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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A qualidade conjugal como preditora dos estilos educativos parentais: o perfil discriminante de casais com filhos adolescentes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aimed to draw a discriminating profile of couples taking into consideration the dimensions of marital quality, adaptability, cohesion, satisfaction, level of marital conflict, the social-demographic variables and the parental rearing styles practiced with their children. We used a sample of 149 middle class couples with at least one teenage child, living in Porto Alegre city or in the countryside of Rio Grande do Sul. It was used an instrument composed of four scales: three to measure the dimensions of marital relationship and one for the dimensions of parenting. The results showed that the dimensions of marital quality express themselves in a dynamic and effective way in the variables which compose the parental rearing styles. Moreover, these results showed a coherence of functioning between the individual characteristics of the spouses concerning the practice of marital relationship as well as parenting.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>A qualidade conjugal como preditora dos estilos educativos parentais: o perfil discriminante de casais com filhos adolescentes</b></font></p>           <p><font face="Verdana" size="2"><b>Marital quality as a predictor of parental rearing styles: the discriminant profile of couples with teenager children</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Clarisse Mosmann<sup>1</sup>; Adriana Wagner<sup>2</sup>; Jorge Sarriera<sup>3</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Doutora em Psicologia pela PUCRS/Brasil. Terapeuta de Casal e Fam&#237;lia. Email: <a href="mailto:clarisse@redemeta.com.br">clarisse@redemeta.com.br</a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Doutora em Psicologia pela UAM/Espanha. Professora da PUCRS/Brasil. Coordenadora do Grupo de Pesquisa &#8220;Din&#226;mica das Rela&#231;&#245;es Familiares&#8221; PUCRS. Terapeuta de Casal e Fam&#237;lia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>Doutor em Psicologia pela UAM/Espanha. Professor da UFGRS/Brasil.</font></p>           <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo buscou tra&#231;ar um perfil discriminante de casais entre as dimens&#245;es da qualidade conjugal, adaptabilidade, coes&#227;o, satisfa&#231;&#227;o, n&#237;vel de conflito conjugal, as vari&#225;veis s&#243;cio-demogr&#225;ficas, e os estilos educativos parentais exercidos com os seus filhos. Para tanto utilizou-se uma amostra de 149 casais com, no m&#237;nimo, um filho adolescente, de n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico-m&#233;dio, residentes na cidade de Porto Alegre e no interior do Rio Grande do Sul. Foi utilizado um instrumento composto de quatro escalas: tr&#234;s para mensurar as dimens&#245;es da conjugalidade e uma para as dimens&#245;es da parentalidade. Os resultados mostraram que as dimens&#245;es da qualidade conjugal se expressam de forma efetiva e din&#226;mica nas vari&#225;veis que comp&#245;e os estilos educativos parentais. Ademais esses resultados mostraram uma coer&#234;ncia de funcionamento entre as caracter&#237;sticas individuais dos c&#244;njuges, tanto no exerc&#237;cio da conjugalidade, quanto da parentalidade.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-Chave</b>: fam&#237;lia, qualidade conjugal, estilos educativos parentais, rela&#231;&#245;es entre subsistemas.</font></p>      <hr size="1" noshade>           <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>                <p><font face="Verdana" size="2">The present study aimed to draw a discriminating profile of couples taking into consideration the dimensions of marital quality, adaptability, cohesion, satisfaction, level of marital conflict, the social-demographic variables and the parental rearing styles practiced with their children. We used a sample of 149 middle class couples with at least one teenage child, living in Porto Alegre city or in the countryside of Rio Grande do Sul. It was used an instrument composed of four scales: three to measure the dimensions of marital relationship and one for the dimensions of parenting. The results showed that the dimensions of marital quality express themselves in a dynamic and effective way in the variables which compose the parental rearing styles. Moreover, these results showed a coherence of functioning between the individual characteristics of the spouses concerning the practice of marital relationship as well as parenting.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: family, marital quality, parental rearing styles, subsystem relations.</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Atualmente um grande n&#250;mero de estudos tem documentado as associa&#231;&#245;es entre a qualidade do relacionamento conjugal e a rela&#231;&#227;o parental. Especificamente, sabe-se que algumas dimens&#245;es da conjugalidade, como o conflito conjugal, pode expressar-se em pr&#225;ticas educativas coercitivas e com pouca proximidade afetiva. Entretanto, essa conex&#227;o acaba por n&#227;o explicar a natureza dessas associa&#231;&#245;es (Frosch &#38; Mangeldorf, 2001); (Buehler &#38; Gerard, 2002); (Davies, Sturge-Apple &#38; Cummings, 2004).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a literatura, a maneira como a conjugalidade se expressa na parentalidade pode ser entendida atrav&#233;s do conceito denominado <i>spillover<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a></i> (Erel &#38; Burman, 1995); (Krishnakumar &#38; Buehler, 2000). O conceito <i>spillover</i> &#233; originado de distintas orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas como a teoria do estresse (Conger <i>et al.,</i> 1992a, 1993b), a teoria da aprendizagem social (Patterson, 1989), a teoria ecol&#243;gico-sist&#234;mica (Brofrenbrenner, 1996) e a teoria dos sistemas familiares (Minuchin, 1982).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A hip&#243;tese <i>spillover</i> sustenta uma rela&#231;&#227;o de influ&#234;ncia direta, ou seja, a forma como se estabelecem as rela&#231;&#245;es conjugais ter&#227;o conseq&#252;&#234;ncias que transbordar&#227;o e atingir&#227;o a rela&#231;&#227;o pais e filhos. Assim, se as rela&#231;&#245;es conjugais se estabelecem de forma negativa seus efeitos ser&#227;o diretos e influenciar&#227;o negativamente os filhos (Erel &#38; Burman, 1995).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No in&#237;cio da d&#233;cada de 2000, Krishnakumar e Buehler realizaram uma meta-an&#225;lise com objetivo de comprovar os achados de Erel e Burman na d&#233;cada de noventa. Os pesquisadores encontraram associa&#231;&#227;o entre o conflito conjugal e pr&#225;ticas parentais ineficazes, as correla&#231;&#245;es mostraram-se mais fortes entre o conflito conjugal, pr&#225;ticas punitivas e falta de aceita&#231;&#227;o afetiva com os filhos (Krishnakumar &#38; Buehler, 2000).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, no final dos anos noventa, Almeida, Wetherington e Chandler (1999) j&#225; haviam apontado essa rela&#231;&#227;o ao identificar, atrav&#233;s de uma pesquisa com anota&#231;&#245;es di&#225;rias sobre a vida conjugal e parental de casais norte-americanos, que tanto as m&#227;es quanto os pais mostraram-se 50% mais propensos a interagir de forma agressiva e menos responsiva com seus filhos, no dia em que haviam tido algum desentendimento com seu c&#244;njuge.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esses resultados sustentam o entendimento da teoria da aprendizagem social (Patterson, 1989) de que um casal com poucas habilidades em resolver problemas conjugais, definido como inabilidade em colaborar com o outro, comunicar-se de forma positiva e ser capaz de regular afetos negativos, n&#227;o ter&#225; tamb&#233;m essas habilidades como progenitores e conseq&#252;entemente, ter&#225; pouca capacidade de responder de forma afetiva e consistente as necessidades de seus filhos (Webster-Stratton &#38; Hammond, 1999).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo longitudinal desenvolvido por Gerard, Krishnakumar e Buheler (2006), investigou as rela&#231;&#245;es entre o conflito conjugal, a parentalidade e o ajustamento dos filhos, atrav&#233;s de uma amostra de 551 pais norte-americanos e mostrou que a rela&#231;&#227;o entre essas vari&#225;veis se mantiveram est&#225;veis do per&#237;odo da meia-inf&#226;ncia at&#233; a adolesc&#234;ncia de seus filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, os resultados mostram que as conex&#245;es s&#227;o est&#225;veis tanto para o conflito conjugal e a hostilidade parental, como tamb&#233;m para baixos n&#237;veis de conflito e altos n&#237;veis de envolvimento parental. Isso indica que os filhos s&#227;o atingidos tanto pelas dimens&#245;es negativas quanto positivas da conjugalidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, identifica-se que, atualmente, os pesquisadores come&#231;aram a desenvolver observa&#231;&#245;es mais detalhadas das intera&#231;&#245;es conjugais (Cummings &#38; Davies, 2002); (Davies, Cummings &#38; Winter, 2004) precisamente, para tentar identificar os processos que conectam a rela&#231;&#227;o conjugal com a parentalidade. Esses estudos mostraram a import&#226;ncia de avan&#231;ar das perspectivas individuais e globais para a investiga&#231;&#227;o dos modelos de intera&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O esfor&#231;o atual dos pesquisadores centra-se em identificar de forma mais complexa esses modelos de intera&#231;&#227;o. Essas novas dire&#231;&#245;es consideram a atua&#231;&#227;o de m&#250;ltiplos fatores de influencia e efeitos ao longo do tempo (Gerard, Krishnakumar &#38; Buehler, 2006). Em suma, essa chamada &#8220;segunda gera&#231;&#227;o&#8221; (Cummings &#38; Davies, 2002) de investiga&#231;&#245;es procura ampliar o entendimento dos processos e conex&#245;es entre os dois subsistemas: conjugal e parental.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, diversas pesquisas norte-americanas passaram a propor modelos de rela&#231;&#227;o entre determinadas dimens&#245;es da conjugalidade, da parentalidade e seus reflexos no ajustamento infantil. A maior parte dessas investiga&#231;&#245;es analisa a rela&#231;&#227;o entre o conflito, pr&#225;ticas parentais coercitivas e o ajustamento infantil (Webstter-Stratton &#38; Hammond, 1999); (Buehler &#38; Gerard, 2002). Por&#233;m, identifica-se uma lacuna nas investiga&#231;&#245;es ao n&#227;o considerarem outras dimens&#245;es da conjugalidade tais como a adaptabilidade, a coes&#227;o e a satisfa&#231;&#227;o conjugal, vari&#225;veis que possuem rela&#231;&#227;o comprovada com o funcionamento conjugal e familiar (Lindahl &#38; Malik, 1999); (Johnson, 2002); (Mosmann &#38; Wagner, 2008).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A pesquisa realizada por Johnson (2002), com adultos jovens norte-americanos, mostrou que as fam&#237;lias onde se identificam relacionamentos baseados na coes&#227;o e que demonstram bons n&#237;veis de adaptabilidade, s&#227;o n&#250;cleos favorecedores do desenvolvimento de filhos sens&#237;veis a tais caracter&#237;sticas. O autor pesquisou a associa&#231;&#227;o que estes adultos jovens fazem entre as caracter&#237;sticas do relacionamento conjugal de seus pais (adaptabilidade, coes&#227;o e conflito) e a sua rela&#231;&#227;o com os mesmos. O pesquisador identificou que os adultos jovens que percebem e definem seus pais com capacidade de resolu&#231;&#227;o de conflitos, apresentando compromisso, argumenta&#231;&#227;o e negocia&#231;&#227;o entre eles, tamb&#233;m se auto-avaliam como pessoas organizadas e dotadas das mesmas caracter&#237;sticas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste mesmo estudo, altos n&#237;veis de adaptabilidade e coes&#227;o mostraram-se associados a baixos n&#237;veis de conflito familiar. Jovens que reportaram baixos n&#237;veis de coes&#227;o e adaptabilidade entre seus pais, foram mais propensos a relatar conflito verbal e f&#237;sico entre eles e seus pais que os jovens que relataram m&#233;dios e altos n&#237;veis de coes&#227;o e adaptabilidade entre seus pais. Isso sugere que se os pais s&#227;o capazes de manter um relacionamento pr&#243;ximo afetivamente e compreensivo com seu c&#244;njuge, os jovens tendem a perceber o ambiente familiar como coeso e afetivo, onde normalmente, se utiliza t&#233;cnicas de resolu&#231;&#227;o de conflito baseadas na argumenta&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esses resultados sugerem um panorama interessante de intera&#231;&#227;o entre a conjugalidade e parentalidade, assumindo a rela&#231;&#227;o entre a adaptabilidade e a coes&#227;o, com o conflito conjugal, podemos pensar tamb&#233;m que essa associa&#231;&#227;o se expressa em rela&#231;&#227;o &#224; satisfa&#231;&#227;o conjugal. Esses casais que possuem altos n&#237;veis de adaptabilidade e coes&#227;o, provavelmente, experimentam altos n&#237;veis de satisfa&#231;&#227;o conjugal, e em conseq&#252;&#234;ncia, baixos n&#237;veis de conflito. Sendo assim, todas essas dimens&#245;es em intera&#231;&#227;o parecem se refletir em pr&#225;ticas educativas mais responsivas e menos coercitivas (Mosmann &#38; Wagner, 2008).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Seguindo essa linha de entendimento, Olson e DeFrain (2000) propuseram uma integra&#231;&#227;o do modelo Circumplexo (Olson, Sprenkle, &#38; Russell, 1979); (Olson, Russell &#38; Sprenkle, 1983); (Olson, 2000) com os estilos educativos parentais de Baumrind (1965a, 1971b, 1978c, 1996d).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No modelo circumplexo de Olson, a coes&#227;o &#233; definida como o grau de conex&#227;o emocional entre os membros do casal. N&#237;veis equilibrados de coes&#227;o indicam um relacionamento saud&#225;vel com senso de proximidade afetiva e com independ&#234;ncia entre os c&#244;njuges. N&#237;veis muito alto ou muito baixos de coes&#227;o indicariam problemas para o funcionamento conjugal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A adaptabilidade &#233; definida como a capacidade do casal de mudar e se adaptar em resposta a problemas situacionais ou do ciclo vital familiar. Assim como a coes&#227;o, n&#237;veis equilibrados de adaptabilidade estariam associados a um melhor funcionamento conjugal e n&#237;veis extremos, muito alto ou muito baixos a dificuldades no relacionamento conjugal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Com rela&#231;&#227;o aos estilos parentais, a tipologia proposta por Baumrind (1965) classifica o tipo de aceita&#231;&#227;o afetiva (responsividade) e o tipo de controle (exig&#234;ncia) exercido pelos pais atrav&#233;s de tr&#234;s possibilidades: autorit&#225;rio, autorizante ou permissivo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora esta classifica&#231;&#227;o tenha sido utilizada em diversas pesquisas nos anos oitenta, Maccoby e Martin (1983) propuseram uma amplia&#231;&#227;o deste entendimento atrav&#233;s das dimens&#245;es de responsividade e exig&#234;ncia e desmembraram o estilo permissivo em negligente e indulgente. Isto se baseou no entendimento destes pesquisadores de que pais que possuem baixos n&#237;veis de exig&#234;ncia podem variar na intensidade da responsividade. Assim, o estilo permissivo foi decomposto em negligente e indulgente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma a classifica&#231;&#227;o dos autores (Maccoby &#38; Martin, 1983) define que pais com altos n&#237;veis de responsividade e exig&#234;ncia s&#227;o classificados como autorizantes; em contraponto pais que apresentam baixos n&#237;veis de responsividade e exig&#234;ncia s&#227;o tidos como negligentes. Pais com altos &#237;ndices de responsividade, mas pouco exigentes s&#227;o categorizados como indulgentes, enquanto os que apresentam altos n&#237;veis de exig&#234;ncia e pouca responsividade s&#227;o tidos como autorit&#225;rios.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O entendimento de que as rela&#231;&#245;es entre as dimens&#245;es da conjugalidade e da parentalidade necessitam de mais modelos explicativos de intera&#231;&#227;o propiciou esta integra&#231;&#227;o proposta por Olson e DeFrain (2000). Os autores associaram teoricamente o estilo autorizante (alta responsividade e alta exig&#234;ncia) a n&#237;veis equilibrados da dimens&#227;o adaptabilidade e da dimens&#227;o coes&#227;o no subsistema conjugal. O estilo permissivo (alta responsividade e baixo controle) foi relacionado a n&#237;veis muito altos de adaptabilidade e coes&#227;o conjugal. O estilo autorit&#225;rio (alta exig&#234;ncia e baixa responsividade) foi associado a baixos n&#237;veis de adaptabilidade, mas &#237;ndices muito altos de coes&#227;o entre os c&#244;njuges.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esse entendimento te&#243;rico foi testado na pesquisa realizada por Mupinga, Garrison e Pierce (2002), com 151 m&#227;es norte-americanas que teve o objetivo de examinar a rela&#231;&#227;o entre o funcionamento conjugal e os estilos educativos parentais. Os resultados mostraram de forma geral, que n&#237;veis m&#233;dios de coes&#227;o e adaptabilidade relatados pelas m&#227;es, se relacionaram positivamente com o estilo parental autorizante desempenhado por elas, e que n&#237;veis muito altos dessas dimens&#245;es associaram-se ao estilo parental autorit&#225;rio. Neste estudo n&#227;o houve associa&#231;&#227;o significativa entre as dimens&#245;es do funcionamento conjugal e o estilo parental permissivo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora os resultados n&#227;o possam ser generalizados, neste estudo os n&#237;veis m&#233;dios das dimens&#245;es adaptabilidade e coes&#227;o da rela&#231;&#227;o conjugal destas m&#227;es apresentaram rela&#231;&#227;o significativa com o estilo parental autorizante e mostraram ser um preditor mais potente que suas vari&#225;veis s&#243;cio-demogr&#225;ficas (idade, n&#237;vel de escolaridade e renda pessoal). Ou seja, as m&#227;es que apresentaram essas caracter&#237;sticas de din&#226;mica conjugal s&#227;o de forma geral mais responsivas no relacionamento com seus filhos. Esse padr&#227;o de intera&#231;&#227;o deriva de um casal que possui flexibilidade para se adaptar as circunst&#226;ncias e tamb&#233;m, proximidade afetiva entre os membros. Esse funcionamento pode resultar em uma fam&#237;lia com melhor capacidade para enfrentar as dificuldades do contexto em que est&#225; inserida.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De forma geral, os resultados deste estudo sustentam a integra&#231;&#227;o realizada por Olson e DeFrain&#39;s (2000), entretanto, o fato de algumas associa&#231;&#245;es n&#227;o terem sido comprovadas estatisticamente, pode ser resultado da intera&#231;&#227;o de outras vari&#225;veis familiares nesse processo, que n&#227;o foram estudadas. Neste sentido, podemos pensar na vari&#225;vel conflito, j&#225; devidamente comprovada como fundamental no entendimento desse processo de rela&#231;&#227;o (El-Sheik &#38; El-More Staton, 2004); (Gerard, Krishnakumar &#38; Buehler, 2006), assim como a satisfa&#231;&#227;o conjugal (Rosen-Grandon, Myers &#38; Hatti, 2004).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O modelo de rela&#231;&#227;o interativo e bidirecional entre estas dimens&#245;es da conjugalidade e da parentalidade foi proposto por Mosmann e Wagner (2008) ao comprovarem a correla&#231;&#227;o entre a adaptabilidade, a coes&#227;o, a satisfa&#231;&#227;o, o conflito conjugal e as dimens&#245;es responsividade e exig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este modelo sustenta-se na hip&#243;tese <i>spillover</i> entendida &#224; luz da teoria ecol&#243;gico - sist&#234;mica, da teoria dos sistemas familiares (Minuchin, 1982) e da teoria da aprendizagem social (Patterson, 1989), considerando a interdepend&#234;ncia dos subsistemas familiares e a correla&#231;&#227;o bi-direcional entre as vari&#225;veis da conjugalidade e da parentalidade (Mosmann &#38; Wagner, 2008).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A comprova&#231;&#227;o da exist&#234;ncia de correla&#231;&#227;o entre as dimens&#245;es propostas no modelo nos aponta para necessidade de avan&#231;ar nesse entendimento no sentido de perfilar melhor essas associa&#231;&#245;es. Identifica-se a necessidade de entender qual o papel desempenhado por cada uma das dimens&#245;es da conjugalidade em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis da parentalidade. Mais especificamente, faz-se relevante buscar analisar semelhan&#231;as e diferen&#231;as entre os casais atrav&#233;s das dimens&#245;es da conjugalidade e sua express&#227;o na parentalidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, considerando as dimens&#245;es de responsividade e exig&#234;ncia do modelo que comp&#245;em a classifica&#231;&#227;o dos estilos educativos parentais, autorizante, autorit&#225;rio, indulgente e negligente, buscou-se no presente estudo tra&#231;ar um perfil discriminante entre vari&#225;veis s&#243;cio-demogr&#227;ficas, a adaptabilidade, a coes&#227;o, a satisfa&#231;&#227;o e o n&#237;vel de conflito dos casais em rela&#231;&#227;o aos estilos educativos parentais exercidos com seus os filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amostra</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Participaram deste estudo 149 casais, com pelo menos um filho adolescente (idade entre 13 e 19 anos) proveniente desta uni&#227;o, com idade m&#233;dia de 45,7 anos e de n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico m&#233;dio, residentes na capital e no interior do Rio Grande do Sul/Brasil. A sele&#231;&#227;o da amostra seguiu o crit&#233;rio de conveni&#234;ncia. Em rela&#231;&#227;o &#224; escolaridade, 35,6% dos casais possu&#237;am n&#237;vel m&#233;dio, 28,9% ensino superior e 22,8% p&#243;s-gradua&#231;&#227;o. A maioria dos casais 85,2% eram casados oficialmente e 14,8% viviam em uni&#227;o est&#225;vel. O n&#250;mero de filhos variou de 1 a 6 sendo que a maior parte 50,7% possu&#237;am 2 filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De forma geral, a amostra caracterizou-se por ser bastante homog&#234;nea quanto &#224; situa&#231;&#227;o conjugal, mas heterog&#234;nea em termos de escolaridade, renda pessoal e n&#250;mero de filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os membros dos casais responderam a um instrumento composto de um question&#225;rio e quatro escalas.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Parte I - Dados de Identifica&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foram coletadas informa&#231;&#245;es relativas &#224; idade, n&#237;vel de escolaridade, ocupa&#231;&#227;o atual, carga hor&#225;ria de trabalho e renda pessoal. Ademais, investigou-se dados sobre o companheiro/a e a fam&#237;lia do sujeito.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Parte II - Escala de Satisfa&#231;&#227;o Conjugal - <i>The Golombok Rust Inventory of Marital State</i> - GRIMS</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O GRIMS (Rust <i>et al.,</i> 1988, traduzida e adaptada a l&#237;ngua portuguesa por Falcke, 2003) &#233; constitu&#237;do por 28 itens, os quais o sujeito deve pontuar em uma escala Likert de 4 pontos <i>(discordo fortemente, discordo, concordo e concordo fortemente).</i> Esta escala mede a qualidade do relacionamento conjugal atrav&#233;s de dimens&#245;es que s&#227;o consideradas importantes para um bom relacionamento. S&#227;o elas: satisfa&#231;&#227;o, comunica&#231;&#227;o, interesses compartilhados, confian&#231;a e respeito. Na pontua&#231;&#227;o da escala, verifica-se que quanto maiores os escores obtidos, mais severos s&#227;o os problemas no relacionamento conjugal. O coeficiente <i>Alpha de Cronbach</i> obtido para o GRIMS foi de 0,80.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Parte III - Escala de avalia&#231;&#227;o da coes&#227;o e adaptabilidade familiar -Faces III.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O Faces III &#233; uma escala com vinte itens pontuados em uma escala Likert de 5 pontos <i>(quase nunca, alguma vez, &#224;s vezes, com frequ&#234;ncia, quase sempre)</i> para avaliar a coes&#227;o e adaptabilidade familiar e conjugal (Olson, 1979, traduzido e adaptado por Falceto, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O procedimento de pontua&#231;&#227;o realiza-se, na dimens&#227;o de coes&#227;o, atrav&#233;s da soma dos itens &#237;mpares e, na dimens&#227;o adaptabilidade, pela soma de todos os itens pares (C&#243;rdoba, 1989).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O coeficiente <i>Alpha de Cronbach</i> obtido para a dimens&#227;o coes&#227;o foi de 0,78 e para adaptabilidade 0,72.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Parte IV - Escala de Conflito Conjugal</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A escala &#233; constitu&#237;da por 9 itens que s&#227;o apresentados separadamente devido ao enunciado ficando assim, dividida em duas sub-escalas. A primeira denominada &#8220;<i>conflito-desentendimentos</i>&#8221; possui 6 itens que se referem &#224; freq&#252;&#234;ncia com que os sujeitos experimentaram desentendimentos com seus parceiros no ultimo ano medida em uma escala Likert de 6 pontos (<i>nunca, uma vez ao m&#234;s ou menos, diversas vezes ao m&#234;s, aproximadamente uma vez por semana, diversas vezes por semana, quase todos os dias</i>). A outra sub-escala denominada &#8220;<i>conflito-agress&#227;o</i>&#8221; possui 3 itens que s&#227;o pontuados em uma escala Likert de 5 pontos (<i>nunca, raramente, algumas vezes, freq&#252;entemente, sempre)</i> 1 item mede a freq&#252;&#234;ncia com que o sujeito lida de forma calma com os conflitos (codificado invertido) e dois itens medem a freq&#252;&#234;ncia de discuss&#245;es e agress&#245;es. Possui um escore m&#233;dio e os escores maiores representam altos n&#237;veis de conflito (Buehler &#38; Gerard, 2002).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O coeficiente <i>Alpha de Cronbach</i> obtido para a escala <i>&#8220;conflito-agress&#227;o</i>&#8221; de foi de 0,71 e para escala &#8220;<i>conflito-desentendimentos</i>&#8221; foi de 0,77.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Parte V - Escala de Estilos Parentais</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A escala de estilos parentais foi desenvolvida por Lamborn <i>et al.</i> (1991) com objetivo de classificar as pr&#225;ticas parentais dentro das dimens&#245;es de responsividade e exig&#234;ncia propostas por Maccoby &#38; Martin (1984).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo foi utilizada a &#250;ltima vers&#227;o traduzida e adaptada ao portugu&#234;s por Teixeira <i>et al.</i> (2004). Os &#237;ndices de consist&#234;ncia interna encontrados foram muito bons sendo o alpha de cronbach da escala de responsividade 0,82 e da escala de exig&#234;ncia 0,73.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Atrav&#233;s destas duas sub-escalas pontuadas em uma escala Likert de 4 pontos (<i>quase nunca, raramente, &#224;s vezes, geralmente, quase sempre</i>) se obt&#233;m uma classifica&#231;&#227;o das pr&#225;ticas parentais dentre os quatro estilos teoricamente definidos: autorit&#225;rio, autorizante, negligente e indulgente (Lambom <i>et al.,</i> 1991).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimentos Para Coleta de Dados</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Realizou-se uma sele&#231;&#227;o de volunt&#225;rios para participarem da coleta desta pesquisa na Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Uma vez escolhidos os volunt&#225;rios, estes foram treinados para aplicar os question&#225;rios nos participantes. Os volunt&#225;rios eram provenientes da cidade de Porto Alegre/RS e do interior do Estado do Rio Grande do Sul/RS, o que fez com que a coleta fosse realizada em diversas cidades do estado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O volunt&#225;rio fazia contato com os casais explicando sobre o tema da pesquisa e se houvesse interesse do casal em participar, marcava um encontro para aplica&#231;&#227;o do instrumento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste encontro o volunt&#225;rio entregava um envelope para cada c&#244;njuge onde estavam os question&#225;rios, juntamente com uma carta com instru&#231;&#245;es sobre a pesquisa e o termo de consentimento livre e esclarecido.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O casal era orientado a responder separadamente os question&#225;rios e ap&#243;s terminarem, devolviam ao aplicador junto ao termo de consentimento livre e esclarecido assinado, que os colocava no envelope e o lacrava diante do casal para garantir o sigilo dos participantes.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Considera&#231;&#245;es &#201;ticas</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica e Pesquisa da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica e seguiu todos os procedimentos &#233;ticos recomendados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Apresenta&#231;&#227;o e Discuss&#227;o dos Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foi realizada uma an&#225;lise discriminante que buscou determinar de que forma as vari&#225;veis s&#243;cio-demogr&#225;ficas e da conjugalidade, diferenciam os participantes do estudo em rela&#231;&#227;o aos quatro estilos educativos parentais - autorizante, autorit&#225;rio, indulgente e negligente -, no intuito de obter um perfil discriminante dos casais investigados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise discriminante utiliza uma vari&#225;vel de agrupa&#231;&#227;o que maximiza a dist&#226;ncia (diferen&#231;a) entre os grupos, no caso, os estilos educativos parentais. O n&#250;mero de fun&#231;&#245;es discriminantes &#233; igual ao n&#250;mero de grupos menos um, no entanto nem todas t&#234;m o mesmo poder explicativo (Sarriera, 1996). Por esse motivo, ser&#227;o apresentadas as tr&#234;s fun&#231;&#245;es obtidas, mas apenas as duas com maior poder explicativo ser&#227;o discutidas detalhadamente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foram inclu&#237;das 13 vari&#225;veis preditoras na an&#225;lise dos quatro estilos educativos parentais: adaptabilidade, coes&#227;o, satisfa&#231;&#227;o conjugal, conflito-desentendimentos, conflito-agress&#227;o, sexo, escolaridade, carga hor&#225;ria de trabalho, renda pessoal, horas que fica com filho durante a semana, horas que fica com filho durante o final de semana, horas que fica com marido durante a semana e horas que fica com marido durante o final de semana.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foram inclu&#237;das essas vari&#225;veis de acordo com o crit&#233;rio de que, na an&#225;lise discriminante, apenas insere-se vari&#225;veis quantitativas. Essas vari&#225;veis geraram tr&#234;s fun&#231;&#245;es discriminantes apresentadas na <a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a10t1.jpg">Tabela 1</a></font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">A fun&#231;&#227;o 1 apresentou maior poder explicativo da vari&#226;ncia (56,7%) em rela&#231;&#227;o a fun&#231;&#227;o 2 que mostrou 33,0% de for&#231;a explicativa. A fun&#231;&#227;o 3 indicou o menor poder explicativo (10,3%) e n&#227;o apresentou diferen&#231;a estat&#237;stica significativa <i>(p</i> = 0,239). Por esse motivo, iremos analisar mais detalhadamente os resultados das fun&#231;&#245;es 1 e 2.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para compreender melhor o que cada uma das fun&#231;&#245;es est&#225; discriminando utilizaram-se os valores dos centr&#243;ides em cada uma das fun&#231;&#245;es. Os valores dos centr&#243;ides da fun&#231;&#227;o 1 foram 0,283 para o estilo autorizante, -0,494 para o estilo negligente, -0,621 para o estilo autorit&#225;rio e 0,709 para o estilo indulgente. Na fun&#231;&#227;o 2 os valores dos centr&#243;ides foram 0,386 para o estilo autorizante, -0,465 para o estilo negligente, 0,324 para o estilo autorit&#225;rio e -0,382 para o estilo indulgente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A fun&#231;&#227;o 1 foi denominada <i>Responsividade</i> por diferenciar, com maior poder explicativo, entre os estilos alto em responsividade (autorizante e indulgente) e os estilos baixos em responsividade (negligente e autorit&#225;rio). A fun&#231;&#227;o 2 foi chamada <i>Exig&#234;ncia</i> por discriminar entre os estilos baixos em exig&#234;ncia (indulgente e negligente) e os estilos altos em exig&#234;ncia (autorit&#225;rio e autorizante).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A fun&#231;&#227;o 1, por apresentar um maior poder explicativo (56,7% da vari&#226;ncia), ser&#225; analisada primeiramente. A seguir apresenta-se a matriz estrutural que indicou que vari&#225;veis s&#227;o as mais relevantes na capacidade discriminat&#243;ria da fun&#231;&#227;o (<a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a10t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Fun&#231;&#227;o Responsividade</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os valores da Tabela 5 mostram as vari&#225;veis agrupadas que apresentaram maiores n&#237;veis de correla&#231;&#227;o com a fun&#231;&#227;o discriminante Responsividade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Identifica-se que, para os casais dessa amostra, em rela&#231;&#227;o &#224; fun&#231;&#227;o responsividade, a coes&#227;o (,592), a adaptabilidade (,490), assim como a satisfa&#231;&#227;o conjugal (,502), apresentam robusta capacidade discriminat&#243;ria, em maior grau do estilo indulgente e tamb&#233;m do autorizante, em rela&#231;&#227;o aos estilos baixos em responsividade, autorit&#225;rio e negligente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Especificamente, quanto mais altos os n&#237;veis de coes&#227;o e adaptabilidade conjugal maior a diferen&#231;a entre o estilo educativo parental indulgente e o autorit&#225;rio. Pode-se considerar que s&#227;o casais com n&#237;veis muito altos de proximidade afetiva e muito flex&#237;veis, o que se reflete em um estilo parental com alta responsividade, mas baixo n&#237;vel de exig&#234;ncia com os filhos. Esse dado est&#225; em conson&#226;ncia com o modelo proposto por de Olson e DeFrain&#8217;s (2002) de integra&#231;&#227;o das dimens&#245;es de adaptabilidade e coes&#227;o aos estilos educativos parentais. Nesse entendimento o estilo permissivo (alto em responsividade e baixo em exig&#234;ncia) aparece associado a n&#237;veis muito altos de coes&#227;o e adaptabilidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ademais, esses casais tamb&#233;m apresentam altos n&#237;veis de satisfa&#231;&#227;o conjugal, o que, provavelmente, &#233; resultado de seu alto n&#237;vel de proximidade afetiva e grande capacidade de adapta&#231;&#227;o, o que possivelmente faz com que consigam lidar com os desafios da vida conjugal. Entretanto, parece que esses altos n&#237;veis de adaptabilidade se refletem em uma dificuldade de monitorar o comportamento dos filhos, sendo muito responsivos com eles, mas com pouco controle sobre seus comportamentos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estilo educativo indulgente por apresentar alta responsividade, aparece em pesquisas nacionais (Teixeira, Bardagi, Gomes, &#38; Hutz, 2004); (Predrebon, 2005) e internacionais (Aunola, Sttatin &#38; Nurmi, 2000); (Slicker, Picklesimer, Guzak, Fuller, 2005), associado a &#237;ndices de bem-estar psicol&#243;gico, auto-estima, autoconfian&#231;a e desenvolvimento de habilidades interpessoais dos filhos. A &#234;nfase aqui parece ser a responsividade, pois mesmo os pais tendo baixos n&#237;veis de exig&#234;ncia com seus filhos, estes terminam por apresentar bons n&#237;veis de ajustamento. Observa-se que a aceita&#231;&#227;o afetiva por parte dos pais faz a diferen&#231;a nesse processo, sendo assim, essa proximidade afetiva parece iniciar-se com o c&#244;njuge e ser extendida ao relacionamento com os filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, identifica-se que n&#237;veis n&#227;o t&#227;o altos de coes&#227;o e adaptabilidade conjugal, associados a uma rela&#231;&#227;o positiva com a fun&#231;&#227;o responsividade, demonstram discriminar mais o estilo parental autorizante, em rela&#231;&#227;o aos demais. Ou seja, casais com n&#237;veis equilibrados de proximidade afetiva e capacidade de adapta&#231;&#227;o al&#233;m de serem responsivos com seus filhos, tamb&#233;m s&#227;o capazes de monitorar seus comportamentos com efic&#225;cia (estilo autorizante). Em rela&#231;&#227;o &#224; fun&#231;&#227;o Responsividade, identifica-se que o equil&#237;brio das dimens&#245;es da conjugalidade, adaptabilidade e coes&#227;o, diferenciam tamb&#233;m o estilo parental que equilibra a responsividade e a exig&#234;ncia. No entendimento de Patterson (1989) esses seriam casais que possuem habilidades pessoais &#224;s quais fazem com que sejam capazes de regular seus afetos e resolver problemas tanto com seu c&#244;njuge quanto com seus filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O fato das correla&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis e a fun&#231;&#227;o discriminante serem positivas ou negativas n&#227;o &#233; mais relevante do que o poder explicativo das mesmas. Dessa forma, as vari&#225;veis que apresentaram m&#233;dio poder explicativo (acima de 0,30) da fun&#231;&#227;o responsividade foram o sexo do c&#244;njuge (-0,428), a carga hor&#225;ria de trabalho (-0,328) e conflito-agress&#227;o (-0,306).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A vari&#225;vel sexo tem um valor negativo nessa fun&#231;&#227;o, e pelo fato da classifica&#231;&#227;o entre os sexos utilizada neste estudo definir o sexo feminino com o valor 1 e o masculino com o valor 2, pode-se dizer que as mulheres/m&#227;es discriminam de forma mais consistente o estilo negligente em rela&#231;&#227;o ao indulgente. Ou seja, entre os estilos baixos em responsividade dos estilos altos em responsividade.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Podemos tra&#231;ar um perfil discriminante em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis que apresentaram m&#233;dio poder explicativo da fun&#231;&#227;o responsividade. Identific&#225;mos que o sexo do c&#244;njuge, a carga hor&#225;ria de trabalho e o conflito -agress&#227;o s&#227;o as vari&#225;veis que discriminam esses casais em rela&#231;&#227;o aos estilos educativos baixos em responsividade. Nesse caso, as mulheres que trabalham poucas horas semanais, t&#234;m baixos n&#237;veis de conflito com seus c&#244;njuges s&#227;o as que, neste estudo, adotam o estilo educativo negligente. Aqui novamente surge uma diferen&#231;a em termos de exig&#234;ncia. Parece que as mulheres desta amostra, apesar de disporem de tempo para se ocuparem da educa&#231;&#227;o dos filhos, n&#227;o se mostram nem responsivas e nem exigentes para com eles. Provavelmente, essa indiferen&#231;a expressa-se na vida do casal de forma geral, elas talvez estejam pouco envolvidas em seus trabalhos, com o c&#244;njuge e, da mesma forma, os filhos fiquem relegados a um segundo plano (Webster-Stratton &#38; Hammond, 1999).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Outras vari&#225;veis mostraram-se associadas &#224; fun&#231;&#227;o Responsividade, mas em menor grau de correla&#231;&#227;o. S&#227;o elas: o n&#237;vel de escolaridade, conflito - desentendimentos, o tempo que passam com o c&#244;njuge no final de semana e durante a semana, a renda pessoal, e o tempo que passam com os filhos durante a semana e no final de semana.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em resumo, podemos tra&#231;ar um perfil discriminante dos casais a partir das vari&#225;veis que apresentaram maior poder explicativo da fun&#231;&#227;o responsividade. Identifica-se que casais com altos n&#237;veis de coes&#227;o, adaptabilidade e satisfa&#231;&#227;o conjugal tendem a exercer um estilo educativo alto em responsividade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Podemos identificar que n&#237;veis extremos dessas vari&#225;veis tendem a discriminar mais o estilo indulgente caracterizado por muita responsividade, e pouco controle. Neste caso, s&#227;o casais muito pr&#243;ximos afetivamente, entretanto n&#227;o monitoraram o comportamento dos filhos. Talvez, sejam casais que enfoquem mais o afeto tanto com o c&#244;njuge quanto com os filhos, em detrimento da exig&#234;ncia e do controle.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Fun&#231;&#227;o Exig&#234;ncia</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A fun&#231;&#227;o Exig&#234;ncia tamb&#233;m apresentou um bom poder explicativo, 33%. A seguir apresentamos a matriz estrutural desta fun&#231;&#227;o (<a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a10t3.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Podemos considerar que esse perfil talvez nos forne&#231;a um panorama dos pais que, na atualidade, apresentam tantas dificuldades em dar limites aos filhos. Pode-se perfilar ent&#227;o um grupo de casais que est&#227;o satisfeitos em seus relacionamentos conjugais, t&#234;m muito afeto por seus filhos, mas s&#227;o muito flex&#237;veis, e possuem pouco controle sobre eles. Talvez, esses pais n&#227;o tenham claro que, monitoramento e controle brandos s&#227;o tamb&#233;m demonstra&#231;&#245;es de interesse e cuidado para com os filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando pensamos em n&#237;veis moderados dessas vari&#225;veis elas parecem diferenciar o estilo autorizante dos demais. Identifica-se que aqui surge um equil&#237;brio entre a responsividade e a exig&#234;ncia. Este &#233; o grupo de casais que consegue balancear a quantidade de afeto e de flexibilidade com bons n&#237;veis de satisfa&#231;&#227;o conjugal. Esse equil&#237;brio parece se expressar na forma como o casal educa seus filhos e pode se refletir em uma fam&#237;lia com melhor capacidade para enfrentar as circunst&#226;ncias tanto no micro, quanto no macrosistema familiar.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Todos esses perfis corroboram a hip&#243;tese <i>spillover</i> de rela&#231;&#227;o direta e din&#226;mica entre a conjugalidade e a parentalidade. As vari&#225;veis que utilizamos neste estudo para definir a qualidade conjugal (adaptabilidade, coes&#227;o, satisfa&#231;&#227;o conjugal e conflito) se refletem de forma expressiva nos estilos educativos que adotam os casais dessa amostra.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, a coer&#234;ncia demonstrada neste estudo entre a forma de funcionamento do subsistema conjugal com o parental remete-nos &#224;s caracter&#237;sticas individuais dos sujeitos que comp&#245;e tais subsistemas. Certamente, suas habilidades pessoais se expressam positivamente nas fun&#231;&#245;es que exercem na fam&#237;lia. Neste caso, quando c&#244;njuges, o afeto e a flexibilidade se traduzem pela coes&#227;o e a adaptabilidade e quando, pais se expressam atrav&#233;s da responsividade e da exig&#234;ncia para com os filhos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os valores da <a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a10t4.jpg">Tabela 4</a> mostram as vari&#225;veis que, reunidas, apresentaram maiores n&#237;veis de correla&#231;&#227;o com a fun&#231;&#227;o discriminante Exig&#234;ncia.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">As vari&#225;veis que apresentaram maior poder explicativo da fun&#231;&#227;o foram a renda pessoal (-0,661), horas que passa com o filho durante a semana (0,434), horas que passa com o filho durante o final de semana (0,400).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A renda pessoal discriminou mais fortemente o estilo educativo negligente em rela&#231;&#227;o ao autorit&#225;rio. Especificamente, em rela&#231;&#227;o ao estilo autorit&#225;rio, que diz respeito &#224; baixa responsividade e alta exig&#234;ncia parental, parece que os casais dessa amostra, com menor poder econ&#244;mico tendem a uma maior utiliza&#231;&#227;o de um estilo mais r&#237;gido no processo de socializa&#231;&#227;o de seus filhos. Esses resultados s&#227;o confirmados pela literatura uma vez que, de acordo com pesquisas, pais com menores ingressos econ&#244;micos tendem a utilizar mais estrat&#233;gias punitivas e coercitivas com seus filhos (Ceballos &#38; Rodrigo, 1998); (Mupinga, Garrison &#38; Pierce, 2002), o que se relaciona mais ao estilo autorit&#225;rio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224;s outras duas vari&#225;veis, identifica-se que o perfil discriminante desses casais indica que o tempo que passam junto com os seus filhos &#233; o que mais diferencia entre o estilo educativo autorit&#225;rio (alto em exig&#234;ncia) e o estilo negligente (baixo em exig&#234;ncia). Nessa situa&#231;&#227;o, observa-se que o tempo dedicado aos filhos aumenta a demanda parental, tornando a rela&#231;&#227;o ainda mais complexa, devido &#224; exig&#234;ncia de um maior repert&#243;rio de respostas &#224;s demandas dos filhos. Neste sentido, estrat&#233;gias autorit&#225;rias e pouco flex&#237;veis podem estar representando a necessidade de um controle imediato da situa&#231;&#227;o. Entretanto, est&#225; comprovado que um controle excessivo por parte dos pais pode levar a uma vida familiar muito r&#237;gida (Slicker, Picklesimer, Guzak, Fuller, 2005).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ademais, desde o entendimento da hip&#243;tese <i>spillover</i> e do modelo de correla&#231;&#227;o bi-direcional entre as vari&#225;veis da conjugalidade e da parentalidade (Mosmann &#38; Wagner, 2008) podemos pensar que casais que tendem a utilizar pr&#225;ticas educativas mais punitivas, normalmente s&#227;o pessoas com dificuldade em resolver problemas e regular afetos tanto com seu c&#244;njuge quanto com seus filhos (Patterson, 1989; Gerard, Krishnakumar &#38; Buehler, 2006).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224;s demais vari&#225;veis com menor poder discriminante, identificamos um perfil diferente de casais. Nota-se que o que mais discrimina o estilo autorizante dos demais, em rela&#231;&#227;o &#224; exig&#234;ncia, &#233; o conflito conjugal acerca de desentendimentos, a adaptabilidade e a coes&#227;o. Talvez aqui, possamos pensar em casais com capacidade de flexibilidade, suficientemente pr&#243;ximos emocionalmente, que lidam com os conflitos de forma adaptativa e n&#227;o de maneira disfuncional, e que s&#227;o ao mesmo tempo, responsivos e exigentes com seus filhos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As demais vari&#225;veis apresentam um baixo poder discriminante em rela&#231;&#227;o &#224; fun&#231;&#227;o exig&#234;ncia. S&#227;o elas: escolaridade, carga hor&#225;ria de trabalho, satisfa&#231;&#227;o conjugal, conflito - agress&#227;o, sexo e as horas que passa com o marido durante a semana e no final de semana.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De forma geral, podemos identificar que os perfis discriminantes dos casais em rela&#231;&#227;o &#224; fun&#231;&#227;o exig&#234;ncia diferenciam-se basicamente pela renda pessoal. Os casais com baixos ingressos pessoais tendem a utilizar mais estrat&#233;gias punitivas e coercitivas com seus filhos, al&#233;m de estarem bastante tempo em sua companhia tanto nos dias de semana, quanto nos finais de semana. Por outro lado, os casais com maiores ingressos pessoais, bons n&#237;veis flexibilidade e proximidade afetiva, embora com alguns desentendimentos, s&#227;o aqueles que apresentam o estilo parental autorizante, ou seja, s&#227;o pais que acreditam que devem estimular os filhos a desenvolver autonomia, mas n&#227;o s&#227;o permissivos em rela&#231;&#227;o &#224; desobedi&#234;ncia das normas que estabelecem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, observa-se que, para os casais desta amostra, maior renda pessoal associa-se a maior capacidade dos sujeitos vivenciarem uma conjugalidade com maior capacidade adaptativa e proximidade afetiva. Sendo assim, estes aspectos ter&#227;o express&#227;o na parentalidade atrav&#233;s de bons n&#237;veis de responsividade e exig&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m das vari&#225;veis correlacionadas &#224;s fun&#231;&#245;es discriminantes, estatisticamente &#233; bastante relevante saber qual &#233; a capacidade final da fun&#231;&#227;o discriminante para classificar corretamente aos sujeitos no seu grupo correspondente (Sarriera, 1996). Isso fica evidenciado na tabela abaixo:</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <a href="/img/revistas/psi/v22n2/22n2a10t4.jpg">Tabela 4</a>         
<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">A tabela expressa um procedimento de valida&#231;&#227;o da fUn&#231;&#227;o, j&#225; que resume a capacidade preditiva da fun&#231;&#227;o discriminante (Pardo y Ruiz, 2002). O estilo indulgente foi classificado corretamente em 59,7% dos casos, o autorizante em 53,4% dos casos, o autorit&#225;rio em 51,7% e o negligente em 42,7% dos casos. No total, a fun&#231;&#227;o consegue classificar corretamente 51,7% dos casos estudados. Esse dado deve ser interpretado com base na classifica&#231;&#227;o correta esperada ao acaso. Dessa forma, como s&#227;o quatro estilos educativos parentais, a expectativa de classifica&#231;&#227;o correta ao acaso seria de 25% assim, o valor de 51,7% &#233; bastante significativo. Podemos considerar ent&#227;o, que para um pouco mais da metade dos casais dessa amostra, esses perfis discriminantes est&#227;o corretamente classificados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, ao observarmos os perfis definidos pelas correla&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis da conjugalidade em rela&#231;&#227;o &#224;s fun&#231;&#245;es discriminantes, percebe-se o padr&#227;o interativo e din&#226;mico entre os dois subsistemas. As dimens&#245;es que comp&#245;em e caracterizam a conjugalidade destes casais estudados se expressam de forma coerente na parentalidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em realidade, evidencia-se novamente a impossibilidade de considerar isoladamente as habilidades individuais dos membros do casal para a conjugalidade sem entender a reverbera&#231;&#227;o desse aspecto na din&#226;mica conjugal e parental. Concomitantemente, o entendimento de senso comum, que as dificuldades no relacionamento conjugal podem ser compensadas na dedica&#231;&#227;o &#224; educa&#231;&#227;o dos filhos parece n&#227;o ser verdadeiro para os casais dessa amostra. A compreens&#227;o ecol&#243;gico-sist&#234;mica das rela&#231;&#245;es familiares nos indica que as caracter&#237;sticas tanto positivas quanto negativas que os c&#244;njuges possuem como indiv&#237;duos, se expressam nas intera&#231;&#245;es conjugais e parentais no mesmo sentido.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Considera&#231;&#245;es Finais</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ao analisarmos os resultados do presente estudo, identificamos que o perfil discriminante observado nestes participantes, no que diz respeito &#224; rela&#231;&#227;o existente entre a conjugalidade e os estilos educativos parentais, nos faz pensar sobre a necessidade de fazerem-se interven&#231;&#245;es psicossociais com casais que visem &#224; preven&#231;&#227;o e otimiza&#231;&#227;o das intera&#231;&#245;es familiares.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, percebemos que a id&#233;ia do senso comum de que &#233; melhor manter-se casado, ainda que insatisfeito, pelo &#8220;bem das crian&#231;as&#8221;, n&#227;o se sustenta frente &#224; comprova&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o existente entre a conjugalidade e a parentalidade. O pensamento de que &#233; poss&#237;vel manter as crian&#231;as afastadas das dificuldades conjugais n&#227;o &#233; efetivo, uma vez que nossos achados indicam que as caracter&#237;sticas da rela&#231;&#227;o conjugal ter&#227;o express&#227;o nos estilos educativos desempenhados pelo casal, no exerc&#237;cio da parentalidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ademais, o fato de esta interrela&#231;&#227;o ser efetiva, evidencia que tanto os aspectos positivos, quanto negativos da conjugalidade t&#234;m express&#227;o na parentalidade e esse processo aponta o caminho para as interven&#231;&#245;es familiares.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A busca por aux&#237;lio de pais com dificuldades em lidar com seus filhos, muitas vezes centra-se apenas nos sintomas dos filhos e/ou em suas habilidades como pais, o que de acordo com nossos achados, n&#227;o &#233; eficaz. As interven&#231;&#245;es deveriam ter como objetivo desenvolver no casal efetivas habilidades de resolu&#231;&#227;o de conflitos, de comunica&#231;&#227;o e formas de regular seus afetos negativos, assim como suas habilidades parentais. Ou seja, &#233; fundamental o entendimento, de que a complexidade das rela&#231;&#245;es familiares n&#227;o pode ser reduzida a apenas um subsistema familiar.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, a relev&#226;ncia destes resultados est&#225; em propiciar o entendimento por parte dos c&#244;njuges/pais, assim como dos profissionais de sa&#250;de, de que a busca por solu&#231;&#245;es pr&#225;ticas acerca da parentalidade, que excluem a an&#225;lise de como est&#227;o se estabelecendo as rela&#231;&#245;es no subsistema conjugal, tende a ser infrut&#237;fera.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Frente a esses resultados, o poder de influ&#234;ncia dos aspectos positivos da conjugalidade em rela&#231;&#227;o aos estilos educativos deveria ser enfocado de forma mais consistente, em detrimento dos aspectos negativos, uma vez que podem funcionar como fatores de prote&#231;&#227;o frente &#224;s dificuldades encontradas em todas as rela&#231;&#245;es interpessoais. Os filhos podem aprender muito sobre como resolver seus problemas dentro e fora da fam&#237;lia ao presenciarem a forma de resolu&#231;&#227;o de conflito utilizada por seus pais, o afeto existente entre eles, como se comunicam, e principalmente como se adaptam frente &#224;s dificuldades inerentes &#224; vida.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Algumas considera&#231;&#245;es acerca das limita&#231;&#245;es deste estudo nos apontam a necessidade de uma maior disponibilidade, em nosso contexto, de um arsenal metodol&#243;gico de pesquisa que possa abranger a complexidade das intera&#231;&#245;es familiares. O presente estudo, por ser de tipo transversal, e ter enfocado apenas o subsistema conjugal, provavelmente n&#227;o abarcou de forma completa todas as poss&#237;veis interconex&#245;es existentes na presente amostra. Ademais, optamos por estudar casais com filhos adolescentes, e neste sentido, futuros estudos que realizassem a amplia&#231;&#227;o desta faixa et&#225;ria, assim como a an&#225;lise da express&#227;o dessas rela&#231;&#245;es de forma qualitativa, poderiam nos permitir um aprofundamento no entendimento desses processos.</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, D. M., Wethington, E., &#38; Chandler, A. L. (1999) Daily transmission of tensions between marital dyads and parent-child dyads. <i>Journal of Marriage &#38; theFamily, 61,</i> 49-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462300&pid=S0874-2049200800020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aunola, K., Sttatin, H., &#38; Nurmi, J. (2000). Parenting styles and adolescents&#8217; achievement strategies. <i>Journal of Adolescence, 23,</i> 205-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462302&pid=S0874-2049200800020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baumrind, D. (1965). Parental control and parental love. <i>Children,</i> 230-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462304&pid=S0874-2049200800020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baumrind, D. (1966). Effects of authoritative parental control on child behavior. <i>Child Development, 37,</i>887-907.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462306&pid=S0874-2049200800020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baumrind, D. (1971). Harmonious parents and their preschool children. <i>Developmental Psychology, 4(1),</i> 99-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462308&pid=S0874-2049200800020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baumrind, D. (1978). Reciprocal rights and responsabilities in parent-child relations. <i>Journal of Social Issues, 34(2),</i>179-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462310&pid=S0874-2049200800020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1996). <i>A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados.</i> Porto Alegre: Artes M&#233;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462312&pid=S0874-2049200800020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Buehler, C., &#38; Gerard, J. M. (2002). Marital Conflict, ineffective parenting, and children&#8217;s and adolescents&#8217; maladjustment. <i>Journal of Marriage and Family, 64 (1),</i> 78-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462314&pid=S0874-2049200800020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ceballos, E., &#38; Rodrigo, M. J. (1998). Las metas y estrategias de socializaci&#243;n entre padres e hijos. In Rodrigo, M. J. &#38; Palacios, J. <i>Familia y desarrollo humano. </i>(pp. 225-243). Madrid: Alianza Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462316&pid=S0874-2049200800020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Conger, R. D., Conger, K. J., Elder, G. H., Lorenz, F. O., Simons, R. L., &#38; Whitbeck, L. B. (1992). A family process model of economic hardship and adjustment of early adolescent sons. <i>Child Development, 63,</i> 526-541.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462318&pid=S0874-2049200800020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Conger, R. D., Conger, K. J., Elder, G. H., Lorenz, F. O., Simons, R. L., &#38; Whitbeck, L. B. (1993). Family economic stress and adjustment of early adolescent daughters. <i>Developmental Psychology, 29(2),</i>206-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462320&pid=S0874-2049200800020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">C&#243;rdoba, A. H. (1989). <i>Familias Cl&#237;nicas en Bogot&#225;: su funcionamiento seg&#250;n el modelo circumplejo de D.H. Olson.</i> Monografia. Bogot&#225;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462322&pid=S0874-2049200800020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Craddock, A. F. (1991). Relationships between attitudinal similarity, couple estructure, and couple satisfaction in married and de facto couples. <i>Australian Journal of Psychology, 43,</i> 11-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462324&pid=S0874-2049200800020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cummings, E. M., &#38; Davies, P. T. (2002). Effects of marital discord on children: Recent advances and emerging themes in process-oriented research. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 43,</i> 31-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462326&pid=S0874-2049200800020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davies, P. T., Sturge-Apple, M. L., Cummings, E. M. (2004). Interdependencies among interparental discord and parenting practices: The role of adult vulnerability and relationship perturbations. <i>Development and Psychopathology 16, </i>773-797.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462328&pid=S0874-2049200800020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davies, P. T., Cummings, E. M., &#38; Winter, M. A. (2004). Pathways between profiles of family functioning, child security in the interparental subsystem, and child psychological problems. <i>Development and Psychopathology, 16,</i>525-550.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462330&pid=S0874-2049200800020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">El-Sheikh, M., &#38; Elmore-Staton, L. (2004). The marital conflict-child adjustment link: Parent-child conflict, perceived attachments, and parental depression as potentiators and mitigators of risk. <i>Development and Psychopathology, 16, </i>631-648.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462332&pid=S0874-2049200800020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Erel, O., &#38; Burman, B. (1995). Interrelatedness of marital relations and parent-child relations: a meta-analytic review. <i>Psychological Bulletin 118,</i> (1), 108-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462334&pid=S0874-2049200800020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Escala de Conflito Conjugal. Dispon&#237;vel em <a href="http://ssc.wisc.edu/nsfh" target="_blank">http://ssc.wisc.edu/nsfh</a>. Acesso em agosto de 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462336&pid=S0874-2049200800020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Falceto, O. G. (1997). <i>Fam&#237;lias com desenvolvimento funcional e disfunciona: valida&#231;&#227;o das escalas diagn&#243;sticas Faces III, Beavers - Timberlawn e Avalia&#231;&#227;o Global do Funcionamento Interacional (Garf).</i> Disserta&#231;&#227;o de Mestrado. Medicina. UFRGS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462338&pid=S0874-2049200800020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Falcke, D. (2003). <i>Aguas passadas n&#227;o movem moinhos?: as experi&#234;ncias na fam&#237;lia de origem como preditoras da qualidade do relacionamento conjugal.</i>Tese de Doutorado. Psicologia. PUCRS. 185f.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462340&pid=S0874-2049200800020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frosch, C. A., &#38; Mangelsdorf, S. C. (2001). Marital behavior, parenting behavior, and multiple reports of preschoolers&#8217; behavior problems: Mediation or moderation? <i>Developmental Psychology, 37(4),</i>502-519.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462342&pid=S0874-2049200800020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerard, J. M., Krishnakumar, A., &#38; Buheler, C. (2006). Marital Conflict, Parent-Child Relations, and Youth Maladjustment A Longitudinal Investigation of Spillover Effects. <i>Journal of Family Issues, 27(7),</i> 951-975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462344&pid=S0874-2049200800020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jonhson, H. D. (2002). Associations among Family Adaptability and Cohesion, Interparental Conflict, and Tatics used during young adults conflict with parents. <i>Psychological Reports, 91,</i> 315-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462346&pid=S0874-2049200800020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Krishnakumar, A., &#38; Buehler, C. (2000). Interparental conflict and parenting behaviors: A metaanalytic review. <i>Family Relations, 49,</i> 25-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462348&pid=S0874-2049200800020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lamborn, S. D., Mounts, N. S., Steinberg, L., Dornbusch, S.M. (1991). Patterns of competence and adjustmentamong adolescents from authoritative, authoritarian, indulgent, and neglectful families. <i>Child Development, 62,</i> 1049-1065.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462350&pid=S0874-2049200800020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lindhal, K. M., &#38; Malik, N. M. (1999). Marital conflict, family processes, and boy&#8217;s externaling behavior in hispanic american and european families. <i>Journal of Clinical and Child Psychology, 28(1),</i> 12-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462352&pid=S0874-2049200800020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maccoby, E., &#38; Martin, J. (1983). <i>Socialization in the context of the family: Parent-child interaction.</i> In E. M. Hetherington (Org.), P. H. Mussen (Org. S&#233;rie), Handbook of child psychology: Vol. 4. Socialization, personality, and social development (4a ed., pp. 1-101). New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462354&pid=S0874-2049200800020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Minuchin, S. (1982). <i>Fam&#237;lias: funcionamento e tratamento.</i>Porto Alegre: Artes M&#233;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462356&pid=S0874-2049200800020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mosmann, C., &#38; Wagner, A. Dimensiones de la Conyugalidad y de la Parentalidad: um modelo correlational. <i>Revista Intercontinental de Psicologia y Educaci&#243;n, v. 10,</i> pp. 79-103, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462358&pid=S0874-2049200800020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mupinga, E. E., Garrison, M.E.B., Pierce, S.H. (2002). An Exploratory Study of the Relationships between Family Functioning and Parenting Styles: The Perceptions of Mothers of Young Grade School Children. <i>Family and Consumer Sciences Research Journal, 31 (1),</i> 112-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462360&pid=S0874-2049200800020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Olson, D. (2000) Circumplex Model of Marital and Family Systems. <i>Journal of Family Therapy, 22,</i> 144-167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462362&pid=S0874-2049200800020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Olson, D. H., &#38; DeFrain, J. (2000). <i>Marriage and the family: Diversity and strengths</i>. Mountain View, CA: Mayfield.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Olson, D., Russell, C., &#38; Sprenkle, D. (1983). Circumplex model of marital and family systems: VI. Theoretical update. <i>Family Process, 22,</i> 69-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462365&pid=S0874-2049200800020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Olson, D., Sprenkle, D., &#38; Russell, C. (1979). Circumplex model of marital and family systems: I. Cohesion and adaptability dimensions, family types, and clinical applications. <i>Family Process, 18,</i> 3-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462367&pid=S0874-2049200800020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pardo, A., &#38; Ruiz, M. A. (2002). <i>Spss 11: Guia para el an&#225;lisis de datos.</i>Madrid: McGrawHill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462369&pid=S0874-2049200800020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Patterson, G. R., Debaryshe, B. D., &#38; Ramsey, E., (1989). A developmental perspective on antisocial behavior. <i>American Psychologist, 44 (2),</i> 329-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462371&pid=S0874-2049200800020001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Predebon, J. C. (2005). <i>Vari&#225;veis preditoras dos problemas de comportamento na adolesc&#234;ncia.</i> Tese de Doutorado. Psicologia. PUCRS. Porto Alegre, 216 f.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462373&pid=S0874-2049200800020001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
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