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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade da vinculação à mãe e à educadora]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Even if in recent research, the monotropic model of attachment is contested, most part of the studies on the area still focus on mother-child relation. The inclusion of different partners, namely the father or the preschool teacher brought new theoretical and empirical questions to the study of attachment (Howes, Hamilton, & Philipsen, 1998). The present study attempts to compare the quality of the attachment to the mother and teacher, in order to better clarify the organization of the different relations at the level of the internal models of the child. The participants were 50 mother-child dyads and 50 teacher-child dyads from Lisbon, Portugal. Children mean age level was 41 months, 27 girls, and 23 boys. Mothers' age ranged from 21 to 42 years (M=32,26, SD=4,34), teachers mean age was 42 years old. Children spend in average 6,80 hours in school. All the families were from middle class for Portuguese standards. Mothers and teachers were asked to complete the Attachment Q-Sort (Vaughn, & Waters, 1990). Cluster analyses of obtained Q profiles revealed three distinct types of attachment relationships, group 1 (secure, independent), group 2 (insecure, dependent) and group 3 (insecure, independent). Teachers consider the security score the most relevant to describe the children. Results were not conclusive at the level of agreement between mothers and teachers. This study stresses the idea that attachment is a relational construct depending on the characteristics of both partners.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Qualidade da vincula&#231;&#227;o &#224; m&#227;e e &#224; educadora<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Quality of attachment towards mother and teacher</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Manuela Ver&#237;ssimo<sup>*</sup>; Ilidia Duarte<sup>**</sup>; L&#237;gia Monteiro<sup>***</sup>; Ant&#243;nio J. Santos<sup>****</sup>; Alda Meneses<sup>*****</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Professora associada, ISPA, Lisboa, unidade de investiga&#231;&#227;o em psicologia cognitiva do desenvolvimento e da educa&#231;&#227;o;</font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>**</sup>Discente do mestrado de psicologia Educacional, ISPA, Lisboa; unidade de investiga&#231;&#227;o em psicologia cognitiva do desenvolvimento e da educa&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>***</sup>Doutoranda; unidade de investiga&#231;&#227;o em psicologia cognitiva do desenvolvimento e da educa&#231;&#227;o, ISPA</font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>****</sup>Professor Associado, ISPA, Lisboa, unidade de investiga&#231;&#227;o em psicologia cognitiva do desenvolvimento e da educa&#231;&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*****</sup>Discente do mestrado de psicologia educacional, ISPA, Lisboa; unidade de investiga&#231;&#227;o em psicologia cognitiva do desenvolvimento e da educa&#231;&#227;o.</font></p>           <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora, desde o in&#237;cio da formula&#231;&#227;o da teoria da vincula&#231;&#227;o com Bowlby e Ainsworth, se tenha reconhecido a exist&#234;ncia de figuras alternativas de vincula&#231;&#227;o, a maioria das investiga&#231;&#245;es realizadas t&#234;m-se centrado na rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o entre a crian&#231;a e a figura de vincula&#231;&#227;o privilegiada: a m&#227;e. A inclus&#227;o de diferentes pessoas que regularmente cuidam e interagem com a crian&#231;a, nomeadamente a educadora, no estudo das rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o, veio, segundo Howes, Hamilton e Philipsen (1998), colocar novas quest&#245;es de car&#225;cter te&#243;rico e emp&#237;rico na investiga&#231;&#227;o da vincula&#231;&#227;o. Este estudo procura comparar a qualidade da vincula&#231;&#227;o &#224; m&#227;e e &#224; educadora no sentido de melhor clarificar a organiza&#231;&#227;o das v&#225;rias representa&#231;&#245;es das rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o no modelo interno din&#226;mico da crian&#231;a. Participaram neste estudo 50 d&#237;ades, m&#227;e-crian&#231;a e educadora-crian&#231;a. Assinalou-se uma m&#233;dia de idades de aproximadamente 41 meses para as crian&#231;as, 32 anos para as m&#227;es e 42 anos para as educadoras de inf&#226;ncia. Foi aplicado &#224;s m&#227;es e &#224;s educadoras de inf&#226;ncia o question&#225;rio <i>Attachment Q-Sort </i>(Vaughn &#38;Waters, 1990). Atrav&#233;s da an&#225;lise de <i>clusters,</i> e com base nas descri&#231;&#245;es das m&#227;es, foram identificados tr&#234;s grupos: grupo 1 (seguro e independente), grupo 2 (inseguro e dependente) e grupo 3 (inseguro e independente). As educadoras distinguem as crian&#231;as apenas com base no crit&#233;rio da seguran&#231;a e na escala de &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34;, e consideram que as crian&#231;as que mais interagem com elas s&#227;o as que apresentam maior seguran&#231;a na rela&#231;&#227;o. Este estudo reafirma a qualidade da vincula&#231;&#227;o como uma caracter&#237;stica da rela&#231;&#227;o e n&#227;o da crian&#231;a. Ou seja, n&#227;o existem crian&#231;as seguras ou inseguras, mas crian&#231;as com rela&#231;&#245;es seguras ou inseguras com determinadas figuras.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Vincula&#231;&#227;o, figuras alternativas de vincula&#231;&#227;o, modelo interno din&#226;mico.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"> Even if in recent research, the monotropic model of attachment is contested, most part of the studies on the area still focus on mother-child relation. The inclusion of different partners, namely the father or the preschool teacher brought new theoretical and empirical questions to the study of attachment (Howes, Hamilton, &#38; Philipsen, 1998). The present study attempts to compare the quality of the attachment to the mother and teacher, in order to better clarify the organization of the different relations at the level of the internal models of the child. The participants were 50 mother-child dyads and 50 teacher-child dyads from Lisbon, Portugal. Children mean age level was 41 months, 27 girls, and 23 boys. Mothers&#39; age ranged from 21 to 42 years (M=32,26, SD=4,34), teachers mean age was 42 years old. Children spend in average 6,80 hours in school. All the families were from middle class for Portuguese standards. Mothers and teachers were asked to complete the Attachment Q-Sort (Vaughn, &#38; Waters, 1990). Cluster analyses of obtained Q profiles revealed three distinct types of attachment relationships, group 1 (secure, independent), group 2 (insecure, dependent) and group 3 (insecure, independent). Teachers consider the security score the most relevant to describe the children. Results were not conclusive at the level of agreement between mothers and teachers. This study stresses the idea that attachment is a relational construct depending on the characteristics of both partners.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com o aumento crescente, que se tem verificado desde o in&#237;cio do s&#233;culo XX, do n&#250;mero de mulheres que trabalham fora de casa, a configura&#231;&#227;o tradicional da fam&#237;lia alterou-se. A antiga imagem da m&#227;e como educadora e do pai como suporte financeiro da casa modificou-se, para passarem ambos a trabalhar fora, assumindo essencialmente as educadoras, no espa&#231;o da creche/jardim de inf&#226;ncia, o papel de cuidar da crian&#231;a, durante um grande per&#237;odo do dia. Assim, actualmente a crian&#231;a adquire pelo menos uma outra pessoa significativa que lhe presta cuidados fora do &#226;mbito familiar, tendo, por outro lado, de enfrentar separa&#231;&#245;es di&#225;rias da m&#227;e e de se adaptar a um novo contexto. Esta altera&#231;&#227;o na din&#226;mica familiar veio proporcionar um novo desafio &#224; teoria da vincula&#231;&#227;o. Surgem, assim, quest&#245;es relativas ao modo como a crian&#231;a desenvolve a rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o com a m&#227;e e com a educadora e quais os seus poss&#237;veis efeitos no desenvolvimento da crian&#231;a (Howes, Rodning, Galluzo &#38; Myers, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora Bowlby tenha reconhecido a exist&#234;ncia de figuras alternativas de vincula&#231;&#227;o, a maioria das investiga&#231;&#245;es realizadas t&#234;m-se centrado na rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o entre a crian&#231;a e a figura de vincula&#231;&#227;o privilegiada &#8212; a m&#227;e &#8212;, sendo os instrumentos de avalia&#231;&#227;o desta rela&#231;&#227;o, nomeadamente, o <i>procedimento da situa&#231;&#227;o estranha</i> e o <i>attachment behavior Q-Sort,</i> validados para a mesma. Contudo, nos &#250;ltimos anos, v&#225;rios estudos t&#234;m sido realizados com vista a analisar as rela&#231;&#245;es estabelecidas pela crian&#231;a com as pessoas que dela cuidam fora do &#226;mbito familiar (Goossens &#38; Van Ijzendoorn, 1990; Howes &#38; Hamilton, 1992a, Howes, Phillips &#38; Whitebrook, 1992; Sagi, Ijzendoorn, Aviezer, Donnell, Koren-Karie, Joels, &#38; Harel, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para Howes (1999), o estudo da vincula&#231;&#227;o no contexto de diversas figuras de vincula&#231;&#227;o, implica que se tenha em considera&#231;&#227;o a organiza&#231;&#227;o das v&#225;rias representa&#231;&#245;es das rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o, no modelo interno din&#226;mico da crian&#231;a. Diferentes modelos de organiza&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o no modelo interno din&#226;mico da crian&#231;a foram sugeridos, a referir: o modelo monotr&#243;pico, o modelo hier&#225;rquico, o modelo de organiza&#231;&#227;o integrativa e o modelo de organiza&#231;&#227;o independente (Howes, 1999; Van Ijzendoorn, Sagi &#38; Lambermoon, 1992).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O <i>modelo de monotropia</i> implica que existe uma &#250;nica figura de vincula&#231;&#227;o, normalmente a m&#227;e. Relativamente ao modelo hier&#225;rquico, Bretherton (1985) considera que as representa&#231;&#245;es das vincula&#231;&#245;es est&#227;o organizadas de um modo hier&#225;rquico, em que a representa&#231;&#227;o da figura de vincula&#231;&#227;o mais importante, usualmente a m&#227;e, &#233; a mais influente para a crian&#231;a. Assim, a seguran&#231;a de vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a &#224; m&#227;e influencia as rela&#231;&#245;es que a crian&#231;a estabelece com outras figuras, podendo-se esperar que as diferentes rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o sejam concordantes com a vincula&#231;&#227;o &#224; figura materna.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O terceiro modelo, o de <i>organiza&#231;&#227;o integrativa</i>, sugere que as crian&#231;as integram todas as suas rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o (Van Ijzendoorn <i>et al.,</i> 1992). N&#227;o h&#225; qualquer suposi&#231;&#227;o de que uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o seja mais influente do que outra, sendo dado igual peso a todas as rela&#231;&#245;es. Duas rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o seguras s&#227;o assumidas como sendo mais poderosas na previs&#227;o de um desenvolvimento mais harmonioso, do que uma rela&#231;&#227;o segura e outra insegura. Neste modelo n&#227;o h&#225; previs&#227;o de que diferentes tipos de vincula&#231;&#227;o sejam concordantes. Contudo, Howes (1999) salienta que a literatura existente sobre a organiza&#231;&#227;o integrativa de diferentes rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o, no modelo interno din&#226;mico, n&#227;o inclui a discuss&#227;o do processo pelo qual a crian&#231;a integra estas m&#250;ltiplas representa&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, o quarto modelo, o de <i>organiza&#231;&#227;o independente</i>, considera que cada vincula&#231;&#227;o &#233; independente, tanto em qualidade como na sua influ&#234;ncia no desenvolvimento da crian&#231;a. De acordo com este modelo, as representa&#231;&#245;es de diferentes rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o t&#234;m influ&#234;ncias diferentes em diversas &#225;reas do desenvolvimento. Assim, por exemplo, a representa&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o crian&#231;a-pai pode influenciar os afectos negativos ou a tens&#227;o no conflito interpessoal, enquanto que, de um modo geral, a qualidade da vincula&#231;&#227;o m&#227;e-crian&#231;a influencia o desenvolvimento emocional (Sroufe, 1988). Este modelo pode ser testado atrav&#233;s da an&#225;lise da rela&#231;&#227;o entre a seguran&#231;a da vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a com v&#225;rias figuras e o seu comportamento em diferentes &#225;reas do desenvolvimento. Na perspectiva de Howes (1999), este processo funcionar&#225; melhor quando existir uma teoria que descreva o porqu&#234; de diferentes figuras de vincula&#231;&#227;o serem mais ou menos influentes num determinado dom&#237;nio do desenvolvimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Howes (1999), h&#225; que analisar dois tipos de investiga&#231;&#245;es de modo a encontrar suporte emp&#237;rico para os modelos anteriormente referidos. O primeiro refere-se &#224; an&#225;lise da concord&#226;ncia ou n&#227;o da qualidade das rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o. O segundo analisa a previsibilidade do desenvolvimento das crian&#231;as a partir da qualidade de vincula&#231;&#227;o com diferentes figuras.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao primeiro grupo de estudos, a maioria das investiga&#231;&#245;es t&#234;m-se centrado na compara&#231;&#227;o da seguran&#231;a de vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a &#224; m&#227;e e ao pai. Fox e Kimmerly (1991) referem que a qualidade de vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a ao pai e &#224; m&#227;e n&#227;o &#233; independente, talvez pelo espa&#231;o, os valores e os comportamentos serem partilhados por ambos, na educa&#231;&#227;o do filho. Contrariamente, em estudos que analisam a vincula&#231;&#227;o das crian&#231;as &#224; m&#227;e e &#224; educadora n&#227;o se encontra concord&#226;ncia entre a qualidade de vincula&#231;&#227;o a estas duas figuras (Goossens &#38; Van Ijzendoorn, 1990; Howes &#38; Hamilton, 1992b).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No segundo grupo de estudos, salientam-se os que analisam a seguran&#231;a de vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a &#224; m&#227;e e ao pai, como prevendo a compet&#234;ncia das crian&#231;as. Main, Kaplan e Cassidy (1985) e Volling e Belsky (1993) referem que a vincula&#231;&#227;o segura da crian&#231;a &#224; m&#227;e &#233; mais influente do que as outras. Estes estudos suportam, assim, o modelo hier&#225;rquico. Contudo, os resultados de estudos que analisam as consequ&#234;ncias da qualidade da vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a com a educadora e com a m&#227;e, v&#227;o ao encontro dos modelos integrativo e independente (Howes, 1999). Howes, Matheson e Hamilton (1994) demonstraram que a vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a &#224; educadora prev&#234; melhor, do que a vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a &#224; m&#227;e, a compet&#234;ncia social da crian&#231;a com os seus pares. Tamb&#233;m Oppenheim, Sagi e Lamb (1988) n&#227;o encontraram rela&#231;&#227;o entre a qualidade da vincula&#231;&#227;o e o comportamento da crian&#231;a no pr&#233;-escolar. No entanto, as crian&#231;as com uma rela&#231;&#227;o segura com a educadora revelam maior empatia e independ&#234;ncia do que as crian&#231;as inseguras.&#8217;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Howes (1999), a rela&#231;&#227;o da crian&#231;a com a educadora poder-se-&#225; iniciar aos quatro meses com a entrada para a creche, ou seja, numa fase anterior &#224; emerg&#234;ncia das representa&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o, que ocorre entre os seis e os oito meses. Assim, as crian&#231;as com experi&#234;ncia de creche constroem, simultaneamente, modelos internos de duas ou mais rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o. Se a rela&#231;&#227;o da crian&#231;a com a figura de vincula&#231;&#227;o alternativa se inicia numa fase posterior, em que a crian&#231;a j&#225; estabeleceu uma ou mais rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o, essa rela&#231;&#227;o surge num contexto de vincula&#231;&#227;o j&#225; existente. Contudo, o contexto e a hist&#243;ria da rela&#231;&#227;o s&#227;o diferentes daqueles que afectam a vincula&#231;&#227;o materna.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Howes (1999) prop&#245;e tr&#234;s crit&#233;rios de identifica&#231;&#227;o de figuras de vincula&#231;&#227;o, para al&#233;m da m&#227;e: a presta&#231;&#227;o de cuidados f&#237;sicos e psicol&#243;gicos; a continuidade ou consist&#234;ncia na vida da crian&#231;a; e o investimento emocional na crian&#231;a. O uso destes crit&#233;rios sup&#245;e, assim, a an&#225;lise da rede de rela&#231;&#245;es sociais da crian&#231;a onde, para as crian&#231;as que frequentam a creche ou jardim de inf&#226;ncia, assume particular destaque a educadora.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainsworth, Blehar, Waters e Wall (1978) salientam a necessidade de se diferenciar a qualidade de vincula&#231;&#227;o de acordo com a figura envolvida, uma vez que o que est&#225; em jogo &#233; a rela&#231;&#227;o espec&#237;fica que se estabelece com essa figura. As classifica&#231;&#245;es da qualidade de vincula&#231;&#227;o s&#227;o um reflexo da hist&#243;ria espec&#237;fica de interac&#231;&#227;o entre a d&#237;ade. Diversos autores consideram que n&#227;o s&#243; a crian&#231;a &#233; capaz de estabelecer uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o com a sua educadora, como esta rela&#231;&#227;o &#233; independente da qualidade de vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a aos seus pais (Goossens &#38; Van Ijzendoorn, 1990; Howes &#38; Hamilton, 1992b; Sagi <i>et al</i>, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Howes (1999), uma crian&#231;a com hist&#243;ria de vincula&#231;&#245;es inseguras &#233; pouco prov&#225;vel que tenha comportamentos, na creche ou no jardim de inf&#226;ncia, que facilitem o estabelecimento de uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o segura com a educadora. Contudo, quando em contextos adequados e face a educadoras sens&#237;veis e responsivas, algumas crian&#231;as parecem ser capazes de reorganizar as suas representa&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o ou de construir rela&#231;&#245;es independentes, baseadas em novas experi&#234;ncias com a educadora.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A qualidade da rela&#231;&#227;o da crian&#231;a com a educadora est&#225;, segundo Goossens e Van Ijzendoorn (1990), relacionada com a sensibilidade da educadora, tal como no caso da vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a aos pais. Fornecendo a educadora uma alternativa est&#225;vel e sens&#237;vel, a crian&#231;a poder&#225; sentir-se compensada do <i>stress</i> causado pela separa&#231;&#227;o dos pais, formando uma vincula&#231;&#227;o segura &#224; educadora. Estudos realizados por Howes e Hamilton (1992b) verificaram que as educadoras tinham comportamentos mais sens&#237;veis e responsivos com as crian&#231;as categorizadas como seguras, e menos sens&#237;veis com as crian&#231;as inseguras/evitantes. As crian&#231;as inseguras/ambivalentes experimentaram menos sensibilidade e envolvimento por parte da educadora, do que as crian&#231;as seguras, e mais sensibilidade e envolvimento, do que as da categoria insegura/evitante.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Alguns autores sugerem que as rela&#231;&#245;es alternativas e n&#227;o concordantes podem compensar uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o insegura da crian&#231;a &#224; m&#227;e, sendo ent&#227;o poss&#237;vel que a crian&#231;a construa um modelo alternativo de relacionamento social, contribuindo para o desenvolvimento das suas compet&#234;ncias sociais, nomeadamente no espa&#231;o do jardim de inf&#226;ncia. Mesmo que a vincula&#231;&#227;o parental seja segura, uma rela&#231;&#227;o adicional de vincula&#231;&#227;o positiva, presumivelmente, contribui para aumentar as compet&#234;ncias das crian&#231;as (Goossens &#38; Van Ijzendoorn, 1990; Howes, Rodning, Galluzo &#38; Myers, 1990; NICHD, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, nem todas as educadoras t&#234;m qualidade ou possibilidade de dar &#224;s crian&#231;as uma alternativa est&#225;vel, podendo da&#237; advir <i>stress</i> para as mesmas. A educadora &#233; respons&#225;vel por prestar cuidados di&#225;rios de higiene, alimenta&#231;&#227;o, al&#233;m de funcionar como companheira, e de estimular as aprendizagens cognitivas e sociais da crian&#231;a. A qualidade dos cuidados prestados est&#225; dependente da experi&#234;ncia e da sensibilidade da educadora (Hayes, Palmer &#38; Zaslow, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A estabilidade da rela&#231;&#227;o com a educadora pode ainda ser afectada pela organiza&#231;&#227;o do pr&#243;prio jardim de inf&#226;ncia, uma vez que &#233; frequente as crian&#231;as n&#227;o terem a mesma educadora de um ano para o outro ou devido ao n&#250;mero de crian&#231;as por educadora ser elevado, o que dificultaria uma atitude mais sens&#237;vel e responsiva por parte do adulto. Contudo, Goossens e Van Ijzendoorn (1990) consideram que as educadoras t&#234;m capacidade de compensar a menor aten&#231;&#227;o dada a cada crian&#231;a, com outros comportamentos e estrat&#233;gias por elas desenvolvidas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O sistema de comportamentos vinculativos desenvolve-se no contexto de interac&#231;&#245;es crian&#231;a-m&#227;e/educadora e, como consequ&#234;ncia dessas interac&#231;&#245;es, a crian&#231;a e a m&#227;e/educadora constroem uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o (Posada, Waters, Crowell &#38; Lay, 1995). Com o presente estudo pretende-se analisar qual a rela&#231;&#227;o entre a qualidade da vincula&#231;&#227;o das crian&#231;as &#224; m&#227;e e &#224; educadora e, desta forma, contribuir para a discuss&#227;o dos modelos de vincula&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo envolveu a participa&#231;&#227;o de 50 d&#237;ades m&#227;e-crian&#231;a e educadora-crian&#231;a. As crian&#231;as envolvidas t&#234;m idades compreendidas entre 36 e 47 meses, observando-se uma m&#233;dia de aproximadamente 41 meses (M = 40,8; a = 3,084). Destas 50 crian&#231;as, 27 pertencem ao sexo feminino e 23 ao sexo masculino. As crian&#231;as frequentam o jardim de inf&#226;ncia entre 5 e 9 horas por dia, observando-se uma m&#233;dia de 6,80 horas (a = 1,591). Em rela&#231;&#227;o &#224;s m&#227;es, as suas idades est&#227;o compreendidas entre os 21 e os 42 anos, apresentando uma m&#233;dia de 32,26 anos (a = 4,342) e uma m&#233;dia de escolaridade de 12,96 anos (a = 4,238). No que diz respeito &#224;s educadoras, as suas idades est&#227;o compreendidas entre os 39 e os 58 anos, apresentando uma m&#233;dia de 42,04 anos (a = 3,057). O tempo de servi&#231;o varia entre 13 e 31 anos, apresentando uma m&#233;dia de 18,84 anos (a = 4,235), e permanecem com as crian&#231;as no jardim de inf&#226;ncia entre 5 e 9 horas di&#225;rias, observando-se uma m&#233;dia de 5,3 horas (a = 0,463).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para a realiza&#231;&#227;o do presente estudo foi utilizado o <i>Attachment Behaviour Q-Set</i> (vers&#227;o 3.0 de Waters, 1987), para avaliar o tipo de vincula&#231;&#227;o das crian&#231;as &#224; m&#227;e e &#224; educadora, e obter uma descri&#231;&#227;o pormenorizada do comportamento vinculativo da crian&#231;a. O <i>Attachment Behaviour Q-Set&#8212;AQS</i> &#8212; (Waters, 1987) &#233; composto por 90 itens, apresentados em cart&#245;es que descrevem o comportamento vinculativo da crian&#231;a, e que devem ser divididos pela m&#227;e numa escala de nove n&#237;veis definida num tabuleiro: &#34;Extremamente caracter&#237;stico&#34;; &#34;Fortemente caracter&#237;stico&#34;; &#34;Suficientemente caracter&#237;stico&#34;; &#34;Pouco caracter&#237;stico&#34;; &#34;N&#227;o se aplica&#34;; &#34;Pouco incaracter&#237;stico&#34;; &#34;Suficientemente incaracter&#237;stico&#34;; &#34;Fortemente incaracter&#237;stico&#34; e &#34;Extremamente incaracter&#237;stico&#34;, de uma forma quasi normal. Nesta vers&#227;o, os valores dos crit&#233;rios de seguran&#231;a e depend&#234;ncia da vers&#227;o original (Waters &#38; Deane, 1985) s&#227;o mantidos, tendo sido eliminado o valor do crit&#233;rio de sociabilidade. O AQS pode ser realizado por observadores n&#227;o treinados, onde se incluem tamb&#233;m as educadoras (Teti &#38; McGourth, 1996). Tal como outras t&#233;cnicas de <i>Q-Sort</i>, tamb&#233;m o <i>Attachment Behaviour Q-Sort</i> possui uma regra pr&#243;pria: os dados devem obedecer a uma distribui&#231;&#227;o quasi normal. Este instrumento adaptado ao contexto de jardim de inf&#226;ncia, mantendo o conte&#250;do dos itens, foi tamb&#233;m aplicado &#224;s educadoras.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Numa primeira fase, o question&#225;rio <i>Attachment Behaviour Q-Sort</i> (Waters, 1987) foi administrado &#224;s m&#227;es das crian&#231;as de uma forma individual, nas institui&#231;&#245;es e em local calmo, sem a presen&#231;a da crian&#231;a, de forma a evitar distrac&#231;&#245;es. O investigador esteve sempre presente durante a realiza&#231;&#227;o do question&#225;rio, explicando o seu funcionamento, al&#233;m de clarificar todas as d&#250;vidas que pudessem surgir. A dura&#231;&#227;o m&#233;dia de realiza&#231;&#227;o de cada question&#225;rio foi de 45 minutos. Numa segunda fase, e seguindo o mesmo procedimento, o question&#225;rio <i>Attachment Behaviour Q-Sort</i> (Waters, 1987) foi administrado individualmente &#224;s educadoras.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Apresenta&#231;&#227;o e an&#225;lise dos resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lise descritiva</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tomando-se por refer&#234;ncia os valores dos crit&#233;rios (Waters, 1987) definidos por um conjunto de peritos, relativos a uma crian&#231;a ideal, correlacionou-se a informa&#231;&#227;o recolhida atrav&#233;s do <i>Q-Sort</i>, com o valor do crit&#233;rio da crian&#231;a ideal, tendo como objectivo conseguir o resultado dessas mesmas crian&#231;as no construto em causa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estes valores foram elaborados de maneira a simplificar a diversidade das informa&#231;&#245;es adquiridas atrav&#233;s deste tipo de instrumento. Deste modo, e segundo Posada <i>et al</i> (1995), o comportamento de base segura est&#225; harmoniosa e adequadamente organizado, existindo, assim, um equil&#237;brio entre os comportamentos de procura de proximidade com a m&#227;e e os comportamentos de explora&#231;&#227;o do meio. Tal como Posada <i>et al</i> (1995), e utilizando o mesmo procedimento, procurou-se verificar neste estudo se a no&#231;&#227;o de base segura estava subjacente nos AQS das crian&#231;as. Os valores obtidos em rela&#231;&#227;o ao crit&#233;rio de seguran&#231;a, para as m&#227;es e educadoras, s&#227;o apresentados na <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f1.jpg">figura 1</a>.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Ambos os gr&#225;ficos (<a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f1.jpg">figura 1</a>) mostram poucos valores de seguran&#231;a negativos ou nulos, tanto para as m&#227;es como para as educadoras. De acordo com Waters (1995), estes resultados indicam que a crian&#231;a usa quer a m&#227;e quer a educadora como base segura, indo tamb&#233;m no sentido dos resultados obtidos por Posada <i>et al </i>(1995), quando analisaram este fen&#243;meno em diferentes contextos socioculturais com base nas descri&#231;&#245;es do <i>Q-Sort</i> realizadas pelas m&#227;es.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade da vincula&#231;&#227;o &#224; m&#227;e e &#224; educadora</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma an&#225;lise preliminar, revelou-nos n&#227;o existirem diferen&#231;as no valor da seguran&#231;a para as m&#227;es e educadoras (F(49,l)=0,74; p&#62;0,3). Contudo, as m&#227;es consideram os seus filhos mais independentes do que as educadoras (F(49,l)=l1,47; p&#60;0,001). O <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14q1.jpg">quadro 1</a> apresenta as m&#233;dias emergentes desse procedimento.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Com vista a analisar os dados obtidos quer para as m&#227;es quer para as educadoras, recorreu-se a quatro escalas, elaboradas por Posada <i>et al</i> (1995) de forma a descrever a crian&#231;a: <i>interac&#231;&#227;o suave com a m&#227;e</i>; <i>contacto f&#237;sico com a m&#227;e; interac&#231;&#227;o com outros adultos</i>; e <i>proximidade da m&#227;e</i>. Procurou-se inicialmente, por meio de uma an&#225;lise de vari&#226;ncia, verificar a exist&#234;ncia de diferen&#231;as significativas, quer para as m&#227;es quer para as educadoras, ao n&#237;vel das quatro escalas mencionadas. A <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f2.jpg">figura 2</a> apresenta as m&#233;dias ao n&#237;vel das v&#225;rias escalas.</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Da observa&#231;&#227;o e an&#225;lise da <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f2.jpg">figura 2</a> constatou-se que apenas nas escalas de &#34;contacto f&#237;sico&#34; com a m&#227;e e educadora e de &#34;proximidade&#34; com a m&#227;e e educadora se registaram diferen&#231;as significativas. Na escala de &#34;contacto f&#237;sico&#34; foi encontrado um valor significativamente mais alto para as m&#227;es do que para as educadoras (F (49,1)=21,032; p&#60;0,001). Ao n&#237;vel da &#34;proximidade&#34;, tamb&#233;m foi encontrado um valor significativamente superior para as m&#227;es (F(49,l)=17,851; p&#60;0,001). Em rela&#231;&#227;o &#224; escala &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34;, embora n&#227;o existindo diferen&#231;as significativas entre m&#227;es e educadoras (F(49,l)=3,2; p=0,Q76), a ocorr&#234;ncia de valores mais elevados observa-se nas educadoras. Na escala de &#34;interac&#231;&#227;o com outros adultos&#34; tamb&#233;m n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significativas entre m&#227;es e educadoras (F(49,l)=0,53; p=0,48), contudo os valores mais elevados encontram-se ao n&#237;vel das m&#227;es. Ao n&#237;vel global da amostra, verificou-se que o valor do crit&#233;rio de seguran&#231;a se encontra significativamente correlacionado com a escala de &#34;interac&#231;&#227;o suave com a m&#227;e&#34; (r=0,822; p&#60;0,001). Assim, as crian&#231;as consideradas pelas m&#227;es como mais seguras t&#234;m valores mais elevados na &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34;. Este resultado vai ao encontro do que &#233; referido por Ainsworth <i>et al </i>(1978). Nas restantes escalas n&#227;o foram encontradas correla&#231;&#245;es significativas com o valor da seguran&#231;a. Em rela&#231;&#227;o ao resultado da depend&#234;ncia verificou-se que est&#225; significativamente correlacionado com a escala de &#34;proximidade com a m&#227;e&#34; (r=0,320; p&#60;0,001). As crian&#231;as consideradas pelas m&#227;es como mais dependentes apresentam valores mais elevados na escala de &#34;proximidade com a m&#227;e&#34;, tal como &#233; referido no estudo realizado por Sroufe, Fox e Pancake (1983).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Nas educadoras, verificou-se que o valor da seguran&#231;a se encontra significativamente correlacionado com as escalas de &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34; com a educadora (r=0,820; p&#60;0,000), e de &#34;contacto f&#237;sico&#34; com a educadora (r=0,321; p&#60;0,023). As crian&#231;as consideradas seguras pelas educadoras apresentam valores mais elevados nas referidas escalas. Nas restantes escalas n&#227;o foram encontradas correla&#231;&#245;es significativas. Nos resultados de depend&#234;ncia, verificou-se a exist&#234;ncia de uma correla&#231;&#227;o negativa na escala de &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34; com a educadora (r=-0,429; p&#60;0,002). Este resultado leva-nos a referir que quanto menos interac&#231;&#227;o suave com a educadora, mais estas consideram as crian&#231;as dependentes. Tamb&#233;m se verificaram correla&#231;&#245;es significativas na escala de &#34;proximidade&#34; com a educadora (r=0,822; p&#60;0,000) e na escala de &#34;contacto f&#237;sico&#34; com a educadora (r=0,410; p&#60;0,003). Estes resultados levam-nos a referir que as crian&#231;as consideradas como mais dependentes pelas educadoras apresentam valores mais elevados nas escalas referidas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Classifica&#231;&#227;o dos participantes nos valores de crit&#233;rios da seguran&#231;a e depend&#234;ncia com base nas representa&#231;&#245;es das m&#227;es</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A etapa seguinte consistiu na classifica&#231;&#227;o das crian&#231;as atrav&#233;s dos crit&#233;rios de seguran&#231;a e depend&#234;ncia. Segundo Bronfenbrenner (1992), &#233; de salientar o problema da assun&#231;&#227;o da homogeneidade da regress&#227;o na compara&#231;&#227;o entre dimens&#245;es relevantes para o estudo do desenvolvimento. Muitos investigadores, quando &#233; reportado que duas vari&#225;veis est&#227;o correlacionadas a 0,50, assumem que este resultado &#233; compartilhado por todos os elementos da amostra. De acordo com o autor, a magnitude da associa&#231;&#227;o pode variar de forma dram&#225;tica quando distinguimos as crian&#231;as com resultados de n&#237;veis alto, m&#233;dio e baixo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise hier&#225;rquica de <i>cluster</i> permite deste modo dividir a amostra em grupos, fornecendo uma an&#225;lise detalhada dos mesmos nas dimens&#245;es referidas nos itens do AQS, e sintetizados nos valores da seguran&#231;a e depend&#234;ncia (Strayer, Ver&#237;ssimo, Vaughn &#38; Howes, 1995). Como resultado obtivemos o registo de tr&#234;s grupos diferentes. A <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f3.jpg">figura 3</a> apresenta as m&#233;dias desses grupos.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Analisando a <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f3.jpg">figura 3</a>, podemos observar as percep&#231;&#245;es das m&#227;es quanto &#224; rela&#231;&#227;o estabelecida entre elas e os seus filhos. O grupo 1, constitu&#237;do por 28 participantes, &#233; descrito pelas m&#227;es como seguro e independente. O grupo 2,</b> composto por 14 crian&#231;as, &#233; considerado inseguro e dependente. Finalmente o grupo 3, compreendendo 8 elementos, foi percepcionado como inseguro e independente. Ao n&#237;vel do valor da seguran&#231;a verifica-se a exist&#234;ncia de diferen&#231;as significativas entre os grupos (F(49,2)=12,334; p(0,000). No que diz respeito ao valor do crit&#233;rio de depend&#234;ncia, observam-se diferen&#231;as significativas entre os grupos de crian&#231;as (F(49,2)=14<sub>/</sub>416; p(0,000).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Seguidamente, procur&#225;mos analisar as caracter&#237;sticas destes tr&#234;s grupos identificados pelas m&#227;es, nas escalas definidas por Posada <i>et al</i> (1995). A <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f4.jpg">figura 4</a> apresenta as m&#233;dias dos grupos nessas escalas para as m&#227;es.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Ao analisar e comparar os tr&#234;s grupos identificados, verifica-se que as crian&#231;as consideradas como seguras e independentes (grupo 1), apresentam valores mais altos na &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34; e no &#34;contacto f&#237;sico&#34; com a m&#227;e e mais baixos na &#34;proximidade&#34;. As crian&#231;as inseguras e dependentes (grupo 2) apresentam valores mais altos para a &#34;proximidade&#34; e &#34;contacto f&#237;sico&#34; e mais baixos na &#34;interac&#231;&#227;o&#34; com a m&#227;e. As crian&#231;as percepcionadas como inseguras e independentes (grupo 3) apresentam valores mais altos para a &#34;interac&#231;&#227;o&#34; e &#34;proximidade&#34; com a m&#227;e e mais baixos para o &#34;contacto f&#237;sico&#34;. Contudo, quando comparamos as crian&#231;as deste grupo com as crian&#231;as dos outros grupos, verificamos que t&#234;m valores mais baixos no &#34;contacto f&#237;sico&#34; e &#34;proximidade&#34;. Comparativamente com as crian&#231;as do grupo 1 (seguras e independentes) revelam valores inferiores na escala interac&#231;&#227;o suave com a m&#227;e. Ao n&#237;vel da escala de interac&#231;&#227;o com outros adultos n&#227;o se verificam diferen&#231;as significativas para os tr&#234;s grupos, pelo que os seus valores n&#227;o s&#227;o aqui analisados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Diferen&#231;as nos valores dos crit&#233;rios da seguran&#231;a e depend&#234;ncia com base nas representa&#231;&#245;es das educadoras</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em aten&#231;&#227;o as representa&#231;&#245;es das m&#227;es que definiram os tr&#234;s grupos procurou-se, atrav&#233;s de uma an&#225;lise de vari&#226;ncia, verificar como &#233; que as educadoras percepcionavam essas crian&#231;as ao n&#237;vel dos valores dos crit&#233;rios de seguran&#231;a e depend&#234;ncia. Como resultado, obtivemos o registo de tr&#234;s grupos. A <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f5.jpg">figura 5</a> apresenta-nos as m&#233;dias desses grupos.</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A partir da observa&#231;&#227;o e an&#225;lise da <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a14f5.jpg">figura 5</a>, pode-se verificar que as educadoras distinguem os grupos apenas ao n&#237;vel do valor do crit&#233;rio da seguran&#231;a (F (49,2)=6,831; p&#60;0,002). Numa an&#225;lise <i>post-hoc</i>, constatamos que existem diferen&#231;as entre os grupos 1 (seguro e independente) e 3 (inseguro e independente) e entre os grupos 2 (inseguro e dependente) e 3 (inseguro e independente). Esta an&#225;lise n&#227;o revelou diferen&#231;as significativas entre o grupo seguro e independente e o grupo inseguro e dependente, o que nos leva a referir que as educadoras n&#227;o distinguem os grupos 1 (seguro e independente) e 2 (inseguro e dependente), apenas discriminam dois grupos, um seguro e um inseguro. Com base numa an&#225;lise de vari&#226;ncia, verificou-se n&#227;o existirem diferen&#231;as significativas nas escalas de &#34;contacto f&#237;sico&#34;, &#34;proximidade&#34; e &#34;interac&#231;&#227;o com outros adultos&#34;, sendo apenas significativa a escala de &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34; com a educadora (F (49,2)=3,752; p&#60;0,031). Mais uma vez, as diferen&#231;as significativas s&#227;o encontradas nos grupos (1) seguro e independente e (3) inseguro e independente, (p&#60;0,013), e nos grupos (2) inseguro e dependente e (3) inseguro e independente, (p&#60;0,018).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Ainsworth e Marvin (1995), o fen&#243;meno de base de seguran&#231;a &#233; o principal indicador da exist&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o. Ou seja, a crian&#231;a pode ser considerada vinculada a um adulto se organizar o seu comportamento de vincula&#231;&#227;o no espa&#231;o e no tempo em tomo desse adulto, usando-o como base de seguran&#231;a para explorar o meio e como porto de abrigo onde regressar em situa&#231;&#245;es de <i>stress.</i> Este &#233; um fen&#243;meno universal, n&#227;o dependendo de grupos socioculturais, o que se confirmou neste estudo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Atrav&#233;s de uma an&#225;lise hier&#225;rquica de <i>clusters</i>, com base nas descri&#231;&#245;es da m&#227;e, identificaram-se tr&#234;s grupos, seguro/independente, inseguro/dependente e inseguro /independente. No grupo 1, verificou-se que os comportamentos utilizados pelas m&#227;es para caracterizarem os filhos est&#227;o significativamente relacionados com as escalas de &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34; com a m&#227;e e &#34;contacto f&#237;sico&#34; com a m&#227;e. O que vai ao encontro do referido por Ainsworth <i>et al</i> (1978), que uma crian&#231;a com vincula&#231;&#227;o segura arrisca uma maior explora&#231;&#227;o do meio, porque est&#225; confiante em pais dispon&#237;veis, protectores e tranquilizantes. Os valores mais baixos do grupo surgem na escala de &#34;proximidade&#34; com a m&#227;e. Sroufe, Fox e Pancake (1983) referem que as crian&#231;as que necessitam de um elevado grau de proximidade f&#237;sica, aprova&#231;&#227;o ou aten&#231;&#227;o por parte do adulto, revelam comportamentos que se desviam do curso normal do desenvolvimento da sua autonomia, ou seja, revelam comportamentos de depend&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O grupo 2, identificado pelas m&#227;es como inseguro e dependente, &#233; considerado um grupo ambivalente. De acordo com a classifica&#231;&#227;o da <i>situa&#231;&#227;o estranha</i> (Ainsworth <i>et al.,</i> 1978), poder&#225; corresponder ao grupo de crian&#231;as inseguras e resistentes, em que a caracter&#237;stica principal &#233; a procura &#225;vida de contacto com a m&#227;e. Uma vez que este &#233; atingido, oferecem grande resist&#234;ncia ao mesmo, n&#227;o sendo capazes de utilizar adequadamente a m&#227;e como base de seguran&#231;a. Para Ainsworth <i>et al.</i> (1978), as crian&#231;as com vincula&#231;&#245;es inseguras n&#227;o arriscam afastarem-se dos pais, uma vez que n&#227;o confiam que estes estejam dispon&#237;veis e sejam responsivos face &#224;s suas necessidades de reconforto em situa&#231;&#245;es de maior ansiedade. Comparativamente com os outros grupos de crian&#231;as, estas s&#227;o as que revelam valores mais elevados na escala de &#34;proximidade&#34; com a m&#227;e (associada &#224; depend&#234;ncia), apresentando valores id&#234;nticos &#224;s crian&#231;as seguras na escala de &#34;contacto f&#237;sico&#34; com a m&#227;e e os valores mais baixos na escala de &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34; com a m&#227;e (associada ao valor do crit&#233;rio da seguran&#231;a).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O grupo 3, composto pelas crian&#231;as percepcionadas como inseguras e independentes, corresponder&#225;, na classifica&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o estranha (Ainsworth <i>et al</i>., 1978), ao grupo das crian&#231;as inseguras-evitantes. Este grupo, comparativamente ao das crian&#231;as seguras e independentes, apresenta valores significativamente mais baixos na escala de &#34;interac&#231;&#227;o suave&#34; com a m&#227;e, associada como j&#225; foi referido ao valor do crit&#233;rio de seguran&#231;a. Nas escalas de &#34;proximidade&#34; com a m&#227;e e de &#34;contacto f&#237;sico&#34; com as m&#227;es, s&#227;o as crian&#231;as que apresentam valores mais baixos nos tr&#234;s grupos. Ainsworth <i>et al.</i> (1978) consideram que as m&#227;es evitantes expressam uma avers&#227;o ao contacto f&#237;sico quando as crian&#231;as o procuram, bem como pouca emo&#231;&#227;o durante as interac&#231;&#245;es di&#225;dicas. Pederson e Moran (1995) referem que o princ&#237;pio organizador de uma rela&#231;&#227;o evitante &#233; o afecto negativo. A rela&#231;&#227;o est&#225; focada no sentido de manter a dist&#226;ncia emocional, particularmente em situa&#231;&#245;es de <i>stress</i> interm&#233;dio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com base nos grupos identificados pelas m&#227;es, analisou-se as percep&#231;&#245;es das educadoras face &#224;s rela&#231;&#245;es estabelecidas com as mesmas crian&#231;as, o que permitiu verificar que as educadoras distinguem as crian&#231;as com base no valor do crit&#233;rio de seguran&#231;a, definindo um grupo de crian&#231;as seguras (42 crian&#231;as) e outro de crian&#231;as inseguras (8 crian&#231;as), sendo estas &#250;ltimas as mesmas identificadas pelas m&#227;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos neste estudo parecem ir assim ao encontro do referido por Sagi <i>et al</i> (1995), Goossens e Van Ijzendoorn (1990) e Howes e Hamilton (1992a), que n&#227;o s&#243; a crian&#231;a &#233; capaz de estabelecer uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o com a sua educadora, como esta rela&#231;&#227;o &#233; independente da qualidade de vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a com a m&#227;e. Se, tal como sublinha Howes (1999), as rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o s&#227;o constru&#237;das com base nas interac&#231;&#245;es cont&#237;nuas entre a crian&#231;a e cada figura de vincula&#231;&#227;o e em diferentes contextos, &#233; natural que as rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o das crian&#231;as com diferentes figuras possam ser diferentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Howes e Hamilton (1992b) e Goossens e Van Ijzendoorn (1990) enfatizam que a qualidade da rela&#231;&#227;o da crian&#231;a com a educadora est&#225; relacionada com a sensibilidade e responsividade da educadora, tal como no caso da vincula&#231;&#227;o da crian&#231;a aos pais. Fornecendo a educadora uma alternativa est&#225;vel e sens&#237;vel, a crian&#231;a poder&#225; sentir-se compensada do <i>stress</i> causado pela separa&#231;&#227;o dos pais, formando uma vincula&#231;&#227;o segura &#224; educadora e utilizando-a como base de seguran&#231;a no dia-a-dia do jardim de inf&#226;ncia. Alguns autores referem que a educadora ideal ser&#225; aquela que fornece um meio estimulante a n&#237;vel de aquisi&#231;&#245;es lingu&#237;sticas e cognitivas, mas tamb&#233;m aquela que, atrav&#233;s dos seus cuidados e do seu relacionamento com a crian&#231;a, a ajude a formar rela&#231;&#245;es seguras fora do &#226;mbito familiar (Howes, Hamilton, &#38; Matheson, 1994; Sroufe <i>et al.,</i> 1933). As educadoras desempenham, assim, um papel fundamental no desenvolvimento afectivo, social e cognitivo das crian&#231;as. Estudos realizados por Clarke-Stewart (1989) e Oppenheim <i>et al</i> (1988), sobre os efeitos dos diferentes tipos de vincula&#231;&#227;o, mostram que uma rela&#231;&#227;o segura entre crian&#231;a e educadora associada a vincula&#231;&#245;es inseguras em casa, pode conduzir a uma melhor adapta&#231;&#227;o socioemocional da crian&#231;a, permitindo-lhe construir um modelo alternativo de relacionamento social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal como no estudo de Cassibba, Van Ijzendoom e D&#39;Odorico (2000), os nossos resultados suporiam quer o modelo de organiza&#231;&#227;o integrativo, quer o de organiza&#231;&#227;o independente ao n&#237;vel dos modelos internos da vincula&#231;&#227;o. A qualidade da vincula&#231;&#227;o &#233; o reflexo da hist&#243;ria espec&#237;fica da interac&#231;&#227;o entre a d&#237;ade; as interac&#231;&#245;es s&#227;o marcadas pelos comportamentos de base de seguran&#231;a por parte da crian&#231;a e pela sensibilidade e responsividade por parte da figura de vincula&#231;&#227;o. Este estudo reafirma a qualidade da vincula&#231;&#227;o como uma caracter&#237;stica da rela&#231;&#227;o e n&#227;o da crian&#231;a. Ou seja, n&#227;o existem crian&#231;as seguras ou inseguras, mas crian&#231;as com rela&#231;&#245;es seguras ou inseguras com determinadas figuras. Com este trabalho procur&#225;mos tamb&#233;m chamar a aten&#231;&#227;o para a necessidade de um maior investimento na qualidade do pr&#233;-escolar, nomeadamente na prepara&#231;&#227;o das educadoras, uma vez que estas podem desempenhar um papel extremamente importante ao n&#237;vel do desenvolvimento afectivo da crian&#231;a.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ainsworth, M. D. S., Blehar, M., Waters, E., &#38; Wall, S. (1978). <i>Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation</i>. Hillsdale, NJ: Erlbaum.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ainsworth, M. D. S., &#38; Marvin, R. S. (1995). On the shaping of attachment theory and research: An interview with Mary D. S. Ainsworth (Fall 1994). <i>Monographs of the Society for Research in the Child Development, 60</i> (2-3), 3-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481105&pid=S0874-2049200300020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bretherton, I. (1985). Attachment theory and research: Retrospect and prospect. <i>Monographs of the Society for Research in Child Development, 50</i> (1-2), 3-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481107&pid=S0874-2049200300020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1992). The process-person-context model in developmetal research: Principles, apllications and implications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481109&pid=S0874-2049200300020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Comunica&#231;&#227;o apresentada no <i>Symposium Qu&#233;b&#233;cois sur Venfance et la famille,</i> &#201;cole de Pshychologie de TUniversit&#233; de Laval (Qu&#233;bec), Canad&#225;.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cassibba, Van Ijzendoorn, M. H., &#38; D&#39;Odorico (2000). Attachment and play in child care centres: Reliability and validity of the attachment Q-sort for mothers and professional caregivers in Italy. <i>International Journal of Behavioral Development, 24 </i>(2), 241-255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481111&pid=S0874-2049200300020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Clarke-Stewart, K. Alison (1989). Infant day care: Maligned or malignant. <i>American Psychologist, 44</i> (2), 266-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481113&pid=S0874-2049200300020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fox, N. A., &#38; Kimmerly, N. L. (1991). Attachment to mother/attachment to father: A meta-analysis. <i>Child Development, 62</i> (1), 210-226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481115&pid=S0874-2049200300020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goossens, F. A., &#38; Van Ijzendoorn, M. H. (1990). Quality of infants&#39; attachments to professional caregivers: Relation to infant-parent attachment and day-care characteristics. <i>Child Development, 61,</i> 832-837.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481117&pid=S0874-2049200300020001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Hayes, C. D., Palmer, J. L., &#38; Zaslow, M. J. (1990). <i>Who cares for America&#39;s children? Child care policy for the 1990&#39;s.</i> Washington, DC: National Academy Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C. (1999). Attachment relationships in the context of multiple caregivers. In J. Cassidy &#38; P. R. Shawer (Eds.), <i>Handbook of attachment theory: Research and clinical applications</i> (pp. 671-685). Nova Iorque: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481120&pid=S0874-2049200300020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C, &#38; Hamilton, C. (1992a). Children&#39;s relationships with caregivers: Mothers and child care teachers. <i>Child Development, 63,</i> 859-866.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481122&pid=S0874-2049200300020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C, &#38; Hamilton, C. (1992b). Children&#39;s relationships with care teachers: Stability and concordance with parental attachments. <i>Child Development, 63,</i> 867-878.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481124&pid=S0874-2049200300020001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C, Hamilton, C, &#38; Matheson, C. C. (1994). Children&#39;s relationships with peers: Differential associations with aspects of teacher-child relationship. <i>Child Development, 65,</i> 253-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481126&pid=S0874-2049200300020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C, Hamilton, C, &#38; Philipsen, L. (1998). Stability and continuity of child-caregiver and child-peer relationships. <i>Child Development, 69</i> (2), 418-426.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481128&pid=S0874-2049200300020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C, Matheson, C. G, &#38; Hamilton, C. E. (1994). Maternal, teacher, and child care history correlates of children&#39;s relationships with peers. <i>Child Development,</i> 65,264-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481130&pid=S0874-2049200300020001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C, Phillips, D. A., &#38; Whitebook, M. (1992). Thresholds of quality: Implications for the social development of children in center-based child care. <i>Child Development, 63,</i>449-460.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481132&pid=S0874-2049200300020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howes, C, Rodning, C, Galluzo, D., &#38; Myers, L. (1990). Children&#39;s peer relationships: Longitudinal prediction of internalising and externalising problems from middle to late childhood. <i>Child Development, 61,</i>2004-2021.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481134&pid=S0874-2049200300020001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Main, M., Kaplan, N. &#38; Cassidy, J. (1985). Security in infancy, childhood, and adulthood: A move to the level of representation. <i>Monographs of the Society for Research in Child Development,</i> 50 (1-2), 66-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481136&pid=S0874-2049200300020001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">NICHD Early Child Care Research Neiwork (1997). The effects of infant child care on infant-mother attachment security: Results of the NICHD study of early child care. <i>Child Development, 68</i> (5), 860-879.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481138&pid=S0874-2049200300020001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Oppenheim, D., Sagi, A., &#38; Lamb, M. E. (1988). Infant-adult attachments on the kibbutz and their relation to socio emotional development 4 years later. <i>Developmental Psychology, 24,</i>427-433.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481140&pid=S0874-2049200300020001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pederson, D., &#38; Moran, G. (1995). A categorical description of infant-mother relationships in the home and its relations to Q-Sort measures of infant-mother interaction. <i>Monographs of the Society for Research in the Child Development, 60</i> (2-3), 49-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481142&pid=S0874-2049200300020001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Posada, G., Waters, E., Crowell, J. A., &#38; Lay, K. (1995). Is It easier to use a secure mother as a secure base? Attachment Q-Sort correlates of adult attachment interview. <i>Monographs of the Society for Research in the Child Development, 60</i> (2-3), 133-145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481144&pid=S0874-2049200300020001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sagi, A., Ijzendoorn, M. H., Aviezer, O., Donnell, E, Koren-Karie, N,, Joels, T., &#38; Harel, Y. (1995). Attachments in a multiple-caregiver and multiple-infant environment: The case of the Israeli kibbutzim. <i>Monographs of the Society for Research in the Child Development, 60</i> (2-3), 71-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481146&pid=S0874-2049200300020001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sroufe (1983). <i>Infant-caregiver attachment and patterns of adaption in preschool: The roots of maladaptation and competence.</i> Hillsdale, NJ: Erlbaum.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sroufe, A. (1988). The role of infant-caregiver attachment in development. In J. Belsky &#38; Nezworski (Eds.), <i>Clinical implications of attachment.</i> Nova J&#233;rsia: Lawrence Erlbaum Associates Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481149&pid=S0874-2049200300020001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sroufe, L. A., Fox, N. E., &#38; Pancake, V. R. (1983). Attachment and dependency in developmental perspective. <i>Child Development, 54,</i>1615-1627.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481151&pid=S0874-2049200300020001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Strayer, K, Ver&#237;ssimo, M., Vaughn, B., &#38; Howes, C. (1995). A quantitative approach to the description and classification of primary social relationships. <i>Monographs of the Society for Research in the Child Development, 60</i> (2-3), 49-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481153&pid=S0874-2049200300020001400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Teti, D. M., &#38; McGourty, S. (1996). Using mothers versus trained observers in assessing children&#39;s secure base behaviour: theoretical and methodological considerations. <i>Child Development, 61,</i> 1965-1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481155&pid=S0874-2049200300020001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Van Ijzendoorn, M. H., Sagi, A., &#38; Lamberrnoon, M. W. E. (1992). The multiple caretaker paradox: Some data from Holland and Israel. In R. C. Planta (Ed.), <i>Beyond the parent: The role of other adults in children&#39;s lives</i> (pp. 5-24). S&#227;o Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481157&pid=S0874-2049200300020001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vaughn, B., &#38; Waters, E. (1990). Attachment behaviour at home and in the laboratory: Q-sort observations and strange situation classification of one-years-old. <i>Child Development, 61,</i>1965-1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481159&pid=S0874-2049200300020001400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ver&#237;ssimo, M., Blicharsky, T., Strayer, F., &#38; Santos, A. (1995). Vincula&#231;&#227;o e estilos de comunica&#231;&#227;o da crian&#231;a. <i>An&#225;lise Psicol&#243;gica, XIII</i> (1-2), 145-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481161&pid=S0874-2049200300020001400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>              <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Veiling, B. L,, &#38; Belsky, J. (1993). Maternal employment. <i>Family Relations, 42</i> (1), 2-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481163&pid=S0874-2049200300020001400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Waters, E. (1987). <i>Attachment Behaviour Q-se&#238;</i> (revision 3.0). Unpublished instrument, State University of New York at Stony Brook, Department of Psychology.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481165&pid=S0874-2049200300020001400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Waters, E. (1995). Appendix A: Attachment Q-set (version 3.0). <i>Monographs of the Society for Research in the Child Development, 60</i> (2-3), 234-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481167&pid=S0874-2049200300020001400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Waters E., &#38; Deane, K. E. (1985). Defining and assessing individual differences in attachment relationships: Q-methodology and the organization of behaviour in infancy and early childhood. <i>Monographs of the Society for Research in the Child Development</i>, <i>50</i> (1), 41-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481169&pid=S0874-2049200300020001400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Os autores gostariam de agradecer a todas as m&#227;es, crian&#231;as e educadoras que aceitaram participar neste estudo. Este estudo faz parte de um projecto de investiga&#231;&#227;o financiado pela FCT (POCT&#205;/1999/PSI/36429) com fundos comunit&#225;rios do programa FEDER. Os autores gostariam tamb&#233;m de agradecer os coment&#225;rios valiosos do professor Brian Vaughn. Todos os coment&#225;rios ao presente artigo devem ser dirigidos a Manuela Ver&#237;ssimo, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Rua Jardim do Tabaco, 34,1100 Lisboa.</font></p>             ]]></body><back>
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