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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[(Des)Encontros das memórias: Breve comentário ao encontro "O Descobrimento do Brasil, Quinhentos Anos Depois: Memória Social e Representações de Portugueses e Brasileiros"]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[(Un)Encounters of memory: A brief commentary to the symposium "The discovery of Brasil, 500 years latter: Social memory and representations of Portuguese and Brazilians']]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The concept of social memory is briefly analysed in this paper, especially the contributions given by sociology and anthropology to this concept. It is sustained that social memory can be understood as an ideology or a representation, a product of a processes of construction of the past, on which state power is fundamental The survey presented on Vala's and Saint-Maurice paper is also commented, namely in what concerns the role of characterisations of the national character (Brazilian) in the answers to particular questions. Finally, a brief glance is drawn to the Portuguese images about overseas expansion and its implications.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Memória social]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[nacionalismo banal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>(Des)Encontros das mem&#243;rias</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Breve coment&#225;rio ao encontro &#34;O Descobrimento do Brasil, Quinhentos Anos Depois: Mem&#243;ria Social e Representa&#231;&#245;es de Portugueses e Brasileiros&#34;</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>(Un)Encounters of memory: A brief commentary to the symposium &#34;The discovery of Brasil, 500 years latter: Social memory and representations of Portuguese and Brazilians&#39;</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Jos&#233; Manuel Sobral<sup>1</sup></b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Investigador, Instituto de Ci&#234;ncias Sociais da Universidade de Lisboa.</font></p>        <p>&nbsp;</p>   <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></b>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste artigo abordam-se de modo sucinto alguns aspectos relativos &#224; problem&#225;tica da mem&#243;ria social, dando-se um relevo particular aos contibutos oriundos da sociologia e da antropologia. Defende-se que a mem&#243;ria nacional deve ser entendida como ideologia ou representa&#231;&#227;o, como produto de processos de constru&#231;&#227;o do passado, nos quais o poder de estado desempenha um papel crucial. Aborda-se tamb&#233;m com brevidade o question&#225;rio, referindo-se que o mesmo mostra como certas caracteriza&#231;&#245;es do car&#225;cter nacional (brasileiro) moldam algumas das suas interroga&#231;&#245;es. Finalmente, debru&#231;a-se sobre a persist&#234;ncia de certas imagens dos portugueses ligadas &#224; expans&#227;o ultramarina e suas implica&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Mem&#243;ria social, mem&#243;ria nacional, identidade nacional, comemora&#231;&#245;es, nacionalismo banal.</font></p>    <hr size="1" noshade>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">The concept of social memory is briefly analysed in this paper, especially the contributions given by sociology and anthropology to this concept. It is sustained that social memory can be understood as an ideology or a representation, a product of a processes of construction of the past, on which state power is fundamental The survey presented on Vala&#39;s and Saint-Maurice paper is also commented, namely in what concerns the role of characterisations of the national character (Brazilian) in the answers to particular questions. Finally, a brief glance is drawn to the Portuguese images about overseas expansion and its implications.</font></p>        <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>I</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">Deve-se a Maurice Halbwachs o impulso inicial no estudo da mem&#243;ria social. O soci&#243;logo franc&#234;s preferia a designa&#231;&#227;o de mem&#243;ria <i>colectiva</i>&#8212;a mem&#243;ria produzida no &#226;mbito de um dado &#34;quadro social&#34;, que poderia ser, por exemplo, o da fam&#237;lia, da profiss&#227;o, da classe, ou o da comunidade religiosa (Halbwachs, 1925/1994; 1950/1968). A mem&#243;ria seria colectiva, em seu entender, porque &#34;qualquer lembran&#231;a, por mais pessoal que seja, mesmo a de acontecimentos de que tenhamos sido as &#250;nicas testemunhas, mesmo a dos pensamentos e sentimentos que n&#227;o chegamos a expressar, encontra-se relacionada com todo um conjunto de no&#231;&#245;es que muitos de n&#243;s possuem, com pessoas, lugares, datas, palavras e formas da linguagem, com racioc&#237;nios e ideias, quer dizer, com toda a vida material e moral das sociedades de que fazemos ou de que fizemos parte&#34; (Halbwachs, 1925/1994; p. 38). A mem&#243;ria possuiria assim sempre um car&#225;cter social, pois usa conceitos, possui referentes, gera-se e reproduz-se em conceitos sociais determinados. Outros autores viriam a debru&#231;ar-se, em particular a partir da d&#233;cada de sessenta, sobre diversos aspectos do car&#225;cter social da mem&#243;ria. Assistiu-se ao desenvolvimento da an&#225;lise de problem&#225;ticas como a das implica&#231;&#245;es cognitivas diferenciadas da oralidade e da escrita (Goody, 1977; 2000), dos rituais e comemora&#231;&#245;es (Gillis, 1994), dos processos de socializa&#231;&#227;o e dos de incorpora&#231;&#227;o n&#227;o consciente de h&#225;bitos, pr&#225;ticas corporais e modos de fazer (Leroi-Gourhan, 1965), geradores de <i>habitus</i> espec&#237;ficos, no sentido de Bourdieu (1972), ou de mem&#243;ria-h&#225;bito (Connerton, 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o teria cabimento aqui desenvolver a problem&#225;tica da dimens&#227;o subjectiva da mem&#243;ria. Esta est&#225; presente na consci&#234;ncia de que a experi&#234;ncia do que nos sucedeu &#233; de natureza inteiramente pessoal (Lowenthal 1985/1993; p. 194). Mas deve-se sublinhar que os aspectos pessoais est&#227;o embebidos no social, porque &#34;a mem&#243;ria &#233; estruturada pela linguagem, pelo ensino e pela observa&#231;&#227;o, por ideias colectivas e por experi&#234;ncias partilhadas com outros&#34; (Fentress &#38; Wickham 1992/1994; p. 7). Por isso, h&#225; inclusivamente uma dimens&#227;o nacional na pr&#243;pria mem&#243;ria pessoal, pois esta constitui-se em espa&#231;os sociais, lingu&#237;sticos e culturais delimitados concebidos como na&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A identidade depende da mem&#243;ria, pois esta proporciona um sentido de continuidade no tempo, sem o qual ela n&#227;o existiria. Como escreve Schacter, &#34;o nosso sentido de n&#243;s pr&#243;prios depende crucialmente da experi&#234;ncia subjectiva de recordar os nossos passados&#34; (Schacter, 1996; p. 34), ou, nas palavras de Loewenthal, &#34;a recorda&#231;&#227;o das experi&#234;ncias passadas liga-nos com os nossos eus anteriores, por mais diferentes que nos tenhamos transformado desde ent&#227;o (Loewenthal 1985/1993; p. 197). Mem&#243;ria e identidade s&#227;o indissoci&#225;veis. O n&#250;cleo de sentido de qualquer identidade individual ou de grupo, que consiste principalmente numa no&#231;&#227;o de se permanecer a mesma coisa no tempo e no espa&#231;o, &#233; sustentado pelo recordar, e o recordar &#233; definido pela identidade assumida (Gillis, 1994; p. 3). Contudo, a mem&#243;ria, tanto ao n&#237;vel do ser individual como no que se refere aos colectivos, est&#225; continuamente a ser trabalhada, &#233; um produto do presente, como j&#225; Halbwachs afirmara (Halbwachs 1925/1994; pp. 83-113), embora n&#227;o seja algo de aleat&#243;rio; possui, como refere Ricoeur, uma ambi&#231;&#227;o &#34;veritativa&#34; que a distingue da imagina&#231;&#227;o, que tem por paradigma o irreal, o fict&#237;cio (Ricoeur, 2000; p. 26).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando se fala em &#34;mem&#243;ria nacional&#34; designa-se algo de muito distinto de outras mem&#243;rias colectivas. Alguns exemplos breves de mem&#243;ria colectiva no &#226;mbito familiar s&#227;o suficientes para entendermos essa especificidade. Podemos falar em mem&#243;ria familiar para nos referirmos &#224;s mem&#243;rias existentes em cada fam&#237;lia acerca dos membros mais antigos da mesma, dos lugares de proveni&#234;ncia, de epis&#243;dios da sua vida, de graus de parentesco; muita desta recorda&#231;&#227;o &#233; oral, sobretudo oral, sendo transmitida informalmente entre gera&#231;&#245;es, rememorada em grupo em momentos rituais, como anivers&#225;rios, natais, funerais. Mas a mem&#243;ria do colectivo familiar j&#225; depende da posi&#231;&#227;o social, podendo ser ou n&#227;o objecto de constru&#231;&#245;es intencionais. Essas constru&#231;&#245;es n&#227;o parecem encontrar-se no seio das classes trabalhadoras, a quem faltam suportes mnem&#243;nicos &#8212; e nomeadamente o escrito &#8212; da recorda&#231;&#227;o, que n&#227;o recua geralmente mais do que duas gera&#231;&#245;es, a daqueles com quem se teve algum contacto directo. A classe m&#233;dia disp&#245;e de arquivos de recorda&#231;&#227;o fotogr&#225;fica &#8212; &#225;lbuns de fam&#237;lia &#8212; e de items de v&#225;ria natureza &#8212; correspond&#234;ncia escrita, mobili&#225;rio, j&#243;ias de fam&#237;lia... &#8212; que servem de suporte &#224; rememora&#231;&#227;o, mas tal n&#227;o conduz necessariamente &#224; preocupa&#231;&#227;o de construir as recorda&#231;&#245;es que se tem dos mais velhos ou de gera&#231;&#245;es passadas como uma <i>mem&#243;ria de fam&#237;lia.</i> Todavia, a mem&#243;ria familiar da aristocracia, por exemplo, obedece a estrat&#233;gias intencionais de reprodu&#231;&#227;o da posi&#231;&#227;o e do prest&#237;gio. &#201; um instrumento de poder. Esta mem&#243;ria, constitutiva do seu capital social, assenta na preserva&#231;&#227;o do nome, na constru&#231;&#227;o e transmiss&#227;o de monumentos &#8212; como as casas senhoriais e as sepulturas &#8212;, recorre &#224; elabora&#231;&#227;o de narrativas escritas de antepassados ilustres, onde prolifera a inven&#231;&#227;o geneal&#243;gica, em resumo, disp&#245;e de suportes vis&#237;veis do passado no presente. De todas as mem&#243;rias colectivas, esta, pelos processos de sustenta&#231;&#227;o em que assenta &#8212; os escritos, as habita&#231;&#245;es, os monumentos funer&#225;rios... &#8212; pela reprodu&#231;&#227;o multissecular, pelo recurso &#224; inven&#231;&#227;o, ser&#225; das mem&#243;rias colectivas mais pr&#243;ximas da &#34;mem&#243;ria nacional&#34; (Sobral, 1995; 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A &#34;identidade nacional&#34; assenta numa mem&#243;ria colectiva (re)constru&#237;da em cada presente da na&#231;&#227;o. A dimens&#227;o temporal/hist&#243;rica &#233; fulcral em todas as representa&#231;&#245;es do fen&#243;meno nacional (Smith, 1986; pp. 174-208). Em Portugal, por exemplo, a genealogia da forma&#231;&#227;o da identidade nacional pode recuar a momentos mais ou menos distantes, consoante se postule que a sua g&#233;nese &#233; posterior &#224; exist&#234;ncia de um estado formado por bar&#245;es medievais, ou que ela seria detect&#225;vel na ac&#231;&#227;o dos lusitanos, tidos por antepassados dos portugueses (Albuquerque, 1974; Leal, 2000). Est&#225; a ser constantemente reescrita, pois &#34;(...) os nossos mitos, mem&#243;rias e s&#237;mbolos t&#234;m de ser constantemente renovados e continuamente reditos, para assegurar a nossa sobreviv&#234;ncia. A na&#231;&#227;o torna-se o renovar e o recontar cont&#237;nuo da nossa narrativa por cada gera&#231;&#227;o dos nossos descendentes&#34; (Smith, 1986; p. 208). A narrativa dos s&#233;culos XVI e XVII, que inseria os portugueses, como os outros povos crist&#227;os, na linhagem de No&#233;, ou que conferia uma dimens&#227;o providencialista &#224; exist&#234;ncia nacional &#8212; milagre de Ourique &#8212;, n&#227;o resistiria ao racionalismo oitocentista. Mas a ideia de grandeza nacional ligada ao imp&#233;rio ultramarino j&#225; ent&#227;o existente (Albuquerque, 1974) persistiria na representa&#231;&#227;o da hist&#243;ria portuguesa e como ideologia <i>nacional</i> na &#233;poca contempor&#226;nea.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando falamos em &#34;mem&#243;ria nacional&#34; devemos ter em conta que ela &#233; o produto de m&#250;ltiplos processos. Processos como os da produ&#231;&#227;o e inculca&#231;&#227;o de narrativas hist&#243;ricas como aquelas a que acab&#225;mos de fazer refer&#234;ncia, os da compila&#231;&#227;o de acervos documentais &#8212; os arquivos nacionais &#8212;, os da cria&#231;&#227;o de s&#233;ries de monumentos e outros itens patrimoniais e de referentes espaciais &#8212; a come&#231;ar pelo pr&#243;prio territ&#243;rio nacional e a acabar em locais dotados de um valor simb&#243;lico espec&#237;fico, como no caso portugu&#234;s o promont&#243;rio de Sagres, por exemplo. Ela assenta, em suma, na constitui&#231;&#227;o dos &#34;lugares da mem&#243;ria&#34; que Pierre Nora e os seus colaboradores inventariaram (1984). No caso dos estados-na&#231;&#245;es, estes processos s&#227;o controlados pelo poder de estado, servidos pelo sistema escolar de massas na &#233;poca contempor&#226;nea e pelas suas m&#250;ltiplas ag&#234;ncias de propaganda; nas na&#231;&#245;es sem estado, escritores, intelectuais, publicistas, aparelhos de propaganda partid&#225;ria desempenham esse papel. Com o desenvolvimento do nacionalismo como doutrina pol&#237;tica no s&#233;culo XIX, todas estas pr&#225;ticas se intensificam, num mundo concebido como constitu&#237;do por na&#231;&#245;es (Sobral, 2003). Em Portugal, as primeiras comemora&#231;&#245;es ligadas &#224; expans&#227;o ultramarina, as dos centen&#225;rios da morte de Cam&#245;es (1880), do nascimento do infante D. Henrique (1894) e da &#34;descoberta&#34; da &#237;ndia (1897-98) &#8212; o do Brasil foi quase silenciado, por extenua&#231;&#227;o, aus&#234;ncia de recursos e pela situa&#231;&#227;o de crise brasileira &#8212; tiveram lugar numa conjuntura de confronto com outras pot&#234;ncias interessadas na domina&#231;&#227;o colonial e num clima de pessimismo revelado na representa&#231;&#227;o do pa&#237;s como na&#231;&#227;o decadente (Catroga, 1998; Matos, 1998). A ideia de um Portugal imperial atravessa a primeira rep&#250;blica e &#233; algo de crucial sob o Estado Novo &#8212; regime que assistiu ao apogeu do colonialismo europeu e &#224; sua crise &#8212;, o qual promoveu, entre outras manifesta&#231;&#245;es, a Exposi&#231;&#227;o Hist&#243;rica do Mundo Portugu&#234;s (1940) e as Comemora&#231;&#245;es Henriquinas (1960) (Catroga, 1998; pp. 257-294).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A defini&#231;&#227;o do que &#233; o passado nacional &#8212; a valoriza&#231;&#227;o de certos aspectos, a desvaloriza&#231;&#227;o de outros, os procedimentos do esquecimento &#8212; &#233; conflituosa, o que faz com que este tipo de mem&#243;ria colectiva deva ser estudado enquanto ideologia (Billig 1990/1992; p. 77). Entre n&#243;s sob o Estado Novo, por exemplo, a data de 5 de Outubro n&#227;o constitu&#237;a feriado oficial para um regime fundado com a colabora&#231;&#227;o dos mon&#225;rquicos e da igreja cat&#243;lica. O regime queria impor uma representa&#231;&#227;o da identidade nacional cat&#243;lica e antiliberal, uma representa&#231;&#227;o que teria de se confrontar &#8212; o que levou a cabo principalmente atrav&#233;s de uma estrat&#233;gia de oculta&#231;&#227;o &#8212; com a exist&#234;ncia de um regime parlamentar, laico e anticlerical de que esse dia fundador era s&#237;mbolo. Em contrapartida, a sua comemora&#231;&#227;o era reivindicada por parte da oposi&#231;&#227;o que propunha outras narrativas hist&#243;ricas de identidade em confronto com as do regime: a tradi&#231;&#227;o anticlerical do liberalismo e o democratismo jacobino. Definir algo como &#34;mem&#243;ria nacional&#34; &#233; sempre algo potencialmente pol&#233;mico. A associa&#231;&#227;o de determinados acontecimentos de modo dur&#225;vel a uma popula&#231;&#227;o pode envolver incorporar eventos &#8212; e responsabilidades inerentes &#8212; dif&#237;ceis de suportar no presente, como sucede como a mem&#243;ria do nazismo alem&#227;o (Candau, 1998; pp. 169-170). A representa&#231;&#227;o do passado reflecte afrontamentos do presente. Tal verifica-se tanto nos confrontos em torno da mem&#243;ria recente, como sucede com o holocausto, ou com a recorda&#231;&#227;o das ditaduras sul-americanas das &#250;ltimas d&#233;cadas, em que as suas testemunhas directas ainda est&#227;o vivas (Jelin, 2002), como nos gerados pela interpreta&#231;&#227;o de um acontecimento multissecular, como o &#34;descobrimento da Am&#233;rica&#34; por Colombo e as suas implica&#231;&#245;es. As representa&#231;&#245;es das identidades nacionais da Am&#233;rica latina t&#234;m de enfrentar esta &#250;ltima hist&#243;ria, de um modo ou de outro.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Depois do 25 de Abril, o poder no Portugal democr&#225;tico e descolonizador teve de lidar com a heran&#231;a  	imperial, h&#225; muito uma componente crucial das representa&#231;&#245;es da identidade nacional, difundida de modo alargado nos cem anos  	anteriores devido ao impacto da doutrina&#231;&#227;o do aparelho escolar e da imprensa e literatura de massas. Deve-se sublinhar que,  	n&#227;o obstante o contexto ser radicalmente diferente e de as orienta&#231;&#245;es pol&#237;ticas e historiogr&#225;ficas institucionais  	n&#227;o serem as do passado recente &#8212; eram distintas entre si e algumas claramente anticolonialistas &#8212; a hist&#243;ria  	ultramarina continuou a ser celebrada como um evento sem paralelo, refor&#231;ando o seu lugar nas representa&#231;&#245;es da identidade  	portuguesa. A Exposi&#231;&#227;o Universal em Lisboa coincidiu com a comemora&#231;&#227;o da chegada de Vasco da Gama &#224; &#237;ndia, e  	n&#227;o se encontrou outro nome para a nova ponte sobre o Tejo &#8212; um rio central na &#233;pica ultramarina &#8212; que o do  	&#34;descobridor&#34; (tamb&#233;m glorificado com uma torre). De qualquer modo, mesmo com a renova&#231;&#227;o cr&#237;tica da  	historiografia, as dimens&#245;es mais brutais dos descobrimentos, como a domina&#231;&#227;o colonial ou o tr&#225;fico de escravos entre  	a &#193;frica e a Am&#233;rica, foram claramente secundarizadas quando n&#227;o esquecidas num conjunto de produ&#231;&#245;es em que a  	t&#243;nica dominante se pautava por t&#243;picos como o da &#34;acentua&#231;&#227;o da modernidade t&#233;cnico-cient&#237;fica (...)  	relacionada com os efeitos universalistas dos Descobrimentos&#34;, sendo estes frequentemente apresentados como &#34;encontro de povos e de  	culturas&#34; (Catroga, 1998; pp. 295-304). As comemora&#231;&#245;es ligadas aos principais &#34;descobrimentos&#34; foram conflituosas,  	embora de modo bem diverso. Enquanto o estado indiano ignorou as que supostamente lhe diriam respeito, as da viagem de Cabral foram  	ocasi&#227;o no Brasil para lembrar as diversas subalternidades e exclus&#245;es que marcam a sua vida social. Em Portugal tais datas  	n&#227;o tiveram qualquer eco &#34;popular&#34;, nem foram ocasi&#227;o para celebra&#231;&#245;es intensamente participadas da nacionalidade,  	como as que haviam decorrido no s&#233;culo anterior.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>II</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao estudar a produ&#231;&#227;o e reprodu&#231;&#227;o da chamada &#34;mem&#243;ria nacional&#34; devemos ter em conta, como referimos, o papel do poder pol&#237;tico, dos media, dos intelectuais e, no seio destes, dos historiadores, os que se prop&#245;em objectivar uma narrativa nacional; as representa&#231;&#245;es que encontramos na boca dos actores sociais remetem-nos para a influ&#234;ncia destes processos. Por isso s&#227;o compreens&#237;veis as objec&#231;&#245;es colocadas por Vala, que prefere falar em representa&#231;&#245;es sociais sobre o passado &#8212; um passado muito distante da experi&#234;ncia directa dos que o evocam no presente &#8212; em vez de &#34;mem&#243;ria nacional&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Devemos aceitar, a este respeito, o contributo do bi&#243;logo Steven Rose, que vai ao encontro da sugest&#227;o avan&#231;ada por Billig atr&#225;s mencionada, quanto &#224; rela&#231;&#227;o entre mem&#243;ria nacional e ideologia. Rose parte da distin&#231;&#227;o entre mem&#243;ria n&#227;o humana e mem&#243;ria humana para assinalar que o que marca a especificidade da &#250;ltima &#233; a &#34; nossa exist&#234;ncia social, e a facilidade tecnol&#243;gica com que criou um mundo em que as mem&#243;rias s&#227;o transcritas em papiro, tabuinhas de cera, papel ou ecr&#227;s electr&#243;nicos; quer dizer, num mundo de mem&#243;ria artificial. &#201; a mem&#243;ria artificial que significa que enquanto todas as esp&#233;cies vivas possuem um passado, s&#243; os humanos t&#234;m uma hist&#243;ria&#34; (Rose, 1993; p. 326). E a exist&#234;ncia da mem&#243;ria artificial, que transcende o indiv&#237;duo e a sua experi&#234;ncia individual biol&#243;gica e psicol&#243;gica, que mant&#233;m as sociedades agregadas, &#34;impondo entendimentos partilhados, interpreta&#231;&#245;es, ideologias&#34; (Rose, 1993; p. 327). A &#34;mem&#243;ria nacional&#34; ser&#225; a forma de mem&#243;ria artificial coexistente com a na&#231;&#227;o, tida e vivida como comunidade eminente &#8212; uma &#34;comunidade imaginada&#34; (Anderson, 1983) &#8212; que transcende e une indiv&#237;duos e grupos no tempo e no espa&#231;o. Comunidade constru&#237;da pelas interpreta&#231;&#245;es, ideologias, mitos dominantes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Creio que a influ&#234;ncia de representa&#231;&#245;es oriundas do campo intelectual e pol&#237;tico se faz sentir em algumas perguntas do question&#225;rio, as quais, por exemplo, me parecem traduzir preocupa&#231;&#245;es espec&#237;ficas de intelectuais&#8212;brasileiros &#8212; que discutiram a sua &#34;identidade nacional&#34;, confrontando-se necessariamente com o legado portugu&#234;s. Nas quest&#245;es relativas ao impacto poss&#237;vel de outras coloniza&#231;&#245;es &#8212; francesa, holandesa, etc. &#8212; parece-me ser detect&#225;vel um eco de pol&#233;micas centradas no molde espec&#237;fico conferido &#224; sociedade brasileira pela coloniza&#231;&#227;o portuguesa. Esta tem&#225;tica &#8212; abordando nomeadamente os aspectos relativos &#224; miscigena&#231;&#227;o, &#224; import&#226;ncia da sociedade agr&#225;ria &#8212; est&#225; presente, entre outros casos, na influente representa&#231;&#227;o da identidade nacional elaborada por um Gilberto Freire (Freire 1933/1957; Bastos, 1999), bem como na pouco posterior de um S&#233;rgio Buarque de Hollanda. As perguntas referentes &#224; <i>cordialidade</i> e &#224; <i>generosidade</i> reportam-se por certo &#224; caracteriza&#231;&#227;o do &#34;homem cordial&#34; que se deve a este &#250;ltimo &#8212; a cordialidade, na sua opini&#227;o &#34;a contribui&#231;&#227;o brasileira para a civiliza&#231;&#227;o universal&#34;, designaria a lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, mas tamb&#233;m a inimizade e condutas similares, desde que genu&#237;nas, &#34;nascidas do cora&#231;&#227;o&#34; (Hollanda, 1936/1994; Sallumjr., 1999).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As representa&#231;&#245;es das identidades &#34;nacionais&#34; s&#227;o profundamente modeladas pelas narrativas com referentes hist&#243;ricos, sejam elas as da hist&#243;ria erudita, da divulga&#231;&#227;o escolar, da fic&#231;&#227;o liter&#225;ria, do cinema ou da banda desenhada. Por outras palavras, estas narrativas s&#227;o incorporadas no conhecimento ou na mem&#243;ria mais comum, como sucedeu com as centradas na dimens&#227;o colonial/imperial para os portugueses. Esta, como se disse, fez sempre parte de uma imagem de exalta&#231;&#227;o nacional, difundida entre letrados e nos c&#237;rculos de poder no s&#233;culo XVI e progressivamente alargada at&#233; ao s&#233;culo XX, sob a rep&#250;blica e o Estado Novo. A celebra&#231;&#227;o da hist&#243;ria colonial-imperial foi questionada pela esquerda, sobretudo pela formada no meio universit&#225;rio na d&#233;cada de sessenta &#8212; e por isso, como o revela o inqu&#233;rito, deparamos com imagens negativas dos que t&#234;m maior capital escolar desde os anos 60, anos da guerra colonial, mas tamb&#233;m do triunfo internacional da descoloniza&#231;&#227;o. Cr&#237;ticas &#224;s celebra&#231;&#245;es em termos de descoberta, contrapondo-lhe como efeitos o etnoc&#237;dio, o racismo, a pobreza. Cr&#237;ticas patentes numa s&#233;rie de manifesta&#231;&#245;es nas antigas col&#243;nias ib&#233;ricas que tiveram o seu in&#237;cio com as contesta&#231;&#245;es &#224;s celebra&#231;&#245;es da viagem de Colombo e o seu fim com as feitas &#224; viagem de Cabral. O presente actual e muito conflituoso dessas sociedades moldou a contesta&#231;&#227;o e reflecte-se nas representa&#231;&#245;es aqui explicitadas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Vale a pena atentar para o facto de as respostas ao inqu&#233;rito (Vala &#38; Saint-Maurice, neste n&#250;mero) continuarem a revelar a persist&#234;ncia entre os portugueses de uma imagem eufem&#237;stica da coloniza&#231;&#227;o portuguesa. Tal deve-se sem d&#250;vida em grande medida &#224; influ&#234;ncia das representa&#231;&#245;es popularizadas sob o salazarismo, momento espec&#237;fico de difus&#227;o maci&#231;a de representa&#231;&#245;es nacionais &#8212; ou de constru&#231;&#227;o de uma &#34;mem&#243;ria artificial&#34; da na&#231;&#227;o &#8212; a que se aplica bem a express&#227;o cunhada por Georg Mosse (1975) de &#34;nacionaliza&#231;&#227;o das massas&#34;. Os efeitos mais brutais da expans&#227;o colonial &#8212; limpeza &#233;tnica, tr&#225;fico de escravos e um sistema produtivo colonial assente em larga escala na m&#227;o-de-obra escrava, no racismo (Skidmore, 1998; pp. 17-47; Alencastro, 2000) &#8212; est&#227;o longe de ser interiorizados por todos, por n&#227;o terem penetrado profundamente nas interpreta&#231;&#245;es escolares e de divulga&#231;&#227;o de massas no per&#237;odo democr&#225;tico, como se disse antes. E compara&#231;&#245;es entre o sucedido na Alemanha nazi e aquilo que portugueses&#8212;como ali&#225;s espanh&#243;is, alem&#227;es, brit&#226;nicos, norte-americanos e outros &#8212; fizeram a povos dos seus ultramares (Nicholson, 1999; p. 141) suscitar&#227;o, por certo, protestos veementes. No &#34;nacionalismo banal&#34; (Bil-Iig, 1995/1997) portugu&#234;s, o nacionalismo que se insere na nosso quotidiano interpretativo, a imagem t&#227;o cultivada da excepcionalidade, da <i>diferen&#231;a</i> portuguesa &#8212; os costumes mais &#34;brandos&#34;, uma viol&#234;ncia &#34;menor&#34;, a miscigena&#231;&#227;o &#8212; face a outras empresas coloniais, continua a encontrar recep&#231;&#227;o.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Albuquerque, M. (1974). A <i>consci&#234;ncia nacional portuguesa.</i> Lisboa: Ed. do autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480678&pid=S0874-2049200300020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alencastro, L. F. (2000). O <i>trato dos viventes: Forma&#231;&#227;o do Brasil no Atl&#226;ntico sul</i> &#8212; <i>s&#233;culos XVI e XVII.</i> S. Paulo: Companhia das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480680&pid=S0874-2049200300020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Anderson, B. (1983). <i>Imagined communities: Reflections on the origins and spread of nationalism.</i> Londres: Verso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480682&pid=S0874-2049200300020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bastos, E. R. (1999). Casa-grande &#38; senzala. In L. Dantas Mota (org.), <i>Introdu&#231;&#227;o ao Brasil; Um banquete no tr&#243;pico</i> (pp. 215-233). S&#227;o Paulo: Editora Senac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480684&pid=S0874-2049200300020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Billig, M. (1990/1992). Mem&#243;ria colectiva, ideologia y la familia real brit&#226;nica. In D. Middleton &#38; D. Edwards (Eds.), <i>Mem&#243;ria compartida: La naturaleza social dei recuerdo y dei olvido</i> (pp. 77-96). Barcelona: Ediciones Paid&#243;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480686&pid=S0874-2049200300020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Billig, M. (1997/1995). <i>Banal nationalism.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480688&pid=S0874-2049200300020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bourdieu, P. (1972). <i>Esquisse d&#39;une th&#233;orie de la pratique.</i> Genebra: Librairie Droz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480690&pid=S0874-2049200300020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Candau, J. (1998). <i>M&#233;moire et identit&#233;.</i> Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480692&pid=S0874-2049200300020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Catroga, F. (1998). Ritualiza&#231;&#245;es da hist&#243;ria. In L. Reis Torgal, J. Amado Mendes, &#38; F. Catroga (Eds.), <i>Hist&#243;ria da hist&#243;ria em Portugal (s&#233;culos XIX-XX)</i> (pp. 221-361). Lisboa: Temas &#38; Debates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480694&pid=S0874-2049200300020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Connerton, P. (1989). <i>How societies remember.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480696&pid=S0874-2049200300020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fentress, J., &#38; Wickham, C. (1992/1994). <i>Social memory.</i> Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480698&pid=S0874-2049200300020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Freire, G. (1957). <i>Casa-grande &#38; senzala.</i> Lisboa: Livros do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480700&pid=S0874-2049200300020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gillis, J. R. (Ed.) (1994). <i>Commemorations: The politics of national identity.</i> Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480702&pid=S0874-2049200300020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goody, J. (1977). <i>The domestication of the savage mind</i>. Washington/Londres: Smithsoniam Institution Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480704&pid=S0874-2049200300020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goody, J. (2000). <i>The power of the written tradition.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480706&pid=S0874-2049200300020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Halbwachs, M. (1968). <i>La m&#233;moire collective.</i> Paris: Albin Michel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480708&pid=S0874-2049200300020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Halbwachs, M. (1994). <i>Les cadres sociaux de la m&#233;moire.</i> Paris: Albin Michel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480710&pid=S0874-2049200300020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hollanda, S. B. de (1994). <i>Ra&#237;zes do Brasil.</i> Rio de Janeiro: Jos&#233; Olympio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480712&pid=S0874-2049200300020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jelin, E. (Ed.) (2002). <i>Las comemor aciones: Las disputas en las fechas &#34;In-Felices&#34;.</i> Madrid: Siglo Vientiuno.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480714&pid=S0874-2049200300020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leal, J. (2000). <i>Etnografias portuguesas (1870-1970): Cultura e identidade nacional.</i> Lisboa: Publica&#231;&#245;es Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480716&pid=S0874-2049200300020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leroi-Gourhan, A. (1965). <i>Le geste et la parole</i> (vol. II, La m&#233;moire et les rythmes). Paris: Albin Michel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480718&pid=S0874-2049200300020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Loewenthal, D. (1993). <i>The past is a foreign country.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480720&pid=S0874-2049200300020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Matos, S. C. (1998). <i>Historiografia e mem&#243;ria nacional no Portugal do s&#233;culo XIX (1846-1898).</i> Lisboa: Edi&#231;&#245;es Colibri.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480722&pid=S0874-2049200300020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mosse, G. L. (1975). <i>The nationalization of the masses: Political symbolism and mass movements in Germany from the napoleonic wars through the third reich.</i> Ithaca e Londres: Cornell University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480724&pid=S0874-2049200300020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nicholson, P. Y. (1999). <i>Who do we think we are? Race and nation in the modern world.</i> Armonk/Londres: M. E. Sharpe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480726&pid=S0874-2049200300020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nora, P. (1984). Entre m&#233;moire et histoire: La probl&#233;matique des lieux. In P. Nora (Dir.), <i>Les lieux de la m&#233;moire: I. La r&#233;publique</i> (pp. XVII-XLII). Paris: Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480728&pid=S0874-2049200300020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ricoeur, P. (2000). <i>La m&#233;moire, l&#39;histoire, l&#39;oubli.</i> Paris: &#201;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480730&pid=S0874-2049200300020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rose, S. (1993). <i>The making of memory. From molecules to mind.</i> Londres: Bantam Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480732&pid=S0874-2049200300020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sallum Jr., B. (1999). Raizes do Brasil. In L. Dantas Mota (Org.), <i>Introdu&#231;&#227;o ao Brasil: Um banquete no tr&#243;pico</i> (pp. 235-256). S&#227;o Paulo: Editora Senac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480734&pid=S0874-2049200300020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schacter, D. L. (1996). <i>Searching for memory: The brain, the mind and the past.</i> Nova Iorque: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480736&pid=S0874-2049200300020001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Skidmore, T. E. (1998). <i>Uma hist&#243;ria do Brasil.</i> S&#227;o Paulo: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480738&pid=S0874-2049200300020001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, A. D. (1986). <i>The ethnic origins of nations.</i> Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480740&pid=S0874-2049200300020001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sobral, J. M. (1995). Mem&#243;ria e identidades sociais: Dados de um estudo de caso num espa&#231;o rural. <i>An&#225;lise Social, XXX</i> (131/132), 289-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480742&pid=S0874-2049200300020001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sobral, J. M. (1998). Mem&#243;ria social e identidade: Experi&#234;ncias individuais, experi&#234;ncias colectivas. In P. Cardim (Coord.), <i>A hist&#243;ria: Entre mem&#243;ria e inven&#231;&#227;o</i> (pp. 35-60). Lisboa: Publica&#231;&#245;es Europa-Am&#233;rica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480744&pid=S0874-2049200300020001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sobral, J. M. (2003). A forma&#231;&#227;o das na&#231;&#245;es e o nacionalismo: Os paradigmas explicativos e o caso portugu&#234;s. <i>An&#225;lise Social, XXXVII</i> (165), 1093-1126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=480746&pid=S0874-2049200300020001200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body>
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