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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Preditores emocionais e sociais da aceitação pelos pares em crianças de idade escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study intends to contribute to a comprehensive vision of emotional and social processes in peer relations. It is intended to analyse the role of emotion knowledge and social abilities as predictors of peer acceptance. The participants were 131 children attending third grade, aged eight to nine years. The results showed that social abilities mediated the effect of emotion knowledge on peer acceptance. The effect of child emotional knowledge on peer acceptance was largely explained by her/his social abilities.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Preditores emocionais e sociais da aceita&#231;&#227;o pelos pares em crian&#231;as de idade escolar</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Emotional and social predictors of peer acceptance in school-age children</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diana Rute Pereira Alves<sup>1</sup>; Orlanda Cruz<sup>2,*</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1-2</sup>Universidade do Porto, Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>         <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo pretende contribuir para uma vis&#227;o compreensiva dos processos emocionais e sociais no dom&#237;nio das rela&#231;&#245;es entre pares. Mais especificamente, trata-se de estudar a capacidade preditiva do conhecimento emocional e das habilidades sociais na determina&#231;&#227;o da aceita&#231;&#227;o pelos pares. Participaram neste estudo, 131 crian&#231;as que frequentavam o 3&#176; ano de escolaridade. Os resultados revelaram que as habilidades sociais medeiam o efeito do conhecimento emocional na aceita&#231;&#227;o pelos pares. O contributo do conhecimento emocional da crian&#231;a para a sua aceita&#231;&#227;o pelos pares &#233; explicado de forma significativa pelas suas habilidades sociais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> conhecimento emocional, habilidades sociais, aceita&#231;&#227;o pelos pares</font></p>  <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This study intends to contribute to a comprehensive vision of emotional and social processes in peer relations. It is intended to analyse the role of emotion knowledge and social abilities as predictors of peer acceptance. The participants were 131 children attending third grade, aged eight to nine years. The results showed that social abilities mediated the effect of emotion knowledge on peer acceptance. The effect of child emotional knowledge on peer acceptance was largely explained by her/his social abilities.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: emotion knowledge, social abilities, peer acceptance</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma das tarefas centrais da crian&#231;a em idade escolar consiste no desenvolvimento de aptid&#245;es sociais que promovam a constru&#231;&#227;o e a manuten&#231;&#227;o de rela&#231;&#245;es sociais gratificantes com companheiros de idades aproximadas. As rela&#231;&#245;es com pares s&#227;o contextos relacionais promotores do desenvolvimento e aprendizagem de m&#250;ltiplas capacidades sociais, emocionais e cognitivas, determinantes do ajustamento social. A aceita&#231;&#227;o pelos pares, definida em fun&#231;&#227;o das prefer&#234;ncias e rejei&#231;&#245;es que a crian&#231;a recebe no seu grupo de pares, &#233; uma medida frequentemente utilizada como indicador do funcionamento social da crian&#231;a. As crian&#231;as com melhores n&#237;veis de aceita&#231;&#227;o pelos pares tendem a apresentar melhor ajustamento escolar (Izard, Fine, Schultz, Mostow, Ackerman &#38; Youngstrom, 2001; Machado, Ver&#237;ssimo, Torres, Peceguina, Santos &#38; Rol&#227;o, 2008) e rela&#231;&#245;es de amizade mais est&#225;veis (Terry, 2002). In&#250;meros estudos sociom&#233;tricos evidenciam a aceita&#231;&#227;o pelos pares como um dos indicadores mais fi&#225;veis do ajustamento psicol&#243;gico na adolesc&#234;ncia e na idade adulta (Zettergren, 2005).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nas &#250;ltimas d&#233;cadas os investigadores t&#234;m vindo a estudar os preditores da aceita&#231;&#227;o pelos pares, nomeadamente as compet&#234;ncias sociais e o conhecimento emocional (Denhan, McKinley, Couchoud &#38; Holt, 1990; Eisenberg &#38; Fabes, 1998). A investiga&#231;&#227;o que relatamos neste artigo pretende ser um contributo para o estudo destes preditores. Apresenta-se de seguida uma s&#237;ntese da revis&#227;o da literatura que suporta a import&#226;ncia das vari&#225;veis sociais e emocionais na determina&#231;&#227;o da aceita&#231;&#227;o pelos pares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As crian&#231;as populares tendem a ser avaliadas como mais agrad&#225;veis e cooperantes, menos agressivas e dif&#237;ceis (Denham &#38; Holt, 1993); e tendem a manifestar mais comportamentos assertivos e de lideran&#231;a (Dodge &#38; Feldman, 1990). Pelo contr&#225;rio, as crian&#231;as rejeitadas caracterizam-se por apresentarem mais frequentemente comportamentos agressivos e de viola&#231;&#227;o de regras, hiperactividade (Coie, Dodge &#38; Kupersmidt, 1990; Rubin, Bukowski &#38; Parker, 2006) e aus&#234;ncia de comportamentos pr&#243;-sociais (Dodge, 1983).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As respostas sociais manifestas pela crian&#231;a nas suas interac&#231;&#245;es sociais reflectem o modo como processa os est&#237;mulos sociais, os quais assumem a forma de problemas ou dilemas a resolver nessas interac&#231;&#245;es (Almeida, 1997). O Modelo do Processamento da Informa&#231;&#227;o Social (Crick &#38; Dodge, 1994) permite uma vis&#227;o articulada das estrat&#233;gias de resolu&#231;&#227;o de problemas sociais, utilizadas pelas crian&#231;as nas suas interac&#231;&#245;es sociais com pares. De acordo com este modelo, quando confrontadas com problemas de interac&#231;&#227;o social, as crian&#231;as avan&#231;am ao longo de seis etapas: (1) codifica&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o recebida <i>(e.g,</i> comportamento de agress&#227;o por parte de um colega), (2) interpreta&#231;&#227;o dessa informa&#231;&#227;o <i>(e.g.,</i> trata-se ou n&#227;o de um comportamento intencional), (3) clarifica&#231;&#227;o dos objectivos (e.g., face &#224; informa&#231;&#227;o e interpreta&#231;&#227;o do comportamento do colega, a manuten&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o com este &#233; ou n&#227;o um objectivo), (4) acesso ou constru&#231;&#227;o de respostas alternativas <i>(e.g,</i> retaliar a agress&#227;o ou ignor&#225;-la), (5) avalia&#231;&#227;o de cada uma das respostas alternativas e tomada de decis&#227;o quanto ao comportamento a adoptar (ou seja, avalia&#231;&#227;o das consequ&#234;ncias em termos de probabilidade de sucesso de cada alternativa face aos objectivos clarificados anteriormente) e, finalmente, (6) actua&#231;&#227;o comportamental. A forma como os pares avaliam esta resposta e lhe reagem funciona como um novo est&#237;mulo social a ser processado subsequentemente. O processamento da informa&#231;&#227;o social apresenta varia&#231;&#245;es interindividuais em fun&#231;&#227;o dos dados armazenados naquilo que Crick e Dodge (1994) denominam <i>data base</i>: as predisposi&#231;&#245;es temperamentais e as experi&#234;ncias anteriormente vivenciadas. Dada a const&#226;ncia das interac&#231;&#245;es sociais no dia-a-dia das crian&#231;as, esta base de dados apresenta-se em cont&#237;nua actualiza&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma caracter&#237;stica fundamental das interac&#231;&#245;es sociais &#233; a sua forte conota&#231;&#227;o emocional, pelo que se torna imprescind&#237;vel considerar o papel das emo&#231;&#245;es no processamento da informa&#231;&#227;o social (Lemerise &#38; Arsenio, 2000). Considerando o Modelo do Processamento da Informa&#231;&#227;o Social atr&#225;s apresentado, as emo&#231;&#245;es est&#227;o presentes em qualquer uma das etapas (codifica&#231;&#227;o, interpreta&#231;&#227;o clarifica&#231;&#227;o de objectivos, alternativas de resposta, tomada de decis&#227;o e actua&#231;&#227;o comportamental), j&#225; que a informa&#231;&#227;o processada n&#227;o &#233; apenas social, mas simultaneamente emocional (Lemerise &#38; Arsenio, 2000). Da mesma forma, a base de dados integra predisposi&#231;&#245;es temperamentais, n&#227;o s&#243; em termos sociais mas tamb&#233;m em termos emocionais, nomeadamente a dimens&#227;o emocionalidade (Eisenberg, Murphy &#38; Shepard, 1997), e as experi&#234;ncias sociais anteriormente vivenciadas integram uma componente emocional (Arsenio &#38; Lover, 1995).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A capacidade de identifica&#231;&#227;o e de nomea&#231;&#227;o das express&#245;es emocionais, designada por Izard e Ackerman (2004) como conhecimento emocional, permite uma maior acuidade na identifica&#231;&#227;o e interpreta&#231;&#227;o dos sinais sociais (Lemerise &#38; Arsenio, 2000), e prediz a aceita&#231;&#227;o pelos pares (Mostow <i>et al.,</i> 2002). A qualidade do relacionamento com pares pode ser potenciada de forma significativa pela utiliza&#231;&#227;o apropriada do conhecimento emocional. O conhecimento emocional fornece as bases necess&#225;rias &#224; comunica&#231;&#227;o emocional inerente &#224;s rela&#231;&#245;es sociais (Hobson, 1993; Izard, 1971), possibilitando uma apreens&#227;o adequada dos sinais sociais, facilitadora de comportamentos sociais adaptados e promotores da aceita&#231;&#227;o pelos pares, e activadora de emo&#231;&#245;es adequadas &#224; continuidade das interac&#231;&#245;es (Izard, 1991, 1993).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A leitura adequada das pistas emocionais em situa&#231;&#245;es de conflito, a habilidade para reconhecer e lidar com as express&#245;es emocionais, e a capacidade para identificar as causas e as consequ&#234;ncias l&#243;gicas das emo&#231;&#245;es, s&#227;o algumas das facetas do conhecimento emocional que podem predizer a aceita&#231;&#227;o pelos pares (Cassidy, Parke, Dutkovsky &#38; Braungart, 1992). Estudos desenvolvidos no &#226;mbito do modelo do processamento da informa&#231;&#227;o social (Crick &#38; Dodge, 1994; Schultz, Izard &#38; Bear, 2004) revelam que as crian&#231;as rejeitadas pelos pares s&#227;o menos competentes na codifica&#231;&#227;o e na interpreta&#231;&#227;o das pistas sociais (Dodge &#38; Feldman, 1990), na regula&#231;&#227;o emocional e na express&#227;o comportamental das emo&#231;&#245;es (Eisenberg <i>et al.,</i> 1997). Ao ser rejeitada pelos pares, &#233; poss&#237;vel que a crian&#231;a se sinta sozinha e zangada, e estas emo&#231;&#245;es poder&#227;o levar a um enviesamento nas atribui&#231;&#245;es relativas &#224;s inten&#231;&#245;es dos pares, o que, por sua vez, pode predispor a crian&#231;a para mais respostas agressivas e de retalia&#231;&#227;o. Podemos assim explicar a rejei&#231;&#227;o pelo enviesamento atribucional que esta causa no processamento da informa&#231;&#227;o social (Dodge, Lansford, Burks, Bates, Pettit, Fontaine &#38; Price, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Alguns estudos mostram que a rela&#231;&#227;o entre o conhecimento emocional e a aceita&#231;&#227;o pelos pares &#233; mediada pelo comportamento social, ou seja, as interac&#231;&#245;es sociais funcionam como processos &#8216;proximais&#8217; atrav&#233;s dos quais o conhecimento emocional afecta a aceita&#231;&#227;o pelos pares (Arsenio, Cooperman &#38; Lover, 2000; Mostow <i>et al.,</i> 2002). No seguimento destes estudos, pretende-se aqui analisar a capacidade preditiva das habilidades sociais e do conhecimento emocional na determina&#231;&#227;o da qualidade da rela&#231;&#227;o com pares nas crian&#231;as em idade escolar, colocando a hip&#243;tese de as habilidades sociais mediarem a rela&#231;&#227;o entre o conhecimento emocional e a aceita&#231;&#227;o pelos pares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Atendendo a que a investiga&#231;&#227;o sugere que as raparigas apresentam valores superiores de conhecimento emocional (Schultz, Izard &#38; Ackerman, 2000), por um lado, e de compet&#234;ncias pr&#243;-sociais (Denhan, 1998; Eisenberg &#38; Fabes, 1998) por outro, a vari&#225;vel sexo ser&#225; analisada. Da mesma maneira, existe alguma evid&#234;ncia na literatura acerca da import&#226;ncia do n&#237;vel socioecon&#243;mico da fam&#237;lia na determina&#231;&#227;o do conhecimento emocional da crian&#231;a (Fine, Izard, Mostow, Trentacosta &#38; Ackerman, 2003) e das suas habilidades sociais (Hoff, Laursen &#38; Tardif, 2002), pelo que esta vari&#225;vel ser&#225; tamb&#233;m contemplada nas an&#225;lises.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram neste estudo 131 crian&#231;as (58 raparigas e 73 rapazes), com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos (M=8,48; DP=0,55), que frequentavam oito escolas do 1&#176; ciclo do Ensino B&#225;sico na zona do Grande Porto. Atendendo &#224; tem&#225;tica central e aos objectivos deste estudo, foram definidos os seguintes crit&#233;rios de inclus&#227;o dos participantes na amostra: (1) frequ&#234;ncia do 3&#176; ano de escolaridade, (2) n&#227;o mais do que uma reten&#231;&#227;o escolar, (3) desenvolvimento adequado ao n&#237;vel et&#225;rio, (4) aus&#234;ncia de necessidades educativas especiais e (5) integra&#231;&#227;o na turma com o mesmo professor desde o in&#237;cio do ano lectivo. Pretendeu-se ainda obter um n&#250;mero equilibrado de participantes de ambos os sexos e com n&#237;veis de escolaridade dos pais relativamente semelhantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224; escolaridade dos pais, as m&#227;es apresentaram uma m&#233;dia de 9,5 anos de escolaridade (DP=4,53; sendo o m&#237;nimo de 2 e o m&#225;ximo de 17 anos), e os pais uma m&#233;dia de 9,6 anos (DP=4,13; m&#237;nimo de 3 e m&#225;ximo de 17 anos). Estas duas vari&#225;veis encontram-se correlacionadas de forma positiva e estatisticamente significativa (r = 0,66, p&#60;0,001), sugerindo que pais e m&#227;es tendem a apresentar n&#237;veis de escolaridade pr&#243;ximos. Esta correla&#231;&#227;o positiva, bem como o facto de a escolaridade da m&#227;e surgir como uma das vari&#225;veis com maior valor preditivo na investiga&#231;&#227;o sobre parentalidade (Hoff <i>et al.,</i> 2002), levou-nos a considerar a vari&#225;vel escolaridade das m&#227;es como indicadora do n&#237;vel socio-econ&#243;mico da fam&#237;lia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como participantes deste estudo colaboraram ainda as dez professoras, respons&#225;veis pelas turmas onde as crian&#231;as estavam integradas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumentos</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O <i>Question&#225;rio de Caracteriza&#231;&#227;o da Crian&#231;a e do Contexto Familiar,</i> preenchido pelas professoras, permitiu obter uma caracteriza&#231;&#227;o das crian&#231;as (por exemplo, data de nascimento e n&#250;mero de reten&#231;&#245;es) e dos seus agregados familiares (por exemplo, escolaridade dos pais).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A <i>Escala de Avalia&#231;&#227;o do Conhecimento Emocional</i> (EACE, Alves, 2006; Alves, Cruz, Duarte &#38; Martins, 2008) constitui a vers&#227;o portuguesa, traduzida e adaptada da <i>Assessment of Children &#8217;s Emotion Skills (ACES,</i> Shultz <i>et al.,</i> 2004). Este instrumento, aplicado no contexto de uma entrevista &#224; crian&#231;a, &#233; constitu&#237;do por tr&#234;s subescalas - Express&#245;es Faciais, Situa&#231;&#245;es Emocionais e Comportamentos Emocionais - que permitem estudar o conhecimento que a crian&#231;a tem de cinco sentimentos: alegria (alegre), tristeza (triste), zanga (zangado), medo (assustado) e normal (&#8220;n&#227;o sentir nada em especial&#8221;).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A subescala <i>Express&#245;es Faciais</i> &#233; constitu&#237;da por 20 itens (quatro itens relativos a cada um dos cinco sentimentos) e analisa a capacidade das crian&#231;as para nomearem as express&#245;es faciais. Para tal, s&#227;o utilizadas 20 fotografias de crian&#231;as de idade escolar, manifestando diferentes express&#245;es emocionais, face &#224;s quais a crian&#231;a entrevistada dever&#225; decidir qual o sentimento da crian&#231;a representada na fotografia, de entre as seguintes cinco alternativas atr&#225;s mencionadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A subescala <i>Situa&#231;&#245;es Emocionais</i> &#233; constitu&#237;da por 15 vinhetas (tr&#234;s para cada um dos cinco sentimentos), face &#224;s quais a crian&#231;a entrevistada ter&#225; que decidir como &#233; que a crian&#231;a protagonista se est&#225; a sentir. Por exemplo, no item 1 <i>&#8220;O Alexandre fez um cart&#227;o bonito para o seu amigo Jo&#227;o. O Jo&#227;o gostou muito do cart&#227;o. Achas que o Alexandre se sente contente, triste, zangado, assustado ou normal?&#8221;,</i> &#233; esperado que a crian&#231;a reconhe&#231;a na situa&#231;&#227;o apresentada o sentimento de alegria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na subescala <i>Comportamentos Emocionais</i> cada crian&#231;a, perante cada uma das 15 vinhetas (igualmente tr&#234;s para cada um dos cinco sentimentos), ter&#225; de identificar como &#233; que a crian&#231;a protagonista se est&#225; a sentir. Por exemplo, no item 1 &#8220;O <i>Jo&#227;o n&#227;o tem vontade de jogar &#224; bola no recreio, fica sentado sozinho. Achas que o Jo&#227;o se sente, contente, triste, zangado, assustado ou normal?&#8221;</i> &#233; esperado que a crian&#231;a reconhe&#231;a o sentimento de tristeza.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em cada subescala &#233; calculado o total de respostas correctas para cada um dos cinco sentimentos. Para al&#233;m desta pontua&#231;&#227;o, podemos ainda obter uma nota total da <i>Percep&#231;&#227;o Emocional Correcta</i> (PEC), que reflecte o n&#250;mero de vezes que cada crian&#231;a respondeu correctamente, ao longo das tr&#234;s sub-escalas, aos itens relacionados com a alegria, tristeza, zanga e medo. Tal como sugerido por Schultz e colaboradores (2004), o c&#225;lculo da PEC, implicou a padroniza&#231;&#227;o pr&#233;via do total de respostas correctas apresentadas em cada uma das subescalas. Assim, para cada um dos cinco sentimentos existem 10 itens (quatro na sub-escala Express&#245;es Faciais, tr&#234;s na sub-escala Situa&#231;&#245;es Emocionais e tr&#234;s na sub-escala Comportamentos Emocionais). De acordo com os autores, a consist&#234;ncia interna da PEC &#233; de 0,68 (alfa de Cron-bach), ligeiramente inferior &#224; obtida neste estudo (0,70) e num estudo realizado por n&#243;s com crian&#231;as de idade pr&#233;-escolar (0,74; Alves <i>et al.,</i> 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As <i>Escalas de Avalia&#231;&#227;o da Compet&#234;ncia Social</i> (Lemos &#38; Meneses, 2002) constituem a vers&#227;o Portuguesa, traduzida e adaptada do <i>Social Skills Rating System</i> (Greshan &#38; Elliot, 1990), relativamente ao Ensino B&#225;sico. Os resultados encontrados para a popula&#231;&#227;o Portuguesa apoiam uma concep&#231;&#227;o multidimensional da compet&#234;ncia social e garantem a validade da informa&#231;&#227;o recolhida (Lemos &#38; Meneses, 2002). Este instrumento integra tr&#234;s escalas: Habilidades Sociais (30 itens), Problemas de Comportamento (18 itens) e Compet&#234;ncia Acad&#233;mica (9 itens). As <i>Habilidades Sociais</i> incluem tr&#234;s sub-escalas: Coopera&#231;&#227;o (10 itens; <i>e.g., &#8220;Realiza os trabalhos escolares de forma cuidada&#8221;),</i> Auto-controle (10 itens; <i>e.g, &#8220;Quando os colegas implicam com ele, reage adequadamente&#8221;)</i> e Asser&#231;&#227;o (10 itens; <i>e.g, &#8220;Convida os colegas para actividades&#8221;).</i> Os <i>Problemas de Comportamento</i> incluem as sub-escalas Problemas Internalizados (6 itens; e.g., <i>&#8220;Isola-se&#8221;),</i> Problemas Externalizados (7 itens; <i>e.g, &#8220;Amea&#231;a e goza os colegas&#8221;)</i> e Hiperactividade (5 itens; <i>e.g, &#8220;Distrai-se facilmente&#8221;).</i> A <i>Compet&#234;ncia Acad&#233;mica</i> pretende avaliar o desempenho na leitura e na matem&#225;tica, a motiva&#231;&#227;o, o funcionamento cognitivo e o suporte parental. Enquanto que nas escalas Habilidades Sociais e Problemas de Comportamento, o professor deve sinalizar a frequ&#234;ncia do comportamento do aluno em tr&#234;s pontos (1 - &#8220;nunca&#8221;; 2 - &#8220;<i>&#224;s vezes&#8221;;</i> 3 - <i>&#8220;muitas vezes&#8221;),</i> na Compet&#234;ncia Acad&#233;mica &#233; utilizada uma escala de cinco pontos (1 - <i>&#8220;muito baixo&#8221;;</i> 5 - <i>&#8220;muito elevado&#8221;).</i> De real&#231;ar que esta escala tem vindo a ser utilizada em Portugal em estudos recentes (Alves, 2006; Alves <i>et al.,</i> 2008; Lemos &#38; Meneses, 2002; Lima, Teixeira, Ser&#244;dio &#38; Cruz, 2008) e apresenta uma consist&#234;ncia interna elevada (coeficientes alfa de Cronbach variam entre 0,90 e 0,98), possibilitando uma avalia&#231;&#227;o consistente da componente comportamental da compet&#234;ncia social. De forma coerente com estes resultados, neste estudo a consist&#234;ncia interna das escalas Habilidades Sociais, Problemas de Comportamento e Compet&#234;ncia Acad&#233;mica &#233; de 0,96; 0,90 e 0,98, respectivamente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nesta investiga&#231;&#227;o foi apenas utilizada a escala de habilidades sociais, dada o interesse espec&#237;fico pelo estudo do efeito mediador desta vari&#225;vel.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A aceita&#231;&#227;o pelos pares foi avaliada atrav&#233;s de <i>t&#233;cnicas sociom&#233;tricas</i>. Estes procedimentos t&#234;m vindo a ser amplamente utilizados na investiga&#231;&#227;o, permitindo medir e compreender a configura&#231;&#227;o socio-afectiva do relacionamento entre pares (Terry, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Depois da aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio em cada turma, foi efectuada a codifica&#231;&#227;o dos dados, tendo em vista a sua introdu&#231;&#227;o no programa SOCIOM3 (Pio Abreu, 2002). Este programa fornece uma matriz sociom&#233;-trica para cada turma, que inclui o n&#250;mero de rejei&#231;&#245;es reais recebidas pelo participante (n), o n&#250;mero de prefer&#234;ncias reais recebidas pelo participante <i>(p),</i> bem como o valor m&#233;dio e os valores extremos das pontua&#231;&#245;es de prefer&#234;ncia e de rejei&#231;&#227;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De entre os v&#225;rios modelos sociom&#233;tricos, opt&#225;mos pelo modelo padronizado de Coie, Dodge e Coppotelli (1982), que permite comparar grupos de tamanhos diferentes, como os envolvidos neste estudo. A aplica&#231;&#227;o deste modelo implicou a padroniza&#231;&#227;o das escolhas positivas ou prefer&#234;ncias (<i>p</i>) e negativas ou rejei&#231;&#245;es (<i>n</i>), criando-se assim duas novas vari&#225;veis, <i>Zp</i> e <i>Zn.</i> Estas foram posteriormente utilizadas no c&#225;lculo da prefer&#234;ncia social, indiciadora da popularidade da crian&#231;a, que corresponde &#224; diferen&#231;a entre o <i>Zp</i> e <i>Zn</i> e expressa a aceita&#231;&#227;o da crian&#231;a no seu grupo de pares, designada neste estudo por <i>aceita&#231;&#227;o pelos pares.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Obtido o consentimento informado das escolas e dos encarregados de educa&#231;&#227;o (apenas 3% recusaram autorizar os filhos a participar), procedemos &#224; selec&#231;&#227;o dos participantes, em fun&#231;&#227;o dos crit&#233;rios previamente referidos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A recolha de dados decorreu no final do terceiro per&#237;odo lectivo, nas escolas frequentadas por cada uma das crian&#231;as, implicando tr&#234;s momentos diferenciados. Num primeiro momento, as professoras preencheram, para cada crian&#231;a, o Question&#225;rio de Caracteriza&#231;&#227;o da Crian&#231;a e do Contexto Familiar e as Escalas de Compet&#234;ncia Social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Num segundo momento, procedeu-se &#224; aplica&#231;&#227;o do teste sociom&#233;trico a todos os alunos de cada turma, evitando situa&#231;&#245;es de exclus&#227;o. Esta aplica&#231;&#227;o ocorreu no final do ano lectivo, altura em que se espera que a organiza&#231;&#227;o social, decorrente dos relacionamentos entre os elementos de cada turma, esteja definida (Moreno, 1934, p. 114). O teste sociom&#233;trico foi aplicado na presen&#231;a da professora, respondendo-se &#224;s d&#250;vidas apresentadas pelas crian&#231;as; foi-lhes ainda pedido que n&#227;o revelassem o sentido das suas escolhas, sensibilizando-as para a import&#226;ncia das normas de confidencialidade. N&#227;o foram verificadas dificuldades de resposta por parte das crian&#231;as, nem se registou qualquer resposta inv&#225;lida (por exemplo, <i>&#8220;n&#227;o sei&#8221;, &#8220;s&#227;o todos&#8221;)</i> ou question&#225;rio em branco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Num terceiro momento, que decorreu numa sala disponibilizada na escola para o efeito, procedeu-se &#224; administra&#231;&#227;o individual da EACE, que demorou em m&#233;dia 10 minutos. De real&#231;ar que as crian&#231;as participaram de forma volunt&#225;ria ap&#243;s a apresenta&#231;&#227;o da tarefa, mostraram-se envolvidas e interessadas, n&#227;o revelando qualquer resist&#234;ncia aberta.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Resultados</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lises Descritivas</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao conhecimento emocional, verifica-se que os participantes apresentam uma percentagem de sucesso mais elevada nos itens que envolvem as Express&#245;es Faciais (61%) do que nos itens relativos &#224;s Situa&#231;&#245;es Emocionais (56%) e aos Comportamentos Emocionais (53%). Estes dados s&#227;o consistentes com as m&#233;dias apresentadas no <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a06q1.jpg">Quadro 1</a>. A an&#225;lise dos resultados em fun&#231;&#227;o do sexo da crian&#231;a n&#227;o revelou quaisquer diferen&#231;as significativas (t = 0,72, <i>n.s., t</i> = 0,63, <i>n.s., t</i> = 0,91, <i>n.s.,</i> respectivamente para as Express&#245;es Faciais, Situa&#231;&#245;es Emocionais e Comportamentos Emocionais).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">Em termos das habilidades sociais, &#233; na sub-escala de auto-controlo que se verifica a m&#233;dia mais baixa (cf. <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a06q1.jpg">Quadro 1</a>). A an&#225;lise dos resultados em fun&#231;&#227;o do sexo mostra que os rapazes e as raparigas apenas se diferenciaram de forma significativa na sub-escala coopera&#231;&#227;o, apresentando-se as raparigas como mais cooperantes (t = 1,512; p&#60;0,05).</font></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &#224; aceita&#231;&#227;o pelos pares (cf. <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a06q1.jpg">Quadro 1</a>), verificamos que esta n&#227;o difere de forma significativa entre os rapazes e as raparigas e os resultados obtidos aproximam-se dos apresentados na literatura (Coie <i>et al.,</i> 1982).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">No <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a06q2.jpg">Quadro 2</a> s&#227;o apresentadas as correla&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis. Verifica-se que o conhecimento emocional e as habilidades sociais se correlacionam significativamente entre si e com a aceita&#231;&#227;o pelos pares. Relativamente &#224; escolaridade das m&#227;es, esta mostra-se moderadamente correlacionada com o conhecimento emocional, as habilidades sociais e a aceita&#231;&#227;o pelos pares.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">Depois de controlada a escolaridade das m&#227;es, constata-se que a correla&#231;&#227;o entre o conhecimento emocional e a aceita&#231;&#227;o pelos pares diminui, mas mant&#233;m-se estatisticamente significativa <i>(r parcial</i> = 0,20; p&#60;0,05). O mesmo acontece com a correla&#231;&#227;o entre as habilidades sociais e a aceita&#231;&#227;o pelos pares (r <i>parcial</i> = 0,29; p&#60;0,01). Tamb&#233;m a correla&#231;&#227;o entre o conhecimento emocional e as habilidades sociais diminui quando se controla a escolaridade das m&#227;es, mantendo-se o n&#237;vel de signific&#226;ncia estat&#237;stica (r <i>parcial</i> = 0,24; <i>p</i>&#60;0,05). Assim, tal como seria de esperar, o conhecimento emocional apresenta associa&#231;&#245;es positivas e estatisticamente significativas com as habilidades sociais, por um lado, e com a aceita&#231;&#227;o pelos pares, por outro.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Estima&#231;&#227;o do Modelo de Media&#231;&#227;o</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Seguidamente test&#225;mos os efeitos de media&#231;&#227;o de acordo com a hip&#243;tese acima delineada e seguindo o modelo proposto por Baron e Kenny (1986). De acordo com este modelo, uma vez constatada a rela&#231;&#227;o entre o preditor (ou vari&#225;vel independente) e a vari&#225;vel dependente, uma terceira vari&#225;vel poder&#225; funcionar como mediadora se contribuir para a rela&#231;&#227;o verificada. Teremos ent&#227;o que assegurar o cumprimento de tr&#234;s condi&#231;&#245;es: &#8220;a) varia&#231;&#245;es nos n&#237;veis da vari&#225;vel independente contribuem significativamente para varia&#231;&#245;es nas vari&#225;veis presumivelmente mediadoras; b) varia&#231;&#245;es nos mediadores contribuem significativamente para varia&#231;&#245;es na vari&#225;vel dependente&#8221; (Baron &#38; Kenny, 1986, p. 1176), e ainda, c) efectuando a regress&#227;o conjunta da vari&#225;vel independente e da vari&#225;vel mediadora na vari&#225;vel dependente, o efeito da vari&#225;vel independente na vari&#225;vel dependente diminui.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No modelo que pretendemos testar, o conhecimento emocional &#233; a vari&#225;vel preditora, a aceita&#231;&#227;o pelos pares a vari&#225;vel dependente e as habilidades sociais a vari&#225;vel mediadora desta rela&#231;&#227;o (cf. <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a06f1.jpg">Figura 1</a>). Para testar o efeito da media&#231;&#227;o &#233; necess&#225;rio estimar tr&#234;s equa&#231;&#245;es de regress&#227;o, tendo-se constatado que: a) o conhecimento emocional (preditor) contribui significativamente para a vari&#226;ncia das habilidades sociais (hipot&#233;tico mediador) na equa&#231;&#227;o 1 (P= 0,28 /&#62;&#60;0,001); b) o conhecimento emocional (preditor) contribui significativamente para a vari&#226;ncia da aceita&#231;&#227;o pelos pares na equa&#231;&#227;o 2 (P= 0,23, /&#62;&#60;0,008); c) as habilidades sociais contribuem significativamente para a vari&#226;ncia da aceita&#231;&#227;o pelos pares, depois de removida a vari&#226;ncia do conhecimento emocional, na equa&#231;&#227;o 3 (R<sup>2</sup> = 0,13, p= 0,32, p&#60;0,001). A rela&#231;&#227;o significativa existente entre o conhecimento emocional e a aceita&#231;&#227;o pelos pares expressa na equa&#231;&#227;o 2 decresce para valores n&#227;o significativos (R<sup>2</sup> = 0,15 p= 0,14, p&#62;0,10), confirmando o efeito mediador das habilidades sociais (Baron &#38; Kenny, 1986).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">O teste de Sobel (1982) permitiu verificar que o efeito mediador das habilidades sociais na rela&#231;&#227;o entre o conhecimento emocional e a aceita&#231;&#227;o pelos pares &#233; estatisticamente significativo (Z=3,47, p&#60;0,01), indicando que as habilidades sociais contribuem para explicar o efeito preditor do conhecimento emocional da crian&#231;a na sua aceita&#231;&#227;o pelos pares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em s&#237;ntese, as an&#225;lises acima apresentadas evidenciam a media&#231;&#227;o das habilidades sociais na rela&#231;&#227;o entre o conhecimento emocional e a aceita&#231;&#227;o pelos pares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo pretendeu investigar a contribui&#231;&#227;o do conhecimento emocional para a aceita&#231;&#227;o pelos pares, procurando identificar em que medida as habilidades sociais podem contribuir para explicar esta rela&#231;&#227;o. De real&#231;ar que as an&#225;lises estat&#237;sticas realizadas possuem um cariz correlacionai, n&#227;o permitindo infer&#234;ncias de causalidade.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados deste estudo mostram que o conhecimento emocional e as habilidades sociais contribuem para a aceita&#231;&#227;o pelos pares em idade escolar (Mostow <i>et al.,</i> 2002). As habilidades sociais assumem um papel mediador na rela&#231;&#227;o entre o conhecimento emocional e a aceita&#231;&#227;o pelos pares, ou seja, o poder preditivo do conhecimento emocional na aceita&#231;&#227;o pelos pares &#233; explicado pelas habilidades sociais da crian&#231;a. Este resultado &#233; consistente com o modelo de processamento da informa&#231;&#227;o social, na reformula&#231;&#227;o proposta por Lemerise e Arsenio (2002), no sentido de integrar a dimens&#227;o emocional com a dimens&#227;o social nas diferentes etapas do processamento. O conhecimento emocional revela-se especialmente relevante nas duas primeiras etapas de codifica&#231;&#227;o e interpreta&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o, ou seja, no reconhecimento e nomea&#231;&#227;o correcta de est&#237;mulos que desencadeiam express&#245;es e comportamentos emocionais. As crian&#231;as com mais habilidades sociais utilizam de forma mais adequada a informa&#231;&#227;o emocional no contexto das interac&#231;&#245;es entre pares, conjugando-se assim estes dois factores no sentido de promover um estatuto de maior aceita&#231;&#227;o (ou popularidade) entre pares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao papel dos factores individuais, os resultados reflectem a aus&#234;ncia de diferen&#231;as entre sexos no conhecimento emocional e nas habilidades sociais das crian&#231;as, &#224; excep&#231;&#227;o da coopera&#231;&#227;o que se revela superior nas raparigas, &#224; semelhan&#231;a do encontrado por outros autores (Denham, 1998; Eisenberg &#38; Fabes, 1998). Pelo contr&#225;rio, e consistentemente com a literatura (cf. Hoff <i>et al.,</i> 2002), o funcionamento social e emocional das crian&#231;as varia em fun&#231;&#227;o da escolaridade das m&#227;es, sendo que esta vari&#225;vel contribui para explicar apenas parcialmente as rela&#231;&#245;es que se estabelecem entre o conhecimento emocional, as habilidades sociais e a aceita&#231;&#227;o pelos pares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Conscientes de que o comportamento que as crian&#231;as exibem na escola &#233; um elemento crucial de todo o seu funcionamento socio-emocional, opt&#225;mos por avaliar o fen&#243;meno da aceita&#231;&#227;o social neste contexto primordial do desenvolvimento. N&#227;o s&#243; porque &#233; na escola que as crian&#231;as passam a maior parte do seu tempo, mas tamb&#233;m porque este &#233; um contexto privilegiado para aprender e praticar compet&#234;ncias sociais e desenvolver rela&#231;&#245;es (formais e informais) com pares e adultos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora nos tenhamos centrado apenas num contexto, no seio deste foram consideradas diferentes fontes de informa&#231;&#227;o: os professores, os pares e a pr&#243;pria crian&#231;a. Assim, a avalia&#231;&#227;o das habilidades sociais foi feita junto dos professores, a aceita&#231;&#227;o pelos pares junto destes mesmos e o conhecimento emocional junto da crian&#231;a. A avalia&#231;&#227;o efectuada pelos professores caracteriza o comportamento social da crian&#231;a no contexto escolar e as medidas sociom&#233;tricas manifestam o sentimento colectivo relativamente &#224; crian&#231;a (Almeida, 1997). Assim, a primeira permite-nos perceber como &#233; que o comportamento da crian&#231;a &#233; percepcionado pelos professores e a segunda indica-nos a percep&#231;&#227;o desse comportamento junto dos pares, constituindo-se como medidas complementares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de a escola ser um contexto muito importante para as crian&#231;as de idade escolar, as suas interac&#231;&#245;es tamb&#233;m ocorrem noutros contextos. A vida de um n&#250;mero consider&#225;vel de crian&#231;as &#233; substancialmente enriquecida pela participa&#231;&#227;o em actividades fora do contexto escolar, com ganhos evidentes na realiza&#231;&#227;o acad&#233;mica e na diminui&#231;&#227;o do abandono escolar (Larson, Jarrett, Hansen, Pearce, Sullivan, Walker <i>et al.,</i> 2004). Sublinhamos assim uma primeira limita&#231;&#227;o deste estudo, sendo plaus&#237;vel que um n&#250;mero razo&#225;vel de crian&#231;as apresente diferentes n&#237;veis de popularidade no contexto escolar, no clube desportivo ou na vizinhan&#231;a. Futuras investiga&#231;&#245;es dever&#227;o efectuar o estudo da aceita&#231;&#227;o social &#8220;fora&#8221; do contexto escolar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma segunda limita&#231;&#227;o deste trabalho refere-se ao limitado n&#250;mero de determinantes da aceita&#231;&#227;o pelos pares considerado. O modelo do processamento da informa&#231;&#227;o reformulado por Lemerise e Arsenio (2000) salienta o papel da dimens&#227;o emocional ao longo das diversas etapas do processamento da informa&#231;&#227;o, remetendo-nos para a import&#226;ncia de considerar a compet&#234;ncia emocional de uma forma mais ampla. Ou seja, para al&#233;m do conhecimento emocional, &#233; fundamental considerar-se em futuros estudos a regula&#231;&#227;o emocional e a express&#227;o emocional (Eisenberg, Fabes, Guthrie &#38; Reiser, 2000). Da mesma forma, neste modelo &#233; tamb&#233;m sublinhado o papel das experi&#234;ncias anteriores e das predisposi&#231;&#245;es temperamentais, nomeadamente da emocionalidade. Assim, parece-nos que a integra&#231;&#227;o das interac&#231;&#245;es parentais (Yap, Allen, Love &#38; Katz, 2008) e do temperamento (Rothbart &#38; Putnam, 2002) em trabalhos futuros que visem o estudo da aceita&#231;&#227;o pelos pares, ser&#225; fundamental na constru&#231;&#227;o de um modelo mais amplo dos preditores da aceita&#231;&#227;o pelos pares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Parece-nos que o conhecimento dos processos envolvidos na qualidade das interac&#231;&#245;es com pares &#233; especialmente relevante na determina&#231;&#227;o de uma traject&#243;ria desenvolvimental ajustada. A longo prazo, a recorr&#234;ncia de percep&#231;&#245;es e interpreta&#231;&#245;es parciais ou incorrectas das pistas emocionais pode impedir o normal desenvolvimento socio-emocional e comprometer o ajustamento social da crian&#231;a (Izard <i>et al.,</i> 2001). O conhecimento emocional parece afectar a interpreta&#231;&#227;o do est&#237;mulo social e consequentemente as tomadas de decis&#227;o que as crian&#231;as desenvolvem nas situa&#231;&#245;es sociais. (Izard, 1993; Lemerise &#38; Arsenio, 2000) Estes poss&#237;veis efeitos poder&#227;o ocorrer de forma directa, na interpreta&#231;&#227;o incorrecta das emo&#231;&#245;es dos outros, ou indirectamente, quando as interpreta&#231;&#245;es err&#243;neas levam &#224; evoca&#231;&#227;o e &#224; experimenta&#231;&#227;o de emo&#231;&#245;es desadequadas, produzindo um conjunto de erros no processamento da informa&#231;&#227;o social (Fine <i>et al.,</i> 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esperamos que o estudo aqui apresentado contribua para a constru&#231;&#227;o de um conhecimento que alicerce a planifica&#231;&#227;o de programas de interven&#231;&#227;o universal com vista &#224; promo&#231;&#227;o do comportamento pr&#243;-social e &#224; preven&#231;&#227;o dos problemas de comportamento. Tal como referem Fine e colaboradores (2003), estes programas dever&#227;o ser implementados precocemente e incluir oportunidades para a crian&#231;a promover o seu conhecimento emocional. Este parece constituir a base de outras compet&#234;ncias sociais essenciais e surge como um dos principais preditores da compet&#234;ncia acad&#233;mica e do comportamento social (Izard <i>et al.,</i> 2001; Machado <i>et al.,</i> 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Almeida, A. M. T (1997). <i>As rela&#231;&#245;es entre pares em idade escolar. Um estudo de avalia&#231;&#227;o da compet&#234;ncia social pelo m&#233;todo de Q-sort.</i> Tese de Doutoramento n&#227;o publicada, Instituto de Estudos da Crian&#231;a, Universidade do Minho.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Arsenio, W. F., Cooperman, S., &#38; Lover, A. (2000). Affective predictors of preschoolers aggression and peer acceptance: Direct and indirect effects. <i>Developmental Psychology, 36,</i> 438-448.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469091&pid=S0874-2049201000020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Arsenio, W. F., &#38; Lover, A. (1995). Children&#39;s conceptions of sociomoral affect: Happy victimizers, mixed emotions, and other expectancies. In M. Killen &#38; D. Hart (Eds.) <i>Morality in everyday life: developmental perspectives</i>(pp. 87-128). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469093&pid=S0874-2049201000020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Alves, D. (2006). <i>O emocional e o social na idade escolar: Uma abordagem dos preditores da aceita&#231;&#227;o pelos pares</i>. Tese de Mestrado n&#227;o publicada, Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alves, D., Cruz, O., Duarte, C., &#38; Martins, R. (2008). Escala de Avalia&#231;&#227;o do Conhecimento Emocional <i>(EACE).</i> In A. P. Noronha, C. Machado, L. Almeida, M. Gon&#231;alves, S. Martins &#38; V. Ramalho (Coords.), <i>Avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica: Formas e contextos - Actas.</i>Braga: Psiquilibrios Edi&#231;&#245;es. (CD-ROM, item n&#176;9789899552265)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469096&pid=S0874-2049201000020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baron, R. M., &#38; Kenny, D. A. (1986). The moderator-mediator variable distinction in social psychological research: Conceptual, strategic and statistical considerations. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 51,</i>1173-1182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469097&pid=S0874-2049201000020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cassidy, J., Parke, R. D., Butkovsky, L., &#38; Braungart, J. M. (1992). Family-peer connections: The roles of emotional expressiveness within the family and children&#8217;s understanding of emotions. <i>Child Development, 63,</i> 603-618.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469099&pid=S0874-2049201000020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Coie, J. D., Dodge, K. A., &#38; Kupersmidt, J. B. (1990). Peer group behaviour and social status. In S. Asher &#38; J. Coie (Eds.), <i>Peer rejection in childhood</i>(pp. 17-59). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469101&pid=S0874-2049201000020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Coie, J. D., Dodge, K., &#38; Coppotelli, H. A. (1982). Dimensions and types of social status: A cross-age perspective. <i>Developmental Psychology, 18,</i> 557-569.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469103&pid=S0874-2049201000020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crick, N. R., &#38; Dodge, K. A. (1994). A review and reformulation of social information-processing mechanisms in children&#39;s social adjustment. <i>Psychological Bulletin, 115,</i> 74-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469105&pid=S0874-2049201000020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Denham, S. A. (1998). <i>Emotional development in young children.</i>New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469107&pid=S0874-2049201000020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Denham, S. A., McKinley, M., Couchoud, E. A., &#38; Holt, R. (1990). Emotional and behavioural predictors of preschool peer ratings. <i>Child Development, 61,</i>1145-1152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469109&pid=S0874-2049201000020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Denham, S. A., &#38; Holt, R. W. (1993). Preschoolers&#39; likability as cause or consequence of their social behavior. <i>Developmental Psychology, 29,</i> 271-275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469111&pid=S0874-2049201000020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dodge, K. A. (1983). Behavioral antecedents of peer social status. <i>Child Development, 54,</i> 1386-1399.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469113&pid=S0874-2049201000020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dodge, K. A., &#38; Feldman, E. (1990). Issues in social cognition and sociometric status. In S. R. Asher &#38; J. D. Coie (Eds.), <i>Peer rejection in childhood</i>(pp. 119-155). New York: Cambridge Studies.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469115&pid=S0874-2049201000020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dodge, K. A., Lansford, J. E., Burks, V. S., Bates, J. E., Pettit, G. S., Fontaine, R., &#38; Price, J. M. (2003). Peer rejection and social information-processing factors in the development of aggressive behaviour problems in children. <i>Child Development, 74,</i> 374-393.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469117&pid=S0874-2049201000020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eisenberg, N., &#38; Fabes, R. (1998). Prosocial development. In W. Damon (Series Ed.), &#38; N. Eisenberg (Ed.), <i>Handbook of child psychology: Social, emotional, and personality development</i> (Vol. 3, pp. 701-778). New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469119&pid=S0874-2049201000020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eisenberg, N., Fabes, R. A., Guthrie, I. K., &#38; Reiser, M. (2000). Dispositional emotionality and regulation: Their role in predicting quality of social functioning. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 78,</i> 136-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469121&pid=S0874-2049201000020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eisenberg, N., Murphy, B. C., &#38; Shepard, S. (1997). The development of empathic accuracy. In W. Ickes (Ed.), <i>Empathic accuracy</i> (pp. 73-116). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469123&pid=S0874-2049201000020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fine, S. E., Izard, C. E., Mostow, A. J., Trentacosta, C. J., &#38; Ackerman, B. P. (2003). First grade emotion knowledge as a predictor of fifth grade self-reported internalizing behaviours in children from economically disadvantaged families. <i>Development and Psychopathology, 15,</i>331-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469125&pid=S0874-2049201000020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gresham, F. M., &#38; Elliott, S. N. (1990). <i>Social skills rating system manual.</i>Circle Pines, MN: American Guidance Service.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hoff, E., Laursen, B., &#38; Tardif, T. (2002). Socioeconomic status and parenting. In M. Bornstein (Ed.), <i>Handbook of parenting,</i> Vol.2: <i>Biology and ecology of parenting</i>(pp. 231-252). Mahwah: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469128&pid=S0874-2049201000020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hobson, P. (1993). The emotional origins of social understanding. <i>Philosophical Psychology, 6</i>, 227-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469130&pid=S0874-2049201000020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Izard, C. E. (1971). <i>The face of emotion.</i> New York: Appleton-Century-Croft.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469132&pid=S0874-2049201000020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Izard, C. E. (1991). <i>The psychology of emotions.</i> New York: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469134&pid=S0874-2049201000020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Izard, C. E. (1993). Four systems for emotion activation: Cognitive and noncognitive processes. <i>Psychological Review, 100,</i> 68-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469136&pid=S0874-2049201000020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Izard, C. E., Ackerman, B. P. (2004). Motivational, organization and regulatory functions of discrete emotions. In M. Lewis &#38; J. M. Haviland-Jones (Eds.), <i>Handbook of emotions</i> (pp. 253-264). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469138&pid=S0874-2049201000020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Izard, C. E., Fine, S. E., Schultz, D., Mostow, A. J., Ackerman, B. P., &#38; Young-strom, E. (2001). Emotion knowledge as a predictor of social behavior and academic competence in children at risk. <i>Psychological Science, 12,</i> 18-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469140&pid=S0874-2049201000020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lemerise, E. A., &#38; Arsenio, W. F. (2000). An integrated model of emotion processes and cognition in social information processing. <i>Child Development, 71,</i> 107-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469142&pid=S0874-2049201000020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lemos, M., &#38; Meneses, H. (2002). A avalia&#231;&#227;o da compet&#234;ncia social: Vers&#227;o portuguesa da forma para professores do SSRS. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 18,</i> 267-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469144&pid=S0874-2049201000020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lima, A., Teixeira, V., Ser&#244;dio, R., &#38; Cruz, O. (2008). Escala de problemas de comportamento em crian&#231;as de idade escolar. In A. P. Noronha, C. Machado, L. Almeida, M. Gon&#231;alves, S. Martins &#38; V. Ramalho (Coords.), <i>Avalia&#231;&#227;o Psicol&#243;gica: Formas e Contextos - Actas.</i> Braga: Psiquilibrios Edi&#231;&#245;es. (CD-ROM, item n&#176;9789899552265)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469146&pid=S0874-2049201000020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Larson, R., Jarrett, R., Hansen, D., Pearce, N., Sullivan, P., Walker, K., Watkins, N., &#38; Wood, D. (2004) Organized youth activities as contexts for positive development. In A. Linley &#38; S. Joseph (Eds.), <i>International handbook of positive psychology in practice: From research to application</i>(pp. 540-560). 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Rela&#231;&#245;es entre o conhecimento das emo&#231;&#245;es, as compet&#234;ncias acad&#233;micas, as compet&#234;ncias sociais e a aceita&#231;&#227;o pelos pares. <i>An&#225;lise Psicol&#243;gica, 3,</i> 463-478.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469149&pid=S0874-2049201000020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Moreno, J. L. (1934). <i>Who shall survive? A new approach to the problem of human interrelations</i>. Washington, D. C: Nervous and Mental Diseases Publishing Co.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mostow, A., Izard, C. E., Fine, S., &#38; Trentacosta, C. J. (2002). Modeling emotional, cognitive, and behavioral predictors of peer acceptance. <i>Child Development, </i>73, 1775-1787.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469152&pid=S0874-2049201000020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pio Abreu, J. L. (2002). <i>SOCIOMETRIA: Trabalhar com o programa SOCIOM3.</i> Coimbra: Hospital da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469154&pid=S0874-2049201000020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rothbart, M. K., &#38; Putnam, S. P. (2002). Temperament and socialization. In L. Pulkinnen &#38; A. Caspi (Eds.), <i>Paths to successful development: Personality in the life course</i> (pp. 19-45). 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Children emotion processing: Relations to emotionality and aggression. <i>Development and Psychopathology, 16,</i>371-387.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469164&pid=S0874-2049201000020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Terry, R. (2000). Recent advances in measurement theory and the use of sociometric techniques. In A. H. N. Cillesen &#38; W. M. Bukowski (Eds.), <i>New directions for child and adolescent development: Vol. 88. Recent advances in the measurement of acceptance and rejection in the peer system</i>(pp. 27-53). 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Maternal meta-emotion philosophy and socialization of adolescent affect: The moderating role of adolescent temperament. <i>Journal of Family Psychology, 22,</i>688-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469168&pid=S0874-2049201000020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zettergren, P. (2005). Childhood peer status as predictor of midadolescence peer situation and social adjustment. <i>Psychology in Schools, 42,</i> 745-757.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469170&pid=S0874-2049201000020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&#234;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Diana Alves, Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Manuel Pereira da Silva; 4200-392 Porto, Portugal. Email: <a href="mailto:dianalves@fpce.up.pt">dianalves@fpce.up.pt</a>; Tel.: 00351 226079700; Fax: 00351 226079725</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Financiado por:</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo est&#225; integrado num projecto de investiga&#231;&#227;o mais amplo sobre o <i>&#34;Desenvolvimento das Compet&#234;ncias Sociais de Crian&#231;as em Idade Escolar&#34;,</i> financiado pela Funda&#231;&#227;o para Ci&#234;ncia e Tecnologia (FCT), atrav&#233;s do Centro de Psicologia da Faculdade do Porto.</font></p>        ]]></body><back>
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