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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O envolvimento do pai no processo desenvolvimental dos filhos: uma abordagem intergeracional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study addresses the relations between the involvement of the contemporary father in the developmental process of their school age offsprings, and the representation of his own father involvement throughout childhood and adolescence. Two forms of father involvement were considered: Amount of time spent in Interaction and in Availability, which was measured using the Interaction and Availability Interview Guide and adults&#8217; retrospective representation of their own father involvement, which was assessed using the Father Involvement Scale. The study was conducted with 189 fathers and 407 children (8-10 years-old). Overall, results showed that the more positive the father&#8217;s representation of his own father involvement, especially in what concerns Emotional Support and Stimulation and Sharing of Domestic Work with the mother, the more he interacted with the child. These results are discussed in terms of the intergenerational continuities and discontinuities as determinants of the involvement of the father.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>O envolvimento do pai no processo desenvolvimental dos filhos: uma abordagem intergeracional</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Father Involvment in the Offspring Developmental Process: An Intergenerational Approach</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Albino Lima<sup>1</sup>; Rui Ser&#244;dio<sup>2</sup>; Orlanda Cruz<sup>3</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1-3</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo exploramos a rela&#231;&#227;o entre as formas de envolvimento do pai contempor&#226;neo no processo desenvolvimental dos filhos em idade escolar e a representa&#231;&#227;o que o pai tem acerca do envolvimento do seu pr&#243;prio pai, ao longo da inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia. Consider&#225;mos duas formas de envolvimento paterno: tempo despendido em Interac&#231;&#227;o e em Acessibilidade, avaliadas a partir do Gui&#227;o de Entrevista Interac&#231;&#227;o e Acessibilidade. Foi ainda utilizada a escala <i>ENVOLVE </i>que se reporta &#224; representa&#231;&#227;o do pai acerca do envolvimento do seu pr&#243;prio pai. Participaram 189 pais e 407 crian&#231;as (8-10 anos). Os resultados, entre outros aspectos, mostram que, quanto mais positiva &#233; a representa&#231;&#227;o do envolvimento acerca do seu pr&#243;prio pai, mais o pai interage com a crian&#231;a. Isto verifica-se, particularmente, na representa&#231;&#227;o que o adulto tem do envolvimento do seu pai nas dimens&#245;es Apoio Emocional e Estimula&#231;&#227;o e Partilha de Tarefas com a m&#227;e. Discutimos estes resultados em termos das continuidades e descontinuidades intergeracionais, enquanto determinantes do envolvimento paterno.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> envolvimento paterno, interac&#231;&#227;o, hist&#243;ria desenvolvimental, intergeracional</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">The present study addresses the relations between the involvement of the contemporary father in the developmental process of their school age offsprings, and the representation of his own father involvement throughout childhood and adolescence. Two forms of father involvement were considered: Amount of time spent in Interaction and in Availability, which was measured using the Interaction and Availability Interview Guide and adults&#8217; retrospective representation of their own father involvement, which was assessed using the Father Involvement Scale. The study was conducted with 189 fathers and 407 children (8-10 years-old). Overall, results showed that the more positive the father&#8217;s representation of his own father involvement, especially in what concerns Emotional Support and Stimulation and Sharing of Domestic Work with the mother, the more he interacted with the child. These results are discussed in terms of the intergenerational continuities and discontinuities as determinants of the involvement of the father.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> father involvement, interaction, developmental history, intergenerational</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A Psicologia do Desenvolvimento tem contribu&#237;do de forma fundamental para transformar o modo como os investigadores t&#234;m considerado o envolvimento paterno enquanto objecto de estudo (Camus &#38; Frascarolo, 2003), real&#231;ando as formas, factores e consequ&#234;ncias desse mesmo envolvimento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este interesse pelo envolvimento do pai no processo desenvolvimental dos filhos aparece associado a transforma&#231;&#245;es sociais significativas, como sejam, as (novas) configura&#231;&#245;es de fam&#237;lia, a participa&#231;&#227;o maci&#231;a da mulher no mercado de trabalho, a redu&#231;&#227;o da natalidade, o aumento exponencial do n&#250;mero de div&#243;rcios e as quest&#245;es de regula&#231;&#227;o do exerc&#237;cio do poder paternal, as mudan&#231;as na defini&#231;&#227;o de papel parental ou, ainda, as pol&#237;ticas de apoio &#224; fam&#237;lia e o debate sobre o desenvolvimento e bem-estar da crian&#231;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de toda a discuss&#227;o acerca do constructo envolvimento paterno (cf. Hawkins, Bradford, Palkovitz, Christiansen, Day, &#38; Call, 2002), a investiga&#231;&#227;o tem sido marcada por uma base conceptual de refer&#234;ncia: o modelo tripartido de envolvimento paterno proposto originalmente por Lamb, Pleck, Charnov &#38; Levin (1987). Este modelo tem-se mostrado de grande utilidade e de manifesto valor heur&#237;stico, distinguindo tr&#234;s formas de envolvimento paterno: (1) Interac&#231;&#227;o: diz respeito &#224; interac&#231;&#227;o directa entre o pai e a crian&#231;a; (2) Acessibilidade: o pai pode, ou n&#227;o, envolver-se directamente em momentos de interac&#231;&#227;o mas est&#225; dispon&#237;vel para o filho; (3) Responsabilidade: o envolvimento do pai implica a assump&#231;&#227;o de responsabilidades pelo bem-estar, seguran&#231;a e satisfa&#231;&#227;o das necessidades da crian&#231;a. Neste estudo vamos centrar-nos sobre as duas primeiras formas de envolvimento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Diversos autores (e.g. Ahlberg &#38; Sandnabba, 1998; Parke, 1995, 2000) t&#234;m proposto modelos que enfatizam a hist&#243;ria desenvolvimental do pai enquanto factor determinante no envolvimento paterno. De acordo com Pleck (1997), um dos aspectos que na hist&#243;ria desenvolvimental do pai recebe maior aten&#231;&#227;o diz respeito ao envolvimento do pai com o seu pr&#243;prio progenitor.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com efeito, o pai tende a seguir o modelo de parentalidade do seu pr&#243;prio pai mais do que o da sua m&#227;e (Losh-Hasselbart, 1987) e muitas vezes perspectiva o seu futuro enquanto pai em fun&#231;&#227;o das experi&#234;ncias positivas ou negativas de envolvimento com o seu pr&#243;prio pai (Marsiglio, Hutchinson, &#38; Cohan, 2000). A prop&#243;sito deste t&#243;pico, os estudos apresentam genericamente duas hip&#243;teses: (1) a modelagem (quer o envolvimento seja elevado ou baixo) e (2) a compensa&#231;&#227;o (nas situa&#231;&#245;es de baixo envolvimento).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A hip&#243;tese da modelagem tem por base a teoria da aprendizagem social (Parke, 1995) e &#233; suportada por v&#225;rios estudos (e.g. Palkovitz, Marks, Appleby, &#38; Holmes, 2003; Pleck, 1997, 2004). Neste caso, os progenitores constituem um <i>modelo</i> para os pais havendo deste modo continuidade intergeracional nas formas de envolvimento paterno. De acordo com os autores, a modelagem constata-se, quer em indiv&#237;duos cujos pais se envolveram de forma significativa no seu processo de socializa&#231;&#227;o, quer em indiv&#237;duos em que tal n&#227;o sucedeu.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A hip&#243;tese da compensa&#231;&#227;o &#233; fundamentada pela associa&#231;&#227;o entre alto envolvimento e baixa qualidade percebida desse envolvimento (Volling &#38; Belsky, 1992). Segundo Ahlberg e Sandnabba (1998) muitas investiga&#231;&#245;es constataram a tend&#234;ncia dos homens para se comportarem de forma oposta &#224; dos seus pr&#243;prios pais. Estudos qualitativos sugerem que muitos homens n&#227;o consideram os seus pr&#243;prios pais como modelos positivos e querem ser melhores exemplos para os seus filhos do que os pais o foram para eles (Marsiglio, Amato, Day, &#38; Lamb, 2000; Pleck, 1997), envolvendo-se activamente no processo de socializa&#231;&#227;o da crian&#231;a (Lamb, 2000). Os homens cujos pais se envolveram ao longo do seu desenvolvimento, revelam-se tamb&#233;m mais envolvidos na socializa&#231;&#227;o dos seus filhos. Assumem mais responsabilidades para com eles, mostram-se mais calorosos, e mais pr&#243;ximos no acompanhamento dos comportamentos e actividades dos filhos (Hofferth &#38; Sandberg, 2001).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O sexo da crian&#231;a &#233; um factor relevante a considerar e v&#225;rios estudos sugerem a sua influ&#234;ncia ao n&#237;vel do envolvimento paterno (e.g. Wood &#38; Repetti, 2004). Genericamente, as investiga&#231;&#245;es revelam que os pais envolvem-se mais com os filhos do que com as filhas (McBride, Schoppe, &#38; Rane, 2002; Raley &#38; Bianchi, 2006), despendendo mais tempo em interac&#231;&#227;o com um rapaz (Fuligni &#38; Brooks-Gunn, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Enquadramento e objectivos do estudo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este trabalho insere-se no &#226;mbito de uma investiga&#231;&#227;o mais ampla acerca das formas, factores e consequ&#234;ncias do envolvimento do pai no processo desenvolvimental dos filhos em idade escolar (Lima, 2009). O objectivo central deste estudo &#233; o de explorar a rela&#231;&#227;o entre o tempo de envolvimento paterno percepcionado pelas crian&#231;as, com a representa&#231;&#227;o retrospectiva que o pai faz acerca envolvimento do seu pr&#243;prio pai, ao longo da inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia. Explora-se, ainda, em que medida o sexo da crian&#231;a &#233; um factor moderador da rela&#231;&#227;o entre aquelas vari&#225;veis.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram no estudo 407 crian&#231;as do 3&#176; ano de escolaridade (sexo masculino, <i>n</i> = 206; sexo feminino, <i>n</i> = 201) de 23 turmas distribu&#237;das por 10 escolas do 1&#176; Ciclo do Ensino B&#225;sico do Centro da &#193;rea Educativa do Porto. A idade dos participantes varia entre os 8 e os 10 anos <i>(M</i> = 8.17, <i>DP </i>= 0.47). Participaram tamb&#233;m no estudo os pais dos alunos, obtendo-se uma amostra de 162 homens. A m&#233;dia de idades destes pais &#233; de 39.49 anos <i>(DP </i>= 5.80; idades entre 25 e 58 anos). Em termos de escolaridade verificamos que os pais frequentaram, em m&#233;dia 10.40 anos escolares <i>(DP</i> = 4.72).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi utilizado o <i>Gui&#227;o de Entrevista Interac&#231;&#227;o e Acessibilidade</i> -GUIA (Lima, 2009). Basicamente, o GUIA &#233; uma entrevista semi-estruturada na qual as crian&#231;as procuram descrever, de forma t&#227;o pormenorizada quanto poss&#237;vel e com o aux&#237;lio do entrevistador, toda a sua rotina e actividades desenvolvidas ao longo do dia. Permite obter informa&#231;&#227;o acerca do quotidiano da crian&#231;a focando as actividades que ela realiza, quando, onde e com quem. Os participantes reportam-se a um dia de semana (o dia anterior ao da entrevista) e ao &#250;ltimo dia de fim-de-semana (S&#225;bado ou Domingo). No consequente processo de codifica&#231;&#227;o s&#227;o considerados per&#237;odos de 10 minutos, resultando em 144 per&#237;odos de tempo por cada rotina di&#225;ria. Em cada entrevista &#233; considerado para an&#225;lise o per&#237;odo de vig&#237;lia dos participantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A partir do GUIA &#233; analisado o tempo de envolvimento entre o pai e a crian&#231;a, tendo em conta o tempo despendido em Interac&#231;&#227;o e em Acessibilidade. A primeira diz respeito a situa&#231;&#245;es de interac&#231;&#227;o directa entre o pai e a crian&#231;a; na segunda o pai pode, ou n&#227;o, envolver-se directamente na interac&#231;&#227;o, mas continua dispon&#237;vel (pelo menos fisicamente) para a crian&#231;a.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na <i>Escala de Envolvimento Paterno</i> - ENVOLVE (Lima, Ser&#244;dio, &#38; Cruz, 2008), &#233; solicitado aos indiv&#237;duos que fa&#231;am uma aprecia&#231;&#227;o retrospectiva a prop&#243;sito do envolvimento do seu pr&#243;prio pai, ao longo da inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia. Este instrumento &#233; composto por 40 itens, apresentando uma estrutura factorial com as seguintes dimens&#245;es: (1) Apoio Emocional e Estimula&#231;&#227;o - AEE, (por exemplo, &#8220;O meu pai era afectuoso comigo&#8221;); (2) Escola e Actividades Sociais - EAS, (por exemplo, &#8220;O meu pai assistia &#224;s actividades escolares em que eu participava&#8221;); (3) Sustento e Orienta&#231;&#227;o Moral - SOM, (por exemplo, &#8220;O meu pai sustentava-nos financeiramente&#8221;); (4) Puni&#231;&#227;o - PUN, (por exemplo, &#8220;O meu pai batia-me&#8221;); e (5) Partilha de Tarefas - PT, (por exemplo, &#8220;O meu pai cozinhava em casa&#8221;). A resposta &#224;s quest&#245;es &#233; dada numa escala de 5 pontos, com a seguinte rotulagem: &#8220;Nunca&#8221; (=0), &#8220;Raramente&#8221; (=1), &#8220;Algumas vezes&#8221; (=2), &#8220;Muitas vezes&#8221; (=3), &#8220;Sempre&#8221; (=4). A ACP sobre estes itens revela uma estrutura factorial correspondente aos cinco factores enunciados (vari&#226;ncia explicada, 63.89%), os quais, apresentam valores de consist&#234;ncia interna entre moderados a elevados (a de Cronbach entre 0,73 e 0,97). O valor de consist&#234;ncia interna da escala total &#233; de a =.95.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Solicitou-se aos &#243;rg&#227;os de direc&#231;&#227;o das diversas escolas autoriza&#231;&#227;o para levarmos a cabo uma investiga&#231;&#227;o com os alunos (8 a 10 anos de idade) que frequentassem o 3&#176; ano do 1&#176; ciclo do ensino b&#225;sico. Posteriormente a investiga&#231;&#227;o implicava tamb&#233;m a participa&#231;&#227;o dos pais dos referidos alunos. Em todas as escolas foram prestadas as informa&#231;&#245;es que os &#243;rg&#227;os de direc&#231;&#227;o entenderam convenientes, obtendo-se tamb&#233;m o consentimento dos professores e dos pais ou encarregados de educa&#231;&#227;o das crian&#231;as que voluntariamente decidiram participar no estudo. Em todos estes momentos procur&#225;mos que as tomadas de decis&#227;o dos diferentes intervenientes fossem informadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A administra&#231;&#227;o do Gui&#227;o de Entrevista - Interac&#231;&#227;o e Acessibilidade, foi feita utilizando o formato de entrevista individual com cada uma das crian&#231;as participantes. Neste caso, o entrevistador procurava que cada crian&#231;a descrevesse de forma detalhada a sua rotina di&#225;ria, seguindo as orienta&#231;&#245;es do GUIA. As entrevistas decorreram numa sala ou gabinete disponibilizado pela escola, em ambiente tranquilo, procurando que os participantes se sentissem confort&#225;veis e salvaguardando a sua privacidade. Para cada di&#225;rio, o tempo m&#233;dio de dura&#231;&#227;o de preenchimento foi de 15 minutos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A escala de Envolvimento Paterno <i>(ENVOLVE)</i> diz respeito &#224; representa&#231;&#227;o do pai acerca do envolvimento do seu pr&#243;prio pai. Neste sentido, pretendia-se obter a participa&#231;&#227;o dos pais dos alunos participantes. Num primeiro momento foi enviado, para todos os pais ou encarregados de educa&#231;&#227;o das crian&#231;as, documenta&#231;&#227;o em que se fazia o enquadramento e explicava os objectivos do estudo, solicitando o envolvimento dos pais, enquanto respondentes, a um question&#225;rio acerca das formas de envolvimento paterno, ao longo da inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia. Os pais que decidiram participar receberam um envelope contendo o question&#225;rio. As respostas foram devolvidas no envelope fechado garantindo-se a confidencialidade das respostas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nesta sec&#231;&#227;o, para al&#233;m de uma abordagem descritiva sobre o tempo despendido pelo pai em Interac&#231;&#227;o e em Acessibilidade com a crian&#231;a, iremos analisar em que medida o tempo de envolvimento paterno varia em fun&#231;&#227;o da representa&#231;&#227;o do envolvimento do seu pr&#243;prio pai, ao longo da inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia. Nesta an&#225;lise iremos ainda verificar em que medida o Sexo da crian&#231;a &#233; um factor moderador da rela&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis atr&#225;s referidas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Tempo de Interac&#231;&#227;o e de Acessibilidade do pai para a crian&#231;a em fun&#231;&#227;o da representa&#231;&#227;o retrospectiva do envolvimento do seu pr&#243;prio pai</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Numa primeira abordagem podemos referir que o pai interage mais com a crian&#231;a ao fim-de-semana, <i>M =</i> 3h30m, <i>DP</i> = 2h40m, do que durante a semana, <i>M</i> = 1h21m, <i>DP</i> = 1h10m. Ao consideramos o Sexo da crian&#231;a verificamos que, enquanto durante a semana a interac&#231;&#227;o Formas de Envolvimento x Sexo n&#227;o &#233; significativa, <i>F</i> (1,311) &#60; 1, o mesmo n&#227;o se passa ao fim-de-semana, <i>F</i> (1,311) = 4.96, <i>p</i> = 0,03. De facto, ao fim-de-semana, o pai despende tempo equivalente em Interac&#231;&#227;o (M = 203.81 min., <i>DP</i> = 150.98 min.) e em Acessibilidade (M = 215.88 min., <i>DP</i> = 170.55 min.) com uma filha, F (1,315) &#60; 1, mas, despende mais tempo em Interac&#231;&#227;o (M = 217.77 min., <i>DP</i> = 170.62 min.) do que em Acessibilidade (M = 176.43 min., <i>DP</i> = 153.21 min.) com um filho, <i>F</i> (1,315) = 7.30,<i>p</i> = 0,007.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para analisarmos em que medida a representa&#231;&#227;o retrospectiva do pai relativamente ao envolvimento do seu pr&#243;prio pai, ao longo da inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia, est&#225; relacionado com o tempo que este despende em Interac&#231;&#227;o e Acessibilidade com os seus pr&#243;prios filhos, come&#231;amos por uma abordagem correlacional a estas vari&#225;veis.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise mostra que as dimens&#245;es de envolvimento apenas se correlacionam significativamente com o tempo despendido em Interac&#231;&#227;o. Concretamente, quanto mais positivamente &#233; representado o envolvimento do pr&#243;prio pai na dimens&#227;o Apoio Emocional e Estimula&#231;&#227;o e na dimens&#227;o Partilha de Tarefas, mais o adulto despende o seu tempo em Interac&#231;&#227;o com a crian&#231;a (respectivamente, <i>r</i> = 0,24 e 0,22, restantes <i>r</i> &#60; 0,15)</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para analisar o efeito da representa&#231;&#227;o do envolvimento do pr&#243;prio pai no tempo de envolvimento paterno com a crian&#231;a, efectu&#225;mos uma categoriza&#231;&#227;o das dimens&#245;es da escala ENVOLVE em dois n&#237;veis, &#8220;Alto&#8221; e &#8220;Baixo&#8221;, de acordo com a percep&#231;&#227;o retrospectiva dos pais acerca do maior ou menor envolvimento do seu pr&#243;prio pai ao longo das cinco dimens&#245;es da escala. Partindo dos valores das Medianas, obtiveram-se os seguintes grupos de pais para cada dimens&#227;o: (1) AEE - <i>Md</i> = 2.48; &#8220;Baixo&#8221;, <i>n</i> = 83; &#8220;Alto&#8221;, <i>n</i> = 79; (2) EAS - <i>Md</i> = 1.44; &#8220;Baixo&#8221;, <i>n</i> = 74; &#8220;Alto&#8221;, <i>n</i> = 88; (3) SOM - <i>Md</i> = 3.50; &#8220;Baixo&#8221;, <i>n</i> = 93; &#8220;Alto&#8221;, <i>n</i> = 69; (4) PUN - <i>Md</i> = 1.13; &#8220;Baixo&#8221;, <i>n</i> = 81; &#8220;Alto&#8221;, <i>n</i> = 81; (5) PT - <i>Md</i> = 1.00; &#8220;Baixo&#8221;, <i>n</i> = 89; &#8220;Alto&#8221;, <i>n</i> = 73.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise simult&#226;nea ao efeito de cada uma das dimens&#245;es da escala ENVOLVE, categorizadas nos dois n&#237;veis acima descritos, n&#227;o &#233; comport&#225;vel com a amostra dispon&#237;vel (o modelo ANOVA seria composto pelo total de 32 c&#233;lulas), pelo que opt&#225;mos por analisar o efeito de cada um dos factores da escala separadamente. As ANOVAs de medidas repetidas sobre Interac&#231;&#227;o e Acessibilidade, entrando cada uma das representa&#231;&#245;es das formas de envolvimento do pr&#243;prio pai, revelaram apenas tr&#234;s efeitos significativos ao longo das cinco an&#225;lises. Concretamente, encontr&#225;mos um efeito principal de N&#237;vel de Envolvimento na dimens&#227;o Puni&#231;&#227;o, <i>F</i> (1, 129) = 4.42, <i>p</i> = 0,04, <i>V</i> = 0,03, que indica que os pais que despendem mais tempo em Interac&#231;&#227;o e Acessibilidade, tomadas conjuntamente, s&#227;o os que representam um n&#237;vel de envolvimento &#8220;menos&#8221; punitivo por parte do seu pr&#243;prio pai, <i>M</i> = 169.73; <i>DP</i> = 62.67 (n&#237;vel &#8220;Alto&#8221;, <i>M</i> = 144.58; <i>DP</i> = 73.97).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Verificamos tamb&#233;m uma interac&#231;&#227;o na an&#225;lise relativa &#224; representa&#231;&#227;o do envolvimento do pr&#243;prio pai na dimens&#227;o Apoio Emocional e Estimula&#231;&#227;o, <i>F</i> (1, 129) = 6.61, <i>p</i> = 0,01, p<sup>2</sup> = 0,05. Decompondo esta interac&#231;&#227;o verifica-se que, enquanto no tempo de Acessibilidade n&#227;o h&#225; diferen&#231;as significativas entre aqueles que representam o n&#237;vel de envolvimento do seu pai como sendo &#8220;baixo&#8221; ou &#8220;alto&#8221;, <i>F</i> (1, 129) = 1.29, ns, no tempo despendido em Interac&#231;&#227;o a diferen&#231;a &#233; significativa, <i>F</i> (1, 129) = 4.18, <i>p</i> = 0,04: os que consideram um n&#237;vel alto de AEE dos seus pr&#243;prios pais s&#227;o os que despendem mais tempo em Interac&#231;&#227;o com os pr&#243;prios filhos (cf. <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a07q1.jpg">Quadro 1</a>).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">Encontramos a mesma interac&#231;&#227;o no que respeita &#224; dimens&#227;o Partilha de Tarefas, <i>F</i> (1, 129) = 8.45, <i>p</i> = 0,004, p<sup>2</sup> = 0,06. Mais uma vez, como relatado no <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a07q1.jpg">Quadro 1</a>, verifica-se que os dois grupos (n&#237;vel alto vs. baixo) n&#227;o diferem no tempo que despendem em Acessibilidade, <i>F</i> (1, 129) = 1.42, <i>ns,</i> mas diferem no tempo de Interac&#231;&#227;o, <i>F</i> (1, 129) = 5.75, <i>p</i> = 0,02. Os pais que consideram que os seus pr&#243;prios pais partilharam mais tarefas com a companheira, passam mais tempo em Interac&#231;&#227;o com a crian&#231;a.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">Analogamente ao que vimos apresentando, efectu&#225;mos as an&#225;lises precedentes entrando na ANOVA tamb&#233;m o Sexo da crian&#231;a. Na generalidade as v&#225;rias ANOVAs de medidas repetidas revelaram os efeitos reportados acima. Verificamos um efeito significativo da vari&#225;vel Sexo apenas na interac&#231;&#227;o Forma de Envolvimento x N&#237;vel de Envolvimento na Partilha de Tarefas x Sexo, <i>F</i> (1, 127) = 6.00, <i>p</i> = 0,02, p<sup>2</sup> = &#8216;,05. Este efeito revela que a interac&#231;&#227;o acima descrita &#233; moderada pelo Sexo da crian&#231;a. Quando a crian&#231;a &#233; do sexo feminino, n&#227;o se verificam quaisquer diferen&#231;as significativas em fun&#231;&#227;o dos factores considerados (ambos F(1, 128) &#60; 1). Pelo contr&#225;rio, quando se trata de um rapaz, verifica-se a interac&#231;&#227;o Formas de Envolvimento x N&#237;vel de Envolvimento na Partilha de Tarefas, <i>F</i> (1, 128) = 14.15, <i>p</i> &#60; 0,001. Isto &#233;, quando os pais t&#234;m uma representa&#231;&#227;o de um n&#237;vel de Partilha de Tarefas mais &#8220;alto&#8221; do seu pr&#243;prio pai com a companheira, despendem mais tempo em Interac&#231;&#227;o do que em Acessibilidade com o filho (F(1, 128) = 6.25, <i>p</i> = 0,01). Naqueles que representam menor n&#237;vel de Partilha de Tarefas, verifica-se exactamente o inverso (F(1, 128) = 4.22, <i>p</i> = 0,04).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o e Conclus&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo, quando focamos a hist&#243;ria desenvolvimental do pai, e mais concretamente nos referimos &#224; representa&#231;&#227;o acerca do envolvimento do seu pr&#243;prio pai ao longo da sua inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia, encontramos um conjunto de resultados que sustenta a ideia de efeitos intergeracionais no tempo de envolvimento paterno.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na realidade, por um lado, verificamos que, quanto mais os pais participantes representam retrospectivamente os seus pr&#243;prios pais como apoiantes e estimulantes e como homens que partilhavam as tarefas dom&#233;sticas, mais tempo de envolvimento &#233; despendido em interac&#231;&#227;o com os seus pr&#243;prios filhos. No mesmo sentido, constatamos tamb&#233;m que aqueles pais que despendem mais tempo a interagir com os filhos e est&#227;o mais dispon&#237;veis para eles (tempo em Interac&#231;&#227;o e em Acessibilidade considerado conjuntamente), s&#227;o os que representam um n&#237;vel de envolvimento &#8220;menos&#8221; punitivo por parte do seu pr&#243;prio pai. Recordamos que ambas as dimens&#245;es se enquadram num <i>novo</i> papel paterno e se relacionam com as pr&#243;prias mudan&#231;as nas expectativas da sociedade sobre o papel de pai (cf. Andrews <i>et al.,</i> 2004), centrado na assump&#231;&#227;o de um papel de educador activo e implicado no processo desenvolvimental dos filhos (e.g. Lamb, 1998). Al&#233;m do mais, constata-se a relev&#226;ncia de uma outra forma de envolvimento paterno mais associada a um apoio pr&#225;tico e psicossocial &#224; companheira, na qual muitos homens tamb&#233;m se rev&#234;em (cf. Kelley, Smith, Green, Berndt, &#38; Rogers, 1998).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, os resultados indicam ainda que, quando os pais participantes consideram que os seus pr&#243;prios pais repartiam menos as tarefas dom&#233;sticas, tamb&#233;m eles despendem menos tempo em interac&#231;&#227;o e est&#227;o menos dispon&#237;veis para os seus filhos. Encontramos aqui, provavelmente, o pontuar de um papel paterno considerado mais tradicional ligado ao sustento e &#224; orienta&#231;&#227;o moral (cf. Andrews <i>et al.,</i> 2004; Lamb &#38; Tamis-LeMonda, 2004), e que &#233; congruente com o facto de os pais participantes neste estudo terem assumido que os seus pr&#243;prios pais privilegiaram um envolvimento mais centrado na dimens&#227;o do sustento econ&#243;mico da fam&#237;lia e na orienta&#231;&#227;o moral dos filhos.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como se pode depreender, estes resultados real&#231;am, particularmente, os efeitos da <i>modelagem</i> no comportamento paterno (cf. Palkovitz, Marks, Appleby, &#38; Holmes, 2003; Pleck, 1997, 2004), dando conta de uma continuidade intergeracional nas formas de envolvimento do pai com a crian&#231;a, mesmo tendo em considera&#231;&#227;o a matriz multidimensional do envolvimento paterno.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Num outro n&#237;vel de an&#225;lise, quando explor&#225;mos o sexo da crian&#231;a, enquanto factor moderador da rela&#231;&#227;o entre o tempo de envolvimento despendido pelo pai em interac&#231;&#227;o e em acessibilidade com os filhos, e a representa&#231;&#227;o do n&#237;vel de envolvimento do pr&#243;prio pai, obtivemos um outro resultado pertinente. Isto &#233;, ao considerarmos o n&#237;vel de envolvimento na partilha de tarefas, constatamos que os efeitos intergeracionais consequentes no tempo despendido em interac&#231;&#227;o e em acessibilidade com a crian&#231;a, apenas se verificam em rela&#231;&#227;o a um filho, n&#227;o se encontrando quaisquer diferen&#231;as significativas quando a crian&#231;a &#233; do sexo feminino.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este resultado &#233; consent&#226;neo com os de v&#225;rios outros estudos que sustentam que os pais se envolvem mais com os filhos do que com as filhas e, em particular, interagem mais com os primeiros (e.g. McBride, <i>et al.,</i> 2002; Raley &#38; Bianchi, 2006) e mostra, uma vez mais, como o sexo da crian&#231;a pode influenciar, designadamente, as expectativas e o comportamento do pai em rela&#231;&#227;o &#224; crian&#231;a (Jacobs &#38; Bleeker, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, o conjunto de resultados deste estudo refor&#231;a a import&#226;ncia do envolvimento paterno no processo desenvolvimental da crian&#231;a, nomeadamente, com os rapazes, podendo-se descortinar efeitos ao n&#237;vel de um impacto intergeracional na forma como os pais contempor&#226;neos despendem o seu tempo de envolvimento com os filhos, uma vez que os seus pr&#243;prios pais serviram de modelo a esse mesmo envolvimento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, podemos identificar algumas limita&#231;&#245;es neste estudo, a maioria das quais decorrente da natureza explorat&#243;ria deste trabalho e do facto de fazer parte de uma investiga&#231;&#227;o mais alargada acerca das formas, factores e consequ&#234;ncias do envolvimento do pai no processo desenvolvimental da crian&#231;a em idade escolar. De modo espec&#237;fico, salientamos, a necessidade de melhorar as qualidades psicom&#233;tricas da escala ENVOLVE; a relev&#226;ncia de obter informa&#231;&#227;o sobre a qualidade do envolvimento entre o pai e a crian&#231;a (para al&#233;m dos dados de natureza mais quantitativa obtidos a partir do tempo de envolvimento paterno em interac&#231;&#227;o e em acessibilidade); e a import&#226;ncia de conservar a coer&#234;ncia conceptual com o modelo tripartido de envolvimento paterno (cf. Lamb <i>et al.,</i> 1987), incluindo na investiga&#231;&#227;o dados relativos &#224; assump&#231;&#227;o de responsabilidades pelo pai.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ahlberg, C., &#38; Sandnabba, K. (1998). Parental nurturance and identification with own father and mother: The reproduction of nurturant parenting. <i>Early Development and Parenting, 7,</i> 211-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465390&pid=S0874-2049200900020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Andrews, A. B., Luckey, I., Bolden, E., Whiting-Fickling, J., &#38; Lind, K. A. (2004). Public perceptions about father involvement. <i>Journal of Family Issues,</i> 25(5), 603-633.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465392&pid=S0874-2049200900020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Camus, J. L., &#38; Frascarolo, F. (2003). Introduction of the special issue on fatherhood. <i>European Journal of Psychology of Education,</i> 28(2), 95-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465394&pid=S0874-2049200900020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fuligni, A., &#38; Brooks-Gunn, J. (2004). Measuring mother and father shared caregiving: An analysis using the Panel Study of Income Dynamics-Child Development Supplement. In R. D. Day &#38; M. E. Lamb (Eds.), <i>Conceptualizing and measuring father involvement</i> (pp. 341-357). Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hawkins, A., Bradford, K. P., Palkovitz, R., Christiansen, S. L., Day, R. D., &#38; Call, V. R. A. (2002). The inventory of father involvement: A pilot study of a new measure of father involvement. <i>The Journal of Men&#8217;s Studies,</i> 10(2), 183-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465397&pid=S0874-2049200900020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hofferth, S. L., &#38; Sandberg, J. (2001). How American children spend their time. <i>Journal of Marriage and Family, 63(2),</i> 295-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465399&pid=S0874-2049200900020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jacobs, J. E., &#38; Bleeker, M. M. (2004). Girls&#8217; and boys&#8217; developing interests in math and science: Do parents matter? <i>New Directions for Child and Adolescent Development, 106,</i> 5-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465401&pid=S0874-2049200900020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Lamb, M. E. (1998). Fatherhood then and now. In A. Booth &#38; A. C. Crouter (Eds.), <i>Men in families: When do they get involved? What difference does it make?</i> (pp. 47-52). Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lamb, M. E. (2000). The history of research on father involvement: An overview. <i>Marriage &#38; Family Review, 29,</i> 23-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465404&pid=S0874-2049200900020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lamb, M. E., Pleck, Charnov, E. L., &#38; Levine, J. A. (1987). A biosocial perspective on paternal behaviour and involvement. In J. B. Lancaster, J. Altman, A. Rossi &#38; L. R. Sherrod (Eds.), <i>Parenting across the lifespan: Biosocial perspectives </i>(pp. 11-42). New York: Academic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465406&pid=S0874-2049200900020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Lima, J. A. (2009). <i>O envolvimento do pai no processo desenvolvimental da crian&#231;a em idade escolar: Formas, factores e consequ&#234;ncias.</i> Tese de Doutoramento. Porto: FPCE-UP.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lima, J. A., Ser&#244;dio, R. G., &#38; Cruz, O. (2008). Filho &#233;s, pai ser&#225;s...: A percep&#231;&#227;o retrospectiva do pai acerca das formas de envolvimento do seu pr&#243;prio pai e suas consequ&#234;ncias desenvolvimentais. <i>International Journal of Developmental and Educational Psychology (INFAD),</i> 4(1), 101-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465409&pid=S0874-2049200900020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Losh-Hasselbart, S. (1987). The development of gender roles. In M. B. Sussman &#38; S. Steinmetz (Eds.), <i>Handbook of marriage and the family</i> (pp. 535-563). 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