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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência da qualidade dos contextos familiar e de creche no envolvimento e no desenvolvimento da criança]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study examined the effects of day care and home quality both on children&#8217;s observed engagement with adults, peers, and objects, in day care classrooms, and on their cognitive, social and linguistic developmental outcomes. One hundred and twenty toddlers from Porto district, their families and teachers participated in the study. Results showed that child characteristics, daycare quality, and teachers&#8217; interactive behaviours influenced children&#8217;s engagement at different sophistication levels. Small effects of daycare quality on children&#8217;s developmental outcomes were found. Results indicated small to moderate effects of home quality on children&#8217;s developmental outcomes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>Influ&#234;ncia da qualidade dos contextos familiar e de creche no envolvimento e no desenvolvimento da crian&#231;a</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Effects of Day Care and Home Quality on Children&#8217;s Engagement and Development</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Manuela Pessanha<sup>1</sup>; Ana Isabel Pinto<sup>2</sup>; S&#237;lvia Barros<sup>3</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1-3</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo analisou a influ&#234;ncia da qualidade dos contextos educativos (casa e creche) no envolvimento da crian&#231;a com adultos, pares e objectos, observado em contexto de creche, e no seu desenvolvimento cognitivo, social e de linguagem. Participaram 120 crian&#231;as do Distrito do Porto, respectivas fam&#237;lias e educadores. Os resultados indicaram que caracter&#237;sticas da crian&#231;a, a qualidade da sala de creche e os comportamentos interactivos dos educadores influenciam o envolvimento da crian&#231;a em diferentes n&#237;veis de sofistica&#231;&#227;o. Verificou-se a exist&#234;ncia de efeitos de pequena magnitude da qualidade das salas de creche nos resultados desenvolvimentais. Evidenciou-se tamb&#233;m a exist&#234;ncia de efeitos, pequenos a moderados, da qualidade do ambiente familiar no desenvolvimento das crian&#231;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: envolvimento, desenvolvimento, qualidade dos contextos, interac&#231;&#245;es</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This study examined the effects of day care and home quality both on children&#8217;s observed engagement with adults, peers, and objects, in day care classrooms, and on their cognitive, social and linguistic developmental outcomes. One hundred and twenty toddlers from Porto district, their families and teachers participated in the study. Results showed that child characteristics, daycare quality, and teachers&#8217; interactive behaviours influenced children&#8217;s engagement at different sophistication levels. Small effects of daycare quality on children&#8217;s developmental outcomes were found. Results indicated small to moderate effects of home quality on children&#8217;s developmental outcomes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>KeyWords</b>: engagement, development, environmental quality, interactions</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este projecto pretendeu estudar o envolvimento enquanto vari&#225;vel socio-cognitiva, de acordo com a hierarquia de base desenvolvimental conceptualizada por McWilliam e Bailey (1995), em crian&#231;as com idades compreendidas entre os 12 e os 36 meses.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A natureza transaccional do desenvolvimento (Sameroff &#38; Fiese, 2000) implica assumir que este resulta da interac&#231;&#227;o din&#226;mica e cont&#237;nua entre factores biol&#243;gicos e ambientais. Esta perspectiva implica uma abordagem ecol&#243;gica (e.g., Bronfenbrenner &#38; Morris, 1998), que integra as caracter&#237;sticas em evolu&#231;&#227;o da pessoa em interac&#231;&#227;o com o ambiente e que considera diversos n&#237;veis de an&#225;lise, desde factores de car&#225;cter biol&#243;gico a caracter&#237;sticas mais abrangentes da ecologia do desenvolvimento humano.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O estudo do envolvimento da crian&#231;a durante os primeiros anos de vida &#233; especialmente relevante, na medida em que se assume que descreve o processo atrav&#233;s do qual as crian&#231;as adquirem conhecimento acerca do mundo. Considerando que as crian&#231;as em idade de creche e pr&#233;-escolar aprendem essencialmente atrav&#233;s do jogo e de outras interac&#231;&#245;es com o seu meio ambiente, o grau em que elas se envolvem durante essas interac&#231;&#245;es dever&#225; constituir um factor cr&#237;tico para que ocorram n&#237;veis &#243;ptimos de aprendizagem (McWilliam &#38; Bailey, 1995). No presente estudo, para descrever as compet&#234;ncias da crian&#231;a observ&#225;mos as suas interac&#231;&#245;es nas salas de creche, no decurso de experi&#234;ncias de vida di&#225;ria di&#225;rias. McWilliam e Bailey (1995, p. 124) definiram envolvimento como <i>a quantidade de tempo que a crian&#231;a despende a interagir activa ou atentamente com o seu ambiente (com adultos, pares ou materiais) de uma forma desenvolvimental e contextualmente adequada em diferentes n&#237;veis de compet&#234;ncia.</i> O crit&#233;rio de adequa&#231;&#227;o desenvolvimental requer que o comportamento seja apropriado &#224; idade desenvolvimental e &#224;s capacidades da crian&#231;a e o de adequa&#231;&#227;o contextual requer que o comportamento seja adequado &#224; actividade desenvolvida e &#224;s expectativas da situa&#231;&#227;o. Estes crit&#233;rios estiveram na base da defini&#231;&#227;o dos diferentes <i>n&#237;veis</i> de envolvimento, organizados numa hierarquia de car&#225;cter desenvolvimental, com os comportamentos a variarem de um n&#237;vel inferior para um n&#237;vel mais sofisticado (McWilliam &#38; de Kruif, 1998). Os autores definiram nove <i>n&#237;veis</i> de envolvimento (i.e., persistente, simb&#243;lico, codificado, construtivo, diferenciado, aten&#231;&#227;o focalizada, indiferenciado, aten&#231;&#227;o ocasional e n&#227;o envolvido) e quatro <i>tipos</i> de envolvimento (i.e., pares, adultos, objectos e <i>self)</i> (<a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a04q1.jpg">Quadro 1</a>). Os tipos de envolvimento est&#227;o organizados numa hierarquia em que o envolvimento com pares tem prioridade sobre os outros tipos e o envolvimento com pares ou adultos tem prioridade sobre o envolvimento com objectos ou o <i>self</i></font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">O envolvimento de qualidade superior constitui um factor mediador potencialmente cr&#237;tico na aprendizagem e no desenvolvimento da crian&#231;a desde os primeiros anos de vida (e.g., McWilliam &#38; Bailey, 1995). Os n&#237;veis de envolvimento em contexto de creche variam em fun&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas da crian&#231;a (e.g., estatuto desenvolvimental e temperamento) e de aspectos do ambiente educativo, nomeadamente o ambiente f&#237;sico e social e as caracter&#237;sticas do educador (Raspa, McWilliam, &#38; Ridley, 2001). &#192; medida que as idades cronol&#243;gica e desenvolvimental das crian&#231;as aumentam, o n&#237;vel de sofistica&#231;&#227;o do seu envolvimento tamb&#233;m aumenta (de Kruif &#38; McWilliam, 1999; Pinto, Barros, Aguiar, Pessanha, &#38; Bairr&#227;o, 2006).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tem sido igualmente documentada a import&#226;ncia da qualidade dos contextos de educa&#231;&#227;o de inf&#226;ncia para o desenvolvimento da crian&#231;a, tanto a n&#237;vel de dimens&#245;es de estrutura (e.g., r&#225;cio adulto:crian&#231;a) como de dimens&#245;es de processo (e.g., ambientes seguros e estimulantes, interac&#231;&#245;es calorosas e responsivas) (NICHD ECCRN, 2006; Shonkoff &#38; Phillips, 2000).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os efeitos da participa&#231;&#227;o das crian&#231;as em contextos extrafamiliares de presta&#231;&#227;o de cuidados de elevada qualidade, em idades precoces, aparece ainda associada, de forma positiva, a curto e a longo prazo, aos seus resultados desenvolvimentais, principalmente nas que s&#227;o oriundas de ambientes mais desfavorecidos ou menos estimulantes (e.g., Campbell, Wasik, Pungello, Burchinal, Barbarin, Kainz, K. <i>et al,</i> 2008).). Poucos estudos t&#234;m clarificado as rela&#231;&#245;es entre aspectos da qualidade dos ambientes educativos e comportamentos de envolvimento das crian&#231;as em idades precoces. Neste contexto, o objectivo principal deste estudo foi o de examinar a influ&#234;ncia da qualidade dos contextos de socializa&#231;&#227;o, fam&#237;lia e creche, no desenvolvimento cognitivo, social e da linguagem, bem como nos n&#237;veis de envolvimento da crian&#231;a em contexto de creche.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram neste estudo 120 crian&#231;as com idades entre 14 e 49 meses (M = 26, <i>DP</i> = 7.07) que frequentavam 30 salas de creche no Distrito do Porto e respectivas fam&#237;lias, em que o n&#237;vel educacional m&#233;dio das m&#227;es era de 10.83 anos <i>(DP</i> = 4.47). As salas (15 para 1-2 anos e 15 para 2-3 anos), integradas em 15 creches, foram seleccionadas aleatoriamente, com uma taxa de participa&#231;&#227;o de 58%. Cinco salas eram da responsabilidade de auxiliares de ac&#231;&#227;o educativa e as restantes da responsabilidade de educadoras de inf&#226;ncia, todas do sexo feminino. Cerca de 84% dos respons&#225;veis<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>pelas salas possu&#237;a forma&#231;&#227;o de grau superior e 33% possu&#237;a cinco ou menos anos de experi&#234;ncia. Seleccionaram-se aleatoriamente 8 crian&#231;as de cada creche (4 da sala dos 1-2 anos e 4 da sala dos 2-3 anos, 2 do sexo masculino e 2 do feminino em cada sala). A taxa de participa&#231;&#227;o das crian&#231;as e fam&#237;lias foi de 71%.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Medidas e Recolha de dados</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Envolvimento Observado.</i> Foi utilizado o Sistema de Avalia&#231;&#227;o da Qualidade do Envolvimento  III (SAQE III) traduzido do <i>Engagement Quality Observation System III</i> (E-QUAL III; McWilliam &#38; de Kruif, 1998), um procedimento por  amostras no tempo, que engloba uma dimens&#227;o quantitativa, relativa &#224; propor&#231;&#227;o de tempo de envolvimento, e uma dimens&#227;o  qualitativa, relativa ao n&#237;vel e tipo de envolvimento. Os autores definiram nove n&#237;veis e quatro tipos de envolvimento, exaustivos e  mutuamente exclusivos<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>. Com base em estudos anteriores (e.g., Pinto, 2006; Raspa <i>et al.,</i>  2001), alguns dos n&#237;veis de envolvimento foram combinados, de acordo com crit&#233;rios de car&#225;cter conceptual, resultando em cinco n&#237;veis de envolvimento da crian&#231;a: <i>envolvimento sofisticado</i> (soma de persistente, simb&#243;lico, codificado e construtivo), <i>envolvimento diferenciado</i>, <i>aten&#231;&#227;o focalizada, envolvimento n&#227;o sofisticado</i> (soma de envolvimento indiferenciado e aten&#231;&#227;o ocasional) e <i>n&#227;o envolvido</i> (ver <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a04q1.jpg">Quadro 1</a>). O acordo interobservador foi calculado para 25% dos dados recolhidos, tendo variado entre 91,59% e 99,53% <i>(Kappa </i>entre 0,57 e 0,80).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Estatuto Desenvolvimental.</i> Foi calculada a idade desenvolvimental a partir das cota&#231;&#245;es nas cinco subescalas das <i>Griffiths Mental Development Scales</i> (Griffiths, 1984; vers&#227;o para investiga&#231;&#227;o de Castro &#38; Gomes, 1996). O coeficiente Alpha de Cronbach para os dados da escala total, neste estudo, foi de 0,98 e para as sub-escalas variou entre 0,84 e 0,94.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Comportamento Adaptativo.</i> Usaram-se as Escalas de Comportamento Adaptativo de Vineland (Sparrow, Balla, &#38; Cicchetti, 1984) que avaliam Comunica&#231;&#227;o, Actividades da Vida Di&#225;ria (AVD), Socializa&#231;&#227;o e Motricidade. Neste estudo, foi utilizado o question&#225;rio preenchido com base numa entrevista &#224;s m&#227;es para os dom&#237;nios Socializa&#231;&#227;o (a = 0,73), Comunica&#231;&#227;o e AVD (a = 0,93).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Temperamento.</i> Os educadores preencheram a Escala da Personalidade da Crian&#231;a (EPC), traduzida da <i>Childhood Personality Scale</i> (Dibble &#38; Cohen, 1974) para cada crian&#231;a. Foram utilizadas quatro dimens&#245;es encontradas atrav&#233;s de uma an&#225;lise de componentes principais (Pinto, 2006): <i>Sociabilidade/Adaptabilidade -</i> elevada expressividade verbal, acentuado humor positivo, aquiesc&#234;ncia e coopera&#231;&#227;o com os adultos e reac&#231;&#227;o positiva da crian&#231;a &#224; novidade (a = 0,89); <i>Aten&#231;&#227;o</i> - capacidade para se envolver de forma prolongada nas actividades em curso (a = 0,89); <i>Controlo socioemocional -</i> auto-regula&#231;&#227;o relacionada com a compet&#234;ncia social, incluindo uma forte componente de controlo motor (a = 0,81); <i>Aproxima&#231;&#227;o/Retraimento -</i> empenhamento, entusiasmo e jovialidade relativamente a pessoas e situa&#231;&#245;es (a = 0,79).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade global das salas.</i> Foi utilizada a tradu&#231;&#227;o portuguesa de Pinto e Grego (1994) da  <i>Infant/Toddler Environment Rating Scale</i> (ITERS; Harms, Cryer, &#38; Clifford, 1990) que fornece uma avalia&#231;&#227;o da qualidade global  dos cuidados prestados a crian&#231;as at&#233; aos 30 meses de idade e &#233; considerada uma medida da qualidade de processo (a = 0,80 para nota  global da escala).<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Comportamentos interactivos dos educadores.</i> Foi utilizada a <i>Teaching Styles Rating Scale</i> (TSRS; McWilliam, Scarborough, Bagby, &#38; Sweeney, 1998), traduzida pela equipa do projecto, que avalia a qualidade de duas dimens&#245;es interactivas: comportamentos de ensino (redirecciona, introduz, elabora, segue, informa, reconhece e elogia) e caracter&#237;sticas afectivas (e.g., n&#237;vel de actividade, responsividade, directividade, consist&#234;ncia das interac&#231;&#245;es e o tom). Com base nos resultados de uma an&#225;lise de <i>clusters </i>(Pinto, 2006), os comportamentos de interac&#231;&#227;o dos educadores foram combinados para formar tr&#234;s vari&#225;veis: o comportamento <i>redirecciona</i>, a dimens&#227;o de comportamentos <i>directivos-elaborativos</i> (6 comportamentos sem redirecciona) (a = 0,73) e a dimens&#227;o de <i>afecto</i> (a = 0,92).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade do ambiente familiar.</i> Foi aplicada a vers&#227;o 0-3 da <i>Home Observation for Measurement of the Environment</i> (HOME; Caldwell &#38; Bradley, 1984), que avalia a qualidade da estimula&#231;&#227;o no ambiente familiar, atrav&#233;s da observa&#231;&#227;o da interac&#231;&#227;o pais-crian&#231;a e de uma entrevista acerca dos objectos, acontecimentos e transac&#231;&#245;es. &#201; composta pelas sub-escalas: <i>Responsividade Emocional e Verbal da M&#227;e; Aceita&#231;&#227;o do Comportamento da Crian&#231;a; Organiza&#231;&#227;o do Ambiente F&#237;sico e Temporal; Fornecimento de Materiais L&#250;dicos; Envolvimento Materno com a Crian&#231;a; Oportunidades para a Variedade na Estimula&#231;&#227;o Di&#225;ria.</i> Neste estudo us&#225;mos a nota global (a = 0,90).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lises:</i> Foram realizadas an&#225;lises descritivas para todas as vari&#225;veis e an&#225;lises com base em modelos lineares hier&#225;rquicos <i>(Hierarchical Linear Models - HLM;</i> Bryk &#38; Raudenbush, 1992), no sentido de relacionar a qualidade dos contextos (casa e creche) com os resultados de envolvimento e desenvolvimento das crian&#231;as. Utiliz&#225;mos o HLM, dada a estrutura multi-n&#237;vel dos dados. Como todas as vari&#225;veis nas an&#225;lises s&#227;o cont&#237;nuas centradas na m&#233;dia, a magnitude do efeito para o efeito principal, para as vari&#225;veis de n&#237;veis 1 e 2, foi calculada atrav&#233;s da equa&#231;&#227;o: B<sub>x</sub>DP<sub>x</sub>/DP<sub>Y</sub> (Gutman, Sameroff, &#38; Cole, 2003) cujo significado pr&#225;tico foi interpretado de acordo com as conven&#231;&#245;es: 0.10 como um efeito pequeno, 0.30 como um efeito moderado e 0.50 como um efeito importante (NICHD ECCRN &#38; Duncan, 2003). Sendo os valores <i>p</i> altamente influenciados pelo tamanho da amostra, o significado dos resultados foi interpretado em termos do tamanho do efeito e n&#227;o apenas com base na signific&#226;ncia estat&#237;stica (Thompson &#38; Snyder, 1998).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Efeitos no envolvimento</i>: Os efeitos principais da qualidade global das salas e dos comportamentos interactivos dos educadores no envolvimento foram examinados atrav&#233;s de an&#225;lises de regress&#227;o hier&#225;rquica. Sendo os n&#237;veis de envolvimento mutuamente exclusivos, foram criados cinco modelos separados - um para cada n&#237;vel. Foi efectuada uma an&#225;lise para cada caracter&#237;stica do contexto, que incluiu a idade desenvolvimental, a educa&#231;&#227;o materna<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>, as quatro vari&#225;veis de temperamento da crian&#231;a e uma caracter&#237;stica da sala. As vari&#225;veis da crian&#231;a entraram como preditores de efeito fixo de n&#237;vel 1 e as caracter&#237;sticas da sala entraram como vari&#225;veis de efeito fixo de n&#237;vel 2.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Efeitos no desenvolvimento:</i> Estas an&#225;lises inclu&#237;ram os resultados globais da HOME e da ITERS, como vari&#225;veis independentes, e os resultados obtidos pelas crian&#231;as nas Escalas de Griffiths (Quocientes <i>de desenvolvimento</i> nas sub-escalas <i>Audi&#231;&#227;o e fala, Pessoal-social</i> e <i>Realiza&#231;&#227;o)</i> e Vineland (dom&#237;nios de <i>Comunica&#231;&#227;o</i> e de <i>Socializa&#231;&#227;o</i>), como vari&#225;veis dependentes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As estat&#237;sticas descritivas para as vari&#225;veis em estudo s&#227;o apresentadas no <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a04q2.jpg">Quadro 2</a>. Estes resultados revelam a exist&#234;ncia de heterogeneidade a n&#237;vel da qualidade do ambiente familiar. Como se pode verificar, a qualidade global das salas de creche &#233; homogeneamente baixa.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Efeitos no envolvimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade da sala.</i> Quando s&#227;o consideradas a escolaridade materna e as caracter&#237;sticas de desenvolvimento e de temperamento da crian&#231;a, a qualidade n&#227;o est&#225; significativamente associada ao tempo que as crian&#231;as passam em envolvimento sofisticado, em envolvimento diferenciado e em aten&#231;&#227;o focalizada (<a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a04q3.jpg">Quadro 3</a>). Relativamente ao envolvimento n&#227;o sofisticado, embora a associa&#231;&#227;o n&#227;o seja estatisticamente significativa, a qualidade da sala tem um efeito modesto, indicando que, em salas com qualidade mais baixa, as crian&#231;as t&#234;m mais probabilidade de serem observadas em comportamentos de envolvimento n&#227;o sofisticado e t&#234;m tend&#234;ncia para passar mais tempo n&#227;o envolvidas. Relativamente &#224;s vari&#225;veis da crian&#231;a, a educa&#231;&#227;o materna n&#227;o contribui para o modelo hier&#225;rquico considerado. A idade desenvolvimental e as caracter&#237;sticas de temperamento contribuem para a percentagem de tempo que as crian&#231;as passam nos diferentes n&#237;veis de envolvimento.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Redireccionamentos.</i> N&#227;o existem associa&#231;&#245;es entre a utiliza&#231;&#227;o de redireccionamentos pelo educador e os n&#237;veis de envolvimento (Pinto, 2006), pelo que estes resultados n&#227;o ser&#227;o apresentados.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Comportamentos de ensino directivos-elaborativos.</i> A utiliza&#231;&#227;o de comportamentos de ensino <i>directivos-elaborativos</i> pelas educadoras est&#225; significativamente relacionada com o envolvimento diferenciado e com o n&#227;o envolvimento (<a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a04q4.jpg">Quadro 4</a>). Em salas nas quais os educadores utilizam mais frequentemente comportamentos <i>directivos-elaborativos,</i> sendo responsivos e contingentes, as crian&#231;as passam mais tempo a interagir de forma activa e menos tempo n&#227;o envolvidas. A dimens&#227;o de comportamentos <i>directivos-elaborativos</i> n&#227;o est&#225; significativamente associada com os restantes tr&#234;s n&#237;veis de envolvimento.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Caracter&#237;sticas afectivas.</i> Relativamente &#224; dimens&#227;o de <i>afecto do educador</i> encontrou-se uma associa&#231;&#227;o de pequena magnitude com o envolvimento diferenciado e com o envolvimento n&#227;o sofisticado (<a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a04q5.jpg">Quadro 5</a>). Estes dados indicam uma tend&#234;ncia para que, em salas com educadores mais calorosos, as crian&#231;as tenham mais probabilidade de se envolverem no n&#237;vel diferenciado (interagindo activamente com adultos, pares e objectos) e menos probabilidade de se envolverem em comportamentos repetitivos ou de passarem o tempo simplesmente a monitorizar o ambiente nas salas.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Efeitos no desenvolvimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade da sala.</i> Um aumento na qualidade das salas n&#227;o se encontra associado, de forma estatisticamente significativa, a resultados mais elevados na Griffiths, constatando-se um efeito de pequena magnitude relativamente &#224; subescala de Realiza&#231;&#227;o. No que diz respeito aos dom&#237;nios de comportamento adaptativo (Comunica&#231;&#227;o e Socializa&#231;&#227;o) verificam-se, igualmente, efeitos de pequena magnitude, embora as associa&#231;&#245;es n&#227;o sejam estatisticamente significativas (<a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a04q6.jpg">Quadro 6</a>).</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Qualidade do ambiente familiar.</i> Uma qualidade mais elevada a este n&#237;vel encontra-se associada, de forma estatisticamente significativa, a resultados mais elevados na Griffiths, embora a magnitude do efeito seja pequena. Quando os resultados na HOME s&#227;o mais elevados, as crian&#231;as obt&#234;m resultados mais elevados nas subescalas <i>Audi&#231;&#227;o e fala</i>, <i>Pessoal-social</i> e <i>Realiza&#231;&#227;o.</i> Um aumento na qualidade do ambiente familiar encontra-se associado, de forma estatisticamente significativa, a um aumento nos resultados obtidos na Vineland <i>(Comunica&#231;&#227;o</i> e <i>Socializa&#231;&#227;o),</i> apesar da magnitude dos efeitos ser pequena (<a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a04q6.jpg">Quadro 6</a>).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo contribuiu para esclarecer a rela&#231;&#227;o entre as caracter&#237;sticas da crian&#231;a, a qualidade dos contextos familiar e de creche, as interac&#231;&#245;es di&#225;rias da crian&#231;a com o meio, isto &#233;, o seu envolvimento, e o desenvolvimento. Tal como em estudos anteriores (e.g., de Kruif &#38; McWilliam, 1999), verificou-se que a idade desenvolvimental e as caracter&#237;sticas de temperamento contribuem para a percentagem de tempo que as crian&#231;as passam em diferentes n&#237;veis de envolvimento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tendo presente que a maioria das crian&#231;as estava em salas de creche com qualidade inadequada, de acordo com os crit&#233;rios de Harms <i>et al., </i>(1990), e que a baixa variabilidade das cota&#231;&#245;es de qualidade na amostra deste estudo reduziram o poder das an&#225;lises para detectar associa&#231;&#245;es entre qualidade dos contextos e resultados das crian&#231;as, acreditamos que mesmo a <i>modesta</i> magnitude dos efeitos encontrados fornece evid&#234;ncia razo&#225;vel de associa&#231;&#245;es com significado entre a qualidade dos contextos e das interac&#231;&#245;es educativas e o envolvimento e desenvolvimento das crian&#231;as. Consideramos que a nota global de qualidade utilizada, ao incluir aspectos de estrutura e de processo, n&#227;o possibilitou uma an&#225;lise mais fina destas associa&#231;&#245;es, a qual seria poss&#237;vel atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o de dados fi&#225;veis das subescalas. Adicionalmente, como n&#227;o existiam salas avaliadas com um n&#237;vel de qualidade global considerado bom ou excelente, os dados limitaram-se a evidenciar os efeitos de n&#237;veis de qualidade inadequada ou minimamente adequada no envolvimento e no desenvolvimento. Assim, mesmo controlando o efeito de caracter&#237;sticas da crian&#231;a, foi evidente uma associa&#231;&#227;o entre n&#237;veis mais adequados de qualidade global das salas e uma menor frequ&#234;ncia de comportamentos de n&#227;o envolvimento. Verificou-se igualmente uma tend&#234;ncia para que em salas de qualidade mais elevada, as crian&#231;as passem menos tempo em comportamentos repetitivos, de envolvimento n&#227;o sofisticado. Tem sido relatada uma rela&#231;&#227;o positiva entre a qualidade geral do ambiente educativo e processos mais pr&#243;ximos relativamente a essa qualidade, nomeadamente o envolvimento das crian&#231;as nas tarefas (Raspa <i>et al.,</i> 2001; de Kruif <i>et al., </i>2001). Os autores conclu&#237;ram que crian&#231;as, em salas com qualidade mais elevada, demonstram jogo e actividades de n&#237;vel mais complexo com pares, objectos e adultos (e.g., Raspa <i>et al.,</i> 2001), enquanto em salas de qualidade mais baixa, as crian&#231;as t&#234;m tend&#234;ncia para estar ocupadas em n&#237;veis mais baixos, tais como jogo solit&#225;rio, comportamentos repetitivos ou n&#227;o envolvimento. Raspa <i>et al.,</i> (2001) referem que a qualidade global da sala (medida pela ITERS) se encontra positivamente associada com o tempo que as crian&#231;as passam em comportamentos de n&#237;vel sofisticado e negativamente associada com o tempo em envolvimento n&#227;o sofisticado (isto &#233;, comportamentos repetitivos ou aten&#231;&#227;o ocasional).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados deste estudo evidenciaram, ainda, efeitos positivos da qualidade das salas na linguagem, na socializa&#231;&#227;o e na cogni&#231;&#227;o, mesmo quando se controlaram os efeitos da qualidade do ambiente familiar. A qualidade dos servi&#231;os de educa&#231;&#227;o de inf&#226;ncia, medida pela ITERS e por outros instrumentos dos mesmos autores, tem sido consistentemente associada ao desenvolvimento cognitivo e &#224;s compet&#234;ncias sociais das crian&#231;as (Burchinal, Roberts, Hooper, &#38; Zeisel, 2000), mesmo quando as caracter&#237;sticas do meio familiar s&#227;o controladas (e.g., Burchinal, Roberts, Nabors, &#38; Bryant, 1996). Parecem-nos, pois, relevantes estes efeitos da qualidade, especialmente no contexto portugu&#234;s, onde os resultados de um estudo recente revelam uma qualidade global entre inadequada e m&#237;nima em 160 salas de creche avaliadas com a ITERS (Barros, 2007). De acordo com a teoria desenvolvimental, o desenvolvimento &#233; fortemente influenciado por rela&#231;&#245;es interpessoais proximais (Bronfenbrenner &#38; Morris, 1998). Com efeito, no presente estudo, em salas com educadoras que utilizavam mais comportamentos directivos-elaborativos, sendo responsivas e contingentes, as crian&#231;as tinham tend&#234;ncia para passar menos tempo n&#227;o envolvidas e mais tempo em comportamentos de envolvimento diferenciado (i.e., interagiam activamente com adultos, pares e objectos). Estudos pr&#233;vios apontam tamb&#233;m para a necessidade de os educadores combinarem comportamentos responsivos e directivos para que a sua interac&#231;&#227;o possa ter um efeito positivo no envolvimento das crian&#231;as (McWilliam, Scarborough, &#38; Kim 2003) e concluem que os que utilizam de forma equilibrada comportamentos de interac&#231;&#227;o <i>responsivos</i> e <i>directivos</i> obt&#234;m maior sucesso na promo&#231;&#227;o de n&#237;veis sofisticados de envolvimento (de Kruif, Zully, McWilliam, Scarborough, &#38; Sloper, 1998).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se ainda que, com educadoras mais afectuosas, as crian&#231;as tinham mais probabilidade de se envolverem no n&#237;vel diferenciado e menos probabilidade de se envolverem num n&#237;vel n&#227;o sofisticado, isto &#233;, de interagir com comportamentos repetitivos ou simplesmente de monitorizar o ambiente, o que era esperado e vai no sentido de resultados de estudos pr&#233;vios (Ridley, McWilliam, &#38; Oates., 2000; Raspa <i>et al.,</i> 2001). Estes resultados parecem indicar que a utiliza&#231;&#227;o de comportamentos directivos-elaborativos e de interac&#231;&#245;es afectuosas por parte das educadoras de inf&#226;ncia e das auxiliares de ac&#231;&#227;o educativa t&#234;m efeitos positivos na forma como as crian&#231;as interagem com o meio.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos demonstram a necessidade de se melhorar a qualidade dos cuidados prestados a crian&#231;as mais novas atrav&#233;s de esfor&#231;os sistem&#225;ticos no sentido de melhorar o processo educativo a n&#237;vel de aspectos estruturais e de caracter&#237;sticas interactivas dos prestadores de cuidados. Ser&#225; necess&#225;rio repensar as pol&#237;ticas, estrat&#233;gias de financiamento e pr&#225;ticas de credita&#231;&#227;o ou credencia&#231;&#227;o que regulamentam os servi&#231;os nacionais de presta&#231;&#227;o de cuidados &#224; inf&#226;ncia. Estas mudan&#231;as dependem de op&#231;&#245;es governamentais ao n&#237;vel da legisla&#231;&#227;o, apoio &#224; investiga&#231;&#227;o e divulga&#231;&#227;o dos seus resultados, bem como &#224; cria&#231;&#227;o e apoio de programas nacionais (Aguiar, Bairr&#227;o, &#38; Barros, 2002).</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aguiar, C., Bairr&#227;o, J., &#38; Barros, S. (2002). Contributos para o estudo da qualidade em contexto de creche na &#193;rea Metropolitana do Porto. <i>Inf&#226;ncia e Educa&#231;&#227;o: Investiga&#231;&#227;o e Pr&#225;ticas, 5,</i> 7-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464901&pid=S0874-2049200900020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barros, S. (2007). <i>Qualidade em contexto de creche: ideias e pr&#225;ticas.</i> Disserta&#231;&#227;o de Doutoramento n&#227;o publicada, Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464903&pid=S0874-2049200900020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner U., &#38; Morris, P. A. (1998). The ecology of developmental process. In W. Damon (Series Ed.), &#38; R. M. Lerner (Vol. Ed.), <i>Handbook of Child Psychology: Vol. 1 Theoretical Models of Human Development.</i> New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464905&pid=S0874-2049200900020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bryk, A. S., &#38; Raudenbush, S. W. (1992). <i>Hierarchical linear models: Applications and data analysis methods.</i> Newbury Park, CA: Sage.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burchinal. M. R., Roberts, J. E., Hooper, S., &#38; Zeisel, S. A. (2000). Cumulative risk and early cognitive development: A comparison of statistical risk models. <i>Developmental Psychology, 36,</i> 793-807.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464908&pid=S0874-2049200900020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burchinal. M. R., Roberts, J. E., Nabors, L. A., &#38; Bryant, D. M. (1996). Quality of center child care and infant cognitive and language development. <i>Child Development, 67,</i> 606-620.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464910&pid=S0874-2049200900020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caldwell, B., &#38; Bradley, R. (1984). <i>Home Observation for the Measurement of the Environment.</i> Little Rock: University of Arkansas at Little Rock.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464912&pid=S0874-2049200900020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Campbell, F. A., Wasik, B. H., Pungello, E., Burchinal M., Barbarin, O., Kainz, K., <i>et al.</i> (2008). Young adult outcomes of the Abecedarian and CARE early childhood educational interventions. <i>Early Childhood Research Quarterly, 23,</i> 452466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464914&pid=S0874-2049200900020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">de Kruif, R. E. L., &#38; McWilliam, R. A. (1999). Multivariate relationships among development age, global engagement and observed child engagement. <i>Early ChildhoodResearche Quarterly, 14,</i> 515-536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464916&pid=S0874-2049200900020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">de Kruif, R. E. L., Zully, R. A., McWilliam, R. A., Scarborough, A. A., &#38; Sloper, K. M. (1998). <i>Cases of responsiveness and directiveness and different levels of teaching.</i> University of North Carolina at Chapel Hill. Manuscrito n&#227;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464918&pid=S0874-2049200900020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dibble, E., &#38; Cohen, D. J. (2000). Escala de Personalidade da Crian&#231;a - EPC. (Equipa do projecto <i>A qualidade das interac&#231;&#245;es da crian&#231;a em contexto familiar e de creche e o seu impacto no desenvolvimento sociocognitivo da crian&#231;a).</i> (Centro de Psicologia da Universidade do Porto, FPCEUP). (Obra original publicada em 1974).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464920&pid=S0874-2049200900020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Griffiths, R. (1996). <i>As Escalas Griffiths adaptadas ao Portugu&#234;s: Vers&#227;o parcial para investiga&#231;&#227;o.</i> (Castro, S. L., &#38; Gomes, I.). (Laborat&#243;rio de Fala, Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto). (Obra original publicada em 1984).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464922&pid=S0874-2049200900020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T., Cryer, D., &#38; Clifford, R. M. (1996). Escala de Avalia&#231;&#227;o do Ambiente de Creche - EAAC. (Pinto, A. I., &#38; Grego, T.). (Obra original publicada em 1990).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464924&pid=S0874-2049200900020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McWilliam, R. A., &#38; Bailey, D. B. (1995). Effects of classroom social structure and disability on engagement. <i>Topics in Early Childhood Special Education, 15, </i>123-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464926&pid=S0874-2049200900020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McWilliam, R., &#38; de Kruif, R. (2000). O Sistema de Avalia&#231;&#227;o da Qualidade do Envolvimento III - SAQE III.. (Equipa do projecto <i>A qualidade das interac&#231;&#245;es da crian&#231;a em contexto familiar e de creche e o seu impacto no desenvolvimento sociocognitivo da crian&#231;a).</i> (Centro de Psicologia da Universidade do Porto, FPCEUP). (Obra original publicada em 1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464928&pid=S0874-2049200900020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McWilliam, R., Scarborough, A., Bagby, J., &#38; Sweeney, A. (2000). A Escala de Avalia&#231;&#227;o dos Estilos de Ensino - EAEE. (Equipa do projecto <i>A qualidade das interac&#231;&#245;es da crian&#231;a em contexto familiar e de creche e o seu impacto no desenvolvimento sociocognitivo da crian&#231;a).</i> (Centro de Psicologia da Universidade do Porto, FPCEUP). (Obra original publicada em 1996).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464930&pid=S0874-2049200900020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McWilliam, R. A., Scarborough, A. A., &#38; Kim, H. (2003). Adult interactions and child engagement. <i>Early Education and Development, 14,</i> 7-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464932&pid=S0874-2049200900020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gutman, L. M., Sameroff, A. J., &#38; Cole, R. (2003). Academic growth curve trajectories from 1<sup>st</sup> grade to 12<sup>th</sup> grade: Effects of multiple social risk factors and preschool child factors. <i>Developmental Psychology, 39,</i> 777-790.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464934&pid=S0874-2049200900020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">NICHD Early Child Care Research Network &#38; Duncan, G. J. (2003). Modelling the impact of child care quality on children&#8217;s preschool cognitive development. Child Development, 74,</i> 1454-1475.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464936&pid=S0874-2049200900020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">NICHD Early Child Care Research Network (2006). Child care effect sizes for the NICHD study of early child care and youth development. <i>American Psychologist, 2,</i> 99-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464938&pid=S0874-2049200900020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pinto, A. I. (2006). <i>O envolvimento da crian&#231;a em contexto de creche: os efeitos de caracter&#237;sticas da crian&#231;a, da qualidade do contexto e das interac&#231;&#245;es educativas.</i> Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto. Disserta&#231;&#227;o de doutoramento n&#227;o publicada.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pinto, A. I., Aguiar, C., Barros, S., Pessanha, M., &#38; Bairr&#227;o, J. (2006). Rela&#231;&#245;es entre idade desenvolvimental, dimens&#245;es do comportamento adaptativo e envolvimento observado. <i>An&#225;lise Psicol&#243;gica, 4</i> (XXIV), 447-466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464941&pid=S0874-2049200900020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Raspa, M. J., McWilliam, R. A., &#38; Ridley, S. M. (2001). Child care quality and children&#8217;s engagement. <i>Early Education and Development, 12,</i> 209-224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464943&pid=S0874-2049200900020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ridley, S. M., McWilliam, R. A., &#38; Oates, C. S. (2000). Observed engagement as an indicator of child care program quality. <i>Early Education &#38; Development, 11, </i>133-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464945&pid=S0874-2049200900020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Roberts, E., Bornstein, M. H., Slater, A. M., &#38; Barrett, J. (1999). Early cognitive development and parental education. <i>Infant and Child Development, 8,</i> 49-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464947&pid=S0874-2049200900020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sameroff, A., &#38; Fiese, B. (2000). Transactional regulation and early intervention. In J. P. Shonkoff &#38; S. J. Meisels (Eds.), <i>Handbook of Early Childhood Intervention.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464949&pid=S0874-2049200900020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Shonkoff, J., &#38; Phillips, D. (2000). <i>From neurons to neighbourhoods: The science of early childhood development.</i> Washington, DC: National Academy Press.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sparrow, S. S., Balla, D. A., &#38; Cicchetti, D. V. (1984). <i>Vineland Adaptive Behaviour Scales: Interview Edition Survey Form Manual.</i> Minnesota: American Guidance Service.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464952&pid=S0874-2049200900020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Thompson, B., &#38; Snyder, P. A. (1998). Statistical significance and reliability analysis in recent Journal of Counseling &#38; Development research articles. <i>Journal of Counselling and Development, 76,</i> 436-441.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464954&pid=S0874-2049200900020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Financiado por:</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este trabalho foi realizado no &#226;mbito do projecto <i>A qualidade das interac&#231;&#245;es em contexto familiar e de creche e a sua influ&#234;ncia no desenvolvimento sociocognitivo da crian&#231;a, </i>coordenado pelo Professor Joaquim Bairr&#227;o no Centro de Psicologia - Universidade do Porto (2000-2004) e financiado pela FCT (POCTI/PSI/35207/2000).</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Designaremos por educador o respons&#225;vel pela sala (educador de inf&#226;ncia ou auxiliar de ac&#231;&#227;o educativa).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>Somente os n&#237;veis de envolvimento s&#227;o examinados neste estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Devido &#224; baixa consist&#234;ncia interna dos dados das subescalas, foi apenas considerada a nota global da escala.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>N&#227;o existindo em Portugal uma medida fidedigna do estatuto socioecon&#243;mico (ESE) como o &#237;ndice de Hollingshead, o n&#237;vel educativo das m&#227;es foi considerado como um indicador do ESE da crian&#231;a. Esta decis&#227;o baseou-se em resultados de estudos pr&#233;vios que sugerem que a educa&#231;&#227;o materna fornece um &#237;ndice mais fiel do ESE da fam&#237;lia do que o rendimento familiar ou o estatuto profissional (Roberts, Bornstein, Slater, &#38; Barrett, 1999).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>9</sup>Raiz Quadrada</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>10</sup>Magnitude do efeito</font></p>       ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Aguiar]]></surname>
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<surname><![CDATA[Bairrão]]></surname>
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<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contributos para o estudo da qualidade em contexto de creche na Área Metropolitana do Porto]]></article-title>
<source><![CDATA[Infância e Educação: Investigação e Práticas]]></source>
<year>2002</year>
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