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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Motivação dos estudantes e dos professores: um processo recíproco e relacional]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Students&#8217; and teachers&#8217; motivation: A reciprocal and relational process]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This text was written to integrate a special issue in honour of Professor Joaquim Bairrao, who argued for an ecologically valid psychology of education in Portugal, which included an increased focus on the role of the social and interpersonal processes that make up the social context of schooling. Along with the spirit of his claim, this article highlights the usefulness of an integrated approach to motivation in education, emphasising a double focus on the individual and on the contextual underpinnings of student motivation. In the present article, selected studies will be presented that use an integrated analysis of student&#8217;s individual beliefs and teacher&#8217;s classroom practices, in order to highlight the reciprocal and relational nature of students&#8217; motivation and teacher behaviour in the classroom. It is argued that a more complete understanding of students&#8217; motivation entails the consideration of both the individual motivational beliefs that the students &#8216;bring&#8217; to the classroom, and the structure and dynamics of the classroom practices. In particular, this article calls attention to the reciprocal influences between the teacher and the students, and to the need to analyse teachers&#8217; behaviours as determinants as well as consequences of students&#8217; motivation and engagement. The role played by teacher-students relationships in the motivational dynamics of the classroom is also underscored in the studies presented.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>Motiva&#231;&#227;o dos estudantes e dos professores: um processo rec&#237;proco e relacional</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Students&#8217; and teachers&#8217; motivation: A reciprocal and relational process</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Marina Serra de Lemos<sup>1</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Inserindo-se num volume de homenagem ao Professor Joaquim Bairr&#227;o, impulsionador da aplica&#231;&#227;o de uma perspectiva ecol&#243;gica e transaccional &#224; investiga&#231;&#227;o e pr&#225;tica educacional em Portugal, este texto apresenta resultados de estudos seleccionados no sentido de mostrar o interesse de uma abordagem integrada da motiva&#231;&#227;o que considere a complementaridade entre as perspectivas focadas no estudante individual e as perspectivas focadas nos contextos de sala de aula. A apresenta&#231;&#227;o de investiga&#231;&#227;o que analisa a interdepend&#234;ncia entre cren&#231;as motivacionais individuais dos estudantes e pr&#225;ticas de sala de aula, permitir&#225; evidenciar a natureza interactiva e relacional da motiva&#231;&#227;o dos estudantes e dos seus efeitos no comportamento do professor. Argumenta-se que para compreender e promover a motiva&#231;&#227;o dos estudantes &#233; necess&#225;rio considerar, quer as cren&#231;as motivacionais individuais que os estudantes &#8220;trazem&#8221; consigo, quer as pr&#225;ticas de sala de aula. Especialmente interessantes s&#227;o os resultados de investiga&#231;&#227;o que mostra a exist&#234;ncia de influ&#234;ncias rec&#237;procas entre professor e estudantes, os comportamentos do professor sendo determinantes e determinados pela motiva&#231;&#227;o dos estudantes. Sublinha-se tamb&#233;m o papel especial que o relacionamento professor-estudantes parece desempenhar nesta din&#226;mica.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> motiva&#231;&#227;o dos estudantes, motiva&#231;&#227;o rec&#237;proca, pr&#225;ticas de sala de aula, relacionamento professor-estudante</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This text was written to integrate a special issue in honour of Professor Joaquim Bairrao, who argued for an ecologically valid psychology of education in Portugal, which included an increased focus on the role of the social and interpersonal processes that make up the social context of schooling. Along with the spirit of his claim, this article highlights the usefulness of an integrated approach to motivation in education, emphasising a double focus on the individual and on the contextual underpinnings of student motivation. In the present article, selected studies will be presented that use an integrated analysis of student&#8217;s individual beliefs and teacher&#8217;s classroom practices, in order to highlight the reciprocal and relational nature of students&#8217; motivation and teacher behaviour in the classroom. It is argued that a more complete understanding of students&#8217; motivation entails the consideration of both the individual motivational beliefs that the students &#8216;bring&#8217; to the classroom, and the structure and dynamics of the classroom practices. In particular, this article calls attention to the reciprocal influences between the teacher and the students, and to the need to analyse teachers&#8217; behaviours as determinants as well as consequences of students&#8217; motivation and engagement. The role played by teacher-students relationships in the motivational dynamics of the classroom is also underscored in the studies presented.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> student motivation, reciprocal motivation, classroom practices, teacher-student relationships</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste texto procura-se reunir e sistematizar contributos da literatura na &#225;rea da motiva&#231;&#227;o em educa&#231;&#227;o que evidenciam (a) a natureza rec&#237;proca da motiva&#231;&#227;o em sala de aula, destacando as cadeias c&#237;clicas que se estabelecem entre a ac&#231;&#227;o do professor e a motiva&#231;&#227;o dos estudantes, a ac&#231;&#227;o do professor influenciando a motiva&#231;&#227;o dos estudantes, a qual, por sua vez, influencia a ac&#231;&#227;o do professor e (b) o papel n&#227;o apenas das pr&#225;ticas de instru&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m das rela&#231;&#245;es interpessoais em sala de aula influenciando a motiva&#231;&#227;o dos estudantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Motiva&#231;&#227;o e Empenho dos Estudantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os padr&#245;es de motiva&#231;&#227;o dos estudantes em sala de aula podem ser situados num cont&#237;nuo, com dois p&#243;los, da motiva&#231;&#227;o ao desinteresse. Estes padr&#245;es de motiva&#231;&#227;o envolvem componentes comportamentais e emocionais. Efectivamente, a motiva&#231;&#227;o escolar designa, quer a intensidade do comportamento (quer comportamento aberto quer comportamento coberto), quer a tonalidade emocional com que o estudante inicia e desenvolve as actividades (Connell &#38; Wellborn, 1991; Skinner, 1991). O padr&#227;o &#8216;motivado&#8217; caracteriza-se pela persist&#234;ncia comportamental acompanhada por uma tonalidade emocional positiva. Os estudantes motivados apreciam o desafio, tomam iniciativas quando lhes &#233; dada oportunidade, esfor&#231;am-se, concentram-se e utilizam estrat&#233;gias de resolu&#231;&#227;o de problemas. Do ponto de vista emocional mostram-se entusiasmados, optimistas, curiosos e interessados. Em contraste, o padr&#227;o &#8216;desinteressado&#8217; caracteriza-se pela passividade comportamental. Quando desmotivados, os estudantes, n&#227;o tentam e desistem facilmente face a obst&#225;culos. Emocionalmente mostram-se aborrecidos, tristes ou ansiosos, ou mesmo irados por terem de estar na sala de aula, podendo retrair-se ou mesmo revoltar-se contra o professor ou contra os colegas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na g&#233;nese dos padr&#245;es motivacionais opera um conjunto de percep&#231;&#245;es e cren&#231;as individuais acerca de si e do ambiente. O modelo motivacional das necessidades psicol&#243;gicas b&#225;sicas (Connell &#38; Wellborn, 1991; Skinner &#38; Wellborn, 1994) concebe a instiga&#231;&#227;o, manuten&#231;&#227;o e direccionamento das actividades do estudante em sala de aula como dependente da satisfa&#231;&#227;o de tr&#234;s necessidades psicol&#243;gicas b&#225;sicas: a necessidade de compet&#234;ncia, a necessidade de autonomia e a necessidade de relacionamento. Nesta perspectiva, as cren&#231;as relacionam-se com processos de auto-sistema que t&#234;m na base a satisfa&#231;&#227;o destas necessidades b&#225;sicas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de compet&#234;ncia foi inicialmente definida por White (1959) como uma necessidade psicol&#243;gica b&#225;sica de efic&#225;cia nas interac&#231;&#245;es com o ambiente, e posteriormente desenvolvida pelos modelos de motiva&#231;&#227;o para a mestria. A necessidade de autodetermina&#231;&#227;o, enfatizada sobretudo pelas teorias da motiva&#231;&#227;o intr&#237;nseca (Deci &#38; Ryan, 1985), sublinha o papel essencial da experi&#234;ncia de auto-determina&#231;&#227;o (de ser origem, autor da ac&#231;&#227;o pr&#243;pria). A necessidade de relacionamento tem sido estudada no contexto da teoria da vincula&#231;&#227;o de Bowlby (1982, 1988) e Ainsworth (1989) e refere-se &#224; necessidade de estabelecer rela&#231;&#245;es pr&#243;ximas e seguras.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A import&#226;ncia da satisfa&#231;&#227;o destas tr&#234;s necessidades psicol&#243;gicas b&#225;sicas tem sido conceptualizada e investigada intensamente no &#226;mbito da teoria da auto-determina&#231;&#227;o. Os seus fundadores (Richard Ryan e Edward Deci) acentuam que, quando as necessidades b&#225;sicas s&#227;o cumpridas, se verifica um sentimento de integra&#231;&#227;o e crescimento pessoal. Se, pelo contr&#225;rio, a pessoa sente amea&#231;ado o preenchimento destas necessidades, surgem variadas reac&#231;&#245;es n&#227;o adaptativas como a ansiedade, variando estas em fun&#231;&#227;o do grau de amea&#231;a e dos recursos de que a pessoa disp&#245;e no momento para lidar com a situa&#231;&#227;o (Ryan &#38; Deci, 2000).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os indiv&#237;duos desenvolvem um conjunto de cren&#231;as relacionadas com a satisfa&#231;&#227;o destas tr&#234;s necessidades psicol&#243;gicas b&#225;sicas: cren&#231;as de compet&#234;ncia, de autonomia e de seguran&#231;a na rela&#231;&#227;o interpessoal, respectivamente. Estas cren&#231;as reflectem-se nas interpreta&#231;&#245;es e comportamentos dos indiv&#237;duos. Os que se sentem competentes, aut&#243;nomos e seguros tendem a interpretar os acontecimentos como desafios conquist&#225;veis e a tentar lidar com eles de forma eficaz. Os que desenvolvem cren&#231;as contrastantes ser&#227;o mais vulner&#225;veis a interpreta&#231;&#245;es dos acontecimentos como amea&#231;adoras e a reac&#231;&#245;es desadaptadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Factores contextuais de motiva&#231;&#227;o</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A conceptualiza&#231;&#227;o que est&#225; na base do modelo motivacional das necessidades psicol&#243;gicas b&#225;sicas &#233; caracterizada por um sentido organ&#237;smico, que valoriza a complementaridade crucial entre o indiv&#237;duo e o seu meio de ac&#231;&#227;o. Assim, para al&#233;m das necessidades psicol&#243;gicas e cren&#231;as associadas, os factores contextuais desempenham neste modelo um papel influente na motiva&#231;&#227;o dos estudantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O ambiente de sala de aula n&#227;o parece afectar directamente a motiva&#231;&#227;o dos estudantes, mas sim indirectamente, atrav&#233;s dos seus efeitos nas cren&#231;as motivacionais. Por exemplo, a investiga&#231;&#227;o realizada no &#226;mbito do paradigma da motiva&#231;&#227;o intr&#237;nseca identificou aspectos da sala de aula que afectam a qualidade da motiva&#231;&#227;o dos estudantes atrav&#233;s da influ&#234;ncia sobre os seus objectivos (Ames, 1987; Deci, Connell, &#38; Ryan, 1985; Maehr &#38; Midgley, 1991). Tamb&#233;m a investiga&#231;&#227;o realizada no &#226;mbito das teorias atribucionais analisou comportamentos do professor, tais como a ajuda n&#227;o solicitada, que levavam as crian&#231;as a fazer infer&#234;ncias sobra as suas capacidades e esfor&#231;o (Graham &#38; Barker, 1990).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na perspectiva da teoria da auto-determina&#231;&#227;o as condi&#231;&#245;es s&#243;cio-contextuais podem contribuir, por um lado para manter um n&#237;vel &#243;ptimo da motiva&#231;&#227;o intr&#237;nseca e, por outro lado, para facilitar a passagem de comportamentos mais motivados extrinsecamente para formas mais auto-reguladas da ac&#231;&#227;o, incluindo aqui as motiva&#231;&#245;es dentro do espectro externo, mas j&#225; mais pr&#243;ximas de uma maior auto-regula&#231;&#227;o (tais como a motiva&#231;&#245;es integrada e identificada). A investiga&#231;&#227;o realizada neste &#226;mbito tem dado aten&#231;&#227;o &#224; identifica&#231;&#227;o dos processos que podem de algum modo potenciar ou inibir o curso natural da auto-motiva&#231;&#227;o das pessoas. No que se refere ao contexto de sala de aula, o modelo representado na <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a10f1.jpg">Figura 1</a> d&#225; relevo &#224;s condi&#231;&#245;es contextuais como podendo favorecer ou, pelo contr&#225;rio, contrariar, a satisfa&#231;&#227;o das tr&#234;s necessidades b&#225;sicas, o que afectar&#225; as cren&#231;as motivacionais dos estudantes.</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o conduzida no &#226;mbito deste modelo identificou dimens&#245;es do comportamento do professor relevantes para o empenho dos estudantes (Connell &#38; Wellborn, 1991). Mais especificamente, as condi&#231;&#245;es contextuais que favorecem ou dificultam a satisfa&#231;&#227;o das necessidades b&#225;sicas e, consequentemente, as cren&#231;as dos estudantes s&#227;o a estrutura <i>versus </i>caos, o apoio &#224; autonomia <i>versus</i> coac&#231;&#227;o e o envolvimento interpessoal <i>versus</i> neglig&#234;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de <i>compet&#234;ncia</i> &#233; afectada pelo grau de estrutura da sala de aula. A estrutura refere-se &#224; quantidade de informa&#231;&#227;o existente no contexto acerca dos meios conducentes &#224; obten&#231;&#227;o de resultados desejados. A investiga&#231;&#227;o sobre o des&#226;nimo aprendido, sobre a auto-efic&#225;cia e sobre as atribui&#231;&#245;es causais, identificou como atitudes do professor que contribuem para uma estrutura &#243;ptima, a comunica&#231;&#227;o clara das suas expectativas, a consist&#234;ncia e previsibilidade, a ajuda instrumental e a adequa&#231;&#227;o das estrat&#233;gias de ensino ao n&#237;vel do estudante.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de <i>autodetermina&#231;&#227;o</i> &#233; satisfeita em fun&#231;&#227;o do grau de apoio &#224; autonomia <i>versus</i> coa&#231;&#227;o do ambiente. O apoio &#224; autonomia refere-se &#224; quantidade de liberdade dada ao indiv&#237;duo para determinar, ele pr&#243;prio, o seu comportamento. O seu oposto &#233; a coac&#231;&#227;o. V&#225;rios estudos mostraram (para um revis&#227;o, ver Deci &#38; Ryan, 1985; Grolnick, Ryan, &#38; Deci, 1989) que os professores podem fomentar a autonomia dos estudantes permitindo escolhas, relacionando as actividades com os seus interesses e reconhecendo a import&#226;ncia das suas opini&#245;es e sentimentos, bem como minimizando os refor&#231;os externos, controlo e press&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora menos estudada no dom&#237;nio escolar, a necessidade de <i>relacionamento</i>, de perten&#231;a e de la&#231;os seguros com colegas e professores constitui um motivo essencial para os estudantes. O envolvimento interpessoal refere-se &#224; qualidade da rela&#231;&#227;o interpessoal com professores e colegas e o seu oposto &#233; a rejei&#231;&#227;o, neglig&#234;ncia e isolamento. O professor contribui para a satisfa&#231;&#227;o desta necessidade na medida em que reserva tempo para comunicar com os estudantes, exprime afecto positivo por eles, mostra prazer nas interac&#231;&#245;es, &#233; sens&#237;vel &#224; individualidade e dedica aten&#231;&#227;o, apoio e disponibilidade aos estudantes (ver Connell &#38; Wellborn, 1991).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Influ&#234;ncias rec&#237;procas professor-estudantes</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A rela&#231;&#227;o entre o comportamento do professor e a motiva&#231;&#227;o dos estudantes &#233; vista neste modelo n&#227;o como resultado directo dos factores contextuais, mas como sendo mediada pelas percep&#231;&#245;es dos estudantes quanto ao grau de estrutura, apoio &#224; autonomia e envolvimento interpessoal do professor. Percep&#231;&#245;es de boa estrutura, de oportunidades de autonomia e de relacionamento positivo levar&#227;o ao desenvolvimento de cren&#231;as de compet&#234;ncia, de autodetermina&#231;&#227;o e de seguran&#231;a relacional, as quais s&#227;o necess&#225;rias para a motiva&#231;&#227;o e empenho na realiza&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A motiva&#231;&#227;o dos estudantes n&#227;o &#233;, contudo, um processo unidireccional - do professor para o estudante - mas um processo rec&#237;proco. Nas &#250;ltimas tr&#234;s d&#233;cadas as teorias do desenvolvimento t&#234;m acentuado que as pessoas (incluindo as crian&#231;as) influenciam aqueles que as influenciam a elas. Esta participa&#231;&#227;o activa no seu pr&#243;prio desenvolvimento baseia-se em parte nas cren&#231;as individuais acerca de si pr&#243;prio e das suas rela&#231;&#245;es com o ambiente. Ao longo do desenvolvimento e em interac&#231;&#227;o com os contextos escolares, os estudantes constroem cren&#231;as de compet&#234;ncia, de autonomia e de relacionamento, em fun&#231;&#227;o das quais interpretam os acontecimentos como estimulantes ou amea&#231;adores e agem envolvendo-se ou evitando-os. O indiv&#237;duo desempenha pois um papel central na determina&#231;&#227;o do seu comportamento, seleccionando os aspectos do ambiente a que atende, interpretando-os e reagindo aos acontecimentos. Em conjunto, estas reac&#231;&#245;es cognitivas, emocionais e comportamentais configuram padr&#245;es de motiva&#231;&#227;o e empenho ou, pelo contr&#225;rio, de desinteresse (Connell &#38; Wellborn, 1991).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O modelo pressup&#245;e que, por sua vez, a motiva&#231;&#227;o ou desinteresse dos estudantes afectar&#225; o comportamento do professor. E, em consequ&#234;ncia do efeito que produzem nos outros, os indiv&#237;duos s&#227;o alvo de reac&#231;&#245;es espec&#237;ficas, as quais influenciar&#227;o o seu comportamento subsequente que, por sua vez, alimenta de novo estas fun&#231;&#245;es circulares. Assim, os estudantes que diferem no seu estilo comportamental colocar&#227;o requisitos educacionais diferentes aos seus professores. Ser&#225; mais dif&#237;cil lidar com estudantes negativistas, retra&#237;dos, com dificuldades de adapta&#231;&#227;o a novas situa&#231;&#245;es, do que com estudantes que tendem a envolver-se e adaptar-se &#224;s situa&#231;&#245;es e a reagir de modo positivo. Os professores responder&#227;o de forma diferente a estudantes com caracter&#237;sticas diferentes. Em fun&#231;&#227;o das reac&#231;&#245;es de que s&#227;o alvo, estes estudantes ter&#227;o uma probabilidade diferente de serem bem sucedidos na aprendizagem e no desenvolvimento individual.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>A dimens&#227;o relacional do comportamento do professor afecta a motiva&#231;&#227;o dos estudantes</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de afilia&#231;&#227;o/perten&#231;a - refere-se &#224; tend&#234;ncia natural dos seres humanos para procurarem contacto pr&#243;ximo e rela&#231;&#245;es &#237;ntimas com os outros, numa tentativa de atingir um sentimento de comunh&#227;o e perten&#231;a; a sua satisfa&#231;&#227;o revela-se essencial para o bem-estar psicol&#243;gico das pessoas (Vansteenkiste &#38; Sheldon, 2006). No contexto escolar, o relacionamento interpessoal do professor parece desempenhar um papel especialmente importante na motiva&#231;&#227;o dos estudantes. Os estudos de Skinner em escolas do ensino b&#225;sico (ver, por exemplo, Skinner &#38; Belmont, 1993) revelaram algumas importantes descobertas neste dom&#237;nio. Neste estudo, realizado com estudantes do 3&#176; ao 5&#176; ano de escolaridade e seus professores, foram recolhidos dados no in&#237;cio do ano escolar, em Outubro, e de novo em Abril. As vari&#225;veis avaliadas inclu&#237;am o envolvimento emocional, estrutura e apoio &#224; autonomia por parte do professor e o investimento emocional e comportamental do estudante. As an&#225;lises focaram-se em testar cada uma das rela&#231;&#245;es do modelo de rela&#231;&#245;es rec&#237;procas entre o comportamento do professor e o investimento dos estudantes, sendo de especial interesse as rela&#231;&#245;es entre o comportamento do professor e o investimento dos alunos ao longo do tempo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Atrav&#233;s dos resultados &#233; evidente que o calor e afecto do professor aparecem como essenciais na determina&#231;&#227;o das viv&#234;ncias dos estudantes em sala de aula (<a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a10f2.jpg">Figura 2</a>).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">De facto, o preditor mais consistente de todas as percep&#231;&#245;es motivacionais dos estudantes &#233; o envolvimento interpessoal do professor. Os estudantes cujos professores revelam um elevado n&#237;vel de envolvimento interpessoal sentem-se seguros na rela&#231;&#227;o com eles e, para al&#233;m disso, v&#234;em-nos como oferecendo estrutura e apoio &#224; autonomia. No mesmo sentido, os estudantes com quem o professor tem menor envolvimento interpessoal, percebem-no n&#227;o apenas como menos envolvido, mas tamb&#233;m como relativamente menos estruturado e mais coercivo e controlador.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Acresce que o investimento comportamental dos estudantes depende das suas percep&#231;&#245;es acerca da estrutura de sala de aula e, directamente, do envolvimento interpessoal do professor. Para al&#233;m disso, o &#250;nico preditor do investimento emocional dos estudantes &#233; a sua percep&#231;&#227;o quanto ao envolvimento interpessoal do professor.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>A motiva&#231;&#227;o dos estudantes influencia o comportamento do professor</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os professores parecem alterar o seu comportamento em fun&#231;&#227;o das suas percep&#231;&#245;es quanto &#224; motiva&#231;&#227;o do estudante (Skinner &#38; Belmont, 1993). Perante um estudante desmotivado, dois tipos de reac&#231;&#227;o s&#227;o teoricamente poss&#237;veis. Os professores podem</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">- Compensar a falta de motiva&#231;&#227;o do estudante, aumentando o envolvimento interpessoal, a estruturara e o apoio &#224; autonomia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">- Amplificar a falta de motiva&#231;&#227;o do estudante, diminuindo o envolvimento interpessoal, a estrutura e o apoio &#224; autonomia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados do estudo referido sugerem que uma direc&#231;&#227;o de influ&#234;ncia importante parece exercer-se do investimento do estudante para o comportamento subsequente do professor. Mais especificamente os estudantes percebidos pelos professores como demonstrando maior investimento <i>comportamental</i> (em Outubro) recebem, subsequentemente (em Abril), mais envolvimento interpessoal, e tamb&#233;m mais apoio &#224; autonomia e mais estrutura. Os estudantes vistos pelos professores como demonstrando menor investimento <i>comportamental</i> s&#227;o mais ignorados/negligenciados pelo professor, mais controlados/coagidos e tratados com menor consist&#234;ncia e conting&#234;ncia (estrutura).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ou seja, estes efeitos parecem ir no sentido da amplifica&#231;&#227;o. Contudo, as percep&#231;&#245;es dos professores acerca do investimento <i>emocional</i> dos estudantes t&#234;m efeitos espec&#237;ficos. Os estudantes percebidos pelo professor como revelando uma emotividade negativa recebem mais apoio &#224; autonomia. Isto &#233;, contrariamente ao que se passa com o investimento comportamental, neste caso os professores compensam os estudantes que exprimem emo&#231;&#245;es mais negativas aumentando o apoio &#224; autonomia, isto &#233;, permitindo-lhes mais escolhas e encorajando-os a trabalhar de acordo com os seus interesses.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o (ver Deci &#38; Ryan, 1985) tem sugerido algumas explica&#231;&#245;es para a resposta mais negativa dos professores &#224; falta de investimento comportamental dos estudantes. A passividade dos estudantes parece ser aversiva para o professor, quer porque gera sentimentos de incompet&#234;ncia profissional, quer porque gera o sentimento de que o estudante n&#227;o gosta dele. Em consequ&#234;ncia o professor pode tamb&#233;m sentir mais desagrado relativamente a estes estudantes e preferir dedicar-lhes menos tempo (aumento de neglig&#234;ncia). A passividade dos estudantes pode tamb&#233;m ser interpretada pelo professor como reflectindo falta de motiva&#231;&#227;o interna, o que levar&#225; o professor a utilizar press&#245;es exteriores para que participem mais (aumento da coac&#231;&#227;o).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo estas explica&#231;&#245;es fariam esperar que tamb&#233;m as emo&#231;&#245;es negativas dos estudantes face &#224; aprendizagem fossem aversivas para o professor. &#201; poss&#237;vel que o cerne da quest&#227;o se encontre no tipo de emo&#231;&#245;es negativas expressas pelo estudante. No ensino b&#225;sico as emo&#231;&#245;es negativas predominantes em sala de aula s&#227;o a ansiedade e o aborrecimento, mais do que a ira ou depress&#227;o. Estas emo&#231;&#245;es poder&#227;o ser vistas pelo professor como um indicador de que o estudante precisa de actividades mais interessantes; neste sentido, aumenta o apoio &#224; autonomia, diminui a press&#227;o e o controlo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Note-se que a rela&#231;&#227;o compensadora entre o comportamento do professor e o investimento emocional dos estudantes s&#243; se verifica quando os estudantes apresentam um bom investimento comportamental. Caso contr&#225;rio, a reac&#231;&#227;o dos professores &#233; tamb&#233;m no sentido da amplifica&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#245;es</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este texto pretendeu evidenciar a import&#226;ncia determinante do relacionamento professor-estudante na motiva&#231;&#227;o e empenho dos estudantes nas actividades de sala de aula.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma primeira conclus&#227;o geral importante com base na investiga&#231;&#227;o revista &#233; que as interac&#231;&#245;es dos professores com os estudantes afectam o investimento comportamental e emocional destes, quer directamente, quer atrav&#233;s do seu efeito nas percep&#231;&#245;es motivacionais dos estudantes.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Concentrando-nos no envolvimento interpessoal do professor, este parece desempenhar um papel poderoso na motiva&#231;&#227;o dos estudantes. O apre&#231;o, afecto, sintonia, disponibilidade e confian&#231;a expressos pelo professor em rela&#231;&#227;o aos estudantes influenciam v&#225;rias percep&#231;&#245;es dos estudantes: N&#227;o apenas a percep&#231;&#227;o destes quanto ao relacionamento interpessoal com o professor, mas tamb&#233;m quanto &#224; consist&#234;ncia e estrutura do ambiente de sala de aula e quanto &#224; autonomia. Isto significa que o envolvimento interpessoal do professor com os estudantes afecta a medida em que estes sentem que &#233; poss&#237;vel agir de acordo com os seus pr&#243;prios valores, interesses e personalidade ou se, pelo contr&#225;rio, se sentem um joguete de excessivos constrangimentos e pressionados no sentido do conformismo. Esta dimens&#227;o relacional do comportamento do professor influencia tamb&#233;m o investimento comportamental dos estudantes nas actividades de sala de aula. Em suma, esta investiga&#231;&#227;o sugere que a rela&#231;&#227;o interpessoal do professor com o estudante determinar&#225; a medida em que este sente as suas necessidades psicol&#243;gicas b&#225;sicas satisfeitas. N&#227;o apenas a necessidade de relacionam-seento, mas tamb&#233;m as necessidades de compet&#234;ncia e de autonomia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os estudantes com professores com baixo envolvimento interpessoal sentir-se-&#227;o mais inseguros e sentem o professor como menos consistente e mais coercivo. A insatisfa&#231;&#227;o das necessidades psicol&#243;gicas b&#225;sicas parece torn&#225;-los mais vulner&#225;veis. De acordo com o modelo apresentado, estes efeitos operam atrav&#233;s de mecanismos de influ&#234;ncia que envolvem os processos de auto-sistema dos estudantes, tais como as suas cren&#231;as de compet&#234;ncia, de autonomia e de seguran&#231;a interpessoal. Menos confiantes em si e na sua rela&#231;&#227;o com o mundo, os estudantes tender&#227;o a interpretar os inevit&#225;veis desafios colocados pelas exig&#234;ncias da aprendizagem como amea&#231;adores e a reagir defensivamente. Nomeadamente, podem evitar desenvolver esfor&#231;o, n&#227;o persistir, n&#227;o utilizar estrat&#233;gias de resolu&#231;&#227;o de problemas, adquirir poucos conhecimentos e conhecimentos superficiais, desenvolver afectos negativos face ao desafio ou mesmo &#224; situa&#231;&#227;o geral de aprendizagem. Este padr&#227;o motivacional representa fragilidades, as quais aumentam a probabilidade de subsequentes insucessos na aprendizagem e desadapta&#231;&#227;o no desenvolvimento individual.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um segundo objectivo deste texto foi acentuar a reciprocidade da rela&#231;&#227;o entre o comportamento do professor e a motiva&#231;&#227;o dos estudantes em sala de aula. Em particular, a investiga&#231;&#227;o apresentada evidencia o modo como o investimento do estudante tamb&#233;m influencia o comportamento subsequente do professor. As percep&#231;&#245;es do professor acerca do investimento comportamental e emocional dos estudantes aparecem como preditoras dos seus comportamentos e atitudes subsequentes face ao estudante. Os efeitos rec&#237;procos parecem sobretudo amplificadores. Aos estudantes que desde in&#237;cio demonstravam um elevado investimento comportamental, os professores respondiam com maior envolvimento interpessoal, mais apoio &#224; autonomia e mesmo mais consist&#234;ncia e conting&#234;ncia. Face aos estudantes inicialmente mais passivos, a resposta do professor tendia a ser tamb&#233;m correspondente, relacionando-se menos com eles, sendo mais controlador e menos consistente com estes estudantes. Dado o impacto destas reac&#231;&#245;es do professor no investimento subsequente do estudante, isto significa que os estudantes com maior investimento comportamental ter&#227;o probabilidade de receber da parte do professor comportamentos e atitudes que fomentam cada vez mais a sua participa&#231;&#227;o activa em sala de aula. Por sua vez, o modo como o professor lida com os estudantes que se apresentam com menor investimento comportamental tender&#225; a exacerbar a sua passividade e retraimento iniciais. O conhecimento destes processos c&#237;clicos apela para a urg&#234;ncia de intervir nos padr&#245;es de interac&#231;&#227;o entre estudantes e professores.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Se estes ciclos habituais seguirem o seu curso t&#237;pico, os professores tender&#227;o a amplificar os n&#237;veis iniciais de investimento dos estudantes. Se para os estudantes inicialmente motivados este padr&#227;o &#233; construtivo, para os desmotivados poder&#225; resultar numa progressiva deteriora&#231;&#227;o da sua motiva&#231;&#227;o, do sucesso escolar e mesmo do desenvolvimento desadaptado. Acima de tudo, &#233; necess&#225;rio compreender os factores implicados nas diferen&#231;as entre professores quanto ao seu grau de envolvimento interpessoal, de estrutura e de apoio &#224; autonomia, dada a sua import&#226;ncia para o investimento do estudante</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#201; ainda de salientar que os fortes efeitos das percep&#231;&#245;es dos intervenientes (estudantes e professores) apontam para a import&#226;ncia de considerar a complementaridade das perspectivas dos estudantes e dos professores na investiga&#231;&#227;o motivacional em sala de aula.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, a forma&#231;&#227;o dos professores no sentido de identificar os seus comportamentos motivacionalmente debilitantes e de adoptar comportamentos promotores do investimento dos estudantes desmotivados constitui uma prioridade da escola, quer na sua fun&#231;&#227;o acad&#233;mica, quer na sua fun&#231;&#227;o educacional e desenvolvimental.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ainsworth, M. D. (1989). Attachment relationships beyond infancy. <i>American Psychologist, 4,</i> 709-716.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465746&pid=S0874-2049200900020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ames, C. (1987). The advancement of student motivation. In M. L. Maehr &#38; D. A. Kleiber (Eds.), <i>Advances in motivation and achievement: Enhancing motivation</i> (Vol. 5, pp. 123-148). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bowlby, J. (1969/1982). <i>Attachment and loss: Attachment.</i> New York: Basic Books (2<sup>a</sup> edi&#231;&#227;o revista).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465749&pid=S0874-2049200900020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bowlby, J. (1988). <i>A secure base.</i> London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465751&pid=S0874-2049200900020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Connell, J. P., &#38; Wellborn, J. (1991). Competence, autonomy, and relatedness: A motivational analysis of self-system processes. In M. Gunnar &#38; A. Sroufe (Eds.), <i>Self processes in development: Minnesota Symposium on Child Psychology</i> (Vol. 23, pp. 43-77). Hillsdale: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465753&pid=S0874-2049200900020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deci, E. L., &#38; Ryan, R. M. (1985). <i>Intrinsic motivation and self-determination in human behaviour.</i> New York: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465755&pid=S0874-2049200900020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Deci, E. L., Connell, J. P., &#38; Ryan, R. M. (1985). A motivational analysis of self-determination and self-regulation in the classroom. In C. Ames &#38; R. Ames (Eds.), <i>Research on motivation in education: Vol. 2. The classroom milieu </i>(pp. 13-52). San Diego, CA: Academic Press.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Graham, S., &#38; Barker, G. P. (1990). The downside of help: An attributional-developmental analysis of helping behaviour as a low-ability cue. <i>Journal of Educational Psychology, 82,</i> 7-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465758&pid=S0874-2049200900020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grolnick, W. S., Ryan, R. M., &#38; Deci, E. L. (1989). Parent styles associated with childrens self-regulation and competence in school. <i>Journal of Educational Psychology, 81,</i> 143-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465760&pid=S0874-2049200900020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maehr, M. L., &#38; Midgley, C. (1991). Enhancing student motivation: A schoolwide approach. <i>Educational Psychologist, 82</i>, 399-427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465762&pid=S0874-2049200900020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ryan, R., &#38; Deci, E. (2000). Self-determination theory and the facilitation of intrinsic motivation, social development, and well-being. <i>American Psychologist,</i> 55(1), 68-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465764&pid=S0874-2049200900020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Skinner, E. A., (1991). Development and perceived control: A dynamic model of action in context. In M. R. Gunnar &#38; L. A. Sroufe (Eds.), <i>Self processes in development: Minnesota Symposium on Child Psychology</i> (Vol. 23, pp. 167-216). Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465766&pid=S0874-2049200900020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Skinner, E. A., &#38; Belmont, M. J. (1993). Motivation in the classroom: Reciprocal effects of teacher behaviour and student engagement across the school year. <i>Journal of Educational Psychology, 85</i> (4), 571-581.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465768&pid=S0874-2049200900020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Skinner, E. A., &#38; Wellborn, J. (1994). Coping during childhood and adolescence: A motivational perspective. In D. Featherman, R. Lerner &#38; M. Perlmutter (Eds.). <i>Life-span development and behaviour</i> (Vol. 12, pp. 91-133). Hillsdale, NJ: Erlbaum.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vansteenkiste, M., &#38; Sheldon, K. (2006). There&#8217;s nothing more practical than a good theory: Integrating motivational interviewing and self-determination theory. <i>British Journal of Clinical Psychology, 45,</i> 63-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465771&pid=S0874-2049200900020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">White, R. W., (1959). Motivation reconsidered: The concept of competence. <i>Psychological Review, 66,</i> 297-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465773&pid=S0874-2049200900020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       ]]></body><back>
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