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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[From 1992 to 2007 Joaquim Bairrao coordinated several studies in the Faculty of Psychology and Educational Sciences of Porto University that originated a body of knowledge on different types of characteristics of early child care and education settings and about the relation between such characteristics and child development. The purpose of this paper is to enlighten the research path of the team he coordinated in the field of quality of preschool education and care. The Early Child Care and Education Study (1992-1998) stands out as the precursor of forthcoming studies. Data from subsequent studies developed by the team are also referred. Results and their meaning in the present context of preschool education are discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>Qualidade em educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Quality in Preschool Education</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Teresa Leal<sup>1</sup>; Ana Madalena Gamelas<sup>2</sup>; Isabel Abreu-Lima<sup>3</sup>; Joana Cadima<sup>4</sup>; Carla Peixoto<sup>5</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No per&#237;odo de 1992 a 2007 Joaquim Bairr&#227;o, na Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto, coordenou v&#225;rios estudos que produziram um conjunto de conhecimentos sobre diferentes tipos de caracter&#237;sticas de contextos de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar e sobre a rela&#231;&#227;o entre essas caracter&#237;sticas e o desenvolvimento das crian&#231;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este artigo pretende ilustrar o percurso de investiga&#231;&#227;o da equipa coordenada por Joaquim Bairr&#227;o na &#225;rea da qualidade em educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar. Salientamos nesta ilustra&#231;&#227;o o estudo que marca o in&#237;cio deste percurso, o <i>Estudo Internacional sobre Educa&#231;&#227;o e Cuidados de Crian&#231;as em Idade Pr&#233;-Escolar</i> (1992-1998), sendo ainda apresentados resultados de alguns estudos subsequentes desenvolvidos pela equipa. &#201; efectuada uma reflex&#227;o sobre o conjunto de dados obtidos, discutindo-se o seu significado no contexto actual da educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, contextos, qualidade, desenvolvimento infantil</font></p>  <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">From 1992 to 2007 Joaquim Bairrao coordinated several studies in the Faculty of Psychology and Educational Sciences of Porto University that originated a body of knowledge on different types of characteristics of early child care and education settings and about the relation between such characteristics and child development.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">The purpose of this paper is to enlighten the research path of the team he coordinated in the field of quality of preschool education and care. The Early Child Care and Education Study (1992-1998) stands out as the precursor of forthcoming studies. Data from subsequent studies developed by the team are also referred. Results and their meaning in the present context of preschool education are discussed.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: preschool education and care, settings, quality, child development</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana" size="2"><b>Qualidade em Educa&#231;&#227;o Pr&#233;-Escolar</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A literatura sobre educa&#231;&#227;o e desenvolvimento de crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar tem tido, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, como tema recorrente, a import&#226;ncia da qualidade dos contextos educativos para o desenvolvimento das crian&#231;as. T&#234;m surgido diferentes reflex&#245;es sobre indicadores de qualidade em contextos de educa&#231;&#227;o de inf&#226;ncia e s&#227;o in&#250;meros os estudos que abordam a rela&#231;&#227;o entre esses indicadores e o desenvolvimento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considerando que um contexto educativo de qualidade &#233; aquele que pode ter impacto positivo no desenvolvimento das crian&#231;as, v&#225;rios autores (e.g., Bairr&#227;o, 1998; Cryer, 1999; Rossbach, Clifford, &#38; Harms, 1991) t&#234;m procurado distinguir e enquadrar conceptualmente um conjunto de caracter&#237;sticas dos contextos pr&#233;-escolares que possam ser aceites como indicadores da sua qualidade geral. Estes autores distinguem dois grandes grupos de vari&#225;veis. As <i>vari&#225;veis de estrutura</i> dizem respeito &#224;s caracter&#237;sticas f&#237;sicas e ambientais dos contextos, &#224;s caracter&#237;sticas das pessoas que neles actuam e ainda &#224;s atitudes e cren&#231;as dessas mesmas pessoas. As <i>vari&#225;veis de processo </i>incluem, predominantemente, as interac&#231;&#245;es da crian&#231;a com os adultos ou com os seus iguais. Estes dois tipos de caracter&#237;sticas n&#227;o devem ser vistos de forma isolada, pois interagem dinamicamente, mas ser&#227;o as caracter&#237;sticas de processo que efectivamente determinam os n&#237;veis de qualidade com impacto no desenvolvimento das crian&#231;as (Rossbach, Clifford, &#38; Harms, 1991; Tietze, Bairr&#227;o, Leal, &#38; Rossbach, 1998). A integra&#231;&#227;o destes dois tipos de vari&#225;veis pode ser verificada num dos instrumentos de avalia&#231;&#227;o do ambiente em educa&#231;&#227;o de inf&#226;ncia mais amplamente utilizado na investiga&#231;&#227;o desta &#225;rea, a <i>Early Childhood Environment Rating Scale</i> (ECERS; Harms &#38; Clifford, 1980; ECERS-R; Harms, Clifford, &#38; Cryer, 1998).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o sobre contextos educativos para crian&#231;as dos 0 aos 6 anos tem indicado rela&#231;&#245;es positivas entre a qualidade dos contextos educativos e os resultados desenvolvimentais das crian&#231;as. Destacamos tr&#234;s estudos longitudinais de grande magnitude que t&#234;m servido de refer&#234;ncia para a investiga&#231;&#227;o neste dom&#237;nio: o <i>Cost, Quality and Outcomes Study</i> (Peisner-Feinberg <i>et al.,</i> 2000), o <i>NICHD Early Child Care Research Network Study </i>(NICHD Early Childcare Research Network, 2005) e o <i>Effective Provision of Pre-School Education (EPPE) Project</i> (Sylva, Melhuish, Sammons, Siraj-Blatchford, &#38; Taggart, 2004). Os resultados destes estudos indicam que a qualidade dos contextos pr&#233;-escolares se relaciona positivamente com o desenvolvimento de compet&#234;ncias cognitivas e de linguagem e com o desenvolvimento de compet&#234;ncias s&#243;cio-comportamentais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto tem vindo a desenvolver, desde 1986, alguns estudos neste &#226;mbito, cujos resultados permitem algumas reflex&#245;es sobre a situa&#231;&#227;o de cuidados em crian&#231;as de idade pr&#233;-escolar no nosso pa&#237;s.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Desses trabalhos destacamos o <i>Estudo Internacional sobre Educa&#231;&#227;o e Cuidados de Crian&#231;as em Idade Pr&#233;-Escolar,</i> que decorreu entre 1992 e 1998 e que envolveu quatro pa&#237;ses europeus (Alemanha, &#193;ustria, Espanha e Portugal) e quatro estados dos Estados Unidos da Am&#233;rica. Teve como objectivo principal estudar a diversidade e a qualidade das experi&#234;ncias educativas das crian&#231;as dos tr&#234;s aos seis anos em diferentes contextos de socializa&#231;&#227;o, bem como analisar o impacto dessas experi&#234;ncias no desenvolvimento das crian&#231;as e na qualidade de vida das fam&#237;lias. Proporcionou um v&#225;lido quadro de refer&#234;ncia, utilizando os conceitos de estrutura, processo e qualidade, para o estudo desses contextos e disponibilizou instrumentos que vieram a ser aplicados e adaptados em projectos ulteriores.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este projecto marcou o in&#237;cio do percurso de investiga&#231;&#227;o da equipa coordenada por Joaquim Bairr&#227;o na &#225;rea da qualidade em educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, proporcionando informa&#231;&#245;es de &#226;mbito alargado sobre as caracter&#237;sticas dos contextos de socializa&#231;&#227;o (jardim-de-inf&#226;ncia e fam&#237;lia) de crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar. &#201; nosso objectivo relatar os principais resultados desse projecto com base nos trabalhos cient&#237;ficos elaborados &#224; data (Bairr&#227;o, Leal, Fontes, &#38; Gamelas, 1999; ECCE Study-Group, 1997; Leal, Gamelas, Fontes, &#38; Bairr&#227;o, 1999), referindo ainda dados obtidos em alguns estudos subsequentes desenvolvidos pela equipa na &#225;rea da qualidade em Educa&#231;&#227;o de Inf&#226;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Contributos do Estudo Internacional sobre Educa&#231;&#227;o e Cuidados para Crian&#231;as em Idade Pr&#233;-Escolar (ECCE)</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Descri&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas estruturais dos jardins-de-inf&#226;ncia</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A amostra portuguesa era constitu&#237;da por 88 jardins-de-inf&#226;ncia, 44 da regi&#227;o Norte e 44 da regi&#227;o Sul do Pa&#237;s, considerando-se, em cada regi&#227;o, uma zona metropolitana e outra n&#227;o metropolitana. Foram inclu&#237;dos na amostra jardins-de-inf&#226;ncia p&#250;blicos, particulares sem fins lucrativos e particulares com fins lucrativos. Em cada um desses jardins foi seleccionada uma sala-alvo, e em cada sala foram escolhidas, aleatoriamente, quatro crian&#231;as nascidas em 1989. Obteve-se assim uma amostra de 345 crian&#231;as e respectivas fam&#237;lias.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A recolha de dados decorreu no ano lectivo de 1993/94. Nessa altura, as institui&#231;&#245;es privadas estavam geralmente preparadas para receber mais crian&#231;as, de uma faixa et&#225;ria mais alargada, por um per&#237;odo mais longo. Os jardins-de-inf&#226;ncia p&#250;blicos tinham um per&#237;odo de funcionamento di&#225;rio de cinco horas e eram frequentemente constitu&#237;dos por uma &#250;nica sala de actividades, frequentada por crian&#231;as entre os 3 e os 6 anos, dando prioridade ao atendimento de crian&#231;as mais velhas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As institui&#231;&#245;es privadas sem fins lucrativos eram aquelas que apresentavam listas de espera mais longas, indicando a clara prefer&#234;ncia das fam&#237;lias relativamente a estes jardins-de-inf&#226;ncia. O per&#237;odo de funcionamento mais alargado e a cobertura de mais faixas et&#225;rias possivelmente justificavam essa escolha e sugeriam a necessidade de os jardins-de-inf&#226;ncia p&#250;blicos adaptarem as suas respostas &#224;s necessidades das fam&#237;lias.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em todos os jardins-de-inf&#226;ncia observados no &#226;mbito do ECCE foi identificada uma educadora por sala. No entanto, alguns aspectos problem&#225;ticos emergiram, pois algumas educadoras estavam completamente sozinhas com o grupo, sem qualquer apoio, verificando-se alguns r&#225;cios adulto-crian&#231;a cr&#237;ticos (e.g., 1 adulto para 36 crian&#231;as). Essas situa&#231;&#245;es eram mais frequentes em jardins-de-inf&#226;ncia privados com fins lucrativos. Relativamente &#224; dimens&#227;o das salas, salientou-se o facto de 45% das salas observadas disporem de menos de dois metros quadrados por crian&#231;a, sendo os jardins-de-inf&#226;ncia com fins lucrativos aqueles que apresentavam a propor&#231;&#227;o mais elevada de salas nessas circunst&#226;ncias (cerca de 75%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados apontavam para a necessidade de um sistema de inspec&#231;&#227;o para controlo de situa&#231;&#245;es cr&#237;ticas e supervis&#227;o da ac&#231;&#227;o educativa. Saliente-se que 37 dos 88 jardins-de-inf&#226;ncia reportaram n&#227;o terem recebido qualquer visita de inspec&#231;&#227;o ou apoio ao longo de dois anos lectivos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Avalia&#231;&#227;o da qualidade de caracter&#237;sticas estruturais e de processo dos jardins-de-inf&#226;ncia</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O ECCE recorreu &#224; Escala de Avalia&#231;&#227;o do Ambiente em Educa&#231;&#227;o de Inf&#226;ncia (ECERS; Harms &#38; Clifford, 1980) para descrever a qualidade dos jardins-de-inf&#226;ncia. Esta escala &#233; constitu&#237;da por 37 itens sendo cada item avaliado numa escala de 7 pontos, em que 1 significa uma situa&#231;&#227;o inadequada, 3 uma situa&#231;&#227;o em que existem as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas, 5 a exist&#234;ncia de boas condi&#231;&#245;es e 7 condi&#231;&#245;es excelentes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos com base na ECERS indicaram um n&#237;vel de qualidade relativamente homog&#233;neo nos diferentes tipos de jardim. Grande parte dos jardins-de-inf&#226;ncia portugueses revelou um n&#237;vel de qualidade interm&#233;dio, em que pouco mais do que condi&#231;&#245;es m&#237;nimas de fUncionamento eram asseguradas<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>. Na amostra observada, nenhum jardim-de-inf&#226;ncia obteve valores inferiores a 3. Os valores mais baixos situaram-se entre 3 e 3.59 havendo 8% de jardins com notas neste intervalo. Considerando que uma nota superior a 4.6 indicava condi&#231;&#245;es adequadas ao desenvolvimento, foi poss&#237;vel identificar 20% de salas com boa qualidade. No entanto, apenas tr&#234;s por cento dos jardins-de-inf&#226;ncia obteve uma nota igual ou superior a 5. Se, por um lado, a aus&#234;ncia de salas com qualidade inadequada era um aspecto a valorizar, por outro n&#227;o podia ser negligenciado o facto de haver t&#227;o poucas salas com condi&#231;&#245;es adequadas ao desenvolvimento das crian&#231;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, os n&#237;veis de qualidade homog&#233;nea encontrados camuflavam, de facto, diferen&#231;as relevantes entre jardins-de-inf&#226;ncia de zonas geogr&#225;ficas distintas. Jardins-de-inf&#226;ncia situados na zona norte n&#227;o metropolitana obtiveram notas significativamente mais baixas que os jardins-de-inf&#226;ncia da zona sul n&#227;o metropolitana<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>. Note-se que as duas zonas n&#227;o metropolitanas apresentavam caracter&#237;sticas diferentes em termos de localiza&#231;&#227;o, estando a zona norte em causa situada no interior do Pa&#237;s, enquanto a zona sul se situava no litoral. Considerando as reconhecidas diferen&#231;as entre o litoral e o interior do Pa&#237;s, os resultados encontrados sugeriam que a qualidade dos jardins-de-inf&#226;ncia portugueses pudesse ser mais heterog&#233;nea do que a revelada por este estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A qualidade do ambiente das fam&#237;lias das crian&#231;as que frequentavam os jardins-de-inf&#226;ncia foi analisada em fun&#231;&#227;o de quatro grupos de jardins-de-inf&#226;ncia: p&#250;blicos metropolitanos, p&#250;blicos n&#227;o metropolitanos, privados com fins lucrativos e privados sem fins lucrativos. A avalia&#231;&#227;o da qualidade foi efectuada com base na <i>Home Observation for Measurement of the Environment</i> (HOME; Caldwell &#38; Bradley, 1984) na vers&#227;o para crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar. Os resultados indicaram que os quatro grupos de jardins-de-inf&#226;ncia eram frequentados por crian&#231;as provenientes de fam&#237;lias com caracter&#237;sticas diferentes. Fam&#237;lias de crian&#231;as a frequentar jardins-de-inf&#226;ncia privados com fins lucrativos obtiveram resultados significativamente mais elevados que fam&#237;lias de crian&#231;as a frequentar os restantes jardins. Foram as fam&#237;lias de crian&#231;as a frequentar jardins-de-inf&#226;ncia n&#227;o metropolitanos que obtiveram os resultados mais baixos. Recorde-se que as crian&#231;as em jardins-de-inf&#226;ncia n&#227;o metropolitanos situados no interior do</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pa&#237;s frequentavam salas com n&#237;veis de qualidade inferior. Este facto apontou para a necessidade de desenvolvimento de medidas sociais e educativas espec&#237;ficas para estas regi&#245;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Rela&#231;&#245;es com o desenvolvimento das crian&#231;as</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com o objectivo de avaliar o desenvolvimento das crian&#231;as recorreu-se, entre outras medidas, ao <i>Peabody Picture Vocabulary Test</i> (PPVT-R; Dunn, 1986) que avaliou o vocabul&#225;rio receptivo, e &#224;s <i>Vineland Adaptive Behaviour Scales</i> (Sparrow, Balla, &#38; Cicchetti, 1984), que avaliaram o comportamento adaptativo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">An&#225;lises comparativas internacionais confirmaram a fam&#237;lia como o contexto de socializa&#231;&#227;o que mais se relacionava com o desenvolvimento da crian&#231;a. Foi encontrada uma associa&#231;&#227;o significativa entre caracter&#237;sticas dos contextos pr&#233;-escolares e o desenvolvimento das crian&#231;as, embora com um impacto menor do que aquele encontrado para a fam&#237;lia (ECCE Study-Group, 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">An&#225;lises a n&#237;vel nacional pretenderam estudar algumas destas rela&#231;&#245;es de modo mais detalhado, no sentido de analisar a influ&#234;ncia de algumas vari&#225;veis ligadas &#224; crian&#231;a (idade, sexo) e aos contextos jardim-de-inf&#226;ncia (n&#250;mero de anos de frequ&#234;ncia no jardim de inf&#226;ncia, n&#250;mero de adultos e de crian&#231;as na sala, &#225;rea da sala, nota global da ECERS) e fam&#237;lia (escolaridade da m&#227;e e do pai, nota global da HOME) na determina&#231;&#227;o das notas obtidas no PPVT-R e nas escalas Vineland. A qualidade da fam&#237;lia, avaliada pela HOME, evidenciou-se como o melhor preditor do desenvolvimento da crian&#231;a. Essa rela&#231;&#227;o demonstrou ser mais forte com os resultados de vocabul&#225;rio receptivo do que com o comportamento adaptativo. A rela&#231;&#227;o entre HOME e PPVT-R mantinha-se quando se considerava apenas o grupo de crian&#231;as com pais de n&#237;vel educativo baixo (com quatro ou menos anos de escolaridade). Neste subgrupo, aparentemente homog&#233;neo, seria de esperar um leque restrito de notas na HOME, o que, de facto, n&#227;o aconteceu, sugerindo que as crian&#231;as com pais de n&#237;vel educativo baixo podiam pertencer a fam&#237;lias com n&#237;veis de qualidade educativa diferentes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao contr&#225;rio do esperado, a qualidade educativa dos jardins-de-inf&#226;ncia n&#227;o mostrou ter impacto no desenvolvimento das crian&#231;as<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>. Os n&#237;veis baixos de qualidade e a relativa homogeneidade dos resultados encontrados poder&#227;o justificar essa situa&#231;&#227;o. &#201; de salientar, no entanto, o efeito do n&#250;mero de anos de frequ&#234;ncia de jardim-de-inf&#226;ncia no comportamento adaptativo das crian&#231;as: crian&#231;as de quatro anos que frequentavam o jardim-de-inf&#226;ncia pelo segundo ano manifestavam um melhor desenvolvimento do que aquelas que o frequentavam pela primeira vez. Os resultados indicaram a presen&#231;a de uma rela&#231;&#227;o com o grupo total e um impacto mais forte no grupo de crian&#231;as com pais de n&#237;vel educativo mais baixo, sugerindo uma certa fun&#231;&#227;o compensat&#243;ria da educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar em crian&#231;as em desvantagem.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados encontrados salientaram a necessidade de melhorar a qualidade dos contextos de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar para que um efeito no desenvolvimento das crian&#231;as fosse alcan&#231;ado. O forte impacto das caracter&#237;sticas familiares no desenvolvimento da crian&#231;a mostrou que apenas uma educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar de alta qualidade seria capaz de introduzir alguma mudan&#231;a nas traject&#243;rias de desenvolvimento de crian&#231;as provenientes de fam&#237;lias em desvantagem. Considerando o papel fundamental da fam&#237;lia no desenvolvimento das crian&#231;as, foi evidente a necessidade de investir a v&#225;rios n&#237;veis. Al&#233;m de medidas de promo&#231;&#227;o da qualidade da educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar formal, seriam tamb&#233;m essenciais medidas de apoio &#224; promo&#231;&#227;o da qualidade de vida das fam&#237;lias de crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Novos trabalhos da equipa num novo contexto de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nos anos imediatamente subsequentes &#224; realiza&#231;&#227;o do ECCE, o sistema de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar sofreu mudan&#231;as consider&#225;veis que ser&#225; importante salientar. Em 1997 foi publicada a <i>Lei-Quadro da Educa&#231;&#227;o Pr&#233;-Escolar</i> que consagrou a educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar como a primeira etapa da educa&#231;&#227;o b&#225;sica, sendo complementar da ac&#231;&#227;o educativa da fam&#237;lia. Foi criada a rede nacional de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar que passou a integrar estabelecimentos p&#250;blicos, privados e de solidariedade social. A tutela pedag&#243;gica foi claramente assumida pelo Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o. Foram definidas como zonas priorit&#225;rias no alargamento da rede aquelas onde n&#227;o existiam infra-estruturas de atendimento e tamb&#233;m zonas de risco de exclus&#227;o social e escolar, zonas afectadas por elevados &#237;ndices de insucesso escolar e &#225;reas urbanas de elevada densidade populacional. Foram preparados v&#225;rios diplomas regulamentando crit&#233;rios para a expans&#227;o da rede (e.g., defini&#231;&#227;o de crit&#233;rios pedag&#243;gicos e t&#233;cnicos para a instala&#231;&#227;o de estabelecimentos de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, orienta&#231;&#245;es quanto ao equipamento m&#237;nimo de qualquer estabelecimento de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar) (ME, 1997a). Foram publicadas, ainda em 1997, as Orienta&#231;&#245;es Curriculares para a Educa&#231;&#227;o Pr&#233;-Escolar (OCEPE), que &#8220;constituem um conjunto de princ&#237;pios para apoiar o educador nas decis&#245;es sobre a sua pr&#225;tica, ou seja, para conduzir o processo educativo&#8221; (ME, 1997b, p. 13).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O contexto de mudan&#231;a, que caracterizou os finais dos anos 90, justificou que novos estudos fossem pensados e implementados, permitindo uma actualiza&#231;&#227;o do &#8220;estado de arte&#8221;, bem como a monitoriza&#231;&#227;o da implementa&#231;&#227;o das novas medidas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De facto, tendo em conta os resultados obtidos pelo ECCE, as mudan&#231;as preconizadas pela Lei-Quadro, e os avan&#231;os no conhecimento sobre a natureza e os efeitos da educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, foram elaborados diferentes projectos abordando tem&#225;ticas como a inclus&#227;o, a transi&#231;&#227;o para o primeiro ciclo e o desenvolvimento das crian&#231;as em &#225;reas espec&#237;ficas (literacia, numeracia e compet&#234;ncias sociais).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No ano lectivo de 1999/2000 foram observadas 23 salas de jardins-de-inf&#226;ncia, com o objectivo geral de descrever a ecologia das experi&#234;ncias vividas pelas crian&#231;as com incapacidades inclu&#237;das em contextos educativos regulares. A qualidade global, enquanto avaliada pela ECERS (Harms &#38; Clifford, 1980), indicou condi&#231;&#245;es m&#237;nimas de funcionamento. Verificaram-se aspectos de qualidade inadequada no que diz respeito aos recursos da sala para crian&#231;as com incapacidades, enquanto avaliados pela ECERS <i>Recursos para crian&#231;as com NEE</i> (Harms, Clifford, &#38; Bailey, 1986). Essa inadequa&#231;&#227;o foi particularmente not&#243;ria nos itens que avaliavam o grau de modifica&#231;&#227;o das tarefas e actividades, a provis&#227;o de oportunidades para a crian&#231;a aprender e praticar compet&#234;ncias e o modo pelo qual os adultos promoviam a comunica&#231;&#227;o das crian&#231;as com incapacidades. Verificou-se ainda que estas crian&#231;as passavam mais tempo sozinhas, e sem realizar qualquer actividade, do que os seus pares com desenvolvimento normal (Gamelas, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Resultados equivalentes sobre a qualidade global foram encontrados num outro estudo sobre contextos pr&#233;-escolares inclusivos. Os dados obtidos com a ECERS-R (Harms, Clifford, &#38; Cryer, 1998) num conjunto de 60 salas de jardins-de-inf&#226;ncia avaliadas em 2006, mostraram novamente a exist&#234;ncia de pouco mais do que condi&#231;&#245;es m&#237;nimas. Contudo, neste conjunto de salas, seleccionadas na &#225;rea do Grande Porto, os jardins-de-inf&#226;ncia p&#250;blicos obtinham notas de qualidade significativamente mais altas do que os jardins-de-inf&#226;ncia privados (com e sem fins lucrativos) (Gamelas &#38; Leal, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com o objectivo geral de analisar a import&#226;ncia das experi&#234;ncias pr&#233;-escolares e dos primeiros anos de escolaridade no desenvolvimento acad&#233;mico e social, este conjunto de 60 salas de jardim-de-inf&#226;ncia foi ponto de partida para um outro projecto. Em cada sala foram seleccionadas cerca de 4 crian&#231;as nascidas em 2000 e 2001, tendo participado no estudo, no ano lectivo de 2005/2006, um total de 215 crian&#231;as<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>. Pretendeu-se relacionar compet&#234;ncias das crian&#231;as com caracter&#237;sticas dos contextos educativos por elas frequentados, desde o Pr&#233;-escolar at&#233; ao 1&#176; Ciclo do Ensino B&#225;sico (CEB). As crian&#231;as foram avaliadas a n&#237;vel das suas compet&#234;ncias de literacia, numeracia e sociais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos permitiram identificar associa&#231;&#245;es positivas entre a qualidade do ambiente pr&#233;-escolar, enquanto avaliada pela ECERS-R, e o desenvolvimento de algumas compet&#234;ncias de literacia emergente, nomeadamente, vocabul&#225;rio, conceitos sobre a escrita e consci&#234;ncia fonol&#243;gica. Foi ainda identificada uma associa&#231;&#227;o positiva entre a qualidade do ambiente educativo e o desenvolvimento de compet&#234;ncias sociais. De salientar que o n&#237;vel educativo materno demonstrou estar significativamente associado a todas as medidas acad&#233;micas e cognitivas da crian&#231;a. Contrariamente &#224;s nossas expectativas, n&#227;o foi evidente um efeito acrescido da qualidade dos contextos educativos sobre o desenvolvimento das crian&#231;as de n&#237;veis socioeducativos mais baixos. Para a aus&#234;ncia desta rela&#231;&#227;o poder&#225; ter contribu&#237;do a relativa homogeneidade, situada a n&#237;vel das condi&#231;&#245;es m&#237;nimas, dos resultados de avalia&#231;&#227;o da qualidade dos jardins-de-inf&#226;ncia (Abreu-Lima, Leal, Cadima, &#38; Gamelas, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Reflex&#245;es finais</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com base nos estudos que a equipa tem vindo a realizar continua a manter-se a dificuldade em encontrar, no nosso pa&#237;s, contextos pr&#233;-escolares com condi&#231;&#245;es de qualidade adequadas ao desenvolvimento. A avalia&#231;&#227;o dessas condi&#231;&#245;es foi feita, numa primeira fase, com base na ECERS e, actualmente, com base na ECERS-R. Havendo correspond&#234;ncia entre os aspectos considerados por este instrumento e a intencionalidade educativa preconizada pelas OCEPE (Bairr&#227;o, <i>et al.,</i> 2006b), a n&#237;vel da <i>Organiza&#231;&#227;o do ambiente educativo</i> e a n&#237;vel das <i>&#193;reas de conte&#250;do,</i> coloca-se a quest&#227;o de saber de que forma essa intencionalidade tem vindo a ser integrada pelos educadores nas experi&#234;ncias educativas que s&#227;o disponibilizadas &#224;s crian&#231;as em contexto de jardim-de-inf&#226;ncia. A promo&#231;&#227;o da qualidade passar&#225; por um maior investimento em aspectos de natureza estrutural (e.g., equipamento de motricidade global adequado ao n&#250;mero de crian&#231;as e &#224; sua idade; material disponibilizado nas salas para a realiza&#231;&#227;o de actividades de jogo dram&#225;tico, natureza/ci&#234;ncia, matem&#225;tica), mas os n&#237;veis de qualidade com impacto no desenvolvimento ser&#227;o determinados pela natureza das interac&#231;&#245;es, tendo aqui o educador o papel fundamental. Num inqu&#233;rito de &#226;mbito nacional, realizado por uma equipa coordenada por Joaquim Bairr&#227;o (Bairr&#227;o, <i>et al., </i>2006a), diferentes necessidades (documenta&#231;&#227;o de apoio, materiais/equipamentos, forma&#231;&#227;o) foram apontadas pelos educadores, quer a n&#237;vel das &#225;reas de conte&#250;do das OCEPE, quer a n&#237;vel de aspectos transversais &#224; gest&#227;o educativa (e.g., trabalho com fam&#237;lias, avalia&#231;&#227;o). O conjunto de aspectos destacados neste inqu&#233;rito contribuem para refor&#231;ar as preocupa&#231;&#245;es expressas nos estudos que temos vindo a citar sobre a oferta de qualidade proporcionada pelos contextos de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar em Portugal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste inqu&#233;rito salientou-se o esfor&#231;o dos educadores na procura de forma&#231;&#227;o em &#225;reas directamente relacionadas com a sua pr&#225;tica educativa, bem como a opini&#227;o generalizada sobre a necessidade de uma maior operacionaliza&#231;&#227;o das inten&#231;&#245;es formuladas nas OCEPE. A recente divulga&#231;&#227;o, pela Direc&#231;&#227;o-Geral de Inova&#231;&#227;o e de Desenvolvimento Curricular do Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o, de cinco brochuras nas &#225;reas de conte&#250;do <i>Express&#227;o e Comunica&#231;&#227;o</i> (Dom&#237;nio da linguagem oral e abordagem &#224; escrita; Dom&#237;nio da matem&#225;tica) e <i>Conhecimento do Mundo</i> s&#227;o j&#225; um passo no sentido de dar resposta a estas solicita&#231;&#245;es. Esperado &#233; tamb&#233;m um esfor&#231;o de investimento num quadro de articula&#231;&#227;o comum, envolvendo educadores, formadores, investigadores, e decisores pol&#237;ticos, que leve &#224; implementa&#231;&#227;o efectiva de pr&#225;ticas adequadas ao desenvolvimento em crian&#231;as de idade pr&#233;-escolar.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abreu-Lima, I., Leal, T., Cadima, J., &#38; Gamelas, A. M. (2008). <i>Predicting child outcomes from preschool quality.</i> Submetido para publica&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464767&pid=S0874-2049200900020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1998). O que &#233; a qualidade em Portugal. In Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (Ed.), <i>Qualidade e projecto na educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar.</i> Lisboa: Departamento de Educa&#231;&#227;o B&#225;sica/Gabinete para a Expans&#227;o e Desenvolvimento da Educa&#231;&#227;o Pr&#233;-escolar do Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464769&pid=S0874-2049200900020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J., Abreu-Lima, I., Leal, T., Gamelas, A. M., Cadima, J., Silva, P., <i>et al.</i> (2006a). <i>Caracteriza&#231;&#227;o dos contextos de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar: Inqu&#233;rito extensivo</i> (Relat&#243;rio final apresentado ao Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o/DGIDC). Porto, Portugal: Universidade do Porto, Centro de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464771&pid=S0874-2049200900020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J., Abreu-Lima, I., Leal, T., Gamelas, A. M., Aguiar, C., Cadima, J. (2006b). <i>Monitoriza&#231;&#227;o e acompanhamento do desenvolvimento curricular na educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar</i>: <i>Estudos de caso.</i> Relat&#243;rio final apresentado ao Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o/DGIDC. Porto, Portugal: Universidade do Porto, Centro de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464773&pid=S0874-2049200900020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J., Leal, T., Fontes, P., &#38; Gamelas, A. M. (1999). <i>Educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar em Portugal. Estudo de qualidade</i> (Relat&#243;rio final apresentado &#224; Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian). Porto, Portugal: Universidade do Porto, Centro de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464775&pid=S0874-2049200900020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Caldwell, B., &#38; Bradley, R. (1984). <i>HOME: Observation for the measurement of the environment.</i> Little Rock, AR: University of Arkansas.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cryer, D. (1999). Defining and assessing early childhood program quality. <i>ANNALS, AAPSS, 563,</i> 39-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464778&pid=S0874-2049200900020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunn, L. M. (1986). <i>Test de vocabulario en im&#225;genes Peabody.</i> Adaptaci&#243;n espanola. Madrid: MEPSA (Traducci&#243;n de Santiago Pereda).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464780&pid=S0874-2049200900020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ECCE-Study Group (1997). <i>European child care and education: Cross national analyses of the quality and effects of different types early childhood programs on children&#8217;s development.</i> Final report package # 1 submitted to European Union DG XII: Science, Research and Development. RTD Action: Targeted Socio-Economic Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464782&pid=S0874-2049200900020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gamelas, A. M. (2003). <i>Contributos para o estudo da ecologia de contextos pr&#233;-escolares inclusivos.</i> Lisboa: Departamento da Educa&#231;&#227;o B&#225;sica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464784&pid=S0874-2049200900020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gamelas, A. M., &#38; Leal, T. (2008, Junho). <i>Literacy in inclusive preschool settings: Quality, structure and ideas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464786&pid=S0874-2049200900020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na 2nd International Conference on Special Education, Marmaris.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T., &#38; Clifford, R. M. (1980). <i>Early childhood environment rating scale.</i> New York: Teachers College Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464788&pid=S0874-2049200900020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T., Clifford, R. M., &#38; Bailey, D. B. (1986). <i>ECERS: Special needs items.</i> (Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464790&pid=S0874-2049200900020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T., Clifford, R., &#38; Cryer, D. (1998). <i>Early childhood environment rating scale. Revised edition.</i> New York: Teachers College Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464792&pid=S0874-2049200900020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leal, T., Gamelas, A. M., Fontes, P., &#38; Bairr&#227;o, J. (1999). <i>ECCE. 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Lisboa: Departamento de Educa&#231;&#227;o B&#225;sica/Gabinete para a Expans&#227;o e Desenvolvimento da Educa&#231;&#227;o Pr&#233;-escolar do Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464798&pid=S0874-2049200900020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">NICHD Early Child Care Research Network. (2005). <i>Child care and child development: Results from the NICHD study of early child care and youth development.</i> The Guilford Press: New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464800&pid=S0874-2049200900020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Peisner-Feinberg, E. S., Burchinal, M. R., Clifford, R. M., Culkin, M. L., Howes, C., Kagan, S. 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(Retirado em 8 de Fevereiro de 2007 em <a href="http://www.fpg.unc.edu/~ncedl/PDFs/CQO-tr.pdf" target="_blank">http://www.fpg.unc.edu/~ncedl/PDFs/CQO-tr.pdf</a>).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464804&pid=S0874-2049200900020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rossbach, H. G., Clifford, R. M., &#38; Harms, T. (1991, Abril). <i>Dimensions of the early childhood environment rating scale.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464806&pid=S0874-2049200900020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na AERA Annual Conference, Chicago.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sparrow, S. S., Balla, D. A., &#38; Cicchetti, D. V. 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Assessing quality characteristics of center-based early childhood environments in Germany and Portugal: A cross-national study. <i>European Journal of Psychology of Education, 2,</i> 283-298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464812&pid=S0874-2049200900020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Com base nos resultados obtidos na amostra portuguesa, foram definidos os seguintes intervalos como indicadores de n&#237;veis de qualidade distintos: resultados &#62; 3.0 e &#60;3.6 exist&#234;ncia de condi&#231;&#245;es m&#237;nimas; resultados &#62; 3.6 e &#60;4.6 exist&#234;ncia de condi&#231;&#245;es suficientes; resultados &#62; 4.6 exist&#234;ncia de condi&#231;&#245;es adequadas ao desenvolvimento</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>Na zona n&#227;o metropolitana foram apenas estudados jardins-de-inf&#226;ncia da rede p&#250;blica.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>Saliente-se que as an&#225;lises a n&#237;vel nacional consideraram a qualidade das salas, enquanto avaliadas pela ECERS, de forma isolada, enquanto as an&#225;lises internacionais tiveram em conta um conjunto de vari&#225;veis que, para al&#233;m da qualidade, inclu&#237;a as ideias das educadoras sobre o desenvolvimento e a educa&#231;&#227;o da crian&#231;a e caracter&#237;sticas de natureza estrutural).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Tendo em conta as idades pretendidas para as crian&#231;as que iriam participar neste novo estudo, algumas das salas pertencentes ao grupo inicial de 60 jardins-de-inf&#226;ncia foram substitu&#237;das. Esta substitui&#231;&#227;o ocorreu em 7 jardins-de-inf&#226;ncia.</font></p>       ]]></body><back>
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