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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação para uma população de estudantes universitários portugueses da escala de auto-estima de estado de Heatherton e Polivy]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Portuguese adaptation for university students of Heatherton and Polivy’s state self-esteem scale]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa Centro de Investigação e Intervenção Social ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Self-esteem is a crucial concept for a wide range of areas in psychology. Several studies conducted in portuguese have adapted scales of general self-esteem (e.g., Rosenberg, 1979’s self-esteem scale) but have neglected other crucial aspects of this construct such as state self-esteem. To address this limitation, the present article provides a portuguese adaptation of Heatherton and Polivy’s (1991) state self-esteem scale. Results suggested a reliable measure with a factorial structure identical to the original scale, which included the components of performance, social, and appearance self-esteem. The discussion focuses on the advantages of using a state self-esteem measure.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adaptação para uma população de estudantes universitários portugueses da escala de auto-estima de estado de Heatherton e Polivy</b></p>     <p><b>Portuguese adaptation for university students of Heatherton and Polivy’s state self-esteem scale.</b></p>     <p><b>Miguel Ramos<sup>1,*</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup> Instituto Universitário de Lisboa (CIS/ISCTE-IUL)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A auto-estima é um importante conceito usado em diversas áreas da psicologia. Os estudos em português têm usado traduções de escalas de auto-estima geral (ex., a escala de auto-estima de Rosenberg, 1979), mas têm negligenciado importantes aspectos deste constructo como a auto-estima de estado. A auto-estima de estado é fundamental para estudos que apresentem manipulações dado que mede alterações momentâneas da auto-estima. Para colmatar esta lacuna, no presente trabalho procedeu-se a uma adaptação para português da escala multidimensional de auto-estima de estado de Heatherton e Polivy (1991). Os resultados mostraram uma medida fidedigna e com a estrutura factorial consistente com a da escala original, distinguindo os componentes de auto-estima de performance, social, e aparência física. A discussão centra-se sobre as vantagens do uso de uma escala de auto-estima de estado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>:Auto-estima; Auto-estima de estado; Medição; Escala multidimensional</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Self-esteem is a crucial concept for a wide range of areas in psychology. Several studies conducted in portuguese have adapted scales of general self-esteem (e.g., Rosenberg, 1979’s self-esteem scale) but have neglected other crucial aspects of this construct such as state self-esteem. To address this limitation, the present article provides a portuguese adaptation of Heatherton and Polivy’s (1991) state self-esteem scale. Results suggested a reliable measure with a factorial structure identical to the original scale, which included the components of performance, social, and appearance self-esteem. The discussion focuses on the advantages of using a state self-esteem measure.</p>     <p><b>Keywords</b>: Self-esteem; State self-esteem; Measurement; Multidimensional scale.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A auto-estima é um conceito central para a Psicologia. Uma procura pela palavra “auto-estima” no motor de busca da <i>ISI Web of Knowledge</i> revela um total de aproximadamente cinquenta mil artigos publicados. Estes artigos abrangem um grande leque de áreas em psicologia como por exemplo estudos de aculturação (Berry &amp; Sabatier, 2010), comportamento de risco (Backer-Fulghum, Patock-Peckham, King, Roufa, &amp; Hagen, 2012) ou métodos de acompanhamento psicológico (Morton, Roach, Reid, &amp; Stewart, 2012). De facto, a partir de finais dos anos 70 registou-se um crescimento de trabalho científico a investigar a forma como as pessoas se vêem a si mesmas. Foi com artigos como os publicados por Kuiper e Rogers (1979) ou Markus (1977) que a auto-estima começou a ser considerada como um constructo fundamental para o estudo da personalidade (para um resumo ver, Swann &amp; Seyle, 2005).</p>     <p>Esta evolução foi naturalmente acompanhada por avanços na forma de medir a auto-estima. Apesar da existência de diversas escalas e métodos, hoje em dia uma das medidas mais utilizadas é a escala de auto-estima geral de Rosenberg (1979). Esta escala tem sido utilizada sistematicamente em mais de 45 mil artigos segundo a <i>ISI Web of Knowledge</i>, abrangendo diversas áreas e tendo como objectivo medir a auto-estima enquanto traço de personalidade. No entanto, uma outra linha de investigação defende que o auto-conceito<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> tem características estáveis (e portanto medidas através da escala de Rosenberg) mas também outras características maleáveis e adaptativas (Markus &amp; Kunda, 1986) às quais as escalas de auto-estima geral não são sensíveis. De certa forma, o auto-conceito pode sofrer alterações momentâneas como por exemplo acontece quando um indivíduo se compara com alguém extremamente bem-sucedido. Nestes casos é possível sentir-se um certo contraste que inevitavelmente se traduz numa redução da auto-estima (Tesser, 1988).</p>     <p>Foi com a ideia de medir estas flutuações na auto-estima que Heatherton e Polivy (1991) desenvolveram uma medida de auto-estima de estado (SSES, State Self-Esteem Scale). Esta medida tem sido bastante usada em psicologia especificamente para situações em laboratório com o objectivo de estudar os efeitos de diferentes condições experimentais na auto-estima (ver por exemplo, Leary, Tambor, Terdal, &amp; Downs, 1995; Melwani &amp; Barsade, 2011; Twenge, Baumeister, DeWall, Ciarocco, &amp; Bartels, 2007). Na investigação em português, diversos estudos têm medido a auto-estima usando adaptações da escala de Rosenberg (por exemplo, Pedro &amp; Peixoto, 2006; Santos &amp; Maia, 2003) mas até ao momento não tem havido trabalhos a usar uma escala que seja sensível à fluidez e flutuações do auto-conceito. Por até agora não existir uma escala adaptada para português que capture estas características da auto-estima e, também, por ser uma escala fundamental para estudos experimentais, o presente artigo apresenta uma adaptação para uma população de estudantes universitários portugueses da SSES de Heatherton e Polivy (1991).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A Auto-Estima de Estado</p></b>     <p>De acordo com Heatherton e Polivy (1991), a ideia de que a auto-estima está sujeita a flutuações momentâneas vem desde as primeiras reflexões em psicologia. James (1890), definiu a auto-estima como um conceito estável e independente de resultados que possam contrariar o auto-conceito. No entanto, este autor também reconhece que a auto-estima possa ser flexível e susceptível a mudanças conforme os objectivos e as experiências vividas pelas pessoas. Portanto, a auto-estima pode ser considerada como um traço de personalidade estável mas que ao mesmo tempo é maleável de acordo com mudanças contextuais.</p>     <p>A ideia de que a auto-estima é maleável e sujeita a diferenças momentâneas é suportada por uma série de estudos em psicologia. Por exemplo, Savin-Williams e Demo (1983) demonstraram que a auto-estima flutua em torno de um auto-conceito mais estável. Ou seja, a auto-estima é um conceito estável em torno do qual se registam mudanças momentâneas impulsionadas por variáveis contextuais. Esta ideia é suportada por diversos estudos mostrando que a forma como um indivíduo se avalia a si mesmo pode mudar em função do contexto (Crocker &amp; Major, 1989; Markus &amp; Kunda, 1986; Rosenberg, 1986). De forma geral, apesar de não se esperarem mudanças extremas na auto-estima, a literatura mostra que a auto-estima pode ser momentaneamente alterada em relação ao seu estado habitual e mais estável.</p>     <p>Foi com o intuito de formar uma escala que fosse sensível a pequenas flutuações na auto-estima que Heatherton e Polivy desenvolveram a SSES. Para gerar os itens da sua escala, os autores basearam-se na <i>Janis and Field Scale</i> (JFS; Janis &amp; Field, 1959). A JFS tem como objectivo medir a auto-estima de uma forma multidimensional focando-se em específico nos componentes de auto-avaliação, capacidade académica, e confiança a nível social. Como a JFS mede uma auto-estima estável e mais ligada à personalidade, foram também acrescentados alguns itens de versões modificadas da JFS de Pliner, Chaiken, e Flett (1990) e Fleming e Courtney (1984).</p>     <p>No total, a SSES é constituída por vinte itens focando-se em três subescalas da auto-estima (performance, social, e aparência) que estão associadas a diferentes conceitos. Por exemplo, a subescala de performance mede até que ponto os indivíduos consideram que a sua performance é desejável. Heatherton e Polivy (1991) mostraram que a auto-estima de performance foi sensível a uma manipulação dos resultados de uma tarefa em laboratório. Ou seja, os participantes que foram induzidos a pensar que tinham falhado a tarefa tiveram resultados significativamente mais baixos do que os restantes. Por outro lado, a subescala de auto-estima social está correlacionada com consciência e ansiedade social, medindo até que ponto as pessoas se sentem mais preocupadas com a sua imagem. Por fim, a aparência está ligada a uma auto-avaliação sobre as características físicas do indivíduo. Nos estudos originais de Heartherton e Polivy (1991) as escalas de aparência e auto-estima social foram sensíveis a um programa de âmbito clínico com o objectivo de melhorar a forma como os indivíduos vêem a sua aparência física e competência social (ver Estudo 5). Os resultados foram no sentido de que os indivíduos que participaram no programa tiveram valores mais elevados nestas duas subescalas da auto-estima quando comparados com um grupo de controlo. Em suma, Heatherton e Polivy (1991) mostraram que as três subescalas são sensíveis a flutuações na auto-estima tanto em tarefas de laboratório como em contexto natural.</p>     <p>De especial importância foi o facto de que as três subescalas terem sido afectadas por diferentes situações, o que salienta a relevância de se usar as subescalas de acordo com diversos problemas e condições experimentais. Os autores recomendam que a subescala de performance seja mais indicada para a realização de tarefas e respectivo <i>feedback</i> em laboratório. A subescala de auto-estima social poderá ter uma maior utilidade em estudos sobre imagem ou como uma pessoa se apresenta diante dos outros. Por último, a subescala da auto-estima de aparência poderá ser mais útil em estudos centrados no aspecto físico como, por exemplo, a obesidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O Presente Estudo</p></b>     <p>Esta investigação centrou-se na escala de Heatherton e Polivy (1991), por diversas razões. Primeiro, como inicialmente foi referido, a auto-estima de estado é de extrema relevância para estudos realizados em laboratório ou mesmo em contexto natural em que se introduzam condições experimentais. Só através de uma escala sensível a flutuações momentâneas da auto-estima será possível detectar efeitos das manipulações experimentais. Segundo, a SSES tem a vantagem de ser uma medida multidimensional em que diversas subescalas podem ser usadas consoante os objectivos do investigador. As três subescalas abordam diferentes componentes da auto-estima que podem ser manuseados de forma a servir melhor os objectivos e problemas de investigação. Por fim, é uma escala que desde a sua publicação tem sido revalidada e utilizada em inúmeros tópicos e estudos em psicologia.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Método</p></b>     <p>Participantes</p>     <p>Este estudo inclui uma amostra com 999 participantes. A amostra foi composta por 572 estudantes universitários do sexo masculino e 426 do sexo feminino (1 foi não identificado). A sua idade variou entre os 17 e os 60 anos (<i>M</i> = 22.04, <i>SD</i> = 5.19). Os participantes voluntariaram-se para este estudo e foram informados de que poderiam desistir a qualquer momento caso desejassem. Foram, também, informados sobre o anonimato e confidencialidade do mesmo.</p>     <p>Material</p></b>     <p>Três investigadores com conhecimentos das duas línguas realizaram traduções independentes da escala de inglês para português. As traduções foram comparadas e resultaram na versão final apresentada neste artigo (ver em  <a href="#an1">Anexo</a><a name="topan1"></a>). Um item que foi de difícil tradução por introduzir um conceito que não existe em português foi o item original “I feel self-conscious” que foi traduzido para “Sinto-me preocupado com o facto dos outros poderem estar a pensar "mal" de mim”. Apesar de não transmitir exactamente a mesma ideia do item em inglês, na versão traduzida manteve-se o carácter de preocupação sobre o meio social que é característico do original e também da subescala da dimensão social na qual está incluído.</p>      <p>Procedimento</p>     <p>A versão traduzida da SSES foi aplicada em questionários de papel-e-lápis e também online. No início da folha do questionário, os participantes leram uma introdução traduzida do original “Abaixo estão uma série de frases sobre o que está a pensar neste momento. Responda, por favor, de acordo com o que é correcto para si neste preciso momento”. Os participantes responderam em escalas entre 1 “discordo completamente” e 7 “concordo completamente”, sendo que um valor mais alto indica um maior grau de auto-estima<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</p></b>     <p>Análise Descritiva e Fidelidade</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#t1">tabela 1</a> indica os alfas de Cronbach, médias, desvios-padrão e correlações entre as várias subescalas. Em relação à  fidelidade, uma análise dos alfas de Cronbach indica que todas as subescalas tiveram uma elevada consistência interna, variando entre .78  (performance) e .85 (social). Em relação às médias, a performance foi a componente com valores mais altos (<i>M </i>= 5.33), enquanto a social foi  a que teve um valor mais baixo (<i>M</i> = 4.49). Tal como na escala original, as correlações entre as subescalas são positivas e significativas  (valores entre .46 e .54; <i>ps</i> &lt; .001).</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/psi/v28n1/28n1a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Análise Factorial</p>     <p>Para a análise factorial foram seguidos os procedimentos recomendados por Tabachnik e Fidell (2001) e o critério usado para eliminar itens na análise foi o seguinte: (i) itens com um peso factorial abaixo de 0.32; (ii) itens com um peso factorial entre .32 e .39 tendo um peso factorial de &gt; .20 noutro(s) factor(es); (iii) itens com um peso factorial entre .40 e .49 tendo um peso factorial de &gt; .30 noutro(s) factor(es); e (iv) itens que não fazem sentido teórico dentro do seu factor.</p>     <p>Procedeu-se a uma análise factorial dos eixos principais com rotação oblíqua (ver <a href="#t2">tabela 2</a>). Foi usada uma rotação oblíqua porque em termos teóricos (e práticos também) as três subescalas estão fortemente correlacionadas. Esta análise mostrou três factores que explicam 55% da variância total.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/psi/v28n1/28n1a03t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>O Factor 1 (auto-estima de performance) explicou 34.49% da variância e inclui itens como: “Sinto-me confiante sobre as minhas capacidades”. O Factor 2 (auto-estima social) explicou 12.84% da variância e incluiu itens como: “Sinto-me descontente comigo mesmo(a) (recodificado). Por fim, o Factor 3 (auto-estima de aparência) explicou 8.21% da variância e inclui itens como: “Sinto-me satisfeito(a) com o aspecto do meu corpo”. Em termos gerais, todos os itens tiveram pesos factoriais de acordo com os factores da escala original tirando os itens da auto-estima social “Sinto-me inferior às outras pessoas neste momento” e “Sinto-me descontente comigo mesmo(a)” e o item da auto-estima de aparência “Sinto que sou respeitado(a) e admirado(a) pelos outros” que tiveram um elevado peso factorial no Factor 1 (performance). Ao se apagar os três itens fica-se com uma estrutura factorial idêntica à da escala original e mantêm-se os elevados níveis de fidelidade para a subescala de auto-estima social (<i>a </i>= .84) e aparência (<i>a </i>= .82).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussão</p></b>     <p>O trabalho de investigação realizado em Portugal tem estudado e incluído escalas de auto-estima que analisam este conceito enquanto traço de personalidade. O problema destas escalas é que são pouco sensíveis a flutuações momentâneas como as verificadas em estudos de laboratório ou experimentais. De forma a colmatar esta lacuna, o estudo presente teve como objectivo adaptar a escala de auto-estima de estado de Heatherton e Polivy (1991) para a língua portuguesa.</p>     <p>Os resultados obtidos no presente estudo foram consistentes com os dos autores da escala original. A análise factorial dos itens traduzidos para português confirmou a estrutura factorial de Heartherton e Polivy (1991). Desta forma, verificou-se que dos 20 itens originais, 17 tiveram um peso factorial de acordo com o suposto teórico nas subescalas de auto-estima de performance, social, e aparência. Estes resultados foram acompanhados por coeficientes de fidelidade elevados para as três subescalas, assim como correlações altas entre estas.</p>     <p>Um item de difícil tradução foi o item “I feel self-conscious” que se traduziu por “Sinto-me preocupado com o facto dos outros poderem estar a pensar "mal" de mim”. Apesar de transmitir uma ideia um pouco diferente do original, neste item manteve-se o carácter de preocupação sobre os outros e a envolvente social. Apesar destas diferenças, a estrutura factorial apresentada neste estudo demonstrou que o item em português manteve as características da subescala de auto-estima social à semelhança do original.</p>     <p>A tradução apresentada neste artigo apresenta várias vantagens para investigadores que planeiem realizar estudos em português. Primeiro, a tradução da SSES contribui para uma maior consciencialização das diferenças entre medidas de auto-estima e apresenta uma solução mais indicada para trabalhos de laboratório ou de campo que introduzam manipulações. Outra vantagem importante é o facto de a SSES estar dividida em três subescalas explorando diferentes componentes da auto-estima. A disponibilidade de se medir a auto-estima ligada à performance, componente social, ou aparência é uma ferramenta importante para investigadores que queiram formular hipóteses mais específicas e testar efeitos centrados em aspectos particulares da auto-estima.</p>     <p>No entanto, apesar das vantagens apontadas, este estudo contém três limitações importantes. A primeira prende-se com o facto de não se ter conseguido replicar a estrutura factorial na íntegra devido a três itens terem pesos factoriais em factores diferentes dos esperados na escala original. Os itens “Sinto-me inferior às outras pessoas neste momento” e “Sinto-me descontente comigo mesmo(a)” da auto-estima social foram os únicos itens desta subescala a serem eliminados. Uma das possíveis razões relaciona-se com o facto de serem os únicos itens da sua subescala que não mencionam uma preocupação sobre os outros e o meio social. Talvez devido aos contextos em que foi aplicado o presente estudo, sentir-se “inferior” ou “descontente” tenha sido interpretado do ponto de vista da performance (factor em que estes itens tiveram um peso factorial elevado). Uma explicação semelhante também pode ser avançada para o único item a ser eliminado da subescala de aparência “Sinto que sou respeitado(a) e admirado(a) pelos outros”. Este é o único item da sua subescala que não salienta aspectos físicos e, como tal, pode também ter sido entendido em termos de performance, tal como indicou a análise factorial. Uma segunda limitação está ligada ao facto de se ter inserido a SSES em estudos com outros objectivos e variáveis que podem ter afectado as respostas à escala. Por fim, a tradução foi aplicada a uma amostra de estudantes universitários o que traz algumas limitações ao nível da generalização dos resultados do estudo. Apesar destas três limitações, a tradução deste artigo oferece uma escala com 17 itens e coeficientes de fidelidade elevados para as três subescalas. Apesar também de a amostra ser composta unicamente por estudantes universitários, os itens replicaram a estrutura factorial original obtida com amostras que incluíam diversos grupos sociais e faixas etárias.</p>     <p>Em termos de investigação futura, seria interessante usar a escala aqui apresentada conjuntamente com outras teoricamente associadas à auto-estima de forma a se poder testar as suas correlações e a validade convergente-discriminante.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>Apresentou-se neste estudo uma versão traduzida para português da escala de auto-estima de estado de Heatherton e Polivy (1991). Os resultados foram consistentes com os dos autores da escala permitindo uma validação para o contexto de investigação em português. Acredita-se que este contributo possa ter importantes implicações não só teóricas mas também na forma como são colocados os problemas de investigação. Por fim, acredita-se, também, que esta investigação possa contribuir para um maior foco sobre o que significa a auto-estima e sobre diversos métodos de a medir.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências </b></p>     <!-- ref --><p>Backer-Fulghum, L. M., Patock-Peckham, J. A., King, K. M., Roufa, L., &amp; Hagen, L. (2012). The stress-response dampening hypothesis: How self-esteem and stress act as mechanisms between negative parental bonds and alcohol-related problems in emerging adulthood. <i>Addictive Behaviours</i>, <i>37</i>, 477-484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0874-2049201400010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berry, J. W. &amp; Sabatier, C. (2010). Acculturation, discrimination, and adaptation among second generation immigrant youth in Montreal and Paris. <i>International Journal of Intercultural Relations, 34</i>, 191–207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0874-2049201400010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Campbell, J. D. (1990). Self-esteem and clarity of the self-concept. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 59, </i>538–549.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0874-2049201400010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Crocker, J., &amp; Major, B. (1989). Social stigma and self-esteem: The self-protective properties of stigma. <i>Psychological Review</i>, 96, 608-630.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0874-2049201400010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fleming, J. S., &amp; Courtney, B. E. (1984). The dimensionality of self-esteem: II. Hierarchical facet model for revised measurement scales. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 46, </i>404-421.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0874-2049201400010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Heatherton, T. F., Polivy, J. (1991). Development and validation of a scale for measuring state self-esteem. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, 60, 895-910.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0874-2049201400010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>James, W (1890). <i>Principles of psychology, Volume 1. </i>New York: Henry Holt.</p>     <p>Janis, I. L., &amp; Field, P. B. (1959). Sex differences and factors related to persuasibility. In C. I. Hovland &amp; I. L. Janis (Eds.), <i>Personality and persuasibility </i>(pp. 55-68). New Haven, CT: Yale University Press.</p>     <!-- ref --><p>Kuiper, N. A., &amp; Rogers, T. B. (1979). Encoding of personal information: Self– other differences. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 37, </i>499–514.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0874-2049201400010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leary, M. R., Tambor, E. S., Terdal, S. K., &amp; Downs, D. L. (1995). Selfesteem as an interpersonal monitor: The sociometer hypothesis. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, <i>68</i>, 518-530.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0874-2049201400010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Markus, H. (1977). Self-schemas and processing information about the self. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 35, </i>63–78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0874-2049201400010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Markus, H., &amp; Kunda, Z. (1986). Stability and malleability of the selfconcept. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 51, </i>858-866.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0874-2049201400010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Melwani, S., &amp; Barsade, S. G. (2011). Held in contempt: The psychological, interpersonal, and performance consequences of contempt in a work context. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 101</i>, 503-520.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0874-2049201400010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morton, L., Roach, L., Reid, H., &amp; Stewart, S. H. (2012). An evaluation of a CBT group for women with low self-esteem. <i>Behavioural and Cognitive Psychotherapy</i>, <i>40</i>, 221-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0874-2049201400010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pedro, N., &amp; Peixoto, F. (2006). Safisfação professional e auto-estima em professors dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico. <i>Análise Psicológica, 24</i>, 247-262.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0874-2049201400010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pliner, P., Chaiken, S., <i>&amp; </i>Flett, G. L. (1990). Gender differences in concern with body weight and physical appearance over the life span. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 16, </i>263-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0874-2049201400010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rosenberg, R. (1979).  <i>Conceiving the self</i>.  New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0874-2049201400010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rosenberg, M. (1986). Self-concept from middle childhood through adolescence. In J. Suls &amp; A. G. Greenwald (Eds.), <i>Psychological perspectives on the self </i>(Vol. 3, pp. 107-135). Hillsdale, NJ: Erlbaum</p>     <!-- ref --><p>Santos, P. J., &amp; Maia, J. (2003). Análise factorial confirmatória e validação preliminar de uma versão portuguesa da escala de auto-estima de Rosenberg. <i>Psicologia: Teoria, Investigação e Práctica, 2</i>, 253-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0874-2049201400010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Savin-Williams, R. G, &amp; Demo, P. (1983). Situational and transitional determinants of adolescent self-feelings. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 44, </i>820-833.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0874-2049201400010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Swann, W. B., Jr., &amp; Seyle, C. (2005). Personality psychology’s comeback and its emerging symbiosis with social psychology. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 31, </i>155–165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0874-2049201400010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tabachnik, B., &amp; Fidell, L. S. (2001). <i>Using multivariate statistics. </i>Needham Heights Allyn &amp; Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0874-2049201400010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tesser, A. (1988). Toward a self-evaluation maintenance model of social behavior. <i>Advances in Experimental Social Psychology, 21,</i>181-227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0874-2049201400010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Twenge, J. M., Baumeister, R., DeWall, C. N., Ciarocco, N., &amp; Bartels, J. M. (2007). Social exclusion decreases prosocial behavior.<i> Journal of Personality and Social Psychology, 92</i>, 56-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0874-2049201400010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspondência: </a><a name="c0"></a></p>     <p>Miguel R. Ramos, CIS-IUL, Av. das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:mrrst@iscte.pt">mrrst@iscte.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta investigação foi financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/PSI-PSO/098110/2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 13/03/2012</p>     <p>Aceite 17/09/2012</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Neste artigo seguem-se as definições de auto-conceito e auto-estima apontadas por Campbell (1990). O auto-conceito passa pelo processo cognitivo de organizar memórias concretas e abstractas sobre o self.  É no fundo a informação e percepção que o indivíduo tem sobre si mesmo. A auto-estima passa por um processo avaliativo do self e constitui uma dimensão mais afectiva deste. Entende-se, portanto, que o self é constituído por uma componente cognitiva (auto-conceito) e outra afectiva (auto-estima). Para Campbell (1990) estes dois conceitos constituem componentes diferentes do self, mas estão associados.</p>      <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> O estudo aqui apresentado reúne os dados de diversos estudos em que a escala foi aplicada como parte de questionários diferentes. Estes questionários tinham como objectivo abordar questões relacionadas com a auto-estima e percepções de justiça. Agregámos os dados porque não se espera que haja uma diferença factorial e das propriedades da SSES.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a href="#topan1">Anexo</a><a name="an1"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Abaixo estão uma série de frases sobre o que está a pensar neste momento. Responda, por favor, de acordo com o que é correcto para si <b>neste preciso momento</b>.</p>      <p><i>Auto-estima Performance:</i></p>     <p>1 – Sinto-me confiante sobre as minhas capacidades</p>     <p>2 – Sinto-me frustrado(a) com o meu desempenho (R)</p>     <p>3 – Sinto que tenho problemas em compreender o que leio (R)</p>     <p>4 – Sinto-me tão inteligente como os outros</p>     <p>5 – Sinto-me confiante de que compreendo as coisas</p>     <p>6 – Sinto que neste momento tenho menos capacidades intelectuais do que os outros (R)</p>     <p>7 – Sinto que as coisas não me estão a correr bem (R)</p>      <p><i>Auto-estima Social:</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>8 – Estou preocupado(a) se possa ser visto como um sucesso ou fracasso (R)</p>     <p>9 – Sinto-me preocupado com o facto dos outros poderem estar a pensar "mal" de mim (R)</p>     <p>10 – Estou preocupado(a) com o que as outras pessoas pensam sobre mim (R)</p>     <p>11 – Estou preocupado(a) com a impressão que estou a transmitir (R)</p>     <p>12 – Estou preocupado(a) que eu possa parecer "tonto(a)" (R)</p>     <p><i>Auto-estima Aparência:</i></p>     <p>13 – Sinto-me satisfeito(a) com o aspecto do meu corpo</p>     <p>14 – Sinto-me insatisfeito(a) com o meu peso (R)</p>     <p>15 – Sinto-me bem comigo mesmo(a)</p>     <p>16 – Sinto-me satisfeito(a) com a minha aparência neste momento</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>17 – Sinto-me pouco atraente (R)</p>       ]]></body><back>
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