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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Risco e intervenção comunitária: projecto de intervenção socio-educativo para crianças e famálias da cruz de pau]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The main purpose of the Socio-Educational Intervention Project for Children and Families from Cruz de Pau, 1995-2002, was the organisation and dynamics of educational resources for children under the age of 6, involving the families and the community in the prevention of risk situations. The project was coordinated by Professor Joaquim Bairrâo, Faculty of Psychology and Educational Sciences, University of Porto, and was a result of the partnership between different local entities. The problems associated with the social disadvantaged identified in Cruz de Pau community, led to the implementation of different intervention programs focused on family support, promotion of the quality in the educational contexts, promotion of appropriated health and food practices and promotion of interaction styles between parents and children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>Risco e interven&#231;&#227;o comunit&#225;ria: projecto de interven&#231;&#227;o socio-educativo para  crian&#231;as e fam&#225;lias da  Cruz de Pau</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Socio-Educational Intervention Project for Children and Families from Cruz de Pau</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Isabel Novais<sup>1</sup> Maria Jos&#233; Alves<sup>2</sup></b></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Educadora de Inf&#226;ncia, licenciada em psicologia (FPCE-UP), mestre em psicologia (FPCE-UP)</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Educadora de Inf&#226;ncia, licenciada em psicologia (FPCE-UP)</font></p></sup>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>O Projecto de Interven&#231;&#227;o S&#243;cio-Educativa para Crian&#231;as e Fam&#237;lias da Cruz de Pau</i>, 1995-2002, teve como finalidade a organiza&#231;&#227;o e dinamiza&#231;&#227;o de recursos de educa&#231;&#227;o para crian&#231;as at&#233; aos 6 anos de idade, envolvendo as fam&#237;lias e a comunidade na preven&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es de risco. O Projecto que resultou da parceria entre v&#225;rias entidades locais, foi coordenado pelo Professor Doutor Joaquim Bairr&#227;o, da Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto. Os problemas ligados &#224; desvantagem social identificada na comunidade da Cruz de Pau levaram ao desenvolvimento e implementa&#231;&#227;o de diferentes programas orientados, designadamente, para o apoio &#224; fam&#237;lia, a promo&#231;&#227;o da qualidade dos contextos educativos, a promo&#231;&#227;o de pr&#225;ticas de sa&#250;de e de alimenta&#231;&#227;o e a promo&#231;&#227;o da qualidade dos estilos interactivos pais-filhos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> risco ambiental, abordagem ecol&#243;gica, interven&#231;&#227;o socioeducativa, qualidade</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The main purpose of the <i>Socio-Educational Intervention Project for Children and Families from Cruz de Pau</i>, 1995-2002, was the organisation and dynamics of educational resources for children under the age of 6, involving the families and the community in the prevention of risk situations. The project was coordinated by Professor Joaquim Bairr&#226;o, Faculty of Psychology and Educational Sciences, University of Porto, and was a result of the partnership between different local entities. The problems associated with the social disadvantaged identified in Cruz de Pau community, led to the implementation of different intervention programs focused on family support, promotion of the quality in the educational contexts, promotion of appropriated health and food practices and promotion of interaction styles between parents and children.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> environmental risk, ecological approach, socio-educational intervention, quality</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">O <i>Projecto de Interven&#231;&#227;o S&#243;cio-Educativa para Crian&#231;as e Fam&#237;lias da Cruz de Pau,</i> designado abreviadamente por Projecto da Cruz de Pau, foi implementado, durante 5 anos consecutivos, numa comunidade suburbana da cidade do Porto. A comunidade da Cruz de Pau, situada na freguesia de Matosinhos, caracterizava-se por uma elevada taxa de insucesso escolar e de abandono escolar. Os dados relativos a 1995 (data do in&#237;cio do Projecto) revelavam a exist&#234;ncia de 43,9% de insucesso escolar e que apenas 40% da popula&#231;&#227;o, com idades compreendidas entre os 6 e os 20 anos, frequentava a escola. Estes dados, associados a um n&#237;vel muito baixo de escolaridade da popula&#231;&#227;o adulta, m&#225;s condi&#231;&#245;es de habita&#231;&#227;o, trabalho prec&#225;rio e desemprego, indicavam tratar-se de uma comunidade em desvantagem social e, consequentemente, em que as suas crian&#231;as estavam expostas a risco ambiental de desenvolvimento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na perspectiva de Garbarino e Abramowitz (1992), o risco ambiental &#233; entendido como a aus&#234;ncia de oportunidades de desenvolvimento atrav&#233;s do empobrecimento das interac&#231;&#245;es da crian&#231;a com o seu contexto e das experi&#234;ncias adequadas &#224;s necessidades e capacidades da crian&#231;a em cada momento do seu desenvolvimento. Esta aus&#234;ncia de oportunidades decorre da influ&#234;ncia de diferentes factores, desde os mais pr&#243;ximos, como as interac&#231;&#245;es desenvolvidas entre pais-filhos, aos mais distais, que exercem ac&#231;&#227;o indirecta sobre a crian&#231;a, tais como o baixo n&#237;vel de escolaridade, o trabalho prec&#225;rio e as deficientes condi&#231;&#245;es habitacionais das fam&#237;lias.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Projecto de interven&#231;&#227;o socioeducativa de investiga&#231;&#227;o-ac&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O Projecto da Cruz de Pau proporcionou um cen&#225;rio favor&#225;vel &#224; aplica&#231;&#227;o de alguns princ&#237;pios do modelo de investiga&#231;&#227;o-ac&#231;&#227;o. McCall e Green (1997, citados por McCall, Green, Strauss, &#38; Groak, 1998), comparando a investiga&#231;&#227;o-ac&#231;&#227;o com a investiga&#231;&#227;o b&#225;sica, referem que este modelo aponta para a investiga&#231;&#227;o das necessidades b&#225;sicas de uma comunidade e para a cria&#231;&#227;o de um novo conhecimento que directamente promove a condi&#231;&#227;o humana num processo din&#226;mico, no qual a investiga&#231;&#227;o tem implica&#231;&#245;es directas sobre a ac&#231;&#227;o e cujos resultados apontam directamente para apoiar ou modificar o curso de ac&#231;&#227;o anteriormente delineado.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Induzidas pelos princ&#237;pios deste modelo, as primeiras tarefas da equipa do Projecto foram a identifica&#231;&#227;o das necessidades da comunidade, a identifica&#231;&#227;o dos seus potenciais recursos e a planifica&#231;&#227;o de formas resolutivas. Assim, numa fase anterior &#224; implementa&#231;&#227;o propriamente dita do Projecto, realizaram-se plen&#225;rios, quer com diferentes agentes sociais, entre eles representantes da Autarquia, do Centro de Sa&#250;de, da Igreja, do Centro Social e da Escola, quer com a comunidade em geral. Estes agentes identificaram como principal problema o insucesso escolar e uma aparente desmotiva&#231;&#227;o pela escola, sinalizaram ainda um grande n&#250;mero de crian&#231;as que ingressava no 1&#176; ciclo sem ter frequentado a educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar. Surge, assim, a necessidade de dar resposta, numa primeira fase, ao processo de transi&#231;&#227;o entre a fam&#237;lia e a escola. Esta resposta foi materializada atrav&#233;s do primeiro programa de interven&#231;&#227;o - <i>Come&#231;ar Bem</i> - descrito mais &#224; frente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A partir da implementa&#231;&#227;o deste programa, o Projecto da Cruz de Pau encontra e define a sua finalidade: a organiza&#231;&#227;o e dinamiza&#231;&#227;o de recursos de educa&#231;&#227;o para crian&#231;as at&#233; os 6 anos de idade. Para dar resposta a este objectivo foram sendo delineadas diferentes ac&#231;&#245;es, estruturadas em diferentes programas de acordo com o &#226;mbito da interven&#231;&#227;o. O Projecto da Cruz de Pau veio a caracterizar-se pela sua vertente socioeducativa, envolvendo as fam&#237;lias e a comunidade na preven&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es de risco, atrav&#233;s da implementa&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es promotoras do desenvolvimento das crian&#231;as.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A implementa&#231;&#227;o destas ac&#231;&#245;es foi da responsabilidade de uma equipa coordenada pelo Professor Joaquim Bairr&#227;o. Inicialmente, esta equipa foi constitu&#237;da por dois elementos com forma&#231;&#227;o em interven&#231;&#227;o comunit&#225;ria e contou com a consultadoria de um soci&#243;logo e de uma metod&#243;loga. Posteriormente, ap&#243;s algumas altera&#231;&#245;es inerentes ao percurso do Projecto, a equipa passou a ser constitu&#237;da por tr&#234;s educadoras de inf&#226;ncia, duas das quais com forma&#231;&#227;o em psicologia do desenvolvimento e da educa&#231;&#227;o da crian&#231;a, contando, periodicamente com a colabora&#231;&#227;o de outros profissionais no &#226;mbito de parcerias estabelecidas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>A interven&#231;&#227;o numa comunidade em risco ambiental</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de a investiga&#231;&#227;o indicar que <i>nenhum programa pr&#233;-escolar pode vacinar as crian&#231;as contra os estragos da pobreza</i> (Zigler &#38; Styfco, 1994; citados por McLoyd, 1998) e apesar das crian&#231;as oriundas de fam&#237;lias social e economicamente desfavorecidas estarem em risco de apresentar um decl&#237;nio no desenvolvimento intelectual antes dos 3/4 anos, os dados sobre a efic&#225;cia das interven&#231;&#245;es (e.g., Bailey, 1997; Bryant &#38; Maxwell, 1997) t&#234;m revelado que programas espec&#237;ficos, intensivos e de alta qualidade surtem resultados positivos em diferentes &#225;reas do desenvolvimento das crian&#231;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m dos contactos com pessoas-chave da comunidade foi levado a cabo, ainda numa fase inicial, um levantamento das caracter&#237;sticas da comunidade atrav&#233;s da recolha de dados porta-a-porta. A diversidade de problemas identificados, levou &#224; implementa&#231;&#227;o de um largo espectro de programas, nomeadamente, uma componente de apoio &#224; fam&#237;lia, a promo&#231;&#227;o da qualidade dos contextos educativos, a promo&#231;&#227;o de pr&#225;ticas de sa&#250;de e de alimenta&#231;&#227;o e a promo&#231;&#227;o da qualidade dos estilos interactivos pais-filhos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Entre v&#225;rias iniciativas, o Projecto (a) implementou um <i>play group,</i> um espa&#231;o de transi&#231;&#227;o e adapta&#231;&#227;o &#224; escola, onde se desenvolveram actividades de socializa&#231;&#227;o das crian&#231;as; (b) desenvolveu um programa de interven&#231;&#227;o domicili&#225;ria para crian&#231;as mais jovens (entre os 0 e os 3 anos de idade), onde era privilegiado o trabalho centrado nas prioridades e nas for&#231;as das fam&#237;lias; (c) desenvolveu programas de forma&#231;&#227;o para os diferentes intervenientes na educa&#231;&#227;o das crian&#231;as, visando a melhoria da qualidade dos servi&#231;os prestados &#224;s crian&#231;as; e (d) em articula&#231;&#227;o com o Centro de Sa&#250;de de Matosinhos, desenvolveu ac&#231;&#245;es de sensibiliza&#231;&#227;o sobre sa&#250;de oral e alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A elabora&#231;&#227;o dos programas implementados pelo Projecto assume como enquadramento conceptual a perspectiva ecol&#243;gica do desenvolvimento humano (Bronfenbrenner, 1986, 1995) e o modelo transaccional do desenvolvimento (Sameroff &#38; Fiese, 1990).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A perspectiva ecol&#243;gica, ao advogar que o desenvolvimento &#233; compreendido no quadro das rela&#231;&#245;es de interdepend&#234;ncia da pessoa com o contexto em permanentes adapta&#231;&#245;es, ao longo do tempo, exaltou a import&#226;ncia da interven&#231;&#227;o se descentrar do indiv&#237;duo e centrar-se nos diferentes contextos onde o desenvolvimento ocorre, atendendo &#224;s inter-rela&#231;&#245;es entre esses contextos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Os programas implementados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A concep&#231;&#227;o dos programas implementados pretendeu que a interven&#231;&#227;o fosse multidimensional de car&#225;cter hol&#237;stico, incidindo sobre vari&#225;veis-chave que afectavam o meio f&#237;sico e social da crian&#231;a e que desej&#225;vamos modificar. Assumiu-se como ponto de partida as necessidades e as aspira&#231;&#245;es das pessoas pertencentes &#224;quela comunidade. Alguns desses programas n&#227;o podem ser entendidos no sentido cient&#237;fico do termo interven&#231;&#227;o, mas sim na sua acep&#231;&#227;o corrente, uma vez que os objectivos a que se propuseram foram formulados no espa&#231;o da interac&#231;&#227;o directa com a popula&#231;&#227;o e os indicadores dos seus resultados foram obtidos atrav&#233;s de registos informais, como a frequ&#234;ncia do p&#250;blico alvo que aderia aos programas e os coment&#225;rios das fam&#237;lias feitos em espa&#231;o de reuni&#227;o ou em visitas domicili&#225;rias. De uma forma geral, a interven&#231;&#227;o teve as seguintes caracter&#237;sticas: os sujeitos participavam voluntariamente nas ac&#231;&#245;es; as manipula&#231;&#245;es foram multifacetadas e nem sempre uniformemente administradas; os investigadores-actores n&#227;o puderam controlar totalmente as interven&#231;&#245;es; as medidas n&#227;o foram muito precisas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, a abordagem metodol&#243;gica seguida por dois dos programas teve um car&#225;cter sistem&#225;tico e rigoroso, nomeadamente o <i>Clube de Pais</i> (Novais, 2000) e o <i>Clube de Leitura</i> (Gamelas, Leal, Alves, &#38; Grego, 2003; Leal, Gamelas, Cadima &#38; Silva, 2005), sobre os quais o leitor poder&#225; encontrar informa&#231;&#245;es mais detalhadas nas refer&#234;ncias citadas. Passamos a apresentar resumidamente cada um dos programas desenvolvidos:</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>1. Brincar em casa</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ramey e Ramey (1993) prop&#245;em um esquema complexo para ilustrar os programas domicili&#225;rios, onde incluem um grande conjunto de vari&#225;veis a ter em conta: necessidades b&#225;sicas e recursos das fam&#237;lias, experi&#234;ncias, ideias, valores, prioridades das fam&#237;lias e interac&#231;&#245;es sociais intra-familiares, com a crian&#231;a e com a comunidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa <i>Brincar em Casa</i>, dirigido a crian&#231;as dos 0 aos 3 anos de idade, teve como objectivos identificar e mobilizar os recursos da fam&#237;lia, no sentido de estas promoverem o desenvolvimento &#243;ptimo das crian&#231;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com base nos conceitos <i>capacitar</i> e <i>fortalecer</i> (Dunst, Trivette, &#38; Deal, 1988) procurou-se, por um lado, criar oportunidades e meios para que as fam&#237;lias utilizassem as suas pr&#243;prias compet&#234;ncias e adquirissem outras que lhes permitissem encontrar solu&#231;&#245;es face &#224;s suas pr&#243;prias prioridades e &#224;s necessidades dos seus filhos e, por outro lado, procurou-se reactivar ou encontrar mecanismos naturais e informais de apoio social, renovando os sentimentos de confian&#231;a das fam&#237;lias no controle sobre os aspectos do seu funcionamento e sobre a educa&#231;&#227;o das suas crian&#231;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa abrangeu 37 crian&#231;as, tendo o n&#250;mero de sess&#245;es por crian&#231;a variado entre 2 e 59 sess&#245;es, num total de 694 visitas domicili&#225;rias. Das estrat&#233;gias implementadas, aquela que se mostrou mais dif&#237;cil de concretizar foi a adequa&#231;&#227;o do envolvimento dos pais, durante a actividade de jogo, ao n&#237;vel de desenvolvimento da crian&#231;a. Pelo contr&#225;rio, a monitoriza&#231;&#227;o do processo de transi&#231;&#227;o entre a casa e os contextos formais de educa&#231;&#227;o teve resultados muito positivos, sobretudo com as fam&#237;lias ciganas cujas crian&#231;as passaram a frequentar o jardim-de-inf&#226;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>2. Clube de pais</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A import&#226;ncia da interven&#231;&#227;o no dom&#237;nio das interac&#231;&#245;es pais-crian&#231;a resulta da concep&#231;&#227;o do desenvolvimento como um processo social e interactivo que ocorre atrav&#233;s e nas interac&#231;&#245;es que a crian&#231;a estabelece com as pessoas mais significativas. A premissa b&#225;sica &#233; que os indiv&#237;duos nunca podem ser isolados dos seus contextos e das condi&#231;&#245;es que regulam o desenvolvimento (Sameroff, 1989).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considerando as transac&#231;&#245;es que ocorrem ao longo do tempo entre os elementos em interac&#231;&#227;o como um contexto privilegiado para a promo&#231;&#227;o dos processos de desenvolvimento, o programa <i>Clube de Pais,</i> definido para crian&#231;as entre os 0 e os 3 anos de idade, teve como principais objectivos: (1) refor&#231;ar e expandir as interac&#231;&#245;es pais-crian&#231;a desenvolvimentalmente adequadas a cada crian&#231;a; (2) fortalecer o sentimento de compet&#234;ncia e de auto-efic&#225;cia dos pais; (3) desenvolver compet&#234;ncias parentais que pudessem ser aplicadas para al&#233;m do contexto do grupo de interven&#231;&#227;o e (4) valorizar o papel dos pais no desenvolvimento da crian&#231;a. O programa incluiu um espa&#231;o de brincadeira entre pais e filhos, em contexto de creche, ap&#243;s o tempo normal do seu funcionamento. Os pais brincavam com os seus filhos durante cerca de 30 minutos, sendo as interac&#231;&#245;es registadas em v&#237;deo. Na sess&#227;o seguinte, estes registos eram analisados pelo grupo, procurando o educador-dinamizador focar a aten&#231;&#227;o dos pais sobre os microprocessos interactivos, real&#231;ando a sua import&#226;ncia no desenvolvimento das crian&#231;as, questionando-os acerca de pequenas sequ&#234;ncias interactivas e, quando conveniente, sugerir formas alternativas de interac&#231;&#227;o. O programa envolveu os pais no acompanhamento do desenvolvimento dos seus filhos e valorizou o seu papel nos progressos verificados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa envolveu, no primeiro e no segundo ano de implementa&#231;&#227;o, 16 e 10 crian&#231;as e decorreu ao longo de 69 e 17 sess&#245;es, respectivamente. Das 31 d&#237;ades participantes, apenas 8 n&#227;o foram constitu&#237;das pela m&#227;e da crian&#231;a. A taxa de frequ&#234;ncia nas sess&#245;es foi, no primeiro e segundo ano de implementa&#231;&#227;o, 42,7% e 37,8%, respectivamente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O perfil das interac&#231;&#245;es pais-crian&#231;a foi avaliado antes e ap&#243;s a implementa&#231;&#227;o do programa com base na <i>Parent/Caregiver Involvement Scale</i> (Farran, Kasari, Comfort-Smith, &#38; Jay, 1986). De acordo com o verificado por Farran e Ramey (1980), a compara&#231;&#227;o entre o perfil inicial e o final de interac&#231;&#227;o pais-crian&#231;a mostrou uma mudan&#231;a positiva no padr&#227;o interactivo para n&#237;veis superiores de envolvimento di&#225;dico, sobretudo ao n&#237;vel das dimens&#245;es Qualidade e Adequa&#231;&#227;o, tendo sido esta mudan&#231;a concomitante com a evolu&#231;&#227;o para n&#237;veis mais elevados de realiza&#231;&#227;o intelectual das crian&#231;as, medida pela Escala de Desenvolvimento Mental de Ruth Griffiths (Griffiths, 1970).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>3. Anda brincar</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa foi concebido como um <i>Play-Group</i>, conceito importado do Reino Unido que designa uma forma de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, centrada na organiza&#231;&#227;o de espa&#231;os informais, com hor&#225;rios flex&#237;veis, onde as fam&#237;lias t&#234;m um papel activo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O <i>Anda Brincar</i> funcionou entre 1996-2000, e destinava-se a crian&#231;as dos 3 aos 6 anos que n&#227;o frequentavam qualquer estrutura formal de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar, bem como a m&#227;es e a outros agentes educativos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As cerca de 110 crian&#231;as envolvidas nos quatro anos de implementa&#231;&#227;o do programa partilharam um polivalente, transformado em centro de recursos, com outros utilizadores (crian&#231;as do 1&#176; ciclo), equipado com um conjunto de materiais distribu&#237;dos por &#225;reas (faz-de-conta, constru&#231;&#227;o, biblioteca e artes pl&#225;sticas), com supervis&#227;o de um adulto/animador (educadora de inf&#226;ncia) e onde as fam&#237;lias participaram na organiza&#231;&#227;o e dinamiza&#231;&#227;o das actividades l&#250;dicas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados do trabalho desenvolvido reflectiram-se no reconhecimento demonstrado pelas fam&#237;lias sobre a import&#226;ncia das interac&#231;&#245;es no desenvolvimento das crian&#231;as e no posterior n&#250;mero de crian&#231;as a frequentar as estruturas formais de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar criadas na comunidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>4. Clube de leitura</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Durante o ano lectivo de 2000/01 decorreu o programa <i>Clube de Leitura,</i> que tinha por objectivo geral promover a leitura conjunta entre os adultos significativos (pais/educadores de inf&#226;ncia) e as crian&#231;as. Este programa teve como alvos de interven&#231;&#227;o as crian&#231;as com cinco anos que iriam transitar para o 1&#176; ano do Ensino B&#225;sico, as suas fam&#237;lias e educadoras de inf&#226;ncia. Especificamente, o programa visava promover (1) compet&#234;ncias de literacia emergente nas crian&#231;as <i>(e.g.,</i> vocabul&#225;rio, compreens&#227;o/interpreta&#231;&#227;o de hist&#243;rias, consci&#234;ncia fonol&#243;gica), e (2) compet&#234;ncias para manter aten&#231;&#227;o da crian&#231;a sobre o livro, proporcionar leitura interactiva, apoiar a compreens&#227;o da crian&#231;a e utilizar estrat&#233;gias de desenvolvimento de literacia por parte dos adultos (pais e educadoras).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, foram organizadas sess&#245;es de trabalho com as educadoras e com os pais. A vertente de trabalho organizada para as educadoras incluiu tr&#234;s salas abrangendo um total de 46 crian&#231;as. Todos os pais foram convidados a participar na vertente de trabalho organizada para as fam&#237;lias. Aderiram a este projecto as fam&#237;lias de 16 crian&#231;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As educadoras, em colabora&#231;&#227;o com um elemento da equipa, planificaram semanal ou quinzenalmente actividades (e.g., leitura e explora&#231;&#227;o de hist&#243;rias, reconto, ilustra&#231;&#227;o, dramatiza&#231;&#227;o, elabora&#231;&#227;o de livros) a implementar na rotina da sua sala que iam ao encontro dos objectivos delineados para o projecto. Semanalmente, os pais (pai ou m&#227;e) reuniram no jardim-de-inf&#226;ncia dos seus filhos com um elemento da equipa. Nestas sess&#245;es foram desenvolvidas v&#225;rias actividades &#224; volta de livros. Estas actividades eram sempre discutidas em grupo no final de cada sess&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As crian&#231;as, as salas de jardim-de-inf&#226;ncia e as fam&#237;lias foram avaliadas, antes e ap&#243;s a participa&#231;&#227;o no programa. As an&#225;lises comparativas destes dois momentos de avalia&#231;&#227;o demonstraram que a participa&#231;&#227;o das fam&#237;lias no <i>Clube de Leitura</i> se relacionou com um maior desenvolvimento de compet&#234;ncias lingu&#237;sticas nas crian&#231;as, enquanto avaliadas pelo <i>Teste de Identifica&#231;&#227;o de Compet&#234;ncias Lingu&#237;sticas</i> (TICL; Viana, 1995). De referir ainda, que a an&#225;lise de conte&#250;do sobre a aprecia&#231;&#227;o escrita feita pelos pais e pelas educadoras revelou a sua satisfa&#231;&#227;o pela participa&#231;&#227;o neste projecto (Gamelas <i>et al.,</i> 2003).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>5. Come&#231;ar bem</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assegurar a transi&#231;&#227;o do jardim-de-inf&#226;ncia para o 1&#176; ciclo do Ensino B&#225;sico garante a continuidade do processo educativo e facilita a adapta&#231;&#227;o da crian&#231;a a um novo contexto (espa&#231;o f&#237;sico e diferentes intervenientes -pares e professores).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa teve como destinat&#225;rios as crian&#231;as com 5/6 anos que iriam transitar para o 1 &#176; ano de escolaridade, os seus pais, educadores e professores.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao longo dos anos, o programa foi sofrendo altera&#231;&#245;es, de acordo com as necessidades da comunidade. Numa 1<sup>a</sup> fase, que decorreu entre 1996-1998, em Julho e Setembro, foram organizados, para as 165 crian&#231;as envolvidas, ateliers de estimula&#231;&#227;o intensiva, os quais tiveram lugar no edif&#237;cio da escola do 1&#176; Ciclo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As actividades dispon&#237;veis privilegiavam as seguintes &#225;reas: Express&#227;o Pl&#225;stica, Express&#227;o Dram&#225;tica, Educa&#231;&#227;o Musical, Express&#227;o Motora, Anima&#231;&#227;o do Livro, Inform&#225;tica e Conhecimento do Mundo (realizaram-se visitas de estudo a locais de interesse pedag&#243;gico).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em encontros semanais, os pais foram informados acerca do trabalho desenvolvido. Finalmente, pais e professores reuniram-se para partilhar expectativas, esclarecer d&#250;vidas, definir estrat&#233;gias com o objectivo de melhorar a adapta&#231;&#227;o das crian&#231;as e prevenir o insucesso escolar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na 2a fase, entre 1998 e 2001, todas as crian&#231;as da Cruz de Pau tinham possibilidade de frequentar uma estrutura de pr&#233;-escolar. Por outro lado, o Programa <i>Forma&#231;&#227;o em Contexto</i> facilitou a comunica&#231;&#227;o e articula&#231;&#227;o, atrav&#233;s de encontros, ao longo do ano, entre os profissionais de educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar e do ensino b&#225;sico para reflectir sobre as problem&#225;ticas comuns e pr&#225;ticas adequadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo, o programa adaptou-se &#224; nova situa&#231;&#227;o, trabalhando directamente com as institui&#231;&#245;es atrav&#233;s de consultoria de forma&#231;&#227;o aos seus profissionais e oferecendo um outro tipo de actividades: (1) a avalia&#231;&#227;o das crian&#231;as ao n&#237;vel das compet&#234;ncias necess&#225;rias para a inicia&#231;&#227;o &#224; escolaridade b&#225;sica; (2) o apoio na elabora&#231;&#227;o e implementa&#231;&#227;o de curr&#237;culos espec&#237;ficos; (3) a organiza&#231;&#227;o de visitas &#224; escola para a realiza&#231;&#227;o de actividades, estabelecimento de rela&#231;&#245;es entre pares, participa&#231;&#227;o na rotina escolar; e (4) a organiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de sensibiliza&#231;&#227;o dirigidas aos pais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este programa possibilitou, assim, uma maior articula&#231;&#227;o entre a comunidade e a escola, uma maior articula&#231;&#227;o entre os diferentes n&#237;veis de ensino e permitiu &#224;s crian&#231;as um maior contacto com o espa&#231;o f&#237;sico e intervenientes da escola.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>6. Educa&#231;&#227;o para a sa&#250;de</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A progressiva complexidade dos servi&#231;os de sa&#250;de implica, de um modo geral, estruturas com um funcionamento mais distante das comunidades. Esperar que venham ao Centro de Sa&#250;de diminui, em muito, a frequ&#234;ncia e o atendimento de popula&#231;&#245;es socialmente desfavorecidas que, por raz&#245;es v&#225;rias, n&#227;o recorrem assiduamente aos servi&#231;os de sa&#250;de sen&#227;o em situa&#231;&#245;es de urg&#234;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um dos objectivos do Projecto foi facilitar a rela&#231;&#227;o das fam&#237;lias com os servi&#231;os de sa&#250;de e encontrar formas de apoio espec&#237;fico atrav&#233;s da mobiliza&#231;&#227;o de recursos gratuitos ou de baixo custo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa <i>Educa&#231;&#227;o para a Sa&#250;de</i> contou com a colabora&#231;&#227;o do <i>Rotary Club</i> de Matosinhos, atrav&#233;s de servi&#231;os gratuitos de Odontologia, Ortopedia e Oftalmologia, bem como, aquisi&#231;&#227;o de pr&#243;teses (botas ortop&#233;dicas, &#243;culos) e da Cl&#237;nica de Medicina Dent&#225;ria da Faculdade de Medicina Dent&#225;ria da Universidade do Porto, ao n&#237;vel de servi&#231;os de estomatologia gratuitos ou de baixo custo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A partir da articula&#231;&#227;o com o Centro de Sa&#250;de de Matosinhos e de Escolas Superiores de Enfermagem foram tamb&#233;m organizadas ac&#231;&#245;es de sensibiliza&#231;&#227;o para a implementa&#231;&#227;o de pr&#225;ticas alimentares adequadas, higiene oral, seguran&#231;a infantil e pediculose.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>7. Pensar a qualidade</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa <i>Pensar a Qualidade</i> teve como pressuposto a concep&#231;&#227;o de que intervir em comunidades desfavorecidas n&#227;o significa simplesmente aumentar os recursos educativos mas, sobretudo, promover a qualidade desses recursos de forma a suprir os d&#233;fices que estas crian&#231;as j&#225; apresentam (Bairr&#227;o, 1998). A investiga&#231;&#227;o tem indicado que as crian&#231;as consideradas em risco s&#227;o mais afectadas pela qualidade da educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar (Cost, Quality, &#38; Child Outcomes Study Team, 1995). As estruturas pr&#233;-escolares de qualidade podem ter efeitos positivos no desenvolvimento intelectual, verbal e cognitivo, especialmente em crian&#231;as proveniente de ambientes familiares promotores de experi&#234;ncias pobres e pouco estimulantes (Lamb, 1998 citado por Vandell &#38; Wolfe, 2000).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa <i>Pensar a Qualidade</i> teve como objectivo principal melhorar a qualidade da presta&#231;&#227;o de servi&#231;os &#224; inf&#226;ncia, atrav&#233;s da forma&#231;&#227;o e reorganiza&#231;&#227;o das estruturas pr&#233;-escolares e de uma maior participa&#231;&#227;o dos pais no processo educativo dos seus filhos. Foram utilizados como instrumentos a <i>Infant/Toddler Environment Rating Scale</i> (ITERS; Harms, Cryer, &#38; Clifford, 1990) e a <i>Early Childhood Environment Rating Scale </i>(ECERS; Harms &#38; Clifford, 1980)<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a> para avaliar os contextos educativos, definir crit&#233;rios de qualidade, bem como metas de interven&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As mudan&#231;as implicam <i>timings</i> que nem sempre se conciliam com os prazos dos Projectos. Os resultados mais evidentes do programa surgiram ap&#243;s o t&#233;rmino do Projecto e traduziram-se por espa&#231;os mais adaptados &#224;s necessidades das crian&#231;as e pr&#225;ticas educativas mais intencionais. No entanto, no final do programa, com base na avalia&#231;&#227;o realizada com a ITERS e com a ECERS, foram encontrados resultados positivos ao n&#237;vel de: condi&#231;&#245;es de seguran&#231;a, equipamento para actividades de aprendizagem, condi&#231;&#245;es de sono/descanso, funcionamento das refei&#231;&#245;es e merendas, distribui&#231;&#227;o das actividades em grande/pequeno grupo e individual, arranjo e organiza&#231;&#227;o da sala, material exposto para as crian&#231;as, aspectos da interac&#231;&#227;o educador/crian&#231;a, experi&#234;ncias de linguagem, consci&#234;ncia multicultural, oportunidades de desenvolvimento profissional e procedimentos com os pais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>8. Forma&#231;&#227;o em contexto</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o sobre forma&#231;&#227;o profissional dos educadores de inf&#226;ncia sugere que cerca de 90% das compet&#234;ncias adquiridas e aplicadas por estes profissionais resultam da forma&#231;&#227;o que ocorre nos contextos de trabalho (Duff, Brown, &#38; Vans Scoy, 1995). Com base no pressuposto de que um dos melhores indicadores de alta qualidade em educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar &#233; o n&#237;vel de forma&#231;&#227;o dos educadores e demais pessoal (Cryer, 1996), levou-nos a argumentar que os educadores de inf&#226;ncia deveriam beneficiar de programas de desenvolvimento profissional, onde a componente da reflex&#227;o e da auto-avalia&#231;&#227;o das suas pr&#225;ticas deveria ser incorporada, de forma intencional, cont&#237;nua e estruturada. Por outro lado, o facto das crian&#231;as apoiadas pelo Projecto transitarem para a escola, levou a equipa do Projecto a considerar pertinente o desenvolvimento de um trabalho de forma&#231;&#227;o com professores do 1&#176; CEB.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A interven&#231;&#227;o no &#226;mbito do Programa <i>Forma&#231;&#227;o em Contexto</i> incluiu duas modalidades:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(I) A forma&#231;&#227;o com professores do 1&#176; CEB e educadoras de inf&#226;ncia da Cruz de Pau realizada, durante 4 anos, em tr&#234;s <i>m&#243;dulos de forma&#231;&#227;o</i> e de uma <i>oficina de forma&#231;&#227;o,</i> orientada por um professor do Instituto das Comunidades Educativas e uma professora da escola do 1&#176; CEB, com forma&#231;&#227;o em Psicologia, convidados pela equipa do Projecto. Cada um dos m&#243;dulos de forma&#231;&#227;o teve a dura&#231;&#227;o de 25 horas, distribu&#237;das por tempos de <i>trabalho apoiado</i> pela equipa de forma&#231;&#227;o e tempos de <i>trabalho aut&#243;nomo, </i>cuja responsabilidade foi dos professores e das educadoras participantes. Durante os 4 anos de implementa&#231;&#227;o, estiveram envolvidos 91 professores do 1&#176; CEB e 26 educadoras de inf&#226;ncia. No final da implementa&#231;&#227;o do programa foi poss&#237;vel constatar algumas mudan&#231;as ao n&#237;vel de: atendimento &#224;s diferen&#231;as individuais quanto &#224;s aprendizagens escolares e educativas; atitude face ao acto educativo, que se traduz por uma maior preocupa&#231;&#227;o com o sucesso educativo; articula&#231;&#227;o entre os diferentes contextos pr&#233;-escolares e escolares; prepara&#231;&#227;o da transi&#231;&#227;o jardim-de-inf&#226;ncia/escola; e estreitamento das interac&#231;&#245;es intra-contextos escolares e comunidade educativa alargada. Esta forma&#231;&#227;o foi creditada no &#226;mbito do Regime Jur&#237;dico da Forma&#231;&#227;o Cont&#237;nua.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(II) A forma&#231;&#227;o mais informal, da responsabilidade de 2 elementos da equipa do Projecto, foi desenvolvida nos contextos educativos (creche e Jardins de Inf&#226;ncia) e definida de acordo com as necessidades identificadas com educadores e com as auxiliares de educa&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Logo ap&#243;s o 25 de Abril, verificou-se uma dissemina&#231;&#227;o de projectos comunit&#225;rios e educativos cujos intervenientes manifestaram capacidade de iniciativa e de criatividade, revelando a exist&#234;ncia, nas comunidades, de potencialidades de realiza&#231;&#227;o e de superar car&#234;ncias. Destes, destacamos o Projecto Alc&#225;cer, promovido e financiado pela Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian e pela Funda&#231;&#227;o Bernard Van Leer, destinado a realizar forma&#231;&#227;o de educadoras de inf&#226;ncia em meio rural (Campos, 1981) e o Projecto Amadora, resultante da colabora&#231;&#227;o entre o Centro de Observa&#231;&#227;o e Orienta&#231;&#227;o M&#233;dico-Pedag&#243;gica e a Funda&#231;&#227;o Bernard Van Leer. Este &#250;ltimo projecto, de interven&#231;&#227;o comunit&#225;ria e s&#243;cio-educativa, visava integrar as actividades de v&#225;rios servi&#231;os, nomeadamente de seguran&#231;a social, sa&#250;de e educa&#231;&#227;o, existentes na comunidade, com vista &#224; diversifica&#231;&#227;o das respostas t&#233;cnicas e sociais a dar &#224;s popula&#231;&#245;es, quer em fun&#231;&#227;o das necessidades s&#243;cio-educativas das crian&#231;as expostas a riscos, quer com vista &#224; participa&#231;&#227;o e responsabiliza&#231;&#227;o das fam&#237;lias e das comunidades na preven&#231;&#227;o e resolu&#231;&#227;o de problemas (Bairr&#227;o, 1987).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Progressivamente, &#224; medida que os servi&#231;os foram sendo criados, as comunidades foram encontrando recursos que de alguma forma poderiam dar respostas &#224;s suas necessidades. Os programas de interven&#231;&#227;o de cariz comunit&#225;rio defrontam-se com o desafio de articular os diferentes recursos em colabora&#231;&#227;o com as popula&#231;&#245;es, indo ao encontro de modelos transversais na resolu&#231;&#227;o de problemas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O Projecto desenvolvido na Cruz de Pau, ao surgir em 1995, deve ser visto nesse contexto. Apesar de a interven&#231;&#227;o incidir sobretudo a n&#237;vel do microssistema, procurando alterar os processos interactivos (i.e. pais-crian&#231;as, educadores-crian&#231;as) e a n&#237;vel do mesossistema, procurando promover a articula&#231;&#227;o entre os diferentes microssistemas (i.e. fam&#237;lia/jardim-de-inf&#226;ncia/escola), o Projecto tamb&#233;m teve impacto a n&#237;vel do exossistema, na medida em que, ao desenvolver parcerias com a autarquia, a seguran&#231;a social, os servi&#231;os de sa&#250;de e escolas de forma&#231;&#227;o, promoveu a qualidade dos servi&#231;os por estes prestados. Estas parcerias resultaram, tamb&#233;m, em benef&#237;cios para a comunidade, como o ilustram a cria&#231;&#227;o de uma creche, jardim-de-inf&#226;ncia e ATL, a reorganiza&#231;&#227;o de uma estrutura pr&#233;-escolar j&#225; existente e a organiza&#231;&#227;o de forma&#231;&#245;es dirigida aos diferentes agentes educativos. No entanto, o Projecto deparou com dificuldades interpretadas como inerentes ao des&#226;nimo e atitudes enraizadas no risco social, bem como resultantes do funcionamento espartilhado dos servi&#231;os de sa&#250;de, de educa&#231;&#227;o e de seguran&#231;a social. Fica a certeza de que, caso nenhuma ac&#231;&#227;o tivesse sido implementada, as crian&#231;as que viviam em situa&#231;&#245;es de priva&#231;&#227;o social e econ&#243;mica tenderiam a continuar e a piorar a sua condi&#231;&#227;o de crian&#231;as em risco ambiental (Bairr&#227;o, 1994).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m do impacto na comunidade, o Projecto desenvolvido na Cruz de Pau despertou interesse na comunidade cient&#237;fica tornando-se um nicho para muitos est&#225;gios acad&#233;micos na &#225;rea da Psicologia da Educa&#231;&#227;o e de v&#225;rios trabalhos de investiga&#231;&#227;o. A alian&#231;a entre o saber acad&#233;mico e a sua aplica&#231;&#227;o pr&#225;tica em benef&#237;cio de uma comunidade sublinhou a import&#226;ncia de uma abordagem hol&#237;stica e a necessidade de utilizar paradigmas naturalistas e m&#233;todos m&#250;ltiplos de natureza quantitativa e qualitativa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, n&#227;o podemos deixar de dizer que a riqueza das estrat&#233;gias implementadas e a intensa partilha com todos os intervenientes no processo educativo das crian&#231;as, tornam imposs&#237;vel a tarefa de resumir num artigo toda a interven&#231;&#227;o desenvolvida na comunidade da Cruz de Pau.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bailey, D. (1997). Evaluating the effectiveness of curriculum alternatives for infants and preschoolers at high risk. In M. J. Guralnick (Ed.), <i>The effectiveness of early intervention</i> (pp. 227-248). Baltimore: P. H. Brooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465081&pid=S0874-2049200900020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1987). An&#225;lise comparativa de dois projectos de interven&#231;&#227;o social: Projecto Amadora (Lisboa) e programa de desenvolvimento da crian&#231;a (Reino Unido), <i>Cadernos do COOMP, 9/10,</i> 25-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465083&pid=S0874-2049200900020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1994). A perspectiva ecol&#243;gica na avalia&#231;&#227;o de crian&#231;as com necessidades educativas especiais e suas fam&#237;lias: O caso de interven&#231;&#227;o precoce. <i>Inova&#231;&#227;o, 7,</i> 37-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465085&pid=S0874-2049200900020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1998). O que &#233; a qualidade em educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar? In Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (Ed.), <i>Qualidade e projecto na educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar</i> (pp. 43-88). Lisboa: Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465087&pid=S0874-2049200900020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1986). Recent advances in research on the ecology of human development. In R. Silbereisen, K. Eyferth, &#38; G. Rudinger (Eds.), <i>Development as action in context</i> (pp. 287-309). Berlin: Springer-Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465089&pid=S0874-2049200900020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bronfenbrenner, U. (1995). The bioecological model from a life course perspective: Reflections of a participant observer. In P. Moen, G. H. Elder, Jr., &#38; K. Luscher (Eds.), <i>Examining lives in context: Perspectives on the ecology of human development</i> (pp. 599-618). Washington, DC: American Psychological Association.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bryant, D., &#38; Maxwell, K. (1997). The effectiveness of early intervention for disadvantaged children. In M. J. Guralnick (Ed.), <i>The effectiveness of early intervention</i> (pp. 23-46). Baltimore: P. H. Brooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465092&pid=S0874-2049200900020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Campos, B. (1981). <i>Projecto Alc&#225;cer: desenvolvimento de crian&#231;as em comunidade rural.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465094&pid=S0874-2049200900020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cost, Quality, &#38; Child Outcomes Study Team (1995). <i>Cost, Quality, and Child Outcomes in child care centers: Public report (2nd Ed.).</i> Denver: Economics Department, University of Colorado at Denver.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465096&pid=S0874-2049200900020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cryer, D. (1996). <i>Annual Report</i>. Chapel Hill: Frank Porter Graham Child Development Centre, University of North Carolina at Chapel Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465098&pid=S0874-2049200900020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duff, R. E., Brown, H. M., &#38; Van Scoy, I. J. (1995). Reflection and self evaluation: Keys to professional development. <i>Young Children, 50</i> (4), 81-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465100&pid=S0874-2049200900020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C., Trivette, C., &#38; Deal, A. (1988). <i>Enabling and empowering families: Principles and guidelines for practice</i>. Cambridge, MA: Brookline Books.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Farran, D., Kasari, C., Comfort-Smith, M., &#38; Jay (1986). <i>Parent/Caregiver Involvement Scale.</i> Child Development and Family Relations of School of Human Environmental Sciences. Greensboro: University of North Carolina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465103&pid=S0874-2049200900020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Farran, D., &#38; Ramey, C. (1980). Social class differences in dyadic involvement during infancy. <i>Child Development, 51,</i> 254-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465105&pid=S0874-2049200900020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gamelas, A. M., Leal, T., Alves, M. J., &#38; Grego, T. (2003). Contributos para o desenvolvimento da literacia: Clube de leitura. In F. L. Viana, M. Martins &#38; E. Coquet (Coords.), <i>Leitura e literatura infantil e ilustra&#231;&#227;o: Investiga&#231;&#227;o e pr&#225;tica docente</i> (pp. 33-41). Braga: Centro de Estudos da Crian&#231;a, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465107&pid=S0874-2049200900020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Garbarino, J., &#38; Abramowitz, R. H. (1992). Sociocultural risk and opportunity. In J. Garbarino (Ed.), <i>Children and families in the social environment</i> (pp. 152-176). New York: Aldine de Gruyter.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465109&pid=S0874-2049200900020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Griffiths, R. (1970). <i>The abilities of young children.</i> Londres: Child Development Research Unit.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465111&pid=S0874-2049200900020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T., &#38; Clifford, R. M. (1980). <i>Early Childhood Environment Rating Scale (ECERS).</i> New York: Teacher College Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465113&pid=S0874-2049200900020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harms, T., Cryer, D., &#38; Clifford, R. M. (1990). <i>Infant/ Toddler Environment Rating Scale (iTeRS).</i> Chapel Hill: Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465115&pid=S0874-2049200900020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leal, T., Gamelas, A. M., Cadima, J. &#38; Silva, P. (2005). Contributos para o desenvolvimento da literacia: A  aprendizagem da leitura e da escrita ao longo do 1&#176; ciclo do ensino b&#225;sico. 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New York: John Wiley &#38; Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465119&pid=S0874-2049200900020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McLoyd, V. C. (1998). Children in poverty: Development, public policy, and practice. In W. Damon &#38; R. M. Lerner (Eds), <i>Handbook of child psychology: Vol. IV. Child psychology in practice</i> (5th ed., pp. 135-208). New York: John Wiley &#38; Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465121&pid=S0874-2049200900020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Novais, I. (2000). <i>Estudo do impacto da qualidade das interac&#231;&#245;es adulto-crian&#231;a no desenvolvimento da crian&#231;a: Implementa&#231;&#227;o de um programa numa popula&#231;&#227;o de risco ambiental.</i> Disserta&#231;&#227;o de mestrado em psicologia do desenvolvimento e educa&#231;&#227;o da crian&#231;a. Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o. Universidade do Porto (texto n&#227;o publicado).</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ramey, C., &#38; Ramey, S. (1993). Home visiting programs and the health and development of young children. <i>The Future of Children,</i> 3(3), 129-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465124&pid=S0874-2049200900020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sameroff, A., &#38; Fiese, B. (1990). Transactional regulation and early intervention. In S. J. Meisels &#38; J. P. Shonkoff (Eds.), <i>Handbook of early childhood intervention</i> (pp. 119-149). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465126&pid=S0874-2049200900020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sameroff, A. (1989). Principles of development and psychopathology. In A. J. Sameroff &#38; R. N. Emde (Eds<i>.</i> ), <i>Relationship disturbances in early childhood: A developmental approach</i> (pp. 17-32). New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465128&pid=S0874-2049200900020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vandell, D. L., &#38; Wolfe, B. (2000). <i>Childcare quality: Does it matter and does it need to be improved?</i> (Full report). Retirado em 12 de Maio de 2002, de <a href="http://aspe.os.dhhs.gov/hsp/ccquality00/ccqual.htm" target="_blank">http://aspe.os.dhhs.gov/hsp/ccquality00/ccqual.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465130&pid=S0874-2049200900020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Viana, F. L. (1995). <i>Teste de Identifica&#231;&#227;o de Compet&#234;ncias Lingu&#237;sticas: Vers&#227;o para estudo.</i> Manuscrito n&#227;o publicado. Instituto de Estudos da Crian&#231;as da Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465132&pid=S0874-2049200900020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>A equipa do Projecto utilizou a tradu&#231;&#227;o da ITERS realizada por Ana Isabel Pinto e Teresa Grego - FPCE-UP, (1994) e a tradu&#231;&#227;o da ECERS, revista e aprofundada no &#226;mbito do ECCE-Study Group (1997). <i>European child care and education: Cross national analyses of the quality and effects of different types early childhood programs on children&#8217;s development.</i> Final report package # 1 submitted to European Union DG XII: Science, Research and Development. RTD Action: Targeted Socio-Economic Research.</font></p>       ]]></body>
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<ref id="B1">
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<surname><![CDATA[Bailey]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluating the effectiveness of curriculum alternatives for infants and preschoolers at high risk]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Guralnick]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
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<source><![CDATA[The effectiveness of early intervention]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>227-248</page-range><publisher-loc><![CDATA[Baltimore ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[P. H. Brooks]]></publisher-name>
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<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Bairrão]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise comparativa de dois projectos de intervenção social: Projecto Amadora (Lisboa) e programa de desenvolvimento da criança (Reino Unido)]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos do COOMP]]></source>
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