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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contributos para uma cartografia da investigação em psicologia em portugal: Uma análise a partir dos trabalhos apresentados no V Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Towards an overview of psychological research in Portugal: an analysis drawing on the papers presented at the V National Symposium of Psychological Research]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present paper aims to be an overview of the V National Symposium of Psychological Research. The thematic and institutional distribution of the presented research showed to be heterogeneous and diversified and mostly originating in academia. The thematic assodative structure of the presented works was also analysed, through a multiple correspondence analysis of the key words, which allowed the mapping of the research trends in Portugal, showing the several underlying logics that organize the different thematic lines and the academic institutions most attached to each of them.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Investigação em psicologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[áreas científicas da psicologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[história da psicologia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Contributos para uma cartografia da investiga&#231;&#227;o em psicologia em portugal</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Uma an&#225;lise a partir dos trabalhos apresentados no V Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Towards an overview of psychological research in Portugal: an analysis drawing on the papers presented at the V National Symposium of Psychological Research</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Paula Castro<sup>*</sup>; Margarida Garrido<sup>**</sup>; Carla Mouro<sup>***</sup>; Rosa Novo<sup>****</sup> e Rute Pires<sup>*****</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*-**-***</sup>Departamento de Psicologia Social e das Organiza&#231;&#245;es, Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa, Av. das For&#231;as Armadas, Lisboa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>****-*****</sup>Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade, Lisboa.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo constitui um balan&#231;o do V Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia. Procurou-se, em primeiro lugar, analisar a distribui&#231;&#227;o tem&#225;tica e institucional da investiga&#231;&#227;o apresentada, que se mostrou heterog&#233;nea e diversificada e, na sua grande maioria, realizada ou liderada por psic&#243;logos vinculados a institui&#231;&#245;es universit&#225;rias. Foi tamb&#233;m analisada a sali&#234;ncia dos diversos temas e a sua estrutura de associa&#231;&#227;o, atrav&#233;s da frequ&#234;ncia das palavras-chave dos trabalhos apresentados e de uma an&#225;lise de correspond&#234;ncias m&#250;ltiplas, a qual permitiu elaborar uma cartografia das tend&#234;ncias de pesquisa em Portugal, mostrando as v&#225;rias l&#243;gicas que organizam as diferentes linhas tem&#225;ticas e as institui&#231;&#245;es universit&#225;rias a elas mais associadas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Investiga&#231;&#227;o em psicologia, &#225;reas cient&#237;ficas da psicologia, hist&#243;ria da psicologia.</font></p>      <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">The present paper aims to be an overview of the V National Symposium of Psychological Research. The thematic and institutional distribution of the presented research showed to be heterogeneous and diversified and mostly originating in academia. The thematic assodative structure of the presented works was also analysed, through a multiple correspondence analysis of the key words, which allowed the mapping of the research trends in Portugal, showing the several underlying logics that organize the different thematic lines and the academic institutions most attached to each of them.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Objectivos do artigo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo tem dois objectivos principais. Em primeiro lugar, pretende constituir um balan&#231;o do V <i>Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia,</i> que decorreu entre 16 e 18 de Outubro de 2003, em Lisboa, no Centro de Congressos da Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian. Enquanto Comiss&#227;o Organizadora, pretendemos apresentai e divulgar mais amplamente a distribui&#231;&#227;o tem&#225;tica e institucional dos trabalhos apresentados no simp&#243;sio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em segundo lugar, este trabalho pretende contribuir para uma cartografia das tend&#234;ncias da pesquisa em psicologia no nosso pa&#237;s, analisando as rela&#231;&#245;es entre as &#225;reas cient&#237;ficas e os dom&#237;nios tem&#225;ticos nos quais a investiga&#231;&#227;o se desenrola. Esta an&#225;lise ser&#225; feita atrav&#233;s de m&#233;todos bibliom&#233;tricos que implicam o estudo da conocorr&#234;ncia das palavras-chave (ver Vala, Lima &#38; Caetano, 1996) propostas pelos autores dos trabalhos apresentados no V simp&#243;sio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>O V Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dentro desta mesma s&#233;rie de simp&#243;sios promovida pela Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Psicologia (APP), o anterior a este havia tido lugar em Novembro de 1996 (ver Brito-Mendes &#38; Ventura, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos anos que se seguiram, a investiga&#231;&#227;o em Psicologia em Portugal continuou a mostrar grande vitalidade e uma abrang&#234;ncia crescente, e os campos de aplica&#231;&#227;o da disciplina continuaram a alargar-se, caracter&#237;sticas que era inten&#231;&#227;o da APP tomar novamente vis&#237;veis. Era uma vez mais imperioso reflectir sobre os rumos da investiga&#231;&#227;o, a diversidade das metodologias e das t&#233;cnicas, as rela&#231;&#245;es entre os dom&#237;nios te&#243;ricos e os aplicados e as pontes de di&#225;logo entre as &#225;reas cient&#237;ficas da psicologia e desta com as disciplinas que partilham espa&#231;os pr&#243;ximos. Para tanto, era necess&#225;rio voltar a reunir psic&#243;logos portugueses de diversas &#225;reas de especialidade e de diferentes inser&#231;&#245;es institucionais, interessados em apresentar e em discutir os seus trabalhos de investiga&#231;&#227;o com os colegas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Foram, assim, estes os objectivos da realiza&#231;&#227;o do V <i>Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estrutura do Simp&#243;sio</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O programa cient&#237;fico incluiu mesas-redondas por convite, simp&#243;sios tem&#225;ticos, sess&#245;es tem&#225;ticas e <i>posters.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A sess&#227;o de abertura contou com uma confer&#234;ncia de Maria Benedicta Monteiro sobre a investiga&#231;&#227;o em psicologia em Portugal, vista atrav&#233;s dos simp&#243;sios desta s&#233;rie, e com uma homenagem ao colega e organizador do simp&#243;sio anterior, Carlos Brito-Mendes, da responsabilidade de Paulo Ventura, e cujo texto se publica tamb&#233;m neste n&#250;mero de <i>Psicologia.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As mesas redondas visavam o debate entre diferentes participantes sobre um tema espec&#237;fico, e houve lugar a duas, uma intitulada &#34;A investiga&#231;&#227;o em psicoterapia: passado, presente e futuro&#34;, e outra intitulada &#34;A psicologia e as ci&#234;ncias sociais e humanas&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os simp&#243;sios tem&#225;ticos integravam um conjunto de tr&#234;s a cinco apresenta&#231;&#245;es sobre um mesmo tema, organizadas por um coordenador. As apresenta&#231;&#245;es orais n&#227;o inseridas em simp&#243;sios foram agrupadas em sess&#245;es com coer&#234;ncia tem&#225;tica. Houve tamb&#233;m lugar para sess&#245;es de <i>posters,</i> durante as quais os respectivos autores estavam presentes para discutir o seu trabalho com os participantes do simp&#243;sio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os n&#250;meros do V Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m das participa&#231;&#245;es nas mesas redondas, o simp&#243;sio contou com 348 trabalhos cent&#237;ficos, distribu&#237;dos pelos tr&#234;s formatos propostos. No que respeita a apresenta&#231;&#245;es orais, houve lugar a 43 simp&#243;sios, que inclu&#237;ram 180 comunica&#231;&#245;es, e a 21 sess&#245;es tem&#225;ticas, que inclu&#237;ram 88 comunica&#231;&#245;es; no total, houve, portanto, 268 comunica&#231;&#245;es apresentadas oralmente. Foram ainda expostos em formato de <i>poster</i> 80 trabalhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em compara&#231;&#227;o com os simp&#243;sios anteriores regista-se um aumento muito significativo do n&#250;mero de trabalhos apresentados. Refira-se, a t&#237;tulo comparativo, que o total de trabalhos de investiga&#231;&#227;o apresentados no II simp&#243;sio, em 1988, foi de 100 (ver Monteiro, Lima &#38; Fiadeiro, 1989), no III simp&#243;sio, em 1992, o total foi de 168 (ver Caetano &#38; Ventura, 1994) e no IV Simp&#243;sio, em 1996, o total foi de 195 (ver Brito-Mendes &#38; Ventura, 1998). Queremos tamb&#233;m salientar a grande predomin&#226;ncia neste V simp&#243;sio do formato de simp&#243;sio tem&#225;tico, o que denota um n&#237;vel de colabora&#231;&#227;o entre os investigadores que permite falar de uma comunidade cient&#237;fica com uma not&#243;ria capacidade de articula&#231;&#227;o e de trabalho em rede.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f1.jpg">figura 1</a>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Distribui&#231;&#227;o por &#225;rea cient&#237;fica</i>, <i>por institui&#231;&#227;o e por formato</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Distribui&#231;&#227;o dos trabalhos por &#225;rea cient&#237;fica</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foi solicitado aos participantes do V simp&#243;sio que inscrevessem os seus trabalhos numa das v&#225;rias &#225;reas cient&#237;ficas que se apresentam na <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f2.jpg">figura 2</a></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Ao mostrar como se distribu&#237;ram as escolhas dos investigadores, a <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f2.jpg">figura 2</a> indica que as &#225;reas mais representadas (com mais de 25 trabalhos) foram a psicologia social (n=41), a psicologia cl&#237;nica e psicoterapia (n=39), a psicologia da sa&#250;de (n=37), a psicologia cognitiva (n=36), a psicologia do desenvolvimento (n=36), a avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica (n=33), a psicologia da educa&#231;&#227;o (n=33) e a psicologia do desporto (n=29).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">De um modo geral, poder&#237;amos ainda dizer que as &#225;reas menos representadas correspondem quer a &#225;reas emergentes no nosso pa&#237;s (casos da psicologia forense, da psicologia comunit&#225;ria e da psicologia ambiental), quer a &#225;reas consolidadas mas que neste simp&#243;sio atingiram uma express&#227;o menos importante (casos da orienta&#231;&#227;o escolar e profissional, da psicologia das organiza&#231;&#245;es e da neuropsicologia),</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Distribui&#231;&#227;o dos trabalhos por &#225;rea cient&#237;fica e por formato de apresenta&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f3.jpg">figura 3</a> mostra a distribui&#231;&#227;o dos trabalhos apresentados por &#225;rea cient&#237;fica e por formato de apresenta&#231;&#227;o.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Gostar&#237;amos de destacar, na an&#225;lise da <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f3.jpg">figura 3</a>, que em todas &#225;reas cient&#237;ficas propostas excepto duas, se realizou um n&#250;mero muito significativo de simp&#243;sios tem&#225;ticos. Tomando, como temos vindo a fazer, a organiza&#231;&#227;o destes como um indicador da maturidade das redes de colabora&#231;&#227;o entre investigadores, parece poss&#237;vel afirmar que a tend&#234;ncia para uma colabora&#231;&#227;o sistem&#225;tica est&#225; em vias de consolida&#231;&#227;o na investiga&#231;&#227;o em psicologia no nosso pa&#237;s.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Distribui&#231;&#227;o dos trabalhos por institui&#231;&#227;o de perten&#231;a dos autores</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os autores dos trabalhos apresentados no V simp&#243;sio s&#227;o provenientes de 93 institui&#231;&#245;es diferentes, n&#250;mero que reflecte a tend&#234;ncia para esta s&#233;rie de simp&#243;sios congregar uma grande diversidade de perten&#231;as institucionais e para aproximar investigadores e profissionais com &#225;reas de interesse similares, mas com acessos a campos e contextos diferenciados de trabalho e investiga&#231;&#227;o. A <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f4.jpg">figura 4</a> apresenta as institui&#231;&#245;es de perten&#231;a mais representadas.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">De uma forma geral h&#225; a salientar, na an&#225;lise da <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f4.jpg">figura 4</a>, que a presen&#231;a mais importante e numerosa &#233; das universidades.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">&#201; not&#243;ria a importante contribui&#231;&#227;o dos trabalhos de autores provenientes da Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa, da Universidade do Minho, muito mais representada do que na edi&#231;&#227;o anterior, do ISCTE, da Faculdade de Motricidade Humana, da Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto e do ISPA. &#201; ainda importante notar a presen&#231;a j&#225; bastante marcada de duas universidades privadas que n&#227;o existiam &#224; data do anterior simp&#243;sio &#8212; a Universidade Lus&#243;fona e a Universidade Independente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por&#233;m, isso n&#227;o significa que outras institui&#231;&#245;es universit&#225;rias ent&#227;o universit&#225;rias tenham estado ausentes. A <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f4.jpg">figura 4</a> toma vis&#237;vel a participa&#231;&#227;o de investigadores de diversas outras institui&#231;&#245;es de ensino superior, nacionais e at&#233; estrangeiras, e rima ampla representa&#231;&#227;o de institui&#231;&#245;es ou servi&#231;os de &#225;reas diversas, designadamente da sa&#250;de, do emprego e da solidariedade social, da &#225;rea judicial, militar e associativa.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Distribui&#231;&#227;o dos trabalhos por institui&#231;&#227;o de perten&#231;a e &#225;rea cent&#237;fica</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f5.jpg">figura 5</a> apresenta a distribui&#231;&#227;o das institui&#231;&#245;es de perten&#231;a dos autores por &#225;rea cient&#237;fica.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Uma an&#225;lise da <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f5.jpg">figura 5</a> destaca a forte liga&#231;&#227;o que algumas &#225;reas cient&#237;ficas mant&#234;m com algumas institui&#231;&#245;es universit&#225;rias. &#201; particularmente not&#243;ria a liga&#231;&#227;o estreita entre a Faculdade de Motricidade Humana e a psicologia do desporto. Ainda que bastante menos not&#243;ria, destaca-se tamb&#233;m a liga&#231;&#227;o entre a psicologia social e o ISCTE, embora esta &#225;rea esteja tamb&#233;m representada pela Universidade do Porto e, com menor presen&#231;a, por diversas outras institui&#231;&#245;es universit&#225;rias. Quanto &#224; psicologia da sa&#250;de, a Faculdade de Psicologia de Lisboa contribuiu particularmente para a sua presen&#231;a no V simp&#243;sio, embora esta tem&#225;tica seja apresentada um pouco por todas as universidades presentes. O mesmo pode ser dito a prop&#243;sito da psicologia da educa&#231;&#227;o, onde no entanto se destaca o papel da Universidade do Minho e o da Universidade do Porto. A psicologia do desenvolvimento esteve especialmente representada nos trabalhos apresentados pelo ISPA e pela Universidade do Porto, mas tem uma representa&#231;&#227;o importante de v&#225;rias outras universidades. Na psicologia cognitiva merece destaque a Faculdade de Psicologia de Lisboa, que tamb&#233;m se destacou nas &#225;reas de cl&#237;nica e psicoterapia e na avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica, em ambas acompanhada pela Universidade do Minho.</font></p>              
<p><font face="Verdana" size="2"><b>An&#225;lise das palavras-chave</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise das palavras-chave propostas pelos autores dos trabalhos apresentados no V simp&#243;sio permitir&#225; obter uma perspectiva diacr&#243;nica relativamente a dois aspectos: a sali&#234;ncia dos v&#225;rios temas que a investiga&#231;&#227;o em psicologia em Portugal trata e a co-ocorr&#234;ncia desses temas, ou seja, as rela&#231;&#245;es que estes temas mant&#234;m entre si. No seu conjunto, estes dois aspectos permitem conhecer a receptividade dos investigadores portugueses &#224;s diferentes tem&#225;ticas e as rela&#231;&#245;es destas entre si. O estudo das rela&#231;&#245;es entre os diversos temas toma-se particularmente importante, pois permitir&#225; compreender a l&#243;gica interna que organiza as escolhas de um grande n&#250;mero de investigadores e as linhas de orienta&#231;&#227;o adoptadas no seio das institui&#231;&#245;es a que est&#227;o agregados. Esta an&#225;lise permitir&#225; detectar as mais importantes constela&#231;&#245;es de prefer&#234;ncias e de investimentos em termos de &#225;reas ou tem&#225;ticas cent&#237;ficas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo, mesmo salvaguardando o facto de os trabalhos apresentados no simp&#243;sio poderem n&#227;o constituir uma amostra representativa da investiga&#231;&#227;o que se realiza em Portugal, esta an&#225;lise permite contribuir para uma cartografia da investiga&#231;&#227;o em psicologia realizada no nosso pa&#237;s por alturas do V simp&#243;sio.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>M&#233;todo</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O n&#250;mero total de palavras-chave dos 349 trabalhos cient&#237;ficos inclu&#237;dos no livro de resumos do V Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia &#233; de 1028 (ver Castro, Novo, Garrido, Pires, &#38; Mouro, 2003).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Recorde-se que para cada trabalho era solicitada a identifica&#231;&#227;o de tr&#234;s palavras-chave, o que teoricamente resultaria num <i>corpus</i> de an&#225;lise de 1047 palavras (3 palavras x 349 trabalhos). Todavia, como esta solicita&#231;&#227;o nem sempre foi correspondida, a defini&#231;&#227;o do <i>corpus</i> da an&#225;lise exigiu a aplica&#231;&#227;o dos tr&#234;s crit&#233;rios seguintes:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; considera&#231;&#227;o das tr&#234;s primeiras palavras-chave referidas em cada trabalho, quando o seu n&#250;mero excedia o solicitado;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; considera&#231;&#227;o do total de palavras referidas, quando estas eram inferiores ao solicitado;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#8212; extrac&#231;&#227;o de tr&#234;s palavras-chave do t&#237;tulo do trabalho, nos casos em que estas n&#227;o eram referendadas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A primeira etapa para o apuramento da sali&#234;ncia dos temas tratados nestas investiga&#231;&#245;es consistiu na elimina&#231;&#227;o das repeti&#231;&#245;es, dos plurais, das variantes lexicais, das variantes dos tempos verbais e das redund&#226;ncias sem&#226;nticas. Este primeiro procedimento de clarifica&#231;&#227;o das unidades de an&#225;lise reduziu o n&#250;mero de palavras-chave para 723 palavras n&#227;o redundantes. Para analisar estes dados no sentido de compreender as suas co-ocorr&#234;ncias era ainda necess&#225;rio reduzir a variabilidade e categorizar este elevado n&#250;mero de palavras-chave.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, as 723 palavras originais foram ent&#227;o agrupadas em categorias, de acordo com crit&#233;rios definidos em fun&#231;&#227;o da leitura da lista de palavras j&#225; triadas. Este procedimento permitiu identificar 42 categorias, as quais agrupam 95% da totalidade das palavras-chave, pois apenas foram retidas as categorias com frequ&#234;ncia igual ou superior a 5.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Depois desta categoriza&#231;&#227;o, restaram ainda 39 palavras-chave distintas entre si e pouco frequentes (5%). Estas palavras s&#227;o referentes a &#225;reas muito espec&#237;ficas, ou de significado demasiado generalista para poderem ser inclu&#237;das numa das categorias formadas, ou para formarem elas pr&#243;prias uma categoria diferenciada, ficando por isso de fora das an&#225;lises posteriores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Resultados</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Por forma a identificar a preval&#234;ncia dos v&#225;rios temas no V simp&#243;sio, o <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q1.jpg">quadro 1</a> apresenta a frequ&#234;ncia com que as 1028 palavras-chave se distribu&#237;ram pelas 42 categorias definidas. Note-se que as 39 palavras-chave exclu&#237;das apresentam uma frequ&#234;ncia bastante inexpressiva (52).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise do <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q1.jpg">quadro 1</a> permite verificar que as categorias mais frequentes foram as que agruparam palavras-chave referentes a <i>perturba&#231;&#245;es psicopatol&#243;gicas, avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica, autoconceito, doen&#231;a, educa&#231;&#227;o, cogni&#231;&#227;o, sa&#250;de e preven&#231;&#227;o, processos psicoterap&#234;uticos, rela&#231;&#245;es interpessoais, desporto</i> e <i>orienta&#231;&#245;es metodol&#243;gicas</i> &#8212; os temas que pontuam acima de tr&#234;s por cento. &#201;, portanto, bastante evidente a vincada heterogeneidade dos temas mais tratados neste simp&#243;sio. Encontramos v&#225;rios n&#237;veis de an&#225;lise e v&#225;rias &#225;reas de aplica&#231;&#245;es e de interface com a sociedade entre estas categorias mais frequentemente abordadas no simp&#243;sio.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m com elevada frequ&#234;ncia &#8212; entre os 3 e os 2,5 por cento &#8212; encontramos mais uma vez palavras-chave muito variadas. Algumas referem-se no seu conjunto a temas do &#226;mbito gen&#233;rico da psicologia do desenvolvimento &#8212; como <i>processos de desenvolvimento, rela&#231;&#245;es pais-filhos, adultos.</i> Outras, em compara&#231;&#227;o com anos anteriores, surgem como &#225;reas emergentes, como &#233; o caso da <i>psicologia comunit&#225;ria.</i> Outras s&#227;o &#225;reas que permanecem vis&#237;veis, mas sem grande crescimento, como a <i>psicologia do ambiente,</i> a <i>psicologia das organiza&#231;&#245;es,</i> as <i>rela&#231;&#245;es intergrupais</i> e <i>leitura e escrita.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Muito mais raros&#8212;praticamente residuais&#8212;s&#227;o temas como as <i>medidas psicof&#237;sicas,</i> a <i>motiva&#231;&#227;o,</i> a <i>aprendizagem,</i> a <i>psicologia evolutiva,</i> as <i>atitudes</i> e a <i>percep&#231;&#227;o.</i> Alguns destes temas, por&#233;m, s&#227;o temas cl&#225;ssicos, quer da psicologia geral (percep&#231;&#227;o, motiva&#231;&#227;o, aprendizagem), quer da psicologia social (as atitudes), que aqui surgem como temas que parecem ter perdido centralidade no nosso pa&#237;s.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para responder ao nosso segundo objectivo, a cartografia das tend&#234;ncias de pesquisa nos trabalhos nacionais de investiga&#231;&#227;o em psicologia, foi realizada uma an&#225;lise de correspond&#234;ncias m&#250;ltiplas (HOMALS), na qual cada trabalho entrou na matriz de <i>input</i> como uma linha e as categorias entraram como colunas. A nota&#231;&#227;o por linha assinalava a presen&#231;a ou aus&#234;ncia da categoria no conjunto das palavras-chave de cada trabalho.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q2.jpg">quadro 2</a> mostra a frequ&#234;ncia das categorias retidas para an&#225;lise. Assinala-se que ele n&#227;o replica as frequ&#234;ncias do <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q1.jpg">quadro 1</a>, porque se refere a uma matriz de presen&#231;a/aus&#234;ncia e n&#227;o a uma contagem simples de frequ&#234;ncias. Foram retidas as categorias que contavam com doze ou mais ocorr&#234;ncias; adicionalmente, retiraram-se, ap&#243;s se estudarem algumas solu&#231;&#245;es preliminares, as categorias que pesavam exclusivamente em uma dimens&#227;o muito pouco explicativa, ou que n&#227;o pesavam de todo em solu&#231;&#245;es que extra&#237;am pelo menos sete dimens&#245;es.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">As 23 categorias finalmente retidas e mostradas no <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q2.jpg">quadro 2</a> correspondem a 54,8% das categorias iniciais. S&#227;o elas que constituem a matriz de <i>input</i> para a HOMAL.S cujas caracter&#237;sticas de seguida se apresentam. Uma vez que as HOMALS com solu&#231;&#245;es a dois factores se mostravam pouco capazes de abranger uma percentagem significativa da in&#233;rcia, optou-se por apresentar em primeiro lugar uma solu&#231;&#227;o a sete factores, para com ela analisar as v&#225;rias l&#243;gicas que subjazem &#224; co-ocorr&#234;nda de palavras-chave nestes trabalhos* No <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q3.jpg">quadro 3</a> podem ser vistos os valores pr&#243;prios dos sete factores.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, o <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q4.jpg">quadro 4</a> mostra as contribui&#231;&#245;es dos elementos para os factores.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">O <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q4.jpg">quadro 4</a> permite mostrar que para a defini&#231;&#227;o do primeiro factor s&#227;o especialmente relevantes as categorias relacionadas com a <i>sa&#250;de e preven&#231;&#227;o,</i> a <i>doen&#231;a,</i> as <i>perturba&#231;&#245;es psicopatol&#243;gicas</i> e os <i>modelos</i> e <i>processos psicoterap&#234;uticos.</i> Ou seja, o primeiro eixo est&#225; particularmente relacionado com as quest&#245;es da doen&#231;a, da perturba&#231;&#227;o ou do sofrimento e da sua abordagem e tratamento. No segundo factor s&#227;o mais salientes as categorias <i>identidade, rela&#231;&#245;es intergrupais</i> e <i>grupos,</i> o que permite dizer que congrega temas fortes da psicologia social. Para o terceiro factor contribuem de forma mais marcada as categorias <i>cogni&#231;&#227;o</i> e <i>mem&#243;ria,</i> sendo assim um factor que relaciona temas da psicologia cognitiva. Para o quarto contribuem as categorias <i>educa&#231;&#227;o, processos de desenvolvimento</i> e <i>justi&#231;a,</i> pelo que estar&#225; a reflectir estudos associando estas &#225;reas.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No quinto factor pesam mais as quest&#245;es relacionadas com as <i>rela&#231;&#245;es pais-filhos, os processos de desenvolvimento,</i> a <i>avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica</i> e a <i>orienta&#231;&#227;o escolar e profissional, o</i> que parece tom&#225;-lo um factor relacionado com as problem&#225;ticas do desenvolvimento e com as t&#233;cnicas que ajudam a compreend&#234;-lo e encaminh&#225;-lo. O sexto factor relaciona <i>perturba&#231;&#245;es psicopatol&#243;gicas</i> e <i>ambiente,</i> possivelmente por via de problem&#225;ticas como o stresse ambiental, e toda a ordem de riscos ambientais e suas consequ&#234;ncias. Por fim, o s&#233;timo factor relaciona a <i>sa&#250;de e preven&#231;&#227;o,</i> os <i>processos psicoterap&#234;uticos</i> e a <i>psicologia comunit&#225;ria,</i> com toda a probabilidade remetendo para quest&#245;es de ordem comunit&#225;ria com interven&#231;&#227;o de profissionais de sa&#250;de.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma vez encontradas estas sete dimens&#245;es, e a fim de compreendermos melhor as inter-rela&#231;&#245;es entre as v&#225;rias categorias associadas aos dois primeiros factores &#8212; os mais relevantes do ponto de vista da in&#233;rcia &#8212;, repetimos as an&#225;lises da HOMALS, tendo retirado algumas categorias que n&#227;o contribu&#237;am nada nem para o primeiro nem para o segundo factor.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com esta solu&#231;&#227;o a in&#233;rcia associada aos dois primeiros factores atinge os 18, 23%. O <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09q5.jpg">quadro 5</a>mostra as categorias que ela integra, bem como as suas contribui&#231;&#245;es para os factores.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez a <a href="/img/revistas/psi/v18n1/18n1a09f6.jpg">figura 6</a> mostra a projec&#231;&#227;o no espa&#231;o dos dois primeiros factores. Apresenta ainda a projec&#231;&#227;o, como vari&#225;veis ilustrativas, das institui&#231;&#245;es de perten&#231;a do primeiro autor.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Ela permite ver que o primeiro quadrante &#233; ocupado pelas categorias <i>identidade, rela&#231;&#245;es intergrupais</i> e <i>grupos,</i> e que estas categorias &#8212; que remetem para temas cl&#225;ssicos da psicologia social e nomeadamente da psicologia social europeia &#8212; est&#227;o a ocupar o mesmo quadrante que o ISCTE. Ainda neste quadrante encontramos tamb&#233;m a Faculdade de Psicologia do Porto. No segundo quadrante agrupam-se as categorias relacionadas com quest&#245;es de <i>sa&#250;de e preven&#231;&#227;o, doen&#231;a e perturba&#231;&#245;es psicopatol&#243;gicas</i> e com o tratamento <i>(modelos e processos psicoterap&#234;uticos),</i> que s&#227;o aquelas que definem o primeiro eixo. Sobre este e na proximidade das categorias encontramos o ISPA. Tamb&#233;m muito pr&#243;xima desta realidade est&#225; posicionada a Faculdade de Psicologia de Lisboa, j&#225; no terceiro quadrante. No quarto e &#250;ltimo quadrante, por sua vez, re&#250;ne-se um conjunto mais heterog&#233;neo de categorias. Ocupando um lugar muito pr&#243;ximo do centro, o que aponta para que estejam a pesar em outro(s) eixos, as categorias <i>autoconceito e organiza&#231;&#245;es.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um segundo agrupamento com as categorias <i>rela&#231;&#245;es interpessoais</i> e <i>g&#233;nero,</i> que se compreende bem &#8212; examinando as contribui&#231;&#245;es dos elementos para os factores e que ajuda a definir a segunda dimens&#227;o por oposi&#231;&#227;o &#224;quela a que dizem respeito as rela&#231;&#245;es entre grupos. Por fim, as categorias <i>mem&#243;ria, cogni&#231;&#227;o</i> e avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica</i> surgem associadas numa terceira l&#243;gica tem&#225;tica, tamb&#233;m pr&#243;xima da Faculdade de Psicologia de Lisboa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, poder&#237;amos dizer, ap&#243;s este conjunto de an&#225;lises, que a investiga&#231;&#227;o em psicologia em Portugal, tal como foi apresentada neste V simp&#243;sio, surgiu bastante heterog&#233;nea e bastante estruturada em tomo de l&#243;gicas que respeitam as delimita&#231;&#245;es cient&#237;ficas e tem&#225;ticas tradicionais, sem muita inter-rela&#231;&#227;o de temas desenvolvidos de forma mais transversal.</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brito-Mendes, C, &#38; Ventura, P. (1998). IV Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia, <i>Psicologia,</i> XI/, 141-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475432&pid=S0874-2049200400010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caetano, A., &#38; Ventura, P (1994), VI Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia, Psicologia, IX, 211-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475434&pid=S0874-2049200400010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Castro, P. Novo, R., Garrido, M., Pires, R. &#38; Mouro, C. (Orgs,) (2003). <i>V Simp&#243;sio Nacional de investiga&#231;&#227;o em Psicologia</i>&#8212; <i>livro de resumos</i>, Lisboa: APP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475436&pid=S0874-2049200400010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B., Lima, M. L., &#38; Fiadeiro, L (1989). 2.&#176; Simp&#243;sio Nacional sobre a Investiga&#231;&#227;o em Psicologia. <i>Psicologia, VII</i>, 91-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475438&pid=S0874-2049200400010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J., Lima, M. L., &#38; Caetano, A. (1996). Mapping European social psychology: co-word analysis of the communications at the 10th General Meeting of the EAESP, <i>European Journal of Social Psychology, 26,</i>845-850.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475440&pid=S0874-2049200400010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>         ]]></body><back>
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