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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Representações sociais sobre o descobrimento do Brasil: Os actores e a colonização]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social representations of the discovery of Brazil: Actors and colonization process]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the framework of the hypothesis according to which the evocation of remote events anchors in identitarian principles, this paper analyses the social representation (SR) of the discovery of Brazil. Firstly the representation of the actors of the colonization (Portuguese colonisers, native Indians and African slaves) is studied. Secondly, this representation is related with other dimensions of the memory of the discovery of Brazil. Data were collected in the Lisbon area (N=500) and in Rio de Janeiro (N=400) through quota sampling. Results show that national and political identities in Portugal as well as in Brazil are associated with representations of colonization actors. However, when images of the actors are brought together with other dimensions of the colonization consensual representations are founded in Portugal and in Brazil. These SR are consensual in each country but antagonistic between them.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[identidade social]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Representa&#231;&#245;es sociais sobre o descobrimento do Brasil</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Os actores e a coloniza&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Social representations of the discovery of Brazil: Actors and colonization process </b></font></p>          <p>&nbsp;</p>           <p><font face="Verdana" size="2"><b>Jorge Vala<sup>1</sup>; Ana Saint-Maurice<sup>2</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Departamento de Psicologia Social e das Organiza&#231;&#245;es do ISCTE, Lisboa e Instituto de Ci&#234;ncias Sociais da Universidade de Lisboa;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Departamento de Sociologia do ISCTE, Lisboa.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo analisamos a representa&#231;&#227;o social (RS) do descobrimento do Brasil, no quadro da hip&#243;tese segundo a qual a evoca&#231;&#227;o de acontecimentos remotos ancora em princ&#237;pios identit&#225;rios. Primeiramente &#233; estudada a representa&#231;&#227;o dos actores da coloniza&#231;&#227;o (colonizadores portugueses, &#237;ndios e escravos africanos), seguidamente esta representa&#231;&#227;o &#233; relacionada com outras dimens&#245;es da mem&#243;ria do descobrimento do Brasil. Os dados analisados foram recolhidos na regi&#227;o de Lisboa (N=500) e na cidade do Rio de Janeiro (N=401) atrav&#233;s de amostragem por quotas. Os resultados mostram que a identidade nacional e a identidade pol&#237;tica, quer em Portugal quer no Brasil, se encontram associadas a representa&#231;&#245;es diferentes sobre os actores. Por&#233;m, quando se relacionam as imagens dos colonizadores com outras dimens&#245;es da coloniza&#231;&#227;o encontramos representa&#231;&#245;es consensuais em Portugal e no Brasil. A val&#234;ncia destas RS &#233; globalmente positiva no caso de Portugal e negativa no caso do Brasil.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Mem&#243;ria social, representa&#231;&#227;o social, identidade social.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">In the framework of the hypothesis according to which the evocation of remote events anchors in identitarian principles, this paper analyses the social representation (SR) of the discovery of Brazil. Firstly the representation of the actors of the colonization (Portuguese colonisers, native Indians and African slaves) is studied. Secondly, this representation is related with other dimensions of the memory of the discovery of Brazil. Data were collected in the Lisbon area (N=500) and in Rio de Janeiro (N=400) through quota sampling. Results show that national and political identities in Portugal as well as in Brazil are associated with representations of colonization actors. However, when images of the actors are brought together with other dimensions of the colonization consensual representations are founded in Portugal and in Brazil. These <b>SR</b> are consensual in each country but antagonistic between them.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma carta de P&#234;ro Vaz de Caminha dirigida a D. Manuel I descreve a chegada de uma frota de 13 navios ao que se chamou Terra de Vera Cruz, hoje Brasil, em 22 de Abril de 1500. Como se fala deste acontecimento, hoje, em Portugal e no Brasil? Como se fala dos acontecimentos que se lhe seguiram? Estas interroga&#231;&#245;es est&#227;o no centro de um projecto de pesquisa cujos principais resultados este n&#250;mero de <i>Psicologia</i> relata. Com vista &#224; identifica&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es sociais sobre esses acontecimentos, uma das dimens&#245;es desse projecto inclu&#237;a uma pesquisa extensiva em Portugal e no Brasil sobre as opini&#245;es, cren&#231;as e atitudes partilhadas sobre esses mesmos acontecimentos (ver, neste n&#250;mero, M&#245;ller, S&#225; &#38; Bezerra). Este artigo analisa alguns dos dados dessa pesquisa extensiva.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O projecto te&#243;rico subjacente ao presente trabalho emergiu de um outro estudo, coordenado por Denise Jodelet da EHESS, sobre a mem&#243;ria social da descoberta da Am&#233;rica em 1492 e sobre as comemora&#231;&#245;es desse evento. Esse projecto constituiu uma inova&#231;&#227;o na an&#225;lise da mem&#243;ria social sobre acontecimentos passados. A sua matriz te&#243;rica residia na articula&#231;&#227;o entre a teoria das representa&#231;&#245;es sociais (Moscovici, 1988) e a mem&#243;ria social. Esta articula&#231;&#227;o foi recentemente proposta por Jodelet (1992), e desde logo retomada por outros autores <i>(e.g.</i> De Rosa, 2000; Nascimento-Shulze, 2000; S&#225; &#38; Vala, 2000), embora j&#225; estivesse implicitamente presente na articula&#231;&#227;o entre representa&#231;&#245;es colectivas e mem&#243;ria colectiva proposta por Halbwachs (1950/1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rios estudos t&#234;m recentemente analisado os processos de constru&#231;&#227;o social da mem&#243;ria de acontecimentos que interessam a todo um grupo. No entanto, trata-se geralmente de acontecimentos de que as pessoas inquiridas ou ascendentes pr&#243;ximos, que as socializaram, foram contempor&#226;neos. E o caso, por exemplo, do estudo de Rateau (2002) sobre a profana&#231;&#227;o do cemit&#233;rio judeu de Carpentras em 1990, ou dos estudos de P&#225;ez, Val&#234;ncia, Besab&#233;, Herranz e Gonz&#225;lez (2000) sobre a guerra civil de Espanha. No primeiro caso, mas tamb&#233;m no segundo, o relato actual dos acontecimentos estudados &#233; pass&#237;vel de ser confrontado com testemunhos de contempor&#226;neos desses mesmos acontecimentos, permitindo compara&#231;&#245;es na linha da metodologia das experi&#234;ncias de Bartlett (1932/1995) ou dos estudos sobre os rumores de Allport e Postman (1945/1965). Poder-se-&#225; estabelecer uma equival&#234;ncia entre a mem&#243;ria deste tipo de acontecimentos e a <sup>//</sup>mem&#243;ria<sup>//</sup> de acontecimentos remotos, como a descoberta e a coloniza&#231;&#227;o do Brasil?</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para Deschamps, P&#225;ez e Pennebaker (2001), qualquer destes dois tipos de acontecimentos pode ser remetido para o conceito de mem&#243;ria colectiva, que os mesmos autores definem como &#34;a transmiss&#227;o entre gera&#231;&#245;es de conhecimento sobre acontecimentos que modificaram de forma importante a sociedade&#34; (p. 53). Pela nossa parte, preferimos falar de representa&#231;&#245;es sociais sobre acontecimentos remotos para nos referirmos ao tipo de objecto que estudamos neste trabalho. Assumimos que h&#225; um passado e narrativas sobre esse passado feitas por pessoas do presente. Essas narrativas ser&#227;o resultado da comunica&#231;&#227;o em contextos de interac&#231;&#227;o breve, a partir de material produzido no &#34;tempo longo&#34; das sociedades. Essas narrativas ser&#227;o sentidas, funcionalmente, como relativas a acontecimentos do presente, podem ser descritas como RS e ser&#227;o estruturadas por identidades sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, neste estudo analisamos a representa&#231;&#227;o social do descobrimento do Brasil no quadro da hip&#243;tese geral segundo a qual a evoca&#231;&#227;o e a &#34;mem&#243;ria&#34; de acontecimentos remotos se organiza de forma relativamente coerente para se poder assumir como uma narrativa, como uma descri&#231;&#227;o, e suficientemente flex&#237;vel para se poder reorganizar contextualmente em fun&#231;&#227;o de princ&#237;pios identit&#225;rios.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O lugar central da identidade social (Tajfel &#38; Turner, 1979) na descri&#231;&#227;o de acontecimentos passados tem sido teorizado por v&#225;rios autores no contexto de pesquisas emp&#237;ricas (P&#225;ez <i>et al.,</i> 2000; Pennebaker &#38; Crow, 2000; De Rosa, 2000). Por&#233;m, j&#225; para Halbwachs (1950/1997) a mem&#243;ria colectiva &#233; vista como um mecanismo de defesa da identidade, e Connerton (1993) associa a recorda&#231;&#227;o e os seus rituais &#224; exalta&#231;&#227;o da identidade nacional. Se olharmos para a evoca&#231;&#227;o de acontecimentos remotos como uma RS, tamb&#233;m por a&#237; se dever&#225; conceder um lugar importante aos processos de identidade. Neste sentido, a identidade social funciona como um dos principais tipos de &#34;&#226;ncoras&#34; que permitem a constru&#231;&#227;o de RS (Breakwell, 1993; para uma revis&#227;o ver Vala, 1997), e a evoca&#231;&#227;o de acontecimentos passados dever&#225; garantir a auto-estima do grupo e os sentimentos de diferen&#231;a e de continuidade.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De facto, num estudo sobre as RS da descoberta da Am&#233;rica, S&#225;, Vala e M&#245;ller (1997), com base em amostras de estudantes universit&#225;rios de oito pa&#237;ses europeus e latino-americanos, num total de 1600 pessoas, verificaram que os inquiridos de pa&#237;ses latino-americanos fazem um balan&#231;o menos negativo da ac&#231;&#227;o dos seus antepassados e das consequ&#234;ncias sociais, pol&#237;ticas e culturais de 1492 para a Am&#233;rica latina do que os inquiridos dos pa&#237;ses europeus. Estes &#250;ltimos distanciam-se daqueles mesmos acontecimentos e atribuem a factores que lhes s&#227;o externos as suas consequ&#234;ncias negativas. Os cidad&#227;os da actual Am&#233;rica latina defendem a sua auto-estima reconhecendo os erros passados, mas valorizando menos esses erros do que os cidad&#227;os de pa&#237;ses que n&#227;o estiveram directamente implicados na coloniza&#231;&#227;o da Am&#233;rica latina.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nessa pesquisa, Portugal constitui um caso particular. Este pa&#237;s &#233; o pa&#237;s europeu que menos negativamente avalia as consequ&#234;ncias de 1492. Portugal &#233; tamb&#233;m o pa&#237;s que faz uma avalia&#231;&#227;o menos negativa dessas consequ&#234;ncias do que o conjunto dos pa&#237;ses da Am&#233;rica latina. Em nossa interpreta&#231;&#227;o, as respostas dos portugueses visam preservar a sua identidade como pa&#237;s de descobridores, minimizando os aspectos negativos e exaltando os benef&#237;cios da coloniza&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que toca aos pa&#237;ses da Am&#233;rica do Sul, que fazem uma avalia&#231;&#227;o globalmente cr&#237;tica e negativa das consequ&#234;ncias dos descobrimentos &#8212; embora menos negativa do que a que faz a m&#233;dia dos europeus &#8212;, preservam a sua auto-estima de uma outra forma: exorcizam a ac&#231;&#227;o dos seus antepassados, numa posi&#231;&#227;o defensiva. E esta, tamb&#233;m, a estrat&#233;gia seguida pelos inquiridos em Espanha: acentuam os aspectos negativos de 1492, deles se distanciando atrav&#233;s de uma posi&#231;&#227;o cr&#237;tica que purifica a sua identidade. Uma estrat&#233;gia que podemos considerar pr&#243;xima do <i>black sheep effect</i> descrito por Marques e P&#225;ez (1994), e que consiste em avaliar mais negativamente um membro anti-normativo do endogrupo do que um membro do exogrupo. Tal estrat&#233;gia preservaria a identidade positiva do grupo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste trabalho, come&#231;amos por analisar as imagens dos tr&#234;s tipos de actores envolvidos nos acontecimentos que se seguiram &#224; chegada dos portugueses ao Brasil &#8212; os colonizadores, os &#237;ndios e os escravos africanos. De acordo com a hip&#243;tese da ancoragem das representa&#231;&#245;es sociais na identidade social, espera-se que os portugueses apresentem uma imagem mais positiva dos colonizadores do que os brasileiros. Al&#233;m disso, espera-se que ambos apresentem uma imagem mais positiva dos colonizadores (antepassados quer de portugueses, quer de brasileiros) do que de qualquer dos outros dois grupos. O fundamento desta hip&#243;tese reside no facto de se supor que portugueses e brasileiros, mas mais os primeiros, mais facilmente poder&#227;o associar ao <i>self</i> os antigos colonizadores do que os &#237;ndios ou os escravos africanos. Esta hip&#243;tese ser&#225; moderada pela identidade nacional e pela identidade pol&#237;tica: ser&#227;o os inquiridos mais identificados com o respectivo pa&#237;s e os mais identificados com a direita aqueles que mais facilmente poder&#227;o associar a coloniza&#231;&#227;o e os colonizadores ao <i>self.</i> As dimens&#245;es de avalia&#231;&#227;o dos actores (colonizadores, &#237;ndios e escravos) e a sua justifica&#231;&#227;o te&#243;rica ser&#227;o descritas adiante.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num segundo momento, articulamos as imagens dos actores com outras dimens&#245;es da RS da coloniza&#231;&#227;o do Brasil: o significado da coloniza&#231;&#227;o (encontro <i>vs.</i> conquista), as causas do genoc&#237;dio dos &#237;ndios, as rela&#231;&#245;es interculturais que se estabeleceram, e as emo&#231;&#245;es suscitadas hoje pela evoca&#231;&#227;o daqueles acontecimentos. Ainda de acordo com a hip&#243;tese da ancoragem das RS em princ&#237;pios identit&#225;rios, espera-se uma maior idealiza&#231;&#227;o da coloniza&#231;&#227;o por parte dos portugueses do que por parte dos brasileiros (ver S&#225;, Vala &#38; M&#245;ller, 1997). Hip&#243;teses mais detalhadas sobre estas dimens&#245;es ser&#227;o apresentadas adiante.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apresente pesquisa foi realizada em Portugal e no Brasil durante os meses de Abril a Junho de 2000. Saliente-se que o auge das comemora&#231;&#245;es do V centen&#225;rio da descoberta do Brasil ocorreu no m&#234;s de Abril desse mesmo ano.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em Portugal a amostra &#233; composta por 500 indiv&#237;duos com mais de 18 anos, residentes nos concelhos da Grande Lisboa, tendo como grau de escolaridade m&#237;nima o 9.&#176; ano ou equivalente. Trata-se de uma amostra por quotas. Para al&#233;m do sexo, foram usadas como quotas a idade (18/34 anos, 35/49 e 50 ou mais anos) e a escolaridade (9.&#176; ano completo, 10.&#176;/12.&#176; completo ou incompleto, superior completo ou incompleto).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil (ver M&#245;ller <i>et al.,</i> neste mesmo n&#250;mero), a amostra foi igualmente uma amostra por quotas, tendo sido entrevistados 789 pessoas no Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Salvador, Bel&#233;m, Natal, Cuiab&#225; e Florian&#243;polis, capitais de Estado, representando as cinco grandes regi&#245;es geogr&#225;ficas do pa&#237;s. Neste artigo, por raz&#245;es de comparabilidade, s&#243; usamos os dados relativos ao Rio de Janeiro (400 respostas v&#225;lidas).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>A nacionalidade dos inquiridos e as representa&#231;&#245;es sobre os actores da descoberta e da coloniza&#231;&#227;o do Brasil: colonizadores portugueses</i>, <i>&#237;ndios e escravos africanos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma das quest&#245;es do question&#225;rio incidia sobre a caracteriza&#231;&#227;o &#34;dos grupos que estiveram envolvidos na coloniza&#231;&#227;o do Brasil&#34;: os &#34;colonizadores portugueses&#34;, os &#34;&#237;ndios&#34; e os &#34;escravos africanos&#34;. Era pedido &#224;s pessoas que avaliassem cada um destes grupos com base em cinco escalas bipolares, das quais retivemos para a nossa an&#225;lise aquelas que melhor conotam as dimens&#245;es de &#34;instrumentalidade&#34; (ser inteligente) e &#34;sociabilidade&#34; (ser cordial).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como recordam Fiske, Xu, Cuddy e Click (1999), a import&#226;ncia destas duas dimens&#245;es na descri&#231;&#227;o de pessoas tem sido sublinhada desde os estudos de Asch (1946) sobre a forma&#231;&#227;o de impress&#245;es. Nesses estudos era contrastada uma pessoa &#34;instrumental&#34; e &#34;cordial&#34; com uma pessoa igualmente n&#227;o cordial. Posteriormente, os estudos sobre as teorias impl&#237;citas de personalidade viriam a mostrar o lugar central destas duas dimens&#245;es na descri&#231;&#227;o de pessoas (<i>e.g</i>. Rosenberg, Nelson &#38; Vivekananthan, 1968). Interessante &#233; o facto de se ter verificado que estas duas dimens&#245;es se encontravam hierarquizadas no senso comum/ que eram dimens&#245;es mais avaliativas do que descritivas e que eram estrategicamente usadas nas rela&#231;&#245;es intergrupais, nomeadamente nas rela&#231;&#245;es de g&#233;nero (Am&#226;ncio, 1994). Recentemente, Fiske <i>et al.</i> (1999) mostraram que o estatuto atribu&#237;do a um grupo &#233; preditor da atribui&#231;&#227;o de compet&#234;ncia instrumental (s&#243; os endogrupos e os grupos de estatuto elevado s&#227;o descritos de forma positiva na dimens&#227;o de instrumentalidade), enquanto o tipo de interdepend&#234;ncia (competi&#231;&#227;o <i>vs.</i> coopera&#231;&#227;o) &#233; preditor da atribui&#231;&#227;o de tra&#231;os positivos ou negativos na dimens&#227;o de sociabilidade ou relacional (a coopera&#231;&#227;o facilita a atribui&#231;&#227;o de cordialidade, enquanto que a competi&#231;&#227;o induz a atribui&#231;&#227;o de tra&#231;os relacionais negativos). Estes estudos mostram que a descri&#231;&#227;o de grupos sociais apresenta varia&#231;&#245;es estruturais, de acordo com a natureza das rela&#231;&#245;es intergrupais e o estatuto social do grupos, e que as duas dimens&#245;es de descri&#231;&#227;o de pessoas que referimos apresentam um lugar central na economia dessas varia&#231;&#245;es estruturais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, podemos esperar que os portugueses descrevam os colonizadores como mais competentes ou instrumentais do que os &#237;ndios ou os escravos africanos, n&#227;o sendo de esperar diferen&#231;as significativas na dimens&#227;o de sociabilidade/cordialidade. De facto, enquanto grupos de baixo estatuto, escravos e &#237;ndios podem ser vistos como pessoas cordiais e a idealiza&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es entre os portugueses e os colonizados sugere tamb&#233;m que estes possam ser vistos como pessoas agrad&#225;veis, na medida em que se pense que n&#227;o teriam tido com os colonizadores rela&#231;&#245;es de competi&#231;&#227;o ou conflituais, mas rela&#231;&#245;es de coopera&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, os portugueses poder&#227;o avaliar tanto mais negativamente os &#237;ndios e os escravos na dimens&#227;o de instrumentalidade, quanto mais os avaliarem positivamente na dimens&#227;o relacional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto aos brasileiros, podemos esperar que apresentem, igualmente, uma vis&#227;o mais positiva dos colonizadores do que dos outros dois grupos, dada a maior probabilidade de os primeiros serem representados como seus ascendentes, o que facilitar&#225; a sua percep&#231;&#227;o como uma extens&#227;o do <i>self.</i> No entanto, a press&#227;o para uma vis&#227;o inclusiva da sociedade brasileira, suscitada pelas comemora&#231;&#245;es, poder&#225; facilitar uma vis&#227;o mais positiva dos escravos e dos &#237;ndios do que aquela que &#233; apresentada pelos portugueses.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para analisar estas hip&#243;teses, procedemos a uma an&#225;lise de vari&#226;ncia, tomando como vari&#225;veis independentes o tipo de tra&#231;o, o tipo de actor e o pa&#237;s, e como vari&#225;vel dependente o grau de atribui&#231;&#227;o de tra&#231;os (1 &#8212; n&#227;o possui o tra&#231;o; 5 &#8212; possui). As duas primeiras vari&#225;veis s&#227;o vari&#225;veis &#34;entre-sujeitos&#34; e a terceira &#233; uma vari&#225;vel &#34;inter-sujeitos&#34;. De acordo com as hip&#243;teses, espera-se uma interac&#231;&#227;o tripla (tra&#231;os X actores X pa&#237;s). Como se pode ver na <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f1.jpg">figura 1</a>, obtivemos a interac&#231;&#227;o esperada (F(2,1774)=18,568; p =0,000), indicando os resultados que os portugueses atribuem claramente mais instrumentalidade aos colonizadores do que aos outros grupos, enquanto que os brasileiros atribuem aos tr&#234;s grupos graus relativamente semelhantes de instrumentalidade. Note-se, no entanto, que mesmo os brasileiros consideram os colonizadores como mais instrumentais do que os outros grupos. Al&#233;m disso, verifica-se que os brasileiros avaliam mais negativamente os colonizadores na dimens&#227;o relacional do que os portugueses. Ambos os grupos avaliam positivamente os &#237;ndios e os escravos nesta mesma dimens&#227;o.</font></p>           
<p><font face="Verdana" size="2">Dos restantes efeitos,<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a> salientamos a interac&#231;&#227;o entre o tipo de actor e o tipo de tra&#231;os (F(2,1774)=228,395, p=0,000). Esta interac&#231;&#227;o (<a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f2.jpg">figura 2</a>) indica que, independentemente do pa&#237;s, os colonizadores s&#227;o representados como mais instrumentais ou competentes do que os restantes grupos, enquanto estes s&#227;o representados como mais relacionais. Note-se ainda que os escravos africanos, como decorre da sua condi&#231;&#227;o de escravos, s&#227;o o grupo pior avaliado na dimens&#227;o que conota poder (a instrumentalidade), embora sejam t&#227;o positivamente avaliados como os &#237;ndios na dimens&#227;o de sociabilidade.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Recorrendo, seguidamente, a uma l&#243;gica de interdepend&#234;ncia entre vari&#225;veis, realiz&#225;mos uma Homals tomando como vari&#225;veis os dois tipos de tra&#231;os caracterol&#243;gicos&#8212;instrumentalidade e cordialidade &#8212; (as respostas foram para este efeito dicotomizadas em sim/n&#227;o, com base no ponto m&#233;dio da escala), os alvos de avalia&#231;&#227;o e o pa&#237;s dos respondentes. Foi ensaiada uma solu&#231;&#227;o a duas dimens&#245;es, apresentando o primeiro eixo um valor pr&#243;prio de 0,331 e o segundo um valor pr&#243;prio de 0,305. No <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10q1.jpg">quadro 1</a> s&#227;o apresentadas as medidas de discrimina&#231;&#227;o das vari&#225;veis e na <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f3.jpg">figura 3</a> as respectivas coordenadas. Considerando como mais relevantes para a interpreta&#231;&#227;o de um eixo as vari&#225;veis com peso superior ao valor pr&#243;prio do respectivo eixo, verificamos que o primeiro eixo op&#245;e as imagens que portugueses e brasileiros t&#234;m dos colonizadores: os primeiros idealizam-nos, o que n&#227;o acontece com os segundos. No segundo eixo op&#245;e-se uma imagem positiva dos escravos africanos e dos &#237;ndios a uma imagem negativa dos mesmos grupos, verificando-se que esta se encontra mais pr&#243;xima dos portugueses do que dos brasileiros. Assim, estes dados mostram que, quando dicotomizamos os tra&#231;os, se tornam mais patentes as diferen&#231;as entre portugueses e brasileiros. A an&#225;lise de vari&#226;ncia evidencia um padr&#227;o de respostas mais matizado, nomeadamente no que toca &#224;s representa&#231;&#245;es dos brasileiros sobre os &#237;ndios e os escravos.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Identidade nacional e representa&#231;&#245;es dos actores da coloniza&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Formul&#225;mos acima a hip&#243;tese de que os efeitos da nacionalidade sobre as respostas dos inquiridos relativamente aos actores da coloniza&#231;&#227;o seriam moderados pela import&#226;ncia atribu&#237;da &#224; identidade nacional. Vamos agora analisar essa hip&#243;tese. Por forma a tornar mais intelig&#237;vel a an&#225;lise de dados, procedemos a an&#225;lises de vari&#226;ncia separadas para Portugal e para o Brasil.<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No caso de Portugal, esperamos que a idealiza&#231;&#227;o da imagem dos colonizadores seja mais elevada entre os que t&#234;m uma identidade nacional mais forte. Relativamente &#224;s imagens dos outros grupos n&#227;o se dever&#227;o encontrar diferen&#231;as em fun&#231;&#227;o da sali&#234;ncia da identidade nacional, uma vez que v&#225;rios estudos t&#234;m mostrado que a identidade nacional em Portugal n&#227;o &#233; preditora de derroga&#231;&#227;o de exo-grupos etnicizados ou racializados (<i>e.g.,</i> Vala, Lima &#38; Lopes, 2003).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados mostram uma interac&#231;&#227;o entre a identidade nacional, os actores e os tra&#231;os (F(2,978) = 21,2; p=0,000). Esta interac&#231;&#227;o, como se pode observar na <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f4.jpg">figura 4</a>, indica que as pessoas que dizem identificar-se com Portugal valorizam mais os colonizadores na dimens&#227;o de instrumentalidade do que aqueles que n&#227;o se identificam. Por&#233;m, e contra as nossas hip&#243;teses, os que t&#234;m uma identidade nacional mais forte t&#234;m uma imagem mais negativa dos escravos e dos &#237;ndios, embora apenas na dimens&#227;o relacional.<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, como esperado, as pessoas com maior identifica&#231;&#227;o com o seu pa&#237;s valorizam mais os colonizadores, mas tamb&#233;m os &#237;ndios e os escravos, na dimens&#227;o de compet&#234;ncia. A sali&#234;ncia da identidade nacional est&#225;, assim, associada a um sentimento de inclusividade. No caso da dimens&#227;o relacional, os colonizadores s&#227;o mais valorizados nesta dimens&#227;o por aqueles que t&#234;m uma identidade nacional menos saliente do que por aqueles que t&#234;m uma identidade forte, enquanto que os escravos e os &#237;ndios s&#227;o mais valorizados nessa mesma dimens&#227;o pelos que t&#234;m uma identidade forte.<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a></font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f5.jpg">figura 5</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">Globalmente, os resultados sugerem que, em Portugal, a identidade nacional forte gera uma imagem mais positiva dos colonizadores do que dos outros grupos, enquanto que, no Brasil, essa mesma identidade gera uma imagem mais positiva de todos os actores da coloniza&#231;&#227;o, nomeadamente na dimens&#227;o de compet&#234;ncia, o que indicar&#225; a fun&#231;&#227;o integradora ou mesmo fusionai deste sentimento de identidade, pelo menos no contexto das comemora&#231;&#245;es de 1500.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Identidade pol&#237;tica e representa&#231;&#227;o dos actores da coloniza&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No quadro da hip&#243;tese geral segundo a qual a evoca&#231;&#227;o de acontecimentos passados se faz numa perspectiva identit&#225;ria, propomos, ainda, que a identidade pol&#237;tica constitui um moderador da representa&#231;&#227;o dos actores da coloniza&#231;&#227;o, nomeadamente porque o significado da ac&#231;&#227;o de colonizar continua a ser objecto de controv&#233;rsia ideol&#243;gica.<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a></font></p></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Colocamos a hip&#243;tese de que os inquiridos de direita atribuem mais tra&#231;os de instrumentalidade aos colonizadores, e que os de esquerda atribuem mais esses mesmos tra&#231;os aos &#237;ndios e escravos. Este resultado traduzir-se-&#225; por um efeito de interac&#231;&#227;o entre a ideologia, o tipo de actor e o tipo de tra&#231;os. Esta interac&#231;&#227;o foi obtida, ainda que seja menos forte do que as interac&#231;&#245;es anteriores (F(2,1344) = 6,42; p=0,002). O seu significado n&#227;o &#233;, por&#233;m, totalmente o esperado. Como se pode observar na <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f6.jpg">figura 6</a>, as pessoas de direita e de esquerda valorizam igualmente os colonizadores na dimens&#227;o de instrumentalidade. &#201; na dimens&#227;o relacional que as pessoas que se identificam com a direita valorizam mais os colonizadores do que as de esquerda. Relativamente aos restantes actores, a nossa hip&#243;tese verifica-se no caso dos escravos e relativamente &#224; instrumentalidade: esta dimens&#227;o &#233;-lhes mais atribu&#237;da pela esquerda do que pela direita.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No que toca aos outros efeitos (dos tra&#231;os, do tipo de actor, da identidade pol&#237;tica, da interac&#231;&#227;o entre os tra&#231;os e o tipo de actor, e entre tra&#231;os e o tipo de identidade pol&#237;tica), salientamos, devido ao seu significado, o efeito de interac&#231;&#227;o entre a identidade pol&#237;tica e o tipo de actor (F(2,1344)=9,52; p=0,000). Este efeito, como se pode observar na <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f7.jpg">figura 7</a>, indica que as pessoas que se identificam com a direita apresentam uma vis&#227;o mais positiva dos colonizadores do que dos outros grupos, enquanto que aqueles que se identificam com a esquerda apresentam uma vis&#227;o mais negativa dos colonizadores.</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com o fim de podermos ter uma imagem conjunta do impacto das vari&#225;veis independentes na atribui&#231;&#227;o de cada tipo de tra&#231;os a cada tipo de actor, procedemos a sucessivas an&#225;lises de regress&#227;o m&#250;ltipla (ver <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10q2.jpg">quadro 2</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Observe-se, em primeiro lugar, que a vari&#226;ncia explicada &#233; sempre reduzida, o que indica, neste caso, pouca variabilidade nas respostas, e pouca capacidade das vari&#225;veis independentes para explicar essa mesma variabilidade. De qualquer forma, verifica-se que a atribui&#231;&#227;o de instrumentalidade aos colonizadores &#233; sobretudo predita pela interac&#231;&#227;o entre a identidade nacional e a nacionalidade dos respondentes: s&#227;o os portugueses e, de entre estes, aqueles que mais se identificam com Portugal, os que mais idealizam a imagem dos colonizadores naquela dimens&#227;o. Por sua vez, a imagem positiva dos colonizadores na dimens&#227;o de sociabilidade &#233; predita pela identidade de direita, por uma identidade nacional menos saliente (independentemente do pa&#237;s) e ainda pela identidade nacional menos saliente entre os portugueses. Aqueles que manifestam uma identidade nacional mais baixa valorizam mais os colonizadores na dimens&#227;o com menos valor social (a sociabilidade) do que na dimens&#227;o com mais valor (a instrumentalidade).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A atribui&#231;&#227;o de compet&#234;ncia aos &#237;ndios e aos escravos &#233; predita pela identidade de esquerda, e no caso dos &#237;ndios &#233; ainda predita pela nacionalidade brasileira. A atribui&#231;&#227;o de sociabilidade aos &#237;ndios e aos escravos &#233; consensual, embora no caso dos &#237;ndios seja mais elevada entre os brasileiros com identidade de esquerda e identidade nacional elevada. Nenhuma das vari&#225;veis &#233; um bom previsor de atribui&#231;&#227;o de tra&#231;os relacionais aos escravos negros.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>As representa&#231;&#245;es sobre os actores e a coloniza&#231;&#227;o do Brasil</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Vamos agora proceder ao estudo da rela&#231;&#227;o entre as representa&#231;&#245;es dos actores e as representa&#231;&#245;es da coloniza&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Como se referiu, as imagens sobre os actores foram reconstru&#237;das a partir das dimens&#245;es de sociabilidade e instrumentalidade. No caso das atitudes perante a coloniza&#231;&#227;o do Brasil, consider&#225;mos as seguintes dimens&#245;es: o significado da coloniza&#231;&#227;o como <i>conquista ou invas&#227;o</i> vs. <i>encontro entre povos</i>; as causas do genoc&#237;dio dos &#237;ndios <i>(os colonizadores</i> vs./<i>actores externos &#224; ac&#231;&#227;o dos colonizadores</i>); e a dimens&#227;o cultural da coloniza&#231;&#227;o que ter&#225; conduzido a uma <i>fus&#227;o de culturas</i> ou que ter&#225; permitido a sobreviv&#234;ncia de culturas atrav&#233;s da sua <i>separa&#231;&#227;o</i>, ou ainda que ter&#225; levado &#224; <i>destrui&#231;&#227;o</i> das culturas ind&#237;genas pela cultura europeia. Uma outra pergunta do question&#225;rio foi ainda considerada nesta nova an&#225;lise. Nessa pergunta, as pessoas eram inquiridas sobre os sentimentos ou emo&#231;&#245;es associados &#224; evoca&#231;&#227;o da &#34;descoberta e ocupa&#231;&#227;o do Brasil pelos portugueses&#34;: vergonha, orgulho, revolta. As frequ&#234;ncias destas vari&#225;veis s&#227;o apresentadas neste mesmo n&#250;mero de <i>Psicologia</i> por M&#245;ller <i>et al</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Come&#231;&#225;mos por realizar uma Homals com todas as vari&#225;veis at&#233; agora referidas (<a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10q3.jpg">quadro 3</a>). Uma vez que a identidade nacional e a identidade pol&#237;tica n&#227;o se encontram descritas pelos dois primeiros eixos desta an&#225;lise, ensai&#225;mos uma solu&#231;&#227;o com tr&#234;s dimens&#245;es. O valor pr&#243;prio da terceira dimens&#227;o &#233; baixo (0,098) e quer a identidade nacional quer a identidade pol&#237;tica continuam a n&#227;o estar representadas nessa solu&#231;&#227;o. Este resultado &#233; muito significativo, pois vem mostrar que eventuais diferencia&#231;&#245;es induzidas pela identidade nacional ou pela identidade pol&#237;tica se esbatem perante a hegemonia das mem&#243;rias socioinstitucionais de cada pa&#237;s.<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Assim, procedemos a uma nova Homals sem as vari&#225;veis relativas &#224;s identidades nacional e pol&#237;tica (<a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10q4.jpg">quadro 4</a>). Os resultados desta an&#225;lise s&#227;o representados na <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f8.jpg">figura 8</a>. N&#227;o se encontram representadas nessa figura as vari&#225;veis relativas &#224; descri&#231;&#227;o dos escravos africanos por apresentarem coeficientes de discrimina&#231;&#227;o muito baixos nos dois eixos. Para a interpreta&#231;&#227;o dos eixos consider&#225;mos as vari&#225;veis com medidas de discrimina&#231;&#227;o superiores aos valores pr&#243;prios dos respectivos eixos.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">O primeiro eixo op&#245;e uma representa&#231;&#227;o da coloniza&#231;&#227;o como <i>invas&#227;o</i> e <i>conquista</i> a uma representa&#231;&#227;o que faz dela um <i>encontro entre povos.</i> A primeira est&#225; associado um sentimento de revolta, enquanto que &#224; segunda est&#225; associado o orgulho. Da mesma forma, a ideia de conquista encontra-se associada a uma avalia&#231;&#227;o negativa dos colonizadores, e &#224; cren&#231;a de que a diminui&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o ind&#237;gena se ficou a dever &#34;&#224; matan&#231;a dos &#237;ndios pelos colonizadores&#34;. No p&#243;lo oposto, verifica-se que a ideia de &#34;encontro entre povos&#34; se encontra associada &#224; responsabiliza&#231;&#227;o dos &#237;ndios pelo seu pr&#243;prio desaparecimento e a uma vis&#227;o dos colonizadores como pessoas cordiais e instrumentais. Aquela vis&#227;o da coloniza&#231;&#227;o &#233; sobretudo partilhada pelos brasileiros, e esta pelos portugueses.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O segundo eixo &#233; relativo &#224; representa&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es culturais entre colonizadores e colonizados. Este eixo op&#245;e a ideia de assimila&#231;&#227;o ou <i>destrui&#231;&#227;o de culturas</i> induzida pela coloniza&#231;&#227;o &#224; ideia de que esta produziu uma nova cultura (resultado de tr&#234;s culturas&#8212;portuguesa, ind&#237;gena e africana), ou ainda a de que as tr&#234;s culturas puderam sobreviver lado a lado separadamente. Temos de novo uma vis&#227;o m&#237;tica da coloniza&#231;&#227;o, expressa pela ideia de <i>fus&#227;o cultural</i>, talvez inspirada pelo luso-tropicalismo, que se op&#245;e &#224; de conflitualidade intercultural, expressa pela cren&#231;a na destrui&#231;&#227;o das culturas ind&#237;genas pela cultura europeia. Note-se que este segundo eixo se refere a significados comuns a Portugal e ao Brasil.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Conclus&#245;es</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Inici&#225;mos este trabalho orientados pela hip&#243;tese de que as representa&#231;&#245;es sociais sobre acontecimentos remotos estar&#227;o ancoradas em princ&#237;pios identit&#225;rios. O percurso anal&#237;tico que seguimos examinou primeiramente as imagens sobre os actores da coloniza&#231;&#227;o e depois relacionou essas imagens com outras dimens&#245;es das representa&#231;&#245;es sociais sobre a coloniza&#231;&#227;o do Brasil.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224;s imagens sobre os actores, formul&#225;mos a hip&#243;tese de que estas ancorariam nas identidades nacional e pol&#237;tica. Os resultados mostram que a sali&#234;ncia da identidade nacional suscita significados e avalia&#231;&#245;es diferentes em Portugal e no Brasil. No Brasil as pessoas com identidade nacional alta apresentam uma imagem mais positiva de todos os actores, enquanto em Portugal a sali&#234;ncia da identidade nacional est&#225; ligada a uma imagem positiva dos colonizadores e a uma imagem mais negativa dos &#237;ndios e dos escravos do que daqueles. Quanto &#224; identidade pol&#237;tica, mostrou-se que na dimens&#227;o de instrumentalidade, que conota poder, a direita e a esquerda fazem uma avalia&#231;&#227;o igualmente positiva dos colonizadores. Mas mostrou-se tamb&#233;m que, globalmente, nos dois pa&#237;ses, a direita faz uma avalia&#231;&#227;o mais positiva dos colonizadores, enquanto que a esquerda apresenta uma vis&#227;o mais positiva dos &#237;ndios e dos escravos. Desta forma, podemos concluir que as imagens dos actores da coloniza&#231;&#227;o s&#227;o objecto de debate e de posi&#231;&#245;es antag&#243;nicas. Essas imagens podem, pois, ser conceptualizadas como RS pol&#233;micas, associadas a identidades e &#224; luta simb&#243;lica induzida pelas clivagens intergrupais de raiz ideol&#243;gica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Note-se, de qualquer forma, que os colonizadores s&#227;o globalmente representados como mais instrumentais do que relacionais, e que os &#237;ndios e os escravos africanos s&#227;o mais representados como relacionais do que instrumentais, e que representar positivamente estes dois grupos na dimens&#227;o relacional significa, muito provavelmente (ver os resultados de Fiske <i>et al.,</i> 1999), que a sua rela&#231;&#227;o com os colonizadores &#233; vista como tendo sido uma rela&#231;&#227;o de coopera&#231;&#227;o e n&#227;o uma rela&#231;&#227;o conflitual. O reduzido n&#250;mero de tra&#231;os por dimens&#227;o implica, por&#233;m, prud&#234;ncia na atribui&#231;&#227;o de significado aos resultados obtidos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No caso de Portugal, pesquisas anteriores (Vala <i>et al.,</i> 1999, Vala <i>et al.,</i> 2003) t&#234;m mostrado que a sali&#234;ncia da identidade nacional e da identidade pol&#237;tica n&#227;o se correlacionam com orienta&#231;&#245;es para a discrimina&#231;&#227;o de grupos etnicizados ou racializados. Os resultados aqui apresentados mostram, por&#233;m, que no contexto da evoca&#231;&#227;o da coloniza&#231;&#227;o, uma identidade nacional saliente e uma identidade de direita se encontram associadas a uma maior discrimina&#231;&#227;o desses grupos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; caracteriza&#231;&#227;o dos actores, devemos ainda destacar o facto de os resultados revelarem que as dimens&#245;es usadas para caracterizar esses grupos apresentam varia&#231;&#245;es estruturais em fun&#231;&#227;o da identidade de quem avalia e do grupo avaliado. Como sup&#245;e a teoria da RS, n&#227;o s&#227;o apenas os processos que apresentam varia&#231;&#245;es estruturais, s&#227;o tamb&#233;m os conte&#250;dos ou os significados. Esta varia&#231;&#227;o estrutural dos conte&#250;dos sugere-nos dois coment&#225;rios.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um primeiro coment&#225;rio &#233; relativo ao facto de n&#227;o se dever falar de processos apenas a n&#237;vel do sistema cognitivo. &#201; neste sentido que podemos convocar aqui o conceito de metassistema cognitivo proposto por Moscovici (1961), no qual se integram as RS. O metassistema cognitivo &#34;controla&#34; e &#34;verifica&#34; &#34;processualmente&#34; o sistema cognitivo. &#201; tamb&#233;m neste sentido que podemos referenciar o conceito de &#34;metacogni&#231;&#227;o social&#34; proposto por Jost, Kruglanski e Nelson (1998). Este conceito refere as inter-rela&#231;&#245;es entre o funcionamento dos processos cognitivos e as cren&#231;as suscitadas por esses processos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O segundo coment&#225;rio refere-se ao papel que poder&#227;o ter os prot&#243;tipos dos actores na objectiva&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es sobre a coloniza&#231;&#227;o, na linha da teoriza&#231;&#227;o de trabalhos anteriores sobre este processo (Ordaz &#38; Vala, 1997). Neste estudo n&#227;o examin&#225;mos directamente o processo de objectiva&#231;&#227;o, mas os resultados sobre as dimens&#245;es das imagens dos actores podem indicar exactamente que os seus retratos protot&#237;picos ser&#227;o fundamentais na objectiva&#231;&#227;o das RS sobre a coloniza&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Num segundo tempo da nossa an&#225;lise, relacion&#225;mos as imagens dos actores com uma vis&#227;o mais ampla da coloniza&#231;&#227;o do Brasil. Quando nos desloc&#225;mos de um objecto de representa&#231;&#227;o espec&#237;fico (os actores) e alarg&#225;mos o campo de inquiri&#231;&#227;o a um conjunto mais vasto de objectos (rela&#231;&#245;es culturais, genoc&#237;dio, etc.) implicados pela evoca&#231;&#227;o da coloniza&#231;&#227;o, depar&#225;mos com representa&#231;&#245;es consensuais, quer no Brasil quer em Portugal. Neste caso, as clivagens decorrentes de identidades intranacionais esbatem-se.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em Portugal, os inquiridos expressam muito claramente uma representa&#231;&#227;o positivamente idealizada da coloniza&#231;&#227;o, de acordo com os <i>slogans</i> das comemora&#231;&#245;es e o registo acr&#237;tico das &#34;mem&#243;rias&#34; constantemente activadas pelas institui&#231;&#245;es sociais e pol&#237;ticas. Trata-se de uma representa&#231;&#227;o que silencia todos os aspectos negativos da coloniza&#231;&#227;o conduzida pelos portugueses. Por exemplo, a obra de Bartolom&#233; de las Casas (1552/1995) sobre o genoc&#237;dio dos &#237;ndios pelos colonizadores espanh&#243;is teve eco na comunica&#231;&#227;o social por altura das comemora&#231;&#245;es de 1492, mas a obra do mesmo autor sobre &#34;A Destrui&#231;&#227;o de &#193;frica&#34; (... /1996), em que se refere &#224; ac&#231;&#227;o dos portugueses, foi ignorada nas comemora&#231;&#245;es de 1500. Note-se, ali&#225;s, que tamb&#233;m num estudo sobre a &#34;consci&#234;ncia hist&#243;rica&#34; (Pais, 1999) realizado junto.de amostras de jovens de uma grande diversidade de pa&#237;ses, entre os quais pa&#237;ses com passado colonial (Portugal, Espanha, Fran&#231;a, B&#233;lgica, It&#225;lia e Gr&#227;-Bretanha), Portugal &#233;, juntamente com a Inglaterra, o pa&#237;s que menos considera o per&#237;odo da coloniza&#231;&#227;o como &#34;um per&#237;odo de desprezo e preconceitos contra outras culturas e ra&#231;as de cor&#34;.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Podemos ent&#227;o falar de uma representa&#231;&#227;o social hegem&#243;nica sobre a coloniza&#231;&#227;o em Portugal, no sentido de uma representa&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; consensual mas tamb&#233;m normativa (Moscovici, 1988)? Os resultados apontam nesse sentido. E muito embora n&#227;o tenhamos avaliado o grau de normatividade associado a esta representa&#231;&#227;o, ele ser&#225;, provavelmente, elevado, uma vez que esta constituir&#225; um dos fundamentos p&#250;blicos da identidade nacional em Portugal. O &#34;luso-tropicalismo&#34; (Freire, 1933/2001) resiste (ver Sobral, neste mesmo n&#250;mero).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No caso do Brasil, e no contexto das comemora&#231;&#245;es, os inquiridos mostram-se sens&#237;veis ao debate p&#250;blico que ent&#227;o se registou sobre as rela&#231;&#245;es com os &#237;ndios, o tr&#225;fico de escravos, etc., e as suas respostas remetem para uma vis&#227;o cr&#237;tica da coloniza&#231;&#227;o. J&#225; no quadro do estudo sobre 1492 (S&#225;, Vala &#38; M&#245;ller, 1997, os brasileiros mostravam-se cr&#237;ticos sobre as consequ&#234;ncias da coloniza&#231;&#227;o &#8212; embora nesse caso se tratasse de uma amostra de universit&#225;rios. T&#227;o cr&#237;ticos como o Chile, o M&#233;xico e a Venezuela e mais cr&#237;ticos do que a Argentina, a Bol&#237;via, ou o Peru.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fica tamb&#233;m por esclarecer se a RS do descobrimento do Brasil e da coloniza&#231;&#227;o &#233;, nesse pa&#237;s, uma RS hegem&#243;nica. De novo, como em Portugal, estamos perante um universo de significados consensual e, em grande parte, independente de clivagens ideol&#243;gicas, mas desconhecemos o seu grau de normatividade e coercividade. Tratar-se-&#225; de um consenso contextuai, directamente associado &#224; evoca&#231;&#227;o dos descobrimentos, ou de algo mais permanente, como parece ser a RS que reconstru&#237;mos em Portugal?</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Allport, G., &#38; Postman, L. (1945/1965). Les bases psychologiques des rumeurs. In A. L&#233;vy (Ed.), <i>Psychology Sociale. Textes fondamentaux.</i> Paris: Dunod.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480500&pid=S0874-2049200300020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (1994). <i>Masculino e feminino: A constru&#231;&#227;o social da diferen&#231;a.</i> Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480502&pid=S0874-2049200300020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Asch, S. E. (1946). Forming impressions of personality. <i>Journal of Abnormal and Social Psychology</i>, 41, 258-290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480504&pid=S0874-2049200300020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bartlett, F. C. (1932/1995). <i>Remembering: A study in experimental and social psychology.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480506&pid=S0874-2049200300020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Breakwell, G. (1993). Social representations and social identity. <i>Papers on Social Representations</i>, 2, 198-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480508&pid=S0874-2049200300020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Connerton, P. (1993). Como as sociedades recordam. Lisboa: D. Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480510&pid=S0874-2049200300020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">De Rosa, A. (2000). Memoria sociale, identit&#233; nazionale e rappresentazioni sociali: Costrutti convergenti. In G. Bellelli, D. Bakhurst, &#38; A. Rosa (Eds.), <i>Tracce: Studi sulla memoria collettiva.</i> N&#225;poles: Liguori Editore.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480512&pid=S0874-2049200300020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deschamps, J-C., Paez, D., &#38; Pennebaker, J. (2001). M&#233;moire collective des &#233;v&#233;nements sociopolitiques et culturels: Representation sociale du pass&#233; &#224; la fin du millennium. <i>Psychologie &#38; Soci&#233;t&#233;</i>, 2 (1), 53-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480514&pid=S0874-2049200300020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fiske, S. T., Xu, J., &#38; Cuddy, A. C. (1999). (Dis)respecting versus (Dis)liking: Status and independence predict ambivalent stereotypes of competence and warmth. <i>Journal of Social Issues, 55</i> (3), 473-489.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480516&pid=S0874-2049200300020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Freyre, G. (1933/2001). <i>Casa grande e senzala.</i> Lisboa: Livros do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480518&pid=S0874-2049200300020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Habwachs, M. (1950/1997). <i>La m&#233;moire collective.</i> Paris: Albin Michel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480520&pid=S0874-2049200300020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jodelet, D. (1992). M&#233;moire de masse: Le c&#244;t&#233; moral et affectif de Lhistoire. <i>Bulletin de Psychologie, 405</i>,239-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480522&pid=S0874-2049200300020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jost, <i>J.,</i> Kruglanski, A., &#38; Nelson, T. (1998). Social metacognition: An expansionist review. <i>Personality and Social Psychology Review, 2</i> (2), 137-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480524&pid=S0874-2049200300020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Las Casas, B. (1552/1995). <i>La destruction des indes.</i> Paris: Chandeigne.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480526&pid=S0874-2049200300020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marques, J., &#38; P&#225;ez, D. (1994). The black sheep effect: Social categorization, rejection of ingroup deviates, and perception of group variability. In W. Stroebe &#38; M. Hewstone (Eds.), <i>European review of social psychology</i> (vol. 5). Nova Iorque: John Wiley and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480528&pid=S0874-2049200300020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Moscovid, S. (1961). <i>La Psychanalyse, son image, son pubic.</i> Paris: Presses Universitaires de France,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480530&pid=S0874-2049200300020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Moscovici, S. (1988). Notes towards a description of social representations. <i>European Journal of Social Psychology, 18,</i>211-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480532&pid=S0874-2049200300020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nascimento-Shulze, C. M. (2000). Memoria colectiva y representaciones sociales de la germaneidad en Brasil. In A. Rivero, G. Bellelli, &#38; D. Bakhurst (Eds.), <i>Memoria colectiva e identidad nacional.</i> Madrid: Biblioteca Nueva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480534&pid=S0874-2049200300020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ordaz, O., &#38; Vala, J. (1997). Objectiva&#231;&#227;o e ancoragem das representa&#231;&#245;es sociais do suic&#237;dio na imprensa escrita. <i>An&#225;lise Social, 32,</i> 847-874.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480536&pid=S0874-2049200300020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">P&#225;ez, D., Valencia, J., Basab&#233;, N., Herranz, K., &#38; Gonz&#225;lez, J. L. (2000). Identidad comunicaci&#243;n y memoria colectiva. In A. Rivero, G. Bellelli, &#38; D. Bakhurst (Eds.), <i>Memoria colectiva e identidad nacional.</i> Madrid: Biblioteca Nueva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480538&pid=S0874-2049200300020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pais, J. M. (1999). <i>Consci&#234;ncia hist&#243;rica e identidade: Os jovens portugueses num contexto europeu.</i> Oeiras: Celta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480540&pid=S0874-2049200300020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pennebaker, <i>J.,</i> &#38; Crow, D. (2000). Mem&#243;rias colectivas: La evoluci&#243;n y la durabilidad de la historia. In A. Rivero, G. Bellelli, &#38; D. Bakhurst (Eds.), <i>Memoria colectiva e identidad nacional.</i> Madrid: Biblioteca Nueva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480542&pid=S0874-2049200300020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rateau, P. (2002). Pens&#233;e sociale, m&#233;moire collective et salliance d&#39;un &#233;v&#233;nement: Taffaire de Carpentras. <i>Psychologie &#38; Soci&#233;t&#233;, 2</i> (2), 105-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480544&pid=S0874-2049200300020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosenberg, S., Nelson, C., &#38; Vivekananthan, P. S. (1968). A multidimensional approach to the structure of personality impressions. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 9,</i>283-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480546&pid=S0874-2049200300020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&#225;, C, Vala, J., &#38; M&#245;ller, R. (1997). Mem&#243;rias sociais, representa&#231;&#245;es e atribui&#231;&#227;o causal: Um estudo comparativo sobre o V centen&#225;rio de 1492. <i>Arquivos Brasileiros de Psicologia, 48,</i> 3-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480548&pid=S0874-2049200300020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&#225;, C. R, &#38; Vala, J. (2000). La memoria collettiva e il quinto centen&#225;rio della scoperta dei Brasile. In G. Bellelli, D. Bakhurst, &#38; A. Rosa (Eds.). <i>Tracce: Studi sulla memoria collettiva.</i> N&#225;poles: Liguori Editore.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480550&pid=S0874-2049200300020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., &#38; Turner, J. (1979). An integrative theory of social conflict. In W. Austin &#38; S. Worchel (Eds.), <i>The social psychology of inter-group relations.</i> Monterrey: Brooks-Cole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480552&pid=S0874-2049200300020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J. (1997). Representa&#231;&#245;es sociais e percep&#231;&#245;es intergrupais&#34;, <i>An&#225;lise Social, 32</i> (1), 7-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480554&pid=S0874-2049200300020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J, Lima, M., &#38; Lopes, D. (2003). Valores sociais, preconceito e solidariedade relativamente a grupos racializados e emigrantes. In J. Vala, M. V. Cabral, &#38; A, Ramos (Orgs.), <i>Valores sociais: Mudan&#231;as e contrastes em Portugal e na Europa.</i> Lisboa: Imprensa de Ci&#234;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480556&pid=S0874-2049200300020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>           <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Efeito principal do tipo de dimens&#227;o ou tra&#231;o F(1,87)=9,33; p=0,002; efeito principal do tipo de actor F(2,1774)=269,96; p=0,000; efeito principal do pa&#237;s F(1,87)=8,26; p=0,004; efeito de interac&#231;&#227;o tra&#231;o x actor F(2,1774)=228,39; p=0,000; efeito de interac&#231;&#227;o tra&#231;o x pa&#237;s F(1,87)=49,60; p=0,000; efeito de interac&#231;&#227;o actor x pa&#237;s F(2,1774)=43,83; p=0,00Q.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Os valores da identidade nacional nas amostras portuguesa e brasileira s&#227;o muito semelhantes. Para efeitos da an&#225;lise de vari&#226;ncia, as duas primeiras posi&#231;&#245;es da escala correspondem a identidade baixa e as duas &#250;ltimas a identidade alta:</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a name="f9">     <img src="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f9.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Os restantes efeitos significativos desta an&#225;lise de vari&#226;ncia ou n&#227;o t&#234;m relev&#226;ncia no quadro deste estudo (efeito principal da identidade, efeito principal do tipo de tra&#231;o, efeito principal do tipo de actor) ou j&#225; foram comentados na an&#225;lise anterior (efeito de interac&#231;&#227;o entre tra&#231;os e actores).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>A nota anterior aplica-se tamb&#233;m aos dados do Brasil.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>Os valores relativos &#224; identidade pol&#237;tica nos dois pa&#237;ses s&#227;o os seguintes:</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a name="f10">     <img src="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a10f10.jpg">         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Ali&#225;s, contrariamente ao que sucede noutros pa&#237;ses, n&#227;o se verificou uma correla&#231;&#227;o expressiva entre a identidade nacional e identidade pol&#237;tica, quer em Portugal (-0,11), quer no Brasil (0,09).</font></p>         ]]></body><back>
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