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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This empirical study as well as aimed at characterizing adults&#8217; emotional repertoire and differentiation, as well as emotional regulation strategies, and assessing how these vary as a function of socio-demographic characteristics. It also focused on the relationship between emotional repertoire and differentiation and emotional regulation. A sample of 824 adults aged 18 to 65 years answered two self-reports, the Range and Differentiation of Emotional Experience Scale and the Emotion Regulation Questionnaire. Results showed that higher emotional repertoire and differentiation is associated with lower emotional suppression. Additionally, higher emotional differentiation is coupled wih higher cognitive reappraisal. No gender differences were found in terms of emotional repertoire and differentiation, but males use more emotional suppression. Finally, individuals with lower educational lever report lower emotional repertoire than individuals with higher educational level and use more both emotional regulation strategies.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Diferencia&#231;&#227;o emocional e regula&#231;&#227;o emocional em adultos portugueses</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Emotional differentiation and emotion regulation in Portuguese adults</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Filipa Machado Vaz<sup>1</sup>; Carla Martins<sup>2</sup>; Eva Costa Martins<sup>3</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Escola de Psicologia, Universidade do Minho.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Escola de Psicologia, Universidade do Minho. E-mail: <a href="mailto:cmartins@iep.uminho.pt">cmartins@iep.uminho.pt</a> </font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>ISMAI, Instituto Superior da Maia.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo emp&#237;rico pretendeu caracterizar o repert&#243;rio e capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional e estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional em adultos, como estas se relacionam, bem como avaliar como variam em fun&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas s&#243;cio-demogr&#225;ficas. Uma amostra de 824 indiv&#237;duos entre os 18 e os 65 anos respondeu a dois question&#225;rios, a <i>Escala de Avalia&#231;&#227;o do Repert&#243;rio e Capacidade de Diferencia&#231;&#227;o Emocional</i> e o <i>Question&#225;rio de Regula&#231;&#227;o Emocional.</i>Os resultados evidenciaram que, quanto maior &#233; o repert&#243;rio e a diferencia&#231;&#227;o emocional, menor &#233; a utiliza&#231;&#227;o da supress&#227;o emocional. Adicionalmente, uma maior capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional est&#225; associada a uma maior reavalia&#231;&#227;o cognitiva. Apesar de n&#227;o haver diferen&#231;as de g&#233;nero em termos de repert&#243;rio e diferencia&#231;&#227;o emocional, os homens recorrem mais &#224; supress&#227;o emocional. Indiv&#237;duos com o Ensino B&#225;sico referem menor repert&#243;rio emocional do que indiv&#237;duos com um n&#237;vel de escolaridade mais elevado (Secund&#225;rio ou Superior/P&#243;s-Graduado) e empregam mais ambas as estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Emo&#231;&#245;es, diferencia&#231;&#227;o emocional, regula&#231;&#227;o emocional, idade adulta.</font></p>      <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">This empirical study as well as aimed at characterizing adults&#8217; emotional repertoire and differentiation, as well as emotional regulation strategies, and assessing how these vary as a function of socio-demographic characteristics. It also focused on the relationship between emotional repertoire and differentiation and emotional regulation. A sample of 824 adults aged 18 to 65 years answered two self-reports, the <i>Range and Differentiation of Emotional Experience Scale</i> and the <i>Emotion Regulation Questionnaire.</i> Results showed that higher emotional repertoire and differentiation is associated with lower emotional suppression. Additionally, higher emotional differentiation is coupled wih higher cognitive reappraisal. No gender differences were found in terms of emotional repertoire and differentiation, but males use more emotional suppression. Finally, individuals with lower educational lever report lower emotional repertoire than individuals with higher educational level and use more both emotional regulation strategies.</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: Emotions, emotional differenciation, emotion regulation, adulthood.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As emo&#231;&#245;es, enquanto reac&#231;&#245;es subjectivas e idiossincr&#225;ticas a um determinado evento do ambiente interno ou externo, s&#227;o caracterizadas por mudan&#231;as fisiol&#243;gicas, cognitivas, experienciais e comportamentais, que permitem ao indiv&#237;duo a atribui&#231;&#227;o de um significado &#224; experi&#234;ncia e o preparam para a ac&#231;&#227;o (Kring &#38; Bachorowski, 1999; Sroufe, 1996). Assim, as emo&#231;&#245;es n&#227;o se resumem &#224; reac&#231;&#227;o fisiol&#243;gica do organismo a um est&#237;mulo: para experienciar uma emo&#231;&#227;o, o indiv&#237;duo tem de atribuir um significado a essa activa&#231;&#227;o, em fun&#231;&#227;o do tipo de activa&#231;&#227;o fisiol&#243;gica experienciada, do contexto em que ocorre, das experi&#234;ncias passadas e das mem&#243;rias epis&#243;dicas constru&#237;das (Barrett, 2006). Este processo denomina-se <i>diferencia&#231;&#227;o emocional</i> a qual, em articula&#231;&#227;o com a activa&#231;&#227;o emocional, conduz o indiv&#237;duo a experienciar uma emo&#231;&#227;o. Na sequ&#234;ncia deste processo de diferencia&#231;&#227;o emocional, surgem determinadas estrat&#233;gias de <i>regula&#231;&#227;o emocional</i> que o indiv&#237;duo utiliza para expressar ou n&#227;o as suas emo&#231;&#245;es (Barrett, 2006).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Diferencia&#231;&#227;o emocional na idade adulta</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A diferencia&#231;&#227;o emocional consiste num processo de representa&#231;&#227;o mental da emo&#231;&#227;o, de simboliza&#231;&#227;o e consequente expans&#227;o da reac&#231;&#227;o fisiol&#243;gica experienciada, sendo constitu&#237;da por duas dimens&#245;es: (i) o repert&#243;rio de experi&#234;ncias emocionais, relacionado com a diversidade de emo&#231;&#245;es experienciadas por cada indiv&#237;duo e (ii) a capacidade para realizar distin&#231;&#245;es subtis entre emo&#231;&#245;es similares (Kang &#38; Shaver, 2004). Se alguns indiv&#237;duos experienciam as emo&#231;&#245;es de uma forma altamente diferenciada, distinguindo-as minuciosamente de entre uma ampla variedade de emo&#231;&#245;es poss&#237;veis, outros vivenciam-nas de uma forma relativamente indiferenciada, utilizando termos emocionais sem grande distin&#231;&#227;o (Barrett, 2004; Lindquist, Barrett, Bliss-Moreau &#38; Russell, 2006). De facto, indiv&#237;duos com boa capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional, s&#227;o capazes de saber o que est&#227;o a sentir e porqu&#234;, e t&#234;m acesso a um n&#237;vel maior de conhecimento emocional (Barrett &#38; Russel, 1998). Em contraste, indiv&#237;duos com reduzida capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional utilizam categorias supra-ordenadas como forma de categoriza&#231;&#227;o das suas experi&#234;ncias (por exemplo, categorizando como desagrad&#225;veis, emo&#231;&#245;es que poderiam ser classificadas como tristeza, raiva ou medo), experienciando as suas emo&#231;&#245;es de forma pouco espec&#237;fica (Lindquist <i>et al.,</i> 2006). Consequentemente, a capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional assume um papel de relevo na forma como o indiv&#237;duo regula as suas emo&#231;&#245;es (Barrett, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Regula&#231;&#227;o emocional na idade adulta</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A regula&#231;&#227;o emocional traduz-se num conjunto de estrat&#233;gias que o indiv&#237;duo utiliza para aumentar, manter ou diminuir uma ou mais componentes de uma determinada resposta emocional, podendo ocorrer em todas as dimens&#245;es do processamento emocional, nomeadamente a n&#237;vel fisiol&#243;gico, cognitivo, comportamental, experiencial e social (Gross, 1999). A n&#237;vel fisiol&#243;gico, o processo de regula&#231;&#227;o emocional permite que a activa&#231;&#227;o emocional seja redireccionada, controlada, modelada e modificada, de modo a permitir ao indiv&#237;duo funcionar de forma adaptativa em situa&#231;&#245;es emocionalmente activadoras (Cicchetti, Ackerman, &#38; Izard, 1995). A n&#237;vel cognitivo, o indiv&#237;duo rev&#234; a situa&#231;&#227;o e modifica o significado das suas emo&#231;&#245;es, de modo a transformar ou regular as suas reac&#231;&#245;es emocionais. A n&#237;vel comportamental, os indiv&#237;duos podem, por um lado, controlar o que pretendem expressar e o que pretendem suprimir e, por outro, gerir as situa&#231;&#245;es &#224;s quais decidem exp&#244;r-se, o que, por sua vez, conduz &#224; procura ou evitamento de determinado est&#237;mulo que evoque as emo&#231;&#245;es (Greenberg, 2002).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o acerca das diferen&#231;as individuais ao nivel da regula&#231;&#227;o emocional no adulto tem-se centrado principalmente no estudo de duas estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional temporalmente distintas no processo emocional: reavalia&#231;&#227;o cognitiva (estrat&#233;gia de regula&#231;&#227;o emocional antecedente &#224; resposta emocional) e supress&#227;o emocional (estrat&#233;gia de regula&#231;&#227;o emocional centrada na resposta emocional) (Gross &#38; Thompson, 2007). A reavalia&#231;&#227;o cognitiva permite a modifica&#231;&#227;o da totalidade da sequ&#234;ncia emocional, possibilitando a experi&#234;ncia de mais emo&#231;&#245;es positivas e de menos emo&#231;&#245;es negativas, sem consequ&#234;ncias fisiol&#243;gicas, cognitivas ou interpessoais desadaptativas (Gross &#38; John, 2003). A supress&#227;o emocional cinge-se &#224; modifica&#231;&#227;o da componente comportamental e express&#227;o emocional, n&#227;o reduzindo a experi&#234;ncia emocional negativa, estando associada a uma diminui&#231;&#227;o de experi&#234;ncias emocionais positivas, a dificuldades na elabora&#231;&#227;o de mem&#243;rias relacionadas com o contexto social, comprometendo o funcionamento social a v&#225;rios n&#237;veis (Srivastava, McGonigal, Tamir, John, &#38; Gross, 2009).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Diferencia&#231;&#227;o emocional e regula&#231;&#227;o emocional na idade adulta</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estudos recentes sublinham a necessidade de aprofundar a rela&#231;&#227;o entre a capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional e a efic&#225;cia das estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional utilizadas (Barrett, Gross, Conner, &#38; Benvenuto, 2001; Wranik, Barrett, &#38; Salovey, 2007). Sabermos com exactid&#227;o o que estamos a sentir permite o acesso, n&#227;o s&#243; a informa&#231;&#227;o sobre a signific&#226;ncia da situa&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m a estrat&#233;gias de <i>coping</i> a utilizar. Por outras palavras, se uma maior capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional est&#225; relacionada com uma maior activa&#231;&#227;o do conhecimento relativo &#224;s emo&#231;&#245;es, esta, por sua vez, poder&#225; estar associada &#224; capacidade para regular as emo&#231;&#245;es (Wranik, Barrett, &#38; Salovey, 2007). Nesta linha, v&#225;rios estudos demonstram que os indiv&#237;duos com uma maior capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional apresentam uma maior diversidade e adequa&#231;&#227;o de estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional (Barrett <i>et al.,</i> 2001; Philippot, Baeyens, Douilliez, &#38; Francart, 2004; Tugade, Barrett, &#38; Gross, 2004). Assim, a capacidade de diferencia&#231;&#227;o e regula&#231;&#227;o emocional parecem estar positivamente correlacionadas, na medida em que o conhecimento emocional poder&#225; estar na base da avalia&#231;&#227;o da ac&#231;&#227;o e da percep&#231;&#227;o, permitindo ao indiv&#237;duo decidir quando e como regular as suas emo&#231;&#245;es de uma forma adaptativa (Barrett, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo tem um duplo objectivo. Em primeiro lugar, pretende-se caracterizar o repert&#243;rio e a capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional e estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional, numa amostra de adultos, e analisar as suas intercorrela&#231;&#245;es. Em segundo lugar, pretende-se analisar como o repert&#243;rio e a capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional e de regula&#231;&#227;o emocional variam em fun&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas s&#243;cio-demogr&#225;ficas dos indiv&#237;duos, nomeadamente, idade, g&#233;nero e n&#237;vel de escolaridade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A amostra &#233; constitu&#237;da por 824 indiv&#237;duos com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos <i>(M</i> = 27,37, <i>DP</i> = 7,99). A maioria dos indiv&#237;duos &#233; do sexo masculino <i>(N</i> = 457, 55,5%), completou o Ensino Secund&#225;rio (N = 578, 70,1%) e &#233; solteiro (N = 569, 69,1%). (<a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a08t1.jpg">Tabela 1</a>)</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Medidas</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para este estudo foram utilizados dois instrumentos de avalia&#231;&#227;o previamente adaptados para a popula&#231;&#227;o adulta portuguesa: a Escala de Avalia&#231;&#227;o do Repert&#243;rio e Capacidade de Diferencia&#231;&#227;o Emocional <i>(Range and Differentiation of Emotional Experience Scale,</i> Kang &#38; Shaver, 2004; vers&#227;o portuguesa de Machado Vaz, Martins, &#38; Vieira) e o Question&#225;rio de Regula&#231;&#227;o Emocional <i>(Emotion Regulation Questionnaire,</i> Gross &#38; John, 2003; vers&#227;o portuguesa de Machado Vaz, Martins, &#38; Vieira).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A <i>Escala de Avalia&#231;&#227;o do Repert&#243;rio e Capacidade de Diferencia&#231;&#227;o Emocional</i> &#233; uma escala de auto-relato constitu&#237;da por catorze itens, avaliados numa escala de Likert de 7 pontos (1 <i>&#8220;N&#227;o me identifico</i>&#8221; at&#233; 7 <i>&#8220;Identifico-me totalmente</i>&#8221;) que se distribuem por duas sub-escalas: <i>Repert&#243;rio Emocional</i> e <i>Diferencia&#231;&#227;o Emocional</i>. A sub-escala <i>Repert&#243;rio Emocional </i>(a<sub>Cronba</sub>c<sub>h</sub> = 0,63 na vers&#227;o portuguesa) &#233; constitu&#237;da por seis itens que avaliam a variedade ou repert&#243;rio de diferentes emo&#231;&#245;es experienciadas pelo indiv&#237;duo (ex., <i>&#8220;Experiencio uma grande variedade de emo&#231;&#245;es&#8221;).</i> Os valores mais elevados indicam que o indiv&#237;duo possui um maior repert&#243;rio emocional. A sub-escala <i>Diferencia&#231;&#227;o Emocional</i> (a<sub>Cronbach</sub> = 0,82) &#233; constitu&#237;da por oito itens que avaliam a capacidade do indiv&#237;duo para fazer distin&#231;&#245;es subtis entre emo&#231;&#245;es similares (ex., <i>&#8220;Sou bom a distinguir diferen&#231;as subtis no significado de palavras emocionais muito relacionadas&#8221;).</i> Os valores mais elevados indicam uma maior capacidade para diferenciar categorias emocionais similares.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O <i>Question&#225;rio de Regula&#231;&#227;o Emocional</i> &#233; uma medida de auto-relato constitu&#237;da por dez itens, avaliados numa escala de Likert de 7 pontos (1 <i>&#8220;Discordo totalmente&#8221;</i> at&#233; 7 <i>&#8220;Concordo totalmente&#8221;).</i> Este instrumento &#233; constitu&#237;do por duas sub-escalas: a) <i>Reavalia&#231;&#227;o Cognitiva</i> (a<sub>Cron</sub>_ <sub>bach</sub> = 0,76), que integra seis itens (ex., <i>&#8220;Eu controlo as minhas emo&#231;&#245;es modificando a forma de pensar acerca da situa&#231;&#227;o em que me encontro &#8221;),</i> e b) <i>Supress&#227;o Emocional</i> (a<sub>Cronbach</sub> = 0,65), que integra quatro itens (ex., &#8220;<i>Quando estou a experienciar emo&#231;&#245;es negativas, fa&#231;o tudo para n&#227;o as expressar&#8221;).</i> Os resultados elevados em cada uma das sub-escalas reflectem uma maior utiliza&#231;&#227;o da estrat&#233;gia de regula&#231;&#227;o emocional espec&#237;fica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo foi implementado junto de uma amostra de adultos em doze institui&#231;&#245;es de ensino superior, institui&#231;&#245;es de ensino profissional e centros de reconhecimento e valida&#231;&#227;o de compet&#234;ncias em v&#225;rias zonas de Portugal Continental.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No momento da recolha de dados os indiv&#237;duos foram informados, verbalmente e por escrito, acerca dos objectivos do estudo, tendo sido garantida a confidencialidade de todos os dados recolhidos. A administra&#231;&#227;o dos instrumentos foi colectiva. Os indiv&#237;duos preencheram tamb&#233;m um pequeno question&#225;rio s&#243;cio-demogr&#225;fico com quest&#245;es sobre o sexo, idade, estado civil e n&#237;vel de escolaridade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Repert&#243;rio e Capacidade de Diferencia&#231;&#227;o Emocional e Regula&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Emocional</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a08t2.jpg">Tabela 2</a> apresenta as medidas descritivas das dimens&#245;es avaliadas - repert&#243;rio emocional e diferencia&#231;&#227;o emocional bem como as duas estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional - reavalia&#231;&#227;o cognitiva e supress&#227;o emocional. Todas as dimens&#245;es, &#224; excep&#231;&#227;o da Supress&#227;o Emocional, t&#234;m uma m&#233;dia acima do ponto m&#233;dio da escala.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Em termos de intercorrela&#231;&#245;es, apresentadas na <a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a08t3.jpg">Tabela 3</a>, foram encontradas correla&#231;&#245;es positivas significativas entre as dimens&#245;es do mesmo instrumento (repert&#243;rio emocional e diferencia&#231;&#227;o emocional, r = 0,37, <i>p</i> &#60; 0,001; reavalia&#231;&#227;o cognitiva e supress&#227;o emocional, <i>r</i> = 0,30, <i>p</i> &#60; 0,001). Para al&#233;m disso, quanto maior o repert&#243;rio emocional dos indiv&#237;duos, menor a utiliza&#231;&#227;o da supress&#227;o emocional como estrat&#233;gia de regula&#231;&#227;o emocional (r = -0,26, <i>p</i> &#60; 0,001). Por outro lado, indiv&#237;duos que expressam maior capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional, tendem a recorrer mais &#224; reavalia&#231;&#227;o cognitiva (r = 0,18, <i>p</i> &#60; 0,001) e menos &#224; supress&#227;o emocional (r = -0,07, <i>p</i> &#60; 0,05) enquanto estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional.</font></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A idade dos indiv&#237;duos correlaciona-se negativamente com o repert&#243;rio emocional <i>(r</i> = -0,07, <i>p</i> &#60; 0,05) e positivamente com a reavalia&#231;&#227;o cognitiva (r = 0,12, <i>p</i> &#60; 0,001) e a supress&#227;o emocional (r = 0,14, <i>p</i> &#60; 0,001). Assim, indiv&#237;duos mais velhos relatam menor repert&#243;rio emocional e maior utiliza&#231;&#227;o de ambas as estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Diferen&#231;as de g&#233;nero e n&#237;vel de escolaridade</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a08t4.jpg">Tabela 4</a> apresenta os resultados relativos &#224;s MANOVAs utilizadas para investigar diferen&#231;as de g&#233;nero ao n&#237;vel das dimens&#245;es emocionais avaliadas.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">No que toca ao repert&#243;rio e diferencia&#231;&#227;o emocional, n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significativas entre homens e mulheres (Wilks&#8217; Lambda = 0,99, F(2, 821) = 1,34, <i>n.s.).</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em contraste, foram encontradas diferen&#231;as multivariadas entre os grupos no que diz respeito &#224; utiliza&#231;&#227;o de estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional (Wilks&#8217; Lambda= 0,98, <i>F</i> (2, 821) = 7,14<i>,p</i> &#60; 0,001). Testes univariados revelaram que os homens recorrem mais &#224; supress&#227;o emocional como estrat&#233;gia de regula&#231;&#227;o emocional do que as mulheres. N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as de g&#233;nero em termos de reavalia&#231;&#227;o cognitiva.</font></p>           <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a08t5.jpg">Tabela 5</a> apresenta os resultados relativos &#224;s MANOVAs para avalia&#231;&#227;o do efeito do n&#237;vel de escolaridade nas dimens&#245;es avaliadas.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Foram encontradas diferen&#231;as multivariadas entre os indiv&#237;duos com diferentes n&#237;veis de escolaridade em termos do seu repert&#243;rio e diferencia&#231;&#227;o emocional (Wilks&#8217; Lambda = 0,96, F(4, 1638) = 7,63, <i>p</i> &#60; 0,001). Testes univariados evidenciaram diferen&#231;as ao n&#237;vel do repert&#243;rio emocional, mas n&#227;o em termos de diferencia&#231;&#227;o emocional. Testes post-hoc de Scheff&#233; revelaram que os indiv&#237;duos com o Ensino B&#225;sico referem menor Repert&#243;rio Emocional do que os indiv&#237;duos do Ensino Secund&#225;rio ou Superior, os quais n&#227;o se diferenciam entre si.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, pretendemos avaliar a influ&#234;ncia do n&#237;vel de escolaridade na implementa&#231;&#227;o de estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional. Uma vez mais, foram encontradas diferen&#231;as multivariadas ao n&#237;vel das estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional em fun&#231;&#227;o do n&#237;vel de escolaridade dos participantes (Wilks&#8217; Lambda = 0,95, F(4, 1638) = 10,38, <i>p</i> &#60; 0,001). Testes univariados evidenciaram diferen&#231;as ao n&#237;vel de ambas as estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional. Tanto ao n&#237;vel da utiliza&#231;&#227;o da reavalia&#231;&#227;o cognitiva como da supress&#227;o emocional, testes post-hoc de Scheff&#233; revelaram que os indiv&#237;duos com o Ensino B&#225;sico utilizam mais ambas as estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional do que os indiv&#237;duos com n&#237;vel de escolaridade mais elevado (Secund&#225;rio ou Superior/P&#243;s-Graduado).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo emp&#237;rico teve o duplo objectivo de caracterizar o repert&#243;rio e a capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional e de regula&#231;&#227;o emocional e suas interrela&#231;&#245;es, bem como avaliar como estas variam em fun&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas s&#243;cio-demogr&#225;ficas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nesta amostra de adultos portugueses foi encontrada uma correla&#231;&#227;o positiva entre o repert&#243;rio emocional e a diferencia&#231;&#227;o emocional, resultados consistentes com a evid&#234;ncia emp&#237;rica existente (cf. Kang &#38; Shaver, 2004). Assim, quanto maior for o repert&#243;rio emocional do indiv&#237;duo, maior ser&#225; a sua capacidade de diferenciar as suas emo&#231;&#245;es, podendo estas duas dimens&#245;es caracterizar a complexidade emocional de uma pessoa (Kang &#38; Shaver, 2004). Tamb&#233;m entre as duas estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional foi detectada uma correla&#231;&#227;o positiva. Este resultado &#233; surpreendente na medida em que reavalia&#231;&#227;o cognitiva e supress&#227;o emocional s&#227;o, de alguma forma, estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional diversas e cuja utiliza&#231;&#227;o se esperaria independente (Gross &#38; John, 2003). De facto, enquanto a reavalia&#231;&#227;o cognitiva &#233; uma estrat&#233;gia de regula&#231;&#227;o emocional adaptativa, na medida em que permite a experi&#234;ncia de mais emo&#231;&#245;es positivas e de menos emo&#231;&#245;es negativas, j&#225; a supress&#227;o emocional poder&#225; ser considerada desadaptativa, dado que n&#227;o reduz a experi&#234;ncia emocional negativa experienciada e est&#225; associada a v&#225;rios efeitos negativos no funcionamento social (Srivastava <i>et al.,</i> 2009).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A supress&#227;o emocional revelou uma correla&#231;&#227;o negativa com o repert&#243;rio e a diferencia&#231;&#227;o emocional. Indiv&#237;duos que expressam maior repert&#243;rio e capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional tendem a recorrer menos &#224; supress&#227;o emocional enquanto estrat&#233;gia de regula&#231;&#227;o emocional. Por outro lado, indiv&#237;duos que expressam maior capacidade de diferencia&#231;&#227;o emocional tendem a recorrer mais &#224; reavalia&#231;&#227;o cognitiva e esta n&#227;o est&#225; associada ao repert&#243;rio emocional. Existe um amplo consenso de que um conhecimento elaborado acerca das emo&#231;&#245;es est&#225; relacionado com uma melhor regula&#231;&#227;o emocional em adultos (Wranik, Barrett, &#38; Salovey, 2007), podendo igualmente, conjecturar-se esta rela&#231;&#227;o a respeito de uma maior variabilidade emocional. Mas este pode n&#227;o ser o caso. Kang e Shaver (2004) referem que indiv&#237;duos com maior diferencia&#231;&#227;o emocional tendem a perceber as emo&#231;&#245;es que experienciam com maior clareza, enquanto as pessoas com uma propens&#227;o para experienciar uma grande amplitude de emo&#231;&#245;es t&#234;m propens&#227;o para terem sentimentos fortes que podem ser desorganizadores. Assim, mais importante do que o indiv&#237;duo ter um elevado n&#250;mero de experi&#234;ncias emocionais, &#233; este ser capaz de diferenciar as emo&#231;&#245;es, compreender a sua fun&#231;&#227;o e reflectir sobre as mesmas. Tais compet&#234;ncias, por seu turno, revelam-se fundamentais para uma boa regula&#231;&#227;o emocional, permitindo aos indiv&#237;duos decidir o que querem expressar ou suprimir (Barrett <i>etal.,</i> 2001). Os nossos resultados parecem, pois, apoiar a ideia de que indiv&#237;duos com uma maior capacidade de diferencia&#231;&#227;o ser&#227;o capazes de regular as suas emo&#231;&#245;es de forma mais adaptativa (recorrendo menos &#224; supress&#227;o emocional e mais &#224; reavalia&#231;&#227;o cognitiva) do que indiv&#237;duos com dificuldades de diferencia&#231;&#227;o emocional (Barrett, 1998; Barrett <i>et al.,</i> 2001). O repert&#243;rio emocional apresenta-se como uma dimens&#227;o menos diferenciadora das duas estrat&#233;gias, visto somente se correlacionar com a supress&#227;o emocional. Este resultado poder&#225; refor&#231;ar a investiga&#231;&#227;o que mostra a liga&#231;&#227;o entre a estrat&#233;gia regulat&#243;ria de supress&#227;o e nomeadamente uma diminui&#231;&#227;o de experi&#234;ncias emocionais positivas (John &#38; Gross, 2004).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, &#233; necess&#225;rio apontar o facto de todos os nossos coeficientes de correla&#231;&#227;o, embora significativos, serem de baixa magnitude. Desta forma, apesar de podermos concluir que h&#225; associa&#231;&#245;es significativas entre as dimens&#245;es estudadas, algumas delas (ex., maior diferencia&#231;&#227;o emocional, menor supress&#227;o emocional) poder&#227;o ser devido &#224; dimens&#227;o da amostra e n&#227;o a rela&#231;&#245;es que, de facto, existam na popula&#231;&#227;o adulta portuguesa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foram encontradas correla&#231;&#245;es entre a idade e os constructos emocionais estudados, resultados consistentes com outras evid&#234;ncias emp&#237;ricas: negativas com o repert&#243;rio emocional e positivas com ambas as estrat&#233;gias emocionais. Por outras palavras, indiv&#237;duos mais velhos relatam menor repert&#243;rio emocional (Lane, Sechrest &#38; Riedel, 1998) e maior utiliza&#231;&#227;o de ambas as estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional. No entanto, uma vez mais, as correla&#231;&#245;es s&#227;o de baixa magnitude pelo que n&#227;o devem ser sobrevalorizadas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em termos da rela&#231;&#227;o entre as dimens&#245;es emocionais avaliadas e o g&#233;nero, embora n&#227;o tenham sido encontradas diferen&#231;as no que toca ao repert&#243;rio e diferencia&#231;&#227;o emocional, tal como no estudo original do question&#225;rio, os homens relatam recorrer mais &#224; supress&#227;o emocional como estrat&#233;gia de regula&#231;&#227;o emocional do que as mulheres (Gross e John, 2003). De facto, nas sociedades ocidentais, expressar emo&#231;&#245;es &#233; visto como sendo caracter&#237;stico das mulheres, pelo que a supress&#227;o emocional por parte dos homens &#233; compreens&#237;vel (Brody, 2000).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O nosso estudo evidenciou, ainda, um efeito do n&#237;vel de escolaridade. Concretamente, os indiv&#237;duos com o Ensino B&#225;sico reportam menor repert&#243;rio emocional, associado a uma maior utiliza&#231;&#227;o de ambas as estrat&#233;gias de regula&#231;&#227;o emocional do que indiv&#237;duos com um n&#237;vel de escolaridade mais elevado (Secund&#225;rio ou Superior/P&#243;s-Graduado), os quais n&#227;o diferem entre si. Estes resultados v&#227;o, de alguma forma, na mesma linha do resultado emp&#237;rico de Lane e colaboradores que encontraram que baixa <i>emotional awareness</i> est&#225; associada a menos anos de escolaridade (Lane <i>et al.,</i> 1998). Igualmente, estando a percep&#231;&#227;o da variabilidade emocional intimamente relacionada com as oportunidades educacionais e desenvolvimento da linguagem (Wranik, Barrett, &#38; Salovey, 2007), o n&#237;vel de escolaridade poder&#225; ser um indicador destes factores. A maior utiliza&#231;&#227;o de supress&#227;o emocional por parte dos indiv&#237;duos menos escolarizados &#233; coerente com o seu menor repert&#243;rio emocional. Como verific&#225;mos anteriormente, a estrat&#233;gia de reavalia&#231;&#227;o cognitiva est&#225; associada &#224; de supress&#227;o emocional, contrariamente a outros estudos, podendo justificar esta maior preponder&#226;ncia nos indiv&#237;duos com o Ensino B&#225;sico. Esta diferen&#231;a caracter&#237;stica ou n&#227;o &#224; popula&#231;&#227;o portuguesa necessita de mais investiga&#231;&#227;o. &#201; curioso verificar que, analisando os estudos com o instrumento, nos EUA e na Europa, as vari&#225;veis relacionadas com o NSE n&#227;o s&#227;o analisadas, talvez porque as amostras s&#227;o constitu&#237;das maioritariamente por alunos universit&#225;rios (cf. Gross &#38; John, 2003; Verduyn, Delvaux, Van Coillie, Tuerlinckx, &#38; Van Mechelen, 2009). Esta poder&#225; ser uma importante linha de investiga&#231;&#227;o futura.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, salientamos a import&#226;ncia de alargar este estudo a popula&#231;&#245;es cl&#237;nicas em contexto portugu&#234;s, com especial relevo para perturba&#231;&#245;es em que as dificuldades em regular as emo&#231;&#245;es assumem relev&#226;ncia primordial, como sejam, por exemplo, as perturba&#231;&#245;es de humor e ansiedade (Campbell-Sills &#38; Barlow, 2007) ou a depend&#234;ncia do &#225;lcool (Sher &#38; Grekin, 2007), entre outros.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barrett, L. F. (1998). Discrete emotions or dimensions? The role of valence focus and arousal focus. <i>Cognition and Emotion, 12,</i> 579-599.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461891&pid=S0874-2049200800020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barrett, L. F. (2004). Feelings or words? Understanding the content in self-report ratings of experienced emotion. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 87(2),</i> 266-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461893&pid=S0874-2049200800020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barrett, L. F. (2006). Solving the emotion paradox: Categorization and the experience of emotion. <i>Personality and Social Psychology Review, 10,</i>20-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461895&pid=S0874-2049200800020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barrett, L. F., Gross, J., Conner, T., &#38; Benvenuto, M. (2001). Emotion differentiation and regulation. <i>Cognition and Emotion, 15,</i> 713-724.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461897&pid=S0874-2049200800020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barrett, L. F., &#38; Russell, J. A. (1998). Independence and bipolarity in the structure of current affect. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 74,</i>967-984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461899&pid=S0874-2049200800020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brody, L. R. (2000). The socialization of gender differences in emotional expression: Display rules, infant temperament, and differentiation. In A. H. Fischer (Ed.), <i>Gender and emotion: Social psychological perspectives</i>(pp. 24-47). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461901&pid=S0874-2049200800020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Campbell-Sills, L., &#38; Barlow, D. H. (2007). Incorporating emotion regulation into conceptualizations and treatments of anxiety and mood disorders. In J. J. Gross (Ed.), <i>Handbook of emotion regulation</i> (pp. 542-559). 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(2002). <i>Emotion-focused therapy: coaching clients to work through their feelings.</i> Washington DC: American Psychological Association.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gross, J. J. (1999). Antecedent and response focused emotion regulation: <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i> 74(1), 224-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461908&pid=S0874-2049200800020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gross, J. J., &#38; John, O. P. (2003). Individual differences in two emotion regulation processes. <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i>85(2), 348-362.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461910&pid=S0874-2049200800020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gross, J. J., &#38; Thompson, R. A. (2007). Emotion regulation: Conceptual foundations. In J. J. Gross (Ed.), <i>Handbook of emotion regulation</i> (pp. 3-24). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461912&pid=S0874-2049200800020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">John, O. P., &#38; Gross, J. J. (2004). Healthy and unhealthy emotion regulation: Personality processes, individual differences, and lifespan development. <i>Journal of Personality, 72,</i> 1301-1334.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461914&pid=S0874-2049200800020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kang, S., &#38; Shaver, P. (2004). Individual differences in emotional complexity: their psychological implications. <i>Journal of Personality,</i> 72(4), 687-726.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461916&pid=S0874-2049200800020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kring, A. M., &#38; Bachorowski, J. A. (1999). Emotions and psychopathology. <i>Cognition and emotion, 13(5),</i> 575-599.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461918&pid=S0874-2049200800020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lane, R. D., Sechrest, L., &#38; Riedel, R. (1998). Sociodemographic correlates of alexithymia. <i>Comprehensive Psychiatry, 39,</i> 377-385.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461920&pid=S0874-2049200800020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lindquist, K. A., Barrett, L. F., Bliss-Moreau, E., &#38; Russell, J. A. (2006). Language and perception of emotion. <i>Emotion,</i> 6(1), 125-138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461922&pid=S0874-2049200800020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Machado Vaz, F., Martins, C., &#38; Vieira, D. (Submetido). Psychometric properties of the Portuguese Version of the Emotion Regulation Questionnaire (<i>ERQ</i>). <i>The Spanish Journal of Psychology.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461924&pid=S0874-2049200800020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Machado Vaz, F., Martins, C., &#38; Vieira, D. (Em prepara&#231;&#227;o). The Portuguese Version of the Range and Differentiation of Emotional Experience Scale.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461926&pid=S0874-2049200800020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Philippot, P., Baeyens, C., Douilliez, C., &#38; Francart, B. (2004). Cognitive regulation of emotion: Application to clinical disorders. In P. Philippot &#38; R. S. Feldman (Eds.), <i>The regulation of emotion</i> (pp. 71-97). Mahwah, NJ: Erlbaum.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sher, K. J., &#38; Grekin, E. R. (2007). Alcohol and affect regulation. In J. J. Gross (Ed.), <i>Handbook of emotion regulation</i> (pp. 560-580). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461929&pid=S0874-2049200800020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Srivastava, S., Tamir, M., McGonigal, K. M., John, O. P., &#38; Gross, J. J. (2009). The social costs of emotional suppression: A prospective study of the transition to college. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 96,</i>883-897.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461931&pid=S0874-2049200800020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sroufe, A. (1996). <i>Emotional Development. The organization of emotional life in the early years.</i> New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461933&pid=S0874-2049200800020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tugade, M. M., Barrett, L. F., &#38; Gross, J. J. (2004, July). Matters of feeling precisely: Examining emotional granularity and emotion regulation in context. In S. J. Catanzaro (Chair) Individual differences in mood experience: Recent developments and future trends. <i>Symposium at the annual meeting of the American Psychological Society,</i> Chicago,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461935&pid=S0874-2049200800020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> IL.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Verduyn, P., Delvaux, E., Van Coillie, H., Tuerlinckx, F., &#38; Van Mechelen, I. (2009). Predicting the duration of emotional experience: Two experience sampling studies. <i>Emotion, 9,</i> 83-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461937&pid=S0874-2049200800020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wranik, T., Feldman Barrett, L., &#38; Salovey, P. (2007). Intelligent emotion regulation: Is knowledge power? In J. Gross (Ed.), <i>Handbook of emotion regulation</i> (pp. 393-407). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461939&pid=S0874-2049200800020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>             ]]></body><back>
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