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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Although in the present day emotions are considered an important component of human functioning, that is essential for understanding human behavior in virtually every branch of psychology, their study was long time neglected. The present review of the literature focuses on the analysis of some of the main concerns in this domain - theoretical models, conceptual definition, dimensionality, universality and emotion-cognition relation - while reviewing its past history and suggesting future research directions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>Emo&#231;&#245;es: passado, presente e futuro</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Emotions: Past, present and future</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Cl&#225;udia Dias<sup>1</sup>; Jos&#233; Fernando Cruz<sup>2</sup>; Ant&#243;nio Manuel Fonseca<sup>3</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Universidade do Porto, Faculdade de Desporto, Portugal. Email: <a href="mailto:cdias@fade.up.pt">cdias@fade.up.pt</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Universidade do Minho, Escola de Psicologia, Portugal. Email: <a href="mailto:jcruz@psi.uminho.pt">jcruz@psi.uminho.pt</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>Universidade do Porto, Faculdade de Desporto, Portugal. Email: <a href="mailto:afonseca@fade.up.pt">afonseca@fade.up.pt</a></font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora durante muito tempo a psicologia tenha relegado para segundo plano o estudo das emo&#231;&#245;es, actualmente estas s&#227;o consideradas essenciais para a compreens&#227;o do comportamento e funcionamento dos seres humanos em praticamente todos os ramos da psicologia. Neste contexto, a presente revis&#227;o da literatura debru&#231;a-se sobre a an&#225;lise de algumas das quest&#245;es que mais t&#234;m preocupado os te&#243;ricos e investigadores no dom&#237;nio das emo&#231;&#245;es - modelos te&#243;ricos, defini&#231;&#227;o conceptual, dimensionalidade, universalidade e rela&#231;&#227;o emo&#231;&#227;o-cogni&#231;&#227;o - realizando, simultaneamente, uma an&#225;lise do seu passado hist&#243;rico e sugerindo direc&#231;&#245;es e caminhos futuros de investiga&#231;&#227;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> emo&#231;&#245;es, antecedentes hist&#243;ricos, preocupa&#231;&#245;es actuais, desafios futuros.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Although in the present day emotions are considered an important component of human functioning, that is essential for understanding human behavior in virtually every branch of psychology, their study was long time neglected. The present review of the literature focuses on the analysis of some of the main concerns in this domain - theoretical models, conceptual definition, dimensionality, universality and emotion-cognition relation - while reviewing its past history and suggesting future research directions.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> emotions, historical antecedents, contemporary concerns, future challenges.</b></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Durante muito tempo, a psicologia pareceu negligenciar e relegar para segundo plano o estudo das emo&#231;&#245;es. Estas n&#227;o eram especialmente valorizadas enquanto fen&#243;meno cient&#237;fico - vistas como irracionais, disfuncionais e disruptivas - e, enquanto tal, n&#227;o se constitu&#237;am como uma &#225;rea de investiga&#231;&#227;o a desenvolver.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Todavia, nos &#250;ltimos anos, o estatuto das emo&#231;&#245;es parece ter-se alterado substancialmente. As emo&#231;&#245;es s&#227;o actualmente encaradas como um elemento central da vida e experi&#234;ncia humana, sendo consideradas essenciais para a compreens&#227;o do comportamento e funcionamento dos seres humanos em praticamente todos os ramos da psicologia e em diversas &#225;reas das ci&#234;ncias sociais e biol&#243;gicas (Davidson, 1994; Lazarus, 2000a; Ortony, Clore, &#38; Collins, 1988).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; psicologia, existem diversos t&#243;picos que se cruzam com o estudo das emo&#231;&#245;es, entre os quais podem ser destacados os relacionamentos interpessoais, a sa&#250;de mental e a psicopatologia, ou, ainda, quest&#245;es do dom&#237;nio mais cognitivo (e.g., mem&#243;ria, compreens&#227;o, percep&#231;&#227;o, tomada de decis&#227;o) (Kavanaugh, Zimmerberg, &#38; Fein, 1996). Simultaneamente, as emo&#231;&#245;es constituem tamb&#233;m um dom&#237;nio interdisciplinar que une v&#225;rias ci&#234;ncias da vida (biologia, psicologia, sociologia e antropologia) e, na medida em que o papel dos nossos sentimentos nas experi&#234;ncias emocionais est&#225; no centro das cren&#231;as filos&#243;ficas e psicol&#243;gicas, a sua import&#226;ncia pode tamb&#233;m estender-se &#224; filosofia (Edwards, 1999; Lazarus, 1991a).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, as emo&#231;&#245;es podem ser extremamente importantes para o avan&#231;o do conhecimento, raz&#227;o pela qual importa compreendermos n&#227;o s&#243; o seu presente - as preocupa&#231;&#245;es centrais, ao n&#237;vel conceptual e da investiga&#231;&#227;o - mas tamb&#233;m o seu passado - a hist&#243;ria e evolu&#231;&#227;o do seu estudo - e o seu futuro - os desafios e direc&#231;&#245;es futuras.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Antecedentes hist&#243;ricos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em termos hist&#243;ricos e cronol&#243;gicos, o estudo das emo&#231;&#245;es constitui uma das quest&#245;es simultaneamente mais antigas e mais recentes no dom&#237;nio da psicologia (Wilson &#38; Klaaren, 1992), tendo sofrido &#8220;altos e baixos&#8221; ao longo dos s&#233;culos. Na verdade, durante muito tempo e at&#233; come&#231;arem a ser intensamente valorizadas enquanto determinantes fundamentais do comportamento humano, o que s&#243; aconteceu nos anos 60 do s&#233;culo XX, as emo&#231;&#245;es estiveram virtualmente ausentes da psicologia cient&#237;fica (Izard, 1991), tendo sido completamente esquecidas, menosprezadas e/ ou absorvidas por outros conceitos (Lazarus, 1991a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na Antiguidade Cl&#225;ssica, as emo&#231;&#245;es representavam, para muitos fil&#243;sofos (e.g., Plat&#227;o), algo desconcertante que descontinua e se intromete na raz&#227;o humana, interrompendo uma forma de ser e de estar que, de outra forma, seria mais l&#243;gica (e preferida...); a alma era considerada um conceito mais importante - sen&#227;o o mais importante - e as emo&#231;&#245;es deveriam ser desvalorizadas. Uma das poucas excep&#231;&#245;es foi Arist&#243;teles, que explorou de forma pormenorizada algumas emo&#231;&#245;es, considerando-as facetas muito importantes da exist&#234;ncia, uma mistura de uma vida cognitiva elevada e de uma vida sensual inferior, mas n&#227;o algo &#8216;mau&#8217; ou negativo (Averill, 1996, Strongman, 1986). Sensivelmente 2000 anos depois, fil&#243;sofos como Descartes ou Spinoza tamb&#233;m se debru&#231;aram sobre o estudo das emo&#231;&#245;es, procurando encontrar um lugar para estes fen&#243;menos nas suas teorias (cf. Solomon, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, desde finais do s&#233;culo XIX at&#233; meados do s&#233;culo XX, psic&#243;logos de diferentes correntes da psicologia - incluindo a fisiologia, o comportamentalismo, o cognitivismo, o construccionismo social ou a psican&#225;lise - tentaram limitar o que &#233; denominado experi&#234;ncia emocional e mostrar a sua simples aus&#234;ncia (Smith &#38; Kirby, 2000). A posi&#231;&#227;o mais radical foi provavelmente a adoptada pelo comportamentalismo, dominante durante a primeira metade do s&#233;culo XX: como o estudo das emo&#231;&#245;es n&#227;o se conformava facilmente &#224; &#234;nfase dada pelos defensores desta corrente aos princ&#237;pios objectivos e comportamentais, de acordo com os quais era importante n&#227;o nos afastarmos dos aspectos observ&#225;veis dos modelos explicativos, estas eram consideradas fen&#243;menos confusos e com pouco poder explicativo (Kavanaugh <i>et al.,</i> 1996), personificando um conceito n&#227;o cient&#237;fico caracterizado pelo subjectivismo e por uma &#8220;filosofia de secret&#225;ria&#8221; (Lazarus, 1991a; Lazarus &#38; Folkman, 1984). O estudo das emo&#231;&#245;es como um acontecimento psicol&#243;gico - em oposi&#231;&#227;o a um acontecimento comportamental -, chegou mesmo a ser terminantemente proibido (Smith &#38; Kirby, 2000) e quando eventualmente &#8220;surgiam&#8221;, isto &#233;, quando eram mencionadas, as emo&#231;&#245;es estavam limitadas ou eram &#8220;escondidas&#8221; sob t&#243;picos e construtos facilmente operacionaliz&#225;veis (e.g., <i>drive</i> [fome, sede], motiva&#231;&#227;o, fisiologia) (Averill, 1996; Izard, 1991). Alguns investigadores consideram assim que a investiga&#231;&#227;o e a teoria comportamentalistas contribu&#237;ram muito pouco para a compreens&#227;o das fun&#231;&#245;es e consequ&#234;ncias das emo&#231;&#245;es na vida social do dia-a-dia (Forgas, 2000).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em consequ&#234;ncia desta nega&#231;&#227;o ou desvaloriza&#231;&#227;o, poucos autores analisaram as emo&#231;&#245;es de forma mais aprofundada e com os m&#233;todos robustos das ci&#234;ncias naturais, o que se reflectiu numa literatura repleta de simplifica&#231;&#245;es, pol&#233;micas e dogmas ou mitos (quer ao n&#237;vel dos factos, quer ao n&#237;vel da teoria) (Edwards, 1999). Todos estes esfor&#231;os de simplifica&#231;&#227;o tomaram as emo&#231;&#245;es, no pior dos casos, fen&#243;menos unidimensionais sem riqueza ou efeitos e, na melhor das hip&#243;teses, numa fic&#231;&#227;o conveniente mas sem signific&#226;ncia (Lazarus, 1991a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, a partir dos anos 60 e 70 do s&#233;culo XX, as emo&#231;&#245;es deixaram de ser encaradas como fen&#243;menos inconvenientes e aborrecidos e os investigadores consideraram o estudo sistem&#225;tico deste construto, bem como a investiga&#231;&#227;o da sua influ&#234;ncia no comportamento humano (i.e., a compreens&#227;o da vida emocional), quest&#245;es merecedoras de aten&#231;&#227;o (Lazarus, 1991a; Smith &#38; Kirby, 2000). Este interesse foi particularmente evidente na Europa, onde as emo&#231;&#245;es ocuparam um lugar central em certas filosofias; por&#233;m, na Am&#233;rica do Norte e na Inglaterra, onde a &#234;nfase na l&#243;gica e na ci&#234;ncia subsistiu durante um grande per&#237;odo de tempo, estas continuaram a ser pouco valorizadas (Solomon, 1993).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es na psicologia cl&#225;ssica come&#231;ou ent&#227;o finalmente a sobrevir e crescer. Os psic&#243;logos reconheceram que a perspectiva comportamentalista e ex&#243;gena se baseava numa epistemologia que n&#227;o era &#8220;amiga&#8221; do estudo das emo&#231;&#245;es e a psicologia afastou-se gradualmente do positivismo, de formula&#231;&#245;es est&#237;mulo-resposta (S-R) simples para rela&#231;&#245;es est&#237;mulo-organismo-resposta (S-O-R) mais complexas. Consequentemente, a porta para a especula&#231;&#227;o abriu-se, surgindo um interesse renovado nas estruturas e processos mentais localizados na &#8220;caixa negra&#8221; da mente, que poderiam descrever e explicar a forma como as pessoas agem e reagem (Lazarus, 1991a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esta (r)evolu&#231;&#227;o cognitiva levou ao repensar de algumas ideias fundamentais sobre a cogni&#231;&#227;o humana (e, logo, das emo&#231;&#245;es). O rigor cient&#237;fico deixou de ser confundido ou restringido a m&#233;todos espec&#237;ficos ou excessivas tend&#234;ncias filos&#243;ficas e as emo&#231;&#245;es deixaram de ser vistas como o &#8220;lado escuro&#8221; da psicologia, adquirindo um papel central na compreens&#227;o do comportamento humano (Kavanaugh <i>et al.,</i> 1996). As investiga&#231;&#245;es alongaram-se a diversas &#225;reas da psicologia (e.g., psicologia do desenvolvimento, psicologia da personalidade, psicologia cognitiva, psicologia cl&#237;nica), mas tamb&#233;m &#224; filosofia, &#224; antropologia e &#224;s neuroci&#234;ncias, resultando em in&#250;meras teorias e conceitos (Solomon, 1993) e num n&#250;mero alargado de investiga&#231;&#245;es nos mais variados contextos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Preocupa&#231;&#245;es actuais</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Modelos te&#243;ricos e conceptuais das emo&#231;&#245;es</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora a hist&#243;ria das emo&#231;&#245;es possa ser tra&#231;ada at&#233; &#224; Gr&#233;cia Antiga e a fil&#243;sofos como Plat&#227;o e Arist&#243;teles, as primeiras teorias das emo&#231;&#245;es datam somente de fins do s&#233;culo XIX, in&#237;cio do s&#233;culo XX, altura em, concomitantemente com a evolu&#231;&#227;o da pr&#243;pria psicologia enquanto disciplina cient&#237;fica, psic&#243;logos e outros estudiosos come&#231;aram a interessar-se pela procura de uma estrutura te&#243;rica que sustentasse o estudo das emo&#231;&#245;es (Strongman, 1996).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Todavia, uma an&#225;lise do desenvolvimento da psicologia das emo&#231;&#245;es ao longo da segunda metade do s&#233;culo passado permite concluir que, n&#227;o obstante a investiga&#231;&#227;o nesta &#225;rea ter finalmente come&#231;ado a crescer, e apesar de (ou devido a...) ter surgido uma multiplicidade de teorias e modelos das emo&#231;&#245;es, hoje em dia ainda n&#227;o existe, efectivamente, uma teoria das emo&#231;&#245;es universalmente aceite pelos investigadores da &#225;rea. De acordo com Oatley (1992), este fracasso parece ser um indicador de que a pr&#243;pria iniciativa de criar essas teorias &#233; um erro, pois cada hip&#243;tese que surge do g&#233;nero &#8216;todas as emo&#231;&#245;es s&#227;o x&#8217;, &#233; um convite para contra-explica&#231;&#245;es e, no que no que diz respeito &#224;s teorias avan&#231;adas at&#233; agora na literatura da psicologia, n&#227;o parece ser dif&#237;cil encontrar explica&#231;&#245;es alternativas. Na mesma linha, Averill (1992) considera que o crescimento a este n&#237;vel parece ter sido t&#227;o desorganizado que &#8220;...como um grupo, as teorias das emo&#231;&#245;es formam um edif&#237;cio imponente - uma verdadeira Torre de Babel. Ostensivamente, debru&#231;am-se sobre o mesmo g&#233;nero de quest&#245;es; demasiadas vezes, por&#233;m, parecem mutuamente inintelig&#237;veis&#8221; (p. 1)<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o sendo objectivo deste artigo uma an&#225;lise aprofundada das diferentes teorias e/ ou taxonomias de emo&#231;&#245;es existentes, importa salientar que um exame cuidadoso da literatura especializada facilmente permite constatar a exist&#234;ncia de diferentes classifica&#231;&#245;es, &#224;s quais est&#227;o subjacentes distintos pressupostos te&#243;ricos ou, talvez, apenas diferentes perspectivas ou pontos de vista (ver Averill, 1992; Branscombe, 1988; Smith, 1989; Strongman, 1996).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por um lado, distintos investigadores utilizam a mesma denomina&#231;&#227;o na classifica&#231;&#227;o dos modelos te&#243;ricos, mas incluem diferentes modelos nessa denomina&#231;&#227;o (e.g., diferentes autores apresentam e enquadram teorias distintas na categoriza&#231;&#227;o &#8216;teorias cognitivas&#8217;) (cf. Branscombe, 1988; Smith, 1989; Strongman, 1996). Decorrendo em parte deste facto, diversas teorias &#8220;suportam&#8221; categoriza&#231;&#245;es distintas. Por exemplo, Branscombe (1988) refere-se &#224; teoria cognitivo-motivacional-relacional de Lazarus (1991a, 1991b, 2000) como uma teoria cognitiva de sistema &#250;nico, enquanto Smith (1989) a considera, simultaneamente, uma teoria avaliativa e uma teoria funcional. Ainda que, nesta situa&#231;&#227;o particular, estas categorias espec&#237;ficas possam ser absorvidas pela categoriza&#231;&#227;o mais geral de teorias cognitivas (como, de resto, &#233; assumido por Strongman, 1996), numa perspectiva mais global, a frequ&#234;ncia com que ocorre este tipo de &#8220;sobre-especifica&#231;&#227;o&#8221; parece dificultar extraordinariamente a compreens&#227;o dos pressupostos b&#225;sicos das teorias, podendo constituir um obst&#225;culo adicional ao seu estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, parece existir ainda um grande caminho a percorrer antes de se conseguir encontrar uma classifica&#231;&#227;o consensual das teorias das emo&#231;&#245;es, de forma que, em alternativa &#224; &#8220;Torre de Babel&#8221; que Averill (1992) referiu, todos falem a mesma l&#237;ngua.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Defini&#231;&#227;o de emo&#231;&#227;o</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As emo&#231;&#245;es podem ser consideradas um dos conceitos mais dif&#237;ceis de explicar e, desde que em 1884, William James perguntou &#8220;O que &#233; uma emo&#231;&#227;o?&#8221;, surgiram dezenas de defini&#231;&#245;es. Na verdade, actualmente ainda n&#227;o existe uma defini&#231;&#227;o consensual e aceite pela generalidade dos investigadores da &#225;rea ou capaz de abranger toda a investiga&#231;&#227;o j&#225; realizada (Ekman &#38; Davidson, 1994), parecendo que &#8220;todas as pessoas sabem o que &#233; uma emo&#231;&#227;o, at&#233; lhes pedirem que d&#234;em uma defini&#231;&#227;o&#8221; (Fehr &#38; Russell 1984, p. 464). Todavia, uma an&#225;lise aprofundada da literatura permite identificar tr&#234;s elementos que, de uma forma relativamente consensual, s&#227;o considerados essenciais para uma defini&#231;&#227;o de emo&#231;&#227;o (ainda que nem todos os investigadores concordem relativamente &#224; necessidade da sua presen&#231;a simult&#226;nea para a ocorr&#234;ncia de uma emo&#231;&#227;o).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro refere-se &#224; presen&#231;a, numa emo&#231;&#227;o, de reac&#231;&#245;es ou altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas, sendo que cada emo&#231;&#227;o parece possuir o seu pr&#243;prio padr&#227;o de reac&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas, o qual pode incluir altera&#231;&#245;es no sistema nervoso aut&#243;nomo (e.g., aumento da frequ&#234;ncia card&#237;aca, press&#227;o arterial e condut&#226;ncia epitelial), na actividade cerebral e/ ou nas segrega&#231;&#245;es hormonais. Neste &#226;mbito, refira-se o trabalho desenvolvido pelos psicofisiologistas sociais (e.g., Cacioppo &#38; Gardner, 1999; Levenson, Ekman, Heider, &#38; Friesen, 1992; Ekman &#38; Rosenberg, 1997), que se t&#234;m dedicado ao estudo de mudan&#231;as fisiol&#243;gicas na face, relevantes porque podem ampliar a experi&#234;ncia emocional e transmitir mensagens sociais. Um segundo conjunto de vari&#225;veis, referido como &#8216;tend&#234;ncias para a ac&#231;&#227;o&#8217;, inclui ac&#231;&#245;es como ataque, evitamento, aproxima&#231;&#227;o ou afastamento de um lugar ou de uma pessoa ou, ainda, a adop&#231;&#227;o de uma determinada postura corporal, sugerindo uma resposta de <i>coping</i> espec&#237;fica (Lazarus, 1991a). Uma terceira e &#250;ltima componente respeita &#224; experi&#234;ncia subjectiva da emo&#231;&#227;o. O que as pessoas descrevem relativamente ao que est&#227;o a experienciar quando se sentem zangadas ou irritadas, ansiosas, ou orgulhosas, ou mesmo quando negam as suas emo&#231;&#245;es, descreve as condi&#231;&#245;es que geram uma emo&#231;&#227;o ou indica os objectos em quest&#227;o ou as cren&#231;as subjacentes &#224;s suas reac&#231;&#245;es (Lazarus, 1991a; Vallerand &#38; Blanchard, 2000). Esta componente subjectiva da emo&#231;&#227;o humana &#233; provavelmente a mais estudada, sendo um sinal convincente de que a pessoa &#233; confrontada com uma determinada emo&#231;&#227;o (Smith, 1989).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como referimos inicialmente, n&#227;o obstante parecer existir um certo consenso relativamente a estas tr&#234;s componentes, a aquiesc&#234;ncia n&#227;o &#233; geral. A &#8216;necessidade&#8217; da ocorr&#234;ncia de altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas em todas as emo&#231;&#245;es, por exemplo, parece levantar problemas relacionados com a identifica&#231;&#227;o dessas altera&#231;&#245;es em algumas emo&#231;&#245;es (e.g., al&#237;vio, tristeza, orgulho), podendo mesmo ser necess&#225;rio admitir a possibilidade de que algumas emo&#231;&#245;es s&#227;o caracterizadas por altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas, enquanto outras n&#227;o o s&#227;o (Lazarus, 2000). Adicionalmente, ainda que alguns autores defendam que a tend&#234;ncia para a ac&#231;&#227;o representa o elemento central ou n&#250;cleo de uma emo&#231;&#227;o (e.g., Frijda, 1999; Oatley, 1992), outros n&#227;o lhe atribuem tanto valor, existindo mesmo quem considere estranho e desnecess&#225;rio identificar uma tend&#234;ncia para a ac&#231;&#227;o em todas as emo&#231;&#245;es (e.g., Ortony <i>et al., </i>1988). Estes &#250;ltimos sustentam que a tend&#234;ncia para a ac&#231;&#227;o pode: (a) ser ocultada ou ultrapassada pelo processo de <i>coping</i> (e.g., estrat&#233;gias de <i>coping</i> activo podem inibir ou transformar a tend&#234;ncia de evitamento caracter&#237;stica do medo); (b) ser constrangida por regras &#8216;informais&#8217; dos comportamentos considerados apropriados numa determinada situa&#231;&#227;o, bem como por for&#231;as sociais e culturais (Vallerand &#38; Blanchard, 2000); ou, (c) pura e simplesmente, n&#227;o ser particularmente evidente (e.g., no caso da tristeza, alegria ou al&#237;vio, a mobiliza&#231;&#227;o corporal n&#227;o &#233; t&#227;o evidente como na irrita&#231;&#227;o/ raiva) (Lazarus, 2000). Por &#250;ltimo, tamb&#233;m quanto &#224; &#8216;experi&#234;ncia subjectiva&#8217; parecem existir algumas reservas por parte dos cientistas sociais relativamente &#224; validade dos relatos que retratam a experi&#234;ncia emocional da pessoa, porquanto estes podem ser distorcidos pela desejabilidade social, autodecep&#231;&#227;o ou pelo fracasso dos indiv&#237;duos em compreenderem o que est&#225; a acontecer. Por estas raz&#245;es, esses relatos dever&#227;o ser sempre observados e interpretados no contexto de outros dados, nomeadamente da activa&#231;&#227;o fisiol&#243;gica e das tend&#234;ncias para a ac&#231;&#227;o (Lazarus, 1991a).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Diferentes fen&#243;menos afectivos</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Diversos investigadores t&#234;m procurado caracterizar e diferenciar os diferentes fen&#243;menos relacionados, de alguma forma, com o conceito de emo&#231;&#245;es, como o afecto ou estados de humor, os quais demasiadas vezes s&#227;o usados indiscriminadamente e sem qualquer diferencia&#231;&#227;o conceptual (Batson, Shaw, &#38; Oleson, 1992).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O afecto &#233; a mais fundamental express&#227;o de valor ligada a uma experi&#234;ncia emocional (Frijda, 1999; Gauvin &#38; Spence, 1998), compreendendo diferentes categorias de &#8216;sentimentos&#8217;, &#8216;emo&#231;&#245;es&#8217; e &#8216;estados de humor&#8217; (Batson <i>et al.,</i> 1992; Sedikides, 1995). Neste contexto, pode ser utilizado como um termo gen&#233;rico, o conceito mais geral e fundamental de todos os fen&#243;menos afectivos (Hardy, Hall, &#38; Alexander, 2001). Adicionalmente, as reac&#231;&#245;es afectivas poder&#227;o ser consideradas b&#225;sicas no sentido em que s&#227;o mais gerais e primitivas, filogenetica e ontogeneticamente, do que os estados de humor e as emo&#231;&#245;es, revelando prefer&#234;ncias por uns estados sentimentais em detrimento de outros e informando o organismo dos estados que s&#227;o mais valorizados: as mudan&#231;as para um estado mais valorizado provocam afecto positivo e as mudan&#231;as para um estado menos valorizado levam a afecto negativo (Batson <i>et al.,</i> 1992; Clore, 1992; Zajonc, 1980).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Batson e colaboradores (1992) sustentam ainda, que, sem afecto, &#233; imposs&#237;vel as pessoas experienciarem um estado de humor ou emo&#231;&#227;o, muito embora admitam ser poss&#237;vel - embora improv&#225;vel - as mesmas pessoas se encontrarem num determinado estado afectivo sem experienciarem um estado de humor ou uma emo&#231;&#227;o espec&#237;fica. Funcionalmente, o afecto &#233; diferente dos estados de humor, pois este &#250;ltimo construto tamb&#233;m incorpora sentimentos de prazer ou dor em rela&#231;&#227;o a futuros eventos e o afecto n&#227;o; j&#225; as emo&#231;&#245;es s&#227;o distintas do afecto porque prov&#234;m dos objectivos pessoais dos indiv&#237;duos e das avalia&#231;&#245;es das suas posi&#231;&#245;es actuais em rela&#231;&#227;o a esses objectivos estabelecidos. Um exemplo claro desta distin&#231;&#227;o &#233; o de um jogador que, depois de ganhar um jogo, pode preferir o sentimento de ganhar ao de perder <i>(afecto),</i> pode ansiar por celebrar com os seus colegas de equipa, e, assim, estar num <i>estado de humor</i> positivo, enquanto, ao mesmo tempo, experiencia alegria <i>(emo&#231;&#227;o),</i> por ter conseguido atingir o seu objectivo (Hardy <i>et al.,</i> 2001).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Adicionalmente, embora os termos emo&#231;&#245;es e estados de humor sejam muitas vezes utilizados indiscriminadamente, tanto por psic&#243;logos, como por leigos, para se referirem a alguns aspectos do afecto (Davidson, 1994), a literatura especializada parece concordar que estes dois conceitos podem ser diferenciados quer em termos quantitativos (crit&#233;rio de dura&#231;&#227;o ou persist&#234;ncia) quer em termos qualitativos (crit&#233;rio de clareza e intensidade) (Frijda, 1994; Morris, 1992).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, enquanto as emo&#231;&#245;es podem ser muito breves, durando geralmente segundos, ou, no m&#225;ximo, minutos, os estados de humor tendem a perdurar mais no tempo, durando mais do que os poucos segundos de uma express&#227;o facial, ou os minutos ou horas caracter&#237;sticos de um epis&#243;dio de tristeza, medo ou irrita&#231;&#227;o/ raiva (i.e., de uma emo&#231;&#227;o), e podendo at&#233; persistir v&#225;rios dias (Ellis &#38; Ashbrook, 1998; Oatley, 1992). As emo&#231;&#245;es podem ent&#227;o ser vistas como perturba&#231;&#245;es nesta actividade de <i>background,</i> surgindo em certas alturas e desaparecendo noutras (n&#227;o est&#227;o necessariamente activadas/ presentes: n&#227;o se experiencia, por exemplo, estar &#8216;n&#227;o-apaixonado&#8217; ou estar &#8216;sem-medo&#8217;); j&#225; os estados de humor podem ser encarados como estados de <i>background</i> duradouros produzidos de uma forma cumulativa ao longo do tempo e sempre presentes (e.g., quando uma pessoa est&#225; triste, n&#227;o se consegue distrair com nada engra&#231;ado) (Davidson, 1994; Oatley, 1992).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, os estados de humor s&#227;o considerados menos intensos e mais difusos, globais e suscept&#237;veis de afectarem uma grande variedade de processos cognitivos e comportamentais do que as emo&#231;&#245;es, espec&#237;ficas e direccionadas (Morris, 1992; Schwarz &#38; Clore, 1988). Estas caracter&#237;sticas de difus&#227;o e globalidade dos estados de humor t&#234;m sido atribu&#237;das &#224; obscuridade da sua origem, isto &#233;, &#224; falta de um antecedente ou causa espec&#237;fica facilmente identific&#225;vel (e.g., Davidson, 1994; Frijda, 1994; Morris, 1992; Schwarz &#38; Clore, 1988). Quando uma pessoa est&#225; &#8220;de mau-humor&#8221; sente algo &#8220;interiormente&#8221;, mas n&#227;o sente mau-humor relativamente a outra pessoa (Sedikides, 1995). Em oposi&#231;&#227;o, as emo&#231;&#245;es s&#227;o precedidas de eventos reconhec&#237;veis, possuindo assim um objecto espec&#237;fico que fornece o contexto para actividade cognitiva subsequente (Frijda, 1994). Por isso, podemos afirmar que temos medo &#8220;de&#8221; algo e estamos felizes ou irritados &#8220;com&#8221; alguma coisa, mas temos que nos limitar a afirmar que estamos &#8220;num&#8221; estado de humor ansioso, feliz ou triste (Ellis &#38; Ashbrook, 1988).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Categorias discretas vs. dimens&#245;es</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A classifica&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es em dimens&#245;es ou categorias discretas tem sido uma das quest&#245;es mais profusamente debatidas e que mais controv&#233;rsia tem gerado neste dom&#237;nio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Diversos investigadores defendem a exist&#234;ncia de um pequeno n&#250;mero de dimens&#245;es de emo&#231;&#245;es que representam processos afectivos, cognitivos ou fisiol&#243;gicos b&#225;sicos, de cuja interac&#231;&#227;o resultam todos os estados emocionais, permitindo assim identificar as propriedades subjacentes a todas as emo&#231;&#245;es (e.g., Mandler, 1984; Russell, 1980; Watson &#38; Tellegen, 1985). As duas grandes quest&#245;es que t&#234;m ocupado os investigadores que defendem esta perspectiva s&#227;o o n&#250;mero de dimens&#245;es factoriais necess&#225;rias ou &#250;teis para descrever as varia&#231;&#245;es do significado emocional e a organiza&#231;&#227;o dessas dimens&#245;es no espa&#231;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito ao n&#250;mero de dimens&#245;es, ao longo dos anos foram sendo propostos modelos que definiam entre duas a quatro dimens&#245;es (e.g., Cacioppo &#38; Gardner, 1999; Mandler, 1984; Watson &#38; Tellegen, 1985), mas, actualmente, a maior parte dos investigadores parece concordar nas dimens&#245;es de val&#234;ncia emocional (prazer/ desprazer) e activa&#231;&#227;o (i.e., sono/ tens&#227;o) (Feldman Barrett, 1998). Adicionalmente, a organiza&#231;&#227;o da estrutura dimensional das emo&#231;&#245;es no espa&#231;o, subordinada ao n&#250;mero de dimens&#245;es consideradas e do que parece ser a melhor forma de reproduzir a organiza&#231;&#227;o psicol&#243;gica das respostas emocionais, tem sido representada de diferentes formas. N&#227;o sendo objectivo deste trabalho apresentar uma descri&#231;&#227;o pormenorizada das diferentes organiza&#231;&#245;es espaciais que t&#234;m sido propostas, importa por&#233;m salientar que algumas das disposi&#231;&#245;es propostas incluem representa&#231;&#245;es circulares bidimensionais (e.g., Watson &#38; Tellegen, 1985) ou tridimensionais em forma de cone (e.g., Daly, Polivy, &#38; Lancee, 1983). Importa ainda mencionar o modelo circumplexo, uma representa&#231;&#227;o geom&#233;trica bidimensional mais complexa, inicialmente apresentada por Russell (1980); posteriormente, Plutchik (1993) prop&#244;s um modelo circumplexo tridimensional para descrever as rela&#231;&#245;es entre emo&#231;&#245;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora a abordagem dimensional seja, desde h&#225; muito tempo, dominante na psicologia, cada vez mais te&#243;ricos e investigadores defendem que a procura de dimens&#245;es &#233; redutora, sacrificando ou &#8220;enevoando&#8221; significados psicol&#243;gicos importantes e obscurecendo o processo emocional e as condi&#231;&#245;es que o influenciam (e.g., Lazarus, 1991a). Assim, em alternativa a uma abordagem que consideram restringir a riqueza da vida emocional a um n&#250;mero finito de dimens&#245;es, prop&#245;em a exist&#234;ncia de um determinado n&#250;mero de emo&#231;&#245;es discretas, a partir das quais a vida emocional mais complexa &#233; constru&#237;da e que n&#227;o podem ser explicadas pelas dimens&#245;es subjacentes de val&#234;ncia emocional e activa&#231;&#227;o (Vallerand &#38; Blanchard, 2000). A irrita&#231;&#227;o que um jogador de futebol experiencia relativamente ao &#225;rbitro quando este assinala injustificadamente uma falta (na perspectiva do jogador), por exemplo, &#233; intrinsecamente distinta da ansiedade que esse mesmo jogador pode sentir quando tem que marcar o <i>penalty</i> decisivo na final do Campeonato do Mundo: n&#227;o obstante serem experienciadas de forma muito diferente, ambas as emo&#231;&#245;es envolvem n&#237;veis elevados de activa&#231;&#227;o e desagrado, um facto que parece apoiar a exist&#234;ncia de emo&#231;&#245;es discretas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Todavia, embora grande parte das teorias e interpreta&#231;&#245;es se baseie na ideia de que h&#225; um pequeno n&#250;mero de emo&#231;&#245;es fundamentais que se constituem como estados experienciais &#250;nicos e que derivam de causas distintas, a literatura da especialidade encontra-se actualmente repleta de listas de emo&#231;&#245;es discretas (ver Ortony <i>et al.,</i> 1988), reflectindo a aus&#234;ncia de concord&#226;ncia relativamente ao n&#250;mero de emo&#231;&#245;es discretas existente, que emo&#231;&#245;es s&#227;o as fundamentais, e porqu&#234;, e como as emo&#231;&#245;es de uma lista s&#227;o mais importantes do que outras (Edwards, 1999; Oatley, 1992).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, refira-se que um elevado n&#250;mero de investigadores parece considerar as abordagens dimensional e discreta como complementares e &#250;teis por diferentes raz&#245;es: por um lado, nenhum conjunto de dimens&#245;es proposto at&#233; agora &#8220;captura&#8221; adequadamente as diferen&#231;as conhecidas entre emo&#231;&#245;es discretas; por outro lado, as dimens&#245;es das emo&#231;&#245;es podem descrever com utilidade varia&#231;&#245;es na experi&#234;ncia de qualquer emo&#231;&#227;o discreta espec&#237;fica (Ekman &#38; Davidson, 1994).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Universalidade das emo&#231;&#245;es</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A universalidade das emo&#231;&#245;es tem-se constitu&#237;do como uma quest&#227;o problem&#225;tica e controversa: existir&#227;o universais biol&#243;gicos que tornam as emo&#231;&#245;es similares em diferentes culturas ou, em alternativa, dever&#225; considerar-se que as emo&#231;&#245;es variam em fun&#231;&#227;o do contexto sociocultural?</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A perspectiva filogen&#233;tica e centrada em universais biol&#243;gicos assume a exist&#234;ncia de mecanismos neurofisiol&#243;gicos b&#225;sicos e universais subjacentes &#224;s emo&#231;&#245;es humanas (Mauro, Sato, &#38; Tucker, 1992). Esta abordagem foi predominante durante mais de um s&#233;culo, sendo defendida por neurofisi&#243;logos e, de uma forma geral, por todos aqueles que se identificavam com a tradi&#231;&#227;o <i>darwiniana</i> da selec&#231;&#227;o e evolu&#231;&#227;o natural, enfatizando o que &#233; herdado pelas esp&#233;cies e adoptando modelos psico-evolutivos (e.g., Darwin, 1872; Ekman, 1994; Izard, 1991; James, 1890; Plutchik, 1993).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um dos principais argumentos evocados em apoio da similaridade das emo&#231;&#245;es em diferentes culturas refere-se &#224; exist&#234;ncia de universalidade nas express&#245;es faciais de emo&#231;&#245;es, havendo um consenso consider&#225;vel de que estas se constituem como uma das mais ricas e fundamentais fontes de informa&#231;&#227;o sobre as emo&#231;&#245;es (Lazarus, 1991a). Entre os autores que se debru&#231;aram sobre o estudo das express&#245;es faciais podem ser destacados Ekman e colaboradores (Ekman, 1994; Ekman, Matsumoto &#38; Friesen, 1997), cujas investiga&#231;&#245;es resultaram em evid&#234;ncias para a identifica&#231;&#227;o de express&#245;es faciais universais para sete emo&#231;&#245;es, objectiva e correctamente distingu&#237;veis entre si atrav&#233;s dos padr&#245;es de express&#227;o facial, independentemente da linguagem, cultura e hist&#243;ria: irrita&#231;&#227;o/ raiva, desprezo, avers&#227;o/ nojo, medo, tristeza, surpresa e felicidade (ver Ekman &#38; Rosenberg, 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, as evid&#234;ncias recentes da exist&#234;ncia de padroniza&#231;&#227;o ou especificidade auton&#243;mica para diferentes emo&#231;&#245;es em diferentes culturas parecem demonstrar que estas s&#227;o universais, representando uma parte importante da nossa heran&#231;a biol&#243;gica comum (ver Levenson <i>et al.,</i> 1992). Esta especificidade parece reflectir-se no facto de cada emo&#231;&#227;o envolver uma determinada tend&#234;ncia para a ac&#231;&#227;o (e.g., irrita&#231;&#227;o/ raiva-ataque), a qual, embora possa ser inibida e transformada, ajuda a dar corpo &#224; emo&#231;&#227;o, parecendo constituir uma justifica&#231;&#227;o para padr&#245;es de resposta fisiol&#243;gica comuns ou partilhados para cada emo&#231;&#227;o (Lazarus, 1991a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, parecem tamb&#233;m existir evid&#234;ncias de dimens&#245;es cognitivas universais das emo&#231;&#245;es (Mauro <i>et al.,</i> 1992). A este n&#237;vel, uma das quest&#245;es mais investigadas diz respeito aos antecedentes avaliativos das emo&#231;&#245;es. Pessoas de diferentes culturas parecem conseguir identificar &#8216;correctamente&#8217; as emo&#231;&#245;es associadas a determinados antecedentes (e.g., situa&#231;&#245;es de insulto, sucesso e perda, na origem das emo&#231;&#245;es de irrita&#231;&#227;o/ raiva, alegria e tristeza, respectivamente, parecem ser muito similares em culturas diferentes) (Shaver, Wu, &#38; Schwarz, 1992).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em oposi&#231;&#227;o &#224; abordagem filogen&#233;tica, os investigadores que adoptam uma perspectiva ontogen&#233;tica e sociocultural sustentam a exist&#234;ncia de varia&#231;&#245;es nas emo&#231;&#245;es em diferentes contextos socioculturais, considerando-as artefactos ou cria&#231;&#245;es cujos significados s&#227;o elaborados, subtis e aprendidos num determinado sistema social, atrav&#233;s da experi&#234;ncia individual. Entre aqueles que defendem que as emo&#231;&#245;es n&#227;o podem ser definidas sem refer&#234;ncia a um contexto social incluem-se soci&#243;logos e psic&#243;logos sociais - que estudam a estrutura social - e antrop&#243;logos - que procuram examinar significados culturais (Shaver <i>et al.,</i> 1992).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A forma mais &#243;bvia de influ&#234;ncia do contexto sociocultural na experi&#234;ncia e express&#227;o de emo&#231;&#245;es d&#225;-se atrav&#233;s do significado e signific&#226;ncia pessoal - a defini&#231;&#227;o cultural - que o evento ou situa&#231;&#227;o que est&#225; na origem de uma determinada emo&#231;&#227;o tem para o bem-estar das pessoas. Mais concretamente, a defini&#231;&#227;o cultural interv&#233;m entre a situa&#231;&#227;o que est&#225; na origem da emo&#231;&#227;o e a experi&#234;ncia e express&#227;o de emo&#231;&#245;es, influenciando o modo como as pessoas percebem, compreendem e avaliam o que est&#225; a acontecer socialmente (Lazarus, 1991a). Todavia, os defensores desta perspectiva alertam para o facto de pessoas de diferentes culturas poderem experienciar os mesmos eventos ou situa&#231;&#245;es, avali&#225;-los de forma similar e experienciarem o que consideram ser a mesma emo&#231;&#227;o e, contudo, as suas experi&#234;ncias subjectivas serem diferentes. Dois indiv&#237;duos de culturas diferentes podem sofrer uma perda (e.g., morte de um familiar), avali&#225;-la de forma similar e experienciarem o que consideram ser tristeza, mas a tristeza pode ser um estado mais desagrad&#225;vel para um do que para o outro (Mauro <i>et al.,</i> 1992).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, o contexto sociocultural tamb&#233;m pode influenciar a forma como as emo&#231;&#245;es, uma vez geradas, s&#227;o reguladas e expressas socialmente. Com efeito, cada cultura parece possuir uma s&#233;rie de &#8216;regras sociais&#8217; relativas &#224; reac&#231;&#227;o ou demonstra&#231;&#227;o de emo&#231;&#245;es, as quais especificam &#8216;quem&#8217; pode mostrar uma emo&#231;&#227;o, &#8216;qual&#8217; emo&#231;&#227;o, &#8216;a quem&#8217;, &#8216;como&#8217; e &#8216;quando&#8217;. Estas regras influenciam o &#8216;resultado observ&#225;vel&#8217; das emo&#231;&#245;es nos comportamentos e express&#245;es das pessoas (e.g., na sociedade chinesa as emo&#231;&#245;es s&#227;o mais reprimidas do que nas sociedades ocidentais) (Ekman, 1994; Shaver <i>et al.,</i> 1992).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um &#250;ltimo argumento evocado a favor da variabilidade cultural das emo&#231;&#245;es respeita ao n&#250;mero de emo&#231;&#245;es discretas e ao significado dos termos emocionais. De facto, embora pare&#231;am existir termos equivalentes para a maior parte das emo&#231;&#245;es em quase todas as l&#237;nguas do mundo, a um n&#237;vel conotativo tamb&#233;m existem grandes discord&#226;ncias, mesmo em l&#237;nguas semelhantes, o que poder&#225; reflectir diferen&#231;as culturais significativas. Na l&#237;ngua portuguesa, por exemplo, termos como felicidade, tristeza, irrita&#231;&#227;o, medo e nojo, por exemplo, poder&#227;o n&#227;o coincidir conceptualmente com os termos ingleses para as mesmas emo&#231;&#245;es <i>(happiness, sadness, anger, fear and disgust),<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a></i> podendo resultar numa assimila&#231;&#227;o n&#227;o intencional dos significados lingu&#237;sticos de outras pessoas e culturas no decorrer do processo de tradu&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, refira-se que, embora enfatizem ou se centrem mais em termos de investiga&#231;&#227;o num dos pontos de vista, os defensores de uma perspectiva nem sempre excluem totalmente a outra, existindo mesmo um n&#250;mero crescente de investigadores que, considerando as duas posi&#231;&#245;es pertinentes e complementares, defende a co-exist&#234;ncia de diferen&#231;as culturais e regularidades transculturais nas origens e regula&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es (e.g., Lazarus, 2000; Mauro <i>et al.,</i> 1992; Oatley, 1992; Shaver <i>et al.,</i> 1992). Neste contexto, as emo&#231;&#245;es podem ser conceptualizadas como uma esp&#233;cie de &#8220;interface&#8221; entre o interior e o exterior das pessoas: embora frequentemente sejam constrangidas por uma s&#233;rie de processos biol&#243;gicos (e.g., sistemas de activa&#231;&#227;o aut&#243;noma, sistemas de regula&#231;&#227;o da musculatura facial), desenvolvem-se &#224; medida que os indiv&#237;duos se adaptam e ajustam, de forma activa, pessoal e colectivamente, ao contexto sociocultural (incluindo os seus valores, pr&#225;ticas, hist&#243;rias, padr&#245;es de interac&#231;&#227;o, demografia, clima, economia e estrutura social) (ver Kitayama &#38; Masuda, 1995).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Rela&#231;&#227;o emo&#231;&#227;o-cogni&#231;&#227;o</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A rela&#231;&#227;o entre sentimentos, afecto ou emo&#231;&#245;es e pensamento ou cogni&#231;&#227;o tem constitu&#237;do, ao longo da hist&#243;ria humana, uma fonte inesgot&#225;vel de especula&#231;&#227;o entre fil&#243;sofos, escritores e artistas, podendo o fasc&#237;nio com esta quest&#227;o ser tra&#231;ado &#224; tradi&#231;&#227;o filos&#243;fica ocidental (Forgas, 2000).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com efeito, h&#225; mais de 2500 anos, na Antiguidade Cl&#225;ssica, a &#8216;paix&#227;o&#8217; e a &#8216;raz&#227;o&#8217; eram concebidas como dom&#237;nios separados e independentes. Enquanto a &#8216;paix&#227;o&#8217; era vista como prim&#225;ria e seguida pela &#8216;raz&#227;o&#8217;, uma fonte independente de conduta, muitas vezes sem regras e prejudicial, a &#8216;raz&#227;o&#8217; era encarada como um processo aut&#243;nomo, capaz de moderar as &#8216;paix&#245;es&#8217;, que s&#243; surge <i>a posteriori</i> e depois de um potencial curso indesej&#225;vel de ac&#231;&#227;o ter sido instigado pelas &#8216;paix&#245;es&#8217; (Zajonc, 1998, 2000). Esta vis&#227;o persistiu na Idade M&#233;dia, per&#237;odo durante o qual a Igreja Cat&#243;lica recomendava aos seus seguidores que utilizassem a raz&#227;o para controlarem os seus instintos animais, uma vez que a paix&#227;o tinha uma &#8216;natureza animal&#8217; (Lazarus, 1991a). Como afirmam Cacioppo e Gardner (1999) &#8220;... uma suposi&#231;&#227;o dos racionalistas que data dos Antigos Gregos tem sido que as formas mais elevadas de exist&#234;ncia humana - (...) racionalidade, previs&#227;o e tomada de decis&#227;o - podem ser raptadas pelos piratas das emo&#231;&#245;es&#8221; (p. 194)<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mais recentemente, no s&#233;culo XIX, a rela&#231;&#227;o emo&#231;&#227;o-cogni&#231;&#227;o voltou a estimular muitos debates e discuss&#245;es na &#225;rea da Psicologia, mas na maior parte do s&#233;culo XX voltou a ser grandemente ignorada (Bornstein, 1992). A psicologia emp&#237;rica parecia ent&#227;o ter-se submetido &#224; ideia que as faculdades fundamentais da mente humana, como sentir e pensar, ou afecto e cogni&#231;&#227;o, podiam ser estruturadas separadamente umas das outras, em vez de serem consideradas interdependentes e fundidas (Lazarus, 1991a; Forgas, 2000). Todavia, com a revolu&#231;&#227;o cultural dos anos 60, com a qual irrompeu a perspectiva de que, no mundo industrial, os seres-humanos tinham sido constrangidos por valores racionais e regras sociais &#224; custa da sua humanidade, sobreveio tamb&#233;m um reavivar do interesse pela natureza da rela&#231;&#227;o emo&#231;&#227;o-cogni&#231;&#227;o, juntamente com uma invers&#227;o das ideias dominantes relativamente &#224; rela&#231;&#227;o entre estes dois conceitos (Caccioppo &#38; Gardner, 1999).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De facto, n&#227;o obstante alguns investigadores continuarem a defender que a emo&#231;&#227;o e a cogni&#231;&#227;o s&#227;o entidades fundamentalmente separadas ou o resultado de diferentes mecanismos, podendo, por isso, ser estudadas isoladamente (Izard, 1991; Zajonc, 1980, 1998), come&#231;aram a surgir na literatura das emo&#231;&#245;es argumentos em favor de uma perspectiva cognitiva, sustentando que o processamento cognitivo de um est&#237;mulo precede invariavelmente a resposta emocional, n&#227;o podendo ocorrer emo&#231;&#227;o sem cogni&#231;&#227;o (Branscombe, 1988; Lazarus, 1991a, 1991b, 2000; Lazarus &#38; Folkman, 1984; Smith &#38; Kirby, 2000). Estavam ent&#227;o lan&#231;ados os alicerces para o surgimento de um grande e controverso debate, que se tem prolongado at&#233; aos dias de hoje. Os seus protagonistas foram Zajonc (1980, 2000) e Lazarus (1991a, 1991b), que sistematizaram os t&#243;picos centrais da problem&#225;tica da rela&#231;&#227;o entre emo&#231;&#227;o e cogni&#231;&#227;o numa s&#233;rie de revis&#245;es e refuta&#231;&#245;es que ilustram as suas vis&#245;es opostas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mais especificamente, a controv&#233;rsia entre os dois autores teve in&#237;cio em 1980, quando Zajonc publicou o provocador e influente artigo <i>&#8220;Feeling and Thinking</i>: <i>Preferences need no inferences&#8221;,</i> no qual descreve a sua vis&#227;o da rela&#231;&#227;o entre afecto e cogni&#231;&#227;o (ou aus&#234;ncia da mesma...). Neste artigo, Zajonc sustenta que o afecto &#233; erroneamente visto na teoria psicol&#243;gica contempor&#226;nea como p&#243;s-cognitivo, pois as emo&#231;&#245;es e as cogni&#231;&#245;es s&#227;o controladas por sistemas separados e parcialmente independentes. Logo, o afecto pode ocorrer sem uma extensa codifica&#231;&#227;o perceptual e cognitiva e, frequentemente, as nossas reac&#231;&#245;es afectivas aos est&#237;mulos ocorrem muito rapidamente, antes de um est&#237;mulo ter sido categorizado e praticamente sem qualquer contribui&#231;&#227;o de mecanismos de processamento cognitivo do seu conte&#250;do. Zajonc (2000) refere ainda que as emo&#231;&#245;es s&#227;o muitas vezes inconscientes, as primeiras reac&#231;&#245;es do organismo a um est&#237;mulo instigador, e, se conseguirmos conceber um paradigma experimental que permita que os efeitos comportamentais provocados por essa &#8216;instiga&#231;&#245;es afectivas&#8217; precoces e n&#227;o conscientes possam ser observados, as quest&#245;es da independ&#234;ncia do afecto e da cogni&#231;&#227;o podem ser respondidas (pelo menos em parte).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Defendendo um ponto de vista antag&#243;nico, Lazarus (1991a, 1991b, 2000; Lazarus &#38; Folkman, 1984) refuta a posi&#231;&#227;o de Zajonc, afirmando que, na medida em que as emo&#231;&#245;es t&#234;m causas e componentes cognitivas, a cogni&#231;&#227;o &#233; necessariamente uma pr&#233;-condi&#231;&#227;o da emo&#231;&#227;o. As pessoas possuem determinados valores, cren&#231;as, compromissos e objectivos individuais -&#8216;conhecimento&#8217; -, os quais, ao tornarem o indiv&#237;duo responsivo a certas facetas da situa&#231;&#227;o, &#8216;preparam o cen&#225;rio&#8217; para uma emo&#231;&#227;o. Por&#233;m, apesar de o conhecimento ser necess&#225;rio para ocorrer uma emo&#231;&#227;o, por si s&#243; n&#227;o &#233; suficiente: &#233; tamb&#233;m necess&#225;ria uma avalia&#231;&#227;o pessoal da import&#226;ncia para o bem-estar pessoal de uma situa&#231;&#227;o ou evento em que h&#225; um investimento individual. Essa avalia&#231;&#227;o da signific&#226;ncia do evento ou situa&#231;&#227;o para o bem-estar da pessoa baseia-se, por sua vez, nesse conhecimento e, quando &#8220;...&#233; efectuada, &#233; inevit&#225;vel uma emo&#231;&#227;o de algum tipo&#8221; (Lazarus, 1991a, p. 177)<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desafios e direc&#231;&#245;es futuras</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esta revis&#227;o da literatura procurou tra&#231;ar o percurso hist&#243;rico do estudo das emo&#231;&#245;es e integrar o conhecimento existente actualmente na psicologia das emo&#231;&#245;es, designadamente no que respeita a algumas das quest&#245;es que t&#234;m suscitado maior interesse ou preocupa&#231;&#227;o neste dom&#237;nio, quer ao n&#237;vel te&#243;rico, quer ao n&#237;vel da investiga&#231;&#227;o. Por&#233;m, sendo verdade que o conhecimento existente hoje em dia relativamente &#224;s emo&#231;&#245;es e &#224; sua influ&#234;ncia no comportamento dos seres humanos &#233; maior hoje do que era h&#225; 20, 10 ou mesmo 5 anos atr&#225;s, n&#227;o &#233; menos verdade que muitas quest&#245;es ainda n&#227;o se encontram resolvidas convenientemente, constituindo-se como desafios que poder&#227;o indicar direc&#231;&#245;es futuras para os te&#243;ricos e investigadores neste dom&#237;nio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um primeiro desafio (e tamb&#233;m um dos mais fundamentais) respeita ao desenvolvimento de uma teoria das emo&#231;&#245;es. Com efeito, apesar da tend&#234;ncia para o &#8216;hiperconhecimento&#8217; da emo&#231;&#227;o ter resultado num esfor&#231;o conjunto de investigadores de diversas &#225;reas no sentido da constru&#231;&#227;o de uma teoria das emo&#231;&#245;es mais hol&#237;stica (Solomon, 1993), a verdade &#233; que este empenho resultou &#8216;apenas&#8217; numa grande diversidade de explica&#231;&#245;es e modelos baseados em diferentes pressupostos (e.g., comportamentalismo <i>vs. </i>cognitivismo), os quais enfatizam diferentes vari&#225;veis (e.g., cogni&#231;&#227;o, fisiologia, comportamento).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, a constru&#231;&#227;o de uma teoria compreensiva das emo&#231;&#245;es &#233; importante por si s&#243;, mas tamb&#233;m porque qualquer proposta de defini&#231;&#227;o pressup&#245;e e tem subjacente uma teoria distinta. Podemos mesmo afirmar que a aus&#234;ncia de uma teoria consensual para caracterizar o processo emocional n&#227;o tem facilitado o surgimento e adop&#231;&#227;o de uma defini&#231;&#227;o geral e satisfat&#243;ria de emo&#231;&#245;es (Solomon, 1993). Como verific&#225;mos anteriormente, apesar de a literatura da especialidade tender a enfatizar, numa defini&#231;&#227;o de emo&#231;&#245;es, altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas, tend&#234;ncias para a ac&#231;&#227;o e estados subjectivos cognitivo-afectivos, nenhuma destas componentes parece ser inteiramente consensual e considerada essencial pela generalidade dos investigadores. Se considerarmos que, sem uma conceptualiza&#231;&#227;o e operacionaliza&#231;&#227;o consensual de emo&#231;&#245;es, mais facilmente proliferar&#227;o novas e diferentes controv&#233;rsias, demasiadas vezes infrut&#237;feras e frequentemente sem sentido, facilmente compreendemos e aceitaremos que tamb&#233;m este aspecto se constitui como um desafio. Adicionalmente, uma defini&#231;&#227;o consensual permitir&#225; especificar o uso de termos relacionados (e.g., estados de humor, sentimentos), o que se poder&#225; constituir como um avan&#231;o especialmente relevante na investiga&#231;&#227;o aplicada, na qual muitas vezes s&#227;o usados de forma quase indiscriminada, sem considera&#231;&#227;o pelas suas diferen&#231;as conceptuais (e.g., padr&#245;es temporais), ou variabilidades inter e intrapessoais (Gauvin &#38; Spence, 1998).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um outro desafio relaciona-se com a categoriza&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es em categorias discretas ou dimens&#245;es. A este respeito, uma linha de investiga&#231;&#227;o frut&#237;fera no futuro e que poder&#225; permitir resolver parte do desacordo relativamente ao n&#250;mero de emo&#231;&#245;es existentes e &#224; forma como estas devem ser conceptualizadas diz respeito ao conceito de &#8216;fam&#237;lias de emo&#231;&#245;es&#8217;. Aceitar que as emo&#231;&#245;es podem ser organizadas em &#8216;fam&#237;lias&#8217; implica consider&#225;-las, n&#227;o como estados unit&#225;rios, mas sim como fam&#237;lias de estados afectivos relacionados (ver Lazarus, 1991b; Shaver <i>et al.,</i> 1992), sendo cada emo&#231;&#227;o individual (e.g., irrita&#231;&#227;o/ raiva, medo, avers&#227;o/ nojo) composta por um grupo de estados relacionados que partilham certas caracter&#237;sticas (e.g., avalia&#231;&#245;es cognitivas, express&#245;es e sentimentos subjectivos e actividade fisiol&#243;gica) e diferem, nessas caracter&#237;sticas, de outras emo&#231;&#245;es (Ekman &#38; Davidson, 1994). Adicionalmente, esta concep&#231;&#227;o tamb&#233;m implica aceitar que as emo&#231;&#245;es podem ser concebidas como categorias discretas e, simultaneamente, ser organizadas em dimens&#245;es, ou, por outras palavras, que cada categoria cont&#233;m, em si pr&#243;pria, uma dimens&#227;o de for&#231;a emocional (Lazarus, 1991a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, importa &#8216;resolver&#8217;, no futuro, a quest&#227;o da universalidade das emo&#231;&#245;es. Efectivamente, a aceita&#231;&#227;o do que parece ser a tend&#234;ncia actual, i.e., que mecanismos inatos interagem com influ&#234;ncias socioculturais e diferen&#231;as desenvolvimentais para moldarem o processo emocional, n&#227;o inibe que ainda existam diversas quest&#245;es por responder, designadamente no que respeita a &#8216;quanto&#8217; comportamento emocional &#233; culturalmente vari&#225;vel. Para responder a este desafio, importa analisar primeiro como &#233; que os mecanismos inatos interagem para produzir um padr&#227;o que parece mais ou menos universal em cada emo&#231;&#227;o e, posteriormente, examinar como &#233; que esses mecanismos inatos interagem com influ&#234;ncias socioculturais e diferen&#231;as desenvolvimentais para moldarem o processo emocional (Lazarus, 1994).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, um &#250;ltimo desafio refere-se &#224; rela&#231;&#227;o emo&#231;&#227;o-cogni&#231;&#227;o. De facto, embora o debate entre Lazarus e Zajonc tenha avan&#231;ado notavelmente o conhecimento actual da rela&#231;&#227;o entre emo&#231;&#227;o e cogni&#231;&#227;o (Davidson &#38; Ekman, 1994), existindo um n&#250;mero crescente de investigadores que, defendendo uma vis&#227;o interaccionista, acreditam que &#233; necess&#225;rio estudar o afecto e a cogni&#231;&#227;o como dimens&#245;es complementares (e.g., Forgas, 2000; Smith &#38; Kirby, 2000), a natureza dessa rela&#231;&#227;o parece longe de estar resolvida. Na opini&#227;o de Taylor, Aspinwall e Giuliano (1994), por exemplo, este campo ainda est&#225; bastante fragmentado e tem havido poucas tentativas para apresentar uma revis&#227;o e integra&#231;&#227;o compreensivas do conhecimento actual das liga&#231;&#245;es entre afecto e cogni&#231;&#227;o. Para outros, esta &#233; uma quest&#227;o irresol&#250;vel, parecendo que apenas um aspecto est&#225; claro: &#8220;A interac&#231;&#227;o dos processos afectivos e cognitivos &#233; complexa, subtil, dif&#237;cil de estudar empiricamente e difere com as situa&#231;&#245;es e as circunst&#226;ncias&#8221; (Bornstein, 1992, p. 236)<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Averill, J. R. (1992). The structural bases of emotional behavior: A metatheoretical analysis. In M. S. Clark (Ed.), <i>Emotion</i> (pp. 1-24). Newbury Park, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Averill, J. R. (1996). Analysis of psychophysiological symbolism and its influence on theories of emotion. In R. Harr&#233; &#38; W.G. Parrot (Eds.), <i>The emotions: Social, cultural and biological dimensions</i> (pp. 204-228). London, UK: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460675&pid=S0874-2049200800020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Batson, C. D., Shaw, L. L., &#38; Oleson, K. C. (1992). Differentiating affect, mood and emotion: Toward functionally based conceptual distinctions. In M. S. Clark (Ed.), <i>Emotion</i> (pp. 294-326). Newbury Park, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Branscombe, N. R. (1988). Conscious and unconscious processing of affective and cognitive information. In K. Fiedler &#38; J. Forgas (Eds.), <i>Affect, cognition and social behavior: New evidence and integrative attempts</i>(pp. 3-24). Lewiston, NY: Hogrefe, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460678&pid=S0874-2049200800020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bornstein, R. F. (1992). Inhibitory effects of awareness on affective responding: Implications for the affect-cognition relationship. In M. S. Clark (Ed.), <i>Emotion</i>(pp. 175-212). Newbury Park, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cacioppo, J. T. &#38; Gardner, W. L. (1999). Emotion. <i>Annual Review of Psychology, 50,</i>191-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460681&pid=S0874-2049200800020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Daly, E. M., Polivy, J., &#38; Lancee, W. (1983). A conical model for the taxonomy of emotional experience. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 45,</i>443-457.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460683&pid=S0874-2049200800020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Darwin, C. R. (1872). <i>The expression of the emotions in man and animals.</i>Recuperado de <a href="http://darwin-online.org.uk/content/ffameset?itemID=F1142&viewtype=text&pageseq=1" target="_blank">http://darwin-online.org.uk/content/ffameset?itemID=F1142&#38;viewtype=text&#38;pageseq=1</a>  em 24 de Janeiro de 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460685&pid=S0874-2049200800020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davidson, R. J. (1994). On emotion, mood and related affective constructs. In P. Ekman &#38; R. J. Davidson (Eds.), <i>The nature of emotion: Fundamental questions</i>(pp. 51-55). New York, NY: Oxford University Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460687&pid=S0874-2049200800020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davidson, R. J., &#38; Ekman, P. (1994). Afterword: What are the minimal cognitive prerequisites for emotion? In P. Ekman &#38; R. J. Davidson (Eds.), <i>The nature of emotion: Fundamental questions</i> (pp. 232-234). New York, NY: Oxford University Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460689&pid=S0874-2049200800020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Edwards, D. C. (1999). <i>Motivation and emotion: evolutionary, physiological, and social influences.</i> Thousand Oaks, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1994). 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New York, NY: Oxford University Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460694&pid=S0874-2049200800020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P., Matsumoto, D., &#38; Friesen, W. V. (1997). Facial expressions in affective disorders. In P. Ekman &#38; E. Rosenberg (Eds.), <i>What the face reveals: basic and apllied studies of spontaneous expression using the Facial Action Coding System (FACS)</i> (pp. 331-341). New York, NY: Oxford University Press</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460696&pid=S0874-2049200800020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P., &#38; Rosenberg, E. (Eds.) (1997). <i>What the face reveals: basic and apllied studies of spontaneous expression using the Facial Action Coding System (FACS).</i>New York, NY: Oxford University Press</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460697&pid=S0874-2049200800020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ellis, H. C., &#38; Ashbrook, P. W. (1988). Resource allocation model of the effects of depressed mood states on memory. In K. Fiedler &#38; J. Forgas (Eds.), <i>Affect, cognition and social behavior: New evidence and integrative attempts</i> (pp. 25-43). Lewiston, NY: Hogrefe, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460698&pid=S0874-2049200800020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fehr, B., &#38; Russell, J. A. (1984). 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The Role of Valence Focus and Arousal Focus. <i>Cognition and Emotion, 12</i> (4), 579-599.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460702&pid=S0874-2049200800020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Forgas, J. P. (2000). Introduction: The role of affect in social cognition. In J. P. Forgas (Ed.), <i>Feeling and thinking: The role of affect in social cognition</i> (pp. 1-28). Paris-Cambridge: Editions de la Maison des Sciences de L&#8217;Homme &#38; Cambridge University Press</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460704&pid=S0874-2049200800020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frijda, N. H. (1994). Varieties of affect: Emotions and episodes, moods and sentiments. In P. Ekman &#38; R. J. Davidson (Eds.), <i>The nature of emotion: Fundamental questions</i> (pp. 59-67). New York, NY: Oxford University Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460705&pid=S0874-2049200800020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frijda, N. H. (1999). Emotions and hedonic experience. In D. Kahneman, E. Diener, &#38; N. Schwarz, (Eds.), <i>Well-being: The foundations of hedonic psychology </i>(pp. 190-210). New York, NY: Russell Sage Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460707&pid=S0874-2049200800020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gauvin, L., &#38; Spence, J. C. (1998). Measurement of exercise induced changes in feeling states, affect, mood and emotions. In J. L. Duda (Ed.), <i>Advances in sport and exercise psychology measurement</i> (pp. 325-336). Morgantown, WV: Fitness Information Technology, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hardy, J., Hall, C. R. &#38; Alexander, M. R. (2001). 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(1890). <i>The principles of psychology: The emotions.</i>Recuperado de <a href="http://psychclassics.yorku.ca/James/Principles/prin25.htm" target="_blank">http://psychclassics.yorku.ca/James/Principles/prin25.htm</a> em 25 de Janeiro de 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460714&pid=S0874-2049200800020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Kavanaugh, R. D., Zimmerberg, B., &#38; Fein, S. (1996) (Eds.). Foreword. In R. D. Kavanaugh, B. Zimmerberg, &#38; S. Fein (Eds.), <i>Emotion: Interdisciplinary perspectives</i> (pp. vii-ix). Mahaw, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kitayama, S., &#38; Masuda, T. (1995). Reappraising cognitive appraisal from a cultural perspective. <i>Psychological Inquiry, 6,</i> 217-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460717&pid=S0874-2049200800020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Larsen, R. J., &#38; Diener, E. (1992). Promises and problems with the circumplex model of emotion. In M. S. Clark (Ed.), <i>Emotion</i> (pp. 25-59). Newbury Park, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lazarus, R. S. (1991a). <i>Emotion and adaptation.</i> New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460720&pid=S0874-2049200800020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lazarus, R. S. (1991b). Cognition and motivation in emotion. <i>American Psychologist, 46</i> (4), 352-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460722&pid=S0874-2049200800020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lazarus, R. S. (1994). The stable and the unstable in emotion. In P. Ekman &#38; R. J. Davidson (Eds.), <i>The nature of emotion: Fundamental questions</i>(pp. 79-85). New York, NY: Oxford University Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460724&pid=S0874-2049200800020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Lazarus, R. S. (2000). Cognitive-motivational-relational theory of emotion. In Y. L. Hanin (Ed.), <i>Emotions in sport</i> (pp. 39-63). Champaign, IL: Human Kinetics.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lazarus, R. S., &#38; Folkman, S. (1984). <i>Stress, appraisal and coping.</i> New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460727&pid=S0874-2049200800020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Levenson, R. W., Ekman, P., Heider, K., &#38; Friesen, W. V. (1992). Emotion and autonomic nervous system activity in the Minangkabau of West Sumatra. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 62,</i> 972-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460729&pid=S0874-2049200800020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mandler, G. (1984). <i>Mind and Body.</i> New York, NY: Norton and Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460731&pid=S0874-2049200800020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mauro, R., Sato, K., &#38; Tucker, J. (1992). The role of appraisal in human emotions: A cross-cultural study. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 62(2), </i>301-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460733&pid=S0874-2049200800020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Morris, W. N. (1992). A functional analysis of the role of mood in affective systems. In M. S. Clark (Ed.), <i>Emotion</i> (pp. 256-293). Newbury Park, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Oatley, K. (1992). <i>Best laid schemes: The psychology of emotions.</i>New York, NY: Cambridge University Press &#38; Paris: Editions de la Maison des Sciences de l&#8217;Homme.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460736&pid=S0874-2049200800020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ortony, A., Clore, G. L., &#38; Collins, A. (1988). <i>The cognitive structure of emotions.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460738&pid=S0874-2049200800020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Plutchik, R. (1993). Emotions and their vicissitudes: Emotions and psychopathology. In M. Lewis &#38; J. Haviland (Eds.), <i>Handbook of emotions</i>(pp. 53-66). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460740&pid=S0874-2049200800020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russell, J. A. (1980). A circumplex model of affect. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 39,</i> 1161-1178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460742&pid=S0874-2049200800020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schwarz, N., &#38; Clore, G. L. (1988). How do I feel about it? The informative function of affective states on memory. In K. Fiedler, &#38; J. Forgas (Eds.), <i>Affect, cognition and social behavior: New evidence and integrative attempts</i>(pp. 44-62). Lewiston, NY: Hogrefe, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460744&pid=S0874-2049200800020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sedikides, C. (1995). Attentional effects on mood are moderated by chronic <i>self</i>-conception valence. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 18</i> (5), 580-584.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460746&pid=S0874-2049200800020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Shaver, P. R., Wu, S., &#38; Schwartz, J. C. (1992). Cross-cultural similarities and differences in emotion and its representation: A prototype approach. In M. S. Clark (Ed.), <i>Emotion</i> (pp. 175-212). Newbury Park, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, C. A. (1989). Dimensions of appraisal and physiological response in emotion. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 5,</i> 123-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460749&pid=S0874-2049200800020000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, C. A., &#38; Kirby, L. D. (2000). Consequences require antecedents: Toward a process model of emotion elicitation. In J. P. Forgas (Ed.), <i>Feeling and thinking: The role of affect in social cognition</i> (pp. 83-108). Paris-Cambridge: Editions de la Maison des Sciences de L&#8217;Homme &#38; Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460751&pid=S0874-2049200800020000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Solomon, R. C. (1993). The philosophy of emotions. In M. Lewis &#38; J. Haviland (Eds.), <i>Handbook of emotions</i> (pp. 3-15). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460753&pid=S0874-2049200800020000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Solomon, R. C. (Ed.) (2003). <i>What is an emotion? Classic and contemporary readings,</i>(2<sup>nd</sup> Ed.). New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460755&pid=S0874-2049200800020000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Strongman, K. T. (1996). <i>The psychology of emotion: Theories of emotion in perspective</i> (4<sup>th</sup> Ed.). West Sussex, UK: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460757&pid=S0874-2049200800020000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Taylor, S. E., Aspinwall, L. G., &#38; Giuliano, T. A. (1994). Emotions as psychological achievments. In S. H. M. Van Goozen, N. E. Van de Poll, &#38; J. A. Sergeant (Eds.), <i>Emotions: Essays on emotion theory</i> (pp. 219-240). Hillsdale, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Vallerand, R. J., &#38; Blanchard, C. M. (2000). The study of emotions in sport and exercise: Historical, definitional and conceptual perspectives. In Y. L. Hanin (Ed.), <i>Emotions in sport</i> (pp. 3-37). Champaign, IL: Human Kinetics.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Watson, D., &#38; Tellegen, A. (1985). Toward a consensual structure of mood. <i>Psychological Bulletin,</i> 98, 219-235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460761&pid=S0874-2049200800020000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Wilson, T. D., &#38; Klaaren, K. J. (1992). &#8220;Expectation whirls me round&#8221;: The role of affective expectations in affective experiences. In M. S. Clark (Ed.), <i>Emotion and social behavior</i> (pp. 1-31). Newbury Park, CA: Sage Publications, Inc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zajonc, R. B. (1980). Feeling and thinking: Preferences need no inferences. <i>American Psychologist, 35,</i> 151-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460764&pid=S0874-2049200800020000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zajonc, R. B. (1998). <i>Emotions.</i> In D. T. Gilbert, S. T. Fiske &#38; L. Gardner (Eds.), <i>Handbook of Social Psychology,</i> (pp. 591-634). New York; NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460766&pid=S0874-2049200800020000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zajonc, R. B. (2000). Feeling and thinking: Closing the debate over the independence of affect. In J. P. Forgas (Ed.), <i>Feeling and thinking: The role of affect in social cognition</i> (pp. 31-58). Paris-Cambridge: Editions de la Maison des Sciences de L&#8217;Homme &#38; Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=460768&pid=S0874-2049200800020000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4">Tradu&#231;&#227;o dos autores.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5">Os termos em l&#237;ngua inglesa &#8216;anger&#8217; e &#8216;disgust&#8217;, por exemplo, s&#227;o comummente traduzidos por &#8216;raiva&#8217; e &#8216;nojo&#8217;. No entanto, somos da opini&#227;o que essas n&#227;o s&#227;o as tradu&#231;&#245;es mais adequadas e que, considerando o seu significado conotativo na l&#237;ngua portuguesa, os termos irrita&#231;&#227;o e avers&#227;o s&#227;o mais adequados e traduzem mais fielmente a intensidade das experi&#234;ncias emocionais relacionadas, raz&#227;o pela qual utilizamos as duas denomina&#231;&#245;es (i.e., irrita&#231;&#227;o/ raiva, avers&#227;o/ nojo).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6">Tradu&#231;&#227;o dos autores.    <p><font face="Verdana" size="2">      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7">Tradu&#231;&#227;o dos autores.    <p><font face="Verdana" size="2">      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8">Tradu&#231;&#227;o dos autores.    <p><font face="Verdana" size="2">       ]]></body><back>
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