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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Factores de risco: a multiplicidade das variáveis contextuais no desenvolvimento das crianças]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study intends to analyze the effects of family multiple risk factors on preschool children&#8217;s cognitive and social development. Several studies have shown that children&#8217;s skills are associated with family characteristics, despite the controversy about whether the most influential variables are family specific characteristics or rather that developmental outcomes lie on the combination of different factors, no single factor having sufficient explanatory power per se. The Project Contexts and Transition (Contextos e Transição) selected children from 60 preschools of the city of Porto. The literacy, numeracy and social skills of 95 five-year-old children were assessed. Family risk indicators were also collected. The analyses confirmed that as the number of risk factors increased, children&#8217;s cognitive performance decreased. The results also showed that the power of a single factor or set of factors lies on their accumulation in children&#8217;s lives.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>Factores de risco: a multiplicidade das vari&#225;veis contextuais no desenvolvimento das crian&#231;as</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Risk factors: The multiplicity of family variables in child development</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Joana Cadima<sup>1</sup>; Carla Peixoto<sup>2</sup>; Teresa Leal<sup>3</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Bolseira de Doutoramento da Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/ 28870/2006), <a href="mailto:jcadima@fpce.up.pt">jcadima@fpce.up.pt</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Bolseira de Doutoramento da Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/ 30764/2006)</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo pretende analisar os efeitos de m&#250;ltiplos factores de risco do contexto familiar no desenvolvimento cognitivo e social de crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar. V&#225;rios estudos t&#234;m demonstrado que as compet&#234;ncias das crian&#231;as est&#227;o associadas a vari&#225;veis familiares permanecendo, no entanto, o debate sobre se as vari&#225;veis mais influentes correspondem a caracter&#237;sticas particulares das fam&#237;lias ou se o desenvolvimento das crian&#231;as depende, antes, da conjuga&#231;&#227;o de diferentes factores. No &#226;mbito do projecto <i>Contextos e Transi&#231;&#227;o</i> foram avaliadas compet&#234;ncias de literacia, numeracia e sociais de 95 crian&#231;as de 5 anos e recolhidas informa&#231;&#245;es acerca de indicadores de risco nas respectivas fam&#237;lias. As an&#225;lises confirmaram que, &#224; medida que aumenta o n&#250;mero de factores de risco, os resultados cognitivos das crian&#231;as tendem a ser mais baixos, o que apoia a vis&#227;o de que o poder de cada factor depende da sua acumula&#231;&#227;o, sendo o desenvolvimento influenciado pelas inter-rela&#231;&#245;es entre os factores considerados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> factores de risco, literacia, numeracia, compet&#234;ncias sociais</font></p>  <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">The present study intends to analyze the effects of family multiple risk factors on preschool children&#8217;s cognitive and social development. Several studies have shown that children&#8217;s skills are associated with family characteristics, despite the controversy about whether the most influential variables are family specific characteristics or rather that developmental outcomes lie on the combination of different factors, no single factor having sufficient explanatory power <i>per se.</i> The Project Contexts and Transition <i>(Contextos e Transi&#231;&#227;o)</i> selected children from 60 preschools of the city of Porto. The literacy, numeracy and social skills of 95 five-year-old children were assessed. Family risk indicators were also collected. The analyses confirmed that as the number of risk factors increased, children&#8217;s cognitive performance decreased. The results also showed that the power of a single factor or set of factors lies on their accumulation in children&#8217;s lives.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> risk factors, literacy, numeracy, social skills</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tem sido demonstrado que as crian&#231;as expostas a condi&#231;&#245;es s&#243;cio-culturais adversas t&#234;m uma maior probabilidade de n&#227;o adquirir as compet&#234;ncias necess&#225;rias para o posterior sucesso educativo (Burchinal, Roberts, Hooper, &#38; Zeisel, 2000; Gutman, Sameroff, &#38; Cole, 2003). Essas condi&#231;&#245;es est&#227;o associadas, nomeadamente, &#224; pobreza e a baixos n&#237;veis de escolaridade da m&#227;e, havendo, contudo, uma &#234;nfase crescente na import&#226;ncia de considerar uma multiplicidade de factores quando analisamos o impacto do risco no desenvolvimento das crian&#231;as (Gutman, Sameroff, &#38; Cole, 2003; Sameroff &#38; Fiese, 2000; Sameroff, Seifer, Baldwin, &#38; Baldwin, 1993).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O risco s&#243;cio-cultural &#233; conceptualizado como a aus&#234;ncia de oportunidades de desenvolvimento - ou a presen&#231;a de amea&#231;as ambientais - devido ao empobrecimento das interac&#231;&#245;es com os seus contextos e &#224; aus&#234;ncia de experi&#234;ncias adequadas &#224;s necessidades e capacidades das crian&#231;as (Garbarino &#38; Ganzel, 2000).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os factores de risco que t&#234;m sido identificados, por estarem associados a baixos resultados desenvolvimentais, s&#227;o consistentes entre os v&#225;rios estudos (Gutman, Sameroff, &#38; Eccles, 2002). Um desses factores, a desvantagem econ&#243;mica, &#233; visto como um dos que mais comprometem o desenvolvimento das crian&#231;as, ao estar relacionado com outros factores familiares (Ackerman, Izard, Schoff, Youngstrom, &#38; Kogos, 1999; Lerner, 1997; Sameroff <i>et al.,</i> 1993).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o sugere tamb&#233;m que as crian&#231;as cujas m&#227;es t&#234;m um n&#237;vel de escolaridade baixo obt&#234;m em m&#233;dia resultados mais baixos em testes estandardizados do que os seus pares e tendem a n&#227;o concluir os estudos (Gutman <i>et al.,</i> 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O desemprego tende a diminuir os recursos e a precipitar problemas a n&#237;vel da sa&#250;de mental e do bem-estar (Garbarino &#38; Ganzel, 2000), o que, se estiver correlacionado com o baixo n&#237;vel acad&#233;mico a longo prazo, refor&#231;a ainda mais as limita&#231;&#245;es econ&#243;micas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Outros factores incluem a monoparentalidade, agregados familiares numerosos e acontecimentos de vida negativos, tendo estes um impacto negativo no desenvolvimento das crian&#231;as (Burchinal <i>et al.,</i> 2000; Gutman <i>et al.,</i> 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, como salientam Pianta e Walsh (1996), a situa&#231;&#227;o de risco corresponde a uma probabilidade n&#227;o sendo, por isso, um conceito est&#225;tico, o que indica que o resultado que merece a nossa preocupa&#231;&#227;o, nomeadamente o insucesso acad&#233;mico, ainda n&#227;o ocorreu. Deste modo, salienta-se a import&#226;ncia da preven&#231;&#227;o e da identifica&#231;&#227;o em idade precoce das crian&#231;as em risco s&#243;cio-cultural, de modo a impedir a concretiza&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o de risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em termos de an&#225;lise do impacto dos factores de risco no desenvolvimento, permanecem diferentes abordagens e modelos do risco s&#243;cio-cultural, apesar de se reconhecer a import&#226;ncia de diferentes vari&#225;veis familiares no desenvolvimento das crian&#231;as (Ackerman <i>et al.,</i> 1999; Burchinal <i>et al.,</i> 2000; Hooper, Burchinal, Roberts, Zeisel, &#38; Neebe, 1998).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O modelo aditivo examina as rela&#231;&#245;es &#250;nicas entre m&#250;ltiplos aspectos do ambiente adverso e problemas no desenvolvimento (Ackerman <i>et al.,</i>1999) . Este modelo apresenta, no entanto, a desvantagem de n&#227;o considerar que, usualmente, os factores n&#227;o ocorrem isoladamente, mas tendem antes a agrupar-se nos mesmos indiv&#237;duos (Gutman <i>et al.,</i> 2002; Sameroff &#38; Fiese, 2000) .</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O modelo cumulativo, proposto por Sameroff e colaboradores (Gutman <i>et al.,</i> 2003; Gutman <i>et al.,</i> 2002; Sameroff &#38; Fiese, 2000; Sameroff <i>et al.,</i> 1993), tem em conta esta co-ocorr&#234;ncia dos factores de risco, analisando a conjuga&#231;&#227;o de diferentes factores, em vez de cada factor individual. Desta forma, neste modelo, o poder de cada factor de risco depende da acumula&#231;&#227;o dos diferentes factores.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rios estudos t&#234;m evidenciado a pertin&#234;ncia deste modelo, mostrando que o n&#250;mero de factores de risco &#233; mais relevante para a determina&#231;&#227;o do resultado do desenvolvimento do que qualquer factor de risco tomado isoladamente (Burchinal <i>et al.,</i> 2000; Garbarino &#38; Ganzel, 2000; Gutman <i>et al.,</i> 2003; Gutman <i>et al.,</i> 2002; Hooper <i>et al.,</i> 1998; Sameroff &#38; Fiese, 2000; Sameroff <i>et al.,</i> 1993). Alguns estudos demonstraram ainda que os mesmos resultados eram obtidos com diferentes combina&#231;&#245;es de factores de risco, o que aponta para a falibilidade de interven&#231;&#245;es universais e a necessidade de an&#225;lises e interven&#231;&#245;es &#250;nicas para cada crian&#231;a e cada fam&#237;lia (Sameroff &#38; Fiese, 2000; Sameroff <i>et al.,</i> 1993).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Consequentemente, ser&#225; importante compreender como os diversos factores podem afectar o desenvolvimento da crian&#231;a, de modo a identificar precocemente as crian&#231;as em risco (Hooper <i>et al.,</i> 1998) e facilitar o acesso a interven&#231;&#245;es realmente eficazes no que respeita a criar oportunidades ou mobilizar recursos para uma determinada crian&#231;a, fam&#237;lia ou comunidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dado que a literatura tem evidenciado a relev&#226;ncia de adoptar uma perspectiva abrangente do desenvolvimento, que considere a multiplicidade de factores associados &#224; vida das crian&#231;as e respectivas fam&#237;lias, o presente estudo pretende analisar os efeitos de m&#250;ltiplos factores de risco do contexto familiar no desenvolvimento cognitivo e social de crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mais especificamente, pretende-se analisar a utilidade do modelo cumulativo ou de m&#250;ltiplo risco, proposto por Sameroff e colaboradores (Gutman <i>et al.,</i> 2003; Sameroff &#38; Fiese, 2000) e verificar se a acumula&#231;&#227;o dos diferentes factores de risco determina resultados desenvolvimentais mais baixos, contribuindo para colocar a crian&#231;a em situa&#231;&#227;o de risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Metodologia</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O trabalho agora apresentado desenvolveu-se no &#226;mbito de um projecto de investiga&#231;&#227;o mais global denominado de <i>Contextos e Transi&#231;&#227;o: Compet&#234;ncias de literacia e de numeracia em crian&#231;as dos 4 aos 7 anos,</i> desenvolvido pelo Centro de Psicologia da Universidade do Porto (Subgrupo &#8220;Desenvolvimento: Contextos Familiares e Educativos&#8221;). Este projecto de investiga&#231;&#227;o teve como objectivo geral estudar longitudinalmente compet&#234;ncias de literacia, numeracia e sociais no final do pr&#233;-escolar e o seu valor preditivo no sucesso escolar e envolveu um total de 215 crian&#231;as a frequentar a educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O processo de selec&#231;&#227;o da amostra foi multi-et&#225;pico, tendo sido seleccionadas, em primeiro lugar, de forma aleat&#243;ria, 60 salas de jardim-de-inf&#226;ncia do Grande Porto e, posteriormente, cerca de 4 crian&#231;as por sala.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo utiliza uma sub-amostra do projecto de investiga&#231;&#227;o <i>(N</i> = 95), tendo sido seleccionadas as crian&#231;as que estavam a frequentar o &#250;ltimo ano da educa&#231;&#227;o pr&#233;-escolar (nascidas em 2000) e sobre as quais disp&#250;nhamos de toda a informa&#231;&#227;o ao n&#237;vel dos v&#225;rios instrumentos utilizados. A idade cronol&#243;gica das crian&#231;as participantes variou entre 65 e 78 meses <i>(M</i> = 71; <i>DP</i> = 3.4). Relativamente ao g&#233;nero, 52 crian&#231;as s&#227;o do sexo masculino (54.7%) e 43 crian&#231;as s&#227;o do sexo feminino (45.3%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram utilizados diferentes instrumentos para avaliar as compet&#234;ncias de literacia e numeracia e os comportamentos das crian&#231;as no jardim-de-inf&#226;ncia. Foram ainda recolhidas informa&#231;&#245;es acerca dos indicadores de risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224;s compet&#234;ncias de literacia, utilizou-se a adapta&#231;&#227;o portuguesa da vers&#227;o espanhola <i>Test de vocabul&#225;rio en imag&#233;nes Peabody </i>(PPVT; Dunn, 1986), usada no &#226;mbito do Estudo Europeu sobre Educa&#231;&#227;o e Cuidados de Crian&#231;as em Idade Pr&#233;-Escolar (ECCE Study Group, 1997), com o objectivo de avaliar o vocabul&#225;rio receptivo das crian&#231;as. Nesta prova, s&#227;o apresentados cart&#245;es com quatro imagens cada, e &#233; pedido &#224; crian&#231;a para apontar para a imagem que corresponde &#224; palavra dita pelo avaliador.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para avalia&#231;&#227;o do conhecimento das crian&#231;as sobre as conven&#231;&#245;es da escrita, recorreu-se &#224; prova <i>Conceitos sobre a Escrita - Segue-me Lua</i> (vers&#227;o para investiga&#231;&#227;o, Alves e Aguiar, 2003), adapta&#231;&#227;o portuguesa de Follow me, Moon (Clay, 2000). Este instrumento avalia o reconhecimento das conven&#231;&#245;es e das caracter&#237;sticas da linguagem escrita (tais como: direc&#231;&#227;o da leitura, correspond&#234;ncia entre palavras escritas e faladas, sinais de pontua&#231;&#227;o, conceito de letra, conceito de palavra) no decorrer de uma tarefa de leitura de um livro elaborado para o efeito.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A consci&#234;ncia fonol&#243;gica foi avaliada atrav&#233;s de uma tarefa experimental desenvolvida por Sucena e Castro (2001). S&#227;o apresentados pares de palavras em voz alta e &#233; pedido &#224; crian&#231;a que diga se o primeiro segmento nas duas palavras &#233; igual ou n&#227;o (consci&#234;ncia impl&#237;cita), e posteriormente, que identifique o segmento que &#233; igual (consci&#234;ncia expl&#237;cita).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para avaliar a identifica&#231;&#227;o de letras, recorremos &#224; tarefa de leitura de letras das Provas de Avalia&#231;&#227;o da Leitura - N&#237;vel Principiante (Castro, Cary, &#38; Gomes, 1998). As 21 letras mai&#250;sculas do alfabeto portugu&#234;s foram apresentadas duas vezes &#224;s crian&#231;as, em listas paralelas e ordens pseudo-aleat&#243;rias diferentes, sendo pedido &#224; crian&#231;a para dizer o nome ou o som das letras.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224;s compet&#234;ncias de numeracia, foi utilizada a prova de aritm&#233;tica da WPPSI-R, uma prova de Leitura de N&#250;meros e uma prova de Contagem Abstracta. O teste de aritm&#233;tica da WPPSI-R &#233; constitu&#237;do por tr&#234;s partes com diferentes tipos de tarefas: a) a crian&#231;a deve apontar, de entre um conjunto de objectos apresentados visualmente, para aquele que possui a caracter&#237;stica quantitativa enunciada verbalmente <i>(maior, mais alto);</i> b) avalia conhecimentos num&#233;ricos atrav&#233;s da contagem e da manipula&#231;&#227;o de objectos; e c) resolu&#231;&#227;o de problemas de aritm&#233;tica apresentados oralmente. A prova de leitura de n&#250;meros consistiu em apresentar &#224; crian&#231;a uma s&#233;rie de 20 cart&#245;es com n&#250;meros escritos do 0 at&#233; 100, para que ela indicasse de que n&#250;mero se tratava. Na prova de contagem, pediu-se &#224; crian&#231;a para contar at&#233; onde soubesse, obtendo-se a dimens&#227;o da sequ&#234;ncia num&#233;rica. Admitia-se um erro e pedia-se &#224; crian&#231;a para parar de contar no n&#250;mero 111.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para avaliar os comportamentos das crian&#231;as utilizou-se o Invent&#225;rio de Comportamentos na Sala (ICS), adapta&#231;&#227;o portuguesa do <i>Classroom Behaviour Inventory</i> (CBI; Schaefer, Edgerton, &#38; Aaronson, 1978). A vers&#227;o pr&#233;-escolar &#233; constitu&#237;da por 60 itens, correspondendo cada um a uma afirma&#231;&#227;o sobre um determinado comportamento da crian&#231;a (ex. <i>Est&#225; quase sempre bem disposto/a e alegre).</i> O educador de inf&#226;ncia de cada crian&#231;a avalia, atrav&#233;s de uma escala de tipo Likert de 5 pontos (1 = <i>Nunca assim;</i> 5 = <i>Sempre assim),</i> o grau em que se observa na crian&#231;a cada um dos comportamentos descritos. Foram identificados, no estudo da vers&#227;o portuguesa (Abreu-Lima &#38; Cadima, 2006), quatro factores que correspondem &#224;s quatro subescalas usadas no presente estudo: <i>Empenhamento,</i> cujos itens exprimem o interesse pelas actividades da sala por parte da crian&#231;a, motiva&#231;&#227;o, persist&#234;ncia e autonomia na realiza&#231;&#227;o de tarefas; <i>Intelig&#234;ncia,</i> que agrupa itens como <i>compreender palavras dif&#237;ceis e possuir bons conhecimentos para a idade</i>; <i>Sociabilidade</i>, onde est&#227;o agrupados itens que descrevem a crian&#231;a na sua rela&#231;&#227;o com os outros; <i>Respeito pelos Outros</i>, que inclui itens que se referem a comportamentos que mostram cuidado e aten&#231;&#227;o para com o outro.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, no sentido de recolher informa&#231;&#227;o acerca dos indicadores de risco das crian&#231;as avaliadas foi elaborado o Question&#225;rio de &#205;ndice Multi-Risco. Este question&#225;rio incluiu informa&#231;&#227;o acerca da fam&#237;lia da crian&#231;a identificada pela literatura como relevante para a situa&#231;&#227;o de risco (Burchinal <i>et al,</i> 2000; Gutman, Sameroff, &#38; Cole, 2003; Sameroff &#38; Fiese, 2000) e que os educadores de inf&#226;ncia conheciam ou poderiam facilmente obter: composi&#231;&#227;o do agregado familiar, n&#237;vel de escolaridade e ocupa&#231;&#227;o profissional de ambos os pais ou dos principais prestadores de cuidados, rendimento econ&#243;mico do agregado familiar, l&#237;ngua falada em casa, nacionalidade e etnia da crian&#231;a, uma listagem de 16 acontecimentos de vida negativos (ex. separa&#231;&#227;o/div&#243;rcio dos pais, alcoolismo, abuso de drogas, internamento hospitalar) e ainda uma escala subjectiva de 3 pontos, em que se pedia ao educador de inf&#226;ncia para avaliar a rela&#231;&#227;o entre o principal prestador de cuidados e a crian&#231;a, tendo como base a verifica&#231;&#227;o de descuido/neglig&#234;ncia na presta&#231;&#227;o de cuidados b&#225;sicos (alimenta&#231;&#227;o, higiene, vestu&#225;rio, rotinas e sono). Alguma desta informa&#231;&#227;o n&#227;o foi posteriormente utilizada, nomeadamente, a nacionalidade e a etnia, uma vez que existia homogeneidade na amostra.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Depois de obtidas as devidas autoriza&#231;&#245;es para a realiza&#231;&#227;o deste estudo, deu-se in&#237;cio &#224; recolha de dados, a qual decorreu entre os meses de Maio e Julho de 2006. Os instrumentos foram administrados individualmente numa sala &#224; parte dos respectivos jardins-de-inf&#226;ncia. Ambos os question&#225;rios foram preenchidos pelas educadoras das crian&#231;as observadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Factores de risco</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi calculado o &#237;ndice multi-risco a partir da soma de oito factores de risco (cf. abaixo). Cada factor foi convertido em vari&#225;vel dicot&#243;mica (1 = presen&#231;a, 0 = aus&#234;ncia). No caso das vari&#225;veis cont&#237;nuas, Sameroff e colaboradores (2002) sugerem que, quando n&#227;o &#233; poss&#237;vel definir categorias objectivas, o crit&#233;rio que deve presidir &#233; estat&#237;stico, sendo um quinto da amostra (20%) inclu&#237;da na categoria de risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O n&#250;mero de factores de risco encontrado variou entre 0 e 7 (M = 1.87; <i>DP</i> = 1.69). Verificou-se que 25% da amostra n&#227;o tem qualquer factor de risco, 21% tem um factor de risco, 25% tem dois, 12% tem tr&#234;s, 10% tem quatro e 7% entre cinco e sete factores de risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apresentamos de seguida cada um dos factores de risco analisados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">1. <i>Aus&#234;ncia de 1 ou de 2 progenitores (12.6%):</i> Foram consideradas em risco as crian&#231;as de fam&#237;lias monoparentais (8.4%), ou que n&#227;o viviam com ambos os progenitores (4.2%).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">2. <i>N&#237;vel de escolaridade da m&#227;e ou do principal prestador de cuidados inferior a 6 anos (47.4%):</i> Um n&#237;vel de escolaridade da m&#227;e igual ao 2&#176; ciclo (28.4%) ou inferior (analfabetas = 1.1% e 1&#176; ciclo = 17.9%) foi identificado como factor de risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">3. <i>Ocupa&#231;&#227;o profissional desqualificada do principal prestador de cuidados (51.6%):</i> Foram consideradas factor de risco as ocupa&#231;&#245;es profissionais como dom&#233;stica, desempregada ou reformada (29.5%) e os trabalhadores n&#227;o qualificados (22.1%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">4. <i>Fam&#237;lia com subs&#237;dios da Seguran&#231;a Social ou rendimentos inferiores ao sal&#225;rio m&#237;nimo (11.6%):</i> Inclu&#237;mos na categoria de risco as crian&#231;as de fam&#237;lias que dependem de subs&#237;dios da Seguran&#231;a Social (7.4%) ou com rendimentos inferiores ao sal&#225;rio m&#237;nimo (4.2%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">5. <i>Elevado n&#250;mero de crian&#231;as a viver em casa (12.6%):</i> As fam&#237;lias com 3 ou mais crian&#231;as (menores de 18 anos) a viverem em casa foram consideradas em risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">6. <i>Eventos familiares negativos (34.7%):</i> Foram inclu&#237;das nesta categoria as fam&#237;lias com um (20,0%) ou mais eventos familiares negativos (dois = 6.3%, tr&#234;s = 5.3%, quatro = 2.1%, seis = 1.1%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">7. <i>Verifica&#231;&#227;o, por parte do educador de inf&#226;ncia, de situa&#231;&#245;es de descuido/neglig&#234;ncia relativamente &#224; presta&#231;&#227;o de cuidados (higiene, alimenta&#231;&#227;o, vestu&#225;rio) (7.4%):</i> Situa&#231;&#245;es de descuido e neglig&#234;ncia ocasional (4.2%) e grave (3.2%) relativamente &#224; presta&#231;&#227;o de cuidados foram consideradas factor de risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">8. <i>Fraca assiduidade ao jardim-de-inf&#226;ncia (9.5%):</i> Relativamente a este factor, inclu&#237;mos as crian&#231;as que faltavam algumas vezes e chegavam tarde (1.1%), as crian&#231;as que faltavam frequentemente e/ou chegavam tarde (8.5%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Correla&#231;&#245;es entre os factores de risco e os resultados desenvolvimentais das crian&#231;as</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram analisadas inicialmente as associa&#231;&#245;es existentes entre cada factor de risco, o &#237;ndice multi-risco e os resultados das crian&#231;as a n&#237;vel das diferentes compet&#234;ncias de literacia, de numeracia e dos comportamentos exibidos na sala de jardim-de-inf&#226;ncia. An&#225;lises preliminares permitiram verificar a exist&#234;ncia de associa&#231;&#245;es positivas estatisticamente significativas entre os resultados desenvolvimentais das crian&#231;as e a idade cronol&#243;gica, atrav&#233;s do c&#225;lculo de coeficientes de correla&#231;&#227;o momento produto de Pearson (r &#62; 0,20, excepto para a prova de aritm&#233;tica da WPPSI-R e a Sociabilidade). Da mesma forma, no que se refere ao g&#233;nero das crian&#231;as, verificou-se existirem associa&#231;&#245;es estatisticamente significativas com os resultados de numeracia e da sub-escala Respeito pelos Outros (r &#62; 0,22). Tendo sido obtidos coeficientes de correla&#231;&#227;o estatisticamente significativos, decidimos determinar as associa&#231;&#245;es entre os v&#225;rios factores de risco e os resultados obtidos a n&#237;vel das diferentes compet&#234;ncias, mantendo os efeitos da idade cronol&#243;gica e do g&#233;nero constantes. S&#227;o apresentados no <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q1.jpg">Quadro 1</a> os coeficientes de correla&#231;&#227;o parcial obtidos, assim como as m&#233;dias e os desvios-padr&#227;o das provas aplicadas &#224;s crian&#231;as.</font></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Apesar das associa&#231;&#245;es entre os factores de risco e as vari&#225;veis desenvolvimentais variarem na sua intensidade e no seu n&#237;vel de signific&#226;ncia estat&#237;stica, cada factor de risco apresenta associa&#231;&#245;es negativas com, pelo menos, duas das vari&#225;veis desenvolvimentais, conforme se apresenta no <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q1.jpg">Quadro 1</a>. &#201; ainda de referir que os factores de risco que se correlacionam negativamente com um maior n&#250;mero de resultados das crian&#231;as s&#227;o o Factor de Risco 4, que diz respeito a baixos rendimentos econ&#243;micos, sendo sete dos onze coeficientes de correla&#231;&#227;o estatisticamente significativos e o Factor de Risco 2, correspondente a um n&#237;vel de escolaridade da m&#227;e inferior a seis anos, que apresenta associa&#231;&#245;es negativas com cinco das onze vari&#225;veis desenvolvimentais.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao &#237;ndice multi-risco, &#233; de salientar que os coeficientes de correla&#231;&#227;o parcial obtidos entre as v&#225;rias compet&#234;ncias cognitivas e o &#237;ndice multi-risco s&#227;o mais fortes do que entre essas mesmas compet&#234;ncias e qualquer um dos factores individuais (cf. <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q1.jpg">Quadro 1</a>). Verifica-se a exist&#234;ncia de associa&#231;&#245;es negativas com os diferentes resultados desenvolvimentais, excepto com os resultados obtidos a n&#237;vel dos comportamentos sociais (Sociabilidade e Respeito pelos Outros), em que n&#227;o existem associa&#231;&#245;es estatisticamente significativas. Relativamente ao Empenhamento, o coeficiente de correla&#231;&#227;o &#233; tendencialmente significativo. Estas an&#225;lises sugerem que a acumula&#231;&#227;o de factores de risco ter&#225; essencialmente implica&#231;&#245;es a n&#237;vel cognitivo, mais do que no &#226;mbito social.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lises de regress&#227;o m&#250;ltipla hier&#225;rquica</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com o objectivo de testar os efeitos do &#237;ndice multi-risco nos resultados desenvolvimentais das crian&#231;as, recorremos ao modelo de regress&#227;o m&#250;ltipla hier&#225;rquica, cujos resultados, para as compet&#234;ncias de literacia, de numeracia e os comportamentos na sala s&#227;o apresentados, respectivamente, nos <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q2.jpg">Quadros 2</a>, <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q3.jpg">3</a> e <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q4.jpg">4</a>. Para cada resultado das crian&#231;as, as an&#225;lises de regress&#227;o inclu&#237;ram dois grupos de vari&#225;veis: o primeiro bloco incluiu a idade cronol&#243;gica e o g&#233;nero das crian&#231;as, sendo inclu&#237;do no segundo bloco o &#237;ndice multi-risco. Foi deste modo poss&#237;vel determinar a percentagem de varia&#231;&#227;o nos resultados explicada pelo &#237;ndice multi-risco, depois de terem sido controlados os efeitos da idade e do g&#233;nero.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Compet&#234;ncias de literacia:</i> Como mostra o <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q2.jpg">Quadro 2</a>, a mudan&#231;a em <i>R<sup>2</sup></i> foi estatisticamente diferente de zero no final do 2&#176; bloco ao n&#237;vel das quatro compet&#234;ncias de literacia, o que indica que o &#237;ndice multi-risco efectua uma contribui&#231;&#227;o estatisticamente significativa para todas as vari&#225;veis de literacia emergente: nos conceitos sobre a escrita, o &#237;ndice multi-risco explica 4% <i>(p</i> &#60; 0,05) da varia&#231;&#227;o nos resultados, no vocabul&#225;rio receptivo, 13% (<i>p</i> &#60; 0,001), na consci&#234;ncia fonol&#243;gica, 8% <i>(p</i> &#60; 0,01) e na identifica&#231;&#227;o de letras 11% <i>(p</i> &#60; 0,01). A interpreta&#231;&#227;o dos valores P permitiu confirmar que o &#237;ndice multi-risco &#233; um preditor significativo dos conceitos sobre a escrita, P = -0,20, <i>p</i> &#60; 0,05, do vocabul&#225;rio receptivo, p = -0,36, <i>p</i> &#60; 0,001, da consci&#234;ncia fonol&#243;gica, <i>p</i> = -0,28, <i>p</i> &#60; 0,01 eda identifica&#231;&#227;o das letras, <i>p </i>= -0,33, <i>p</i> &#60; 0,01 (cf. <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q2.jpg">Quadro 2</a>). Assim, parece que quanto maior o n&#250;mero de riscos presentes na vida das crian&#231;as, mais baixos s&#227;o os resultados obtidos a n&#237;vel das diferentes provas de literacia.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Compet&#234;ncias de numeracia:</i> Os resultados das regress&#245;es m&#250;ltiplas hier&#225;rquicas para as vari&#225;veis de numeracia revelaram que o &#237;ndice multi-risco efectua uma contribui&#231;&#227;o significativa: 15% <i>(p</i> &#60; 0,001) da varia&#231;&#227;o nos resultados da prova de aritm&#233;tica da WPPSI-R &#233; explicada com a introdu&#231;&#227;o do &#237;ndice multi-risco no modelo de regress&#227;o, 10% <i>(p</i> &#60; 0,01) nos resultados da leitura de n&#250;meros e 7% <i>(p</i> &#60; 0,01) nos resultados da dimens&#227;o num&#233;rica (cf. <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q3.jpg">Quadro 3</a>). As an&#225;lises dos coeficientes estandardizados indicam que o &#237;ndice multi-risco tem um poder explicativo estatisticamente significativo na prova da WPPSI-R, <i>p</i> = -0,38, <i>p</i> &#60; 0,001, na leitura de n&#250;meros, <i>P</i> = -0,32, <i>p</i> &#60; 0,01 e na dimens&#227;o da sequ&#234;ncia num&#233;rica, <i>p</i> = -0,27, <i>p</i> &#60; 0,01. Neste sentido, &#224; medida que as crian&#231;as est&#227;o expostas a um maior n&#250;mero de factores de risco, os resultados nas provas de numeracia decrescem.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Comportamentos na sala:</i> A partir da an&#225;lise do <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a12q4.jpg">Quadro 4</a>, que apresenta os modelos de regress&#227;o para as subescalas do comportamento das crian&#231;as na sala de jardim de inf&#226;ncia, verifica-se que a contribui&#231;&#227;o do &#237;ndice multi-risco &#233; significativa apenas na subescala Intelig&#234;ncia (mudan&#231;a em <i>R<sup>2</sup></i> = 7%, <i>p</i> &#60; 0 ,01), e tendencialmente significativa na subescala Empenhamento, explicando 3% <i>(p</i> &#60; 0,10) da varia&#231;&#227;o nos resultados nesta subescala. No mesmo sentido, o &#237;ndice multi-risco &#233; um preditor significativo na subescala Intelig&#234;ncia (fi = -0,27, <i>p</i> &#60; 0,01) e tendencialmente significativo na subescala Empenhamento (fi = -0,19, <i>p</i> &#60; 0,10), mostrando uma certa tend&#234;ncia para os resultados do Empenhamento decrescerem &#224; medida que aumenta o n&#250;mero de riscos, sendo este efeito mais not&#243;rio ao n&#237;vel da subescala Intelig&#234;ncia. Relativamente &#224; Sociabilidade e Respeito pelos Outros, a introdu&#231;&#227;o do &#237;ndice multi-risco nos modelos de regress&#227;o n&#227;o melhorou os seus valores preditivos, verificando-se que esta vari&#225;vel n&#227;o efectua uma contribui&#231;&#227;o estatisticamente significativa nestes resultados.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o dos Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo tinha por objectivo testar o poder preditivo da acumula&#231;&#227;o de factores de risco do contexto familiar no desenvolvimento cognitivo e social de crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As an&#225;lises dos modelos de regress&#227;o permitiram verificar que o &#237;ndice multi-risco tem um poder explicativo nos resultados das compet&#234;ncias de literacia, de numeracia e ao n&#237;vel da subescala Intelig&#234;ncia, sendo patente o impacto negativo da acumula&#231;&#227;o de factores de risco no desenvolvimento cognitivo das crian&#231;as. Estes resultados est&#227;o de acordo com outras investiga&#231;&#245;es que indicam o impacto negativo da acumula&#231;&#227;o de factores de risco nos resultados das crian&#231;as (e.g., Gutman <i>et al.,</i> 2003; Gutman <i>et al.,</i> 2002; Sameroff &#38; Fiese, 2000).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Contudo, no presente estudo o &#237;ndice multi-risco n&#227;o assumiu um efeito estatisticamente significativo nas subescalas Sociabilidade e Respeito pelos Outros. A exibi&#231;&#227;o destes comportamentos sociais parece ser independente de um maior n&#250;mero de factores de risco presentes na vida das crian&#231;as. Os nossos resultados, por&#233;m, n&#227;o indicam que as caracter&#237;sticas familiares avaliadas n&#227;o sejam importantes para o desenvolvimento desses comportamentos. De facto, de acordo com as an&#225;lises dos coeficientes de correla&#231;&#227;o entre cada factor de risco e os resultados das crian&#231;as, verifica-se uma associa&#231;&#227;o negativa entre a Sociabilidade e um baixo rendimento econ&#243;mico (Factor de Risco 4) e uma associa&#231;&#227;o tendencialmente negativa entre a Sociabilidade e a verifica&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es de descuido/neglig&#234;ncia relativamente &#224; presta&#231;&#227;o de cuidados (Factor de Risco 7). Existe ainda uma rela&#231;&#227;o tendencialmente negativa entre um n&#237;vel baixo de escolaridade da m&#227;e (Factor de Risco 2) e o Respeito pelos Outros. Pode acontecer que estes aspectos da vida da crian&#231;a assumam uma especial import&#226;ncia no desenvolvimento social, n&#227;o se verificando um efeito cumulativo com os outros factores. &#201; ainda surpreendente a associa&#231;&#227;o tendencialmente positiva verificada entre os acontecimentos de vida negativos e o Respeito pelos Outros. Esta associa&#231;&#227;o parece sugerir que, face a circunst&#226;ncias mais nefastas, as crian&#231;as podem desenvolver comportamentos que permitam lidar melhor com os outros. No entanto, colocamos algumas reservas na interpreta&#231;&#227;o destes resultados e consideramos ser necess&#225;rio investigar mais aprofundadamente, de modo a compreendermos melhor quais os factores influentes no desenvolvimento social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados do presente estudo acentuam a import&#226;ncia de conceptualizar a situa&#231;&#227;o de risco no quadro das influ&#234;ncias rec&#237;procas dos m&#250;ltiplos factores presentes nos contextos de vida das crian&#231;as. Neste sentido, a ac&#231;&#227;o de cada factor de risco &#233; melhor compreendida na sua interac&#231;&#227;o com os outros factores de risco, estando o seu poder dependente da acumula&#231;&#227;o de factores na vida de uma determinada crian&#231;a e da sua fam&#237;lia. Consequentemente, os resultados apoiam a vis&#227;o de que o desenvolvimento &#233; <i>produto das interac&#231;&#245;es din&#226;micas e cont&#237;nuas entre a crian&#231;a e as experi&#234;ncias providenciadas pela fam&#237;lia e pelo seu contexto social</i> (Sameroff &#38; Fiese, 2000). Para promover o desenvolvimento, &#233; necess&#225;rio atender &#224;s caracter&#237;sticas parentais, familiares e sociais que se influenciam mutuamente e que operam no contexto de vida de uma determinada crian&#231;a, sendo importante que as medidas de interven&#231;&#227;o sejam dirigidas a <i>um problema particular para uma crian&#231;a particular numa fam&#237;lia e numa cultura particulares </i>(Sameroff &#38; Fiese, 2000). Ser&#225; por isso reducionista adoptar uma vis&#227;o que considere ser poss&#237;vel implementar um &#250;nico tipo de programa de interven&#231;&#227;o, de modo a prevenir e a promover o desenvolvimento de todas as crian&#231;as. Dificilmente uma &#250;nica ac&#231;&#227;o conseguir&#225; ir ao encontro de todas as exig&#234;ncias e necessidades das crian&#231;as (Garbarino &#38; Ganzel, 2000; Lerner, 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Parece-nos, antes, essencial desenvolver uma variedade de ac&#231;&#245;es junto, n&#227;o s&#243; das crian&#231;as em situa&#231;&#227;o de risco, como tamb&#233;m das suas fam&#237;lias, que propiciem, antes da actualiza&#231;&#227;o dos factores de risco (e, por isso, o mais precocemente poss&#237;vel), condi&#231;&#245;es e oportunidades que assegurem e promovam o desenvolvimento futuro da crian&#231;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para promover o desenvolvimento destas crian&#231;as parece-nos, deste modo, imprescind&#237;vel articular e optimizar as ac&#231;&#245;es de profissionais de v&#225;rias &#225;reas, de modo a actuar a n&#237;vel de diferentes factores, assim como articular diferentes servi&#231;os (como os de sa&#250;de, seguran&#231;a social e educa&#231;&#227;o) que, ao aliarem esfor&#231;os e podendo actuar ao n&#237;vel da fam&#237;lia, poder&#227;o ter um papel crucial na mudan&#231;a das traject&#243;rias desenvolvimentais das crian&#231;as. Como refere Lerner (1997), &#233; preciso integrar um pacote de servi&#231;os/programas que n&#227;o devem estar apenas orientados para os intervenientes (crian&#231;as e fam&#237;lia), mas tamb&#233;m para as rela&#231;&#245;es existentes e que influenciam o desenvolvimento das crian&#231;as - nomeadamente, as interac&#231;&#245;es entre a crian&#231;a e os pais, a rela&#231;&#227;o entre a escola e a fam&#237;lia, etc. - e que poder&#227;o constituir-se como os recursos potenciais para a mudan&#231;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, ao implicar que se conjugue simultaneamente uma multiplicidade de ac&#231;&#245;es e que sejam envolvidos diversos intervenientes, as exig&#234;ncias que se imprimem &#224; interven&#231;&#227;o podem ser dif&#237;ceis de operacionalizar e de implementar. Do nosso ponto de vista, parece colocar-se aos programas de interven&#231;&#227;o o desafio de responder simultaneamente a duas exig&#234;ncias: serem suficientemente abrangentes, para abarcar as diferentes necessidades das crian&#231;as e das suas fam&#237;lias, e serem suficientemente espec&#237;ficos, de forma a ir ao encontro das necessidades individuais de cada crian&#231;a e da sua fam&#237;lia. Como referem Sameroff e Fiese (2000), as interven&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o extrinsecamente eficazes, &#233; na sua interdepend&#234;ncia com as particularidades dos participantes e de cada situa&#231;&#227;o espec&#237;fica que podem surgir como tal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Parece-nos que os programas de interven&#231;&#227;o desenvolvidos a n&#237;vel da comunidade poder&#227;o constituir uma boa resposta a esta dupla exig&#234;ncia. A comunidade &#233; um campo de ac&#231;&#227;o privilegiado por incorporar diversos servi&#231;os - escola, centro de sa&#250;de, etc. - ao mesmo tempo que corresponde a um contexto suficientemente pr&#243;ximo da vida das pessoas e no qual estas participam directamente (Garbarino &#38; Ganzel, 2000). Neste sentido, poder-se-&#227;o implementar em cada comunidade m&#250;ltiplas ac&#231;&#245;es que funcionem de forma articulada e optimizada e que, ao mesmo tempo, sejam adequadas &#224;s especificidades das crian&#231;as e das fam&#237;lias, como forma de potenciar o desenvolvimento de todas as crian&#231;as. Ao serem criados diferentes recursos nas comunidades, contribui-se, para al&#233;m da preven&#231;&#227;o de resultados negativos, para a cria&#231;&#227;o de oportunidades (Dunst, Trivette, &#38; Deal, 1994).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De entre os v&#225;rios servi&#231;os dispon&#237;veis na comunidade que, desenvolvendo a sua ac&#231;&#227;o em articula&#231;&#227;o com outros, poder&#227;o assumir um papel preponderante, a escola merece uma especial aten&#231;&#227;o da nossa parte.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em conta que os resultados do presente estudo indicam que as compet&#234;ncias mais baixas se relacionam com factores relativos ao contexto familiar das crian&#231;as, poder-se-&#225; questionar o poder da escola para inverter a propens&#227;o de algumas crian&#231;as para o insucesso escolar. Poder&#225; a escola, com o papel que lhe &#233; historicamente atribu&#237;do - ensinar - exercer influ&#234;ncia suficiente no desenvolvimento das crian&#231;as, a ponto de alterar este rumo? Parece-nos que o poder de ac&#231;&#227;o de uma escola estar&#225; comprometido se n&#227;o existirem simultaneamente outras ac&#231;&#245;es de apoio e de interven&#231;&#227;o junto das fam&#237;lias e da comunidade em que est&#227;o inseridas. Acreditamos pois que, para responder eficazmente a estes problemas, a escola ter&#225; que se dotar dos meios necess&#225;rios (nomeadamente, de meios t&#233;cnicos e de equipas interdisciplinares), de modo a oferecer um servi&#231;o que promova o desenvolvimento de todas as crian&#231;as, o que implica, dado o desenvolvimento ser interdependente do contexto familiar e cultural, desenvolver ac&#231;&#245;es direccionadas para as fam&#237;lias e para as comunidades educativas. N&#227;o podendo responder a todos os problemas familiares, a escola poder&#225;, no entanto, ao fomentar diferentes parcerias com a comunidade, facilitar a articula&#231;&#227;o entre os recursos existentes e as necessidades de cada fam&#237;lia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de se poderem concentrar na escola diferentes recursos e respostas &#224;s necessidades das crian&#231;as, consideramos, contudo, que a realidade &#233; complexa e s&#243; com ac&#231;&#245;es articuladas entre os mais diversos intervenientes, desde as mais distais - como decis&#245;es pol&#237;ticas - &#224;s mais pr&#243;ximas da crian&#231;a - op&#231;&#245;es familiares - se consegue definitivamente alterar o rumo de desenvolvimento e impedir que existam crian&#231;as com insucesso educativo e que possam ver, assim, o seu futuro comprometido.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, consideramos importante mencionar que o presente estudo n&#227;o englobou algumas vari&#225;veis identificadas pela literatura como influentes no desenvolvimento da crian&#231;a (Garbarino &#38; Ganzel, 2000; Sameroff &#38; Fiese, 2000), nomeadamente os processos interactivos que ocorrem entre a crian&#231;a e os pais, ou o ambiente e a cultura da comunidade, aspectos que podem mediar e serem respons&#225;veis por uma maior ou menor capacidade das fam&#237;lias em dar resposta &#224;s necessidades desenvolvimentais da crian&#231;a (Gar-barino &#38; Ganzel, 2000). Tamb&#233;m n&#227;o foi poss&#237;vel, no &#226;mbito deste estudo, analisar os efeitos de alguns factores protectores de desenvolvimento, nomeadamente, o n&#250;mero de anos a frequentar o jardim-de-inf&#226;ncia e que poder&#227;o alterar o impacto negativo dos factores de risco (Dunst <i>et al., </i>1994;). Consideramos ser necess&#225;rio desenvolver mais estudos que incorporem um maior n&#250;mero de vari&#225;veis e que analisem simultaneamente os factores de risco, promotores e protectores dos contextos principais de vida, para ganhar uma vis&#227;o mais ampla das inter-rela&#231;&#245;es entre esses diferentes factores. Apesar destas limita&#231;&#245;es, o nosso estudo contribui para confirmar o impacto negativo da acumula&#231;&#227;o de factores de risco no desenvolvimento das crian&#231;as e para salientar a necessidade de prevenir e de intervir de forma multifacetada e o mais precocemente poss&#237;vel.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abreu-Lima, I., Oliveira, C., &#38; Tormenta, N. (2006). Avalia&#231;&#227;o de compet&#234;ncias de numeracia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466028&pid=S0874-2049200900020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Poster apresentado na <i>XI Confer&#234;ncia Internacional de Avalia&#231;&#227;o Psicol&#243;gica: Formas e Contextos,</i> Braga.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abreu-Lima, I., &#38; Cadima, J. (2006). Comportamentos das crian&#231;as na sala de jardim-de-inf&#226;ncia: A import&#226;ncia das compet&#234;ncias sociais. In N. R. Santos, M. L. Lima, M. M. Melo, A. A. Candeias, M. L. Gr&#225;cio, &#38; A. A. Calada (Orgs.), <i>Actas do VI Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o Em Psicologia.</i> &#201;vora: Departamento de Psicologia, Universidade de &#201;vora (CD-ROM).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466030&pid=S0874-2049200900020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ackerman, B. P., Izard, C. E., Schoff, K., Youngstrom, E. A., &#38; Kogos, J. (1999). Contextual Risk, and the problem behaviours of six- and seven-year-old children from economically disadvantaged families. <i>Child Development, 70,</i> 1415-1427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466032&pid=S0874-2049200900020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burchinal, M. R., Roberts, J. E., Hooper, S., &#38; Zeisel, S. A. (2000). Cumulative risk and early cognitive development: A comparison of statistical risk models. <i>Developmental Psychology, 36,</i> 793-807.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466034&pid=S0874-2049200900020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cadima, J., Gamelas, A. M., Leal, T., Silva, M., &#38; Peixoto, C. (2006). Desenvolvimento da Literacia Emergente: Qualidade dos contextos educativos e compet&#234;ncias das crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar. In N. R. Santos, M. L. Lima, M. M. Melo, A. A. Candeias, M. L. Gr&#225;cio &#38; A. A. Calada (Orgs.), <i>Actas do VI Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o Em Psicologia.</i> &#201;vora: Departamento de Psicologia<i>,</i> Universidade de &#201;vora (CD-ROM).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466036&pid=S0874-2049200900020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Castro, S. A., Cary, L., &#38; Gomes, I. (1998). <i>Provas de Avalia&#231;&#227;o da Leitura - N&#237;vel Principiante.</i> (Vers&#227;o para Investiga&#231;&#227;o. Porto: FPCEUP, Laborat&#243;rio da Fala).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466038&pid=S0874-2049200900020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Clay, M. M. (2000). <i>Segue-me, Lua: Adapta&#231;&#227;o portuguesa</i> (Follow me moon; R. Alves &#38; C. Aguiar, <i>Trans.).</i> Porto, Portugal: Universidade do Porto, Centro de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466040&pid=S0874-2049200900020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cohen, J. (1992). Quantitative methods in psychology: A power primer. <i>Psychological Bulletin, 112,</i> 155-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466042&pid=S0874-2049200900020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunn, L. M. (1986). <i>Test de vocabulario en imag&#233;nes Peabody.</i> Adaptaci&#243;n espanola. Madrid: MEPSA (Traducci&#243;n de Santiago Pereda).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466044&pid=S0874-2049200900020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunst, C. J., Trivette, C. M., &#38; Deal, A. G. (1994). <i>Supporting &#38; Strengthening Families: Methods, strategies and practices.</i> Cambridge: Brookline Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466046&pid=S0874-2049200900020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ECCE-Study Group (1997). <i>European Child Care and Education: Cross national analyses of the quality and effects of different types early childhood programs on children&#8217;s development</i> (Final report package). European Union DG XII: Science, Research and Development. RTD Action: Targeted Socio-Economic Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466048&pid=S0874-2049200900020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Garbarino, J., &#38; Gazel, B. (2000). The human ecology of early risk. In J. P. Shon-koff &#38; S. J. Meisels (Eds), <i>Handbook of early childhood intervention</i> (2<sup>nd</sup> Ed., pp. 76-93). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466050&pid=S0874-2049200900020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gutman, L. M., Sameroff, A. J., &#38; Cole, R. (2003). Academic growth curve trajectories from 1<sup>st</sup> grade to 12<sup>th</sup> grade: Effects of multiple social risk factors and preschool child factors. <i>Developmental Psychology, 39,</i> 777-790.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466052&pid=S0874-2049200900020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gutman, L. M., Sameroff, A. J., &#38; Eccles, J. S. (2002). The academic achievement of African American students during early adolescence: An examination of multiple risk, promotive, and protective factors. <i>American Journal of Community Psychology, 30,</i> 367-399.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466054&pid=S0874-2049200900020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hooper, S. R., Burchinal, M. R., Roberts, J. E., Zeisel, S., &#38; Neebe, E. C. (1998). Social and family risk factors for infant development at one year: An application of the cumulative risk model. <i>Journal of Applied Developmental Psychology, 19,</i> 85-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466056&pid=S0874-2049200900020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lerner, R. M. (1997). Problems and potentials of youth development: A developmental contextual model for research and outreach promoting positive youth development. In J. L. Paul, M. Churton, H. Rosseli-Kosraryz, W. Marse <i>et al. </i>(Eds.), <i>Foundations of special education</i> (pp. 157-179). Boston: Brooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466058&pid=S0874-2049200900020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Peixoto, C., Silva, M., Leal, T., &#38; Cadima, J. (2008). Desenvolvimento da literacia emergente: Compet&#234;ncias em crian&#231;as de idade pr&#233;-escolar. <i>Actas do 6&#176;Encontro Nacional/4&#176;Internacional de Investiga&#231;&#227;o em Leitura, Literatura Infantil &#38; Ilustra&#231;&#227;o.</i> Braga: Centro de Estudos da Crian&#231;a (CD-ROM).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466060&pid=S0874-2049200900020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pianta, R. C., &#38; Walsh, D. J. (1996). <i>High-Risk Children in Schools: Constructing sustaining relationships.</i> London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466062&pid=S0874-2049200900020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sameroff, A. J., &#38; Fiese, B. H. (2000). Transactional regulation: The developmental ecology in early intervention. In J. P. Shonkoff &#38; S. J. Meisels (Eds), <i>Handbook of early childhood intervention</i> (2<sup>nd</sup> Ed., pp. 135-159). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466064&pid=S0874-2049200900020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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