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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Psicoterapia sim! efic&#225;cia, efectividade e psicoterapeutas (em Portugal)</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ant&#243;nio Branco Vasco<sup>1</sup>; Osvaldo Santos <sup>2</sup>; Fernando Silva<sup>3</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Editores para a Defesa do Consumidor</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>Instituto Superior de Psicologia Aplicada.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo resulta de uma interven&#231;&#227;o realizada na Livraria Barata, no &#226;mbito dos &#34;Encontros com a Psicologia&#34;, organizados pela Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Psicologia. Os autores equacionam tr&#234;s tem&#225;ticas, inevitavelmente articuladas: (1) efic&#225;cia geral e comparativa da psicoterapia; (2) efectividade da psicoterapia (em Portugal); e (3) caracter&#237;sticas dos psicoterapeutas portugueses. Estas duas &#250;ltimas tem&#225;ticas tomam em considera&#231;&#227;o estudos emp&#237;ricos realizados em Portugal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> : Psicoterapia, efic&#225;cia, efectividade, psicoterapeutas.</font></p>  <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Efic&#225;cia geral da psicoterapia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cerca de cinquenta anos volvidos desde que Eysenck (1952) publicou o seu famoso estudo relativo &#224; &#34;inefic&#225;cia&#34; da psicoterapia, muitas coisas mudaram. O seu argumento principal era o de a efic&#225;cia das terapias verbais n&#227;o ser superior &#224; taxa de remiss&#227;o espont&#226;nea (cerca de 74% de pacientes diagnosticados como &#34;neur&#243;ticos&#34; fizeram progressos equivalentes a uma amostra semelhante de pacientes que n&#227;o receberam nenhum tipo de tratamento). Apesar de muitos autores terem considerado como provocat&#243;ria a sua conclus&#227;o, o facto &#233; que esta funcionou claramente como estimulante para a intensifica&#231;&#227;o de estudos controlados relativos &#224; efic&#225;cia da psicoterapia, particularmente desde os anos 70 at&#233; ao presente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados destes cerca de trinta anos de investiga&#231;&#227;o deixam poucas d&#250;vidas relativas &#224; efic&#225;cia da psicoterapia: de um forma geral, a psicoterapia &#233; eficaz!</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal afirma&#231;&#227;o relativa &#224; efic&#225;cia da psicoterapia estriba-se nos seguintes factos: (a) no fim do processo terap&#234;utico, o paciente de psicoterapia encontra-se significativamente melhor do que cerca de 80% dos pacientes n&#227;o submetidos a interven&#231;&#227;o; (b) os resultados da psicoterapia s&#227;o superiores &#224; aus&#234;ncia de interven&#231;&#227;o, &#224;s interven&#231;&#245;es informais, &#224; remiss&#227;o espont&#226;nea, &#224;s listas de espera e aos grupos de controle placebo (Lambert &#38; Bergin, 1994; Lambert &#38; Ogles, 2004). Talvez mais impressionante ainda seja o facto de os efeitos da terapia serem superior aos efeitos de nove meses de aprendizagem escolar da leitura e da escrita (Smith, Glass, &#38; Miller, 1980).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, convir&#225; acentuar que o referido valor (80%) n&#227;o passa de uma abstrac&#231;&#227;o, n&#227;o s&#243; porque a efic&#225;cia varia claramente consoante a gravidade e complexidade da perturba&#231;&#227;o (algo como entre 45% e 95%), mas tamb&#233;m porque se baseia essencialmente em meta-an&#225;lises, que consideram estudos de efic&#225;cia e de efectividade a um grande leque de perturba&#231;&#245;es psicol&#243;gicas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de efic&#225;cia e efectividade serem frequentemente confundidos, conv&#234;m diferenci&#225;-los. A efic&#225;cia &#233; determinada mediante o recurso a ensaios cl&#237;nicos, nos quais grande n&#250;mero de vari&#225;veis s&#227;o controladas, privilegiando-se, assim, as quest&#245;es de validade interna (tomando suficientemente claras as rela&#231;&#245;es entre o tratamento e o resultado). Por sua vez, os estudos de efectividade terap&#234;utica visam a avalia&#231;&#227;o da generabilidade (validade externa) e fiabilidade dos resultados encontrados em contextos experimentais, mas com menos rigor no controle de vari&#225;veis (Lambert &#38; Goates, 2002). Exemplo deste tipo de estudos de efici&#234;ncia <i>&#233;</i> o que vai ser objecto de relato na segunda parte do presente artigo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o s&#243; a psicoterapia parece ser, claramente, eficaz, como tamb&#233;m os seus efeitos parecem ser, regra geral, duradouros, como &#233; patenteado pelos estudos de catamenese (avalia&#231;&#245;es efectuadas de seis meses a dois anos ap&#243;s o final do processo terap&#234;utico). Esta durabilidade dos efeitos da psicoterapia parece ser tanto maior, quanto mais os terapeutas se empenham em auxiliar directamente os pacientes a solidificar os ganhos terap&#234;uticos, a fazer atribui&#231;&#245;es de controle interior relativamente &#224; mudan&#231;a e a antecipar dificuldades futuras (Lambert &#38; Bergin, 1994; Lambert &#38; Ogles, 2004).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As principais excep&#231;&#245;es &#224; regra da durabilidade dos efeitos da psicoterapia parecem ser os comportamentos aditivos e, possivelmente, alguns tipos de depress&#227;o (Lambert &#38; Ogles, 2004). Apesar do car&#225;cter refract&#225;rio destetipode perturba&#231;&#245;es, cerca de 30% dos alco&#243;licos mant&#234;m-se abstinentes e outros 30%, parecem reduzir significativamente os n&#237;veis de consumo <i>(e.g,,</i> Carroll <i>et al., 1994).</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Compara&#231;&#245;es com a medica&#231;&#227;o</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m das quest&#245;es da efic&#225;cia geral da psicoterapia podemos, igualmente, tomar em considera&#231;&#227;o a sua efic&#225;cia comparativamente &#224; farmacoterapia. Assim, a psicoterapia parece ser, no m&#237;nimo, t&#227;o eficaz como os f&#225;rmacos nas perturba&#231;&#245;es ansiosas e nas depress&#245;es ditas &#34;reactivas&#34; (Goldfried, Greenberg &#38;Marmar, 1990). Segundo alguns estudos (e.g., Blackburn et al., 1981), mesmo nas depress&#245;es ditas &#34;end&#243;genas&#34;. Uma vantagem acrescida da psicoterapia parece ser a de diminuir a taxa de reca&#237;das <i>(e.g., </i>Hollon, Thase &#38; Markowitz, 2002).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, particularmente nas situa&#231;&#245;es depressivas mais graves, a generalidade dos autores parece inclinar-se para a import&#226;ncia da complementaridade das interven&#231;&#245;es <i>(e.g.,</i> Hollon, Thase &#38; Markowitz, 2002; Thase &#38; Jindal, 2004). Tanto mais que, neste tipo de perturba&#231;&#227;o, os f&#225;rmacos parecem funcionar mais a um n&#237;vel de regula&#231;&#227;o vegetativa (i. e., regula&#231;&#227;o do sono, apetite, etc.), enquanto que a psicoterapia parece agir mais ao n&#237;vel dos &#34;problemas de vida&#34; (i. e., idea&#231;&#227;o suicida, representa&#231;&#245;es negativas do pr&#243;prio, sentimentos de culpa, etc.) (Klerman <i>et al.,</i> 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ali&#225;s, esta solu&#231;&#227;o de complementaridade &#233; tamb&#233;m apontada para a generalidade das restantes perturba&#231;&#245;es, tanto mais que a regula&#231;&#227;o sintom&#225;tica medicamentosa &#233; muitas vezes necess&#225;ria para tornar poss&#237;vel a interven&#231;&#227;o psicoterap&#234;utica <i>(e.g.,</i> Klerman, <i>et al,</i> 1994; Thase &#38; Jindal, 2004).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Efic&#225;cia diferencial</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As meta-an&#225;lises mais antigas tendiam a mostrar uma pequena mas consistente superioridade para as metodologias cognitivas e comportamentais relativamente &#224;s terapias verbais e relacionais, particularmente nas perturba&#231;&#245;es ansiosas. Contudo, nas meta-an&#225;lises mais recentes e rigorosas, estas diferen&#231;as tendem a esbater-se <i>(e.g.</i>, Wampold, 2001). Assim, para al&#233;m de situa&#231;&#245;es muito concretas, como (a) fobia simples, (b) agorafobia e p&#226;nico simples, (c) obsess&#227;o-compuls&#227;o simples e (d) disfun&#231;&#245;es sexuais simples (Lambert &#38; Barley, 2002), nas quais as interven&#231;&#245;es comportamentais e cognitivas parecem ser as mais eficazes, n&#227;o se encontram outras diferen&#231;as significativas entre as diversas orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas testadas empiricamente, prevalecendo o &#34;veredicto do p&#225;ssaro Dodo&#34;, &#34;todos ganharam, todos merecem pr&#233;mio&#34;, referido pela primeira vez por Saul Rosenzweig (1936) e, mais recentemente por Luborsky e colegas em 1975. Dodo &#233; o famoso personagem de Alice no Pa&#237;s das Maravilhas, que promove uma corrida em que n&#227;o existe nem ponto de partida nem meta; desta forma todos ganham.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com base em diferentes revis&#245;es da literatura &#233; poss&#237;vel estabelecer o estatuto de efic&#225;cia de diferentes orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas relativamente a algumas perturba&#231;&#245;es particulares. A esquematiza&#231;&#227;o que, a seguir, se apresenta baseia-se em Beutler, BongareShurin (1998) e RotheFonagy (1996) (ver <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a17q1.jpg">quadro 1</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Determinantes da efic&#225;cia terap&#234;utica</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar dos resultados anteriormente apresentados, caso tomemos em considera&#231;&#227;o as estimativas do contributo relativo de diferentes tipos de vari&#225;veis para o resultado da interven&#231;&#227;o psicoterap&#234;utica, verificamos a seguinte situa&#231;&#227;o (Asay &#38; Lambert, 1999; Lambert &#38; Barley, 2002; Wampold, 2001):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cerca de 40% da vari&#226;ncia das interven&#231;&#245;es psicoterap&#234;uticas pode ser explicada pela remiss&#227;o expont&#226;nea; estamos essencialmente a falar das caracter&#237;sticas do paciente <i>(e.g.,</i> grau de integridade do eu, estilo cognitivo, etc.) e das caracter&#237;sticas do seu meio ecol&#243;gico (<i>e. g.,</i> qualidade do suporte social, acontecimentos de vida, etc.);</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cerca de 30% da vari&#226;ncia das interven&#231;&#245;es psicoterap&#234;uticas pode ser atribu&#237;da a factores comuns a todas as orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas; trata-se da qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica, de explica&#231;&#245;es alternativas de perturba&#231;&#227;o, de experi&#234;ncias emocionais correctivas, etc.;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8212; cerca de 15% da vari&#226;ncia das interven&#231;&#245;es psicoterap&#234;uticas pode ser atribu&#237;da a efeitos placebo, que podem igualmente ser vistos como factores comuns a todas as orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas; s&#227;o as expectativas optimistas, a credibilidade dos diferentes racionais e t&#233;cnicas, etc.;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; s&#243; os restantes 15% da vari&#226;ncia &#233; que podem ser atribu&#237;dos &#224;s t&#233;cnicas espec&#237;ficas de cada orienta&#231;&#227;o te&#243;rica; por exemplo, a interpreta&#231;&#227;o, a dessensibiliza&#231;&#227;o sistem&#225;tica, o di&#225;logo de duas cadeiras, etc.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Outro tipo de estimativa (Beutler <i>et al,</i> 1998) aponta para o facto de cerca de 60% da vari&#226;ncia poder ser atribu&#237;da &#224;s caracter&#237;sticas do paciente e do seu meio, bem como 30% &#224;s caracter&#237;sticas do psicoterapeuta <i>(e.g.,</i> responsividade, abertura &#224; experi&#234;ncia, flexibilidade, toler&#226;ncia &#224; ambiguidade, etc.). Acresce ainda o facto de o factor &#250;nico mais respons&#225;vel pelo resultado terap&#234;utico ser a qualidade da alian&#231;a terap&#234;utica, independentemente da orienta&#231;&#227;o te&#243;rica (Norcross, 2002).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo, os resultados apresentados parecem apontar para o facto de, salvaguardando as excep&#231;&#245;es apresentadas anteriormente (a supremacia das terapias comportamental e cognitiva em algumas perturba&#231;&#245;es espec&#237;ficas), onde o componente t&#233;cnico parece ser primordial, serem os terapeutas mais do que as terapias a darem o contributo mais significativo para a efic&#225;cia terap&#234;utica (Beutler <i>et al, </i>1998). Possivelmente, mais do que escolher &#34;boas terapias&#34; deviam-se escolher &#34;bons terapeutas&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Resumidamente, podem apresentar-se aquelas que poder&#227;o ser consideradas as caracter&#237;sticas de um &#34;bom terapeuta&#34;: (a) cuida adequadamente da alian&#231;a no que diz respeito &#224;s rupturas desta nas suas vertentes de la&#231;o, acordo relativamente a objectivos e a tarefas (Bordin, 1979; Safran &#38; Muran, 2000), e acordo relativo &#224; representa&#231;&#227;o do problema (Vasco &#38; Concei&#231;&#227;o, 2002); (b) &#233; sens&#237;vel &#224;s diferen&#231;as individuais dos pacientes para al&#233;m do mero diagn&#243;stico nosol&#243;gico (Beutler &#38; Harwood, 2000; Prochaska &#38; Norcross, 2002); (c) auxilia o paciente a identificar os seus padr&#245;es interpessoais, cognitivos e afectivos (Benjamim, 2003); (d) auxilia a bloquear padr&#245;es n&#227;o adaptativos (Benjamim, 2003); (e) fomenta a responsabilidade e a vontade de mudar do paciente (Benjamim, 2003); (f) promove experi&#234;ncias de aprendizagem de novos padr&#245;es interpessoais, cognitivos e afectivos (Benjamim, 2003); (g) consolida as mudan&#231;as, ajuda a atribuir estas aos esfor&#231;os do paciente e antecipa dificuldades futuras; e (h) respeita uma sequ&#234;ncia temporal de objectivos estrat&#233;gicos (Vasco &#38; Concei&#231;&#227;o, 2003).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Permitimo-nos terminar esta sec&#231;&#227;o com uma pequena par&#225;bola. Aparentemente, face a uma l&#226;mpada que n&#227;o acende, terapeutas de diferentes orienta&#231;&#245;es ter&#227;o atitudes igualmente diferentes. Um rogeriano tender&#225; a olhar para a l&#226;mpada e a reflectir na sua escurid&#227;o, na esperan&#231;a que se fa&#231;a luz conferindo, possivelmente, se a l&#226;mpada est&#225; bem enroscada. Certamente que os comportamentalistas e os cognitivos tender&#227;o a substituir a l&#226;mpada, por acreditarem que esta deve estar fundida. N&#227;o duvidamos que um sist&#233;mico pense que o problema &#233; do sistema el&#233;ctrico ou que um psicanalista tenda a deitar a casa a baixo para construir outra no seu lugar. Quer-nos parecer que todos eles parecem esquecer-se das m&#250;ltiplas raz&#245;es que podem estar na base de a l&#226;mpada n&#227;o acender!</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Seguidamente apresenta-se o estudo recente, anteriormente mencionado, relativo &#224; efici&#234;ncia da psicoterapia em Portugal. Salientamos o car&#225;cter pioneiro deste estudo, entre n&#243;s.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Um estudo sobre a efectividade da psicoterapia em Portugal</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A dificuldade de acesso a apoio psicoterap&#234;utico &#233; um tema de enorme relev&#226;ncia no &#226;mbito da oferta de cuidados de sa&#250;de em Portugal. Apesar do actual consenso, mencionado anteriormente, relativo ao facto de a grande maioria das perturba&#231;&#245;es de ordem psicol&#243;gica beneficiarem com a psicoterapia (Seligman, 1994; Kendall, Flannery-Schroeder &#38; Ford, 1999), pouco &#233; sabido sobre a pr&#225;tica da psicoterapia no nosso pa&#237;s (Vasco, 1994; Vasco, Garcia-Marques &#38; Dryden, 1992). Apesar de a efic&#225;cia terap&#234;utica das abordagens psicoterap&#234;uticas ter sido comprovada em m&#250;ltiplos estudos controlados (i. e., efic&#225;cia), &#233; pouca a evid&#234;ncia de efectividade da pr&#225;tica psicoterap&#234;utica, em ambiente natural, em Portugal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Centrando-nos na especificidade dos estudos de efectividade, recorremos &#224; caracteriza&#231;&#227;o que Seligman (1995) faz destes. A terapia em contexto cl&#237;nico real difere dos ensaios cl&#237;nicos controlados nas seguintes caracter&#237;sticas: (a) &#233;, geralmente, de longa dura&#231;&#227;o, n&#227;o tendo, na maior parte dos casos, uma dura&#231;&#227;o fixa; (b) as estrat&#233;gias psicoterap&#234;uticas s&#227;o geralmente modificadas ao longo do processo terap&#234;utico; (c) s&#227;o os clientes quem escolhem o tratamento e o modelo de interven&#231;&#227;o; (d) os pacientes apresentam, na maioria das situa&#231;&#245;es, quadros de comorbilidade; e (e) a terapia tende a privilegiar melhorias no funcionamento geral do paciente, em vez de se centrar em sintomas espec&#237;ficos. Embora todos estes aspectos sejam evidentemente importantes para a avalia&#231;&#227;o da efectividade do tratamento, poucos ensaios cl&#237;nicos incluem estas vari&#225;veis e caracter&#237;sticas no seu desenho experimental (Kendall, Flannery-Schroeder &#38; Ford, 1999).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim sendo, a valida&#231;&#227;o emp&#237;rica do efeito terap&#234;utico das interven&#231;&#245;es &#34;psi&#34; implica ir mais al&#233;m dos ensaios controlados, recorrendo a m&#233;todos diferentes de investiga&#231;&#227;o. Um destes m&#233;todos foi o utilizado no estudo que passamos a apresentar, realizado pela Edideco, Editores para a Defesa do Consumidor. Perguntou-se directamente a um grande n&#250;mero de pessoas que recorreram &#224; psicoterapia, qual a sua percep&#231;&#227;o subjectiva de melhoria e qual o grau de satisfa&#231;&#227;o com os resultados obtidos. Entendemos que o estudo da percep&#231;&#227;o de melhoria, bem como da satisfa&#231;&#227;o dos consumidores de psicoterapia, tal como esta &#233; praticada no dia-a-dia, pode ser entendido como um contributo importante para a avalia&#231;&#227;o dos resultados terap&#234;uticos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo tem como principais objectivos caracterizar a procura e acesso aos servi&#231;os psicoterap&#234;uticos e avaliar a satisfa&#231;&#227;o dos consumidores com este tipo de servi&#231;o de sa&#250;de, quando prestado por diferentes profissionais: psic&#243;logos, psiquiatras e m&#233;dicos de fam&#237;lia (estes &#250;ltimos por serem agentes fundamentais &#8212; a &#34;porta de entrada&#34; &#8212; no sistema nacional de sa&#250;de, e por ter sido previs&#237;vel, aquando da defini&#231;&#227;o da metodologia de estudo, que fossem o grupo profissional mais solicitado para ajuda em termos psicol&#243;gicos).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo, levado a cabo entre Junho e Setembro de 2002, replica em termos metodol&#243;gicos o inqu&#233;rito conduzido pela American Consumer Report (Seligman, 1995), tendo o question&#225;rio original sido traduzido e adaptado &#224; popula&#231;&#227;o portuguesa. A recolha da informa&#231;&#227;o foi feita atrav&#233;s de inqu&#233;rito (via postal) a uma amostra representativa da popula&#231;&#227;o portuguesa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No total, foram enviados 30.000 question&#225;rios para autopreenchimento a uma amostra representativa da popula&#231;&#227;o nacional, estratificada por sexo, idade e distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica. Foram recolhidos 4893 question&#225;rios v&#225;lidos. Uma vez que a amostra recolhida difere da amostra a quem foram enviados os question&#225;rios, procedeu-se a ajustamento estat&#237;stico por pondera&#231;&#227;o da base de dados, de forma a garantir que a amostra final mantivesse a representatividade da popula&#231;&#227;o no que se refere &#224;s vari&#225;veis sexo, idade e distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A amostra caracteriza-se, em termos sociodemogr&#225;ficos, da seguinte forma: 56,7% &#233; do sexo feminino, 43,3% tem entre 25 e 44 anos de idade (20,5% com mais de 55 anos de idade), 59,1% casados ou em uni&#227;o de facto, 78,9% vivem em centros urbanos. Como &#233; habitual neste tipo de estudo, verificou-se um n&#250;mero superior ao conhecido pelas estat&#237;sticas oficiais no que se refere ao n&#237;vel educacional: 70,0% tem habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias superiores ao 9.&#176; ano completo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma parte significativa dos sujeitos, 60,4%, referiu ter procurado, nos &#250;ltimos tr&#234;s anos, algum tipo de apoio psicol&#243;gico. O apoio social foi fundamentalmente procurado nos amigos e colegas (30,4%), nos c&#244;njuges/companheiros (28,0%) e em outros familiares (20,0%). Em 30,7% dos casos, esta procura de ajuda resultou na recomenda&#231;&#227;o (por parte dos amigos ou familiares) de procura de um profissional de sa&#250;de, recomenda&#231;&#227;o essa seguida por 66,3% das pessoas em causa. As principais raz&#245;es indicadas para a n&#227;o procura foram &#34;preferir resolver os problemas sozinho&#34; (53,8%), &#34;a fam&#237;lia e/ou os amigos serem ajuda suficiente&#34; (33,5%), &#34;o custo das consultas&#34; (24,4%).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste per&#237;odo de tempo (&#250;ltimos tr&#234;s anos), 28% da amostra total recorreu a profissionais de ajuda. Tal como esperado, o grupo profissional mais procurado foi o m&#233;dico de fam&#237;lia (39,1%), seguindo-se o m&#233;dico psiquiatra (29,6%) e m&#233;dicos de outras especialidades &#8212; neurologistas, alergologistas, etc. (27,7%). O psic&#243;logo surge em quarto lugar, consultado apenas por 14,9% da amostra, que se decidiu por ajuda profissional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224;s queixas que levaram &#224; procura de ajuda, 17,5% da pessoas que procuraram apoio psicol&#243;gico referiram depress&#227;o. Outras queixas prevalentes foram: ansiedade (15,5%), sentimentos e emo&#231;&#245;es negativos persistentes (tais como tristeza, raiva... &#8212;12,6%), dificuldades em lidar com o stresse (7,6%), problemas relacionados com o trabalho ou estudos (7,0%).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os modelos de interven&#231;&#227;o mais frequentemente referidos foram o psicofarmacol&#243;gico (46,9%) e o cognitivo-comportamental (29,4%). Por&#233;m, 11,6% da amostra n&#227;o soube identificar qual o modelo psicoterap&#234;utico que seguiu, apesar da defini&#231;&#227;o proposta no question&#225;rio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O question&#225;rio utilizado inclu&#237;a um conjunto de perguntas relativas &#224; percep&#231;&#227;o de melhoria associada &#224; ajuda recebida, recorrendo a uma escala de cinco pontos (1= &#34;melhorou em muito&#34;, <i>2 =</i> &#34;melhorou um pouco&#34;, 3 = &#34;n&#227;o mudou nada&#34;, 4 = &#34;piorou um pouco&#34;, 5 = &#34;piorou muito&#34;). Tamb&#233;m se perguntava a satisfa&#231;&#227;o geral com o tratamento, atrav&#233;s de escala com seis op&#231;&#245;es de resposta (de 1= &#34;completamente satisfeito<i>/a&#34;</i> a 6 = &#34;completamente insatisfeito/ a)&#34;. Como se pode verificar no <a href="/img/revistas/psi/v17n2/17n2a17q2.jpg">quadro 2</a>, a grande maioria dos consumidores afirma ter melhorado e estar satisfeita com a ajuda psicol&#243;gica recebida, quando a mesma implica terapia verbal. A interven&#231;&#227;o apenas baseada em psicof&#225;rmacos est&#225; associada a piores &#237;ndices de melhoria percebida e de satisfa&#231;&#227;o. 76,4% da amostra que fez psicoterapia com psic&#243;logos afirma que recomendaria o profissional em causa a um amigo ou familiar; apenas 55% e 53,3% o fariam no caso do psiquiatra com abordagem essencialmente biol&#243;gica e do m&#233;dico de fam&#237;lia, respectivamente. Estes resultados foram controlados no tocante ao tempo de terapia e &#224; natureza e severidade das queixas no inicio da mesma (condi&#231;&#227;o pr&#233;-tratamento &#8212; avalia&#231;&#227;o retrospectiva).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m da avalia&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o de melhoria com o tratamento, averiguou-se tamb&#233;m (de forma indirecta) a altera&#231;&#227;o no estado emocional geral, atrav&#233;s de duas quest&#245;es relativas a este: no in&#237;cio da terapia (condi&#231;&#227;o pr&#233;-tratamento&#8212;aprecia&#231;&#227;o retrospectiva) e no momento actual (em ambas as perguntas, a resposta era dada em fun&#231;&#227;o de cinco op&#231;&#245;es: de 1= &#34;muito mau: dificilmente conseguia/consigo lidar com as coisas&#34; a 5 = &#34;muito bom: a vida era/&#233; bastante aproximada ao que eu queria que fosse&#34;).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em 22,7% dos respondentes que recorreram a psic&#243;logos n&#227;o se verificou qualquer altera&#231;&#227;o no estado emocional geral e em 1,0% dos casos registou-se deteriora&#231;&#227;o (76,3%melhoraram coma terapia). Estes valores n&#227;o diferem muito dos calculados para os psiquiatras (em 27,8% n&#227;o houve qualquer efeito terap&#234;utico e 0,8% pioraram, pelo que 71,4% melhoraram). Estes valores de deteriora&#231;&#227;o s&#227;o, para todos os efeitos, inferiores aos apontados por Lambert &#38; Ogles (2004) (em estudos de efic&#225;cia), que se situam entre 5% e 10%. Por sua vez, o valor relativo &#224;s melhorias &#233; semelhante ao valor global de efic&#225;cia apresentado anteriormente &#8212; cerca de 80%.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; os valores encontrados para os m&#233;dicos de fam&#237;lia foram substancialmente inferiores: 42,7% n&#227;o sofreram qualquer mudan&#231;a com a interven&#231;&#227;o destes profissionais, e em 6,9% dos casos verificou-se deteriora&#231;&#227;o do estado geral de funcionamento (apenas 50,4% beneficiaram com o tratamento).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora os m&#233;dicos de fam&#237;lia n&#227;o tenham o mesmo tipo de responsabilidades que os psic&#243;logos ou psiquiatras no que toca ao apoio psicol&#243;gico, estes dados s&#227;o preocupantes quando relacionados com o facto de, em 56,9% dos casos que procuraram ajuda no m&#233;dico de fam&#237;lia e cuja severidade inicial em termos de perturba&#231;&#227;o emocional (estado emocional geral &#34;muito mau&#34;) ou natureza da perturba&#231;&#227;o (nomeadamente, ataques de p&#226;nico, ou abuso de &#225;lcool ou de drogas), este profissional n&#227;o ter recomendado (nem referenciado) um profissional de ajuda psicol&#243;gica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De uma forma geral, pensamos que estes resultados apontam para um quadro optimista relativamente &#224; satisfa&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o com os resultados da psicoterapia. Tal facto revela-se de particular import&#226;ncia, em fun&#231;&#227;o do anteriormente mencionado car&#225;cter pioneiro deste estudo no nosso pa&#237;s. Salientamos, por &#250;ltimo, a import&#226;ncia de, em caos cl&#237;nicos mais graves, a popula&#231;&#227;o recorrer a especialistas em psicoterapia e de os m&#233;dicos de fam&#237;lia referirem, igualmente, este tipo de casos para profissionais especialmente qualificados para intervir nas perturba&#231;&#245;es psicol&#243;gicas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Um estudo sobre os psicoterapeutas portugueses</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal como foi referido anteriormente a prop&#243;sito da efectividade da psicoterapia em Portugal, salvo algumas excep&#231;&#245;es (Vasco, 1994; Vasco, 2001; Vasco <i>et al,</i> 1992), o nosso conhecimento relativo aos psicoterapeutas portugueses &#233; muito limitado. Esta situa&#231;&#227;o parece-nos grave, particularmente em fun&#231;&#227;o da import&#226;ncia anteriormente mencionada relativa ao contributo das caracter&#237;sticas do psicoterapeuta para o resultado terap&#234;utico (cerca de 30%, Beutler <i>et al,</i> 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m do mais, o conhecimento das caracter&#237;sticas dos psicoterapeutas portugueses, que s&#227;o aqueles que efectivamente prestam os cuidados (altamente valorizados) anteriormente apresentados, deveria acompanhar o igual aumento do seu n&#250;mero, da sua organiza&#231;&#227;o, exposi&#231;&#227;o e reconhecimento p&#250;blicos, bem como de exig&#234;ncias relativas a forma&#231;&#227;o cont&#237;nua e c&#243;digos &#233;ticos e deontol&#243;gicos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Sendo apenas natural que os psicoterapeutas sejam sujeitos com hist&#243;ria e caracter&#237;sticas que se v&#227;o desenvolvendo e adaptando aos contextos social e cient&#237;fico do seu tempo, a regularidade temporal de estudos que acompanhem estas modifica&#231;&#245;es e desenvolvimentos parece-nos da maior import&#226;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No espa&#231;o restante, apresentaremos resumidamente alguns resultados relativos ao &#250;ltimo estudo levado a efeito sobre as caracter&#237;sticas dos psicoterapeutas portugueses, estudo este que ser&#225; alvo de futuro artigo mais exaustivo (Vasco &#38; Silva, em prepara&#231;&#227;o).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O instrumento utilizado designa-se &#34;Question&#225;rio Comum dos Psicoterapeutas&#34; e foi desenvolvido pelo <i>&#34;SPR Collaborative Research Network&#34;,</i> criado e dinamizado por David Orlinsky da Universidade de Chicago, e foi utilizado por investigadores de mais de 16 pa&#237;ses no &#34;<i>International Study ofthe Development of Psychotherapists&#34;</i> (Orlinsky <i>et al,</i> para publica&#231;&#227;o).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de um question&#225;rio bastante extenso, composto por 440 itens, que cobrem as seguintes &#225;reas: (a) treino e experi&#234;ncia profissionais; (b) desenvolvimento geral enquanto terapeuta, orienta&#231;&#227;o te&#243;rica e desenvolvimento actual; (c) pr&#225;tica actual, terapia pessoal e caracter&#237;sticas pessoais e sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os participantes potenciais foram todos os membros de nove associa&#231;&#245;es portuguesas de psicoterapia, mais 12 terapeutas independentes, para um total de 878 question&#225;rios enviados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A amostra portuguesa &#233; composta por 190 sujeitos, dos quais 64% s&#227;o do sexo feminino, tendo, em m&#233;dia, a totalidade da amostra 39,7 anos de idade <i>(dp.</i> 9,2; <i>amp.</i> 23-72) e 9,8 anos de experi&#234;ncia cl&#237;nica <i>(dp.</i> 7,0; <i>amp.</i> 1-35). A maioria s&#227;o psic&#243;logos (66,3%), seguindo-se-lhes os m&#233;dicos psiquiatras (23,1%). S&#227;o, na sua maioria, casados (62,1%), fizeram terapia pessoal (60%) ou est&#227;o a faz&#234;-la (16%) e consideram-na muito importante para a pr&#225;tica cl&#237;nica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A orienta&#231;&#227;o te&#243;rica mais frequente &#233; a cognitivo-comportamental <i>(n</i> = 55; 30,2%), seguida, de perto, pela anal&#237;tica-psicodin&#226;mica (n = 53; 29,1%), e pela ecl&#233;ctica (n = 33; 18,1%). Um menor n&#250;mero de terapeutas menciona ser sist&#233;mico (n = 21; 11,5%) e humanista <i>(n</i> = 20; 11,0%).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A pr&#225;tica efectua-se sobretudo em contexto liberal, com uma m&#233;dia de 14 pacientes (a serem presentemente acompanhados) que se situam, em m&#233;dia, entre os 20 e os 49 anos de idade. O grau de severidade dos pacientes &#233;, como esperado, essencialmente ligeiro ou grave, verificando-se um reduzido n&#250;mero de pacientes com severidade m&#237;nima ou muito grave. No que respeita ao n&#237;vel de satisfa&#231;&#227;o com a vida pessoal, a maioria responde que esta &#233; muito satisfat&#243;ria (M=3,67; <i>dp</i> = 0,74), apesar de muito stressante (M = 3,18; <i>dp</i> = 1,08).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em resumo, podemos afirmar que o perfil do psicoterapeuta portugu&#234;s (baseado na <i>moda) &#233;</i> do sexo feminino, tem forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada com uma dura&#231;&#227;o de cerca de cinco anos, de orienta&#231;&#227;o essencialmente psicodin&#226;mica ou cognitiva, fez terapia pessoal, considerando-a muito importante para a pr&#225;tica cl&#237;nica, exerce em regime liberal, na modalidade individual ou familiar, e os seus pacientes s&#227;o maioritariamente adultos (entre os 20 e os 50 anos) com sintomatologia ligeira ou grave.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se tomarmos como termo de compara&#231;&#227;o um estudo anterior (Vasco, 1994), &#233; poss&#237;vel constatar algumas diferen&#231;as dignas de realce: (a) aumento significativo do n&#250;mero absoluto de terapeutas; (b) aumento da despropor&#231;&#227;o entre terapeutas femininos e masculinos &#8212; maior n&#250;mero de terapeutas do sexo feminino; (c) maior n&#250;mero de terapeutas psic&#243;logos, comparativamente &#224;s outras profiss&#245;es; (d) aumento do tempo de treino formal; (e) aumento do n&#250;mero de terapeutas em supervis&#227;o; (f) aumento do n&#250;mero de terapeutas que recorre a terapia pessoal; (g) aumento do tempo m&#233;dio de experi&#234;ncia dos psicoterapeutas; (h) aumento do n&#250;mero de terapeutas em pr&#225;tica privada; (i) aumento do n&#250;mero de terapeutas que se consideram integrativos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Consideramos que a generalidade destas tend&#234;ncias s&#227;o de car&#225;cter positivo, particularmente porque parecem reflectir uma maior profissionaliza&#231;&#227;o da classe e, consequentemente, uma potencial melhor qualidade dos servi&#231;os prestados. N&#227;o parece ser, assim, de estranhar, o alto n&#237;vel da satisfa&#231;&#227;o expresso pela popula&#231;&#227;o relativamente &#224; psicoterapia, como constat&#225;mos no estudo anteriormente apresentado.</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Asay, T. P., &#38; Lambert, M. (1999). The empirical case for the common factors in therapy: Quantitative findings. In M. A. Hubble, B. L. Duncan, &#38; S. D. Miller (Eds.), <i>The heart and soul of change.</i> Washington, DC: APA.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Benjamin, L. S. (2003). <i>Interpersonal reconstructive therapy.</i> Nova Iorque: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481439&pid=S0874-2049200300020001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beutler, L. E., Bongar, B., &#38; Shurin, J. N. (1998). <i>Am I crazy, or is it my shrink?</i> Nova Iorque: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481441&pid=S0874-2049200300020001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beutler; L. S., &#38; Harwood, T. M. (2000). <i>Prescriptive psychotherapy: A practical guide to systematic treatment selection.</i> Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481443&pid=S0874-2049200300020001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Blackburn, I. M., Bishop, S., Glen, A. I. M., Whalley, L. J., &#38; Christie, J. E., (1981). The efficacy of cognitive therapy in depression: A treatment trial using cognitive therapy and pharmacotherapy, each alone and in combination. <i>British Journal of Psychiatry, 139,</i>181-189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481445&pid=S0874-2049200300020001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bordin, E. S. (1979). The generalizability of the psychoanalytic concept of the working alliance. <i>Psychotherapy, Theory, Research and Practice, 16,</i>252-260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481447&pid=S0874-2049200300020001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carroll, K. M, Rounsaville, B. Nich, C, Gomdon, L. T., Wirtz, P. W., &#38; Gawin, F. (1994). One-year follow-up of psychotherapy and pharmacotherapy for cocaine dependence. <i>Archives of General Psychiatry, 51,</i>989-997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481449&pid=S0874-2049200300020001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eysenck, H. J. (1952). The effectiveness of psychotherapy: An evaluation. <i>Journal of Consulting Psychology, 16,</i>319-324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481451&pid=S0874-2049200300020001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goldfried, M. R., Greenberg, L. S., &#38; Mannar, C. (1990). Individual psychotherapy: Process and outcome. <i>Annual Review of Psychology, 41,</i>659-688.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481453&pid=S0874-2049200300020001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hollon, S. D., Thase, M. E., &#38; Markowitz, J. C. (2002). Treatment and preventioan of depression. <i>Psychological Science in the Public Interest, 3</i> (2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481455&pid=S0874-2049200300020001700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kendall, P. C., Flannery-Schroeder, E. C., &#38; Ford, J. D. (1999). Therapy outcome research methods. In P. C. Kendall, J. N. Butcher, &#38; G. N. Holmbeck (Eds.), <i>Handbook of research methods in clinical psychology</i> (2.<sup>a</sup> ed.; pp. 330-363). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481457&pid=S0874-2049200300020001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Klerman, G. L., Weissman, M. M., Markowitz, J., Glick, I., Wilner, P. J., Mason, B., &#38; Shear, M. K. (1994). Medication and psychotherapy. In A. E. Bergin, &#38; S. L. Garfield (Eds.), <i>Handbook of psychotherapy and behavior change</i> (4.&#8220; ed.; pp. 734-782). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481459&pid=S0874-2049200300020001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lambert, M. J., &#38; Bergin. A. E. (1994). The effectiveness of psychotherapy. In A. E. Bergin &#38; S. L. Garfield (Eds.), <i>Handbook of psychotherapy and behavior change</i> (4.<sup>a</sup> ed.; pp. 143-189). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481461&pid=S0874-2049200300020001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lambert, M. J., &#38; Barley, M. K. (2002). Research summary on the therapeutic relationship and psychotherapy outcome. In J. C. Norcross (Ed.), <i>Psychotherapy relationships that work</i> (pp. 17-32). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481463&pid=S0874-2049200300020001700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Lambert, M. J., &#38; Goates, M. K. (2002). Efficacy. In M. Hersen &#38; W. Sledge (Eds.), <i>Encyclopedia of psychotherapy</i> (vol. I; pp. 715-718). San Diego, CA: Academic Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lambert, M. J., &#38; Ogles, B. M. (2004). The efficay and effectiveness of psychotherapy. In M. J. Lambert (Ed.), <i>Bergin and Garfield&#39;s handbook of psychotherapy and behavior change</i> (5.<sup>a</sup> ed.; pp. 139-193). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481466&pid=S0874-2049200300020001700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Luborsky, L., Singer, ]., &#38; Luborsky, L. (1975). Comparative studies of psychotherapy. <i>Archives of General Psychiatry, 32,</i>995-1008.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Norcross, J. C. (Ed.) (2002). <i>Psychotherapy relationships that work.</i> Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481469&pid=S0874-2049200300020001700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Orlinsky, D. E., Ronnestad, M. H., Ambiihl, H., Botermans, J. F, Cierpka, M., Davis, J. D., Davis, M. L., Dazord, A., Gerin, R, Schroder, T. A., Willutzki, U., Wiseman, H., Aapro, N., Avila-Espada, A., Bae, S. H., Beutler, L., Buchheim, R, Caro, I., Davidson, C, Freni, S., Friis-Jorgensen, E., Gabrielli, A., Joo, E., K&#225;chele, H., Kalmykova, E., von der Lippe, A., Meyerberg, J., Monsen, J., Norcross, J., Northcut, T., Parks, B., Rosander, M., Rubin, S., Scherb, E., Shefler, G., Silverman, M., Smith, D., Stiwne, D., Stuart, S., Tarragona, M., Vasco, A. B., &#38; Yagnyk K. (para publica&#231;&#227;o). <i>The psychotherapist&#39;s perspective: Therapeutic work, professional development, and personal life.</i> Washington, DC: American Psychological Association.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Prochaska, J. O., &#38; Norcross, J. C. (2002). Stages of change. In J. C. Norcross (Ed.), <i>Psychotherapy relationships that ivork</i> (pp. 303-313). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481471&pid=S0874-2049200300020001700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosenzweig, S. (1936). Some implicit common factors in diverse methods of psychotherapy. American <i>Journal of Orthopsychiatry,</i> 6,412-415.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481473&pid=S0874-2049200300020001700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Roth, A., &#38; Fonagy, P. (1996). <i>What works for whom? A critical review of psychotherapy research.</i> Nova Iorque: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481475&pid=S0874-2049200300020001700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Safran, J. D., &#38; Muran, J. C. (2000). <i>Negotianting the therapeutic alliance.</i> Nova Iorque:: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481477&pid=S0874-2049200300020001700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Seligman, M. E. P. (1994). <i>What you can change &#38; what you can&#39;t.</i> Nova Iorque: Knopf.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481479&pid=S0874-2049200300020001700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Seligman, M. E. P. (1995). The effectiveness of psychotherapy: The consumer reports study. <i>American Psychologist, 50,</i> 965-974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481481&pid=S0874-2049200300020001700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, M. L., Glass, G. V., &#38; Miller, T. I. (1980). <i>The benefits of psychotherapy.</i> Baltimore: The Johns Hopkins University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481483&pid=S0874-2049200300020001700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Thase, M. E., &#38; Jindal, R. D. (2004). Combining psychotherapy and psychopharmacology for treatment of mental disorders. In M. J. Lambert (Ed.), <i>Bergin and Garfield&#39;s handbook of psychotherapy and behavior change</i> (5.&#8220; ed.; pp. 743-766). Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481485&pid=S0874-2049200300020001700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B. (1994). Psicoterapeutas portugueses: Caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, actividades profissionais, perspectivas te&#243;ricas e satisfa&#231;&#227;o com o treino e com a carreira. <i>Psicologia, IX,</i> 405-428.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481487&pid=S0874-2049200300020001700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A B. (2001). Tend&#234;ncias ecl&#233;cticas nos psicoterapeutas portugueses: Compara&#231;&#245;es com um estudo anterior. <i>Psicologia,</i> XV (2), pp. 289-298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481489&pid=S0874-2049200300020001700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B., &#38; Concei&#231;&#227;o, N. (Junho, 2002). <i>Bordin, would you agree with yet another agreement? Comunica&#231;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481491&pid=S0874-2049200300020001700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#227;o apresentada no 33.&#176; Annual Meeting da Society for Psychotherapy Research, Santa B&#225;rbara, Calif&#243;rnia, EUA.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B., &#38; Concei&#231;&#227;o, N. (Maio, 2003). <i>A hardly recognized similarity in psychotherapy: Temporal sequence of strategic objectives.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481493&pid=S0874-2049200300020001700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na &#34;19.* International Conference of the Society for the Exploration of Psychotherapy Integration&#34;, Nova Iorque, USA.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B., Garcia-Marques, L., &#38; Dryden, W. (1992). Eclectic trends among Portuguese psychotherapists. <i>Journal of Psychotherapy Integration, 4,</i>321-331.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481495&pid=S0874-2049200300020001700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vasco, A. B., &#38; Silva, F. (em prepara&#231;&#227;o). Psicoterapeutas em Portugal: Dos anos 80 aos anos 90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481497&pid=S0874-2049200300020001700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wampold, B. E. (2001). <i>The great psychotherapy debate: Models, methods, and findings.</i> Nova J&#233;rsia: Lawrence Erlbaum</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481499&pid=S0874-2049200300020001700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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