito foi mediado pela representa&#231;&#227;o de grupo &#250;nico. Assim, a coopera&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; reduziu o enviesamento intergrupal como definiu o processo pelo qual isso aconteceu, ao se demonstrar a transforma&#231;&#227;o da representa&#231;&#227;o de dois grupos num grupo &#250;nico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Contexto ambiental</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sobre este t&#243;pico do modelo foram realizados tr&#234;s estudos correlacionais, em contexto natural. Os participantes neste estudo foram estudantes do ensino secund&#225;rio de uma escola multi&#233;tnica (Gaertner, Rust, Dovidio, Bachman &#38; Anastasio, 1994,1996), executivos de v&#225;rias institui&#231;&#245;es banc&#225;rias dos EUA que tinham passado por uma fus&#227;o empresarial (Bachman, 1993; Bachman &#38; Gaertner, 1998; Gaertner, Dovidio &#38; Bachman, 1996) e estudantes universit&#225;rios provenientes de fam&#237;lias em processo de reunifica&#231;&#227;o (Banker &#38; Gaertner, 1998). Por forma a replicar os estudos sobre coopera&#231;&#227;o em contexto laboratorial, as medidas utilizadas nestes estudos inclu&#237;am a percep&#231;&#227;o dos sujeitos das condi&#231;&#245;es de contacto (<i>i.e</i>. estatutos iguais, interac&#231;&#227;o auto-reveladora, coopera&#231;&#227;o e normas igualit&#225;rias), as representa&#231;&#245;es do agregado (grupo &#250;nico, dois grupos, dois grupos num grupo e indiv&#237;duos separados) e uma medida de enviesamento intergrupal. Os resultados obtidos revelaram que as condi&#231;&#245;es de contacto eram predictoras do enviesamento intergrupal e influenciavam as representa&#231;&#245;es cognitivas do agregado. Os sujeitos que avaliaram a representa&#231;&#227;o do agregado em grupo &#250;nico eram aqueles que apresentavam valores mais baixos de enviesamento intergrupal relativamente &#224;s reac&#231;&#245;es afectivas face &#224; escola secund&#225;ria (alunos do ensino secund&#225;rio), menor ansiedade intergrupal (banc&#225;rios) e maior harmonia familiar (estudantes universit&#225;rios).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Condi&#231;&#245;es de pr&#233;-contacto</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um outro conjunto de estudos foi desenvolvido sob o primado da activa&#231;&#227;o <i>(printirtg)</i><a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a> afectiva. Sobre este t&#243;pico foi realizado um estudo em contexto laboratorial (Gaertner <i>et al,</i> 1996). Os participantes neste estudo trabalhavam em pequenos grupos na resolu&#231;&#227;o de um problema. Depois dessa interac&#231;&#227;o, os participantes na condi&#231;&#227;o afecto positivo recebiam um presente (chocolate), enquanto que aos participantes na condi&#231;&#227;o de controlo n&#227;o era feita qualquer refer&#234;ncia. Os principais resultados deste estudo indicaram que os sujeitos na condi&#231;&#227;o afecto positivo possu&#237;am representa&#231;&#245;es mais inclusivas de grupo (grupo &#250;nico) e avaliavam melhor os membros do exogrupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainda sobre a activa&#231;&#227;o (priming) afectiva, Gaertner e colaboradores realizaram um outro estudo experimental, com estudantes universit&#225;rios, em que investigaram a influ&#234;ncia da natureza das rela&#231;&#245;es intergrupais sobre o impacte do afecto positivo na produ&#231;&#227;o de atitudes intergrupais (Gaertner <i>et al,</i> 1998). Os resultados obtidos neste estudo revelaram que os sujeitos com fortes identidades separadas (liberais ps. conservadores) e na condi&#231;&#227;o afecto positivo apresentavam valores mais elevados de enviesamento intergrupal do que aqueles na condi&#231;&#227;o de controlo (afecto neutro). Por outro lado, os sujeitos com forte identidade com uma categoria supra-ordenada &#8212; grupo &#250;nico (forte identidade com a universidade) e na condi&#231;&#227;o afecto positivo produziram avalia&#231;&#245;es mais favor&#225;veis do exogrupo e, consequentemente, menor enviesamento intergrupal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tomados no seu conjunto, os resultados que derivaram das v&#225;rias incurs&#245;es te&#243;ricas e emp&#237;ricas levadas a cabo pelos autores (Gaertner <i>et al,</i> 2000; Gaertner &#38; Dovidio, 2000) fornecem um acervo emp&#237;rico consistente ao modelo da identidade endogrupal comum. Reduzir a diferencia&#231;&#227;o intergrupal, introduzir a coopera&#231;&#227;o interdependente, introduzir condi&#231;&#245;es de contacto suficientemente inclusivas e criar situa&#231;&#245;es de contacto ditadas por afecto positivo constituem uma forte base para a cria&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum, a qual resultar&#225; em formas mais harmoniosas de avalia&#231;&#227;o do exogrupo e em condi&#231;&#245;es favor&#225;veis &#224; redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal. Os pontos que se seguem debru&#231;am-se sobre os estudos realizados sob o prisma das consequ&#234;ncias da identidade endogrupal comum.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Consequ&#234;ncias da identidade endogrupal comum</i></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de o modelo da identidade endogrupal comum apresentar consequ&#234;ncias a n&#237;vel cognitivo e afectivo, os estudos sobre as suas consequ&#234;ncias centraram-se, fundamentalmente, na explora&#231;&#227;o dos efeitos ou das consequ&#234;ncias comportamentais, nomeadamente no que diz respeito aos comportamentos de ajuda e de auto-revela&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sobre este t&#243;pico, Dovidio e colaboradores (1997) desenvolveram um estudo experimental com estudantes universit&#225;rios no qual manipularam a representa&#231;&#227;o cognitiva do agregado em duas condi&#231;&#245;es (categoriza&#231;&#227;o e recategoriza&#231;&#227;o; ver Gaertner <i>et al,</i> 1989, para procedimento experimental) e avaliaram o comportamento de ajuda e de auto-revela&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o aos dois grupos-alvos (endogrupo e exogrupo). Os resultados obtidos indicaram que os sujeitos na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o ajudam mais e t&#234;m interac&#231;&#245;es mais personalizadas (auto-reveladoras) com os membros do exogrupo do que os sujeitos na condi&#231;&#227;o de controlo (dois grupos).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nier e colaboradores (1996, cit. em Gaertner <i>et al,</i> 2000) estudaram, em contexto laboratorial e com estudantes universit&#225;rios, as reac&#231;&#245;es positivas face a membros de diferentes grupos raciais (brancos e negros). Os participantes, neste estudo, estavam distribu&#237;dos por duas configura&#231;&#245;es de interac&#231;&#227;o grupai, designadamente, simetria intergrupal com grupos de elevado estatuto (brancos <i>vs. </i>brancos) e assimetria intergrupal (brancos <i>vs.</i> negros). Os resultados obtidos revelaram que, na situa&#231;&#227;o de simetria intergrupal (brancos <i>vs.</i> brancos), os sujeitos recorriam tanto &#224; recategoriza&#231;&#227;o como &#224; descategoriza&#231;&#227;o para reduzir o enviesamento intergrupal, produzindo avalia&#231;&#245;es mais positivas sobre os seus pares. Na situa&#231;&#227;o de assimetria intergrupal (brancos <i>vs.</i> negros), os membros dos grupos de elevado estatuto &#233;tnico reduziam mais eficazmente o enviesamento intergrupal na condi&#231;&#227;o de recategoriza&#231;&#227;o do que na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o (Nier <i>et al.,</i> 1996, cit. em Gaertner <i>et al.,</i> 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como vimos, os resultados obtidos ao longo de v&#225;rios estudos (Gaertner <i>et al.,</i> 1989; Gaertner <i>et al.,</i> 1990; Gaertner <i>et al.,</i> 1993; Gaertner <i>et al.,</i> 1994; Dovidio <i>et al.,</i> 1997; Anastasio <i>et al.,</i> 1997; Dovidio <i>et al.,</i> 1998; Gaertner <i>et al.,</i> 1999; Gaertner <i>et al.,</i> 2000), efectuados em diversos contextos e sobre diferentes t&#243;picos, constituem um suporte emp&#237;rico particularmente significativo na demonstra&#231;&#227;o da utilidade do modelo da identidade endogrupal comum para o entendimento dos processos que reduzem o enviesamento intergrupal e favorecem rela&#231;&#245;es intergrupais mais harmoniosas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos claramente evidenciaram que a representa&#231;&#227;o do agregado como grupo &#250;nico est&#225; directamente relacionada com sentimentos mais positivos face aos membros do exogrupo e que as condi&#231;&#245;es propostas pela hip&#243;tese do contacto para o sucesso das rela&#231;&#245;es intergrupais, como por exemplo a coopera&#231;&#227;o, produzem efeitos positivos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Objectivos e hip&#243;teses</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O principal objectivo dos dois estudos experimentais aqui apresentados &#233; o de contrastar os modelos da identidade endogrupal comum (Gaertner <i>et al,</i> 1993) e da descategoriza&#231;&#227;o (Brewer <i>&#38;</i> Miller, 1984) na redu&#231;&#227;o do preconceito e do enviesamento intergrupais na inf&#226;ncia. Trata-se, assim, de testar em que medida &#233; que a representa&#231;&#227;o cognitiva e o funcionamento dos grupos durante a interac&#231;&#227;o, nas duas condi&#231;&#245;es experimentais &#8212; recategoriza&#231;&#227;o (grupo &#250;nico) e descategoriza&#231;&#227;o (indiv&#237;duos separados) &#8212; pode desfazer o favoritismo endogrupal criado pela categoriza&#231;&#227;o (condi&#231;&#227;o de controlo) (Tajfel <i>et al,</i> 1971; Tajfel &#38; Tumer, 1979), reduzindo, ou at&#233; mesmo eliminando, a discrimina&#231;&#227;o intergrupal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A este primeiro objectivo reuniu-se um outro, referente &#224; (des)igualdade de estatuto &#233;tnico dos grupos na situa&#231;&#227;o de interac&#231;&#227;o. Assim, e por forma a testar a efic&#225;cia relativa das duas condi&#231;&#245;es experimentais na redu&#231;&#227;o da discrimina&#231;&#227;o intergrupal, efectuaram-se dois estudos experimentais: o primeiro com grupos de elevado estatuto &#233;tnico (crian&#231;as de origem lusa) e de baixo estatuto &#233;tnico (crian&#231;as de origem africana), interagindo em situa&#231;&#227;o de simetria intergrupal (estudo 1), e um outro estudo com crian&#231;as de baixo e de elevado estatuto &#233;tnico em contexto de assimetria intergrupal (lusas <i>vs.</i> africanas) (estudo 2).</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A op&#231;&#227;o por este plano visou responder a duas quest&#245;es que a literatura neste dom&#237;nio n&#227;o esclarece (Snider &#38; Dovidio, 1996; Kafati, 1999; Nier <i>et al,</i> 1999, cit. em Gaertner <i>et al,</i> 2000; Nier <i>et al,</i> 1996, cit. em Gaertner <i>et al,</i> 2000). A primeira tem a ver com a situa&#231;&#227;o de simetria intergrupal, quando os grupos em presen&#231;a possuem baixo estatuto &#233;tnico. Neste sentido, parece fundamental identificar, no quadro do Modelo da Identidade Endogrupal Comum, qual a representa&#231;&#227;o mais eficaz do grupo para a redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal em contexto de igualdade estatut&#225;ria. A outra quest&#227;o, n&#227;o menos importante, tem a ver com efic&#225;cia relativa da recategoriza&#231;&#227;o e da descategoriza&#231;&#227;o em grupos de baixo estatuto &#233;tnico, em contexto de assimetria intergrupal (baixo estatuto <i>vs.</i> alto estatuto). Apesar de a literatura neste t&#243;pico apontar para a recategoriza&#231;&#227;o (identidade endogrupal comum) como a representa&#231;&#227;o mais eficaz para reduzir o enviesamento intergrupal em grupos de elevado estatuto &#233;tnico em contexto de assimetria intergrupal (Nier <i>et ai, </i>1996, cit. em Gaertner <i>et al,</i> 2000; Nier <i>et al,</i> 1999, cit. em Gaertner &#38; Dovidio, 2000), n&#227;o esclarece esta efic&#225;cia quando se trata de membros de baixo estatuto.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Face a este conjunto de quest&#245;es elaborou-se um corpo de hip&#243;teses que ir&#225; pautar as an&#225;lises efectuadas nos dois estudos desenvolvidos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A primeira hip&#243;tese considera que a cria&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum &#8212; operacionalizada pela condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o &#8212; constitui a forma mais eficaz de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, partindo, naturalmente, de uma categoriza&#231;&#227;o suficientemente potente para produzir favoritismo endogrupal, independentemente de essa categoriza&#231;&#227;o ter sido experimentalmente induzida (estudo 1), ou de resultar de um contexto real de assimetria de estatutos (estudo 2) (Gaertner <i>et al,</i> 1989; Gaertner <i>et al,</i> 1993; Gaertner <i>et al,</i> 2000; Gaertner &#38; Dovidio, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A segunda hip&#243;tese refere-se aos diferentes processos de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, definidos pelos respectivos modelos. Segundo o modelo da identidade endogrupal comum (Gaertner <i>et al,</i> 1989; Gaertner <i>et al,</i> 1993; Gaertner <i>et al.,</i> 2000; Gaertner &#38; Dovidio, 2000), a redu&#231;&#227;o do enviesamento, produzida pela recategoriza&#231;&#227;o (identidade endogrupal comum), processar-se-&#225; atrav&#233;s do aumento da atrac&#231;&#227;o pelos elementos do exogrupo. J&#225; no modelo da descategoriza&#231;&#227;o (Brewer &#38; Miller, 1984), a redu&#231;&#227;o efectuada a partir do processo de individua&#231;&#227;o traduzir-se-&#225; pela diminui&#231;&#227;o da atrac&#231;&#227;o face aos membros do endogrupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A literatura referente &#224;s situa&#231;&#245;es de (as)simetria de estatuto &#233;tnico dos grupos apenas considera duas configura&#231;&#245;es de interac&#231;&#227;o grupai, designadamente, simetria intergrupal com grupos de elevado estatuto (brancos <i>vs.</i> brancos) e assimetria intergrupal (brancos <i>vs.</i> negros) (Nier <i>et al.,</i> 1996, cit. em Gaertner <i>et al.,</i> 2000; Nier <i>et al.,</i> 1999, cit. em Gaertner &#38; Dovidio, 2000). Assim, e no que se refere &#224; primeira situa&#231;&#227;o de interac&#231;&#227;o, espera-se que os sujeitos de alto estatuto &#233;tnico recorram tanto &#224; recategoriza&#231;&#227;o como &#224; descategoriza&#231;&#227;o para reduzir o enviesamento intergrupal, produzindo avalia&#231;&#245;es mais positivas sobre os seus pares. Em situa&#231;&#227;o de assimetria intergrupal, espera-se que os membros dos grupos de elevado estatuto &#233;tnico reduzam mais eficazmente o enviesamento intergrupal na condi&#231;&#227;o de recategoriza&#231;&#227;o (identidade endogrupal comum) do que na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o (Nier <i>et al.,</i> 1996, cit. em Gaertner <i>et al.,</i> 2000; Nier <i>et al.,</i> 1999, cit. em Gaertner &#38; Dovidio, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sobre as restantes situa&#231;&#245;es de interac&#231;&#227;o contempladas nos estudos que aqui apresentamos (simetria intergrupal em grupos de baixo estatuto &#233;tnico e assimetria intergrupal analisada do ponto de vista dos membros de baixo estatuto &#233;tnico) espera-se, para ambas, que a recategoriza&#231;&#227;o (identidade endogrupal comum) seja a forma mais eficaz de reduzir o favoritismo endogrupal e, consequentemente, o enviesamento intergrupal, na medida em que esta implica a reestrutura&#231;&#227;o das fronteiras dos grupos em tomo de uma nova categoria mais inclusiva. Para al&#233;m disso, e utilizando a proposta de equival&#234;ncia entre o modelo da identidade endogrupal comum e os modelos de assimila&#231;&#227;o (Berry, 1984) defendida por Snider e Dovidio (1996) e por Kafati (1999, cit. em Gaertner e Dovidio, 2000), a cria&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum, apesar de compar&#225;vel &#224; estrat&#233;gia de assimila&#231;&#227;o (Hewstone, 1996), &#233; prefer&#237;vel &#224; individua&#231;&#227;o, na medida em que esta se pode configurar como uma forma de marginaliza&#231;&#227;o, ao significar uma simult&#226;nea n&#227;o-identifica&#231;&#227;o com o endogrupo (baixo estatuto &#233;tnico) e com o exogrupo (elevado estatuto &#233;tnico) (Gaertner &#38; Dovidio, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Sujeitos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As 238 crian&#231;as de ambas etnias (lusa e africana) consideradas nos dois estudos frequentavam o 4.&#176; ano de escolaridade do 1.&#176; ciclo do ensino b&#225;sico, provinham de 10 escolas p&#250;blicas da &#225;rea metropolitana de Lisboa e foram distribu&#237;das por etnia e por condi&#231;&#227;o experimental, conforme se apresenta no <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q1.jpg">quadro 1</a>. A selec&#231;&#227;o das crian&#231;as participantes foi feita com base numa listagem por turma fornecida pelas v&#225;rias escolas, da qual constava informa&#231;&#227;o referente ao sexo, idade, n&#237;vel de sucesso escolar e origem &#233;tnica.<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento e desenho experimental</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s a selec&#231;&#227;o, as crian&#231;as compareceram numa sala da escola especificamente preparada para o efeito (disposi&#231;&#227;o das mesas), provenientes de diferentes turmas, em grupos de seis elementos do mesmo sexo.<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a> Nessa sala eram recebidos por dois investigadores que os informavam sobre a situa&#231;&#227;o que lhes ia ser apresentada: &#34;Eu sou o (nome do investigador 1) e o (nome do investigador 2) e estamos a escrever uma hist&#243;ria de aventuras com crian&#231;as da vossa idade, e por isso gostar&#237;amos de saber a vossa opini&#227;o sobre uma parte dessa hist&#243;ria que estamos com dificuldade em escrever. A hist&#243;ria &#233; sobre uma aventura no mar e uma ilha deserta. Querem nos ajudar nesta parte da nossa hist&#243;ria?&#34;.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A forma&#231;&#227;o dos subgrupos de tr&#234;s elementos foi feita, em ambos os estudos, de duas formas distintas. No estudo com grupos em simetria intergrupal os subgrupos foram formados a partir da estimativa do n&#250;mero de barcos desenhados numa prancha. A referida prancha era apresentada durante sete segundos e seguidamente solicitava-se aos sujeitos que escrevessem numa folha em branco o n&#250;mero de barcos que pensavam estar desenhados nessa prancha.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As instru&#231;&#245;es dadas nesta fase do procedimento experimental e no estudo com grupos em simetria intergrupal foram as seguintes: &#34;Antes de voc&#234;s nos ajudarem no problema que aqui nos trouxe quer&#237;amos fazer primeiro um jogo convosco para nos ajudar a dividir-vos em dois grupos. No desenho que vos vamos apresentar est&#227;o v&#225;rios barcos e o que voc&#234;s t&#234;m de fazer &#233; tentar cont&#225;-los o mais depressa que puderem e escrever nesta folha de papel o n&#250;mero de barcos que acham que l&#225; est&#227;o. Est&#227;o preparados? Ent&#227;o, podemos come&#231;ar&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Depois da realiza&#231;&#227;o desta tarefa, as crian&#231;as foram colocadas aleatoriamente nos dois subgrupos, embora julgassem que a sua posi&#231;&#227;o decorria de terem feito estimativas superiores ou inferiores ao n&#250;mero correcto de barcos na prancha.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No estudo dos grupos em assimetria intergrupal, a forma&#231;&#227;o de subgrupos era feita a partir da vari&#225;vel etnia e a partir das sugest&#245;es das pr&#243;prias crian&#231;as quando confrontadas com as seguintes instru&#231;&#245;es: &#34;Como j&#225; vos dissemos temos que vos dividir em dois grupos. Como &#233; que voc&#234;s acham que poder&#237;amos fazer os grupos? Em que &#233; que voc&#234;s s&#227;o diferentes?&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Face &#224; pergunta colocada as crian&#231;as sugeriam a categoriza&#231;&#227;o &#233;tnica (lusos/portugueses e africanos) como o crit&#233;rio a adoptar para a divis&#227;o dos grupos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos dois estudos, e ap&#243;s a cria&#231;&#227;o dos subgrupos de tr&#234;s elementos, era pedido &#224;s crian&#231;as participantes que escolhessem um nome para esse subgrupo e com ele iriam resolver a 1.<sup>a</sup> fase da tarefa experimental. As instru&#231;&#245;es dadas foram as seguintes: &#34;Antes de mais voc&#234;s v&#227;o escrever o nome que escolheram para o vosso grupo aqui neste cart&#227;o. Imaginem ent&#227;o que voc&#234;s s&#227;o os personagens da hist&#243;ria que n&#243;s estamos a escrever. Vamos imaginar que foram fazer um passeio num barco parecido com este (apresenta&#231;&#227;o de uma fotografia de um veleiro). A viagem estava a ser muito bonita, passaram por lugares muito bonitos mas, a certa altura, come&#231;ava a ficar mau tempo, a chover muito e a fazer vento e voc&#234;s tinham de ir para terra. Um de voc&#234;s consegue avistar uma ilha assim como esta (apresenta&#231;&#227;o da fotografia de uma ilha) onde iriam ter mais seguran&#231;a do que se ficassem dentro do barco. Ent&#227;o lembram-se que existe um barco mais pequeno, a motor, e parecido com este (apresenta&#231;&#227;o da fotografia de uma pequena lancha a motor) que vos pode levar at&#233; &#224; ilha. Como este barco s&#243; d&#225; para levar poucas coisas, v&#227;o ter de escolher, entre as v&#225;rias coisas que t&#234;m no barco grande, as mais importantes para levar para a ilha. E precisamente nesta escolha que precisamos da vossa ajuda. Assim, o que eu gostava de saber &#233; o que voc&#234;s acham que &#233; mais importante levar para a ilha deserta para se conseguir estar l&#225; durante alguns dias. Para isso t&#234;m de ver os objectos todos que podem escolher e em conjunto escolherem os cinco mais importantes. Mas aten&#231;&#227;o, t&#234;m de estar todos de acordo nessa escolha. Se houver algum de voc&#234;s que n&#227;o concorde com o que outro escolheu t&#234;m de escolher outra coisa que toda a gente concorde. Vamos ent&#227;o ver o que aqui temos (apresenta&#231;&#227;o da caixa com os cart&#245;es de exemplo dos objectos)<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a> e come&#231;ar a escolher. Quando tiverem escolhido tudo colam os cart&#245;es nesta prancha&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A primeira fase do procedimento experimental, e que acab&#225;mos de apresentar, foi semelhante nos dois estudos e em todas as condi&#231;&#245;es (controlo e experimentais). Ap&#243;s a resolu&#231;&#227;o do problema de sobreviv&#234;ncia, adaptado do problema de sobreviv&#234;ncia de Johnson e Johnson (1975)<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a> as crian&#231;as dirigiam-se para um outro espa&#231;o dentro da mesma sala, onde se encontravam outras mesas e outros lugares, agora j&#225; dispostos de formas diferentes, consoante a condi&#231;&#227;o em que as crian&#231;as se encontravam.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na condi&#231;&#227;o de controlo (categoriza&#231;&#227;o), os dois subgrupos sentavam-se em duas mesas separadas, de frente uns para os outros, mantendo a cor das etiquetas<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a> e os nomes que tinham escolhido aquando da forma&#231;&#227;o dos subgrupos. Sob esta configura&#231;&#227;o o experimentador anunciava que se seguia uma outra fase em que cada um dos grupos iria apresentar ao outro os objectos escolhidos e as raz&#245;es inerentes a essa escolha. Nesta altura, e de acordo com o procedimento adoptado por Gaertner e colaboradores (1989), era introduzida a recompensa pela melhor escolha, a qual seria decidida pelos investigadores, comparando as presta&#231;&#245;es dos dois subgrupos. Terminada esta fase e mantendo as crian&#231;as sentadas nas posi&#231;&#245;es e ainda com as etiquetas postas, procedia-se &#224; aplica&#231;&#227;o das medidas dependentes. Seguia-se a comunica&#231;&#227;o do resultado da compara&#231;&#227;o das respostas dos dois subgrupos (as respostas dos dois subgrupos tinham sido ambas muito boas) e a entrega de pr&#233;mio (pacote com rebu&#231;ados) &#224;s duas equipas, por forma a desfazer a situa&#231;&#227;o de competi&#231;&#227;o criada. Ap&#243;s a entrega do pr&#233;mio as crian&#231;as voltavam &#224;s salas de aula acompanhadas por um dos investigadores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o, as crian&#231;as eram sentadas alternadamente (ABABAB) em mesas separadas viradas para o centro da sala. Antes de se sentarem segundo a nova disposi&#231;&#227;o, os investigadores retiravam-lhes as etiquetas azuis e vermelhas (estudo 1) ou beges e castanhas (estudo 2) e pediam-lhes para escolher uma de seis novas cores (amarelo, laranja, cinzento, verde, roxo e azul turquesa). Ap&#243;s esta escolha cada crian&#231;a sentava-se na mesa correspondente &#224; sua cor e nessa altura o investigador dava novas instru&#231;&#245;es: &#34;Agora gostar&#237;amos de saber o que cada um de voc&#234;s pensa sobre o problema que resolveram em grupo ainda h&#225; pouco. Por isso ped&#237;amos que agora resolvessem novamente o problema sozinhos, cada um por si. Antes de come&#231;arem escrevam o vosso pr&#243;prio nome nessa prancha onde v&#227;o colar os cart&#245;es com os objectos que escolherem&#34;. A introdu&#231;&#227;o da recompensa era feita com a instru&#231;&#227;o: &#34;Antes de come&#231;arem queremos dizer-vos que vamos dar um pr&#233;mio &#224; melhor resposta e por isso, depois de terminarem, cada um de voc&#234;s vai dizer aos outros quais os objectos que escolheu e porqu&#234;. Podem come&#231;ar&#34;. Ap&#243;s a resolu&#231;&#227;o da tarefa experimental pela segunda vez e da comunica&#231;&#227;o a todas as crian&#231;as participantes, os investigadores aplicaram as medidas dependentes, mantendo as crian&#231;as nos mesmos lugares e com as etiquetas postas, tal como na condi&#231;&#227;o de controlo. A situa&#231;&#227;o de competi&#231;&#227;o era desfeita pelos investigadores ao dizerem a todas as crian&#231;as que as suas respostas tinham sido muito boas, que tinha sido muito dif&#237;cil escolher a melhor e que por isso tinham decidido dar o pr&#233;mio a todos sem excep&#231;&#227;o. Ap&#243;s a entrega do pacote de rebu&#231;ados (pr&#233;mio) as crian&#231;as voltavam &#224;s salas de aula acompanhadas por um dos investigadores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na condi&#231;&#227;o experimental recategoriza&#231;&#227;o, as crian&#231;as ap&#243;s terem resolvido o problema em dois subgrupos eram dirigidas at&#233; outra parte da sala onde se encontrava uma mesa grande. A&#237; foram sentados alternadamente (ABABAB) &#224; volta da mesa e foram-lhes retiradas as etiquetas correspondentes &#224; primeira fase da experi&#234;ncia. Nessa altura o investigador dava a seguinte instru&#231;&#227;o: &#34;Agora vamos resolver o problema novamente mas com uma diferen&#231;a. Antes de mais v&#227;o colocar estas etiquetas (verdes), que como voc&#234;s v&#234;em s&#227;o todas da mesma cor e escolher um novo nome para o novo grupo de seis meninos(as). Quando escolherem esse nome um de voc&#234;s escreve-o na prancha onde v&#227;o colocar os cart&#245;es dos objectos que escolherem. Como j&#225; perceberam agora a resolu&#231;&#227;o do problema vai ser feita em grupo, com todos voc&#234;s, e todos t&#234;m de participar na escolha dos objectos. Como h&#225; pouco, quando estiveram a escolher em dois grupos, t&#234;m de estar de acordo em rela&#231;&#227;o aos objectos escolhidos e, por isso, se algum de v&#243;s n&#227;o estiver de acordo em rela&#231;&#227;o a um objecto t&#234;m de escolher outra coisa ou chegar a um acordo entre voc&#234;s&#34;. A introdu&#231;&#227;o da recompensa era feita segundo a instru&#231;&#227;o: &#34;Vamos comparar as vossas respostas com as respostas dadas por outros meninos de outra escola com quem j&#225; fizemos este jogo e se as vossas escolhas forem melhores que as deles no final damos um pr&#233;mio a todos voc&#234;s&#34;. Ap&#243;s a resolu&#231;&#227;o da tarefa pela segunda vez e da comunica&#231;&#227;o ao investigador da solu&#231;&#227;o encontrada pelo grupo de seis elementos, os investigadores aplicaram as medidas dependentes, mantendo as crian&#231;as nos mesmos lugares e com as etiquetas postas. A situa&#231;&#227;o de competi&#231;&#227;o era desfeita pelos investigadores ao dizerem que a resposta daquele grupo tinha sido melhor que a de outros grupos de outras escolas e que por isso todos iriam receber o pr&#233;mio. Ap&#243;s a entrega do pr&#233;mio as crian&#231;as voltavam &#224;s salas de aula acompanhadas por um dos investigadores.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O desenho experimental utilizado nos dois estudos foi de 3 (condi&#231;&#227;o: categoriza&#231;&#227;o, recategoriza&#231;&#227;o e descategoriza&#231;&#227;o) X 2 &#091;estatuto &#233;tnico do grupo: alto (lusos) e baixo (africanos)&#093; X 2 (grupo-alvo: endogrupo e exogrupo), sendo os dois primeiros factores inter-sujeitos e o terceiro intra-sujeitos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Medidas dependentes</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A adapta&#231;&#227;o do modelo da identidade endogrupal comum &#224; perspectiva do desenvolvimento infantil implicou altera&#231;&#245;es significativas &#224;s medidas originais (Gaert-ner <i>et al,</i> 1989), designadamente, a redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de medidas a aplicar e a adapta&#231;&#227;o destas para crian&#231;as de 9/10 anos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A primeira medida dependente avalia&#231;&#227;o social correspondeu &#224; avalia&#231;&#227;o dos membros dos grupos em dois atributos (&#34;jogar bem&#34; e &#34;escolher como eu&#34;), respondida sobre uma escala de Likert de quatro pontos (4. muito; 3. assim-assim; 2. pouco; 1. nada). A medida que apresentaremos nos resultados corresponde &#224; m&#233;dia das pontua&#231;&#245;es obtidas nesses atributos para o endo e o exogrupo.<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">A medida de prefer&#234;ncia social foi obtida a partir da seguinte quest&#227;o: &#34;At&#233; que ponto &#233; que gostarias que o(a) ficasse contigo na tenda?&#34;, respondida sobre uma escala de Likert de quatro pontos (4. muito; 3. assim, assim; 2. pouco; 1. nada), em rela&#231;&#227;o a cada um dos membros do endo e do exogrupo. A medida final foi a m&#233;dia dessas respostas para os dois grupos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A medida de atribui&#231;&#227;o de recursos foi a m&#233;dia do n&#250;mero de l&#225;pis atribu&#237;do ao endo e ao exogrupo, em resposta &#224; quest&#227;o &#34;Quantos l&#225;pis de cor &#233; que queres dar a cada um(a) dos(as) meninos(as) que estiveram aqui a fazer o jogo?&#34;.<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Apresenta&#231;&#227;o de resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As an&#225;lises efectuadas visaram responder a tr&#234;s quest&#245;es fundamentais, a saber, a an&#225;lise da redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, a influ&#234;ncia do estatuto &#233;tnico do grupo na escolha de diferentes formas de redu&#231;&#227;o/elimina&#231;&#227;o do enviesamento e a ilustra&#231;&#227;o dos processos de individua&#231;&#227;o (descategoriza&#231;&#227;o) e de forma&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum (recategoriza&#231;&#227;o) na redu&#231;&#227;o ou elimina&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; primeira quest&#227;o espera-se que a condi&#231;&#227;o de controlo (categoriza&#231;&#227;o) seja suficientemente potente para produzir um favoritismo endogrupal e que as condi&#231;&#245;es experimentais, sobretudo aquela em que se forma uma identidade endogrupal comum (recategoriza&#231;&#227;o), sejam respons&#225;veis pela redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal (Gaertner <i>et al.,</i> 1989; Gaertner <i>et al.,</i> 1993; Gaertner <i>et ah, </i>2000; Gaertner &#38; Dovidio, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao impacte do estatuto &#233;tnico do grupo, em situa&#231;&#227;o de assimetria intergrupal, espera-se que os grupos de estatuto &#233;tnico superior (lusos) na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o reduzam mais eficazmente o enviesamento em rela&#231;&#227;o aos membros do grupo de baixo estatuto. Ainda sobre os grupos de estatuto elevado, mas agora em contexto de simetria intergrupal, esperamos uma equivalente efic&#225;cia entre as duas condi&#231;&#245;es experimentais na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal (Nier <i>et al.,</i> 1996, cit. em Gaertner <i>et al.,</i> 2000; Nier <i>et al.,</i> 1999, cit. em Gaertner &#38; Dovidio, 2000).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Sobre os processos de redu&#231;&#227;o do enviesamento espera-se, na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o, que este se expresse atrav&#233;s do aumento do favoritismo pelos elementos do exogrupo, enquanto que na condi&#231;&#227;o de descategoriza&#231;&#227;o se espera que a redu&#231;&#227;o se fa&#231;a a partir da diminui&#231;&#227;o do favoritismo pelos membros do endogrupo (Gaertner <i>et al.,</i> 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para o teste de hip&#243;teses, em ambos os estudos, foram executadas an&#225;lises de vari&#226;ncia multivariada com medidas repetidas (<i>Manovafor repeated measures)</i> para todas as medidas dependentes, com dois factores nominais &#8212; condi&#231;&#227;o experimental e estatuto &#233;tnico do grupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para testar a primeira hip&#243;tese esperamos encontrar efeitos de interac&#231;&#227;o intra-sujeitos entre o grupo-alvo e a condi&#231;&#227;o experimental. Para a segunda esperamos que os efeitos de interac&#231;&#227;o dupla que acab&#225;mos de referir se qualifiquem atrav&#233;s de interac&#231;&#245;es triplas abarcando a vari&#225;vel estatuto &#233;tnico do grupo. Por fim, e para a ilustra&#231;&#227;o do processo de redu&#231;&#227;o do favoritismo endogrupal, efectu&#225;mos an&#225;lises de vari&#226;ncia a um factor nominal (<i>Oneway Anova)</i> com as avalia&#231;&#245;es do endogrupo e do exogrupo nas medidas dependentes em que se assistiu &#224; redu&#231;&#227;o/elimina&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, tomando a condi&#231;&#227;o experimental como vari&#225;vel independente. A identifica&#231;&#227;o de diferen&#231;as entre m&#233;dias foi efectuada a partir das compara&#231;&#245;es <i>post hoc,</i> utilizando-se, para tal, o teste de Scheffe.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Apresenta&#231;&#227;o de resultados do estudo com grupos em simetria intergrupal</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>(estudo 1)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#205;ndice de avalia&#231;&#227;o social: grupos em simetria inter-grupal</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita ao efeito 1, verificamos que, independentemente da condi&#231;&#227;o e da etnia dos sujeitos, o endogrupo &#233; melhor avaliado do que o exogrupo, ou seja, os indiv&#237;duos do pr&#243;prio grupo s&#227;o considerados como mais competentes e mais semelhantes entre si do que os membros do exogrupo (M<sub>endogrupo</sub>=3,41; M<sub>exogrupo</sub>=3,07).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; no que toca ao efeito de interac&#231;&#227;o entre o grupo-alvo e a condi&#231;&#227;o experimental (efeito 2), verificamos que, enquanto na condi&#231;&#227;o de controlo (categoriza&#231;&#227;o) se assiste a um favoristimo endogrupal estatisticamente significativo &#091;Cat.endo-exogrupo F(1,5)=63,60&#093;, nas condi&#231;&#245;es experimentais (recategoriza&#231;&#227;o e descategoriza&#231;&#227;o) n&#227;o se encontram diferen&#231;as estatisticamente significativas entre as avalia&#231;&#245;es do endogrupo e do exogrupo &#091;Rec.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,6)=2,54; p=0,118; Desc.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,0)=0,63; p=0,431&#093; (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04f2.jpg">figura 2</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao efeito 3 &#8212; interac&#231;&#227;o tripla entre grupo-alvo, condi&#231;&#227;o experimental e estatuto &#233;tnico do grupo &#8212;, verificamos que no grupo de estatuto superior (lusos) e na condi&#231;&#227;o de controlo existe um enviesamento intergrupal estatisticamente significativo &#091;Cat.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,3)=22,98; p=0,000&#093;, enquanto que nas condi&#231;&#245;es de recategoriza&#231;&#227;o e descategoriza&#231;&#227;o n&#227;o se encontraram diferen&#231;as significativas entre a avalia&#231;&#227;o do endo e do exogrupo &#091;Rec &#8226;endo-exogrupo F(1,3)=1,1; p=0,282; Desc.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,9)=0,855; p=0,367&#093; (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04f3.jpg">figura 3</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No grupo de baixo estatuto &#233;tnico verificamos que na condi&#231;&#227;o de controlo (categoriza&#231;&#227;o) existe uma diferen&#231;a estatisticamente significativa entre a avalia&#231;&#227;o do endo e do exogrupo &#091;Cat.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,2)=39,82; p=0,000&#093; enquanto que nas condi&#231;&#245;es experimentais as diferen&#231;as entre essas duas avalia&#231;&#245;es n&#227;o se revelaram significativas &#091;Rec.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,3)=1,4; p=0,259; Desc.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,1)=0,000; p=0,995&#093;.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O efeito de interac&#231;&#227;o tripla, neste &#237;ndice, &#233; explicado a partir da diferen&#231;a de enviesamento intergrupal na condi&#231;&#227;o de controlo nos grupos de estatuto &#233;tnico elevado e baixo, ou seja, o enviesamento intergrupal naquela condi&#231;&#227;o e no grupo de elevado estatuto &#233; significativamente inferior ao enviesamento encontrado no grupo de baixo estatuto &#091;alto estatuto &#8212; M<sub>enviesamento endo-exogrupo</sub>=0,56; Baixo estatuto M<sub>enviesamento endo-exogrupo</sub>&#8212;1/06; t(39,49)=2,46; p5&#094;0,05&#093;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao efeito 4 (efeito principal inter-sujeitos da condi&#231;&#227;o experimental) os resultados indicam que, independentemente do grupo-alvo e do estatuto &#233;tnico dos grupos, as crian&#231;as na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o avaliam melhor a generalidade dos seus parceiros do que as crian&#231;as na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o (teste Scheffe <i>post hoc</i> p&#60;0,05; M<sub>categoriza&#231;&#227;o</sub>=3,19; M<sub>recategoriza&#231;&#227;o</sub>=3,40; M<sub>descategoriza&#231;&#227;o</sub>=3/12).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>&#205;ndice de prefer&#234;ncia social: grupos em simetria intergrupal</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos em rela&#231;&#227;o &#224; medida de prefer&#234;ncia social revelaram dois efeitos estatisticamente significativos, designadamente um efeito principal intra-sujeitos do grupo-alvo (efeito 1) e um efeito principal inter-sujeitos do estatuto &#233;tnico do grupo (efeito 2).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, e relativamente ao primeiro deles, verificamos que os elementos do endogrupo s&#227;o globalmente mais preferidos para partilhar a tenda do que os do exogrupo, independentemente da condi&#231;&#227;o experimental e do estatuto intra-grupal dos sujeitos (M<sub>endogrupo</sub>=3,36; M<sub>exogrupo</sub>=3,12).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que toca ao efeito 2, verificamos que as crian&#231;as de baixo estatuto &#233;tnico (africanos) atribuem maior n&#237;vel de prefer&#234;ncia social a todos os participantes do que as crian&#231;as de alto estatuto (lusos), independentemente do grupo-alvo e da condi&#231;&#227;o experimental em que se encontram (M<sub>alto estatuto</sub>=3,13; M<sub>baixo estatuto</sub>=3,43).</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q3.jpg">Quadro 3</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>&#205;ndice do atribui&#231;&#227;o de recursos: grupos em simetria intergrupal</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224; medida de atribui&#231;&#227;o de recursos, apenas se encontrou um efeito principal do grupo-alvo. Assim, e independentemente da condi&#231;&#227;o experimental e do estatuto &#233;tnico dos grupos, os membros do endogrupo recebem um maior n&#250;mero de l&#225;pis comparativamente aos membros do exogrupo (M<sub>endogrupo</sub>=7,06; M<sub>exogrupo</sub>=6,37).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q4.jpg">Quadro 4</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os processos de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal em grupos em simetria intergrupal: contraste entre o processo de individua&#231;&#227;o e o processo de indu&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a hip&#243;tese sobre os processos de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal espera-se que a recategoriza&#231;&#227;o produza um aumento significativo da avalia&#231;&#227;o do exogrupo e que a descategoriza&#231;&#227;o implique uma diminui&#231;&#227;o significativa da avalia&#231;&#227;o do endogrupo, tomando como base as avalia&#231;&#245;es dos grupos-alvos na condi&#231;&#227;o de controlo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O objectivo das an&#225;lises que em seguida se apresentam &#233; o de testar a forma como a redu&#231;&#227;o do enviesamento se operou nas duas condi&#231;&#245;es experimentais consideradas (recategoriza&#231;&#227;o e descategoriza&#231;&#227;o). Para responder a esta quest&#227;o executaram-se duas an&#225;lises de vari&#226;ncia monofactoriais <i>{oneway Anova)</i> com a condi&#231;&#227;o experimental como factor independente e as medidas de avalia&#231;&#227;o social<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a> do endogrupo e do exogrupo como vari&#225;veis dependentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224; avalia&#231;&#227;o social do endogrupo, verifica-se que apenas existem diferen&#231;as significativas entre os resultados obtidos na condi&#231;&#227;o de controlo e na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o. Este resultado indica que as crian&#231;as, na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o, avaliam pior os membros do seu pr&#243;prio grupo do que as crian&#231;as na condi&#231;&#227;o de controlo (teste Scheffe <i>post hoc</i> p&#60;0,01), tendo-se, assim, registado uma diminui&#231;&#227;o significativa da avalia&#231;&#227;o do endogrupo. No que se refere &#224; avalia&#231;&#227;o do exogrupo, verificou-se a exist&#234;ncia de diferen&#231;as significativas entre os valores obtidos na condi&#231;&#227;o de controlo e na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o (teste Scheffe <i>post hoc</i> p&#60;0,001). Este resultado revela que, na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o, esta avalia&#231;&#227;o &#233; significativamente superior &#224; obtida na condi&#231;&#227;o de controlo, sendo poss&#237;vel concluir pela exist&#234;ncia de um aumento significativo da avalia&#231;&#227;o do exogrupo (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q5.jpg">quadro 5</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Apresenta&#231;&#227;o de resultados do estudo dos grupos em assimetria intergrupal (estudo 2)</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por forma a responder ao corpo de hip&#243;teses apresentado, foram efectuadas tr&#234;s <i>Manovas</i> para medidas repetidas (o grupo-alvo), com dois factores independentes &#8212; condi&#231;&#227;o experimental e estatuto &#233;tnico do grupo. Iniciaremos a apresenta&#231;&#227;o destes resultados pelo &#237;ndice de avalia&#231;&#227;o social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#205;ndice de avalia&#231;&#227;o social: grupos em assimetria intergrupal</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos com esta medida evidenciaram dois efeitos intra-sujeitos e um efeito inter-sujeitos (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q6.jpg">quadro 6</a>).</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados referentes ao efeito principal do grupo-alvo (efeito 1) indicam que o endogrupo &#233; socialmente melhor avaliado do que o exogrupo, independentemente da condi&#231;&#227;o experimental e do estatuto &#233;tnico dos grupos (M<sub>endogrupo</sub>=339; M<sub>exogrupo</sub>=3,23).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A interac&#231;&#227;o da condi&#231;&#227;o experimental com o grupo-alvo (efeito 2) qualifica o efeito principal anterior, mostrando que apenas na condi&#231;&#227;o de controlo (categoriza&#231;&#227;o) se verifica o favoritismo endogrupal (Cat<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,1 )=15,05; p=0,00). Relativamente &#224;s duas condi&#231;&#245;es experimentais (recategoriza&#231;&#227;o e descategoriza&#231;&#227;o) n&#227;o se registaram diferen&#231;as estatisticamente significativas entre as avalia&#231;&#245;es sociais do endo e do exogrupo &#091;Rec.<sub>endo-exogrupo</sub> F (1,33)=0,441; p=0,511; Desc.<sub>endo-exogrupo</sub> (1,30)=0,559; p =0,460&#093; (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04f4.jpg">figura 4</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao efeito principal inter-sujeitos da condi&#231;&#227;o experimental (efeito 3), verificamos que a avalia&#231;&#227;o social &#233;, independentemente do grupo-alvo e do estatuto &#233;tnico do grupo, superior na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o e que esta se distingue significativamente da avalia&#231;&#227;o dos sujeitos na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o (M<sub>categoriza&#231;&#227;o</sub>=3,27ab; M<sub>recategoriza&#231;&#227;o</sub>=3,51a; M<sub>descategoriza&#231;&#227;o</sub>=3,15b; teste Scheff&#233; <i>post hoc</i> p&#163;0,05).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#205;ndice de prefer&#234;ncia social</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos a partir da <i>Manova</i> realizada com esta medida apenas revelaram um efeito intra-sujeitos significativo do grupo-alvo (F<sub>grupo-alvo</sub>(1,90)=9,34; p=0,003&#093;, verificando-se, assim, que as crian&#231;as sujeitos manifestam um maior n&#237;vel de prefer&#234;ncia social pelos membros do pr&#243;prio grupo do que pelos elementos do exogrupo (M<sub>endogrupo</sub>=3,41; M<sub>exogrupo</sub>=3,16).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#205;ndice de atribui&#231;&#227;o de recursos</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos a partir da Manova realizada com esta medida revelaram dois efeitos intra-sujeitos e um efeito inter-sujeitos (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q7.jpg">quadro 7</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No que se refere ao efeito principal do grupo-alvo (efeito 1), verificamos que o n&#250;mero de recursos dados ao endogrupo &#233; significativamente superior ao atribu&#237;do aO exogrupo (M<sub>endogrupo</sub>=7,47; M<sub>exogrupo</sub>=6,22).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos a. partir do efeito de interac&#231;&#227;o dupla entre o grupo-alvo e a condi&#231;&#227;o experimental (efeito 2) qualificam os anteriores. Assim, assiste-se, na condi&#231;&#227;o de controlo, a um favoritismo endogrupal &#091;Cat &#166;endo-exogrupo (1,30)=12,13; p=0,002&#093;, n&#227;o se tendo registado diferen&#231;as entre os recursos atribu&#237;dos ao endogrupo e ao exogrupo nas condi&#231;&#245;es experimentais &#091;Rec.<sub>endo-exogrupo</sub> (1,27)=0,791; p=0,382; Desc.<sub>endo-exogrupo</sub> (1,26)=0,892; p=0,354&#093; (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04f5.jpg">figura 5</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos relativamente ao efeito de interac&#231;&#227;o tripla entre o grupo-alvo, a condi&#231;&#227;o experimental e o estatuto &#233;tnico do grupo (efeito 3) especificam ainda mais os anteriores. No que se refere ao grupo de alto estatuto (lusos), verificamos que na condi&#231;&#227;o de controlo e na recategoriza&#231;&#227;o a avalia&#231;&#227;o dos grupos-alvos n&#227;o <b>SC</b> distingue ((Cat<sub>endo-exogrupo</sub> F(1 /16) &#8212;1,91p<sup>=</sup>0,186; (Rec.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,4)=0,126; p=0,728&#093;, enquanto que na descategoriza&#231;&#227;o a avalia&#231;&#227;o do endo-grupo &#233; significativamente superior &#224; do exogrupo &#091;Desc.<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,4)*5,47; p=0,04l (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04f5.jpg">figura 5</a>). No grupo de baixo estatuto (Africanos) assiste-se a um favoritismo endogrupal na condi&#231;&#227;o de controlo e a um favoritismo exogrupal na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o &#091;Cat-cndo-exognipo F(1,4)=9,28; p=0,009; Desc.<sub>endogrupo</sub> F(1,2)=533; p=0,04&#093;, n&#227;o se tendo, no entanto, verificado diferen&#231;as entre as avalia&#231;&#245;es do endogrupo e do exogrupo na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o &#091;Rec<sub>endo-exogrupo</sub> F(1,13)=0,929; p=0,353&#093; (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04f6.jpg">Figura 6</a>).</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao efeito principal inter-sujeitos da condi&#231;&#227;o experimental, verificamos que as crian&#231;as na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o atribuem mais recursos a todos os participantes do que aquelas na condi&#231;&#227;o de controlo (teste Scheffe <i>post hoc</i>p&#60;0,Q5) e na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o ( M<sub>categoriza&#231;&#227;o</sub>=6,46b;  M<sub>recategoriza&#231;&#227;o</sub>=8,80a;  M<sub>descategoriza&#231;&#227;o</sub>=5,29b; teste Scheffe <i>post hoc</i> p&#60;0,05).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os processos de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal em grupos em assimetria intergrupal: contraste entre o processo de individua&#231;&#227;o e o processo de indu&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal como fizemos no estudo anterior, os resultados que apresentamos de seguida t&#234;m como objectivo entender se, de facto, a recategoriza&#231;&#227;o e a descategoriza&#231;&#227;o constituem diferentes formas de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal. Os resultados apresentados anteriormente permitem escolher apenas duas das medidas dependentes para a explora&#231;&#227;o destes processos, encontrando-se os grupos em situa&#231;&#227;o de assimetria intergrupal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para este efeito foram realizadas quatro an&#225;lises de vari&#226;ncia a um factor (condi&#231;&#227;o experimental), duas delas com as avalia&#231;&#245;es sociais do endogrupo e do exogrupo e as restantes para a medida de atribui&#231;&#227;o de recursos. Como podemos observar a partir dos dados apresentados no <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q8.jpg">quadro 8</a>, obtivemos resultados estatisticamente significativos em todas as an&#225;lises efectuadas.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224; avalia&#231;&#227;o social do endogrupo, verificamos que as crian&#231;as na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o avaliam pior os membros do seu pr&#243;prio grupo do que as crian&#231;as na condi&#231;&#227;o de controlo, n&#227;o se tendo registado mais diferen&#231;as estatisticamente significativas (teste Scheffe <i>post hoc</i> p&#163;0,05). J&#225; no que toca &#224; avalia&#231;&#227;o social do exogrupo as compara&#231;&#245;es planeadas revelam que as crian&#231;as na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o avaliam melhor os membros do exogrupo do que as crian&#231;as na condi&#231;&#227;o de controlo, sendo esta a &#250;nica diferen&#231;a significativa encontrada (teste Scheffe <i>post hoc</i> p&#163;0,05) (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q8.jpg">quadro 8</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Na medida atribui&#231;&#227;o de recursos ao endogrupo, verificamos que na condi&#231;&#227;o recategoriza&#231;&#227;o o processo de redu&#231;&#227;o do enviesamento significa um aumento da atrac&#231;&#227;o pelos membros do exogrupo &#091;Fcognipo (2,90)=9,17; p =0,000; teste Scheffe <i>post hoc</i> p&#225;0,001&#093;. Na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o as compara&#231;&#245;es planeadas para a avalia&#231;&#227;o do endogrupo n&#227;o produziram resultados estatisticamente significativos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o de resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O resultado mais consistente encontrado nos dois estudos e nas tr&#234;s medidas dependentes consideradas foi a produ&#231;&#227;o de um favoritismo endogrupal associado &#224; condi&#231;&#227;o categoriza&#231;&#227;o social (condi&#231;&#227;o de controlo). Independentemente do tipo de medida, do estatuto &#233;tnico do grupo e da natureza da categoriza&#231;&#227;o (experimentalmente induzida ou real), as crian&#231;as avaliam melhor, atribuem mais recursos e manifestam maior proximidade em rela&#231;&#227;o ao seu grupo do que em rela&#231;&#227;o ao exogrupo (Tajfel <i>et al,</i> 1971;Tajfel&#38;Tumer, 1979). De facto, os membros dos grupos que representaram o agregado como dois grupos distintos (como aconteceu na condi&#231;&#227;o de categoriza&#231;&#227;o) apresentaram maiores n&#237;veis de enviesamento inter-grupal, manifestando atitudes e comportamentos mais desfavor&#225;veis em rela&#231;&#227;o aos membros do exogrupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224; redu&#231;&#227;o/elimina&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, constatamos que as medidas de avalia&#231;&#227;o social e de atribui&#231;&#227;o de recursos forneceram, em ambos os estudos, resultados suficientemente consistentes para testar esta hip&#243;tese. Assim, e em ambos os estudos, a recategoriza&#231;&#227;o (identidade endogrupal comum) e a descategoriza&#231;&#227;o (individua&#231;&#227;o) foram igualmente eficazes para produzir a elimina&#231;&#227;o do enviesamento e da discrimina&#231;&#227;o intergrupais. Como vimos, as crian&#231;as nestas duas condi&#231;&#245;es produziram avalia&#231;&#245;es do endogrupo e do exogrupo suficientemente pr&#243;ximas para que a diferen&#231;a entre elas n&#227;o fosse significativa. Face a esta evid&#234;ncia emp&#237;rica n&#227;o podemos concluir que a recategoriza&#231;&#227;o &#233; a forma mais eficaz para reduzir ou eliminar o enviesamento intergrupal, mas antes que tanto a cria&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum (Gaertner <i>et al,</i> 1989; Gaertner <i>et al,</i> 1993), como a indu&#231;&#227;o de uma interac&#231;&#227;o personalizada entre os membros dos grupos (Brewer &#38; Miller, 1984), s&#227;o igualmente potentes para operar a redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal. Em suma, de acordo com as predi&#231;&#245;es do modelo da identidade endogrupal comum, as representa&#231;&#245;es do agregado enquanto grupo &#250;nico ou indiv&#237;duos separados foram capazes de alterar as atitudes e os comportamentos em rela&#231;&#227;o aos membros do endogrupo e do exogrupo (Gaertner <i>et al.,</i> 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Outra linha importante de resultados foi encontrada quando se explorou a influ&#234;ncia do estatuto &#233;tnico dos grupos na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal. Como vimos, uma das hip&#243;teses neste dom&#237;nio considerava que as crian&#231;as de alto estatuto &#233;tnico, em situa&#231;&#227;o de simetria intergrupal, recorriam tanto &#224; recategoriza&#231;&#227;o como &#224; descategoriza&#231;&#227;o para reduzir o enviesamento intergrupal, produzindo avalia&#231;&#245;es mais positivas sobre os seus pares. Sobre este assunto, e no que respeita ao estudo com grupos em simetria de estatuto &#233;tnico (estudo 1), somente na medida de avalia&#231;&#227;o social obtivemos resultados pass&#237;veis de verificar esta hip&#243;tese. Assim, verificamos que tanto as crian&#231;as de elevado estatuto (lusas) como as de baixo estatuto (africanas) recorrem a ambos os processos (recategoriza&#231;&#227;o e descategoriza&#231;&#227;o) para eliminar o enviesamento intergrupal. O que de facto distinguiu os dois grupos (elevado e baixo estatuto) foi a amplitude do enviesamento intergrupal produzido pela categoriza&#231;&#227;o (condi&#231;&#227;o de controlo), onde o enviesamento intergrupal era significativamente superior no grupo de crian&#231;as de baixo estatuto, em situa&#231;&#227;o de simetria, quando comparadas com as crian&#231;as de elevado estatuto, em situa&#231;&#227;o semelhante de interac&#231;&#227;o. Assim, os resultados obtidos v&#227;o ao encontro do previsto pela hip&#243;tese no caso das crian&#231;as lusas e n&#227;o confirmam a hip&#243;tese para as crian&#231;as Africanas, na medida em que para estas crian&#231;as se esperava que a indu&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum fosse mais eficaz na redu&#231;&#227;o/elimina&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; situa&#231;&#227;o de assimetria intergrupal, esperava-se que os membros dos grupos de estatuto &#233;tnico elevado reduzissem mais eficazmente o enviesamento intergrupal na condi&#231;&#227;o de recategoriza&#231;&#227;o (identidade endogrupal comum) do que na condi&#231;&#227;o descategoriza&#231;&#227;o (Nier <i>et al,</i> 1996, cit. em Gaertner <i>et al,</i> 2000; Nier <i>et al,</i> 1999, cit. em Gaertner &#38; Dovidio, 2000). Sobre esta quest&#227;o, e centrando-nos agora nos resultados obtidos no estudo com grupos em assimetria intergrupal (estudo 2), os resultados obtidos com as crian&#231;as de elevado estatuto revelam que a categoriza&#231;&#227;o &#233;tnica n&#227;o foi eficaz para produzir um favoritismo endogrupal. Por isso, no que se refere ao grupo de alto estatuto, os resultados foram insuficientes para testar esta hip&#243;tese.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para o grupo de baixo estatuto (africanos), em situa&#231;&#227;o de assimetria intergrupal, esperava-se que a recategoriza&#231;&#227;o (identidade endogrupal comum) fosse a forma mais eficaz de reduzir o enviesamento intergrupal, na medida em que esta n&#227;o implica a redu&#231;&#227;o ou elimina&#231;&#227;o da categoriza&#231;&#227;o, mas sim a reestrutura&#231;&#227;o das fronteiras dos grupos em tomo de uma categoria supra-ordenada. Os resultados obtidos confirmam a hip&#243;tese, na medida em que somente na recategoriza&#231;&#227;o se assistiu &#224; elimina&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal produzido pela categoriza&#231;&#227;o &#233;tnica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224;s diferen&#231;as preconizadas pela recategoriza&#231;&#227;o e pela descategoriza&#231;&#227;o na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, encontramos evid&#234;ncia emp&#237;rica suficiente para podermos concluir sobre esta mat&#233;ria. Tanto no estudo com grupos em simetria de estatuto, como no estudo com grupos em assimetria estatut&#225;ria, foi poss&#237;vel distinguir com clareza estes dois processos &#8212; descategoriza&#231;&#227;o e recategoriza&#231;&#227;o. Assim, foi poss&#237;vel confirmar que a recategoriza&#231;&#227;o reduz ou elimina o favoritismo endogrupal atrav&#233;s de uma melhor avalia&#231;&#227;o dos membros do exogrupo, enquanto que a descategoriza&#231;&#227;o reduz esse favoritismo atrav&#233;s de uma pior avalia&#231;&#227;o dos membros do endogrupo (Gaertner <i>et al.,</i> 1989; Gaertner <i>et al,</i> 1993; Gaertner <i>et al.,</i> 2000; Gaertner &#38; Dovidio, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em termos gerais, e face &#224;s evid&#234;ncias emp&#237;ricas encontradas, a categoriza&#231;&#227;o social &#8212; experimentalmente induzida e real &#8212;, como quadro te&#243;rico de refer&#234;ncia para o entendimento das rela&#231;&#245;es intergrupais, encontra, neste estudo, um lugar de destaque. De facto, os membros dos grupos que n&#227;o alteram as suas representa&#231;&#245;es apresentam, em todos os dom&#237;nios, um maior enviesamento intergrupal, quando comparados com sujeitos cujas representa&#231;&#245;es sofreram altera&#231;&#245;es (recategoriza&#231;&#227;o e descategoriza&#231;&#227;o). Para al&#233;m disto, os sujeitos com representa&#231;&#245;es em grupo &#250;nico e indiv&#237;duos separados apresentam atitudes mais equivalentes em rela&#231;&#227;o ao endo e ao exogrupo (Gaertner <i>et al,</i> 1989) e parecem, efectivamente, passar por diferentes processos na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da import&#226;ncia destes resultados, n&#227;o nos parece poss&#237;vel concluir a favor da primazia da recategoriza&#231;&#227;o como a forma mais potente de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal em crian&#231;as desta idade. O que de facto parece acontecer, nesta fase do desenvolvimento, &#233; uma equival&#234;ncia relativa entre a efic&#225;cia dos dois processos na elimina&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, donde se conclui que tanto a cria&#231;&#227;o de uma categoria supra-ordenada (Sherif, 1966) que implique a cria&#231;&#227;o de uma identidade endogrupal comum, como a mudan&#231;a da interac&#231;&#227;o social para uma forma mais individualizada ou, porventura, personalizada, assumem uma import&#226;ncia semelhante na redu&#231;&#227;o do favoritismo endogrupal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tomando em considera&#231;&#227;o a multiplicidade de resultados encontrados em torno da import&#226;ncia da recategoriza&#231;&#227;o e da descategoriza&#231;&#227;o na redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal, tanto em quadros de simetria como de assimetria de estatuto &#233;tnico, parece importante assinalar que a coopera&#231;&#227;o e o envolvimento das crian&#231;as em pr&#225;ticas que promovam positivamente o contacto constituem for&#231;as fundamentais na forma&#231;&#227;o de atitudes inter&#233;tnicas mais positivas (Slavin &#38; Madden, 1979; Slavin, 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No futuro, o desenvolvimento do estudo dos processos de redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal dever&#225; pautar-se pela extens&#227;o a dois t&#243;picos fundamentais. Em primeiro lugar, a necessidade de um novo teste ao modelo da identidade endogrupal comum, contemplando a revis&#227;o recentemente operada pelos autores (Gaertner <i>et al,</i> 2000; Gaertner &#38; Dovidio, 2000), a partir da proposta de Hewstone e Brown (1986), continuando a ancorar a import&#226;ncia dessa explora&#231;&#227;o em fases de desenvolvimento anteriores &#224; idade adulta. Em segundo lugar, a necessidade de se estudarem as potencialidades da generaliza&#231;&#227;o dos benef&#237;cios produzidos pelas v&#225;rias formas de representa&#231;&#227;o cognitiva do agregado durante a interac&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o a membros de outros exogrupos e ao longo do tempo.</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aboud, R E. (1998). <i>Health psychology in global perspective.</i> Londres: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493735&pid=S0874-2049200200020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Allport, G. W. (1954). <i>The nature of prejudice.</i> Cambridge, MA: Addison-Wesley.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Anastasio, R, Bachman, B., Gaertner, S., &#38; Dovidio, J. (1997). Categorization, recategorization and common ingroup identity. In R. Spears, P. J. Oakes, N. Ellemers &#38; S. A. Haslam (Eds.), <i>The social psychology of stereotyping and group life </i>(pp. 236-256). Oxford: Blackwell Pubs.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bachman, B. A., &#38; Gaertner, S. L. (1998). <i>The intergroup merger model: Mergers in the banking industry.</i> Manuscrito n&#227;o publicado, Sienna College.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493739&pid=S0874-2049200200020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bachman, B. A. (1993). <i>An intergroup model of organizational mergers.</i> Disserta&#231;&#227;o de doutoramento n&#227;o publicada, Dpt. of Psychology, University of Delaware, Newark, DE.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Banker, B. S., &#38; Gaertner, S. L. (1998). Achieving stepfamily harmony: an intergroup relations approach. <i>Journal of Family Psychology, 12,</i>310-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493742&pid=S0874-2049200200020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Berry, J. W. (1984). Cultural relations in plural societies. In N. Miller &#38; M. B. Brewer (Eds.), <i>Groups in contact: The psychology of desegregation</i> (pp. 11-27). Orlando, FL: Academic Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brewer, M. B., &#38; Miller, N. (1984). Beyond the contact hypothesis: Theoretical perspectives on desegregation. In N. Miller &#38; M. B. Brewer (Eds.), <i>Groups in contact: The psychology of desegregation</i> (pp. 281-302). Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493745&pid=S0874-2049200200020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brown, R. J. (1995) <i>Prejudice: Its social psychology.</i> Oxford: Blackwell Pubs.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493747&pid=S0874-2049200200020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brown, R. J., &#38; Wade, G. S. (1987). Superordinate goals and intergroup behaviour: the effects of role ambiguity and status on intergroup attitudes and task performance. <i>European Journal of Social Psychology, 17,</i>131-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493749&pid=S0874-2049200200020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cook, S. W. (1978). Interpersonal and attitudinal outcomes in cooperating interracial groups. <i>Journal of Research and Development in Education, 12,</i> 97-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493751&pid=S0874-2049200200020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cook, S. W. (1984). Cooperative interaction in multi-ethnic contexts. In N. Miller &#38; M. B. Brewer (Eds.), <i>Groups in contact: The psychology of desegregation</i> (pp. 291-302). Orlando, FL: Academic Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deschamps, J. C, &#38; Doise, W. (1978). Crossed category memberships in intergroup relations. In H. Tajfel (Ed.), <i>Differentiation between social groups: Studies in the social psychology of intergroup relations.</i> Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493754&pid=S0874-2049200200020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deschamps, J.C., &#38; Brown, R. J. (1983). Superordinate goals and intergroup conflict. <i>British Journal of Social Psychology, 22,</i> 189-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493756&pid=S0874-2049200200020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dovidio, J. R, Gaertner, S. L., &#38; Validzic, A. (1998). Intergroup bias: Status, differentiation, and a common in-group identity. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 75</i> (1), 109-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493758&pid=S0874-2049200200020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dovidio, J. R, Gaertner, S. L., Isen, A. M., Rust, M., &#38; Guerra, P. (1998). Positive affect, cognition, and the reduction of intergroup bias. In C. Sedikides, J. Schopler &#38; C. A. Insko. <i>Intergroup cognition and intergroup behavior</i> (pp. 337-366). Londres: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493760&pid=S0874-2049200200020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dovidio, J. R, Gaertner, S. L., Validzic, A., Matoka, K., &#38; Johnson, B. (1997). Extending the benefits of recategorization: Evaluations, self-disclosure, and helping. <i>Journal of Experimental Social Psychology, 33,</i>401-420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493762&pid=S0874-2049200200020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dovidio, J. R, Gaertner, S. L., Isen, A. M., &#38; Lowrance, R. (1995). Group representations and intergroup bias: positive affect, similarity, and group size. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 21 (8),</i> 856-865.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493764&pid=S0874-2049200200020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S, L., &#38; Dovidio, J. F. (1986). Prejudice, discrimination and racism: Problems, progress and promise. In J. F. Dovidio &#38; S. L. Gaertner (Eds.), <i>Prejudice, discrimination and racism</i> (pp. 315-332). Orlando, FL: Academic Press.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S., &#38; Dovidio, J. (2000). <i>Reducing intergroup bias: The common ingroup identity model.</i> Filad&#233;lfia, PA: Psychology Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Dovidio, J. R, Anastasio, P. A., Bachman, B. A., &#38; Rust, M. C. (1993). The common ingroup identity model: Recategorization and the reduction of intergroup bias. <i>European Review of Social Psychology, 4,</i>1-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493768&pid=S0874-2049200200020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Dovidio, J. F., &#38; Bachman, B. A. (1996). Revisiting the contact hypothesis: The induction of a common ingroup identity. <i>International Journal of Inter cultural Relations, 20</i> (3-4), 271-290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493770&pid=S0874-2049200200020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Dovidio, J. R, Nier, J. A., Banker, B. S., Ward, C. M., Houlette, M., &#38; Loux, S. (2000). The common ingroup identity model for reducing intergroup bias: progress and chalenges. In D. Cappoza &#38; R. Brown (Eds.), <i>Social identity processes: Trends in theory and research</i> (pp. 133-148). Londres: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493772&pid=S0874-2049200200020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Dovidio, J. R, Rust, M. C., Nier, J. A., Banker, B. S., Ward, C. M., Mottola, G. R., &#38; Houlette, M. (1999). Reducing intergroup bias: Elements of intergroup cooperation. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 76</i> (3), 388-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493774&pid=S0874-2049200200020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Mann, J. A., Dovidio, J. R, Murrell, A. J., &#38; Pomare, M. (1990). How does cooperation reduce intergroup bias? <i>Journal of Personality and Social Psychology, 59 </i>(4), 692-704.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493776&pid=S0874-2049200200020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Rust, M. C., &#38; Dovidio, J. F. (1998). <i>The value of superordinate identity for reducing intergroup bias.</i> Manuscrito n&#227;o publicado, University of Delaware, Newark,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493778&pid=S0874-2049200200020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> DE.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Rust, M. C., Dovidio, J. F., Bachman, B. A., &#38; Anastasio, P. A. (1996). The contact hypothesis: The role of a common ingroup identity on reducing intergroup bias among majority and minority group members. In J. L. Nye &#38; A. M. Brower (eds.), <i>What&#39;s social about social cognition?</i> (pp. 230-360). Newbury Park, CA: Sage.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Rust, M. C., Dovidio, J. R, Bachman, B. A., &#38; Anastasio, P. A. (1994). The contact hyphothesis: The role of a common ingroup identity on reducing intergroup bias. <i>Small Group Research, 25</i> (2), 224-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493781&pid=S0874-2049200200020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S. L., Mann, J., Murrel, A., &#38; Dovidio, J. (1989). Reducing intergroup bias: The benefits of categorization. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 57</i> (2), 239-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493783&pid=S0874-2049200200020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harrington, H., &#38; Miller, N. (1995). Do group motives differ from individual motives? Considerations regarding process distinctiveness. In M. A. Hogg &#38; D. Abrams (Eds.), <i>Group motivation: Social psychological perspectives</i> (pp. 149-172). Londres, UK: Harvester Wheatsheaf.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493785&pid=S0874-2049200200020000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hewstone, M. (1996). Contact and categorization: Social psychological interventions to change intergroup relations. In C. N. Macrae, C. Stangor &#38; M. Hewstone (Eds.), <i>Stereotypes and stereotyping</i> (pp. 323-368). Nova Iorque: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493787&pid=S0874-2049200200020000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hewstone, M., &#38; Brown, R. J. (1986). Contact is not enough: An intergroup perspective on the contact hypothesis. In M. Hewstone &#38; R. Brown (Eds.), <i>Contact and conflict in intergroup encounters.</i> Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493789&pid=S0874-2049200200020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Johnson, D. W, &#38; Johnson, F. R (1975). <i>Joining together: Group theory and group skills.</i> Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kafati, G. (1999). <i>Assessing the intergroup climate at Colgate University.</i> Manuscrito n&#227;o publicado, Dept, of Psychology, Colgate University, Hamilton, NY.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493792&pid=S0874-2049200200020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marcus-Newhall, A., Miller, N., Holtz, R., &#38; Brewer, M. B. (1993). Cross-cutting category membership with role assignment: A means of reducing intergroup bias. <i>British Journal of Social Psychology, 32,</i>125-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493794&pid=S0874-2049200200020000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Miller, N., &#38; Davidson-Podgorney, F. (1987). Theoretical models of intergroup relations and the use of cooperative teams as an intervention for desegregated settings. In C. Hendrick (ed.), <i>Group processes and Intergroup Relations: Review of Personality and Social Psychology</i> (vol. 9). Beverly Hills, CA: Sage Publications.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Miller, N., &#38; Harrington, H. J. (1990). A model of social category salience for intergroup relations: Empirical tests of relevant variables. In P. J. D. Drenth, J. A. Sergent &#38; R. J. Takens (Eds.), <i>European Perspectives in Psychology</i> (vol. 3, pp. 205-220). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493797&pid=S0874-2049200200020000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Miller, N., Brewer, M. B., &#38; Edwards, K. (1985). Cooperative interaction in desegregated settings: A laboratory analog. <i>Journal of Social Issues, 41</i> (3), 63-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493799&pid=S0874-2049200200020000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nier, J., Rust, M. C, Ward, C. M., &#38; Gaertner, S. L. (1996). <i>Changing interracial attitudes and behavior: The effects of a common ingroup identity.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493801&pid=S0874-2049200200020000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na Eastern Psychological Association Convention, Filad&#233;lfia, EUA.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pettigrew, T. F. (1971). <i>Racially separate or together?</i> Nova Iorque: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493803&pid=S0874-2049200200020000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M., &#38; Horwitz, M. (1969). Arousal of ingroup-outgroup bias by a chance win or loss. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 13,</i> 269-277.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493805&pid=S0874-2049200200020000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rich, Y., Kedem, P, &#38; Shl&#233;singer, A. (1995). Enhancing intergroup relations among children: A field test of the Miller-Brewer Model. <i>International Journal of Intercultural Relations, 19</i> (4), pp. 539-553.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493807&pid=S0874-2049200200020000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sh&#233;rif, M. (1966). <i>Group conflict and co-operation: Their social psychology.</i> Londres: Routledge and Kegan Paul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493809&pid=S0874-2049200200020000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sh&#233;rif, M., Harvey, O. J., White, B. J., Hood, W. R., &#38; Sh&#233;rif, C. W. (1961). <i>Intergroup conflict and cooperation: The Robbers Cave experiment.</i> Norman, OK: University of Oklahoma Book Exchange.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Slavin, R. E., &#38; Madden, N. A. (1979). School practices that improve social relations. <i>American Education Research Journal, 16,</i> 169-180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493812&pid=S0874-2049200200020000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Slavin, R. E. (1985). Enhancing intergroup relations in schools: Cooperative learning and other strategies. In W. D. Harley &#38; A. W. Jackson (Eds.), <i>Toward a common destiny: Improving race and ethnic relations in America</i> (pp. 291-314). S&#227;o Francisco: Jossey-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493814&pid=S0874-2049200200020000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Snider, K., &#38; Dovidio, J. F. (1996). <i>A survey of the racial climate at Indiana State University.</i> Institutional Research and Testing, Indiana State University, Terra Haute,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493816&pid=S0874-2049200200020000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> IN.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1972). La cat&#233;gorisation sociale. In S. Moscovici (Ed.), <i>Introduction &#224; la Psychologie Sociale</i> (vol. I). Paris: Larousse.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493818&pid=S0874-2049200200020000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1978). <i>Differentiation between social groups: Studies in the social psychology of intergroup relations.</i> Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493820&pid=S0874-2049200200020000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1982). <i>Social Identity and intergroup relations.</i> Londres: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493822&pid=S0874-2049200200020000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., &#38; Turner, J. C. (1979). An integrative theory of intergroup conflict. In W. G. Austin &#38; S. Worchel (Eds.), <i>The social psychology of intergroup relations</i> (pp. 33-48). Monterey, CA: Brooks/Cole.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., &#38; Turner, J. C. (1986). The social identity theory of intergroup behaviour. In S. Worchel &#38; W. G. Austin (Eds.), <i>Psychology of intergroup relations</i> (pp. 7-24). 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Devaluation by children of their own national or ethnic group: Two case studies. <i>British Journal of Social and Clinical Psychology, 9,</i>232-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493829&pid=S0874-2049200200020000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., Nemeth, C., Jahoda, G., Campbell, J. D., &#38; Johnson, N. B. (1970). The development of children&#39;s preference for their own country: A cross-national study. <i>International Journal of Psychology, 5,</i>245-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493831&pid=S0874-2049200200020000400055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C., &#38; Brown, R. (1978). Social status, cognitive alternatives and intergroup relations. In H. Tajfel (Ed.), <i>Differentiation between social groups: Studies in the social psychology of intergroup relations.</i> Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493833&pid=S0874-2049200200020000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Wilder, D. A. (1981). Perceiving persons as a group: Categorization and intergroup relations. In D. L. Hamilton (Ed.), <i>Cognitive processes in stereotyping and intergroup behavior</i> (pp. 213-257). Hillsdale, NJ: Laurence Erlbaum Associates.</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Os estudos apresentados neste artigo foram co-financiados pela Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e Tecnologia ao abrigo do Programa PRAXIS XXI (PCSH/P/PSI/83/96) e pelo Laborat&#243;rio Nacional de Engenharia Civil.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Os itens em que os participantes avaliaram a interac&#231;&#227;o foram os seguintes: cooperativa, amig&#225;vel, conflituosa, pr&#243;xima, agrad&#225;vel, de confian&#231;a, frustrante, bem sucedida, honesta e &#250;til (escalas de Likert de 7 posi&#231;&#245;es).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a><i>Priming,</i> termo associado a detonador, ou que prepara para a ac&#231;&#227;o, que desencadeia, que activa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>O total de crian&#231;as considerado no primeiro estudo foi de 144, mas atendendo &#224; inefic&#225;cia da manipula&#231;&#227;o experimental em 7 deles, a an&#225;lise de resultados apenas se refere a 137. O total de crian&#231;as considerado no segundo estudo foi de 108, mas pela mesma raz&#227;o em 7 delas, a an&#225;lise de resultados apenas se refere a 101. As idades destas crian&#231;as estavam compreendidas entre os 9 e os 11 anos de idade, de modo a excluir crian&#231;as com insucesso escolar anterior.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>No estudo com simetria de estatuto os grupos eram constitu&#237;dos por 6 crian&#231;as lusas ou por 6 crian&#231;as africanas. No estudo sobre a assimetria de estatutos os grupos eram formados por 3 crian&#231;as lusas e 3 crian&#231;as africanas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>A caixa continha dez cart&#245;es com as ilustra&#231;&#245;es dos objectos, designadamente, uma tenda, medicamentos, cordas, uma garrafa de &#225;gua, roupa, livros, loi&#231;a, mala, uma lanterna e um rel&#243;gio. A selec&#231;&#227;o destes objectos foi feita com base num estudo anterior onde se pediu a 143 crian&#231;as da mesma faixa et&#225;ria a frequentarem o 4.&#176; ano de escolas p&#250;blicas de Lisboa que indicassem os 5 objectos mais importantes para levar para uma ilha deserta para se poder sobreviver durante alguns dias. Da listagem de objectos mais escolhidos seleccionaram-se os dez referidos como mais importantes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>A tarefa experimental utilizada neste estudo constitui uma adapta&#231;&#227;o do <i>winter survival problem</i> (Jonhson &#38; Jonhson, 1975) em que se pretendia que cada grupo escolhesse, entre dez objectos, os cinco mais importantes para levar num barco pequeno para uma ilha deserta.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>No estudo com grupos em simetria intergrupal as cores das etiquetas utilizadas por cada um dos tr&#234;s membros dos subgrupos eram azuis <i>vs.</i> vermelhas. No estudo com grupos em assimetria intergrupal o subgrupo de crian&#231;as africanas utilizava etiquetas castanhas e o subgrupo de crian&#231;as lusas utilizava etiquetas beges.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Em ambos os estudos calculou-se o coeficiente de consist&#234;ncia interna para a m&#233;dia dos atributos para o endogrupo e o exogrupo em conjunto (estudo 1: a = 0,72; estudo 2: a = 0,71&#093;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a>A distribui&#231;&#227;o das vari&#225;veis &#233; pr&#243;xima da normal (estudo 1 &#8212; recursos endogrupo: M=7, 22; d.p.= 4,4; recursos exogrupo: M=6,65; d.p.=4,23; estudo 2 &#8212; recursos endogrupo: M=16,18; d.p.=12,57; recursos do exogrupo: M=18,78; d.p.=12,49).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a>Utilizou-se a medida de avalia&#231;&#227;o social dado que apenas nela se encontraram resultados significativos a prop&#243;sito da redu&#231;&#227;o do enviesamento intergrupal nas duas condi&#231;&#245;es experimentais (cfr. <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a04q2.jpg">quadro 2</a>). Este mesmo crit&#233;rio ser&#225; utilizado no ponto referente ao contraste entre os processos de redu&#231;&#227;o do preconceito no estudo com grupos em assimetria intergrupal (estudo 2).</font></p>       
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