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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A competência política, a desigualdade de género e as medidas de acção positiva: uma questão &#8220;natural&#8221; ou de &#8220;competência&#8221;?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Competence, Gender Inequality and Affirmative Action Measures: A &#8220;Natural&#8221; or a &#8220;Competence&#8221; Issue?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Women&#8217;s political under-representation is still a reality (Inter-Parliamentary Union, 2010) and the literature has pointed out several factors to explain the origin of the gender inequality in this context. Affirmative action measures have been implemented in order to promote equality. However, these measures have generated great controversy, being accused of unfairness for violating the merit principle. Following a previous research (Santos, 2004), this study aims at: confirming the genderization of representations held by individuals who are not professional politicians regarding politicians&#8217; activity, through its association to the male sphere; understanding how those individuals perceive gender inequality in politics; and knowing what those individuals think about the measures aimed at reducing this inequality. Among the factors/obstacles identified, we highlight the discourses around the &#8220;naturalization&#8221; of History and the merit genderization which is mainly limited to personality traits which are seldom associated with the female stereotype.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>A compet&#234;ncia pol&#237;tica, a desigualdade de g&#233;nero e as medidas de ac&#231;&#227;o positiva: uma quest&#227;o &#8220;natural&#8221; ou de &#8220;compet&#234;ncia&#8221;?</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Competence, Gender Inequality and Affirmative Action Measures: A &#8220;Natural&#8221; or a &#8220;Competence&#8221; Issue?</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria Helena Santos<sup>1,*</sup> L&#237;gia Am&#226;ncio<sup>2</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Doutoranda em Psicologia Social e Organizacional. ISCTE, Instituto Universit&#225;rio de Lisboa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Professora Catedr&#225;tica do ISCTE, Instituto Universit&#225;rio de Lisboa</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">A sub-representa&#231;&#227;o das mulheres na pol&#237;tica continua a ser uma realidade (<i>Inter-Parliamentary Union</i>, 2010) e a literatura tem apontado v&#225;rios factores para a origem da desigualdade de g&#233;nero neste contexto. T&#234;m sido implementadas medidas de ac&#231;&#227;o positiva no sentido de promover a igualdade. Contudo, existe uma enorme controv&#233;rsia, sendo as medidas acusadas de serem injustas, sobretudo por violarem o princ&#237;pio do m&#233;rito. No seguimento de uma investiga&#231;&#227;o (Santos, 2004), este estudo procura: confirmar a <i>genderiza&#231;&#227;o</i> das representa&#231;&#245;es de pessoas que n&#227;o s&#227;o profissionais da pol&#237;tica face &#224; profiss&#227;o de pol&#237;tico/a, atrav&#233;s da sua associa&#231;&#227;o ao masculino; e o que esses indiv&#237;duos pensam acerca das medidas que se destinam a reduzir esta desigualdade. De entre os factores/obst&#225;culos identificados, salientam-se os discursos sobre a &#8220;naturaliza&#231;&#227;o&#8221; da Hist&#243;ria e a <i>genderiza&#231;&#227;o</i> do m&#233;rito, que se limita praticamente a tra&#231;os de personalidade pouco associados ao estere&#243;tipo feminino.</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: discrimina&#231;&#227;o, pol&#237;tica, g&#233;nero, ac&#231;&#227;o positiva, compet&#234;ncia</font></p>    <hr size="1" noshade>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Women&#8217;s political under-representation is still a reality (Inter-Parliamentary Union, 2010) and the literature has pointed out several factors to explain the origin of the gender inequality in this context. Affirmative action measures have been implemented in order to promote equality. However, these measures have generated great controversy, being accused of unfairness for violating the merit principle. Following a previous research (Santos, 2004), this study aims at: confirming the <i>genderization</i> of representations held by individuals who are not professional politicians regarding politicians&#8217; activity, through its association to the male sphere; understanding how those individuals perceive gender inequality in politics; and knowing what those individuals think about the measures aimed at reducing this inequality. Among the factors/obstacles identified, we highlight the discourses around the &#8220;naturalization&#8221; of History and the merit <i>genderization</i> which is mainly limited to personality traits which are seldom associated with the female stereotype.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: discrimination, politics, gender, affirmative action, competence</font></p>   <hr size="1" noshade>       <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>Objecto de Estudo</b></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Procurar a igualdade de g&#233;nero tem sido um dos grandes objectivos, quer de algumas organiza&#231;&#245;es internacionais (Procacci &#38; Rossilli, 1997), quer dos movimentos feministas (Gubin <i>et al</i>., 2004). &#201; muito devido &#224;s suas ac&#231;&#245;es e medidas que os &#250;ltimos 50 anos t&#234;m sido importantes, em termos da generaliza&#231;&#227;o da cidadania pol&#237;tica das mulheres. Embora o n&#250;mero de mulheres nunca tenha sido t&#227;o elevado no mercado de trabalho, elas continuam a ocupar os empregos de mais baixa produtividade, mais mal remunerados e vulner&#225;veis (<i>International Labour Office</i>, 2008), persistindo uma desigualdade de g&#233;nero a n&#237;vel mundial (Hausmann, Tyson, &#38; Zahidi, 2007), sobretudo no que diz respeito aos cargos de topo, nomeadamente na pol&#237;tica (<i>Inter-Parliamentary Union</i>, 2010). A literatura tem sugerido diversas raz&#245;es para a progress&#227;o (ou n&#227;o) das mulheres na pol&#237;tica nomeadamente, os movimentos sociais e as altera&#231;&#245;es das mentalidades (Pintat, 1997), factores socioecon&#243;micos, culturais e institucionais (e.g., a adop&#231;&#227;o, ou n&#227;o, do sistema de quotas) (Norris &#38; Inglehart, 2001) e a ideologia pol&#237;tica (Esp&#237;rito-Santo, 2006).</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">No seguimento de outro trabalho (Santos, 2004) e no &#226;mbito de uma investiga&#231;&#227;o mais alargada, este estudo tem como objectivo procurar confirmar se existe uma <i>genderiza&#231;&#227;o</i> das representa&#231;&#245;es que as pessoas que n&#227;o s&#227;o profissionais da pol&#237;tica apresentam face &#224; profiss&#227;o de pol&#237;tico/a, atrav&#233;s da sua associa&#231;&#227;o ao masculino e, al&#233;m disso, identificar como estas v&#234;em a desigualdade de g&#233;nero nas esferas de decis&#227;o pol&#237;tica, bem como perceber a sua opini&#227;o sobre as medidas que se destinam a reduzi-la.</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>Origem e Persist&#234;ncia da Desigualdade de G&#233;nero no Contexto Pol&#237;tico</b></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#201; dif&#237;cil explicar a origem da desigualdade de g&#233;nero no contexto pol&#237;tico. A literatura tem avan&#231;ado v&#225;rias explica&#231;&#245;es para a exist&#234;ncia da desigualdade de g&#233;nero na sociedade, em geral, ora de cunho biol&#243;gico, baseadas no dimorfismo sexual e na fun&#231;&#227;o reprodutiva da esp&#233;cie, ora enquanto fen&#243;meno social. Em 1987, Eagly prop&#245;e que os estere&#243;tipos de g&#233;nero, assim como as diferen&#231;as de estatuto, resultam da divis&#227;o <i>genderizada</i> do trabalho. Para a autora e outros (e.g., Eagly, 1987; Wood &#38; Eagly, 2002), o que come&#231;ou por causar as diferen&#231;as existentes entre homens e mulheres, relativamente ao desempenho de pap&#233;is, foram as diferen&#231;as sexuais f&#237;sicas inerentes, que fazem com que determinadas actividades sejam mais eficientemente desempenhadas por um sexo ou por outro, dependendo das circunst&#226;ncias sociais e da cultura. O g&#233;nero actuaria como um &#8220;criador&#8221; de diferentes pap&#233;is sociais que as pessoas cumprem. Os pap&#233;is de g&#233;nero s&#227;o, segundo Eagly (1987), as expectativas, socialmente partilhadas, sobre os comportamentos que as pessoas devem adoptar, em fun&#231;&#227;o do seu sexo. Assim, na cultura ocidental, espera-se que os homens tenham mais dotes de gest&#227;o do que as mulheres e que estejam mais bem preparados para desempenhar cargos de responsabilidade e de autoridade nas empresas; e que sustentem, economicamente, a fam&#237;lia. Por outro lado, espera-se que as mulheres se encarreguem do trabalho dom&#233;stico e dos filhos &#8211; actividades n&#227;o remuneradas e, geralmente, menos valorizadas (ver Am&#226;ncio, 1994; Oliveira &#38; Am&#226;ncio, 2002). Assim, n&#227;o &#233; de estranhar que a ideologia de g&#233;nero constitua uma esp&#233;cie de obst&#225;culo ou de barreira invis&#237;vel que dificulta o acesso das mulheres ao poder pol&#237;tico (Eagly &#38; Diekman, 2006; Huddy &#38; Terkildsen, 1993a; 1993b). Por exemplo, em Portugal, Baum e Esp&#237;rito-Santo (2004) mostraram que a raz&#227;o central da menor participa&#231;&#227;o das mulheres na pol&#237;tica se deve &#224;s diferen&#231;as de g&#233;nero existentes, em termos da socializa&#231;&#227;o para a cidadania e dos pap&#233;is de g&#233;nero. Outro exemplo prende-se com os eleitores, que tamb&#233;m det&#234;m estere&#243;tipos de g&#233;nero relativamente aos/&#224;s pol&#237;ticos/as. O seu uso tem implica&#231;&#245;es na avalia&#231;&#227;o dos/as candidatos/as, na escolha do voto e na participa&#231;&#227;o pol&#237;tica (Sanbonmatsu &#38; Dolan, 2007). Por se tratar de um mundo masculino, estas implica&#231;&#245;es s&#227;o potencialmente negativas para as mulheres pol&#237;ticas (Huddy &#38; Terkildsen, 1993a), sendo percebidas mais negativamente pelas pr&#243;prias mulheres (Mathison, 2001) quando violam os estere&#243;tipos de g&#233;nero. Parecem interiorizar de tal forma os estere&#243;tipos de g&#233;nero que se acomodam ao sistema, n&#227;o o questionando (e.g., Jost &#38; Banaji, 1994), ou at&#233; refor&#231;ando a sua condi&#231;&#227;o.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">As novas formas de sexismo, mais subtis, como &#233; o caso do sexismo moderno (Swim, Aikin, Hall, &#38; Hunter, 1995) ou do sexismo ambivalente (Glick &#38; Fiske, 1996), tamb&#233;m podem constituir um obst&#225;culo &#224; entrada das mulheres na pol&#237;tica, j&#225; que implicitamente negam a discrimina&#231;&#227;o face &#224;s mulheres e individualizam os processos de discrimina&#231;&#227;o grupal, responsabilizando-as pela sua situa&#231;&#227;o desvantajosa (Am&#226;ncio, 2004; Palacios, 2004). Ao basear-se na ideologia meritocr&#225;tica, o sexismo moderno sugere que as pessoas chegam at&#233; onde o seu pr&#243;prio m&#233;rito lhes permite (i.e., resultados bons ou maus) e que o insucesso das mulheres se deve &#224; sua falta de capacidade, esfor&#231;o ou motiva&#231;&#227;o para chegarem aos cargos de topo<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>, n&#227;o dependendo tanto da discrimina&#231;&#227;o. Sidanius e Pratto (1999) defendem que a ideia ocidental de &#8220;meritocracia&#8221; &#233; apenas mais um exemplo dos diferentes mitos legitimadores existentes na sociedade, de que as pessoas se servem para justificar a domin&#226;ncia social. Para estes autores, o sistema social baseado no m&#233;rito &#233; falso e produz uma ilus&#227;o de justi&#231;a. Acreditam que grande parte das formas de conflito grupal e de opress&#227;o corresponde a diferentes manifesta&#231;&#245;es da mesma predisposi&#231;&#227;o humana b&#225;sica para formar hierarquias sociais baseadas nos grupos. Assim, o <i>sexismo</i> pode ser percebido como uma ideologia estruturadora e legitimadora do sistema (Jost &#38; Banaji, 1994, Siddanius &#38; Pratto, 1999) que mant&#233;m a desigualdade de g&#233;nero, favorecendo a superioridade dos homens. Ou seja, o sexismo moderno contribui para manter o <i>status quo</i> (Barreto &#38; Ellemers, 2005; Jost &#38; Banaji, 1994), porque, embora surja como inofensivo, tem um efeito pernicioso na concretiza&#231;&#227;o efectiva da igualdade de g&#233;nero, julgando, por exemplo, que as medidas de ac&#231;&#227;o positiva j&#225; n&#227;o s&#227;o necess&#225;rias (Tougas, Brown, Beaton, &#38; Joly, 1995). Assim, a ideologia meritocr&#225;tica, fundamental na nossa democracia (Crosby &#38; Blanchard, 1989), e que parece ser o factor central subjacente &#224; controv&#233;rsia sobre as quotas (ver Santos, 2004), tamb&#233;m constitui um obst&#225;culo &#224; entrada das mulheres na pol&#237;tica. Trata-se de uma ilus&#227;o (Ellemers &#38; Barreto, 2009; Jost &#38; Banaji, 1994), visto que a avalia&#231;&#227;o do m&#233;rito n&#227;o &#233; neutra (Young, 1990).</font></p>         <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>Controv&#233;rsia em torno das Medidas de Ac&#231;&#227;o Positiva &#8211; O Princ&#237;pio do M&#233;rito</b></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">T&#234;m sido criadas medidas de ac&#231;&#227;o positiva, a n&#237;vel mundial, como &#233; o caso do sistema de quotas ou da Lei da Paridade, em pa&#237;ses como a Fran&#231;a e Portugal, em 2000 e 2006, respectivamente (<i>International IDEA</i>, 2009; Lei Org&#226;nica n&#186; 3/2006, de 21 de Agosto<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>). Por&#233;m, a sua aplica&#231;&#227;o, sobretudo das quotas (consideradas mais <i>hard</i>), tem sido controversa, como se viu nestes dois pa&#237;ses (ver Santos, 2004), sendo, ali&#225;s, uma das raz&#245;es que levou a Fran&#231;a a optar pela Lei da Paridade (S&#233;nac-Slawinski, 2004)<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>. Contudo, esta tamb&#233;m gerou controv&#233;rsia, sobretudo entre universalistas e <i>paritaristas,</i> por chocar com a antiga concep&#231;&#227;o de representa&#231;&#227;o republicana, fundada sobre o universalismo do indiv&#237;duo abstracto e singular (assexuado) (ver Scott, 2005).</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Uma das grandes cr&#237;ticas que t&#234;m sido apontadas &#224;s quotas &#233; que se trata de uma medida injusta, que viola uma das regras centrais da justi&#231;a distributiva &#8211; o princ&#237;pio do m&#233;rito (e.g., Davey, Bobocel, Son Hing, &#38; Zanna, 1999; Son Hing, Bobocel, &#38; Zanna, 2002) e o &#226;mbito da pol&#237;tica n&#227;o tem sido excep&#231;&#227;o (Gaspard, <i>et al.,</i> 1992; Young, 1990). De facto, os seus opositores argumentam que, desta forma, a selec&#231;&#227;o &#233; feita tendo em conta o sexo das pessoas e n&#227;o as suas compet&#234;ncias individuais, podendo levar &#224; diminui&#231;&#227;o da qualidade da pol&#237;tica. Crosby e Clayton (2001) referem que, ao considerar-se que h&#225; viola&#231;&#227;o do princ&#237;pio do m&#233;rito, parte-se do pressuposto que h&#225; uma forma objectiva de medir o m&#233;rito, quando s&#227;o conhecidas as dificuldades de se encontrarem medidas rigorosas para o fazer, sobretudo em contextos subjectivos, como o da pol&#237;tica (Agacinski, 1999). Al&#233;m disso, tratando-se de um mundo tradicionalmente masculino (Th&#233;baut, 2003), o princ&#237;pio do m&#233;rito, que tanto se questiona no caso das mulheres, n&#227;o se costuma questionar no caso dos homens (Gaspard <i>et al.,</i> 1992; Espada <i>et al.,</i> 2002).</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Para percebermos a controv&#233;rsia instalada em torno deste tipo de medidas, temo-nos debru&#231;ado sobre esta quest&#227;o, primeiro numa investiga&#231;&#227;o (Santos, 2004) que tinha como objectivo verificar a toler&#226;ncia das pessoas face a quotas aplicadas a diferentes grupos-alvo e, al&#233;m disso, mostrar que, no contexto pol&#237;tico, a avalia&#231;&#227;o do m&#233;rito n&#227;o &#233; neutra (Young, 1990), mas influenciada pela ideologia de g&#233;nero, na l&#243;gica da assimetria simb&#243;lica (e.g., Am&#226;ncio, 1994; 1999; Am&#226;ncio &#38; Oliveira, 2006), como acontece noutras dimens&#245;es do mundo do trabalho. Assim, num estudo qualitativo (Santos, 2004, Estudo 1), onde pergunt&#225;mos a 114 participantes (48 do sexo masculino, 66 do sexo feminino) quais as compet&#234;ncias necess&#225;rias para o exerc&#237;cio do lugar de deputado/a, mostr&#225;mos que esta actividade est&#225; associada, sobretudo, a tra&#231;os de personalidade (e.g., honesto e inteligente), ligados ao estere&#243;tipo masculino, e n&#227;o tanto a qualifica&#231;&#245;es espec&#237;ficas e objectivas. Por outras palavras, e na linha de outros autores (e.g., Espada <i>et al</i>., 2002), estes resultados revelam que n&#227;o existe um perfil padr&#227;o que permita a avalia&#231;&#227;o objectiva do m&#233;rito neste contexto. Num outro estudo (Santos, 2004, Estudo 2) evidenci&#225;mos o consenso entre os/as 310 jovens (159 do sexo masculino, 151 do sexo feminino) em aceitarem mais as quotas relativas &#224;s &#8220;<i>regi&#245;es subdesenvolvidas</i>&#8221; e &#224;s &#8220;<i>pessoas com defici&#234;ncia</i>&#8221; do que para as &#8220;<i>mulheres na pol&#237;tica</i>&#8221; e as &#8220;<i>minorias &#233;tnicas no trabalho</i>&#8221;. Ou seja, as pessoas n&#227;o parecem ser desfavor&#225;veis &#224;s quotas em si, mas apenas em condi&#231;&#245;es em que as representa&#231;&#245;es sobre o grupo-alvo da quota (e.g., mulheres) interferem no julgamento, nomeadamente quando a desigualdade de g&#233;nero &#233; percebida como uma situa&#231;&#227;o hist&#243;rica &#8216;natural&#8217;. Num &#250;ltimo estudo (ver Santos, 2004, Estudo 3), focado no contexto pol&#237;tico, confirm&#225;mos a centralidade da ideologia meritocr&#225;tica (e.g., Sidanius &#38; pratto, 1999), principalmente no caso dos homens, que valorizam o m&#233;rito dos candidatos a deputados em abstracto. Tamb&#233;m se demonstrou a influ&#234;ncia da ideologia de g&#233;nero (e.g., Am&#226;ncio, 1994), sobretudo no caso das mulheres, cujos julgamentos sobre o m&#233;rito tamb&#233;m s&#227;o influenciados pelo sexo do grupo-alvo, parecendo este estar mais associado ao masculino.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Assim, o presente estudo tem como objectivos espec&#237;ficos: (I) identificar as dimens&#245;es que representam os atributos e compet&#234;ncias considerados fundamentais na pol&#237;tica por pessoas n&#227;o profissionais da pol&#237;tica, de modo a clarificarmos se estes est&#227;o associados a significados masculinos, como verific&#225;mos anteriormente (Santos, 2004, Estudo 1); (II) perceber se a sub-representa&#231;&#227;o das mulheres na pol&#237;tica constitui um problema de ordem social (se percebem que h&#225; discrimina&#231;&#227;o) e/ou pol&#237;tica (se questionam a qualidade da democracia representativa), e qual a origem dessa situa&#231;&#227;o. Pretendemos perceber se as atribui&#231;&#245;es utilizadas salientam raz&#245;es internas &#224;s mulheres (de acordo com as atitudes de sexismo moderno que tendem a responsabiliz&#225;-las pela sua pr&#243;pria condi&#231;&#227;o &#8211; Palacios, 2004), ou raz&#245;es externas, de ordem social; (III) verificar quais s&#227;o as solu&#231;&#245;es propostas e perceber o que os participantes pensam acerca das medidas de ac&#231;&#227;o positiva, concretamente acerca da Lei da Paridade e do sistema de quotas, que se destinam a reduzir a desigualdade de g&#233;nero.</font></p>         <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Foram realizadas nove entrevistas de grupo com 51 estudantes de uma Universidade de Lisboa (25 do sexo masculino e 26 do sexo feminino). A configura&#231;&#227;o dos grupos foi a seguinte<i>: seis grupos homog&#233;neos</i> (tr&#234;s constitu&#237;dos por participantes do sexo feminino e tr&#234;s do masculino); e <i>tr&#234;s grupos heterog&#233;neos</i> (constitu&#237;dos por tr&#234;s participantes do sexo feminino e tr&#234;s do masculino). As suas idades variavam entre 18 e 41 anos (<i>M</i> = 21 anos; <i>M</i><sub>homens</sub> = 21, 5 anos; <i>M</i><sub>mulheres</sub>= 21, 4 anos) posicionando-se politicamente entre o centro e o centro esquerda (<i>M</i> = 4, 5)<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>. Participaram nas sess&#245;es seis pessoas, excepto em tr&#234;s, em que participaram apenas cinco. Trata-se de uma amostra n&#227;o probabil&#237;stica de conveni&#234;ncia.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Foi criado um an&#250;ncio que distribu&#237;mos pela institui&#231;&#227;o e envi&#225;mos por <i>e-mail</i>, em que era fornecida informa&#231;&#227;o aos estudantes sobre o estudo que estava a decorrer no Laborat&#243;rio de Psicologia, oferecendo 5,00&#8364; em fotoc&#243;pias aos/&#224;s participantes. Informava-se que se tratava de entrevistas de grupo com dura&#231;&#227;o aproximada de uma hora, dependendo da din&#226;mica do grupo. As sess&#245;es foram realizadas pela primeira autora, embora estivesse sempre acompanhada de um assistente, numa sala do Laborat&#243;rio, tendo demorado entre 45 minutos a duas horas. Ap&#243;s uma conversa informal, os/as participantes liam um gui&#227;o onde lhes era dada uma informa&#231;&#227;o de car&#225;cter geral sobre o estudo. Era-lhes solicitada sinceridade nas opini&#245;es e autoriza&#231;&#227;o para gravar as sess&#245;es, assegurando-se o anonimato. Ap&#243;s a transcri&#231;&#227;o e prepara&#231;&#227;o do <i>corpus</i> do material, este foi submetido a uma an&#225;lise lexical realizada pelo programa inform&#225;tico <i>Alceste</i><a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>, vers&#227;o 4.7 (Image, 2005).</font></p>         <p><font face="Verdana" size="2"><i>Material/Instrumento</i></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">No in&#237;cio das entrevistas foram enunciadas algumas quest&#245;es com o objectivo de despertar nos grupos um clima de discuss&#227;o aberta sobre o tema em an&#225;lise (Krueger &#38; Casey, 2000). Estas foram constru&#237;das com base na nossa investiga&#231;&#227;o anterior (Santos, 2004) e na revis&#227;o de literatura efectuada para este estudo. As dimens&#245;es que estruturaram o gui&#227;o foram seis: (1) no in&#237;cio, com o intuito de ambientar os/as participantes, foram-lhes colocadas quest&#245;es de car&#225;cter s&#243;cio-demogr&#225;fico; (2) era-lhes dito que &#237;amos falar sobre pol&#237;tica, perguntando se se tratava de um tema do seu interesse e quais as compet&#234;ncias que consideravam necess&#225;rias num/a pol&#237;tico/a; (3) analisavam dois gr&#225;ficos com as percentagens da representa&#231;&#227;o pol&#237;tica de homens e mulheres, um relativo aos parlamentos nacionais dos pa&#237;ses da UE e outro ao Parlamento Europeu por pa&#237;s (<i>Inter-Parliamentary Union</i>, 2006); (4) eram questionados/as sobre o que achavam da situa&#231;&#227;o, a sua origem e como resolv&#234;-la; (5) ap&#243;s serem informados/as sobre o significado dos dois tipos de medidas de ac&#231;&#227;o positiva abordados, era-lhes pedida a opini&#227;o sobre as mesmas; (6) era realizado um resumo da sess&#227;o pelo assistente, perguntando se havia algum aspecto a acrescentar ou alguma d&#250;vida. No final, respondiam a um breve question&#225;rio que integrava outras quest&#245;es de car&#225;cter s&#243;cio-demogr&#225;fico, como o sexo, a idade e a posi&#231;&#227;o pol&#237;tica.</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2"><i>Vari&#225;veis em estudo</i></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Na an&#225;lise dos dados consider&#225;mos o sexo dos/as participantes e o tipo de grupo. O tipo de grupo foi operacionalizado como: <i>grupos homog&#233;neos,</i> constitu&#237;dos por participantes do sexo feminino ou masculino; e <i>grupos mistos,</i> constitu&#237;dos por participantes de ambos os sexos. Como cruzamos o sexo e o tipo de grupo, resultaram as seguintes subcategorias/grupos: <i>mulheres 1, mulheres 2, mulheres 3; homens 1, homens 2, homens 3;</i> e <i>misto 1, misto 2</i> e <i>misto 3</i>. Com esta concep&#231;&#227;o metodol&#243;gica pretend&#237;amos estabelecer uma abordagem comparativa que permitisse controlar os factores de interac&#231;&#227;o que pudessem eventualmente existir entre ambas as vari&#225;veis.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">As quest&#245;es-est&#237;mulo/vari&#225;veis consideradas foram: (i) Quais as compet&#234;ncias necess&#225;rias que um/a pol&#237;tico/a deve ter?; (ii) Qual &#233; a vossa avalia&#231;&#227;o/ impress&#227;o sobre estes dados estat&#237;sticos? O que acham da situa&#231;&#227;o?</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">(iii) Por que acham que esta situa&#231;&#227;o acontece? (iv) Pensam que se trata de uma situa&#231;&#227;o que se deve manter ou, pelo contr&#225;rio, que h&#225; um problema, do ponto de vista da democracia ou da sociedade? (v) Como &#233; que acham que se pode resolver a situa&#231;&#227;o? Suponhamos que tinham o poder para alterar esta situa&#231;&#227;o. O que fariam? e (vi) O que acham de medidas de ac&#231;&#227;o positiva, como o Sistema de Quotas ou a Lei da Paridade?</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise foi efectuada com 75.48% do <i>corpus</i> de dados inicial<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>. Os resultados que apresentamos de seguida dizem respeito aos dois principais procedimentos da metodologia de an&#225;lise <i>Alceste</i>: a <i>classifica&#231;&#227;o descendente hier&#225;rquica</i> (CDH) e a <i>an&#225;lise factorial de correspond&#234;ncias</i> (AFC). A CDH permitiu-nos seleccionar as <i>classes lexicais</i> que surgiram a partir dos discursos dos/as participantes e a AFC permitiu-nos analisar as rela&#231;&#245;es de proximidade e dissocia&#231;&#227;o que s&#227;o estabelecidas entre as classes tem&#225;ticas e as vari&#225;veis em estudo.</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lise tem&#225;tica das classes lexicais apuradas</i></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Desta an&#225;lise resultou a distribui&#231;&#227;o de tr&#234;s <i>classes lexicais</i> principais, que podemos observar na <a href="#f1">figura 1</a>, designadas de acordo com o vocabul&#225;rio que melhor as caracteriza<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>. A distribui&#231;&#227;o das tr&#234;s <i>classes lexicais</i> permite-nos, desde logo, distinguir uma estrutura tem&#225;tica global dos discursos dos/as participantes, de acordo com dois momentos principais: (i) o primeiro momento traduz a proximidade e a associa&#231;&#227;o tem&#225;tica entre as <i>classes 1</i> e <i>3</i>, remetendo para a avalia&#231;&#227;o das medidas de ac&#231;&#227;o positiva e para os atributos e compet&#234;ncias considerados necess&#225;rios no/as pol&#237;ticos/as, bem como para as ac&#231;&#245;es que visam a igualdade de g&#233;nero; (ii) a <i>classe 2</i> agrega-se &#224; estrutura tem&#225;tica anterior e remete para uma an&#225;lise e compara&#231;&#227;o que os/as participantes fazem, a n&#237;vel internacional, sobre a origem e persist&#234;ncia, ou n&#227;o, da desigualdade de g&#233;nero. Este desenho estrutural traduz as rela&#231;&#245;es de dissocia&#231;&#227;o e de proximidade tem&#225;tica das dimens&#245;es. Os conte&#250;dos mais caracter&#237;sticos e as vari&#225;veis associadas a cada uma das classes tamb&#233;m s&#227;o apresentados na <a href="#f1">figura 1</a>.</font></p>        <p>&nbsp;</p>   <a name="f1"></a>       <img src="/img/revistas/psi/v24n1/24n1a06f1.jpg">       
<p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">A <i>classe 1</i> &#8211; <i>Des/favorabilidade face &#224; ac&#231;&#227;o positiva: uma quest&#227;o de in/compet&#234;ncia</i> &#8211; &#233; constitu&#237;da por 21.3% das UCE&#8217;s analisadas. Como vemos na <a href="#f1">figura 1</a>, as vari&#225;veis que mais contribuem para a forma&#231;&#227;o desta <i>classe</i> s&#227;o a <i>avalia&#231;&#227;o da ac&#231;&#227;o positiva</i> (&#967;<sup>2</sup> = 339.8) e o grupo de <i>homens 3</i> (&#967;<sup>2</sup> = 61.86), tendo o grupo de <i>mulheres 2</i> (&#967;<sup>2</sup> = 5.02) e de <i>homens 2</i> (&#967;<sup>2</sup> = 2.65) j&#225; uma contribui&#231;&#227;o bastante t&#233;nue. As dimens&#245;es e conte&#250;dos que emergem desta classe remetem sobretudo para a avalia&#231;&#227;o das medidas de ac&#231;&#227;o positiva. Independentemente da opini&#227;o dos/as participantes ser positiva ou negativa, emerge o discurso referindo que, atrav&#233;s deste tipo de mecanismos, a entrada de mais mulheres na pol&#237;tica poder&#225; diminuir a qualidade da pol&#237;tica.</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, &#233; bastante saliente uma dimens&#227;o que engloba os discursos favor&#225;veis &#224; entrada das mulheres na pol&#237;tica, atrav&#233;s deste tipo de medidas, enquanto instrumentos provis&#243;rios, com vista a acelerar o processo, mas apenas nos casos em que as mulheres demonstrem interesse pela pol&#237;tica e tenham compet&#234;ncias e experi&#234;ncia, como ilustram as seguintes UCE&#8217;s<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10">:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i><u>Eu sou a favor de qualquer m&#233;todo que comece a iniciar o processo</u></i> <i><u>de mudan&#231;a</u></i><i>. Portanto, se as quotas v&#227;o acelerar o processo, n&#227;o me faz qualquer tipo de impress&#227;o. &#201; um ponto negativo, mas tem que se come&#231;ar por algum lado, portanto, se o mundo &#233; um mundo de homens e est&#225; fechado, tem que haver alguma forma de o abrir.</i>&#8221;</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i><u>&#201; uma quest&#227;o de democracia</u></i><i>. Haver, ent&#227;o, os 50/50. Agora, se, realmente, n&#227;o houver interesse das mulheres, ou</i> <i><u>se n&#227;o houver compet&#234;ncias</u></i><i>, tamb&#233;m, agora,</i> <i><u>s&#243; encher, n&#227;o</u></i><i>! S&#243; para fazer n&#250;mero, acho que n&#227;o vale a pena!</i> <i><u>Mas, se, realmente, houver igualdade de compet&#234;ncias e tudo</u></i> <i><u>isso, acho que sim</u></i>&#8221;.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Por&#233;m, se a entrada das mulheres na pol&#237;tica tiver como objectivo apenas &#8220;fazer n&#250;mero&#8221;, coexistem dois tipos de discursos. Por um lado, h&#225; os discursos dos que, apesar de serem desfavor&#225;veis &#224;s medidas, julgam que a sua implementa&#231;&#227;o pode ser um &#8220;mal necess&#225;rio&#8221; pelo qual ter&#225; de se passar, de modo a que as mulheres que entrem agora na pol&#237;tica sirvam de &#8220;exemplo&#8221; ou &#8220;modelo&#8221; &#224;s outras mulheres:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i><u>Estando l&#225; as primeiras, depois, as outras come&#231;am a entrar</u></i><i>. Acho que &#233; uma medida, tipo...sou pouco favor&#225;vel, mas, acho que era bom a esse ponto, de ir l&#225; p&#244;r agora algumas e fazer com que, depois, as outras, vendo l&#225; aquelas, tamb&#233;m fossem tentar ir para l&#225;.</i>&#8221;</font></p>         <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Agora, seria muito mau, porque ia-se estar l&#225; a p&#244;r pessoas que, se calhar, n&#227;o tinham interesse naquilo e que n&#227;o eram competentes, mas</i> <i><u>iria</u></i> <i><u>chamar aquelas que s&#227;o realmente competentes</u></i> <i>e que podiam realmente ir fazer alguma coisa</i>&#8221;.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, h&#225; os discursos desfavor&#225;veis &#224; utiliza&#231;&#227;o deste tipo de medidas, vendo-as como uma discrimina&#231;&#227;o clara, porque se trata de &#8220;for&#231;ar a situa&#231;&#227;o&#8221;:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i><u>N&#227;o, esta quest&#227;o das quotas &#233; for&#231;ar uma situa&#231;&#227;o</u></i><i>, &#233; for&#231;ar uma situa&#231;&#227;o. Por isso, eu n&#227;o sou favor&#225;vel. Quer dizer, n&#227;o havendo alternativa, n&#227;o havendo alternativa, &#233; um meio de obrigar os homens, pelo menos, a meterem as mulheres na pol&#237;tica, mas, de qualquer das maneiras, n&#227;o &#233; natural,</i> <i>&#233; uma situa&#231;&#227;o for&#231;ada automatismo da metodologia, n&#227;o &#233; poss&#237;vel identificar, com precis&#227;o, as especificidades sociodemogr&#225;ficas de quem as refere.</i></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Agora, se o objectivo &#233; ter j&#225; representatividade da mulher, sim senhora, temos efici&#234;ncia, mas, se calhar, perdemos efic&#225;cia,</i> <i><u>se calhar,</u></i> <i><u>pod&#237;amos vir mais a perder muito mais compet&#234;ncia.</u></i> <i>Quer dizer, n&#227;o &#233; assim f&#225;cil. N&#227;o &#233;, agora, espetar para l&#225;, assim, n&#227;o sei quantas mulheres, porque temos que p&#244;r mulheres!</i>&#8221;</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Independentemente da sua opini&#227;o face &#224;s medidas, &#233; saliente o discurso em como, atrav&#233;s de &#8220;ferramentas artificiais&#8221;, a entrada das mulheres pode conduzir &#224; diminui&#231;&#227;o da qualidade da pol&#237;tica, em termos de compet&#234;ncias:</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Por que ser&#225; que, por ter que preencher a quota, para se poder garantir os benef&#237;cios, n&#227;o v&#227;o p&#244;r todas as mulheres que aparecerem no Partido ali? E isso, depois,</i> <i><u>vai-nos levar a uma fraca qualidade do Partido</u></i><i>, em si, quando, se calhar, se poderia ter muito mais qualidade se se tivesse menos quantidade de mulheres, neste caso.</i>&#8221;</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>E nesse aspecto &#233; que se pode concordar com as medidas e</i> <i><u>eu sou a</u></i> <i><u>favor das quotas, como ferramenta para acelerar processo</u></i><i>. N&#227;o como uma medida a tomar a longo prazo, porque, eu acho que isso ia criar desigualdade outra vez, porque,</i> <i><u>depois, h&#225; homens que tinham mais compet&#234;ncias</u></i> <i>e, certamente, n&#227;o iam chegar, porque a taxa era s&#243; de...</i>&#8221;</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Embora com uma expressividade bastante t&#233;nue emerge um discurso em como a situa&#231;&#227;o tem de evoluir &#8220;naturalmente&#8221;, devendo antes ser as mulheres a tomarem a iniciativa, o que, actualmente, ainda n&#227;o fazem:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>&#201; p&#233;ssimo, claro. Ent&#227;o, isso era bom que as mulheres tivessem... que fosse 50/50. Se calhar, era o ideal, n&#227;o sei. Mas acho que isso, tendencialmente, poder&#225; vir a ser assim, ou, pelo aumentar estes valores, acho que sim.</i> <i><u>As mulheres n&#227;o tomam a iniciativa</u></i><i>.</i>&#8221;</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">A <i>classe 2</i> &#8211; <i>Desigualdade de g&#233;nero determinada pela Hist&#243;ria &#8211;</i> concentra 37.8% das UCE&#8217;s. As vari&#225;veis que mais contribuem para a constitui&#231;&#227;o desta classe s&#227;o a <i>avalia&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o</i> (&#967;<sup>2</sup> = 72.60)<i>, manter ou problema</i> (&#967;<sup>2</sup> = 51.15) e <i>justifica&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o</i> (&#967;<sup>2</sup> = 43.59), tendo as vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas uma expressividade mais t&#233;nue (&#967;<sup>2</sup> entre 12 e 3.85), embora com uma predomin&#226;ncia do masculino (ver  <a href="#f1">figura 1</a>). Ao procurarem avaliar e justificar a desigualdade de g&#233;nero na pol&#237;tica, e partindo da observa&#231;&#227;o de dados estat&#237;sticos sobre a representa&#231;&#227;o de homens e mulheres nesse contexto nos pa&#237;ses-membros da UE e no Parlamento Europeu, os discursos dos/as participantes, neste contexto tem&#225;tico, resultam da compara&#231;&#227;o que fazem, em termos de evolu&#231;&#227;o ou desenvolvimento, entre os pa&#237;ses.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Assim, &#233; saliente o discurso da &#8220;normalidade&#8221;, considerando que se deve a raz&#245;es hist&#243;ricas. Ou seja, constatam e consideram &#8220;natural&#8221; que haja uma maior igualdade nos pa&#237;ses mais desenvolvidos, como &#233; o caso dos pa&#237;ses n&#243;rdicos, dado ter a ver com a evolu&#231;&#227;o hist&#243;rica interna de cada pa&#237;s, dependendo bastante dos regimes pol&#237;ticos existentes, das mentalidades e da emancipa&#231;&#227;o das mulheres. Salientam que, geralmente, muito devido &#224; longevidade do regime ditatorial, os portugueses t&#234;m mentalidades mais fechadas:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>A participa&#231;&#227;o das mulheres, em certos pa&#237;ses, ainda &#233; baixa, mas isso</i> <i><u>&#233; o espelho de toda a sociedade</u></i><i>. Em certos pa&#237;ses, vai aumentando a participa&#231;&#227;o das mulheres,</i> <i><u>devido &#224; evolu&#231;&#227;o hist&#243;rica dos pa&#237;ses</u></i><i>.</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>&#201;, em parte, por causa do que aconteceu, da</i> <i><u>domina&#231;&#227;o masculina</u></i><i>. Creio que nos pa&#237;ses n&#243;rdicos foi onde ocorreu primeiro</i> <i><u>a emancipa&#231;&#227;o da</u></i> <i><u>mulher</u></i><i>, como &#233; l&#243;gico, &#233; normal. Acho que</i> <i><u>&#233; uma situa&#231;&#227;o que tem tend&#234;n-</u></i> <i><u>cia a mudar</u></i>&#8221;.</font></p>        <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Emerge o discurso em como os estere&#243;tipos de g&#233;nero podem afectar homens e mulheres. Por um lado, podem fazer com que os homens barrem a entrada das mulheres, num mundo que ainda &#233; percebido como sendo de homens e, por outro, podem levar a que as pr&#243;prias mulheres n&#227;o se interessem pela pol&#237;tica:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>&#211;bvio que, na maior parte das vezes,</i> <i><u>s&#227;o logo cortadas pelos</u></i> <i><u>homens</u></i><i>.</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Mesmo</i> <i><u>por factores hist&#243;ricos, as mulheres n&#227;o se interessam muito</u></i> <i><u>pela pol&#237;tica</u></i><i>. Hoje em dia, j&#225; est&#225; a come&#231;ar a ficar diferente, porque alguns pa&#237;ses j&#225; trabalham com mais mulheres do que homens no Parlamento Europeu.</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, embora percebam a desigualdade de g&#233;nero como &#8220;normal&#8221;, visto que tem uma origem hist&#243;rica, existe um discurso optimista e acreditam que a sociedade est&#225; a evoluir &#8220;naturalmente&#8221; para a igualdade, considerando que &#233; assim que deve ser, ou seja, que n&#227;o se deve &#8220;for&#231;ar&#8221; a situa&#231;&#227;o:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Eu acho que</i> <i><u>deve mudar, n&#227;o de uma forma for&#231;ada</u></i><i>. Penso que</i> <i><u>&#233;</u></i> <i><u>uma quest&#227;o de evolu&#231;&#227;o,</u></i> <i>que &#233; uma situa&#231;&#227;o que vai mudar. E passa, realmente, pela mentalidade das mulheres, de quem tem que aceitar as mulheres, porque, por exemplo, n&#243;s sabemos que a Holanda, Su&#233;cia e Finl&#226;ndia, s&#227;o pa&#237;ses que sempre tiveram uma mentalidade muito mais aberta que outros pa&#237;ses do Sul da Europa, por exemplo, It&#225;lia e Portugal.</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Esta</i> <i><u>desigualdade &#233; normal</u></i><i>, porque</i> <i><u>h&#225; uns anos atr&#225;s a pol&#237;tica era</u></i> <i><u>s&#243; de homens</u></i><i>, n&#227;o havia mulheres. Por isso, &#233; normal. Estou a falar da desigualdade entre os sexos. &#201; normal que as mulheres, cada vez mais, ocupem lugares de topo e comecem a entrar mais participativamente nos movimentos pol&#237;ticos e nas decis&#245;es pol&#237;ticas dos pa&#237;ses</i>&#8221;.</font></p>        <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A <i>classe 3 &#8211; Compet&#234;ncias pol&#237;ticas fundamentais e ac&#231;&#245;es para a igualdade de g&#233;nero</i> &#8211; &#233; constitu&#237;da por 40.94% das UCE&#8217;s. Como vemos na <a href="#f1">figura 1</a>, s&#227;o as vari&#225;veis <i>compet&#234;ncia pol&#237;tica</i> (&#967;<sup>2</sup> = 126.27) <i>e resolu&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o</i> (&#967;<sup>2</sup> = 49.51) que mais contribuem para a forma&#231;&#227;o desta <i>classe</i>, seguindo-se as vari&#225;veis s&#243;cio-demogr&#225;ficas <i>homens</i> 3 (&#967;<sup>2</sup> = 29.41) e <i>mulheres</i> 1 (&#967;<sup>2</sup> = 18.99). A contribui&#231;&#227;o das restantes vari&#225;veis &#233; bastante mais reduzida (&#967;<sup>2</sup> variando entre 8.24 e 3.17). Esta classe representa essencialmente os discursos sobre a import&#226;ncia que os/as participantes conferem aos atributos necess&#225;rios para o bom exerc&#237;cio da pol&#237;tica e as sugest&#245;es que fazem para que a participa&#231;&#227;o das mulheres na pol&#237;tica aumente. Quanto &#224;s sugest&#245;es de ac&#231;&#245;es, s&#227;o salientes, sobretudo, a realiza&#231;&#227;o de campanhas de sensibiliza&#231;&#227;o, o papel da sociedade e da educa&#231;&#227;o, em geral, com o intuito de se aumentar a consci&#234;ncia sobre o g&#233;nero. As medidas de ac&#231;&#227;o positiva tamb&#233;m s&#227;o apontadas como uma das formas de alterar a situa&#231;&#227;o, embora de forma menos expressiva.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Para o bom exerc&#237;cio da actividade pol&#237;tica, em geral, s&#227;o destacados tra&#231;os de personalidade (e.g., honestidade, responsabilidade, compet&#234;ncia, lideran&#231;a e carisma), muito ligados ao estere&#243;tipo masculino, embora tamb&#233;m abordem a import&#226;ncia de o/a pol&#237;tico/a servir o pa&#237;s tendo em conta os interesses do povo e n&#227;o os interesses pessoais:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Um bom pol&#237;tico, na minha opini&#227;o, tem que</i> <i><u>ter carisma</u></i><i>, capacidade de</i> <i><u>lideran&#231;a</u></i><i>, tem que ter</i> <i><u>reconhecimento social</u></i><i>, ser</i> <i><u>competente,</u></i> <i>e tem que fazer passar a mensagem.</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Para al&#233;m de</i> <i><u>altru&#237;sta</u></i><i>, tem de ser uma pessoa com muita</i> <i><u>capacidade</u></i> <i><u>de observa&#231;&#227;o</u></i><i>, tem que ser uma pessoa muito</i> <i><u>expressiva</u></i><i>, tem que se saber expressar bem, conseguir</i> <i><u>expressar as suas ideias,</u></i> <i>saber defender as suas ideias.</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#201; saliente o discurso da import&#226;ncia da voca&#231;&#227;o para a pol&#237;tica, parecendo que este mundo continua muito ligado ao simb&#243;lico masculino, o que se pode confirmar pelas palavras mais citadas (e.g., ele + e bom pol&#237;tico):</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>N&#227;o &#233; qualquer pessoa que eles encontram que serve para ser pol&#237;tico. Acho que na pol&#237;tica &#233;</i> <i><u>preciso ter voca&#231;&#227;o</u></i><i>, porque tem que se gostar, e n&#227;o &#233; qualquer pessoa que tem.</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">Em termos das sugest&#245;es de ac&#231;&#245;es para aumentar a participa&#231;&#227;o das mulheres na pol&#237;tica, salientam-se a realiza&#231;&#227;o de campanhas de sensibiliza&#231;&#227;o em diversos sectores, real&#231;ando a import&#226;ncia da educa&#231;&#227;o tanto em casa, como nas institui&#231;&#245;es de ensino, desde o ensino b&#225;sico &#224; Universidade, nomeadamente ao n&#237;vel da divis&#227;o dos pap&#233;is e dos estere&#243;tipos de g&#233;nero. Entendem que a iniciativa de se tratarem os sexos de igual forma tamb&#233;m deve partir da sociedade:</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>N&#227;o sei, tinha que ser uma coisa muito bem pensada. Em termos de</i> <i><u>informa&#231;&#227;o</u></i><i>,</i> <i><u>atrav&#233;s de campanhas</u></i> <i>em universidades, escolas, facultar, desde cedo...</i>&#8221;</font></p>         <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Nas pr&#243;prias bases de educa&#231;&#227;o prim&#225;ria,</i> <i><u>sensibilizar,</u></i> <i>a&#237;, assim, na</i> <i><u>educa&#231;&#227;o</u></i><i>, que as coisas s&#227;o iguais. Acho que deve</i> <i><u>partir mesmo da pr&#243;pria</u></i> <i><u>sociedade</u></i><i>, n&#243;s pr&#243;prios... n&#227;o pensar, olha, vou fazer isto, porque &#233; uma mulher, ou porque &#233; aquilo, mas tratar as pessoas de igual para igual, coisa que n&#227;o acontece nos dias de hoje.</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">Outra dimens&#227;o que surge nesta classe, apesar de ter uma menor expressividade, diz respeito &#224; sugest&#227;o de medidas de ac&#231;&#227;o positiva para mudar a situa&#231;&#227;o de desigualdade:</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>Eu</i> <i><u>at&#233; concordo com as medidas. N&#227;o concordo totalmente</u></i><i>, mas eu acho que, se deixarmos as coisas correr e ver at&#233; onde vai, n&#227;o se vai alterar nada por a&#237; al&#233;m, porque a maioria das pessoas pensa por regras, e se n&#227;o t&#234;m regras, preferem conformar-se, deixar andar</i>&#8221;</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2">&#8220;<i>E n&#227;o &#233; s&#243; pela informa&#231;&#227;o, porque temos tanta informa&#231;&#227;o sobre tanta coisa, hoje em dia, e n&#227;o mud&#225;mos. Eu acho que</i> <i><u>devem ser impostas</u></i> <i><u>leis</u></i><i>, e essas leis podem n&#227;o ser brilhantes.</i>&#8221;</font></p>       <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Plano de projec&#231;&#227;o factorial: an&#225;lise das rela&#231;&#245;es entre as classes e as vari&#225;veis</i></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Nesta sec&#231;&#227;o, apresentamos os dados relativos &#224; AFC que ilustra a projec&#231;&#227;o das <i>tr&#234;s classes</i> e das vari&#225;veis, num plano factorial constitu&#237;do a partir de dois factores, o que corresponde a 100% da vari&#226;ncia explicada (ver <a href="/img/revistas/psi/v24n1/24n1a06f2.jpg">Figura 2</a>). Assim, podemos analisar a distribui&#231;&#227;o e a associa&#231;&#227;o existentes entre as <i>classes lexicais</i>, as <i>quest&#245;es-est&#237;mulo</i> e os <i>nove grupos</i>.</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">O plano factorial concebido &#233; composto por dois factores organizadores dos discursos que surgiram a partir desta tem&#225;tica. O 1&#186; factor, no eixo horizontal, tem associada 52.27% da in&#233;rcia (vari&#226;ncia explicada) e foi designado &#8220;<i>Quest&#245;es de desigualdade de g&#233;nero</i>&#8221;; o 2&#186; factor refere-se ao eixo vertical e explica 47.73% da in&#233;rcia, sendo designado &#8220;<i>Quest&#227;o de in/compet&#234;ncia pol&#237;tica</i>&#8221;.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Com efeito, os contextos tem&#225;ticos associados ao 1&#186; factor remetem-nos para <i>quest&#245;es de desigualdade de g&#233;nero</i>. O eixo horizontal reflecte uma oposi&#231;&#227;o entre as causas da origem e da persist&#234;ncia da desigualdade de g&#233;nero e a avalia&#231;&#227;o das medidas de ac&#231;&#227;o positiva. O dom&#237;nio das quest&#245;es sobre a desigualdade de g&#233;nero est&#225; particularmente associado &#224; <i>classe 2</i>, resultando das vari&#225;veis <i>avalia&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o</i>, <i>justifica&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o</i> e se esta se deve <i>manter ou &#233; um problema.</i> Como vimos, partindo da compara&#231;&#227;o entre os pa&#237;ses da UE, a desigualdade de g&#233;nero n&#227;o &#233; tanto percebida como um problema, mas antes como uma situa&#231;&#227;o &#8220;normal&#8221; que se deve a factores hist&#243;ricos e que est&#225; a evoluir &#8220;normalmente&#8221; para a igualdade, embora mais rapidamente nos pa&#237;ses desenvolvidos. Foi o grupo de <i>homens 1</i> que mais contribuiu para os discursos da &#8220;naturaliza&#231;&#227;o da Hist&#243;ria&#8221; embora exista uma leve contribui&#231;&#227;o dos tr&#234;s grupos <i>mistos</i>. No lado oposto do eixo situam-se os discursos sobre a <i>avalia&#231;&#227;o das medidas de ac&#231;&#227;o positiva</i> que procuram promover a igualdade de g&#233;nero (<i>classe 1</i>), reflectindo a polariza&#231;&#227;o de opini&#245;es que h&#225; sobre este tema, sendo salientada a quest&#227;o de in/compet&#234;ncia pol&#237;tica e da discrimina&#231;&#227;o inversa, e o argumento de que devem ser as mulheres a demonstrar que t&#234;m compet&#234;ncia e interesse pela pol&#237;tica. S&#227;o os grupos de <i>homens 2</i> e <i>3</i> e os grupos de <i>mulheres 2</i> e <i>3</i> que mais contribuem para estes discursos. Assim, embora o dendograma revele um discurso eminentemente masculino, apesar da heterogeneidade parece existir algum consenso entre os sexos.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">O 2&#186; factor equivale ao eixo vertical e nele est&#225; representada a &#8220;<i>Quest&#227;o da in/compet&#234;ncia pol&#237;tica</i>&#8221;, salientando uma polariza&#231;&#227;o entre a <i>classe 1</i> e a <i>classe 2,</i> situadas nos quadrantes superiores, face &#224; <i>classe 3</i>, situada nos dois quadrantes inferiores, que se prende com as opini&#245;es sobre as ac&#231;&#245;es de resolu&#231;&#227;o dessa situa&#231;&#227;o e as compet&#234;ncias requeridas para o bom exerc&#237;cio da actividade pol&#237;tica. Homens e mulheres (concretamente os grupos de <i>mulheres 1 e 3</i>, grupo de <i>homens 3 e grupos mistos 1 e 3</i>) contribu&#237;ram para estes discursos, constru&#237;dos em torno de expectativas de menor compet&#234;ncia para a pol&#237;tica por parte das mulheres, enquanto que, em cima, as quest&#245;es emergem de discursos predominantemente masculinos, embora com uma leve contribui&#231;&#227;o dos grupos <i>misto 2</i> e <i>mulheres 2</i>, revelando alguma diferencia&#231;&#227;o entre os sexos. Este eixo parece apresentar uma oposi&#231;&#227;o entre os discursos sobre a incompet&#234;ncia das mulheres para o exerc&#237;cio da pol&#237;tica, englobando os significados emergentes das quest&#245;es relativas &#224; desigualdade de g&#233;nero e da avalia&#231;&#227;o das medidas de ac&#231;&#227;o positiva (em cima), e a compet&#234;ncia que consideram crucial para o bom exerc&#237;cio da actividade pol&#237;tica (em baixo) que, como vimos, s&#227;o significados muito associados a tra&#231;os de personalidade do estere&#243;tipo masculino. E, pela dist&#226;ncia existente entre os conte&#250;dos, as mulheres est&#227;o muito longe dessa representa&#231;&#227;o.</font></p>        <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise dos conte&#250;dos das tr&#234;s <i>classes lexicais</i> permitiu-nos identificar as principais dimens&#245;es tem&#225;ticas dos discursos dos/as participantes. Organiz&#225;mos esta sec&#231;&#227;o de acordo com os objectivos espec&#237;ficos que orientaram este estudo.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise efectuada acerca das <i>compet&#234;ncias pol&#237;ticas fundamentais e ac&#231;&#245;es para a igualdade de g&#233;nero</i> permite-nos responder ao primeiro objectivo, que pretendia identificar as dimens&#245;es que representam os atributos e compet&#234;ncias considerados fundamentais na pol&#237;tica por pessoas n&#227;o profissionais da pol&#237;tica, para clarificar se estas est&#227;o associadas a significados masculinos. Embora surja um discurso, consensual entre homens e mulheres, pouco expressivo, que se prende com o &#8220;altru&#237;smo&#8221;, geralmente mais associado ao estere&#243;tipo feminino, por estar associado ao cuidar dos outros, destacam-se, sobretudo, a honestidade, a capacidade, a responsabilidade, a compet&#234;ncia, a lideran&#231;a, a comunica&#231;&#227;o, o carisma e a voca&#231;&#227;o. Ou seja, representam tra&#231;os de personalidade, em conson&#226;ncia com os resultados anteriores (Espada, <i>et al</i>., 2002; Santos, Estudo 1) que, como vimos, continuam ligados ao estere&#243;tipo masculino (Am&#226;ncio, 1994). Tal como em Fran&#231;a (2003), em Portugal, a pol&#237;tica parece continuar associada aos homens, o que pode, de facto, constituir um obst&#225;culo, tanto relativamente &#224; entrada das mulheres na pol&#237;tica, como &#224; sua perman&#234;ncia. A ideologia de g&#233;nero, que influencia ambos os sexos, funciona como uma esp&#233;cie de barreira invis&#237;vel, a n&#237;vel vertical e horizontal (e.g., Eagly &#38; Diekman, 2006), dificultando o acesso das mulheres aos lugares de decis&#227;o (Sanchez-Mazas &#38; Casini, 2005), como neste caso. Al&#233;m disso, as (poucas) mulheres que conseguem ultrapassar essas barreiras, continuam a ter de enfrentar estere&#243;tipos de g&#233;nero negativos, sendo, como vimos, por vezes, ainda mais criticadas pelas mulheres (Mathison, 2001). Ao assimilarem a ideologia de g&#233;nero, muitas vezes, estas n&#227;o questionam o sistema (e.g., Jost <i>et al.,</i> 2001) e at&#233; o refor&#231;am, exigindo mais das mulheres pol&#237;ticas, em termos de m&#233;rito, do que dos homens (Espada <i>et al.,</i> 2002; Gaspard <i>et al.,</i> 1992). Se a ideologia meritocr&#225;tica &#233; percebida como fundamental (e.g., Crosby &#38; Blanchard, 1989; Siddanius &#38; Pratto, 1999) na nossa sociedade, como confirm&#225;mos ao longo deste estudo, torna-se paradoxal pensar que esta pode coexistir em &#8220;harmonia&#8221; com a ideologia de g&#233;nero, sobretudo em contextos subjectivos como a pol&#237;tica (Agacinski, 1999). A meritocracia s&#243; &#233; poss&#237;vel com precis&#227;o em sistemas imparciais (Clayton &#38; Tangri, 1989), o que n&#227;o &#233; o caso, visto que a discrimina&#231;&#227;o ainda existe na nossa sociedade. Por isso, o actual sistema de avalia&#231;&#227;o do m&#233;rito n&#227;o &#233; equitativo (Son Hing <i>et al.</i>, 2002), nem &#8220;objectivo&#8221; ou neutro (Crosby &#38; Clayton, 2001; Young, 1990), sobretudo quando est&#227;o a ser considerados tra&#231;os de personalidade. Trata-se antes de uma <i>ilus&#227;o de meritocracia</i> (Ellemers &#38; Barreto, 2009), uma vez que, como vimos no contexto pol&#237;tico (Santos, 2004; Santos &#38; Am&#226;ncio, 2007; 2010), a avalia&#231;&#227;o do m&#233;rito tamb&#233;m &#233; influenciada pela ideologia de g&#233;nero.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">O segundo objectivo pretendia perceber se a sub-representa&#231;&#227;o das mulheres na pol&#237;tica constitui um problema de ordem social e/ou pol&#237;tica, e qual a origem dessa situa&#231;&#227;o. A an&#225;lise da <i>classe 2</i>, sobre o facto de a <i>desigualdade de g&#233;nero ser determinada pela Hist&#243;ria,</i> permite-nos concluir que os discursos em torno desta tem&#225;tica resultam, sobretudo, dos homens. Ao admitirem a exist&#234;ncia da desigualdade de g&#233;nero na pol&#237;tica portuguesa, distanciam-se do problema, uma vez que consideram que esta &#233; fruto da pr&#243;pria Hist&#243;ria ou das mulheres. De facto, consideram &#8220;normal&#8221; que nas sociedades mais desenvolvidas haja uma maior igualdade do que nas menos desenvolvidas, como Portugal, porque entendem que se trata de uma situa&#231;&#227;o que resulta da evolu&#231;&#227;o hist&#243;rica interna de cada pa&#237;s ou sociedade, dependendo, nomeadamente, dos regimes pol&#237;ticos (e.g., a ditadura, em Portugal), das mentalidades e da emancipa&#231;&#227;o das mulheres.</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, podemos concluir que, embora estes percebam a discrimina&#231;&#227;o existente face &#224;s mulheres (percebendo a desigualdade de g&#233;nero na pol&#237;tica como um problema de ordem social), emergem discursos contradit&#243;rios, numa perspectiva determinista, em como se trata de uma situa&#231;&#227;o &#8220;normal&#8221;, &#8220;aceit&#225;vel&#8221; que se deve a &#8220;raz&#245;es hist&#243;ricas&#8221; e que, portanto, n&#227;o implica as pessoas. &#201; como se, perante tal facto, n&#227;o houvesse nada a fazer, porque &#8220;&#233; a sociedade que &#233; assim&#8221;. Apesar de tudo, h&#225; algum optimismo, acreditando que a sociedade est&#225; a evoluir &#8220;gradativa&#8221; e &#8220;naturalmente&#8221; para a igualdade e que &#233; assim que deve ser. Por outras palavras, consideram que n&#227;o se deve &#8220;for&#231;ar a situa&#231;&#227;o&#8221;, interferindo &#8220;artificialmente&#8221;, atrav&#233;s de medidas de ac&#231;&#227;o positiva, na evolu&#231;&#227;o &#8220;natural&#8221; da Hist&#243;ria. A par destes discursos coexistem outros, embora de forma pouco expressiva, que se prendem com o reconhecimento da exist&#234;ncia de estere&#243;tipos de g&#233;nero<i>.</i> Existe a no&#231;&#227;o de que estes s&#227;o efectivamente nocivos para as mulheres, podendo tanto fazer com que os homens vedem a sua entrada na pol&#237;tica, como com que as pr&#243;prias mulheres (por quest&#245;es &#8220;culturais&#8221; ou &#8220;instintivas&#8221;) n&#227;o se interessem por esse mundo, ainda masculino. Ou seja, &#233; atribu&#237;da responsabilidade &#224;s mulheres pela situa&#231;&#227;o de desvantagem em que se encontram. De acordo com Morales (2005), as mulheres podem, efectivamente, assimilar os estere&#243;tipos de g&#233;nero, acomodando-se ao sistema n&#227;o o questionando (e.g., Jost <i>et al.</i>, 2001), ou refor&#231;ando-o, auto-responsabilizando-se pela sua condi&#231;&#227;o (Palacios, 2004). V&#225;rios autores (e.g., Jost &#38; Banaji, 1994, Siddanius &#38; Pratto, 1999) t&#234;m chamado &#224; aten&#231;&#227;o para o facto de as ideologias legitimarem o sistema, servindo para manter e justificar o <i>status quo</i>. Assim, a ideologia de g&#233;nero pode constituir um obst&#225;culo &#224; entrada das mulheres na pol&#237;tica.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">O terceiro objectivo deste estudo era verificar quais s&#227;o as solu&#231;&#245;es propostas e perceber o que os participantes pensam das medidas de ac&#231;&#227;o positiva que se destinam a reduzir a desigualdade de g&#233;nero, particularmente, a Lei da Paridade e o sistema de quotas. Relativamente &#224;s sugest&#245;es de ac&#231;&#245;es para aumentar a participa&#231;&#227;o das mulheres na pol&#237;tica (<i>classe 3</i>) homens e mulheres salientam a realiza&#231;&#227;o de campanhas de sensibiliza&#231;&#227;o em diversos sectores e destacam o papel que a sociedade e a educa&#231;&#227;o t&#234;m, em geral, no despertar da consci&#234;ncia do g&#233;nero, para que os sexos sejam tratados de igual forma. As medidas de ac&#231;&#227;o positiva surgem com uma expressividade irris&#243;ria. A <i>classe 1</i> ilustra a enorme heterogeneidade que existe nos discursos, sobretudo proferidos por homens, quanto ao uso destas medidas, como forma de aumentar a representa&#231;&#227;o de mulheres na pol&#237;tica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De facto, existem discursos favor&#225;veis ao uso de medidas, enquanto instrumentos provis&#243;rios, mas apenas nos casos em que as mulheres demonstrem interesse pela pol&#237;tica e tenham compet&#234;ncias e experi&#234;ncia. Existem discursos em que, apesar de desfavor&#225;veis, caso a entrada das mulheres na pol&#237;tica seja apenas para &#8220;fazer n&#250;mero&#8221;, admitem que as medidas podem ser um &#8220;mal necess&#225;rio&#8221;, para que estas mulheres sirvam de &#8220;exemplo&#8221;/&#8221;modelo&#8221; &#224;s outras. Outros discursos s&#227;o claramente desfavor&#225;veis, percebendo as medidas como um exemplo de discrimina&#231;&#227;o (inversa) flagrante, tratando-se de um mecanismo que &#8220;for&#231;a a situa&#231;&#227;o&#8221;. Tal como na <i>classe 2</i>, embora com menor expressividade, reemerge o discurso da import&#226;ncia de existir uma evolu&#231;&#227;o &#8220;natural&#8221; e n&#227;o atrav&#233;s de &#8220;mecanismos artificiais&#8221;, para a igualdade, devendo antes as mulheres demonstrar interesse pela pol&#237;tica.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Independentemente dos discursos verificados, existe um sentimento de &#8220;desconfian&#231;a&#8221; generalizado em como o aumento da entrada de mulheres na pol&#237;tica, atrav&#233;s do recurso a este tipo de &#8220;ferramentas artificiais&#8221;, ir&#225; diminuir a qualidade da pol&#237;tica. Estes resultados v&#227;o, de certa forma, ao encontro do nosso estudo experimental (Santos, 2004, Estudo 3), onde verific&#225;mos que a avalia&#231;&#245;es do m&#233;rito s&#227;o <i>genderizadas</i> pelas mulheres, parecendo construir-se em torno de expectativas de menor m&#233;rito por parte das deputadas em compara&#231;&#227;o com os deputados.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Parece, assim, que a ideologia de g&#233;nero contamina o m&#233;rito, de acordo com a l&#243;gica da assimetria simb&#243;lica (e.g., Am&#226;ncio, 1994), na medida em que, ao contr&#225;rio do que acontece geralmente com os homens, a quem nem sequer se questiona o m&#233;rito, existe uma desconfian&#231;a quanto ao das mulheres, devendo estas provar que t&#234;m m&#233;rito num contexto que continua associado ao masculino. Ali&#225;s, o plano factorial ilustra bem como a desigualdade e a incompet&#234;ncia se distanciam da compet&#234;ncia e como, em termos do segundo eixo, as duas primeiras est&#227;o pr&#243;ximas.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, gostar&#237;amos de salientar que este estudo, realizado com jovens universit&#225;rios/as, se enquadra numa investiga&#231;&#227;o mais alargada que tamb&#233;m integra profissionais da pol&#237;tica. Procur&#225;mos, desta forma, aprofundar o conhecimento sobre os factores explicativos da desigualdade de g&#233;nero na pol&#237;tica, bem como sobre as medidas que se destinam a reduzi-la, particularmente sobre a Lei da Paridade, implementada em Portugal em 2009, salientando-se os factores de natureza ideol&#243;gica.</font></p>        <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>           <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Agacinski, S. (1999). <i>Pol&#237;ticas dos sexos</i> (M. S. Pereira, Trad.). Oeiras: Celta Editora. (Obra original publicada em 1998).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467295&pid=S0874-2049201000010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (1994). <i>Masculino e feminino: constru&#231;&#227;o social da diferen&#231;a</i>. Porto: Edi&#231;&#245;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467297&pid=S0874-2049201000010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (2004). Percep&#231;&#227;o da discrimina&#231;&#227;o e da justi&#231;a. Novos desafios na pesquisa psicossociol&#243;gica. In A. Cova, N. Ramos &#38; T. Joaquim (Orgs.), <i>Desafios da compara&#231;&#227;o: fam&#237;lia, mulheres e g&#233;nero em Portugal e no Brasil</i> (pp. 333-342). Oeiras: Celta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467299&pid=S0874-2049201000010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barreto, M., &#38; Ellemers, N. (2005). The perils of political correctness: Men and women responses to old-fashioned and modern sexism views. <i>Social Psychology Quarterly, 68,</i> 75-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467301&pid=S0874-2049201000010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baum, M., &#38; Esp&#237;rito-Santo, A. (2004). Desigualdades de g&#233;nero em Portugal: A participa&#231;&#227;o pol&#237;tica das mulheres. In A. Freire, M. C. Lobo &#38; P. Magalh&#227;es (Orgs.), <i>Portugal a votos: As elei&#231;&#245;es legislativas de 2002</i> (pp. 261-299). Lisboa: ICS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467303&pid=S0874-2049201000010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Clayton, S. D., &#38; Tangri, S. S. (1989). The justice of affirmative action. In F. A. Blanchard &#38; F. J. Crosby (Eds.), <i>Affirmative action in perspective</i> (pp. 177-192). New York: Springer-Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467305&pid=S0874-2049201000010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crosby, F., &#38; Blanchard, F. A. (1989). Affirmative action and question of standards. In F. A. Blanchard &#38; F. J. Crosby (Eds.), <i>Affirmative action in perspective</i> (pp. 3-7). New York: Springer-Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467307&pid=S0874-2049201000010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davey, L. M., Bobocel, D. R., Son Hing, L. S., &#38; Zanna, M. P. (1999). Preference for the merit principle scale: An individual difference measure of distributive justice preferences. <i>Social Justice Research, 12</i>, 233-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467309&pid=S0874-2049201000010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crosby, F. J., &#38; Clayton, S. D. (2001). Affirmative action: Psychological contributions to policy. <i>Analyses of Social Issues and Public Policy</i>, <i>1</i>, 71-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467311&pid=S0874-2049201000010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Eagly, A. H. (1987). <i>Sex differences in social behavior: A social-role interpretation</i>. Hillsdale, NJ: Erlbaum.</font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eagly, A. H., &#38; Diekman, A. B. (2006). Examining gender gaps in sociopolitical attitudes: It&#8217;s not Mars and Venus. <i>Feminism &#38; Psychology, 16,</i> 26-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467314&pid=S0874-2049201000010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ellemers, N., &#38; Barreto, M. (2009). Maintaining the illusion of meritocracy. In S. Demoulin, J. P. Leyens &#38; J. Dovidio (Eds.), <i>Intergroup misunderstandings: Impact of divergent social realities</i> (pp. 191-208). New York: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467316&pid=S0874-2049201000010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Espada, I., Vasconcellos, G., &#38; Coucello, A. (2002). <i>G&#233;nero e comportamento eleitoral: O eleitorado portugu&#234;s e a actividade pol&#237;tica das mulheres</i>. Lisboa: IED.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467318&pid=S0874-2049201000010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Esp&#237;rito-Santo, A. (2006). Para al&#233;m das cerejas.... As mulheres nos principais partidos pol&#237;ticos portugueses. Disserta&#231;&#227;o de mestrado. Manuscrito n&#227;o publicado. Lisboa: ISCTE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467320&pid=S0874-2049201000010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaspard, F., Servan-Schreiber, C., &#38; Gall, A. (1992). <i>La repr&#233;sentation paritaire. Au pouvoir citoyennes: Libert&#233;, &#233;galit&#233;, parit&#233;</i>. Paris: Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467322&pid=S0874-2049201000010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Glick, P., &#38; Fiske, S. T. (1996). The ambivalent sexism inventory: Differentiating hostile and benevolent sexism. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 70</i>, 491-512.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467324&pid=S0874-2049201000010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">International IDEA (2009). <i>Global database of quotas for wome</i>n. A joint project of International Institute for Democracy and Electoral Assistance and Stockholm University. Retirado em 01 de Junho de 2009 de <a href="http://www.quotaproject.org/" target="_blank">http://www.quotaproject.org/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467326&pid=S0874-2049201000010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gubin, E., Jacques, C., Rochefort, F., Studer, B., Th&#233;baud, F., &#38; Zancarinni-Fournel, M. (2004). <i>Le si&#232;cle des f&#233;minismes</i>. Paris: Editions de l&#8217;Atelier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467327&pid=S0874-2049201000010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hausmann, R., Tyson, L. D., &#38; Zahidi, S. (2007). <i>The global gender gap report 2007</i>. Geneva: World Economic Forum. Retirado a 15 de Setembro de: <a href="http://www.weforum.org/pdf/gendergap/report2007.pdf" target="_blank">http://www.weforum.org/pdf/gendergap/report2007.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467329&pid=S0874-2049201000010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Huddy, L., &#38; Terkildsen, N. (1993a). The consequences of gender stereotypes for women candidates at different levels and types of office. <i>Political Research Quarterly, 46,</i> 503-525.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467330&pid=S0874-2049201000010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Huddy, L., &#38; Terkildsen, N. (1993b). Gender stereotypes and the perception of male and female candidates. <i>American Journal of Political Science, 37,</i> 119-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467332&pid=S0874-2049201000010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">International Labour Office (2008, Mar&#231;o). <i>Global employment trends for women.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467334&pid=S0874-2049201000010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Switzerland: Geneva.</font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Inter-Parliamentary Union (2010). Your site on parliamentary democracy. Women in national parliaments. Retirado em 10 de Setembro 2009 de <a href="http://www.ipu.org/english/home.htm" target="_blank">http://www.ipu.org/english/home.htm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467336&pid=S0874-2049201000010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jost. J. T., &#38; Banaji, M. R. (l994). The role of stereotyping in system-justification and the production of false consciousness. <i>British Journal of Social Psychology, 33,</i> 1-27.</font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Krueger, R., &#38; Casey, M. A. (2000). <i>Focus groups: A practical guide for applied research</i> (3rd Ed.). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467338&pid=S0874-2049201000010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lei Org&#226;nica n&#186; 3/2006 de 21 de Agosto. Lei da paridade. Retirado da Comiss&#227;o Nacional de Elei&#231;&#245;es a 9 Janeiro de 2007 de <a href="http://www.cne.pt/dl.cfm?FileID=882" target="_blank">www.cne.pt/dl.cfm?FileID=882</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467340&pid=S0874-2049201000010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marques-Pereira, B. (2003). <i>La citoyennet&#233; politique des femmes</i>. Paris: Armand Colin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467341&pid=S0874-2049201000010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mathison, D. L. (2001). Sex differences in the perception of assertiveness among female managers. <i>The Journal of Social Psychology, 126</i>, 599-606.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467343&pid=S0874-2049201000010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morales, E. M. (2005). <i>An&#225;lisis psicosocial del poder en las relaciones de g&#233;nero</i>. Tesis doctoral en psicolog&#237;a social y metodolog&#237;a de las ciencias del comportamiento. Manuscrito no publicado. Granada: Universidad de Granada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467345&pid=S0874-2049201000010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Norris, P., &#38; Inglehart, R. (2001). Women and democracy: Cultural obstacles to equal representation. <i>Journal of Democracy, 12,</i> 126-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467347&pid=S0874-2049201000010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Oliveira, J. M., &#38; Am&#226;ncio, L. (2002). Liberdades condicionais: o conceito de papel sexual revisitado. <i>Sociologia, Problemas e Pr&#225;ticas, 40,</i> 45-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467349&pid=S0874-2049201000010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Oliveira, J. M., &#38; Am&#226;ncio, L. (2006). Teorias feministas e representa&#231;&#245;es sociais: desafios dos conhecimentos situados para a psicologia social. <i>Revista de Estudos Feministas, 14,</i> 597-615.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467351&pid=S0874-2049201000010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Palacios, M. S. G. (2004). <i>Consecuencias de la discriminaci&#243;n en funci&#243;n de la movilidad social y el g&#233;nero</i>. Tesis doctoral. Manuscrito no publicado. Granada: Universidad de Granada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467353&pid=S0874-2049201000010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pintat, C. (1997). Les femmes dans les Parlements et dans les partis politiques en Europe et en Am&#233;rique du Nord. In C. Faur&#233; (Org.), <i>Encyclop&#233;die politique et historique des femmes</i> (pp. 793-824). Paris: P.U.F.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467355&pid=S0874-2049201000010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Procacci, G., &#38; Rossilli, M. G. (1997). La construction de l&#8217;&#233;galit&#233; dans l&#8217;action des organisations internationales. In C. Faur&#233; (Org.), <i>Encyclop&#233;die politique et historique des femmes</i> (pp. 827-859). Paris: P.U.F.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467357&pid=S0874-2049201000010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reinert, M. (1998). Quel objet pour une analyse statistique de discours? Quelques r&#233;flexion &#224; propos de la r&#233;ponse Alceste. In S. Mellet (Ed.), <i>JADT 1998</i>, 557-569. 4<sup>&#232;mes</sup> Journ&#233;es internationales d&#8217;analyse statistique des donn&#233;es textuelles. Nice: Universit&#233; de Nice-Sophia-Antipolis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467359&pid=S0874-2049201000010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sanbonmatsu, K., &#38; Dolan, K. (2007). Gender stereotypes and gender preferences on the 2006 ANES pilot study: A report to the ANES board of overseers. Retirado a 05 de Maio de 2007 de <a href="http://www.electionstudies.org/resources/papers/Pilot2006/nes011883.pdf" target="_blank">www.electionstudies.org/resources/papers/Pilot2006/nes011883.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467361&pid=S0874-2049201000010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sanchez-Mazas, M., &#38; Casini, A. (2005). Egalit&#233; formelle et obstacles informels &#224; l&#8217;ascension professionnelle: Les femmes et l&#8217;effet &#8220;plafond de verre&#8221;. <i>Social Science Information/Sur les science sociales, 44,</i> 141-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467362&pid=S0874-2049201000010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Santos, M. H. (2004). <i>G&#233;nero e Pol&#237;tica: Uma an&#225;lise psicossociol&#243;gica das reac&#231;&#245;es &#224;s ac&#231;&#245;es positivas</i>. Disserta&#231;&#227;o de mestrado em psicologia social e organizacional. Diploma de estudos europeus avan&#231;ados de psicologia social. Manuscrito n&#227;o publicado, Lisboa: ISCTE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467364&pid=S0874-2049201000010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Santos, M. H., &#38; Am&#226;ncio, L. (2007). Reac&#231;&#245;es &#224;s ac&#231;&#245;es positivas: O olhar da psicologia social do g&#233;nero. In M. B. Monteiro, M. Calheiros, R. Jer&#243;nimo, C. Mouro &#38; P. Duarte (Orgs.), <i>Percursos da investiga&#231;&#227;o em Psicologia social e organizacional</i> (Vol.II, pp. 57-74). Lisboa: Edi&#231;&#245;es Colibri.</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Santos, M. H., &#38; Am&#226;ncio, L. (2010). A (in)justi&#231;a relativa da ac&#231;&#227;o positiva </b>&#8211;</b> a influ&#234;ncia do g&#233;nero na controv&#233;rsia sobre as quotas baseadas no sexo. <i>An&#225;lise Psicol&#243;gica, 1</i>(XXVIII), 43-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467367&pid=S0874-2049201000010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scott, J. W. (2005). <i>Parit&#233;! L&#8217;universel et la diff&#233;rence des sexes.</i> Paris: Editions Albin Michel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467369&pid=S0874-2049201000010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&#233;nac-Slawinski, R. (2004). &#201;valuation des lois sur les quotas et sur la parit&#233;. In C. Bard, C., Baudelot &#38; J. Mossuz-Lavau (Org.), <i>Quand les femmes s&#8217;en m&#234;lent. Genre et pouvoir</i> (pp. 142-170). Paris: Editions de la Martini&#232;re.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467371&pid=S0874-2049201000010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Sidanius, J., &#38; Pratto, F. (l999). <i>Social dominance: An intergroup theory of social hierarchy and oppression.</i> New York: Cambridge University Press.</font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Soares, C. (2005). Em torno do pensamento social e do conhecimento do senso comum. A aplica&#231;&#227;o da metodologia ALCESTE em contextos discursivos distintos. In A. Moreira, B. Camargo, J. C. Jesuino, S. N&#243;brega (Ogs.), <i>Perspectivas te&#243;rico-metodol&#243;gicas em representa&#231;&#245;es sociais</i> (pp. 541-568). Jo&#227;o Pessoa: Editora Universit&#225;ria &#8211; UFPB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467374&pid=S0874-2049201000010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Son Hing, L. S., Bobocel, D. R., &#38; Zanna, M. P. (2002). Meritocracy and opposition to affirmative action: Making concessions in the face of discrimination. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 83</i>, 493-509.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467376&pid=S0874-2049201000010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Swim, J. K., Aikin, K. J., Hall, W. S., &#38; Hunter, B. A. (1995). Sexism and racism: Old fashioned and modern prejudices. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 68</i>, 199-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467378&pid=S0874-2049201000010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Taylor, D. M., &#38; McKirnan D. J. (1984). Five-stage model of intergroup relations. <i>British Journal of Social Psychology, 23,</i> 291-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467380&pid=S0874-2049201000010000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Th&#233;baut, F. (Maio, 2003).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467382&pid=S0874-2049201000010000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <i>Du suffrage des femmes &#224; la parit&#233; politique, le genre de la d&#233;mocratie en France</i>. Comunica&#231;&#227;o apresentada na Universidade Aberta, Lisboa.</font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tougas, F., Brown, R., Beaton, A. M., &#38; Joly, S. (1995). Neosexism: Plus &#231;a change, plus c&#8217;est pareil. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 21</i>, 842-849.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467384&pid=S0874-2049201000010000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wood, W., &#38; Eagly, A. H. (2002). A cross-cultural analysis of the behavior of women and men: Implications for the origins of sex differences. <i>Psychological Bulletin, 128</i>, 699-727.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467386&pid=S0874-2049201000010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Young, I. M. (1990). <i>Justice and the Politics of Difference.</i> Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467388&pid=S0874-2049201000010000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana" size="2">Fianciado por:</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Esta investiga&#231;&#227;o foi financiada pela Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e a Tecnologia, subven&#231;&#227;o concedida &#224; primeira autora: SFRH/BD/21628/2005.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&#234;ncia: </a><a name="c0"></a></p>      <p>Maria Helena Santos, CIS/ISCTE-IUL, Av. das For&#231;as Armadas, 1649-026, Lisboa, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:Helena.Santos@iscte.pt">Helena.Santos@iscte.pt</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>A ideologia meritocr&#225;tica, ideologia de mobilidade social individual, &#233; sustentada pela cren&#231;a de que a capacidade e o esfor&#231;o pessoal s&#227;o os grandes determinantes dos &#234;xitos pessoais (Taylor &#38; McKirnan, 1984).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Foi designada por &#8220;lei da paridade&#8221;, embora nas listas para a Assembleia da Rep&#250;blica, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais seja assegurada a representa&#231;&#227;o m&#237;nima de apenas 33% de cada um dos sexos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>A &#8220;paridade&#8221; &#233; diferente da &#8220;quota&#8221;. Esta &#233; uma medida transit&#243;ria de recupera&#231;&#227;o, que visa compensar o desequil&#237;brio criado no passado (Marques-Pereira, 2003), enquanto aquela pretende o reconhecimento, inscrito no direito, da igualdade da representa&#231;&#227;o das mulheres e dos homens na pol&#237;tica (Gaspard <i>et al</i>., 1992). Apesar de muitos autores considerarem que a base conceptual e filos&#243;fica dos dois conceitos &#233; diferente, para Diaz (2003), n&#227;o &#233; poss&#237;vel distinguir entre as duas posi&#231;&#245;es quando se trata da sua implementa&#231;&#227;o pr&#225;tica.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>A escala variava entre 1 e 7: Extrema direita, direita, centro direita, centro, centro esquerda, esquerda, extrema esquerda.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>O <i>Alceste</i> (an&#225;lise lexical por contexto de um conjunto de segmentos de texto) &#233; uma metodologia de an&#225;lise de dados qualitativos que se adequa a todos os dom&#237;nios de investiga&#231;&#227;o em que se pretenda analisar material textual, especificamente quanto &#224; sua composi&#231;&#227;o lexical e estrutura&#231;&#227;o tem&#225;tica (e.g., Soares, 2005). Assim, pode aplicar-se a dados resultantes de diversos procedimentos (e.g., entrevistas) que tenham por base a linguagem verbal. O principal objectivo da an&#225;lise <i>Alceste</i> &#233; identificar a organiza&#231;&#227;o interna do/s discurso/s existente/s nesses textos (Reinert, 1998).</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>Isto &#233;, das 1411 UCE&#8217;s identificadas, foram classificadas 1065.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Cada classe do dendograma &#233; composta por um conjunto de palavras que seleccion&#225;mos tendo em conta o valor do Qui-Quadrado (por ordem decrescente, at&#233; 10). O grau de associa&#231;&#227;o das vari&#225;veis e <i>palavras-plenas</i> em cada classe lexical &#233; expresso atrav&#233;s de um indicador resultante desta medida (i.e., &#967;<sup>2</sup>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10">As UCE&#8217;s (<i>unidades de contexto elementar</i>, correspondem &#224; ideia de frase) constituem exemplos representativos das dimens&#245;es que integram cada uma das classes lexicais. Pelo</font></p>       ]]></body><back>
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