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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estatuto, identidade Étnica e percepção de variabilidade nas crianças]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Statute, ethnic identity and perceived variability in children]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The main purpose of this study was to address the moderator role of the identification level with the ethnic ingroup on the relationship between the ethnic status of the groups and the relative ingroup and outgroup variability in children, nine to ten years old White and Black children distributed white and black faces along four general dimensions used to characterize children in general. The research design was 2 status x 2 identification level x 2 target group. It was found a main effect of target group: both white and black children perceived more variability in the white than in the black target group. In addition, a three way interaction showed that black children perceptions of variability are influenced by their level of identification while white children are not. Black children with high identification display an ingroup homogeneity effect and black children with moderate identification do not differentiate the groups. These results are discussed within the framework of motivational perspectives of perceived variability.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Percepção de variabilidade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Estatuto, identidade &#201;tnica e percep&#231;&#227;o de variabilidade nas crian&#231;as</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Statute, ethnic identity and perceived variability in children</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Carla Mouro<sup>*</sup>; Maria Benedicta Monteiro<sup>**</sup>; Ana Guinote<sup>***</sup></b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Departamento de Psicologia Social e das Organiza&#231;&#245;es, ISCTE.</font></p>               <p><font face="Verdana" size="2"><sup>**</sup>Departamento de Psicologia Social e das Organiza&#231;&#245;es e Centro de Investiga&#231;&#227;o e de Interven&#231;&#227;o Social, ISCTE. </font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>***</sup>Centro de Investiga&#231;&#227;o e de Interven&#231;&#227;o Social, ISCTE.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O objectivo do estudo consistiu em averiguar o papel moderador do n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o com o grupo na rela&#231;&#227;o entre o estatuto (assim&#233;trico) dos grupos e a percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal. Este estudo foi realizado com crian&#231;as de nove e dez anos, brancas e negras, a frequentar escolas com maioria de crian&#231;as brancas. O desenho factorial consistiu em 2 estatuto &#233;tnico x 2 n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o x 2 grupo-alvo, sendo o &#250;ltimo factor intra-sujeitos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A percep&#231;&#227;o de variabilidade foi medida atrav&#233;s da adapta&#231;&#227;o da tarefa de distribui&#231;&#227;o de Linville <i>et al.</i> (1989), de onde resultaram duas medidas de variabilidade, a vari&#226;ncia e a amplitude. Os resultados confirmaram as hip&#243;teses de partida: verificou-se um efeito principal do grupo-alvo avaliado, sendo o grupo das crian&#231;as brancas &#233; percebido como sendo constitu&#237;do por elementos mais diferenciados do que o grupo das crian&#231;as negras. O estatuto &#233;tnico, o grupo-alvo e o n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o interagem mostrando que, quando &#233; o grupo de baixo estatuto (negro) a avaliar, as suas percep&#231;&#245;es dos grupos-alvos diferem consoante o seu grau de identifica&#231;&#227;o &#233;tnica. As crian&#231;as negras com elevada identifica&#231;&#227;o &#233;tnica percebem o seu grupo como mais homog&#233;neo do que o das crian&#231;as brancas, enquanto que as crian&#231;as negras com moderada identifica&#231;&#227;o &#233;tnica percebem ambos os alvos com o mesmo grau de variabilidade. Os resultados s&#227;o discutidos no &#226;mbito da teoria da identidade social e sugerem-se linhas de investiga&#231;&#227;o que tenham em conta a import&#226;ncia das identidades m&#250;ltiplas para estes processos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Percep&#231;&#227;o de variabilidade, identidade &#233;tnica, rela&#231;&#245;es intergrupais, estatutos assim&#233;tricos, psicologia social do desenvolvimento.</font></p>          <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"> The main purpose of this study was to address the moderator role of the identification level with the ethnic ingroup on the relationship between the ethnic status of the groups and the relative ingroup and outgroup variability in children, nine to ten years old White and Black children distributed white and black faces along four general dimensions used to characterize children in general. The research design was 2 status x 2 identification level x 2 target group. It was found a main effect of target group: both white and black children perceived more variability in the white than in the black target group. In addition, a three way interaction showed that black children perceptions of variability are influenced by their level of identification while white children are not. Black children with high identification display an ingroup homogeneity effect and black children with moderate identification do not differentiate the groups. These results are discussed within the framework of motivational perspectives of perceived variability.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tem-se tomado cada vez mais saliente, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, que a composi&#231;&#227;o da sociedade portuguesa, principalmente nas zonas mais cosmopolitas, est&#225;, &#224; semelhan&#231;a do que acontece em v&#225;rios pa&#237;ses da Europa, cada vez mais marcada por uma crescente diversidade cultural. Essa tend&#234;ncia de pluralidade de etnias ou culturas atinge n&#227;o apenas o mercado de trabalho, mas tamb&#233;m as escolas portuguesas. O presente estudo pretende investigar um dos processos intervenientes nas rela&#231;&#245;es intergrupais, a percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal, ou seja, a forma como percebemos os elementos de um grupo como sendo mais semelhantes (&#34;s&#227;o todos iguais) ou mais diferenciados entre si (somos todos diferentes uns dos outros&#34;). Coloca-se aqui o foco sobre as rela&#231;&#245;es inter&#233;tnicas, e mais especificamente entre crian&#231;as brancas e negras que frequentam o ensino b&#225;sico p&#250;blico. Estudos nesta &#225;rea t&#234;m revelado um pouco por todo o mundo que as crian&#231;as minorit&#225;rias, com estatuto baixo, mesmo sendo j&#225; imigrantes de segunda gera&#231;&#227;o (o que significa, por exemplo, no caso portugu&#234;s, que nasceram j&#225; em Portugal), t&#234;m percep&#231;&#245;es mais desfavorecidas do seu grupo do que do grupo que as &#34;acolhe&#34;, e t&#234;m uma identidade menos positiva com o seu grupo do que as crian&#231;as maiorit&#225;rias de alto estatuto. Por sua vez, as crian&#231;as de alto estatuto tendem a favorecer o seu grupo (replicando o que est&#225; socialmente definido). A forma como a percep&#231;&#227;o de variabilidade afecta estas percep&#231;&#245;es tem sido pouco estudada, assim como a sua rela&#231;&#227;o com factores psicossociais que condicionam tamb&#233;m as rela&#231;&#245;es inter&#233;tnicas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A identidade social e a percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal t&#234;m sido estudadas de forma relativamente independente (quer em grupos naturais, quer em grupos m&#237;nimos), embora a teoria da identidade social (TIS) de Tajfel (1978) considere que este &#233; um processo sociocogmtivo que interfere directamente na categoriza&#231;&#227;o social. Na &#250;ltima d&#233;cada, este modelo foi reintroduzido nos estudos sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade, procurando-se comprovar que &#233; afectado mais por factores cognitivo-motivacionais, como o grau de identifica&#231;&#227;o com o grupo, ou de contexto social, como o estatuto dos grupos na rela&#231;&#227;o (<i>e.g.</i> Simon &#38; Pettigrew, 1990; Doosje, Spears, Ellemers &#38; Koomen, 1999), do que, por exemplo, pela natureza do grupo avaliado (endogrupo <i>vs.</i> exogrupo, <i>e.g.</i> Park &#38; Judd, 1990). Partindo da articula&#231;&#227;o entre processos sociocognitivos e condi&#231;&#245;es sociais, propomo-nos contribuir para a an&#225;lise da rela&#231;&#227;o entre a identidade social e a percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal de grupos socialmente relevantes num cen&#225;rio social de rela&#231;&#245;es entre grupos com estatutos assim&#233;tricos, procurando contribuir simultaneamente para uma melhor compreens&#227;o do modelo da TIS.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal, isto &#233;, o grau em que percebemos membros de um grupo como diferentes entre si, tem sido uma das &#225;reas actualmente mais estudadas no dom&#237;nio dos estere&#243;tipos e das rela&#231;&#245;es intergrupais. O interesse por esta &#225;rea de investiga&#231;&#227;o aumentou a partir dos anos 80, momento em que alguns resultados experimentais mostraram que os grupos sociais n&#227;o s&#227;o apenas representados por prot&#243;tipos, ou seja, pela tend&#234;ncia central ou m&#233;dia das caracter&#237;sticas dos membros do grupo, mas tamb&#233;m por informa&#231;&#227;o relativa &#224; variabilidade percebida em rela&#231;&#227;o aos elementos desse grupo <i>{e.g.</i> Park &#38; Rothbart, 1982; ver Guinote, 1999a).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A acentua&#231;&#227;o de contrastes entre est&#237;mulos pertencentes a diferentes categorias pode ser considerada como um aspecto b&#225;sico do processamento de informa&#231;&#227;o humano. Na sequ&#234;ncia da teoria da forma, alguns investigadores, e particularmente Tajfel e Wilkes (1963), estudaram as caracter&#237;sticas deste processo. As diferen&#231;as quantitativas entre est&#237;mulos pertencentes a duas categorias diferentes s&#227;o acentuadas quando a divis&#227;o categorial est&#225; sistematicamente relacionada com os aspectos que est&#227;o a ser julgados (diferencia&#231;&#227;o intercategorial ou intergrupal). A acentua&#231;&#227;o de semelhan&#231;as dos est&#237;mulos pertencentes &#224; mesma categoria social tamb&#233;m &#233; predita pelo modelo de diferencia&#231;&#227;o categorial, sendo denominado este efeito de acentua&#231;&#227;o de semelhan&#231;as intracategoriais ou intra-grupais. Tajfel (1959; Tajfel, Seikh &#38; Gardner, 1964, cit. em Doise &#38; Lorenzi-Cioldi, 1989) aplicou directamente este modelo de acentua&#231;&#227;o dos contrastes aos ju&#237;zos relativos a semelhan&#231;as e diferen&#231;as entre grupos &#233;tnicos. Tajfel <i>et al.</i> (1964) efectuaram uma experi&#234;ncia em que os participantes procediam &#224; avalia&#231;&#227;o de grupos &#233;tnicos atrav&#233;s de um diferenciador sem&#226;ntico; os resultados mostraram que os membros de cada grupo &#233;tnico eram percebidos como mais parecidos entre si (partilhavam as mesmas caracter&#237;sticas) quando se tratava de atributos que faziam parte do estere&#243;tipo do grupo. Deschamps e Doise verificaram, atrav&#233;s de um conjunto de pesquisas (Deschamps, 1984; Deschamps &#38; Doise, 1978; Doise, Deschamps &#38; Meyer, 1978), os pressupostos deste modelo, concluindo que a acentua&#231;&#227;o das semelhan&#231;as intragrupais percebidas acontece em paralelo com a acentua&#231;&#227;o das diferen&#231;as intergrupais percebidas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Posteriormente, a pesquisa sobre os processos respons&#225;veis por este fen&#243;meno foi-se organizando em perspectivas mais cognitivistas ou mais motivacionais (v. revis&#227;o de literatura de Devos, Comby &#38; Deschamps, 1996). As diferentes abordagens segundo as quais tem sido estudada a percep&#231;&#227;o de variabilidade podem, portanto, ser organizadas essencialmente em dois grupos, tomando em considera&#231;&#227;o que n&#227;o s&#227;o necessariamente estanques:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">a) cognitivas: nas quais se destacam as explica&#231;&#245;es relativas &#224; familiaridade diferenciadora (Linville, Fischer &#38; Salovey, 1989) e as diferen&#231;as no processamento de informa&#231;&#227;o (Judd e Park, 1988);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">b) motivacionais: das quais se podem salientar as pesquisas relativas &#224; influ&#234;ncia da necessidade de uma identidade social positiva (Tajfel &#38; Turner, 1986), de assegurar a previsibilidade do exogrupo (Stephan, 1977), ou de justificar comportamentos discriminat&#243;rios e de proteger o eu relativamente a estes (Wilder, 1984).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A distin&#231;&#227;o entre as duas abordagens &#233; facilmente apreendida: nas abordagens cognitivas, os sujeitos lidam com a informa&#231;&#227;o de acordo com as suas capacidades e expressam julgamentos com base na informa&#231;&#227;o que possuem; nas abordagens motivacionais, os sujeitos s&#227;o orientados pelas suas percep&#231;&#245;es e fazem julgamentos de valor estrat&#233;gico. Esta diferencia&#231;&#227;o &#233; importante tamb&#233;m ao n&#237;vel dos resultados obtidos pelas diferentes abordagens: &#233; que, segundo a perspectiva cognitivista, existe um efeito universal, o Efeito de homogeneidade do exogrupo (Park &#38; Rothbart, 1982), que consiste na percep&#231;&#227;o de menor variabilidade do exogrupo que do endogrupo, considerando os membros do outro grupo como mais semelhantes entre si que os do pr&#243;prio grupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As abordagens motivacionais s&#227;o inspiradas nos modelos cl&#225;ssicos sobre motiva&#231;&#245;es e t&#234;m encontTado o efeito oposto ao da corrente anterior, ou seja, um efeito de homogeneidade do endogrupo. Uma das motiva&#231;&#245;es mais frequentemente citadas para explicar os ju&#237;zos de variabilidade &#233; a orienta&#231;&#227;o para uma identidade social positiva (Tajfel &#38; Turner, 1986). Nesta abordagem, essa identidade social positiva decorre das compara&#231;&#245;es que os membros dos grupos fazem entre o endogrupo e o exogrupo, diferenciando positivamente o endogrupo (Tajfel <i>et al,</i> 1971).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A identidade social &#233; definida como &#34;a parte do autoconceito de um indiv&#237;duo que deriva do seu conhecimento da perten&#231;a a um grupo social juntamente com o valor e significado emocional vinculado a essa perten&#231;a&#34; (Tajfel, 1978a: 63). A TIS pressup&#245;e que as pessoas procuram ter uma identidade social positivamente valorizada. Uma vez que este valor &#233; estabelecido atrav&#233;s da compara&#231;&#227;o com outros grupos sociais relevantes, pressup&#245;e-se tamb&#233;m que as pessoas tentam diferenciar o seu grupo dos outros grupos numa direc&#231;&#227;o valorizada em termos positivos. Em quest&#245;es de hierarquia de estatuto social, quanto mais elevado o estatuto de um grupo, maior o seu contributo para a identidade social positiva dos seus membros. De acordo com a TIS (Tajfel, 1978b), as minorias imigrantes, por terem, cm geral, na sociedade &#34;de acolhimento&#34;, um estatuto social mais baixo, t&#234;m menos poder e menor controlo sobre a situa&#231;&#227;o do que as pessoas a&#237; residentes, e podem, por isso, apresentar uma identidade social negativa nessa dimens&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Partindo de uma abordagem motivacional, considera-se que &#34;a percep&#231;&#227;o de variabilidade n&#227;o &#233; um produto cognitivo invari&#225;vel do &#39;hardware&#39; humano&#34; (Simon, 1992: 18), mas antes um processo socialmente mediado, constituinte do processo de estereotipia. Ao discutir a rela&#231;&#227;o entre a identifica&#231;&#227;o com um grupo e a estereotipia. Turner (1981) defende que &#34;The cognitive output of a functioning social identification is, in a nutshell, stereotypic perception&#34; (p. 29). A natureza social da estereotipia, e consequentemente da variabilidade percebida, resulta da partilha dos estere&#243;tipos por grupos de pessoas num contexto socialmente relevante.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A pesquisa em rela&#231;&#245;es intergrupais tem mostrado que a percep&#231;&#227;o e o comportamento intergrupal s&#227;o condicionados por vari&#225;veis socioestruturais, como o estatuto, poder e tamanho relativo dos grupos considerados (<i>e.g.</i> Sachdev &#38; Bourhis, 1991). Simon e Brown (1987), por seu lado, examinam os efeitos do tamanho relativo dos grupos sobre os julgamentos de variabilidade. Fazer parte de um grupo minorit&#225;rio parece amea&#231;ar a auto-estima dos sujeitos. Uma possibilidade de responder a esta amea&#231;a &#233; aumentar a homogeneidade, pois, ao faz&#234;-lo, criam maior solidariedade com o endogrupo. Os sujeitos que pertencem ao grupo maiorit&#225;rio n&#227;o sentem amea&#231;ada a sua auto-estima e tendem a enfatizar a sua heterogeneidade <i>(e.g.</i> Simon &#38; Pettigrew, 1990; Simon, Kulla &#38; Zobel, 1995). Algumas investiga&#231;&#245;es sobre o preconceito &#233;tnico contribuem para esta ideia, mostrando que os membros de grupos &#233;tnicos maiorit&#225;rios, para quem a etnia &#233; uma fonte importante de identidade, t&#234;m maior tend&#234;ncia para acentuar a percep&#231;&#227;o de semelhan&#231;a dos membros do grupo minorit&#225;rio <i>(e.g.</i> Secord, Bevan &#38; Katz, 1956; Tajfel, Sheikh &#38; Gardner, 1964, cit. em Kelly, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O facto de as percep&#231;&#245;es de maior homogeneidade dos grupos desfavorecidos e de maior heterogeneidade dos grupos favorecidos serem partilhadas pelos dois grupos mostram que estes resultados reflectem que as categoriza&#231;&#245;es n&#227;o ocorrem num contexto social vazio. Simon (1992) argumenta ainda que os estere&#243;tipos socialmente partilhados s&#227;o importantes co-determinantes da homogeneidade que se atribui aos grupos avaliados. Neste sentido, Simon, Gl&#227;ssner-Bayerl e Stratenwerth (1991) verificaram que a partilha de estere&#243;tipos sociais (neste estudo, relativos a heterossexuais e homossexuais do sexo masculino) &#233; acompanhada pela partilha do grau de variabilidade percebida relativamente a esses grupos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Surgem, assim, padr&#245;es de diferencia&#231;&#227;o mais complexos, quando consideramos o estatuto relativo dos grupos em interac&#231;&#227;o. Parece prov&#225;vel que a procura de distintividade interpessoal dependa das posi&#231;&#245;es individuais na rede de rela&#231;&#245;es intergrupais: os membros de grupos dominantes consideram-se individualmente como ponto de refer&#234;ncia, percebem-se como indiv&#237;duos &#250;nicos e n&#227;o procuram definir-se a partir da perten&#231;a grupai. Por outro lado, os membros de grupos dominados definem-se e s&#227;o definidos pelos outros mais em termos das categoriza&#231;&#245;es sociais impostas sobre eles (Deschamps, 1982). A procura de diferencia&#231;&#227;o endo-grupal &#233;, portanto, mais forte para os membros de grupos dominantes e ser&#225; posta em pr&#225;tica quando essa afilia&#231;&#227;o grupai for tornada saliente. Nesta linha, Lorenzi-Cioldi (1988) prop&#245;e uma abordagem da categoriza&#231;&#227;o social que toma em considera&#231;&#227;o as assimetrias sociais e distingue entre diferentes tipos de grupos: grupos dominantes ou &#34;colec&#231;&#227;o&#34;, categorias sociais constitu&#237;das por indiv&#237;duos que se percebem como distintos uns dos outros; e grupos dominados ou &#34;agregados&#34;, constitu&#237;dos por indiv&#237;duos que se definem em termos hol&#237;sticos que os distinguem dos outros grupos, enquanto salientam a semelhan&#231;a dos membros do endogrupo ao n&#237;vel pessoal. As pesquisas conduzidas por Lorenzi-Cioldi (1988; 1993; 1998) e Cabecinhas (1994) evidenciam este efeito do grupo-alvo, contrariando a perspectiva de que a percep&#231;&#227;o de homogeneidade depende apenas dos processos cognitivos do observador (Park &#38; Judd, 1990).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Efeitos do contexto e da identifica&#231;&#227;o sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cabecinhas (1994) e Guinote (1999b), em estudos sobre percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal, verificam que os grupos minorit&#225;rios imigrantes de origem africana (angolanos) s&#227;o vistos por si pr&#243;prios e pelos portugueses como um grupo mais homog&#233;neo do que os grupos de portugueses. Simon e colegas verificaram tamb&#233;m que grupos minorit&#225;rios e grupos de estatuto inferior (Simon &#38; Pettigrew, 1990; Simon &#38; Hamilton, 1994) apresentam um maior grau de identifica&#231;&#227;o com o seu grupo e percebem o pr&#243;prio grupo como mais homog&#233;neo que o exogrupo (maiorias e grupos com estatuto superior, respectivamente).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainda no mesmo sentido, Guinote (2001) analisou as percep&#231;&#245;es de variabilidade de um grupo (portugueses) em contexto migrat&#243;rio (imigrantes na Alemanha) e n&#227;o migrat&#243;rio (residentes em Portugal), encontrando um efeito do contexto nas percep&#231;&#245;es do exogrupo (alem&#227;es). Assim, o exogrupo &#233; visto como mais heterog&#233;neo quando o endogrupo est&#225; em contexto migrat&#243;rio, o que a autora explica atrav&#233;s de uma maior necessidade de adapta&#231;&#227;o a um diferente contexto social do grupo imigrado, que leva a prestar uma aten&#231;&#227;o individualizada aos membros do grupo de acolhimento. Guinote verificou tamb&#233;m que os portugueses apresentavam um maior grau de identifica&#231;&#227;o com o seu grupo em contexto migrat&#243;rio do que em contexto nacional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No &#226;mbito de uma revis&#227;o de literatura recente sobre os antecedentes da percep&#231;&#227;o de variabilidade, Voei (2000) defende que a sali&#234;ncia de diferentes n&#237;veis de identidade (pessoal <i>vs.</i> social) contribui para se encontrarem diferen&#231;as na percep&#231;&#227;o de variabilidade: quando a identidade pessoal est&#225; mais saliente, &#233; mais prov&#225;vel que se encontre um efeito de homogeneidade do exogrupo: se, por outro lado, &#233; a identidade social que est&#225; mais saliente, ent&#227;o &#233; prov&#225;vel que surja um efeito de homogeneidade do endogrupo. Estes pressupostos s&#227;o corroborados pela pesquisa existente, no entanto devem ser tidas em conta outras vari&#225;veis que t&#234;m um papel relevante nesta perspectiva: a natureza dos grupos (naturais ou laboratoriais), o tamanho relativo dos grupos (maioria, minoria, mesmo tamanho) e as dimens&#245;es de an&#225;lise espec&#237;ficas a cada pesquisa (tipicalidade e/ou val&#234;ncia dos atributos, grau de identifica&#231;&#227;o com o grupo, estatuto dos grupos, etc.). A partir desta an&#225;lise, Voei verificou a proemin&#234;ncia do efeito de homogeneidade do exogrupo quando grupos naturais maiorit&#225;rios avaliam o endogrupo e o exogrupo, tendo sido salientada a identidade pessoal dos participantes, e que o Efeito de Homogeneidade do Endogrupo &#233; encontrado em grupos minorit&#225;rios naturais, em atributos positivos e/ou relevantes para a identidade do grupo, quando o endogrupo se sente amea&#231;ado ou existe um elevado grau de identifica&#231;&#227;o com o mesmo <i>(e.g.</i> Kelly, 1989). Nos grupos laboratoriais em que a identidade social est&#225; saliente (grupos m&#237;nimos), os dois grupos-alvoss s&#227;o percebidos com id&#234;ntico grau de variabilidade, corroborando as hip&#243;teses da TIS.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O facto de se pertencer a determinado grupo s&#243; contribui para a identidade social positiva se as caracter&#237;sticas associadas a esse grupo permitirem uma compara&#231;&#227;o favor&#225;vel com os outros grupos. Kelly (1989) verificou que indiv&#237;duos com maior grau de identifica&#231;&#227;o grupai percebem os grupos-alvos (endogrupo e exogrupo) como mais homog&#233;neos do que indiv&#237;duos com menor grau de identifica&#231;&#227;o com o grupo de perten&#231;a. Ao enfatizar a homogeneidade do endogrupo em dimens&#245;es de avalia&#231;&#227;o positivas ou importantes para a identidade, as pessoas preservam ou estabelecem a distintividade do seu grupo. Simon (1992) considera que o papel dos processos de identifica&#231;&#227;o na percep&#231;&#227;o de variabilidade n&#227;o est&#225; ainda clarificado, permanecendo por testar quest&#245;es tais como qual a direc&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o causal (a existir) entre estes dois fen&#243;menos, ou se uma maior homogeneidade do endogrupo &#233; realmente um indicativo de suporte e solidariedade no seio do grupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No mesmo sentido, n&#227;o estava definido em que termos se processa a rela&#231;&#227;o entre estatuto, identidade e variabilidade. Esta rela&#231;&#227;o &#233; estudada pela primeira vez de forma sistem&#225;tica por Doosje, Ellemers e Spears (1995). Utilizando o paradigma dos grupos m&#237;nimos, e cruzando o estatuto dos grupos com o n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o com o pr&#243;prio grupo, mostraram que existe um efeito do grau de identifica&#231;&#227;o sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade dos grupos, mas apenas em grupos de baixo estatuto: quando t&#234;m uma identifica&#231;&#227;o elevada com o seu grupo, os membros de grupos de baixo estatuto tendem a perceber os grupos (endogrupo e exogrupo) de forma mais homog&#233;nea do que quando t&#234;m uma identifica&#231;&#227;o baixa com o seu grupo. Os membros de grupos de alto estatuto percebem id&#234;ntica variabilidade em ambos os grupos, e o seu n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o grupai n&#227;o contribui para essa percep&#231;&#227;o. N&#227;o foi encontrado, portanto, efeito do estatuto do grupo-alvo avaliado. Estes autores apresentam mesmo a percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal como uma &#34;estrat&#233;gia indirecta de gest&#227;o da identidade&#34; (v. tamb&#233;m Doosje, Spears, Ellemers &#38; Koomen, 1999; Marques &#38; P&#225;ez, 2000), que facilita aos elementos de um grupo a utiliza&#231;&#227;o de outras estrat&#233;gias de gest&#227;o da identidade mais directas e eficazes, como a mudan&#231;a social ou a mobilidade social. Os julgamentos de variabilidade parecem estar relacionados com a estrat&#233;gia comportamental que o indiv&#237;duo ir&#225; adoptar quando a identidade do grupo &#233; amea&#231;ada (Ellemers, Spears &#38; Doosje, 1997). Assim, indiv&#237;duos com elevada identifica&#231;&#227;o, e que avaliaram os grupos de forma mais homog&#233;nea, procuraram manter-se no grupo, enquanto que indiv&#237;duos com baixa identifica&#231;&#227;o, e que perceberam os grupos de forma mais heterog&#233;nea, tenderam a sair do grupo (mobilidade social).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, salienta-se que o estatuto dos grupos na rela&#231;&#227;o intergrupal e o n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o com o grupo de perten&#231;a parecem ter um efeito conjunto importante, nomeadamente quando nos referimos &#224;s avalia&#231;&#245;es realizadas por indiv&#237;duos pertencentes a grupos de baixo estatuto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Estudos sobre percep&#231;&#227;o de variabilidade com popula&#231;&#227;o infantil</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como acima referido, o estudo que apresentamos foi realizado em meio natural, com crian&#231;as brancas de origem portuguesa e negras de origem africana. A escola &#233; um meio privilegiado de contacto entre estas crian&#231;as, tomando-se um dos cen&#225;rios em que as suas percep&#231;&#245;es sobre os grupos sociais se modificam ou consolidam. Louden e Simmons (1978, citado por Milner, 1984) salientam que as crian&#231;as negras s&#227;o inicialmente socializadas num ambiente culturalmente protegido (guetos) das mensagens racistas; &#233; ao sa&#237;rem desse ambiente para o ambiente escolar e para o recreio que encontram ideias, atitudes e comportamentos racistas. Partindo de um cen&#225;rio escolar, procur&#225;mos avaliar o modo como estas crian&#231;as percebem o seu e o outro grupo em termos da variabilidade intragrupal, que surge associada ao preconceito na literatura relativa ao processo de desenvolvimento infantil (Aboud, 1988).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A consciencializa&#231;&#227;o da exist&#234;ncia de categorias sociais n&#227;o implica a identifica&#231;&#227;o ou prefer&#234;ncia por umas em detrimento de outras. A consci&#234;ncia da pr&#243;pria etnia e da etnia dos outros parece iniciar-se com a identifica&#231;&#227;o das diferentes etnias, seguindo-se percep&#231;&#245;es de semelhan&#231;a entre membros do endogrupo e distintividade relativamente a membros do exogrupo e, finalmente, categoriza&#231;&#227;o e cogni&#231;&#245;es acerca do significado da filia&#231;&#227;o &#233;tnica (Aboud, 1988). N&#227;o obstante, as evid&#234;ncias mostram que crian&#231;as com tr&#234;s anos de idade se identificam com as categorias &#233;tnicas e de g&#233;nero, e expressam prefer&#234;ncias avaliativas. A direc&#231;&#227;o destas prefer&#234;ncias parece estar estreitamente ligada ao estatuto social do seu grupo na sociedade em geral, surgindo respostas diferentes, e mesmo inversas, consoante o grupo &#233; considerado dominante ou dominado (Brown, 1995).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Algumas tentativas para estudar a percep&#231;&#227;o de variabilidade em crian&#231;as foram desenvolvidas no sentido de compreender como se manifesta esta percep&#231;&#227;o durante a inf&#226;ncia, que capacidades cognitivas est&#227;o subjacentes ao aparecimento deste fen&#243;meno e qual a sua rela&#231;&#227;o com o preconceito. Segundo a perspectiva desenvolvimentista, &#233; a partir dos cinco anos que se inicia o desenvolvimento de formas de consciencializa&#231;&#227;o mais complexas, como as percep&#231;&#245;es de semelhan&#231;a intragrupal e de distintividade intergrupal (Aboud, 1988), continuando a crian&#231;a a valorizar essas percep&#231;&#245;es at&#233; aos dez anos, altura em que estas s&#227;o relativamente desvalorizadas em favor de percep&#231;&#245;es relativas a caracter&#237;sticas individuais (Katz, Sohn e Zalk, 1975). A rela&#231;&#227;o entre as etapas de desenvolvimento infantil e a percep&#231;&#227;o de variabilidade n&#227;o tem recebido forte apoio emp&#237;rico (Bigler, Jones &#38; Lobliner, 1997; Doyle &#38; Aboud, 1995; Guinote, Mouro, Pereira &#38; Monteiro, 2001), embora alguns resultados apontem no sentido de a um maior preconceito estar associada uma percep&#231;&#227;o de menor variabilidade do grupo desvalorizado. Doyle e Aboud estudaram a evolu&#231;&#227;o do preconceito (estudo longitudinal) em rela&#231;&#227;o aos &#237;ndios e aos negros em crian&#231;as canadianas brancas angl&#243;fonas de seis e nove anos, utilizando fotografias de crian&#231;as daqueles grupos-alvos. O preconceito foi menor aos nove anos do que aos 6 anos, mas apenas nas crian&#231;as com elevado n&#237;vel de preconceito, e esta redu&#231;&#227;o do preconceito estava associada &#224; percep&#231;&#227;o dos grupos &#233;tnicos como mais semelhantes entre si, &#224; percep&#231;&#227;o de maior variabilidade intra-&#233;tnica e a uma maior aceita&#231;&#227;o das perspectivas dos outros grupos &#233;tnicos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Yee e Brown (1988) verificaram tamb&#233;m que aos cinco anos, em crian&#231;as brancas, a etnia surge como um claro crit&#233;rio na tarefa de distribui&#231;&#227;o de fotografias por grupos (estando outros crit&#233;rios dispon&#237;veis como a idade, o g&#233;nero, a cor do cabelo), sendo este o crit&#233;rio dominante de categoriza&#231;&#227;o social aos 8-9 anos. Neste &#250;ltimo segmento da amostra, por&#233;m, para al&#233;m da categoriza&#231;&#227;o &#233;tnica, as crian&#231;as organizam ainda as fotografias do endogrupo por subgrupos (por exemplo, tendo em conta a cor do cabelo, loiro ou escuro), n&#227;o se verificando o mesmo relativamente &#224;s fotografias do exogrupo, o que remete para o fen&#243;meno de percep&#231;&#227;o de homogeneidade do exogrupo (v. Park, Ryan &#38; Judd, 1992, sobre media&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o de subgrupos na percep&#231;&#227;o de variabilidade).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A evidente preocupa&#231;&#227;o com a redu&#231;&#227;o do preconceito nas crian&#231;as dos grupos de estatuto superior faz com que, neste tipo de estudos, n&#227;o seja considerada a perspectiva do outro grupo. Assim, a influ&#234;ncia da assimetria de estatutos que pauta estas rela&#231;&#245;es inter&#233;tnicas n&#227;o &#233; avaliada na sua totalidade (e complexidade) quando se remete para segundo plano a perspectiva do grupo dominado. O papel do estatuto assim&#233;trico nas rela&#231;&#245;es intcrgrupais est&#225; bastante documentado na pesquisa relativa &#224; percep&#231;&#227;o de variabilidade em adultos (ver acima), o mesmo n&#227;o se verificando com a popula&#231;&#227;o infantil. Em pesquisa anterior (Guinote <i>et al, </i>2001), procur&#225;mos exactamente verificar o efeito do estatuto social dos grupos (alto <i>vs.</i> baixo) sobre as percep&#231;&#245;es de variabilidade, com crian&#231;as com idades compreendidas entre os seis e os dez anos. Verific&#225;mos que crian&#231;as brancas (estudo 1) e rapazes (estudo 2) (grupos considerados de estatuto elevado) percebem maior variabilidade no endogrupo do que no exogrupo, enquanto que as crian&#231;as negras percebem maior variabilidade no exogrupo do que no seu grupo. As raparigas n&#227;o diferenciam os grupos nesta medida.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m Verkuyten, Masson e Elffers (1995) verificaram que crian&#231;as holandesas entre os 10 e os 12 anos v&#234;em os alvos &#34;de cor&#34; como mais semelhantes entre si do que os alvos brancos, efeito que n&#227;o &#233; reproduzido pelas minorias &#233;tnicas que participaram no mesmo estudo. Estes autores, tal como Doyle e Aboud (1995), utilizaram uma medida indirecta de percep&#231;&#227;o de variabilidade, que consistia na medi&#231;&#227;o da dist&#226;ncia na coloca&#231;&#227;o de fotografias em diferentes tarefas relacionadas com categoriza&#231;&#227;o e prefer&#234;ncias grupais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com o problema central deste estudo, n&#227;o s&#243; o estatuto, mas tamb&#233;m a identifica&#231;&#227;o com o grupo ser&#225; um factor determinante nas percep&#231;&#245;es de variabilidade. Bigler e colegas (1997) estudaram os efeitos da utiliza&#231;&#227;o funcional de uma nova categoria social (cor das camisolas) na forma&#231;&#227;o de atitudes intergrupais em crian&#231;as norte-americanas brancas. A percep&#231;&#227;o de variabilidade intergrupal e intragrupal, a par da avalia&#231;&#227;o do endo e do exogrupo, da identifica&#231;&#227;o com o grupo (resposta a &#34;gostarias de ficar neste grupo?&#34;, com escala dicot&#244;mica &#34;sim / n&#227;o&#34;), das expectativas de melhores resultados do seu grupo numa competi&#231;&#227;o, da prefer&#234;ncia por pares e do comportamento de ajuda, foram as medidas dependentes. Nas medidas de percep&#231;&#227;o de variabilidade, as crian&#231;as, de seis e nove anos, em cada grupo de cor, avaliavam a frequ&#234;ncia (4 = todos os amarelos/azuis; 1 = nenhum dos amarelos/azuis) da distribui&#231;&#227;o dos membros do endo e do exogrupo em cinco tra&#231;os positivos e cinco tra&#231;os negativos. Partindo da simetria de estatuto dos grupos, a maior percep&#231;&#227;o de variabilidade intergrupal (diferen&#231;a entre as avalia&#231;&#245;es do endo e do exogrupo) e de maior homogeneidade intragrupal (n&#250;mero de valores extremos da escala) na condi&#231;&#227;o de categoriza&#231;&#227;o funcional, comparativamente &#224; condi&#231;&#227;o de controlo, mostrou a import&#226;ncia da utiliza&#231;&#227;o social das categorias na percep&#231;&#227;o social dos grupos. Estes autores n&#227;o encontram diferen&#231;as significativas na avalia&#231;&#227;o dos alvos, e a maior parte das crian&#231;as identifica-se com o grupo em que foi categorizada, pelo que esta medida n&#227;o foi utilizada em an&#225;lises posteriores. Adicionalmente, verificou-se que a auto-estima (mas n&#227;o a idade, o sexo ou as compet&#234;ncias cognitivas) contribu&#237;a significativamente para as maiores percep&#231;&#245;es de variabilidade intergrupal e de homogeneidade intragrupal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O objectivo do presente estudo &#233; perceber melhor a influ&#234;ncia conjunta de processos cognitivo-motivacionais, o grau de identifica&#231;&#227;o com o endogrupo, e de factores socioestruturais, o estatuto &#233;tnico, sobre as percep&#231;&#245;es grupais, mais especificamente sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal. As hip&#243;teses levantadas para este estudo foram, portanto, as seguintes:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a generalidade dos estudos sobre percep&#231;&#227;o de variabilidade de grupos de estatuto assim&#233;trico, espera-se que o grupo de baixo estatuto seja consensualmente percebido como mais homog&#233;neo do que o grupo de estatuto superior.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O grau de identifica&#231;&#227;o com o endogrupo dever&#225; moderar a rela&#231;&#227;o entre o estatuto dos grupos e a percep&#231;&#227;o de variabilidade, mas apenas no grupo de baixo estatuto, uma vez que, no quadro da TIS, s&#227;o os membros destes grupos que enfrentam a necessidade de ajustar a sua percep&#231;&#227;o social, de modo a reduzirem as consequ&#234;ncias negativas da sua posi&#231;&#227;o desvalorizada. Assim, espera-se que a identifica&#231;&#227;o elevada com o endogrupo acentue nos membros destes grupos a percep&#231;&#227;o de homogeneidade do seu grupo em compara&#231;&#227;o com a do exogrupo. Abaixa identifica&#231;&#227;o com o endogrupo deve reduzir esta procura de uma identidade social positiva no seio do grupo &#233;tnico, devendo ent&#227;o ambos os grupos-alvos ser percebidos, nesta condi&#231;&#227;o, com id&#234;ntica variabilidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Participaram neste estudo 91 crian&#231;as brancas e 81 crian&#231;as negras, num total de 173 crian&#231;as, a frequentar o 4.&#176; ano de escolaridade (M<sub>idade</sub> = 9,30; d.p. = 0,89) em escolas p&#250;blicas de ensino b&#225;sico na &#225;rea da grande Lisboa. A percentagem de crian&#231;as negras a frequentarem as escolas visitadas era sempre inferior a 50%. Quarenta e cinco por cento das crian&#231;as brancas eram do sexo masculino e 55% eram do sexo feminino; 47% das crian&#231;as negras eram do sexo masculino e 53% eram do sexo feminino.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo tem um desenho factorial de 2 estatuto &#233;tnico (branco <i>vs.</i> negro) x 2 n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o (elevado <i>vs.</i> moderado) x 2 grupo-alvo (branco <i>vs.</i> negro), sendo este &#250;ltimo um factor intra-sujeitos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos e procedimento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A recolha de dados foi realizada no quadro de uma entrevista individual, numa sala n&#227;o ocupada, por entrevistadoras brancas, tendo cada entrevista a dura&#231;&#227;o m&#233;dia de 20 minutos. O estudo era apresentado tendo por objectivo saber o que as crian&#231;as pensam sobre outras crian&#231;as da mesma idade. As tarefas solicitadas &#224;s crian&#231;as decorreram como segue.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Medida de identifica&#231;&#227;o &#233;tnica</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A identifica&#231;&#227;o &#233;tnica com o endogrupo foi avaliada a partir de duas medidas, a autocategoriza&#231;&#227;o e a valoriza&#231;&#227;o da perten&#231;a ao grupo, seguindo a defini&#231;&#227;o proposta por Tajfel (1978b) de identidade social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Partindo de dois conjuntos de fotografias organizados por grupo &#233;tnico (um conjunto de crian&#231;as brancas e um conjunto de crian&#231;as negras, do mesmo sexo da crian&#231;a que respondia), pedia-se &#224; crian&#231;a que indicasse em qual dos grupos colocaria a sua fotografia. Para esta tarefa foi utilizada a seguinte quest&#227;o: &#34;Com qual destes grupos te pareces mais? Se tivesses aqui a tua fotografia, onde &#233; que ficava bem?&#34;. Aamostra deste estudo &#233; constitu&#237;da apenas por crian&#231;as cuja autocategoriza&#231;&#227;o era considerada correcta, ou seja, quando a crian&#231;a respondia que colocaria a sua fotografia no grupo correspondente &#224;quele em que foi categorizada pela entrevistadora (tarefa adaptada de Dutton, Singer &#38; Devlin, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A valoriza&#231;&#227;o da perten&#231;a, adaptada da medida de Vala, Monteiro, Lima e Caetano (1994), permite-nos caracterizar o grau em que a crian&#231;a gosta de pertencer ao grupo em que se considerou inserida. Esta avalia&#231;&#227;o era realizada atrav&#233;s de uma escala de cinco pontos, entre &#34;gosto muito&#34; e &#39;n&#227;o gosto nada&#39; de pertencer a esse grupo, em resposta &#224; quest&#227;o &#34;Quanto &#233; que tu gostas de ser como as crian&#231;as do teu grupo?&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os participantes deste estudo utilizaram os pontos 3,4 e 5 da escala de valoriza&#231;&#227;o da perten&#231;a, tendo sido divididos a posteriori em dois grupos: &#34;identifica&#231;&#227;o elevada&#34;, correspondendo &#224;s crian&#231;as que usaram o n&#237;vel 5 da escala, e &#34;identifica&#231;&#227;o moderada&#34;, correspondendo &#224;s crian&#231;as que usaram os n&#237;veis 3 e 4 da escala. Em cada n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o encontram-se cerca de metade dos participantes de cada grupo &#233;tnico (<a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a05q1.jpg">quadro 1</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Medida de percep&#231;&#227;o de variabilidade</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como medida da percep&#231;&#227;o de variabilidade, foi adaptada uma tarefa de distribui&#231;&#227;o dos membros do endogrupo e do exogrupo por v&#225;rios n&#237;veis de um atributo (Linville <i>et al.</i> 1989). Na sua forma original, esta tarefa consiste em solicitar aos participantes (adultos) que distribuam 100 membros imagin&#225;rios do grupo ao longo de uma escala de oito pontos, para cada um dos atributos apresentados (<i>e.g</i>. simpatia). Foi aplicada &#224;s crian&#231;as uma escala de cinco n&#237;veis atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o de cinco caixas de cart&#227;o, com a mesma dimens&#227;o (20 x 15 x 10 cm), a mesma cor (branca), representando cada caixa um n&#237;vel do atributo. As crian&#231;as distribu&#237;am 11 elementos por cada grupo-alvo ao longo dos cinco n&#237;veis do atributo. Para este efeito, procedeu-se a um levantamento do vocabul&#225;rio utilizado para descrever as crian&#231;as de cada grupo &#233;tnico, junto de crian&#231;as brancas e negras a frequentar escolas do ensino p&#250;blico na &#225;rea da grande Lisboa, no 1.&#176; ciclo do ensino b&#225;sico. Esta amostra era constitu&#237;da por 35 sujeitos, sendo 18 do 1.&#176; ano e 17 do 4.&#176; ano, 12 dos sujeitos eram negros (de origem africana) e 23 eram brancos (lusos). Como resultado da an&#225;lise &#224;s respostas dos sujeitos, identificaram-se quatro dimens&#245;es de descri&#231;&#227;o: a f&#237;sica, a psicol&#243;gica, a social e a escolar (Monteiro e Ventura, 1997). Os atributos escolhidos para cada dimens&#227;o foram bonito-feio, simp&#225;tico-antip&#225;tico, rico-pobre e l&#234; bem-l&#234; mal. Todos estes atributos s&#227;o referidos por cada grupo &#233;tnico como caracter&#237;sticas do endogrupo (p&#243;lo positivo) e do exogrupo (p&#243;lo negativo). A descri&#231;&#227;o da crian&#231;a membro do endogrupo (branca ou negra) foi sempre mais positiva do que a descri&#231;&#227;o da crian&#231;a membro do exogrupo (negra ou branca), caracter&#237;stica v&#225;lida em todas as dimens&#245;es de descri&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Considerou-se ainda, de modo a tomar a tarefa mais atractiva para as crian&#231;as, a utiliza&#231;&#227;o de caras com express&#227;o neutra. Cada crian&#231;a distribu&#237;a 11 caras coloridas por grupo-alvo, em bege claro as que representavam as crian&#231;as brancas e em castanho as que representavam as crian&#231;as negras. A ordem de apresenta&#231;&#227;o do grupo-alvo foi sistematicamente alterada de sujeito para sujeito por grupo &#233;tnico. Seguia-se a seguinte instru&#231;&#227;o: &#34;Vais agora pensar como s&#227;o os meninos brancos /negros, se s&#227;o bonitos ou feios&#34;. Depois referia-se que &#34;A primeira caixa &#233; onde v&#227;o ficar os meninos(as) muito bonitos; a segunda &#233; a caixa dos meninos(as) bonitos, a caixa do meio &#233; a dos meninos(as) que n&#227;o s&#227;o nem bonitos nem feios, a seguir &#233; a caixa dos meninos feios e a &#250;ltima, a dos meninos muito feios&#34;. Enquanto se dava esta instru&#231;&#227;o, apontava-se para cada uma das cinco caixas que constitu&#237;am a escala.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#34;Agora, vais p&#244;r em cada caixa o n&#250;mero que quiseres de meninos brancos/negros que tu achas que s&#227;o muito bonitos, bonitos, nem bonitos nem feios, os que achas feios e os que s&#227;o muito feios. P&#245;es estes meninos como quiseres. N&#227;o h&#225; respostas certas nem erradas. Est&#225;s &#224; vontade para fazer como quiseres e tens o tempo que quiseres para pores todos os meninos nas caixas. &#34;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para aceder ao efeito da identifica&#231;&#227;o &#233;tnica sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade, procedeu-se ao c&#225;lculo de an&#225;lises de vari&#226;ncia com medidas repetidas no factor intra-sujeitos para cada uma das medidas, de acordo com o desenho de estudo: 2 estatuto &#233;tnico dos grupos x 2 n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o x 2 grupo-alvo, tendo como medidas dependentes a tend&#234;ncia central, a vari&#226;ncia e a amplitude das distribui&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Tend&#234;ncia central</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foi criado um &#237;ndice a partir dos 4 atributos utilizados para caracterizar os grupos-alvos (ciaivo t&#187;ranco=0,72; ctaivo negro=0,75). A an&#225;lise de vari&#226;ncia com medidas repetidas revelou a exist&#234;ncia de um efeito principal do grupo-alvo, F (1,168)=14,762, p&#8804;0,000, e um efeito de interac&#231;&#227;o grupo-alvo x estatuto &#233;tnico, F (1,168)=6,898; p&#8804;0,009. Verificamos ent&#227;o que o grupo branco (M=3,540; d.p.=0,470) &#233; visto pelo total da amostra de modo mais favor&#225;vel que o grupo negro (M=3,370; d.p.=0,493). An&#225;lises posteriores revelam que o grupo de crian&#231;as brancas favorece mais o seu grupo (M=3,579; d.p.=0,410) que o exogrupo (M=3,303; d.p.=0,499), F(1,0)=23,669; p&#8804;0,000. O grupo de crian&#231;as negras n&#227;o apresenta diferen&#231;as significativas na favorabilidade dos grupos, apresentando uma m&#233;dia geral de 3,470 (d.p.=0,046). Os resultados encontrados nesta medida replicam os de um estudo pr&#233;vio com uma amostra mais pequena desta popula&#231;&#227;o (Guinote <i>et al.,</i> 2001), mostrando que, em atributos que s&#227;o utilizados para descrever crian&#231;as ou pessoas em geral, as crian&#231;as avaliam ambos os grupos &#233;tnicos de forma positiva.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Vari&#226;ncia percebida</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A vari&#226;ncia percebida refere-se ao grau de dispers&#227;o da distribui&#231;&#227;o dos elementos de um grupo-alvo pelos v&#225;rios n&#237;veis de um determinado atributo. De acordo com as caracter&#237;sticas da medida utilizada neste estudo, os valores da vari&#226;ncia oscilam entre 0 e 3,96 (v. Linville <i>et al.,</i> 1989). O valor m&#225;ximo &#233; atingido quando em cada ponto extremo da escala temos 50% da distribui&#231;&#227;o.</font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">Foi criado um &#237;ndice a partir dos quatro atributos utilizados para caracterizar os grupos-alvos (a<sub>alvo branco</sub>=0,79; a<sub>alvo negro</sub>=0,80). Os resultados obtidos demonstram a exist&#234;ncia de um efeito principal do alvo avaliado &#091;F(1,68)=19,291; p&#8804;0,000&#093;, confirmando a nossa hip&#243;tese de partida. As crian&#231;as v&#234;em o grupo-alvo branco como mais vari&#225;vel (M=1,97; d.p.=0,676) do que o grupo-alvo negro (M=1,38; d.p.=0,646).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este resultado &#233; qualificado por um efeito de interac&#231;&#227;o entre o grupo-alvo e o estatuto &#233;tnico das crian&#231;as &#091;F(1,68)=4,170; p&#8804;0,043&#093;. An&#225;lises subsequentes revelaram que as crian&#231;as brancas v&#234;em o seu grupo como mais vari&#225;vel (M= 1,500, d.p.= 0,633) do que o exogrupo (M =1,272; d.p. = 0,604) &#091;F(1,9)=16,752, p&#8804;0,000&#093;. As crian&#231;as negras percebem tamb&#233;m o grupo branco como mais vari&#225;vel (M=1,97; d.p.=0,725) do que o seu grupo (M=1,12; d.p.=0,687), embora este resultado seja menos significativo &#091;F(1,9)=4,024, p&#8804;0,048&#093;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Analisando a interac&#231;&#227;o entre os tr&#234;s factores &#091;F(1,68)=7,240; p&#8804;0,008&#093;, os resultados das crian&#231;as brancas mostram que as crian&#231;as negras s&#227;o percebidas como constituindo um grupo mais homog&#233;neo (MidMod=1,72, d.p.=0,633; MidEiev=1,75, d.p.=0,560) do que as crian&#231;as brancas (MidMod=1,50, d.p.=0,697; MidEiev=1,52, d.p.=0,564) em ambos os n&#237;veis de identifica&#231;&#227;o &#091;FidMod(1,5)=13,725, p&#8804;0,001; FidEiev(l/44)= 0,643, p&#8804;0,037&#093; (<a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a05q2.jpg">quadro 2</a>). O n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o com o grupo, no caso do grupo com estatuto mais elevado, n&#227;o &#233; um factor diferenciador das percep&#231;&#245;es de variabilidade (<a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a05f1.jpg">figura 1</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao grupo com baixo estatuto, as crian&#231;as negras com identifica&#231;&#227;o moderada percebem os grupos como tendo variabilidades semelhantes (M<sub>brancos</sub>=1,49, d.p.=0,759; M<sub>negros</sub>=1,05, d.p.=0,710) &#091;F(1,0)=1,16, n.s.&#093;, enquanto que as crian&#231;as negras com identifica&#231;&#227;o elevada v&#234;em o exogrupo (M=1,41; d.p.=0,665) como mais vari&#225;vel que o seu grupo (M=1,18; d.p.=0,671) &#091;F(1,9)=l1,64; p&#8804;0,002&#093; (<a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a05f2.jpg">figura 2</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Os pontos extremos da escala imp&#245;em constrangimentos sobre as estimativas de dispers&#227;o. Para testar esta hip&#243;tese foi realizada uma an&#225;lise de covari&#226;ncia (Ancova) controlando a extremidade dos julgamentos. Mant&#233;m-se o efeito principal do grupo-alvo &#091;F(1,66)=8,795; p&#8804;0,003&#093; e o efeito de interac&#231;&#227;o tripla grupo-alvo x estatuto &#233;tnico x n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o &#091;F(1,66)=6,595; p&#8804;0,011&#093; encontrados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amplitude percebida</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A amplitude da distribui&#231;&#227;o corresponde &#224; diferen&#231;a entre os pontos extremos da escala utilizados em cada distribui&#231;&#227;o. Se for utilizado o mesmo n&#237;vel do atributo para colocar todos os elementos do grupo-alvo, a amplitude ser&#225; a m&#237;nima poss&#237;vel, i. &#233;., 0; se forem utilizados todos os n&#237;veis do atributo para a distribui&#231;&#227;o dos elementos do grupo-alvo, ent&#227;o a amplitude ser&#225; neste caso a m&#225;xima, isto &#233;, 4.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foi criado um &#237;ndice a partir dos quatro atributos utilizados para caracterizar os grupos-alvos (a<sub>alvo branco</sub>=0,84; (X<sub>alvo negro</sub>=0,85). Os resultados da an&#225;lise de vari&#226;ncia obtidos demonstram n&#227;o existirem efeitos principais significativos relativos ao estatuto dos grupos, ao n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o ou ao grupo-alvo avaliado, embora se revelem algumas tend&#234;ncias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Verifica-se um efeito de interac&#231;&#227;o tendencial grupo-alvo x estatuto dos grupos &#091;F(1,68)=2,870, p&#8804;0,09&#093;, no entanto, an&#225;lises subsequentes n&#227;o revelaram diferen&#231;as significativas entre a amplitude percebida por brancos e negros em rela&#231;&#227;o aos grupos-alvos. Existe tamb&#233;m tendencialmente um efeito triplo de interac&#231;&#227;o entre o estatuto dos grupos, o n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o e o grupo-alvo &#091;F(1,68)=2,976; p&#8804;0,086&#093;. Al&#233;m disso, verifica-se que crian&#231;as com n&#237;veis de identifica&#231;&#227;o mais elevados tendem a perceber maior variabilidade nos grupos (M=2,855; d.p.=0,111) do que quem tem uma identifica&#231;&#227;o moderada com o seu grupo (M=3,142; d.p.=0,113) &#091;F(1,68)=3,284, p&#8804;0,07&#093;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para controlar o efeito dos pontos extremos da escala sobre as distribui&#231;&#245;es foi realizada uma Ancova com as medidas de extremidade como covariadas. Verificou-se um efeito significativo destas vari&#225;veis sobre os resultados da amplitude percebida, encontrando-se resultados semelhantes aos da medida de vari&#226;ncia: efeito principal do grupo-alvo avaliado &#091;F(1,66)=4,830; p&#8804;0,029&#093;, efeito de interac&#231;&#227;o do estatuto &#233;tnico com o grupo-alvo &#091;F(1,66)=3,719; p&#8804;0,056&#093; e efeito de interac&#231;&#227;o tripla entre estatuto &#233;tnico, grupo-alvo e n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o &#091;F(1,66)=0,674; p&#8804;0,057&#093;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O grupo-alvo branco &#233;, em geral, percebido como mais heterog&#233;neo (M=3,016; d.p.=0,062) do que o grupo-alvo negro (M=2,985; d.p.=0,067). Esta percep&#231;&#227;o &#233; diferente consoante o avaliador &#233; branco ou negro. Assim, as crian&#231;as brancas percebem maior amplitude no seu grupo (M=3,074; D=0,075) do que no exogrupo (M=2,967; d.p.=0,088) &#091;F(1,8)=5,302; p&#8804;0,024&#093;, enquanto que as crian&#231;as negras n&#227;o diferenciam os dois grupos-alvos &#091;F(1,8)=0,010; n.s.&#093;. Relativamente &#224; interac&#231;&#227;o tripla, encontramos diferen&#231;as significativas apenas nas percep&#231;&#245;es que as crian&#231;as brancas com identidade moderada t&#234;m dos dois grupos, sendo o grupo das crian&#231;as negras visto como mais homog&#233;neo (M=2,777; d.p.=0,134) do que o pr&#243;prio grupo (M=2,918; d.p.=0,101) &#091;F(1,66)=3,674; p&#8804;0,057&#093;.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a05f3.jpg">figuras 3</a> e <a href="/img/revistas/psi/v16n2/16n2a05f4.jpg">4</a> mostram que os resultados encontrados com ambas as medidas de variabilidade apresentam padr&#245;es semelhantes.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A percep&#231;&#227;o de variabilidade intragrupal tem sido pouco estudada com popula&#231;&#245;es infantis, tendo-se debru&#231;ado a pesquisa nesta &#225;rea principalmente sobre a posi&#231;&#227;o deste tipo de percep&#231;&#227;o social na rela&#231;&#227;o entre a aquisi&#231;&#227;o de processos cognitivos e o preconceito &#233;tnico (Aboud &#38; Levy, 2000). Esta abordagem desenvolvimentista n&#227;o tem, a maior parte das vezes, em conta o estatuto dos grupos na rela&#231;&#227;o intergrupal, quer dos grupos-alvos, quer dos grupos de avaliadores, sendo este um dos factores determinantes da constru&#231;&#227;o positiva da identidade &#233;tnica. Ao ignorar o papel do estatuto dos grupos &#233;tnicos, surgem algumas dificuldades em transferir para os grupos minorit&#225;rios a mesma sequ&#234;ncia de etapas no processo de desenvolvimento cognitivo que &#233; aplicada &#224;s crian&#231;as de estatuto superior (Rotheram &#38; Phinney, 1987). O presente estudo procurou contribuir para minimizar esta lacuna, colocando a assimetria de estatuto &#233;tnico como factor explicativo das percep&#231;&#245;es de variabilidade dos grupos. Simultaneamente, pretendeu-se averiguar se o grau de identifica&#231;&#227;o com o grupo &#233;tnico modera esta rela&#231;&#227;o entre assimetria &#233;tnica e percep&#231;&#227;o de variabilidade. Mais especificamente, previa-se que esta identifica&#231;&#227;o interferisse nos julgamentos das crian&#231;as de baixo estatuto, que por defini&#231;&#227;o t&#234;m uma identifica&#231;&#227;o menos positiva com o seu grupo e poderiam perceber os grupos de forma diferenciada consoante a import&#226;ncia que d&#227;o a essa perten&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados encontrados neste estudo, nomeadamente os que utilizam a vari&#226;ncia como medida de variabilidade, confirmam as hip&#243;teses iniciais relativas &#224; influ&#234;ncia da assimetria de estatuto e do grau de identifica&#231;&#227;o com o grupo sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade dos grupos. Encontrou-se um efeito do estatuto &#233;tnico do alvo sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade, que reflecte os resultados que t&#234;m sido encontrados na literatura sobre este fen&#243;meno, quer em adultos (Lorenzi-Cioldi, 1998; Simon &#38; Hamilton, 1994) quer com crian&#231;as (Verkuyten <i>et al,</i> 1995). As crian&#231;as do grupo &#233;tnico de estatuto superior s&#227;o percebidas como constituindo um grupo composto por elementos mais diferenciados do que o grupo das crian&#231;as de estatuto &#233;tnico inferior, replicando tamb&#233;m os resultados encontrados previamente com uma amostra portuguesa (Guinote <i>et al,</i> 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foi encontrado tamb&#233;m um efeito de interac&#231;&#227;o triplo entre o estatuto &#233;tnico, o grupo-alvo avaliado e o grau de identifica&#231;&#227;o &#233;tnica. No caso das crian&#231;as brancas, a identifica&#231;&#227;o &#233;tnica n&#227;o interfere significativamente nas suas percep&#231;&#245;es sobre os grupos. Estas crian&#231;as produzem, para ambos os n&#237;veis de identifica&#231;&#227;o com o endogrupo, um efeito de homogeneidade do exogrupo. As crian&#231;as negras, por sua vez, diferem nas suas percep&#231;&#245;es consoante o n&#237;vel de identifica&#231;&#227;o &#233;tnica. Com um n&#237;vel moderado de identifica&#231;&#227;o &#233;tnica, os grupos-alvos s&#227;o percebidos com o mesmo grau de variabilidade, efeito que reproduz os resultados encontrados por Lorenzi-Cioldi (1998) para grupos de baixo estatuto. Quando as crian&#231;as negras apresentam um grau elevado de identifica&#231;&#227;o &#233;tnica, a percep&#231;&#227;o dos grupos &#233; diferenciada: o endogrupo &#233; percebido como mais homog&#233;neo do que o exogrupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados, no seu conjunto, v&#227;o no sentido dos que foram observados com adultos por Simon e Pettigrew (1990), Simon e Hamilton (1994), e Guinote</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">(2001), confirmando que a identifica&#231;&#227;o com o endogrupo &#233; um factor moderador dos efeitos da perten&#231;a estatut&#225;ria sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade do endo e do exogrupo, nomeadamente para os membros dos grupos de baixo estatuto, que associam a alta identifica&#231;&#227;o com o endogrupo a uma maior percep&#231;&#227;o de homogeneidade endogrupal. Distanciam-se, por&#233;m, dos de Doosje e colaboradores (1995), que observaram que a varia&#231;&#227;o da identifica&#231;&#227;o com o endogrupo tinha consequ&#234;ncias na varia&#231;&#227;o id&#234;ntica dos dois grupos-alvos, sendo tamb&#233;m os grupos de baixo estatuto os que percebiam de forma mais homog&#233;nea o seu grupo, mas apenas quando a identifica&#231;&#227;o com o endogrupo era alta.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o aos estudos com crian&#231;as, apenas a quest&#227;o do efeito da assimetria de estatuto sobre a percep&#231;&#227;o de variabilidade dos grupos recebeu alguma aten&#231;&#227;o (Yee &#38; Brown, 1988; Verkuyten <i>et al.,</i> 1995; Guinote <i>et al.,</i> 2001), sendo convergentes os seus resultados: por volta dos 9-10 anos, os grupos de estatuto mais elevado percebem o endogrupo como mais vari&#225;vel do que o exogrupo, enquanto os grupos de baixo estatuto percebem o endogrupo como menos vari&#225;vel do que o exogrupo. Esta consensualidade das percep&#231;&#245;es de variabilidade replica a que foi encontrada com adultos (Lorenzi-Cioldi, 1988; Cabecinhas, 1994; Guinote, 1999b; 2001), embora a sua interpreta&#231;&#227;o continue pol&#233;mica, consoante seja descodificada pelos olhos dos dominantes (os dominados apenas conseguem reproduzir o modelo dominante) ou pelos olhos dos dominados (perceber os dominantes como mais diferenciados favorece a adapta&#231;&#227;o a um meio desfavor&#225;vel).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A introdu&#231;&#227;o da identifica&#231;&#227;o com o endogrupo no desenho de investiga&#231;&#227;o do presente estudo com crian&#231;as visava contribuir, &#224; semelhan&#231;a do estudo de Doosje e colaboradores, para uma compreens&#227;o mais alargada do fen&#243;meno da percep&#231;&#227;o de variabilidade nas rela&#231;&#245;es intergrupais, situando-se numa perspectiva mais motivacional. A identifica&#231;&#227;o com o endogrupo desempenhou, de facto, um papel de modera&#231;&#227;o, que interpretamos do seguinte modo: os membros do grupo de baixo estatuto &#233;tnico, com elevada identifica&#231;&#227;o com o seu grupo, percebem o seu grupo como mais homog&#233;neo que o exogrupo, sendo ent&#227;o a identidade &#233;tnica um factor de coes&#227;o subjectiva com potenciais reflexos na manuten&#231;&#227;o dessa mesma identidade (Ellemers, 1993) e da ac&#231;&#227;o colectiva (Kelly, 1993); quando, por&#233;m, ainda nos grupos de baixo estatuto &#233;tnico, a identifica&#231;&#227;o com o endogrupo &#233; moderada, assistimos a uma percep&#231;&#227;o de variabilidade id&#234;ntica dos dois grupos-alvos, sendo ent&#227;o a identidade &#233;tnica um factor de indiferencia&#231;&#227;o destes. Se supusermos, por&#233;m, que a moderada identifica&#231;&#227;o endogrupal do grupo de crian&#231;as africanas pode significar o in&#237;cio de uma orienta&#231;&#227;o mais positiva em rela&#231;&#227;o &#224; etnia europeia, uma fase interm&#233;dia entre a sua inclus&#227;o e a sua auto-exclus&#227;o do seu grupo, ou mesmo j&#225; o desenhar de uma estrat&#233;gia de mobilidade social, a sua percep&#231;&#227;o de variabilidade indiferenciada dos dois alvos pode adquirir o significado dessa matiza&#231;&#227;o de compara&#231;&#245;es que est&#225; em curso.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A quest&#227;o que deve ent&#227;o ser averiguada, na sequ&#234;ncia das propostas de Berry neste dom&#237;nio (Berry, 1990), &#233; a da singularidade <i>vs.</i> pluralidade da identifica&#231;&#227;o grupai, nomeadamente nas situa&#231;&#245;es de acultura&#231;&#227;o. A identifica&#231;&#227;o &#233;tnica endogupal, num quadro em que as op&#231;&#245;es de sobreviv&#234;ncia e de adapta&#231;&#227;o social orientam os indiv&#237;duos para perten&#231;as, objectivas ou subjectivas, de natureza alternativa, deixam de ser os pontos &#250;nicos de ancoragem cognitivo-motivacional, e portanto os seus guias de percep&#231;&#227;o de si e dos outros. A informa&#231;&#227;o acerca dos referentes alternativos &#8212; o grau de identifica&#231;&#227;o com o grupo de estatuto superior ou maiorit&#225;rio &#8212; pode ent&#227;o permitir clarificar a rela&#231;&#227;o entre a posi&#231;&#227;o estatut&#225;ria dos grupos e a exclusividade ou a pluralidade das suas identifica&#231;&#245;es &#233;tnicas (Tajfel, 1978a).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o aos grupos naturais, esta complexidade identit&#225;ria extravasa a que tem sido manipulada laboratorialmente, parecendo ent&#227;o necess&#225;rio integrar este modelo das identidades m&#250;ltiplas na investiga&#231;&#227;o subsequente. A investiga&#231;&#227;o aqui apresentada com crian&#231;as e com categorias &#233;tnicas naturais, sugere tamb&#233;m que &#233; necess&#225;rio verificar, n&#227;o tanto em termos desenvolvimentistas, uma vez que a partir da faixa et&#225;ria estudada &#233; flagrante a converg&#234;ncia de resultados com os adultos, mas na perspectiva cognitiva-motivacional, se a pluralidade de identidades est&#225; presente, e quais as suas consequ&#234;ncias na percep&#231;&#227;o de si e dos outros enquanto sinalizadores do preconceito e da discrimina&#231;&#227;o intergrupais.</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aboud, F. E. (1988). <i>Children and prejudice.</i> Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494003&pid=S0874-2049200200020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Aboud, F. E., &#38; Levy, S. R. (2000). Interventions to reduce prejudice and discrimination in children and adolescents. In S. Oskamp (Ed.), <i>Reducing prejudice and discrimination </i>(pp. 269-293). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Berry, J. (1990). Psychology of acculturation. In J. Berman (Ed.), <i>Nebraska symposium on motivation</i> (vol. 37, pp. 201-234). Lincoln, NE: University of Nebraska Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bigler, R., Jones, L. C., &#38; Lobliner, D. B. (1997). Social categorization and the formation of intergroup attitudes in children. <i>Child Development, 68,</i>530-543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494007&pid=S0874-2049200200020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brown, R. (1995). <i>Prejudice: Its social psychology.</i> Oxford: Blackwell Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494009&pid=S0874-2049200200020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cabecinhas, R. (1994). <i>Assimetrias na percep&#231;&#227;o dos outros: Para uma abordagem psicossom&#225;tica do processamento de informa&#231;&#227;o sobre grupos sociais.</i> Tese de mestrado. Lisboa: Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494011&pid=S0874-2049200200020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deschamps, J. C. (1982). Social identity theory and relations of power between groups. In H. Tajfel (Ed.), <i>Social identity and intergroup relations.</i> Londres/Paris: Cambridge University Press/Maison des Sciences de L&#39;Homme.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494013&pid=S0874-2049200200020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deschamps, J. C. (1984). The social psychology of intergroup relations and categorical differentiation. In H. Tajfel (Ed.), <i>The social dimension: European developments in social psychology</i> (pp. 541-559). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494015&pid=S0874-2049200200020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deshamps, J. S., &#38; Doise, W. (1978). Crossed category memberships in intergroup relations. In Tajfel, H. (Ed.), <i>Differentiation between social groups</i> (pp. 141-158). Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494017&pid=S0874-2049200200020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Devos, T, Comby, L., &#38; Deschamps, J. C. (1996). Assymmetries in judgement of ingroup and outgroup variability. <i>European Review of Social Psychology, 7,</i>95-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494019&pid=S0874-2049200200020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W., Deschamps, J. C, &#38; Meyer, G. (1978). The accentuation of intra-category similarities. In H. Tajfel (Ed.), <i>Differentiation between social groups</i> (pp. 159-168). Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494021&pid=S0874-2049200200020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W., &#38; Lorenzi-Cioldi, F. (1989). Patterns of differentiation within and between groups. In J. van Oudenhoven &#38; T. M. Willemsen (Eds.), <i>Ethnic minorities: Social psychological perspectives</i> (pp. 43-58). Amsterd&#227;o: Swets &#38; Zeitlinger.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494023&pid=S0874-2049200200020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doosje, B., Ellemers, N., &#38; Spears, R. (1995). Perceived intragroup variability as a function of group status and identification. <i>Journal of Experimental Social Psychology, 31,</i>410-436.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494025&pid=S0874-2049200200020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doosje, B., Spears, R., Ellemers, N., &#38; Koomen, W. (1999). Perceived group variability in intergroup relations: The distinctive role of social identity. <i>European Review of Social Psychology, 10,</i>41-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494027&pid=S0874-2049200200020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doyle, A. B., &#38; Aboud, F. E. (1995). A longitudinal study of white children&#39;s racial prejudice as a social-cognitive development. <i>Merrill-Paimer Quarterly, 41,</i> 209-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494029&pid=S0874-2049200200020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dutton, S., Singer, J., &#38; Devlin, A. S. (1998). Racial identity of children in integrated, predominantly white and black schools. <i>The Journal of Social Psychology, 138,</i> 41-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494031&pid=S0874-2049200200020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ellemers, N. (1993). The influence of socio-srtuctural variables on identity management strategies. In W. Stroebe, &#38; M. Hewstone (Eds), <i>European review of social psychology, 4,</i> 27-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494033&pid=S0874-2049200200020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ellemers, N., Spears, R., &#38; Doosje, B. (1997). Sticking together or falling apart: Ingroup identification as a psychological determinant of group commitment versus individual mobility. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 12,</i> 617-626.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494035&pid=S0874-2049200200020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guinote, A. (1999a). Percep&#231;&#227;o de variabilidade de grupo: Modelos de compreens&#227;o, resultados emp&#237;ricos e tend&#234;ncias actuais. <i>Psicologia, XII,</i> 273-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494037&pid=S0874-2049200200020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guinote, A. (1999b). A percep&#231;&#227;o de homogeneidade em grupos minorit&#225;rios: O caso dos angolanos em Portugal. Manuscrito n&#227;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494039&pid=S0874-2049200200020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guinote, A. (2001). The perception of intragroup variability in a minority and a non-minority context: The role of perceived variability in social adaptation. <i>British Journal of Social Psychology, 40,</i>117-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494041&pid=S0874-2049200200020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guinote, A., Mouro, C., Pereira, H., &#38; Monteiro, M. (2001). Children&#39;s perceptions of group variability as a function of status and power. Manuscrito apresentado para publica&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494043&pid=S0874-2049200200020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Judd, C. M., &#38; Park, B. (1988). Out-group homogeneity: Judgments of variability at the individual and group levels. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 54, </i>778-788.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494045&pid=S0874-2049200200020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Katz, P. A., Sohn, M., &#38; Zalk, S. R. (1975). Perceptual concomitants of racial attitudes in urban grade-school children. <i>Developmental Psychology, 11,</i>135-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494047&pid=S0874-2049200200020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kelly, C. (1989). Political identity and perceived intragroup homogeneity. <i>British Journal of Social Psychology, 28,</i> 239-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494049&pid=S0874-2049200200020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kelly, C. (1993). Group identification, intergroup perceptions and collective action. <i>European Review of Social Psychology, 4,</i> 59-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494051&pid=S0874-2049200200020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Linville, P. W., Ficher, G. W., &#38; Salovey, P. (1989). Perceived distributions of the characteristics of in-group and out-group members: Empirical evidence and a computer simulation. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 57,</i>165-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494053&pid=S0874-2049200200020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lorenzi-Cioldi, F. (1988). <i>Individus dominants et groupes domin&#233;s, images masculines et f&#233;minines.</i> Grenoble: Presses Universitaires.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494055&pid=S0874-2049200200020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lorenzi-Cioldi, F. (1993). They all look alike, but so do we... sometimes: Perceptions of in-group and out-group homogeneity as a function of sex and content. <i>British Journal of Social Psychology, 32,</i>111-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494057&pid=S0874-2049200200020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lorenzi-Cioldi, F. (1998). Group status and perceptions of homogeneity. <i>European Review of Social Psychology, 9,</i> 31-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494059&pid=S0874-2049200200020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marques, J. M., &#38; Pa&#233;z, D. (2000). Processos cognitivos e estere&#243;tipos sociais. In J. Vala &#38; M. B. Monteiro (Coords.), <i>Psicologia social</i> (4.<sup>a</sup> edi&#231;&#227;o, pp. 333-386). Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494061&pid=S0874-2049200200020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Milner, D. (1984). The development of ethnic attitudes. In H. Tajfel (Ed.). <i>The social dimension</i> (vol. I, pp. 89-110). Gr&#227;-Bretanha: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494063&pid=S0874-2049200200020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B., &#38; Ventura, P. (1997). A escola faz a diferen&#231;a? Pr&#225;ticas maternas e o desenvolvimento da no&#231;&#227;o de pessoa. In M. B. Monteiro &#38; P. Castro (Orgs.), <i>Cada cabe&#231;a sua senten&#231;a: Id&#233;ias dos pais sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento das crian&#231;as.</i> Lisboa: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494065&pid=S0874-2049200200020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ostrom, T. M., &#38; Sedikikes, C. (1992). Out-group homogeneity effects in natural and minimal groups. <i>Psychological Bulletin, 112,</i>536-552.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494067&pid=S0874-2049200200020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Park, B., &#38; Judd, C. M. (1990). Measures and models of perceived group variability. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 59,</i>173-191.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494069&pid=S0874-2049200200020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Park, B., Ryan, C, &#38; Judd, C. (1992). Role of meaningful subgroups in explaining differences in perceived variability for ingroups and outgroups. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 63,</i>553-567.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494071&pid=S0874-2049200200020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Park, B., &#38; Rothbart, M. (1982). Perception of out-group homogeneity and levels of social categorization: memory for the subordinate attributes of in-group and out-group members. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 42,</i>1051-1068.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494073&pid=S0874-2049200200020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rotheram, M. J., &#38; Phinney, J. M. (1987). Introduction: definition and perspectives in the study of children&#39;s ethnic socialization. In J. M. Phinney &#38; M. J. Rotheram (Eds.), <i>Children&#39;s ethnic socialization, pluralism and development.</i> Londres. Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494075&pid=S0874-2049200200020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sachdev, I., &#38; Bourhis, R. (1991). Power and status differentials in minority and majority group relations. <i>European Journal of Social Psychology, 21,</i>1-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494077&pid=S0874-2049200200020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simon, B., &#38; Brown, R. (1987). Perceived intragroup homogeneity in minority-majority contexts. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 53,</i> 703-711.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494079&pid=S0874-2049200200020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simon, B., &#38; Hamilton, D. L. (1994). Self-stereotyping and social context: The effects of relative in-group size and in-group status. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 66,</i> 699-711.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494081&pid=S0874-2049200200020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simon, B., &#38; Pettigrew, T. F. (1990). Social identity and perceived group homogeneity: Evidence for the ingroup homogeneity effect. <i>European Journal of Social Psychology, 20,</i>269-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494083&pid=S0874-2049200200020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simon, B. (1992). The perception of ingroup and outgroup homogeneity: Reintroducing the intergroup context. <i>European Review of Social Psychology, 3,</i>1-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494085&pid=S0874-2049200200020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simon, B., Gl&#227;ssner-Bayerl, B., &#38; Stratenwerth, I. (1991). Stereotyping and self-stereotyping in a natural intergroup context: The case of heterosexual and homosexual men. <i>Social Psychology Quarterly, 54,</i>252-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494087&pid=S0874-2049200200020000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simon, B., Kulla, C., &#38; Zobel, M. (1995). On being more than just a part of the whole: Regional identity and social distinctiveness. <i>European Journal of Social Psychology, 25,</i>325-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494089&pid=S0874-2049200200020000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stephan, W. G. (1977). Cognitive differentiation in intergroup perception. <i>Sociometry, 40,</i> 50-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494091&pid=S0874-2049200200020000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1978a). <i>Differentiation between social groups; Studies in the social psychology of intergroup relations.</i> Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494093&pid=S0874-2049200200020000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1978b). <i>The Social psychology of minorities:. A minority rights group international report.</i> Londres: Minority Rights Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494095&pid=S0874-2049200200020000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., Flament, C., Billig, M., &#38; Bundy, R. P. (1971). Social categorization and intergroup behaviour. <i>European Journal of Social Psychology, 1,</i>149-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494097&pid=S0874-2049200200020000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., &#38; Wilkes, A. L. (1963). Classification and quantitative judgment. <i>British Journal of Psychology, 54,</i>101-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494099&pid=S0874-2049200200020000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., Sheikh, A. 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