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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A influência da vinculação nos sentimentos de solidão nos jovens universitários: implicações para a intervenção psicológica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The influence of attachment in young adults&#8217; loneliness feelings: implications for psychological intervention]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Attachment can work as a risk factor (attachment security) or as a protective factor (attachment insecurity) toward adolescent development. Based on a life-span attachment perspective, the following study attempts to explore the influence of attachment security in loneliness felt in parental and romantic relationships. As expected, higher security of attachment was related to lower levels of loneliness in both interpersonal contexts. Implications of these findings in designing therapeutic interventions according to the individual needs of the lonely are discussed]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[vinculação]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[intervenção psicológica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[jovens adultos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>A influ&#234;ncia da vincula&#231;&#227;o nos sentimentos de solid&#227;o nos jovens universit&#225;rios: implica&#231;&#245;es para a interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>The influence of attachment in young adults&#8217; loneliness feelings: implications for psychological intervention</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Marta Teixeira Bastos<sup>1</sup>; Maria Em&#237;lia Costa<sup>2</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Aluna de Doutoramento da Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Professora Associada com Agrega&#231;&#227;o da Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Baseado numa perspectiva desenvolvimental da vincula&#231;&#227;o, o presente estudo tem como objectivo fundamental estudar a influ&#234;ncia da vincula&#231;&#227;o na viv&#234;ncia do sentimento de solid&#227;o. Assumindo que a vincula&#231;&#227;o pode operar como um factor de risco (vincula&#231;&#227;o insegura) ou como um factor protector (vincula&#231;&#227;o segura) do desenvolvimento, pretende-se compreender como &#233; que a seguran&#231;a da vincula&#231;&#227;o interfere na viv&#234;ncia do sentimento de solid&#227;o, em dois dos principais contextos relacionais dos jovens: a rela&#231;&#227;o com os pais e a rela&#231;&#227;o amorosa. Os resultados demonstraram que uma maior seguran&#231;a na vincula&#231;&#227;o est&#225; associada a n&#237;veis menores de solid&#227;o, em ambos os contextos relacionais. A compreens&#227;o da interac&#231;&#227;o existente entre a vincula&#231;&#227;o formada e os sentimentos de solid&#227;o abre caminho a novas hip&#243;teses de interven&#231;&#227;o na experi&#234;ncia de solid&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: vincula&#231;&#227;o, solid&#227;o, interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica, jovens adultos</font></p>      <hr size="1" noshade>              ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>           <p><font face="Verdana" size="2">Attachment can work as a risk factor (attachment security) or as a protective factor (attachment insecurity) toward adolescent development. Based on a life-span attachment perspective, the following study attempts to explore the influence of attachment security in loneliness felt in parental and romantic relationships. As expected, higher security of attachment was related to lower levels of loneliness in both interpersonal contexts. Implications of these findings in designing therapeutic interventions according to the individual needs of the lonely are discussed.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora o interesse pelo fen&#243;meno da solid&#227;o seja muito antigo, at&#233; referido no livro do <i>Genesis,</i> o &#234;nfase pelo seu estudo cient&#237;fico despoleta na segunda metade do s&#233;c. XX, sob o interesse de investigadores como Sullivan (1953), From-Reichman (1959), Moustakas (1961), Weiss (1973) e Peplau e Perlman (1982), assumindo um marco fundamental a cria&#231;&#227;o da primeira escala de avalia&#231;&#227;o da solid&#227;o - University of California Loneliness Scale, UCLA (Russell, Peplau &#38; Ferguson, 1978).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um padr&#227;o est&#225;vel de solid&#227;o constitui uma amea&#231;a forte ao funcionamento psicol&#243;gico e &#224; sa&#250;de mental do indiv&#237;duo (McWhirter, 1990). A solid&#227;o aparece associada a uma variedade de problemas, como timidez, depress&#227;o, vincula&#231;&#245;es inseguras, ansiedade social e autoconsci&#234;ncia, doen&#231;as f&#237;sicas, suic&#237;dio, consumo de &#225;lcool, agress&#227;o e insucesso acad&#233;mico, entre outros (Perlman &#38; Landolt, 1999). A solid&#227;o aparece ainda associada a sensa&#231;&#245;es cr&#243;nicas de cansa&#231;o, dor e tens&#227;o (Gerstein &#38; Tesser, 1987).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo B&#233;rub&#233; e Joshi (1998), os jovens constituem um dos grupos mais suscept&#237;veis de vivenciar a solid&#227;o. Segundo Costa (1991), &#8220;Quando o jovem n&#227;o &#233; capaz de ter rela&#231;&#245;es &#237;ntimas com outros (...) as suas rela&#231;&#245;es tender&#227;o a ser estereotipadas com um profundo sentimento de isolamento&#8221; (pp. 38). Brage, Meredith, e Wooward (1993), Jong-Gierveld (1987) e Peplau e Perlman (1982) observaram que a adolesc&#234;ncia &#233; o per&#237;odo desenvolvimental onde h&#225; um risco elevado para o aparecimento de sentimentos fortes de solid&#227;o, sendo nesta idade que a solid&#227;o aparece com maior frequ&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma vez que esta investiga&#231;&#227;o se situa no &#226;mbito das rela&#231;&#245;es que o jovem adulto constr&#243;i com os seus pais e o par amoroso, a teoria da vincula&#231;&#227;o, que procura compreender a forma&#231;&#227;o e o desenvolvimento da personalidade no contexto das rela&#231;&#245;es afectivas e significativas, parece ser a mais pertinente para explicar a poss&#237;vel influ&#234;ncia que estas experi&#234;ncias relacionais ter&#227;o na forma como o jovem percepciona o fen&#243;meno da solid&#227;o, nomeadamente qual o grau em que experiencia solid&#227;o em cada uma destas rela&#231;&#245;es, e qual a atitude que assume face &#224; solitude.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; objectivo &#250;ltimo deste trabalho produzir algumas pistas para a interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica na solid&#227;o, j&#225; que esta problem&#225;tica &#233; cada vez mais frequente nos jovens portugueses (ver estudo da OMS [1997/98] sobre &#8220;Comportamentos Saud&#225;veis de Crian&#231;as e Jovens em Idade Escolar&#8221;).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A Solid&#227;o</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A solid&#227;o tem sido definida como &#8220;uma experi&#234;ncia desagrad&#225;vel que ocorre quando a rede de rela&#231;&#245;es sociais do indiv&#237;duo apresenta um d&#233;fice significativo, seja qualitativo seja quantitativo&#8221; (Perlman &#38; Peplau, 1981, pp. 31). Segundo esta perspectiva, a solid&#227;o &#233; conceptualizada como um construto unidimensional, resultante da discrep&#226;ncia entre as rela&#231;&#245;es sociais desejadas pelo indiv&#237;duo e as actuais (Peplau &#38; Perlman, 1982; Russel, Peplau &#38; Cutrona, 1980). Segundo esta teoria, a solid&#227;o pode resultar de mudan&#231;as na rede social actual do indiv&#237;duo ou de mudan&#231;as nos seus desejos ou expectativas relativamente &#224;s rela&#231;&#245;es sociais. A <i>UCLA Loneliness Scale</i> (Russell, Peplau &#38; Cutrona, 1980), para adultos, e o <i>Illinois Loneliness Questionnaire</i> (ILQ, Asher, Hymel, &#38; Renshaw, 1984), para crian&#231;as, s&#227;o exemplos de instrumentos desenvolvidos nesta linha de pensamento, que apenas analisam a intensidade da experi&#234;ncia de solid&#227;o, desprezando o estudo das suas causas ou origens, da sua dura&#231;&#227;o (tempor&#225;ria ou cr&#243;nica, solid&#227;o tra&#231;o ou estado) e de poss&#237;veis modos de a reduzir.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Contr&#225;ria a esta corrente, a Teoria das Necessidades Sociais (Bowlby, 1973; Sullivan, 1953; Weiss, 1973) conceptualiza a solid&#227;o como uma resposta a um d&#233;fice relacional, percepcionada quando as necessidades sociais dos indiv&#237;duos n&#227;o s&#227;o satisfeitas no seio dos seus relacionamentos. Segundo esta teoria, se uma rela&#231;&#227;o n&#227;o &#233; capaz de satisfazer a totalidade das necessidades sociais (vincula&#231;&#227;o, integra&#231;&#227;o social, orienta&#231;&#227;o, reconhecimento pessoal, alian&#231;a segura e <i>nurturance),</i> o indiv&#237;duo ir&#225; experienciar solid&#227;o. Esta conceptualiza&#231;&#227;o sugere que a solid&#227;o &#233; um fen&#243;meno multifacetado, que pode apresentar diversas manifesta&#231;&#245;es (Belcher, 1973; Schmidt, 1976).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Enquadrado nesta corrente, Weiss (1973) define dois tipos de solid&#227;o: a solid&#227;o social e a solid&#227;o emocional. A solid&#227;o social implica a percep&#231;&#227;o de um d&#233;fice na rede de rela&#231;&#245;es sociais do indiv&#237;duo. Ao originar sentimentos de exclus&#227;o, marginalidade e aborrecimento, a solid&#227;o move o indiv&#237;duo a procurar aumentar ou desenvolver a sua rede social de apoio. A solid&#227;o emocional surge quando o indiv&#237;duo percepciona a aus&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o &#237;ntima, emocional ou vinculativa, onde se possa sentir aceite, seguro, compreendido e protegido. Este sentimento move-o a procurar o estabelecimento de uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o satisfat&#243;ria, ou ao restabelecimento de uma que tenha perdido. Embora conceptualmente diferentes, estes dois tipos de solid&#227;o podem ocorrer simultaneamente, n&#227;o sendo poss&#237;vel, por&#233;m, diminuir os d&#233;fices percepcionados numa forma de solid&#227;o, substituindo-os por outros tipos de rela&#231;&#245;es. Exemplificando, o facto de um indiv&#237;duo possuir uma rede de apoio social satisfat&#243;ria n&#227;o o impede de sentir solid&#227;o emocional, causada pela aus&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o de intimidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A presente investiga&#231;&#227;o procura estudar a solid&#227;o nos jovens, adoptando esta perspectiva multidimensional da solid&#227;o. Assumindo como base o trabalho de Marcoen, Goossens e Caes (1987), procura-se avaliar os diferentes n&#237;veis de solid&#227;o que o jovem percepciona em dois dos seus principais contextos interpessoais de vida (rela&#231;&#227;o com os pais e rela&#231;&#227;o com o par amoroso), e analisar o tipo de atitude que ele assume relativamente ao estado de solitude. A solitude, definida por Marcoen e Goossens (1993) como &#8220;o uso activo e construtivo do tempo passado s&#243;&#8221; (pp. 198), pode ser conceptualizada como uma necessidade desenvolvimental paralela &#224; necessidade de se estabelecer rela&#231;&#245;es interpessoais (Buchholz &#38; Catton, 1999). Winnicott (1957) define solitude como uma capacidade desenvolvida na inf&#226;ncia para se estar sozinho, fortemente influenciada pela qualidade das rela&#231;&#245;es com as figuras de vincula&#231;&#227;o e fundamental a um processo maturacional saud&#225;vel.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A solid&#227;o na rela&#231;&#227;o parental resulta da percep&#231;&#227;o de um d&#233;fice no relacionamento com os pais, que n&#227;o s&#227;o capazes de satisfazer as necessidades de proximidade emocional, afecto ou seguran&#231;a, dos seus filhos. Estes sentimentos de solid&#227;o podem resultar de dificuldades no relacionamento entre pais e filhos, fruto de caracter&#237;sticas pessoais ou de altera&#231;&#245;es ambientais (por exemplo, mudan&#231;a de resid&#234;ncia, entrada na faculdade, tempo dedicado ao trabalho) (Goossens e Marcoen, 1999).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A solid&#227;o rom&#226;ntica (definida por DiTommaso e Spinner, 1997) surge associada &#224; incapacidade em estabelecer uma rela&#231;&#227;o amorosa satisfat&#243;ria, quer porque o indiv&#237;duo ainda n&#227;o conseguiu estabelecer nenhuma rela&#231;&#227;o, quer porque a rela&#231;&#227;o de namoro existente n&#227;o assume o n&#237;vel de intimidade e proximidade emocional desejado. Mais uma vez, esta solid&#227;o pode resultar de diferen&#231;as individuais ou, por exemplo, do facto de os elementos do par viverem espacialmente distantes um do outro.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, a avalia&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o que os jovens t&#234;m do tempo que passam s&#243;s procura compreender qual a atitude assumida face &#224; experi&#234;ncia de solitude (procura <i>versus</i> avers&#227;o). A &#8220;procura de solitude&#8221; implica a experi&#234;ncia de sentimentos positivos quando se est&#225; s&#243; e est&#225; positivamente correlacionada com a constru&#231;&#227;o de uma identidade aut&#243;noma e a manuten&#231;&#227;o do equil&#237;brio psicol&#243;gico (Larson, 1990). A &#8220;avers&#227;o &#224; solitude&#8221; avalia o medo de estar s&#243; ou a sensa&#231;&#227;o de mal-estar na aus&#234;ncia da companhia de outras pessoas. Estas duas atitudes n&#227;o devem ser conceptualizadas como p&#243;los opostos de um mesmo <i>continuum,</i> mas sim como representando construtos distintos para o indiv&#237;duo (Goossens, Marcoen, Hees &#38; Woestijne, 1998)</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A Vincula&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A Teoria da Vincula&#231;&#227;o afirma a necessidade humana universal de os indiv&#237;duos constru&#237;rem rela&#231;&#245;es afectivas de proximidade. A investiga&#231;&#227;o da vincula&#231;&#227;o na idade adulta proporcionou a descentra&#231;&#227;o da an&#225;lise de vari&#225;veis externas e observ&#225;veis (&#8220;situa&#231;&#227;o estranha&#8221;) para aspectos internos e representacionais da vincula&#231;&#227;o. A teoria de Bowlby tem sido aplicada ao estudo das rela&#231;&#245;es entre pais e filhos (Greenberg, Siegal &#38; Leitch, 1984), das rela&#231;&#245;es rom&#226;nticas (Collins &#38; Read, 1980; Hazan &#38; Shaver, 1987) e &#224; defini&#231;&#227;o de diferentes prot&#243;tipos de vincula&#231;&#227;o no jovem e adulto (Bartholomew &#38; Horowitz, 1991; Main, Kaplan &#38; Cassidy, 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Bowlby (1973), os modelos internos din&#226;micos s&#227;o utilizados pelo sujeito para prever a disponibilidade e responsividade do outro para responder &#224;s suas necessidades de apoio e protec&#231;&#227;o, e orient&#225;-lo na constru&#231;&#227;o das suas rela&#231;&#245;es de proximidade. Segundo Bowlby (1988), &#224; medida que a crian&#231;a e o jovem se movem pelas diferentes traject&#243;rias desenvolvimentais, as experi&#234;ncias vividas nesses diferentes contextos provocam oscila&#231;&#245;es na seguran&#231;a da vincula&#231;&#227;o, podendo levar a que existam diferen&#231;as nos modelos internos din&#226;micos das rela&#231;&#245;es vividas em cada dom&#237;nio: por exemplo, a pessoa pode actuar e percepcionar a rela&#231;&#227;o parental de determinado modo, mas de maneira diferente a rela&#231;&#227;o com os pares.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na adolesc&#234;ncia, assistimos a um per&#237;odo de revis&#227;o dos modelos de vincula&#231;&#227;o (modelo de representa&#231;&#227;o do <i>self</i> e do outro), dado o seu confronto com outras experi&#234;ncias de vincula&#231;&#227;o estabelecidas ao longo do ciclo de vida, dentro e fora do contexto familiar, e pela emerg&#234;ncia das capacidades cognitivas no jovem e adulto. Se, na inf&#226;ncia, a fam&#237;lia se constitui como o contexto mais significativo de vincula&#231;&#227;o, &#224; medida que o adolescente se vai desenvolvendo, o comportamento de vincula&#231;&#227;o &#233; normalmente dirigido para figuras n&#227;o parentais (Weiss, 1982). Deste modo, o contexto dos pares e a rela&#231;&#227;o amorosa assumem um papel cada vez mais determinante, como fonte de seguran&#231;a interna, observando-se uma forte associa&#231;&#227;o entre as rela&#231;&#245;es interpessoais do adolescente e o autoconceito, o ajustamento psicol&#243;gico e a sa&#250;de f&#237;sica (Bachman <i>et al.,</i> 1975; Cooper-smith, 1967; Greenberg <i>et al,</i> 1984; Thomas <i>et al,</i> 1974). &#201; na adolesc&#234;ncia que as rela&#231;&#245;es com os pares come&#231;am a assumir um determinado n&#250;mero de fun&#231;&#245;es que se ir&#227;o manter por todo o desenvolvimento: fontes de intimidade, suporte, compara&#231;&#227;o e influ&#234;ncia social e, por &#250;ltimo, vincula&#231;&#227;o (Ainsworth, 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A procura de autonomia dos pais pode funcionar como uma press&#227;o saud&#225;vel para o adolescente come&#231;ar a utilizar os pares como figuras de vincula&#231;&#227;o, proporcionando um contexto onde as necessidades de vincula&#231;&#227;o podem ser satisfeitas, enquanto que a autonomia em rela&#231;&#227;o aos pais est&#225; a ser estabelecida (Steinberg, 1990). A adolesc&#234;ncia apresenta-se, assim, como uma etapa de vida em que as rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o s&#227;o gradualmente transferidas para os pares, transfer&#234;ncia esta que envolve a transforma&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es com os pais de uma posi&#231;&#227;o hier&#225;rquica para uma interac&#231;&#227;o rec&#237;proca (Allen &#38; Land, 1999). Nesta investiga&#231;&#227;o, procura-se avaliar diferencialmente a contribui&#231;&#227;o de dois importantes contextos de vida do jovem (rela&#231;&#227;o com os pais e rela&#231;&#227;o com o par amoroso), para a elabora&#231;&#227;o ou re-elabora&#231;&#227;o de um sentido interno de seguran&#231;a pessoal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Matos e Costa (1996), vincula&#231;&#227;o e autonomia s&#227;o dois processos dialecticamente complementares e interdependentes, onde o processo de crescimento psicol&#243;gico em direc&#231;&#227;o &#224; autonomia &#233; optimizado no contexto de proximidade emocional e de seguran&#231;a transmitidos pela fam&#237;lia. Neste contexto, as rela&#231;&#245;es com os pares, apesar de, na adolesc&#234;ncia, preencherem mais significativamente as necessidades de vincula&#231;&#227;o do sujeito, n&#227;o funcionam como substitutas das suas rela&#231;&#245;es com os pais; a rela&#231;&#227;o do adolescente com os pais sofre progressivas transforma&#231;&#245;es, no sentido da complementaridade para a reciprocidade, continuando a ser fundamental para a manuten&#231;&#227;o do seu sentido de seguran&#231;a interna. A Teoria da Vincula&#231;&#227;o defende que os adolescentes seguros t&#234;m maior possibilidade de lidar, de um modo mais construtivo, com os desafios que acompanham os diferentes est&#225;dios do desenvolvimento psicol&#243;gico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Adoptando como quadro conceptual a teoria de Bartholomew e Horowitz (1991) sobre os estilos de vincula&#231;&#227;o, &#233; poss&#237;vel considerar quatro estilos de vincula&#231;&#227;o, definidos a partir da combina&#231;&#227;o de duas dimens&#245;es (dicotomizadas como positivas ou negativas): o modelo do <i>self e</i> o modelo do outro. Estes quatro padr&#245;es de vincula&#231;&#227;o (o seguro, o preocupado, o amedrontado e o desinvestido) s&#227;o conceptualizados como estrat&#233;gias protot&#237;picas de regula&#231;&#227;o emocional e de comportamento interpessoal em situa&#231;&#245;es de proximidade afectiva. No estilo de vincula&#231;&#227;o <b>seguro</b>, situam-se aqueles indiv&#237;duos que possuem uma imagem positiva de si pr&#243;prios e do outro, que t&#234;m capacidade para desenvolver e manter rela&#231;&#245;es de intimidade sem perder a sua autonomia ou identidade, que n&#227;o se preocupam em estar s&#243;s ou por existirem outros que n&#227;o os aceitam. Os indiv&#237;duos <b>preocupados</b> s&#227;o muito dependentes das rela&#231;&#245;es que estabelecem para a manuten&#231;&#227;o da sua auto-estima, hiperenvolvendo-se nelas e definindo-se a partir delas; o seu bem-estar depende da total aceita&#231;&#227;o do outro. O estilo <b>desinvestido</b> caracteriza-se por uma independ&#234;ncia e autoconfian&#231;a compulsivas, por uma repress&#227;o da partilha de emo&#231;&#245;es e sentimentos, que se traduz numa forte desvaloriza&#231;&#227;o da import&#226;ncia das rela&#231;&#245;es de proximidade. Por fim, os indiv&#237;duos <b>amedrontados</b>, possuindo uma imagem negativa de si pr&#243;prios e dos outros, evitam qualquer tipo de rela&#231;&#227;o de proximidade por medo de serem rejeitados ou abandonados pelo outro. S&#227;o indiv&#237;duos extremamente inseguros, com baixa autoconfian&#231;a, que simultaneamente desejam e temem a intimidade, confrontando-se com motiva&#231;&#245;es conflituosas e ambivalentes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A aquisi&#231;&#227;o da autonomia e individua&#231;&#227;o marca a adop&#231;&#227;o de um novo estilo de vida pessoal e aut&#243;nomo. &#201; nesta fase que se denota uma maior capacidade para &#8220;se estar sozinho&#8221; e para encarar esses momentos como positivos e construtivos. Para os indiv&#237;duos seguros, os momentos em solitude podem representar um tempo utilizado pelos jovens para a constru&#231;&#227;o da sua identidade, isto &#233;, para explorar e experimentar op&#231;&#245;es alternativas respeitantes &#224; identidade futura e reflectir sobre quem realmente s&#227;o (Larson, 1995). Uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o segura promove no adolescente a cria&#231;&#227;o de uma imagem positiva de si pr&#243;prio e do outro, que o capacita para o desenvolvimento e a manuten&#231;&#227;o de rela&#231;&#245;es de intimidade, sem a perda da pr&#243;pria autonomia ou identidade. Estes adolescentes n&#227;o se preocupam em estar s&#243;s ou por existirem outros que n&#227;o os aceitem, pois possuem um modelo de si pr&#243;prios como pessoas capazes de ser amadas e respeitadas pelos outros.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A influ&#234;ncia da vincula&#231;&#227;o na solid&#227;o: hip&#243;teses de estudo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os adolescentes s&#227;o particularmente vulner&#225;veis &#224; solid&#227;o, dada a crescente import&#226;ncia da amizade nesta etapa desenvolvimental e o aumento da necessidade de intimidade e de <i>self-disclosure,</i> que podem ser satisfeitas por rela&#231;&#245;es pr&#243;ximas com pares do mesmo sexo ou do sexo oposto (Brennam, 1982). Rubenstein e Shaver (1982) defendem que um dos factores atribu&#237;dos ao sentimento de solid&#227;o &#233; a inexist&#234;ncia de uma vincula&#231;&#227;o segura que, na adolesc&#234;ncia, se associa tamb&#233;m &#224; aus&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o de intimidade. Os adolescentes com uma rela&#231;&#227;o de vincula&#231;&#227;o segura aos pais apresentam menor dificuldade em estabelecer e manter rela&#231;&#245;es de proximidade e, consecutivamente, menor solid&#227;o (Kerns &#38; Stevens, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os modelos internos das figuras de vincula&#231;&#227;o, do <i>self</i> e do meio em geral, ao assumirem um papel activo na organiza&#231;&#227;o e orienta&#231;&#227;o do comportamento da crian&#231;a, e dos sentimentos e do processamento da informa&#231;&#227;o nas rela&#231;&#245;es que esta forma com os pais e pares, podem contribuir directamente para a solid&#227;o. As representa&#231;&#245;es cognitivas que as crian&#231;as t&#234;m dos seus relacionamentos e vincula&#231;&#227;o aos pais v&#227;o influenciar as representa&#231;&#245;es e rela&#231;&#245;es que estas v&#227;o formar da rela&#231;&#227;o com os pares, segundo um processo de generaliza&#231;&#227;o das mesmas, que pode ser alterado atrav&#233;s das novas experi&#234;ncias de vincula&#231;&#227;o. Assim, s&#227;o os modelos de representa&#231;&#227;o que definem a seguran&#231;a ou inseguran&#231;a da vincula&#231;&#227;o, intimamente relacionados com o modelo de representa&#231;&#227;o do <i>self</i> que o indiv&#237;duo constr&#243;i, que o tornam mais ou menos vulner&#225;vel &#224; solid&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os modelos internos din&#226;micos s&#227;o o construto-chave para a compreens&#227;o da rela&#231;&#227;o entre a vincula&#231;&#227;o e a solid&#227;o: um modelo interno din&#226;mico do <i>self</i> como n&#227;o suscept&#237;vel de suscitar amor ou de ser valorizado pelos outros pode contribuir para a cria&#231;&#227;o de sentimentos de solid&#227;o; um modelo da figura de vincula&#231;&#227;o como n&#227;o dispon&#237;vel para satisfazer as necessidades de protec&#231;&#227;o e afecto do jovem podem deix&#225;-lo num vazio emocional t&#227;o grande que ele experiencia um estado de solid&#227;o quase constante; por fim, um modelo que caracteriza o outro como rejeitante pode contribuir para que o indiv&#237;duo acredite que os outros n&#227;o ir&#227;o responder &#224;s suas necessidades ou desejos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os estilos de vincula&#231;&#227;o parecem exercer uma influ&#234;ncia directa na solid&#227;o, pois um estilo de vincula&#231;&#227;o inseguro contribui para a manuten&#231;&#227;o de rela&#231;&#245;es interpessoais insatisfat&#243;rias e para o isolamento social que, por sua vez, contribuem para a solid&#227;o. Diversos estudos que utilizaram medidas unidimensionais de solid&#227;o encontraram uma rela&#231;&#227;o positiva entre uma vincula&#231;&#227;o insegura e a solid&#227;o em adolescentes e jovens adultos (Angelic &#38; Grigoris, 2000; DiTommaso, 1997; Goossens, Marcoen, Hees, &#38; Woestijne, 1998; Kerns &#38; Stevens, 1996; Kobak &#38; Sceery, 1988; Larose &#38; Bernier, 2001; Larose, Guay, &#38; Boivin, 2002; Man &#38; Hamid, 1998; Moller, McCarthy, &#38; Fouladi, 2002; Rice, 1990). Para Hecht e Baum (1984), o maior determinante da solid&#227;o n&#227;o &#233; a quantidade de tempo passado s&#243;, mas sim a amea&#231;a de separa&#231;&#227;o e a qualidade da experi&#234;ncia de vincula&#231;&#227;o. Deste modo, o factor determinante na emerg&#234;ncia dos sentimentos de solid&#227;o n&#227;o &#233; a aus&#234;ncia da presen&#231;a dos outros, mas o sentimento subjectivo de desvincula&#231;&#227;o emocional e a discrep&#226;ncia entre a necessidade de perten&#231;a e a incapacidade em a satisfazer.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Do nosso conhecimento, apenas dois estudos realizados at&#233; hoje estudaram a rela&#231;&#227;o entre a solid&#227;o e a vincula&#231;&#227;o, utilizando medidas multidimensionais de solid&#227;o (DiTommaso, 1997; Goossens <i>et al.,</i> 1998). A primeira investiga&#231;&#227;o examinou a rela&#231;&#227;o entre os estilos de vincula&#231;&#227;o (avaliados a partir do <i>Relationship Scale Questionnaire,</i> Griffin &#38; Bartholomew, 1994) e a solid&#227;o social, rom&#226;ntica e familiar (avaliada a partir da escala SELSA, DiTommaso &#38; Spinner, 1993) em mulheres, esposas dos membros das For&#231;as Canadianas. Os resultados indicaram que n&#237;veis mais elevados de vincula&#231;&#227;o segura-amedrontada<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a> estavam associados a n&#237;veis menores dos tr&#234;s tipos de solid&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos realizados por Goossens <i>et al.</i> (1998) revelaram que as representa&#231;&#245;es dos adolescentes das suas rela&#231;&#245;es com os seus pais, de acordo com a Teoria da Vincula&#231;&#227;o, est&#227;o relacionadas com o grau de solid&#227;o que estes experienciam nos seus v&#225;rios relacionamentos e com a atitude que estes assumem relativamente ao tempo que passam sozinhos. Os resultados indicaram que os adolescentes classificados como seguros (segundo o modelo de DeWuffel, 1986) experienciam n&#237;veis menores de solid&#227;o na rela&#231;&#227;o com os pais e os pares; os dependentes s&#227;o os que experienciam maior avers&#227;o &#224; solitude; e os ansiosos-ambivalentes e evitantes s&#227;o os que evidenciam atitudes mais positivas relativamente ao estado de solitude. Os dependentes ocupam uma posi&#231;&#227;o interm&#233;dia entre os indiv&#237;duos seguros e os dois grupos de inseguros, no que se refere &#224; solid&#227;o na rela&#231;&#227;o com os pares e na procura de solitude.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dada a evid&#234;ncia emp&#237;rica, considera-se fundamental avaliar os diferentes n&#237;veis de solid&#227;o percepcionados pelos jovens nos diferentes contextos de vida (rela&#231;&#227;o com os pais e rela&#231;&#227;o amorosa) e analisar as atitudes que estes assumem relativamente ao estado de solitude (procura <i>versus</i> afastamento).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo procura analisar a rela&#231;&#227;o entre a vincula&#231;&#227;o aos pais e ao par amoroso e os sentimentos de solid&#227;o, procurando compreender quais as dimens&#245;es da vincula&#231;&#227;o que est&#227;o implicadas na emerg&#234;ncia dos sentimentos de solid&#227;o em cada contexto relacional e na atitude desenvolvida face ao tempo &#8220;passado s&#243;&#8221;. Baseados no facto de que as diferentes rela&#231;&#245;es que o indiv&#237;duo constr&#243;i e mant&#233;m contribuem de modo diferente e &#250;nico para o seu sentido interno de seguran&#231;a pessoal, distinguem-se tr&#234;s hip&#243;teses de investiga&#231;&#227;o: (1) a seguran&#231;a da vincula&#231;&#227;o &#224;s figuras parentais e ao par amoroso ir&#225; exercer um efeito protector na percep&#231;&#227;o da solid&#227;o rom&#226;ntica; (2) a seguran&#231;a da vincula&#231;&#227;o &#224;s figuras parentais e ao par amoroso ir&#225; exercer um efeito protector na percep&#231;&#227;o da solid&#227;o na rela&#231;&#227;o com os pais; e (3) a seguran&#231;a da vincula&#231;&#227;o aos pais e ao par amoroso ir&#225; exercer um efeito protector na emerg&#234;ncia de atitudes negativas face &#224; solitude (subescala Avers&#227;o da Solitude) e estar&#225; associada ao desenvolvimento de atitudes mais positivas face ao estar s&#243; (subescala Procura da Solitude).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Metodologia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amostra</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A amostra &#233; constitu&#237;da por 370 alunos de diferentes faculdades da Universidade do Porto e da Universidade Cat&#243;lica do Porto, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de idade (M = 20,7; DP = 1,34). 69,8% da amostra &#233; do sexo feminino e 30,2% &#233; do sexo masculino. Na presente amostra, 58,3% dos participantes tem um namorado, contrariamente aos outros 41,7%.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos de avalia&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Solid&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A solid&#227;o foi avaliada atrav&#233;s de uma adapta&#231;&#227;o de duas escalas de avalia&#231;&#227;o da solid&#227;o: a <i>Louvain Loneliness and Aloneness Scale for Children and Adolescents</i> (LACA; Marcoen <i>et</i> al.,1987) e a <i>Social and Emotional Loneliness Scale for Adults</i> (SELSA; Ditommaso &#38; Spinner, 1993). A LACA &#233; constitu&#237;da por 48 itens divididos em 4 subescalas, cada uma com 12 itens. Estas escalas avaliam respectivamente: a solid&#227;o nas rela&#231;&#245;es com os pais (S-Pais), a solid&#227;o na rela&#231;&#227;o com os pares (S-Pares), a avers&#227;o &#224; solitude (Avers&#227;o) e a procura da solitude (Procura). Alguns itens destas escalas s&#227;o: &#8220;Os meus pais d&#227;o-me apoio&#8221; (S-Pais), &#8220;Gostaria de estar melhor integrado na minha turma&#8221; (S-Pares), &#8220;Quando estou sozinho, sinto-me aborrecido&#8221; (Avers&#227;o) e &#8220;Eu quero estar sozinho&#8221; (Procura). As investiga&#231;&#245;es que utilizaram este instrumento (Marcoen <i>et al.,</i> 1987; Goossens, Marcoen, Van Hees &#38; Van de Woestijne, 1998; Goossens &#38; Marcoen, 1999a, 1999b) indicam que as 4 subescalas t&#234;m uma boa consist&#234;ncia interna (0,76-0,88) e um grau de validade de construto moderado a elevado (0,39-0,79). Esta escala foi utilizada na popula&#231;&#227;o portuguesa por Bastos, Figueira e Costa (2002).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A SELSA &#233; constitu&#237;da por 36 itens divididos por 3 subescalas, cada uma com 12 itens que avaliam, respectivamente, a solid&#227;o social (S-Social), a solid&#227;o emocional familiar (S-Familiar) e a solid&#227;o emocional rom&#226;ntica (S-Rom&#226;ntica). Este instrumento apresenta uma consist&#234;ncia interna excelente (0,89 to 0,93) e boa validade concorrente, convergente e discriminante (DiTommaso &#38; Spinner, 1993; Fevens, Spinner &#38; Ditommaso, 1994). Desta escala apenas de se utilizou a subescala S-Rom&#226;ntica (exemplo de um item: &#8220;Eu dou por mim a desejar encontrar algu&#233;m com quem possa partilhar a minha vida&#8221;) para avaliar a solid&#227;o rom&#226;ntica nesta investiga&#231;&#227;o (S-Rom).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os participantes responderam ao instrumento final numa escala de <i>Likert</i> de 5 pontos (1 - Discordo totalmente a 5 - Concordo totalmente). A an&#225;lise em componentes principais atrav&#233;s de rota&#231;&#227;o <i>varimax</i> permitiu determinar 5 factores, que reproduzem, quase na totalidade, a estrutura original da escala e explicam 49,5% da vari&#226;ncia total. A distribui&#231;&#227;o dos itens por cinco factores &#233; consonante com as escalas originais, verificando-se uma excep&#231;&#227;o, atribu&#237;da a erros na tradu&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A consist&#234;ncia interna foi calculada atrav&#233;s do &#237;ndice <i>alpha de Cronbach</i> para cada um dos factores, verificando-se que cada subescala apresenta uma boa consist&#234;ncia interna (os <i>alphas</i> variam entre 0,75 e 0,95), sendo as correla&#231;&#245;es entre as 5 subescalas, no sentido e na extens&#227;o, semelhantes &#224;s encontradas pelos autores. Apesar da correla&#231;&#227;o negativa encontrada entre as subescalas Avers&#227;o e Procura, estas n&#227;o devem ser consideradas diametralmente opostas, j&#225; que cada uma mede um aspecto diferente da experi&#234;ncia de solitude. Para este estudo, a subescala S-Pares n&#227;o foi utilizada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Vincula&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Vincula&#231;&#227;o Parental: O Question&#225;rio de Vincula&#231;&#227;o ao Pai e &#224; M&#227;e (QVPM, Matos, Almeida &#38; Costa, 1998) permite avaliar as percep&#231;&#245;es que os adolescentes e os jovens adultos t&#234;m da sua vincula&#231;&#227;o ao pai e &#224; m&#227;e. O conte&#250;do dos itens foi desenvolvido teoricamente, de acordo com as contribui&#231;&#245;es de Bowlby (1973, 1977) e Ainsworth (1989) para o estudo da vincula&#231;&#227;o, e com modelo bidimensional de avalia&#231;&#227;o da vincula&#231;&#227;o adulta criado por Bartholomew (1991). Deste modo, o question&#225;rio mede 3 dimens&#245;es: Qualidade do la&#231;o emocional (&#8220;Eu e os meus pais temos uma rela&#231;&#227;o de confian&#231;a&#8221;), Ansiedade de separa&#231;&#227;o e depend&#234;ncia (&#8220;N&#227;o sou capaz de enfrentar situa&#231;&#245;es dif&#237;ceis sem os meus pais&#8221;) e Inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o e individualismo (&#8220;Os meus pais imp&#245;em a maneira deles de ver as coisas&#8221;). A uma vincula&#231;&#227;o segura correspondem n&#237;veis elevados de qualidade de la&#231;o emocional, n&#237;veis reduzidos de inibi&#231;&#227;o de explora&#231;&#227;o e depend&#234;ncia e de inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o e individualismo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As qualidades psicom&#233;tricas do instrumento suportam a sua validade, indicando uma elevada consist&#234;ncia interna (coeficiente <i>alpha de Cronbach</i> entre 0,74 e 0,88 e entre 0,68 e 0,89, para as escalas de vincula&#231;&#227;o &#224; m&#227;e e ao pai, respectivamente) e uma boa fidelidade teste-reteste (0,54 a 0,66). A validade do auto-relato &#233; ainda evidenciada pelas suas prov&#225;veis rela&#231;&#245;es com outras medidas de avalia&#231;&#227;o da vincula&#231;&#227;o parental (Matos <i>et al</i>., 1999).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os sujeitos responderam em escalas de <i>Likert</i> de seis pontos (1 -&#8220;Discordo totalmente&#8221; e 6 - &#8220;Concordo totalmente&#8221;), classificando como sentem e pensam acerca de cada um dos seus progenitores. A an&#225;lise em componentes principais, atrav&#233;s de rota&#231;&#227;o <i>varimax</i>, permitiu determinar uma estrutura factorial composta por 30 itens, distribu&#237;dos por 3 factores, que explicam 56,1% da vari&#226;ncia total na vers&#227;o Pai e 49% na vers&#227;o M&#227;e. Ambas as solu&#231;&#245;es factoriais fazem emergir tr&#234;s factores bipolares, teoricamente definidos pelas autoras (Matos <i>et al.,</i> 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise da consist&#234;ncia interna da escala QVPM, teoricamente definida por Matos (2001), revelou valores de <i>alpha de Cronbach</i> elevados (entre 0,85 e 0,94), semelhantes aos encontrados em estudos anteriores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Vincula&#231;&#227;o Rom&#226;ntica</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O Question&#225;rio de Vincula&#231;&#227;o Amorosa (QVA, Matos, Barbosa &#38; Costa, 2001), constru&#237;do para a popula&#231;&#227;o portuguesa, &#233; constitu&#237;do por 56 itens, organizados em quatro dimens&#245;es: Desconfian&#231;a no companheiro enquanto figura de vincula&#231;&#227;o (&#8220;O meu namorado desilude-me muitas vezes&#8221;), Evitamento (&#8220;N&#227;o costumo precisar do apoio do meu namorado&#8221;), Depend&#234;ncia (&#8220;Quando n&#227;o podemos estar juntos, eu n&#227;o sei o que fazer&#8221;) e Ambival&#234;ncia (&#8220;Tenho d&#250;vidas se sou uma pessoa importante para ele&#8221;). O conte&#250;do dos itens foi desenvolvido teoricamente de acordo com as contribui&#231;&#245;es de Bowlby (1973, 1980) e Ainsworth (1989) para o estudo da vincula&#231;&#227;o, e como modelo bidimensional de avalia&#231;&#227;o da vincula&#231;&#227;o adulta criado por Bartholomew e Horowitz (1991). O instrumento pretende medir as percep&#231;&#245;es dos adolescentes e jovens adultos das suas rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o ao par amoroso, assim como ilustrar os quatro prot&#243;tipos de vincula&#231;&#227;o definidos por Kim Bartholomew (1990). A uma vincula&#231;&#227;o segura correspondem n&#237;veis mais baixos de desconfian&#231;a, evitamento, depend&#234;ncia e ambival&#234;ncia.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os sujeitos responderam em escalas de <i>Likert</i> de seis pontos (1 -&#8220;Discordo totalmente&#8221; e 6 - &#8220;Concordo totalmente&#8221;), classificando como sentem e pensam acerca de cada um dos seus progenitores. A an&#225;lise em componentes principais atrav&#233;s de rota&#231;&#227;o <i>varimax</i> originou uma estrutura factorial semelhante &#224; original, composta por 51 itens, distribu&#237;dos por 4 factores, que explicam 45% da vari&#226;ncia total. A escala revelou a adequa&#231;&#227;o da estrutura prevista, sendo a distribui&#231;&#227;o dos itens por cada factor semelhante &#224; encontrada pelas autoras do instrumento. A an&#225;lise da consist&#234;ncia interna da escala QVA revelou valores de <i>alpha de Cronbach </i>elevados (entre 0,82 a 0,91), semelhantes aos encontrados em estudos anteriores.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lises Correlacionais</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise das correla&#231;&#245;es (calculadas atrav&#233;s do coeficiente de correla&#231;&#227;o de <i>Pearson)</i> existentes entre as vari&#225;veis demogr&#225;ficas e as sub-escalas de solid&#227;o demonstrou um efeito do g&#233;nero (codificado como 1 = feminino e 0 = masculino) na solid&#227;o parental (r = -0,150, p &#60; 0,01) e um efeito da vari&#225;vel exist&#234;ncia de namorado na solid&#227;o rom&#226;ntica (r = -0,596, p &#60; 0,01).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise das correla&#231;&#245;es existentes entre as subescalas de solid&#227;o e as dimens&#245;es da vincula&#231;&#227;o &#233; apresentada no <a href="/img/revistas/psi/v18n2/18n2a02q1.jpg">quadro 1</a>. Como se pode verificar, diferentes dimens&#245;es de vincula&#231;&#227;o est&#227;o associadas a diferentes sub-escalas de solid&#227;o, sendo que as correla&#231;&#245;es mais elevadas ocorrem dentro dum mesmo dom&#237;nio relacional (nomeadamente, rela&#231;&#245;es parentais e rela&#231;&#245;es rom&#226;nticas). A subescala Avers&#227;o surge correlacionada positivamente com a ansiedade de separa&#231;&#227;o e a inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o ao pai e &#224; m&#227;e, e com a desconfian&#231;a, o evitamento e a ambival&#234;ncia experienciados na rela&#231;&#227;o com o par amoroso. A subescala Procura surge correlacionada positivamente com a inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o ao pai e &#224; m&#227;e, e com a desconfian&#231;a, a depend&#234;ncia e a ambival&#234;ncia ao par amoroso.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">De modo a melhor compreendermos a rela&#231;&#227;o entre a vincula&#231;&#227;o e os sentimentos de solid&#227;o e as atitudes assumidas face &#224; solitude, foram efectuadas quatro an&#225;lises de regress&#227;o m&#250;ltipla, segundo o m&#233;todo <i>stepwise,</i> uma para cada subescala de solid&#227;o (S-Rom&#226;ntica, S-Pais, Avers&#227;o e Procura). As v&#225;rias dimens&#245;es de vincula&#231;&#227;o parental e rom&#226;ntica foram colocadas como vari&#225;veis independentes em todas as equa&#231;&#245;es de regress&#227;o. A vari&#225;vel g&#233;nero foi tamb&#233;m introduzida na an&#225;lise de regress&#227;o efectuada para a solid&#227;o parental e a vari&#225;vel exist&#234;ncia de namorado na an&#225;lise de regress&#227;o efectuada para a solid&#227;o rom&#226;ntica.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v18n2/18n2a02q2.jpg">Quadro 2</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise de regress&#227;o efectuada para a avalia&#231;&#227;o da primeira hip&#243;tese de investiga&#231;&#227;o revela a exist&#234;ncia de 3 vari&#225;veis que explicam significativamente 77% da varia&#231;&#227;o nos sentimentos de solid&#227;o rom&#226;ntica: exist&#234;ncia de namorado, ambival&#234;ncia e desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o ao par amoroso. A vari&#225;vel que melhor explica a solid&#227;o rom&#226;ntica &#233; a exist&#234;ncia de namorado, que explica 71% da vari&#226;ncia total.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; avalia&#231;&#227;o da vincula&#231;&#227;o na solid&#227;o parental (hip&#243;tese 2), observa-se que 70% da varia&#231;&#227;o nos n&#237;veis de solid&#227;o &#233; explicada por quatro vari&#225;veis, na seguinte ordem decrescente de import&#226;ncia: a qualidade do la&#231;o emocional &#224; m&#227;e, a qualidade do la&#231;o emocional ao pai, a inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o e individualidade pelo pai e a ansiedade de separa&#231;&#227;o e depend&#234;ncia da m&#227;e. A vari&#225;vel que explica a maior percentagem de vari&#226;ncia (55.6%) &#233; a qualidade do la&#231;o emocional &#224; m&#227;e (ver <a href="/img/revistas/psi/v18n2/18n2a02q3.jpg">Quadro 3</a>).</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, as an&#225;lises de regress&#227;o efectuadas para avaliar a terceira hip&#243;tese de investiga&#231;&#227;o (apresentadas nos quadros <a href="/img/revistas/psi/v18n2/18n2a02q4.jpg">4</a> e <a href="/img/revistas/psi/v18n2/18n2a02q5.jpg">5</a>), revelam que apenas uma percentagem pequena da vari&#226;ncia nas atitudes face &#224; solitude &#233; explicada pelas dimens&#245;es da vincula&#231;&#227;o: 20,4% da varia&#231;&#227;o nos resultados da Avers&#227;o &#224; solitude &#233; explicada pelas vari&#225;veis ambival&#234;ncia e depend&#234;ncia ao par amoroso e ansiedade de separa&#231;&#227;o e depend&#234;ncia ao pai; 13,3% da varia&#231;&#227;o nos resultados da Procura de tempo para &#8220;estar s&#243;&#8221; &#233; explicada pelas vari&#225;veis ambival&#234;ncia, evitamento, desconfian&#231;a ao par amoroso e inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o e individualidade em rela&#231;&#227;o &#224; figura materna.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o dos resultados e suas implica&#231;&#245;es para a interven&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados deste estudo permitem confirmar a primeira hip&#243;tese, ao demonstrarem o papel determinante da vincula&#231;&#227;o rom&#226;ntica e parental na experi&#234;ncia de sentimentos de solid&#227;o rom&#226;ntica. A exist&#234;ncia de namorado provou ser a vari&#225;vel que exerce um maior efeito na percep&#231;&#227;o de solid&#227;o: os indiv&#237;duos que n&#227;o possuem uma rela&#231;&#227;o de namoro s&#227;o os que percepcionam n&#237;veis mais elevados de solid&#227;o. Quando controlado o efeito desta vari&#225;vel, verifica-se que a ambival&#234;ncia e a desconfian&#231;a na rela&#231;&#227;o com o par amoroso s&#227;o as dimens&#245;es respons&#225;veis pela emerg&#234;ncia de solid&#227;o. Ou seja, a solid&#227;o percepcionada numa rela&#231;&#227;o amorosa est&#225;, em primeiro lugar, intimamente associada a sentimentos de inseguran&#231;a e d&#250;vida relativos ao papel que o sujeito representa enquanto companheiro amoroso e &#224;s suas pr&#243;prias emo&#231;&#245;es face ao par; e, em segundo lugar, &#224; sensa&#231;&#227;o de possuir uma rela&#231;&#227;o amorosa que n&#227;o &#233; suficientemente sens&#237;vel e capaz de responder &#224;s necessidades de conforto e apoio do jovem, funcionando como uma base segura para a explora&#231;&#227;o. Sujeitos com valores mais elevados nestas dimens&#245;es da vincula&#231;&#227;o (por exemplo, indiv&#237;duos amedrontados ou desinvestidos) tender&#227;o a isolar-se mais e a evitar o envolvimento genu&#237;no nas rela&#231;&#245;es de intimidade, por medo de serem rejeitados ou abandonados pelo outro. Por &#250;ltimo, verifica-se que a qualidade da rela&#231;&#227;o com o pai, percebida como fundamental e &#250;nica ao desenvolvimento do sujeito, a quem este recorrer&#225; em situa&#231;&#245;es de dificuldade, tem tamb&#233;m um peso, ainda que diminuto, na protec&#231;&#227;o da experi&#234;ncia de solid&#227;o na rela&#231;&#227;o rom&#226;ntica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A segunda hip&#243;tese de investiga&#231;&#227;o foi parcialmente confirmada, verificando-se que a solid&#227;o avaliada na rela&#231;&#227;o familiar &#233; apenas explicada por dimens&#245;es associadas &#224; vincula&#231;&#227;o parental. A qualidade da rela&#231;&#227;o com a figura materna &#233; a vari&#225;vel principal na protec&#231;&#227;o do adolescente contra a emerg&#234;ncia da solid&#227;o, aparecendo, em segundo lugar, a qualidade da rela&#231;&#227;o com o pai. A percep&#231;&#227;o de restri&#231;&#245;es impostas pelo pai &#224; express&#227;o de individualidade pr&#243;pria - seja pelas dificuldades sentidas na manifesta&#231;&#227;o de valores ou opini&#245;es, seja pela interfer&#234;ncia n&#227;o desejada em quest&#245;es que o sujeito considera pessoais, ou ainda pela aus&#234;ncia de apoio a iniciativas de explora&#231;&#227;o - torna o indiv&#237;duo mais suscept&#237;vel de experienciar solid&#227;o na rela&#231;&#227;o com os pais. Por &#250;ltimo, a experi&#234;ncia de ansiedade e medo de separa&#231;&#227;o da figura materna, reveladora de uma rela&#231;&#227;o de depend&#234;ncia, funciona como um factor protector da viv&#234;ncia de solid&#227;o. Consequentemente, os indiv&#237;duos com n&#237;veis elevados de ansiedade de separa&#231;&#227;o e depend&#234;ncia e de qualidade de la&#231;o emocional, e com valores baixos de inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o e individualidade, dever&#227;o ser aqueles que experienciam n&#237;veis menores de solid&#227;o. Este padr&#227;o de resultados, nas tr&#234;s dimens&#245;es, parece evidenciar o prot&#243;tipo preocupado, segundo a tipologia de Kim Bartholomew, tal como definido por Matos (2001). Estes indiv&#237;duos, ao evidenciarem uma grande depend&#234;ncia aos pais, ao procurarem a sua aten&#231;&#227;o e aprova&#231;&#227;o, limitando as suas ac&#231;&#245;es de explora&#231;&#227;o aut&#243;noma, estar&#227;o sujeitos a n&#237;veis menores de solid&#227;o. No p&#243;lo oposto, encontramos os sujeitos com n&#237;veis elevados de inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o e n&#237;veis reduzidos de qualidade de la&#231;o emocional e ansiedade de separa&#231;&#227;o e depend&#234;ncia, que ser&#227;o os mais suscept&#237;veis de sofrer de solid&#227;o na rela&#231;&#227;o com os pais. Este padr&#227;o de resultados poder&#225; evidenciar o prot&#243;tipo desinvestido, caracterizado por uma independ&#234;ncia e autoconfian&#231;a compulsiva, por uma repress&#227;o da partilha de emo&#231;&#245;es e sentimentos, que se traduz numa forte desvaloriza&#231;&#227;o da import&#226;ncia das rela&#231;&#245;es de proximidade e, consequentemente, em maior solid&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A qualidade da rela&#231;&#227;o constru&#237;da com o par amoroso, apesar de importante para a manuten&#231;&#227;o de um sentido interno de seguran&#231;a pessoal do sujeito, n&#227;o contribuiu para a solid&#227;o sentida na rela&#231;&#227;o com os seus pais. Este factor poder&#225; estar associado &#224; qualidade da rela&#231;&#227;o amorosa formada e ao facto de, na popula&#231;&#227;o portuguesa, se assistir a um fim cada vez mais tardio do processo de individua&#231;&#227;o e autonomia do adolescente - que o prepara para investir genuinamente na constru&#231;&#227;o de rela&#231;&#245;es com os pares e com o par amoroso -, vari&#225;veis cujo efeito dever&#225; ser controlado num pr&#243;ximo estudo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As an&#225;lises efectuadas para explicar as atitudes que o indiv&#237;duo assume face &#224; experi&#234;ncia de solitude mostram que uma parte significante da varia&#231;&#227;o nos dados deve ser atribu&#237;da a factores n&#227;o considerados neste estudo. Embora algumas dimens&#245;es da vincula&#231;&#227;o rom&#226;ntica e da vincula&#231;&#227;o parental estejam associadas ao modo como o indiv&#237;duo percepciona o tempo passado s&#243;, outras vari&#225;veis devem ser estudadas para melhor compreendermos o significado da solitude para o jovem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No caso da subescala Avers&#227;o, verifica-se que uma rela&#231;&#227;o de depend&#234;ncia (quer na rela&#231;&#227;o com o companheiro amoroso, quer na rela&#231;&#227;o com o pai) se associa a percep&#231;&#245;es mais negativas relativamente &#224; solitude, j&#225; que o indiv&#237;duo necessita da proximidade do outro significativo para se definir e acreditar que &#233; amado e valorizado pela figura de vincula&#231;&#227;o. Sentimentos de ambival&#234;ncia na rela&#231;&#227;o amorosa, aliados a uma atitude de depend&#234;ncia, poder&#227;o tornar o sujeito ainda mais incapaz de estar s&#243;, procurando o companheiro para tentar resolver os seus sentimentos de incerteza e d&#250;vida face &#224; rela&#231;&#227;o amorosa que vivencia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, na subescala Procura, os resultados demontraram que sentimentos de ambival&#234;ncia, desconfian&#231;a e evitamento percepcionados na rela&#231;&#227;o amorosa poder&#227;o promover uma atitude mais positiva face &#224; solitude, necess&#225;ria ao questionamento do papel do sujeito enquanto companheiro amoroso. Costa (1996) salienta que &#8220;A capacidade de estar s&#243;, sem se sentir s&#243;, &#233; a pr&#233;-condi&#231;&#227;o para saber amar e para a intimidade&#8221; (p. 10). Erickson (1980) refor&#231;a esta quest&#227;o, ao afirmar que o investimento profundo numa rela&#231;&#227;o de intimidade exige o autoconhecimento e a defini&#231;&#227;o da identidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A exist&#234;ncia de inibi&#231;&#227;o da explora&#231;&#227;o e individualidade pela m&#227;e parece tamb&#233;m levar o indiv&#237;duo a procurar mais activamente momentos de solitude. Esses momentos permitir-lhe-&#227;o explorar os seus gostos, os seus valores, o seu papel e fun&#231;&#227;o no mundo, necess&#225;rios &#224; aquisi&#231;&#227;o de um sentido de unidade, continuidade e mutualidade, essenciais &#224; defini&#231;&#227;o da sua identidade (Costa, 1990). Goossens e Marcoen (1999) e Larson (1999) alertam para a import&#226;ncia da realiza&#231;&#227;o do processo de individua&#231;&#227;o e aquisi&#231;&#227;o da autonomia para uma maior capacidade do indiv&#237;duo em &#8220;estar s&#243;&#8221; e em encarar esses momentos como positivos e construtivos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados observados nesta investiga&#231;&#227;o permitem-nos tecer algumas considera&#231;&#245;es para a interven&#231;&#227;o cl&#237;nica, alertando para a exist&#234;ncia de um efeito protector da seguran&#231;a da vincula&#231;&#227;o na emerg&#234;ncia dos sentimentos de solid&#227;o. Nesta perspectiva, o trabalho terap&#234;utico com adolescentes e jovens deve debru&#231;ar-se sobre as v&#225;rias dimens&#245;es dos relacionamentos que cada um constr&#243;i, explorando os pressupostos subjacentes a cada um deles e o modo como as rela&#231;&#245;es preestabelecidas influenciam a forma&#231;&#227;o e o estabelecimento de novas rela&#231;&#245;es significativas. &#201; a qualidade da rela&#231;&#227;o formada e a seguran&#231;a que esta proporciona ao indiv&#237;duo que o vai proteger da experi&#234;ncia de sentimentos de solid&#227;o.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de intervir na diminui&#231;&#227;o dos sentimentos de solid&#227;o foi j&#225; afirmada por diversos autores (Gordon, 1976; Tanner, 1973; Young, 1982). Fromm-Reichmann (1959) foi um dos primeiros autores a alertar os cl&#237;nicos para uma conceptualiza&#231;&#227;o da solid&#227;o como uma problem&#225;tica independente e clinicamente debilitante. McWhriter (1990) alertou para a import&#226;ncia de se considerar o tipo de solid&#227;o experienciada pelos indiv&#237;duos na investiga&#231;&#227;o da efic&#225;cia das estrat&#233;gias terap&#234;uticas no tratamento da solid&#227;o. Um cliente que surge em consulta apresentando queixas de forte solid&#227;o a n&#237;vel &#237;ntimo ou amoroso, pode ser muito diferente dum indiv&#237;duo que se sente s&#243; porque n&#227;o consegue estabelecer uma rela&#231;&#227;o segura com os seus pais, agora que atingiu a idade adulta. Os dados agora apresentados v&#234;m refor&#231;ar esta quest&#227;o, uma vez que, tal como se pode ver pela an&#225;lise das correla&#231;&#245;es entre as cinco subescalas do instrumento de avalia&#231;&#227;o da solid&#227;o, estas representam factores distintos da experi&#234;ncia de solid&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao longo dos anos, tr&#234;s tipos de abordagens t&#234;m sido utilizadas na interven&#231;&#227;o nesta problem&#225;tica: a terapia cognitivo-comportamental, o treino de <i>skills</i> sociais e o desenvolvimento de redes sociais de apoio (Rook &#38; Peplau, 1982).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em considera&#231;&#227;o a associa&#231;&#227;o entre a solid&#227;o e as dimens&#245;es da vincula&#231;&#227;o aqui apresentadas, as interven&#231;&#245;es cognitivo-comportamentais podem ser eficazes, ao modificar cren&#231;as disfuncionais e comportamentos autodebilitantes associados &#224; solid&#227;o (Beck, Rush, Shaw, &#38; Emery, 1979, Young, 1982), mas n&#227;o permitem ao sujeito a reconstru&#231;&#227;o de novos significados sobre si pr&#243;prio e a sua hist&#243;ria desenvolvimental, necess&#225;ria &#224; promo&#231;&#227;o de uma vis&#227;o positiva de si pr&#243;prio e do outro, caracter&#237;stica dos indiv&#237;duos seguros. J&#225; o treino de <i>skills</i> sociais, atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o de estrat&#233;gias mais comportamentais centradas na resolu&#231;&#227;o de problemas, pode encorajar o sujeito solit&#225;rio a reflectir sobre as circunst&#226;ncias e factores que fizeram emergir os seus sentimentos de solid&#227;o. Ao incidirem sobre o modo como o sujeito inicia, mant&#233;m e termina os seus relacionamentos, estas terapias podem lev&#225;-lo a questionar-se sobre o modo como se posiciona em cada relacionamento, promovendo a diminui&#231;&#227;o de sentimentos de marginalidade, abandono, culpa e d&#250;vida quanto &#224;s raz&#245;es que levaram &#224; dificuldade em estabelecer relacionamentos, ao seu t&#233;rmino, &#224; separa&#231;&#227;o ou perda do outro significativo (Rook, 1984). O desenvolvimento de redes sociais de apoio pode tamb&#233;m ser uma estrat&#233;gia &#250;til na diminui&#231;&#227;o dos sentimentos de solid&#227;o, ao proporcionar ao sujeito novas oportunidades e contextos de interac&#231;&#227;o social, onde ele se pode explorar, experimentar novos comportamentos, atitudes e reac&#231;&#245;es, aumentando o seu autoconhecimento, solidificando a sua auto-estima e reconstruindo activamente a sua identidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A utiliza&#231;&#227;o de todas estas estrat&#233;gias deve, no entanto, ser implementada no contexto de consulta, onde a seguran&#231;a proporcionada pela rela&#231;&#227;o psicoterap&#234;utica permite que o indiv&#237;duo se explore e confronte, sem o medo de perder a sua identidade, de ser julgado ou mal-interpretado. &#201; apenas neste contexto que, muitas vezes, o adolescente encontra um espa&#231;o de reflex&#227;o pessoal, onde a certeza de que &#233; aceite e apoiado lhe permite catalisar as suas energias para o seu autoconhecimento, o fortalecimento da sua identidade e autonomia, necess&#225;ria ao estabelecimento de rela&#231;&#245;es de vincula&#231;&#227;o seguras. Na explora&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es de intimidade, deve ser explorado o modo como o sujeito se v&#234; a si pr&#243;prio enquanto suscet&#237;vel de suscitar amor e protec&#231;&#227;o do outro e enquanto capaz de funcionar para ele como figura responsiva e sens&#237;vel &#224;s suas necessidades.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na consulta com o adolescente, tamb&#233;m pode ser questionada a rela&#231;&#227;o que este estabeleceu com as figuras parentais, promovendo-se a resolu&#231;&#227;o adaptativa do seu processo de individua&#231;&#227;o. Os resultados deste estudo mostram que as dimens&#245;es mais importantes a trabalhar est&#227;o relacionadas com a import&#226;ncia da figura parental, enquanto fundamental e &#250;nica no desenvolvimento do sujeito. Uma rela&#231;&#227;o segura com os pais permitir&#225; ao adolescente partir com confian&#231;a para o descobrimento do mundo que o rodeia, experimentando e construindo rela&#231;&#245;es com outros significativos, sem medo de perder o afecto e amor dos pais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A consulta deve ainda integrar os pais na interven&#231;&#227;o, alertando-os para a import&#226;ncia de funcionarem como base segura ao processo de explora&#231;&#227;o dos filhos. A import&#226;ncia de serem capazes de &#8220;deixar partir&#8221;, promovendo nos filhos a certeza que continuam emocional e psicologicamente junto deles, &#233; necess&#225;ria ao desenvolvimento adaptativo do processo de autonomia. &#201; determinante alertar os pais para a necessidade que os adolescentes t&#234;m de &#8220;estarem s&#243;s&#8221; e de ver o seu espa&#231;o individual respeitado, explicando-lhes que este tempo lhes permitir reflectir e recontruir as suas significa&#231;&#245;es pessoais. Neste processo, o papel do psic&#243;logo passa por ajudar os pais a aceitar o crescimento f&#237;sico e psicol&#243;gico dos seus filhos, aprendendo a lidar com a perda da&#237; resultante e promovendo condi&#231;&#245;es que permitam reconstruir a rela&#231;&#227;o com os filhos, no sentido de maior reciprocidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Concluindo, o modo como o jovem constr&#243;i as suas rela&#231;&#245;es com os pais e outros significativos deve ser objecto de interven&#231;&#227;o na psicoterapia com os indiv&#237;duos solit&#225;rios, promovendo a constru&#231;&#227;o e reconstru&#231;&#227;o de um sentido interno de seguran&#231;a pessoal, necess&#225;rio ao estabelecimento de rela&#231;&#245;es securizantes e satisfat&#243;rias para o indiv&#237;duo.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ainsworth, M. (1989). Attachments beyond infancy. <i>American Psychologist,</i>44, 709-716.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475818&pid=S0874-2049200400020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Allen, J. P., &#38; Land, D. (1999). Attachment in adolescence. In J. Cassidy &#38; P. R. Shaver (Eds.), <i>Handbook of attachment: Theory, research and clinical applications</i> (pp. 336-354). Nova Iorque: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475820&pid=S0874-2049200400020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Angelic, L., &#38; Grigoris, K. (2000). The relationship of parental attachment and psychological separation to the psychological functioning of young adults. <i>Journal of Social Psychology, 140</i> (4), 451-466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475822&pid=S0874-2049200400020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Asher, S. R., Hymel, S., &#38; Renshaw, P. (1984). Loneliness in children. <i>Child Development, 55,</i> 1456-1464.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475824&pid=S0874-2049200400020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bartholomew, K. (1990). Avoidance of intimacy: An attachment perspective. <i>Journal of Social and Personal Relationships, 7,</i> 147-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475826&pid=S0874-2049200400020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bartholomew, K., &#38; Horowitz, L. M. (1991). Attachment styles among young adults : A test of four-category model. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 61,</i>226-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475828&pid=S0874-2049200400020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bastos, M. T., Figueira, F. O., &#38; Costa. M. E. (2001/2002). Avalia&#231;&#227;o da solid&#227;o nos jovens universit&#225;rios portugueses. <i>Cadernos de Consulta Psicol&#243;gica, 17/18,</i>69-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475830&pid=S0874-2049200400020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baumeister, R. S., &#38; Leary, M. R. (1995). The need to belong: Desire for interpersonal attachments as fundamental woman motivation. <i>Psychology Bulletin, 3,</i> 497-529.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475832&pid=S0874-2049200400020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., &#38; Emery, G. (1979). <i>Cognitive theory of depression</i>. Nova Iorque: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475834&pid=S0874-2049200400020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">B&#233;rub&#233;, I., &#38; Joshi, P. (1998). La Solitude et le concept de soi chez les jeunes et les strat&#233;gies adaptatives utilis&#233;es. <i>Les Cahiers Internationaux de Psychologie Sociale, 37,</i> 63-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475836&pid=S0874-2049200400020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Belcher, M. (1973). <i>The measure of loneliness: A validation study of Belcher Extended Loneliness Scale (BELS)</i>. Disserta&#231;&#227;o de Doutoramento n&#227;o publicada, EUA: Illinois Institute of Technology.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bowlby, J. (1973). <i>Attachment and loss</i>: <i>Separation, anxiety and anger</i>. Nova Iorque: Basis Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475839&pid=S0874-2049200400020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bowlby, J. (1980). <i>Attachment and Loss: Loss, sadness and depression.</i>Nova Iorque: Basis Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475841&pid=S0874-2049200400020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bowlby, J. (1988). <i>A secure base.</i> Nova Iorque: Basis Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475843&pid=S0874-2049200400020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brage, D., Meredith, W., &#38; Wooward, J. (1993). Correlates of Loneliness among Midwestern Adolescents. <i>Adolescence, 28</i> (111), 685-693.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475845&pid=S0874-2049200400020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brennan, T. (1982). Loneliness at adolescence. In L. A. Peplau &#38; D. Perlman (Eds.), <i>Loneliness: A sourcebook of current theory, research and therapy</i> (pp. 269-290). Nova Iorque: Wiley-Interscience.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475847&pid=S0874-2049200400020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Buchholz, E., &#38; Catton, R. (1999). Adolescents&#8217; perceptions of aloneness and loneliness. <i>Adolescence, 34</i> (133), 203-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475849&pid=S0874-2049200400020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Collins, N. S., &#38; Read, S. J. (1994). Cognitive Representations of attachment: The structure and function of working models. <i>Advances in Personal relationships, 5,</i> 53-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475851&pid=S0874-2049200400020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Costa, M. E. (1990). Desenvolvimento da identidade. In B. P. Campos (Ed.), <i>Psicologia do desenvolvimento e educa&#231;&#227;o de jovens</i> (pp. 251-285). Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475853&pid=S0874-2049200400020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Costa, M. E. (1991). <i>Contextos sociais de vida e desenvolvimento da identidade.</i> Porto: Instituto Nacional de Investiga&#231;&#227;o Cient&#237;fica / Centro de Psicologia da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475855&pid=S0874-2049200400020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Costa, M. E. (1996). A intimidade &#224; procura de um psicoterapeuta. <i>Cadernos de Consulta Psicol&#243;gica, 12,</i> 5-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475857&pid=S0874-2049200400020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De Wuffel, F. J. (1986). <i>Attachments beyond childhood: Individual and development differences in parent</i>-<i>adolescent attachment relacionships</i>. Disserta&#231;&#227;o de Doutoramento n&#227;o publicada. Holanda: Catholic University of Nijmegen.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">DiTommaso, E. (1997). <i>Assessing an attachment model of loneliness: The relationship between attachment style, chronic loneliness and coping</i>. Disserta&#231;&#227;o de Doutoramento n&#227;o publicada. EUA: The University of New Brunswick.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">DiTommaso, E., &#38; Spinner, B. (1993). The development and initial validation of a measure of social and emotional loneliness (SELSA). <i>Personality and Individual Differences, 14</i> (1), 127-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475861&pid=S0874-2049200400020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Erickson, E. (1980). <i>Identity and the life cycle.</i> Nova Iorque: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475863&pid=S0874-2049200400020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fevens, A., Spinner, B., &#38; DiTommaso, E. (1994). <i>Adult attachment style and mental health</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475865&pid=S0874-2049200400020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Comunica&#231;&#227;o apresentada na Annual Convention of the Canadian Psychological Association, Penticton, Canada.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fromm-Reichman, F. (1959). On loneliness. <i>Psychiatry, 2,</i> 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475867&pid=S0874-2049200400020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerstein, L. H., &#38; Tesser, A. (1987). Antecedents and responses associated with loneliness. <i>Journal of Social and Personal Relationships, 4</i>, 329-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475869&pid=S0874-2049200400020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Griffin, D., &#38; Bartholomew, K. (1994). The metaphysics of measurement: the case of adult attachment. In. K. Bartholomew and D. Perlman (Eds.), <i>Advances in personal relationships: Attachment processes in adulthood</i>(vol. 5, pp. 17-52). London: Jessica Kingsley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475871&pid=S0874-2049200400020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goossens, L., &#38; Marcoen, A. (1999). Relationship during adolescence: Constructive vs. negative themes and relational dissatisfaction. <i>Journal of Adolescence, 22, </i>65-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475873&pid=S0874-2049200400020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goossens, L., Marcoen, A., Hees, S. V., &#38; Woestijne, O. (1998). Attachment style and loneliness in adolescence. <i>European Journal of Psychology of Education, 12,</i> 529-542.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475875&pid=S0874-2049200400020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenberg, M. T., Siegal, J., &#38; Leitch, C. (1984). The nature and importance of attachment relationships to parents and peers during adolescence. <i>Journal of Youth and Adolescence</i>, <i>12</i> (5), 373-386.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475877&pid=S0874-2049200400020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hazan, C., &#38; Shaver, P. R. (1987). Romantic love conceptualised as an attachment process. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 52,</i> 511-524.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475879&pid=S0874-2049200400020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kerns, K. A., &#38; Stevens, A. C. (1996). Parent-child attachment in late adolescence: Links to social relations and personality. <i>Journal of Young and Adolescence, 25,</i> 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475881&pid=S0874-2049200400020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kobak, R. R., &#38; Sceery, A. (1988). Attachment in late adolescence: Working models, affect regulation and representations of self and others. <i>Child Development, 59,</i> 135-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475883&pid=S0874-2049200400020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Larose, S., &#38; Bernier, A. (2001). Social support processes: Mediators of attachment state of mind and adjustment in late adolescence. <i>Attachment &#38; Human Development, 3,</i> 96-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475885&pid=S0874-2049200400020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Larose, S., Guay, F., &#38; Boivin, M. (2002). Attachment, social support, and loneliness in young adulthood: A test of two models. <i>Society for Personality and Social Psychology, 28,</i> 5, 684-693.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475887&pid=S0874-2049200400020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Larson, R. W. (1990). The solitary side of life: An examination of time people spend alone from childhood to old age. <i>Developmental Review, 10,</i> 155-183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475889&pid=S0874-2049200400020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Larson, R. W. (1995). Secrets in the bedroom: Adolescents&#8217; private use of media. <i>Journal of Youth andAdolescence,24,</i> 535-550.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475891&pid=S0874-2049200400020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Larson, R. W. (1999). The uses of loneliness. In K. J. Rotenberg &#38; S. Hymel (Eds.), <i>Loneliness in childhood and adolescence</i> (pp. 244-262). Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475893&pid=S0874-2049200400020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Main, K., Kaplan, N., &#38; Cassidy, J. (1985). Security in infancy, childhood and adulthood: A move to the level of representation. In I. Bretherton &#38; E. Waters (Eds.), <i>Growing points in attachment theory and research. Monographs of the Society for Research in Child Development</i> (vol. 50, 1-2, Serial Nr. 209, pp. 66-104).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475895&pid=S0874-2049200400020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Man, K., &#38; Hamid, N. (1998). The relationship between attachment prototypes, self-esteem, loneliness and causal attributions in Chinese trainee teachers. <i>Personal Individual Differences, 24</i> (3), 357-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475897&pid=S0874-2049200400020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marcoen, A., Goossens, L., &#38; Caes, P. (1987). Loneliness in pre-through late adolescence: Exploring the contributions of a multidimensional approach. <i>Journal of Youth and Adolescence, 16</i> (6), 561-577.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475899&pid=S0874-2049200400020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marcoen, A., &#38; Goossens, L. (1993). Loneliness, attitude towards aloneness, and solitude: Age differences and developmental significance during adolescence. In S. Jackson &#38; H. Rodriguez-Tom&#233; (Eds.), <i>Adolescence and its social worlds </i>(pp. 197-227). Hove, Reino Unido: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475901&pid=S0874-2049200400020000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Matos, P. M. (2002). <i>(Des)continuidades na vincula&#231;&#227;o aos pais e ao par amoroso nos adolescentes.</i>Disserta&#231;&#227;o de Doutoramento n&#227;o publicada. Porto: Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475903&pid=S0874-2049200400020000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Matos, P. M., &#38; Costa, M. E. (1996). Vincula&#231;&#227;o e processos desenvolvimentais nos jovens e adultos. <i>Cadernos de Consulta Psicol&#243;gica, 12,</i> 45-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475905&pid=S0874-2049200400020000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Matos, P. M., Barbosa, S., &#38; Costa, M. E. (2001). Avalia&#231;&#227;o da vincula&#231;&#227;o amorosa em adolescentes e jovens adultos: Constru&#231;&#227;o de um instrumento e estudos de valida&#231;&#227;o. <i>Revista Oficial de la Asociac&#243;n Iberoamericana de Diagn&#243;stico y Evaluaci&#243;n Psicologica, II</i> (1), 93-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475907&pid=S0874-2049200400020000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Matos, P. M., Almeida, H., &#38; Costa, M. E. (1998). <i>O question&#225;rio de vincula&#231;&#227;o ao pai e &#224; m&#227;e: desenvolvimento e estudos de valida&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475909&pid=S0874-2049200400020000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Poster apresentado na 6<sup>a</sup> Confer&#234;ncia Bienal da European Association for Research on Adolescence, Budapest, Hungria.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McWrither, B. T. (1990). Loneliness: A review of current literature, with implications for counselling and research. <i>Journal of Counselling and Development, 68,</i> 417-422.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475911&pid=S0874-2049200400020000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Moller, N. P., McCarthy, C. J., &#38; Fouladi, R. T. (2002). Earned attachment security: Its relationship to coping resources and stress symptoms among college students following relationship break up. <i>Journal of College Student Development, 43</i> (2), 213-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475913&pid=S0874-2049200400020000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Perlman, D., &#38; Landolt, M. (1999). Examination of loneliness in children-adolescents and in adults: Two solitudes or a unified enterprise?. In K. J. Rotenberg &#38; S. Hymel (Eds.), <i>Loneliness in childhood and adolescence </i>(pp. 325-347). Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475915&pid=S0874-2049200400020000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Perlman, D., &#38; Peplau, L. A. (1981). Toward a social psychology of loneliness. In R. Gilmour &#38; S. Duck (Eds.), <i>Personal relationships: Personal relationships in disorder.</i> (pp. 244-262) London: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475917&pid=S0874-2049200400020000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Peplau, L. A., &#38; Perlman, D. (1982). Perspectives on loneliness. In L. A Peplau &#38; D. Perlman (Eds.), <i>Loneliness: A sourcebook of current theory, research and therapy</i> (pp. 1-18). Nova Iorque: Wiley-Interscience.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475919&pid=S0874-2049200400020000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rice, K. G. (1990). Attachment in adolescence: A narrative and meta-analytic review. <i>Journal of Youth and Adolescence, 19,</i> 511-538.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475921&pid=S0874-2049200400020000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rubenstein, M. C., &#38; Shaver, P. (1982). The experience of loneliness. In L. A. Peplau &#38; D. Perlman (Eds.), <i>Loneliness: A sourcebook of current theory, research and therapy</i> (pp. 206-223). Nova Iorque: Wiley-Interscience.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475923&pid=S0874-2049200400020000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russell, D., Peplau, L. A., &#38; Cutrona, C. E. (1980). The revised UCLA loneliness scale: Concurrent and discriminant validity evidence. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 46,</i> 1313-1321.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475925&pid=S0874-2049200400020000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russell, D., Peplau, L. A., &#38; Ferguson, C. E. (1978). Developing a measure of loneliness. <i>Journal of Personality Assessment, 42,</i> 290-293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475927&pid=S0874-2049200400020000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schmidt, N. (1976). <i>The construction of a scale for the measurement of loneliness.</i> Tese de Mestrado n&#227;o publicada. Toronto: York University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475929&pid=S0874-2049200400020000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Steinberg, L. (1990). Autonomy, conflict, and harmony in the family relationship. In S. Feldman &#38; G. Elliot (Eds.), <i>At the threshold: The developing adolescent </i>(pp. 255-276). Cambridge, MA: Harvard University Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sullivan, H. S. (1953). <i>The interpersonal theory of psychiatry.</i> Nova Iorque: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475932&pid=S0874-2049200400020000200060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Weiss, R. S. (1973). <i>Loneliness: The experience of emotional and social isolation.</i> Cambridge, MA: MIT Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Weiss, R. S. (1982). Issues on the study of loneliness. In L. A. Peplau &#38; D. Perlman (Eds.), <i>Loneliness: A sourcebook of current theory, research and therapy </i>(pp. 71-80). Nova Iorque: Wiley-Interscience.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475935&pid=S0874-2049200400020000200062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Winnicott, D. W. (1957). The capacity to be alone. <i>International Journal of Psychoanalysis, 39,</i> 416-420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475937&pid=S0874-2049200400020000200063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Young, J. E. (1982). Loneliness, depression and cognitive therapy: Theory and application. In L. A. Peplau &#38; D. Perlman (Eds.), <i>Loneliness: A sourcebook of current theory, research and therapy</i> (pp. 379-406) Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475939&pid=S0874-2049200400020000200064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>           <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>               <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>As subescalas que avaliavam o estilo seguro e amedrontado foram agrupadas numa s&#243; devido &#224; elevada correla&#231;&#227;o existente entre elas, sendo designadas como um grupo de elevada seguran&#231;a de vincula&#231;&#227;o.</font></p>        ]]></body><back>
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