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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contributos para o estudo da qualidade de contextos pré-escolares inclusivos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This work aims to describe the quality of regular kindergarten that are attended by children with special educational needs (SEN). It also aims to describe the daily experiences lived by children with SEN. We resorted to a sample of 23 kindergarten rooms, in Great Oporto area, selecting from each one a child with SEN and another with normal development. The used instruments were: Early childhood environment rating scale - ECERS (Harms & Clifford, 1980); ECERS - Provisions for children with special educational needs; Observing activities in the kindergarten - OAF (Palacios & Lera, 1991). The general quality of the playrooms, while evaluated by ECERS, revealed that minimum working conditions are assured. But there are aspects of inadequate quality with respect to room provisions for children with SEN. Generally, children with SEN share the same activities with their peers of normal development, but spend more time on their own and without practising any activity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[inclusão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[contextos pré-escolares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Contributos para o estudo da qualidade de contextos pr&#233;-escolares inclusivos</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Contributions to the study of quality in inclusive pre-school contexts </b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana M. Gamelas<sup>*</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">Este trabalho tem como objectivo geral descrever a qualidade de jardins de inf&#226;ncia regulares  	frequentados por crian&#231;as com necessidades educativas especiais (NEE). Pretende tamb&#233;m descrever as experi&#234;ncias di&#225;rias  	vividas pelas crian&#231;as com NEE. Recorremos a uma amostra de 23 salas de jardins de inf&#226;ncia, na zona do Grande Porto, seleccionando  	em cada uma delas uma crian&#231;a com NEE e outra com desenvolvimento normal. Os instrumentos utilizados foram: escala de  	avalia&#231;&#227;o do ambiente em educa&#231;&#227;o de inf&#226;ncia &#8212; ECERS (Harms &#38; Clifford, 1980); observa&#231;&#227;o de  	actividades no jardim de inf&#226;ncia &#8212; OAP (Palacios &#38; Lera, 1991). A qualidade geral das salas, enquanto avaliada pela ECERS,  	revela condi&#231;&#245;es m&#237;nimas de funcionamento. Existem aspectos inadequados no que diz respeito aos recursos da sala para as  	crian&#231;as com NEE. De um modo geral as crian&#231;as com NEE passam mais tempo sozinhas e sem realizar qualquer  	actividade.<sup>1</sup></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Qualidade, inclus&#227;o, contextos pr&#233;-escolares.</font></p>          <hr size="1" noshade>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">This work aims to describe the quality of regular kindergarten that are attended by children with special educational needs (SEN). It also aims to describe the daily experiences lived by children with SEN. We resorted to a sample of 23 kindergarten rooms, in Great Oporto area, selecting from each one a child with SEN and another with normal development. The used instruments were: Early childhood environment rating scale &#8212; ECERS (Harms &#38; Clifford, 1980); ECERS &#8212; Provisions for children with special educational needs; Observing activities in the kindergarten &#8212; OAF (Palacios &#38; Lera, 1991). The general quality of the playrooms, while evaluated by ECERS, revealed that minimum working conditions are assured. But there are aspects of inadequate quality with respect to room provisions for children with SEN. Generally, children with SEN share the same activities with their peers of normal development, but spend more time on their own and without practising any activity.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O termo interven&#231;&#227;o precoce refere-se a uma diversidade de servi&#231;os destinados a prevenir e melhorar os problemas de desenvolvimento das crian&#231;as nas primeiras idades. Esta diversidade tem no entanto uma base consensual subjacente &#224; filosofia actual dos programas de interven&#231;&#227;o precoce.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De facto, as ideias-chave que atravessam os diferentes programas reflectem um percurso onde as abordagens lineares, centradas unicamente nos d&#233;fices das crian&#231;as, t&#234;m vindo a dar lugar a perspectivas mais alargadas sobre os factores que influenciam o desenvolvimento. As perspectivas te&#243;ricas e pr&#225;ticas actuais incluem n&#227;o s&#243; as crian&#231;as, mas as crian&#231;as inseridas nos seus contextos de socializa&#231;&#227;o (Bairr&#227;o, 1995). Apr&#225;tica da interven&#231;&#227;o precoce situa-se dentro da perspectiva sist&#233;mica e ecol&#243;gica que defende a import&#226;ncia de considerarmos as caracter&#237;sticas dos v&#225;rios contextos de vida das crian&#231;as, e as interac&#231;&#245;es que a&#237; se estabelecem, para podermos actuar sobre o seu processo de desenvolvimento (Bailey &#38; Wolery, 1992; Dunst &#38; Trivette, 1990; Thurman, Cornwell &#38; Gottwald, 1997; Almeida, 1997; Felgueiras, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um dos objectivos da interven&#231;&#227;o &#233; o de proporcionar e preparar a crian&#231;a com necessidades especiais para experi&#234;ncias de vida normalizantes (Bailey &#38; Wolery, 1992). Este objectivo assenta no princ&#237;pio da normaliza&#231;&#227;o, segundo o qual os programas de interven&#231;&#227;o precoce se devem desenvolver nos contextos naturais de vida das crian&#231;as. Consideram-se contextos naturais ou normais, aqueles que s&#227;o natural ou normalmente frequentados por crian&#231;as sem problemas de desenvolvimento (Bowe, 1995). As crian&#231;as com necessidades educativas especiais, com idades compreendidas entre os zero e os seis anos, t&#234;m como contextos naturais de desenvolvimento a fam&#237;lia, em primeiro lugar, e, em segundo lugar, a creche ou o jardim de inf&#226;ncia. Assim, a interven&#231;&#227;o junto de crian&#231;as com necessidades educativas especiais nas primeiras idades deve ocorrer na fam&#237;lia, na creche ou no jardim de inf&#226;ncia, que s&#227;o os contextos normais de desenvolvimento das crian&#231;as da sua idade. A pr&#225;tica da interven&#231;&#227;o precoce desenvolvida numa perspectiva sist&#233;mica e ecol&#243;gica defende, relativamente ao primeiro contexto, uma <i>abordagem centrada na fam&#237;lia</i> e, relativamente aos segundos, a <i>inclus&#227;o</i> (Bailey &#38; McWilliam, 1993; Bowe, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A inclus&#227;o de crian&#231;as com necessidades educativas especiais em jardins de inf&#226;ncia &#233; um fen&#243;meno recente. Apesar de a educa&#231;&#227;o conjunta das crian&#231;as com necessidades especiais e das crian&#231;as ditas normais ter vindo a ser referida na literatura desde a d&#233;cada de 70, s&#243; nos anos 90 &#233; que o termo inclus&#227;o emergiu como um servi&#231;o alternativo para crian&#231;as com necessidades educativas especiais e suas fam&#237;lias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Desde o in&#237;cio dos anos 70, os profissionais ligados &#224; educa&#231;&#227;o de crian&#231;as com necessidades educativas especiais t&#234;m vindo a lidar com a educa&#231;&#227;o conjunta destas crian&#231;as e das crian&#231;as com desenvolvimento normal. Integra&#231;&#227;o foi o termo, <i>genericamente</i>, utilizado para descrever <i>qualquer</i> coloca&#231;&#227;o de crian&#231;as com necessidades educativas especiais em contextos de educa&#231;&#227;o regulares (Odom &#38; McEvoy, 1993; Wolery &#38; Wilbers, 1994; Bayliss, 1995). Sublinhamos genericamente e qualquer, porque esta designa&#231;&#227;o define um conjunto de modalidades de atendimento, organizadas do mais integrado para o menos integrado, proporcionando &#224; crian&#231;a com necessidades especiais o meio menos restritivo poss&#237;vel. O <i>meio menos restritivo poss&#237;vel &#233;</i> pois o contexto educativo mais adequado &#224;s necessidades individuais de cada crian&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O conceito de <i>meio menos restritivo poss&#237;vel</i> indica uma forte prefer&#234;ncia pela coloca&#231;&#227;o das crian&#231;as com necessidades especiais em contextos regulares. No entanto tem sido alvo de algumas cr&#237;ticas, pois acaba por suportar e legitimar a necessidade de contextos mais restritos e segregados. Adicionalmente, criou a percep&#231;&#227;o de que as crian&#231;as t&#234;m que deslocar-se aos servi&#231;os em vez de serem os servi&#231;os a dirigirem-se &#224;s crian&#231;as. Bayliss (1995), que designa este cont&#237;nuo, do mais integrado para o menos integrado, como um construto bipolar (integra&#231;&#227;o &#8212; segrega&#231;&#227;o), enfatiza esta cr&#237;tica: em vez de se removerem as dificuldades para que as crian&#231;as sejam educadas no seu pr&#243;prio meio, removem-se as crian&#231;as para outros locais mais segregados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De facto, de acordo com este modelo, as crian&#231;as com dificuldades mais severas acabam por estar mais afastadas da possibilidade de serem educadas em contextos naturais. &#201; no sentido de garantir esta possibilidade que surge o princ&#237;pio da inclus&#227;o, segundo o qual todas as crian&#231;as, independentemente do grau das suas dificuldades e das suas caracter&#237;sticas, devem frequentar os mesmos contextos educativos que as crian&#231;as ditas normais. O princ&#237;pio da inclus&#227;o vem refor&#231;ar a responsabilidade de os contextos educativos normais se adaptarem &#224;s necessidades de todas e de cada crian&#231;a.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Desde o in&#237;cio da d&#233;cada de 90 as pol&#237;ticas educativas de v&#225;rios pa&#237;ses t&#234;m vindo a desenvolver uma educa&#231;&#227;o inclusiva. Em 1994, com a Declara&#231;&#227;o de Princ&#237;pios de Salamanca (UNESCO, 1994), &#233; assumido um consenso mundial sobre as orienta&#231;&#245;es da educa&#231;&#227;o de crian&#231;as e jovens com necessidades educativas especiais. Os documentos daqui resultantes reafirmam o princ&#237;pio da inclus&#227;o e a necessidade de conseguir &#34;escolas para todos&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, a import&#226;ncia dada nos &#250;ltimos anos &#224; inclus&#227;o de crian&#231;as com necessidades especiais em contextos regulares de educa&#231;&#227;o, tem implicado um maior investimento dos programas de interven&#231;&#227;o precoce na adequa&#231;&#227;o desses contextos (mais especificamente creches e jardins de inf&#226;ncia). Este investimento tem um forte suporte legal e &#233;tico. De facto, as pol&#237;ticas educativas, num n&#250;mero crescente de pa&#237;ses, t&#234;m formado um quadro legal que, de forma mais ou menos planificada, regulamentou a integra&#231;&#227;o de crian&#231;as num meio o menos restritivo poss&#237;vel e, actualmente, regulamenta a inclus&#227;o. Do ponto de vista &#233;tico, h&#225; um sentimento forte, por parte dos pais e dos pr&#243;prios educadores, de que as crian&#231;as n&#227;o devem ser privadas/segregadas do contacto com o mundo real, do contacto com os seus iguais e das mesmas experi&#234;ncias que estes vivenciam.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, no campo da educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, v&#225;rios estudos t&#234;m vindo a fundamentar os benef&#237;cios da inclus&#227;o. Buysse e Bailey (1993, cit. por Bailey, McWilliam, Buysse &#38; Wesley, 1998) fazem a revis&#227;o de 22 estudos que comparam crian&#231;as com necessidades especiais integradas em jardins de inf&#226;ncia regulares com crian&#231;as que frequentavam estruturas regulares. A investiga&#231;&#227;o mostra poucas diferen&#231;as entre os dois tipos de contextos no que diz respeito &#224;s medidas padronizadas de desenvolvimento, contudo, nos contextos inclusivos as crian&#231;as com necessidades especiais mostram mais ganhos ao n&#237;vel das compet&#234;ncias sociais, do comportamento de jogo e do envolvimento. Esposito (1987, cit. por Bailey <i>et al.,</i> 1998) faz a revis&#227;o de nove estudos sobre os efeitos da programa&#231;&#227;o de contextos pr&#233;-escolares inclusivos em crian&#231;as ditas normais. Conclui que os programas inclusivos n&#227;o interferem de forma negativa com o desenvolvimento das crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar com desenvolvimento normal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de procurar dados emp&#237;ricos que fundamentem a pr&#225;tica da inclus&#227;o &#233; salientada por v&#225;rios autores (Odom &#38; McEvoy, 1993; Wolery &#38; Wilbers, 1994; Bayliss, 1995). Wolery e Wilbers (1994) chamam a aten&#231;&#227;o para o facto de que muitos profissionais, pol&#237;ticos, e at&#233; mesmo acad&#233;micos, ligados &#224; interven&#231;&#227;o precoce, listam os benef&#237;cios da inclus&#227;o pr&#233;-escolar sem conhecer os factores que os promovem. E nenhum estudo demonstrou que a inclus&#227;o f&#237;sica das crian&#231;as em contextos ditos normais, <i>s&#243; por si,</i> contribua de forma significativa para o desenvolvimento das crian&#231;as (Odom &#38; McEvoy, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma quest&#227;o amplamente referida na literatura sobre contextos pr&#233;-escolares inclusivos &#233; a da adequa&#231;&#227;o destes contextos ao desenvolvimento das crian&#231;as com NEE.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Todas as crian&#231;as, deficientes ou n&#227;o, t&#234;m necessidades comuns: necessidades b&#225;sicas de sa&#250;de e seguran&#231;a, necessidades de afecto e perten&#231;a, necessidades de apoio &#224; estimula&#231;&#227;o cognitiva e ainda apoio das suas fam&#237;lias na sua aprendizagem e desenvolvimento. As crian&#231;as com necessidades educativas especiais necessitam tamb&#233;m de educadores que possam avaliar as suas necessidades e compet&#234;ncias, e que promovam aquelas que s&#227;o essenciais ao seu desenvolvimento. Estas crian&#231;as requerem contextos adaptados de forma a maximizar as suas capacidades (Graham &#38; Bryant, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao avaliarmos ent&#227;o as caracter&#237;sticas de qualidade dos contextos pr&#233;-escolares inclusivos deveremos ter em conta aquelas que d&#227;o resposta a todas as crian&#231;as e as que, pela sua especificidade, poder&#227;o ir ao encontro das necessidades especiais das crian&#231;as com problemas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rios autores salientam a import&#226;ncia da avalia&#231;&#227;o da qualidade geral em contextos inclusivos (Graham &#38; Bryant, 1993; Kontos, Moore &#38; Giorgetti, 1998; Bailey, McWilliam, Buysse &#38; Wesley, 1998), pois permite-nos ter um quadro geral das caracter&#237;sticas do contexto pr&#233;-escolar que s&#227;o desej&#225;veis para todas as crian&#231;as e que suportam as experi&#234;ncias espec&#237;ficas das crian&#231;as deficientes que frequentam esses contextos. Laparo e Jardine (1996, cit. por Kontos, Moore &#38; Giorgetti, 1998) referem que a qualidade geral est&#225; correlacionada de forma positiva com o envolvimento das crian&#231;as nas tarefas. File (1994, cit. por Kontos <i>et al,</i> 1998), num pequeno estudo realizado sobre a qualidade de contextos inclusivos, verificou que os educadores que trabalham em contextos de maior qualidade apoiam durante mais tempo as actividades l&#250;dicas das crian&#231;as, sendo mais reduzido o tempo em que n&#227;o est&#227;o envolvidos com as crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, para uma melhor adapta&#231;&#227;o dos contextos pr&#233;-escolares &#224;s capacidades e necessidades espec&#237;ficas das crian&#231;as com defici&#234;ncias, outros indicadores de qualidade devem ser tidos em conta (Cook, Tessier &#38; Klein, 1992; Wolery &#38; Wilbers, 1994; Bowe, 1995). Al&#233;m da adequa&#231;&#227;o destes contextos &#224;s crian&#231;as com desenvolvimento normal, outras quest&#245;es devem ser consideradas, ou enfatizadas, quando inclu&#237;mos crian&#231;as com necessidades educativas especiais. Graham e Bryant (1993), com base numa an&#225;lise exaustiva da literatura, descrevem um conjunto de indicadores que dever&#227;o ser considerados na planifica&#231;&#227;o de contextos pr&#233;-escolares inclusivos desenvolvimentalmente adequados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a propor&#231;&#227;o de adultos e crian&#231;as no grupo;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a estrutura&#231;&#227;o de actividades e do contexto em que elas se inserem;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a utiliza&#231;&#227;o de um curr&#237;culo, salientando (Wolery, 1994) que as actividades curriculares devem ser, o mais poss&#237;vel, integradas no contexto natural das rotinas di&#225;rias;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a promo&#231;&#227;o de interac&#231;&#245;es sociais;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a organiza&#231;&#227;o de &#225;reas de interesse ao alcance das crian&#231;as e relevantes para a sua vida real;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a integra&#231;&#227;o de terapias espec&#237;ficas no contexto da sala de actividades;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a colabora&#231;&#227;o com a fam&#237;lia;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a prepara&#231;&#227;o e forma&#231;&#227;o de profissionais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Coloca-se ent&#227;o a quest&#227;o de saber como tem sido avaliado o impacte dos contextos inclusivos no desenvolvimento das crian&#231;as com necessidades especiais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Carta, Sainato e Greenwood (1993) salientam a escassez de investiga&#231;&#227;o sobre os efeitos das caracter&#237;sticas dos contextos que incluem crian&#231;as com necessidades especiais no seu desenvolvimento. Al&#233;m da insufici&#234;ncia dos estudos de qualidade, os autores referem a necessidade de uma maior precis&#227;o no estudo das vari&#225;veis espec&#237;ficas que sejam indicadores claros da efic&#225;cia dos programas. Esta necessidade faz-se sentir em duas vertentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em primeiro lugar, apesar de a literatura indicar uma s&#233;rie de vari&#225;veis que afectam o comportamento das crian&#231;as, os estudos realizados t&#234;m examinado apenas o efeito isolado de cada vari&#225;vel. Mas &#34;provavelmente&#34;, as diferen&#231;as encontradas entre o comportamento das crian&#231;as s&#227;o resultado da interac&#231;&#227;o entre o educador e a crian&#231;a e entre os aspectos espec&#237;ficos do contexto educativo. Ent&#227;o essas interac&#231;&#245;es devem ser descritas e quantificadas para melhor compreendermos o comportamento das crian&#231;as.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em segundo lugar, os estudos, at&#233; agora realizados, descrevem um conjunto de vari&#225;veis mas n&#227;o determinam quais as mais importantes ou as que mais se relacionam com resultados significativos ao n&#237;vel do comportamento e desenvolvimento das crian&#231;as. Se queremos organizar contextos &#34;eficazes&#34;, &#233; necess&#225;rio ter presente que <i>determinadas</i> vari&#225;veis ecol&#243;gicas afectam o comportamento de <i>determinada</i> forma. Os investigadores dever&#227;o determinar quais as interac&#231;&#245;es eco-comportamentais mais importantes que produzem efeitos significativos no desenvolvimento das crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Bailey, McWilliam, Buysse e Wesley (1998) continuam a constatar que n&#227;o existem estudos sobre os efeitos da varia&#231;&#227;o da qualidade dos contextos inclusivos no desenvolvimento das crian&#231;as com necessidades especiais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, desde o in&#237;cio da d&#233;cada de 80, v&#225;rios estudos feitos em contextos educativos de crian&#231;as com desenvolvimento normal t&#234;m demonstrado a import&#226;ncia da sua qualidade no desenvolvimento das crian&#231;as. Numa revis&#227;o sobre esses estudos, Baile}/ <i>et al</i> (1998) referem a exist&#234;ncia de uma correla&#231;&#227;o directa e positiva entre a qualidade dos contextos educativos e os resultados das crian&#231;as. Os autores citam v&#225;rios trabalhos que mostram, de forma clara e consistente, que uma alta qualidade dos contextos resulta em ganhos cognitivos, sociais e de linguagem para as crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mas, por outro lado, a investiga&#231;&#227;o tem vindo a mostrar que &#233; dif&#237;cil encontrar contextos com n&#237;veis de  	qualidade adequados ao desenvolvimento (Bailey <i>et al.,</i> 1998). Por exemplo, uma investiga&#231;&#227;o levada a cabo em quatro estados  	dos EUA. (Cost Quality and Outcomes Study Team, 1995) mostra que, de um total de 400 institui&#231;&#245;es, apenas 32% (8% creches e 24% jardins de inf&#226;ncia) mostram &#237;ndices de qualidade adequados ao desenvolvimento das crian&#231;as. Por outro lado, em 50% das institui&#231;&#245;es (40% creches e 10% jardins de inf&#226;ncia) foram encontrados &#237;ndices de qualidade considerados inadequados ao desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Outra revis&#227;o recente e exaustiva, sobre contextos pr&#233;-escolares inclusivos (Odom, 2000), refere que quando s&#227;o utilizados indicadores da qualidade geral, como por exemplo a ECERS, para avaliar contextos pr&#233;-escolares inclusivos, estes obt&#234;m notas id&#234;nticas &#224;s notas obtidas pelos contextos especiais segregados e &#224;s notas obtidas por contextos regulares n&#227;o inclusivos. No entanto, a qualidade dos contextos pr&#233;-escolares em geral, enquanto avaliada pela ECERS, n&#227;o &#233; considerada desenvolvimentalmente adequada, permanecendo a preocupa&#231;&#227;o sobre a qualidade dos contextos pr&#233;-escolares inclusivos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados mostram, infelizmente, que para crian&#231;as com necessidades especiais a inclus&#227;o em contextos <i>normais</i> de educa&#231;&#227;o tem, no que diz respeito &#224; qualidade, uma oferta reduzida... e as consequ&#234;ncias de colocar uma crian&#231;a com necessidades especiais num contexto regular de baixa qualidade, a avaliar pela literatura existente sobre crian&#231;as normais, poder&#227;o n&#227;o ser as mais desejadas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Centrando-nos ent&#227;o sobre qualidade em educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar importa agora operacionalizar o conceito que tem orientado os diferentes estudos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Moss (1994) e Woodhead (1999) definem &#34;qualidade em educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar&#34; como um conceito relativo. As defini&#231;&#245;es de qualidade reflectem os valores, as cren&#231;as, as necessidades, a influ&#234;ncia e o poder de diferentes grupos. Pais, profissionais, entidades financiadoras e at&#233; mesmo as pr&#243;prias crian&#231;as, t&#234;m diferentes ideias acerca do que &#233; um contexto de boa qualidade. E tamb&#233;m um conceito din&#226;mico: de acordo com os valores que as suportam, as defini&#231;&#245;es evoluem ao longo do tempo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da relatividade do conceito de qualidade e tendo consci&#234;ncia das suas m&#250;ltiplas perspectivas, tem havido um esfor&#231;o, por parte de v&#225;rios autores, em distinguir um quadro de caracter&#237;sticas dos contextos pr&#233;-escolares que possam ser consensualmente aceites como indicadores da sua qualidade geral. E se partimos de uma abordagem sist&#233;mica e ecol&#243;gica que v&#234; as rela&#231;&#245;es sujeito-meio num quadro de interdepend&#234;ncia, importa perceber as caracter&#237;sticas dos contextos pr&#233;-escolares no &#226;mbito dessa interdepend&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Alguns autores (Tietze &#38; Rossbach, 1984; Rossbach, Clifford &#38; Harms, 1991; Bairr&#227;o, 1994,1998) conceptualizam as caracter&#237;sticas do contexto em dois grandes grupos: vari&#225;veis de estrutura e vari&#225;veis de processo. As <i>vari&#225;veis de estrutura</i> incluem tr&#234;s aspectos: as caracter&#237;sticas f&#237;sicas e ambientais dos contextos, as caracter&#237;sticas das pessoas que nelas actuam e ainda as atitudes e cren&#231;as dessas mesmas pessoas. As <i>vari&#225;veis de processo</i> incluem, predominantemente, as interac&#231;&#245;es da crian&#231;a com os adultos ou com os seus iguais (Tietze &#38; Rossbach, 1984).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Estes dois tipos de caracter&#237;sticas n&#227;o devem ser vistos de forma isolada, pois interagem dinamicamente (Rossbach, Clifford &#38; Harms, 1991). Por exemplo, os profissionais que trabalham em contextos seguros e apropriados (estrutura) s&#227;o mais responsivos e sens&#237;veis (processo) (Howes, 1983). Um espa&#231;o seguro, ordenado, com equipamento e brinquedos estimulantes organizados em centros de actividades (estrutura), permite uma maior autonomia &#224; actividade das crian&#231;as (processo) (Clarke, Stewer &#38; Gruber, cit. por Harms, 1991). Aplanifica&#231;&#227;o cuidada do espa&#231;o f&#237;sico permite uma aplica&#231;&#227;o mais eficaz do programa de actividades elaborado para promover os diferentes dom&#237;nios do desenvolvimento das crian&#231;as (Harms, 1992). No entanto, os elementos estruturais apenas estabelecem as condi&#231;&#245;es b&#225;sicas da potencial qualidade, mas por si s&#243;s n&#227;o s&#227;o suficientes para a determinar (Tietze, Bairr&#227;o, Leal &#38; Rossbach, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Considerando as diferentes dimens&#245;es que influenciam a qualidade de um contexto de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, Rossbach, Clifford e Harms (1991) prop&#245;em um &#34;modelo te&#243;rico de qualidade&#34; que sintetizam na <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10f1.jpg">figura 1.</a></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Em Portugal &#233; escassa a investiga&#231;&#227;o na &#225;rea da interven&#231;&#227;o precoce, existem poucos estudos de car&#225;cter emp&#237;rico e cient&#237;fico, assim como relat&#243;rios de departamentos governamentais ou de profissionais ligados &#224; pr&#225;tica (Bairr&#227;o, 1999; Almeida, 2000). A recente legisla&#231;&#227;o sobre a pr&#225;tica da interven&#231;&#227;o precoce (despacho conjunto n.&#176; 891/99 de 19 de Outubro) faz refer&#234;ncia directa aos contextos formais de educa&#231;&#227;o. Atribui &#224; interven&#231;&#227;o precoce uma actua&#231;&#227;o de natureza comunit&#225;ria, desinstitucionalizada, estruturada e assente em programas individualizados, desenvolvidos no domic&#237;lio e nos ambientes em que a crian&#231;a habitualmente se encontra, designadamente em ama, creche e jardim de inf&#226;ncia. Por sua vez, a Lei-Quadro da Educa&#231;&#227;o Pr&#233;-Escolar (Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o, 1997a) assume a educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar na perspectiva de escola inclusiva. Todas as crian&#231;as que se afastam dos padr&#245;es normais s&#227;o aceites devendo ser-lhes oferecidas condi&#231;&#245;es estimulantes para o seu desenvolvimento e aprendizagem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mas, apesar de haver todo um quadro legal que assume a inclus&#227;o como uma das caracter&#237;sticas da interven&#231;&#227;o junto de crian&#231;as nas primeiras idades, n&#227;o sabemos, no nosso pa&#237;s, quais os estudos ou investiga&#231;&#245;es que o t&#234;m fundamentado. Particularmente sobre contextos pr&#233;-escolares inclusivos n&#227;o temos conhecimento de qualquer estudo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, existem alguns trabalhos sobre a caracteriza&#231;&#227;o de contextos pr&#233;-escolares que poder&#227;o servir de quadro de refer&#234;ncia ao estudo de contextos inclusivos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto tem vindo a desenvolver, desde 1986, alguns estudos que nos ajudam a reflectir sobre a situa&#231;&#227;o de cuidados em crian&#231;as de idade pr&#233;-escolar no nosso pa&#237;s. Desses trabalhos destacamos o <i>Estudo Europeu sobre Educa&#231;&#227;o e Cuidados de Crian&#231;as em Idade Pr&#233;-Escolar-ECCE,</i> que decorreu entre 1992 e 1997 (ECCE Study Group, 1997).<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> Teve como objectivo principal estudar a diversidade e a qualidade das experi&#234;ncias educativas das crian&#231;as dos tr&#234;s aos seis anos em diferentes contextos de socializa&#231;&#227;o e analisar o impacte dessas experi&#234;ncias no desenvolvimento das crian&#231;as e na qualidade de vida das fam&#237;lias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Participaram neste estudo quatro pa&#237;ses europeus: Alemanha, &#193;ustria, Espanha e Portugal. Cada pa&#237;s seleccionou uma amostra nacional, constitu&#237;da por jardins de inf&#226;ncia, crian&#231;as de quatro anos e respectivas fam&#237;lias. Em Portugal, a amostra final constituiu-se de 88 jardins de inf&#226;ncia, 345 crian&#231;as e respectivas fam&#237;lias. A avalia&#231;&#227;o incidiu nestes tr&#234;s alvos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este projecto teve como quadro de refer&#234;ncia te&#243;rico a abordagem ecol&#243;gica. Para o estudo do contexto de jardim de inf&#226;ncia foram utilizados os conceitos de estrutura e de processo atr&#225;s referidos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito &#224; avalia&#231;&#227;o da qualidade de processo das salas dos jardins de inf&#226;ncia, o ECCE parte de uma defini&#231;&#227;o alargada de qualidade, orientada para as necessidades das crian&#231;as como um todo, tendo em conta a sua estimula&#231;&#227;o cognitiva, social e emocional, bem como a sua sa&#250;de e seguran&#231;a. De acordo com este quadro compreensivo considera-se um contexto de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar com boa qualidade de processo aquele que (ECCE Study Group, 1997):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; providencia um local seguro, em que os educadores prestam cuidados adequados &#224; idade das crian&#231;as;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; protege a sa&#250;de das crian&#231;as, providencia condi&#231;&#245;es de higiene, fornece refei&#231;&#245;es adequadas e satisfaz as necessidades das crian&#231;as durante os momentos em que ocorre qualquer actividade;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cria experi&#234;ncias desenvolvimentalmente adequadas em diferentes &#225;reas como linguagem, m&#250;sica, express&#227;o pl&#225;stica, jogo dram&#225;tico e motricidade;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cria um clima de interac&#231;&#245;es positivas entre as crian&#231;as e os adultos, no qual as crian&#231;as se podem sentir seguras na sua rela&#231;&#227;o com estes, aprendendo e usufruindo de momentos agrad&#225;veis;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; estimula o desenvolvimento emocional de cada crian&#231;a e encoraja a sua independ&#234;ncia e sentido de compet&#234;ncia;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; promove rela&#231;&#245;es positivas entre as crian&#231;as, atrav&#233;s da organiza&#231;&#227;o adequada de espa&#231;os e de materiais e atrav&#233;s da ac&#231;&#227;o dos adultos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este projecto fornece-nos pois um v&#225;lido quadro de refer&#234;ncia para o estudo de contextos pr&#233;-escolares. Dele resultaram um conjunto de instrumentos que poder&#227;o ser aplicados ou adaptados a diferentes situa&#231;&#245;es. Fornece-nos tamb&#233;m um importante conjunto de informa&#231;&#245;es acerca dos jardins de inf&#226;ncia de diferentes pa&#237;ses europeus, informa&#231;&#245;es essas que poder&#227;o servir de refer&#234;ncia a outros trabalhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com base na operacionaliza&#231;&#227;o deste projecto foi desenhado um estudo que teve como objectivo geral contribuir para o conhecimento dos contextos pr&#233;-escolares inclusivos em Portugal, mais especificamente na zona do Grande Porto (Gamelas, 2001). Pretendeu-se descrever a <i>ecologia</i> das experi&#234;ncias vividas pelas crian&#231;as com necessidades educativas especiais (NEE), que frequentam jardins de inf&#226;ncia regulares (dos tr&#234;s aos cinco anos). Pretendeu-se tamb&#233;m perceber at&#233; que ponto as experi&#234;ncias di&#225;rias vividas pelas crian&#231;as com NEE no jardim de inf&#226;ncia s&#227;o diferentes das experi&#234;ncias vividas pelas crian&#231;as com desenvolvimento considerado normal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O objectivo geral foi pormenorizado em algumas quest&#245;es mais espec&#237;ficas orientadas para a descri&#231;&#227;o de var&#225;veis de estrutura e de vari&#225;veis de processo de salas de jardins de inf&#226;ncia inclusivos. Estes dois tipos de vari&#225;veis foram descritos com refer&#234;ncia &#224;s condi&#231;&#245;es gerais das salas e, por outro lado, com refer&#234;ncia &#224;s condi&#231;&#245;es de adequa&#231;&#227;o da sala &#224;s crian&#231;as com necessidades especiais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em conta o papel determinante das vari&#225;veis de processo no padr&#227;o de qualidade dos jardins de inf&#226;ncia, damos especial relevo neste artigo a este tipo de caracter&#237;sticas. Assim, ser&#225; apresentada a informa&#231;&#227;o relativa &#224;s seguintes quest&#245;es:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; como podemos caracterizar as salas de jardins de inf&#226;ncia (dos tr&#234;s aos cinco anos), que integram crian&#231;as com NEE, no que diz respeito &#224; sua qualidade geral e ao papel da educadora respons&#225;vel?</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; como podemos caracterizar a qualidade dessas mesmas salas no que diz respeito ao modo pelo qual o seu funcionamento &#233; adaptado &#224;s necessidades especiais das crian&#231;as a&#237; inclu&#237;das?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; quais as experi&#234;ncias educativas das crian&#231;as com NEE que frequentam contextos pr&#233;-escolares inclusivos, e at&#233; que ponto essas experi&#234;ncias diferem dos seus pares com desenvolvimento normal?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">M&#233;todo</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amostra</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Definimos como contextos pr&#233;-escolares inclusivos os jardins de inf&#226;ncia (tr&#234;s a cinco anos) que incluem crian&#231;as com NEE apoiadas pelas equipas de apoio educativo do Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o. No sentido de obter uma maior uniformidade na amostra, n&#227;o foram tidas em conta outras salas e/ou jardins de inf&#226;ncia apoiados por outros organismos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A amostra foi escolhida a partir dos jardins de inf&#226;ncia do Grande Porto apoiados pelas equipas de apoio educativo desta &#225;rea. Tivemos por objectivo seleccionar jardins de inf&#226;ncia que inclu&#237;ssem em alguma das suas salas de actividades pelo menos uma crian&#231;a com necessidades educativas especiais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foi pedido a todas as equipas de coordena&#231;&#227;o de apoio educativo (ECAE), que no ano lectivo 1999/2000 apoiavam a zona geogr&#225;fica do Grande Porto, a lista de jardins de inf&#226;ncia por elas apoiados. Das 16 equipas contactadas, responderam ao nosso pedido 9 ECAE. Obtivemos uma listagem global composta por 128 jardins de inf&#226;ncia, dos quais foram seleccionados 23. Em cada jardim de inf&#226;ncia foi observada apenas uma sala de actividades frequentada por crian&#231;as com NEE. No caso de o jardim de inf&#226;ncia seleccionado ter duas ou mais salas frequentadas por crian&#231;as com NEE, seleccion&#225;vamos aleatoriamente uma das salas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As salas seleccionadas distribuem-se por tr&#234;s tipos de jardins de inf&#226;ncia de acordo com o estatuto legal destes. O <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q1.jpg">quadro 1</a> apresenta essa distribui&#231;&#227;o. O <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q2.jpg">quadro 2</a> apresenta a distribui&#231;&#227;o das salas seleccionadas tendo em conta o grupo et&#225;rio das crian&#231;as.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Em cada sala de jardim de inf&#226;ncia foram escolhidas duas crian&#231;as, uma com NEE e outra com desenvolvimento normal. Consideramos crian&#231;as com NEE, crian&#231;as com risco confirmado, por les&#227;o org&#226;nica ou por grave atraso de desenvolvimento em diferentes &#225;reas, apoiadas pelas equipas dos apoios educativos. As duas crian&#231;as foram seleccionadas aleatoriamente (a selec&#231;&#227;o aleat&#243;ria de crian&#231;as com NEE ocorreu quando a sala era frequentada por mais que uma crian&#231;a apoiada pela equipa de apoio educativo). No total foram observadas 46 crian&#231;as (<a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q3.jpg">quadro 3</a>).</font></p></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para responder &#224;s quest&#245;es tratadas neste artigo foram utilizados os seguintes instrumentos.<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Escala de avalia&#231;&#227;o do ambiente em educa&#231;&#227;o de inf&#226;ncia (ECERS)</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Afim de avaliar a qualidade geral do jardim de inf&#226;ncia foi utilizada a vers&#227;o portuguesa da <i>Early Childhood Environment Rating Scale</i> (Harms &#38; Clifford, 1980).<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Subjacente a esta escala h&#225; uma no&#231;&#227;o alargada de meio ambiente, operacionalizada pelos autores em dois tipos de vari&#225;veis: de estrutura (aspectos do espa&#231;o f&#237;sico, equipamento e organiza&#231;&#227;o dos recursos, etc.) e de processo. A avalia&#231;&#227;o destes dois tipos de vari&#225;veis &#233; feita a partir de 37 itens organizados em sete subescalas: rotinas e cuidados pessoais; materiais e mobili&#225;rio para as crian&#231;as; experi&#234;ncias de linguagem e racioc&#237;nio; actividades de motricidade grossa e fina; actividades criativas; desenvolvimento social; necessidades dos adultos. Cada um dos 37 itens &#233; avaliado numa escala de 7 pontos, em que 1 significa uma situa&#231;&#227;o inadequada, 3 refere uma situa&#231;&#227;o em que existem as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas, 5 a exist&#234;ncia de boas condi&#231;&#245;es, e a cota&#231;&#227;o 7 refere-se &#224; exist&#234;ncia de condi&#231;&#245;es excelentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">ECERS &#8212; recursos para crian&#231;as com necessidades educativas especiais</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m das sete subescalas que avaliam a qualidade geral do jardim de inf&#226;ncia, os autores criaram uma subescala adicional para utilizar em salas de jardins de inf&#226;ncia frequentadas por crian&#231;as com NEE (Harms, Clifford, &#38; Bailey, 1986). Esta subescala tem por objectivo avaliar o modo pelo qual o funcionamento da sala &#233; adaptado &#224;s necessidades especiais da(s) crian&#231;a(s) em causa. &#201; composta por cinco itens que avaliam: o modo pelo qual a gest&#227;o da sala &#233; adaptada &#224;s necessidades e capacidades das crian&#231;as (individualiza&#231;&#227;o); o n&#250;mero e o tipo de actividades para as crian&#231;as aprenderem e praticarem uma dada compet&#234;ncia (oportunidades m&#250;ltiplas para a aprendizagem e pr&#225;tica de compet&#234;ncias); a forma como o adulto promove a interac&#231;&#227;o social entre pares (interac&#231;&#227;o social); as respostas e os incentivos do adulto &#224;s tentativas de comunica&#231;&#227;o das crian&#231;as (promo&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o). Tal como na restante escala, cada um destes itens &#233; avaliado numa escala de 7 pontos, sendo as cota&#231;&#245;es 1,3,5 e 7 operacionalizadas em pormenor. Foi utilizada a vers&#227;o portuguesa desta subescala.<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Observa&#231;&#227;o de actividades no jardim de inf&#226;ncia (OAP)</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com autoria original de Palacios e Lera (1991), este instrumento tem por objectivo observar e registar as experi&#234;ncias educativas das crian&#231;as no jardim de inf&#226;ncia.<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>Trata-se de um instrumento de observa&#231;&#227;o por amostragem no tempo, e com ele pretendemos descrever as experi&#234;ncias di&#225;rias vividas no jardim de inf&#226;ncia pelas crian&#231;as com NEE e pelas crian&#231;as com desenvolvimento normal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A informa&#231;&#227;o dada por este instrumento diz respeito, por um lado, ao papel e &#224;s rela&#231;&#245;es da educadora e, por outro, &#224;s actividades e interac&#231;&#245;es em que as crian&#231;as est&#227;o envolvidas. Esta informa&#231;&#227;o &#233; organizada em dez dimens&#245;es: programa educativo; fun&#231;&#245;es da educadora; alvo de aten&#231;&#227;o da educadora; rela&#231;&#227;o da educadora com a crian&#231;a alvo; situa&#231;&#227;o; local; interac&#231;&#227;o com pares; tipo de actividade; objectivo acad&#233;mico da actividade; conte&#250;do da actividade. As tr&#234;s primeiras dimens&#245;es descrevem o papel e as rela&#231;&#245;es da educadora com o grupo em geral. As restantes descrevem as actividades e interac&#231;&#245;es das crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">S&#227;o registadas, por um observador treinado, 20 observa&#231;&#245;es ao longo de uma manh&#227; t&#237;pica na sala do jardim de inf&#226;ncia (aproximadamente tr&#234;s horas). Duas crian&#231;as alvo s&#227;o seleccionadas e observadas num sistema rotativo. Em cada ponto de observa&#231;&#227;o a informa&#231;&#227;o &#233; codificada nas dez dimens&#245;es atr&#225;s referidas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Estes instrumentos oferecem-nos um conjunto de vari&#225;veis que nos permitem responder &#224;s quest&#245;es tratadas neste artigo. Este conjunto de vari&#225;veis pode ser organizado considerando, por um lado, a informa&#231;&#227;o relativa ao grupo em geral e, por outro, a informa&#231;&#227;o relativa &#224; inclus&#227;o da crian&#231;a com NEE. Esta organiza&#231;&#227;o, que facilitar&#225; a leitura dos resultados, &#233; apresentada no <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q4.jpg">quadro 4.</a></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A recolha de dados decorreu entre Fevereiro e Junho de 2000. Todos os jardins de inf&#226;ncia foram contactados a fim de determinar o dia da observa&#231;&#227;o. A partir desta marca&#231;&#227;o podia organizar-se a recolha de dados com a ECERS e a OAP. Essencialmente era determinado o per&#237;odo de actividades da sala em que a OAP podia ser utilizada. Os dados da ECERS eram recolhidos antes, durante e ap&#243;s o registo da OAP.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A visita ao jardim de inf&#226;ncia come&#231;ava cerca de meia-hora antes do in&#237;cio da observa&#231;&#227;o das actividades na sala. Durante este per&#237;odo era poss&#237;vel come&#231;ar a pontuar os itens da ECERS que n&#227;o implicam a presen&#231;a das crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Durante o per&#237;odo- de observa&#231;&#227;o com a OAP, mais especificamente entre os pontos de observa&#231;&#227;o, foi tamb&#233;m recolhida informa&#231;&#227;o necess&#225;ria &#224; cota&#231;&#227;o da ECERS. Antes, aproximadamente um minuto, de cada ponto de observa&#231;&#227;o, observava-se atentamente o que acontecia na sala e com a crian&#231;a alvo, de forma a poder utilizar o contexto para codificar cada uma das dimens&#245;es da OAP. No ponto de observa&#231;&#227;o exacto era registado, em cada uma das dimens&#245;es, o que tinha sido observado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Terminado o preenchimento da OAP eram revistos todos os itens da ECERS e as respectivas cota&#231;&#245;es. Caso necess&#225;rio eram feitas as observa&#231;&#245;es necess&#225;rias para completar a ECERS e anotados os itens em que teria de se obter informa&#231;&#227;o da educadora. A visita ao jardim de inf&#226;ncia terminava com esta recolha de informa&#231;&#227;o junto da educadora.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Resultados</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade geral das salas</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apresentamos alguns resultados obtidos atrav&#233;s da escala de avalia&#231;&#227;o do ambiente em educa&#231;&#227;o de inf&#226;ncia (ECERS) para os jardins de inf&#226;ncia da nossa amostra. Estes resultados dizem respeito aos valores m&#233;dios, m&#225;ximos e m&#237;nimos obtidos nas sete subescalas da ECERS e na escala global (ECERS total). Exclu&#237;mos aqui os resultados da escala referente aos recursos para crian&#231;as com NEE, que ser&#225; tratada separadamente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os jardins de inf&#226;ncia observados obt&#234;m um nota global, na avalia&#231;&#227;o com a ECERS, de 3,90. As subescalas &#34;rotinas e cuidados pessoais&#34;, &#34;materiais e mobili&#225;rio&#34; e &#34;necessidades dos adultos&#34; obt&#234;m os valores m&#233;dios mais altos: 4,63,4,10 e 4,49, respectivamente. As subescalas que obt&#234;m valores m&#233;dios mais baixos (3,69, 3,61 e 3,24, respectivamente) s&#227;o as que avaliam &#34;experi&#234;ncias de linguagem e racioc&#237;nio&#34;, &#34;actividades criativas&#34; e &#34;desenvolvimento social&#34;. Foi tamb&#233;m nestas subescalas que se encontraram os valores m&#237;nimos mais baixos, inferiores a 3, respectivamente de 2,50,2,71 e 2,17. Tendo em conta os crit&#233;rios de qualidade da escala, valores inferiores &#224; cota&#231;&#227;o 3 significam que n&#227;o est&#227;o asseguradas as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas para o funcionamento da(s) sala(s) nos referidos aspectos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma an&#225;lise ao n&#237;vel dos 37 itens (cf. <a href="#a1">anexo 1</a><a name="topa1"></a>, onde s&#227;o apresentadas as pontua&#231;&#245;es m&#233;dias obtidas em cada um dos itens da ECERS) mostra tamb&#233;m que os itens com valores m&#233;dios mais baixos s&#227;o os que avaliam as condi&#231;&#245;es para brincar com &#34;areia e &#225;gua&#34; (subescala de &#34;actividades criativas&#34;) e a &#34;consci&#234;ncia multicultural&#34; (subescala de &#34;desenvolvimento social&#34;). Estes itens obt&#234;m os valores m&#233;dios de 1,83 e 1,39, respectivamente, podendo contribuir para os valores m&#233;dios das subescalas a que pertencem.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q5.jpg">Quadro 5</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Papel da educadora respons&#225;vel</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como foi referido na sec&#231;&#227;o anterior, os dados da OAP permitem-nos recolher informa&#231;&#227;o sobre o papel da educadora com o grupo alvo, descrevendo as interac&#231;&#245;es desta com as crian&#231;as em tr&#234;s dimens&#245;es:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; o tipo de actividade estabelecida para a sala (por exemplo, actividades planeadas, actividades livres, transi&#231;&#245;es);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; a fun&#231;&#227;o da educadora (por exemplo, transmitir informa&#231;&#227;o, ajudar as crian&#231;as);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; o alvo de aten&#231;&#227;o da educadora (grande grupo, pequeno grupo ou crian&#231;a individual).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A informa&#231;&#227;o referente &#224;s categorias que comp&#245;em estas tr&#234;s dimens&#245;es &#233; dada pelos 20 pontos de observa&#231;&#227;o deste instrumento. Para cada categoria foram calculadas somas, isto &#233;, foi calculado o n&#250;mero de vezes em que cada categoria aparece ao longo dos vinte pontos de observa&#231;&#227;o. Por sua vez estas somas foram transformadas em percentagens. O <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q6.jpg">quadro 6</a> descreve os valores m&#233;dios para cada uma das categorias que comp&#245;em as tr&#234;s dimens&#245;es de an&#225;lise.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito &#224; programa&#231;&#227;o da sala, verificamos que na nossa amostra as actividades planeadas ocorrem em cerca de metade dos momentos de observa&#231;&#227;o (46%), seguidas pelas actividades livres em 31,5% das observa&#231;&#245;es. As transi&#231;&#245;es, quando as crian&#231;as n&#227;o fazem nada, ocorrem em 13,5% das observa&#231;&#245;es. De referir que n&#227;o foram registados momentos de chegada/partida.</font></p></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em 65% dos momentos de observa&#231;&#227;o a educadora da sala foi registada como sendo o adulto com uma rela&#231;&#227;o mais directa com as crian&#231;as. A auxiliar surge em 18% dos momentos de observa&#231;&#227;o. A presen&#231;a da educadora de apoio como o adulto principal ocorre em cerca de 11% dos momentos observados. O adulto externo &#233; registado em apenas 5% das ocorr&#234;ncias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O adulto respons&#225;vel assume diferentes fun&#231;&#245;es no dia-a-dia educativo que, neste trabalho, foram registadas em sete categorias. Tal como podemos ver no <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q6.jpg">quadro 6</a>, as fun&#231;&#245;es de transmitir informa&#231;&#227;o, corrigir/ajudar as crian&#231;as e supervisionar (neste caso o adulto assume um papel mais passivo) s&#227;o aquelas que ocorrem com maior frequ&#234;ncia ao longo dos momentos de observa&#231;&#227;o, respectivamente, em cerca de 24%, 36% e 21,5%. As categorias &#34;outros&#34; e &#34;aus&#234;ncia de adultos&#34; s&#227;o registadas em percentagens diminutas.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">O grande grupo parece ser o alvo de aten&#231;&#227;o preferencial do adulto, sendo registado em 55% dos momentos de observa&#231;&#227;o. O pequeno grupo ocorre numa percentagem de 30%, e a crian&#231;a individual surge como alvo de aten&#231;&#227;o em 8% dos momentos observados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade da adequa&#231;&#227;o das salas &#224;s crian&#231;as com NEE</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Caracterizamos a qualidade do ambiente educativo espec&#237;fico para as crian&#231;as com NEE atrav&#233;s da subescala da ECERS <i>recursos para crian&#231;as com NEE.</i> Apresentamos no <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q7.jpg">quadro 7</a> os valores m&#233;dios obtidos nesta subescala e em cada um dos cinco itens que a constituem (&#34;individualiza&#231;&#227;o&#34;, &#34;oportunidades m&#250;ltiplas para a aprendizagem e pr&#225;tica de compet&#234;ncias&#34;, &#34;envolvimento&#34;, &#34;interac&#231;&#227;o entre pares&#34;, &#34;promo&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o&#34;).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">As salas observadas obt&#234;m nesta subescala uma nota global de 2,8, o que, de acordo com os crit&#233;rios de qualidade da ECERS, significa que n&#227;o est&#227;o asseguradas as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas no funcionamento da sala relativamente aos aspectos aqui avaliados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise descritiva, ao n&#237;vel dos cinco itens que comp&#245;em esta subescala, mostra que os itens que avaliam a &#34;individualiza&#231;&#227;o&#34;, as &#34;oportunidades m&#250;ltiplas para a aprendizagem&#34; e a &#34; promo&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o&#34; obt&#234;m tamb&#233;m valores m&#233;dios inferiores a 3, respectivamente, 2,7, 2,5 e 2,8.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a operacionaliza&#231;&#227;o dos crit&#233;rios de cota&#231;&#227;o destes itens, podemos traduzir estes valores pelo seguinte:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#34;Individualiza&#231;&#227;o&#34;. Pouca ou apenas alguma individualiza&#231;&#227;o nas tarefas. As crian&#231;as tendem a proceder como grupo durante a maior parte do tempo. As tarefas realizadas pelas crian&#231;as ou s&#227;o demasiado f&#225;ceis ou &#233;-lhes prestada uma ajuda inadequada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#34;Oportunidades de aprendizagem&#34;. S&#227;o providenciadas poucas oportunidades para que as crian&#231;as aprendam e pratiquem determinadas compet&#234;ncias.</font></p></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#34;Promo&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o&#34;. A comunica&#231;&#227;o das crian&#231;as &#233; pouco promovida e encorajada pelo adulto, s&#227;o proporcionadas poucas alternativas requeridas pelas necessidades das crian&#231;as, por vezes podem existir actividades estruturadas que promovam a comunica&#231;&#227;o, mas isto raramente acontece em actividades livres.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Experi&#234;ncias educativas das crian&#231;as com NEE e diferen&#231;as quanto aos seus pares com desenvolvimento normal</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os dados da OAP permitem-nos recolher informa&#231;&#227;o sobre as experi&#234;ncias das crian&#231;as descrevendo-as em seis dimens&#245;es:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; rela&#231;&#227;o do adulto com a crian&#231;a alvo (rela&#231;&#227;o presente, rela&#231;&#227;o n&#227;o presente);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; situa&#231;&#227;o da crian&#231;a alvo em rela&#231;&#227;o ao grupo de crian&#231;as na sala (grande grupo, pequeno grupo, com outra crian&#231;a/par, sozinha);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; local f&#237;sico em que a crian&#231;a alvo se encontra (dentro da sala, fora da sala, no exterior do edif&#237;cio);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; interac&#231;&#227;o com pares (cooperativa, paralela, sozinha/isolada);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; tipo de actividade (prestar aten&#231;&#227;o &#224; educadora, actividade estruturada, actividade semiestruturada, actividade livre, nenhuma actividade, outras);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; conte&#250;do da actividade (linguagem, m&#250;sica, jogo dram&#225;tico, constru&#231;&#245;es, jogos sociais, motricidade global, motricidade fina, autonomia, outros).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A informa&#231;&#227;o referente a estas categorias &#233; dada pelos 20 pontos de observa&#231;&#227;o distribu&#237;dos, igual e alternadamente, pelas duas crian&#231;as (10 pontos de observa&#231;&#227;o para a crian&#231;a com NEE e 10 pontos de observa&#231;&#227;o para a crian&#231;a com desenvolvimento normal). Em cada grupo de crian&#231;as foram calculadas somas para cada categoria, isto &#233;, foi calculado o n&#250;mero de vezes que cada categoria aparece ao longo dos 10 pontos de observa&#231;&#227;o.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Foi ainda feita a an&#225;lise de signific&#226;ncia estat&#237;stica das diferen&#231;as entre o grupo de crian&#231;as com NEE e o grupo de crian&#231;as com desenvolvimento normal. Para esta an&#225;lise utilizamos o <i>t-teste</i> de compara&#231;&#227;o de amostras relacionadas, a um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 2%<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a> O <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q8.jpg">quadro 8</a> descreve os valores m&#233;dios obtidos pelos dois grupos de crian&#231;as, e as diferen&#231;as entre estes, em cada uma das categorias que comp&#245;em as 6 dimens&#245;es de anÃ¡lise.</font></p>            
<p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao grupo de crian&#231;as com o qual a crian&#231;a alvo se encontra, verificamos que em cerca de quatro dos momentos de observa&#231;&#227;o as crian&#231;as com necessidades encontram-se em grande grupo. O total de momentos em que as crian&#231;as com NEE se encontram em grande grupo &#233; muito id&#234;ntico ao encontrado nas crian&#231;as com desenvolvimento normal. O mesmo se verifica quando a crian&#231;a alvo est&#225; apenas com outra crian&#231;a (par), s&#227;o poucos os momentos em que as crian&#231;as est&#227;o nesta situa&#231;&#227;o e n&#227;o h&#225; diferen&#231;as significativas entre as crian&#231;as com NEE e as crian&#231;as com desenvolvimento normal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, podemos ver que as crian&#231;as com NEE est&#227;o menos tempo em pequeno grupo do que as crian&#231;as com desenvolvimento normal. Verificamos que nas primeiras o n&#250;mero de momentos registados em pequeno grupo n&#227;o chega a tr&#234;s, enquanto que nas segundas esse n&#250;mero &#233; de 4,2.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, as crian&#231;as com NEE est&#227;o mais tempo sozinhas do que as crian&#231;as com desenvolvimento normal. Em cerca de dois dos momentos de observa&#231;&#227;o as crian&#231;as com NEE est&#227;o sem a companhia de outra crian&#231;a, enquanto que no grupo de crian&#231;as com desenvolvimento normal esses momentos raramente foram registados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao tipo de actividade (descreve o modo pelo qual a actividade realizada pela crian&#231;a foi estruturada pela educadora), os dois grupos de crian&#231;as realizam os diferentes tipos de actividades com frequ&#234;ncias aproximadas. No entanto, verificam-se mais momentos de observa&#231;&#227;o em que as crian&#231;as com NEE n&#227;o t&#234;m nenhuma actividade; neste grupo estes momentos ocorrem em quase 2 dos pontos registados, enquanto que no outro grupo de crian&#231;as o n&#250;mero m&#233;dio &#233; de 0,7.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os dois grupos de crian&#231;as tamb&#233;m n&#227;o se diferenciam quanto &#224; maior parte das actividades realizadas. Chamamos apenas a aten&#231;&#227;o para a categoria &#34;outros&#34;, onde a percentagem de momentos em que esta categoria foi codificada &#233; superior no grupo de crian&#231;as com NEE. A categoria &#34;outros&#34; ocorreu, em m&#233;dia, em tr&#234;s dos momentos de observa&#231;&#227;o registados, enquanto que no grupo de crian&#231;as com desenvolvimento normal ocorreu em cerca de dois.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em s&#237;ntese, apesar de, de um modo geral, n&#227;o se verificarem muitas diferen&#231;as nas experi&#234;ncias vividas pelas crian&#231;as com NEE em rela&#231;&#227;o ao grupo de crian&#231;as com desenvolvimento normal, verificamos algumas diferen&#231;as em aspectos que nos parecem cruciais. As crian&#231;as com NEE passam mais tempo sozinhas e sem fazer nada do que os seus pares com desenvolvimento normal. Desenvolvem menos actividades de estilo cooperativo e at&#233; mesmo paralelo. No entanto &#233; de salientar que nunca deixam de participar nas actividades de grande grupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o de resultados e conclus&#245;es</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade geral</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A qualidade geral das salas observadas, enquanto avaliada pela ECERS, obt&#233;m um valor baixo relativamente ao que seria desenvolvimentalmente desej&#225;vel. Lembramos que de acordo com os crit&#233;rios de cota&#231;&#227;o da escala (Harms &#38; Clifford, 1980), apenas valores iguais ou superiores a 5 indicam boas condi&#231;&#245;es, ou seja, condi&#231;&#245;es desenvolvimentalmente adequadas. O valor m&#233;dio de 3,9 indica que pouco mais que as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas s&#227;o asseguradas pelas salas que observ&#225;mos. &#201;, no entanto, importante salientar que, em termos de nota global, n&#227;o foram encontrados valores inferiores a 3, o que indica a inexist&#234;ncia nesta amostra de salas sem condi&#231;&#245;es m&#237;nimas de funcionamento.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Algumas das subescalas mais directamente relacionadas com as actividades desenvolvidas no contexto da sala revelam valores m&#237;nimos indesej&#225;veis, ou seja, inferiores a 3. Estas subescalas, que tamb&#233;m obt&#234;m valores m&#233;dios mais baixos, s&#227;o as que avaliam &#34;experi&#234;ncias de linguagem e racioc&#237;nio&#34;, &#34;actividades criativas&#34; e &#34;desenvolvimento social&#34;. O valor baixo das duas &#250;ltimas destas subescalas poder&#225; ter a contribui&#231;&#227;o dos valores particularmente baixos de alguns dos seus itens. O mesmo n&#227;o acontece na subescala de &#34;experi&#234;ncias de linguagem e racioc&#237;nio&#34;, cujos valores dos seus itens s&#227;o relativamente pr&#243;ximos (cf. <a href="#a1">anexo 1</a><a name="topa1"></a>). O valor m&#233;dio desta subescala (3,67) e o facto de existirem salas que n&#227;o asseguram as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas, parece-nos ser preocupante.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#34;A aquisi&#231;&#227;o de um maior dom&#237;nio da linguagem oral &#233; um objectivo fundamental da educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, cabendo ao educador criar condi&#231;&#245;es para que as crian&#231;as aprendam.&#34; (Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o, 1997b, p. 66). E se estamos a falar de contextos inclusivos, esta &#225;rea assume especial import&#226;ncia, pois as dificuldades de linguagem e comunica&#231;&#227;o est&#227;o frequentemente associadas a crian&#231;as com necessidades educativas especiais. As crian&#231;as com NEE observadas nesta amostra tinham problemas de linguagem associados (Gamelas, 2001). Os baixos valores m&#233;dios obtidos nesta subescala indicam a necessidade de um grande investimento neste dom&#237;nio. Mais especificamente, e de acordo com a operacionaliza&#231;&#227;o dos itens da ECERS, &#233; necess&#225;rio providenciar um maior n&#250;mero de materiais e de actividades, de forma a permitir o desenvolvimento de interac&#231;&#245;es mais ricas entre adultos e crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal como foi referido na introdu&#231;&#227;o, v&#225;rios autores t&#234;m vindo a salientar a necessidade de desenvolver estudos sobre os efeitos da varia&#231;&#227;o da qualidade dos contextos inclusivos no desenvolvimento das crian&#231;as com necessidades especiais (Bailey <i>et al.</i> 1998; Odom 2000). Esta necessidade adv&#233;m do facto de se constatar que &#233; dif&#237;cil encontrar contextos de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar com n&#237;veis de qualidade adequados ao desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A dificuldade de encontrar, em Portugal, contextos pr&#233;-escolares de qualidade foi tamb&#233;m salientada nos trabalhos resultantes do ECCE. Um conjunto de 88 jardins de inf&#226;ncia, de diferentes tipos, situados nas regi&#245;es Norte e Sul do pa&#237;s, obt&#234;m na ECERS total um valor m&#233;dio muito pr&#243;ximo do valor 4 (Bairr&#227;o, Leal, Lima &#38; Morgado, 1997; FPCE, 1999). Verificou-se tamb&#233;m neste estudo que os jardins de inf&#226;ncia possuem uma qualidade bastante homog&#233;nea. N&#227;o foram encontrados jardins de inf&#226;ncia com notas globais inferiores a tr&#234;s mas, em contrapartida, apenas 3% dos jardins de inf&#226;ncia obt&#234;m notas iguais ou superiores a cinco. Uma an&#225;lise mais atenta da distribui&#231;&#227;o destas notas pelas zonas do pa&#237;s consideradas no ECCE, revela ainda que a relativa homogeneidade encontrada deve ser interpretada com algum cuidado (FPCE, 1999). O facto de os jardins de inf&#226;ncia de uma zona n&#227;o metropolitana do interior do pa&#237;s terem obtido as notas mais baixas, levou os investigadores a levantar a hip&#243;tese de, a n&#237;vel do pa&#237;s, haver uma maior heterogeneidade na qualidade dos jardins de inf&#226;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta heterogeneidade &#233; salientada, como sendo preocupante, no <i>Estudo Tem&#225;tico da OCDE sobre a Educa&#231;&#227;o Pr&#233;-Escolar em Portugal</i> (Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o,</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2000). A equipa de trabalho da OCDE considera preocupante a diversidade da qualidade dos servi&#231;os que s&#227;o oferecidos &#224;s fam&#237;lias, encontrando disparidades por todo o pa&#237;s. Aconselha que &#34;os dom&#237;nios de qualidade relativos aos estabelecimentos precisam de ser formalizados ao n&#237;vel mais alargado, atrav&#233;s de no&#231;&#245;es institucionalizadas sobre qualidade&#34; (Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o, 2000, p. 208).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, na educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar em geral, e na educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar inclusiva em particular, a promo&#231;&#227;o da qualidade coloca-se como o grande desafio &#224;s pol&#237;ticas educativas do nosso pa&#237;s.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Papel da educadora respons&#225;vel</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As educadoras das salas observadas tendem a organizar e a conduzir as actividades para as crian&#231;as. Mas tamb&#233;m disponibilizam um per&#237;odo consider&#225;vel para actividades livres, ou seja, para as crian&#231;as escolherem entre v&#225;rias actividades que n&#227;o foram organizadas nem planeadas pela educadora. De acordo com o esperado, &#233; tamb&#233;m a educadora o adulto que, durante um maior per&#237;odo de tempo, tem uma rela&#231;&#227;o mais directa com as crian&#231;as. Dentro das muitas fun&#231;&#245;es que as educadoras podem ter no contexto da sala predominam as que consistem em: ajudar e corrigir a crian&#231;a, transmitir ou estruturar informa&#231;&#227;o, e supervisionar. Verificamos que durante a maior parte do tempo as educadoras direccionam a sua aten&#231;&#227;o para o grande grupo, seguido de trabalho com o pequeno grupo. Os per&#237;odos dedicados individualmente a uma crian&#231;a s&#227;o pouco frequentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este padr&#227;o de actua&#231;&#227;o, que abaixo sintetizamos, est&#225; muito pr&#243;ximo do padr&#227;o encontrado no ECCE (ECCE Study Group, 1997). A percentagem de tempo dedicada a cada uma das categorias &#233; muito id&#234;ntica &#224; encontrada neste estudo.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este padr&#227;o contrasta com o estilo de actua&#231;&#227;o encontrado nos outros pa&#237;ses que participaram no ECCE. Comparativamente com a Alemanha ou com a &#193;ustria, em Portugal verifica-se um maior per&#237;odo para actividades planeadas. O tempo dedicado a uma s&#243; crian&#231;a &#233; menor do que em Espanha ou na Alemanha, onde as educadoras dispendem uma maior parte do seu tempo a trabalhar individualmente com uma crian&#231;a (ECCE Study Group, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dado o predom&#237;nio de actividades estruturadas dirigidas habitualmente a todo o grupo, podemos classificar, tendencialmente, o &#34;perfil&#34; deste grupo de educadoras como bastante directivo (Lera &#38; Gonz&#225;lez, 1999). No entanto os desvios-padr&#227;o encontrados indicam-nos alguma variabilidade, podendo assim haver outro tipo de perfis.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A import&#226;ncia dada ao grande grupo coloca-nos a quest&#227;o de saber como s&#227;o &#34;individualizadas&#34; as actividades no sentido de responder &#224;s necessidades especiais das crian&#231;as.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q9.jpg">Quadro 9</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade da adequa&#231;&#227;o da sala &#224;s crian&#231;as com necessidades educativas especiais</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A qualidade dos recursos para crian&#231;as com necessidades educativas especiais, enquanto avaliada pela ECERS, atinge valores baixos, n&#227;o satisfazendo, de acordo com os crit&#233;rios da escala, as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas de adequa&#231;&#227;o ao desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os aspectos mais cr&#237;ticos est&#227;o relacionados com a individualiza&#231;&#227;o, a exist&#234;ncia de oportunidades m&#250;ltiplas para a aprendizagem e a promo&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o. As crian&#231;as com NEE tendem a proceder como o grupo durante a maior parte do dia, sendo-lhes dada ajuda pouco adequada para realizarem as mesmas tarefas das outras crian&#231;as. S&#227;o providenciadas poucas oportunidades para a aprendizagem e pr&#225;tica de compet&#234;ncias. A promo&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o &#233; pouco encorajada pelo adulto, sobretudo durante actividades livres, surgindo como uma &#225;rea pouco intencionalizada. Aspectos como o &#34;envolvimento&#34; (enquanto definido por esta subescala) e &#34;interac&#231;&#245;es entre pares&#34; obt&#234;m valores m&#233;dios pr&#243;ximos de 3, indicando a exist&#234;ncia de requisitos m&#237;nimos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os itens que comp&#245;em esta subescala, bem como a operacionaliza&#231;&#227;o feita para as respectivas cota&#231;&#245;es, t&#234;m por base aspectos identificados como cruciais na interven&#231;&#227;o junto de crian&#231;as com NEE numa sala de jardim de inf&#226;ncia. S&#227;o eles, a exist&#234;ncia de um curr&#237;culo (integrado no contexto natural das actividades) e a estrutura&#231;&#227;o das actividades e do ambiente (de modo a facilitar as interac&#231;&#245;es entre crian&#231;as e a sua aproxima&#231;&#227;o aos materiais). No entanto estes aspectos continuam a ser os de mais dif&#237;cil implementa&#231;&#227;o (Grahm &#38; Bryant, 1993; Gdom, 2000) e de avalia&#231;&#227;o (Hemmeter, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Grahm e Bryant (1993) referem que a individualiza&#231;&#227;o &#233; mais um conceito do que uma pr&#225;tica; as crian&#231;as com NEE passam a maior parte do dia em actividades de grande grupo, em que os materiais e as instru&#231;&#245;es s&#227;o iguais para todas as crian&#231;as. Por sua vez, Hemmeter (2000) refere que os objectivos considerados funcional e desenvolvimentalmente adequados para as crian&#231;as com NEE n&#227;o s&#227;o identificados de forma consistente. Odom (2000) &#233; de opini&#227;o que a instru&#231;&#227;o especializada &#233; uma componente necess&#225;ria nos contextos pr&#233;-escolares inclusivos. Mas a forma como essa instru&#231;&#227;o deve ser aplicada e o significado da sua intensidade &#233; uma quest&#227;o que permanece (Wolery &#38; Gast, 2000).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A quest&#227;o de trabalho que discutimos agora remete para a complexidade subjacente &#224;s interven&#231;&#245;es centradas na sala de actividades e sentimos que o nosso estudo, sobre esta quest&#227;o, tem v&#225;rias limita&#231;&#245;es. Estas passam pelos seguintes aspectos:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; A subescala da ECERS parece-nos ser insuficiente para responder a estas quest&#245;es. Os resultados devem ser interpretados como uma &#34;amostra&#34; de indicadores a explorar em estudos posteriores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; Sendo os aspectos de processo os que acabam por determinar a qualidade, &#233; importante utilizar instrumentos mais fortes no estudo das interac&#231;&#245;es entre crian&#231;as e adultos e no estudo da forma pela qual a crian&#231;a est&#225; envolvida nas actividades. A adequa&#231;&#227;o do contexto de aprendizagem &#224;s necessidades individuais das crian&#231;as com NEE pode ser avaliada atrav&#233;s da avalia&#231;&#227;o do <i>envolvimento</i> da crian&#231;a nas actividades e rotinas da sala (Kruif &#38; McWilliam, 1999; Ridley, McWilliam &#38; Oates 2000; Odom, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">McWilliam e Bailey (1992) definem <i>envolvimento</i> como a quantidade de tempo em que as crian&#231;as interagem apropriadamente com o ambiente a diferentes n&#237;veis de compet&#234;ncia. V&#225;rios estudos t&#234;m identificado os factores que mais contribuem para o envolvimento. Com base na revis&#227;o desses estudos, Kruif e McWilliam (1999) indicam os factores mais importantes: a organiza&#231;&#227;o aberta da sala; a exist&#234;ncia de materiais variados, desenvolvimentalmente adequados e acess&#237;veis &#224;s crian&#231;as; a possibilidade de as crian&#231;as fazerem escolhas; transi&#231;&#245;es suaves entre actividades; sequencia&#231;&#227;o cuidada de actividades; e ensino incidental.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Alguns destes factores est&#227;o contemplados na escala ECERS. Ridley, McWilliam e Oates (2000) verificaram correla&#231;&#245;es positivas entre medidas de envolvimento e a qualidade geral, enquanto avaliada pela ECERS, de contextos pr&#233;-escolares. N&#227;o foi objectivo deste trabalho avaliar o envolvimento tal qual ele &#233; definido pelos autores que temos vindo a citar. A abordagem deste tema seria, por si s&#243;, um novo trabalho. De qualquer forma, a import&#226;ncia que lhe tem sido atribu&#237;da pela literatura nos &#250;ltimos anos levanta a necessidade de este tipo de estudos serem realizados na avalia&#231;&#227;o de contextos pr&#233;-escolares inclusivos no nosso pa&#237;s.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Experi&#234;ncias educativas das crian&#231;as com NEE e diferen&#231;as quanto aos seus pares com desenvolvimento normal</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Durante a maior parte do tempo que est&#227;o na sala, as crian&#231;as com NEE, tal como as crian&#231;as com desenvolvimento normal, relacionam-se de alguma forma com a educadora respons&#225;vel. Est&#227;o muitas vezes em grande grupo e o tipo de actividades realizadas, quer no que diz respeito &#224; sua estrutura&#231;&#227;o, quer no que diz respeito ao seu conte&#250;do, &#233; id&#234;ntico nos dois grupos de crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As diferen&#231;as encontrados dizem respeito ao <i>contexto social</i> das crian&#231;as com NEE. Verificou-se que est&#227;o menos tempo em pequeno grupo que as crian&#231;as com desenvolvimento normal. Passam tamb&#233;m mais tempo sozinhas, sem se relacionarem com os seus pares. Desenvolvem menos actividades de tipo cooperativo e tamb&#233;m menos actividades paralelas que as crian&#231;as com desenvolvimento normal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Verifica-se ainda que as crian&#231;as com NEE registam mais momentos em que n&#227;o realizam qualquer actividade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O relativo isolamento das crian&#231;as com NEE em rela&#231;&#227;o aos seus pares &#233;, infelizmente, um dos factos mais comprovados pela investiga&#231;&#227;o. As crian&#231;as com necessidades especiais mostram dificuldades no desenvolvimento de interac&#231;&#245;es sociais com os seus pares e correm um maior risco de rejei&#231;&#227;o.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Algumas estrat&#233;gias (por exemplo, modelagem, jogo dram&#225;tico, refor&#231;o social) t&#234;m sido apontadas como eficazes no desenvolvimento deste tipo de interac&#231;&#245;es. Contudo, a utiliza&#231;&#227;o de qualquer estrat&#233;gia deve ser associada &#224; avalia&#231;&#227;o individual de cada crian&#231;a com NEE. Odom (2000) refere que, na perspectiva da inclus&#227;o, os padr&#245;es de sucesso para a integra&#231;&#227;o social devem ser determinados individualmente. Quando uma crian&#231;a com NEE &#233; inserida num contexto pr&#233;-escolar regular, o educador e, possivelmente, os outros membros da equipa devem determinar o seu n&#237;vel de compet&#234;ncia e de integra&#231;&#227;o social. A partir dessa informa&#231;&#227;o devem ser estabelecidos objectivos realistas para a crian&#231;a e planeadas oportunidades de aprendizagem que conduzam a uma maior inclus&#227;o social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O facto de as crian&#231;as com NEE passarem mais tempo sem realizarem qualquer actividade merece-nos tamb&#233;m alguns coment&#225;rios. Dado que as educadoras da nossa amostra dedicam a maior parte do seu tempo &#224;s actividades de grande grupo, e a percentagem de tempo em que as crian&#231;as com NEE est&#227;o em grande grupo &#233; id&#234;ntica &#224; das crian&#231;as sem problemas, levantamos a hip&#243;tese de que os momentos de n&#227;o actividade surjam durante os per&#237;odos destinados &#224;s actividades livres (em que as crian&#231;as podem escolher as actividades dispon&#237;veis nos cantos da sala). De facto, durante as visitas aos jardins de inf&#226;ncia, nunca verific&#225;mos que as crian&#231;as com NEE ficassem exclu&#237;das das actividades estruturadas pelas educadoras para o grande grupo. As crian&#231;as podiam realizar essas tarefas com mais ou menos sucesso, mas nunca se verificaram situa&#231;&#245;es de exclus&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, nos momentos de actividades livres, as crian&#231;as com NEE est&#227;o &#34;entregues a si mesmas&#34; para escolher a tarefa que &#233; do seu agrado. A exist&#234;ncia de poucos materiais e actividades revelados pela ECERS em algumas &#225;reas, a dificuldade revelada por estas crian&#231;as em &#34;negociar&#34; actividades com os seus pares, e o facto de a aten&#231;&#227;o individualizada n&#227;o ser uma das caracter&#237;sticas reveladas pelo grupo de educadoras, poder&#227;o ser factores que concorrem para a exist&#234;ncia de per&#237;odos em que as crian&#231;as com NEE n&#227;o realizam nada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sobre o envolvimento individual das educadoras com as crian&#231;as com NEE, Kontos, Moore e Giorgetti (1998) referem que a probabilidade de as educadoras interagirem com estas crian&#231;as quando elas est&#227;o sozinhas &#233; menor do que a probabilidade de interagirem com crian&#231;as ditas normais nas mesmas circunst&#226;ncias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Pensamos ser importante desenvolver estudos sobre a <i>constela&#231;&#227;o social</i> das crian&#231;as com NEE, quer relativamente &#224;s outras crian&#231;as, quer relativamente aos adultos respons&#225;veis.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O presente trabalho teve como objectivo principal contribuir para o conhecimento da qualidade de contextos pr&#233;-escolares inclusivos na zona do Grande Porto. Tent&#225;mos, sobretudo, <i>fotografar</i> o que existe e levantar quest&#245;es direccionadas para o como e o porqu&#234;. Pensamos que <i>esta fotografia</i> permitiu focar aspectos importantes que cumpre agora salientar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A nota global obtida na ECERS pelos jardins de inf&#226;ncia observados revela que as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas de funcionamento est&#227;o asseguradas, no entanto os valores considerados desenvolvimentalmente adequados n&#227;o s&#227;o regra nos jardins de inf&#226;ncia desta amostra. Este facto leva-nos a reflectir acerca da adequa&#231;&#227;o destes contextos &#224;s crian&#231;as em situa&#231;&#227;o de risco como s&#227;o as crian&#231;as com NEE. Esta preocupa&#231;&#227;o &#233; acentuada pelos valores obtidos na subescala que avalia os recursos das salas de jardins de inf&#226;ncia para estas crian&#231;as.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No artigo 20.&#176; da Lei-Quadro da Educa&#231;&#227;o Pr&#233;-Escolar &#233; afirmado que &#34;O Estado definir&#225; crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o da qualidade dos servi&#231;os prestados em todas as modalidades de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar. &#34; (ME, 1997a, p. 26). Tendo o estado assumido uma pol&#237;tica inclusiva, esta defini&#231;&#227;o torna-se urgente e esperamos que ocorra num futuro pr&#243;ximo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Podemos ter tra&#231;ado um quadro algo pessimista sobre o conjunto de jardins de inf&#226;ncia que analis&#225;mos. Contudo, tal como fica expl&#237;cito nos valores m&#225;ximos obtidos pelos indicadores de qualidade por n&#243;s utilizados, tamb&#233;m existem jardins de inf&#226;ncia inclusivos de boa qualidade. Ser&#227;o poucos, n&#227;o suficientes para inverter a tend&#234;ncia da m&#233;dia, mas existem e merecem estudos mais pormenorizados sobre pequenas subamostras. De um modo geral temos feito refer&#234;ncia a modelos de qualidade estudados noutros pa&#237;ses, sobretudo de origem anglo-sax&#243;nica. Seria de extrema import&#226;ncia verificar que conjuga&#231;&#227;o de factores promove a qualidade de contextos inclusivos em Portugal e, desta forma, incentivar de forma objectiva a promo&#231;&#227;o da qualidade da inclus&#227;o no nosso pa&#237;s.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo realizado tem um car&#225;cter mais descritivo do que explicativo. Numa altura em que, quer a interven&#231;&#227;o precoce quer a educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar t&#234;m sido alvos de algum debate no nosso pa&#237;s, esperamos prestar um contributo para o conhecimento de contextos pr&#233;-escolares inclusivos e estimular a continuidade de trabalhos neste dom&#237;nio.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, I. C. (1997). A perspectiva ecol&#243;gica em interven&#231;&#227;o precoce. <i>Cadernos CEACF, 13/14, </i>29-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479058&pid=S0874-2049200300010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, I. C. (2000). A import&#226;ncia da interven&#231;&#227;o precoce no actual contexto s&#243;cio-educativo. <i>Cadernos CEACF, 15/16,</i> 55-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479060&pid=S0874-2049200300010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bailey, D. B., &#38; Wolery, M. (1992). <i>Teaching infants and preschoolers with disabilities.</i> Nova Iorque: Maxwell MacMillan Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479062&pid=S0874-2049200300010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bailey, D. B., McWilliam, R. A., Buysse, V., &#38; Wesley P. W. (1998). Inclusion in the context of competing values in early childhood education. <i>Early Childhood Research Quartely, 13</i> (1), 27-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479064&pid=S0874-2049200300010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bailey, D. B., &#38; McWilliam, P. J. (1993). The search for quality indicators. In P. J. McWilliam &#38; D. B. Bailey (Eds.), <i>Working together with children and families: Case studies in early intervention.</i> Baltimore: P. Brookes Publishing C.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479066&pid=S0874-2049200300010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1994). A perspectiva ecol&#243;gica na avalia&#231;&#227;o de crian&#231;as com necessidades educativas especiais e suas fam&#237;lias: O caso da interven&#231;&#227;o precoce. <i>Inova&#231;&#227;o, 7, </i>37-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479068&pid=S0874-2049200300010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1995). A perspectiva ecol&#243;gica em psicologia da educa&#231;&#227;o. <i>Psicologia, X</i> (3), 7-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479070&pid=S0874-2049200300010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1998). O que &#233; a qualidade em educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar? In Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (Ed.), <i>Educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar: Qualidade e projecto na educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar. </i>Lisboa: Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479072&pid=S0874-2049200300010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1999, Outubro). <i>Early intervention in portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479074&pid=S0874-2049200300010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no Simp&#243;sio Internacional de Investiga&#231;&#227;o, Excelence in Early Childhood Intervention. Su&#233;cia: Universidade de M&#225;lardalen em V&#225;tseras.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o<i>, J.,</i> Leal, T., Lima, I. A., &#38; Morgado, R. (1997). Educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar. In Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (Ed.), <i>A evolu&#231;&#227;o do sistema educativo e PRODEP: Estudos tem&#225;ticos</i> (Vol. II). Lisboa: Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o &#8212; Departamento de Avalia&#231;&#227;o, Prospectiva e Planeamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479076&pid=S0874-2049200300010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bayliss, P. (1995). <i>Integration, segregation and inclusion: Frameworks and rationales.</i> Exeter: University of Exeter, School of Education (policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479078&pid=S0874-2049200300010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bowe, F. G. (1995). <i>Birth to five: Early childhood special education.</i> Nova Iorque: Delmar Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479080&pid=S0874-2049200300010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carta, J., Sainato, D., &#38; Greenwood, C. (1993). Advances in the ecological assessment of classroom instruction for young children with handicaps. In S. Odom &#38; M. Karnes (Eds.), <i>Early intervention for infants and children with handicaps: An empirical base. </i>Baltimore: Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479082&pid=S0874-2049200300010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cook, R. E., Tessier, A., &#38; Klein, M. D. (1992). <i>Adapting early childhood curricula for children with special needs.</i> Nova Iorque: Macmillan Publishing Company</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479084&pid=S0874-2049200300010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cost, Quality and Outcomes Study Team (1995). <i>Cost, quality, and child outcomes in child care center: Executive summary.</i> Denver: University of Colorado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479085&pid=S0874-2049200300010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., &#38; Trivette, C. M. (1990). Assessment of social support in early intervention programs. In S. J. Meisels &#38; J. P. Shonkoff (Eds.), <i>Handbook of early childhood intervention.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479087&pid=S0874-2049200300010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ECCE Study Group (1997). <i>European child care and education: Cross national analyses of the quality and effects of different types early childhood programs on children&#39;s development. </i>Final report submitted to European Union DGXII: Science, Research and Development. RTD Action: Targeted Socio-Economic Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479089&pid=S0874-2049200300010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o (1999). <i>Educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar em Portugal Estudo de qualidade.</i> Relat&#243;rio final enviado &#224; Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian (Linha de Investiga&#231;&#227;o 3: Psicologia do Desenvolvimento e Educa&#231;&#227;o da Crian&#231;a). Porto: Gentro de Psicologia da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479091&pid=S0874-2049200300010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Felgueiras, I. (2000). Perspectivas actuais sobre interven&#231;&#227;o precoce: Relato do Simp&#243;sio &#34;Excelence in Early Childhood Intervention&#34;. <i>Cadernos CEACF, 15/16,</i> 55-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479093&pid=S0874-2049200300010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Gamelas, A. M. (2001). <i>Contributos para o estudo da ecologia de contextos pr&#233;-escolares inclusivos.</i> Tese de mestrado n&#227;o publicada. Porto: Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Graham, M. A., &#38; Bryant, D. M. (1993). Developmentally appropriate environments for children with special needs. <i>Infants and Young Children, 5</i> (3), 31-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479096&pid=S0874-2049200300010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T., &#38; Clifford, R. M. (1980). <i>Early childhood environment rating scale.</i> Nova Iorque: Teachers College Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479098&pid=S0874-2049200300010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T. (1991). <i>The assessment of quality in child care settings.</i> North Carolina: Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill (policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479100&pid=S0874-2049200300010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T. (1992). Designing settings to support high-quality care. In B. Spodek &#38; O. N. Saracho (Eds.), <i>Yearbook in early childhood education</i> (Vol. 3). Nova Iorque: Teachers College, Columbia University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479102&pid=S0874-2049200300010001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T., Clifford, R. M., &#38; Bailey, D. B. (1986). <i>ECERS special needs items.</i> North Carolina: Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill (policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479104&pid=S0874-2049200300010001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hemmeter, M. L. (2000). Classroom-based interventions: Evaluating the past and looking toward the future. <i>Topics in Early Childhood Special Education, 20</i> (1), 56-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479106&pid=S0874-2049200300010001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C. (1983). Caregiver behavior in center and in family day care. <i>Journal of Applied Psychology, 4,</i> 99-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479108&pid=S0874-2049200300010001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kontos, S., Moore, D., &#38; Giorgetti, K. (1998). The ecology of inclusion. <i>Topics in Early Childhood Special Education, 18</i> (1), 38-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479110&pid=S0874-2049200300010001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kruif, R. E. L., &#38; McWilliam, R. A. (1999). Multivariate relationships among developmental age, global engagement, and observed child engagement. <i>Early Childhood Research Quarterly, 14</i> (4), 515-536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479112&pid=S0874-2049200300010001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lera, M. <i>J.,</i> &#38; Gonz&#225;lez, M. M. (1999). La vida en las aulas. <i>Cuadernos de Pedagogia, 274,</i> 62-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479114&pid=S0874-2049200300010001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McWilliam, R. A., &#38; Bailey, D. B. (1992). Promoting engagement and mastery. In D. B. Bailey &#38; M. Wolery (Eds.), <i>Teaching infants and preschoolers with disabilities.</i> Nova Iorque: Maxwell MacMillan Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479116&pid=S0874-2049200300010001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (1997a). <i>Educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar: Legisla&#231;&#227;o.</i> Lisboa: Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479118&pid=S0874-2049200300010001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (1997b). <i>Educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar: Orienta&#231;&#245;es curriculares.</i> Lisboa: Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479120&pid=S0874-2049200300010001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (2000). A <i>Educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar e os cuidados para a inf&#226;ncia em Portugal: Relat&#243;rio preparat&#243;rio.</i> Lisboa: Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479122&pid=S0874-2049200300010001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Moss, P. (1994). Defining quality: Values, stakeholders and processes. In P. Moss &#38; A. Pence (Eds.), <i>Valuing quality in early childhood services: New approaches to defining quality. Londres: Paul Chapman Publishing Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479124&pid=S0874-2049200300010001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Odom, S. L. (2000). Preschool inclusion: What we know and where we go from here. <i>Topics in Early Childhood Special Education, 20</i> (1), 20-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479126&pid=S0874-2049200300010001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Odom, S. L., &#38; McEvoy, M. A. (1993). Integration of young children with handicaps and normally developing children. In S. Odom &#38; M. Karnes (Eds.), <i>Early intervention for infants and children with handicaps: An empirical base.</i> Baltimore: Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479128&pid=S0874-2049200300010001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Palacios, J., &#38; Lera, M. J. (1991). Observations of activities in preschools. <i>European Journal of Psychology of Education, 11,</i>139-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479130&pid=S0874-2049200300010001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ridley, S. M., Me William, R. A., &#38; Oates, C. S. (2000). Observed engagement as an indicator of child care program quality. <i>Early Education &#38; Development, 11</i> (2), 133-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479132&pid=S0874-2049200300010001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rossbach, H. G., Clifford, R. M., &#38; Harms, T. (1991). <i>Dimensions of the early childhood environment rating scale.</i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na Aera Annual Conference, Chicago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479134&pid=S0874-2049200300010001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Thurman, S. K., Cornwell, J. R., &#38; Gottwald, S. R. (1997). <i>Contexts of early intervention: Systems and settings.</i> Baltimore: Paul H. Brookes Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479136&pid=S0874-2049200300010001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tietze, W, Bairr&#227;o, J., Leal, T., &#38; Rossbach, H. G. (1998). Assessing quality characteristics of center-based early childhood environments in Germany and Portugal: A cross-national study. <i>European Journal of Psychology of Education,</i> 2,283-298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479138&pid=S0874-2049200300010001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tietze, W, &#38; Rossbach, H. G. (1984). <i>A conceptual framework for the analysis of socialization environments.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479140&pid=S0874-2049200300010001000043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na Inaugural European Conference of the International Society for the Study of Behavioural Development, Groninger.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">UNESCO (1994). Necessidades educativas especiais. Declara&#231;&#227;o de Salamanca e enquadramento da ac&#231;&#227;o na &#225;rea das necessidades educativas especiais. <i>Inova&#231;&#227;o, 7</i> (1) (separata).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479142&pid=S0874-2049200300010001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wolery, M. (1994). Designing inclusive environments for young children with special needs. In M. Wolery &#38; J. S. Wilbers (Eds.), <i>Including children with special needs in early childhood programs.</i> Washington: NAEYC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479144&pid=S0874-2049200300010001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wolery, M., &#38; Gast, D. L. (2000). Classroom research for young children with disabilities: Assumptions that guided the conduct of research. <i>Topics in Early Childhood Special Education, 20</i> (1), 49-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479146&pid=S0874-2049200300010001000046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wolery, M., &#38; Wilbers, J. S. (1994). Introduction to the inclusion of young children with special needs in early childhood programs. In M. Wolery &#38; J. S. Wilbers (Eds), <i>Including children with special needs in early childhood programs</i> (pp. ?-?). Washington: NAEYC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479148&pid=S0874-2049200300010001000047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Woodhead, M. (1999). Towards a global paradigm for research into early childhood education. <i>European Early Childhood Education Research Journal,</i> 7(1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479150&pid=S0874-2049200300010001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Este artigo tem por base um estudo mais alargado denominado Contributos para o Estudo da Ecologia de Contextos Pr&#233;-Escolares Inclusivos (Gamelas, 2001). Esse estudo constituiu prova de disserta&#231;&#227;o de mestrado em psicologia, na especialidade de Interven&#231;&#227;o Precoce, orientada pelo professor doutor Joaquim Bairr&#227;o, da Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o &#8212; Universidade do Porto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>ECCE &#233; o termo abreviado adoptado pelas equipas que participaram no Estudo Europeu sobre Educa&#231;&#227;o e Cuidados de Crian&#231;as em Idade Pr&#233;-Escolar. Esta sigla ser&#225; utilizada ao longo deste artigo sempre que for feita refer&#234;ncia a este estudo.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Tal como j&#225; foi referido, este artigo tem por base um estudo mais alargado (Gamelas, 2001), onde foram avaliados, al&#233;m dos aspectos de processo, os aspectos estruturais dos jardins de inf&#226;ncia. Para esta avalia&#231;&#227;o foi utilizado um outro instrumento, o question&#225;rio sobre caracter&#237;sticas estruturais de contextos pr&#233;-escolares inclusivos. Tal como o nome indica tem por objectivo recolher informa&#231;&#227;o acerca das caracter&#237;sticas estruturais de salas inclusivas de jardins de inf&#226;ncia. &#201; constitu&#237;do por duas partes, a primeira dizendo respeito &#224; sala em geral, a segunda abordando quest&#245;es de planifica&#231;&#227;o/actua&#231;&#227;o relativa ao apoio da crian&#231;a com NEE no contexto da sala. Para mais informa&#231;&#227;o o leitor poder&#225; consultar o trabalho atr&#225;s citado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>A ECERS foi traduzida e adaptada em Portugal no &#226;mbito do ECCE. Utilizamos neste trabalho a vers&#227;o resultante deste projecto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>A subescala da ECERS - recursos para crian&#231;as com necessidades educativas especiais - foi traduzida no &#226;mbito do ECCE. Utilizamos neste trabalho a vers&#227;o resultante deste projecto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>A O AP foi traduzida e utilizada em Portugal no &#226;mbito do ECCE. Utilizamos neste trabalho a vers&#227;o resultante deste projecto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>Dado o grande n&#250;mero de vari&#225;veis envolvido nesta compara&#231;&#227;o, em rela&#231;&#227;o ao n&#250;mero de casos, o t-teste foi calculado para n&#237;veis de signific&#226;ncia 5% e 2%. As diferen&#231;as entre grupos mantiveram-se para os dois n&#237;veis de signific&#226;ncia. No entanto, temos consci&#234;ncia de que an&#225;lises de estat&#237;stica mais avan&#231;ada poderiam ser mais precisas na determina&#231;&#227;o destas diferen&#231;as, pelo que estas devem ser consideradas como indicadores a explorar.</font></p>          <p>&nbsp;</p>             <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#topa1">Anexo 1</a><a name="a1"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="/img/revistas/psi/v17n1/17n1a10q11.jpg">Quadro 11</a> Itens da ECERS: m&#233;dias, desvios-padr&#227;o, valores m&#237;nimos e m&#225;ximos</b></font></p>             
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