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<article-id pub-id-type="doi">10.17575/rpsicol.v17i1.439</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Oportunidades de aprendizagem para a criança nos seus contextos: de vida família e comunidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this paper is to present a revision of the recent theories and research efforts done by Dunst and his collaborators concerning children's learning opoortunities in their natural environments. These authors sustain that children's full participantion in community life should occur in ways that transmit ability rather than disability in order to make lives of children with special needs and their families more inclusive, and simultaneously helping them to learn and develop. In the first part of the article we briefly present an overview of the conceptual bases of Dunst's model and then we present some strategies described by Dunst and his collaborators to help the identification of natural learning environments, and how these aspects can be used by early intervention professionals to improve child and family outcomes.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Necessidades educativas especiais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[elaboração de mapas de recursos da comunidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[actividades contextualizadas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Oportunidades de aprendizagem para a crian&#231;a nos seus contextos de vida fam&#237;lia e comunidade</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Child&#39;s learning opportunities in natural environments: Family and comunity</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Maria Serrano<sup>*</sup>; Ana Paula Pereira<sup>**</sup>; Maria Leonor Carvalho<sup>***</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*-**</sup>Docente da Universidade do Minho</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>***</sup>Membro da Direc&#231;&#227;o da Associa&#231;&#227;o Nacional de Interven&#231;&#227;o Precoce.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo tem como objectivo abordar as investiga&#231;&#245;es e teorias recentes de Dunst e colaboradores sobre as oportunidades de aprendizagem da crian&#231;a nos seus contextos de vida, real&#231;ando a comunidade como fonte importante de oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento da crian&#231;a. A an&#225;lise do tema proposto, inicia-se com uma breve abordagem das bases conceptuais do modelo de Dunst e colaboradores em rela&#231;&#227;o &#224;s oportunidades de aprendizagem da crian&#231;a nos seus contextos naturais. Numa segunda parte, vamos focar a nossa aten&#231;&#227;o na aprendizagem da crian&#231;a que acontece como parte da vida familiar e da comunidade, remetendo-nos ao modelo proposto por Dunst e colaboradores para identificar contextos naturais de aprendizagem e oportunidades de inclus&#227;o para beb&#233;s e crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar com necessidades educativas especiais. Como conclus&#227;o, tra&#231;aremos um resumo das ideias principais veiculadas ao longo da tem&#225;tica abordada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Necessidades educativas especiais, elabora&#231;&#227;o de mapas de recursos da comunidade, actividades contextualizadas.</font></p>  <hr size="1" noshade>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"> The purpose of this paper is to present a revision of the recent theories and research efforts done by Dunst and his collaborators concerning children&#39;s learning opoortunities in their natural environments. These authors sustain that children&#39;s full participantion in community life should occur in ways that transmit ability rather than disability in order to make lives of children with special needs and their families more inclusive, and simultaneously helping them to learn and develop. In the first part of the article we briefly present an overview of the conceptual bases of Dunst&#39;s model and then we present some strategies described by Dunst and his collaborators to help the identification of natural learning environments, and how these aspects can be used by early intervention professionals to improve child and family outcomes.</font></p>           <p><font face="Verdana" size="2"><i>&#34;&#201;</i> preciso uma comunidade inteira para desenvolver uma crian&#231;a... n&#243;s somos a comunidade e estas s&#227;o as nossas crian&#231;as&#34; (prov&#233;rbio nigeriano).</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No contexto actual da Interven&#231;&#227;o Precoce (IP), tendo por fundamenta&#231;&#227;o te&#243;rica essencialmente a teoria dos sistemas sociais (Dunst, 2000b), valoriza-se a influ&#234;ncia dos contextos mais alargados no desenvolvimento da crian&#231;a com necessidades educativas especiais (NEE), pelo que cada vez mais &#233; refor&#231;ada a aten&#231;&#227;o a outros aspectos determinantes do desenvolvimento, nomeadamente influ&#234;ncias ambientais e interven&#231;&#245;es, que v&#227;o al&#233;m das perspectivas tradicionais da Interven&#231;&#227;o Precoce, mais restritivas e essencialmente terap&#234;uticas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A tem&#225;tica deste artigo tem por base a investiga&#231;&#227;o levada a cabo nos &#250;ltimos anos por Dunst (2000a, 2000b, 2001); Dunst e Bruder (1999a, 1999b); Dunst e Hamby (1999a, 1999b); Dunst, Herter e Shields (2000) e Dunst, Trivette, Humphries, Raab, e Roper (2001) no Children&#39;s Learning Opportunities Early Childhood Research Institute. Este instituto tem efectuado uma s&#233;rie de estudos no sentido de perceber como a vida na fam&#237;lia e na comunidade providenciam &#224;s crian&#231;as diferentes tipos de oportunidades naturais de aprendizagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Bases conceptuais</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Basicamente e do ponto de vista conceptual essas experi&#234;ncias naturais de aprendizagem ocorrem no contexto da fam&#237;lia, comunidade e programas de educa&#231;&#227;o de inf&#226;ncia, como podemos visualizar na <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a04f1.jpg">figura 1</a>. Assim, as experi&#234;ncias mais formais da crian&#231;a incluem as oportunidades de aprendizagem no contexto de programas de IP, creches e jardins de inf&#226;ncia, e outros contextos mais formais (Dunst, 2001). Por outro lado, a vida familiar inclui uma mistura de pessoas e locais, que proporcionam &#224; crian&#231;a uma variedade de oportunidades de aprendizagem.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">As diversas esferas de influ&#234;ncia, de acordo com Dunst (2001), n&#227;o funcionam de forma independente; estas podem sobrepor-se, e isso acontece quando as influ&#234;ncias socioculturais numa esfera se traduzem em experi&#234;ncias noutra esfera (por exemplo, as cren&#231;as religiosas podem implicar a participa&#231;&#227;o numa igreja da comunidade). Estas sobreposi&#231;&#245;es possuem igualmente um car&#225;cter transaccional e bidireccional (por exemplo, a ida a um actividade na comunidade, como uma sess&#227;o de teatro infantil, pode desencadear o tema para uma conversa &#224; mesa e, por sua vez, isso pode levar a fam&#237;lia a outras sa&#237;das ou actividades) (Dunst, 2001).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Enquanto o valor e import&#226;ncia da aprendizagem em diferentes programas ou contextos formais est&#225; bem documentado e amplamente debatido, o mesmo n&#227;o acontece em rela&#231;&#227;o a contextos mais informais em que a crian&#231;a vive. Desta forma, pretendemos ao longo deste artigo centrar-nos essencialmente nos aspectos que concernem as actividades na fam&#237;lia e comunidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As diferentes actividades que fazem parte do dia-a-dia na vida das crian&#231;as constituem experi&#234;ncias  	e acontecimentos que servem de contextos para a aprendizagem e desenvolvimento (Dunst, 2001). A vida quotidiana da crian&#231;a envolve  	in&#250;meras experi&#234;ncias e oportunidades de aprendizagem, sejam ou n&#227;o planeadas, intencionais, ocasionais, e mais ou menos  	estruturadas (Dunst, 2000 a). Levar a crian&#231;a ao parque da cidade, passear o c&#227;o nas redondezas, experimentar comer com a colher  	&#224; hora da refei&#231;&#227;o, chapinhar na hora do banho, s&#227;o exemplos de oportunidades de aprendizagem que a crian&#231;a pode  	vivenciar diariamente e que n&#227;o podem ser desvalorizadas, em rela&#231;&#227;o &#224;s interven&#231;&#245;es ditas terap&#234;uticas.  	Estas experi&#234;ncias fornecem &#224;s crian&#231;as oportunidades de aprendizagem que ir&#227;o promover o seu desenvolvimento. A vida do  	dia-a-dia na comunidade (especialmente as rotinas da fam&#237;lia, pais e crian&#231;as) n&#227;o &#233; vista como um contexto no qual a IP,  	pr&#225;ticas pr&#233;-escolares ou terapias s&#227;o &#34;embutidas&#34; ou conduzidas (Beckman <i>et al.</i> 1998; Koegel, Koegel, Kellegrew, &#38; M&#252;llen, 1996; Noonan &#38; McCormick, 1993, citados por Dunst, 2001). Em vez disso, as oportunidades de aprendizagem da fam&#237;lia e da comunidade s&#227;o consideradas em si mesmas e naquilo que elas encerram, como uma forma vi&#225;vel de IP (Dunst, 2000b; 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, na investiga&#231;&#227;o levada a cabo por Dunst e Bruder (1999b) e Dunst e Hamby (1999a; 1999b), foram identificadas vinte e duas categorias de oportunidades de aprendizagem na fam&#237;lia e na comunidade. Ao n&#237;vel da fam&#237;lia identificaram as rotinas familiares, as rotinas parentais, as rotinas da crian&#231;a, actividades de literacia, actividades motoras, actividades l&#250;dicas, actividades de entretenimento, rituais familiares, celebra&#231;&#245;es familiares, actividades de socializa&#231;&#227;o e actividades de jardinagem. Ao n&#237;vel da comunidade identificaram actividades familiares, sa&#237;das familiares, actividades l&#250;dicas, eventos na comunidade, atrac&#231;&#245;es para crian&#231;as, actividades ao ar livre, actividades recreativas, actividades art&#237;sticas /entretenimento, grupos religiosos/igreja, grupos/organiza&#231;&#245;es, e actividades/eventos desportivos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A premissa e a tese fundamental dos trabalhos de Dunst <i>et al.</i> (Dunst, 2000b; 2001; Dunst &#38; Bruder, 1999a; 1999b; Dunst &#38; Hamby, 1999a; 1999b; Dunst, Trivette, Humphries, Raab, &#38; Roper, 2001), nesta tem&#225;tica, &#233; que a comunidade e o ambiente na vida de uma fam&#237;lia s&#227;o fontes de oportunidades de aprendizagem e experi&#234;ncias para a crian&#231;a, e que a participa&#231;&#227;o desta em actividades sociais e n&#227;o sociais, que reforcem as suas compet&#234;ncias e promovam novas capacidades, constituem contextos fundamentais para a aprendizagem e desenvolvimento (Dunst, 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Dunst (2001), do ponto de vista conceptual as premissas do trabalho desenvolvido por estes autores baseiam-se na teoria da ecologia do desenvolvimento de Bronfenbrenner (1979), na teoria da actividade de Wertch (1985) e na teoria do apoio social (Dunst, Trivette &#38; Jordy, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O interesse por ambientes naturais como fonte de oportunidades de aprendizagem para a crian&#231;a tem sido h&#225; muitos anos o foco de aten&#231;&#227;o da teoria, investiga&#231;&#227;o e pr&#225;tica de muitos psic&#243;logos, antrop&#243;logos e educadores (Ounst, Trivette, Humphries, Raab, &#38; Roper, 2001). Mead (1954) j&#225; se referia aos ambientes naturais de aprendizagem, que ela designava por &#34;ordinary life situations&#34;, e como eles contribu&#237;am para as diferen&#231;as individuais na aprendizagem e desenvolvimento das crian&#231;as. De igual modo, os postulados te&#243;ricos veiculados por Vigotsky (1978) ajudam a perceber a import&#226;ncia que os ambientes naturais de aprendizagem possuem, fornecendo os contextos f&#237;sico, social e cultural para o desenvolvimento e aprendizagem da crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um aspecto importante e muitas vezes desvalorizado &#233; que todos n&#243;s possu&#237;mos um conjunto de tra&#231;os e caracter&#237;sticas individuais que estimulam o desenvolvimento e que s&#227;o as capacidades e potencialidades de cada um (Dunst, 2000a; 2001). Nas crian&#231;as essas potencialidades podem ser, entre outras, as capacidades existentes ou emergentes, os interesses, as prefer&#234;ncias, talentos, etc., que as fazem interagir com os objectos ou com pessoas e s&#227;o muitas vezes utilizadas naturalmente pelos pais ou outros elementos (Dunst, 2001). Uma abordagem baseada nas potencialidades parte dos interesses da crian&#231;a como uma condi&#231;&#227;o para a levar a envolver-se em actividades que possuem caracter&#237;sticas e consequ&#234;ncias de refor&#231;ar e desenvolver compet&#234;ncias. Um esquema desta abordagem pode ser visualizado na <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a04f2.jpg">figura 2</a>. Segundo Dunst (2001), os interesses correspondem &#224;s potencialidades, prefer&#234;ncias talentos e motiva&#231;&#245;es da crian&#231;a, enquanto as compet&#234;ncias correspondem &#224;s aptid&#245;es conhecimentos e capacidades. O processo de criar oportunidades de aprendizagem que condizem com os interesses da crian&#231;a, leva &#224; sua participa&#231;&#227;o activa nas actividades desejadas, e &#224; demonstra&#231;&#227;o de compet&#234;ncias durante as actividades, refor&#231;ando o seu funcionamento. O desenvolvimento de compet&#234;ncias, por sua vez, promove um sentido de dom&#237;nio, e este promove e motiva continuamente interesses, envolvimento e compet&#234;ncias.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Actividades contextualizadas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A vida di&#225;ria na fam&#237;lia e na comunidade &#233; feita de diferentes experi&#234;ncias que d&#227;o &#224; crian&#231;a uma lista rica de oportunidades de aprendizagem. O termo <i>actividades contextualizadas</i> &#233; utilizado para descrever essas oportunidades de aprendizagem (Dunst &#38; Bruder, 1999 b; Dunst, 2Q01).<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a> Por exemplo, um pai ao pegar o beb&#233; ao colo enquanto brinca ao &#34;cu-cu&#34;, ou apontar e falar sobre um p&#225;ssaro num ramo de uma &#225;rvore, enquanto passeiam pelo jardim, constituem exemplos deste tipo de aprendizagem di&#225;ria. Neste modelo conceptual os enquadramentos de actividades s&#227;o reconhecidos como as principais e maiores fontes de experi&#234;ncias e oportunidades de aprendizagem para as crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dunst e Bruder (1999b) definem <i>actividade contextualizada</i> como &#34;... uma experi&#234;ncia, oportunidade, ou acontecimento situacional espec&#237;fico que envolve interac&#231;&#245;es da crian&#231;a com pessoas e com o ambiente f&#237;sico (materiais e objectos), providenciando um contexto para a sua aprendizagem e desenvolvimento&#34; (p. 1).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As <i>actividades contextualizadas</i> encontram-se em m&#250;ltiplas e diferentes partes da vida na fam&#237;lia e na comunidade. Podem ser encontradas em rotinas di&#225;rias, como o acordar, o vestir, a hora da refei&#231;&#227;o; nas rotinas n&#227;o di&#225;rias, como a visita aos av&#243;s no almo&#231;o de domingo ou ir duas vezes por semana &#224; piscina; nos rituais da fam&#237;lia, como rezar antes da refei&#231;&#227;o ou conversar &#224; hora do jantar; nas celebra&#231;&#245;es familiares ou da comunidade; na ida &#224;s compras, nas desloca&#231;&#245;es de transportes p&#250;blicos; ou ainda nos acontecimentos especiais, como ir a um espect&#225;culo de marionetas ou mesmo as f&#233;rias anuais da fam&#237;lia (Dunst &#38; Bruder, 1999 b).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As <i>actividades contextualizadas</i> tamb&#233;m podem ser &#34;acidentais&#34;, como resultado de oportunidades que acontecem naturalmente, como observar um ninho de passarinhos, ao passear pelo bairro ou pelas redondezas; correr para um amigo num jogo de futebol do irm&#227;o mais velho, brincar com o cachorro de um vizinho que passa, etc., ou &#34;planeadas&#34;, como a participa&#231;&#227;o numa aula de nata&#231;&#227;o para beb&#233;s uma vez por semana (Dunst, Trivette, Humphries, Raab, &#38; Roper, 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Actividades contextualizadas e oportunidades de aprendizagem</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Dunst e Bruder (1999 b), um local f&#237;sico ou social &#233; fonte de diferentes tipos de actividades contextualizadas, e cada actividade contextualizada &#233;, por sua vez, fonte de variadas oportunidades de aprendizagem. A <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a04f3.jpg">figura 3</a> apresenta de forma esquem&#225;tica estes conceitos. Assim, por exemplo, um local como a cozinha, inclui cadeiras, mesa, frigor&#237;fico, lava-loi&#231;a, etc. Qualquer um destes objectos, por exemplo a mesa, proporciona oportunidades t&#227;o variadas como aprender a comer com a colher, beber pelo copo, &#34;conversar&#34; com os membros da fam&#237;lia, etc. Partindo deste exemplo, &#233; f&#225;cil vislumbrarmos a multiplicidade de potenciais oportunidades de aprendizagem de que a crian&#231;a pode beneficiar, ao longo das actividades de vida di&#225;ria, na fam&#237;lia e na comunidade. Assim, proporcionar uma maior variedade de locais onde a crian&#231;a pode interagir e, consecutivamente, aumentar a variedade de <i>actividades contextualizadas</i> permite alargar as potenciais oportunidades de aprendizagem da crian&#231;a.</font></p>              
<p><font face="Verdana" size="2">As investiga&#231;&#245;es de Dunst <i>et al</i> (1999b) evidenciam que as <i>actividades contextualizadas</i> di&#225;rias da fam&#237;lia e da comunidade constituem os ambientes de aprendizagem naturais, que promovem a aprendizagem e desenvolvimento da crian&#231;a, facilitando a sua inclus&#227;o na comunidade onde pertence.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A <i>vida na fam&#237;lia e na comunidade como fonte de oportunidades de aprendizagem para a crian&#231;a</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Considerar a comunidade como fonte de oportunidades de aprendizagem da crian&#231;a implica reconhecer que as actividades que a comunidade proporciona podem ter um grande peso na promo&#231;&#227;o do seu desenvolvimento e, como tal, podem constituir uma forma de IP.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dunst (2001) prop&#245;e uma perspectiva alargada do enfoque da IP para definir e identificar as diferentes pessoas e experi&#234;ncias ambientais que servem como contexto para as aprendizagens da crian&#231;a, considerando que a vida da comunidade &#8364; constitu&#237;da por centenas de possibilidades de promo&#231;&#227;o do desenvolvimento, que geralmente n&#227;o s&#227;o reconhecidas nem consideradas no contexto da IP tradicional Poder&#237;amos ir mais longe, arriscando afirmar que uma simples an&#225;lise informal dos pianos individualizados de apoio familiar (PIAF) habitualmente desenvolvidos com fam&#237;lias, nos poderia ajudar a corroborar esta constata&#231;&#227;o de Dunst. De uma forma geral, a vida que a crian&#231;a e a fam&#237;lia vivem no seu dia-a-dia na comunidade n&#227;o &#233; habitualmente vista como poss&#237;vel enquadramento para as pr&#225;ticas da IP, o que implica uma reflex&#227;o sobre a mudan&#231;a de paradigma daquilo que deve ser a IP (Dunst, 2000b), na medida em que podemos n&#227;o estar a alcan&#231;ar todos os determinantes do desenvolvimento da crian&#231;a. Ou seja, podemos n&#227;o estar a considerar os factores que realmente podem fazer a diferen&#231;a para a real inclus&#227;o da crian&#231;a com NEE na comunidade onde pertence. Tal como &#233; conceptualizado aqui, a participa&#231;&#227;o em oportunidades de aprendizagem da comunidade &#233; considerada IP porquanto elas constituem fontes de experi&#234;ncias de aprendizagem e possuem caracter&#237;sticas e consequ&#234;ncias que promovem o desenvolvimento e normaliza&#231;&#227;o da vida das fam&#237;lias (Dunst, 2000b). Segundo Dunst (2001), &#34;esta conceptualiza&#231;&#227;o de IP baseia-se em teoria e investiga&#231;&#227;o (ver Dunst, 1985; 2000b), indicando que as experi&#234;ncias ambientais providenciadas &#224;s crian&#231;as, independentemente se serem ou n&#227;o intencionalmente manipuladas (Horowitz, 1994) funcionam como uma forma de IP&#34; (p. 314). Da mesma forma, a participa&#231;&#227;o da crian&#231;a em actividades contextualizadas e oportunidades de aprendizagem, quer estas sejam providenciadas de forma intencional ou ao acaso, &#233; vista como oportunidades ambientais que fornecem um contexto para a aprendizagem e desenvolvimento (Dunst, 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Modelo para identificar e promover actividades na comunidade</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o e a pr&#225;tica, segundo trabalhos desenvolvidos por Dunst e colaboradores, levaram a um consider&#225;vel avan&#231;o na compreens&#227;o de m&#233;todos e estrat&#233;gias para identifica&#231;&#227;o e utiliza&#231;&#227;o das actividades da comunidade como fontes de oportunidades de aprendizagem da crian&#231;a, no processo de interven&#231;&#227;o com a crian&#231;a e sua fam&#237;lia (Dunst, 2001; Dunst, Herter, Shields &#38; Bennis, 2001).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Iremos agora, de forma resumida, apresentar o modelo proposto por Dunst e colaboradores para identificar e promover actividades na comunidade, que consideramos &#250;til para apoiar a sistematiza&#231;&#227;o de uma interven&#231;&#227;o que tenha em conta estes aspectos, sempre de acordo com as pr&#225;ticas centradas na fam&#237;lia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este modelo engloba tr&#234;s componentes ou princ&#237;pios essenciais a ter em conta (Dunst, 2001; Dunst <i>et al.,</i> 2001):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">1) Por um lado, h&#225; que ter em conta que a comunidade onde a crian&#231;a est&#225; inserida &#233; rica em potenciais experi&#234;ncias e actividades que podem promover a sua aprendizagem e desenvolvimento. <i>As fontes de oportunidades de aprendizagem na comunidade</i> incluem as pessoas da comunidade, locais, acontecimentos e outros que d&#227;o &#224; crian&#231;a diferentes tipos de experi&#234;ncias de aprendizagem. Segundo os autores (Dunst <i>et al.,</i> 2001; Dunst, 2001), a vida na comunidade proporciona ao beb&#233; e &#224; crian&#231;a em idade pr&#233;-escolar uma vasta gama de oportunidades e experi&#234;ncias de aprendizagem, que podem ser mais formais ou informais, estruturadas (frequentar aulas de nata&#231;&#227;o) ou n&#227;o estruturadas (deitar peda&#231;os de p&#227;o aos patos), planeadas (ir &#224; piscina para beb&#233;s uma vez por semana) ou que acontecem naturalmente (apanhar flores de cores diferentes durante um passeio). A vida na comunidade inclui um misto de pessoas e locais que d&#227;o &#224; crian&#231;a m&#250;ltiplas oportunidades de aprendizagem: pessoas e actividades experienciadas em passeios pelas redondezas, brincar num parque ou no campo, festivais para crian&#231;as, feiras, quintas, etc.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) Um segundo princ&#237;pio ou aspecto essencial a ter em conta &#233; a import&#226;ncia de utilizar processos de sistematiza&#231;&#227;o e organiza&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o. Dunst descreve a estrat&#233;gia de &#34;community mapping&#34;, ou seja, o processo de elabora&#231;&#227;o de <i>mapas de recursos da comunidade</i>, como auxiliar dessa sistematiza&#231;&#227;o (Dunst <i>et al.<sub>f</sub></i> 2001). Este processo, que vamos descrever mais &#224; frente, serve para identificar, catalogar e informar os pais, profissionais de IP e outros membros da comunidade, sobre os tipos de oportunidades de aprendizagem dispon&#237;veis num determinado bairro, comunidade, cidade ou regi&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">3) Por outro lado, Dunst (2001) refor&#231;a a import&#226;ncia de uma perspectiva baseada nas for&#231;as e capacita&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos, real&#231;ando as <i>estrat&#233;gias de desenvolvimento de capacidades</i>. Estas envolvem m&#233;todos diferentes, utilizando interesses e capacidades da crian&#231;a, dos pais e membros da comunidade, para aumentarem a participa&#231;&#227;o das crian&#231;as em actividades de aprendizagem na comunidade, de forma a apoiar e fortalecer as compet&#234;ncias e capacidades, tanto dos pais como dos membros da comunidade. As pr&#243;prias prefer&#234;ncias dos pais s&#227;o determinantes do tipo de experi&#234;ncias e oportunidades de aprendizagem que v&#227;o ser proporcionadas &#224; crian&#231;a: as pessoas sentem-se mais &#224; vontade a fazer aquilo que gostam e que fazem bem, pelo que &#233; importante ter isto em conta, encorajando e refor&#231;ando as consequ&#234;ncias dos seus esfor&#231;os e ac&#231;&#245;es. Portanto, este aspecto refor&#231;a a import&#226;ncia de ter em conta os pontos fortes e potencialidades das fam&#237;lias, dos membros da comunidade e das pr&#243;prias crian&#231;as, no sentido de envolver activamente e com sucesso estas &#250;ltimas em actividades da comunidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>De acordo com Dunst (2000b):</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os modelos de interven&#231;&#227;o baseados nos pontos fortes e potencialidades, implicam o reconhecimento que o desenvolvimento e constru&#231;&#227;o com base nas for&#231;as, interesses e prefer&#234;ncias constituem uma abordagem mais produtiva no sentido da mudan&#231;a de comportamentos, do que aqueles esfor&#231;os dirigidos para a correc&#231;&#227;o de d&#233;fices cm fraquezas (p. 98).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Oportunidades de aprendizagem baseadas nos interesses</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Dunst <i>et al</i> (2000), o tipo de oportunidades de aprendizagem de que a crian&#231;a usufrui &#233; influenciado pelo local onde a crian&#231;a e a fam&#237;lia vivem, pelas pr&#243;prias cren&#231;as e prefer&#234;ncias que os pais t&#234;m em rela&#231;&#227;o ao que promove o desenvolvimento e em rela&#231;&#227;o &#224;s actividades a que d&#227;o valor e, por &#250;ltimo, mas n&#227;o de menos import&#226;ncia, pelos pr&#243;prios interesses e potencialidades da crian&#231;a*</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, envolver a crian&#231;a em actividades de aprendizagem na comunidade pode ser um processo facilitado e melhor alcan&#231;ado se utilizarmos os interesses da crian&#231;a como ponto de partida. A investiga&#231;&#227;o e a pr&#225;tica demonstram que o desenvolvimento e a aprendizagem da crian&#231;a ocorrem de forma r&#225;pida quando os seus interesses a envolvem em actividades sociais e n&#227;o sociais que lhe providenciam oportunidades para praticar as capacidades existentes, para explorar o seu ambiente e para aprender novas capacidades (Dunst, Herter &#38; Shields, 2000; Dunst, 2000a; Dunst, 2001)</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Envolver a crian&#231;a em actividades contextualizadas de acordo com os seus interesses e compet&#234;ncias constitui uma excelente forma de providenciar oportunidades de aprendizagem que promovam o seu desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este processo proposto por Dunst e colaboradores (Dunst <i>et al.,</i> 2000) passa por tr&#234;s etapas, que vamos passar a abordar:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Etapa 1: identificar os interesses da crian&#231;a, procurando obter o perfil dos seus interesses;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Etapa 2: identificar actividades que providenciem oportunidades para expressar esses interesses, utilizando o processo de construir mapas de oportunidades na comunidade;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Etapa 3: envolver a crian&#231;a em oportunidades de aprendizagem que promovam a sua participa&#231;&#227;o activa nas actividades, o aumento das suas compet&#234;ncias e o dom&#237;nio das suas capacidades.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Etapa 1: identificar os interesses da crian&#231;a</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A observa&#231;&#227;o dos interesses, capacidades e potencialidades da crian&#231;a pode constituir um instrumento simples mas poderoso para identificar gostos e prefer&#234;ncias e o tipo de actividades que provocam express&#227;o de interesses. Por outro lado, a colabora&#231;&#227;o com os pais e outros prestadores de cuidados que conhe&#231;am a crian&#231;a constitui uma importante fonte de informa&#231;&#227;o sobre o que a crian&#231;a gosta, pois estes s&#227;o quem melhor conhece a crian&#231;a. &#201;, portanto, atrav&#233;s do di&#225;logo com os pais e da observa&#231;&#227;o da crian&#231;a que conseguimos obter um perfil dos seus interesses, que englobe as suas capacidades, for&#231;as, potencialidades e prefer&#234;ncias. Esta &#233; essencialmente uma avalia&#231;&#227;o informal, que pode ser enriquecida com quest&#245;es simples, como as a seguir descritas (adaptado de Dunst, Herter &#38; Shields, 2000; Dunst, 2000a):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; O que faz a crian&#231;a feliz e sentir-se bem?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; Quais as coisas favoritas da crian&#231;a?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; Que coisas s&#227;o particularmente agrad&#225;veis e interessantes para a crian&#231;a?</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; O que faz a crian&#231;a &#34;mostrar o seu melhor&#34;?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; O que faz a crian&#231;a tomar e manter a aten&#231;&#227;o?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; O que faz a crian&#231;a esfor&#231;ar-se particularmente?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Saber quais s&#227;o as coisas preferidas da crian&#231;a (locais, comidas, m&#250;sica, jogos, brinquedos, animais, programa de TV, hora do dia, estar s&#243; ou acompanhado) e avaliar que locais, rotinas ou actividades aumentam a persist&#234;ncia da crian&#231;a na tarefa, proporciona uma base para identificar interesses, determinar o que cativa facilmente a crian&#231;a, e o que a faz iniciar interac&#231;&#245;es com os outros.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; tamb&#233;m importante observar indicadores de emo&#231;&#227;o e sentimentos da crian&#231;a perante uma actividade; indicadores que nos demonstrem o mundo social da crian&#231;a e como se relaciona; as escolhas da crian&#231;a e a sua autodetermina&#231;&#227;o; os pr&#243;prios indicadores f&#237;sicos s&#227;o &#250;teis para dar informa&#231;&#227;o sobre os gostos da crian&#231;a (sorrir, brilho nos olhos, olhar atento, movimentos corporais de entusiasmo, etc...).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A resposta a este tipo de quest&#245;es e a observa&#231;&#227;o da crian&#231;a nos contextos onde habitualmente se encontra, podem fornecer ideias importantes sobre os seus interesses. Isto deve ser feito com base numa avalia&#231;&#227;o informal, que implica escuta, conversa&#231;&#227;o e partilha com a fam&#237;lia. Com esta informa&#231;&#227;o, o intervencionista e os pais estar&#227;o mais capacitados para decidir que tipos de actividades contextualizadas e oportunidades de aprendizagem no dia-a-dia s&#227;o os melhores para a crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Etapa 2: identificar actividades que providenciem oportunidades para expressar esses interesses</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Depois de reunir informa&#231;&#227;o sobre os interesses da crian&#231;a, o pr&#243;ximo passo &#233; explorar op&#231;&#245;es que proporcionem oportunidades para expressar esses interesses.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As investiga&#231;&#245;es de Dunst e colaboradores evidenciam que diferentes crian&#231;as experienciam diferentes tipos de oportunidades de aprendizagem, dependendo do local onde vivem, do que gostam de fazer, do que os seus pais gostam de fazer, e tamb&#233;m o que a fam&#237;lia quer para si e para os seus filhos. Cada comunidade &#233; rica em experi&#234;ncias para a crian&#231;a e fam&#237;lia, mas cada uma tem ofertas diferentes. Se virmos o exemplo do distrito de Coimbra, cada um dos 17 concelhos &#233; diferente e proporciona experi&#234;ncias diferentes: na Figueira da Foz encontramos praia; em Coimbra provavelmente existem mais recursos estruturados, como piscina, biblioteca infantil; enquanto nos concelhos mais interiores outras fontes igualmente ricas est&#227;o dispon&#237;veis, como o contacto com o campo, o ar livre e os animais nas quintas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em conta os interesses da crian&#231;a, &#233; poss&#237;vel gerar uma lista de oportunidades de aprendizagem para a comunidade imediata e extensa da crian&#231;a. Por exemplo, uma crian&#231;a que tem como interesses as bolas leva-nos a pensar e a pesquisar locais e actividades que providenciem oportunidades para expressar esses interesses.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma das melhores formas para utilizar as actividades da comunidade como fontes de oportunidades de aprendizagem &#233; compilar o maior n&#250;mero poss&#237;vel de informa&#231;&#227;o sobre os locais ou localiza&#231;&#245;es onde a aprendizagem poder&#225; ocorrer. Isto &#233; poss&#237;vel de alcan&#231;ar em colabora&#231;&#227;o como os pais e pesquisando informa&#231;&#227;o que ser&#225; compilada pelo processo de elabora&#231;&#227;o de <i>mapas de recursos da comunidade </i>(Dunst, Herter, Shields &#38; Bennis, 2001).<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> Dunst e colaboradores (2001) defendem esta abordagem com duas justifica&#231;&#245;es essenciais:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; porque a experi&#234;ncia nos diz que as comunidades onde a crian&#231;a se encontra s&#227;o extremamente ricas em potenciais oportunidades de aprendizagem;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; porque tanto os pais como os t&#233;cnicos n&#227;o conseguem lembrar-se ou evocar de mem&#243;ria todas as potenciais actividades de aprendizagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O processo de elabora&#231;&#227;o de mapas de recursos da comunidade &#233; definido pelos seus autores como o m&#233;todo que os pais e t&#233;cnicos podem utilizar para localizar e compilar informa&#231;&#227;o sobre oportunidades di&#225;rias de aprendizagem na comunidade. Segundo os autores, &#233; &#250;til para identificar contextos de aprendizagem naturais e oportunidades de inclus&#227;o para beb&#233;s e pr&#233;-escolares com NEE (Dunst <i>et al, </i>2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De forma muito resumida, este processo envolve quatro passos:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Decidir que tipos de oportunidades de aprendizagem vamos localizar no mapa</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este processo come&#231;a com a decis&#227;o sobre que tipos de actividades v&#227;o ser identificadas. Todas as comunidades s&#227;o ricas em fontes de actividades de aprendizagem e vamos decidir os tipos de actividades que se pretende localizar no mapa, de acordo com o objectivo pretendido: se vamos seleccionar actividades relacionadas com divertimento (parques de divers&#227;o), ou celebra&#231;&#245;es da comunidade (feiras, desfiles, festivais de rancho), clubes e organiza&#231;&#245;es (organiza&#231;&#227;o de tempos livres, centros comunit&#225;rios), actividades de desporto (gin&#225;stica, nata&#231;&#227;o, futebol), etc...</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; importante ter em aten&#231;&#227;o a forma como v&#227;o ser catalogadas as actividades: as fam&#237;lias descrevem as actividades em termos de fun&#231;&#245;es espec&#237;ficas (ter&#225; aulas de nata&#231;&#227;o para aprender a nadar) ou em termos de tipos particulares de experi&#234;ncias ou oportunidades (dar p&#227;o aos patos no parque). Por outro lado, as fam&#237;lias descrevem estas actividades em termos de &#34;linguagem do dia-a-dia&#34; e n&#227;o em termos de dom&#237;nios do desenvolvimento ou tipos espec&#237;ficos de interven&#231;&#245;es (Dunst <i>et al.,</i> 2001).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Reunir informa&#231;&#227;o sobre fontes de oportunidades de aprendizagem na comunidade</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este passo come&#231;a depois de os tipos de actividades a localizar no mapa estarem identificados. As principais fontes de informa&#231;&#227;o sobre as actividades de aprendizagem na comunidade podem ser determinados &#34;informadores chave&#34;, ou seja, pessoas cujo envolvimento na comunidade inclui uma aten&#231;&#227;o especial aos locais onde a aprendizagem da crian&#231;a ocorre: pessoas da comunidade que trabalham com crian&#231;as, membros da comunidade ligados &#224; organiza&#231;&#227;o de acontecimentos (pessoal dos parques, de locais recreativos, da igreja), membros da fam&#237;lia. Por outro lado, outras fontes de informa&#231;&#227;o &#250;teis podem ser: guias de turismo, brochuras em hot&#233;is, turismo, a c&#226;mara, bibliotecas infantis, a internet, etc.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Segundo Dunst e colaboradores (2001), &#233; importante reunir informa&#231;&#227;o simples sobre pessoas, locais e acontecimentos. A informa&#231;&#227;o adicional e mais espec&#237;fica, como hor&#225;rios, dias de funcionamento, custos, etc., s&#227;o &#250;teis, mas n&#227;o imediatamente necess&#225;rios. Basta o nome, endere&#231;o e contacto e categoria de actividade, pois reunir informa&#231;&#227;o demasiada pode ser um processo sem fim.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Desenvolver uma base de dados de oportunidades de aprendizagem na comunidade</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se reunirmos os dados em computador, temos os dados facilmente acess&#237;veis atrav&#233;s da selec&#231;&#227;o de termos de pesquisa, que facilitam a localiza&#231;&#227;o de oportunidades de aprendizagem. Por outro lado, para uma outra fam&#237;lia que venha a considerar no seu PIAF objectivos relacionados com a participa&#231;&#227;o da crian&#231;a na comunidade, a informa&#231;&#227;o compilada anteriormente pode igualmente vir a ser &#250;til.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m nesta etapa &#233; importante usar linguagem acess&#237;vel, usada no dia-a-dia da fam&#237;lia para catalogar e descrever as actividades de aprendizagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Utilizar mapas como instrumentos para envolver as crian&#231;as em actividades de aprendizagem na comunidade</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Dunst e colaboradores (2001), colocar as localiza&#231;&#245;es das actividades em mapas &#233; um procedimento &#250;til para aumentar o conhecimento e utiliza&#231;&#227;o de oportunidades de aprendizagem da comunidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os mapas s&#227;o &#250;teis porque todas as pessoas utilizam mapas para construir imagens espaciais do local onde vivem e onde as coisas est&#227;o localizadas em rela&#231;&#227;o ao seu domic&#237;lio. Dunst e colaboradores (2001) descobriram pelas suas investiga&#231;&#245;es que todos os pais envolvidos nos seus estudos preferiram mapas como a melhor forma para aprender sobre oportunidades de aprendizagem baseadas na comunidade, em compara&#231;&#227;o com m&#233;todos do tipo de folhetos ou brochuras. Podem ser usados mapas das ruas da cidade, dispon&#237;veis nas c&#226;maras municipais ou nos postos de turismo das localidades.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O grande objectivo desta segunda etapa (identificar actividades) &#233; gerar ideias. O resultado ser&#225; uma potencial lista de actividades na comunidade que possam providenciar oportunidades para expressar os interesses da crian&#231;a e, de acordo com cada situa&#231;&#227;o, podem ou n&#227;o usar-se mapas para localizar as actividades propostas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cada servi&#231;o de IP, cada equipa, podem ter estrat&#233;gias diferentes que se devem adaptar &#224;s caracter&#237;sticas dos locais e das fam&#237;lias. A base de dados ou listagem final obtida pode abrir a porta a m&#250;ltiplos tipos de novas oportunidades de aprendizagem para as crian&#231;as e suas fam&#237;lias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Pode come&#231;ar-se apenas por reunir algumas informa&#231;&#245;es locais sobre poss&#237;veis fontes de oportunidades de aprendizagem, tais como actividades ao ar livre, passeios agrad&#225;veis, etc. Numa determinada equipa, cada elemento pode seleccionar uma categoria e reunir informa&#231;&#227;o sobre os diferentes tipos de actividades dispon&#237;veis localmente. Pode recorrer-se a organiza&#231;&#227;o de reuni&#245;es sobre levantamento de actividades de aprendizagem, voluntariado ou grupos de pais, para iniciar o levantamento de actividades dispon&#237;veis na comunidade que podem proporcionar potenciais oportunidades de aprendizagem &#224; crian&#231;a. Ao mergulharmos nesta tarefa, pode ser surpreendente a quantidade de informa&#231;&#227;o que se re&#250;ne em pouco tempo.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Etapa 3: envolver a crian&#231;a em oportunidades de aprendizagem que promovam a participa&#231;&#227;o activa, compet&#234;ncias e dom&#237;nio de capacidades</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Envolver a crian&#231;a em oportunidades de aprendizagem na comunidade que s&#227;o baseadas nos seus interesses, passa pela escolha daquelas actividades que melhor se adaptam &#224;s prefer&#234;ncias e for&#231;as da crian&#231;a, tal como visto anteriormente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este processo pode ser mais complicado do que &#224; partida possa parecer, pois vai ditar se o objectivo inicial (aumentar a participa&#231;&#227;o da crian&#231;a com NEE na comunidade) &#233; realmente atingido. N&#227;o basta identificar potenciais oportunidade de aprendizagem na comunidade, de acordo com os interesses da crian&#231;a, mas sim conseguir que a crian&#231;a participe activamente nessas actividades, de forma a que seja poss&#237;vel a promo&#231;&#227;o do seu desenvolvimento. Neste sentido, importa ter em aten&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; as prefer&#234;ncias dos pais, como as caracter&#237;sticas dos locais e pessoas da comunidade, bem como quest&#245;es espec&#237;ficas da crian&#231;a, aten&#231;&#227;o essa que nos pode ajudar a aumentar a probabilidade de a participa&#231;&#227;o activa desta vir a ser bem sucedida.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Dunst, Herter e Shields (2000), &#233; necess&#225;rio ter em conta que o tipo de participa&#231;&#227;o em actividades na comunidade varia de acordo com a idade da crian&#231;a (dos 0 aos 6 anos). Os beb&#233;s e crian&#231;as pequenas participam, de maneira geral, em actividades da comunidade mais informais e n&#227;o estruturadas. Nestes casos, as caracter&#237;sticas dos contextos, as pessoas presentes nesses locais, constituem a base para expressar os interesses da crian&#231;a: por exemplo, para um beb&#233; que escuta uma hist&#243;ria, os movimentos do corpo e a modula&#231;&#227;o da voz podem captar o interesse da crian&#231;a, mais do que a hist&#243;ria do livro! Em contraste, a participa&#231;&#227;o da crian&#231;a mais velha tende a ser mais formal e dirigida a um determinado objectivo, como por exemplo, frequentar duas vezes por semana as aulas de karat&#233;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A experi&#234;ncia demonstra que a participa&#231;&#227;o da crian&#231;a mais nova (cronol&#243;gica e desenvolvimental) em actividades de aprendizagem na comunidade, tem mais probabilidade de ter sucesso quando as oportunidades s&#227;o inicialmente mais informais e n&#227;o estruturadas (Dunst, Herter &#38; Shields, 2000). As oportunidades de aprendizagem come&#231;am a ser mais estruturadas quando a crian&#231;a se torna mais capaz e competente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, o grau de liberdade das actividades tamb&#233;m interessa muito para a participa&#231;&#227;o activa da crian&#231;a nestas: se a participa&#231;&#227;o &#233; divertida, agrad&#225;vel e se tem sucesso, mais facilmente a crian&#231;a se envolve activamente. As actividades que t&#234;m um baixo grau de liberdade, requerem que a crian&#231;a produza comportamentos espec&#237;ficos, enquanto que as actividades com um elevado grau de liberdade providenciam muitas oportunidades para expressar interesses (Dunst, Herter &#38; Shields, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O valor e import&#226;ncia de oportunidades de aprendizagem que acontecem inesperadamente deve ser n&#227;o s&#243; reconhecido como tamb&#233;m mais sublinhado. As localiza&#231;&#245;es, lugares, acontecimentos e actividades que fazem express&#227;o de <i>interesses m&#250;ltiplos</i>, possivelmente por acaso e n&#227;o por planifica&#231;&#227;o pr&#233;via, provaram ser fontes de oportunidades de aprendizagem especialmente importantes, segundo Dunst, Herter e Shields (2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estas s&#227;o as ideias b&#225;sicas e resumidas deste modelo proposto por Dunst e colaboradores, para identificar e promover oportunidades de aprendizagem na comunidade; estas estrat&#233;gias baseadas nos interesses da crian&#231;a, com o objectivo de promover a participa&#231;&#227;o da crian&#231;a com NEE nas actividades da comunidade podem, na nossa opini&#227;o, ser utilizadas no dia-a-dia e servir como base para futuras interven&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Parece dif&#237;cil (ou at&#233; demasiado simplista, num outro extremo!), mas este modelo pode servir de base para que, como profissionais de IP, possamos estar atentos ao que realmente pode ser &#250;til para a crian&#231;a e para a fam&#237;lia, em termos de promo&#231;&#227;o da aprendizagem, numa perspectiva mais alargada, que v&#225; al&#233;m do que normalmente privilegiamos nas interven&#231;&#245;es com as fam&#237;lias com quem trabalhamos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O mapa ou listagem final obtida com este processo pode abrir a porta a m&#250;ltiplos tipos de novas oportunidades de aprendizagem para as crian&#231;as e suas fam&#237;lias, e isso &#233; que conta para o sucesso da Interven&#231;&#227;o Precoce. A chave do sucesso &#233; procurar ir ao encontro do que a fam&#237;lia pretende, estando n&#243;s profissionais dispon&#237;veis para novas formas de interven&#231;&#227;o, que promovam o melhor desenvolvimento da crian&#231;a com necessidades especiais.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No contexto actual da IP, o enfoque &#233; posto no sentido de ter em conta a influ&#234;ncia dos contextos mais alargados no desenvolvimento da crian&#231;a com necessidades especiais, pelo que cada vez mais &#233; refor&#231;ada a aten&#231;&#227;o a outros aspectos determinantes do desenvolvimento, nomeadamente aquelas influ&#234;ncias ambientais e interven&#231;&#245;es que v&#227;o para al&#233;m das perspectivas tradicionais da Interven&#231;&#227;o Precoce, mais restritivas e essencialmente terap&#234;uticas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, os trabalhos de Dunst e colaboradores real&#231;am a import&#226;ncia das oportunidades de aprendizagem que a crian&#231;a pode vivenciar diariamente nos seus contextos naturais, nomeadamente aquelas actividades em que a crian&#231;a pode participar na comunidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar dessas constata&#231;&#245;es, os servi&#231;os de IP parecem continuar a n&#227;o utilizar as actividades da comunidade para promover o desenvolvimento e aprendizagem da crian&#231;a, pelo que urge repensar as estrat&#233;gias de interven&#231;&#227;o que tenham em conta a import&#226;ncia da comunidade como fonte de oportunidades de aprendizagem da crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cabe-nos pois, no nosso papel de profissionais de IP, estar atentos ao que pode ser &#250;til para a crian&#231;a e para a fam&#237;lia em termos de promo&#231;&#227;o da aprendizagem, numa perspectiva mais alargada, que ultrapasse o que normalmente privilegiamos nas interven&#231;&#245;es com as fam&#237;lias com quem trabalhamos. Desta forma, alargar o campo de ac&#231;&#227;o e repensar estrat&#233;gias de interven&#231;&#227;o constituem duas pedras angulares importantes a considerar no trabalho com fam&#237;lias e crian&#231;as em IP. Tal como referiu McWilliam (2002), a aprendizagem da crian&#231;a acontece no espa&#231;o entre visitas domicili&#225;rias, pelo que os profissionais de IP devem reconhecer a import&#226;ncia das oportunidades de aprendizagem da crian&#231;a que surgem nos seus contextos naturais, ajustando a interven&#231;&#227;o aos recursos das comunidades, interesses, potencialidade e estilos de vida de cada fam&#237;lia, tornando assim a vida das fam&#237;lias e das crian&#231;as mais qualificada, normalizada e inclusiva.</font></p>               <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beckman, P., Barnwell, D., Horn, E., Hanson, M., Gutierrez, S., &#38; Lieber, J. (1998). Community, families and inclusion. <i>Early Childhood Research Quarterly; 13,</i>125-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477704&pid=S0874-2049200300010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1979). <i>The ecology of human development: Experiments by nature and design.</i> Cambridge, MA: Harvard University Press.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J. (1985). Rethinking early intervention. <i>Analysis and Intervention in Development Disabilities, 5,</i>165-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477707&pid=S0874-2049200300010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J. (2000a). Everyday children&#39;s learning opportunities: Characteristics and consequences. <i>Children&#39;s Learning Opportunities Report,</i> 2 (1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477709&pid=S0874-2049200300010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J. (2000b). Revisiting &#34;rethinking early intervention&#34;. <i>Topics in Early Childhood Special Education, 20</i> (2), 95-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477711&pid=S0874-2049200300010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J. (2001). Participation of young children with disabilities in community learning activities. In M. Guralnick (Ed.), <i>Early childhood inclusion: Focus on change</i> (pp. 307-333). Baltimore: Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477713&pid=S0874-2049200300010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., &#38; Bruder, M. B. (1999a). Increasing chidren&#39;s learning opportunities in the context of family and community life. <i>Children&#39;s Learning Opportunities Report, 1</i> (1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477715&pid=S0874-2049200300010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., &#38; Bruder, M. B. (1999b). Family and community activity settings, natural learning environments, and children&#39;s learning opportunities. <i>Children&#39;s Learning Opportunities Report, 1</i> (2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477717&pid=S0874-2049200300010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., &#38; Hamby, D., (1999a). Family life as sources of children&#39;s learning opportunities. <i>Children&#39;s Learning Opportunities Report, 1</i> (3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477719&pid=S0874-2049200300010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., &#38; Hamby, D., (1999b). Community life as sources of children&#39;s learning opportunities. <i>Children&#39;s Learning Opportunities Report, 1</i> (4).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477721&pid=S0874-2049200300010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., Herter, S., &#38; Shields, H. (2000). Interest-based natural learning opportunities. <i>Young Exceptional Children Monograph Series No. 2: Natural Environments and Inclusion,</i> 37-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477723&pid=S0874-2049200300010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., Herter, S., Shields, H., &#38; Bennis, L. (2001). Mapping community-based natural learning opportunities. <i>Young Exceptional Children,</i> 4(4), 16-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477725&pid=S0874-2049200300010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., Trivette, C. M., &#38; Jordy, W. (1997). Influences of social support on children with disabilities and their families. In M. J. Guralnick (Ed.), <i>The effectiveness of early intervention</i> (pp. 499-522). Baltimore: Paul H. Brooks Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477727&pid=S0874-2049200300010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., Trivette, C. M., Humphries, T., Raab, M., &#38; Roper, N. (2001). Contrasting approaches to natural learning environment interventions. <i>Infants and Young Children,</i> 14 (2), 48-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477729&pid=S0874-2049200300010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Horowitz, F. D. (1994). Developmental theory, prediction, and the developmental equation in folow-up research: Introduction. In S. L. Friedman &#38; H. C. Haywood (Eds.), <i>Developmental follow-up: Concepts, domains and methods</i> (pp. 27-44). San Diego: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477731&pid=S0874-2049200300010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Koegel, L. K., Koegel, R. L., Kellegrew, D., &#38; Mullen, K. (1996). Parent education for prevention and reduction of severe problem behaviors. In L. K. Koegel, R. L. Koegel, &#38; G. Dunlap (Eds.), <i>Positive behavioral support: Including people with difficult behavior in the community</i> (pp. 3-30). Baltimore: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477733&pid=S0874-2049200300010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Me William, R. (2002, Junho). Os <i>cinco elementos chave da presta&#231;&#227;o de servi&#231;os em contextos naturais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477735&pid=S0874-2049200300010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no I Congresso Nacional de Interven&#231;&#227;o Precoce, Coimbra.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mead, M. (1954). Research on primitive children. In Carmichel, L. (Ed.), <i>Manual of child psychology</i> (pp. 735-780). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=477737&pid=S0874-2049200300010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Noonan, M. J., &#38; McCormick, L. (1993). <i>Early intervention in natural environments: Methods and procedures.</i> Pacific Grove, CA: Brooks/Cole Publishing.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Vigotsky, L. (1978). <i>Mind in society: The development of higher psychological processes.</i> Cambridge, MA: Harvard University Press.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Wertsch, J. V. (1985). <i>Vigotsky and the social formation of mind.</i> Cambridge, MA: Havard University Press.</font></p>           <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Em ingl&#234;s, &#34;activity setting&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Community Mapping, na vers&#227;o original.</font></p>         ]]></body><back>
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