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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to understand the relationship between television viewing (time and violent content) and the construction of social beliefs regarding social reality, such as fear of victimization, interpersonal mistrust and locus of control, as suggested by Gerbner and his associates in the Cultivation Theory. Questionnaires were administrated to 226 students ranged in age from 15 to 18. ANOVAS were conducted to explore the impact of television exposure, television violent content viewing, gender and family social status on the students&#8217; social beliefs. Results showed that the relationship between television exposure and some social beliefs exists, although not as linearly as defended by Gerbner and associates when launching the foundations of the Cultivation Theory. Among other results, on the personal fear-external control factor it was found that high television exposure had opposite effects on viewers according to their gender: While female heavy TV viewers were more fearful of being victims and more externally controlled, male heavy viewers generally tended to be less personally fearful and more internally controlled. To assess how well TV exposure (time and violent content), gender and family SES predicted social beliefs, a multiple regression analysis was conducted, and data indicated that TV viewing was a significant predictor of the three areas of social beliefs.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Televis&#227;o e cren&#231;as sobre a realidade social</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>TV and beliefs about social reality</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria Paula Moreira<sup>1</sup>; Maria Benedicta Monteiro<sup>2</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa. E-mail: <a href="mailto:paula.bizarro@netcabo.pt">paula.bizarro@netcabo.pt</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>ISCTE, Instituto Universit&#225;rio de Lisboa</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo teve como objectivo principal verificar a exist&#234;ncia e a natureza da rela&#231;&#227;o prevista entre a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e a percep&#231;&#227;o de determinados aspectos da realidade social, tais como medo de vitima&#231;&#227;o, desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o aos outros e o <i>locus</i> de controlo, tal como foi teorizado por Gerbner e colaboradores na teoria de <i>Cultiva&#231;&#227;o de Cren&#231;as,</i> enquanto efeito indirecto da exposi&#231;&#227;o elevada &#224; televis&#227;o. Foram inquiridos 226 jovens residentes na cidade de Lisboa, entre os 15 e 18 anos, tendo sido efectuadas ANOVAS sobre os valores obtidos nos tr&#234;s factores de percep&#231;&#227;o da realidade social encontrados, de modo a averiguar a exist&#234;ncia de diferen&#231;as nas cren&#231;as dos jovens espectadores portugueses quanto ao modo como v&#234;em o mundo &#224; sua volta, no que respeita a sentimentos de medo, inseguran&#231;a e desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o aos outros, em fun&#231;&#227;o da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o (tempo e conte&#250;dos violentos) e das caracter&#237;sticas s&#243;cio-demogr&#225;ficas dos participantes. Os resultados indicaram que, nesta amostra portuguesa, existe uma rela&#231;&#227;o entre a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e algumas cren&#231;as sobre a realidade social, se bem que n&#227;o t&#227;o linearmente como propuseram Gerbner e colaboradores ao lan&#231;arem as bases da Teoria de Cultiva&#231;&#227;o de Cren&#231;as. No que respeita ao factor <i>Medo Pessoal-Controlo Externo,</i> a alta exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o tem efeitos contr&#225;rios consoante o g&#233;nero dos telespectadores: Com o aumento do consumo televisivo para al&#233;m de 3 horas di&#225;rias, s&#243; as raparigas acentuam a cren&#231;a na possibilidade de serem v&#237;timas, apelando mais &#224; seguran&#231;a atrav&#233;s da interven&#231;&#227;o das autoridades, enquanto que os rapazes muito ass&#237;duos n&#227;o se percepcionam como prov&#225;veis v&#237;timas de viol&#234;ncia, aumentando mesmo a percep&#231;&#227;o de que podem eles pr&#243;prios controlar essas situa&#231;&#245;es. N&#227;o s&#243; o tempo de exposi&#231;&#227;o total &#224; televis&#227;o, mas tamb&#233;m o tipo de programa&#231;&#227;o preferido e visionado, est&#227;o igualmente associados &#224;s cren&#231;as que os jovens partilham: Os que assistem a mais programas violentos manifestam maior medo social, associado &#224; percep&#231;&#227;o da capacidade individual para assegurar a autodefesa. Uma an&#225;lise de regress&#227;o m&#250;ltipla mostrou ainda que os tr&#234;s factores de cren&#231;as dos adolescentes sobre a realidade social que os rodeia tiveram como principal preditor o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: viol&#234;ncia, televis&#227;o, cren&#231;as, comunica&#231;&#227;o social, teoria da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as.</font></p>  <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This study aimed to understand the relationship between television viewing (time and violent content) and the construction of social beliefs regarding social reality, such as fear of victimization, interpersonal mistrust and locus of control, as suggested by Gerbner and his associates in the Cultivation Theory. Questionnaires were administrated to 226 students ranged in age from 15 to 18. ANOVAS were conducted to explore the impact of television exposure, television violent content viewing, gender and family social status on the students&#8217; social beliefs. Results showed that the relationship between television exposure and some social beliefs exists, although not as linearly as defended by Gerbner and associates when launching the foundations of the Cultivation Theory. Among other results, on the <i>personal fear-external control </i>factor it was found that high television exposure had opposite effects on viewers according to their gender: While female heavy TV viewers were more fearful of being victims and more externally controlled, male heavy viewers generally tended to be less personally fearful and more internally controlled. To assess how well TV exposure (time and violent content), gender and family SES predicted social beliefs, a multiple regression analysis was conducted, and data indicated that TV viewing was a significant predictor of the three areas of social beliefs.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: violence, television, mass media, cultivation theory.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Muito se tem escrito acerca dos efeitos dos meios de comunica&#231;&#227;o social e em particular da televis&#227;o, desde que esta fez a sua inaugura&#231;&#227;o p&#250;blica. Existem raz&#245;es para tal j&#225; que, se por um lado a televis&#227;o ocupa uma parte importante do nosso tempo mais do que qualquer outra forma de entretenimento (INE, 2001, 2002), por outro &#233; evidente o papel central deste meio de comunica&#231;&#227;o na sociedade, como fonte de informa&#231;&#227;o primordial para uma maioria acentuada da popula&#231;&#227;o (ISCTE/ ERC, 2007; <i>Pew Research Center for People &#38; The Press,</i> 2008). Com efeito, para a maior parte das pessoas com menos de 40 anos a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o ocorreu na inf&#226;ncia antes mesmo de saber ler ou falar. Este meio de comunica&#231;&#227;o de massa, ao contr&#225;rio dos livros e dos jornais, &#233; de f&#225;cil acesso e n&#227;o requer literacia (no sentido mais estrito do termo, i.e., no que respeita ao suporte escrito da informa&#231;&#227;o), nem mesmo de compet&#234;ncias electr&#243;nicas necess&#225;rias aos jogos de computador e &#224; utiliza&#231;&#227;o da <i>Internet.</i> Nos EUA estima-se que a televis&#227;o esteja ligada em m&#233;dia sete horas por dia e que cada membro de uma fam&#237;lia americana consuma, em m&#233;dia, cerca de tr&#234;s horas di&#225;rias de televis&#227;o (Signorielli, 2005). A recente publica&#231;&#227;o de Shrum (2007) refere uma m&#233;dia aproximada de duas horas e quarenta minutos de consumo televisivo pelos adultos, enquanto que outros relat&#243;rios americanos continuam a apresentar uma m&#233;dia de visionamento di&#225;rio na ordem das 3 horas para crian&#231;as e adolescentes (cf. <i>American Academy of Pediatrics,</i> 2001). Quando uma crian&#231;a de hoje atingir a idade de 70 anos, passou 7 a 10 anos da sua vida &#8220;agarrada &#224; televis&#227;o&#8221; (Strasburger, 1989, 2008). Um estudo da <i>Kayser Family Foundation</i> realizado com crian&#231;as (0-6 anos de idade) mostrou que, num dia t&#237;pico, 65% viviam em lares onde a TV estava a transmitir mais de metade do tempo em que elas se encontravam em casa, sendo as pr&#243;prias a ligar o aparelho de televis&#227;o (77%), utilizavam o controlo remoto para mudar de canal (63%), passando cerca de 2 horas di&#225;rias expostas a este meio de comunica&#231;&#227;o, o que corresponderia, segundo os autores, ao mesmo tempo que ocupavam a brincar no exterior (Rideout, Vandewater &#38; Wartella, 2003). Em Portugal a situa&#231;&#227;o n&#227;o &#233; muito diferente: nos primeiros 9 meses de 2007, cada portugu&#234;s assistiu em m&#233;dia em sua casa, a cerca 3 horas e meia de televis&#227;o por dia (Marktest Audimetria/MediaMonitor, 2007).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como em muitos outros pa&#237;ses, ver televis&#227;o &#233; a actividade mais frequente das crian&#231;as portuguesas (ISCTE/ ERC, 2007). A televis&#227;o tem sido uma &#8220;ama&#8221; para muitas crian&#231;as e uma companhia para muitos adolescentes, substituindo por vezes a falta de disponibilidade dos pais para supervisionar e estar com os filhos, e podendo assumir fun&#231;&#245;es reservadas, at&#233; ao presente, a institui&#231;&#245;es tais como a fam&#237;lia e a escola, nomeadamente no que se refere aos benef&#237;cios educativos e informativos (ISCTE/ ERC, 2007).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao longo dos &#250;ltimos anos, investiga&#231;&#245;es interdisciplinares (Mastro, Behm-Morawitz &#38; Ortiz, 2007; Murray, 2007; Pecora, 2007) tentaram responder a quest&#245;es relativas &#224; forma como os meios de comunica&#231;&#227;o social podem influenciar o desenvolvimento de h&#225;bitos, comportamentos, ou mesmo a compreens&#227;o da realidade pelos espectadores. Uma das tem&#225;ticas mais abordadas refere-se ao impacto da viol&#234;ncia veiculada pela televis&#227;o e, mais recentemente, pelos jogos de v&#237;deo ou de computador e pela Internet. Em particular, a viol&#234;ncia na televis&#227;o tem sido uma mat&#233;ria que, desde os anos 60, continua a levantar quest&#245;es relativamente &#224; natureza e grau das suas consequ&#234;ncias na sociedade e em particular nos seus membros mais jovens. A especial preocupa&#231;&#227;o com a influ&#234;ncia da televis&#227;o nas crian&#231;as e nos jovens est&#225; em grande parte relacionada com a suposta incapacidade e relativa falta de autonomia destes para lidarem com a exposi&#231;&#227;o &#224; viol&#234;ncia e gerirem a explos&#227;o de informa&#231;&#245;es, apresentada de forma apelativa e de f&#225;cil absor&#231;&#227;o, fornecida por este meio de comunica&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O tema da influ&#234;ncia dos Meios de Comunica&#231;&#227;o Social gerou uma produ&#231;&#227;o cient&#237;fica consider&#225;vel nos &#250;ltimos 40 anos, tendo-se desenvolvido explica&#231;&#245;es te&#243;ricas tais como a <i>Teoria Cat&#225;rtica</i> (Feshbach &#38; Singer,1971), que refere que as cenas de viol&#234;ncia televisiva poderiam desempenhar um papel cat&#225;rtico (i.e., de purifica&#231;&#227;o), por permitirem a descarga de uma agressividade latente, tornando as pessoas que a elas assistem menos propensas &#224; agress&#227;o; a <i>Teoria da Aprendizagem Social</i> (Bandura, 1973, 1977; Bandura &#38; Walters, 1963) enfatizando o papel da aprendizagem por observa&#231;&#227;o na aquisi&#231;&#227;o e regula&#231;&#227;o dos comportamentos e a interven&#231;&#227;o dos aspectos cognitivos na manuten&#231;&#227;o desses mesmos comportamentos aprendidos (i.e., se um agressor de um filme &#233; punido pelos seus actos, h&#225; uma inibi&#231;&#227;o consequente de comportamento agressivo por parte de quem assiste, mesmo que o comportamento tenha sido aprendido; por outro lado, quando o agressor observado n&#227;o &#233; punido ou &#233; mesmo recompensado, as inibi&#231;&#245;es da agress&#227;o diminuem e o observador tende a agredir, como aprendeu com o modelo); a T<i>eoria da Agress&#227;o Reactiva </i>(Berkowitz, 1962), mostrando que o recurso &#224; agress&#227;o por quem j&#225; est&#225; emocionalmente activado por um estado de raiva pode aumentar ao assistir a filmes de conte&#250;dos violentos; a T<i>eoria da Dessensibiliza&#231;&#227;o</i> (Linz, Donnerstein e Penrod, 1988), cujos estudos mostram que os espectadores de elevada viol&#234;ncia na televis&#227;o podem tornar-se mais insens&#237;veis &#224; viol&#234;ncia do mundo em que vivem; e <i>a Teoria da Cultiva&#231;&#227;o</i> de Cren&#231;as <i>(Cultivation Theory),</i> que entende os <i>media</i> como inculcadores (i.e., &#8220;cultivadores&#8221;) de cren&#231;as sobre a realidade social (Gerbner, 1972; Gerbner, Gross, Morgan &#38; Signorielli, 1986) e cujos estudos se centram nas altera&#231;&#245;es que os espectadores ass&#237;duos podem apresentar na sua percep&#231;&#227;o da realidade social em que se movem, assimilando essa realidade ao mundo violento do ecr&#227;; a este tipo de percep&#231;&#227;o Wober (1978) chamou <i>percep&#231;&#227;o paran&#243;ide do mundo</i> e Signorielli (1990) <i>o s&#237;ndroma do mundo mau.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Inici&#225;mos este trabalho tendo precisamente como refer&#234;ncia o corpo te&#243;rico da teoria da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as, que se desenvolve com base na hip&#243;tese segundo a qual os <i>media</i>, em especial a televis&#227;o, s&#227;o agentes de produ&#231;&#227;o e reprodu&#231;&#227;o de cren&#231;as e de representa&#231;&#245;es da realidade social, contribuindo para o desenvolvimento de percep&#231;&#245;es distorcidas sobre a vida real (Gerbner, Gross, Morgan, Signorielli &#38; Shanahan, 2002). Esta teoria dos efeitos da exposi&#231;&#227;o &#224; TV sobre os espectadores foi desenvolvida por Gerbner e colaboradores que se interrogaram, n&#227;o acerca dos efeitos directos comportamentais muito estudados na altura<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>, mas sobre os efeitos indirectos, menos vis&#237;veis, mas com consequ&#234;ncias importantes na forma&#231;&#227;o e manuten&#231;&#227;o de sistemas de cren&#231;as sobre o mundo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">George Gerbner, soci&#243;logo americano, conduziu durante mais de 40 anos uma s&#233;rie de trabalhos de forma a compreender o modo como a televis&#227;o nos afecta a todos. Os resultados dos seus estudos permitiram uma nova abordagem do fen&#243;meno televisivo, nomeadamente no que se refere ao papel complexo, mas significativo, que a televis&#227;o e as hist&#243;rias que esta conta desempenham nas nossas vidas. Para Gerbner (1990), o ser humano &#233; a &#250;nica criatura que vive num mundo constru&#237;do pelas hist&#243;rias que conta. Com efeito, a maior parte das coisas que n&#243;s sabemos ou pensamos, n&#227;o foram experienciadas (isto &#233;, vividas, por n&#243;s pessoalmente), mas ouvidas atrav&#233;s de hist&#243;rias que nos s&#227;o contadas. E s&#227;o precisamente essas hist&#243;rias, a que n&#243;s chamamos arte, religi&#227;o, educa&#231;&#227;o, organiza&#231;&#227;o pol&#237;tica e outras, que concorrem para a constru&#231;&#227;o de uma rede de s&#237;mbolos, chamada cultura. Para este autor, a cultura vai cultivar as nossas concep&#231;&#245;es sobre a exist&#234;ncia, i.e., os valores, as rela&#231;&#245;es humanas, a ideia de justi&#231;a, donde derivam as no&#231;&#245;es do que &#233; importante, do que &#233; bom ou mau (Gerbner, 1990). Com a difus&#227;o do uso da televis&#227;o, a maior parte das hist&#243;rias j&#225; n&#227;o &#233; contada e difundida pelos agentes socializadores tradicionais, tais como os pais, a escola, a fam&#237;lia, a igreja, ou mesmo pelos pa&#237;ses de origem, mas por um grupo reduzido de organiza&#231;&#245;es multim&#233;dia que t&#234;m algo a vender e o fazem atrav&#233;s deste meio de comunica&#231;&#227;o. Quando s&#227;o sempre as mesmas hist&#243;rias, imagens, padr&#245;es, a ser exibidas pela televis&#227;o, uma e outra vez, os espectadores tendem a confundir o mundo ficcional da televis&#227;o com o mundo real. A teoria da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as de Gerbner (1990) defende precisamente que um dos principais efeitos da televis&#227;o &#233; inculcar (i.e., cultivar) nos espectadores um conjunto de cren&#231;as sobre o mundo: ao contar historias, a televis&#227;o diz-nos como tudo funciona, o que se espera que cada um pense e fa&#231;a. E os valores que a televis&#227;o enfatiza e sublinha s&#227;o continuamente alimentados e sustentados durante muitas horas por dia. E n&#227;o &#233; um fen&#243;meno que ocorra s&#243; num determinado momento (como &#233; o efeito de um filme, por exemplo), n&#227;o existindo um antes e um depois, j&#225; que a televis&#227;o est&#225; quase sempre presente no nosso quotidiano.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gerbner e colaboradores (Gerbner <i>et al,</i> 2002) chamaram a aten&#231;&#227;o para o facto de haver constrangimentos comerciais que fazem com que a cobertura de determinados temas seja comum a quase todos os programas televisivos. Estes, por sua vez, cultivam pontos de vista comuns e estere&#243;tipos. A viol&#234;ncia &#233; um desses temas, e &#233; especialmente importante na perspectiva da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as, porque as pessoas est&#227;o mais propensas a &#8220;experienciar&#8221; cenas de viol&#234;ncia na televis&#227;o (quer seja em programas noticiosos ou de entretenimento) do que na vida real. Consequentemente, esta teoria defende que as concep&#231;&#245;es que as pessoas t&#234;m acerca da viol&#234;ncia s&#227;o mais suscept&#237;veis de reflectir as mensagens de viol&#234;ncia que v&#234;em quotidianamente na televis&#227;o do que a sua pr&#243;pria experi&#234;ncia: Assim, os telespectadores mais ass&#237;duos ir&#227;o tendencialmente percepcionar o mundo como um lugar assustador e mau, acreditando que o crime e a viol&#234;ncia s&#227;o mais frequentes do que realmente s&#227;o, e tomar precau&#231;&#245;es para se protegerem da criminalidade (Gerbner, Gross, Morgan &#38; Signorielli, 1994). Esta nova abordagem, veio alargar o espectro das investiga&#231;&#245;es sobre a televis&#227;o e a viol&#234;ncia para al&#233;m das pesquisas relativas &#224; influ&#234;ncia da televis&#227;o sobre o comportamento agressivo dos espectadores, levando a investiga&#231;&#227;o a questionar a exist&#234;ncia de consequ&#234;ncias mais abrangentes do que &#233; viver com um <i>medium</i> no qual as imagens de viol&#234;ncia est&#227;o profunda e fatalmente presentes no nosso quotidiano (Signorielli, 1990; 2005). Em s&#237;ntese, a teoria da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as vem tentando demonstrar que a televis&#227;o e a viol&#234;ncia por ela difundida, para al&#233;m da aprendizagem ou incita&#231;&#227;o a respostas agressivas, contribui para a produ&#231;&#227;o e reprodu&#231;&#227;o de cren&#231;as e de representa&#231;&#245;es sobre a vida social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A constata&#231;&#227;o destas preocupa&#231;&#245;es levou-nos a tomar consci&#234;ncia da necessidade de trabalhos de investiga&#231;&#227;o que possam contribuir para um maior esclarecimento dessas mesmas consequ&#234;ncias e em particular identificar a potencial rela&#231;&#227;o entre o modo como os jovens se exp&#245;em &#224; televis&#227;o e o seu pensamento sobre a realidade social. Assim, inici&#225;mos esta investiga&#231;&#227;o procurando, primeiramente, responder &#224; pergunta: &#8220;A televis&#227;o em Portugal tem uma ac&#231;&#227;o significativa na cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as dos adolescentes?&#8221; Temos pois, como objectivo principal, verificar a exist&#234;ncia da rela&#231;&#227;o prevista entre a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o (tempo e conte&#250;dos violentos) e as percep&#231;&#245;es dos adolescentes sobre determinadas dimens&#245;es da realidade social, nomeadamente quanto &#224; vis&#227;o de um mundo de perigo e maldade &#224; sua volta, ao sentimento de medo e inseguran&#231;a, &#224; sua postura como v&#237;timas, &#224; protec&#231;&#227;o que exigem &#224;s autoridades, tal como defendido e teorizado por Gerbner e colaboradores na teoria de cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as (Gerbner <i>et al,</i> 1986).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nos &#250;ltimos anos foi-se desenvolvendo uma s&#233;rie de investiga&#231;&#245;es com base nesta teoria da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as, cuja hip&#243;tese &#233; a de que quanto maior for o tempo de exposi&#231;&#227;o ao mundo televisivo, maior ser&#225; a probabilidade de os indiv&#237;duos apresentarem concep&#231;&#245;es da realidade social enviesadas em rela&#231;&#227;o aos indicadores dessa mesma realidade social e mais pr&#243;ximas das que s&#227;o veiculadas pela televis&#227;o. V&#225;rios estudos desenvolvidos com base na teoria de cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as, sustentam que a exposi&#231;&#227;o repetida &#224;s mensagens da TV sobre a realidade social (que nos estudos de Gerbner eram acima das 4 horas de televis&#227;o/dia) favorece a sua internaliza&#231;&#227;o, conduzindo nomeadamente a percep&#231;&#245;es exageradas acerca da preval&#234;ncia da viol&#234;ncia na sociedade (Gerbner, Gross, Signorielli, Morgan &#38; Jackson-Beeck, 1979; Gerbner, Gross, Morgan &#38; Signorielli, 1980a; Gerbner <i>et al,</i> 1986, 2002), ao desenvolvimento de cren&#231;as de que o mundo real &#233; violento, mau e perigoso (Gerbner &#38; Gross, 1976; Gerbner <i>et al,</i> 1980a; Gosselin, DeGuise, Pacquette &#38; Benoit, 1997; Monteiro 1984,1990; Rubin, Perse &#38; Taylor, 1988; Signorielli, 1990; Vala, 1984; Wober &#38; Gunter, 1985); a uma maior desconfian&#231;a nas rela&#231;&#245;es interpessoais (Gerbner &#38; Gross, 1976; Gerbner, Gross, Jackson-Beeck, Jeffries-Fox &#38; Signorielli, 1978, Gerbner, <i>et al,</i> 1979; Monteiro 1984, 1999; Vala, 1984), a um medo maior de vitima&#231;&#227;o (Bryant, Carveth &#38; Brown, 1981; Gerbner <i>et al,</i> 1980a; Eschholz, 2002; Monteiro 1984, 1990; Morgan, 1983; Vala, 1984) e tend&#234;ncia em sobrestimar a import&#226;ncia das institui&#231;&#245;es de controlo e ordem social (Gerbner <i>et al,</i> 1979; Monteiro, 1999).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#192; medida que as investiga&#231;&#245;es se iam desenvolvendo, foi sendo progressivamente integrado um n&#250;mero crescente de t&#243;picos, problemas e preocupa&#231;&#245;es, tais como o papel de programas de televis&#227;o espec&#237;ficos na cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as (Hawkins &#38; Pingree, 1981; Potter, 1990) e o contributo da televis&#227;o na constru&#231;&#227;o das concep&#231;&#245;es relativamente: ao papel do sexo (Gerbner &#38; Signorielli, 1979; Morgan, 1982; Zaharopolous, 2000), aos estere&#243;tipos da idade, sendo que os jovens espectadores mais ass&#237;duos tendem a percepcionar os mais idosos em termos negativos e desfavor&#225;veis, acreditando que &#8220;Os homens envelhecem mais devagar e desfrutam a vida durante mais tempo do que as mulheres&#8221; (Gerbner, Gross, Signorielli &#38; Morgan, 1980b) e estimativas acerca da percentagem de idosos existentes no mundo (Hetsroni, A., &#38; Tukachinsky, H., 2006), orienta&#231;&#245;es politicas (Gerbner, Gross, Morgan &#38; Signorielli, 1982, 1984); problemas raciais (Volgy e Schwarz, 1980), &#224; fam&#237;lia (Gerbner, Gross, Morgan &#38; Signorielli, 1980c), religi&#227;o (Hoover, 1990), estimativas de risco de vitima&#231;&#227;o relativamente a atentados terroristas, rel&#226;mpagos e inunda&#231;&#245;es (Gunter &#38; Wober, 1983), estimativas sobre o n&#250;mero de mulheres a trabalhar fora de casa (Carveth &#38; Alexander, 1985), taxas de div&#243;rcio (Carveth &#38; Alexanders, 1985), maus h&#225;bitos de alimenta&#231;&#227;o (Signorielli, N., 1992), efic&#225;cia do sistema de justi&#231;a para crime juvenis (Goidel, R., Freeman, C., &#38; Procopio, S., 2006), sendo no entanto na &#225;rea da viol&#234;ncia e do medo que as an&#225;lises da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as mais se t&#234;m centrado.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A meta-an&#225;lise de Shanahan &#38; Morgan (1999), que incidiu sobre 5633 resultados referentes a 97 estudos conduzidos ao longo de duas d&#233;cadas e realizados com base na teoria da cultiva&#231;&#227;o, revelou existir uma rela&#231;&#227;o significativa entre a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e a cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as sobre o mundo, por&#233;m, de fraca magnitude (0.10). Mas para os autores, esta &#8220;meta correla&#231;&#227;o&#8221; &#233; relevante e pode fazer a diferen&#231;a, se pensarmos que os efeitos da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o s&#227;o cumulativos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo visa contribuir para um melhor conhecimento do impacto da televis&#227;o em Portugal sobre os jovens e aborda as seguintes quest&#245;es: 1) Existem diferen&#231;as nas percep&#231;&#245;es dos jovens portugueses acerca de determinadas dimens&#245;es da realidade social (nomeadamente quanto &#224; vis&#227;o de um mundo de perigo e maldade &#224; sua volta, ao sentimento de medo e inseguran&#231;a, &#224; sua postura como v&#237;timas e &#224; protec&#231;&#227;o que exigem &#224;s autoridades) em fun&#231;&#227;o da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o <i>(tempo</i> e <i>conte&#250;dos violentos)</i> e das caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas dos participantes, em separado ou em interac&#231;&#227;o, tal como previsto na teoria da Cultiva&#231;&#227;o de Cren&#231;as, por Gerbner e seus colaboradores (Gerbner <i>et al,</i> 1986; Morgan &#38; Signorielli, 1990)? 2) Qual a contribui&#231;&#227;o do tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o, da exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia televisiva, do g&#233;nero e do n&#237;vel socioprofissional dos pais, para explicar as diferen&#231;as nas cren&#231;as dos adolescentes e quais s&#227;o os preditores mais significativos das cren&#231;as dos adolescentes?</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram neste estudo 226 estudantes do ensino secund&#225;rio (53,5% do sexo feminino) frequentando quatro  escolas p&#250;blicas da cidade de Lisboa, com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos (M = 16,69; <i>DP</i> = 1,03) e pertencendo  maioritariamente a fam&#237;lias de n&#237;vel s&#243;cio profissional m&#233;dio <i>(N.S.P.)</i><a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A fim de avaliarmos se ver muita ou pouca televis&#227;o contribui para a forma como os jovens percepcionam a realidade social, foi utilizado um question&#225;rio que, para al&#233;m das quest&#245;es sociodemogr&#225;ficas, pretendeu medir as seguintes vari&#225;veis: a percep&#231;&#227;o da realidade social relativa ao medo de vitima&#231;&#227;o; a desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o aos outros; e o <i>locus</i> de controlo, interno ou externo, face &#224; amea&#231;a de vitima&#231;&#227;o; o tempo de exposi&#231;&#227;o di&#225;ria &#224; televis&#227;o; e a exposi&#231;&#227;o &#224; programa&#231;&#227;o violenta.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Percep&#231;&#227;o da realidade social</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esta vari&#225;vel foi avaliada atrav&#233;s de 16 quest&#245;es integradas nas tr&#234;s dimens&#245;es te&#243;ricas da hip&#243;tese de <i>Cultiva&#231;&#227;o de Cren&#231;as</i> relativamente &#224; percep&#231;&#227;o da realidade social: o medo de vitima&#231;&#227;o (dicotomizado, de acordo com Tyler (1984), em medo pessoal e social (e.g., &#8220;Sinto-me seguro(a) ao andar sozinho(a) no meu bairro&#8221;, &#8220;A probabilidade de uma pessoa sozinha ser v&#237;tima de roubo ao andar de comboio ou metro &#224; noite &#233; m&#237;nima&#8221;); a desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o aos outros (e.g., &#8220;&#201; dif&#237;cil confiar nas pessoas; todo o cuidado &#233; pouco ao lidar com elas&#8221;) e o <i>locus</i> de controlo, interno ou externo, face &#224; amea&#231;a de vitima&#231;&#227;o (Wober &#38; Gunter, 1982) (e.g., &#8220;O controlo da minha vida pertence sobretudo a mim; sou eu o respons&#225;vel pelo meu destino.&#8221;, &#8220;Compete sobretudo &#224;s Autoridades tomar medidas eficazes de defesa em rela&#231;&#227;o &#224; seguran&#231;a f&#237;sica e dos bens dos cidad&#227;os, j&#225; que os indiv&#237;duos pouco podem fazer contra este tipo de viol&#234;ncia&#8221;). Os jovens responderam aos 16 itens sobre uma escala de intervalo em cinco posi&#231;&#245;es de acordo com a intensidade da cren&#231;a sobre a realidade social, desde <i>Discordo em Absoluto</i> (1) at&#233; <i>Concordo em Absoluto</i> (5).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para a avalia&#231;&#227;o desta vari&#225;vel foi pedido aos participantes que especificassem quantas horas de televis&#227;o haviam visto no dia anterior<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a> (&#8220;Quantas horas passaste ontem a ver televis&#227;o?&#8221;) e num dia de semana normal (&#8220;Quantas horas de televis&#227;o costumas ver num dia de escola?&#8221;), sendo esta &#250;ltima quest&#227;o a mais utilizada em estudos de cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as para medir a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o (Morgan, 1983; Signorielli, 1990; Volgy &#38; Schwarz, 1980). Quisemos igualmente avaliar qual a melhor medida de tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o a adoptar: se os &#237;ndices simples (quantas horas de televis&#227;o vistas no dia anterior, ou estimativa do n&#250;mero de horas de exposi&#231;&#227;o num dia de escola), se o comp&#243;sito, utilizado por Rubin, Perse &#38; Taylor (1988) referente &#224; m&#233;dia dos dois &#237;ndices acima referidos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em conta o desvio padr&#227;o apresentado para cada &#237;ndice, simples e comp&#243;sito<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a> (por forma a obter a medida que melhor descrimina), a correla&#231;&#227;o entre os v&#225;rios &#237;ndices de medida de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a> e tendo presente o principio da parcim&#243;nia, adopt&#225;mos como medida da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o o tempo dispendido no dia anterior a ver televis&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Posteriormente e a partir da distribui&#231;&#227;o da amostra, os jovens foram agregados em tr&#234;s grupos de acordo com a sua assiduidade televisiva: assiduidade alta - assistem a 3 horas ou mais de televis&#227;o por dia; assiduidade m&#233;dia - assistem a mais do que 1 hora e menos do que 3 horas di&#225;rias; assiduidade baixa - assistem a 1 hora ou menos de televis&#227;o por dia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Exposi&#231;&#227;o a programa&#231;&#227;o violenta</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi pedido aos participantes que indicassem por ordem decrescente os tr&#234;s programas a que mais assistiam na televis&#227;o, procedendo-se em seguida a um processo de classifica&#231;&#227;o daqueles programas em duas categorias<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a> - Programa&#231;&#227;o violenta e n&#227;o violenta, tendo por base a defini&#231;&#227;o de viol&#234;ncia: &#8220;<i>Quando &#233; manifesta e clara a inten&#231;&#227;o de prejudicar, lesar, ferir e/ou matar o outro ou o pr&#243;prio, atrav&#233;s de for&#231;a f&#237;sica (com ou sem armas) ou mesmo psicol&#243;gica, com consequ&#234;ncias nefastas credivelmente graves</i>&#8221; (Signorielli, 1990). Posteriormente, as respostas dos participantes foram agrupadas em tr&#234;s categorias de acordo com a assiduidade a programa&#231;&#227;o televisiva violenta (i.e. em fun&#231;&#227;o do n&#250;mero de programas violentos escolhidos): <i>alta exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia televisiva</i> (2 e 3 escolhas, <i>N=</i> 101), <i>m&#233;dia exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia televisiva</i> (1 escolha, N= 91) e <i>baixa exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia televisiva</i> (0 escolhas, N= 32).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O question&#225;rio foi apresentado como fazendo parte de um estudo de opini&#227;o sobre algumas quest&#245;es relativas &#224; viv&#234;ncia social dos jovens portugueses e suas prefer&#234;ncias e h&#225;bitos de consumo televisivos, e a ele responderam os alunos que para tal se voluntariaram.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O question&#225;rio foi administrado colectivamente nas salas de aula das escolas seleccionadas, durante o hor&#225;rio escolar e com a presen&#231;a de uma investigadora e um professor da turma. A sua aplica&#231;&#227;o teve uma dura&#231;&#227;o aproximada de 20 minutos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os jovens da nossa amostra assistem, em m&#233;dia, a cerca de 2 horas de televis&#227;o por dia (M = 2,07, <i>DP</i> = 1,28), sendo os rapazes espectadores mais ass&#237;duos (m = 2,26, <i>DP</i> = 1,39) do que as raparigas (M = 1,90, <i>DP</i> = 1,17) num dia &#250;til, [t (224) = 2,07, <i>p</i> &#60; 0,05]. Este resultado &#233; menor do que o encontrado no estudo de Kuntsche, Picket, Overpeck, Craig, Boyce e Gaspar de Matos (2006), o qual refere uma m&#233;dia de visionamento pr&#243;ximo das 3 horas di&#225;rias para os adolescentes de oito pa&#237;ses, entre os quais portugueses (M= 2,89, <i>DP=</i> 1,8) e americanos (M = 2,73, <i>DP</i> = 2,0).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Constat&#225;mos igualmente que s&#227;o os jovens oriundos de fam&#237;lias de n&#237;vel s&#243;cio-profissional mais baixo que passam mais tempo a ver televis&#227;o (M = 2,94, <i>DP</i> = 1,45), comparativamente aos de n&#237;vel m&#233;dio (M = 1,88, <i>DP</i> = 1,19) e alto (M = 1,72, <i>DP</i> = 0,99), <i>[F</i> (2, 224) = 18,48, <i>p</i> &#60; 0,001].</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Exposi&#231;&#227;o a programa&#231;&#227;o televisiva violenta</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se que a maioria dos espectadores (45,1%) t&#234;m uma exposi&#231;&#227;o alta a programa&#231;&#227;o televisiva de conte&#250;do violento, n&#227;o se registando diferen&#231;as significativas entre rapazes e raparigas <i>[x<sup>2</sup></i> (2,224) = 1,227, <i>p</i> = 0,541], nem entre os diferentes n&#237;veis s&#243;cio-profissionais <i>[x<sup>2</sup></i> (4,224) = 1,755, <i>p =</i> 0,781].</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Dimens&#245;es da percep&#231;&#227;o da realidade social</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para compreender e sistematizar a estrutura de pensamento dos jovens sobre a realidade social, realizou-se uma an&#225;lise<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a> factorial em componentes principais (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>) que identificou 3 factores, que explicam, em conjunto, 40,2% da vari&#226;ncia total.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">O primeiro factor, <i>Medo Pessoal - Controlo Externo</i> associa os sentimentos de medo de ser pessoalmente vitimado, a uma cren&#231;a na impot&#234;ncia individual e no poder das for&#231;as externas (a Autoridade) para proteger os indiv&#237;duos da viol&#234;ncia. Esta dimens&#227;o est&#225; ligada a explica&#231;&#245;es externas no que respeita ao controlo da pr&#243;pria vida, isto &#233;, o indiv&#237;duo com maior receio de ser v&#237;tima a n&#237;vel pessoal &#233; aquele que percepciona um acontecimento como n&#227;o sendo determinado pelas suas ac&#231;&#245;es, mas antes o resultado do acaso ou como um feito de outros mais poderosos, fugindo-lhe pois ao controlo. Este primeiro factor explica 17,8% da vari&#226;ncia das respostas dos participantes e apresenta uma boa consist&#234;ncia interna (a = 0,73).</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">O segundo factor, denominado <i>Desconfian&#231;a</i> em rela&#231;&#227;o aos outros, agrega cren&#231;as acerca das rela&#231;&#245;es interpessoais (falta de generosidade e disponibilidade dos outros para ajudar) e a atitude de desconfian&#231;a que os outros merecem. Este factor explica 13,1% da variabilidade das respostas dos participantes e apresenta uma consist&#234;ncia interna razo&#225;vel (a = 0,60).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O terceiro factor, <i>Medo Social - Controlo Interno</i> conjuga a percep&#231;&#227;o de medo a n&#237;vel social (pressupondo a exist&#234;ncia de viol&#234;ncia e crime na sociedade em geral, sem que o medo seja personalizado) com a cren&#231;a na virtualidade positiva da autodefesa. Esta dimens&#227;o est&#225; ligada a uma percep&#231;&#227;o de controlo interno, querendo isto dizer que num indiv&#237;duo onde &#233; patente um sentimento de medo de viol&#234;ncia num sentido mais social do que pessoal, se associa a cren&#231;a de que o controle dos acontecimentos pode depender do seu pr&#243;prio comportamento ou das suas caracter&#237;sticas pessoais. Este terceiro factor explica 9,3% da vari&#226;ncia total das respostas e uma consist&#234;ncia interna aceit&#225;vel (a = 0,51) pelo facto de ser composto por apenas tr&#234;s itens.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se, pois, uma congrega&#231;&#227;o de indicadores de desconfian&#231;a, falta de generosidade e disponibilidade dos outros, j&#225; encontrada em estudos anteriores (Vala, 1984; Monteiro, 1984, 1999; Gerbner <i>et al,</i> 1979; Rubin <i>et al.,</i> 1988), e uma associa&#231;&#227;o dos sentimentos de medo de vitima&#231;&#227;o pessoal a cren&#231;as de controlo externo, e conjuga&#231;&#227;o dos sentimentos de medo social a cren&#231;as de controlo interno.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em conta que a m&#233;dia<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a> da escala te&#243;rica &#233; igual a 3, verifica-se que no factor Medo Social - Controlo Interno, os sujeitos exprimem um n&#237;vel acentuado de medo de vitima&#231;&#227;o social, embora associado &#224; cren&#231;a na capacidade individual de assegurar a autodefesa (M = 3,81, <i>DP</i> = 0,67). No que diz respeito aos outros dois factores, os jovens, exprimem de forma moderada o Medo Pessoal-Controlo Externo (M = 3,03, <i>DP</i> = 0,78), bem como a cren&#231;a na falta de disponibilidade e generosidade das pessoas para ajudarem os outros aliado ao sentimento de Desconfian&#231;a que os outros merecem - (M = 3,09, <i>DP</i> = 0,65).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Consumo de televis&#227;o e cren&#231;as sobre a realidade social</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para responder &#224; primeira quest&#227;o do nosso estudo, nomeadamente se existem diferen&#231;as nas cren&#231;as dos jovens espectadores portugueses quanto ao modo como v&#234;em o mundo &#224; sua volta no que respeita a sentimentos de medo, inseguran&#231;a e desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o aos outros, em fun&#231;&#227;o da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o (tempo e conte&#250;dos violentos) e das caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;f&#237;cas dos participantes, em separado ou em interac&#231;&#227;o, realiz&#225;mos ANOVAs<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a> aos tr&#234;s factores da percep&#231;&#227;o da realidade social encontrados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">1. <u>Tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e cren&#231;as sobre a realidade social </u>- realiz&#225;mos, num primeiro momento, tr&#234;s ANOVAs, uma sobre cada um dos tr&#234;s factores da percep&#231;&#227;o da realidade social encontrados, correspon<sup>dente ao seguinte plan</sup>&#176;. <i><sup>Tempo de exposi&#231;&#227;o</sup> (assiduidade alta, assiduidade m&#233;dia, assiduidade baixa) <sup>x G&#233;nero</sup> (rapazes, raparigas) <sup>x N</sup>-S.P (alta, m&#233;dia, baixa),</i> tendo sido verificado como mais relevantes os seguintes resultados:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita ao Medo Pessoal-Controlo Externo, foram observados efeitos principais do g&#233;nero (F (1, 225) = 13,29, <i>p</i> &#60; 0,001, <i>MSE</i> = 0,463, p<sup>2</sup> = 0,060) e do tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o (F (2, 225) = 7,99, <i>p</i> &#60; 0,001, <i>MSE</i> = 0,463, p<sup>2</sup> = 0,072). Registou-se igualmente um efeito de interac&#231;&#227;o entre o g&#233;nero dos espectadores e o tempo de exposi&#231;&#227;o ao pequeno ecr&#227; (F (2, 225) = 17,63, <i>p</i> &#60; 0,001, <i>MSE</i> = 0,463, p<sup>2</sup> = 0,146).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito ao sexo, ambos os grupos exprimiram n&#237;veis moderados de Medo Pessoal-Controlo Externo, mas foram precisamente as raparigas que se diferenciaram positivamente, acentuando o medo de serem v&#237;timas, apelando mais &#224; seguran&#231;a atrav&#233;s da interven&#231;&#227;o das Autoridades do que os rapazes (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02q2.jpg">Quadro 2</a>).</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">O efeito principal observado da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o vai no sentido de os jovens que assistiram a mais do que uma hora de televis&#227;o por dia apresentarem um maior n&#237;vel de Medo Pessoal-Controlo Externo do que os jovens menos ass&#237;duos (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02q3.jpg">Quadro 3</a>).</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">No entanto, estes efeitos principais s&#227;o qualificados pela interac&#231;&#227;o entre o g&#233;nero dos espectadores e o tempo de exposi&#231;&#227;o ao pequeno ecr&#227;, sendo que a alta exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o teve efeitos contr&#225;rios nos rapazes e raparigas: com o aumento da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o para mais de 3horas por dia, s&#243; as raparigas acentuaram a cren&#231;a na possibilidade de serem v&#237;timas, apelando mais &#224; seguran&#231;a atrav&#233;s da interven&#231;&#227;o das autoridades, <i>(M<sub>ass&#237;d</sub>, baixa</i> = 2,88, <i>DP</i> = 0,71; <i>Mass&#237;d, m&#233;dia</i> = 3,15, <i>DP</i> = 0,59 <i>Mass&#237;d, alta</i> = 3,83, <i>DP</i> = 0,46) <i>(F</i> (2, 119) = 22,85, <i>p</i> &#60; 0,001) enquanto que os rapazes, no mesmo grupo, reduziram o n&#237;vel de medo de vitima&#231;&#227;o pessoal, n&#227;o se per-cepcionando como prov&#225;veis v&#237;timas de viol&#234;ncia ao mesmo tempo que a ideia da incontrolabilidade pessoal e a necessidade de for&#231;as sociais para os proteger em caso de viol&#234;ncia, &#233; menos acentuada <i>(M<sub>ass&#237;d baixa</sub></i> = 2,72,</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i><sup>DP</sup></i> = <sup>0,85; <i>M</i></sup><i>ass&#237;d, m&#233;dia</i> = <sup>3,2</sup>&#176; <i><sup>DP</sup></i> = <sup>0,75; <i>M</i></sup><i>ass&#237;d, alta</i> = <sup>2,58 <i>DP</i></sup> = <sup>0,67) (F(2,</sup>104) = 6,36, <i>p =</i> 0,002) (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02f1.jpg">Figura 1</a>).</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao factor Desconfian&#231;a, foi observado um efeito principal do tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o [F (2,224) = 5,04, <i>p</i> = 0,007, <i>MSE</i> = 0,372, <i>v[</i> = 0,047], que se traduz no facto de os telespectadores mais ass&#237;duos (que assistiam a 3 ou mais horas de televis&#227;o por dia) revelarem n&#237;veis de Desconfian&#231;a mais elevados <i>(M<sub>ass&#237;duid</sub>. <sub>alta</sub></i> = 3,32, <i>D.P.</i> = 0,76) do que os espectadores de assiduidade m&#233;dia (M = 3,02, <i>DP</i> = 0,58) e baixa (M = 2,96, <i>DP</i> = 0,54) (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02q3.jpg">Quadro 3</a>).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">Observou-se igualmente um efeito principal do N.S.P. no factor <i>Desconfian&#231;a, (F(2,</i> 224) = 2,25, <i>p</i> = 0,040, <i>MSE</i> = 0,372, p<sup>2</sup> = 0,021) em que os resultados apontam para que os participantes de fam&#237;lias de n&#237;vel s&#243;cio-profissional mais baixo desconfiem mais dos outros, comparativamente aos pertencentes ao n&#237;vel socioprofissional m&#233;dio e alto, (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02q4.jpg">Quadro 4</a>).</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">Ainda relativamente &#224; <i>Desconfian&#231;a,</i> verificou-se igualmente um efeito de interac&#231;&#227;o entre o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e o estatuto s&#243;cio-profissional dos pais, [F(4,224)=2,57, <i>p</i> = 0,039, <i>MSE=</i> 0,372, p<sup>2</sup> = 0,048]. Utiliz&#225;mos o teste Tukey para identificar entre que grupos se encontravam as diferen&#231;as e verific&#225;mos que o efeito do tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o se exercia mais sobre os jovens cujos pais pertencem ao grupo m&#233;dio do N.S.P. Assim, foram os telespectadores mais ass&#237;duos de fam&#237;lias pertencentes a um n&#237;vel s&#243;cio-profissional m&#233;dio que exprimiram de forma mais acentuada falta de confian&#231;a nos outros, (<i>M<sub>ass&#237;d</sub>, <sub>a[ta</sub>=</i> 3,40, <i>DP</i> = 0,73) em compara&#231;&#227;o com os espectadores menos ass&#237;duos <i>(M<sub>ass&#237;d</sub>, baixa &#8212;</i> 3,07, <i>DP</i> &#8212; 0,49; <i>Mass&#237;d, m&#233;dia</i> &#8212; 2,87, <i>DP</i> &#8212; 0,55) (F(2, 96) &#8212; 5,96, <i>p</i> &#8212; 0,004, <i>MSE</i> &#8212; 0,343).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita ao Medo Social-Controlo Interno dos jovens, observou-se um efeito principal do tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o (F (2,225) &#8212; 5,29, p &#8212; 0,006, <i>MSE</i> &#8212; 0,422, <i>(v[</i> &#8212; 0,049): quanto maior era o consumo televisivo, mais se acentuou o medo social (i.e., temendo-se mais pela seguran&#231;a das crian&#231;as que brincam sozinhas nos parques, elevando-se a cren&#231;a de uma maior probabilidade de se ser v&#237;tima ao andar &#224; noite em transportes p&#250;blicos), embora associado &#224; percep&#231;&#227;o na capacidade individual de enfrentar a viol&#234;ncia (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02q3.jpg">Quadro 3</a>).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se igualmente que eram os jovens oriundos de fam&#237;lias de n&#237;vel s&#243;cio-profissional mais baixo que exprimiam n&#237;veis mais acentuados de Medo Social-Controlo Interno, comparativamente aos jovens oriundos de fam&#237;lias de n&#237;vel s&#243;cio profissional mais elevado [F (2, 224) &#8212; 3,86, <i>p</i> &#60; 0,022), <i>v[</i> &#8212; 0,034] (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02q4.jpg">Quadro 4</a>). Se aliarmos este resultado aquele observado no factor desconfian&#231;a e se assumirmos que estes grupos de jovens com pais pertencentes a um n&#237;vel socioprofissional inferior est&#225; ligado a um menor poder aquisitivo, poderemos pensar que a elevada exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o estar&#225; igualmente relacionada com uma falta de alternativa de locais onde ir; desta forma, esta parcela da audi&#234;ncia estar&#225; mais propensa &#224; constru&#231;&#227;o de um mundo semelhante &#224;quele que lhe &#233; exposto quotidianamente pelos canais de televis&#227;o, apresentando uma <i>percep&#231;&#227;o paran&#243;ide do mundo</i> (Wober, 1978), onde as rela&#231;&#245;es interpessoais s&#227;o de desconfian&#231;a, exprimindo com maior intensidade a cren&#231;a num mundo onde o perigo de vitima&#231;&#227;o social &#233; real, associada &#224; ideia da capacidade individual de enfrentar a viol&#234;ncia.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">2. <u>Exposi&#231;&#227;o a conte&#250;dos violentos na televis&#227;o e cren&#231;as sobre a realidade social</u> - Para testar a import&#226;ncia que a exposi&#231;&#227;o a programas televisivos violentos, o g&#233;nero e o n&#237;vel s&#243;cio-profissional dos pais, t&#234;m sobre as cren&#231;as relativas &#224; realidade social, efectu&#225;mos tr&#234;s ANOVAs, a cada um dos tr&#234;s factores da percep&#231;&#227;o da realidade social encontrados e correspondente ao seguinte plano: <i>Exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia na televis&#227;o (<sub>a</sub>ita,.m&#233;&#227;a, baixa) x GeneVO (rapazes, raparigas) <sup>x</sup> N.S.E (alta, m&#233;dia, baixa).</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se ser o Medo Social - Controlo Interno o &#250;nico factor a ser sens&#237;vel &#224; vari&#225;vel exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia televisiva. Com efeito, observou-se um efeito principal da exposi&#231;&#227;o a conte&#250;dos televisivos violentos para esta dimens&#227;o da realidade social [A (2, 223) = 20,59, <i>p &#60;</i> 0,001), <i>MSE</i> = 0,345, p<sup>2</sup> = 0,167], que vai no sentido de os jovens telespectadores que mais assistiam a viol&#234;ncia televisiva, mais acentuassem a cren&#231;a de que existe viol&#234;ncia e perigo &#224; sua volta e que o controlo do medo e dessa viol&#234;ncia reside nas suas pr&#243;prias m&#227;os, (M <i><sub>alta exp</sub>. <sub>viol</sub></i> = 4,11, <i>DP</i> = 0,58), em compara&#231;&#227;o com os jovens expostos &#224; viol&#234;ncia televisiva de forma m&#233;dia (<i>M <sub>m&#233;dia exp.viol</sub></i> = 3,61, <i>DP</i> = 0,54) e baixa (<i>M <sub>baixa exp.viol.</sub></i> = 3,39, <i>DP</i> = 0,85). Este efeito &#233;, no entanto, qualificado pela interac&#231;&#227;o desta vari&#225;vel com o n&#237;vel s&#243;cio-profissional dos pais [A (2, 223) = 3,51, <i>p</i> = 0,009), <i>MSE</i> = 0,345, p<sup>2</sup> = 0,064]: assim, quanto maior a exposi&#231;&#227;o &#224; viol&#234;ncia no ecr&#227;, mais acentuado o n&#237;vel de medo de vitima&#231;&#227;o social aliado &#224; cren&#231;a na capacidade individual de assegurar a autodefesa, para os telespectadores pertencentes a fam&#237;lias de n&#237;vel s&#243;cio-profissional alto e m&#233;dio, mas n&#227;o para os jovens oriundos das fam&#237;lias de menor estatuto s&#243;cio-profissional, cuja percep&#231;&#227;o face ao Medo Social - Controlo Interno n&#227;o variou significativamente em fun&#231;&#227;o do seu n&#237;vel de exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia televisiva (<a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02f2.jpg">Figura 2</a>).</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">Para responder &#224; segunda quest&#227;o deste trabalho, nomeadamente, qual a contribui&#231;&#227;o do tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o, da exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia televisiva, do g&#233;nero e do n&#237;vel socioprofissional dos pais, para explicar o efeito nas cren&#231;as dos adolescentes, procedeu-se a uma an&#225;lise de regress&#227;o m&#250;ltipla, m&#233;todo <i>Stepwise,</i> com o Medo Pessoal-Controlo Externo, a Desconfian&#231;a e o Medo Social-Controlo Interno como vari&#225;veis crit&#233;rio. A exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o, a exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia televisiva, o g&#233;nero e o n&#237;vel socioprofissional dos pais funcionaram como vari&#225;veis preditoras.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">O <a href="/img/revistas/psi/v23n1/23n1a02q5.jpg">Quadro 5</a> apresenta os passos efectuados pela regress&#227;o m&#250;ltipla <i>stepwise,</i> os valores de <i>R<sup>2</sup>ajust.</i> e os coeficientes de regress&#227;o normalizados (&#946;)<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>.</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">Para explicar a vari&#226;ncia nos resultados do Medo Pessoal-Controlo Externo, apenas duas vari&#225;veis contribu&#237;ram, de modo significativo para a equa&#231;&#227;o final [A(2, 222) = 12,94, <i>p</i> &#60; 0,001]: o g&#233;nero, que entrou em primeiro lugar na equa&#231;&#227;o, tendo explicado 6,2% da vari&#226;ncia, sendo esta que mais contribui para os resultados do Medo Pessoal-Controlo Externo <i>(&#946;</i> = 0,284) e o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o que juntamente ao g&#233;nero explicam 10% da vari&#226;ncia dos resultados. As restantes vari&#225;veis ficaram fora da equa&#231;&#227;o.<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a> Deste modo poder&#225; supor-se que o n&#237;vel de medo de vitima&#231;&#227;o pessoal associado &#224; cren&#231;a da necessidade de interven&#231;&#227;o das autoridades como forma de garantir a seguran&#231;a &#233; tanto maior se o g&#233;nero do adolescente for feminino e a quanto mais televis&#227;o assistir.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; Desconfian&#231;a, s&#243; o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e o n&#237;vel socio-profissional dos pais surgem como preditores, contribuindo em conjunto, de modo significativo, para a equa&#231;&#227;o final [F (2, 221) = 8,87, <i>p</i> = 0,001], explicando 6,8% da vari&#226;ncia total dos resultados da desconfian&#231;a <i>(R<sup>2</sup>ajust.</i> = 0,068; <i>N</i> = 221). O tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o foi a primeira vari&#225;vel a entrar na equa&#231;&#227;o, explicando 4,7% da vari&#226;ncia, sendo a que mais contribuiu para esses resultados <i>(fi</i> = 0,180, <i>p</i> = 0,008). Assim, poder&#225; supor-se que a desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o aos outros &#233; tanto maior quanto mais televis&#227;o v&#234;em os adolescentes e que essa desconfian&#231;a &#233; tanto maior quanto menos elevado for o n&#237;vel s&#243;cio-profissional dos seus pais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao Medo Social-Controlo Interno, surgem como preditoras as duas vari&#225;veis relativas &#224; exposi&#231;&#227;o televisiva (tempo e conte&#250;dos violentos) que, em conjunto, contribuem significativamente para a equa&#231;&#227;o final [F (2,222) = 28,48, <i>p</i> = 0,000] e explicam 19,8 % da vari&#226;ncia total nos resultados desta dimens&#227;o da realidade social. A exposi&#231;&#227;o a conte&#250;dos especificamente violentos na televis&#227;o foi a primeira vari&#225;vel a entrar na equa&#231;&#227;o, explicando 17,1% da vari&#226;ncia nos resultados, sendo a que mais contribuiu para os mesmos (fi = 0,366). Registou-se um menor efeito do tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o em geral (P = 0,184), que apenas explicou 2,7% da vari&#226;ncia observada, ao entrar na equa&#231;&#227;o juntamente com a exposi&#231;&#227;o a viol&#234;ncia na TV. Poder&#225; pois supor-se que a cren&#231;a de que a viol&#234;ncia e o perigo existem &#224; nossa volta e que a melhor defesa reside nas nossas pr&#243;prias m&#227;os (i.e. Medo Social-Controlo Interno) ser&#225; mais forte quanto maior for o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o mas sobretudo e em especial, quanto maior for a exposi&#231;&#227;o aos conte&#250;dos violentos no ecr&#227;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo teve como principais objectivos: 1) verificar a exist&#234;ncia da rela&#231;&#227;o prevista pela teoria da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as de Gerbner e colaboradores, entre a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o (em tempo e conte&#250;dos especificamente violentos) e determinadas dimens&#245;es da realidade social, (tais como o medo de vitima&#231;&#227;o, o sentimento de desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o aos outros e a cren&#231;a na impot&#234;ncia que t&#234;m os indiv&#237;duos de controlarem, por si s&#243;s, a falta de seguran&#231;a que percepcionam, e analisar em que medida as vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas e as vari&#225;veis referentes &#224; exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o (tempo e conte&#250;do), permitem entender a exist&#234;ncia de diferen&#231;as na estrutura da percep&#231;&#227;o da realidade social dos jovens. 2) averiguar qual o melhor preditor no que respeita &#224;s cren&#231;as dos adolescentes: se var&#225;veis sociodemogr&#225;ficas, se o tempo de exposi&#231;&#227;o televisiva, ou a exposi&#231;&#227;o a determinado tipo de programas, nomeadamente de programas de conte&#250;dos violentos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao primeiro objectivo, os resultados deste estudo apontam para o facto de que a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o contribui para alterar as cren&#231;as dos adolescentes da nossa amostra, se bem que n&#227;o de forma t&#227;o linear como inicialmente prevista por Gerbner e seus colaboradores. Em primeiro lugar, verificou-se que a alta exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o acentuou, na dimens&#227;o Medo Pessoal-Controlo Externo, os estere&#243;tipos do g&#233;nero, enfatizando uma certa submiss&#227;o feminina: com o aumento da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o, as raparigas, principais v&#237;timas passivas da programa&#231;&#227;o televisiva (Gerbner &#38; Gross, 1976; Monteiro 1999) acentuam a cren&#231;a na possibilidade de virem a ser v&#237;timas, apelando mais &#224; seguran&#231;a atrav&#233;s da interven&#231;&#227;o das autoridades e sentindo-se impotentes para enfrentar sozinhas essa amea&#231;a. Pelo contr&#225;rio, os rapazes, principais agressores na programa&#231;&#227;o televisiva, embora tamb&#233;m pertencentes a um grupo importante de v&#237;timas activas (Vala, Lima &#38; Jer&#243;nimo, 2000) reduziram significativamente o medo de virem a ser v&#237;timas de viol&#234;ncia ao ultrapassar as 3 horas di&#225;rias de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o, n&#227;o apelando &#224;s for&#231;as policiais para os proteger em caso de viol&#234;ncia e acreditando na sua capacidade de controlo pessoal face &#224; amea&#231;a, reproduzindo o mundo virtual da televis&#227;o onde &#233; poss&#237;vel enfrentar a viol&#234;ncia, como os seus her&#243;is pr&#243;-sociais preferidos no ecr&#227; (Monteiro, 1999) e punir os &#8220;maus&#8221; para que o &#8220;bem&#8221; ven&#231;a, sendo esta uma li&#231;&#227;o dominante do mundo televisivo (Potter, 1990).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este resultado contraria os dados obtidos na meta-an&#225;lise de Shanahan e Morgan (1999) que revelaram que o g&#233;nero (assim como a maior parte das demais vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas) n&#227;o se mostra moderador dos efeitos de cultiva&#231;&#227;o relatados pelos autores.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &#224; Desconfian&#231;a, constat&#225;mos que os efeitos de cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as ficam confinados aos jovens pertencentes &#224; dita &#8220;classe m&#233;dia&#8221;. Com efeito, s&#227;o os telespectadores mais ass&#237;duos e oriundos de fam&#237;lias de n&#237;vel socioprofissional m&#233;dio, que mais acentuam a percep&#231;&#227;o na falta de bondade e disponibilidade das pessoas para ajudarem os outros. Assim, quanto mais tempo estes jovens passam a ver televis&#227;o, mais reticentes se mostram em rela&#231;&#227;o &#224; possibilidade de procurarem apoio junto de outras pessoas, exprimindo que o melhor &#233; desconfiar da maior parte delas, j&#225; que &#8220;todo o cuidado &#233; pouco ao lidar com elas&#8221;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita ao Medo Social-Controlo Interno regist&#225;mos que, quanto maior &#233; o consumo televisivo mais se acentua o medo social associado &#224; percep&#231;&#227;o na capacidade individual de enfrentar a viol&#234;ncia. Esta constata&#231;&#227;o poder&#225; ser explic&#225;vel &#224; luz do estudo de Monteiro (1999) sobre o consumo da televis&#227;o e her&#243;is preferidos dos jovens espectadores dos anos 90, segundo o qual ver muita televis&#227;o corresponde a preferir her&#243;is violentos mas pr&#243;-sociais (e.g., <i>Mcgyver</i> e <i>Superboy):</i> estes s&#227;o personagens jovens, corajosos, e socialmente empenhados, s&#243; recorrendo &#224; viol&#234;ncia quando necess&#225;rio, exibindo uma viol&#234;ncia instrumental tendo como valor a reposi&#231;&#227;o da ordem politica e social atrav&#233;s da puni&#231;&#227;o dos infractores e com quem os jovens se v&#227;o identificar jogando um papel decisivo na sua constru&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o sobre a realidade social. Regist&#225;mos igualmente que a dimens&#227;o Medo Social-Controlo Interno &#233; sens&#237;vel, n&#227;o s&#243; ao tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o, mas tamb&#233;m &#224; exposi&#231;&#227;o a programas de teor violento, no sentido em que, quanto mais viol&#234;ncia televisiva virem os jovens, mais acentuados s&#227;o os n&#237;veis de medo social associado &#224; cren&#231;a na capacidade individual de assegurar a autodefesa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De referir ainda a interac&#231;&#227;o encontrada entre o n&#237;vel socioprofissional dos pais e a exposi&#231;&#227;o a programa&#231;&#227;o violenta, no que respeita ao Medo Social-Controlo Interno. Para os jovens de N.S.P. alto e m&#233;dio, a maior exposi&#231;&#227;o a programa&#231;&#227;o violenta eleva a cren&#231;a que existe viol&#234;ncia e perigo &#224; sua volta e que o controlo do medo e dessa viol&#234;ncia reside nas suas pr&#243;prias m&#227;os. Nos jovens pertencentes a fam&#237;lias de N.S.P. inferior o efeito de cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as n&#227;o de verificou, pois os valores de Medo Social-Controlo Interno registados, mostraram-se identicamente elevados independentemente da sua exposi&#231;&#227;o &#224; programa&#231;&#227;o violenta ser reduzida ou elevada. Estes resultados podem ser explicados &#224; luz do conceito de <i>Cultura Dominante (mainstreaming)</i> desenvolvido por Gerbner <i>et al.</i> (1982), que defende que os telespectadores mais ass&#237;duos tendem a desenvolver perspectivas do mundo semelhantes: neste estudo verificou-se que o aumento da exposi&#231;&#227;o a programas violentos desenvolveu nos jovens pertencentes a fam&#237;lias de estatuto socioprofissional superior, n&#237;veis de Medo Social-Controlo Interno semelhantes e igualmente elevados aos encontrados nos adolescentes oriundos de fam&#237;lias de n&#237;vel socioprofissional mais baixo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao segundo objectivo deste estudo - averiguar qual o melhor preditor no que respeita &#224;s cren&#231;as dos adolescentes - verific&#225;mos que o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o foi a vari&#225;vel preditora significativa de todas as dimens&#245;es da realidade social analisadas. O g&#233;nero dos inquiridos e o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o foram as vari&#225;veis que mais contribu&#237;ram para explicar a vari&#226;ncia nos resultados do Medo Pessoal-Controlo Externo, tendo sido o g&#233;nero o preditor mais forte. O tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e o n&#237;vel socioprofissional dos pais dos jovens foram os preditores dos sentimentos de desconfian&#231;a que os jovens sentem em rela&#231;&#227;o aos outros.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Constatou-se, pois, que, para as duas dimens&#245;es da realidade social -O Medo Pessoal-Controlo Externo e a Desconfian&#231;a - a exposi&#231;&#227;o a programas especificamente de teor violento n&#227;o contribuiu para explicar a vari&#226;ncia nos resultados, indo no sentido da vis&#227;o defendida por Gerbner e que sustenta que os efeitos de cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as est&#227;o ligados ao uso ritualista e n&#227;o selectivo da televis&#227;o por parte dos telespectadores, sendo a televis&#227;o essencialmente uniforme na apresenta&#231;&#227;o das suas mensagens simb&#243;licas sobre a sociedade (Gerbner &#38; Gross, 1976).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; no que diz respeito ao Medo Social-Controlo Interno, este ser&#225; mais acentuado quanto maior for o tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o, mas sobretudo e em especial, quanto maior for a exposi&#231;&#227;o aos conte&#250;dos violentos, tendo sido esta a vari&#225;vel que mais contribuiu para explicar os resultados desta dimens&#227;o da realidade social. Este &#250;ltimo resultado vai ao encontro das conclus&#245;es de Hawkins e Pingree (1981) e de Rubin, Perse e Taylor (1988), que consideram os efeitos de cultiva&#231;&#227;o mais ligados ao tipo de programas seleccionados do que ao tempo total de exposi&#231;&#227;o (Hawkins e Pingree, 1981; Rubin <i>et al.,</i> 1988). Assim, este &#250;ltimo resultado sugere que um telespectador ass&#237;duo, que passa a maior parte do tempo a assistir a programas de conte&#250;dos violentos, acentuar&#225; a cren&#231;a na exist&#234;ncia de viol&#234;ncia e crime na sociedade em geral (sem que o medo seja personalizado) acreditando na virtualidade positiva da autodefesa, relativamente a outro telespectador n&#227;o t&#227;o exposto a programa&#231;&#227;o violenta mas assistindo, os dois, ao mesmo n&#250;mero de horas de televis&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De salientar igualmente os baixos valores de vari&#226;ncia explicada encontrados. Com efeito, estes resultados v&#227;o ao encontro daqueles obtidos pela meta-an&#225;lise de Shanahan e Morgan (1999), que verificaram que a magnitude do efeito entre a exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e a cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as se revelou fraca (na ordem dos 0.10) mas significativa. Como referem estes autores, se considerarmos que os efeitos da exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o s&#227;o cumulativos e consistentes, uma magnitude do efeito desta ordem poder&#225; fazer uma importante e grande diferen&#231;a a longo prazo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Procur&#225;mos mostrar, ao longo deste trabalho, que existe uma rela&#231;&#227;o significativa entre o tempo de exposi&#231;&#227;o em primeiro lugar, e os conte&#250;dos veiculados pelo ecr&#227; de televis&#227;o em segundo lugar e a constru&#231;&#227;o da vis&#227;o de um mundo semelhante &#224;quele que &#233; exposto quotidianamente pelos canais de televis&#227;o aos jovens espectadores portugueses. Verific&#225;mos que essa rela&#231;&#227;o n&#227;o &#233; t&#227;o linear como acreditava Gerbner e seus colaboradores ao lan&#231;arem as bases da teoria da cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as, mas constat&#225;mos que ela existe e que n&#227;o pode ser descartada. O estudo das conting&#234;ncias e natureza dessa rela&#231;&#227;o (i.e., impacto da televis&#227;o <i>versus</i> constru&#231;&#227;o da realidade social), &#233; precisamente um desafio motivador que precisa ser mais bem esclarecido (e.g., pelo estudo de outras vari&#225;veis potencialmente influentes nos processos de cultiva&#231;&#227;o de cren&#231;as). Desta forma, poderemos interpretar melhor as idiossincrasias que adv&#234;m da maneira como as sociedades se relacionam com o fen&#243;meno televisivo e reflectir com propriedade cient&#237;fica e n&#227;o meras especula&#231;&#245;es, mesmo que bem intencionadas, sobre o papel que a televis&#227;o desempenha nas nossas vidas.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">American Academy of Pediatrics (2001). Children, adolescents and television. <i>Pediatrics, 107,</i> 423-426.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462732&pid=S0874-2049200900010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A. (1973). <i>Aggression: A social learning analysis.</i> Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice-Hall.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A., (1977). <i>Social learning theory.</i> Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice-Hall.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A., &#38; Walters, R. (1963). <i>Social learning and personality development.</i> Holt: New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462736&pid=S0874-2049200900010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A., Ross, D., &#38; Ross, S. A. (1961). Transmission of aggression through imitation of aggressive models. <i>Journal of Abnormal and Social Psychology</i>, 63, 575-582.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462738&pid=S0874-2049200900010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Berkowitz, L., (1962). <i>Aggression: A social psychological analysis.</i> New York : McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462740&pid=S0874-2049200900010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Berkowitz, L., &#38; Rawlings, E. (1963). Effects of film violence on inhibitions against subsequent aggression. <i>Journal of Abnormal and Social Psychology,</i> 66 (5), 405-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462742&pid=S0874-2049200900010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bryant, J., Carveth, R. A., &#38; Brown, D. (1981). Television viewing and anxiety: An experimental examination. <i>Journal of Communication, 31(1),</i> 529-552.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462744&pid=S0874-2049200900010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carveth, R., &#38; Alexander, A. (1985). Soap opera viewing motivations and the cultivation process. <i>Journal of Broadcasting and Electronic Media, 29(3),</i> 259-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462746&pid=S0874-2049200900010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eschholz, S. (2002). Racial composition of television offenders and viewers&#8217; fear of crime. <i>Critical Criminology, 11,</i> 41-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462748&pid=S0874-2049200900010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Evra, J. (1990). <i>Television and child development.</i> Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Feshbach, S., &#38; Singer, R. D. (1971). <i>Television and aggression: An experimental field study.</i> San Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462751&pid=S0874-2049200900010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G. (1972). The violence profile: Some indicators of trends in and the symbolic structure of network television drama 1967-1971. In <i>Surgeon General&#8217;s Report by the Scientific Advisory Committee on Television and Social Behaviour, Appendix A</i> (pp. 453-526). Washington, DC: US Government Printing Office.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G. (1990). Epilogue: Advancing on the Path for Righteousness (maybe). In N. Signorielli &#38; M. Morgan (Eds.), <i>Cultivation analysis: New directions in media effects research</i> (pp. 249-262). Newbury Park, Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462754&pid=S0874-2049200900010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., &#38; Gross, L. (1976). Living with television: The violence profile. <i>Journal of Communication, 26</i> (2), 172-199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462756&pid=S0874-2049200900010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Morgan, M., &#38; Signorielli, N. (1980a). The mainstream of America: Violence Profile n&#176; 11. <i>Journal of Communication,</i> 30(3), 10-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462758&pid=S0874-2049200900010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Morgan, M., &#38; Signorielli, N. (1980c). Media and family: Images and impact. <i>Paper for the National Research Forum on Family Issues. </i>White House Conference on Families.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462760&pid=S0874-2049200900010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Morgan, M., &#38; Signorielli, N. (1982). Charting the mainstream: Television&#39;s contributions to political orientations. <i>Journal of Communication</i>, <i>32</i>(2), 100-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462762&pid=S0874-2049200900010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Morgan, M., &#38; Signorielli, N. (1984). Political correlates with television viewing. <i>Public Quarterly, 48(1),</i> 283-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462764&pid=S0874-2049200900010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Morgan, M., &#38; Signorielli, N. (1986). Living with television: The dynamics of the cultivation. In J. Bryant &#38; D. Zillmann (Eds.), <i>Perspectives on media effects</i> (pp. 17-40). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Morgan, M., &#38; Signorielli, N. (1994). Growing up with television: The cultivation perspective. In J. Bryant &#38; D. Zillmann (Eds.), <i>Media effects: advances in theory and research,</i> (pp. 17-42). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Jackson-Beeck, M., Jeffries-Fox, S., &#38; Signorielli, N. (1978). Cultural indicators: Violence profile n&#176; 9. <i>Journal of Communication</i>, 28(3), 176-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462768&pid=S0874-2049200900010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Morgan, M., Signorielli, N. &#38; Shanahan, J. (2002). Growing up with television: Cultivation processes. In J. Bryant &#38; D. Zillmann (Eds.), <i>Media effects: Advances in theory and research</i> (pp. 43-67). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., Gross, L., Signorielli, N., &#38; Morgan, M. (1980b). Aging with television: Images on television drama and conceptions of social reality. <i>Journal of Communication,</i> 30(1), 37-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462771&pid=S0874-2049200900010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner G., Gross L., Signorielli, N., Morgan, M., &#38; Jackson-Beeck, M. (1979). The demonstration of power: Violence profile n&#176; 10. <i>Journal of Communication,</i> 29(3), 177-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462773&pid=S0874-2049200900010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerbner, G., &#38; Signorielli, N. (1979). Women <i>and minorities in television drama, 1969-1978.</i> Philadelphia: The Annenberg School of Communication, University of Pennsylvania.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462775&pid=S0874-2049200900010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goidel, K., Freeman, C., &#38; Procopio, S. (2006). The impact of television viewing on perceptions of juvenile crime. <i>Journal of Broadcasting and Electronic Media, </i>50(1), 119-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462777&pid=S0874-2049200900010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gosselin, A., DeGuise, J., Pacquette, G., &#38; Benoit, L. (1997). Violence on Canadian television and some of its cognitive effects. <i>Canadian Journal of Communication,</i> 22(2), 140-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462779&pid=S0874-2049200900010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gunter, B., &#38; Wober, M. (1983). Television viewing and public trust. <i>British Journal of Social Psychology, 22</i>, 174-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462781&pid=S0874-2049200900010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hawkins, R., &#38; Pingree, S. (1981). Uniform messages and habitual viewing: Unnecessary assumptions in social reality effects. <i>Human Communication Research,</i> 7(4), 291-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462783&pid=S0874-2049200900010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hetsroni, A., &#38; Tukachinsky, R. H. (2006). Television-world Estimates, real-world estimates, and television viewing: A new scheme for cultivation. <i>Journal of Communication, 56</i> (1), 133-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462785&pid=S0874-2049200900010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hoover, M. S. (1990). Television and religion. In N. Signorielli, &#38; M. Morgan (Eds.). <i>Cultivation analysis: New directions in media effects research</i> (pp. 123-140). Newbury Park: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462787&pid=S0874-2049200900010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ISCTE/ ERC (2007). <i>Estudo de recep&#231;&#227;o dos meios de comunica&#231;&#227;o social.</i> Estudo promovido pela Entidade Reguladora da Comunica&#231;&#227;o Social e desenvolvido no &#226;mbito do ISCTE. Divulgado na confer&#234;ncia da ERC em Outubro de 2008. <a href="http://www.erc.pt/index.php?op=conteudo&#38;lang=pt&#38;id=198&#38;mainLevel=folh" target="_blank">http://www.erc.pt/index.php?op=conteudo&#38;lang=pt&#38;id=198&#38;mainLevel=folh</a> aSolta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462789&pid=S0874-2049200900010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">INE (2001). <i>Inqu&#233;rito &#224; ocupa&#231;&#227;o do tempo, 1999.</i> Instituto Nacional de Estatistica, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462791&pid=S0874-2049200900010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">INE (2002). <i>O tempo das crian&#231;as</i> : <i>Inqu&#233;rito &#224; ocupa&#231;&#227;o do tempo, 1999.</i> Instituto Nacional de Estatistica, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462793&pid=S0874-2049200900010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kuntsche, E., Pickett, W., Overpeck, M., Craig W., Boyce, W., &#38; Gaspar de Matos, M. (2006). Television viewing and forms of bullying among adolescents from eight countries. <i>Journal of Adolescent Health, 39,</i> 908-915.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462795&pid=S0874-2049200900010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Linz, D., Donnerstein, E., &#38; Penrod, S. (1988). Effects of long-term exposure to violent and sexually degrading depictions of women. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, <i>55</i>(5), 758-768.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462797&pid=S0874-2049200900010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marktest (2007, Outubro, 4). <i>Aumenta consumo de televis&#227;o: audi&#234;ncias de televis&#227;o.</i> <a href="http://www.marktest.com/wap/a/n/id~f04.aspx" target="_blank">http://www.marktest.com/wap/a/n/id~f04.aspx</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462799&pid=S0874-2049200900010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mastro, D., Behm-Morawits, E., &#38; Ortiz, M. (2007). The cultivation of social perception of latinos: A mental models approach. <i>Media Psychology, 9,</i> 347-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462801&pid=S0874-2049200900010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B. (1984). <i>La Construction sociale de la violence: Approche cognitive et d&#233;veloppementale</i> (Th&#232;se de doctorat en Psychologie). Universit&#233; Catholique de Louvain.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462803&pid=S0874-2049200900010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Monteiro, M. B. (1999). Meios de comunica&#231;&#227;o social e constru&#231;&#227;o da realidade social: Crescer com a viol&#234;ncia em Portugal. <i>Psicologia, 12(2),</i> 320-339.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462805&pid=S0874-2049200900010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, M. (1982). Television and adolescent&#8217;s sex-role stereotypes: A longitudinal study. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 43(5),</i> 947-955.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462807&pid=S0874-2049200900010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, M. (1983). Symbolic victimization and real-world fear. <i>Human Communication Research, 9,</i> 146-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462809&pid=S0874-2049200900010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, M. (1990). International cultivation analysis. In N. Signorielli, &#38; M. Morgan (Eds.), <i>Cultivation analysis: New directions in media effects research</i> (pp. 225-248). Newbury Park: Sage,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462811&pid=S0874-2049200900010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, M., &#38; Signorielli, N. (1990). Cultivation analysis: Conceptualization and methodology. In N. Signorielli, &#38; M. Morgan (Eds.), <i>Cultivation analysis: New directions in media effects research</i> (pp. 13-34). Newbury Park: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462813&pid=S0874-2049200900010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Murray, J. (2007). TV violence: research and controversy. In N. Pecora, J. Murray &#38; E. A. Wartella (Eds.), <i>Children and television: Fifty years of research </i>(pp. 183-203). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462815&pid=S0874-2049200900010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pecora, N. (2007). The changing nature of children&#8217;s television: Fifty years of research. In N. Pecora, J. Murray &#38; E. A. Wartella (Eds.), <i>Children and television: Fifty years of research</i> (pp. 1-40). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462817&pid=S0874-2049200900010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pew Research Center for People &#38; The Press (2008). Audience segments in a changing news environment. <a href="http://people-press.org/reports/pdf/444.pdf" target="_blank">http://people-press.org/reports/pdf/444.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462819&pid=S0874-2049200900010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Potter, J. (1990). Adolescents&#39; perceptions of the primary values of television programming. <i>Journalism Quarterly, 64(4),</i> Winter, 843-851.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462820&pid=S0874-2049200900010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Rideout, V., Vandewater, E., &#38; Wartella, E. A. (2003). <i>Zero to six: Electronic media in the lives of infants, toddlers and preschoolers - Report.</i> Washington, D. C., Kaiser Amily Foundation. <a href="http://www.kff.org/entmedia/3378.cfm" target="_blank">www.kff.org/entmedia/3378.cfm</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Roberts, D., Foher, U., &#38; Rideout, V. (2005). <i>Generation M: Media in the lives of 08-18 years olds.</i> Washington, D.C., Kayser Family Foundation. <a href="http://www.kff.org/entmedia/7251.cfm" target="_blank">http://www.kff.org/entmedia/7251.cfm</a>.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rubin, A., Perse, E., &#38; Taylor, D. (1988). A methodological examination of cultivation. <i>Communication Research,</i> 15(2), 107-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462824&pid=S0874-2049200900010000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shanahan, J., &#38; Morgan, M. (1999). <i>Television and its viewers: Cultivation theory and research.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462826&pid=S0874-2049200900010000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shrum, L. J. (2007). The implications of survey method for measuring cultivation effects. <i>Human Communication Research</i>, <i>33</i>, 64-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462828&pid=S0874-2049200900010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Signorielli, N. (1990). Television&#8217;s mean and dangerous world: A continuation of the cultural indicators perspective. <i>Cultivation analysis: New directions in media effects research</i> (pp. 85-106). Newbury Park: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462830&pid=S0874-2049200900010000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Signorielli, N. (1992). Unhealthy messages. <i>Health Communication, 4,</i> 245-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462832&pid=S0874-2049200900010000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Signorielli, N. (2005). <i>Violence in the media: A reference handbook.</i> Santa Barbara, CA: Abc-Clio.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Signorielli, N., &#38; Morgan, M. (1990). <i>Cultivation analysis: Conceptualization and methodology.</i> In N. Signorielli &#38; M. Morgan (Eds.), <i>Cultivation analysis: New directions in media effects research</i> (pp. 13-34). 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Anything goes! teenage sex and the media. <i>Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada,</i> 30(2), 109-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462839&pid=S0874-2049200900010000200060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tannenbaum, P. H., &#38; Zillmann, D. (1975). Emotional arousal in the facilitation of aggression through communication. In L. Berkowitz (Ed.), <i>Advances in Experimental Social Psychology</i> Vol. 8, 150-193. New York: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462841&pid=S0874-2049200900010000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T. R., &#38; Lomax Cook, F. (1984). The mass media and judgments of risk: distinguishing impact on personal and societal level judgments. <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i> 47(4), 693-708.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462843&pid=S0874-2049200900010000200062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J. (1984). <i>La production social de la violence: Repr&#233;sentations et comportements,</i> (Th&#232;se de doctorat en Psychologie). Universit&#233; Catholique de Louvain.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462845&pid=S0874-2049200900010000200063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J., Lima L., &#38; Jer&#243;nimo, R. (2000). <i>Avalia&#231;&#227;o da viol&#234;ncia na televis&#227;o portuguesa: Programa&#231;&#227;o 1997.</i> Lisboa: Alta Autoridade para a Comunica&#231;&#227;o Social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462847&pid=S0874-2049200900010000200064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Volgy, J. T. &#38; Schwarz, J. (1980). TV entertainment programming and socio-political attitudes. <i>Journalism Quarterly, 57,</i> 150-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462849&pid=S0874-2049200900010000200065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wober, M. (1978). Televised violence and paranoid perception: the view from Great Britain. <i>Public Opinion Quarterly,</i> 42(3), 315-321.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462851&pid=S0874-2049200900010000200066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wober, M., &#38; Gunter, B. (1982). Television and personal treat: Fact or artefact? A British survey. <i>British Journal of Social Psychology, 21,</i> 239-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462853&pid=S0874-2049200900010000200067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wober, W., &#38; Gunter, B. (1985). Patterns of television viewing and of perceptions of hazards to life. <i>Journal of Environmental Psychology, 5,</i> 99-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462855&pid=S0874-2049200900010000200068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wober, M. (1978). Televised violence and paranoid perception: The view from Great Britain. <i>Public Opinion Quarterly,</i> 42(3), 315-321.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462857&pid=S0874-2049200900010000200069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zaharopoulos, T. (2000). Media consumption and the perception of traditional sex roles in Greece. <i>International Communications Bulletin</i>, Volume 35, n&#176; 1-2 (Spring), 22-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462859&pid=S0874-2049200900010000200070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zillmann, D. (1971). Excitation transfer in communication mediated aggressive behaviour. <i>Journal of Experimental Social Psychology, 7,</i> 419-493.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=462861&pid=S0874-2049200900010000200071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Alguns estudos mostrando que a elevada exposi&#231;&#227;o &#224; viol&#234;ncia pode levar ao recurso da agress&#227;o para resolu&#231;&#227;o de conflitos: Bandura, (1973), Bandura &#38; Walters (1963) no seguimento da teoria da aprendizagem social; Berkowitz &#38; Rawlings (1963), Tannen-baum &#38; Zillmann (1975) e Zillmann,(1971), com base na teoria da activa&#231;&#227;o emocional; Monteiro (1984); Vala (1984).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>O n&#237;vel s&#243;cio-profissional dos pais baseou-se na <i>Classifica&#231;&#227;o Internacional por Tipos de Profiss&#245;es</i> (CITP), cujas categorias foram posteriormente simplificadas e reduzidas a 3 n&#237;veis - <i>alto, m&#233;dio</i> e <i>baixo.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>A recolha dos dados decorreu entre 3<sup>a</sup> e 6<sup>a</sup> feira.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Televis&#227;o ontem (M <sub>tv ontem</sub> = 2,07, <i>DP</i> <sub>tv ontem</sub> = 1,28); Televis&#227;o que costuma ver num dia de escola (M <sub>tv</sub> dia = 2,75, <i>DP</i> <sub>tv</sub> dia = 1,23); (Tv ontem+TV dia)/2 (M <sub>tv</sub> = 2,41, <i>DP</i> tv = 1,19).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>A correla&#231;&#227;o entre o tempo de televis&#227;o visto na v&#233;spera e o tempo de televis&#227;o visto num dia de escola &#233; de 0,80, <i>p</i> &#60; 0,001.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>A classifica&#231;&#227;o foi feita por tr&#234;s ju&#237;zes, de forma independente e as que foram retidas foram as que obtiveram um consenso de cem por cento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Procedeu-se a uma an&#225;lise factorial em componentes principais, com rota&#231;&#227;o ortogonal dos eixos e reten&#231;&#227;o das vari&#225;veis com satura&#231;&#227;o superior a 0,50 num s&#243; factor.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a>O valor que os participantes tiveram em cada factor foi obtido a partir da m&#233;dia simples dos itens que os integram.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a>Devido ao facto dos tr&#234;s factores n&#227;o estarem correlacionados, optou-se por tr&#234;s ANOVAs independentes, uma para cada factor.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a>Todas as medidas de Medo Pessoal-Controlo Externo, Desconfian&#231;a e Medo Social-Controlo Interno foram codificadas no sentido de maior medo e maior desconfian&#231;a; as medidas de exposi&#231;&#227;o televisiva foram codificadas no sentido de maior tempo de exposi&#231;&#227;o &#224; televis&#227;o e de mais exposi&#231;&#227;o a conte&#250;dos violentos; o n&#237;vel s&#243;cio profissional est&#225; codificado no sentido de um maior estatuto s&#243;cio-profissional; o g&#233;nero foi codificado de 1 para os rapazes e 2 para raparigas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a>O crit&#233;rio para a entrada de uma vari&#225;vel preditora na equa&#231;&#227;o foi a de p &#60; 0,05.</font></p>       ]]></body><back>
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