<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-2049</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psicologia]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-2049</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Psicologia (APP)Edições Colibri]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-20492004000100001</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17575/rpsicol.v18i1.408</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dinâmicas posicionais e dinâmicas representacionais: reflexões e interrogações]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Positional dynamics and representational dynamics: thoughts and interrogations]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Poeschl]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gàbrielle]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2004</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2004</year>
</pub-date>
<volume>18</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>7</fpage>
<lpage>11</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-20492004000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-20492004000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-20492004000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A teoria das representações sociais debruça-se sobre o modo como é construído o conhecimento no decurso das interacções sociais, e analisa a lógica subjacente ao modo como conceptualisamos os objectos sociais e nos exprimimos acerca deles. Uma das conclusões da teoria é que a forma como pensamos e falamos acerca desses objectos traduz a nossa posição no campo social, contribuindo, assim, para a manutenção da ordem social. Esta conclusão parece, np entanto, entrar em contradição com a perspectiva de Moscovici (1961), quanto à natureza dinâmica das representações sociais. Assim, a questão de saber se, como, e porquê as representações sociais variam toma-se um objecto de análise pertinente. Este número de Psicologia incide sobre a relação entre as dinâmicas posicionais e as dinâmicas representacionais, salientando a sua complexidade. Os artigos propostos revelam que, em alguns casos, as posições assimétricas dos indivíduos na hierarquia social, se reflectem em oposições nos discursos expressos, e, noutros casos, não. As variações representacionais traduzem, por vezes, mudanças individuais de posição na estrutura social, sendo, outras vezes, induzidas pelos contextos em que são evocados os objectos sociais. Estes últimos ajustamentos de opinião poderiam não permanecer para além das situações de comunicação, o que sugere que a plasticidade do pensamento social pode colidir com a notável resistência à mudança das representações sociais.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Social representations theory focuses itself on how knowledge is constructed in the course of social interaction, and analyses the logic that underlies the way individuals conceptualise social objects and express themselves about them. One of the theory's main conclusions is that individuals' position in the social field translates into their way of thinking and speaking about these objects, thus contributing to the maintenance of social order. However, this conclusion seems inconsistent with Moscovici's (1961) contention that social representations have a dynamic nature. This seeming contradiction thus raises the relevant question of whether, how, and why do social representations evolve in time and vary across groups. The present issue of Psicologia focuses on the relationship between positional dynamics and representational dynamics, while emphasizing its complexity. The present papers suggest that, whereas in some cases, individuals' divergent discourses mirror their asymmetrical positions in the social hierarchy, in other cases, they do not. Sometimes, individual changes of position in the social structure translate into representational variations, whereas, other times, these variations ensue from the particular contexts in which social objects are evoked. Ultimately, these adjustments of opinion would not last beyond the specific situations of communication, suggesting that the plasticity of social thinking may collide with social representations' notable resistance to change.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Representações sociais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[homologia estrutural]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[mudança social]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[reprodução social]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[mobilidade social]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Din&#226;micas posicionais e din&#226;micas representacionais reflex&#245;es e interroga&#231;&#245;es</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Positional dynamics and representational dynamics: thoughts and interrogations</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>G&#224;brielle Poeschl<sup>1</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Professora na Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A teoria das representa&#231;&#245;es sociais debru&#231;a-se sobre o modo como &#233; constru&#237;do o conhecimento no decurso das interac&#231;&#245;es sociais, e analisa a l&#243;gica subjacente ao modo como conceptualisamos os objectos sociais e nos exprimimos acerca deles. Uma das conclus&#245;es da teoria &#233; que a forma como pensamos e falamos acerca desses objectos traduz a nossa posi&#231;&#227;o no campo social, contribuindo, assim, para a manuten&#231;&#227;o da ordem social. Esta conclus&#227;o parece, np entanto, entrar em contradi&#231;&#227;o com a perspectiva de Moscovici (1961), quanto &#224; natureza din&#226;mica das representa&#231;&#245;es sociais. Assim, a quest&#227;o de saber se, como, e porqu&#234; as representa&#231;&#245;es sociais variam toma-se um objecto de an&#225;lise pertinente. Este n&#250;mero de <i>Psicologia</i> incide sobre a rela&#231;&#227;o entre as din&#226;micas posicionais e as din&#226;micas representacionais, salientando a sua complexidade. Os artigos propostos revelam que, em alguns casos, as posi&#231;&#245;es assim&#233;tricas dos indiv&#237;duos na hierarquia social, se reflectem em oposi&#231;&#245;es nos discursos expressos, e, noutros casos, n&#227;o. As varia&#231;&#245;es representacionais traduzem, por vezes, mudan&#231;as individuais de posi&#231;&#227;o na estrutura social, sendo, outras vezes, induzidas pelos contextos em que s&#227;o evocados os objectos sociais. Estes &#250;ltimos ajustamentos de opini&#227;o poderiam n&#227;o permanecer para al&#233;m das situa&#231;&#245;es de comunica&#231;&#227;o, o que sugere que a plasticidade do pensamento social pode colidir com a not&#225;vel resist&#234;ncia &#224; mudan&#231;a das representa&#231;&#245;es sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Representa&#231;&#245;es sociais; homologia estrutural; mudan&#231;a social; reprodu&#231;&#227;o social; mobilidade social.</font></p>          <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Social representations theory focuses itself on how knowledge is constructed in the course of social interaction, and analyses the logic that underlies the way individuals conceptualise social objects and express themselves about them. One of the theory&#39;s main conclusions is that individuals&#39; position in the social field translates into their way of thinking and speaking about these objects, thus contributing to the maintenance of social order. However, this conclusion seems inconsistent with Moscovici&#39;s (1961) contention that social representations have a dynamic nature. This seeming contradiction thus raises the relevant question of whether, how, and why do social representations evolve in time and vary across groups. The present issue of <i>Psicologia</i> focuses on the relationship between positional dynamics and representational dynamics, while emphasizing its complexity. The present papers suggest that, whereas in some cases, individuals&#39; divergent discourses mirror their asymmetrical positions in the social hierarchy, in other cases, they do not. Sometimes, individual changes of position in the social structure translate into representational variations, whereas, other times, these variations ensue from the particular contexts in which social objects are evoked. Ultimately, these adjustments of opinion would not last beyond the specific situations of communication, suggesting that the plasticity of social thinking may collide with social representations&#39; notable resistance to change.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>           <p><font face="Verdana" size="2">De forma muito sucinta, a teoria das representa&#231;&#245;es sociais estuda uma forma particular de conhecimento, o conhecimento do senso comum (Herzlich, 1972). Relativamente a outras correntes te&#243;ricas que estudam os processos atrav&#233;s dos quais as pessoas adquirem, organizam e utilizam o seu conhecimento (para uma revis&#227;o, cf. Markus &#38; Zajonc, 1985), a teoria das representa&#231;&#245;es sociais distingue-se pela sua &#234;nfase na forma como s&#227;o estruturados os objectos de conhecimento no decurso das interac&#231;&#245;es sociais, salientando o impacto das perten&#231;as sociais nesta estrutura&#231;&#227;o (para uma apresenta&#231;&#227;o da teoria, ver Vala, 1993; 2002).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na obra em que introduziu a no&#231;&#227;o de representa&#231;&#227;o social, Moscovici (1961, 1976) descreveu alguns dos conceitos b&#225;sicos da teoria, como os de meta-sistema, de objectiva&#231;&#227;o e de ancoragem (ver Doise, 1990). Fundamental para compreender a diferen&#231;a entre pensamento individual e pensamento social, a no&#231;&#227;o de meta-sistema refere-se &#224; regula&#231;&#227;o das opini&#245;es que formamos em situa&#231;&#227;o de comunica&#231;&#227;o. Assim, o meta-sistema funciona como um filtro cognitivo normativo que controla o que ouvimos e o que dizemos, no intuito de mantermos a coer&#234;ncia do sistema de pensamento do nosso grupo. Por outras palavras, o modo como conceptualizamos os objectos sociais e como nos exprimimos acerca deles nas interac&#231;&#245;es sociais obedece a uma l&#243;gica particular que preenche v&#225;rias fun&#231;&#245;es, como as de justificar e orientar os nossos comportamentos e as rela&#231;&#245;es que temos com outras pessoas e outros grupos, e de defender o valor positivo que atribu&#237;mos &#224; nossa identidade social.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este modo de funcionamento do pensamento social tem uma dupla consequ&#234;ncia: a nossa forma de pensar e de falar acerca de determinados objectos sociais n&#227;o s&#243; traduz a nossa posi&#231;&#227;o no campo social mas tamb&#233;m contribui para a manuten&#231;&#227;o da estrutura social (Doise, 1990). &#192; primeira vista, esta &#250;ltima afirma&#231;&#227;o pode parecer contradit&#243;ria com a posi&#231;&#227;o de Moscovici (1961,1976), que insiste sobre a natureza din&#226;mica das representa&#231;&#245;es sociais, propriedade que, ali&#225;s, incitou o autor a diferenciar as representa&#231;&#245;es sociais das representa&#231;&#245;es colectivas descritas por Durkheim (1898,1996). A quest&#227;o de saber se, como e porqu&#234; variam as representa&#231;&#245;es sociais tornou-se assim rapidamente um objecto de an&#225;lise privilegiado para os investigadores no dom&#237;nio. Este n&#250;mero de <i>Psicologia</i> apresenta uma parte da reflex&#227;o produzida sobre as fun&#231;&#245;es e varia&#231;&#245;es representacionais, procurando, nomeadamente, oferecer um panorama actualizado da investiga&#231;&#227;o acerca da rela&#231;&#227;o entre din&#226;micas posicionais e din&#226;micas representacionais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De facto, as rela&#231;&#245;es entre fun&#231;&#245;es e varia&#231;&#245;es representacionais podem ser examinadas a partir de v&#225;rias posi&#231;&#245;es te&#243;ricas. Assim, uma primeira perspectiva focaliza-se sobre a estrutura interna da representa&#231;&#227;o de um determinado grupo acerca de um objecto particular, procurando identificar os elementos fundamentais e consensuais da representa&#231;&#227;o, que formam o chamado &#34;n&#250;cleo central&#34;, e os factores suscept&#237;veis de gerar a modifica&#231;&#227;o desse n&#250;cleo. Os trabalhos, hoje em dia cl&#225;ssicos, que foram realizados nesta perspectiva (como o estudo de Guimelli, 1989, sobre a representa&#231;&#227;o da ca&#231;a e da natureza) indicam que uma mudan&#231;a das pr&#225;ticas sociais &#233; o que mais eficazmente leva a uma transforma&#231;&#227;o de representa&#231;&#227;o (cf. Abric, 2001-2, para uma apresenta&#231;&#227;o desta abordagem).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma segunda perspectiva focaliza-se j&#225; n&#227;o sobre o que &#233; consensual na representa&#231;&#227;o de um determinado grupo, mas sim sobre o que diferencia o pensamento de diferentes grupos sociais, partindo do princ&#237;pio de que as representa&#231;&#245;es sociais organizam as rela&#231;&#245;es (reais ou simb&#243;licas) entre os grupos (Doise, 1990). Nesta abordagem, diferentes representa&#231;&#245;es traduzem, de acordo com o modelo da homologia estrutural (Bourdieu, 1979; Doise, 1985), diferentes posi&#231;&#245;es no campo social e/ou diferentes maneiras de representar as rela&#231;&#245;es entre grupos sociais. Esta posi&#231;&#227;o te&#243;rica &#233; ilustrada no primeiro artigo, onde Cl&#233;mence analisa as concep&#231;&#245;es da viol&#234;ncia no contexto escolar. Examinando alguns factores suscept&#237;veis de facilitar a emerg&#234;ncia de conflitos entre pares ou entre docentes e alunos, Cl&#233;mence discute, ainda, diversas propostas de interven&#231;&#227;o destinadas a reduzir o sentimento de inseguran&#231;a no meio escolar, salientando a import&#226;ncia de ter em conta a evolu&#231;&#227;o das din&#226;micas relacionais entre pares e entre gera&#231;&#245;es para compreender o fen&#243;meno da viol&#234;ncia escolar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Parece &#243;bvio que o facto de os grupos relacionados num campo social ocuparem posi&#231;&#245;es hierarquizadas que se reflectem no seu modo de pensar possa suscitar oposi&#231;&#245;es e reivindica&#231;&#245;es. Todavia, isso nem sempre acontece. Em particular, as oposi&#231;&#245;es e reivindica&#231;&#245;es s&#227;o pouco vis&#237;veis quando as posi&#231;&#245;es dos grupos na sociedade estabelecem normas de rela&#231;&#245;es entre indiv&#237;duos cuja identidade &#233; ostensivamente definida com base na sua perten&#231;a social. Este facto &#233; saliente, nomeadamente no que respeita aos grupos sexuais, e reflecte-se em representa&#231;&#245;es notavelmente est&#225;veis e consensuais da masculinidade e da feminilidade. Neste contexto, Poeschl, Silva e Cl&#233;mence relatam algumas etapas da estrutura&#231;&#227;o dessas representa&#231;&#245;es e analisam alguns dos factores que, na actualidade, podem explicar a sua resist&#234;ncia &#224; mudan&#231;a, al&#233;m dos leves ajustamentos que permitem dar conta da evolu&#231;&#227;o das pr&#225;ticas e das posi&#231;&#245;es das mulheres na nossa sociedade. Os autores sugerem que as mulheres ainda n&#227;o encontraram uma forma de construir uma identidade positiva e distinta da identidade masculina que lhes permita redefinir as suas aspira&#231;&#245;es e, portanto, as rela&#231;&#245;es entre os sexos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#192;s dificuldades que surgem para levar a cabo uma mudan&#231;a da ordem social pode-se opor a relativa facilidade com que os indiv&#237;duos parecem ser capazes de, individualmente, progredir na estrutura social, mudando (quando os grupos s&#227;o perme&#225;veis) de grupo de perten&#231;a. Assim, uma terceira perspectiva analisa as varia&#231;&#245;es representacionais resultantes das mudan&#231;as de posi&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos na estrutura social, assumindo, de acordo com o modelo da homologia estrutural, que os indiv&#237;duos que mudam de posi&#231;&#227;o social mudam de representa&#231;&#245;es, adoptando as representa&#231;&#245;es veiculadas pelo novo grupo de perten&#231;a (Viaud, 1999). O estudo de Maia e Poeschl, que analisa as representa&#231;&#245;es sociais dos futuros quadros e dos quadros das empresas privadas e da administra&#231;&#227;o p&#250;blica, apresenta uma ilustra&#231;&#227;o deste fen&#243;meno. Os autores defendem a ideia de que a adop&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es do grupo de perten&#231;a responde &#224; necessidade dos indiv&#237;duos de protegerem a sua identidade social, distinguindo (positivamente) o grupo de perten&#231;a dum grupo de compara&#231;&#227;o relevante, de acordo com os princ&#237;pios enunciados pela teoria da identidade social (Tajfel &#38; Tumer, 1986).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Aprofundando a ideia da homologia entre grupos e representa&#231;&#245;es, a contribui&#231;&#227;o de Viaud interroga a din&#226;mica subjacente &#224;s mudan&#231;as de posi&#231;&#245;es num espa&#231;o social. Viaud mostra que as posi&#231;&#245;es dos grupos s&#227;o muitas vezes arbitr&#225;rias, mas institu&#237;das pelos discursos, e que, portanto, a passagem de uma posi&#231;&#227;o &#224; outra s&#243; deveria ser poss&#237;vel se for de acordo com regras socialmente definidas. Estas regras podem ser concebidas como formando representa&#231;&#245;es sociais normativas da mobilidade social, mas n&#227;o impedem que haja alguma incerteza relativamente ao resultado da passagem de uma posi&#231;&#227;o &#224; outra.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma quarta perspectiva interessa-se pela an&#225;lise das varia&#231;&#245;es representacionais nos contextos de evoca&#231;&#227;o dum objecto. Com efeito, as caracter&#237;sticas destes contextos modulam o que dizemos (e o que escolhemos n&#227;o dizer, como o salientam os trabalhos sobre as &#34;zonas mudas&#34; das representa&#231;&#245;es sociais, cf. Abric, 2001-2), porque dizemos e como dizemos as coisas. O artigo de Gaffi&#233; descreve de forma extensa e cr&#237;tica v&#225;rios trabalhos realizados (sobretudo por autores de l&#237;ngua francesa) acerca desta problem&#225;tica. O autor mostra que uma focaliza&#231;&#227;o sobre os contextos em que &#233; actualizado um objecto social permite estudar os processos e os factores suscept&#237;veis de produzir varia&#231;&#245;es nas representa&#231;&#245;es (por exemplo, processos de influ&#234;ncia social, grau de implica&#231;&#227;o com o objecto), assim como as causas e as fun&#231;&#245;es de tais varia&#231;&#245;es (por exemplo, momentos hist&#243;ricos espec&#237;ficos, estrat&#233;gias de diferencia&#231;&#227;o social). O autor conclui que o impacto dos factores moderadores das representa&#231;&#245;es em contextos de evoca&#231;&#227;o particulares poderia n&#227;o permanecer para al&#233;m destes contextos. O car&#225;cter <i>ad hoc</i> destes ajustamentos de opini&#245;es &#224;s situa&#231;&#245;es de comunica&#231;&#227;o sugere que a plasticidade do pensamento sodal n&#227;o deixa de colidir com a not&#225;vel resist&#234;ncia &#224; mudan&#231;a das representa&#231;&#245;es sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, &#233; a an&#225;lise da tens&#227;o entre processos de reprodu&#231;&#227;o e processos de mudan&#231;a social que constitui o fio condutor que liga as diversas contribui&#231;&#245;es reunidas neste n&#250;mero especial de <i>Psicologia,</i> contribui&#231;&#245;es que adoptam contudo &#226;ngulos diferentes para observar a rela&#231;&#227;o entre din&#226;micas posicionais e din&#226;micas representacionais.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abric, J. C. (2001-2002). L&#39;approche structurale des repr&#233;sentations sociales: D&#233;veloppements r&#233;cents. <i>Psychologie et Soci&#233;t&#233;, 4,</i>81-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473553&pid=S0874-2049200400010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bourdieu, P. (1979). <i>La distinction: Critique sociale du jugement.</i> Paris: Editions de Minuit.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473555&pid=S0874-2049200400010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->      Doise, W. (1985). Les repr&#233;sentations sociales: D&#233;finition d&#39;un concept. <i>Connexions, 45, </i>243-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473556&pid=S0874-2049200400010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W. (1990). Les repr&#233;sentations sociales. In R. Ghiglione, C. Bonnet &#38; J. R Richard (Eds.), <i>Trait&#233; de psychologie cognitive</i> (pp. 113-174). Paris: Dunod.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473558&pid=S0874-2049200400010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Durkheim, E. (1898,1996). Repr&#233;sentations individuelles et repr&#233;sentations collectives. In <i>Sociologie et philosophie.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473560&pid=S0874-2049200400010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guimelli, C. (1989). Pratiques nouvelles et transformation sans rupture d&#39;une repr&#233;sentation sociale: La repr&#233;sentation de la chasse et de la nature. In J. L. Beauvois, R. V. Joule &#38; J. M. Monteil (Eds.), <i>Perspectives cognitives et conduites sociales: Repr&#233;sentations et processus socio-cognitifs</i> (pp. 117-138). Cousset: Editions Delval.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473562&pid=S0874-2049200400010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Herzlich, C. (1972). La repr&#233;sentation sociale. In S. Moscovici (Ed.), <i>Introduction &#224; la psychologie sociale</i> (vol. 1, pp. 303-325). Paris: Larousse.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473564&pid=S0874-2049200400010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Markus, H., &#38; Zajonc, R. B. (1985). The cognitive perspective in social psychology. In G. Lindzey &#38; E. Aronson (Eds.), <i>The handbook of social psychology</i> (vol. 1, pp. 137-230). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Moscovici, S. (1961,1976). <i>La psychanalyse, son image et son public.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473567&pid=S0874-2049200400010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., &#38; Turner, J. C. (1986). The social identity theory of inter-group behavior. In S. Worchel &#38; W. G. Austin (Eds.), <i>Psychology of inter-group relations</i> (pp. 7-24). Chicago: Nelson-Hall Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473569&pid=S0874-2049200400010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J. (1993). Representa&#231;&#245;es sociais: Para uma psicologia social do pensamento social. In J. Vala &#38; M. B. Monteiro (Eds.), <i>Psicologia social</i> (pp. 353-384). Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473571&pid=S0874-2049200400010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J. (2002). Representa&#231;&#245;es sociais e psicologia social do conhecimento quotidiano. In J. Vala &#38; M. B. Monteiro (Eds.), <i>Psicologia social</i> (5.&#8220; ed., pp. 457-502). Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473573&pid=S0874-2049200400010000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Viaud, J. (1999). Principes organisateurs et repr&#233;sentations sociales de l&#39;&#233;conomie: Gen&#232;se et dynamique. <i>Revue Internationale de Psychologie Sociale, 12</i> (2), 79-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=473575&pid=S0874-2049200400010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abric]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[L'approche structurale des représentations sociales: Développements récents]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychologie et Société]]></source>
<year>2002</year>
<volume>4</volume>
<page-range>81-103</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bourdieu]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[La distinction: Critique sociale du jugement]]></source>
<year>1979</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editions de Minuit]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Doise]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Les représentations sociales: Définition d'un concept]]></article-title>
<source><![CDATA[Connexions]]></source>
<year>1985</year>
<volume>45</volume>
<page-range>243-253</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Doise]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Les représentations sociales]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Ghiglione]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bonnet]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Richard]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Traité de psychologie cognitive]]></source>
<year>1990</year>
<page-range>113-174</page-range><publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Dunod]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Durkheim]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Représentations individuelles et représentations collectives]]></article-title>
<source><![CDATA[Sociologie et philosophie]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[PUF]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guimelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Pratiques nouvelles et transformation sans rupture d'une représentation sociale: La représentation de la chasse et de la nature]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Beauvois]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Joule]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteil]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Perspectives cognitives et conduites sociales: Représentations et processus socio-cognitifs]]></source>
<year>1989</year>
<page-range>117-138</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cousset ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editions Delval]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herzlich]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[La représentation sociale]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Moscovici]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Introduction à la psychologie sociale]]></source>
<year>1972</year>
<page-range>303-325</page-range><publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Larousse]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Markus]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zajonc]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The cognitive perspective in social psychology]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lindzey]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aronson]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The handbook of social psychology]]></source>
<year>1985</year>
<page-range>137-230</page-range><publisher-loc><![CDATA[Hillsdale ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence Erlbaum Associates]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moscovici]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[La psychanalyse, son image et son public]]></source>
<year>1976</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[PUF]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tajfel]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Turner]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The social identity theory of inter-group behavior]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Worchel]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Austin]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychology of inter-group relations]]></source>
<year>1986</year>
<page-range>7-24</page-range><publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nelson-Hall Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vala]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Representações sociais: Para uma psicologia social do pensamento social]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Vala]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia social]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>353-384</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vala]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Representações sociais e psicologia social do conhecimento quotidiano]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Vala]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia social]]></source>
<year>2002</year>
<edition>5.&#8220; ed.</edition>
<page-range>457-502</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Viaud]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Principes organisateurs et représentations sociales de l'économie: Genèse et dynamique]]></article-title>
<source><![CDATA[Revue Internationale de Psychologie Sociale]]></source>
<year>1999</year>
<volume>12</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>79-106</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
