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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto da expressão facial na percepção de tempo: papel da valência e da activação (arousal)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of facial expression on time perception: The role of valence and arousal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The emotional nature of a facial expression seems to favour a bias regarding the perception of its duration. In this paper we present a study that tests the hypothesis that this effect will be moderated by the emotional dimensions of facial expressions (valence and arousal), addressing its explanation in terms of processes that interfere with the functioning of an &#8220;internal clock&#8221;, including activation and attentional processes. Using a temporal bisection task with duration between 400 and 1600 ms, the results suggest a valence effect: The duration of the negative faces is overestimated in relation to positive faces. This effect was moderated by the intensity of emotional expressions (arousal), but only in the low arousal condition. In the high arousal condition positive and negative faces were identically estimated. The fact that this interaction has been found only in short time windows, suggests a concurrent interference of activation and attentional processes. This explanation is discussed in the article, taking into account its limitations.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Impacto da express&#227;o facial na percep&#231;&#227;o de tempo: papel da val&#234;ncia e da activa&#231;&#227;o <i>(arousal)</i></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>The impact of facial expression on time perception: The role of valence and arousal</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Alexandre Fernandes<sup>1</sup>; Teresa Garcia-Marques<sup>2,*</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1-2</sup>Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A natureza emocional de uma express&#227;o facial parece enviesar a percep&#231;&#227;o da sua dura&#231;&#227;o. Neste artigo apresentamos um estudo que testa a hip&#243;tese deste efeito ser moderado pelas dimens&#245;es emocionais (val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o [arousal]), abordando a sua explica&#231;&#227;o em termos de processos que interferem com o funcionamento de um &#8220;rel&#243;gio interno&#8221;, nomeadamente processos atencionais e activacionais. Utilizando uma tarefa de bissec&#231;&#227;o temporal, com dura&#231;&#245;es entre 400 e 1600ms, os resultados sugerem um efeito da val&#234;ncia da emo&#231;&#227;o expressa por uma face: a dura&#231;&#227;o das faces negativas &#233; sobre-estimada relativamente &#224;s positivas. Este efeito foi moderado pela intensidade das express&#245;es emocionais (activa&#231;&#227;o [arousal]) verificando-se apenas claramente na condi&#231;&#227;o de baixa intensidade. Na condi&#231;&#227;o de elevada intensidade, as faces positivas foram avaliadas de forma id&#234;ntica &#224;s negativas O facto de esta interac&#231;&#227;o apenas se verificar em dura&#231;&#245;es mais curtas, sugere uma interfer&#234;ncia concorrente de processos atencionais e activacionais. Esta explica&#231;&#227;o &#233; discutida no artigo, tendo em considera&#231;&#227;o as suas limita&#231;&#245;es.</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> express&#227;o facial, percep&#231;&#227;o de tempo, emo&#231;&#227;o, val&#234;ncia, activa&#231;&#227;o (arousal)</font></p>  <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">The emotional nature of a facial expression seems to favour a bias regarding the perception of its duration. In this paper we present a study that tests the hypothesis that this effect will be moderated by the emotional dimensions of facial expressions (valence and arousal), addressing its explanation in terms of processes that interfere with the functioning of an &#8220;internal clock&#8221;, including activation and attentional processes. Using a temporal bisection task with duration between 400 and 1600 ms, the results suggest a valence effect: The duration of the negative faces is overestimated in relation to positive faces. This effect was moderated by the intensity of emotional expressions (arousal), but only in the low arousal condition. In the high arousal condition positive and negative faces were identically estimated. The fact that this interaction has been found only in short time windows, suggests a concurrent interference of activation and attentional processes. This explanation is discussed in the article, taking into account its limitations.</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> facial expression, time perception, emotion, valence, arousal</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A experi&#234;ncia de distor&#231;&#245;es temporais associadas a eventos emocionais &#233; um fen&#243;meno que todos n&#243;s j&#225; experiment&#225;mos. Quem n&#227;o sentiu o &#8220;tempo voar&#8221; quando vivemos momentos muito agrad&#225;veis, ou que o tempo &#8220;n&#227;o passa&#8221; quando estamos aborrecidos &#224; espera numa fila intermin&#225;vel. Durante experi&#234;ncias traum&#225;ticas, &#233; comum as pessoas relatarem que o tempo parece abrandar, e que os eventos duram mais tempo do que na realidade duram (Noyes &#38; Kletti, 1977; Ursano, Fullerton, Epstein, Crowley, Vance, &#38; Kao, 1999). De modo a caracterizar e compreender estes fen&#243;menos do senso comum, v&#225;rios investigadores procuraram replicar estas experi&#234;ncias subjectivas em laborat&#243;rio e estud&#225;-las de forma controlada. Apesar da natureza multifacetada destes fen&#243;menos<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>, o estudo da influ&#234;ncia das emo&#231;&#245;es na percep&#231;&#227;o de tempo tem sido restringido apenas &#224; percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o de eventos (ou est&#237;mulo) emocionais. &#201; de referir que a percep&#231;&#227;o de tempo enquadra diferentes experi&#234;ncias elementares como a simultaneidade, a sucessividade, o julgamento de ordem temporal, a percep&#231;&#227;o de ritmo, a percep&#231;&#227;o de fluxo (passagem do tempo) e a percep&#231;&#227;o de intervalo de tempo ou dura&#231;&#227;o <i>(e.g.,</i> Block, 1990; Fraisse, 1984; Friedman, 1990; James, 1890); Poppel, 1978). Esta no&#231;&#227;o tem sido acompanhada de evid&#234;ncias que estas experi&#234;ncias elementares de tempo est&#227;o associadas a diferentes mecanismos de processamento temporal (ver Fraisse, 1984). Este artigo visa contribuir para o entendimento dos mecanismos subjacentes &#224; influ&#234;ncia das emo&#231;&#245;es na percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o de est&#237;mulos emocionais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O que se sabe sobre a influ&#234;ncia das emo&#231;&#245;es na percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o de um evento? H&#225; 120 anos atr&#225;s j&#225; William James (1890), seguido por outros autores <i>(e.g.,</i> Fraisse, 1957; Surt, 1925), chamava a aten&#231;&#227;o para a influ&#234;ncia que as emo&#231;&#245;es exercem na nossa percep&#231;&#227;o de tempo. &#201;, hoje em dia, consider&#225;vel o n&#250;mero de investiga&#231;&#245;es que sugere que os afectos interferem na percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o. Este efeito &#233; verificado em diversos estudos laboratoriais que utilizaram como est&#237;mulos faces com v&#225;rias express&#245;es emocionais (Droit-Volet, Brunot, &#38; Niedenthal, 2004; Effron, Niedenthal, Gil, &#38; Droit-Volet, 2006; Fernandes &#38; Garcia-Marques, 2008b; Fernandes, Garcia-Marques, &#38; S&#225;, 2006; Gil, Niedenthal, &#38; Droit-volet, 2007; Mondillon, Niedenthal, Gil, &#38; Droit-Volet, 2007; Tipples, 2008; Xuan &#38; Xiaolin, 2007), sons agrad&#225;veis e desagrad&#225;veis (Fernandes &#38; Garcia-Marques, 2008a; Noulhiane, Mella, Samson, Ragot, &#38; Pouthas, 2007), imagens positivas e negativas de cen&#225;rios reais (Angrilli, Cherubini, Pavese &#38; Manfredini, 1997) e cheiros agrad&#225;veis e desagrad&#225;veis (Schiff &#38; Thayer, 1968). Do mesmo modo, verificaram-se interfer&#234;ncias na percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o em estudos que manipularam o estado afectivo dos indiv&#237;duos por apresenta&#231;&#227;o de filmes (Chebat &#38; Gelinas-Chebat, 1995), por instru&#231;&#245;es que suscitavam a antecipa&#231;&#227;o de choques el&#233;ctricos (Langer, Wapner, &#38; Werner, 1961), por promo&#231;&#227;o de contacto real com animais activadores de fobias (Watts &#38; Sharrock, 1984), por procedimento de Velten (Hawkings, French, Crwford, &#38; Enzle, 1988), por promo&#231;&#227;o de interac&#231;&#227;o com pessoas zangadas ou alegres (Thayer &#38; Schiff,1975), por indu&#231;&#227;o de dor (Orme, 1969), ou por cria&#231;&#227;o de expectativas positivas ou negativas (Edmonds, Cahoon, &#38; Bridges, 1981; Schiff &#38; Thayer, 1970). O enviesamento na percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o &#233; igualmente verificado por manipula&#231;&#227;o de estados afectivos em situa&#231;&#245;es &#8220;naturais&#8221; (fora do laborat&#243;rio), como situa&#231;&#245;es de saltos-em-queda de plataforma <i>(&#8220;bungie jumping</i>&#8221;; Stetson, Fiesta, &#38; Eagleman, 2007) ou saltos de p&#225;ra-quedas (&#8220;<i>skydiving</i>&#8221;; Campbell &#38; Bryant, 2007).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O que nos dizem estes estudos? Atendendo &#224;s pesquisas que permitem uma compara&#231;&#227;o de condi&#231;&#245;es &#8220;afectivas&#8221; com condi&#231;&#245;es de controlo n&#227;o-afectivas (neutras)<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>, diremos que as estimativas de dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos emocionais s&#227;o sobrestimadas face &#224;s neutras (Angrilli <i>et al.,</i> 1997; Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004; Effron <i>et al.,</i> 2006; Fernandes <i>et al.,</i> 2006; Fernandes &#38; Garcia-Marques, 2008b; Gil <i>et al.,</i> 2007; Langer <i>et al.,</i> 1961; Mondillon <i>et al.,</i> 2007; Noulhiane <i>et al.,</i> 2007; Schiff &#38; Thayer, 1968; Schiff &#38; Thayer, 1970; Stetson <i>et al.,</i> 2007; Tipples, 2008; Watts &#38; Sharrock, 1984). Tal &#233; verdade, independentemente de se tratar de um afecto induzido no participante (e.g., Langer <i>et al.,</i> 1961), ou de um afecto associado ao est&#237;mulo a ser avaliado na sua dura&#231;&#227;o (e.g., Gil <i>et al.,</i> 2007)<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>. O mesmo efeito parece ser independente do tipo de tarefa, de estimativa de dura&#231;&#227;o<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>. Quer se trate de uma tarefa de bissec&#231;&#227;o, reprodu&#231;&#227;o, ou estimativa verbal ou mesmo de uma escala temporal (milissegundos a minutos), as condi&#231;&#245;es de natureza afectiva s&#227;o sobre-estimadas relativamente &#224;s neutrais. S&#227;o excep&#231;&#245;es os estudos onde se verifica uma sub-estimativa (Xuan &#38; Xiaolin, 2007), ou onde n&#227;o &#233; detectada diferen&#231;a nas estimativas de dura&#231;&#227;o entre os est&#237;mulos neutros e os emocionais (Hawkings <i>et al.,</i> 1988; Thayer &#38; Schiff, 1975).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Que explica&#231;&#245;es t&#234;m sido avan&#231;adas para o facto de condi&#231;&#245;es afectivas promoverem sobre-estima&#231;&#227;o? Este efeito tem, classicamente, sido enquadrado por diferentes modelos que t&#234;m em comum o facto de postularem a exist&#234;ncia de um &#8216;rel&#243;gio interno&#8217; (e.g., Block, 1990; Gibbon &#38; Church, 1984; Gibbon, Church, &#38; Meck, 1984; Treisman, 1963). Estes modelos<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>, pressup&#245;em este &#8216;rel&#243;gio&#8217; como um processador temporal constitu&#237;do por um <i>&#8216;pacemaker&#8217;</i> que emite <i>pulsos</i> a uma determinada frequ&#234;ncia, um interruptor <i>(&#8216;switch&#8217;),</i> que &#233; accionado pelos est&#237;mulos externos e que, com lat&#234;ncias espec&#237;ficas, controla o acesso a um acumulador que soma os pulsos at&#233; ao t&#233;rmino do evento. Deste modo, o n&#250;mero de pulsos registados no acumulador constituir&#225; a representa&#231;&#227;o da dura&#231;&#227;o percebida. Os enviesamentos temporais surgem em fun&#231;&#227;o de interfer&#234;ncias em algum dos v&#225;rios componentes deste rel&#243;gio (Gibbon &#38; Church, 1984).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como interferem os afectos nestes componentes? Segundo os autores dos estudos acima referenciados, &#233; a dimens&#227;o de activa&#231;&#227;o <i>(arousal),</i> associada &#224; experi&#234;ncia emocional (sempre mais elevada do que aquela e associada a experi&#234;ncias neutras), a que mais interfere com o funcionamento do rel&#243;gio. Esta dimens&#227;o dos afectos tende a qualificar a intensidade de uma experi&#234;ncia afectiva (que varia entre um estado muito calmo e/ou adormecido e um estado muito excitado e energ&#233;tico)<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>. Pressup&#245;e-se que esta intensidade afectiva incrementa a velocidade do rel&#243;gio interno. Como consequ&#234;ncia, verificamos um maior n&#250;mero de pulsos acumulados na mem&#243;ria de trabalho, que se traduzem directamente numa sobre-estimativa da dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos (ver Droit-Volet &#38; Meck, 2007, para uma revis&#227;o). Para testar esta hip&#243;tese explicativa, alguns estudos procuraram manipular isoladamente os n&#237;veis de activa&#231;&#227;o atrav&#233;s: a) da administra&#231;&#227;o de subst&#226;ncias psicoesti-mulantes que t&#234;m impacto no sistema dopamin&#233;rgico <i>(e.g.,</i> coca&#237;na, Cheng, MacDonald, &#38; Meck, 2006; metanfetaminas, Maricq, Roberts, &#38; Church, 1981; para uma revis&#227;o ver Buhusi, 2003), b) da manipula&#231;&#227;o da temperatura corporal associada &#224; regula&#231;&#227;o homeost&#225;tica e dos ritmos cronobiol&#243;gicos (e.g., Fox, Bradbury, Hampton, &#38; Legg, 1967; Wearden &#38; Penton-Voak, 1995), c) da actividade f&#237;sica (e.g., Vercruyssen, Hancock, &#38; Mihaly, 1989) ou d) da estimula&#231;&#227;o sensorial (e.g., ru&#237;do ambiental, Delay &#38; Mathey, 1985, alta frequ&#234;ncia de apresenta&#231;&#227;o de est&#237;mulos visuais, Droit-Volet &#38; Wear-den, 2002; Penton-voak, Edwards, Percival &#38; Wearden, 1996; Treisman, Cook, Naish, &#38; McCrone, 1994). Todos estes estudos sugerem que um aumento de activa&#231;&#227;o fisiol&#243;gica resulta em sobre-estimativas temporais.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este hip&#243;tese sugere um papel relevante da experi&#234;ncia fisiol&#243;gica associada aos afectos, o que &#233; corroborado, por exemplo, pelo trabalho de Effron e colaboradores (2006). Estes autores mostraram que o efeito de sobre-estimativa da dura&#231;&#227;o de faces expressando raiva &#233; eliminado quando se impede ao percipiente a m&#237;mica da express&#227;o facial<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a> (mantendo um l&#225;pis entre os l&#225;bios). A inibi&#231;&#227;o da actividade muscular facial (associada a activa&#231;&#227;o fisiol&#243;gica) parece impedir a acelera&#231;&#227;o do rel&#243;gio interno e a subsequente sobre-estimativa temporal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A hip&#243;tese explicativa com base na activa&#231;&#227;o sugere-nos uma varia&#231;&#227;o linear na estimativa da dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos, &#224; medida que a experi&#234;ncia emocional se torna mais intensa. Na realidade, tanto Fernandes e Garcia-Marques (2008a), que apresentaram sons agrad&#225;veis de v&#225;rios n&#237;veis pr&#233;-testados de activa&#231;&#227;o, como Langer <i>et al.</i> (1961), que induziram expectativas de perigo crescente nos seus participantes, apresentaram dados que revelam uma sobre-estimativa temporal em fun&#231;&#227;o do aumento do n&#237;vel de activa&#231;&#227;o. No entanto, Noulhiane <i>et al.</i> (2007), que tamb&#233;m manipularam a activa&#231;&#227;o utilizando sons, encontraram um efeito de sub-estimativa para os est&#237;mulos mais emocionais. Tamb&#233;m Angrilli <i>et al.</i> (1997), com a apresenta&#231;&#227;o de imagens que suscitam v&#225;rios n&#237;veis de activa&#231;&#227;o fisiol&#243;gica n&#227;o encontraram qualquer efeito geral da manipula&#231;&#227;o. Parece ser, assim, poss&#237;vel que outros factores associados &#224; percep&#231;&#227;o e &#224; experi&#234;ncia emocional estejam a moderar o efeito da activa&#231;&#227;o nas estimativas temporais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O moderador mais imediato &#233; aquele que se associa &#224; pr&#243;pria experi&#234;ncia afectiva: a val&#234;ncia dessa experi&#234;ncia. Na realidade, duas dimens&#245;es ou factores (cont&#237;nuos) t&#234;m sido sugeridos para caracterizar a (maior) variabilidade da experi&#234;ncia (sentimento) e express&#227;o emocional<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>, a sua activa&#231;&#227;o e a sua val&#234;ncia (ver Bradley, 2000). Tal como sugere o modelo circum-plexo de Russell (1980), &#233; em torno desta estrutura bidimensional ortogonal, onde a activa&#231;&#227;o varia de &#8216;pouco intenso&#8217; a &#8216;muito intenso&#8217; e a val&#234;ncia varia de &#8216;muito positiva, ou agrad&#225;vel&#8217; a &#8216;muito negativa ou desagrad&#225;vel&#8217;, que se estruturam todas as emo&#231;&#245;es. Pode, ent&#227;o o val&#234;ncia ser o moderador do efeito de activa&#231;&#227;o? Do conjunto de estudos que testaram o impacto da val&#234;ncia afectiva na percep&#231;&#227;o de tempo, n&#227;o emerge qualquer padr&#227;o consistente. Por exemplo, Edmonds <i>et al.</i> (1981), atrav&#233;s da indu&#231;&#227;o de expectativas afectivas, Hawkings <i>et al.</i> (1988), que manipulam o estado de esp&#237;rito e Xuan e Xiaolin (2007), que utilizam faces emocionais, observaram uma sobre-estimativa temporal dos eventos positivos comparativamente &#224; dos negativos. Ao utilizarem faces de diferentes express&#245;es emocionais, os estu-dos de Droit-Volet <i>et al.</i> (2004), Effron <i>et al.</i> (2006), Thayer e Schiff (1975) e Tipples (2008) encontraram um padr&#227;o inverso. Por outro lado, os resultados de Fernandes <i>et al.</i> (2006), utilizando tamb&#233;m faces emocionais, n&#227;o revelaram quaisquer efeitos gerais da val&#234;ncia na percep&#231;&#227;o temporal. Por&#233;m, Angrilli e colaboradores (1997), fornecem-nos uma resposta directa &#224; nossa quest&#227;o, ao contrastarem num mesmo estudos os efeitos da val&#234;ncia e da activa&#231;&#227;o. Tal permite perceber se os efeitos de activa&#231;&#227;o s&#227;o ou n&#227;o moderados pela val&#234;ncia. Angrilli e colaboradores (1997) utilizaram imagens da <i>&#39;International Affective Picture System &#8217;</i> (IAPS, Lang <i>et al.,</i> 1995), que se dissociavam em termos de val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o. Os seus resultados sugerem que estes dois factores interagem. Na condi&#231;&#227;o de elevada activa&#231;&#227;o, a dura&#231;&#227;o das imagens percebidas como desagrad&#225;veis <i>(e.g.,</i> beb&#233; com tumor ocular, cabe&#231;a esmagada) foi sobre-estimada relativamente &#224;s imagens percebidas como agrad&#225;veis (e.g., cenas er&#243;ticas). Na condi&#231;&#227;o de baixa activa&#231;&#227;o, as imagens desagrad&#225;veis (e.g., animais mortos, rato no lixo) foram subestimadas comparativamente &#224;s imagens agrad&#225;veis (e.g., animais de estima&#231;&#227;o, beb&#233; sorridente).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Porque pode a val&#234;ncia interferir com a forma como a activa&#231;&#227;o influencia a percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o? Segundo Angrilli e colaboradores (1997), tal pode acontecer porque os est&#237;mulos emocionais, em especial os negativos, captam a nossa aten&#231;&#227;o, e tal facto interfere, como se sabe, com o funcionamento do rel&#243;gio interno. Segundo os modelos de rel&#243;gio interno que integram um interruptor(&#8216;switch&#8217;) que inicia a contagem dos pulsos (Block, 1990; Gibbon &#38; Church, 1984; Gibbon, Church, &#38; Meck, 1984; Treisman, 1963), a dura&#231;&#227;o subjectiva est&#225; directamente relacionada com os recursos atencionais dedicados ao processamento temporal. Em paradigmas de estima&#231;&#227;o temporal prospectivos, em que o indiv&#237;duo sabe &#224; partida que vai estimar a dura&#231;&#227;o de um est&#237;mulo/evento, a aten&#231;&#227;o &#233; dedicada primordialmente &#224; informa&#231;&#227;o temporal desse est&#237;mulo.<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a> Se esta &#233; desviada por elementos distractores (e.g., tarefa secund&#225;ria, expectativa), ou os recursos atencionais s&#227;o repartidos com outros processos desencadeados de modo autom&#225;tico (e.g., configura&#231;&#227;o perceptiva, novidade do est&#237;mulo), a dura&#231;&#227;o subjectiva &#233; tipicamente sub-estimada face ao tempo f&#237;sico real (e.g., Brown, 1997; Casini &#38; Macar, 1997; Macar, Grondin, &#38; Casini, 1994; Zakay &#38; Yehoshua, 1989). Portanto, activa&#231;&#227;o e aten&#231;&#227;o apresentam efeitos concorrentes (opostos) no rel&#243;gio interno, e consequentemente nas estimativas temporais. Dado que os eventos negativos t&#234;m tend&#234;ncia para se destacar dos positivos <i>(e.g.,</i> Fox, Lester, Russo, Bowles, Pichler, Dutton, 2000; Ohman, Lundqvist, &#38; Esteves, 2001), Angrilli <i>et al.</i> (1997) conclu&#237;ram que um mecanismo atencional (i.e., resposta de orienta&#231;&#227;o, e.g., Sokolov, 1963) &#233; preponderante na percep&#231;&#227;o temporal de eventos de baixo n&#237;vel de activa&#231;&#227;o, sendo as diferen&#231;as de val&#234;ncia aqui mais notadas. Neste caso, como mais recursos atencionais s&#227;o desviados para as caracter&#237;sticas perceptivas dos est&#237;mulos negativos, menos recursos s&#227;o dedicados ao processamento do tempo, traduzindo-se numa sub-estimativa temporal. Este efeito da aten&#231;&#227;o em elevado n&#237;vel de activa&#231;&#227;o seria minimizado, porque os est&#237;mulos negativos desencadeariam uma resposta defensiva, com o consequente aumento da actividade do sistema nervoso aut&#243;nomo (e.g., aumento da press&#227;o sangu&#237;nea, tens&#227;o muscular, dilata&#231;&#227;o pupilar, ver Bradley, 2000; Cuthbert, Bradley, &#38; Lang, 1996) que estaria relacionado com a acelera&#231;&#227;o do rel&#243;gio interno.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Se esta explica&#231;&#227;o se adequa ao padr&#227;o de interac&#231;&#227;o encontrado por Angrilli e colaboradores (1997), ela &#233; desafiada pelos dados obtidos subsequentemente por Noulhiane <i>et al.</i> (2007). Estes autores utilizaram as mesmas tarefas temporais (i.e., reprodu&#231;&#227;o e escala temporal) que Angrilli <i>et al. </i>(1997), mas um conjunto de est&#237;mulos de natureza diferente: sons (i.e. <i>&#39;International Affective Digital Sounds System&#8217;,</i> IADS, Bradley &#38; Lang, 1999). Os seus dados reflectem apenas dois efeitos principais, e n&#227;o a Interac&#231;&#227;o previamente discutida. Incongruentemente com a hip&#243;tese atencional, os sons negativos foram julgados como de maior dura&#231;&#227;o que os positivos. E de forma incongruente com os dados gerais, os est&#237;mulos de baixa activa&#231;&#227;o foram percebidos como tendo maior dura&#231;&#227;o. Interessante &#233; que os autores interpretam estes dados com base numa interfer&#234;ncia entre activa&#231;&#227;o e val&#234;ncia. Pressup&#245;e-se que os est&#237;mulos negativos induzem um aumento na activa&#231;&#227;o (promovendo uma maior sobre-estimativa temporal). Por outro lado, pressup&#245;e-se que os est&#237;mulos de elevada activa&#231;&#227;o captem mais aten&#231;&#227;o, diminuindo os recursos atencionais dedicados &#224; informa&#231;&#227;o temporal e consequentemente promovendo uma sub-estimativa temporal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em conjunto, os estudos de Angrilli e colaboradores (1997) e de Noulhiane e colaboradores (2007) apresentam padr&#245;es de dados (e interpreta&#231;&#245;es) aparentemente incongruentes, criando a necessidade de clarifica&#231;&#227;o dos mesmos. Para o efeito, no presente estudo utilizaram-se como est&#237;mulos faces emocionais: um tipo de est&#237;mulos para o qual somos peritos no processamento, e que mant&#233;m constante o seu grau de complexidade e a sua distribui&#231;&#227;o temporal e espacial<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>, permitindo variar as emo&#231;&#245;es associadas com simples modifica&#231;&#245;es na face. Na realidade, um conjunto de pistas perceptivas m&#237;nimas <i>(e.g.</i> um simples levantar dos cantos da boca) confere-lhe o seu cariz emocional. Embora este tipo de est&#237;mulos tenha caracter&#237;sticas particulares<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>, o facto de existirem v&#225;rios estudos de percep&#231;&#227;o temporal que utilizaram faces (embora s&#243; controlando a val&#234;ncia) (Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004; Effron <i>et al.,</i> 2006; Fernandes <i>et al.,</i> 2006; Fernandes &#38; Garcia-Marques, 2008a; Gil <i>et al.,</i> 2007; Mondillon <i>et al.,</i> 2007; Thayer &#38; Schiff, 1975; Tipples, 2008; Xuan &#38; Xiaolin, 2007) permite-nos interpretar os efeitos de uma forma comparativa. Tal n&#227;o sucede com os estudos de Angrilli e colaboradores (1997) e Noulhiane e colaboradores (2007).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O objectivo do presente estudo foi abordar dois mecanismos (activa&#231;&#227;o e aten&#231;&#227;o) pass&#237;veis de explicar os efeitos das emo&#231;&#245;es na percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o. Utiliz&#225;mos uma tarefa de bissec&#231;&#227;o temporal<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a> (similarmente aos estudos de Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004, Effron <i>et al.,</i> 2006; Fernandes <i>et al., </i>2006; Fernandes &#38; Garcia-Marques, 2008a; Gil <i>et al.,</i> 2007; Mondillon <i>et al.,</i> 2007) que consiste numa primeira fase de treino em que os participantes aprendem a distinguir uma dura&#231;&#227;o curta de uma dura&#231;&#227;o longa; e numa segunda fase de teste, em que classificam um conjunto de dura&#231;&#245;es interm&#233;dias com base nas suas semelhan&#231;as com as dura&#231;&#245;es extremas de refer&#234;ncia (curta e longa). Os est&#237;mulos cr&#237;ticos apresentados na fase de teste foram faces expressando diferentes emo&#231;&#245;es: neutra (refer&#234;ncia), positiva (alegria), e negativa (raiva). As faces emocionais foram apresentadas com dois n&#237;veis de expressividade (pouco intensa vs. muito intensa).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considerando o efeito descrito do impacto dos afectos na percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o (Angrilli <i>et al.,</i> 1997; Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004; Effron <i>et al., </i>2006; Fernandes <i>et al.,</i> 2006; Fernandes &#38; Garcia-Marques, 2008b; Gil <i>et al.,</i> 2007; Langer <i>et al.,</i> 1961; Mondillon <i>et al.,</i> 2007; Noulhiane <i>et al., </i>2007; Schiff &#38; Thayer, 1968; Schiff &#38; Thayer, 1970; Stetson <i>et al.,</i> 2007;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tipples, 2008; Watts &#38; Sharrock, 1984) esperamos que a percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos emocionais seja sobre-estimada relativamente &#224; dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos neutros.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esperamos igualmente replicar estudos anteriores que demonstram que as faces expressando raiva s&#227;o percebidas durando mais tempo do que as faces expressando alegria (Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004; Effron <i>et al.,</i> 2006; Thayer &#38; Schiff, 1975; Tipples, 2008). O facto de os est&#237;mulos negativos (neste caso, faces de raiva) tenderem a associar-se a n&#237;veis mais elevados de activa&#231;&#227;o <i>(e.g.,</i> Cacioppo &#38; Gardner, 1999; Russel, 1983) sustenta esta previs&#227;o. No entanto, este efeito dever&#225; ser moderado pela intensidade das express&#245;es emocionais e pela pr&#243;pria dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos, em fun&#231;&#227;o de diferentes mecanismos. Por um lado, sabemos que os eventos negativos, neste caso as faces de raiva, captam mais a aten&#231;&#227;o (e.g., Fox <i>et al.,</i> 2000; Ohman, Lundqvist, &#38; Esteves, 2001), e os indiv&#237;duos apresentam maiores lat&#234;ncias a desfocar a aten&#231;&#227;o dessas express&#245;es (e.g., Bonifacci, Ricciardelli, Lugli, &#38; Pellicano, 2008; Fox, Russo, &#38; Dutton, 2002;), e por isso competem com os recursos atencionais dedicados &#224; percep&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o temporal. Por outro lado, o n&#237;vel de activa&#231;&#227;o induzido na percep&#231;&#227;o das faces emocionais tem caracter&#237;sticas din&#226;micas, isto &#233;, varia ao longo do tempo, aumentando numa primeira fase (em que o estimulo &#233; apresentado) e decrescendo posteriormente, (e.g., Fridja, Ortony, Sonnemans, &#38; Clore, 1992). Evid&#234;ncias sobre a varia&#231;&#227;o da activa&#231;&#227;o fisiol&#243;gica em fun&#231;&#227;o da dura&#231;&#227;o do est&#237;mulo (e.g., Winkielman &#38; Cacioppo, 2001; Almeida, van Asselen, &#38; Castelo-Branco, 2010) corroboram tamb&#233;m esta observa&#231;&#227;o. Ora, as an&#225;lises psico-f&#237;sicas com base nos modelos de rel&#243;gio interno t&#234;m sugerido que a activa&#231;&#227;o parece ter um efeito multiplicativo, acelerando cada vez mais o rel&#243;gio &#224; medida que o tempo passa<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>, enquanto a aten&#231;&#227;o parece ter um efeito temporal aditivo, isto &#233;, o efeito &#233; uma constante independente da verdadeira dura&#231;&#227;o do est&#237;mulo (ver Burle &#38; Casini, 2001; Droit-Volet &#38; Wearden, 2002). Neste sentido, quando estamos na presen&#231;a de efeitos concorrentes da activa&#231;&#227;o e da aten&#231;&#227;o, &#233; de esperar que os efeitos atencionais se manifestem em dura&#231;&#245;es mais breves. Ou seja, a perda de unidades temporais devido ao foco de aten&#231;&#227;o no est&#237;mulo sobrepor-se-&#225; ao efeito de acelera&#231;&#227;o do rel&#243;gio interno (mais unidades de tempo) promovido pela activa&#231;&#227;o. Em dura&#231;&#245;es mais longas o efeito da activa&#231;&#227;o deve, ent&#227;o, sobrepor-se ao da aten&#231;&#227;o, conduzindo a estimativas de dura&#231;&#227;o mais longas. Tal dever&#225; passar-se apenas na condi&#231;&#227;o de baixa intensidade, porque na de elevada intensidade, espera-se que mesmo em dura&#231;&#245;es mais curtas o efeito de activa&#231;&#227;o se sobreponha ao da aten&#231;&#227;o. Em suma, esperamos que o efeito da val&#234;ncia s&#243; se verifique na condi&#231;&#227;o de menor intensidade, e em dura&#231;&#245;es mais curtas (i.e., inferiores &#224; m&#233;dia da s&#233;rie temporal utilizada: 1000 ms). Prevemos portanto uma interac&#231;&#227;o tripla: val&#234;ncia x activa&#231;&#227;o x dura&#231;&#227;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo cingimo-nos a dura&#231;&#245;es inferiores a 2 segundos (neste caso de 400 a 1600 ms), n&#227;o s&#243; para prevenir poss&#237;veis estrat&#233;gias de contagem (ver Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004), mas tamb&#233;m de modo a captar apenas, e de forma clara, o efeito ascendente da activa&#231;&#227;o (prevenindo o potencial decr&#233;scimo em dura&#231;&#245;es mais longas, ver; Fridja <i>et al.,</i> 1992). &#201; de referir ainda que a partir de 2-3s existem evid&#234;ncias de interfer&#234;ncias descont&#237;nuas na percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o, provavelmente associadas a processos mn&#233;sicos <i>(e.g.,</i> Fortin &#38; Couture, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b></a>M&#233;todo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram voluntariamente neste estudo um total de 108 estudantes com idades compreendidas entre os 16 e os 39 anos (M = 21.39, <i>D.P.</i> = 4.90), na sua maioria do g&#233;nero feminino (72.2%). Os participantes foram distribu&#237;dos pelas condi&#231;&#245;es experimentais definidas pelo delineamento experimental, de forma aleat&#243;ria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Delineamento experimental</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&#237;sticas e manipula&#231;&#245;es dos est&#237;mulos definiram o plano factorial misto: 2 (val&#234;ncia de express&#227;o facial do est&#237;mulo: positiva, negativa) x 2 (activa&#231;&#227;o da express&#227;o facial: baixa, elevada) x 2 (dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos: curta, 400, 600, 800 e 1000, e longa, 1000, 1200, 1400 e 1600), com apresenta&#231;&#227;o de uma condi&#231;&#227;o de controlo (express&#227;o facial neutra). Os factores val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o foram manipulados inter-sujeitos (4 grupos), sendo a dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos manipulada intra-sujeitos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Material</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram seleccionadas 35 faces do conjunto <i>MacBrain Face Stimulus Set</i> (Tottenham Borscheid, Ellertsen, Marcus, &#38; Nelson, 2002)<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a></sup>. Consistiram em quatro conjuntos de sete faces cada, correspondendo a (a) positivo de baixo activa&#231;&#227;o (faces de alegria, express&#227;o pouco intensa), (b) positivo de elevada activa&#231;&#227;o (faces de alegria, express&#227;o muito intensa), (c) negativo de baixa activa&#231;&#227;o (faces de raiva, express&#227;o pouco intensa), (d) negativo de elevada activa&#231;&#227;o (faces de raiva, express&#227;o muito intensa), assim como um conjunto de sete faces com express&#227;o neutra.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A manipula&#231;&#227;o experimental foi realizada em laborat&#243;rio e as tarefas executadas em computadores HP Vectra VL420DT (monitores a 100 Hz). Os est&#237;mulos foram apresentados e as respostas registadas atrav&#233;s do programa de gera&#231;&#227;o de experi&#234;ncias <i>E-Prime 1.1</i> (Psychology Software Tools, Sharpsburg, PA, EUA), com uma precis&#227;o de &#177;1.0 ms.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os participantes realizaram uma tarefa de bissec&#231;&#227;o temporal com uma s&#233;rie de dura&#231;&#245;es extremas de 400 e 1600, num r&#225;cio 1:4 <i>(e.g.,</i> Allan &#38; Gibbon, 1991; Wearden, 1991), que consiste numa fase de treino e numa fase de teste. Durante a fase de treino inicial foram apresentados aos participantes est&#237;mulos neutros (quadrados pretos), 5 vezes alternadamente para as dura&#231;&#245;es <i>standard</i> de refer&#234;ncia designadas como curta (400 ms) e longa (1600 ms). Em cada uma das apresenta&#231;&#245;es foram dadas instru&#231;&#245;es para que os participantes indicassem a dura&#231;&#227;o do est&#237;mulo pressionando no teclado do computador as teclas amarela (&#8216;S&#8217;) ou branca (&#8216;L&#8217;) correspondentes (ou vice-versa, contrabalanceamento da lateralidade inter-sujeitos). Ainda na fase de treino os participantes realizaram seguidamente 8 ensaios com o mesmo est&#237;mulo, com as dura&#231;&#245;es curta ou longa a sucederem com 50% de probabilidade. Nesta fase foi dado aos participantes um <i>feedback</i> da resposta depois de cada ensaio. Seguidamente os participantes executaram a fase de teste, em que foram mostradas as faces e solicitado que indicassem atrav&#233;s do teclado se aquele est&#237;mulo fora apresentado durante um tempo pr&#243;ximo ao dos est&#237;mulos curtos ou longos aprendidos na fase de treino. Al&#233;m das dura&#231;&#245;es <i>standard</i> (400 e 1600 ms) os est&#237;mulos foram apresentados com 5 dura&#231;&#245;es interm&#233;dias (600, 800, 1000, 1200 e 1400 ms).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os ensaios experimentais foram realizados em 7 blocos compostos por 14 est&#237;mulos cada, perfazendo um total de 98 ensaios por participante. Em cada bloco, cada tipo de est&#237;mulo (i.e., emocional e neutro) foi apresentado 7 vezes por cada dura&#231;&#227;o referida, em sequ&#234;ncia aleat&#243;ria. As 7 imagens de cada tipo de est&#237;mulo foram contrabalan&#231;adas entre os blocos, de modo a que cada imagem fosse apresentada uma vez para cada dura&#231;&#227;o. O tempo entre ensaios variou aleatoriamente entre 1000 e 2000 ms para evitar automatiza&#231;&#227;o da resposta.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">10F_AN_C, 10F_AN_O, 10F_HA_C, 10F_HA_X, 10F_NE_C, 21M_AN_C,</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">21M_AN_O, 21M_HA_C, 21M_HA_X, 21M_NE_C, 23M_AN_C, 23M_AN_O,</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">23M_HA_C, 23M_HA_X, 23M_NE_C, 24M_AN_C, 24M_AN_O, 24M_HA_C,</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">24M_HA_X, 24M_NE_C, 26M_AN_C, 26M_AN_O, 26M_HA_C, 26M_HA_X,</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">26M_NE_C.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram escolhidas 15 faces femininas (3 actores) e 20 faces masculinas (4 actores), de homens e mulheres adultos e caucasianos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>C&#225;lculo dos &#237;ndices de percep&#231;&#227;o temporal.</i> Para a an&#225;lise dos enviesamentos temporais procedeu-se a v&#225;rias transforma&#231;&#245;es da fun&#231;&#227;o psicof&#237;-sica, resultante das estimativas temporais na tarefa de bissec&#231;&#227;o. Esta fun&#231;&#227;o sigmoidal constitui a varia&#231;&#227;o da propor&#231;&#227;o de respostas longas para cada uma das dura&#231;&#245;es dos est&#237;mulos (ver <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a04f1.jpg">Figura 1</a>). Os enviesamentos traduzem-se em desvios para a esquerda (i.e., sobrestimativas) ou para a direita (i.e., subestimativas) das fun&#231;&#245;es associadas &#224;s manipula&#231;&#245;es (i.e., activa&#231;&#227;o e val&#234;ncia dos est&#237;mulos) relativamente &#224; fun&#231;&#227;o psicof&#237;sica de refer&#234;ncia (i.e., faces neutras) (e.g., Allan &#38; Gibbon, 1991; Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004; Wear-den, 1991).</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Utiliz&#225;mos dois indicadores de enviesamentos associados &#224; fun&#231;&#227;o psicof&#237;sica: os seus integrais e os seus pontos de bissec&#231;&#227;o. Os integrais da fun&#231;&#227;o psicof&#237;sica em termos matem&#225;ticos representam as &#225;reas abaixo das curvas. Calcul&#225;mos as diferen&#231;as dos integrais associados a cada uma das express&#245;es faciais relativamente &#224; das faces neutras de refer&#234;ncia. Assim, diferen&#231;as positivas representam sobre-estimativas temporais, ou seja desvios &#224; esquerda da fun&#231;&#227;o psicof&#237;sica, enquanto diferen&#231;as negativas representam sub-estimativas temporais (ver <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a04f2.jpg">Figura 2</a>). A outra medida de enviesamento dos julgamentos de dura&#231;&#227;o, associados a est&#237;mulos de diferente natureza emocional, &#233; representada pelo <i>&#8216;cut poinf</i> (dos pontos de bissec&#231;&#227;o) decisional da distribui&#231;&#227;o das respostas aos est&#237;mulos emocionais e neutros. O ponto de bissec&#231;&#227;o traduz o ponto acima do qual o individuo decide dar uma resposta longa, e abaixo do qual decide dar uma resposta curta. Estes pontos foram calculados a partir dos par&#226;metros <i>declive</i> e <i>intercep&#231;&#227;o &#224;s ordenadas</i> e obtidos nas regress&#245;es lineares da zona de maior declive das fun&#231;&#245;es psicof&#237;sicas individuais (entre 600 e 1400ms da s&#233;rie temporal). Quanto menor o ponto bissec&#231;&#227;o, maior a estimativa temporal (e.g., Allan, 2002; Church, &#38; Deluty, 1977; Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004). Assim, as diferen&#231;as negativas relativamente &#224; refer&#234;ncia representam sobre-estimativas temporais, enquanto as diferen&#231;as positivas representam sub-estimativas temporais.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><font><i>Efeitos da emo&#231;&#227;o (express&#227;o facial) na percep&#231;&#227;o de tempo.</i> Com vista a verificar o impacto geral das emo&#231;&#245;es na percep&#231;&#227;o temporal, foi realizada uma an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA) aos integrais das fun&#231;&#245;es psicof&#237;sicas, com dois factores intra-participantes: emo&#231;&#227;o (est&#237;mulos emocionais vs neutros)<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a> e dura&#231;&#227;o (curta, &#60; 1000 ms, vs longa, &#62; 1000 ms)<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>. Esta an&#225;lise revelou apenas a presen&#231;a do efeito esperado das emo&#231;&#245;es, F(1, 107)=13.770, &#094;&#62;&#60;.001, n=.114, a indicar uma sobre-estimativa temporal das faces emocionais <i>(M</i> = .707, <i>D.P.</i> = .123), relativamente &#224;s faces neutras (M = .681, <i>D.P.</i> = 135). A aus&#234;ncia da interac&#231;&#227;o entre emo&#231;&#227;o e dura&#231;&#227;o, F(1, 107)=1.517, p=.221, n=.014, indica que a sobre-estimativa temporal ocorreu uniformemente em toda a s&#233;rie temporal (para dura&#231;&#245;es mais curtas e mais longas). Foi realizada uma ANOVA adicional com o mesmo plano factorial aos pontos de bissec&#231;&#227;o (p.b.) das curvas psicof&#237;sicas. Esta revelou, tal como para os integrais da fun&#231;&#227;o psicof&#237;sica, apenas a presen&#231;a do efeito geral das emo&#231;&#245;es, F(1, 106)=10.706, p&#60;.001, n=.091 (p.b. dos est&#237;mulos emocionais: <i>M</i> = 892, <i>D.P.</i> = 134; p.b. dos est&#237;mulos neutros: <i>M</i> = 917, <i>D.P.</i> = 156).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Efeitos das dimens&#245;es emocionais (val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o) na percep&#231;&#227;o de tempo.</i> De modo a explorarmos os padr&#245;es de resposta dos indiv&#237;duos, realiz&#225;mos uma ANOVA mista aos diferenciais dos integrais das fun&#231;&#245;es psicof&#237;sicas das faces emocionais, relativamente &#224;s faces neutras, tendo como factores <i>inter-participantes</i> a val&#234;ncia e a activa&#231;&#227;o e como factores intra-participantes a dura&#231;&#227;o. Os resultados sugerem que apenas a val&#234;ncia tem um efeito principal na percep&#231;&#227;o temporal F(1, 104)=3.944, p&#60;.05 &#951;=.037 (est&#237;mulos positivos: <i>M</i> = 14.03, <i>D.P.</i> = 71.32; est&#237;mulos negativos: <i>M</i> = 40.11, <i>D.P.</i> = 76.07). No entanto, tal como esperado, este efeito &#233; moderado pela activa&#231;&#227;o F(1,104)=11.58, p&#60;.001, &#951;=.100 (ver <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a04f2.jpg">Figura 2</a>). A an&#225;lise de contrastes <i>post hoc</i> revelou que, na condi&#231;&#227;o de baixa activa&#231;&#227;o os est&#237;mulos negativos (Mneg- = 61.54, <i>D.P</i> = 71.49) foram sobre-estimados relativamente aos positivos (Mpos- = -11.64, <i>D.P.</i> = 79.35), t(104) = 3.778, p&#60;.001, enquanto na condi&#231;&#227;o de elevada activa&#231;&#227;o n&#227;o existem diferen&#231;as entre os est&#237;mulos negativos (Mneg+ = 18.68, <i>D.P.</i> = 75.78) comparativamente aos positivos (Mpos+ = 37.93, <i>D.P.</i> = 54.03), t(104) = 1.011, p=.314).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">Relevante para a compreens&#227;o deste efeito interactivo &#233; o facto de este ser moderado pela dura&#231;&#227;o. A interac&#231;&#227;o tripartida de dura&#231;&#227;o x val&#234;ncia x activa&#231;&#227;o, F(1, 104)=3.423, p=.067, sugere que, apesar dos padr&#245;es de impacto das dimens&#245;es emocionais (val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o) na percep&#231;&#227;o de tempo serem aparentemente semelhantes nas estimativas para as dura&#231;&#245;es curtas (&#60;1000 ms) e longas (&#62;1000 ms), (ver <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a04f3.jpg">Figura 3</a>) onde a interac&#231;&#227;o apenas atinge signific&#226;ncia estat&#237;stica para as dura&#231;&#245;es curtas (7(104) = 3.961, p=.0001), a an&#225;lise de contrastes <i>post hoc</i> revelou que, na condi&#231;&#227;o de baixa activa&#231;&#227;o, os est&#237;mulos negativos (Mneg- = 37.91, <i>D.P.</i> = 43.88) foram sobre-estimados relativamente aos positivos (Mpos- = -19.58, <i>D.P.</i> = 54.92), t(104) = 4.600, p=.00001, enquanto na condi&#231;&#227;o de elevada activa&#231;&#227;o n&#227;o existiram diferen&#231;as entre os est&#237;mulos negativos (Mneg+ = 3.86, <i>D.P.</i> = 49.41) e os positivos (Mpos+ = 15.76, <i>D.P.</i> = 31.33), *(104) = .970, p=.334). Esta observa&#231;&#227;o aponta para uma maior contribui&#231;&#227;o do padr&#227;o diferencial, para os efeitos gerais, das dura&#231;&#245;es mais curtas da s&#233;rie temporal.</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">Estes dados s&#227;o corroborados pela ANOVA, utilizando os pontos de bissec&#231;&#227;o. Esta an&#225;lise detectou igualmente um efeito geral (embora marginal) da val&#234;ncia, A(1,104)=3.875, p=.051, n=.036 (est&#237;mulos positivos: <i>M</i> = -9.33, <i>D.P.</i> = 90.16; est&#237;mulos negativos: <i>M</i> = -41.70, <i>D.P.</i> = 102.27), mas n&#227;o da activa&#231;&#227;o. A interac&#231;&#227;o entre val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o foi significativa, A(1,104)=20.488, p&#60;.0001, n=.165. A an&#225;lise de contrastes <i>post hoc</i> revelou que, em baixa activa&#231;&#227;o, os est&#237;mulos negativos (Mneg- = -83.10, <i>D.P.</i> = 91.42) foram sobre-estimados relativamente aos positivos (Mpos- = 27.93, <i>D.P.</i> = 102.63), t(104) = 3.032, p&#60;.001, enquanto em elevada activa&#231;&#227;o os est&#237;mulos negativos (Mneg+ = -.30, <i>D.P.</i> = 97.04) foram sub-estimados, comparativamente aos positivos (Mpos+ = -44.03, <i>D.P.</i> = 59.99), t(104) = 3.364, p=.001.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Discuss&#227;o</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os dados obtidos neste estudo, tal como esperado, sugerem que as faces emocionais, em compara&#231;&#227;o com as faces neutras, foram percebidas como tendo dura&#231;&#245;es mais longas. Isto foi demonstrado de v&#225;rias formas. Por um lado, as faces emocionais aumentaram os integrais das fun&#231;&#245;es psi-cof&#237;sicas, e por outro, diminu&#237;ram os pontos de bissec&#231;&#227;o, indicando um enviesamento para dar respostas longas. Estes dados est&#227;o em conson&#226;ncia com os diversos estudos que observaram o mesmo efeito de sobre-estimativa temporal das faces emocionais (ver Droit-Volet <i>et al.</i> 2004; Effron <i>et al., </i>2006; Fernandes <i>et al.,</i> 2006; Fernandes &#38; Garcia-Marques 2008b; Gil <i>et al., </i>2007, Mondillon <i>et al.,</i> 2007; Thayer &#38; Schiff; 1975; Tipples, 2008). Esta tend&#234;ncia geral para sobre-estimar a dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos emocionais parece reflectir mais um efeito de activa&#231;&#227;o, mais elevado nos est&#237;mulos neutros, do que um efeito atencional. De acordo com os modelos descritos, um aumento de activa&#231;&#227;o actua no rel&#243;gio interno promovendo uma acelera&#231;&#227;o do <i>&#8216;pacemaker&#39;,</i> emitindo consequentemente mais pulsos por unidade de tempo, conduzindo, por sua vez, a uma sobre-estimativa temporal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Adicionalmente, os est&#237;mulos negativos foram julgados como tendo dura&#231;&#245;es mais longas do que os est&#237;mulos positivos. Tal impacto da val&#234;ncia sugere a possibilidade de as faces negativas (raiva) acelerarem o rel&#243;gio interno mais do que as faces positivas (alegria), o que &#233; habitualmente atribu&#237;do apenas &#224; activa&#231;&#227;o. De facto existem evid&#234;ncias que as emo&#231;&#245;es negativas produzem respostas neurais, fisiol&#243;gicas, cognitivas e comportamentais mais pronunciadas do que as produzidas pelos afectos neutros ou positivos <i>(e.g.,</i> Cacioppo &#38; Gardner, 1999; Ito, Larsen, Smith, &#38; Cacioppo, 1998; Larsen, Norris, &#38; Cacioppo, 2003). Particularmente, este vi&#233;s da negatividade tem sido observado ao n&#237;vel da excitabilidade (i.e., activa&#231;&#227;o). Embora a raiva e a alegria sejam ambas consideradas emo&#231;&#245;es tendencialmente com elevada activa&#231;&#227;o, alguns estudos sugerem n&#237;veis de activa&#231;&#227;o ligeiramente superiores para a raiva (e.g., Russell, 1983). Tal facto poderia sugerir que o efeito de val&#234;ncia observado traduziria apenas um impacto da activa&#231;&#227;o, uma vez que as faces de maior activa&#231;&#227;o (raiva) foram sobre-estimadas em rela&#231;&#227;o &#224;s de menor activa&#231;&#227;o (alegria). Estes dados s&#227;o consistentes com estudos anteriores (Effron <i>et al.,</i> 2006; Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004; Thayer &#38; Schiff, 1975; Tipples, 2008), que mostraram igualmente estimativas temporais maiores para as faces de raiva do que para as de alegria. Contudo, e incongruentemente com esta interpreta&#231;&#227;o, os nossos dados n&#227;o revelaram um efeito de sobre-estimativa da intensidade das express&#245;es faciais. Observa-se, no entanto, uma modera&#231;&#227;o dos efeitos da val&#234;ncia pelo n&#237;vel de activa&#231;&#227;o associado aos est&#237;mulos. Quando a activa&#231;&#227;o foi baixa, as diferen&#231;as de val&#234;ncia foram na direc&#231;&#227;o de sub-estimativa de est&#237;mulos positivos relativamente aos negativos, e quando a activa&#231;&#227;o foi elevada, verific&#225;mos uma sub-estimativa dos est&#237;mulos negativos. Apesar de esta interac&#231;&#227;o ser inversa &#224;s previs&#245;es, sugere uma interfer&#234;ncia de processos <i>atencionais</i> concorrentes com os efeitos da activa&#231;&#227;o na acelera&#231;&#227;o do rel&#243;gio interno. &#201;, portanto, indicativo de que estas duas vari&#225;veis associadas ao processamento dos est&#237;mulos emocionais n&#227;o s&#227;o independentes (nos efeitos que produzem nas estimativas temporais desses est&#237;mulos). Esperar-se-ia que as faces positivas fossem sobre-estimadas em rela&#231;&#227;o &#224;s negativas na condi&#231;&#227;o de baixa intensidade, ou seja, que os efeitos de desvio da aten&#231;&#227;o promovidos pelas faces negativas (e.g., Fox, <i>et al.,</i> 2000; Ohman <i>et al.,</i> 2000; Bonifacci <i>et al.,</i> 2008) se sobrepusessem aos da activa&#231;&#227;o apenas quando esta fosse menos elevada. Este resultado pode ser sustentado de v&#225;rias formas. Primeiro, estudos revelam que, quando os est&#237;mulos amea&#231;adores (e.g., express&#227;o de raiva) s&#227;o irrelevantes para a tarefa (neste caso, de estima&#231;&#227;o temporal), podem tornar-se distractores, resultando em efeitos de interfer&#234;ncia, sendo que estes efeitos resultam em fun&#231;&#227;o da distintividade (relev&#226;ncia), competindo pela aten&#231;&#227;o selectiva implicada (Compton, 2003). Ora, a apreens&#227;o da relev&#226;ncia do est&#237;mulo (&#8220;amea&#231;ador&#8221;) &#233; maior quando a express&#227;o de raiva &#233; mais intensa. Segundo, e neste sentido, o facto da interac&#231;&#227;o entre val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o s&#243; ser significativa para dura&#231;&#245;es inferiores a 1000 ms (as dura&#231;&#245;es mais curtas da s&#233;rie temporal), permite-nos inferir uma maior competi&#231;&#227;o entre os efeitos atencionais e os de activa&#231;&#227;o, comparativamente a dura&#231;&#245;es mais longas (e.g., Burle &#38; Casini 2001; Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004; Fortin &#38; Couture, 2002). Ou seja, os efeitos de desvio da aten&#231;&#227;o promovidos pelas faces de raiva s&#243; se sobrep&#245;em aos da activa&#231;&#227;o quando a intensidade da express&#227;o &#233; maior e quando a dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos &#233; mais curta.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Comparativamente aos estudos de Angrilli e colaboradores (1997) e de Noulhiane e colaboradores (2007), que testaram igualmente a interac&#231;&#227;o entre val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o, o padr&#227;o de dados observado &#233; totalmente distinto de ambos os estudos, e de estes entre si. Contudo, na origem destas aparentes incongru&#234;ncias podem estar diferen&#231;as nas manipula&#231;&#245;es. Em primeiro lugar, porque utilizam modalidades sensoriais distintas. Um conjunto de estudos tem mostrado que os est&#237;mulos sonoros s&#227;o julgados como tendo dura&#231;&#245;es mais longas do que os est&#237;mulos visuais <i>(e.g.,</i> Droit-Volet, Meck, &#38; Penney, 2007; Penney, Gibbon, &#38; Meck, 2000; Wearden, Edwards, Fakhri, &#38; Percival, 1998). Wearden <i>et al.</i> (1998) sugerem a exist&#234;ncia de uma menor variabilidade no efeito da aten&#231;&#227;o<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a> e uma maior acelera&#231;&#227;o do rel&#243;gio interno para os est&#237;mulos sonoros. Em segundo lugar, as propriedades sensoriais dos est&#237;mulos sonoros permitem a extrac&#231;&#227;o de diferentes pistas temporais relativamente aos est&#237;mulos visuais (ver van Wassenhove, <i>et al., </i>2008): os primeiros s&#227;o din&#226;micos, variando ao longo do tempo, enquanto os segundos s&#227;o est&#225;ticos. Por exemplo, um est&#237;mulo sonoro de um acidente autom&#243;vel (tipo de est&#237;mulos utilizado por Noulhiane <i>et al</i>., 2007) ter&#225; o seu culminar no final do est&#237;mulo, promovendo um pico de activa&#231;&#227;o apenas no final desse evento. No nosso caso, ao utilizarmos faces, diminu&#237;mos a variabilidade, quer da frequ&#234;ncia espacial, quer da complexidade dos est&#237;mulos, que se sabe interferirem na percep&#231;&#227;o de tempo (e.g., Block, 1992; Fortin, Rousseau, Bourque, &#38; Kirouac, 1993; Penton-voak <i>et al.,</i> 1996). Em terceiro lugar, o protocolo utilizado nos estudos de Angrilli e colaboradores (1997) e de Noulhiane e colaboradores (2007) acrescenta ru&#237;do na pr&#243;pria estimativa de tempo uma vez que, em cada ensaio, &#233; pedido aos participantes que avaliem a intensidade e a val&#234;ncia do est&#237;mulo. Ou seja, introduzem uma tarefa concorrente que, como &#233; sabido, reduz os recursos atencionais para processar a informa&#231;&#227;o temporal (e.g., Brown, 1997; Zakay &#38; Yehoshua, 1989). De facto Angrilli <i>et al.</i> (1997) obtiveram, em termos gerais, sub-estimativas da dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos. Em quarto lugar, outro aspecto a ter em conta &#233; a janela temporal utilizada, superior a 2 s no caso de Angrilli <i>et al.</i> (1997) e de Noulhiane <i>et al.</i> (2007) e inferior a 2 s no presente estudo, o que pode ter implica&#231;&#245;es importantes, dada a pr&#243;pria din&#226;mica da percep&#231;&#227;o dos est&#237;mulos emocionais. Em quinto lugar, a tarefa de bissec&#231;&#227;o utilizada no presente estudo, ao utilizar uma s&#233;rie com v&#225;rios pontos temporais (neste caso sete: 400, 600, 800, 1000, 1200, 1400, 1600 ms), permite diminuir a variabilidade associada a estimativas referentes apenas a pontos absolutos (i.e., dura&#231;&#245;es espec&#237;ficas: por exemplo, 2, 4 ou 6 s), utilizadas nos estudos de Angrilli <i>et al.</i> (1997) e de Noulhiane <i>et al.</i> (2007); refira-se que os efeitos referidos por estes dois estudos s&#227;o moderados pela dura&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em termos gerais, os dados do presente estudo revelam que a percep&#231;&#227;o temporal de est&#237;mulos emocionais &#233; sens&#237;vel aos v&#225;rios componentes emocionais desses est&#237;mulos. Deste modo, &#233; relevante em estudos futuros testar a rela&#231;&#227;o entre o impacto afectivo que estes est&#237;mulos t&#234;m efectivamente no indiv&#237;duo, na percep&#231;&#227;o da dura&#231;&#227;o desses est&#237;mulos (controlando os n&#237;veis de activa&#231;&#227;o e os recursos atencionais dispendidos). Sugere tamb&#233;m que &#233; sens&#237;vel &#224; din&#226;mica temporal das emo&#231;&#245;es, uma vez que os efeitos variam em fun&#231;&#227;o da pr&#243;pria dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos - aspecto particular ainda pouco explorado no amplo campo de investiga&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es. Tendo em conta os resultados discrepantes em rela&#231;&#227;o a estudos anteriores, que manipulam ortogonalmente a val&#234;ncia e a activa&#231;&#227;o, &#233; aconselh&#225;vel que em futuros estudos se atenda aos v&#225;rios aspectos referidos que potencialmente interferem na pr&#243;pria estima&#231;&#227;o temporal.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Certas limita&#231;&#245;es deste estudo necessitam ser sublinhadas. Primeiro, a generaliza&#231;&#227;o dos efeitos da val&#234;ncia aqui referidos torna-se restrita, se optarmos por uma abordagem categorial das emo&#231;&#245;es e suas fun&#231;&#245;es adaptativas. Por exemplo, enquanto a raiva em termos motivacionais promove a prepara&#231;&#227;o para a ac&#231;&#227;o, aumentando os n&#237;veis de activa&#231;&#227;o (Izard &#38; Ackerman, 2000), a vergonha ou a culpa, que tamb&#233;m podem estar associadas a n&#237;veis de elevada activa&#231;&#227;o, s&#227;o emo&#231;&#245;es morais e sociais que captam a aten&#231;&#227;o atrav&#233;s da auto-consci&#234;ncia reflexiva (Lewis, 1993): esperar-se-ia que a raiva levasse a uma sobre-estimativa, enquanto a vergonha e a culpa levassem a uma sub-estimativa temporal. Por outro lado, as v&#225;rias emo&#231;&#245;es podem suscitar n&#237;veis variados de activa&#231;&#227;o, num crescendo tristeza &#60; medo &#60; raiva <i>(e.g.,</i> Russell, 1983), mesmo sendo emo&#231;&#245;es da mesma val&#234;ncia, conduzindo a estimativas temporais crescentes (ver Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em segundo lugar, apesar de existir concord&#226;ncia com os resultados de estudos que manipulam alegria e raiva (Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004; Effron <i>et al.,</i> 2006, Thayer &#38; Schiff, 1975; Tipples, 2008), ao contr&#225;rio das nossas observa&#231;&#245;es, alguns estudos verificaram sobre-estimativas temporais dos est&#237;mulos positivos comparativamente &#224; dos est&#237;mulos negativos (Edmonds, 1981; Hawkings <i>et al.,</i> 1988; Xuan &#38; Xiaolin, 2007). Quer num sentido, quer noutro, de um ponto de vista estrito, estes estudos n&#227;o podem ser com-parados, uma vez que n&#227;o sabemos qual o n&#237;vel de activa&#231;&#227;o associado aos est&#237;mulos utilizados em cada uma das manipula&#231;&#245;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em terceiro lugar, a reactividade individual aos est&#237;mulos emocionais pode variar, aspecto que n&#227;o foi controlado, e &#233; relevante, uma vez que as manipula&#231;&#245;es foram feitas inter-participantes. Existem evid&#234;ncias na literatura acerca da variabilidade inter-individual das emo&#231;&#245;es na percep&#231;&#227;o do tempo (Tipples, 2007). Outro aspecto particular a ter em conta &#233; a reactividade &#224;s express&#245;es de raiva, que pode variar do evitamento (resposta aversiva) &#224; agress&#227;o (resposta aproximativa) (ver Compton, 2003), principalmente em indiv&#237;duos com maior ansiedade, ou em condi&#231;&#245;es que promovam a ansiedade (Fox, Russo,&#38; Dutton, 2002; Schutter, de Haan, &#38; van Honk, 2004): no caso de uma resposta aversiva, ao deslocar a aten&#231;&#227;o do est&#237;mulo o indiv&#237;duo poder&#225; n&#227;o atender igualmente &#224; informa&#231;&#227;o temporal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em quarto lugar, poder-se-&#225; estar perante outros mecanismos de estimativa temporal para al&#233;m dos implicados directamente na informa&#231;&#227;o temporal, partindo do axioma genericamente aceite de que a informa&#231;&#227;o temporal implica a exist&#234;ncia de um rel&#243;gio interno <i>(e.g.,</i> Block, 1990; Gibbon &#38; Church, 1984; Gibbon, Church, &#38; Meck, 1984; Treisman, 1963). Existem evid&#234;ncias na literatura referindo que, a par destes mecanismos, podem co-ocorrer outros processos, por exemplo, associados &#224; flu&#234;ncia de processamento (e.g., Witherspoon &#38; Allan 1985). Os est&#237;mulos processados mais fluentemente s&#227;o sobre-estimados relativamente aos menos fluentes (e.g., palavras vs n&#227;o-palavras, Reber, Zimmermann &#38; Wurtz, 2004). Se assumirmos que as express&#245;es faciais mais intensas s&#227;o mais distintas das menos intensas, poder&#227;o ser processadas mais fluentemente, e por uma falsa atribui&#231;&#227;o &#224; dura&#231;&#227;o (e.g., Whittlesea, 1993), serem sobre-estimadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em quinto lugar, o facto de as manipula&#231;&#245;es das condi&#231;&#245;es emocionais serem realizadas inter-participantes n&#227;o nos permite controlar, para efeitos de contraste ou de assimila&#231;&#227;o relativamente ao contexto, neste caso as express&#245;es faciais neutras (e.g., Cupchik &#38; Poulos, 1984; Schwarz &#38; Bless, 1992). A dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos &#233; determinada igualmente pela compara&#231;&#227;o entre tipos diferentes de est&#237;mulos: a quest&#227;o que se coloca &#233; se determinadas emo&#231;&#245;es ou diferentes n&#237;veis de activa&#231;&#227;o promovem sempre efeitos de contraste (no sentido da sobre-estimativa relativamente aos est&#237;mulos neutros) ou, por vezes, efeitos de assimila&#231;&#227;o (i.e., sub-estimativa).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em sexto lugar, as interpreta&#231;&#245;es aqui descritas ficam confinadas &#224; janela temporal estudada. Como referido anteriormente, a din&#226;mica temporal das emo&#231;&#245;es, por implicar varia&#231;&#245;es atencionais e nos n&#237;veis de activa&#231;&#227;o ao longo do tempo, requer novos estudos que confirmem inequivocamente a co-ocorr&#234;ncia din&#226;mica destes componentes emocionais com os enviesamentos temporais, no sentido das previs&#245;es dos modelos baseados num rel&#243;gio interno. Para tal, &#233; necess&#225;rio igualmente estudar o processo em diferentes janelas temporais, ou com diferentes lat&#234;ncias de resposta (por exemplo).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, aparentemente estes resultados reflectem a possibilidade de que a percep&#231;&#227;o de dura&#231;&#227;o de est&#237;mulos emocionais (neste caso de express&#245;es faciais) seja sens&#237;vel aos v&#225;rios componentes emocionais envolvidos no processamento desses mesmos est&#237;mulos (val&#234;ncia e activa&#231;&#227;o). Embora estes dados permitam enunciar a hip&#243;tese de que factores concorrenciais, atencionais e de activa&#231;&#227;o, induzidos no indiv&#237;duo, estejam implicados na interfer&#234;ncia nos mecanismos de processamento temporal, s&#227;o at&#233; ao momento inconclusivos e apelam a que um maior n&#250;mero de investiga&#231;&#245;es sobre o tema seja realizado.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Allan, L. G. (2002). The location and interpretation of the bisection point. <i>The Quarterly Journal of Experimental Psychology, 55B,</i> 43-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468411&pid=S0874-2049201000020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Allan, L., &#38; Gibbon, J. (1991). Human bisection at the geometric mean. <i>Learning and Motivation, 22,</i> 39-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468413&pid=S0874-2049201000020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, I., van Asselen, M., &#38; Castelo-Branco, M. (2010). Separable effects of stimulus duration and awareness on skin conductance responses to emotional facial expressions.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468415&pid=S0874-2049201000020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <i>Livro de Resumos</i> do <i>5&#176; Encontro Nacional de Investiga&#231;&#227;o da Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Psicologia, Braga, Portugal, 26 e 27 de Mar&#231;o de 2010.</i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Angrilli, A., Cherubini, P., Pavese, A., &#38; Manfredini, S. (1997). The influence of affective factors on time perception. <i>Perception &#38; Psychophysics, 59,</i>972-982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468417&pid=S0874-2049201000020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Atkinson, A. P., &#38; Adolphs, R. (2005). Visual emotion perception: Mechanisms and processes. In L. F. Barrett, P. M. Niedenthal, &#38; P. Winkielman (Eds.), <i>Emotion and consciousness</i> (pp. 150-182). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468419&pid=S0874-2049201000020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Block, R. A. (1990). Models of psychological time. In R. A. Block (Ed.), <i>Cognitive models of psychological time</i> (pp. 1-35). Hillsdale, NJ: Erlbaum.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Block, R. A., &#38; Zakay, D. (1997). Prospective and retrospective duration judgments: A meta-analytic review. <i>Psychonomic Bulletin &#38; Review, 4,</i>184-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468422&pid=S0874-2049201000020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Block, R. A. (1992). Prospective and retrospective duration judgment: The role of information processing and memory. In F. Macar, V. Pouthas, &#38; W. I. Friedman (Eds.), <i>Time, action and cognition: Towards bridging the gap</i>(pp. 141-152), Dordrecht: Kluwer Acad.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468424&pid=S0874-2049201000020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bonifacci, P., Ricciardelli, P., Lugli, L., &#38; Pellicano, A. (2008). Emotional attention: Effects of emotion and gaze direction on overt orienting of visual attention. <i>Cognitive Processing, 9,</i> 127-135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468426&pid=S0874-2049201000020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bradley, M. M. (2000). Emotion and motivation. In J. T. Cacioppo, L. G. Tassinary, &#38; G. Berntson (Eds.), <i>Handbook of psychophysiology.</i> (pp. 602-642). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468428&pid=S0874-2049201000020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bradley, M. M., &#38; Lang, P. J. (1999). <i>International affective digitized sounds (IADS): Stimuli, instruction manual and affective ratings</i> (Tech. Rep. No. B-2). Gainesville, FL: University of Florida, Center for Research in Psychophysiol-ogy.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brown, S. W. (1997). Attentional resources in timing: Interference effects in concurrent temporal and nontemporal working memory tasks. <i>Perception &#38; Psychophysics, 59,</i> 1118-1140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468431&pid=S0874-2049201000020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Buhusi, C. V., &#38; Meck, W. H. (2005). Interval timing with gaps and distracters: Evaluation of the ambiguity, switch, and time-sharing hypotheses. <i>Journal of Experimental Psychology: Animal Behavior Processes, 3,</i>329-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468433&pid=S0874-2049201000020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Buhusi, C. V., &#38; Meck, W. H. (2005). What makes us tick? Functional and neural mechanisms of interval timing. <i>Nature Reviews Neuroscience, 6,</i> 755-765.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468435&pid=S0874-2049201000020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Buhusi, C. V. (2003). Dopaminergic mechanisms of interval timing and attention. In W. H. Meck (Ed.), <i>Functional and neural mechanisms of interval timing </i>(pp. 317-338). Boca Raton, FL: CRC Press.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burle, B., &#38; Casini, L. (2001). Dissociation between activation and attention effects in time estimation: Implication for internal clock models. <i>Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, 27</i>, 195-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468438&pid=S0874-2049201000020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cacioppo, J. T., &#38; Gardner, W. L. (1999). Emotion. <i>Annual Review of Psychology, 50,</i>191-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468440&pid=S0874-2049201000020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Campbell, L. A., &#38; Bryant, R. A. (2007). How time flies: A study of novice skydivers. <i>Behaviour Research and Therapy, 45,</i> 1389-1392.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468442&pid=S0874-2049201000020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Casini, L., &#38; Macar, F. (1997). Effects of attention manipulation on judgments of duration and of intensity in the visual modality. <i>Memory &#38; Cognition, 25,</i>812-818.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468444&pid=S0874-2049201000020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chebat, J.-C., &#38; Gelinas-Chebat, C. (1995). The impact of mood on time perception, memorization, and acceptance of waiting. <i>Genetic, Social &#38; General Psychology Monographs, 121,</i> 411-425</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468446&pid=S0874-2049201000020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cheng, R.-K., MacDonald, C. J., &#38; Meck, W. H. (2006). Differential effects of cocaine and ketamine on time estimation: Implications for neurobiological models of interval timing. <i>Pharmacology, Biochemistry and Behavior, 85,</i>114-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468447&pid=S0874-2049201000020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Church, R. M., &#38; Deluty, M. Z. (1977). Bisection of temporal intervals. <i>Journal of Experimental Psychology: Animal Behavior Processes, 3,</i>216-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468449&pid=S0874-2049201000020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Compton, R. J., (2003). The interface between emotion and attention: A review of evidence from psychology and neuroscience. <i>Behavioral and Cognitive Neuroscience Reviews, 2,</i>115-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468451&pid=S0874-2049201000020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cupchik, G. C., &#38; Poulos, C. X. (1984). Judgments of emotional intensity in self and others: The effects of stimulus context, sex, and expressivity. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 46,</i> 431-439.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468453&pid=S0874-2049201000020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Curton, E. D., &#38; Lordahl, D. S. (1974). Effects of attentional focus and arousal on time estimation. <i>Journal of Experimental Psychology, 103,</i>861-867.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468455&pid=S0874-2049201000020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cuthbert, B. N., Bradley, M. M., &#38; Lang, P. J. (1996). Probing picture perception: Activation and emotion. <i>Psychophysiology, 33,</i> 103-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468457&pid=S0874-2049201000020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Delay, E. R., &#38; Mathey, M. E. (1985). Effects of ambient noise on time estimation by humans. <i>Perceptual and Motor Skills, 61,</i> 415-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468459&pid=S0874-2049201000020000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Droit-Volet, S., &#38; Meck, W. H. (2007). How emotions colour our perception of time. <i>Trends in Cognitive Sciences, 11,</i> 504-513.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468461&pid=S0874-2049201000020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Droit-Volet, S., &#38; Wearden, J. (2002). Speeding up an internal clock in children? Effects of visual flicker on subjective duration. <i>The Quaterly Journal of Experimental Psychology,</i> 55B(3), 193-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468463&pid=S0874-2049201000020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Droit-Volet, S., Brunot, S., &#38; Niedenthal, P. (2004). Perception of the duration of emotional events. <i>Cognition &#38; Emotion, 18,</i> 849-858.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468465&pid=S0874-2049201000020000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Droit-Volet, S., Meck, W. H., &#38; Penney, T. B. (2007). Sensory modality and time perception in children and adults. <i>Behavioural Processes, 74,</i> 244-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468467&pid=S0874-2049201000020000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Edmonds, E., Cahoon, D., &#38; Bridges, B. (1981). The estimation of time as a function of positive, neutral or negative expectancies. <i>Bulletin of the Psychonomic Society, 17,</i> 259-260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468469&pid=S0874-2049201000020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Effron, D. A., Niedenthal, P. M., Gil, S., &#38; Droit-Volet, S. (2006). Embodied temporal perception of emotion. <i>Emotion, 6,</i> 1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468471&pid=S0874-2049201000020000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ekman, P. (1992). An argument for basic emotions. <i>Cognition and Emotion, 6,</i>169-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468473&pid=S0874-2049201000020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, A. C., &#38; Garcia-Marques, T. (2008a). Affective interference in temporal perception.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468475&pid=S0874-2049201000020000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <i>Abstract of XXIX International Congress of Psychology, Berlin, Germany, July 20-25.</i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, A. C., &#38; Garcia-Marques, T. (2008b). Timing task and affective <i>arousal</i> modulation of time perception.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468477&pid=S0874-2049201000020000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <i>Livro de Resumos</i> do <i>3&#176; Encontro Nacional da Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Psicologia Experimental, Faro, Portugal, 28 e 29 de Mar&#231;o.</i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, A. C., Garcia-Marques, T., &#38; S&#225;, L. (2006). Interfer&#234;ncia afectiva na percep&#231;&#227;o temporal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468479&pid=S0874-2049201000020000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <i>Livro de Resumos</i> do <i>VI Simp&#243;sio Nacional de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia, Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Psicologia, &#201;vora, Portugal, 29 e 30 de Novembro.</i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fortin, C., &#38; Couture, E. (2002). Short-term memory and time estimation: Beyond the 2-second &#8220;critical value&#8221;. <i>Canadian Journal of Experimental Psychology, 56,</i>120-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468481&pid=S0874-2049201000020000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fortin, C., Rousseau, R., Bourque, P., &#38; Kirouac, E. (1993). Time estimation and concurrent nontemporal processing: Specific interference from short-term-memory demands. <i>Perception &#38; Psychophysics, 53,</i>536-548.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468483&pid=S0874-2049201000020000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fox, E., Lester, V., Russo, R., Bowles, R. J., Pichler, A., &#38; Dutton, K. (2000). Facial expressions of emotion: Are angry faces detected more efficiently?. <i>Cognition &#38; Emotion, 14,</i> 61-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468485&pid=S0874-2049201000020000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fox, E., Russo, R., &#38; Dutton, K. (2002). Attentional bias for threat: Evidence for delayed disengagement from emotional faces. <i>Cognition and Emotion, 16,</i>355-379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468487&pid=S0874-2049201000020000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fox, R., Bradbury, P. A., Hampton, I. F., &#38; Legg, C. F. (1967). Time judgment and body temperature. <i>Journal of Experimental Psychology, 75,</i>88-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468489&pid=S0874-2049201000020000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fraisse P. (1957) <i>Psychologie du temps.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468491&pid=S0874-2049201000020000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fraisse, P. (1984). Perception and estimation of time. <i>Annual Review of Psychology, 35,</i>1-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468493&pid=S0874-2049201000020000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frijda, N. H. (1986). <i>The emotions.</i> Cambridge, UK: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468495&pid=S0874-2049201000020000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fridja, N. H., Ortony, A., Sonnemans, J., &#38; Clore, G. L. (1992). The complexity of intensity: Issues concerning the structure of emotion intensity. In M. Clark (Ed.), <i>Review of Personality and Social Psychology, 13,</i> 60-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468497&pid=S0874-2049201000020000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Friedman, W. J. (1990). <i>About time. Inventing the fourth dimension.</i>Cambridge, MA: MIT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468499&pid=S0874-2049201000020000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gibbon, J., &#38; Church, R. (1984). Sources of variance in an information processing theory of timing. In H. Roitblat, T. Bever &#38; H. Terrace (Eds.), <i>Animal cognition</i> (pp. 465-488). London: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468501&pid=S0874-2049201000020000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gibbon, J., Church, R., &#38; Meck, W. (1984). Scalar timing in memory. <i>Annals of the New York Academy of Sciences, 423,</i> 52-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468503&pid=S0874-2049201000020000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gil, S., Niedenthal, P., &#38; Droit-Volet, S. (2007). Anger and temporal perception in children. <i>Emotion, 7,</i> 219-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468505&pid=S0874-2049201000020000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gupta, S., &#38; Cummings, L. (1986). Perceived speed of time and task affect. <i>Perceptual and Motor Skills, 63,</i> 971-980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468507&pid=S0874-2049201000020000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hawkins, W., French, L., Crawford, B., &#38; Enzle, M. (1988). Depressed affect and time perception. <i>Journal of Abnormal Psychology, 97,</i>275-280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468509&pid=S0874-2049201000020000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ito, T. A., Larsen, J. T., Smith, N. K., &#38; Cacioppo, J. T. (1998). Negative information weighs more heavily on the brain: The negativity bias in evaluative categorizations. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 75,</i>887-900.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468511&pid=S0874-2049201000020000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Izard, C. E., &#38; Ackerman, B. P. (2000). Motivational, organisational and regulatory functions of discrete emotions. In M. Lewis &#38; J. M. Haviland-Jones (Eds.), <i>Handbook of emotions</i> (2nd ed.) (pp. 253-265). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468513&pid=S0874-2049201000020000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">James, W. (1890). <i>The principles of psychology.</i> Dover Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468515&pid=S0874-2049201000020000400055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Killeen, P. R., &#38; Fetterman, J. G. (1988). A behavioral theory of timing. <i>Psychological Reviews, 95</i>, 274-295.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468517&pid=S0874-2049201000020000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lang P. J., Bradley M. M., &#38; Cuthbert B. N. (1995). <i>International Affective Picture System (IAPS): Technical manual and affective ratings</i>(Tech. Rep. No. A-4). Gainesville: University of Florida, Center for Research in Psychophysiology.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468519&pid=S0874-2049201000020000400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lang, P. J., Bradley, M. M., &#38; Cuthbert, B. N. (1990). Emotion, attention, and the startle reflex. <i>Psychological Review, 97,</i> 377-395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468521&pid=S0874-2049201000020000400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Langer, J., Wapner, S., &#38; Werner, H. (1961). The effect of danger upon the experience of time. <i>American Journal of Psychology, 74,</i>94-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468523&pid=S0874-2049201000020000400059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Larsen, J. T., Norris, C. J., &#38; Cacioppo, J. T. (2003). Effects of positive and negative affect on electromyographic activity over <i>zygomaticus major</i>and <i>corruga-tor supercilii. Psychophysiology, 40,</i> 776-785.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468525&pid=S0874-2049201000020000400060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Levenson, R.W., Ekman, P., &#38; Friesen, W.V. (1990). Voluntary facial action generates emotion-specific autonomic nervous system activity. <i>Psychophysiology,</i> 27, 363-384.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468527&pid=S0874-2049201000020000400061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lewis, M. (1993). Self-conscious emotions: Embarrassment, pride, shame and guilt. In M. Lewis, &#38; J. M. Haviland (Eds.), <i>Handbook of emotions</i>(pp. 563-594). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468529&pid=S0874-2049201000020000400062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Macar, F., Grondin, S., &#38; Casini, L. (1994). Controlled attention sharing influences time estimation. <i>Memory and Cognition, 22,</i> 673-686.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468531&pid=S0874-2049201000020000400063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maricq, A. V., Roberts, S., &#38; Church, R. M. (1981). Methamphetamine and time estimation. <i>Journal of Experimental Psychology: Animal Behavior Processes, 7,</i>18-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468533&pid=S0874-2049201000020000400064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mondillon, L., Niedenthal, P. M., Gil, S., &#38; Droit-Volet, S. (2007). Imitation of in-group versus out-group members&#8217; facial expressions of anger: A test with a time perception task. <i>Social Neuroscience, 2,</i> 223-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468535&pid=S0874-2049201000020000400065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Niedenthal, P. M. (2007). Embodying emotion. <i>Science, 316,</i> 1002-1005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468537&pid=S0874-2049201000020000400066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Noulhiane, M., Mella, N., Samson, S., Ragot, R., &#38; Pouthas, V. (2007). How emotional auditory stimuli modulate time perception. <i>Emotion, 7,</i>697-704.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468539&pid=S0874-2049201000020000400067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Noyes, R., &#38; Kletti, R. (1977). Depersonalization in response to life-threatening danger. <i>Comprehensive Psychiatry, 18,</i> 375-384.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468541&pid=S0874-2049201000020000400068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ohman, A., &#38; Soares, J. J. F. (1994). &#8220;Unconscious anxiety&#8221;: Phobic responses to masked stimuli. <i>Journal of Abnormal Psychology, 103,</i>231-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468543&pid=S0874-2049201000020000400069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ohman, A., Lundqvist, D., &#38; Esteves, F. (2001). The face in the crowd revisited: An anger superiority effect with schematic stimuli. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 80</i>, 853-864.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468545&pid=S0874-2049201000020000400070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Orme, J. (1969). <i>Time experience and behaviour.</i>Amsterdam: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468547&pid=S0874-2049201000020000400071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Penney, T. B., Gibbon, J., &#38; Meck, W. H. (2000). Differential effects of auditory and visual signals on clock speed and temporal memory. <i>Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, 26,</i> 1770-1787.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468549&pid=S0874-2049201000020000400072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Penton-voak, I. S., Edwards, H., Percival, A., &#38; Wearden, J. H. (1996). Speeding up an internal clock in humans? Effects of click trains on subjective duration. <i>Journal of Experimental Psychology: Animal Behavior Processes, 22,</i>307-320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468551&pid=S0874-2049201000020000400073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Plutchik, R. (1962). <i>The emotions: Facts theories and a new model.</i>New York: Random House.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468553&pid=S0874-2049201000020000400074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Poppel, E. (1978). Time perception. In R. Held, H. W. Leibowitz &#38; H.-L. Teuber (Eds.), <i>Handbook of sensory physiology:</i> Vol. 8 (pp. 713-729). Berlin Heidelberg New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468555&pid=S0874-2049201000020000400075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reber, R., Zimmermann, T. D., &#38; Wurtz, P. (2004). Judgments of duration, figure-ground contrast and size for words and nonwords. <i>Perception and Psychophysics, 66,</i> 1105-1114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468557&pid=S0874-2049201000020000400076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russell, J. A. (1980). A circumplex model of affect. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 39,</i> 1161-1178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468559&pid=S0874-2049201000020000400077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russell, J. A. (1983). Pancultural aspects of the human conceptual organization of emotions. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 39,</i>1281-1288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468561&pid=S0874-2049201000020000400078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sabatinelli, D., Bradley, M. M., Fitzsimmons, J. R., &#38; Lang, P. J. (2005). Parallel amygdala and inferotemporal activation reflect emotional intensity and fear relevance. <i>Neuroimage, 24,</i> 1265-1270.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468563&pid=S0874-2049201000020000400079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schiff, W., &#38; Thayer, S. (1968). Cognitive and affective factors in temporal experience: Anticipated or experienced pleasant and unpleasant sensory events. <i>Perceptual and Motor Skills, 26,</i> 799-808.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468565&pid=S0874-2049201000020000400080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schiff, W., &#38; Thayer, S. (1970). Cognitive and affective factors in temporal experience: judgments of intrinsically and extrinsically motivated successful and unsuccessful performances. <i>Perceptual and Motor Skills, 30,</i>895-902.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468567&pid=S0874-2049201000020000400081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schutter, D. J., Hofman, D., &#38; van Honk, J. (2008). Fearful faces selectively increase corticospinal motor tract excitability: A transcranial magnetic stimulation study. <i>Psychophysiology, 45,</i> 345-348.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468569&pid=S0874-2049201000020000400082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Schwarz, N., &#38; Bless, H. (1992). Constructing reality and its alternatives: An inclusion/exclusion model of assimilation and contrast effects in social judgment. In L. L. Martin &#38; A. Tesser (Eds.), <i>The construction of social judgments </i>(pp. 217-245). Hillsdale, NJ: Erlbaum.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sokolov, Y. N. (1963). <i>Perception and the conditioned reflex.</i>New York: McMillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468572&pid=S0874-2049201000020000400084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Staddon, J. E. R., &#38; Higa, J. J. (1999). Time and memory: Towards a pacemaker-free theory of interval timing. <i>Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 71,</i>215-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468574&pid=S0874-2049201000020000400085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stemmler, G., Aue, T., &#38; Wacker, J. (2007). Anger and fear: Separable effects of emotion and motivational direction on somatovisceral responses. <i>International Journal of Psychophysiology, 66,</i> 141-153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468576&pid=S0874-2049201000020000400086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stetson, C., Fiesta, M. P., &#38; Eagleman, D. M. (2007). Does time really show during a frightening event?. <i>PloS ONE, 2,</i> e1295.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468578&pid=S0874-2049201000020000400087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sturt, M. (1925). <i>The psychology of time.</i> New York: Harcourt, Brace, &#38; World.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468580&pid=S0874-2049201000020000400088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tanaka, J. W., &#38; Farah, M. J. (2003). The holistic representation of faces. Advances in visual cognition. In M. A. Peterson &#38; G. Rhodes (Eds.), <i>Perception of faces, objects, and scenes: Analytic and holistic processes.</i>(pp. 53-71). New York, NY, US: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468582&pid=S0874-2049201000020000400089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Thayer, S., &#38; Shiff, W. (1975). Eye-contact, facial expression, and the experience of time. <i>The Journal of Social Psychology, 95,</i>117-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468584&pid=S0874-2049201000020000400090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tipples, J. (2008). Negative emotionality influences the effects of emotion on time perception. <i>Emotion, 8,</i> 127-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468586&pid=S0874-2049201000020000400091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tottenham, N., Borscheid, A., Ellertsen, K., Marcus, D. J., &#38; Nelson, C. A. (2002). Categorization of facial expressions in children and adults: Establishing a larger stimulus set. <i>Journal of Cognitive Neuroscience,</i>14(Suppl.), S74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468588&pid=S0874-2049201000020000400092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Treisman, M. (1963). Temporal discrimination and the indifference interval: Implications for a model of the &#8220;Internal Clock&#8221;. <i>Psychological Monographies,</i>77, 13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468590&pid=S0874-2049201000020000400093&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Treisman, M., Cook, N., Naish, P., &#38; McCrone, J. (1994). The internal clock: Electroencephalographic evidence for oscillatory processes underlying time perception. <i>Quarterly Journal of Experimental Psychology, 47A,</i>241-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468592&pid=S0874-2049201000020000400094&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ursano, R., Fullerton, C., Epstein, R., Crowley, B., Vance, K., &#38; Kao, T.-C. (1999). Peritraumatic dissociation and posttraumatic stress disorder following motor vehicle accidents. <i>The American Journal of Psychiatry, 156,</i>1808-1810.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468594&pid=S0874-2049201000020000400095&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">van Wassenhove, V., Buonomano, D. V., Shimojo, S., Shams, L. (2008). <i>Distortions of subjective time perception within and across senses. PLoS ONE, 3,</i>e1437.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468596&pid=S0874-2049201000020000400096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vercruyssen, M., Hancock, P. A., &#38; Mihaly, T. (1989). Time estimation performance before, during, and following physical activity. <i>Journal of Human Ergol-ogy,</i>18(2), 169-179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468598&pid=S0874-2049201000020000400097&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Watts, F. N., &#38; Sharrock, R. (1984). Fear and time estimation. <i>Perceptual and Motor Skills, 59,</i> 597-598.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468600&pid=S0874-2049201000020000400098&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wearden, J. H. (1991). Do humans possess an internal clock with scalar timing properties?. <i>Learning and Motivation, 22,</i> 59-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468602&pid=S0874-2049201000020000400099&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wearden, J. H., &#38; Penton-Voak, I. S. (1995). Feeling the heat: Body temperature and the rate of subjective time, revisited. <i>Quarterly Journal of Experimental Psychology, 48B,</i> 129-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468604&pid=S0874-2049201000020000400100&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wearden, J. H., Edwards, H., Fakhri, M., &#38; Percival, A. (1998). Why &#8220;sounds are judged longer than lights&#8221;: Application of a model of the internal clock in humans. <i>The Quarterly Journal of Experimental Psychology: Comparative and Physiological Psychology, 51,</i> 97-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468606&pid=S0874-2049201000020000400101&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Whittlesea, B. W. A. (1993). Illusions of familiarity. <i>Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory, &#38; Cognition, 19,</i> 1235-1253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468608&pid=S0874-2049201000020000400102&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Winkielman, P., &#38; Cacioppo, J. T. (2001). Mind at ease puts a smile on the face: Psychophysiological evidence that processing facilitation increases positive affect. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 81,</i>989-1000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468610&pid=S0874-2049201000020000400103&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Witherspoon, D., &#38; Allan, L. G. (1985). The effect of a prior presentation on temporal judgments in a perceptual identification task. <i>Memory &#38; Cognition, 13,</i> 101-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468612&pid=S0874-2049201000020000400104&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Xuan, Z., &#38; Xiaolin, Z., (2007). Time perception of emotional events. <i>Progress in Natural Science,</i> 17(13), 150-153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468614&pid=S0874-2049201000020000400105&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zakay, D., &#38; Yehoshua, T. (1989). Awareness of attention allocation and time estimation accuracy. <i>Bulletin of Psychonomic Society, 27,</i>209-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=468616&pid=S0874-2049201000020000400106&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&#234;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Alexandre Fernandes. UIPCDE - Unidade de Investiga&#231;&#227;o em Psicologia Cognitiva, do Desenvolvimento e da Educa&#231;&#227;o. ISPA - Instituto Universit&#225;rio. Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tel.: 21 8811 700; E-mail: <a href="mailto:alexandre@ispa.pt">alexandre@ispa.pt</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Por exemplo, percebemos um evento constitu&#237;do por variadas e interessantes experi&#234;ncias passando muito r&#225;pido, mas quando nos recordamos desse evento parece que durou mais tempo. Por outro lado, um evento vazio de experi&#234;ncias parece demorar uma eternidade, mas quando olhamos retrospectivamente parece-nos mais curto. Este paradoxo reflecte diferentes fen&#243;menos, um relacionado com o fluxo (sucess&#227;o de unidades de tempo) e outro com a dura&#231;&#227;o (n&#250;mero de unidades de tempo).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Quando utilizamos um referencial absoluto, os enviesamentos s&#227;o moderados pelo tipo de tarefa de estimativa temporal (Block, &#38; Zakay, 1997; Gupta, &#38; Cummings, 1986), impossibilitando a compara&#231;&#227;o directa entre estudos. Por exemplo, as estimativas de dura&#231;&#227;o recorrendo a escalas temporais traduzem-se sistematicamente em sub-estimativas face ao tempo f&#237;sico real.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>Existe uma vasta literatura que demonstra que a pr&#243;pria natureza emocional dos est&#237;mulos promove reac&#231;&#245;es emocionais condizentes no percipiente (ver Niedenthal, 2007), apesar de, em rigor, n&#227;o ser poss&#237;vel demonstrar que s&#227;o os mesmos processos envolvidos (na indu&#231;&#227;o emocional e na percep&#231;&#227;o de est&#237;mulos emocionais), e por isso afectarem o processamento temporal da mesma forma, mesmo que o efeito se observe na mesma direc&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>As tarefas temporais mais utilizadas em paradigmas prospectivos t&#234;m sido as tarefas de bissec&#231;&#227;o temporal, reprodu&#231;&#227;o temporal e a utiliza&#231;&#227;o de escalas de pontos ou anal&#243;gicas. A tarefa de bissec&#231;&#227;o consiste na estimativa da dura&#231;&#227;o de est&#237;mulos por compara&#231;&#227;o com as dura&#231;&#245;es extremas (curta e longa) de uma s&#233;rie temporal, numa fase anterior de treino. Por outro lado, a reprodu&#231;&#227;o temporal cifra-se na reprodu&#231;&#227;o da dura&#231;&#227;o de est&#237;mulos apresentados atrav&#233;s da marca&#231;&#227;o do in&#237;cio e do fim do intervalo temporal estimado como igual &#224; dura&#231;&#227;o de apresenta&#231;&#227;o do est&#237;mulo. As tarefas que recorrem a escalas intervalares ou cont&#237;nuas consistem em procedimentos interm&#233;dios de classifica&#231;&#227;o e reprodu&#231;&#227;o, por cota&#231;&#227;o da dura&#231;&#227;o dos est&#237;mulos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>Os modelos de &#8216;rel&#243;gio interno&#8217; s&#227;o modelos de processamento de informa&#231;&#227;o, compostos por m&#250;ltiplos componentes. Mas apesar de n&#227;o encontrarem um suporte neurofisiol&#243;gico robusto, continuam a ser o conjunto de modelos que faz predi&#231;&#245;es relativamente precisas sobre a interfer&#234;ncia de outros processos n&#227;o temporais na percep&#231;&#227;o de tempo, ao contr&#225;rio dos pr&#243;prios modelos neurais (<i>e.g</i>., Buhusi &#38; Meck, 2006) e outros (<i>e.g</i>., comportamentais, BET, Killeen &#38; Fetterman1988; decaimento mn&#233;sico, Stadon &#38; Higa, 1999); n&#227;o obstante o conceito de <i>&#8216;ticks&#8217; (pulsos)</i> deste rel&#243;gio continuar a ser hipot&#233;tico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>De um ponto de vista psicofisiol&#243;gico, a activa&#231;&#227;o emocional &#233; um constructo que envolve m&#250;ltiplos componentes interligados de um mesmo fen&#243;meno; tendo uma componente subjectiva da intensidade afectiva percebida, uma contraparte expressiva <i>(e.g.,</i> express&#227;o facial, comportamento motor) e outra de activa&#231;&#227;o fisiol&#243;gica <i>(e.g.,</i> frequ&#234;ncia card&#237;aca, tens&#227;o muscular, actividade neuronal). N&#227;o existem evid&#234;ncias de qual destas componentes &#233; mais relevante para o efeito de sobre-estimativa temporal da activa&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Embora a express&#227;o de uma determinada emo&#231;&#227;o (como a raiva) possa induzir diferentes emo&#231;&#245;es no observador (como medo, Atikson &#38; Adolphs, 2005), explicando o efeito de <i>activa&#231;&#227;o,</i> os processos de simula&#231;&#227;o motora (&#8216;<i>embodiment</i>) parecem igualmente contribuir para a experi&#234;ncia emocional equivalente &#224; express&#227;o facial observada (ver Niedenthal, 2007). V&#225;rias linhas de evid&#234;ncia sugerem que os indiv&#237;duos imitam automaticamente as express&#245;es faciais percebidas produzindo altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas correlacionadas com os estados emocionais (Levenson <i>et al.,</i> 1990).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a>Para al&#233;m desta abordagem dimensional existe outra mais funcionalista, mas complementar, que caracteriza as emo&#231;&#245;es em estados discretos ou em categorias. Os modelos categoriais destacam a exist&#234;ncia de um n&#250;mero finito de emo&#231;&#245;es b&#225;sicas com caracter&#237;sticas espec&#237;ficas, que de um ponto de vista funcional n&#227;o se podem reduzir a um conjunto reduzido de dimens&#245;es <i>(e.g.</i> Ekman, 1992; Plutchick, 1962).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a>Todos os estudos citados neste artigo utilizaram uma abordagem prospectiva para investigar as influ&#234;ncias das emo&#231;&#245;es na percep&#231;&#227;o de tempo. Este paradigma prospectivo diferencia-se do retrospectivo em que o indiv&#237;duo sabe que vai fazer o julgamento temporal depois do evento, ou seja, n&#227;o atende explicitamente &#224;s suas caracter&#237;sticas temporais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a>V&#225;rios estudos t&#234;m demonstrado que a complexidade dos est&#237;mulos tem impacto na percep&#231;&#227;o temporal <i>(e.g.,</i> Block, 1992). A dispers&#227;o e distribui&#231;&#227;o espacial e temporal parecem igualmente interferir com os mecanismos de processamento temporal <i>(e.g.,</i> Penton-voak <i>et al.,</i> 1996). Tem sido demonstrado que, por exemplo, os est&#237;mulos sonoros, ao variarem temporalmente, permitem extrair pistas temporais que os est&#237;mulos est&#225;ticos n&#227;o permitem (van Wassenhove, Buonomano, Shimojo &#38; Shams, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a>As faces humanas, apesar de serem est&#237;mulos visuais, apresentam caracter&#237;sticas particulares do ponto de vista de processamento. S&#227;o o ve&#237;culo essencial da express&#227;o emocional e de particular import&#226;ncia na sinaliza&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o dos estados afectivos interindividuais (Bradley, 2000). Apresentam um processamento hol&#237;stico (Tanaka &#38; Farah, 2003), r&#225;pido (Ohman, &#38; Soares, 1994), de destaque relativamente a outros est&#237;mulos (Ohman, Lundqvist, &#38; Esteves, 2001) e &#225;reas cerebrais espec&#237;ficas para esse processamento (c&#243;rtex infero-temporal, Sabatinelli, Bradley, Fitzsimmons, Lang, 2005).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a>A tarefa de bissec&#231;&#227;o, ao utilizar uma s&#233;rie com v&#225;rios pontos temporais (neste caso sete: 400, 600, 800, 1000, 1200, 1400, 1600 ms) permite diminuir a variabilidade associada a estimativas referentes apenas a pontos absolutos (i.e., dura&#231;&#245;es espec&#237;ficas: por exemplo, 2 s; Angrilli <i>et al.</i> 1997). Por outro lado, permite igualmente extrair outros par&#226;metros psico-f&#237;sicos <i>(e.g.,</i> ponto de bissec&#231;&#227;o, integrais da fun&#231;&#227;o).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a>A abertura e fecho do interruptor (&#8216;switch&#8217;) que permite acumular de uma forma aditiva os pulsos emitidos pelo &#8216;pacemaker&#8217;: hipoteticamente a uma frequ&#234;ncia de 1 Hz ter&#237;amos 4 pulsos acumulados ao fim de 4 segundos (1x1 + 1x1 + 1x1 + 1x1). A velocidade ou frequ&#234;ncia de emiss&#227;o de pulsos do &#8216;pacemaker&#8217; ao aumentar tem um efeito multiplicativo no total de pulsos acumulado: hipoteticamente se a frequ&#234;ncia aumentasse 0.5 Hz por segundo ter&#237;amos 7 pulsos acumulados ao fim de 4 segundos (1x1 + 1x1.5 + 1x2 + 1x2.5).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a>Os est&#237;mulos seleccionados foram os seguintes: 03F_AN_C, 03F_AN_O, 03F_HA_C, 03F_HA_X, 03F_NE_C, 08F_AN_C, 08F_AN_O, 08F_HA_C, 08F_HA_X, 08F_NE_C,</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a>Nesta an&#225;lise n&#227;o foram distinguidos os tipos de emo&#231;&#227;o correspondentes &#224; manipula&#231;&#227;o (definidos inter-participantes).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a>Estas dura&#231;&#245;es (curta &#60; 1000 ms e longa &#62; 1000 ms) foram escolhidas por corresponderem ao ponto m&#233;dio da s&#233;rie temporal utilizada na tarefa de bissec&#231;&#227;o, em concord&#226;ncia com estudos anteriores <i>(e.g.,</i> Droit-Volet <i>et al.,</i> 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a>Tem sido sugerido que a menor variabilidade das estimativas temporais de est&#237;mulos sonoros relativamente aos visuais se deve &#224; estabilidade da abertura do interruptor <i>(&#8216;switch&#8217;) </i>que marca o inicio da contagem e a acumula&#231;&#227;o de pulsos emitidos pelo <i>&#8216;pacemaker</i>&#39;. Ao longo do evento, este interruptor pode abrir e fechar v&#225;rias vezes, dependendo da flutua&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o entre a informa&#231;&#227;o temporal e n&#227;o-temporal do est&#237;mulo. A lat&#234;ncia da abertura deste interruptor parece ser mais est&#225;vel, tamb&#233;m de est&#237;mulo para est&#237;mulo, para a modalidade auditiva do que para a visual (ver Wearden <i>et al.,</i> 1998; van Wassenhove <i>et al., </i>2008).</font></p>       ]]></body><back>
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