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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo preliminar: Validação do questionário &#8220;CDC - Corpo, Dança e Comunidade&#8221; para adolescentes de 12-18 anos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents the second preliminary study designed to develop and validate the questionnaire CDC (Body, Dance and Community) for young dance practitioners from the Art Centers of Rio de Janeiro City Hall. The theoretical framework was based on studies related to the physical dimension (Figueiredo, 2013; Furhmann, 2014), affective dimension (Damásio, 2014; 2013; Figueiredo, 2011), social dimension (Fuhrmann, 2008; Marques, 2010; 2014; Shapiro, 2008) and adolescence (Lipp, 2010; Matos & Thomas, 2012). The instrument was applied to 50 subjects aged from 12 to 16 years old. Based on the results of this study, we obtained the internal consistency of the questionnaire and its subscales. The results from the study point adequate values for the internal consistency of the questionnaire and identify benefits derived from the practice of dance by young people, namely in the physical dimension trough a better expressiveness and self-perception of emotions expressed while dancing, as well as in an affective dimension, through the development of feelings of self-confidence and well-being and in a social dimension by the impact of dance on a better interaction and social participation with family, school, community and among members of the art center.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <head> </head>      <p><font face="Verdana" size="4"><b>Estudo preliminar: Valida&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio &ldquo;CDC &ndash; Corpo, Dan&ccedil;a e Comunidade&rdquo; para adolescentes de 12-18 anos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Preliminary study for validation of questionnaire CDC - Body, Dance and Community for teenagers</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Val&eacute;ria de Assump&ccedil;&atilde;o<sup>I, c</sup>; Ana Macara<sup>I</sup>; Carlos Janu&aacute;rio<sup>III, IV</sup>; F&aacute;tima Wachowicz<sup>2</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>INET-MD, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Portugal</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>II</sup>Grupo de Pesquisa Corponectivos / Escola de Dan&ccedil;a, Universidade Federal da Bahia, Brasil</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>III</sup>Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Portugal</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>IV</sup>UIDEF, Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Lisboa, Portugal</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este artigo apresenta um segundo estudo preliminar desenvolvido para construir e validar o question&aacute;rio CDC (Corpo, Dan&ccedil;a e Comunidade) para jovens praticantes de 12 a 18 anos do N&uacute;cleo de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro. O referencial te&oacute;rico foi baseado em estudos relacionados com as dimens&otilde;es corporal (Figueiredo, 2013; Furhmann, 2014), afetiva (Dam&aacute;sio, 2013, 2012; Figueiredo, 2011) social (Fuhrmann, 2008; Marques, 2010, 2014; Shapiro, 2008) e da adolesc&ecirc;ncia (Lipp, 2010; Matos &amp; Tom&eacute;, 2012). O instrumento foi aplicado a 50 jovens com idades compreendidas entre os 12 e 16 anos. Com base nos resultados do estudo, obteve-se a consist&ecirc;ncia interna do question&aacute;rio e suas subescalas. Os resultados do estudo apontam valores de consist&ecirc;ncia interna adequados, bem como benef&iacute;cios da pr&aacute;tica da dan&ccedil;a assinalados pelos jovens nas dimens&otilde;es f&iacute;sica, afetiva e social. Na dimens&atilde;o f&iacute;sica assinala-se uma melhor expressividade do corpo e autoperce&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es expressas ao dan&ccedil;ar; na dimens&atilde;o afetiva o desenvolvimento de sentimentos de autoconfian&ccedil;a e bem-estar e na dimens&atilde;o social uma melhor intera&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o social com a fam&iacute;lia, escola, comunidade e membros do N&uacute;cleo de Arte.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Dan&ccedil;a; Adolesc&ecirc;ncia; Autoperce&ccedil;&atilde;o do corpo; Participa&ccedil;&atilde;o social.</font></p>  <hr size"1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This article presents the second preliminary study designed to develop and validate the questionnaire CDC (Body, Dance and Community) for young dance practitioners from the Art Centers of Rio de Janeiro City Hall. The theoretical framework was based on studies related to the physical dimension (Figueiredo, 2013; Furhmann, 2014), affective dimension (Dam&aacute;sio, 2014; 2013; Figueiredo, 2011), social dimension (Fuhrmann, 2008; Marques, 2010; 2014; Shapiro, 2008) and adolescence (Lipp, 2010; Matos &amp; Thomas, 2012). The instrument was applied to 50 subjects aged from 12 to 16 years old. Based on the results of this study, we obtained the internal consistency of the questionnaire and its subscales. The results from the study point adequate values for the internal consistency of the questionnaire and&nbsp; identify benefits derived from the practice of dance by young people, namely in the physical dimension trough a better expressiveness and self-perception of emotions expressed while dancing, as well as in an affective dimension, through the development of feelings of self-confidence and well-being and in a social dimension by the impact of dance on a better interaction and social participation with family, school, community and among members of the art center.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Dance; Adolescence; Body self-perception; Social participation.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">Autores de refer&ecirc;ncia destacam os benef&iacute;cios da pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a, considerando os seus contributos na dimens&atilde;o f&iacute;sica como o aumento da resist&ecirc;ncia f&iacute;sica, da flexibilidade e a melhoria da postura global (Furhmann, 2014; Marques, 2011, 2014; Miler, 2012; Stinson, 2015; Vieira, 2011). Na dimens&atilde;o afetiva, apontam a melhoria da autoestima, autoconfian&ccedil;a, bem-estar e felicidade, assim como a forma&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos afetivos entre os pares, transformando-os em pessoas que desejam e valorizam a comunica&ccedil;&atilde;o, o olhar, o respeito pelo outro e o di&aacute;logo aberto (Figueiredo, 2011, 2013; Giguere, 2015; Marques, 2010, 2014). No contexto da dimens&atilde;o social, pesquisadores esclarecem o facto de a Dan&ccedil;a promover uma melhor intera&ccedil;&atilde;o com o mundo social e mais proximidade com a cultura (Fuhrmann, 2008; Marques, 2010, 2011; Shapiro, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O conceito de dom&iacute;nio afetivossocial defendido por Silva (2015), refere-se aos mecanismos que se interrelacionam entre as componentes afetiva (motiva&ccedil;&atilde;o, sensa&ccedil;&atilde;o, emo&ccedil;&atilde;o e sentimentos) e social (intera&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o social), sugerindo a perce&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo sobre os benef&iacute;cios da Dan&ccedil;a a n&iacute;vel pessoal e social. Com este enfoque, pretendeu-se compreender &agrave; luz da literatura, como a dimens&atilde;o afetivo-social, enquanto recurso motivacional e de aprimoramento do ser humano, &eacute; influenciada pela pr&aacute;tica da dan&ccedil;a e se torna imprescind&iacute;vel para a constitui&ccedil;&atilde;o do ser social.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, a Dan&ccedil;a &eacute; concebida no corpo como forma aut&ecirc;ntica de express&atilde;o e manifesta&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio afetivo e social dos sujeitos dan&ccedil;antes, elaborados a cada ato de dan&ccedil;ar e evidenciados na tr&iacute;ade intera&ccedil;&atilde;o-participa&ccedil;&atilde;o-transforma&ccedil;&atilde;o pessoal e social. Com este entendimento, refor&ccedil;amos que esta transforma&ccedil;&atilde;o pode resultar de uma pr&aacute;xis reflexiva de capacita&ccedil;&atilde;o do sujeito ao interagir com o mundo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo desenvolveu-se nos N&uacute;cleos de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro (NARPJ)<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>, integrados nos Centros de Pesquisa e Forma&ccedil;&atilde;o em Ensino Escolar de Arte e Esportes, contendo espa&ccedil;os destinados a crian&ccedil;as e jovens matriculados na Rede P&uacute;blica Municipal de Ensino. Trata-se de um programa municipal que promove oficinas de dan&ccedil;a para jovens de contextos socioecon&oacute;micos desfavorecidos, implantado pela Secretaria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o do Rio de Janeiro (SMERJ, 2013, 2015), com o prop&oacute;sito de oferecer a aprendizagem da Arte como instrumento para o desenvolvimento das potencialidades e do crescimento humano. S&atilde;o oferecidas oficinas de Dan&ccedil;a, Teatro, M&uacute;sica e Artes Pl&aacute;sticas em regime de complemento curricular, por forma a combater o insucesso e o abandono escolar, tendo por objetivos desenvolver e difundir metodologias inovadoras no ensino da Arte e&nbsp;da Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica Escolar (SMERJ, 2013, 2015).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os NARPJ incluem oito espa&ccedil;os destinados exclusivamente a alunos do Ensino Fundamental (1.&ordm; ao 9.&ordm; ano de escolaridade), oriundos de zonas desfavorecidas, na faixa et&aacute;ria dos 4 aos 18 anos de idade. As oficinas de Dan&ccedil;a t&ecirc;m uma frequ&ecirc;ncia bissemanal com uma dura&ccedil;&atilde;o de 90 minutos por sess&atilde;o, com uma oferta de aprendizagem de estilos de Dan&ccedil;a diversificados, tais como Dan&ccedil;a Contempor&acirc;nea, Jazz-Dance, Ballet Cl&aacute;ssico, Dan&ccedil;a Moderna, Dan&ccedil;a Livre, Sapateado, Street Dance, Hip Hop, Dan&ccedil;as Populares e Dan&ccedil;a Circense. Estas oficinas s&atilde;o lecionadas por professores especializados na &aacute;rea<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a> e pertencentes ao quadro de funcion&aacute;rios efetivos da Rede Municipal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As oficinas de Dan&ccedil;a dos NAPRJ t&ecirc;m ainda como objetivo o estudo do corpo, concedendo aos alunos desenvolver e aprimorar uma trajet&oacute;ria de descoberta do movimento e as potencialidades expressivas e criativas, assim como a forma&ccedil;&atilde;o de plateia (SMERJ, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, o presente estudo visa contribuir para conhecer o impacto da pr&aacute;tica da dan&ccedil;a nas representa&ccedil;&otilde;es de perten&ccedil;a ao espa&ccedil;o e nas transforma&ccedil;&otilde;es nos dom&iacute;nios pessoais e sociais dos praticantes (Assump&ccedil;&atilde;o &amp; Macara, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para alcan&ccedil;ar este objetivo, uma etapa fundamental prende-se com a valida&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio denominado &ldquo;Corpo, Dan&ccedil;a e Comunidade (CDC)&rdquo; tendo como base um estudo explorat&oacute;rio (Hill &amp; Hill, 2009). Seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es de Hill &amp; Hill (2011), realizaram-se dois estudos explorat&oacute;rios; o primeiro, intitulado Estudo Preliminar I, visou a identifica&ccedil;&atilde;o das principais vari&aacute;veis do estudo (Assump&ccedil;&atilde;o &amp; Macara, 2013). O segundo estudo visa avan&ccedil;ar numa pesquisa mais aprofundada, permitindo identificar o impacto da pr&aacute;tica da dan&ccedil;a oferecida nas oficinas de Dan&ccedil;a dos NAPRJ, por forma a medir as dimens&otilde;es da Representa&ccedil;&atilde;o Afetivossocial da Dan&ccedil;a e da Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social, apontando indicadores de impacto da dan&ccedil;a nas suas componentes f&iacute;sica, afetiva e social.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Seguindo as diretrizes de Hill &amp; Hill (2009) para a execu&ccedil;&atilde;o de estudos preliminares (Assump&ccedil;&atilde;o, Macara, &amp; Wachowicz, 2013; Assump&ccedil;&atilde;o &amp; Macara, 2013) e de Vega (2009), procedeu-se a uma aprecia&ccedil;&atilde;o por peritagem do question&aacute;rio &ldquo;Corpo, Dan&ccedil;a e Comunidade (CDC)&rdquo; e a uma aplica&ccedil;&atilde;o a jovens das oficinas de dan&ccedil;a dos N&uacute;cleos de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro (NAPRJ) em dois momentos com intervalo de duas semanas (teste-reteste).</font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Amostra</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O processo de sele&ccedil;&atilde;o da amostra ocorreu pela indica&ccedil;&atilde;o do professor de Dan&ccedil;a de jovens que se voluntariaram, considerando como crit&eacute;rios: o n&iacute;vel de maturidade e uma experi&ecirc;ncia m&iacute;nima de um ano nas oficinas de dan&ccedil;a. A dura&ccedil;&atilde;o total do projecto foi de 18 meses, incluindo os estudos explorat&oacute;rios, constru&ccedil;&atilde;o do instrumento, realiza&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-teste e reteste e avalia&ccedil;&atilde;o dos peritos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 50 jovens pr&eacute;-adolescentes e adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e 16 anos (<i>M</i> = 12.8, <i>SD</i> = 1.1), pertencentes ao NAPRJ Professor Sebasti&atilde;o de Souza Prata Grande Otelo (Parque Anchieta, RJ) e ao Projeto Casar&atilde;o dos Prazeres (Morro dos Prazeres/Santa Teresa, RJ), sendo que cerca de metade dos participantes tem 12 anos (56%). O facto da quase totalidade ser do g&eacute;nero feminino (94%) pode ser associado &agrave; discuss&atilde;o a respeito do g&eacute;nero masculino na Dan&ccedil;a, que ainda &eacute; alvo de preconceitos (Polhemus, 1993; Risner, 2008; Thomas, 1993), por ser frequentemente definida como um of&iacute;cio socialmente feminino (Neves, 2013). No que respeita o n&iacute;vel de escolaridade, cerca de metade (56%) frequenta o 6.&ordm; ano de escolaridade, 22.2% o 9.&ordm; ano e os restantes distribuem-se entre o 7.&ordm; e o 8.&ordm; do Ensino Fundamental da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. O local de resid&ecirc;ncia situa-se nas proximidades dos espa&ccedil;os onde decorriam as oficinas, constatando-se que metade reside no bairro de Anchieta e a outra metade no bairro de Santa Teresa, respetivamente bairros da zona norte e zona central do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. Em rela&ccedil;&atilde;o aos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dos praticantes, mais de metade (59.2%) tem o Ensino M&eacute;dio, 20.4% o Ensino Fundamental e 20.4% o Ensino Superior.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumento e vari&aacute;veis</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O question&aacute;rio &ldquo;Corpo, Dan&ccedil;a e comunidade&rdquo; inclui no total 20 quest&otilde;es e 105 itens de resposta que se organizam em 11 dom&iacute;nios (vari&aacute;veis). A estrutura geral do question&aacute;rio engloba quatro blocos: Bloco I &ndash; Dados sociodemogr&aacute;ficos (7 vari&aacute;veis e 30 itens de respostas); Bloco II &ndash; Atividade praticada (2 vari&aacute;veis e 11 itens de resposta); Bloco III &ndash; Dimens&atilde;o Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social na Dan&ccedil;a (5 vari&aacute;veis e 27 itens de resposta); Bloco IV &ndash; Dimens&atilde;o Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a (6 vari&aacute;veis e 37 itens de resposta). No que respeita o Bloco III e IV, as vari&aacute;veis s&atilde;o agrupadas em duas grandes dimens&otilde;es: a Dimens&atilde;o Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a e a Dimens&atilde;o Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social na Dan&ccedil;a. A Dimens&atilde;o Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a inclui seis dom&iacute;nios com as seguintes vari&aacute;veis: Motiva&ccedil;&atilde;o na Dan&ccedil;a, Sensa&ccedil;&atilde;o na Dan&ccedil;a, Perce&ccedil;&atilde;o de Transforma&ccedil;&atilde;o Corporal, Perce&ccedil;&atilde;o de Participa&ccedil;&atilde;o Social pela Dan&ccedil;a, Representa&ccedil;&atilde;o da Dan&ccedil;a e Perspetiva da Carreira Amadora ou Profissional. A Dimens&atilde;o Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social &eacute; constitu&iacute;da por 5 dom&iacute;nios representados pelas vari&aacute;veis: Perce&ccedil;&atilde;o de Intera&ccedil;&atilde;o Familiar pela Dan&ccedil;a, Perce&ccedil;&atilde;o de Intera&ccedil;&atilde;o com Colegas do NAPRJ pela Dan&ccedil;a, Perce&ccedil;&atilde;o de Mudan&ccedil;a na Escola pela Dan&ccedil;a, Perce&ccedil;&atilde;o de Mudan&ccedil;a na Comunidade e Perce&ccedil;&atilde;o de Realiza&ccedil;&atilde;o Pessoal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nas quest&otilde;es do question&aacute;rio, s&atilde;o utilizadas tr&ecirc;s tipos de escalas de Likert com cinco n&iacute;veis de resposta: uma escala de concord&acirc;ncia (Discordo Totalmente, Discordo Parcialmente, Indeciso, Concordo Parcialmente e Concordo Totalmente), uma escala de frequ&ecirc;ncia (Nunca, Raramente, &Agrave;s vezes, Muitas Vezes e Sempre) e de probabilidade (Imposs&iacute;vel, Pouco Prov&aacute;vel, Prov&aacute;vel, Muito Prov&aacute;vel e Certo), com valores (de 1 a 5), considerando o valor m&iacute;nimo (1) para Nunca e Imposs&iacute;vel e o valor m&aacute;ximo (5) para Sempre e Certo.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos e aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em vista os procedimentos necess&aacute;rios para a constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de um instrumento, numa primeira etapa pr&eacute;via a esta investiga&ccedil;&atilde;o foram constitu&iacute;dos grupos focais de jovens, bem como uma equipa de peritagem especializada na mat&eacute;ria para garantir a fiabilidade e reprodutividade do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, tal como recomendado por Hill &amp; Hill (2009) e Vega (2009). A sele&ccedil;&atilde;o dos peritos foi realizada por an&aacute;lise de curr&iacute;culo, pesquisa do curr&iacute;culo na Plataforma de Curr&iacute;culo   Lattes (<a href="http://www.lates.cnpq.br" target="_blank">www.lates.cnpq.br</a>) e por indica&ccedil;&otilde;es dos diretores dos NAPRJ. A validade de conte&uacute;do e de construto do instrumento envolveu um grupo de 20 especialistas em Dan&ccedil;a: professoras universit&aacute;rias em Dan&ccedil;a no Brasil e Espanha (4), psic&oacute;logos e psicopedagogos (4), professores universit&aacute;rios (4) e professores dos NAPRJ (4), assim como pais e respons&aacute;veis das oficinas de dan&ccedil;a (4), atrav&eacute;s de uma escala de classifica&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o dos itens, de 1 a 5 pontos. Seguiu-se uma aplica&ccedil;&atilde;o a jovens das oficinas de dan&ccedil;a dos NAPRJ em formato de pr&eacute;-teste. Ap&oacute;s o pr&eacute;-teste, foram recolhidas informa&ccedil;&otilde;es dos praticantes e da professora de Dan&ccedil;a, a respeito do formato do instrumento, n&iacute;vel de compreens&atilde;o e clareza, d&uacute;vidas e op&ccedil;&otilde;es de resposta do instrumento. Essas informa&ccedil;&otilde;es foram &uacute;teis para ajustar o instrumento para a consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos propostos (Coutinho, 2011).  <a href="http://www.lates.cnpq.br" target="_blank">www.lates.cnpq.br</a>) e por indica&ccedil;&otilde;es dos diretores dos NAPRJ. A validade de conte&uacute;do e de construto do instrumento envolveu um grupo de 20 especialistas em Dan&ccedil;a: professoras universit&aacute;rias em Dan&ccedil;a no Brasil e Espanha (4), psic&oacute;logos e psicopedagogos (4), professores universit&aacute;rios (4) e professores dos NAPRJ (4), assim como pais e respons&aacute;veis das oficinas de dan&ccedil;a (4), atrav&eacute;s de uma escala de classifica&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o dos itens, de 1 a 5 pontos. Seguiu-se uma aplica&ccedil;&atilde;o a jovens das oficinas de dan&ccedil;a dos NAPRJ em formato de pr&eacute;-teste. Ap&oacute;s o pr&eacute;-teste, foram recolhidas informa&ccedil;&otilde;es dos praticantes e da professora de Dan&ccedil;a, a respeito do formato do instrumento, n&iacute;vel de compreens&atilde;o e clareza, d&uacute;vidas e op&ccedil;&otilde;es de resposta do instrumento. Essas informa&ccedil;&otilde;es foram &uacute;teis para ajustar o instrumento para a consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos propostos (Coutinho, 2011).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A fiabilidade foi testada pela an&aacute;lise da reprodutividade e estabilidade temporal, mediante a aplica&ccedil;&atilde;o em dois momentos com intervalo de duas semanas (teste-reteste). Por fim, a consist&ecirc;ncia interna foi examinada pelo coeficiente de Cronbach para testar a fiabilidade no que respeita aos blocos III e IV por nestes se inclu&iacute;rem as dimens&otilde;es em estudo: Dimens&atilde;o Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a e a Dimens&atilde;o Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social na Dan&ccedil;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio ao grupo de jovens, foi inicialmente solicitada a autoriza&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis das oficinas de dan&ccedil;a e encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dos jovens.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O question&aacute;rio foi administrado aos adolescentes pela pesquisadora respons&aacute;vel no ano de 2013. O local de aplica&ccedil;&atilde;o foi cedido pelos respons&aacute;veis pelas oficinas de dan&ccedil;a que disponibilizaram uma aula. Primeiramente, aplicou-se no turno da manh&atilde; a uma turma de 25 alunos, seguidamente no turno da tarde (em outro espa&ccedil;o) a outra turma composta por 25 alunos nas salas de Dan&ccedil;a, numa sala fechada sem interfer&ecirc;ncia de outros frequentadores do espa&ccedil;o. De antem&atilde;o, foram esclarecidos os objetivos do estudo, a estrutura do instrumento e a forma de preenchimento. Na fase do preenchimento, a pesquisadora leu uma quest&atilde;o de cada vez, esperando o preenchimento de todos para dar prosseguimento &agrave; quest&atilde;o seguinte. O tempo de resposta do instrumento foi estipulado inicialmente em 20-30 minutos. Obteve-se este par&acirc;metro no teste piloto, quando se verificou que o tempo m&aacute;ximo de resposta do instrumento n&atilde;o excedia os 30 minutos, verificando-se que quanto maior a idade, menor o tempo de resposta do instrumento. Conforme necessidade, este foi ampliado para 45 minutos de acordo com as necessidades dos participantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram obtidas atrav&eacute;s do SPSS.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave; validade de conte&uacute;do e de constructo do instrumento, mediante a classifica&ccedil;&atilde;o pelo grupo de 20 especialistas, numa escala de valor crescente (1 a 5) foi obtida uma m&eacute;dia final elevada (<i>M</i>= 4.47), apontando que os todos os itens apresentavam uma adequada relev&acirc;ncia e clareza para os peritos envolvidos na avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise da reprodutibilidade/estabilidade do question&aacute;rio demonstra uma forte concord&acirc;ncia entre as respostas obtidas no teste e reteste (pc =.965 e <i>r</i> = .882), alcan&ccedil;adas pela concord&acirc;ncia dos scores (Lin, pc). A compara&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica desta correla&ccedil;&atilde;o &eacute; significativa (p &lt; .001) em todos os 105 itens do question&aacute;rio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao Bloco II que visa identificar a atividade praticada, as modalidades mais populares foram a Dan&ccedil;a livre (69.1%) e o Hip Hop (23.6%), sendo que cerca de 8% praticam mais do que uma modalidade de Dan&ccedil;a. Relativamente ao tempo de pr&aacute;tica, a maioria pratica dan&ccedil;a h&aacute; menos de um ano (68%), enquanto apenas 2% h&aacute; mais de 5 anos (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/psi/v30n2/30n2a02f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No que respeita aos resultados obtidos nos Bloco III e IV referentes ao somat&oacute;rio total dos itens presentes no question&aacute;rio, que visam avaliar a Dimens&atilde;o da Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social na Dan&ccedil;a e a Dimens&atilde;o da Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a, nos 11 dom&iacute;nios demonstram uma consist&ecirc;ncia interna suficiente, com uma boa consist&ecirc;ncia interna na pontua&ccedil;&atilde;o total (&alpha; = .788), sendo a m&eacute;dia obtida elevada e uma baixa variabilidade (<i>M</i>=3.42, <i>SD</i>=.56), assinalando-se assim uma confiabilidade e consist&ecirc;ncia interna adequada (<a href="/img/revistas/psi/v30n2/30n2a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Mar&ocirc;co &amp; Garcia-Marques (2006), em alguns cen&aacute;rios de investiga&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais, um &alpha; de .60 &eacute; considerado aceit&aacute;vel desde que os resultados obtidos com esse instrumento sejam interpretados com precau&ccedil;&atilde;o, embora outros autores refiram como refer&ecirc;ncia um &alpha; de .70. Em todo o caso, resultados inferiores a .60 s&atilde;o considerados inaceit&aacute;veis.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave; consist&ecirc;ncia interna, relativa ao conjunto de itens relacionados com os <i>Motivos que o(a) que levaram a praticar a dan&ccedil;a</i>, mostra um valor de .632 do &alpha; de Cronbach. Os motivos com uma maior frequ&ecirc;ncia de respostas s&atilde;o: <i>Porque gosto de dan&ccedil;ar </i>(24%) e <i>Por ser uma forma de lazer</i> (24%). Estes resultados s&atilde;o interpretados com base na motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca e pela identifica&ccedil;&atilde;o e estimula&ccedil;&atilde;o que a Dan&ccedil;a pode permitir. Neste sentido, o indiv&iacute;duo compromete-se com a atividade para experimentar sensa&ccedil;&otilde;es associadas aos seus sentidos e pela busca de autorrealiza&ccedil;&atilde;o (Silva, 2011).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O valor de .645 do &alpha; de Cronbach &eacute; alcan&ccedil;ado nas <i>Sensa&ccedil;&otilde;es que a dan&ccedil;a promove em voc&ecirc; ao dan&ccedil;ar</i>. As respostas das sensa&ccedil;&otilde;es mais indicadas pelos alunos ao praticar a Dan&ccedil;a s&atilde;o: autoconfian&ccedil;a (34%), liberdade (26%), bem-estar (26%). Assim, as perce&ccedil;&otilde;es de autoconfian&ccedil;a, liberdade e bem-estar s&atilde;o consideradas relevantes para o desenvolvimento emocional deste p&uacute;blico jovem. Em conson&acirc;ncia com autores da &aacute;rea (Marques, 2010, 2012; Silva, 2011, 2012; Silva; 2015), a constru&ccedil;&atilde;o da afetividade na Dan&ccedil;a evidencia melhoras na rela&ccedil;&atilde;o consigo mesmo pela tr&iacute;ade Intera&ccedil;&atilde;o-Participa&ccedil;&atilde;o-Transforma&ccedil;&atilde;o social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A consist&ecirc;ncia interna aponta um aumento no valor de .677 do &alpha; de Cronbach para as <i>Transforma&ccedil;&otilde;es que possam ter ocorrido no seu corpo.</i> Em conson&acirc;ncia com a <a href="/img/revistas/psi/v30n2/30n2a02t2.jpg">Tabela 2</a>, na Perce&ccedil;&atilde;o de Transforma&ccedil;&atilde;o Corporal na Dan&ccedil;a, os itens mais indicados pelos alunos s&atilde;o: <i>O meu corpo tornou-se mais solto nas situa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia</i> (36%) e <i>O meu corpo est&aacute; mais em forma</i> (28%), e consideram como Imposs&iacute;vel: <i>O meu corpo n&atilde;o passa emo&ccedil;&atilde;o enquanto dan&ccedil;o</i> (40%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os efeitos das mudan&ccedil;as corporais ocasionadas pela pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a nos jovens na fase da adolesc&ecirc;ncia s&atilde;o apontados por Silva (2011) e Silva, Medeiros, &amp; J&uacute;nior (2012), assinalando que a pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a torna os corpos dos jovens mais flex&iacute;veis, coordenados, fortes, soltos, criativos, sens&iacute;veis e com melhor postura.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O valor .757 do &alpha; de Cronbach foi obtido na vari&aacute;vel <i>Transforma&ccedil;&otilde;es que possam ter ocorrido no seu comportamento em casa</i>, observando-se um aumento acentuado nesse valor, porventura por serem quest&otilde;es mais objetivas ou menos idiossincr&aacute;ticas. As respostas mais indicadas como Certo, na vari&aacute;vel <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Intera&ccedil;&atilde;o Familiar </i>s&atilde;o: <i>Sinto que estou mais feliz em casa por isso sou carinhosa </i>(50%) e<i> Sinto-me mais atento ao que ocorre perto de mim </i>(52%), e como Imposs&iacute;vel em <i>N&atilde;o contribuo para melhorar a conviv&ecirc;ncia em casa</i> (68%) e <i>Colaboro menos com o meu respons&aacute;vel em casa</i> (23%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A interpreta&ccedil;&atilde;o desses resultados favorece elementos para reflex&atilde;o sobre os reflexos das transforma&ccedil;&otilde;es afetivo-sociais promovidas pela viv&ecirc;ncia na Dan&ccedil;a. Tais mudan&ccedil;as s&atilde;o percebidas, tanto pela altera&ccedil;&atilde;o do comportamento do jovem com a fam&iacute;lia como a rea&ccedil;&atilde;o positiva da fam&iacute;lia face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o. Assim, a Dan&ccedil;a sensibilizou os jovens, tornando-os potencialmente capazes de estabelecerem novos la&ccedil;os afetivossociais com as pessoas mais pr&oacute;ximas (familiares, amigos e professores).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A consist&ecirc;ncia interna apontou um aumento no valor &alpha; de Cronbach para as <i>Mudan&ccedil;as que possam ter ocorrido na rela&ccedil;&atilde;o entre as colegas</i>, sendo de .774. Sobre a vari&aacute;vel<i> Perce&ccedil;&atilde;o de Intera&ccedil;&atilde;o com Colegas dos NAPRJ</i>, no item Concordo Totalmente, as mais referenciadas foram: <i>Na dan&ccedil;a aprendemos a superar juntos(as) nossas dificuldades</i> (52%) e <i>Na dan&ccedil;a passamos a respeitar o tempo de aprendizagem um(a) do(a) outro(a)</i> (40%); e como Discordo Totalmente, <i>Na Dan&ccedil;a n&atilde;o consegui conquistar novas amizades</i> (68%). Este aumento no valor da escala pode representar a relev&acirc;ncia social do programa educacional para a forma&ccedil;&atilde;o de novas amizades entre os pares.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao valor &alpha; de Cronbach para as <i>Mudan&ccedil;as que possam ter ocorrido na sua conviv&ecirc;ncia na escola, ele </i>&eacute; de .678<i>. </i>Em refer&ecirc;ncia &agrave; vari&aacute;vel <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Mudan&ccedil;a na Escola</i>, no item Certo as mais referidas foram: <i>Notei que os(as) amigos(as) da escola gostam de me ver dan&ccedil;ar as coreografias que aprendo nas aulas</i> (40%), e como Imposs&iacute;vel, <i>Passei a sofrer preconceitos na escola ap&oacute;s entrar na dan&ccedil;a</i> (86%). Em complementaridade &agrave; discuss&atilde;o, Batalha &amp; Macara (2008), atestam que os benef&iacute;cios de uma educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica passam pelo atingir de autonomia, identidade pr&oacute;pria, a partilha de sensa&ccedil;&otilde;es, ideias e movimentos, promovendo forte envolvimento pessoal e social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O valor &alpha; de Cronbach para as <i>Mudan&ccedil;as que possam ter ocorrido com pessoas de sua comunidade</i> &eacute; de .678, sendo o mesmo do item anterior. Em alus&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Mudan&ccedil;a na Comunidade</i>, o maior valor &eacute; no item Imposs&iacute;vel:<i> As pessoas da minha comunidade passaram a me discriminar</i> (96%), Este resultado pode representar o excelente envolvimento da comunidade face ao trabalho desenvolvido nestes espa&ccedil;os.&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &agrave; consist&ecirc;ncia interna do &alpha; de Cronbach para a <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Inclus&atilde;o Social no programa N&uacute;cleo de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro</i>, ela &eacute; de .616. Em men&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Realiza&ccedil;&atilde;o Pessoal, </i>real&ccedil;amos na op&ccedil;&atilde;o de resposta: Concordo Totalmente, foi escolhido&nbsp; <i>Sinto-me necess&aacute;ria ao apresentar as dan&ccedil;as que fiz com meus colegas na mostra interna</i> (58%), e como Discordo Totalmente, o item <i>No n&uacute;cleo s&atilde;o tomadas p&eacute;ssimas decis&otilde;es sem consultar os alunos</i> (70%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O maior valor obtido &alpha; de Cronbach &eacute; de .832 para o <i>Significado que o N&uacute;cleo de Arte tem hoje na sua vida</i>. Na vari&aacute;vel <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Participa&ccedil;&atilde;o Social</i>, os aspetos mais valorizados s&atilde;o: <i>Representa&ccedil;&atilde;o que o NAPRJ tem na vida dos adolescentes </i>no item Concordo Totalmente, <i>O N&uacute;cleo de Arte &eacute; um espa&ccedil;o onde tenho experi&ecirc;ncias que me ajudam</i> (62%), <i>O N&uacute;cleo de Arte &eacute; como minha segunda casa</i> (52%) e <i>O N&uacute;cleo de Arte n&atilde;o &eacute; muito importante na minha vida</i>, afirma&ccedil;&atilde;o com a qual mais discordam (66%). Mais uma vez, estas quest&otilde;es parecem ser mais objetivas e menos idiossincr&aacute;ticas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O valor &alpha; de Cronbach para o <i>Significado que a dan&ccedil;a tem hoje na sua vida</i> &eacute; de .656. Em refer&ecirc;ncia &agrave; vari&aacute;vel <i>Representa&ccedil;&atilde;o da Dan&ccedil;a,</i> destacamos: no item de resposta Concordo Totalmente, <i>Hoje a dan&ccedil;a &eacute; uma forma de estabelecer contato mais pr&oacute;ximo com a minha cultura </i>(70%), <i>Hoje, dan&ccedil;ar significa melhorar minha capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o com o meu corpo</i> (68%), <i>Hoje a dan&ccedil;a me permite estabelecer conex&atilde;o com afetos, emo&ccedil;&otilde;es, atitudes, sensa&ccedil;&otilde;es e sonhos</i> (64%) e, como Discordo Totalmente, <i>Hoje, dan&ccedil;ar representa estar mais distante das pessoas.</i> Assim, &eacute; atribu&iacute;da &agrave; busca pela pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a a promo&ccedil;&atilde;o de estados emocionais positivos, como estar feliz e sentir bem-estar. Essa tentativa permanente de alcan&ccedil;ar um estado de vida equilibrado &eacute; uma dimens&atilde;o profunda e definidora da nossa exist&ecirc;ncia, o <i>conatus</i>. Para Dam&aacute;sio (2012, 51), &ldquo;o conactus &eacute; o agregado de disposi&ccedil;&otilde;es presentes em circuitos cerebrais que, uma vez ativados por certas condi&ccedil;&otilde;es do ambiente interno e externo, levam &agrave; procura da sobrevida e bem-estar&rdquo;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Seguindo essa linha de pensamento, a Dan&ccedil;a tem a possibilidade de ser um ve&iacute;culo de descoberta e de transforma&ccedil;&atilde;o pessoal e social para os jovens praticantes dos N&uacute;cleos de Arte porque permite in&uacute;meras experi&ecirc;ncias que ampliam a perce&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio corpo, especialmente o florescimento das sensa&ccedil;&otilde;es, sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es prazerosas que concedem, inevitavelmente, a conex&atilde;o com o <i>conactus</i>. Essa liga&ccedil;&atilde;o promove o equil&iacute;brio do jovem consigo mesmo (&acirc;mbito individual) e influencia as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (&acirc;mbito coletivo) resultantes da busca existencial do ser humano em sentir bem-estar e felicidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por &uacute;ltimo, a consist&ecirc;ncia interna mostra um valor de .649 do &alpha; de Cronbach em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel <i>Perspetiva da Carreira </i>(Amadora ou Profissional) com 40%, considerando o desejo de prosseguimento na carreira profissional e 38% sobre o impacto positivo da dan&ccedil;a na escolha de um curso superior relacionado com a &aacute;rea da sa&uacute;de ou atividade f&iacute;sica. Com base neste resultado, verifica-se que o desenvolvimento art&iacute;stico pode ter impacto no prosseguimento na carreira em Dan&ccedil;a e tamb&eacute;m despertar afinidades para &aacute;reas afins, pelo melhor cuidado com a sa&uacute;de f&iacute;sica. Para al&eacute;m desses aspetos, ponderamos o prosseguimento na carreira como uma forma de ascens&atilde;o social, para essa popula&ccedil;&atilde;o jovem socialmente desfavorecida.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi realizada uma an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis presentes no question&aacute;rio com a inten&ccedil;&atilde;o de verificar as suas rela&ccedil;&otilde;es de interinflu&ecirc;ncia. As vari&aacute;veis e quest&otilde;es com maior intensidade e com maior frequ&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o aquelas que merecem uma aten&ccedil;&atilde;o mais detalhada por se revelarem mais significativas, influenciando outros processos. Por outras palavras, constituem vari&aacute;veis mediadoras de outros processos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Interpretando estes dados e com esta an&aacute;lise, resultou uma organiza&ccedil;&atilde;o dos dados em fun&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s vetores: vetor 1 &ndash; <i>Benef&iacute;cios da Pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a</i>, vetor 2 &ndash; <i>Inclus&atilde;o na Comunidade</i> e vetor 3 &ndash; <i>Desejo de Prosseguimento na Carreira</i>.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Vetor 1: Benef&iacute;cios da pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a </b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Face aos resultados alcan&ccedil;ados, a maioria dos jovens participantes deste estudo perceberam os efeitos da pr&aacute;tica da dan&ccedil;a na vida pessoal, representado pela Dimens&atilde;o Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a que comporta as vari&aacute;veis Sensa&ccedil;&atilde;o na Dan&ccedil;a, Transforma&ccedil;&atilde;o Corporal na Dan&ccedil;a e Representa&ccedil;&atilde;o da Dan&ccedil;a. Nesta dimens&atilde;o, a Dan&ccedil;a &eacute;&nbsp; considerada um fator de significa&ccedil;&atilde;o do mundo interno, influenciado pelo desenvolvimento das manifesta&ccedil;&otilde;es de afetos, emo&ccedil;&otilde;es, sentimentos e motiva&ccedil;&otilde;es, despertados pelas experi&ecirc;ncias sensoriais, motoras e sociais catalogadas pelo corpo, ampliando o entendimento sobre o impacto da Dan&ccedil;a na vida pessoal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A sensa&ccedil;&atilde;o, emo&ccedil;&atilde;o e sentimentos s&atilde;o dom&iacute;nios despertados no corpo de quem se prop&otilde;e a dan&ccedil;ar (Miller, 2012). Desse modo, ao observarmos os resultados, constatamos que as sensa&ccedil;&otilde;es mais sentidas pelos estudantes ao dan&ccedil;ar foram autoconfian&ccedil;a, liberdade e bem-estar. Para Dam&aacute;sio (2013) os sentimentos s&atilde;o percep&ccedil;&otilde;es da paisagem corporal (estado do corpo e suas modifica&ccedil;&otilde;es), respons&aacute;vel pela regula&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da vida nos seres humanos. Para o autor, a tomada de consci&ecirc;ncia das redes de sensa&ccedil;&otilde;es que percorrem o corpo e dos sentimentos gerados, tornam o ser humano capaz de combater e transformar racionalmente sentimentos que n&atilde;o lhe fazem bem"</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, consideramos a Dan&ccedil;a como fator de equil&iacute;brio do campo afetivo e emocional dos praticantes porque, pela linguagem, cada jovem amplia a sua expressividade pessoal, podendo-se materializar em felicidade, bem-estar e realiza&ccedil;&atilde;o, resultantes dos afetos edificados na vida pessoal e social. Assim, a Dan&ccedil;a &eacute; fonte de <i>conactus</i>, despertando a <i>pot&ecirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o </i>para ir &agrave; busca da realiza&ccedil;&atilde;o pessoal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste &acirc;mbito, Dam&aacute;sio (2012) refor&ccedil;a que o ser humano na sua ess&ecirc;ncia busca a liberdade e viver a vida de forma equilibrada, representando o esfor&ccedil;o do homem para preservar e expandir sua pot&ecirc;ncia de existir. Nesta perce&ccedil;&atilde;o, a ideia de <i>conactus</i> retrata o movimento de naturaliza&ccedil;&atilde;o da vida afetiva do ser humano, pelos afetos que visam a afirma&ccedil;&atilde;o plena e liberdade da vida humana.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por meio da Dan&ccedil;a, estes jovens conseguiram perceber que o corpo passou por um processo de transforma&ccedil;&atilde;o, visto que as mudan&ccedil;as se tornaram evidentes por meio da <i>soltura</i> do corpo, da transforma&ccedil;&atilde;o corporal e postural, al&eacute;m da perce&ccedil;&atilde;o de que o corpo transmite emo&ccedil;&atilde;o ao dan&ccedil;ar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A representa&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com o processo de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento compreendido (Piaget &amp; Inhelder, 1990) e, nesse entendimento, os significados atribu&iacute;dos &agrave; Dan&ccedil;a s&atilde;o produtos das representa&ccedil;&otilde;es individuais e coletivas. A este respeito (Katz, s/d) acrescenta:</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">O jeito como se dan&ccedil;a, a maneira como voc&ecirc; faz as suas escolhas do que &eacute; que vai ser dan&ccedil;ado, isso &eacute; um posicionamento, &eacute; uma atitude sua face ao mundo. Quando voc&ecirc; dan&ccedil;a, voc&ecirc; manifesta o seu conhecimento sobre o mundo. Um passo de dan&ccedil;a nunca &eacute; s&oacute; um passo de dan&ccedil;a. Ali tem uma s&eacute;rie de compromissos com certos entendimentos (p.1).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por este vi&eacute;s, a Dan&ccedil;a representa uma forma de compreender, de estabelecer contato com a cultura, de melhorar a capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o do corpo, de estabelecer conex&atilde;o com afetos, emo&ccedil;&otilde;es, atitudes, sensa&ccedil;&otilde;es e sonhos, significando uma possibilidade de compreender melhor o mundo e estar mais pr&oacute;ximo das pessoas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalizando, os principais benef&iacute;cios da pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a s&atilde;o inerentes &agrave; Dimens&atilde;o Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a (<i>Sensa&ccedil;&atilde;o na Dan&ccedil;a</i>, <i>Transforma&ccedil;&atilde;o Corporal na Dan&ccedil;a</i> e <i>Representa&ccedil;&atilde;o da Dan&ccedil;a</i>), dado que a Dan&ccedil;a &eacute; vista como fator de significa&ccedil;&atilde;o do mundo interno, influenciando o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias afetivas (afetos, emo&ccedil;&otilde;es, sentimentos e motiva&ccedil;&otilde;es), despertado pelas experi&ecirc;ncias motoras, sensoriais e compet&ecirc;ncias sociais (aprendizagem comportamental e relacional positiva) catalogadas pelo corpo, de forma ampliar o entendimento sobre o impacto f&iacute;sico e afetivo social da Dan&ccedil;a na vida pessoal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Vetor 2: Inclus&atilde;o na Comunidade</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As repercuss&otilde;es da pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a no processo de reconhecimento, intera&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o social dos jovens dos NAPRJ na comunidade foram evidenciadas na Dimens&atilde;o Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social pela vari&aacute;vel <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Mudan&ccedil;a na Comunidade</i>. A Dimens&atilde;o Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social refere-se &agrave;s mudan&ccedil;as individuais no processo de intera&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o social que decorrem em fun&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia na Dan&ccedil;a resultando em &ldquo;<i>percep&ccedil;&atilde;o de acolhimentos ou de exclus&otilde;es</i>&rdquo; (Bauman, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Sobre a perce&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as ocorridas na comunidade, verificou-se que os alunos passaram a ser reconhecidos como bailarinos dos NAPRJ, significando que a Dan&ccedil;a pode representar uma forma de desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais desses jovens pela mudan&ccedil;a comportamental e relacional positiva (pela tr&iacute;ade intera&ccedil;&atilde;o-participa&ccedil;&atilde;o-transforma&ccedil;&atilde;o social) entre os membros da comunidade (escola, fam&iacute;lia e comunidade local).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para al&eacute;m desse fator, notamos que a pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a nos NAPRJ, para estes jovens pode ser vista como um fator de reconhecimento social da fam&iacute;lia, integrantes da escola e comunidade local. A este respeito, Godoy (2013, 32) alerta que produ&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas no &acirc;mbito escolar podem facilitar o acesso ao conhecimento sobre a mat&eacute;ria e a forma&ccedil;&atilde;o de plateia: &ldquo;A produ&ccedil;&atilde;o de trabalhos art&iacute;sticos e sua aprecia&ccedil;&atilde;o significa tamb&eacute;m conhecer, apreciar e refletir sobre as formas da natureza, sobre as produ&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas individuais e coletivas de diferentes culturas e &eacute;pocas&rdquo;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esses determinantes contribuem para novas trajet&oacute;rias de vida e poss&iacute;veis estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o dos programas educacionais em intera&ccedil;&atilde;o com a comunidade, considerando que a Dan&ccedil;a pode possibilitar novas leituras e de intera&ccedil;&atilde;o com o mundo, aproximando as pessoas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um corpo da literatura ilustra que, na fase da adolesc&ecirc;ncia, o jovem apresenta altera&ccedil;&otilde;es no comportamento psicossocial observados pela mudan&ccedil;a comportamental nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias afetivas e sociais e pelas novas intera&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre os pares (Loureiro, Ferreira &amp; Santos, 2013; Matos &amp; Tom&eacute;, 2012; Matos &amp; Sampaio, 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A Dan&ccedil;a possibilita a produ&ccedil;&atilde;o de novas perce&ccedil;&otilde;es de si pr&oacute;prio, dos outros e do contexto social. Conforme aponta Marques (2010), a leitura da Arte pelo mundo torna-nos respons&aacute;veis (coautores) da constru&ccedil;&atilde;o de tempos e espa&ccedil;os das din&acirc;micas sociais que s&atilde;o difundidas em cada sociedade.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Vetor 3: Desejo de Prosseguimento na Carreira</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As reverbera&ccedil;&otilde;es da pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a foram constatadas na Dimens&atilde;o Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a pelas vari&aacute;veis <i>Motiva&ccedil;&atilde;o na Dan&ccedil;a</i> e <i>Perspetiva da Carreira </i>(Amadora e Profissional), assim como na Dimens&atilde;o Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social, pela vari&aacute;vel <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Intera&ccedil;&atilde;o Familiar</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A <i>Motiva&ccedil;&atilde;o na Dan&ccedil;a</i> pelos jovens estudantes &eacute; indicada pelo gosto em dan&ccedil;ar e por ser uma forma de lazer. <i>Por ser uma forma de lazer</i>, &eacute; um dos motivos referenciados, traduzindo a motiva&ccedil;&atilde;o dos jovens em experienciar a dimens&atilde;o l&uacute;dica na Dan&ccedil;a (Tschoke, Tardivo, Rechia, 2011) e ocupar o tempo livre, visto que o hor&aacute;rio da escola brasileira ainda n&atilde;o &eacute; integral, deixando o jovem com tempo ocioso. O desejo de prosseguimento na carreira como bailarino profissional - ou em &aacute;reas afins -, &eacute; apontado pelos praticantes dos NAPRJ, despertando ambi&ccedil;&otilde;es de vida em jovens socialmente desfavorecidos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A predisposi&ccedil;&atilde;o para a pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a pode ser influenciada pelos familiares que apresentam uma vida cultural diversificada, fazendo com que a crian&ccedil;a ou jovem fique estimulada a dan&ccedil;ar (Furhmann, 2008). A este fen&oacute;meno, Bourdieu (2011) chama de <i>capital cultural incorporado</i> das gera&ccedil;&otilde;es anteriores, como exemplo da cultura realizada em modelos familiares, permitindo que o rec&eacute;m-chegado inicie a aquisi&ccedil;&atilde;o dos elementos fundamentais da cultura leg&iacute;tima. Neste contexto, atribu&iacute;mos o <i>habitus</i> da pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a pelo prazer em dan&ccedil;ar e pela influ&ecirc;ncia da fam&iacute;lia. Segundo Bourdieu (2011, 82), o<i> habitus</i> &ldquo;&eacute; um sistema de disposi&ccedil;&otilde;es dur&aacute;veis e transpon&iacute;veis que exprime, sob a forma de prefer&ecirc;ncia sistem&aacute;tica, as necessidades objetivas das quais ele &eacute; produto&rdquo;. A perce&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&atilde;o familiar &eacute; marcada pela mudan&ccedil;a comportamental do jovem em casa, por estar mais feliz e afetuoso com os parentes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>LIMITA&Ccedil;&Otilde;ES DO ESTUDO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Salientam-se como limita&ccedil;&otilde;es do estudo, a dificuldade na aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento com jovens de 10 a 12 anos, sendo necess&aacute;rio mais tempo na aplica&ccedil;&atilde;o (leitura do instrumento acompanhado a resposta autom&aacute;tica dos estudantes). Em fun&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise, verificou-se que os alunos com idades superiores (14-16 anos) respondiam &agrave;s quest&otilde;es e com mais rapidez.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outra limita&ccedil;&atilde;o tem a ver com valores baixos, embora aceit&aacute;veis, do &alpha; de Cronbach em alguns dom&iacute;nios. A nossa interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; de que nas quest&otilde;es porventura mais objetivas, os valores parecem ser superiores, e que nas quest&otilde;es porventura mais idiossincr&aacute;ticas e auto-referentes, os valores parecem ser inferiores. Nestas &uacute;ltimas quest&otilde;es, a utiliza&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es abertas poderia dar um leque de respostas mais abrangente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Face aos objetivos do CDC, que se prendem com a avalia&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a e Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social na Dan&ccedil;a, apontando indicadores das componentes f&iacute;sicas, afetivas e sociais dos praticantes de Dan&ccedil;a - perante o que se prop&otilde;e conhecer sobre as representa&ccedil;&otilde;es de perten&ccedil;a ao espa&ccedil;o e de transforma&ccedil;&otilde;es nos dom&iacute;nios pessoais e sociais dos praticantes -, resultou a constru&ccedil;&atilde;o de um instrumento com 105 itens distribu&iacute;dos em 11 dom&iacute;nios e agrupados em duas dimens&otilde;es: a Dimens&atilde;o Representa&ccedil;&atilde;o Afetivo-social da Dan&ccedil;a e a Dimens&atilde;o Transforma&ccedil;&atilde;o Pessoal e Social na Dan&ccedil;a. A validade de conte&uacute;do e de construto e a consist&ecirc;ncia interna da escala foi considerada adequada, sendo que, face a esta refer&ecirc;ncia, os valores obtidos validam o question&aacute;rio, enquanto instrumento pass&iacute;vel de utiliza&ccedil;&atilde;o em futuras pesquisas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mediante os resultados apresentados e suas justifica&ccedil;&otilde;es, concluiu-se que o question&aacute;rio proposto &eacute; adequado para identificar o tipo de transforma&ccedil;&atilde;o pessoal e social que um programa de Dan&ccedil;a pode implicar na vida de jovens praticantes, sendo que poderemos considerar como eixos principais, dimens&otilde;es e indicadores, as componentes f&iacute;sicas &ndash; pela melhor expressividade e autoperce&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es dos praticantes dos NAPRJ no corpo; afetivas &ndash; pela perce&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de sentimentos de autoconfian&ccedil;a; e bem-estar e social &ndash; melhor intera&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia pela mudan&ccedil;a comportamental em casa, melhor participa&ccedil;&atilde;o social na escola, vista pela capacidade de supera&ccedil;&atilde;o das dificuldades com os colegas, bem como no NAPRJ pela valoriza&ccedil;&atilde;o e reconhecimento dos jovens como um local de experi&ecirc;ncias enriquecedoras e de acolhimento. Salienta-se, assim, que as representa&ccedil;&otilde;es de perten&ccedil;a ao espa&ccedil;o, perante as transforma&ccedil;&otilde;es nos dom&iacute;nios pessoais (f&iacute;sicos e afetivos) e sociais, mediante o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais atrav&eacute;s da Dan&ccedil;a, ilustram uma trajet&oacute;ria de resili&ecirc;ncia face &agrave;s dificuldades emocionais e de ajustamento social (Risner &amp; Stison, 2010).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Enquanto instrumento de pesquisa, este question&aacute;rio pode ser aplicado e replicado em outros estudos, quer no sentido de verificar em que medida os resultados podem ser consistentes quer para avaliar resultados no que respeita &agrave;s dimens&otilde;es estudadas. O estudo em diversas idades pode, tamb&eacute;m, dar-nos um perfil longitudinal de como as perce&ccedil;&otilde;es pessoais evoluem ou se evoluem.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Assump&ccedil;&atilde;o, V., &amp; Macara, A. (2013). Effects of dance practice in students of the NAPRJ Project Rio de Janeiro, Brasil. <i>Atenci&oacute;n Primaria</i>, <i>45</i>, Especial Congresso, 139-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471911&pid=S0874-2049201600020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Assump&ccedil;&atilde;o, V., Macara, A., &amp; Wachowicz, F. (2013). Efeito da pr&aacute;tica da dan&ccedil;a para estudantes dos N&uacute;cleos de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro. In A. Vianna, L. Ponso, &amp; F. Nunes,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471913&pid=S0874-2049201600020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <i>VII Semin&aacute;rio Internacional da Faculdade Angel Vianna</i> (Vol. 1). Rio de Janeiro: Faculdade Angel Vianna. Retirado de <a href="http://escolaangelvianna.com.br/seminario/anais/edicoes-anteriores/vii-seminario-da-faculdade-de-danca-angel-vianna" target="_blank">http://escolaangelvianna.com.br/seminario/anais/edicoes-anteriores/vii-seminario-da-faculdade-de-danca-angel-vianna</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Batalha, A. P., &amp; Macara, A. (2008). Ouvir as vozes do corpo como paradigma de mudan&ccedil;a na educa&ccedil;&atilde;o. <i>Textos e Pretextos</i>, <i>11</i>, 82-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471915&pid=S0874-2049201600020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bauman, Z. (2003). <i>Comunidade: A busca por seguran&ccedil;a no mundo atual</i>. Rio de Janeiro: &Aacute;tica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471917&pid=S0874-2049201600020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bourdieu, P. (2011). <i>O poder simb&oacute;lico (Hist&oacute;ria e Sociedade)</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471919&pid=S0874-2049201600020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Coutinho, C. P. (2011). <i>Metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias sociais e humanas: Teoria e pr&aacute;tica</i>. Lisboa: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471921&pid=S0874-2049201600020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dam&aacute;sio, A. (2012). <i>Ao encontro de Espinosa: As emo&ccedil;&otilde;es sociais e a neurologia do sentir</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471923&pid=S0874-2049201600020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dam&aacute;sio, A. (2013). <i>O sentimento de si: Corpo, emo&ccedil;&atilde;o e consci&ecirc;ncia</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471925&pid=S0874-2049201600020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Figueiredo, V. (2013). A dan&ccedil;a, a escola e seus diferentes espa&ccedil;os e tempos. <i>Revista Dan&ccedil;a, 2,</i> 81-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471927&pid=S0874-2049201600020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Figueiredo, V. (2011). A &eacute;tica de Espinosa para pensar o afeto na dan&ccedil;a. <i>O Percevejo</i>, <i>3</i>(2), 1-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471929&pid=S0874-2049201600020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Furhmann, I. V. D.&nbsp; (2014). A dan&ccedil;a na constru&ccedil;&atilde;o da identidade corporal. In: <i>III Congresso Nacional de Pesquisadores em Dan&ccedil;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471931&pid=S0874-2049201600020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->a, 2014, Salvador. O corpo que dan&ccedil;a a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os na atua&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e art&iacute;stica</i>. Salvador: ANDA, 1, 1-19.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Giguere, M. (2015). Dance education action research: A twin study. <i>Research in Dance Education</i>, <i>16</i>(1), 16-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471933&pid=S0874-2049201600020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Godoy, K. M. A. (Org.). (2013). O desafio de formar plateia para dan&ccedil;a. In <i>Experi&ecirc;ncias compartilhadas em dan&ccedil;a: Forma&ccedil;&atilde;o de plateia</i> (pp. 73-76). S&atilde;o Paulo: Instituto de Artes da UNESP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471935&pid=S0874-2049201600020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hill, M., &amp; Hill, A. (2009). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio</i>. 2&ordf; ed. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471937&pid=S0874-2049201600020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Katz, H. (s/d). <i>O corpo em Dan&ccedil;a</i>. Retirado de  <a href="http://corpoemdanca.com/?p=9" target="_blank">http://corpoemdanca.com/?p=9</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471939&pid=S0874-2049201600020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lipp, M. (Org) (2010). <i>O Adolescente e seus dilemas: Orienta&ccedil;&atilde;o para pais e educadores</i>. S&atilde;o Paulo: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471940&pid=S0874-2049201600020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Loureiro, C., Ferreira, M. M. F., &amp; Santos, M. R. (2013). Identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores determinantes no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais dos adolescentes. <i>Enfermagem Refer&ecirc;ncia</i>,<i> 3</i>(10), 79-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471942&pid=S0874-2049201600020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marques, I. A. (2014). Artista &agrave;s avessas, ou: O que a arte pode aprender com a educa&ccedil;&atilde;o? In D. Parra, &amp; R. Primo (Orgs.), <i>Semin&aacute;rio Dan&ccedil;a Teatro Educa&ccedil;&atilde;o</i>: <i>Inven&ccedil;&otilde;es do ensino em arte</i> (pp. 9-26). Fortaleza: Express&atilde;o Gr&aacute;fica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471944&pid=S0874-2049201600020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marques, I. A. (2011). Notas sobre o corpo e o ensino da dan&ccedil;a. <i>Caderno Pedag&oacute;gico Lajeado</i>, <i>8</i>(1), 31-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471946&pid=S0874-2049201600020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marques, I. M. (2010). <i>Linguagem da dan&ccedil;a: Arte e ensino</i>. S&atilde;o Paulo: Digitexto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471948&pid=S0874-2049201600020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maroco, J., &amp; Garcia- Marques, T. (2006). Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach? Quest&otilde;es antigas e solu&ccedil;&otilde;es modernas? <i>Lab. Psicologia</i>, <i>4</i>, 65-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471950&pid=S0874-2049201600020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Matos, M. C., &amp; Tom&eacute;, G. (Eds.) (2012). <i>Aventura social: Promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e do capital social para um empreendedorismo com sa&uacute;de na escola e na comunidade &ndash; C5, Estado da arte: Princ&iacute;pios, actores e contextos</i>, 1, Lisboa: Placebo Editora.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Matos, M. G., &amp; Sampaio, D. (Org.). (2009). A atividade f&iacute;sica e o desporto. In <i>Jovens com Sa&uacute;de &ndash; Di&aacute;logo Gera&ccedil;&atilde;o</i>, 17-68.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Miller, J. (2012). <i>Qual &eacute; o corpo que dan&ccedil;a? Dan&ccedil;a e educa&ccedil;&atilde;o som&aacute;tica para adultos e crian&ccedil;as</i>. S&atilde;o Paulo: Summus Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471954&pid=S0874-2049201600020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Piaget, J., &amp; Inhelder, B. A. (1990) <i>A psicologia da crian&ccedil;a</i>. Rio de Janeiro: Bertrand.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471956&pid=S0874-2049201600020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Risner, D., &amp; Stinson, S. W. (2010). Moving social justice: Challenges, fears and possibilities in Dance Education. <i>International Journal of Education &amp; The Arts</i>, <i>11</i>(6).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471958&pid=S0874-2049201600020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471959&pid=S0874-2049201600020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471960&pid=S0874-2049201600020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">SMERJ. (2013). Di&aacute;rio Oficial. Resolu&ccedil;&atilde;o No. 1.222, Art. 2 de 17 de Janeiro de 2013.&nbsp; Secretaria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o do Rio de Janeiro. Acedido em Maio 15, 2015 em: <a href="https://docs.google.com/document/d/1DQzPpDs8RusgvsEimadpZA8pfBkyqaY5wv4Ms8mUY7A/edit?pli=1" target="_blank">https://docs.google.com/document/d/1DQzPpDs8RusgvsEimadpZA8pfBkyqaY5wv4Ms8mUY7A/edit?pli=1</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">SMERJ. (2015). Secretaria Municipal do Rio de Janeiro. Acedido Maio 15, 2015 em: <a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/sme/conheca-a-secretaria" target="_blank">http://www.rio.rj.gov.br/web/sme/conheca-a-secretaria</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shapiro, S. B. (2008). Dance in a world of change: A vision for global aesthetics and universal ethics. In S. B. Shapiro (Ed.), <i>Dance in a world of change: Reflections on globalization and cultural difference </i>(pp. 253-275). Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471964&pid=S0874-2049201600020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Silva, V. A. (2015). <i>Benef&iacute;cios afetivo-sociais da pr&aacute;tica da dan&ccedil;a para estudantes dos N&uacute;cleos de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro</i>. Tese de Doutoramento. Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Silva, S. D., Medeiros, C. C. C., &amp; J&uacute;nior, W. M. (2012). O habitus e pr&aacute;tica da dan&ccedil;a: Uma an&aacute;lise sociol&oacute;gica. <i>Motriz</i>, <i>18</i>(3), 465-475.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471967&pid=S0874-2049201600020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Silva, S. S. (2011). <i>Habitus e pr&aacute;ticas da dan&ccedil;a: Uma an&aacute;lise sociol&oacute;gica dos fatores que influenciam a pr&aacute;tica da dan&ccedil;a na cidade de Toledo &ndash; PR</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Federal do Paran&aacute;.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stinson, S. W. (2015). Searching for evidence: Continuing issues in dance education. <i>Research in Dance Education</i>, <i>16</i>(1), 5-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471970&pid=S0874-2049201600020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <a href="http://dx.doi.org/10.1080/14647893.2014.950642" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/14647893.2014.950642</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tschoke, A., Tardivo, G. T., &amp; Rechia, S. (2011). Como a escola se tornou tamb&eacute;m espa&ccedil;o de lazer da comunidade: Os programas inseridos &agrave; escola Maria Marly Piovezan. <i>Pensar a Pr&aacute;tica</i>, <i>14</i>(1), 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471972&pid=S0874-2049201600020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <a href="http://dx.doi.org/10.5216/rpp.v14i1.11034" target="_blank">http://dx.doi.org/10.5216/rpp.v14i1.11034</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vega, Y. H. (2009). <i>Estudio de la ocupaci&oacute;n del tiempo libre de la poblaci&oacute;n escolar y su participaci&oacute;n en actividades extra-escolares</i>. Tese de Doutoramento. Universidade de M&aacute;laga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471974&pid=S0874-2049201600020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vieira, N. C. P. (2011). Corpo que dan&ccedil;a: Um olhar fenomenol&oacute;gico sobre a improvisa&ccedil;&atilde;o na dan&ccedil;a contempor&acirc;nea. In E. Monteiro, &amp; M. J. Alves (Eds.), <i>Semin&aacute;rio Internacional Descobrir a Dan&ccedil;a 2011</i>, (pp. 223-231). Lisboa: FMH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=471976&pid=S0874-2049201600020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recebido: 16/03/2016</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite: 30/10/2016</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Publicado: 12/2016</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Val&eacute;ria de Assump&ccedil;&atilde;o. Centro Integrado de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa com Defici&ecirc;ncia - Depto de Educa&ccedil;&atilde;o. Av. Presidente Vargas, 1.998 - Centro - RJ - Caixa Postal: 20210-031. E-mail: <a href="mailto:valassumpcao7@gmail.com">valassumpcao7@gmail.com</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Este estudo insere-se no curso de Doutoramento em Motricidade Humana, na especialidade de Dan&ccedil;a, na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, intitulado <i>Benef&iacute;cios Afetivo-sociais da Pr&aacute;tica da Dan&ccedil;a para Estudantes dos N&uacute;cleos de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro (NAPRJ)</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Refere-se a profissionais que buscam aperfei&ccedil;oar a forma&ccedil;&atilde;o na sua &aacute;rea, fazendo cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o Latto Sensu (especializa&ccedil;&atilde;o de um ano) e Strictu Sensu (especializa&ccedil;&atilde;o com dura&ccedil;&atilde;o de 2 a 4 anos).</font></p>       ]]></body><back>
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