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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intervenção e investigação em idades precoces: o legado de Joaquim Bairrão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present paper describes Early Childhood Intervention (ECI) projects and research studies developed and coordinated by Joaquim Bairrão since the years 1980, when he first introduced this area of knowledge in Portugal, until recently. We will describe the main results of the first early intervention program in our country, the Portage Program for Parents, as well as subsequent Master and PhD studies which reflect the conceptual evolution of the theoretical models underlying ECI. These studies, carried under J. Bairrão supervision, reflect his innovative role in implementing postgraduate studies in ECI as well as in connecting research with intervention in the community in the scope of the Early Intervention Project - PIP de Matosinhos. The innovative and internationally recommended practices underlying these research studies and ECI projects, not only reflect a strong conviction that oriented J. Bairrão&#8217;s scientific work, but also represent a valuable legacy in the field of Child Development and Educational Psychology.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>Interven&#231;&#227;o e investiga&#231;&#227;o em idades precoces: o legado de Joaquim Bairr&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Intervention and Research in Early Ages - the Legacy of Joaquim Bairr&#227;o</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Isabel Pinto<sup>1</sup>; Catarina Grande<sup>2</sup>; Isabel Felgueiras<sup>3</sup>; Isabel Chaves de Almeida<sup>4</sup>; J&#250;lia Serpa Pimentel<sup>5</sup>; Isabel Novais<sup>6</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1,2,4,6</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3,5</sup>Instituto Superior de Psicologia aplicada, ISPA, Lisboa</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo descreve projectos de Interven&#231;&#227;o Precoce (IP) e de investiga&#231;&#227;o que Joaquim Bairr&#227;o dinamizou, desde a d&#233;cada de 1980, aquando da introdu&#231;&#227;o pioneira desta &#225;rea em Portugal, at&#233; ao momento actual. Ser&#227;o descritos os principais resultados da implementa&#231;&#227;o do primeiro programa de IP no nosso pa&#237;s, o Modelo Portage para Pais, bem como trabalhos de mestrado e de doutoramento subsequentes e que reflectem a evolu&#231;&#227;o conceptual dos modelos de IP a n&#237;vel internacional. A concretiza&#231;&#227;o destes estudos, sob a orienta&#231;&#227;o de J. Bairr&#227;o, reflecte o seu papel inovador na implementa&#231;&#227;o de estudos p&#243;s-graduados em IP, bem como na liga&#231;&#227;o entre investiga&#231;&#227;o e trabalho na comunidade, desenvolvido no &#226;mbito do Projecto de IP de Matosinhos. A implementa&#231;&#227;o de pr&#225;ticas inovadoras e baseadas em recomenda&#231;&#245;es internacionais no &#226;mbito de tais estudos e projectos, n&#227;o s&#243; reflectem uma forte convic&#231;&#227;o que orientou o trabalho cient&#237;fico de J. Bairr&#227;o, como constituem um valioso legado no dom&#237;nio da Psicologia do Desenvolvimento e da Educa&#231;&#227;o da Crian&#231;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: interven&#231;&#227;o precoce, projectos de investiga&#231;&#227;o-interven&#231;&#227;o, elegibilidade, legisla&#231;&#227;o</font></p>  <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">The present paper describes Early Childhood Intervention (ECI) projects and research studies developed and coordinated by Joaquim Bairr&#227;o since the years 1980, when he first introduced this area of knowledge in Portugal, until recently. We will describe the main results of the first early intervention program in our country, the Portage Program for Parents, as well as subsequent Master and PhD studies which reflect the conceptual evolution of the theoretical models underlying ECI. These studies, carried under J. Bairr&#227;o supervision, reflect his innovative role in implementing postgraduate studies in ECI as well as in connecting research with intervention in the community in the scope of the Early Intervention Project - PIP de Matosinhos. The innovative and internationally recommended practices underlying these research studies and ECI projects, not only reflect a strong conviction that oriented J. Bairr&#227;o&#8217;s scientific work, but also represent a valuable legacy in the field of Child Development and Educational Psychology.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: early childhood intervention, research-intervention projects, eligibility, legislation</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o - Evolu&#231;&#227;o hist&#243;rica e conceptual da implementa&#231;&#227;o da IP</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As pol&#237;ticas educativas dos Estados Unidos da Am&#233;rica (EUA) e de um alargado n&#250;mero de pa&#237;ses europeus d&#227;o hoje um lugar de destaque &#224; Interven&#231;&#227;o Precoce (IP). Os primeiros programas de IP surgiram em meados da d&#233;cada 60 do s&#233;culo XX, nos EUA, com uma filosofia id&#234;ntica &#224; dos Programas de Educa&#231;&#227;o Compensat&#243;ria, inseridos em projectos com apoio p&#250;blico e com recursos estatais. Estando ainda muito pr&#243;ximos de programas de cariz m&#233;dico e terap&#234;utico, centrados em estruturas especializadas, estes programas, essencialmente centrados nas crian&#231;as com diferentes problem&#225;ticas, tinham como objectivo evitar o agravamento dos d&#233;fices, atenu&#225;-los ou mesmo elimin&#225;los (Bairr&#227;o, 2003). &#201; nesta conjuntura que surge o Programa Portage para Pais, com a componente inovadora de ser um programa domicili&#225;rio e que introduz a participa&#231;&#227;o da fam&#237;lia, envolvendo-a directamente no ensino dos seus filhos, como condi&#231;&#227;o essencial para o sucesso, contribuindo para uma mudan&#231;a de paradigma na interven&#231;&#227;o realizada com as crian&#231;as e suas fam&#237;lias (Almeida, 2000a; Bairr&#227;o, 2003). Este programa contempla pr&#225;ticas que se afastam do paradigma tradicional o qual abordava a defici&#234;ncia segundo o modelo m&#233;dico, numa perspectiva designada <i>Terapias</i> (Simeonsson, 1998) que enfatizava a crian&#231;a como fonte de preocupa&#231;&#227;o cr&#243;nica, pelo que a fam&#237;lia teria que recorrer a suporte terap&#234;utico, tanto para a crian&#231;a, como para si pr&#243;pria. Estes programas, que procuravam promover o desenvolvimento de crian&#231;as com incapacidades em idades precoces, evolu&#237;ram na sua abrang&#234;ncia, em finais de anos 1970, sob a influ&#234;ncia da PL 94-142,<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a> para incluir crian&#231;as com necessidades educativas especiais (NEE) em idade pr&#233;-escolar, passando tamb&#233;m a contemplar programas para beb&#233;s e para crian&#231;as em situa&#231;&#227;o de risco estabelecido, risco biol&#243;gico e ambiental (Tegethof, 2007). No entanto, face ao predom&#237;nio de modelos behavioristas, a interven&#231;&#227;o, ainda que seguindo um modelo &#8220;aliado da fam&#237;lia&#8221; (Dunst, Johanson, Trivette, &#38; Hamby, 1991), consistia na passagem de saberes aos pais para que estes ensinassem novas compet&#234;ncias e implementassem estrat&#233;gias de redu&#231;&#227;o de comportamentos disruptivos junto dos seus filhos, a par de forma&#231;&#227;o e aconselhamento, individualmente ou em contexto de grupos de pais (Almeida, 2000a). Constata-se, ent&#227;o, a necessidade de uma base conceptual que fundamente as pr&#225;ticas de interven&#231;&#227;o destes programas, sendo de real&#231;ar os contributos da teoria ecol&#243;gico-sist&#233;mica de Bronfenbrenner (1979), da perspectiva transaccional de Sameroff e Chandler (1975), bem como os contributos de Dunst acerca da import&#226;ncia da fam&#237;lia em IP, que este autor teoriza desde os anos 80 (Bairr&#227;o, 2003). Em finais de 1980, assiste-se a uma crescente individualiza&#231;&#227;o dos programas, documentada pela legisla&#231;&#227;o americana PL 99-457, que preconiza o I.F.S.P. <i>(Individualized Family Service Plan),</i> traduzido em portugu&#234;s como <i>Plano Individualizado de Apoio &#224; Fam&#237;lia (PIAF),</i> a implementar por uma equipa inter-disciplinar. S&#227;o programas que, de acordo com o modelo proposto por Dunst (1985, 2000; citado por Tegethof, 2007), contemplam j&#225; v&#225;rias componentes das pr&#225;ticas centradas na fam&#237;lia, nomeadamente os princ&#237;pios dos <i>modelos de promo&#231;&#227;o e capacita&#231;&#227;o, baseados nas for&#231;as e nos recursos,</i> colocando a fam&#237;lia num papel central na tomada de decis&#245;es e envolvendo-a proactivamente nessas decis&#245;es. Trata-se de uma abordagem de tipo interactivo, na qual tanto a crian&#231;a como a fam&#237;lia s&#227;o clientes do servi&#231;o, em que profissionais e fam&#237;lia interv&#234;m junto da crian&#231;a (Simeonsson, 1998). Assim, procura-se a participa&#231;&#227;o da fam&#237;lia, sendo que as decis&#245;es n&#227;o s&#227;o tomadas unilateralmente pelos t&#233;cnicos, mas ajustadas aos desejos da fam&#237;lia, tanto no que se refere ao grau de envolvimento dos pais como relativamente aos conte&#250;dos do programa a desenvolver com a crian&#231;a (Almeida, 2000a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mas &#233; j&#225; nos anos 90 que os programas de IP sofrem uma viragem para uma abordagem verdadeiramente centrada na fam&#237;lia, com um enfoque transaccional, em que crian&#231;a, fam&#237;lia, profissionais e servi&#231;os s&#227;o parte de um mesmo sistema, exercendo entre si ac&#231;&#245;es rec&#237;procas (Simeonsson, 1998; Sameroff &#38; Fiese, 1990). O papel dos profissionais passa a ser mais de consultoria e menos de ac&#231;&#227;o directa, no sentido de capacitar a fam&#237;lia para decidir e agir de forma cada vez mais aut&#243;noma. A influ&#234;ncia da <i>perspectiva sist&#233;mica</i> &#233;, ent&#227;o, evidente, ao considerar-se que uma mudan&#231;a ou altera&#231;&#227;o num dos membros da fam&#237;lia influencia todos os outros membros, sendo a fam&#237;lia perspectivada como um sistema aberto que mant&#233;m trocas constantes, com efeitos rec&#237;procos, com o sistema social mais vasto no qual se insere (Almeida, 2000a). &#201; neste contexto hist&#243;rico e conceptual que surge uma gera&#231;&#227;o de programas de IP, caracterizada por uma nova organiza&#231;&#227;o e presta&#231;&#227;o de servi&#231;os e da forma como estes s&#227;o implementados. Esta gera&#231;&#227;o de programas inclui os seguintes elementos fundamentais: oportunidades de aprendizagem da crian&#231;a, o apoio &#224;s compet&#234;ncias dos pais, o enfoque nos recursos da fam&#237;lia e da comunidade e as pr&#225;ticas centradas na fam&#237;lia (Dunst, 2000; citado por Tegethof, 2007). Com base na constata&#231;&#227;o que os programas com organiza&#231;&#227;o multidisciplinar resultavam em menor efic&#225;cia das interven&#231;&#245;es (muitas vezes fragmentadas e com profissionais de <i>costas voltadas</i> entre si), levando a um acr&#233;scimo de <i>stress</i> para as fam&#237;lias e a um decr&#233;scimo de disponibilidade para si pr&#243;prias, surge a perspectiva transdisciplinar de abordagem das crian&#231;as e fam&#237;lias (Bairr&#227;o, 2003). Nesta abordagem, h&#225; uma verdadeira integra&#231;&#227;o de saberes entre os profissionais de diferentes &#225;reas que, em parceria com a fam&#237;lia, avaliam, planeiam e implementam os programas, existindo um coordenador de servi&#231;os ou t&#233;cnico respons&#225;vel, escolhido pela fam&#237;lia e acordado pela equipa, que constitui o principal interlocutor e respons&#225;vel pela presta&#231;&#227;o de cuidados (Almeida, 2000a; Bairr&#227;o, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma dimens&#227;o importante desta gera&#231;&#227;o de programas, real&#231;ada por Bairr&#227;o (2003), &#233; o car&#225;cter contextualizado da interven&#231;&#227;o, que considera o quotidiano da fam&#237;lia, a sua cultura ou sub-cultura, assumindo uma abordagem ecol&#243;gica da fam&#237;lia e considerando as transac&#231;&#245;es que ocorrem a n&#237;vel deste microssistema. A interven&#231;&#227;o passa a ocorrer nos contextos de vida da crian&#231;a e da fam&#237;lia e a considerar as rotinas di&#225;rias, no domic&#237;lio e na comunidade, como oportunidades de aprendizagem.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No nosso pa&#237;s, a pr&#225;tica de IP &#233; muito recente. Antes dos anos 80 n&#227;o podemos falar de programas de IP. Durante esta d&#233;cada, e particularmente nos anos 90, surgiram duas experi&#234;ncias inovadoras que foram determinantes para o interesse e desenvolvimento da IP nos anos subsequentes. Primeiro, a implementa&#231;&#227;o do Modelo Portage para Pais, da iniciativa da Direc&#231;&#227;o de Servi&#231;os de Orienta&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Psicol&#243;gica - DSOIP e da qual falaremos mais adiante, seguindo-se o Projecto Integrado de Interven&#231;&#227;o Precoce (PIIP) de Coimbra. Assente num modelo de coordena&#231;&#227;o e de integra&#231;&#227;o de servi&#231;os p&#250;blicos e privados, com o objectivo de proporcionar o apoio a n&#237;vel da IP a crian&#231;as e fam&#237;lias, o PIIP contribuiu para a dissemina&#231;&#227;o de diferentes projectos integrados de IP, envolvendo a articula&#231;&#227;o entre servi&#231;os dos Minist&#233;rios da Sa&#250;de, Educa&#231;&#227;o, Seguran&#231;a Social, Cooperativas e /ou de IPSS (Almeida, 2000b).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em Portugal, at&#233; finais dos anos 90 n&#227;o se dispunha de legisla&#231;&#227;o para a IP, existindo, apenas algumas refer&#234;ncias dispersas em diplomas relacionados com a educa&#231;&#227;o especial e a educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar (Bairr&#227;o &#38; Almeida, 2002). Em meados dos anos 90 surgem, por&#233;m, algumas medidas de apoio financeiro e de incentivo ao desenvolvimento de projectos integrados de IP. &#201; neste contexto, associado ao progressivo interesse dos profissionais pela IP, como forma de responder &#224;s necessidades das crian&#231;as e fam&#237;lias, que se assiste ao aumento de projectos e iniciativas locais a n&#237;vel da IP, conduzindo a um aumento de cobertura a n&#237;vel nacional. Por&#233;m, muitas dessas experi&#234;ncias apresentavam, ainda, uma fundamenta&#231;&#227;o prec&#225;ria, fundos reduzidos, profissionais sem forma&#231;&#227;o espec&#237;fica, tend&#234;ncia para modalidades de interven&#231;&#227;o em que persistia a transposi&#231;&#227;o para idades inferiores de modelos ent&#227;o vigentes para as crian&#231;as de idade escolar, bem como uma insuficiente avalia&#231;&#227;o dos programas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A publica&#231;&#227;o em 1999 de um diploma legal pela primeira vez dedicado exclusivamente &#224; interven&#231;&#227;o precoce (Despacho Conjunto n.&#176; 891/99) foi um novo passo importante para o reconhecimento e identidade da IP. Nas suas orienta&#231;&#245;es reguladoras, estabelece um sistema organizativo de coordena&#231;&#227;o intersectorial e de colabora&#231;&#227;o com entidades privadas, atribuindo uma responsabilidade partilhada aos sectores da Educa&#231;&#227;o, Sa&#250;de e Seguran&#231;a Social, para a constitui&#231;&#227;o de equipas de interven&#231;&#227;o directa a n&#237;vel concelhio, equipas de coordena&#231;&#227;o distrital e um grupo interdepartamental de coordena&#231;&#227;o nacional. O modelo veiculado foi fortemente influenciado por algumas das experi&#234;ncias mais relevantes no pa&#237;s, e, ainda, pelo modelo norte-americano e pelas orienta&#231;&#245;es do grupo Earlyaid - European Association on Early Childhood Intervention. Nele &#233; real&#231;ada a import&#226;ncia do envolvimento da fam&#237;lia, do trabalho integrado na comunidade, do trabalho em equipa, abarcando profissionais de diferentes &#225;reas, da exist&#234;ncia da figura do coordenador de servi&#231;os ou t&#233;cnico respons&#225;vel, da obrigatoriedade de elaborar, em conjunto com a fam&#237;lia, um &#8220;Plano Individual de Interven&#231;&#227;o&#8221; e da coordena&#231;&#227;o de servi&#231;os (Bairr&#227;o &#38; Almeida, 2002). O Despacho Conjunto teve o m&#233;rito ineg&#225;vel de provocar uma din&#226;mica que deu origem ao desenvolvimento de numerosos projectos de IP. Veio, n&#227;o s&#243; propor um enquadramento te&#243;rico para as pr&#225;ticas, como dinamizar as parcerias e a partilha de recursos, bem como a forma&#231;&#227;o no &#226;mbito da IP. Isto verificou-se, principalmente, na Regi&#227;o Centro e no Alentejo. Nas restantes regi&#245;es, as dificuldades na sua implementa&#231;&#227;o tiveram a ver, sobretudo, com a exist&#234;ncia de interesses instalados, a par da inexist&#234;ncia de uma ac&#231;&#227;o concertada entre os sectores envolvidos e uma aus&#234;ncia de directivas pol&#237;ticas claramente assumidas. Importa reproduzir aqui algumas das passagens do &#8220;Parecer sobre o Despacho 891/99 e a Interven&#231;&#227;o Precoce em Portugal&#8221; escrito por J. Bairr&#227;o (2007): <i>&#8221;Quando em 1999 o Despacho Conjunto n&#176; 891/99foi publicado levantaram-se-me algumas d&#250;vidas que consistiam, n&#227;o nos seus aspectos conceptuais e organizativos, mas interrogava-me sim, se o sistema educativo portugu&#234;s poderia assumir tais preceitos normativos, sobretudo, os organizativos e punham-se-me tamb&#233;m algumas d&#250;vidas sobre a elegibilidade...</i> [...] ... <i>e suas categorias (risco estabelecido, risco de atraso de desenvolvimento e risco biol&#243;gico ou ambiental), as quais n&#227;o foram previstas na sua totalidade entre n&#243;s&#8221;.</i> Continuando com cita&#231;&#245;es de J. Bairr&#227;o (2007), sobre o DC 891/99: &#8220; ... <i>obedece &#224;s principais exig&#234;ncias recomendadas n&#227;o s&#243; nos EUA, mas internacionalmente, sendo mesmo, ainda hoje, volvidos perto de sete anos, reconhecido pelas suas caracter&#237;sticas inovadoras por especialistas de diversos pa&#237;ses europeus. Foquemos alguns desses aspectos do Despacho 891/99 particularmente positivos: Tem em vista a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria das dificuldades das crian&#231;as e o seu modelo alarga-se &#224; preven&#231;&#227;o secund&#225;ria e terci&#225;ria para os casos mais graves; aborda a crian&#231;a no seio da fam&#237;lia para que os pais sejam os parceiros activos do processo de habilita&#231;&#227;o/reabilita&#231;&#227;o da crian&#231;a e salienta o papel dos profissionais ajudando os pais a adquirir e a refor&#231;ar compet&#234;ncias, bem como a criarem uma mentalidade de exig&#234;ncia face aos servi&#231;os, coisa rara entre n&#243;s; aproveitar as estruturas do Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o em articula&#231;&#227;o com a Seguran&#231;a Social, permitindo uma cobertura vasta do pa&#237;s, de norte a sul, pr&#243;xima das crian&#231;as e das fam&#237;lias, embora dificultada com as assimetrias nacionais e a tend&#234;ncia da concentra&#231;&#227;o de recursos nos grandes centros e no litoral do pa&#237;s que nos tem caracterizado; implicar um trabalho interdisciplinar, tornando imprescind&#237;veis o concurso de estruturas de sa&#250;de, seguran&#231;a social e educa&#231;&#227;o, contrariando a ideia do t&#233;cnico sozinho e omnipotente, passando-se a contar com a colabora&#231;&#227;o dos Centros de Sa&#250;de e consultas de desenvolvimento para o diagn&#243;stico, com as IPSS, as equipas de educa&#231;&#227;o especial, caminhando-se assim para a organiza&#231;&#227;o e colabora&#231;&#227;o de servi&#231;os e de t&#233;cnicos e para abordagens transdisciplinares (n&#227;o s&#243; indispens&#225;veis para uma maior efic&#225;cia, como tamb&#233;m racionalizadoras de meios e recursos); p&#244;r de p&#233; uma organiza&#231;&#227;o nacional, regional e local que tornaria poss&#237;vel a organiza&#231;&#227;o e a pr&#225;tica de recursos integrados de IP para as crian&#231;as e fam&#237;lias&#8221; (Bairr&#227;o, 2007).</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Seleccion&#225;mos alguns projectos e estudos sobre a avalia&#231;&#227;o de programas e pr&#225;ticas, a que J. Bairr&#227;o esteve ligado, que nos evidenciam as oportunidades e os constrangimentos na evolu&#231;&#227;o da IP e que traduzem bem a preocupa&#231;&#227;o que sempre o acompanhou: a pr&#225;tica associada a uma s&#243;lida fundamenta&#231;&#227;o te&#243;rica e &#224; investiga&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Evolu&#231;&#227;o da implementa&#231;&#227;o da IP em Portugal - o legado de J. Bairr&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recordemos algumas das palavras de J. Bairr&#227;o, escritas no seu artigo <i>&#8220;MAYDAY&#8221; - Interven&#231;&#227;o Precoce,</i> publicado em 2006 no Jornal das Letras, que expressam bem, n&#227;o sem alguma amargura, mas tamb&#233;m com humor, as preocupa&#231;&#245;es que o foram acompanhando em torno da IP: <i>&#8220;As institui&#231;&#245;es pioneiras em Interven&#231;&#227;o Precoce foram, nomeadamente, a Direc&#231;&#227;o de Servi&#231;os de Orienta&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Psicol&#243;gica do ent&#227;o Minist&#233;rio do Trabalho e Seguran&#231;a Social e, em Coimbra, a equipa que, imanada do Hospital Pedi&#225;trico de Coimbra, actual PIIP de Coimbra, desenvolveu servi&#231;os de qualidade e dentro das normas internacionais para a Interven&#231;&#227;o Precoce. Hoje felizmente o PIIP continua a desenvolver importantes ac&#231;&#245;es no dom&#237;nio da IP e a defender o seu modelo; menos sorte teve a DSOIP, que j&#225; com outro nome e &#8220;descendo de divis&#227;o&#8221; (termo futebol&#237;stico), o CEACF (Centro de Estudos e Apoio &#224; Crian&#231;a e &#224; Fam&#237;lia), foi desmantelado em 2006. Resistiu largos anos, mas os pioneiros tamb&#233;m se abatem!&#8221;</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O papel relevante de J. Bairr&#227;o no desenvolvimento da IP em Portugal remonta, pois, a anos 80, quando era director do Centro de Observa&#231;&#227;o e Orienta&#231;&#227;o M&#233;dico-Pedag&#243;gico (COOMP)<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a><sup>,</sup><a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a> em Lisboa. Este foi um servi&#231;o pioneiro onde J. Bairr&#227;o, numa linha evolutiva coerente, foi impulsionando modelos inovadores na avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o pluridisciplinar no dom&#237;nio das crian&#231;as e jovens com defici&#234;ncias ou incapacidades, em situa&#231;&#227;o de risco ou de inadapta&#231;&#227;o social, aliando sempre as preocupa&#231;&#245;es te&#243;ricas e pr&#225;ticas e a investiga&#231;&#227;o. Foi neste contexto institucional que J. Bairr&#227;o e a sua equipa, no in&#237;cio da d&#233;cada de 80 do s&#233;culo XX, lan&#231;aram uma nova etapa no atendimento e interven&#231;&#227;o com crian&#231;as em idades precoces (Bairr&#227;o &#38; Felgueiras, 1987).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Refira-se, por&#233;m, que em finais de anos 70, no &#226;mbito de um estudo epidemiol&#243;gico efectuado no concelho de Arruda dos Vinhos, J. Bairr&#227;o coordenou uma pesquisa interdisciplinar sobre Crian&#231;as em Risco, abrangendo crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar, cujos resultados fundamentaram muitas das suas perspectivas que se prendem com a IP (Estudo Epidemiol&#243;gico da Defici&#234;ncia Mental, 1978). Datam, assim, de 1978 alguns dos seus escritos onde d&#225; particular realce &#224; interac&#231;&#227;o de diferentes factores (biol&#243;gicos, psicol&#243;gicos e s&#243;cio-familiares) na determina&#231;&#227;o de problemas no desenvolvimento e de inadapta&#231;&#227;o da crian&#231;a, &#224; import&#226;ncia da ac&#231;&#227;o preventiva e &#224; necessidade de, em idades precoces, se detectarem sinais de risco e altera&#231;&#245;es ou atrasos no desenvolvimento e, consequentemente, de se intensificarem modalidades adequadas de interven&#231;&#227;o, quer com a crian&#231;a, quer com a sua fam&#237;lia (Bairr&#227;o &#38; Felgueiras, 1978).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo foi um marco decisivo que veio questionar as formas tradicionais de atendimento ent&#227;o vigentes e que raramente se dirigiam a crian&#231;as antes do in&#237;cio da escolaridade obrigat&#243;ria. As poucas iniciativas existentes para crian&#231;as com NEE em idades precoces caracterizavam-se, sobretudo, pela vertente m&#233;dica e assistencial, pelo seu enfoque no diagn&#243;stico da crian&#231;a, pelos conselhos e orienta&#231;&#245;es gen&#233;ricas &#224;s fam&#237;lias e pela presta&#231;&#227;o de apoios especializados &#224; crian&#231;a, de cariz reabilitativo, ou por respostas segregadas, &#224; semelhan&#231;a dos modelos ent&#227;o prevalecentes para as crian&#231;as em idade escolar (Felgueiras, 1996). A necessidade premente de actuar em idades mais precoces e de encontrar formas diferentes e mais eficazes de o fazer foi, desde cedo, uma evid&#234;ncia para J. Bairr&#227;o. Foi isso que o determinou a dinamizar estrat&#233;gias para o lan&#231;amento e consolida&#231;&#227;o de um modelo de IP adequado &#224; realidade do pa&#237;s, ancorado num quadro te&#243;rico consistente e que impulsionasse pr&#225;ticas eficazes, tendo sempre em conta os conhecimentos actuais e as orienta&#231;&#245;es para a IP veiculadas pela comunidade cient&#237;fica internacional, nomeadamente a refer&#234;ncia de Bronfenbrenner, ao concluir que os programas de IP que tinham efeitos mais duradoiros no desenvolvimento da crian&#231;a, obedeciam a pr&#225;ticas abrangentes, envolvendo a fam&#237;lia (Bronfenbrenner, 1974).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Deu-se, assim, in&#237;cio a um Projecto de investiga&#231;&#227;o-ac&#231;&#227;o<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a> que levou &#224; implementa&#231;&#227;o e adapta&#231;&#227;o ao nosso pa&#237;s do Programa Portage para Pais (Shearer &#38; Shearer, 1972) envolvendo profissionais de diferentes &#225;reas disciplinares e oriundos de diferentes servi&#231;os (Felgueiras, Bairr&#227;o, &#38; Pimentel, 1987). Como o referiu J. Bairr&#227;o, o projecto que liderou tinha como principais objectivos: &#8220;<i>ensaiar um modelo de apoio domicili&#225;rio para as crian&#231;as sinalizadas ao servi&#231;o</i> [DSOIP]<i>; desenvolver e disseminar um modelo de IP adequado &#224;s enormes necessidades do pa&#237;s neste dom&#237;nio, atrav&#233;s de cursos de forma&#231;&#227;o em servi&#231;o e da supervis&#227;o</i> [dos profissionais]<i>; avaliar o seu impacto nas crian&#231;as, fam&#237;lias, profissionais abrangidos e na organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os locais</i>&#8221; (Bairr&#227;o, 1999). Avaliar o impacto deste Projecto, particularmente avaliar de uma forma abrangente o impacto do Programa Portage (PP), nas suas quatro dimens&#245;es - (1) no desenvolvimento das crian&#231;as; (2) no grau de satisfa&#231;&#227;o das fam&#237;lias; (3) nas pr&#225;ticas dos profissionais e (4) na organiza&#231;&#227;o e gest&#227;o de recursos (servi&#231;os) - foi uma componente fulcral que J. Bairr&#227;o imprimiu e que t&#227;o raramente acontecia e acontece entre n&#243;s (Pimentel, 2009). Sublinha-se o car&#225;cter inovador da avalia&#231;&#227;o de programas de IP numa &#243;ptica abrangente, contrastando com avalia&#231;&#245;es dirigidas exclusivamente para os resultados na crian&#231;a, que caracterizaram os programas de IP ditos de 1<sup>a</sup> gera&#231;&#227;o. A avalia&#231;&#227;o exaustiva destas quatro dimens&#245;es permitiu constatar: (1) o efeito positivo do PP na acelera&#231;&#227;o do desenvolvimento da maioria das crian&#231;as apoiadas<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>; (2) o grau de satisfa&#231;&#227;o positivo e muito positivo para a maioria dos pais (88%), valorizando a sua participa&#231;&#227;o activa e maior seguran&#231;a na educa&#231;&#227;o dos seus filhos, bem como o enquadramento do programa na sua vida familiar; (3) o grande consenso dos t&#233;cnicos visitadores domicili&#225;rios quanto &#224; utilidade do programa na sua pr&#225;tica di&#225;ria no dom&#237;nio da IP, bem como na sua actividade profissional mais alargada, real&#231;ando o papel do PP como fonte de novos conhecimentos e de novas metodologias de trabalho e a valoriza&#231;&#227;o muito positiva da supervis&#227;o; (4) a forma&#231;&#227;o de centenas de profissionais de diferentes servi&#231;os p&#250;blicos e privados proporcionaram uma melhor organiza&#231;&#227;o de recursos, criando-se n&#250;cleos/equipas locais de IP com objectivos bem definidos. Da an&#225;lise dos resultados obtidos foi tamb&#233;m poss&#237;vel identificar os factores associados ao maior ou menor grau de sucesso dos programas. O in&#237;cio em idades mais precoces, a regularidade das visitas, uma dura&#231;&#227;o m&#233;dia do programa (superior a 6 meses, mas n&#227;o muito prolongada), a maior estrutura&#231;&#227;o do programa, a motiva&#231;&#227;o e participa&#231;&#227;o activa da fam&#237;lia e a motiva&#231;&#227;o do visitador domicili&#225;rio, foram, entre outros, factores que se evidenciaram como relacionados ao maior sucesso dos programas (Almeida, Felgueiras, &#38; Pimentel, 1996).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O &#8220;modelo Portage para Pais&#8221; contribuiu, assim, para uma ruptura com as pr&#225;ticas tradicionais ent&#227;o vigentes e a sua influ&#234;ncia foi decisiva no desenvolvimento da IP entre n&#243;s. Centenas de profissionais vieram a beneficiar de cursos Portage, veiculando-se um modelo de apoio domicili&#225;rio em parceria com os pais que continha aspectos inovadores: uma planifica&#231;&#227;o de objectivos e estrat&#233;gias de interven&#231;&#227;o individualizada; um sistema organizativo econ&#243;mico e facilmente replic&#225;vel dos recursos existentes (pir&#226;mide de recursos); a colabora&#231;&#227;o interdisciplinar e interservi&#231;os; um modelo de forma&#231;&#227;o continuada (cursos b&#225;sicos e avan&#231;ados do modelo Portage) e de supervis&#227;o dos visitadores domicili&#225;rios, disponibilizando, ainda, diversos materiais de apoio.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>O Projecto de Interven&#231;&#227;o Precoce (PIP) de Matosinhos e os estudos p&#243;s graduados em IP - o contributo para pr&#225;ticas baseadas na evid&#234;ncia</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O trabalho pioneiro de J. Bairr&#227;o nesta &#225;rea teve continuidade na FPCEUP, com a cria&#231;&#227;o do PIP de Matosinhos em anos 1995, o qual teve como uma das principais finalidades constituir a parte emp&#237;rica do Mestrado em IP, possibilitando aos alunos um contacto efectivo com pr&#225;ticas recomendadas nesta &#225;rea de interven&#231;&#227;o, bem como o estudo de casos em coopera&#231;&#227;o com uma equipa pluridisciplinar integrada por profissionais do terreno. Com esta finalidade, o PIP estabeleceu protocolos com servi&#231;os de diferentes Minist&#233;rios contemplando o atendimento em idades precoces no Concelho de Matosinhos, de acordo com os princ&#237;pios preconizados internacionalmente e anteriormente referidos (Pinto, Grande, Novais, Ros&#225;rio, &#38; Barbieri, 2009). Tendo como objectivos fundamentais ensaiar novas formas de atendimento precoce em colabora&#231;&#227;o com servi&#231;os locais, tendo por base modelos multidisciplinares centrados na fam&#237;lia e na comunidade, o Projecto destina-se a crian&#231;as com NEE e/ou em risco, e suas fam&#237;lias. Contempla interven&#231;&#245;es integradas nas actividades correntes e nas rotinas di&#225;rias da crian&#231;a, de forma a assegurar a sua inclus&#227;o nos seus contextos naturais. Atrav&#233;s de uma ac&#231;&#227;o conjunta e coordenada, o projecto procura estabelecer um processo integrado de actua&#231;&#227;o dos servi&#231;os de Educa&#231;&#227;o, Sa&#250;de e de Ac&#231;&#227;o Social, incrementando a parceria entre as institui&#231;&#245;es envolvidas e promovendo a forma&#231;&#227;o em servi&#231;o a profissionais de diferentes disciplinas. A metodologia adoptada para a concretiza&#231;&#227;o destes objectivos contempla toda uma s&#233;rie de procedimentos que v&#227;o desde a sinaliza&#231;&#227;o &#224; reavalia&#231;&#227;o<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a> (Simeonsson <i>et al.,</i> 1996), implicando actividades em duas vertentes distintas: servi&#231;os prestados &#224; comunidade e forma&#231;&#227;o em servi&#231;o e cont&#237;nua (Pinto <i>et al.,</i> 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o do PIP de Matosinhos assenta em par&#226;metros de diferentes n&#237;veis. A n&#237;vel da satisfa&#231;&#227;o da fam&#237;lia com os servi&#231;os, os pais consideram os servi&#231;os &#250;teis e como indo ao encontro das suas preocupa&#231;&#245;es, tendo indicado que receberam e transmitiram &#224; equipa informa&#231;&#227;o pessoal, bem como informa&#231;&#227;o &#250;til para intervir com os seus filhos; os aspectos associados ao desenvolvimento da crian&#231;a, nomeadamente na &#225;rea da linguagem, foram os mais valorizados; na sua maioria, as fam&#237;lias consideraram que os objectivos das actividades de interven&#231;&#227;o foram claramente explicados e que a equipa as ouviu, sendo encorajadas a levantar quest&#245;es sobre os servi&#231;os. A n&#237;vel da satisfa&#231;&#227;o dos profissionais com os servi&#231;os, estes consideraram ser necess&#225;rio aumentar o n&#250;mero de avalia&#231;&#245;es multidisciplinares para cada crian&#231;a, bem como melhorar a din&#226;mica destas sess&#245;es de avalia&#231;&#227;o, distinguindo os momentos de avalia&#231;&#227;o da crian&#231;a e da fam&#237;lia, de forma a evitar sobreposi&#231;&#227;o de discursos durante estas sess&#245;es, facilitando um maior envolvimento da fam&#237;lia na interac&#231;&#227;o com a crian&#231;a. Relativamente &#224; avalia&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o em contexto, os profissionais consideraram insuficiente a participa&#231;&#227;o que os terapeutas t&#234;m tido para assegurar um acompanhamento sistem&#225;tico das situa&#231;&#245;es, sublinhando a pertin&#234;ncia de avalia&#231;&#245;es das crian&#231;as no contexto de Jardim de Inf&#226;ncia e a colabora&#231;&#227;o destes t&#233;cnicos na defini&#231;&#227;o de estrat&#233;gias. Por &#250;ltimo, relativamente &#224;s sess&#245;es de supervis&#227;o, os profissionais consideraram que estas deveriam ter uma periodicidade semanal, de forma a assegurar que todas as situa&#231;&#245;es acompanhadas pelos profissionais possam ser analisadas, referindo ainda a necessidade da participa&#231;&#227;o dos terapeutas e dos educadores regulares na an&#225;lise das situa&#231;&#245;es apresentadas. Destacamos, ainda, de forma sucinta, alguns dos principais resultados da avalia&#231;&#227;o de um projecto financiado pelo Programa Ser Crian&#231;a<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>, ao qual o PIP de Matosinhos prestou consultoria. Globalmente as fam&#237;lias mostraram-se satisfeitas com o apoio que tiveram, desejando que fosse assegurada a continuidade desta resposta. Para al&#233;m dos aspectos acima expostos, as fam&#237;lias referiram, ainda, o impacto positivo da interven&#231;&#227;o em contextos naturais e da articula&#231;&#227;o estabelecida entre casa e creche/jardim-de-inf&#226;ncia. De salientar que, em ambos os projectos, embora as fam&#237;lias refiram j&#225; a relev&#226;ncia de aspectos do apoio que se relacionam com uma interven&#231;&#227;o contextualizada e centrada nas suas necessidades, salientam e valorizam ainda, como aspectos mais importantes da interven&#231;&#227;o, os directamente relacionados com a crian&#231;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Conscientes de que, somente com uma equipa de profissionais a trabalhar a tempo inteiro seja poss&#237;vel desenvolver uma interven&#231;&#227;o transdisciplinar, o PIP de Matosinhos continua a procurar implementar, de acordo com o DC 891/99, os princ&#237;pios e condi&#231;&#245;es para um apoio integrado, com base em recomenda&#231;&#245;es internacionais, numa procura de indicadores &#250;teis para uma pr&#225;tica baseada na evid&#234;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como foi referido, o PIP de Matosinhos constituiu um cen&#225;rio de ensaio de pr&#225;ticas do Mestrado em IP. Este Mestrado, que foi pioneiro em Portugal, desenvolveu-se em articula&#231;&#227;o com forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada a n&#237;vel internacional (universidades da Europa e dos EUA) no &#226;mbito do Transatlantic Consortium in Early Childhood Intervention (ECI) (2001-2005). Esta parceria teve continuidade no &#226;mbito do Early Childhood Intervention NET (ECI-NET) (2005-2007) e actualmente no Transatlantic Consortium on Global Education and Developmental Studies (GEDS) (2008-2010). No &#226;mbito deste Mestrado, foram realizados, em parceria com o PIP de Matosinhos, diversos estudos com o objectivo de caracterizar as pr&#225;ticas de IP no Norte de Portugal. A t&#237;tulo de exemplo relatamos, em seguida, uma s&#237;ntese dos principais resultados de, apenas, tr&#234;s desses estudos, entre os muitos orientados por J. Bairr&#227;o. Estes tr&#234;s estudos realizaram-se nos Distritos do Porto, Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragan&#231;a (Ferreira, 1994), na &#225;rea geogr&#225;fica do Grande Porto (Mota, 2000) e na regi&#227;o de Tr&#225;s-os-Montes (Fernandes, 2001). De notar que s&#227;o estudos baseados em amostras recolhidas antes da publica&#231;&#227;o do DC 891/99 e incidindo numa regi&#227;o, a Regi&#227;o Norte, que &#233; precisamente aquela em que se verificou uma implementa&#231;&#227;o mais deficit&#225;ria da IP e um menor investimento nesta &#225;rea (Tegethof, 2007; Felgueiras <i>et al.,</i> 2006). Dos dados destes estudos, recolhidos com base em question&#225;rios junto de profissionais de IP, salientamos os seguintes aspectos relativos &#224;s pr&#225;ticas dos programas e servi&#231;os. A n&#237;vel da <i>elegibilidade</i> constatou-se a exist&#234;ncia de preven&#231;&#227;o a n&#237;vel secund&#225;rio e, essencialmente, terci&#225;rio e a indefini&#231;&#227;o de elegibilidade, principalmente no que diz respeito &#224;s situa&#231;&#245;es de risco, sendo dada prioridade &#224;s crian&#231;as com defici&#234;ncias declaradas e com atraso de desenvolvimento global. Relativamente ao <i>processo de avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o</i> verificou-se aus&#234;ncia de um suporte te&#243;rico de refer&#234;ncia e escassa valoriza&#231;&#227;o de curr&#237;culos desenvolvimentais ou a sua utiliza&#231;&#227;o limitada ao momento de avalia&#231;&#227;o, sendo parco o trabalho continuado a n&#237;vel da planifica&#231;&#227;o de objectivos e da sua avalia&#231;&#227;o regular e sistem&#225;tica. No que diz respeito &#224; interven&#231;&#227;o, esta era primordialmente centrada na crian&#231;a, sendo a efic&#225;cia medida pelos progressos a n&#237;vel do desenvolvimento, independentemente do impacto global na din&#226;mica familiar. Embora houvesse j&#225; um in&#237;cio de reconhecimento dos argumentos conceptuais subjacentes &#224; abordagem centrada na fam&#237;lia, a utiliza&#231;&#227;o do PIAF era quase inexistente, registando-se um predom&#237;nio da utiliza&#231;&#227;o do Plano Educativo Individual (PEI), do revogado DL 319/91 com a interven&#231;&#227;o primordialmente centrada na crian&#231;a. No que diz respeito ao <i>trabalho com a fam&#237;lia,</i> o papel dos pais na avalia&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o era valorizado, mas limitado a prestar informa&#231;&#245;es solicitadas e a dar opini&#245;es, sem que estes funcionassem como verdadeiros parceiros dos profissionais. Os objectivos de uma interven&#231;&#227;o centrada na fam&#237;lia n&#227;o constitu&#237;am, ainda, preocupa&#231;&#227;o para a maioria dos programas. Quanto ao <i>trabalho em equipa,</i> os profissionais tendiam a valorizar este tipo de funcionamento, referindo, no entanto, na sua maioria, predomin&#226;ncia de um trabalho monodisciplinar. Quando existia trabalho em equipa, o seu funcionamento traduzia-se num somat&#243;rio de profissionais e de interven&#231;&#245;es pontuais, em que apenas um n&#250;mero restrito mencionava funcionamento em equipa transdisciplinar. Em rela&#231;&#227;o &#224; <i>coordena&#231;&#227;o de servi&#231;os e recursos,</i> verificou-se um consenso dos profissionais relativamente &#224; import&#226;ncia desta dimens&#227;o. Por&#233;m, eram raros os projectos que se referiam &#224; figura do coordenador de servi&#231;os ou t&#233;cnico respons&#225;vel. Os esfor&#231;os de articula&#231;&#227;o e coordena&#231;&#227;o de servi&#231;os estavam comprometidos devido &#224; car&#234;ncia de recursos nas zonas geogr&#225;ficas distantes dos centros urbanos, onde se desenrolavam estes programas. Come&#231;ava, no entanto, a verificar-se alguma articula&#231;&#227;o entre servi&#231;os, mas com car&#225;cter informal e n&#227;o sistem&#225;tico. Relativamente &#224; <i>forma&#231;&#227;o,</i> nenhum dos profissionais envolvidos tinha recebido forma&#231;&#227;o espec&#237;fica em IP, sendo apenas referidas forma&#231;&#245;es espor&#225;dicas. Poucos projectos mencionavam forma&#231;&#227;o em servi&#231;o ou supervis&#227;o sistem&#225;tica do seu trabalho. Por fim, quanto &#224; <i>avalia&#231;&#227;o dos programas, </i>nenhum dos programas avaliados tinha planeado a sua auto-avalia&#231;&#227;o, ou seja, o estudo sistem&#225;tico do seu impacto.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m do Programa Portage para Pais, bem como de numerosos estudos de mestrado na &#225;rea da IP realizadas no Norte dos quais relatamos, sucintamente, alguns resultados, destacamos, de seguida, duas investiga&#231;&#245;es no &#226;mbito de Doutoramento em Psicologia realizadas, respectivamente, no Distrito de Lisboa e em equipas de todo o pa&#237;s, desenvolvidas, igualmente, sob a orienta&#231;&#227;o de J. Bairr&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro estudo, iniciado em 2000 (Pimentel, 2005), teve como principais objectivos: (a) estudar as percep&#231;&#245;es de pais e profissionais sobre as pr&#225;ticas de apoio precoce e o grau em que este era focado na fam&#237;lia<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>; (b) caracterizar os servi&#231;os que, no &#226;mbito do Distrito de Lisboa, prestavam apoio precoce a crian&#231;as com NEE e respectivas fam&#237;lias<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>; (c) conhecer as etapas do processo de avalia&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o das crian&#231;as e fam&#237;lias atendidas, com base nas opini&#245;es dos pais e dos profissionais que lhes davam apoio<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>, de forma a que as respostas de ambos, referentes a um processo concreto de avalia&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o de uma crian&#231;a/fam&#237;lia espec&#237;fica, pudessem ser comparadas. Participaram no estudo 5 Equipas de Coordena&#231;&#227;o de Apoios Educativos, dependentes do Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (ME) (apoio por educadoras de apoio educativo) e 11 Projectos de IP, com equipas multidisciplinares (apoio por educadoras, por psic&#243;logos ou terapeutas). Os coordenadores destes servi&#231;os de IP sinalizaram 246 casos em situa&#231;&#227;o de risco ou com risco estabelecido. Destes, 193 fam&#237;lias e os profissionais que lhes prestavam apoio aceitaram participar, sendo 58.03% atendidas no &#226;mbito das equipas monodisciplinares e 41.97% no &#226;mbito das equipas multidisciplinares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao primeiro objectivo, os resultados evidenciaram que os servi&#231;os mais frequentemente prestados, quer na percep&#231;&#227;o dos pais quer na dos profissionais, eram focados na crian&#231;a, sendo a esses mesmos servi&#231;os que os participantes do estudo atribu&#237;am mais import&#226;ncia. Foi tamb&#233;m poss&#237;vel concluir que pais e t&#233;cnicos t&#234;m percep&#231;&#245;es diferentes acerca do que ocorre num programa de IP, j&#225; que, nas diferentes dimens&#245;es analisadas, as diferen&#231;as entre as percep&#231;&#245;es dos pais e dos profissionais eram sempre estatisticamente significativas. Verificou-se, ainda, que o tipo de equipa, a idade da crian&#231;a e a sua idade no in&#237;cio do programa, o local de apoio, o n&#237;vel de escolaridade dos pais e o tempo de servi&#231;o dos profissionais de apoio, influenciavam o grau em que os intervenientes percepcionavam os servi&#231;os como mais ou menos focados na fam&#237;lia. Relativamente ao segundo e terceiro objectivos do estudo, os resultados mostraram que o apoio n&#227;o era implementado segundo as pr&#225;ticas recomendadas na literatura da especialidade, uma vez que: (a) n&#227;o havia uma adequada e cont&#237;nua partilha de informa&#231;&#227;o entre pais e t&#233;cnicos durante o processo de avalia&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o, n&#227;o sendo por isso poss&#237;vel falar numa rela&#231;&#227;o de parceria;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(b) o processo de avalia&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o era centrado na crian&#231;a e era esta, e n&#227;o a fam&#237;lia, o foco de interven&#231;&#227;o; (c) a avalia&#231;&#227;o da crian&#231;a era feita maioritariamente numa perspectiva monodisciplinar e n&#227;o transdisciplinar, numa perspectiva diagn&#243;stica e n&#227;o funcional, num &#250;nico contexto e de forma pontual; (d) n&#227;o havia utiliza&#231;&#227;o sistem&#225;tica de instrumentos de refer&#234;ncia a normas ou a crit&#233;rios nessa avalia&#231;&#227;o, sendo o planeamento da interven&#231;&#227;o feito frequentemente em fun&#231;&#227;o de impress&#245;es decorrentes da avalia&#231;&#227;o informal; (e) n&#227;o estava assegurada uma efectiva coordena&#231;&#227;o de servi&#231;os e recursos, nem no momento da avalia&#231;&#227;o, nem no planeamento da interven&#231;&#227;o. De uma forma global, os resultados deste estudo avaliativo evidenciaram que as pr&#225;ticas de apoio precoce no Distrito de Lisboa, imediatamente ap&#243;s a publica&#231;&#227;o do DC 891/99, n&#227;o obedeciam aos crit&#233;rios de qualidade internacionalmente definidos e que est&#227;o subjacentes &#224; legisla&#231;&#227;o acima referida.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O segundo estudo, desenvolvido por Tegethof (2007), corresponde ao &#250;ltimo de uma longa s&#233;rie de trabalhos, de &#237;ndole diversa, que a autora desenvolveu com J. Bairr&#227;o. A escolha do tema deste trabalho &#233;, por si s&#243;, reveladora daquele que foi o seu percurso profissional, que se iniciou em 1975, no ent&#227;o COOMP, para prosseguir na DSOIP, mais tarde CEACF. Envolvida, desde o in&#237;cio, na experi&#234;ncia pioneira iniciada sob a direc&#231;&#227;o de J. Bairr&#227;o - o projecto de investiga&#231;&#227;o-ac&#231;&#227;o, <i>Programa Portage para Pais </i>- acompanhou-o de perto, atrav&#233;s de uma pr&#225;tica profissional nas vertentes da forma&#231;&#227;o e da investiga&#231;&#227;o, que a puseram em contacto com profissionais de todo o pa&#237;s. Assistiu, assim, &#224;quilo que poderemos referir como o aut&#234;ntico <i>&#8220;boom,&#8221;</i> que foi a grande ades&#227;o &#224;s perspectivas de interven&#231;&#227;o centrada na fam&#237;lia (ICF), o que a levou a interrogar-se sobre se a rapidez com que a maioria dos profissionais de IP passou a afirmar que &#8220;trabalhava centrada na fam&#237;lia&#8221;, corresponderia, realmente, &#224; realidade. Seria que, &#224;s designa&#231;&#245;es internacionais de modelos e de pr&#225;ticas de IP e, nomeadamente, de ICF (Dunst, Johanson, Trivette, &#38; Hamby, 1991; Dunst, Trivette, &#38; Deal, 1988; Dunst &#38; Trivette, 1994; Dunst, 1996, 2000; Hanson &#38; Bruder, 2001), correspondiam, de facto, conte&#250;dos e/ou pr&#225;ticas id&#234;nticas &#224;s originalmente propostas, ou teriam elas passado a fazer parte do repert&#243;rio de muitos profissionais, mas apenas ao n&#237;vel da desejabilidade? Neste sentido desenvolveu um estudo explorat&#243;rio<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a> com o objectivo de tra&#231;ar uma panor&#226;mica geral da situa&#231;&#227;o da IP e da utiliza&#231;&#227;o do modelo de ICF em Portugal. Pretendeu, ainda, perceber, at&#233; que ponto a pr&#225;tica desenvolvida se enquadrava num modelo ecossist&#233;mico de presta&#231;&#227;o de servi&#231;os e naquelas que s&#227;o, neste &#226;mbito, as pr&#225;ticas recomendadas baseadas na evid&#234;ncia.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O fen&#243;meno em an&#225;lise - o desenvolvimento de programas de IP dentro de um modelo de ICF - foi estudado com base (1) no testemunho de especialistas e de profissionais de IP de todo o pa&#237;s (&#224; excep&#231;&#227;o da regi&#227;o do Algarve), bem como (2) num estudo de caso, com o objectivo, n&#227;o de demonstrar os efeitos de uma pr&#225;tica com vista &#224; sua generaliza&#231;&#227;o, mas de compreender essa pr&#225;tica de uma forma mais descritiva e processual, identificando eventuais &#225;reas a aperfei&#231;oar. Esta pesquisa integrou dois estudos complementares: <i>O Estudo das Ideias</i> - um estudo qualitativo em que se analisaram as ideias de 10 pessoas-chave e de 209 profissionais pertencentes a 39 equipas de IP de todo o pa&#237;s, sobre a tem&#225;tica da IP, e, em particular, da ICF, assim como sobre a forma como esta estava a ser implementada, as dificuldades encontradas, o papel dos profissionais e o papel da fam&#237;lia. <i>O Estudo das Pr&#225;ticas</i> - um estudo de caso, de car&#225;cter explorat&#243;rio e descritivo, com um desenho longitudinal transverso, que tinha como objectivo perceber de que forma o desenvolvimento de programas de IP dentro de um modelo de ICF, era posto em pr&#225;tica num contexto espec&#237;fico<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a> e qual o seu efeito junto das fam&#237;lias.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A primeira conclus&#227;o &#233; que existe uma concord&#226;ncia importante no que diz respeito ao quadro que &#233; poss&#237;vel tra&#231;ar a partir das informa&#231;&#245;es recolhidas aos tr&#234;s diferentes n&#237;veis: especialistas de IP, equipas/profissionais de IP de todo o pa&#237;s e estudo de caso. Verificou-se que existia uma assimila&#231;&#227;o grande em rela&#231;&#227;o aos conceitos te&#243;ricos gen&#233;ricos subjacentes &#224; pr&#225;tica da IP e da ICF, mas dificuldade na sua operacionaliza&#231;&#227;o. No entanto, as fam&#237;lias valorizavam as componentes do programa que mais se aproximam da ICF e, de um modo geral, tanto as m&#227;es como os t&#233;cnicos mostravam desejar uma participa&#231;&#227;o mais activa da fam&#237;lia, mostrando-se os t&#233;cnicos mais exigentes. O trabalho no sentido de promover o desenvolvimento da crian&#231;a foi uma componente importante da maioria das interven&#231;&#245;es, sendo bastante valorizada pelas fam&#237;lias. No seu conjunto, constatou-se que as pr&#225;ticas destes profissionais correspondem &#224;s principais caracter&#237;sticas da componente relacional das pr&#225;ticas de ajuda centradas na fam&#237;lia, mas t&#234;m ainda muitas lacunas no que diz respeito &#224; componente participativa nessas mesmas pr&#225;ticas, tal como elas s&#227;o entendidas dentro do <i>modelo de interven&#231;&#227;o precoce de terceira gera&#231;&#227;o, baseado na evid&#234;ncia </i>(Dunst, 2000, 2005a,b). Os aspectos identificados como mais problem&#225;ticos foram: (a) o envolvimento activo das fam&#237;lias, (b) dar aos pais o poder de decis&#227;o, (c) a utiliza&#231;&#227;o do <i>Plano Individualizado de Apoio &#224; Fam&#237;lia (PIAF),</i> (d) a mobiliza&#231;&#227;o e fortalecimento das redes de apoio social da fam&#237;lia, nomeadamente, das informais, (e) a constitui&#231;&#227;o de uma rede integrada de servi&#231;os e de recursos a funcionar na comunidade e (f) a interven&#231;&#227;o com as fam&#237;lias de risco ambiental. Detectaram-se, ainda, algumas especificidades na caracteriza&#231;&#227;o que foi poss&#237;vel fazer das v&#225;rias regi&#245;es do pa&#237;s, que seria interessante explorar noutros estudos, utilizando amostras representativas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na an&#225;lise das mudan&#231;as nas crian&#231;as e fam&#237;lias do estudo de caso, verificou-se que as interven&#231;&#245;es parecem ter tido efeitos positivos no que se refere &#224; crian&#231;a, mas n&#227;o introduziram mudan&#231;as a n&#237;vel da fam&#237;lia. Esta, no entanto, mostra-se genericamente satisfeita com a interven&#231;&#227;o, tal como sucede noutras pesquisas (Bailey, 1993; McBride <i>et al,</i> 1993; Harbin, McWilliam &#38; Gallagher, 2000). Foi, no entanto, poss&#237;vel distinguir dois grupos em rela&#231;&#227;o aos quais os programas desenvolvidos parecem ter tido efeitos diferentes: um, de fam&#237;lias com mais recursos financeiros, bom ambiente e rede familiar consistente, em que a interven&#231;&#227;o respondeu &#224;s necessidades sentidas, e outro com dificuldades econ&#243;micas, fraca coes&#227;o familiar e rede de apoio social fr&#225;gil, em que o mesmo tipo de resposta n&#227;o foi satisfat&#243;rio para resolver as necessidades existentes, que apelavam para uma verdadeira interven&#231;&#227;o sist&#233;mica que fosse para al&#233;m do programa educativo da crian&#231;a, revelando as insufici&#234;ncia das pr&#225;ticas da equipa. Desta an&#225;lise ressaltou a necessidade de se intervir de forma diversificada, tendo em conta as caracter&#237;sticas das diferentes problem&#225;ticas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados aqui expostos e que resultam de um percurso de investiga&#231;&#227;o ao longo de 20 anos, permitem documentar uma certa evolu&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de IP no nosso pa&#237;s, mais evidente na assimila&#231;&#227;o ou reconhecimento de conceitos te&#243;ricos do que na sua tradu&#231;&#227;o em pr&#225;ticas efectivas. Assim, embora Tegethof (2007) refira j&#225; concord&#226;ncia entre profissionais e especialistas sobre os princ&#237;pios da ICF, tendo-se ainda constatado que tanto os profissionais como a fam&#237;lia dizem valorizar a participa&#231;&#227;o desta no processo de avalia&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o, parece confirmar-se que, talvez devido a um deficiente acompanhamento e supervis&#227;o dos t&#233;cnicos (Bairr&#227;o &#38; Almeida, 2002), as pr&#225;ticas continuem a centram-se ainda, essencialmente, na promo&#231;&#227;o do desenvolvimento da crian&#231;a, com base em avalia&#231;&#245;es informais, sem recurso sistem&#225;tico a instrumentos com refer&#234;ncia &#224; norma ou a crit&#233;rio (Fernandes, 2001; Ferreira, 1994; Mota, 2000; Pimentel, 2005). Foram, igualmente, real&#231;adas v&#225;rias &#225;reas como necessitando de ser melhoradas, nomeadamente, a n&#237;vel: da elegibilidade, da utiliza&#231;&#227;o do PIAF, da mobiliza&#231;&#227;o das redes de apoio social da fam&#237;lia, da colabora&#231;&#227;o sistem&#225;tica entre recursos e servi&#231;os direccionados para as crian&#231;as dos 0 aos 6 anos e suas fam&#237;lias, da forma&#231;&#227;o e supervis&#227;o dos profissionais e da investiga&#231;&#227;o (Tegethof, 2007). J&#225; numa avalia&#231;&#227;o a n&#237;vel nacional, Bairr&#227;o e Almeida (2002) salientavam que, embora houvesse j&#225; um reconhecimento dos argumentos conceptuais subjacentes &#224; abordagem centrada na fam&#237;lia, a utiliza&#231;&#227;o do PIAF era quase inexistente, registando-se um predom&#237;nio da utiliza&#231;&#227;o do PEI.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Podemos afirmar que o contributo inovador de J. Bairr&#227;o, ao introduzir o primeiro projecto de IP no nosso pa&#237;s, j&#225; caracterizado por pr&#225;ticas inovadoras e precursoras de uma real colabora&#231;&#227;o com as fam&#237;lias, iniciou um percurso em que muito h&#225; ainda a fazer para atingir um trabalho em equipa, transdisciplinar, coordenado e integrado, no qual as fam&#237;lias tenham um verdadeiro papel de parceria e um real poder de decis&#227;o. Apesar de a satisfa&#231;&#227;o das fam&#237;lias com a interven&#231;&#227;o que est&#227;o a receber ser um aspecto que se salienta nos dados desde os primeiros estudos (Almeida, Felgueiras, &#38; Pimentel, 1996; Tegethof, 2007), parece ser ainda evidente uma lacuna na interven&#231;&#227;o com as fam&#237;lias, especificamente no que se refere &#224; sua componente participativa, considerada por Dunst (2005a, b) como fundamental numa verdadeira ICF, e especialmente em fam&#237;lias de risco social (Tegethof, 2007). Os estudos salientam, ainda, como elementos cr&#237;ticos ao processo de implementa&#231;&#227;o da IP em Portugal, um insuficiente trabalho em equipa inter/transdisciplinar e a incipiente organiza&#231;&#227;o e coordena&#231;&#227;o de servi&#231;os e recursos a n&#237;vel da comunidade. Como foi j&#225; referido, &#233; de real&#231;ar que a quase totalidade dos dados apresentados se referem a estudos desenvolvidos na Regi&#227;o Norte e na Regi&#227;o de Lisboa e Vale do Tejo, antes da publica&#231;&#227;o do DC 891/99, tendo-se verificado que s&#227;o estas as regi&#245;es onde se verificou uma implementa&#231;&#227;o mais deficit&#225;ria da IP e um menor investimento nesta &#225;rea (Tegethof, 2007; Felgueiras <i>et al.,</i> 2006).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dos resultados de que estes diferentes estudos nos d&#227;o conta, sobre a avalia&#231;&#227;o de programas e pr&#225;ticas de IP, deduz-se a prem&#234;ncia de dar continuidade &#224; implementa&#231;&#227;o de orienta&#231;&#245;es legislativas cientificamente bem fundamentadas e que possam contribuir para a consolida&#231;&#227;o das boas pr&#225;ticas, sendo a avalia&#231;&#227;o a n&#237;vel nacional e a divulga&#231;&#227;o de resultados condi&#231;&#245;es cruciais para que se promovam pr&#225;ticas efectivamente baseadas na evid&#234;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O legado de J. Bairr&#227;o, ao suscitar uma reflex&#227;o conceptual baseada em evid&#234;ncias, constitui um valioso incentivo ao aprofundamento dos conhecimentos nesta &#225;rea e um contributo relevante para a progressiva adequa&#231;&#227;o das pol&#237;ticas e das pr&#225;ticas. Enquanto investigador, os estudos que coordenou e desenvolveu sempre se pautaram pela sua relev&#226;ncia social. A sua obra, aliando sempre preocupa&#231;&#245;es cientificas com as de natureza &#233;tica e c&#237;vica, &#233; marcada pelas pontes que estabelece entre a investiga&#231;&#227;o e a pr&#225;tica e &#233; reveladora de forte empenho em prestar contributos para a preven&#231;&#227;o e solu&#231;&#227;o de problemas sociais, pelo que constitui um bom exemplo para qualquer investigador da &#225;rea das ci&#234;ncias sociais em geral, e da IP em particular. &#201; digno de nota que os &#250;ltimos esfor&#231;os de J. Bairr&#227;o, bem j&#225; perto do seu fim, foram precisamente em prol da IP, com o prop&#243;sito de salvaguardar que determinados princ&#237;pios e caracter&#237;sticas fossem tomados em linha de conta na reformula&#231;&#227;o das pol&#237;ticas governamentais e medidas legislativas, ent&#227;o em curso, nesta mat&#233;ria, atrav&#233;s da lideran&#231;a de um grupo de investigadores portugueses que, n&#227;o s&#243; enviou documentos, como tamb&#233;m solicitou audi&#234;ncias aos diversos departamentos governamentais, relacionados com a IP<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, I. C. (2000a). Evolu&#231;&#227;o das teorias e modelos de interven&#231;&#227;o precoce: Caracteriza&#231;&#227;o de uma pr&#225;tica de qualidade. <i>Cadernos do CEACF, n&#176; 15/16, </i>29-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464563&pid=S0874-2049200900020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, I. C. (2000b). A import&#226;ncia da interven&#231;&#227;o precoce no actual contexto s&#243;cio-educativo. <i>Cadernos do CEACF, n&#176; 15/16,</i> 55-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464565&pid=S0874-2049200900020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, I. C., Felgueiras I., &#38; Pimentel, J. S. (1996). Algumas conclus&#245;es do estudo avaliativo sobre a implementa&#231;&#227;o do Programa Portage em Portugal. <i>Cadernos CEACF,</i> 13/14, 67-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464567&pid=S0874-2049200900020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bailey Jr., D. B. (1993). Working with families of children with special needs. In M. Wolery &#38; J. S. Wilbers (Eds.), <i>Including children with special needs in early intervention programs.</i> Washington: NAEYC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464569&pid=S0874-2049200900020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1999). <i>Early intervention in Portugal.</i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no &#226;mbito do Encontro <i>Excellence in Early Childhood Intervention.</i> Vasteras, Sweden (policopiado).</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (2003). Understanding functioning and disability in early childhood: Intervention theories and models.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464572&pid=S0874-2049200900020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Li&#231;&#227;o proferida no &#226;mbito do <i>International Program in Early Childhood Intervention</i> - Vasteras, Sweden, Junho 2003.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (2006). Mayday, Mayday. <i>Jornal das Letras,</i> 22 de Novembro-5 de Dezembro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464574&pid=S0874-2049200900020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (2007). <i>Parecer sobre o Despacho 891/99 e a Interven&#231;&#227;o Precoce em Portugal</i> (documento apresentado &#224;s autoridades em 2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464576&pid=S0874-2049200900020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J., &#38; Almeida, I. C. (2002). <i>Contributos para o estudo das pr&#225;ticas de Interven&#231;&#227;o Precoce em Portugal.</i> Lisboa: Departamento da Educa&#231;&#227;o B&#225;sica, NOEEE, ME.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464578&pid=S0874-2049200900020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J., &#38; Felgueiras, I. (1978). Contribui&#231;&#227;o para o estudo das crian&#231;as em risco. <i>An&#225;lise Psicol&#243;gica,</i> 31-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464580&pid=S0874-2049200900020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J., &#38; Felgueiras, I. (1987). Do Centro de Observa&#231;&#227;o M&#233;dico-Pedag&#243;gico (1967) &#224; Direc&#231;&#227;o e Servi&#231;os de Orienta&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Psicol&#243;gica (1987): Uma perspectiva de 20 anos de trabalho. <i>Cadernos DSOIP,</i> 11/12, 5-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464582&pid=S0874-2049200900020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brand&#227;o, T. (2009). <i>Relat&#243;rio relativo &#224; Licen&#231;a Sab&#225;tica.</i> FMH, UTL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464584&pid=S0874-2049200900020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1974). Developmental research, public policy and the ecology of childhood. <i>Child Development, 45,</i> 1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464586&pid=S0874-2049200900020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1975). Is early intervention effective? In M. Guttentar, &#38; F. Stuening (Eds.), <i>Handbook of Evaluation Research,</i> Vol. II. Beverly Hills, Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464588&pid=S0874-2049200900020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1979). <i>The ecology of human development: Experiments by nature and design.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464590&pid=S0874-2049200900020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Despacho Conjunto n&#176; 891/99. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, II s&#233;rie, n&#176; 244 de 19-10-99.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J. (1996). Early intervention in the USA: Programs, models and practices. In M. Brambring, H. Rauh &#38; A. Beemann (Eds.), <i>Early childhood intervention. </i>Berlin: Walter de Gruyter.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464593&pid=S0874-2049200900020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J. (2000). Revisiting &#8220;Rethinking early intervention&#8221;. <i>Topics in Early Childhood Special Education, 20</i> (2), 95-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464595&pid=S0874-2049200900020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J. (2005a). Framework for practicing evidence-based early childhood intervention and family support. <i>CASEinPoint</i>. Retirado em 20/02/07 <a href="http://fipp.oig/caseinpoint/caseinpointvol1no1.pdf" target="_blank">http://fipp.oig/caseinpoint/caseinpointvol1no1.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464597&pid=S0874-2049200900020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J. (2005b, Novembro). Interven&#231;&#227;o precoce baseada na evid&#234;ncia: O que &#233;? Como se faz? Comunica&#231;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464598&pid=S0874-2049200900020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#227;o apresentada no <i>IV Congresso Nacional de Interven&#231;&#227;o Precoce</i> - ANIP. Coimbra.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C., Johanson, C., Trivette, C., &#38; Hamby, D. (1991). Family-oriented early intervention policies and practices: Family-centred or not?. <i>Exceptional Children,</i> 58, 115-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464600&pid=S0874-2049200900020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., &#38; Trivette, C. M. (1994). Aims and principles of family support programs. In C. J. Dunst, C. M. Trivette, &#38; A. G. Deal (Eds.), <i>Supporting and strengthening families: Methods, strategies and practices.</i> Cambridge: Brookline Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464602&pid=S0874-2049200900020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., Trivette, C. M., &#38; Deal, A. G. (1988). <i>Enabling and empowering families: Principles and guidelines for practice</i>. Cambridge: Brookline Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464604&pid=S0874-2049200900020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C., Trivette, C. M., &#38; Deal, A. G. (1994). <i>Supporting and strengthening families: Methods, strategies and practices</i>. Cambridge: Brookline Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464606&pid=S0874-2049200900020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estudo epidemiol&#243;gico da defici&#234;ncia mental (1978). <i>Crian&#231;as em risco (Estudo pluridisciplinar de um grupo de crian&#231;as entre os 3 e os 7 anos do Concelho de Arruda dos Vinhos).</i> Lisboa, COoMp/MAS-IFAS 1978. 131 p.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Felgueiras, I. (1996). Modelos de interven&#231;&#227;o precoce em crian&#231;as com necessidades educativas especiais de educa&#231;&#227;o. <i>Cadernos CEACF,</i> 13/14, 23-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464609&pid=S0874-2049200900020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Felgueiras, I., Bairr&#227;o, J., &#38; Pimentel, J. S. (1987). O Programa de atendimento precoce a crian&#231;as deficientes na D.S.O.I.P. O Modelo Portage para Pais. <i>Cadernos DSOIP,</i> 11/12, 57-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464611&pid=S0874-2049200900020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Felgueiras, I., Carvalho, F., Almeida, I. C., Carvalho, L., Pereira, F., Breia, G., Jorge, A., &#38; Fernandes, J. B. (2006). Aplica&#231;&#227;o do Despacho Conjunto n.&#176; 891/99 e desenvolvimento da interven&#231;&#227;o precoce. Documento n&#227;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464613&pid=S0874-2049200900020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, M. O. A. (2001). <i>Subs&#237;dios para a caracteriza&#231;&#227;o de programas de Interven&#231;&#227;o Precoce implementados pelas equipas de apoios educativos na regi&#227;o de Tr&#225;s-os-Montes.</i> Disserta&#231;&#227;o de Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Educa&#231;&#227;o da Crian&#231;a. FPCEUP.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ferreira, M. E. V. (1994). <i>Interven&#231;&#227;o precoce e avalia&#231;&#227;o: Estudo introdut&#243;rio.</i> Disserta&#231;&#227;o de Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Educa&#231;&#227;o da Crian&#231;a. FPCEUP.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hanson, M. J., &#38; Bruder, M. B. (2001). Early intervention: Promises to keep. <i>Infants and Young Children, 13</i> (3), 47-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464617&pid=S0874-2049200900020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harbin, G. L., McWilliam, R. A., &#38; Gallagher, J. J. (2000). Services for young children with disabilities and their families. In S. J. Meisels &#38; J. P Shonkoff (Eds.), <i>Handbook of early intervention</i> (pp. 387-415). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464619&pid=S0874-2049200900020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mahoney, G., O&#8217;Sullivan, P., &#38; Dennenbaum, J. (1990a). Maternal perceptions of early intervention services: A scale for assessing family-focused intervention. <i>Topics in Early Childhood Special Education, 10</i> (1), 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464621&pid=S0874-2049200900020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McBride, S. L., Brotherson, M. J., Joanning, H., Whiddon, D., &#38; Demmit, A. (1993). Implementation of family-centred services: Perceptions of families and professionals. <i>Journal of Early Intervention, 17</i> (4), 414-430.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464623&pid=S0874-2049200900020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mitchell, D. R. (1991). <i>Scale for evaluating early intervention programs</i>. Hamilton: University of Waikato. Department of Education Studies.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464625&pid=S0874-2049200900020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mota, M. C. M. A. (2000). <i>Subs&#237;dios para o estudo das pr&#225;ticas em interven&#231;&#227;o precoce: Das pr&#225;ticas centradas na crian&#231;a &#224;s pr&#225;ticas centradas na fam&#237;lia. Que percurso?.</i> Disserta&#231;&#227;o de Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Educa&#231;&#227;o da Crian&#231;a. FPCEUP.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pimentel, J. (2009). Uma interven&#231;&#227;o precoce com base cient&#237;fica: Percurso na D.S.O.I.P com Joaquim Bairr&#227;o. In G. Portugal (Org.), <i>Ideias, projectos e inova&#231;&#227;o no mundo das inf&#226;ncias: O percurso e a presen&#231;a de Joaquim Bairr&#227;o, </i>(pp. 19-27). Aveiro. Theoria Poiesis Praxis. Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464628&pid=S0874-2049200900020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pimentel, J. S. (2003). A Escala de Interven&#231;&#227;o Focada na Fam&#237;lia: Estudo da sua valida&#231;&#227;o, <i>Psicologia,</i> Vol. XVII (1), 179-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464630&pid=S0874-2049200900020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pimentel, J. S. (2005). <i>Interven&#231;&#227;o focada na fam&#237;lia: Desejo ou realidade - Percep&#231;&#245;es de pais e profissionais sobre as pr&#225;ticas de apoio precoce a crian&#231;as com necessidades educativas especiais e suas fam&#237;lias.</i> Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilita&#231;&#227;o e Integra&#231;&#227;o da Pessoa com Defici&#234;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464632&pid=S0874-2049200900020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pinto, A. P., Grande, C., Novais, I., Ros&#225;rio, H., &#38; Barbieri <i>(2009).</i> Interven&#231;&#227;o Precoce: Uma abordagem dimensional do desenvolvimento humano. In G. Portugal (Org.), <i>Ideias, projectos e inova&#231;&#227;o no mundo das inf&#226;ncias: O percurso e a presen&#231;a de Joaquim Bairr&#227;o</i> (pp. 47-62). Aveiro. Theoria Poiesis Praxis. Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464634&pid=S0874-2049200900020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Roberts, R., &#38; Wasik, B. H. (1990). Home visiting programs for families with children birth to three: Results of a national survey. <i>Journal of Early Intervention,14</i> (3), 274-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464636&pid=S0874-2049200900020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sameroff, A. J., &#38; Chandler, M. J. (1975). Reproductive risk and the continuum of caretaking casualty. In F. D. Horowitz, M. Hetheringtoh, S. Scarr-Salapatek &#38; G. Siegel (Eds.), <i>Review of Child Development Research,</i> vol.4 (pp. 187-244). Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464638&pid=S0874-2049200900020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sameroff, A. J., &#38; Fiese, B. H. (1990). Transactional regulation and early intervention. In S. J. Meisels &#38; J. P. Shonkoff (Eds.), <i>Handbook of early intervention</i> (pp. 119-149). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464640&pid=S0874-2049200900020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shearer, M. S., &#38; Shearer, D. E. (1972). The Portage project: A model for early childhood Education. <i>Exceptional Children, 36,</i> 210-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464642&pid=S0874-2049200900020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simeonsson, R. (1998). Exceptional Child Development. Porto: Semin&#225;rio de Mestrado em Interven&#231;&#227;o Precoce. Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464644&pid=S0874-2049200900020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simeonsson, R. J., Huntington, G. S., McMillen, J. S., Haugh-Dodds, A. E., Halperin, D., Zipper, I. N., Leskinen, M., &#38; Langmeyer, D. B. (1996). Services for young children and families: Evaluating intervention cycles. <i>Infants and Young Children</i>, 9(2) 43-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464646&pid=S0874-2049200900020000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tegethof, M. I. C. A. (2007). <i>Estudos sobre a Interven&#231;&#227;o Precoce em Portugal: Ideias dos especialistas dos profissionais e das fam&#237;lias.</i> Disserta&#231;&#227;o de Doutoramento em Psicologia. FPCEUP.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>Public-Law 94-142 - Publica&#231;&#227;o, em 1975 nos Estados Unidos; esta legisla&#231;&#227;o veio reconhecer o direito a uma educa&#231;&#227;o p&#250;blica e adequada num meio natural, n&#227;o restritivo, &#224;s crian&#231;as com necessidades educativas especiais, a partir dos 6 anos. Previu, tamb&#233;m, o desenvolvimento de <i>Planos Educativos Individualizados (PEI),</i> que pressupunham j&#225; a participa&#231;&#227;o dos pais e real&#231;avam a import&#226;ncia dos servi&#231;os destinados a crian&#231;as dos 3 aos 6 anos, providenciando incentivos financeiros &#224; implementa&#231;&#227;o de respostas para as crian&#231;as desta faixa et&#225;ria (Tegethof, 2007).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>Servi&#231;o criado por J. Bairr&#227;o em 1967 no ent&#227;o Minist&#233;rio da Sa&#250;de e Assist&#234;ncia dentro do modelo franc&#234;s dos <i>&#8220;services m&#233;dico-pedagogiques</i>&#8221;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9">De 1967 a 1992, Joaquim Bairr&#227;o foi director do COOMP, posteriormente designado por Direc&#231;&#227;o de Servi&#231;os de Orienta&#231;&#227;o Psicol&#243;gica (DSOIP) e a partir de 1992 por Centro de Estudo e apoio &#224; Crian&#231;a e &#224; Fam&#237;lia (CEACF). Integrado no Centro Distrital de Seguran&#231;a Social de Lisboa, este servi&#231;o foi extinto recentemente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10">Este Projecto foi co-financiado pela Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian e foi desenvolvido pela equipa da DSOIP com a coordena&#231;&#227;o de J. Bairr&#227;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11">Para o efeito, recorreu-se &#224; utiliza&#231;&#227;o de uma <i>Taxa de Acelera&#231;&#227;o do Desenvolvimento </i>calculada com base na compara&#231;&#227;o das aquisi&#231;&#245;es da crian&#231;a no in&#237;cio e no fim do programa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a>(1) <i>Sinaliza&#231;&#227;o</i>; (2) <i>Reuni&#227;o de equipa:</i> a equipa do terreno procede ao preenchimento de uma ficha de sinaliza&#231;&#227;o e envia para a equipa da FPCEUP; (3) <i>Consulta Multidisciplinar de Interven&#231;&#227;o Precoce:</i> avalia&#231;&#227;o segundo o Modelo Arena contemplando alguns procedimentos do Modelo de Avalia&#231;&#227;o Transdisciplinar com base no jogo; (4) <i>S&#237;ntese, discuss&#227;o e planifica&#231;&#227;o</i>: as directrizes e as informa&#231;&#245;es recolhidas s&#227;o colocadas no Plano Educativo Individual e &#233; delineado um Plano Individualizado de Apoio &#224; Fam&#237;lia (PIAF) em colabora&#231;&#227;o com a fam&#237;lia; (5) <i>Supervis&#227;o</i>: discuss&#227;o semanal dos casos em processo de atendimento, assegurada por uma das psic&#243;logas com forma&#231;&#227;o espec&#237;fica em IP e pertencente &#224; FPCEUP; (6) <i>Consulta Multidisciplinar de Interven&#231;&#227;o Precoce de Reavalia&#231;&#227;o: </i>destinada a obter informa&#231;&#227;o que permita a optimiza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas subsequentes inclui tr&#234;s vertentes (a) a satisfa&#231;&#227;o das fam&#237;lias (b) a reflex&#227;o da equipa de profissionais e (c) os resultados obtidos junto de cada crian&#231;a e fam&#237;lia; (7) <i>Consulta para a fam&#237;lia:</i> quando o respons&#225;vel pelo caso ou a fam&#237;lia manifestam necessidade de novo contacto com a equipa de avalia&#231;&#227;o s&#227;o agendadas sess&#245;es de consultoria; (8) <i>Avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o em contexto:</i> o docente especializado do ME pertencente &#224; equipa, realiza avalia&#231;&#245;es das crian&#231;as e das fam&#237;lias em contextos naturais, estabelece liga&#231;&#227;o entre os diferentes contextos educativos e de socializa&#231;&#227;o da crian&#231;a (casa, Jardim de inf&#226;ncia, ...) e colabora no desenho dos programas de interven&#231;&#227;o; (9) <i>Val&#234;ncia de forma&#231;&#227;o cont&#237;nua</i>: &#233; realizada a dois n&#237;veis (a) reuni&#227;o de trabalho/forma&#231;&#227;o quinzenal com os docentes de apoio, assegurada pelos coordenadores da equipa, de modo a abordar temas em fun&#231;&#227;o das necessidades da equipa alargada e (b) semin&#225;rios no &#226;mbito de forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada na FPCEUP.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a>Este projecto desenvolvido pela CERCI Gaia, contava com uma equipa multidisciplinar, e encontra-se agora a funcionar ao abrigo do DC 891/99 e da Portaria 1102/97; al&#237;nea c).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14">Para o efeito utilizou-se a vers&#227;o adaptada para uma amostra da popula&#231;&#227;o portuguesa por Pimentel (2003) da &#8220;Family Focused Intervention Scale&#8221; de Mahoney O&#8217;Sullivan e Dennenbaum (l990).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15">Para o efeito foi utilizado um question&#225;rio concebido por Pimentel (2005), com base nos instrumentos usados por Roberts e Wasik (1990) e por Mitchell (1991) e preenchido pelos coordenadores de todos os servi&#231;os.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16">Estes dados foram recolhidos atrav&#233;s de entrevistas semi-estruturadas, com gui&#245;es paralelos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17">Este estudo utilizou um desenho de modelo misto paralelo, que recorreu em simult&#226;neo a abordagens qualitativas e quantitativas, dentro das v&#225;rias fases da investiga&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18">Uma institui&#231;&#227;o situada na cidade de Lisboa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19">No seu Relat&#243;rio relativo &#224; Licen&#231;a Sab&#225;tica, Brand&#227;o (2009) d&#225;-nos conta que <i>&#8220;A prop&#243;sito do &#34;estado da arte&#34; da Interven&#231;&#227;o Precoce em Portugal e da prepara&#231;&#227;o, para publica&#231;&#227;o, de nova legisla&#231;&#227;o em IP (a agora denominada Decreto-Lei n.&#176; 281/2009 de 6 de Outubro), e ainda, na sequ&#234;ncia de documento conjunto enviado, em 16 de Julho de 2007, por um grupo de especialistas e investigadores na mat&#233;ria - Prof. Doutor Joaquim Bairr&#227;o (Universidade do Porto), Prof. Doutora Teresa Brand&#227;o (Universidade T&#233;cnica de Lisboa), Prof. Doutora J&#250;lia Serpa Pimentel (ISPA), Prof. Doutora Ana Serrano (Universidade do Minho) e Dr. Jos&#233; Boavida (ANIP) - os signat&#225;rios foram recebidos em audi&#231;&#227;o por S<sup>a</sup> Exc., Secret&#225;ria de Estado Adjunta e da Reabilita&#231;&#227;o, Dra. Id&#225;lia Moniz, no dia 5 de Setembro de 2007; Sr. Secret&#225;rio de Estada da Educa&#231;&#227;o, Dr. Walter Lemos, no dia 24 de Setembro de 2007; Sr. Presidente do ISS-IP - Dr. Edmundo Martinho, dia 15 de Outubro de 2007.&#8221;</i></font></p>       ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução das teorias e modelos de intervenção precoce: Caracterização de uma prática de qualidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos do CEACF]]></source>
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<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. C.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A importância da intervenção precoce no actual contexto sócio-educativo]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos do CEACF]]></source>
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