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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da qualidade do planeamento do modelo de avaliação e intervenção familiar integrada para os centros de apoio familiar e de aconselhamento parental]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Integrated Family Assessment and Intervention Model (IFAIM): Evaluation of a proposal to be implemented in Centers for Family Support and Parental Counseling]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article reports the results of a quality planning evaluation of a proposal of the Integrated Family Assessment and Intervention Model (IFAIM) to be implemented in Centers for Family Support and Parental Counseling. Through an adaptation of the Nominal Group Technique, an expert panel performed quantitative and qualitative evaluations of a proposal describring IFAIM, a profile of competencies for its professionals and the respective training programme. The calculation of the mean score for each dimension yielded quite satisfactory results considering the relevance, the conceptual background and the definition of objectives, necessary resources and evaluation procedures of the model. A content analysis of the meeting was conducted. The results regarding the experts&#8217; questions, their positive and negative evaluations as well as suggestions for improvement are reported and discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Avalia&#231;&#227;o da qualidade do planeamento do modelo de avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o familiar integrada para os centros de apoio familiar e de aconselhamento parental</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>The Integrated Family Assessment and Intervention Model (IFAIM): Evaluation of a proposal to be implemented in Centers for Family Support and Parental Counseling</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Melo<sup>1,*</sup>; Madalena Alarc&#227;o<sup>2</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Bolseira da Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e Tecnologia, Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Coimbra</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Coimbra</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este artigo apresenta os resultados da avalia&#231;&#227;o da qualidade do planeamento de um <i>Modelo de Avalia&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Familiar Integrada</i> (MAIFI) tendo em vista a sua implementa&#231;&#227;o em Centros de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental. Utilizando-se uma adapta&#231;&#227;o da T&#233;cnica de Grupo Nominal, um painel de especialistas avaliou a proposta apresentada, quer no que diz respeito ao MAIFI, quer no que toca ao perfil de compet&#234;ncias dos profissionais que o venham a implementar e ao plano de forma&#231;&#227;o dos mesmos. As m&#233;dias das avalia&#231;&#245;es quantitativas indicam resultados bastante satisfat&#243;rios considerando a relev&#226;ncia, a qualidade do enquadramento conceptual e da defini&#231;&#227;o de objectivos, a adequa&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o-alvo, a qualidade dos m&#233;todos propostos, dos recursos necess&#225;rios e dos procedimentos de avalia&#231;&#227;o das propostas. Foi realizada uma an&#225;lise do conte&#250;do da reuni&#227;o de avalia&#231;&#227;o, sendo apresentadas e discutidas as d&#250;vidas colocadas pelos especialistas, as avalia&#231;&#245;es positivas e negativas e as sugest&#245;es de melhoramento.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: avalia&#231;&#227;o de planeamento de programa, crian&#231;as e jovens em risco ou perigo, fam&#237;lias multi-desafiadas, interven&#231;&#227;o familiar, perfil de compet&#234;ncias profissionais, forma&#231;&#227;o</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This article reports the results of a quality planning evaluation of a proposal of the Integrated Family Assessment and Intervention Model (IFAIM) to be implemented in Centers for Family Support and Parental Counseling.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Through an adaptation of the Nominal Group Technique, an expert panel performed quantitative and qualitative evaluations of a proposal describring IFAIM, a profile of competencies for its professionals and the respective training programme. The calculation of the mean score for each dimension yielded quite satisfactory results considering the relevance, the conceptual background and the definition of objectives, necessary resources and evaluation procedures of the model. A content analysis of the meeting was conducted. The results regarding the experts&#8217; questions, their positive and negative evaluations as well as suggestions for improvement are reported and discussed.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: programme planning evaluation, at-risk children and youth, multi-challenged families, family intervention, professional skills&#8217; profile, training</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os servi&#231;os de apoio familiar, destinados a fam&#237;lias com crian&#231;as e jovens em risco ou em perigo, t&#234;m uma hist&#243;ria recente em Portugal. Os Centros de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP) s&#227;o definidos como uma &#8220;resposta social, desenvolvida atrav&#233;s de um servi&#231;o, vocacionada para o estudo e preven&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es de risco social e para o apoio a crian&#231;as e jovens em situa&#231;&#227;o de perigo e suas fam&#237;lias, concretizado na sua comunidade atrav&#233;s de equipas multidisciplinares&#8221; (DGSSFC, 2006, p. A 3.1). Tradicionalmente, os servi&#231;os de apoio familiar baseiam-se na ideia de que a fam&7;lia deve ser apoiada para cumprir eficazmente as suas fun&#231;&#245;es. Perante condi&#231;&#245;es de perigo, nomeadamente de mautrato, devem ser desenvolvidas interven&#231;&#245;es que permitam manter a crian&#231;a no seio familiar, desde que se reduzam ou eliminem as circunst&#226;ncias de risco de mautrato (Armstrong &#38; Hill, 2001; Hoagwood, 2005; Manalo &#38; Meezan, 2000). Estes processos decorrem, frequentemente, em contextos de coac&#231;&#227;o e conduzem &#224; emiss&#227;o de pareceres que podem influenciar, muitas vezes de forma decisiva, a vida das fam&#237;lias (Cirillo &#38; Di Blasio, 1997; Walsh, 2006). As fam&#237;lias acompanhadas pelos servi&#231;os sociais s&#227;o, frequentemente, &#8216;multi-desafiadas&#8217;, colocando uma s&#233;rie de dificuldades aos profissionais. Os m&#250;ltiplos desafios dificultam os esfor&#231;os de preserva&#231;&#227;o ou reunifica&#231;&#227;o familiar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O Modelo de Avalia&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Familiar Integrada (MAIFI, Melo, 2008) foi desenhado para dar resposta &#224;s necessidades de avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o junto destas fam&#237;lias, multi-desafiadas e com crian&#231;as e jovens em situa&#231;&#227;o de risco psicossocial ou perigo (particularmente de mau trato f&#237;sico, psicol&#243;gico ou neglig&#234;ncia), acompanhadas pelos Centros de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (Melo &#38; Alarc&#227;o, 2009a). Um dos aspectos mais distintivos do MAIFI, tal como detalhado noutro lugar (Melo &#38; Alarc&#227;o, 2010b), &#233; o seu car&#225;cter integrador. O MAIFI caracteriza-se, n&#227;o s&#243; pela combina&#231;&#227;o de abordagens tradicionalmente separadas <i>(e.g.,</i> trabalho cl&#237;nico, social, educativo, comunit&#225;rio e forense), mas tamb&#233;m por integrar contributos de diferentes modelos e abordagens de interven&#231;&#227;o familiar e parental. Esta integra&#231;&#227;o decorre sob a al&#231;ada de um pensamento sist&#233;mico (Carr, 2006; Dallos &#38; Urry, 1999; Vetere &#38; Dallos, 2003) e de uma postura de base colaborativa (Hoffman, 1998; Madsen, 2007). O MAIFI reflecte uma forte influ&#234;ncia de abordagens colaborativas, narrativas e centradas nas for&#231;as e solu&#231;&#245;es (Andersen, 1995; Anderson &#38; Goolishian, 1992; DeShazer, 1991; Friedman, 1993; Saleebey, 2002; Sluzki, 1992; White, 2007) e da sua aplica&#231;&#227;o ao trabalho cl&#237;nico e social em situa&#231;&#245;es de risco e perigo, particularmente de mau trato (Berg &#38; Kelly, 2000; De Jong &#38; Miller, 1995; Madsen, 2007; Turnell &#38; Edwards, 1999). Trata-se, ainda, de um modelo multi-sist&#233;mico (Boyd-Franklin &#38; Bry, 2000), focado na fam&#237;lia e orientado por modelos de resili&#234;ncia familiar (Walsh, 2006), que valoriza o trabalho no domic&#237;lio (Boyd-Franklin &#38; Bry, 2000; Woodford, Bordeau, &#38; Alderfer, 2006). Desta forma, o MAIFI procura colmatar uma lacuna no panorama portugu&#234;s no que diz respeito &#224; exist&#234;ncia de interven&#231;&#245;es familiares especializadas, adequadas &#224;s m&#250;ltiplas necessidades de fam&#237;lias multi-desafiadas (Melo &#38; Alarc&#227;o, 2010a; Sousa, 2005) e especialmente adaptadas a situa&#231;&#245;es de pobreza (Frankel &#38; Frankel, 2006; Rojano, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Organiza-se em cinco fases, com objectivos, orienta&#231;&#245;es, procedimentos e instrumentos de trabalho pr&#243;prios. O <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a10q1.jpg">Quadro 1</a> apresenta um resumo dos objectivos espec&#237;ficos associados a cada etapa de implementa&#231;&#227;o do modelo.</font></p>      
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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O car&#225;cter colaborativo do MAIFI e o cuidado na organiza&#231;&#227;o dos processos de avalia&#231;&#227;o permitem que o trabalho seja orientado para a produ&#231;&#227;o e organiza&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o rigorosa e &#250;til, que facilite o processo de tomada de decis&#227;o por parte do sistema de promo&#231;&#227;o e protec&#231;&#227;o (ex: CPCJ, Tribunais). O modelo focaliza-se na facilita&#231;&#227;o da mudan&#231;a, apoiando a fam&#237;lia, desde os primeiros contactos, para que: a) construa condi&#231;&#245;es de seguran&#231;a e bem-estar para a crian&#231;a; b) persiga as suas vis&#245;es e direc&#231;&#245;es preferidas de vida; e c) exer&#231;a o seu direito &#224; liberdade (entendido como a capacidade de obter e produzir informa&#231;&#227;o sobre si pr&#243;pria, o mundo e a sua rela&#231;&#227;o com ele, assim como a real capacidade de fazer escolhas e de assumir a responsabilidade pelas mesmas).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A import&#226;ncia dada ao trabalho no espa&#231;o domicili&#225;rio e comunit&#225;rio associa-se a um conjunto de factores tais como: a) o respeito e a compreens&#227;o pelo enquadramento ecossist&#233;mico da vida familiar (Boyd-Franklin &#38; Bry, 2000; Minuchin, Colapinto, &#38; Minuchin, 2007); b) a combina&#231;&#227;o de um olhar cl&#237;nico com um trabalho de cariz social (Rojano, 2004); c) uma aten&#231;&#227;o especial a barreiras e obst&#225;culos que possam dificultar o envolvimento das fam&#237;lias (Cunningham &#38; Hengeller, 1999); e d) a valoriza&#231;&#227;o das for&#231;as, compet&#234;ncias, recursos e redes naturais da fam&#237;lia na facilita&#231;&#227;o do processo de mudan&#231;a (Saleebey, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O MAIFI foi desenvolvido de modo a poder ser manualizado, disseminado e avaliado em termos de processo e de resultados, tendo sido definidos um perfil de compet&#234;ncias e um plano de forma&#231;&#227;o e acompanhamento dos profissionais que venham a implement&#225;-lo. As compet&#234;ncias dos profissionais dividem-se em compet&#234;ncias te&#243;ricas, de conceptualiza&#231;&#227;o de caso e de rela&#231;&#227;o profissional-fam&#237;lia, e compet&#234;ncias pr&#225;ticas. As primeiras est&#227;o estritamente relacionadas com o car&#225;cter sist&#233;mico e ecol&#243;gico, colaborativo, narrativo e centrado nas for&#231;as e compet&#234;ncias, subjacente ao MAIFI, bem como com as exig&#234;ncias de avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o em contextos de coac&#231;&#227;o e situa&#231;&#245;es de risco e perigo, particularmente de maus tratos f&#237;sicos, psicol&#243;gicos e neglig&#234;ncia. As segundas, subdividem-se em diferentes categorias, conforme se referem a: a) compet&#234;ncias b&#225;sicas de gest&#227;o das sess&#245;es, das quais depende, em larga medida, o car&#225;cter colaborativo, e centrado nas for&#231;as, do MAIFI; b) compet&#234;ncias relacionadas com a fase de acolhimento e avalia&#231;&#227;o; c) compet&#234;ncias relacionadas com a fase de suporte para a mudan&#231;a, fortemente associadas a pr&#225;ticas narrativas, modelos de compet&#234;ncia e centradas nas solu&#231;&#245;es; d) compet&#234;ncias associadas &#224; gest&#227;o das sess&#245;es em contexto domicili&#225;rio e comunit&#225;rio; e) compet&#234;ncias associadas &#224; gest&#227;o colaborativa das sess&#245;es com outros profissionais e/ou outros elementos significativos para a fam&#237;lia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, a avalia&#231;&#227;o de programas tem ganho uma maior notoriedade. Trata-se de uma categoria espec&#237;fica de investiga&#231;&#227;o, dirigida para um prop&#243;sito particular, geralmente focalizado no desempenho de um servi&#231;o ou de uma modalidade de interven&#231;&#227;o (Robson, 1993). A sua relev&#226;ncia prende-se, em larga medida, com o imperativo de se apresentarem resultados da efic&#225;cia das interven&#231;&#245;es e dos programas psicossociais, de modo a legitimar-se a sua adop&#231;&#227;o e financiamento (Pecora, Seelig, Zirps, &#38; Davis, 1996; Posavac &#38; Carey, 2003; Rossi, Lipsey, &#38; Freeman, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os objectivos das avalia&#231;&#245;es de programas podem ser diversos e, como prop&#245;e Patton (1997), podem implicar n&#227;o apenas um julgamento sobre o seu valor, mas visar tamb&#233;m o seu melhoramento ou, ainda, a produ&#231;&#227;o de conhecimento cient&#237;fico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Muito embora as t&#233;cnicas de investiga&#231;&#227;o e m&#233;todos utilizados tendam a n&#227;o ser substancialmente diferentes de outras formas de investiga&#231;&#227;o (Robson, 1993), a avalia&#231;&#227;o de programas diferencia-se pela natureza das quest&#245;es colocadas, pelo seu prop&#243;sito e pela utiliza&#231;&#227;o, normalmente mais imediata e focalizada, do resultado da investiga&#231;&#227;o (Rossi <i>et al.,</i> 2004). Desde o desenvolvimento &#224; dissemina&#231;&#227;o de um programa, podem ter lugar diferentes tipos de avalia&#231;&#227;o, orientados para responder a diferentes categorias de quest&#245;es, cujas respostas podem informar ac&#231;&#245;es particulares por quem desenvolve, adopta, implementa e financia um programa, ou mesmo por quem dele recebe servi&#231;os (Herman, Morris, &#38; Fitz-Gibbon, 1987; Rossi <i>et al.,</i> 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o de um programa deve iniciar-se com a avalia&#231;&#227;o do seu planeamento (Kroger, Winter &#38; Shaw, 1998), podendo incluir a avalia&#231;&#227;o de necessidades e a avalia&#231;&#227;o do desenho e teoria do programa (Rossi <i>et al., </i>2004; Pecora <i>et al.,</i> 1996; Posavac &#38; Carey, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O recurso a m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o por pain&#233;is de especialistas, embora pouco estudado, parece apresentar vantagens e limita&#231;&#245;es (Averch, 2004; Patton, 2002; Posavac &#38; Carey, 2003). Por um lado, trata-se de uma metodologia de baixo custo que pode, na realidade, ser a &#250;nica dispon&#237;vel para a avalia&#231;&#227;o de aspectos particulares, como o enquadramento te&#243;rico do programa (Averch, 2004; Posavac &#38; Carey, 2003; Rossi <i>et al.,</i> 2004). Por outro lado, esta avalia&#231;&#227;o est&#225; fortemente dependente das qualifica&#231;&#245;es dos especialistas envolvidos, das suas caracter&#237;sticas e prefer&#234;ncias pessoais, levantando-se, assim, algumas amea&#231;as &#224; sua validade e fidelidade (Averch, 2004; Patton, 2002). Algumas t&#233;cnicas de negocia&#231;&#227;o de consenso t&#234;m vindo a ser aplicadas aos m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o por pain&#233;is de especialistas, n&#227;o apenas para aumentar a fidelidade dos resultados, quando o consenso &#233; uma dimens&#227;o valorizada, mas, tamb&#233;m, para estimular a diversidade de pontos de vista e de solu&#231;&#245;es, quando a avalia&#231;&#227;o visa o melhoramento de um programa (Jones, 1995; McDonald, Bammer &#38; Deane, 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considerando que o Modelo de Avalia&#231;&#227;o e de Interven&#231;&#227;o Familiar Integrada se encontra numa fase inicial de desenvolvimento, importa avaliar a qualidade do seu planeamento, tendo em vista o seu melhoramento e um melhor aproveitamento dos recursos associados &#224; sua operacionaliza&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Objectivos</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O objectivo geral do presente estudo &#233; avaliar a qualidade do planeamento do MAIFI no que diz respeito &#224; sua adequa&#231;&#227;o relativamente: ao fen&#243;meno-alvo e necessidade de interven&#231;&#227;o, ao quadro conceptual e aos objectivos definidos, &#224; popula&#231;&#227;o-alvo, aos m&#233;todos, aos recursos e aos procedimentos de avalia&#231;&#227;o (Hoffman, 2005; Kr&#246;ger, Winter, &#38; Shaw, 1998; Posavac &#38; Carey, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo pretende, ainda, avaliar a qualidade da proposta do perfil de compet&#234;ncias dos profissionais do MAIFI e do plano de forma&#231;&#227;o e acompanhamento dos mesmos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b></a>Metodologia</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram neste estudo sete especialistas (E1 a E7), das &#225;reas do apoio, avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o junto de fam&#237;lias com crian&#231;as e jovens em situa&#231;&#227;o de risco. Pretendia-se que neste painel fossem representados os seguintes pontos de vista: do profissional de terreno (E1); do acad&#233;mico/investigador nacional (E2 e E3); da gest&#227;o das organiza&#231;&#245;es nacionais (E4); do acad&#233;mico/investigador internacional (E5 e E6) e do pol&#237;tico/financiador (E7). E1 foi seleccionado pela sua experi&#234;ncia pr&#225;tica de trabalho no primeiro CAFAP do pa&#237;s, reconhecido pela qualidade da sua prepara&#231;&#227;o t&#233;cnica e cient&#237;fica. E2 e E3 foram convidados pela sua produ&#231;&#227;o acad&#233;mica e cient&#237;fica, pela experi&#234;ncia de ensino/forma&#231;&#227;o no dom&#237;nio da interven&#231;&#227;o familiar e, no caso de E3, tamb&#233;m pela experi&#234;ncia de investiga&#231;&#227;o com fam&#237;lias multi-problem&#225;ticas pobres. E4 foi seleccionado por uma confedera&#231;&#227;o de institui&#231;&#245;es nacionais de solidariedade social, a quem foi dirigido o convite, uma vez que &#233; nestas institui&#231;&#245;es que os CAFAP habitualmente se integram. E5 e E6 foram seleccionados pela sua produ&#231;&#227;o acad&#233;mica e cient&#237;fica, bem como pela experi&#234;ncia pr&#225;tica e de forma&#231;&#227;o, no dom&#237;nio da interven&#231;&#227;o familiar em servi&#231;os sociais focados na fam&#237;lia, particularmente em fam&#237;lias pobres e multi-desafiadas. Ambos s&#227;o proponentes de programas de interven&#231;&#227;o focados na fam&#237;lia (E5 e E6), de cariz comunit&#225;rio (E6) e colaborativo (E5). E5 apresenta, ainda, experi&#234;ncia na gest&#227;o de servi&#231;os sociais e de sa&#250;de. E7 foi indicado pelo organismo p&#250;blico que, em Portugal, regula e financia as respostas sociais, entre as quais se encontram os CAFAP.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Medidas</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para a avalia&#231;&#227;o das propostas foram usadas duas grelhas de avalia&#231;&#227;o, constru&#237;das especificamente para o presente estudo. A grelha de avalia&#231;&#227;o da qualidade do planeamento do MAIFI contempla 5 dimens&#245;es (<a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a10q2.jpg">Quadro 2</a>): avalia&#231;&#227;o relativa ao fen&#243;meno e necessidade (3 itens), quadro conceptual/objectivos definidos (4 itens), popula&#231;&#227;o-alvo (3 itens), adequa&#231;&#227;o dos m&#233;todos (3 itens), adequa&#231;&#227;o dos recursos (3 itens) e adequa&#231;&#227;o dos procedimentos avaliativos (5 itens), num total de 21 itens (<a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a10q2.jpg">Quadro 2</a>), cotados numa escala de <i>Likert</i> de 5 pontos, a variar entre o <i>nada satisfat&#243;rio/adequado</i> e o <i>muito satisfat&#243;rio/adequado</i>. A grelha de avalia&#231;&#227;o da adequa&#231;&#227;o do perfil de compet&#234;ncias, da qualidade do plano de forma&#231;&#227;o e do acompanhamento dos profissionais compreende 6 itens (<a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a10q4.jpg">Quadro 4</a>), cotados segundo a mesma escala.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cada participante recebeu, para an&#225;lise, um documento com a descri&#231;&#227;o detalhada da proposta do Modelo de Avalia&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Familiar Integrada (Melo, 2008), juntamente com o seu enquadramento, fundamenta&#231;&#227;o te&#243;rica e proposta de procedimentos de avalia&#231;&#227;o. Recebeu, ainda, a proposta de descri&#231;&#227;o e fundamenta&#231;&#227;o do perfil de compet&#234;ncias do profissional, do plano de forma&#231;&#227;o e acompanhamento dos profissionais e respectivas grelhas de avalia&#231;&#227;o. O documento enviado continha uma terceira proposta relativa a um modelo global de organiza&#231;&#227;o para os CAFAP, e respectiva grelha de avalia&#231;&#227;o, cuja descri&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o s&#227;o apresentadas noutro local (Melo &#38; Alarc&#227;o, 2009b). Os participantes receberam instru&#231;&#245;es para analisarem o documento, registarem d&#250;vidas ou coment&#225;rios e preencherem, individualmente, as grelhas de avalia&#231;&#227;o. Foi solicitado que participassem numa reuni&#227;o posterior, que decorreu num registo presencial e <i>on-line.</i> Os elementos E5, E6 e E7 participaram atrav&#233;s de v&#237;deo-confer&#234;ncia e os restantes encontraram-se reunidos, presencialmente, com os dois autores, durante, aproximadamente, 2 horas e 14 minutos. Foi utilizado um procedimento adaptado da T&#233;cnica de Grupo Nominal para dinamiza&#231;&#227;o da reuni&#227;o (Jones, 1995; McDonald, Bammer, &#38; Deane, 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Num primeiro momento, os participantes foram convidados a colocar d&#250;vidas e quest&#245;es suscitadas pela leitura do documento, bem como reac&#231;&#245;es gerais &#224; proposta. A primeira autora foi respondendo &#224;s quest&#245;es colocadas e clarificando alguns aspectos. Os especialistas reviram, ent&#227;o, as suas pontua&#231;&#245;es, quando consideraram adequado. Num segundo momento, cada participante foi convidado a ditar, para cada quest&#227;o, e sequencialmente, as suas pontua&#231;&#245;es, que foram registadas pela segunda autora. Muito embora o protocolo inicial tivesse previsto convidar os participantes a negociarem uma pontua&#231;&#227;o final por consenso, o painel considerou que tal seria excessivamente moroso e de utilidade reduzida se n&#227;o se verificasse grande flutua&#231;&#227;o nas pontua&#231;&#245;es, sugerindo que fosse calculada a m&#233;dia das suas pontua&#231;&#245;es. N&#227;o se verificaram diferen&#231;as superiores a 2 pontos entre as pontua&#231;&#245;es. Acordou-se que cada especialista justificaria as pontua&#231;&#245;es inferiores a 4, apresentando sugest&#245;es para melhoramento, e partilharia as suas avalia&#231;&#245;es qualitativas. A reuni&#227;o foi gravada em &#225;udio para posterior an&#225;lise de conte&#250;do (Coffrey &#38; Atkinson, 1996; Silverman, 2006).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A sess&#227;o foi transcrita, integral e literalmente. Num primeiro momento, o texto foi marcado com cores diferentes conforme se reportava a quest&#245;es ou coment&#225;rios dos especialistas, a respostas dos investigadores, a conversa social, a resolu&#231;&#227;o de dificuldades t&#233;cnicas na videoconfer&#234;ncia, a conte&#250;dos relacionados com a discuss&#227;o da metodologia adoptada ou &#224;s pontua&#231;&#245;es para cada item das duas grelhas de avalia&#231;&#227;o. Uma vez que a mesma reuni&#227;o inclu&#237;a a discuss&#227;o de uma proposta n&#227;o inclu&#237;da neste estudo, seleccionou-se, para esta an&#225;lise, apenas o texto relativo &#224;s quest&#245;es, coment&#225;rios e avalia&#231;&#245;es dos especialistas para a qualidade de planeamento do MAIFI, de adequa&#231;&#227;o do perfil de compet&#234;ncias dos profissionais, da qualidade do plano de forma&#231;&#227;o e do acompanhamento dos mesmos. A primeira autora realizou uma leitura do texto seleccionado tendo em vista a cria&#231;&#227;o de categorias gerais para classifica&#231;&#227;o dos temas das interven&#231;&#245;es dos especialistas. Foram identificadas as seguintes categorias: a) coment&#225;rios gerais positivos; b) coment&#225;rios gerais negativos; c) d&#250;vidas; d) avalia&#231;&#245;es positivas espec&#237;ficas; e) avalia&#231;&#245;es negativas espec&#237;ficas; f) sugest&#245;es de melhoramento. O texto foi marcado consoante se relacionava com a proposta do MAIFI ou com o perfil de compet&#234;ncias e plano de forma&#231;&#227;o dos profissionais e analisado separadamente. O texto foi recortado e colado de modo a corresponder a cada uma das categorias indicadas para cada uma das propostas. Numa fase seguinte, o primeiro autor procurou identificar, dentro de cada categoria, temas das interven&#231;&#245;es dos especialistas, registando-se os elementos que os apresentaram e aqueles que os apoiaram, quando aplicado, como forma de avalia&#231;&#227;o da concord&#226;ncia entre especialistas. O procedimento foi repetido pelo segundo autor para c&#225;lculo do acordo entre-cotadores e os resultados foram discutidos de modo a obter-se um consenso. Foi obtido um acordo de 88,5% na identifica&#231;&#227;o de conte&#250;dos relativos &#224; proposta do MAIFI e de 66% naqueles relativos &#224; proposta de perfil de compet&#234;ncias e plano de forma&#231;&#227;o de profissionais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados da avalia&#231;&#227;o quantitativa da qualidade do planeamento do MAIFI indicam, conforme apresentado no <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a10q2.jpg">Quadro 2</a>, pontua&#231;&#245;es m&#233;dias das dimens&#245;es a variar entre 3.95, para a avalia&#231;&#227;o relativa &#224; adequa&#231;&#227;o dos recursos, e 4.74 para a avalia&#231;&#227;o relativa ao fen&#243;meno.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">S&#243; a avalia&#231;&#227;o relativa &#224; adequa&#231;&#227;o dos recursos pontua abaixo de 4. No <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a10q3.jpg">Quadro 3</a> s&#227;o apresentados os temas das interven&#231;&#245;es dos especialistas e referido se os investigadores responderam &#224;s quest&#245;es dos participantes, fundamentando a sua posi&#231;&#227;o. Conforme pode confirmar-se, o tema dos custos espec&#237;ficos do modelo e da rela&#231;&#227;o custo-benef&#237;cio foi o &#250;nico ao qual as investigadoras n&#227;o deram resposta, sendo este um tema que levantou d&#250;vidas por parte dos dois especialistas que representam institui&#231;&#245;es que gerem ou financiam as respostas sociais em que o MAIFI poder&#225; ser inserido.</font></p>        
<p><font face="Verdana" size="2">Da an&#225;lise de conte&#250;do foi poss&#237;vel constatar que a maioria dos especialistas foi elogiosa relativamente &#224; proposta do MAIFI e expressou expectativas positivas sobre o desenvolvimento do mesmo <i>(e.g.,</i> &#8220;a minha avalia&#231;&#227;o global &#233; muito positiva&#8221;, &#8220;acho que est&#225; aqui uma enorme quantidade de trabalho&#8221; (...) &#8220;acho que esta &#233; uma possibilidade excitante&#8221;). A inova&#231;&#227;o e o car&#225;cter organizador do modelo, para o trabalho das institui&#231;&#245;es sociais, s&#227;o referidos como pontos positivos gerais, apoiados por mais do que um especialista <i>(e.g,</i> &#8220;acho que &#233; um trabalho fundamental, pelo menos &#233; rar&#237;ssimo e &#233; algo fundamental, qualquer organiza&#231;&#227;o tem os seus procedimentos organizados, vamos l&#225;, menos estas institui&#231;&#245;es mais de apoio social&#8221;; &#8220;aponta caminhos&#8221;). O car&#225;cter integrador do modelo foi tamb&#233;m real&#231;ado (&#8220;parece que se baseia num grande n&#250;mero de fontes para montar um modelo&#8221;; &#8220;&#233; baseado na contribui&#231;&#227;o de muitas pessoas e n&#227;o est&#225; baseado no modelo m&#233;dico [...] pode encontrar-se flexibilidade no conceito global&#8221;).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O car&#225;cter colaborativo do modelo, a sua focaliza&#231;&#227;o na fam&#237;lia e n&#227;o apenas na crian&#231;a, bem como a adop&#231;&#227;o de uma linguagem qualificadora da fam&#237;lia, foram aspectos valorados como muito positivos <i>(e.g,</i> &#8220;apreciei realmente (...) o foco de trabalhar realmente em colabora&#231;&#227;o com as fam&#237;lias em vez de partir da <i>expertise</i> profissional&#8221;). A aprecia&#231;&#227;o menos positiva reporta-se, &#224; semelhan&#231;a da valora&#231;&#227;o quantitativa, aos custos financeiros associados &#224; aplica&#231;&#227;o do MAIFI <i>(e.g,</i> &#8220;o modelo ser&#225; aplic&#225;vel do ponto de vista dos recursos financeiros?&#8221;; &#8220;o modelo est&#225; bem pensado mas (...) implica muitos recursos humanos&#8221;). O especialista E1 real&#231;ou, contudo, os ganhos que poder&#227;o ser obtidos, no futuro, se se conseguirem, em menos tempo, avalia&#231;&#245;es mais fidedignas e, no quadro do apoio &#224;s fam&#237;lias que demonstram potencial de mudan&#231;a, menos necessidade de acolhimento institucional das crian&#231;as <i>(e.g,</i> &#8220;h&#225; um gasto enorme em institucionaliza&#231;&#227;o. (...) est&#225; em causa a possibilidade de [diminuir] custos investindo na preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria&#8221;).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As d&#250;vidas colocadas pelo painel incidiram, fundamentalmente, sobre a especificidade da proposta do MAIFI e sobre a respectiva articula&#231;&#227;o com servi&#231;os e apoios j&#225; existentes <i>(e.g.,</i> &#8220;como &#233; que este servi&#231;o evitar&#225; a fragmenta&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o?&#8221;; &#8220;n&#227;o est&#225; muito claro no documento como se faz a interven&#231;&#227;o, que n&#227;o &#233; mais uma interven&#231;&#227;o, mas algo que vai ser integrado no resto&#8221;; ou &#8220;acabam por oferecer um servi&#231;o de media&#231;&#227;o?&#8221;). Na sequ&#234;ncia, uma das recomenda&#231;&#245;es inclui a proposta de ser desenhado um mapa esclarecedor da articula&#231;&#227;o e diferencia&#231;&#227;o do MAIFI relativamente a outros servi&#231;os <i>(e.g.,</i> &#8220;delinear um bocadinho esse mapa [da articula&#231;&#227;o entre servi&#231;os], acho que seria &#250;til&#8221;). No sentido de deixar bem claro o quadro conceptual subjacente ao modelo, o painel sugeriu que se destaquem, na proposta do MAIFI, os seus princ&#237;pios orientadores (&#8220;acho que, se puder, fund&#225;-lo num conjunto de princ&#237;pios articulados, sabe&#8221; &#8220;aqui est&#227;o os compromissos que organizam o nosso trabalho&#8221; (...) &#8220;traz&#234;-los mais para o in&#237;cio&#8221;; &#8220;acho que ganhava se ficasse escrito nos objectivos que se pretende que as fam&#237;lias ganhem autonomia&#8221;). Esta sugest&#227;o decorre, n&#227;o tanto da falta de clareza ou consist&#234;ncia dos mesmos, mas da necessidade de, num documento t&#227;o longo e complexo como o que apresenta o MAIFI, tais princ&#237;pios serem facilmente identificados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O facto de a equipa destacada para cada caso ser constitu&#237;da por dois elementos suscitou d&#250;vidas, essencialmente aos acad&#233;micos nacionais, e foi avaliado, quer como um aspecto positivo (e.g., &#8220;eu penso que &#233; enriquecedor serem dois desde que haja articula&#231;&#227;o entre eles, at&#233; porque se calhar um pode ter mais <i>feeling</i> para aquele caso do que o outro&#8221;), quer como um aspecto negativo (e.g., &#8220;eu acho que a fam&#237;lia tem falta de dizer &#171;o meu profissional &#233; este&#187;.&#8221;), tendo sido referida a import&#226;ncia de haver um profissional de refer&#234;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito &#224; proposta do perfil de compet&#234;ncias e do plano de forma&#231;&#227;o dos profissionais do MAIFI, as avalia&#231;&#245;es foram, na generalidade, positivas, obtendo-se avalia&#231;&#245;es m&#233;dias superiores a 4, conforme pode verificar-se no <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a10q4.jpg">Quadro 4</a>.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">O <a href="/img/revistas/psi/v24n2/24n2a10q5.jpg">Quadro 5</a> apresenta os resultados da avalia&#231;&#227;o qualitativa. Menos avalia&#231;&#245;es s&#227;o explicitamente apoiadas por mais do que um especialista. A previs&#227;o de custos elevados &#233; apontada, mais uma vez, como um aspecto negativo pelos especialistas que representam o ponto de vista das institui&#231;&#245;es e dos financiadores (e.g., &#8220;do ponto de vista dos recursos financeiros. N&#227;o obstante a resposta que foi dada tenho muitas d&#250;vidas, porque efectivamente n&#227;o me parece que seja vi&#225;vel num pa&#237;s como o nosso.&#8221;; &#8220;ser&#225; dispendioso&#8221;. O especialista E1 considerou que a proposta era exequ&#237;vel, embora tamb&#233;m tenha referido poderem existir constrangimentos pr&#225;ticos &#224; sua implementa&#231;&#227;o (e.g., &#8220;A minha d&#250;vida &#233; mesmo a quest&#227;o pr&#225;tica, do n&#250;mero de horas de execu&#231;&#227;o do terreno. &#201; mesmo as quest&#245;es log&#237;sticas, as quest&#245;es pr&#225;ticas. Podemos ter os profissionais durante este tempo, desde que haja dinheiro (...) [mas] sabemos que a forma&#231;&#227;o implica um esfor&#231;o pessoal&#8221;). Algumas avalia&#231;&#245;es repetem temas que emergiram a prop&#243;sito do MAIFI, nomeadamente a necessidade de salientar, durante a forma&#231;&#227;o, os pressupostos organizadores do modelo, como forma de orientar os profissionais e garantir a coer&#234;ncia do seu trabalho (&#8220;garanta que, durante a forma&#231;&#227;o, as pessoas t&#234;m uma posi&#231;&#227;o a partir da qual operar, uma met&#225;fora organizadora, por oposi&#231;&#227;o a basearem-se em t&#233;cnicas sa&#237;das de diferentes bases epistemol&#243;gicas&#8221;).</font></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo visou avaliar, recorrendo a um painel de especialistas, a qualidade do planeamento do Modelo de Avalia&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Familiar Integrada (MAIFI), da defini&#231;&#227;o do perfil de compet&#234;ncias dos profissionais e do plano de forma&#231;&#227;o e acompanhamento dos mesmos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o foi, na generalidade, bastante satisfat&#243;ria, representando diferentes pontos de vista, desde o profissional do terreno &#224;s organiza&#231;&#245;es e aos financiadores, incluindo tamb&#233;m a perspectiva de acad&#233;micos e investigadores. Foram sublinhados, como pontos fortes: 1) a organiza&#231;&#227;o de um modelo de avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o familiar que respeite o bem-estar e as op&#231;&#245;es da fam&#237;lia, garantindo, contudo, a seguran&#231;a e crescimento saud&#225;vel da crian&#231;a; 2) o car&#225;cter colaborativo do mesmo; 3) o car&#225;cter inovador da proposta; 4) a sua dimens&#227;o integradora, de diferentes contributos te&#243;ricos e estrat&#233;gias de ac&#231;&#227;o; 5) a apresenta&#231;&#227;o de linhas de orienta&#231;&#227;o claras para os profissionais que est&#227;o no terreno; 6) a exist&#234;ncia de uma proposta de forma&#231;&#227;o e acompanhamento dos mesmos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pela extens&#227;o do documento, pela complexidade do trabalho solicitado aos profissionais e pela diversidade e amplitude dos conhecimentos exigidos (no que diz respeito aos modelos te&#243;ricos envolvidos e &#224;s estrat&#233;gias de avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o solicitadas), foi recomendado que estivessem sempre muito claros: 1) os pressupostos orientadores do trabalho dos profissionais; 2) as modalidades e objectivos da articula&#231;&#227;o entre profissionais. Foi tamb&#233;m sublinhada a import&#226;ncia do processo de forma&#231;&#227;o e, particularmente, da supervis&#227;o dos profissionais que venham a aplicar o MAIFI.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os custos financeiros da implementa&#231;&#227;o do MAIFI e da forma&#231;&#227;o dos profissionais foram aspectos particularmente real&#231;ados por parte de quem financia e representa as institui&#231;&#245;es sociais, tendo sido salientada a necessidade de serem elaborados, no futuro, c&#225;lculos espec&#237;ficos dos custos da implementa&#231;&#227;o do MAIFI e do plano de forma&#231;&#227;o e acompanhamento das equipas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados sugerem que existem condi&#231;&#245;es para que o MAIFI possa continuar a ser desenvolvido, implementado e avaliado. O modelo foi avaliado como inovador, podendo ser particularmente organizador da actividade dos CAFAP, no apoio a fam&#237;lias multi-desafiadas e com crian&#231;as e jovens em situa&#231;&#227;o de risco e de perigo. A avalia&#231;&#227;o conduzida, embora sujeita a limita&#231;&#245;es, poder&#225; legitimar a adop&#231;&#227;o do MAIFI por parte dos CAFAP, mas tamb&#233;m oferecer uma base para que esta adop&#231;&#227;o n&#227;o seja feita de forma acr&#237;tica. As sugest&#245;es de melhoramento foram tidas em considera&#231;&#227;o, nomeadamente nas experi&#234;ncias de implementa&#231;&#227;o e divulga&#231;&#227;o do MAIFI que a primeira autora j&#225; realizou. Como resultado da avalia&#231;&#227;o realizada pelo painel, de algumas das suas quest&#245;es e avalia&#231;&#245;es mais cr&#237;ticas, foi dada particular aten&#231;&#227;o &#224; defini&#231;&#227;o clara da especificidade do modelo e &#224; articula&#231;&#227;o entre diferentes servi&#231;os.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Numa altura em que os Centros de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP) se encontram ainda sem regulamenta&#231;&#227;o ou legisla&#231;&#227;o de enquadramento, e quando faltam metodologias comuns entre os CAFAP, o MAIFI pode contribuir para colmatar uma lacuna relevante no panorama dos servi&#231;os nacionais, bem como para a constru&#231;&#227;o da identidade destes servi&#231;os em torno de uma metodologia de avalia&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o especializada, de apoio &#224;s Comiss&#245;es de Protec&#231;&#227;o de Crian&#231;as e Jovens, aos Tribunais e servi&#231;os sociais que trabalham com fam&#237;lias multi-desafiadas em situa&#231;&#245;es de risco ou perigo. Por outro lado, o presente estudo cria condi&#231;&#245;es para que possa ser desenvolvida investiga&#231;&#227;o em torno da sua efic&#225;cia e dos processos envolvidos na sua implementa&#231;&#227;o e para que os servi&#231;os prestados pelos CAFAP possam afirmar a sua credibilidade e utilidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Podem, contudo, ser identificadas v&#225;rias limita&#231;&#245;es neste estudo, entre as quais o facto de os avaliadores serem os proponentes do programa. Este facto pode ter dificultado uma condu&#231;&#227;o neutra da reuni&#227;o de avalia&#231;&#227;o e uma distribui&#231;&#227;o equilibrada da aten&#231;&#227;o dada aos diversos t&#243;picos. Por outro lado, as avalia&#231;&#245;es reflectem, em &#250;ltima inst&#226;ncia, as posi&#231;&#245;es dos especialistas particulares em quest&#227;o, aspecto que amea&#231;a a validade das mesmas. Estas limita&#231;&#245;es fazem com que os resultados tenham que ser entendidos, dentro do contexto em que foram obtidos e interpretados, com cautela. Tais limita&#231;&#245;es refor&#231;am a necessidade de se conduzirem futuras avalia&#231;&#245;es do programa, com especial enfoque no processo de implementa&#231;&#227;o do MAIFI e resultados ou impacto associados.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Andersen, T. (1995). Reflecting processes: Acts of informing and forming. In S. Friedman (Ed.), <i>The reflecting team in action: Collaborative therapy in family therapy</i> (pp. 11-37). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470157&pid=S0874-2049201000020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Anderson, H., &#38; Goolishian, H. (1992). The client is the expert: A not-knowing approach to therapy. In S. McNamee &#38; K. Gergen (Eds.), <i>Social construction and the therapeutic process</i> (pp. 25-39). Newbury Park, CA: Sage.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Armstrong, C., &#38; Hill, M. (2001). Support services for vulnerable families with young families. <i>Child and Family Social Work, 6,</i>351-358.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470160&pid=S0874-2049201000020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Averch, H. A. (2004). Using expert judgment. In J. S. Wholey, H. P. Hatry <i>&#38;</i>K. E. Newcomber (Eds.), <i>Handbook of practical program evaluation</i> (2<sup>nd</sup> ed.) (pp. 292-309). San Franscisco, CA: Jossey-Bass.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Berg, I. K., &#38; Kelly, S. (2000). <i>Building solutions in child protective services.</i>New York: W. W. Norton &#38; Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470163&pid=S0874-2049201000020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Boyd-Franklin, N., &#38; Bry, B. H. (2000). <i>Reaching out in family therapy: Home-based, school and community interventions.</i> New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470165&pid=S0874-2049201000020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carr, A. (2006). <i>Family therapy: Concepts, process and practice</i>(2<sup>nd</sup> ed.). Chichester: John Wiley and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470167&pid=S0874-2049201000020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cirillo, S., &#38; Di Blasio, P. (1997). <i>Ninos maltratados: Diagn&#243;stico y terapia familiar</i>(2<sup>a</sup> reimpressi&#243;n). Barcelona: Paid&#243;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470169&pid=S0874-2049201000020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Coffey, A., &#38; Atkinson, P. (1996). <i>Making sense of qualitative data: Complementary research strategies.</i> Thousand Oaks, CA: Sage.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cunningham, P. B., &#38; Henggeler, S. W. (1999). Engaging multiproblem families in treatment: Lessons learned throughout the development of multisystemic therapy. <i>Family Process, 38,</i> 265-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470172&pid=S0874-2049201000020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dallos, R., &#38; Urry, A. (1999). Abandoning our parents and grandparents: Does social construction mean the end of systemic therapy?. <i>Journal of Family Therapy, 21,</i> 161-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470174&pid=S0874-2049201000020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">De Jong, P., &#38; Miller, S. D. (1995). How to interview for client strengths. <i>Social Work, 40(6),</i> 729-736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470176&pid=S0874-2049201000020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">De Shazer, S. (1991). <i>Putting difference to work.</i> New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470178&pid=S0874-2049201000020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Direc&#231;&#227;o Geral da Seguran&#231;a Social, da Fam&#237;lia e da Crian&#231;a (DGSSFC/MTSS) (2006). <i>Respostas Sociais-Nomenclaturas/Conceitos.</i> (Vers&#227;o electr&#243;nica) Lisboa: Direc&#231;&#227;o Geral da Seguran&#231;a Social, da Fam&#237;lia e da Crian&#231;a. Dispon&#237;vel em <a href="http://195.245.197.196/do_publicacoes.asp?tit=Nomenclaturas&Action=Ver" target="_blank">http://195.245.197.196/do_publicacoes.asp?tit=Nomenclaturas&#38;Action=Ver</a>, retirado em Julho 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470180&pid=S0874-2049201000020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frankel, H., &#38; Frankel, S. (2006). Family therapy, family practice, and child and family poverty: Historical perspectives and recent developments. <i>Journal of Family Social Work,</i> 10(4), 43-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470182&pid=S0874-2049201000020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Friedman, S. (Ed.) (1993). <i>The new language of change. Constructive collaboration in psychotherapy.</i> New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470184&pid=S0874-2049201000020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Herman, J. L., Morris, L. L., &#38; Fitz-Gibbon, C. T. (1987). <i>Evaluator&#8217;s handbook.</i> Newbury Park, CA: Sage Publications.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hoagwood, K. E. (2005). Family-based services in children&#8217;s mental health: A research review and synthesis. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry,</i> 46(7), 690-713.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470187&pid=S0874-2049201000020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hoffman, L. (1998). Setting aside the model in family therapy. In M. F. Hoyt (Ed.), <i>The handbook of constructive therapies: Innovative approaches from leading practitioners</i> (pp. 100-115). San Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470189&pid=S0874-2049201000020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Hoffman, S. (2005). <i>Ten years on: Lessons learned from the institutional evaluation programme</i> [electronic version]. Brussels: European University Association. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.eua.be/" target="_blank">http://www.eua.be/</a>, retirado em Julho 2007.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jones, J. (1995). Qualitative research: Consensus methods for medical and health services research. <i>British Medical Journal, 311,</i> 376-380.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470192&pid=S0874-2049201000020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kroger, C., Winter, H., &#38; Shaw, R. (1998). <i>Linhas orientadoras para avalia&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o da toxicodepend&#234;ncia.</i> Lisboa: Observat&#243;rio Europeu da Droga e Toxicodepend&#234;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470194&pid=S0874-2049201000020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Madsen, W. C. (2007). <i>Collaborative therapy with multi-stressed families</i>(2<sup>nd</sup> ed.). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470196&pid=S0874-2049201000020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Manalo, V., &#38; Meezan, W. (2000). Toward building a typology for the evaluation of services in family support programs. <i>Child Welfare, LXXIX(4),</i> 405-429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470198&pid=S0874-2049201000020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marsh, J. C., Ryan, J., Choi, S., &#38; Testa, M. F. (2006). Integrated services for families with multiple problems: Obstacles to family reunification. <i>Children and Youth Services Review, 28,</i> 1074-1087.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470200&pid=S0874-2049201000020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McDonald, D., Bammer, G., &#38; Deane, P. (2009). <i>Research integration using dialogue methods.</i> Canberra: ANU EPress.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470202&pid=S0874-2049201000020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Melo, A. T. (2008). <i>Apresenta&#231;&#227;o de uma proposta de um modelo global de organiza&#231;&#227;o dos CAFAP, no Modelo de Avalia&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Familiar Integrada e respectivo plano perfil de compet&#234;ncias e plano de forma&#231;&#227;o dos profissionais.</i> Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Coimbra. Dispon&#237;vel com os autores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470204&pid=S0874-2049201000020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Melo, A. T., &#38; Alarc&#227;o, M. (2010b). Integrated Family Assessment and Intervention Model: A collaborative approach for supporting multi-challenged families with at-risk or maltreated children. <i>Manuscrito em prepara&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470206&pid=S0874-2049201000020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Melo, A. T., &#38; Alarc&#227;o, M. (2009a). Centros de apoio familiar e aconselhamento parental: Proposta de um modelo global de organiza&#231;&#227;o. <i>Psicologia &#38; Sociedade,</i> 21(1), 55-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470208&pid=S0874-2049201000020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Melo, A. T., &#38; Alarc&#227;o, M. (2009b). Avalia&#231;&#227;o de uma proposta de modelo global de organiza&#231;&#227;o para os centros de apoio familiar e aconselhamento parental. Manuscrito submetido para publica&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470210&pid=S0874-2049201000020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Melo, A. T., &#38; Alarc&#227;o, M. (2010b). From multi-problem to multi-challenged families: A multiple challenges comprehensive model. <i>Manuscrito em prepara&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470212&pid=S0874-2049201000020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Minuchin, P., Colapinto, J., &#38; Minuchin, S. (2007). <i>Working with families of the poor</i> (2<sup>nd</sup> ed.). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470214&pid=S0874-2049201000020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Patton, M. Q. (1997). Utilization-focused evaluation: The new century text (3<sup>rd</sup> ed.). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470216&pid=S0874-2049201000020001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Patton, M. Q. (2002). <i>Qualitative research and evaluation methods</i>(3<sup>rd</sup> ed.). Thousand Oaks, CA: Sage Publications.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pecora, P. J., Seelig, W. R., Zirps, F. A., &#38; Davis, S. M. (Eds.) (1996). <i>Quality improvement and evaluation in child and family services. Managing into the next century.</i> Washington, DC: CWLA Press.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Posavac, E. I., &#38; Carey, R. G. (2003). <i>Program evaluation: Methods and case studies.</i>(6<sup>th</sup> ed). New Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470220&pid=S0874-2049201000020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Robson, C. (1993). <i>Real world research: A resource for social scientists and practitioner-researchers.</i> Oxford: Blackwell Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470222&pid=S0874-2049201000020001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rojano, R. (2004). The practice of community family therapy. <i>Family Process, 43,</i> 59-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470224&pid=S0874-2049201000020001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rossi, P. H., Lipsey, M. W., &#38; Freeman, H. E. (2004). <i>Evaluation: A systematic approach</i> (7<sup>th</sup> ed.). Thousand Oaks, CA: Sage Publications.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Saleebey, D. (Ed.) (2002). <i>The strengths perspective in social work practice</i>(3<sup>rd</sup> ed.). Boston: Allyn &#38; Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470227&pid=S0874-2049201000020001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Silverman, D. (2006). <i>Interpreting qualitative data: Methods for analyzing talk, text and interaction</i> (3<sup>rd</sup> ed.). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470229&pid=S0874-2049201000020001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sluzki, C. E. (1992). Transformations: A blueprint for narrative changes in therapy.<i>Family Process, 31,</i> 217-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470231&pid=S0874-2049201000020001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sousa, L. (2005). <i>Fam&#237;lias multiproblem&#225;ticas.</i> Coimbra: Quarteto editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470233&pid=S0874-2049201000020001000043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turnell, A., &#38; Edwards, S. (1999). <i>Signs of safety: A solution and safety-oriented approach to child protection casework.</i> New York: W. W. Norton &#38; Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470235&pid=S0874-2049201000020001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vetere, A., &#38; Dallos, R. (2003). <i>Working systemically with families: Formulation, intervention and evaluation.</i> London: Karnac Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470237&pid=S0874-2049201000020001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Walsh, T. (2006). Two sides of the same coin: Ambiguity and complexity in child protection work. <i>Journal of Systemic Therapies, 25(2),</i> 38-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470239&pid=S0874-2049201000020001000046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">White, M. (2007). <i>Maps of narrative practice.</i> New York: W. W. Norton &#38; Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470241&pid=S0874-2049201000020001000047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Woodford, M. S., Bordeau, W. C., &#38; Alderfer, C. C. (2006). Home-based service delivery: Introducing family counsellors in training to the home as a therapeutic milieu. <i>The Family Journal: Counselling and Therapy for Couples and Families, 14</i>(3), 240-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470243&pid=S0874-2049201000020001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&#234;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ana Melo, Rua Camilo Vaz, n.&#176; 45., 3&#176; Dto. Centro, 4430-686 Vila Nova de Gaia, Portugal. Email: <a href="mailto:anamelopsi@gmail.com">anamelopsi@gmail.com</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Agradecimentos:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Agradece-se, &#224; Dra. Dora Pereira, em representa&#231;&#227;o da Associa&#231;&#227;o &#8220;Ch&#227;o dos Meninos&#8221;, &#224; Dra. Laura Teles, em representa&#231;&#227;o do Instituto da Solidariedade Social, ao Dr. Ant&#243;nio Pinto de Matos, em representa&#231;&#227;o da Confedera&#231;&#227;o Nacional das Institui&#231;&#245;es de Solidariedade, &#224; Professora Doutora Teresa Ribeiro, da Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa, &#224; Professora Doutora Liliana Sousa, da Universidade de Aveiro, ao Doutor William Madsen, Director do Programa de Terapia Narrativa do <i>Family Institute of Cambridge</i> nos Estados Unidos da Am&#233;rica, e ao Dr. Ramon Rojano, Director de Servi&#231;os Humanos do <i>Wake County, North Carolina,</i> nos Estados Unidos da Am&#233;rica, por aceitarem o convite para integrar o painel de especialistas.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Financiado por:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente trabalho foi desenvolvido no &#226;mbito de uma bolsa de doutoramento financiada pela Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/39912/2007), atribu&#237;da &#224; primeira autora.</font></p>       ]]></body><back>
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