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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Starting from controversial questions in research about emotion and facial expressions, we review some theoretical positions of the Emotional Expression Approach and present some research alternatives. Some questions are analysed: terminology; spontaneous or deliberated expressions; information given by facial expressions; culture versus universality of emotional facial expressions; context influence; methodology. New challenges are emphasized when we analyse emergent guidelines in the study of the link between emotion and facial expression, which lead to: Influence of social and communicative aspects; multi-functionality; specific cultural emotional dialects; growing valorisation of context; component analysis; facial behaviour as dependent variable; analysis of natural contexts; emphasis on Componential Models.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Emo&#231;&#245;es e express&#227;o facial: novos desafios</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Emotions and facial expression: New challenges</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Cristina de Sousa<sup>1</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Directora do Laborat&#243;rio de Ci&#234;ncias Afectivas, FACIN LAB, Lisboa</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Partindo de quest&#245;es controversas na pesquisa sobre a emo&#231;&#227;o e as express&#245;es faciais, revemos posi&#231;&#245;es te&#243;ricas da Abordagem da Express&#227;o Emocional e apresentamos alternativas de pesquisa. S&#227;o analisadas quest&#245;es como: terminologia; express&#245;es involunt&#225;rias ou deliberadas; tipo de informa&#231;&#227;o que deriva das express&#245;es faciais; cultura <i>versus</i> universalidade das express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o; influ&#234;ncia do contexto; metodologia. Novos desafios s&#227;o enfatizados quando analisamos as directrizes emergentes na pesquisa da liga&#231;&#227;o entre emo&#231;&#227;o e express&#227;o facial, que apontam para: influ&#234;ncia dos aspectos sociais e comunicativos; multifuncionalidade; dialectos emocionais espec&#237;ficos de cada cultura; valoriza&#231;&#227;o crescente do contexto; an&#225;lise dos componentes; comportamento facial como vari&#225;vel dependente; an&#225;lise de contextos naturais; &#234;nfase nos Modelos Componenciais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-Chave</b>: emo&#231;&#227;o, express&#227;o facial, contexto, social, componentes</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Starting from controversial questions in research about emotion and facial expressions, we review some theoretical positions of the Emotional Expression Approach and present some research alternatives. Some questions are analysed: terminology; spontaneous or deliberated expressions; information given by facial expressions; culture <i>versus</i> universality of emotional facial expressions; context influence; methodology. New challenges are emphasized when we analyse emergent guidelines in the study of the link between emotion and facial expression, which lead to: Influence of social and communicative aspects; multi-functionality; specific cultural emotional dialects; growing valorisation of context; component analysis; facial behaviour as dependent variable; analysis of natural contexts; emphasis on Componential Models.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: emotion, facial expression, context, social, components</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p align="right"><i>Toda a gente sabe que Darwin escreveu acerca de express&#245;es faciais, mas nem toda a gente concorda com aquilo que ele queria dizer.</i></font></p>      <p align="right">(Russell &#38; Fern&#225;ndez-Dols, 1997, p. 5).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Introdu&#231;&#227;o</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A cita&#231;&#227;o refere-se &#224; publica&#231;&#227;o da obra intitulada <i>The expression of emotions in man and animals</i> (Darwin, 1872), utilizada como refer&#234;ncia principal pelos autores que defendem a universalidade das express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o. Complementando esta cita&#231;&#227;o com outra do principal representante da pesquisa cient&#237;fica na &#225;rea da universalidade da express&#227;o facial das emo&#231;&#245;es, que afirma que <i>&#8220;n&#243;s necessitamos de aprender que tipo de informa&#231;&#227;o deriva de uma express&#227;o facial, de quem e em que contextos sociais e culturais&#8221;</i> (Ekman, 1989, p. 160), podemos dizer que, em conjunto, perspectivam a necessidade de uma compreens&#227;o mais aprofundada acerca da express&#227;o facial da emo&#231;&#227;o, que inclua alternativas de pesquisa, quer te&#243;ricas, quer metodol&#243;gicas, como condi&#231;&#227;o fundamental para a constru&#231;&#227;o do conhecimento cient&#237;fico. Assim, quest&#245;es como a influ&#234;ncia da cultura <i>versus</i> a universalidade das express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o merecem, em nosso entender, uma aten&#231;&#227;o cada vez mais espec&#237;fica dos investigadores desta &#225;rea, <i>&#8220;porque uma verdadeira compreens&#227;o de como as pessoas de diferentes culturas entendem a liga&#231;&#227;o entre faces e emo&#231;&#227;o (e nada mais) ainda mal come&#231;ou</i>.&#8221; (Russell &#38; Fern&#225;ndez-Dols, 1997, p. 24). A obra editada por estes autores <i>The Psychology of Facial Expression</i> concentra-se na clarifica&#231;&#227;o desta e de outras quest&#245;es, tendo gerado contributos muito v&#225;lidos para a exposi&#231;&#227;o das mesmas neste artigo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Se necessitamos de saber, como &#233; sugerido por Ekman (1989), que tipo de informa&#231;&#227;o deriva do comportamento facial, de quem e em que contextos, podemos afirmar, como introdu&#231;&#227;o, que essas informa&#231;&#245;es s&#227;o variadas e n&#227;o se ligam s&#243; &#224; emo&#231;&#227;o nem aos padr&#245;es expressivos protot&#237;picos das emo&#231;&#245;es b&#225;sicas (de Sousa, 2006; Kaiser &#38; Wherle, 2001a, 2001b). Na sequ&#234;ncia da quest&#227;o dos contextos onde ocorrem, podemos tamb&#233;m enfatizar que um repensar da influ&#234;ncia do contexto faz cada vez mais sentido, j&#225; que, como veremos mais adiante neste artigo, a selec&#231;&#227;o dos m&#250;ltiplos e variados significados da face depende do contexto (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Carroll, 1997). Finalmente, n&#227;o podemos esquecer as quest&#245;es metodol&#243;gicas, pois de acordo com alguns autores (Wagner, 1997), a metodologia usada deve corresponder &#224;s quest&#245;es de investiga&#231;&#227;o e se, tradicionalmente, os estudos de julgamento e reconhecimento facial t&#234;m sido usados para pesquisar as informa&#231;&#245;es poss&#237;veis das express&#245;es faciais, com todas as limita&#231;&#245;es inerentes, sabemos que &#233; principalmente pelos estudos de codifica&#231;&#227;o, com planos experimentais, que podemos identificar a estrutura e os componentes das express&#245;es emocionais no comportamento facial, com especial &#234;nfase para as investiga&#231;&#245;es que partem de contextos naturais e que apresentam maior validade ecol&#243;gica (Fern&#225;ndez-Dols, 2006).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com a breve apresenta&#231;&#227;o destas quest&#245;es, pretendemos mostrar a ponta do icebergue em d&#233;cadas de pesquisa dominadas pela Teoria Neurocultural de Ekman (1972), que afirmam a invariabilidade e universalidade das express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o atrav&#233;s das culturas. &#201; nossa inten&#231;&#227;o, atrav&#233;s deste artigo, expor a emerg&#234;ncia de novos desafios quando analisamos as tend&#234;ncias actuais na pesquisa da liga&#231;&#227;o entre emo&#231;&#227;o e comportamento facial, que apontam principalmente para a considera&#231;&#227;o de dialectos emocionais espec&#237;ficos de cada cultura, para a influ&#234;ncia dos aspectos sociais e comunicativos no comportamento facial para al&#233;m da emo&#231;&#227;o, para a valoriza&#231;&#227;o crescente do contexto e para a an&#225;lise dos componentes do comportamento facial em contextos naturais e quotidianos, que permitem entender melhor a sua multifuncionalidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao longo deste artigo especificaremos estas quest&#245;es nos seguintes pontos: express&#227;o, exibi&#231;&#227;o ou comportamento facial; express&#245;es involunt&#225;rias ou deliberadas; informa&#231;&#245;es emocionais, sociais e comunicativas; universalidade e diferen&#231;as culturais; a import&#226;ncia do contexto; a metodologia dos estudos. Terminamos com uma s&#237;ntese conclusiva das principais ideias explicitadas, integrando-as sob a emerg&#234;ncia de novos desafios.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Express&#227;o, exibi&#231;&#227;o ou comportamento facial</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A partir da interpreta&#231;&#227;o dos trabalhos de Darwin, iniciam-se quest&#245;es controversas no estudo das express&#245;es faciais, que se mant&#234;m durante d&#233;cadas de pesquisa, tais como: &#8220;Existe ou n&#227;o uma liga&#231;&#227;o directa entre express&#245;es faciais e emo&#231;&#245;es?&#8221;; &#8220;Existe ou n&#227;o uma universalidade das express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o?&#8221;; &#8220;Que tipo de informa&#231;&#227;o as express&#245;es faciais transmitem?&#8221;; &#8220;Existem ou n&#227;o express&#245;es faciais emocionais inatas e protot&#237;picas ligadas a emo&#231;&#245;es b&#225;sicas?&#8221;; &#8220;As express&#245;es das emo&#231;&#245;es s&#227;o involunt&#225;rias ou deliberadas?&#8221;. Uma quest&#227;o mais recente est&#225; ligada &#224; pr&#243;pria utiliza&#231;&#227;o do termo <i>express&#227;o</i> (Ekman, 1997a). Essa quest&#227;o situa esta controv&#233;rsia em torno da utiliza&#231;&#227;o do termo <i>express&#227;o</i> ou <i>comunica&#231;&#227;o facial,</i> defendendo o autor que se deve manter o termo <i>express&#227;o</i> por v&#225;rias raz&#245;es: revela um estado interno, est&#225; de acordo com as ideias de Darwin, e designaria uma parte das modifica&#231;&#245;es que ocorrem internamente a n&#237;vel cerebral, sendo simultaneamente um sinal de que essas modifica&#231;&#245;es est&#227;o a ocorrer. Contudo, de acordo com o autor (Ekman, 1997a), o uso do termo <i>express&#227;o</i> n&#227;o quer dizer que se ignore o impacto que as express&#245;es t&#234;m nos outros, pois para este, as express&#245;es faciais tamb&#233;m comunicam informa&#231;&#227;o; mas dever&#237;amos ter cuidado com o uso do termo <i>comunica&#231;&#227;o,</i> pois pode implicar que as express&#245;es emocionais s&#227;o feitas intencionalmente para enviar uma mensagem e isso n&#227;o seria congruente com a ideia da espontaneidade defendida pelo autor.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contrariamente, outros autores t&#234;m real&#231;ado a ideia de que as emo&#231;&#245;es s&#227;o essencialmente comunica&#231;&#245;es (Averill, 1998) e s&#227;o fundamentalmente sociais (Parkinson, 1996), surgindo o uso do termo <i>exibi&#231;&#227;o facial</i><a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> nos autores que pretendem acentuar mais os aspectos comunicativos e sociais (Chovil, 1997; Fridlund, 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Consequentemente, a partir desta controv&#233;rsia, alguns autores t&#234;m evitado o termo <i>express&#227;o</i> por transmitir uma ideia de &#8216;tirar para fora&#8217; alguma coisa que est&#225; dentro (Fern&#225;ndez-Dols, 1999; Parkinson, Fischer &#38; Manstead, 2005) e poder confundir-se esta utiliza&#231;&#227;o com o assumir da liga&#231;&#227;o directa entre face e emo&#231;&#227;o. Pela mesma linha de racioc&#237;nio, t&#234;m evitado tamb&#233;m a utiliza&#231;&#227;o de <i>exibi&#231;&#227;o,</i> j&#225; que pode implicar fazer uma demonstra&#231;&#227;o para outros, o que seria intencional. Se o primeiro termo est&#225; associado ao significado emocional, o segundo tem um significado mais pr&#225;tico, surgindo ent&#227;o como alternativa o termo <i>conduta facial</i> ou <i>comportamento facial</i>, que no contexto interpessoal seria muito mais complexo do que express&#227;o de emo&#231;&#245;es ou exibi&#231;&#245;es de significado (Parkinson, Fischer &#38; Manstead, 2005). <i>Conduta</i> ou <i>comportamento</i> surgem, assim, como termos id&#234;nticos. Em trabalhos anteriores (de Sousa, 2006) preferimos tamb&#233;m usar o termo <i>comportamento facial</i> por ser mais englobante e parecer mais congruente com o estudo de cada ac&#231;&#227;o e movimento facial como componente com significado pr&#243;prio. Integr&#225;mos o <i>comportamento facial</i> nos comportamentos n&#227;o verbais e inclu&#237;mos, n&#227;o s&#243; as ac&#231;&#245;es faciais das express&#245;es, analisadas pelo sistema FACS<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>, mas tamb&#233;m outro tipo de movimentos e condutas ligados &#224; face <i>(e.g.</i> ritmo e amplitude dos movimentos da cabe&#231;a), que t&#234;m um significado muito pr&#243;prio como comportamentos sociais e comunicativos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, o fundamental deste ponto n&#227;o &#233; de forma alguma a defesa de uma terminologia, mas evidenciar as controv&#233;rsias que t&#234;m rodeado cada um dos termos, enfatizando a implica&#231;&#227;o de que o uso do termo <i>express&#227;o facial</i> n&#227;o deve traduzir a ideia de que h&#225; uma rela&#231;&#227;o directa entre esta e a emo&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Express&#245;es involunt&#225;rias ou deliberadas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A clarifica&#231;&#227;o conceptual acerca da terminologia desperta outra controv&#233;rsia, isto &#233;, se <i>as express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o</i><a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a> s&#227;o involunt&#225;rias ou deliberadas. Ekman (1997a) defende que <i>as express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o </i>s&#227;o involunt&#225;rias, isto &#233;, n&#227;o s&#227;o feitas intencionalmente para transmitir uma mensagem. Para este autor existem outros movimentos faciais que s&#227;o feitos deliberadamente para comunicar. Assim, destas ideias podemos depreender que estamos perante p&#243;los opostos de comportamento facial - as express&#245;es emocionais que seriam involunt&#225;rias e os movimentos faciais com inten&#231;&#227;o de comunicar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pelo contr&#225;rio, outros autores t&#234;m enfatizado a ideia que as emo&#231;&#245;es s&#227;o mais actos comunicativos dirigidos a outras pessoas do que simples reflexos de estados mentais (Averill, 1998; Bavelas &#38; Chovil, 1999; Fridlund, 1991). Outros ainda t&#234;m real&#231;ado os aspectos sociais e relacionais das emo&#231;&#245;es (Parkinson, 1996; Parkinson, Fisher &#38; Manstead, 2005).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A este prop&#243;sito, Russell e Fern&#225;ndez-Dols (1997) consideram que existe um <i>continuum</i> entre p&#243;los, do qual os comportamentos faciais espont&#226;neos, involunt&#225;rios e n&#227;o dirigidos por um lado, e os artificiais, deliberados e <i>posados,</i> por outro lado, podem ser os pontos extremos, que raramente ocorrem. At&#233; porque os comportamentos faciais naturais podem ser espont&#226;neos e simb&#243;licos (comunicativos) na sua natureza e serem intencionalmente dirigidos a uma audi&#234;ncia. Assim, os comportamentos podem ser caracterizados por diversos graus de intencionalidade. Poder&#237;amos distinguir entre <i>comportamento de comunica&#231;&#227;o</i>, que implica que existam c&#243;digos partilhados entre os interlocutores, e <i>comportamento de informa&#231;&#227;o</i>, que n&#227;o utiliza um c&#243;digo, mas pode ser interpretado pelo observador (Fern&#225;ndez-Dols, 1988).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Destas reflex&#245;es, podemos ent&#227;o afirmar que nem todo o comportamento ou express&#227;o facial &#233; feito com inten&#231;&#227;o de comunicar, mas &#233; fundamentalmente informa&#231;&#227;o em contexto social. Para al&#233;m disso, os comportamentos faciais n&#227;o s&#227;o deliberados e conscientes, por um lado, e espont&#226;neos e naturais, por outro, mas s&#227;o mais ou menos conscientes, mais ou menos espont&#226;neos, n&#227;o sendo assim poss&#237;vel estabelecer uma distin&#231;&#227;o demarcada, <sup><a href="#bookmark4">2</a></sup> pois: <i>&#8220;N&#243;s espontaneamente fingimos, n&#243;s naturalmente descobrimos poses&#8221;</i> (Russell &#38; Fem&#225;ndez-Dols, 1997, p. 23).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Informa&#231;&#245;es emocionais, sociais e comunicativas</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao tipo de informa&#231;&#227;o que o comportamento facial pode transmitir, podemos dizer que, tradicionalmente, as informa&#231;&#245;es emocionais t&#234;m tido um papel relevante nas investiga&#231;&#245;es. Numa revis&#227;o dos estudos cient&#237;ficos sobre as express&#245;es faciais, os defensores das informa&#231;&#245;es emocionais (Ekman, 1989; Ekman &#38; Oster, 1982) direccionam o enquadramento dos estudos para a demonstra&#231;&#227;o de que existe uma liga&#231;&#227;o forte entre emo&#231;&#227;o e express&#227;o facial, com fortes evid&#234;ncias da universalidade de algumas express&#245;es faciais emocionais. Ekman (1989) sublinha que uma liga&#231;&#227;o directa entre express&#227;o e emo&#231;&#227;o j&#225; tinha sido evidenciada por Darwin. Contudo, para Russell e Fern&#225;ndez-Dols (1997), a forma vaga como Darwin conceptualiza a emo&#231;&#227;o e a express&#227;o, permite que a sua obra seja interpretada de diferentes maneiras, j&#225; que o seu conceito de &#8220;estado da mente&#8221; &#233; suficientemente amb&#237;guo para se adequar a qualquer modelo da emo&#231;&#227;o, incluindo outro tipo de abordagens mais cognitivas ou comportamentais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, numa revis&#227;o alternativa, Russell e Fern&#225;ndez-Dols (1997) preocupam-se mais em enfatizar os estudos que diferem da abordagem de Darwin destacada por Ekman (1989), e que de alguma forma evidenciam outras fun&#231;&#245;es da express&#227;o facial, diferentes da express&#227;o emocional, real&#231;ando o papel do contexto e da cultura, ao contr&#225;rio da tese da universalidade. Acentuam tamb&#233;m que, por volta de 1980, a pesquisa sobre a face foi dominada pelo denominado <i>Programa de Express&#227;o Facial</i><a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>, que se centrou numa lista de emo&#231;&#245;es b&#225;sicas espec&#237;ficas, encaradas como causa e como sinal recebido pelas express&#245;es faciais, que <i>&#8220;...clama Darwin como seu originador, Tomkins como o seu te&#243;rico moderno, e Izard, Ekman e d&#250;zias de outros cientistas, como seus pr&#225;ticos</i> &#8221; (Russell &#38; Fern&#225;ndez-Dols, 1997, p. 4).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outra revis&#227;o te&#243;rica feita por Chovil (1997) referencia estudos que demonstram que os comportamentos faciais s&#227;o afectados pela presen&#231;a de um receptor, real&#231;ando tamb&#233;m a import&#226;ncia dos factores sociais e comunicacionais. De acordo com Chovil (1997), at&#233; aos &#250;ltimos anos da d&#233;cada de 70, existiram poucos estudos sobre as express&#245;es faciais em contextos sociais. Os estudos de Kraut e Johnston (1979) foram um marco no estabelecimento de que as exibi&#231;&#245;es faciais dos adultos eram afectadas pela presen&#231;a de um receptor, ou seja, o sorriso aparece mais frequentemente quando os indiv&#237;duos est&#227;o em contacto social com outros do que quando n&#227;o est&#227;o em interac&#231;&#227;o social. Assim, os resultados dos seus estudos mostram que as pessoas sorriem mais vezes <i>para</i> outras pessoas, do que sorriem em fun&#231;&#227;o de alguma experi&#234;ncia agrad&#225;vel. Mesmo quando existe essa experi&#234;ncia agrad&#225;vel, o sorriso &#233; direccionado para os outros.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outros autores (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Ruiz-Belda, 1995), confirmam os resultados de Kraut e Johnston (1979), atrav&#233;s da an&#225;lise das express&#245;es faciais dos campe&#245;es de medalhas de ouro ol&#237;mpicas, durante diferentes fases da cerim&#243;nia da entrega dos pr&#233;mios, verificando que os sorrisos ocorreram mais vezes na fase interactiva, reafirmando assim um <i>efeito de audi&#234;ncia</i> j&#225; referenciado por outros (Fridlund, 1994). Assim, este autor prev&#234; mais sorrisos nos contextos interactivos do que nos n&#227;o interactivos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Chovil (1997), outro factor que parece afectar as express&#245;es faciais &#233; o contacto do olhar, ou seja, estas t&#234;m maior probabilidade de ser exibidas se existir um receptor para as ver do que se n&#227;o existir (ver Bavelas, Black, Lemery &#38; Mullet, 1986). Num outro estudo, que envolve a sociabilidade das situa&#231;&#245;es de comunica&#231;&#227;o, Chovil (1991) demonstra que a probabilidade de aparecimento de exibi&#231;&#245;es faciais &#233; afectada pelos par&#226;metros comunicativos da situa&#231;&#227;o. Trata-se de um estudo filmado que envolve escutar uma experi&#234;ncia pessoal de outra pessoa em quatro condi&#231;&#245;es experimentais: a) <i>face a face;</i> b) separados por uma divis&#243;ria; c) pelo telefone; d) sozinho, ouvindo um gravador. A maior frequ&#234;ncia de exibi&#231;&#245;es faciais do ouvinte foi encontrada na condi&#231;&#227;o <i>face a face.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A import&#226;ncia dos factores sociais e a fun&#231;&#227;o de comunica&#231;&#227;o delineadas por estes estudos, fornecem, de acordo com Chovil (1997) uma boa base para a emerg&#234;ncia de uma nova abordagem das express&#245;es faciais, a <i>Abordagem Comunicativa Social</i><a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>, j&#225; que ajudaram a constatar o seguinte: a) as exibi&#231;&#245;es faciais (<i>e.g</i>., sorriso) geralmente ocorrem mais frequentemente em situa&#231;&#245;es sociais do que n&#227;o sociais; b) a disponibilidade de um receptor aumenta a probabilidade de ocorr&#234;ncia de uma express&#227;o facial; c) as exibi&#231;&#245;es faciais ocorrem mais vezes nas interac&#231;&#245;es <i>face a face</i> do que nas interac&#231;&#245;es n&#227;o visuais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, se por um lado constatamos que, consoante a posi&#231;&#227;o te&#243;rica dos autores, &#233; dada menos import&#226;ncia a determinados estudos e s&#227;o enfatizados outros, por outro lado verificamos que, por detr&#225;s destas revis&#245;es, est&#225; uma multiplicidade de estudos que confirma as diversas informa&#231;&#245;es que as express&#245;es faciais possuem e que n&#227;o se limitam &#224; emo&#231;&#227;o. Na diferen&#231;a de valoriza&#231;&#227;o das informa&#231;&#245;es, emergem diferentes abordagens no estudo do comportamento facial: a <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional</i><a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>(Ekman, 1989), que enfatiza as emo&#231;&#245;es, <i>a Perspectiva da Ecologia comportamental</i><a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>, (Fridlund, 1991, 1994), que enfatiza os factores sociais e ainda a <i>Abordagem Comunicativa Social</i> (Chovil, 1997), que integra os aspectos emocionais e sociais numa perspectiva comunicacional<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Revendo alguns dos conceitos principais da <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional</i>, para compreendermos a oposi&#231;&#227;o de muitos investigadores a estes, podemos dizer que esta se centra principalmente no indiv&#237;duo e nos processos psicol&#243;gicos, em que os comportamentos faciais s&#227;o vistos como &#8220;express&#245;es&#8221; de emo&#231;&#245;es subjacentes. Nos mecanismos subjacentes &#224; ocorr&#234;ncia de comportamentos faciais, esta abordagem defende que um est&#237;mulo desencadeia uma emo&#231;&#227;o e esta leva &#224; express&#227;o facial. As express&#245;es faciais espont&#226;neas ocorreriam independentemente da presen&#231;a de um receptor e seriam bastante diferentes dos actos comunicativos (o discurso), que estariam especificamente ligados aos outros indiv&#237;duos. Com a <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional,</i> o valor comunicativo n&#227;o &#233; a primeira explica&#231;&#227;o para a ocorr&#234;ncia da express&#227;o facial, pelo contr&#225;rio, esta s&#243; tem valor comunicativo no sentido em que pode ser encarada pelos outros como um sinal do estado emocional de algu&#233;m. Ekman (1992; 1993, 1994) defende ainda que existem estados emocionais prim&#225;rios ou emo&#231;&#245;es b&#225;sicas a que correspondem &#8220;express&#245;es faciais prototipicas&#8221;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como alternativa a esta abordagem cl&#225;ssica, aparece a <i>Perspectiva da Ecologia Comportamental</i> que contesta os prot&#243;tipos expressivos das emo&#231;&#245;es, j&#225; que as <i>exibi&#231;&#245;es faciais</i> s&#243; t&#234;m significado em contexto, onde acontecem para servir motivos sociais dos individuos, sem necessidade de existir uma liga&#231;&#227;o com a emo&#231;&#227;o. Esta perspectiva baseia-se na contribui&#231;&#227;o da evolu&#231;&#227;o para defender que as express&#245;es faciais s&#227;o instrumentos sociais utilizados na interac&#231;&#227;o social, onde seriam desenvolvidas para transmitir inten&#231;&#245;es sociais (<i>e.g.</i> prontid&#227;o para o ataque, submiss&#227;o, apaziguamento) a uma audi&#234;ncia espec&#237;fica. Como explicit&#225;mos anteriormente, o sorriso n&#227;o seria produzido em fun&#231;&#227;o da emo&#231;&#227;o da felicidade, mas em fun&#231;&#227;o de uma prontid&#227;o para a afilia&#231;&#227;o, de uma empatia com os outros, sendo assim dirigido a uma audi&#234;ncia (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Ruiz-Belda, 1995). Fridlund (1997) defende tamb&#233;m a exist&#234;ncia de uma audi&#234;ncia impl&#237;cita, a par da audi&#234;ncia expl&#237;cita (presen&#231;a f&#237;sica), j&#225; que muitas vezes agimos e interagimos como se os outros estivessem presentes, imaginando ou recordando.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente a <i>Abordagem Comunicativa Social</i> (Chovil, 1997), que n&#227;o nega que os comportamentos faciais possam traduzir informa&#231;&#227;o acerca das reac&#231;&#245;es emocionais, assume que existe um dom&#237;nio mais vasto que &#233; transmitido pelas nossas <i>exibi&#231;&#245;es faciais.</i> Assim, as express&#245;es emocionais, aquelas que transmitem emo&#231;&#227;o, seriam encaradas como um subconjunto na vasta informa&#231;&#227;o dos comportamentos faciais. Acentua as fun&#231;&#245;es sociais e comunicativas dos comportamentos faciais, considerando que estes s&#227;o expressivos para outra pessoa e n&#227;o transmitem s&#243; um estado psicol&#243;gico. Seriam actos comunicativos porque t&#234;m mais tend&#234;ncia para ocorrer quando os outros est&#227;o presentes, especificamente quando encaram a pessoa e podem ver as ac&#231;&#245;es. Esta abordagem enfatiza os factores sociais, mas n&#227;o defende que estes t&#234;m sempre o mesmo potencial. Chovil e Fridlund (1991) sugeriram que as ac&#231;&#245;es faciais t&#234;m mais probabilidade de acontecer quando existe um receptor dispon&#237;vel, quando s&#227;o &#250;teis para transmitir uma informa&#231;&#227;o particular e quando essa informa&#231;&#227;o &#233; pertinente ou adequada &#224; interac&#231;&#227;o social.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Fundamentalmente, &#8220;em vez de se examinar as ac&#231;&#245;es faciais como um caminho para os processos psicol&#243;gicos, elas s&#227;o acompanhantes exteriores para a interac&#231;&#227;o social&#8221; (Chovil, 1997, p. 321). &#201; um comportamento que fornece informa&#231;&#227;o a outras pessoas, transmite mensagens em contextos comunicativos, onde a interac&#231;&#227;o social &#233; essencial para compreender a ocorr&#234;ncia de ac&#231;&#245;es faciais. Para al&#233;m de real&#231;ar o efeito da exibi&#231;&#227;o facial no receptor, esta vis&#227;o te&#243;rica afirma que a rela&#231;&#227;o emissor-receptor &#233; vista como essencial para compreender porque &#233; que os comportamentos faciais ocorrem. Mais ainda, os actos verbais e n&#227;o verbais comunicativos n&#227;o s&#227;o encarados como separados uns dos outros, mas como partes do mesmo processo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, nesta abordagem a comunica&#231;&#227;o <i>face a face</i> &#233; um conjunto integrado de actos verbais e n&#227;o verbais. De certa forma, estes actos podem ser muitas vezes especializados nas informa&#231;&#245;es que melhor transmitem, mas ao mesmo tempo existe muita flexibilidade na forma como nos expressamos, pois <i>&#8220;O nosso sistema de comunica&#231;&#227;o &#233; tamb&#233;m adaptativo &#224;s exig&#234;ncias da situa&#231;&#227;o&#8221;</i> (Chovil, 1997, p. 323).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na <i>Abordagem Comunicativa Social</i> (Chovil, 1997), os comportamentos faciais n&#227;o poder&#227;o ser isolados da produ&#231;&#227;o verbal que os acompanha, opini&#227;o tamb&#233;m partilhada por outros autores acerca da generalidade do comportamento n&#227;o verbal (Wagner &#38; Lee, 1999). Assim, o discurso &#233; mais um aspecto a valorizar e o contexto comunicacional &#233; essencialmente um contexto relacional dentro de um contexto social. &#201; neste contexto relacional que podemos analisar o significado duma express&#227;o facial.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, pela an&#225;lise das controv&#233;rsias acerca do tipo de informa&#231;&#227;o que a face pode transmitir, vimos que a rela&#231;&#227;o directa entre comportamento facial e emo&#231;&#227;o est&#225; &#8220;socialmente&#8221; ultrapassada. Assim, a express&#227;o facial pode estar associada, por exemplo, a acontecimentos psicol&#243;gicos confund&#237;veis com a emo&#231;&#227;o, como a dor, a fadiga, o aborrecimento, ou o interesse (Russell &#38; Fern&#225;ndez-Dols, 1997), a estados de afecto nucleares<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a> (Russell, 2003), a factores sociais muito importantes (Chovil, 1997), a indicadores de processos cognitivos, como a aten&#231;&#227;o, a resolu&#231;&#227;o de problemas (Smith &#38; Scott, 1997), assim como a vastas tend&#234;ncias de ac&#231;&#227;o que podem ser inferidas por observadores da face (Fridja &#38; Tcherkassof, 1997). Para al&#233;m disso, a mensagem expressa pela face e recebida pelo observador pode estar nas inten&#231;&#245;es e motivos sociais daquele que a expressa (Fridlund, 1997), existindo uma fun&#231;&#227;o comunicativa das express&#245;es faciais (Bavelas &#38; Chovil, 1997) e tamb&#233;m uma liga&#231;&#227;o &#224; interac&#231;&#227;o social (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Ru&#237;z-Belda, 1995).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para podermos compreender o significado das ac&#231;&#245;es faciais, devemos investigar mais acerca das situa&#231;&#245;es onde s&#227;o exibidas, incluindo o discurso verbal que as acompanha. Assim, a an&#225;lise dos comportamentos faciais requer a an&#225;lise do contexto social como um contexto relacional, onde estabelecemos interac&#231;&#245;es e desenvolvemos rela&#231;&#245;es com os outros.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Sabemos que os comportamentos faciais manifestos nem sempre coincidem com a experi&#234;ncia emocional <i>(e.g.,</i> chorar em vez de sorrir numa situa&#231;&#227;o de alegria), e a sua liga&#231;&#227;o com a emo&#231;&#227;o pode ser mais uma sobreposi&#231;&#227;o de v&#225;rios sistemas (emocional, social e comunicativo) do que somente uma parte do sistema emocional. Para al&#233;m desta sobreposi&#231;&#227;o, existe tamb&#233;m uma multifuncionalidade das express&#245;es faciais nos contextos, que tem sido real&#231;ada por alguns autores (Kaiser e Wherle, 2001b). Assim, um sorriso ou um franzir de sobrancelhas t&#234;m significados diferentes nas diversas interac&#231;&#245;es sociais e contextos. Podem ser um sinal de regula&#231;&#227;o de discurso, um sinal relacionado com o conte&#250;do verbal, um modo de sinalizar uma rela&#231;&#227;o, um indicador de um processo cognitivo, de uma emo&#231;&#227;o, ou um sinal de afecto.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em nosso entender, esta multifuncionalidade da express&#227;o facial nos contextos pode ir ao encontro dos novos desafios na investiga&#231;&#227;o da express&#227;o facial, pois permite compreender como &#233; que a mesma express&#227;o facial nos pode dar informa&#231;&#245;es t&#227;o diferentes nos diversos contextos sociais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a name="bookmark9" id="bookmark9"></a>Universalidade e diferen&#231;as culturais</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional</i> (Ekman, 1989; Ekman, Friesen &#38; Ellsworth, 1982a) afirmou tamb&#233;m que os aspectos &#8220;universais&#8221; poderiam ser procurados nas express&#245;es t&#237;picas das emo&#231;&#245;es b&#225;sicas, ao passo que as diferen&#231;as culturais deveriam ser procuradas nos est&#237;mulos ambientais que desencadeiam reac&#231;&#245;es emocionais espec&#237;ficas, nas regras que governam e orientam a express&#227;o nas diferentes situa&#231;&#245;es (regras de exibi&#231;&#227;o)<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a> e em algumas consequ&#234;ncias da activa&#231;&#227;o emocional. Pela realiza&#231;&#227;o de estudos inter-culturais, estes autores afirmam que h&#225; express&#245;es faciais espec&#237;ficas que est&#227;o universalmente associadas a determinadas emo&#231;&#245;es. Na sequ&#234;ncia desta ideia foi formulada uma teoria da express&#227;o facial das emo&#231;&#245;es, denominada <i>Teoria Neurocultural,</i> com o objectivo de enfatizar dois factores - um relativo aos aspectos universais e outro &#224;s diferen&#231;as culturais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O termo &#8220;neuro&#8221; refere-se &#224; rela&#231;&#227;o entre as emo&#231;&#245;es particulares e a activa&#231;&#227;o de determinados m&#250;sculos faciais, aquilo a que chamam o <i>Programa Facial das Emo&#231;&#245;es</i> e que seria, pelo menos em parte, inato. O termo &#8220;cultural&#8221; refere-se &#224;s circunst&#226;ncias activantes que suscitam a emo&#231;&#227;o, &#224;s regras que governam a sua manifesta&#231;&#227;o e &#224;s consequ&#234;ncias da&#237; resultantes, sendo tudo isto aprendido e vari&#225;vel nas culturas. No fundo, as express&#245;es seriam as mesmas, os est&#237;mulos &#233; que poderiam mudar de cultura para cultura, consoante as normas sociais definidas. Quando a emo&#231;&#227;o &#233; suscitada, ela activa ent&#227;o o <i>Programa de Express&#227;o Facial,</i> que &#233; o elemento universal. Ou seja, o termo &#8220;programa&#8221; indica um conjunto de instru&#231;&#245;es codificadas no n&#237;vel neural, que modela as respostas ao n&#237;vel do comportamento observ&#225;vel, as modifica&#231;&#245;es ao n&#237;vel do sistema nervoso central e aut&#243;nomo e as modifica&#231;&#245;es relativas &#224; experi&#234;ncia subjectiva. Os processos cognitivos podem ou n&#227;o intervir, consoante os est&#237;mulos. Quando o contexto n&#227;o &#233; interpessoal, a express&#227;o &#233; quase um reflexo. Numa situa&#231;&#227;o interpessoal complexa, existe uma elabora&#231;&#227;o cognitiva mais complicada. Resumindo, o que parece ser importante para Ekman (1989) &#233; que o &#8220;programa&#8221; liga cada emo&#231;&#227;o a uma configura&#231;&#227;o diferente e particular de impulsos neurais, afirmando assim a invariabilidade e universalidade das &#8220;express&#245;es faciais&#8221; associadas a cada emo&#231;&#227;o. Nesta teoria, Ekman (1989) prev&#234; que, antes de o &#8220;programa expressivo&#8221; ser activado, podem existir algumas interfer&#234;ncias a que o autor chama <i>regras de exibi&#231;&#227;o,</i> que s&#227;o culturalmente determinadas e aprendidas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os te&#243;ricos da <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional</i> parecem reunir um consenso quanto &#224; exist&#234;ncia de seis emo&#231;&#245;es fundamentais: medo, f&#250;ria, surpresa, tristeza, alegria e nojo. A estas t&#234;m sido acrescentadas algumas outras, como o interesse ou o desprezo, mas quanto a estas o consenso j&#225; &#233; menor (Ricci-Bitti &#38; Zani, 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outros autores analisaram este <i>Programa de Express&#227;o Facial</i> (Fern&#225;ndez-Dols, Carrera, Oceja, &#38; Berenguer, 2000; Fern&#225;ndez-Dols &#38; Russell, 1997) descrevendo a vasta assump&#231;&#227;o de corol&#225;rios te&#243;ricos que este implica. Contudo, segundo Fern&#225;ndez-Dols <i>et al.</i> (2000), os investigadores n&#227;o s&#227;o un&#226;nimes no seu apoio a cada um dos pontos citados, mas o <i>Programa de Express&#227;o Facial</i> parece principalmente sugerir que a express&#227;o de emo&#231;&#245;es b&#225;sicas &#233; um conceito psicol&#243;gico universal. Assim, estes corol&#225;rios t&#234;m sido muito debatidos e, segundo a opini&#227;o de Russell e Fern&#225;ndez-Dols (1997), surgem de imediato duas tem&#225;ticas que t&#234;m intensificado as discuss&#245;es e conduzido a repensar todo o <i>Programa de Express&#227;o Facial</i>. A primeira, refere-se &#224;s evid&#234;ncias acerca da universalidade das express&#245;es faciais e a segunda, &#224; assumida liga&#231;&#227;o da emo&#231;&#227;o com a face.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; controv&#233;rsia da universalidade/cultura das express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o, Russell e Fern&#225;ndez-Dols (1997) rebatem-na seriamente, propondo uma &#8220;Universalidade M&#237;nima&#8221;, que prev&#234; uma certa quantidade de semelhan&#231;as inter-culturais na interpreta&#231;&#227;o das express&#245;es faciais, sem postular um sistema inato de sinaliza&#231;&#227;o emocional. Tamb&#233;m Izard (1997), grande defensor da <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional,</i> apoiado em estudos mais recentes, diz-nos que as emo&#231;&#245;es b&#225;sicas podem ser expressas atrav&#233;s de uma vasta gama de padr&#245;es faciais e n&#227;o somente pelos prot&#243;tipos. Aceitarmos a possibilidade de os comportamentos faciais terem uma universalidade m&#237;nima em determinados eventos emocionais (Russell &#38; Fern&#225;ndez-Dols, 1997), significa assumir que podem tamb&#233;m ter significados muito espec&#237;ficos e diferentes de cultura para cultura.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Elfenbein &#38; Ambady (2003a) t&#234;m contribu&#237;do para a explicita&#231;&#227;o do papel das culturas desenvolvendo uma teoria dial&#233;ctica acerca da forma como as emo&#231;&#245;es s&#227;o percebidas e comunicadas culturalmente. O desenvolvimento desta teoria assenta em pesquisas que revelam a exist&#234;ncia de uma <i>vantagem endogrupal</i> (Elfenbein &#38; Ambady, 2002) no reconhecimento e compreens&#227;o das emo&#231;&#245;es. Em geral, os indiv&#237;duos s&#227;o mais eficazes em reconhecer emo&#231;&#245;es expressas por membros da sua pr&#243;pria cultura do que em reconhecer emo&#231;&#245;es expressas por membros de um grupo cultural diferente. Esta <i>vantagem endogrupal</i> foi estabelecida atrav&#233;s de diferentes m&#233;todos experimentais, de emo&#231;&#245;es positivas e negativas e diferentes formas de comunicar emo&#231;&#245;es, como as express&#245;es faciais, o tom de voz e a linguagem corporal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Elfenbein e Ambady (2003a), considerando que o <i>Programa de Afecto Facial</i><a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a> universal defendido por Ekman (1972) na sua teoria neuro-cultural, juntamente com o conceito de <i>regras de exibi&#231;&#227;o</i> (Ekman, 1989), s&#227;o insuficientes para explicar as diferen&#231;as culturais, desenvolvem o conceito de dialectos emocionais espec&#237;ficos de cada cultura. Assim, cada grupo cultural teria um <i>Programa de Afecto Especifico,</i> que incorpora alguns ajustamentos ao programa universal. Estes ajustamentos, adquiridos atrav&#233;s da aprendizagem social, iriam criar diferen&#231;as no aparecimento da express&#227;o emocional atrav&#233;s das culturas. Estas diferen&#231;as de estilo n&#227;o teriam necessariamente um objectivo ou significado espec&#237;fico, diferenciando-se assim das regras de exibi&#231;&#227;o ou de descodifica&#231;&#227;o<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>, que s&#227;o t&#233;cnicas de regula&#231;&#227;o conscientes, em prol do benef&#237;cio ou harmonia social. Segundo as autoras, uma distin&#231;&#227;o fundamental entre a teoria neurocultural e a teoria dial&#233;ctica, &#233; que esta &#250;ltima sugere que as diferen&#231;as culturais, na express&#227;o emocional podem advir de duas fontes, o <i>Programa de Afecto Especifico</i> e as regras de exibi&#231;&#227;o, e n&#227;o somente das regras de exibi&#231;&#227;o. Da mesma forma, a teoria dial&#233;ctica identifica duas fontes diferentes na percep&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es, o <i>Programa de Afecto Especifico</i> e as regras de descodifica&#231;&#227;o, e n&#227;o somente as regras de descodifica&#231;&#227;o. Outra distin&#231;&#227;o importante da teoria dial&#233;ctica relativamente &#224; teoria neurocultural, &#233; que esta sugere que existe uma liga&#231;&#227;o directa entre as diferen&#231;as culturais, que se manifesta na express&#227;o e percep&#231;&#227;o da emo&#231;&#227;o. Seria assim o <i>Programa de Afecto Especifico</i> que ligaria estes dois processos complementares numa cultura espec&#237;fica. Esta seria uma das raz&#245;es pela qual os defensores da Teoria Neurocultural n&#227;o t&#234;m em conta as evid&#234;ncias emp&#237;ricas trazidas pela <i>vantagem endogrupal,</i> j&#225; que consideram que as diferen&#231;as culturais na express&#227;o e percep&#231;&#227;o emocional emergem de dois processos diferentes, ou seja, as regras de exibi&#231;&#227;o e as regras de descodifica&#231;&#227;o. Pelo contr&#225;rio, existe por detr&#225;s uma cultura com um dialecto emocional espec&#237;fico, que ligaria estas regras e explicaria as vantagens dos mesmos grupos culturais relativamente a outros, quer na express&#227;o, quer na percep&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na mesma linha de investiga&#231;&#227;o, as autoras (Elfenbein &#38; Ambady, 2003b) realizaram outros estudos que fornecem evid&#234;ncias do papel importante da familiaridade cultural no reconhecimento das express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o. Utilizaram participantes Chineses e Americanos com diferentes n&#237;veis de exposi&#231;&#227;o, quer &#224; China, quer aos Estados Unidos, como por exemplo, &#8220;Chineses-Americanos&#8221; e &#8220;Chineses vivendo nos Estados Unidos&#8221;, entre outros. De uma forma geral, verificaram que os participantes s&#227;o mais eficazes no julgamento de emo&#231;&#245;es expressas por um grupo cultural com o qual t&#234;m uma maior familiaridade. Verificaram tamb&#233;m que os participantes Chineses e Americanos residentes na sua pr&#243;pria na&#231;&#227;o eram mais r&#225;pidos nos julgamentos das express&#245;es emocionais dos membros do endogrupo cultural. Assim, estes resultados fornecem evid&#234;ncias de que existe um impacto das diferen&#231;as culturais na compreens&#227;o das emo&#231;&#245;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Parece-nos assim que a teoria dial&#233;ctica representa um desafio para os investigadores que queiram verdadeiramente conhecer os dialectos emocionais espec&#237;ficos de cada cultura, entender os processos de <i>vantagem endo-grupal,</i> de familiaridade cultural e, em &#250;ltima an&#225;lise, do papel da aprendizagem cultural nestas gram&#225;ticas e vocabul&#225;rios espec&#237;ficos da express&#227;o e percep&#231;&#227;o da emo&#231;&#227;o. Da&#237; que surjam outros autores que afirmam que as emo&#231;&#245;es diferem atrav&#233;s das culturas, numa variedade de formas interligadas (Parkinson, Fischer e Manstead, 2005). Primeiro, as pr&#225;ticas culturais espec&#237;ficas representam diferentes ocasi&#245;es para a ocorr&#234;ncia das emo&#231;&#245;es (e.g., rituais). Segundo, os valores sociais fornecem crit&#233;rios a partir dos quais os eventos emocionais s&#227;o avaliados. Terceiro, a socializa&#231;&#227;o cultural promove diferentes respostas corporais habituais e modos de express&#227;o durante a emo&#231;&#227;o. Quarto, as pessoas regulam a apresenta&#231;&#227;o das suas emo&#231;&#245;es de acordo com padr&#245;es culturais. Quinto, a interpreta&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es por outras pessoas tamb&#233;m depende do seu sistema de significado cultural. De acordo com Parkinson, Fischer &#38; Manstead (2005) a cultura preenche tanto a vida emocional, que ser&#225; dif&#237;cil que alguns dos seus aspectos n&#227;o seja tocado pela cultura. N&#227;o poder&#237;amos estar mais de acordo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>A import&#226;ncia do contexto</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na formula&#231;&#227;o original da abordagem emocional (Ekman, 1989) a express&#227;o facial &#233; independente e n&#227;o necessita do contexto para ser interpretada em termos de significado. Contudo, Ekman (1997a) afirma mais tarde que, quando uma express&#227;o &#233; vista fora do contexto, sem discurso, movimento do corpo, postura e conhecimento do que est&#225; acontecer, esta transmite informa&#231;&#227;o, mas n&#227;o tanta como quando &#233; vista no contexto.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fern&#225;ndez-Dols e Carroll (1997) afirmam que todos os autores que desenvolveram o <i>Programa de Express&#227;o Facial</i> enfatizaram a import&#226;ncia da express&#227;o facial como fonte independente e auto-suficiente de informa&#231;&#227;o emocional. Situando-se numa linha de investiga&#231;&#227;o alternativa, estes autores real&#231;am a ideia de que, tal como qualquer est&#237;mulo, a interpreta&#231;&#227;o das express&#245;es faciais depende do contexto. Se para a abordagem emocional, o que &#233; importante &#233; a quantidade de informa&#231;&#227;o, para estes autores &#233; o tipo de informa&#231;&#227;o que &#233; completamente alterado, diferente, e por isso a express&#227;o facial n&#227;o pode ser dissociada do contexto. Os estudos de Fern&#225;ndez-Dols e Carroll (1997) sobre contexto e significado demonstram, assim, que o tipo de informa&#231;&#227;o depende do contexto que lhe serve de fundo. Evidenciam os autores que um observador tanto pode reconhecer tristeza como alegria no choro, alegria ou um convite social no sorriso. Apresentam duas fotografias que constituem dois exemplos muito interessantes das diferen&#231;as de percep&#231;&#227;o quando est&#227;o isoladas ou integradas no contexto. Fora do contexto, percepcionamos uma mulher com uma express&#227;o de dor e um homem com uma express&#227;o de f&#250;ria. Integrados nos contextos situacionais, a mesma mulher representa afinal uma campe&#227; Ol&#237;mpica, com uma medalha de ouro, vivendo um dos momentos mais felizes da sua vida. A outra fotografia revela afinal um soldado americano libertado, depois de ter sido feito ref&#233;m e foi classificada pela revista <i>Time-Life</i> como &#8220;uma express&#227;o amb&#237;gua&#8221; de alegria.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De acordo com estes autores (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Carroll, 1997), a selec&#231;&#227;o dos m&#250;ltiplos e variados significados da face depende do contexto. Mais, o reconhecimento de emo&#231;&#245;es a partir da face est&#225;, como em qualquer processo perceptivo, sujeito aos princ&#237;pios que relacionam a figura com o fundo, e se muda o fundo, tal como noutro est&#237;mulo qualquer, a interpreta&#231;&#227;o do comportamento facial tamb&#233;m muda. Acentuam assim que uma determinada express&#227;o facial num contexto pode ser parte de um epis&#243;dio emocional diferente, e ter um significado emocional diferente, quando comparada com a mesma express&#227;o facial noutro contexto. De igual forma, outros autores (Kaiser &#38; Wherle, 2001b), afirmam que o significado concreto de uma express&#227;o facial s&#243; pode ser determinado tendo em conta o contexto situacional e temporal. Nas interac&#231;&#245;es quotidianas, n&#243;s conhecemos o contexto e podemos usar toda a informa&#231;&#227;o que est&#225; dispon&#237;vel para interpretar a express&#227;o facial de outra pessoa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, os contextos s&#227;o importantes para entender o significado das express&#245;es faciais, que efectivamente devem ser estudadas em contextos interactivos. Esta opini&#227;o &#233;, assim, partilhada por diversos autores (Fern&#225;ndez-Dols, 1999; Fern&#225;ndez-Dols &#38; Ru&#237;z-Belda, 1995; Kaiser &#38; Wherle, 2001b). O contexto social, definido como os acontecimentos situacionais que rodeiam a express&#227;o facial (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Carroll, 1997) influencia o significado dos comportamentos faciais. A diferentes contextos est&#227;o associadas diferentes informa&#231;&#245;es transmitidas pelas express&#245;es faciais e, para al&#233;m disso, podemos tamb&#233;m dizer que as reac&#231;&#245;es a uma face podem variar consoante uma express&#227;o &#233; comum ou invulgar num dado contexto (Russell &#38; Fern&#225;ndez-Dols, 1997). Podemos ainda afirmar, de acordo com os mesmos autores, que estes contextos devem ser, quando poss&#237;vel, contextos naturais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outro ponto levantado por Fem&#225;ndez-Dols e Carroll (1997) questiona em que medida as informa&#231;&#245;es faciais e as informa&#231;&#245;es contextuais est&#227;o ligadas por um processo aditivo, linear ou integrado. Estes autores fornecem evid&#234;ncias de um sistema integrado, a partir do qual podemos dizer que, em per&#237;odos de intensa emo&#231;&#227;o, a express&#227;o facial &#233; uma corrente complexa e r&#225;pida de movimentos faciais, encarada como o resultado de um sistema de tens&#227;o com for&#231;as afectivas e situacionais (Fern&#225;ndez-Dols, 1999). Para al&#233;m disto, todos os acontecimentos e processos est&#227;o envolvidos em contextos e qualquer acontecimento ou processo constitui um contexto para outros acontecimentos e processos (Ginsburg, 1997). Mais ainda, um evento ou processo ocorre no final de algo que acabou de ocorrer e ocorre tamb&#233;m como um componente de algum processo ou acontecimento mais vasto. Assim, segundo Ginsburg (1997), os comportamentos faciais podem ter contextos lineares ou hier&#225;rquicos, e estes s&#227;o cumulativos, ou seja, uns precedem os outros, o que leva o autor a defender um sistema din&#226;mico em que as express&#245;es faciais ocorrem num fluxo de ac&#231;&#245;es situadas e s&#243; podem ser compreendidas como caracter&#237;sticas desse fluxo. A estas caracter&#237;sticas cumulativas e din&#226;micas s&#243; pode estar subjacente uma flexibilidade contextual que Chovil (1997) tamb&#233;m acentua, quando afirma que o sistema de comunica&#231;&#227;o em que inclu&#237;mos o comportamento facial &#233; adaptativo em rela&#231;&#227;o &#224;s exig&#234;ncias da situa&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estas explica&#231;&#245;es levam-nos ent&#227;o a defender um sistema din&#226;mico e integrado com rela&#231;&#245;es rec&#237;procas de influ&#234;ncia, em que os acontecimentos contextuais influenciam o significado do comportamento facial e as caracter&#237;sticas do contexto <i>(e.g,</i> n&#237;vel de sociabilidade) influenciam o n&#237;vel de Interac&#231;&#227;o. A pr&#243;pria express&#227;o facial pode mudar as caracter&#237;sticas do contexto social e regular, atrav&#233;s deste, a interac&#231;&#227;o social (Ginsburg, 1997). Se o sistema &#233; tamb&#233;m cumulativo, s&#243; podemos compreender as express&#245;es faciais em rela&#231;&#227;o com outros comportamentos; e, se existe flexibilidade na forma como nos expressamos, isso depende da flexibilidade de adapta&#231;&#227;o das express&#245;es faciais aos contextos sociais e do fluxo das modifica&#231;&#245;es no tempo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, os estudos mais recentes sobre express&#227;o facial t&#234;m enfatizado a import&#226;ncia do contexto na sua an&#225;lise e da interac&#231;&#227;o social como factor privilegiado para o seu aparecimento (Ginsburg, 1997). Se o contexto social pode modelar a express&#227;o facial atrav&#233;s das caracter&#237;sticas desses mesmos contextos, como a presen&#231;a dos outros e as exig&#234;ncias da situa&#231;&#227;o (Philippot, Feldman &#38; Coats, 1999), podemos afirmar que s&#227;o os contextos relacionais que orientam o comportamento facial como comportamento social na interac&#231;&#227;o. Estes contextos de rela&#231;&#245;es sociais podem ser definidos em tr&#234;s n&#237;veis: cultural, grupal e interpessoal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pensamos que qualquer investigador concorda com esta import&#226;ncia do contexto, e podemos dizer que as discrep&#226;ncias te&#243;ricas e emp&#237;ricas verificadas s&#227;o muitas vezes influenciadas por op&#231;&#245;es metodol&#243;gicas na an&#225;lise das express&#245;es faciais, ou seja, t&#234;m-se utilizado mais estudos de julgamento e fotografias est&#225;ticas do que estudos em contextos naturais. Se o contexto &#233; uma sequ&#234;ncia dos acontecimentos que inclui as causas e consequ&#234;ncias do comportamento facial (Ginsburg, 1997), torna-se ent&#227;o necess&#225;rio ter melhores descri&#231;&#245;es do contexto e usar mais contextos naturais. Esta quest&#227;o &#233; particularmente importante quando nos propomos evidenciar novos desafios na tem&#225;tica da emo&#231;&#227;o e express&#227;o facial.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>A metodologia dos estudos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Numa an&#225;lise da metodologia dos estudos de julgamento, Wagner (1997) salienta que a lista de crit&#233;rios utilizada por Ekman, Friesen e Ellsworth (1982b) para o estudo das faces &#233; muito restritiva. Foram formuladas assim para lidar com quest&#245;es que n&#227;o requerem necessariamente um n&#237;vel elevado de validade ecol&#243;gica e actualmente n&#227;o se aplicam a muitas quest&#245;es que preocupam os investigadores. Da mesma opini&#227;o s&#227;o os autores Russell e Fern&#225;ndez-Dols (1997), que consideram que as quest&#245;es ecol&#243;gicas, tanto s&#227;o relevantes para os estudos de produ&#231;&#227;o da express&#227;o facial, como para os estudos de reac&#231;&#227;o &#224;s faces, sendo necess&#225;rio investigar se as reac&#231;&#245;es espont&#226;neas dos observadores est&#227;o bem representadas pelo tipo de escalas de julgamento frequentemente usadas nos estudos das express&#245;es faciais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma quest&#227;o que nos parece fundamental &#233; que as imagens apresentadas aos observadores n&#227;o devem ser isoladas dos contextos, n&#227;o devem ser &#8220;&#224; prova de contexto&#8221;, como afirmam alguns autores (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Carroll, 1997). Os estudos de julgamento que utilizam imagens isoladas do contexto, ignoram um factor: cada face &#233; apresentada num contexto constitu&#237;do por uma s&#233;rie de outras faces e este contexto, que n&#227;o &#233; nada ecol&#243;gico, exerce uma poderosa influ&#234;ncia sobre a emo&#231;&#227;o percepcionada. Mais ainda, os observadores s&#227;o livres de imaginar qualquer situa&#231;&#227;o para cada pessoa cuja face lhes seja mostrada (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Carroll, 1997; Ginsburg, 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De uma forma geral, podemos ent&#227;o afirmar que a rela&#231;&#227;o entre aquilo que causa o comportamento da face e aquilo que o observador pensa que causa deve ser uma quest&#227;o emp&#237;rica e n&#227;o uma assump&#231;&#227;o impl&#237;cita. Existe assim uma confus&#227;o entre distintas quest&#245;es de pesquisa, que esteve muito presente nos estudos da <i>Abordagem Emocional,</i> que utilizaram quase sempre estudos de julgamento (Russell &#38; Fern&#225;ndez-Dols, 1997). Se uma express&#227;o facial &#233; causada pela raiva de quem a expressa, isso n&#227;o implica necessariamente que os observadores posam saber isso. Inversamente, s&#243; porque observadores leigos inferem raiva de uma face, n&#227;o implica necessariamente que quem a expressa esteja realmente enraivecido.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Bavelas e Chovil (1997), as faces em di&#225;logo ou em interac&#231;&#227;o movem-se rapidamente para transmitir informa&#231;&#227;o, em conjun&#231;&#227;o com outros actos simb&#243;licos simult&#226;neos. Para estudar este tipo de fen&#243;meno n&#227;o se podem usar descri&#231;&#245;es f&#237;sicas de fotografias paradas. Conv&#233;m analisar os comportamentos faciais &#224; medida que ocorrem na interac&#231;&#227;o social real, com o objectivo de compreender o seu significado no contexto. Esta &#234;nfase na flexibilidade dos comportamentos faciais leva-nos &#224; quest&#227;o da utiliza&#231;&#227;o dos contextos naturais. Muitos estudos sobre express&#245;es faciais ainda incluem muitas fotografias de express&#245;es faciais paradas, para al&#233;m de hist&#243;rias artificiais de uma situa&#231;&#227;o. Alguns autores (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Carroll, 1997) acentuam a necessidade de se utilizarem mais procedimentos ecol&#243;gicos, mais fontes naturais de express&#227;o e informa&#231;&#227;o contextual que se pare&#231;am mais com a vida quotidiana.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Se a utiliza&#231;&#227;o dos contextos naturais tem sido cada vez mais enfatizada na &#225;rea do comportamento facial (Fern&#225;ndez-Dols &#38; Carroll, 1997; Fern&#225;ndez-Dols &#38; Ru&#237;z-Belda, 1995; Russell &#38; Fern&#225;ndez-Dols, 1997), tem-se tamb&#233;m real&#231;ado a necessidade de estudar o comportamento facial mais como vari&#225;vel dependente (Ekman, 1997b; Fern&#225;ndez-Dols &#38; Carroll, 1997), atrav&#233;s de procedimentos de codifica&#231;&#227;o que permitam um melhor conhecimento dos seus componentes e ac&#231;&#245;es faciais envolvidos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quer em rela&#231;&#227;o a um melhor conhecimento dos contextos, quer em rela&#231;&#227;o ao procedimento de codifica&#231;&#227;o das ac&#231;&#245;es faciais, estamos de acordo com alguns autores (Fern&#225;ndez-Dols, 2006), que afirmam que uma descri&#231;&#227;o detalhada da informa&#231;&#227;o apresentada nos comportamentos quotidianos seria uma esp&#233;cie de teste de realidade, antes de se fazerem reivindica&#231;&#245;es te&#243;ricas. Este tipo de procedimento serviria para evitar conclus&#245;es prematuras e programas de pesquisa ineficientes. N&#227;o fosse a pr&#243;pria psicologia social inspirada pelas descri&#231;&#245;es da linguagem quotidiana, com quem partilha assump&#231;&#245;es b&#225;sicas acerca da realidade. Pelas palavras do pr&#243;prio autor, podemos dizer que seriam: &#8220;<i>excurs&#245;es saud&#225;veis aos proibidos e normalmente ex&#243;ticos territ&#243;rios da hist&#243;ria natural, tal como aquelas que Darwin fez a bordo do HMS Beagle antes de desenvolver a sua teoria revolucion&#225;ria&#8221;</i> (Fern&#225;ndez-Dols, 2006, p. 132).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#227;o: Novos desafios</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Vimos que o uso do termo <i>express&#227;o facial</i> deve evitar a liga&#231;&#227;o com a perspectiva cl&#225;ssica, que implica uma rela&#231;&#227;o directa com a emo&#231;&#227;o. Novos desafios emergem quando passamos da vis&#227;o estrita da express&#227;o facial da emo&#231;&#227;o para o vasto mundo das informa&#231;&#245;es sociais e comunicativas, complementando assim as diferentes perspectivas. Se as emo&#231;&#245;es t&#234;m uma fun&#231;&#227;o relacional (Parkinson, Fischer &#38; Manstead, 2005), tamb&#233;m a regula&#231;&#227;o da expressividade emocional acontece nas, e pelas rela&#231;&#245;es sociais que constru&#237;mos com os outros. Da&#237; que os factores emocionais s&#243; possam ser compreendidos se n&#227;o os desligarmos dos factores sociais e comunicativos. At&#233; porque a express&#227;o facial &#233; fundamentalmente informa&#231;&#227;o em contextos relacionais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A perspectiva da multifuncionalidade (Kaiser &#38; Wherle, 2001b) d&#225;-nos uma base te&#243;rica para compreendermos as diferentes informa&#231;&#245;es e consequentes fun&#231;&#245;es que a mesma ac&#231;&#227;o facial pode traduzir. Vejamos o exemplo do franzir de sobrancelhas (Au4)<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>. Pode significar percep&#231;&#227;o de obst&#225;culo ao objectivo, incompreens&#227;o, esfor&#231;o antecipado, concentra&#231;&#227;o, dificuldade (Kaiser &#38; Wherle, 2001a, 2001b; Smith &#38; Scott, 1997). Tamb&#233;m est&#225; relacionado com a diminui&#231;&#227;o do campo visual (Ekman, 1979) e aparece associado &#224; ideia de &#8220;mente&#8221; (Parkinson, Fischer e Manstead, 2005). Por outro lado aparece associado &#224; express&#227;o de f&#250;ria (Ekman, 1979) e ao desagrado (Smith &#38; Scott, 1997). At&#233; pode ser considerado um eficiente captador de aten&#231;&#227;o do outro (Tipples, Atkinson &#38; Young, 2002) e como sinal conversacional est&#225; mais associado &#224; &#234;nfase de uma quest&#227;o (Ekman, 1979).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O enquadramento destes diferentes significados n&#227;o pode partir do conceito de &#8220;padr&#245;es expressivos protot&#237;picos&#8221; de emo&#231;&#245;es inatas e universais, j&#225; que este esquece a diversidade de informa&#231;&#245;es, o papel dos contextos e representa uma abordagem categ&#243;rica ao comportamento facial. Assim, temos que usar um modelo de an&#225;lise que v&#225; para al&#233;m das &#8220;express&#245;es t&#237;picas da emo&#231;&#227;o&#8221;, uma abordagem componencial que tem vindo a ser enfatizada por diversos autores (de Sousa, 2006; Kaiser &#38; Wherle, 2001a, 2001b; Scherer &#38; Ellgring, 2007a, 2007b; Smith &#38; Scott, 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Smith e Scott (1997), existem tr&#234;s tipos de modelos de an&#225;lise do significado da express&#227;o facial, que brevemente explicitaremos: o <i>Modelo Categorial Puro,</i> o <i>Modelo Componencial</i> e o <i>Modelo Componencial Puro<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>.</i> Relativamente ao <i>Modelo Categorial Puro,</i> o significado &#233; transmitido atrav&#233;s das express&#245;es faciais que correspondem a categorias das diversas emo&#231;&#245;es. Assim, as ac&#231;&#245;es faciais individuais que n&#227;o sejam configura&#231;&#245;es mas s&#243; componentes, n&#227;o t&#234;m qualquer significado (e.g., levantar de sobrancelhas). No <i>Modelo Componencial Puro,</i> pelo contr&#225;rio, a configura&#231;&#227;o facial n&#227;o &#233; mais do que a soma das suas partes e a configura&#231;&#227;o s&#243; tem significado pela infer&#234;ncia que &#233; feita a partir dos componentes, e nunca pela produ&#231;&#227;o de um comportamento facial distinto. Por &#250;ltimo, o modelo que real&#231;amos &#233; o <i>Modelo Componencial,</i> que adopta a perspectiva de que uma configura&#231;&#227;o facial pode ter um significado categorial, mas por outro lado, os componentes, ou as ac&#231;&#245;es faciais, tamb&#233;m podem revelar informa&#231;&#245;es. Para defender este modelo, Smith e Scott (1997) verificaram empiricamente que: a) muitas unidades de ac&#231;&#227;o facial est&#227;o presentes em diferentes express&#245;es de emo&#231;&#245;es; b) as evid&#234;ncias sobre comportamentos faciais espont&#226;neos que representam express&#245;es completas das emo&#231;&#245;es s&#227;o raras; c) a mesma emo&#231;&#227;o pode ser evidenciada por diferentes express&#245;es, porque partilha unidades de ac&#231;&#227;o facial; d) os indiv&#237;duos costumam referir a experi&#234;ncia subjectiva de uma a quatro emo&#231;&#245;es misturadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este modelo permite assim que a mesma ac&#231;&#227;o facial, como o franzir de sobrancelhas, seja um indicador de processos cognitivos <i>(e.g.,</i> percep&#231;&#227;o de obst&#225;culo), processos afectivos <i>(e.g,</i> f&#250;ria e desagrado), mas tamb&#233;m pode revelar estrat&#233;gias de auto-apresenta&#231;&#227;o (e.g., eficiente captador de aten&#231;&#227;o do outro). Nesta linha de pensamento, Kaiser e Wherle (2001b) enfatizam tamb&#233;m a flexibilidade ou rapidez das modifica&#231;&#245;es expressivas nos contextos, real&#231;ando que os indiv&#237;duos podem usar os comportamentos faciais de uma forma mais ou menos consciente, de modo a atingir um motivo social (e.g., obter aten&#231;&#227;o ou suporte), podendo assim existir uma regula&#231;&#227;o da auto-apresenta&#231;&#227;o. Assim, se os comportamentos faciais se situam num <i>continuum</i> entre espontaneidade e delibera&#231;&#227;o, n&#227;o sendo poss&#237;vel estabelecer uma distin&#231;&#227;o demarcada entre eles, podem simultaneamente fazer parte de processos, mas tamb&#233;m de estrat&#233;gias, na espontaneidade dos nossos fingimentos e na natural utiliza&#231;&#227;o das nossas poses nas rela&#231;&#245;es sociais. Propomos assim que o comportamento facial pode traduzir processos cognitivos, afectivos mas tamb&#233;m estrat&#233;gias de auto-apresenta&#231;&#227;o, que s&#243; podem ser compreendidos pela an&#225;lise dos contextos relacionais (de Sousa, 2006).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Se Ekman (de 1972 a 1997b) nunca se deteve muito a analisar os eventos que antecediam a emo&#231;&#227;o, tamb&#233;m n&#227;o especifica que tipos de elabora&#231;&#245;es cognitivas complicadas s&#227;o aquelas que menciona relativamente &#224;s express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o. S&#227;o as teorias da avalia&#231;&#227;o (Kaiser &#38; Wherle, 2001a; Scherer, 2001) que t&#234;m esmiu&#231;ado esta quest&#227;o e podem dar um importante contributo. Elas analisam o impacto das situa&#231;&#245;es sociais nos processos cognitivos, na avalia&#231;&#227;o dos eventos emocionais antecedentes e nas reac&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas e expressivas. S&#227;o teorias que n&#227;o s&#227;o esquecidas pelos <i>Modelos Componenciais da Emo&#231;&#227;o</i> (Scherer &#38; Ellgring, 2007a, 2007b), possibilitando informa&#231;&#245;es sobre processos cognitivos que podem ser interligadas aos processos afectivos. O <i>Modelo Componencial,</i> articulado com as teorias cognitivas da avalia&#231;&#227;o, concentra-se em ac&#231;&#245;es faciais e deixa de se focalizar na quest&#227;o da universalidade das &#8220;express&#245;es faciais da emo&#231;&#227;o&#8221;, pretendendo <i>&#8220;...estudar as express&#245;es faciais espont&#226;neas nas interac&#231;&#245;es sociais.&#8221;</i> (Kaiser &#38; Wherle, 2001a, p. 289).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O conhecimento dos dialectos emocionais espec&#237;ficos de cada cultura, do papel da aprendizagem cultural nas gram&#225;ticas e vocabul&#225;rios espec&#237;ficos da express&#227;o e percep&#231;&#227;o da emo&#231;&#227;o e, em geral, da compreens&#227;o do papel da cultura na vida emocional e express&#245;es associadas, representa um desafio na pesquisa da express&#227;o facial. Para este desafio, os <i>Modelos Componenciais da Emo&#231;&#227;o</i> (Sherer &#38; Ellgring, 2007a) constituem uma alternativa mais abrangente do que a <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional,</i> j&#225; que expandem o &#226;mbito te&#243;rico de trabalho na &#225;rea da express&#227;o facial da emo&#231;&#227;o. Nas suas pr&#243;prias palavras: <i>&#8220;.seria aconselh&#225;vel ponderar a utilidade da assump&#231;&#227;o t&#237;pica, por parte de muitos investigadores, dentro e fora da psicologia, que o &#250;nico objecto digno de estudo &#233; um n&#250;mero pequeno de emo&#231;&#245;es b&#225;sicas com express&#245;es protot&#237;picas produzidas por programas neuromotores&#8221; </i>(Scherer &#38; Ellgring, 2007a, p. 128). Estes modelos n&#227;o contestam a ideia fundamental de que as express&#245;es faciais traduzem estados emocionais diferenciados, mas essencialmente prop&#245;em que as emo&#231;&#245;es t&#234;m um car&#225;cter <i>emergente</i> baseado na interac&#231;&#227;o de diferentes componentes, orientados pela avalia&#231;&#227;o de um evento que os desencadeia. O conceito de <i>emo&#231;&#245;es mistas</i>, pesquisado por alguns autores (Carrera &#38; Oceja, 2007), vai ao encontro desta expans&#227;o te&#243;rica.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, o desafio da revaloriza&#231;&#227;o do papel do contexto no estudo da express&#227;o facial da emo&#231;&#227;o pode ajudar na compreens&#227;o da interac&#231;&#227;o destes componentes e do seu verdadeiro significado nos contextos sociais. Para os enquadrar, devemos partir de descri&#231;&#245;es mais detalhadas dos contextos onde emergem e codific&#225;-los a partir da sua ocorr&#234;ncia em contextos naturais. Parece-nos, assim, que para compreender a express&#227;o facial como um comportamento nas rela&#231;&#245;es sociais, com informa&#231;&#245;es emocionais, sociais e comunicativas, n&#227;o &#233; j&#225; poss&#237;vel seguir as orienta&#231;&#245;es te&#243;ricas da <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional.</i> Para al&#233;m disso, as ac&#231;&#245;es faciais podem traduzir processos cognitivos e afectivos, mas tamb&#233;m estrat&#233;gias de auto-apresenta&#231;&#227;o mais ou menos deliberadas, mais ou menos espont&#226;neas. O seu significado e as suas diferen&#231;as culturais s&#243; podem ser compreendidos em contextos relacionais, privilegiando na sua an&#225;lise um <i>Modelo Componencial</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Todos os desafios e tend&#234;ncias emergentes de pesquisa na &#225;rea da express&#227;o facial levam-nos ent&#227;o a afirmar, de acordo com outros autores, que: &#8220;O <i>tempo pode estar maduro para uma maior mudan&#231;a de paradigma no estudo da express&#227;o facial...</i> &#8221; (Scherer &#38; Ellgring, 2007a, p. 128).</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Averill, J. R. (1998). What are emotions, really?. <i>Cognition and Emotion, 12</i> (6), 849-855.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468011&pid=S0874-2049201000020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bavelas, J. B., &#38; Chovil, N. (1997). Faces in dialogue. In J. A. Russell &#38; J. M. Fern&#225;ndez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 334-346). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468013&pid=S0874-2049201000020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bavelas, J. B., Black, A., Lemery, C. R., &#38; Mullet, J. (1986). &#8220;I show how you feel&#8221;: Motor mimicry as a communicative act. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 50,</i> 322-329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468015&pid=S0874-2049201000020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carrera, P., &#38; Oceja, L. (2007). Drawing emotions: Mixed emotions, sequential or simultaneous experiences?. <i>Cognition and Emotion, 21</i> (2), 422-441.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468017&pid=S0874-2049201000020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chovil, N. (1991). Social determinants of facial displays. <i>Journal of Nonverbal Behavior, 15</i>, 141-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468019&pid=S0874-2049201000020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chovil, N. (1997). Facing others: A social communicative perspective on facial displays. In J. A. Russell, &#38; J. M. Fern&#225;ndez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 321-333). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468021&pid=S0874-2049201000020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Darwin, C. (1872). <i>The expression of emotions in man and animals.</i> London: J. Murray.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468023&pid=S0874-2049201000020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">de Sousa, C. (2006). <i>Identidades e comportamento facial.</i> Tese de Doutoramento n&#227;o publicada, Universidade de &#201;vora,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468025&pid=S0874-2049201000020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portugal.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1972). Universals and cultural differences between cultures in facial expressions of emotion. In J. Cole (Ed.), <i>Nebraska symposium on motivation, 1971</i> (pp. 207-283). Lincoln: University of Nebraska Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468027&pid=S0874-2049201000020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1979). About brows: Emotional and conversational signals. In M. Von Cranach, K. Foppa, W. Lepenies &#38; D. Ploog (Eds.), <i>Human ethology: Claims and limits of a new discipline</i> (pp. 168-202)<i>.</i> New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468029&pid=S0874-2049201000020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1989). The argument and evidence about universal in facial expressions of emotion. In H. Wagner &#38; A. Manstead (Eds.), <i>Handbook of social psychophysiology</i> (pp. 143-164). Manchester: John Wiley &#38; Sons, Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468031&pid=S0874-2049201000020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1992). An argument for basic emotions. <i>Cognition and Emotion, 6</i> (3 /4), 169-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468033&pid=S0874-2049201000020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1993). Facial expression and emotion. <i>American Psychologist, 48</i> (4), 384-392.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468035&pid=S0874-2049201000020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1994). All emotions are basic. In P. Ekman, &#38; R. J. Davidson. (Eds.), <i>The nature of emotion: Fundamental questions</i> (pp. 15-19). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468037&pid=S0874-2049201000020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1997a). Should we call it expression or communication?. <i>Innovations in Social Science, 10</i> (4), 333-344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468039&pid=S0874-2049201000020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1997b). What we have learned by measuring facial behaviour. In P. Ekman &#38; E. Rosenberg (Eds.), <i>What the face reveals: Basic and applied studies of spontaneous expression using the Facial Action Coding System (FACS)</i> (pp. 469-485) New York: Oxford University Press</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468041&pid=S0874-2049201000020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P., &#38; Friesen, W.V. (1969). The repertoire of nonverbal behavior: Categories, origins, usage and coding. <i>Semi&#243;tica, 1,</i> 49-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468042&pid=S0874-2049201000020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P., Friesen, W.V., &#38; Ellsworth, R. (1982a). What are the similarities and differences in facial behavior across cultures?. In P. Ekman (Ed.), <i>Emotion in the human face</i> (pp. 128-143). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468044&pid=S0874-2049201000020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P., Friesen, W. V., &#38; Ellsworth, R. (1982b). Methodological decisions. In P. Ekman (Ed.), <i>Emotion in the human face</i> (pp. 22-38). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468046&pid=S0874-2049201000020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P., &#38; Oster, H. (1982). Review of research, 1970-1980. In P. Ekman (Ed.), <i>Emotion in the human face</i> (pp. 147-173). Cambridge: Cambridge University Press</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468048&pid=S0874-2049201000020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P., &#38; O&#39; Sullivan, M. (1991). Facial Expression: Methods, means and moues. In R. S. Feldman &#38; B. Rim&#233; (Eds.), <i>Fundamentals of nonverbal behavior</i> (pp. 163-199). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468049&pid=S0874-2049201000020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Elfenbein, H. A., &#38; Ambady, N. (2002). Is there an in-group advantage in emotion recognition?. <i>Psychological Bulletin, 128</i> (2), 243-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468051&pid=S0874-2049201000020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Elfenbein, H. A., &#38; Ambady, N. (2003a). When familiarity breeds accuracy: Cultural exposure and facial recognition. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 85</i> (2), 276-290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468053&pid=S0874-2049201000020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Elfenbein, H. A., &#38; Ambady, N. (2003b). Universals and cultural differences in recognizing emotions. <i>Current Directions in Psychological Science, 12</i> (5), 159-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468055&pid=S0874-2049201000020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fern&#225;ndez-Dols, J. M. (1988). El acto comunicacional. In M. T. Sanz Apar&#237;cio (Ed.), <i>Psicologia de la comunicaci&#243;n</i> (pp. 29-43). Madrid: Universidad Nacional de Education a Distancia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468057&pid=S0874-2049201000020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fern&#225;ndez-Dols, J. M. (1999). Facial expression and emotion. A situationist view. In P. Philippot, R. S. Feldman &#38; E. J. Coats (Eds.), <i>The social context of nonverbal behavior</i> (pp. 242-261). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468059&pid=S0874-2049201000020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fern&#225;ndez-Dols, J. M. (2006). Basic lessons from observing nature. In P. A. M. van Lange (Ed.), <i>Bridging social psychology: Benefits of transdisciplinary approaches</i> (pp. 129-133). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468061&pid=S0874-2049201000020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fern&#225;ndez-Dols, J. M., Carrera P., Oceja, L., &#38; Berenguer, J. (2000). Cultura e comportamento social (pp. 182-188). In J. M. Peir&#243;, J. F. Morales &#38; J. M. Fern&#225;ndez-Dols (Eds.), <i>Tratado de psicologia social, vol II: Interacci&#243;n social. </i>Madrid: Sintesis Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468063&pid=S0874-2049201000020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fern&#225;ndez-Dols, J. M., &#38; Carroll, J. M. (1997). Is the meaning perceived in facial expression independent of its context?. In J. A. Russell &#38; J. M. Fern&#225;ndez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 275-294). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468065&pid=S0874-2049201000020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fern&#225;ndez-Dols, J. M., &#38; Ru&#237;z-Belda, M. A. (1995). Are smiles a sign of happiness? Gold medal winners at the Olympic Games. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 69</i> (6), 1113-1119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468067&pid=S0874-2049201000020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fridlund, A. J. (1991). Sociality of solitary smiling: Potentiation by an implicit audience. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 60,</i> 229-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468069&pid=S0874-2049201000020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fridlund, A. J. (1994). <i>Human facial expression: An evolutionary view.</i> San Diego, CA: Academic Press.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fridlund, A. J. (1997). The new ethology of human facial expressions. In J. A. Russell &#38; J. M. Fern&#225;ndez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 103-129). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468072&pid=S0874-2049201000020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frijda, N. H., &#38; Tcherkassof, A. (1997). Facial expressions as modes of action readiness. In J. A. Russell &#38; J. M. Fern&#225;ndez-Dols, (Eds.) <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 78-102). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468074&pid=S0874-2049201000020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ginsburg, G. P. (1997). Faces: An epilogue and reconceptualization. In J. A. Russell &#38; J. M. Fern&#225;ndez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 103-129). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468076&pid=S0874-2049201000020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Izard, C. E. (1997). Emotions and facial expressions: A perspective from Differential Emotions Theory. In J. A. Russell &#38; J. M. Fern&#225;ndez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 57-77). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468078&pid=S0874-2049201000020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kaiser, S., &#38; Wherle, T. (2001a). Facial expressions as an indicator of appraisal processes. In K. R. Scherer, A. Schorr &#38; T. Johnstone (Eds.), <i>Appraisal theories of emotion: Theories, methods, research</i> (pp. 285-300). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468080&pid=S0874-2049201000020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Kaiser, S., &#38; Wherle, T. (2001b). The role of facial expression in intra-individual and inter-individual emotion regulation. In D. Canamero (Ed.), <i>Emotional and intelligent II: The tangled knot of cognition. Papers from the 2001 AAAI Fall Symposium. Technical Report FS-01-02</i> (pp. 61-66). Menlo Park, CA: AAAI Press.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kraut, R. E., &#38; Johnston, R. E. (1979). Social and emotional messages of smiling: An ethological approach. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 42, </i>853-863.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468083&pid=S0874-2049201000020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Manstead, A. S. R., Fischer, A. H., &#38; Jakobs, E. B. (1999). The social and emotional functions of facial displays. In P. Philippot, R. S. Feldman &#38; E. J. Coats (Eds.), <i>The social context of non verbal behavior</i> (pp. 287-313). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468085&pid=S0874-2049201000020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Parkinson, B. (1996). Emotions are social. <i>British Journal of Psychology, 87,</i> 663-683</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468087&pid=S0874-2049201000020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Parkinson, B., Fischer, A. H., &#38; Manstead, A. S. (2005<i>)</i>. <i>Emotion in social relations: Cultural, group, and interpersonal processes.</i> New York: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468088&pid=S0874-2049201000020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Philippot, P., Feldman, R. S., &#38; Coats, E. J. (1999). Introducing nonverbal behaviour within a social context. In P. Philippot, R. S. Feldman &#38; E. J. Coats (Eds.), <i>The social context of nonverbal behavior</i> (pp. 3-14). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468090&pid=S0874-2049201000020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ricci-Bitti, P., &#38; Zani, B. (1997). <i>A comunica&#231;&#227;o como processo social.</i> Lisboa: Editorial Estampa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468092&pid=S0874-2049201000020000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russell, J. A. (2003). Core affect and the psychological construction of emotion. <i>Psychological Review, 110</i> (1), 145-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468094&pid=S0874-2049201000020000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russell, J. A., &#38; Fernandez-Dols, J. M. (1997). What does a facial expression mean?. In J. A. Russell &#38; J. M. Fernandez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 3-30). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468096&pid=S0874-2049201000020000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scherer, K. R. (2001). The nature and study of appraisal: A review of issues. In K. R. Scherer, A. Schorr &#38; T. Johnstone (Eds.), <i>Appraisal processes in emotion: Theory, methods, research</i> (pp. 369-391). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468098&pid=S0874-2049201000020000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scherer, K. R., &#38; Ellgring, H. (2007a). Are facial expressions of emotion produced by categorical affect or dynamically driven by appraisal?. <i>Emotion, 7</i> (1), 113-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468100&pid=S0874-2049201000020000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scherer, K. R., &#38; Ellgring, H. (2007b). Multimodal expression of emotion: Affect programs or componential appraisal patterns?. <i>Emotion, 7</i> (1), 158-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468102&pid=S0874-2049201000020000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, C. A., &#38; Scott, H. S. (1997). A componential approach to the meaning of facial expressions. In J. A. Russell &#38; J. M. Fernandez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 229-254). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468104&pid=S0874-2049201000020000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tipples, J., Atkinson, A. P., &#38; Young, A. W. (2002). The eyebrow frown: A salient social signal. <i>Emotion, 2</i> (3), 288-296.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468106&pid=S0874-2049201000020000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wagner, H. (1997). Methods for the study of facial behavior. In J. A. Russell &#38; J. M. Fernandez-Dols (Eds.), <i>The psychology of facial expression</i> (pp. 31-54). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468108&pid=S0874-2049201000020000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wagner, H., &#38; Lee, V. (1999). Facial behavior alone and in the presence of others. In P. Philippot, R. S. Feldman &#38; E. J. Coats (Eds.), <i>The social context of nonverbal behavior</i> (pp. 262-286). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468110&pid=S0874-2049201000020000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>No original ingl&#234;s <i>facial displays</i>, que traduzimos por exibi&#231;&#245;es faciais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Facial Action Coding System,</i> sistema de codifica&#231;&#227;o facial (Ekman &#38; Friesen, 1978; vers&#227;o revista Ekman, Friesen &#38; Hager, 2002)</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Este termo &#233; muitas vezes utilizado para designar express&#245;es protot&#237;picas de emo&#231;&#245;es.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>Assim designado por Russell &#38; FernÃ¡ndez-Dols (1997), Facial Expression Program, no original em ingl&#234;s.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Assim designada por Chovil (1997), <i>Social Communcative Approach</i> no original em ingl&#234;s.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>Assim designada por Chovil (1997), <i>Emotional Expression Approach,</i> no original em ingl&#234;s.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>Assim designada por Manstead, Fisher &#38; Jakobs (1999), <i>Behavioral Ecology View,</i> no original em ingl&#234;s.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Os estudos de Kraut &#38; Jonhston (1979) e a replica&#231;&#227;o de Ru&#237;z-Belda &#38; Fern&#225;ndez-Dols (1995) constituem um marco para as abordagens alternativas &#224; <i>Abordagem da Express&#227;o Emocional.</i> S&#227;o referenciados por Manstead, Fisher &#38; Jakobs (1999) na <i>Perspectiva da Ecologia Comportamental,</i> para real&#231;ar a interac&#231;&#227;o social como factor de produ&#231;&#227;o da express&#227;o facial. S&#227;o tamb&#233;m referenciados por Chovil (1997) para evidenciar os factores sociais na <i>Abordagem Comunicativa Social</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a><i>Core afffect,</i> no original em ingl&#234;s.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a><i>Display rules</i> no original em ingl&#234;s.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a><i>Programa de Afecto Facial</i> significa o mesmo que o <i>Programa de Express&#227;o Facial</i> j&#225; anteriormente referido, contudo mantemos aqui a designa&#231;&#227;o original de Elfenbein &#38; Ambady (2003a), <i>Facial Affect Program,</i> por ser um termo especificamente ligado &#224; con-ceptualiza&#231;&#227;o do <i>Programa de Afecto Especifico.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a><i>Display rules e Decoding rules,</i> no original em ingles.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a>Action Unit 4, do sistema de codifica&#231;&#227;o facial denominado <i>Facial Action Coding System </i>(FACS, Ekman, Friesen &#38; Hager, 2002)</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a>Assim designados por Smith e Scott (1997). No original ingl&#234;s, <i>Purely Categorical Model, Componential Model</i> e <i>Purely Componential Model.</i></font></p>       ]]></body><back>
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