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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fratria: Tratamento parental diferenciado e estados emocionais negativos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[To understand the family dynamics, first we have to know the structure of the family, as some of its features may influence the relationship between its members, as the perception of justice and disease that each had and have. In this sample of 244 adolescents, the results demonstrated no differences in the emotional well-being in adolescents. However, it is concluded that adolescent males feel a greater differentiation in terms of parental treatment compared to female adolescents. It was established that depression is positively correlated with differentiated maternal treatment, thus having a significant contribution to the onset of depression in adolescents. Since the differentiated maternal treatment appears to influence the emotional well-being of adolescents, it seems relevant to continue the research in this area of studies in order to understand the real impact on the lives of children, either in adolescence or in childhood.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tratamento parental diferenciado]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Fratria: Tratamento parental diferenciado e estados emocionais negativos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Sibling: Parental differential treatment and negative emotional states</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Filipa Pinheiro<sup>I, c</sup>; Ot&iacute;lia Monteiro Fernandes<sup>II</sup>;  In&ecirc;s Carvalho Relva<sup>III</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I-II</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>III</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro; Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para compreendermos a din&acirc;mica familiar, temos de conhecer a constitui&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, pois s&atilde;o as caracter&iacute;sticas dos seus membros e das rela&ccedil;&otilde;es entre eles que influenciam essa din&acirc;mica, nomeadamente, o n&uacute;mero de filhos e as experi&ecirc;ncias diferenciadas, como a perce&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a e as doen&ccedil;as, que cada um deles tiveram e t&ecirc;m. Nesta amostra de 244 adolescentes verific&aacute;mos que os adolescentes do sexo masculino sentem uma maior diferencia&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do tratamento parental comparativamente aos adolescentes do sexo feminino, e que a depress&atilde;o se correlaciona positivamente com o tratamento materno diferenciado, tendo este, assim, um contributo significativo para o aparecimento da depress&atilde;o nos adolescentes. Como o tratamento materno diferenciado parece influenciar o bem-estar emocional dos adolescentes, parece-nos importante que se fa&ccedil;am mais investiga&ccedil;&otilde;es de modo a compreender melhor qual o seu impacto e as suas repercuss&otilde;es na vida dos filhos, quer na adolesc&ecirc;ncia, quer na inf&acirc;ncia.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Tratamento parental diferenciado; Rela&ccedil;&atilde;o entre irm&atilde;os; Estados emocionais; Rela&ccedil;&atilde;o parental.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">To understand the family dynamics, first we have to know the structure of the family, as some of its features may influence the relationship between its members, as the perception of justice and disease that each had and have. In this sample of 244 adolescents, the results demonstrated no differences in the emotional well-being in adolescents. However, it is concluded that adolescent males feel a greater differentiation in terms of parental treatment compared to female adolescents. It was established that depression is positively correlated with differentiated maternal treatment, thus having a significant contribution to the onset of depression in adolescents. Since the differentiated maternal treatment appears to influence the emotional well-being of adolescents, it seems relevant to continue the research in this area of studies in order to understand the real impact on the lives of children, either in adolescence or in childhood.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Parental differential treatment; Siblings relationship; Emotional states; Parental relationship.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">A base para a descoberta do mundo exterior ocorre na fam&iacute;lia, porque esta &eacute; o primeiro meio para a integra&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo e para o seu desenvolvimento psicossocial. Uma parte de n&oacute;s e da nossa personalidade &eacute; constru&iacute;da atrav&eacute;s das intera&ccedil;&otilde;es com os nossos familiares, especialmente, pais e irm&atilde;os (quando os h&aacute;), uma vez que s&atilde;o eles que convivem connosco nos primeiros anos de vida (Fernandes, Alarc&atilde;o, &amp; Raposo, 2007).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A rela&ccedil;&atilde;o fraterna &eacute; considerada a rela&ccedil;&atilde;o mais extensa de todo o ciclo vital do ser humano, desempenhando um papel fundamental na din&acirc;mica familiar (Meynckens-Fourez, 1999), pois &eacute; com os irm&atilde;os que estabelecemos as nossas primeiras experi&ecirc;ncias com os pares, moldando assim a nossa maneira de ser, pensar e agir (Fernandes, 2002). Contudo, sabemos que as rela&ccedil;&otilde;es fraternas s&atilde;o muito complexas e s&atilde;o caraterizadas por um misto de sentimentos: se por um lado temos o companheirismo, a solidariedade e a entreajuda (Goldsmid &amp; F&eacute;res-Carneiro, 2011), por outro, temos o ci&uacute;me, a rivalidade e a viol&ecirc;ncia (Relva, Fernandes, &amp; Alarc&atilde;o, 2012). Muitos fatores podem contribuir para uma boa ou m&aacute; rela&ccedil;&atilde;o entre os irm&atilde;os, e um deles, que tem suscitado um grande interesse na sociedade cient&iacute;fica, &eacute; o tratamento parental diferenciado, isto &eacute;, o modo diferenciado como cada um dos pais trata cada um dos filhos. V&aacute;rios t&ecirc;m sido, ali&aacute;s, os autores que t&ecirc;m encontrado uma rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima entre a negatividade das rela&ccedil;&otilde;es fraternas e o tratamento parental diferenciado (e.g., Brody, Stoneman, &amp; McCoy, 1992; Dunn &amp; Kendrick, 1981a, 1981b).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quais os fatores que levam os pais a tratarem de forma diferente os filhos? De que forma o tratamento diferenciado influencia o estado emocional dos filhos? Muitos s&atilde;o os fatores que influenciam o tratamento parental diferenciado e a rela&ccedil;&atilde;o entre os irm&atilde;os desde a ordem de nascimento (Ng, Mofrad, &amp; Uba, 2014), o estado emocional das crian&ccedil;as (Feinberg, Neiderhiser, Simmens, Reiss, &amp; Hetherington, 2000), a perce&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a quanto ao tratamento diferenciado (Kowal, Kramer, Krull, &amp; Crick, 2002), a personalidade dos pais (Browne, Meunier, O&rsquo;Connor, &amp; Jenkins, 2012) e a defici&ecirc;ncia (Cuzzocrea, Larcan, &amp; Costa, 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O tratamento parental diferenciado &eacute; um fen&oacute;meno complexo e inevit&aacute;vel, sendo que para o compreender &eacute; necess&aacute;rio termos em considera&ccedil;&atilde;o determinados aspetos (Dunn &amp; Kendrick, 1981a, 1981b, 1986; Furman &amp; Buhrmester, 1985a) como, por exemplo: o meio familiar n&atilde;o partilhado (Daniels &amp; Plomin, 1985); o nascimento de cada um dos filhos - uma vez que na sua maioria ocorrem em diferentes &eacute;pocas e circunst&acirc;ncias da vida, e consequentemente, as condi&ccedil;&otilde;es emocionais e materiais dos pais ser&atilde;o diferentes, por exemplo (Barroso, 2008) -, mas tamb&eacute;m relativamente aos v&aacute;rios comportamentos que cada g&eacute;nero dever&aacute; ter e assumir na vida familiar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Kowal et al. (2002) estudaram a perce&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a, ao n&iacute;vel do tratamento parental diferenciado, em adolescentes entre os 11 e os 17 anos de idade. Os resultados encontrados indicam que existem duas formas de tratamento em que os filhos podem percecionar &iacute;ndices de maior diferencia&ccedil;&atilde;o parental: o facto de sentirem que s&atilde;o desfavorecidos injustamente, ou ent&atilde;o, que s&atilde;o favorecidos injustamente. E aquilo que influencia o bem-estar emocional dos filhos n&atilde;o &eacute; o facto de serem favorecidos ou n&atilde;o, mas sim a forma como percecionam a justi&ccedil;a do tratamento parental, ou seja, o fundamental &eacute; que os filhos sintam que recebem o que realmente merecem e necessitam. Os autores enunciam, ainda, que a equidade do tratamento parental est&aacute; relacionada com respostas emocionais positivas, como uma maior autoestima e um reduzido n&uacute;mero de problemas de comportamento de internaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Tamb&eacute;m, Boll, Ferring, e Filipp (2005) investigaram os efeitos do tratamento parental diferenciado na qualidade da rela&ccedil;&atilde;o entre os irm&atilde;os e os pais. Verificaram que a rela&ccedil;&atilde;o entre os irm&atilde;os &eacute; melhor quando o tratamento parental &eacute; tido como justo, mencionando ainda, por um lado, que quando os pais s&atilde;o idosos, o irm&atilde;o que se considerou desfavorecido n&atilde;o apresenta tanto empenho nos cuidados com os mesmos, enquanto o irm&atilde;o favorecido sentir&aacute; uma maior responsabilidade e uma obriga&ccedil;&atilde;o para ajudar os pais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">J&aacute; Ripoll, Carrillo e Castro (2008) investigaram os sistemas relacionais entre pais e filhos, e a sua influ&ecirc;ncia no ajuste psicol&oacute;gico nas d&iacute;ades de irm&atilde;os adolescentes. Verificaram que quando os adolescentes percecionam uma rela&ccedil;&atilde;o positiva com os pais, os n&iacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o e afeto com os irm&atilde;os s&atilde;o mais positivos, assim como o seu ajustamento psicol&oacute;gico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ng et al. (2014) investigaram o efeito da ordem do nascimento no tratamento parental diferenciado em adolescentes asi&aacute;ticos, entre os 13 e os 17 anos de idade. Apuraram que ao n&iacute;vel da afetividade parental, n&atilde;o se obtiveram resultados significativos, contudo, ao n&iacute;vel do controlo, verificaram-se algumas diferen&ccedil;as: os mais velhos relatam um maior controlo parental relativamente aos mais novos. Segundo os autores, uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o, para estes resultados, tem a ver com o n&iacute;vel de maturidade das crian&ccedil;as, pois, algumas vezes, as crian&ccedil;as mais velhas tendem a ser &ldquo;substitutas&rdquo; dos pais. J&aacute; Poonam e Punia (2012) avaliaram o impacto dos fatores parentais e contextuais no tratamento diferenciado dos filhos ao n&iacute;vel do afeto, privil&eacute;gios e disciplina. Conclu&iacute;ram que os pais e as m&atilde;es eram mais carinhosos com os irm&atilde;os mais novos das d&iacute;ades do mesmo sexo. Contudo, em d&iacute;ades do sexo oposto, as m&atilde;es eram mais afetuosas com os rapazes, quer fossem o mais velho ou o mais novo, enquanto os pais eram relativamente mais carinhosos com as meninas, independentemente da ordem de nascimento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Scholte, Engels, Kemp, Harackch e Ovrerbeek (2007) procuraram perceber o impacto que o tratamento parental diferenciado e a rela&ccedil;&atilde;o entre os irm&atilde;os t&ecirc;m na delinqu&ecirc;ncia, durante a inf&acirc;ncia. Os autores verificaram que a ordem do nascimento &eacute; um fator importante, na medida em que os irm&atilde;os mais novos s&atilde;o mais vulner&aacute;veis aos efeitos do tratamento parental diferenciado do que os irm&atilde;os mais velhos. Apuraram, ainda, que quando os rapazes sentiam que eram desfavorecidos, o seu comportamento estava relacionado com o vandalismo e a delinqu&ecirc;ncia, enquanto que nas raparigas, o ato de roubar era o mais expl&iacute;cito. Verificaram tamb&eacute;m que nas d&iacute;ades do mesmo sexo, os irm&atilde;os mais novos parecem ser os mais influenciados pelo tratamento materno diferenciado; e relativamente ao facto dos irm&atilde;os mais velhos serem menos vulner&aacute;veis, os autores consideram dever-se a raz&otilde;es como a maior responsabilidade e maturidade destes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A adolesc&ecirc;ncia &eacute; caracterizada por uma fase de transi&ccedil;&atilde;o/mudan&ccedil;a, onde o organismo humano sofre grandes desenvolvimentos ao n&iacute;vel f&iacute;sico, mas tamb&eacute;m psicol&oacute;gico e social, de modo a adaptar-se &agrave;s exig&ecirc;ncias da sociedade (Eisenstein, 2005). Sabemos que a adolesc&ecirc;ncia &eacute; um per&iacute;odo importante do ciclo vital, e a compar&ecirc;ncia de problemas emocionais como a ansiedade, depress&atilde;o e stresse poder&atilde;o ser um obst&aacute;culo para o bom desenvolvimento biopsicossocial do indiv&iacute;duo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os problemas emocionais, assim como a depress&atilde;o, s&atilde;o problemas de sa&uacute;de que t&ecirc;m vindo a crescer a n&iacute;vel mundial, entre as crian&ccedil;as e os adolescentes, sendo as perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade e de humor as mais frequentes nesta popula&ccedil;&atilde;o (Shavers, 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bhasin, Sharma e Saini (2010) estudaram a ansiedade, depress&atilde;o e stresse (ADS), em adolescentes com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos de idade de fam&iacute;lias afluentes, bem como os poss&iacute;veis fatores que contribuiriam para n&iacute;veis mais elevados de ADS. Os autores verificaram que nesta faixa et&aacute;ria os jovens apresentavam valores elevados de ansiedade, depress&atilde;o e stresse, salientando que ao n&iacute;vel da depress&atilde;o o sexo feminino sobressa&iacute;a em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo oposto. Encontraram ainda uma liga&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de escolaridade e os n&iacute;veis de ADS nos jovens, o que levou a concluir que a press&atilde;o para um bom desempenho acad&eacute;mico tem influ&ecirc;ncia no estado emocional do indiv&iacute;duo, uma vez que nos jovens com menor rendimento escolar os n&iacute;veis de ADS eram mais elevados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">J&aacute; Siddiqui e Rehman (2014) preocuparam-se em compreender os n&iacute;veis de ansiedade acad&eacute;mica em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo e estatuto socioecon&oacute;mico em alunos do ensino secund&aacute;rio. Verificaram que a ansiedade acad&eacute;mica &eacute; um problema presente nos alunos do ensino secund&aacute;rio, todavia averigua-se que s&atilde;o os alunos do sexo feminino que apresentam valores mais elevados comparativamente com o sexo masculino. E salientaram ainda que o estatuto socioecon&oacute;mico &eacute; um fator importante na compreens&atilde;o desta problem&aacute;tica, uma vez que afeta negativamente as pessoas com um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico mais baixo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como &eacute; mencionado por Kowal, Krull e Kramer (2004), &eacute; inevit&aacute;vel que o tratamento dos pais seja diferente para cada um dos filhos, uma vez que cada um tem as suas pr&oacute;prias especificidades e necessidades; todavia salienta-se que embora este fen&oacute;meno seja inelud&iacute;vel, o modo como os filhos percecionam a forma como s&atilde;o tratados define at&eacute; que ponto esta diferencia&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser favor&aacute;vel ou desfavor&aacute;vel para o seu desenvolvimento biopsicossocial, pois desde que os filhos vejam as suas necessidades satisfeitas, poder&atilde;o avaliar positivamente as suas rela&ccedil;&otilde;es com os pais e com os irm&atilde;os.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, o tratamento diferenciado dos pais ser&aacute; definido pela forma como os adolescentes o entendem e o aceitam, o que ir&aacute; moldar os seus comportamentos e atitudes, influenciando assim a sua rela&ccedil;&atilde;o com os irm&atilde;os, com os pais e o seu estado psicol&oacute;gico, n&atilde;o esquecendo que cada um tem as suas particularidades e os seus pr&oacute;prios recursos para lidar com as adversidades. Em Portugal, s&atilde;o ainda poucos os estudos que abordam o tratamento parental diferenciado e as suas consequ&ecirc;ncias para os filhos, embora seja um tema pertinente para a psicologia do desenvolvimento individual e familiar. Assim, o presente trabalho procura desenvolver uma vis&atilde;o mais aprofundada desta tem&aacute;tica e tem como objetivo geral compreender de que forma o tratamento parental diferenciado poder&aacute; influenciar o bem-estar (estados emocionais) nos filhos adolescentes. Colocamos, ent&atilde;o, como objetivos principais do presente estudo: (a) determinar a percentagem de adolescentes que consideram existir semelhan&ccedil;as/diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do tratamento parental; (b) estudar em que medida o tratamento parental diferenciado varia em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e idade dos adolescentes; (c) verificar as associa&ccedil;&otilde;es entre os sintomas emocionais negativos e o tratamento parental diferenciado; e, por &uacute;ltimo, (d) analisar se o tratamento parental diferenciado &eacute; um poss&iacute;vel preditor dos sintomas emocionais negativos.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A amostra foi constitu&iacute;da por 244 adolescentes com irm&atilde;os, com idades compreendidas entre os 12 e 18 anos (<i>M</i>=15.01; <i>DP=</i>1.86) tendo mais de metade (58.6%) do sexo feminino. Os participantes frequentavam o 3.&ordm; ciclo de escolaridade e ensino secund&aacute;rio, sendo que 46 (18.9%) se encontravam no 7.&ordm; ano, 28 (11.5%) no 8&ordm; ano, 41 (16.8%) no 9.&ordm; ano. Relativamente ao ensino secund&aacute;rio, 47 (19.3%) estudavam no 10.&ordm; ano, 45 (18.4%) no 11.&ordm; ano e 37 (15.2%) frequentavam o 12.&ordm; ano. No que respeita ao n&uacute;mero de irm&atilde;os, a maioria (75.8%) tinha somente um irm&atilde;o, 16% tinha dois irm&atilde;os, 3.7% tinha tr&ecirc;s irm&atilde;os, 4.1% tinha quatro irm&atilde;os e 4% cinco irm&atilde;os.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O Question&aacute;rio Sociobiogr&aacute;fico<i> (QSB)</i> &eacute; um question&aacute;rio adaptado do <i>Social Environment Questionnaire</i> (SEQ) de Toman (1993), por Fernandes e Relva (2013), e questiona o sujeito sobre si pr&oacute;prio (sexo, idade, naturalidade, ano de escolaridade, doen&ccedil;as), assim como a sua posi&ccedil;&atilde;o na fratria (n&uacute;mero de irm&atilde;os, tipo, sexo, idade, doen&ccedil;a ou defici&ecirc;ncia) e situa&ccedil;&atilde;o atual dos progenitores (idade, ano de escolaridade e estado civil).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O <i>Sibling Inventory Differential Experience</i> (SIDE) de Daniels e Plomin (1985), vers&atilde;o traduzida por Fernandes e Relva (2012), permite-nos avaliar as experi&ecirc;ncias dos irm&atilde;os ao n&iacute;vel da intera&ccedil;&atilde;o fraterna, tratamento diferenciado pelos pais (m&atilde;e e pai, separadamente), carater&iacute;sticas dos pares e dos eventos espec&iacute;ficos individuais. Uma vez que este instrumento questiona o participante apenas relativamente a um irm&atilde;o, quando o participante tem mais do que um irm&atilde;o &eacute;-lhe solicitado que responda em rela&ccedil;&atilde;o ao que lhe &eacute; mais pr&oacute;ximo em idade. Cada item apresenta-nos cinco op&ccedil;&otilde;es de resposta (1-&ldquo;mais vezes com o meu irm&atilde;o/irm&atilde;&rdquo;; 2-&ldquo;ligeiramente mais vezes com ele/ela&rdquo;; 3-&ldquo;igual&rdquo;; 4-&ldquo;ligeiramente mais vezes comigo&rdquo;; 5-&ldquo;muitas mais vezes comigo&rdquo;). Tendo como base o objetivo do presente estudo, apenas foi utilizada a escala referente ao tratamento parental diferenciado, que nos d&aacute; 4 &iacute;ndices ou subescalas (controlo e afeto materno; controlo e afeto paterno), por exemplo: &ldquo;o meu pai/m&atilde;e punha-nos na ordem ou disciplinava-nos&rdquo; (escala controlo) ou &ldquo;o meu pai/m&atilde;e ficava orgulhoso (a) das coisas que faz&iacute;amos&rdquo; (escala afeto) (Daniels &amp; Plomin, 1985).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Analisadas individualmente, os valores de confiabilidade para as 4 escalas do tratamento parental diferenciado, foram de .67 para o afeto materno; .58 para o controlo materno; .86 para o afeto paterno e .72 para o controlo paterno. Realizou-se uma an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria de primeira ordem, tendo sido verificados valores adequados dos &iacute;ndices de ajustamento &chi;<sup>2</sup>(28) = 639.163; <i>p</i> = 0.03; Ratio = 22.83; CFI = .98; SRMR = .03 e RMSEA = .06.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A <i>Depression Anxiety Stress Scale</i> (DASS) de Lovibond e Lovibond (1995), vers&atilde;o portuguesa (EADS-C-21) adaptada por Leal, Antunes, Passos, Pais-Ribeiro e Maroco (2009), permite-nos avaliar caracter&iacute;sticas e comportamentos associados aos n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e stresse. O formato das respostas est&aacute; estruturado segundo uma escala tipo <i>Likert</i> com 4 possibilidades de resposta (0-&ldquo;<i>n&atilde;o se aplicou nada a mim&rdquo;;</i> 1-&ldquo;<i>aplicou-se a mim algumas vezes&rdquo;;</i> 2-&ldquo;<i>aplicou-se a mim muitas vezes</i>; 3-&ldquo;<i>aplicou-se a mim a maior parte das vezes</i>&rdquo;). Cont&eacute;m itens para avaliar cada uma das tr&ecirc;s dimens&otilde;es abrangidas pelo instrumento, sendo que o stresse &eacute; avaliado pelos itens 1, 6, 8, 11, 12, 14, 18; a depress&atilde;o pelos itens: 3, 5, 10, 13, 16, 17 e 21 e a ansiedade pelos itens 2, 4, 7, 9, 15, 19 e 20. No que concerne a consist&ecirc;ncia interna, o valor da escala geral para a presente amostra &eacute; adequado (<i>&alpha;</i> = .94). Relativamente &agrave;s subescalas, os valores de confiabilidade, para a depress&atilde;o foram de <i>&alpha;</i> = .88; na ansiedade foi obtido um valor de <i>&alpha;</i> = .85; e para o stresse <i>&alpha;</i> = .84. No que diz respeito &agrave; an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria, esta revelou valores dos &iacute;ndices de ajustamento adequados, sendo &chi;<sup>2</sup> (36) = 1285.903; <i>p</i> = .000; <i>Ratio</i> = 35.72; CFI = .97; SRMR = .04 e RMSEA = .08.&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Realizou-se o contacto com os agrupamentos de escolas de forma a obtermos o consentimento dos diretores das mesmas. De seguida, envi&aacute;mos os protocolos e os pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o para os respons&aacute;veis pelo jovem, atrav&eacute;s dos diretores de turma. Depois da autoriza&ccedil;&atilde;o dada pelos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o procedeu-se &agrave; entrega dos protocolos aos jovens, para preenchimento na sala de aula, tendo sido explicado os objetivos gerais da investiga&ccedil;&atilde;o, proporcionando os dados essenciais para o preenchimento dos question&aacute;rios e evidenciando-se a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria, bem como a confidencialidade e o anonimato das respostas. Depois de preenchidos os question&aacute;rios em sala de aula, os participantes entregaram-nos ao professor respons&aacute;vel de cada turma, tendo sido posteriormente recolhidos pela investigadora.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Estrat&eacute;gia de An&aacute;lise de Dados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para o estudo dos dados recolhidos, foi efetuada uma an&aacute;lise dos instrumentos e criada uma base de dados com o aux&iacute;lio do programa estat&iacute;stico <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> - IBM SPSS, vers&atilde;o 21; e para a execu&ccedil;&atilde;o das propriedades psicom&eacute;tricas dos respetivos instrumentos, utilizou-se o programa <i>Structural Equation Modeling Software</i> - EQS for Windows, vers&atilde;o 6.1. Criaram-se as dimens&otilde;es referentes a cada um dos instrumentos, efetuando-se as devidas an&aacute;lises psicom&eacute;tricas ao n&iacute;vel da consist&ecirc;ncia interna com recurso ao alpha de Cronbach e dos estudos fatoriais confirmat&oacute;rios. No que concerne a an&aacute;lise de dados, estimou-se a frequ&ecirc;ncia do tratamento parental diferenciado; realizaram-se an&aacute;lises de vari&acirc;ncia multivariada (MANOVAS), com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% (p &le; .05); o teste <i>t</i> para a compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias em amostras independentes; executaram-se correla&ccedil;&otilde;es de Pearson determinando-se a for&ccedil;a da rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis de acordo com as linhas de interpreta&ccedil;&atilde;o de Cohen (1988); e, por fim, procedeu-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma regress&atilde;o m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica, na qual houve a necessidade de codificar a vari&aacute;vel sexo como vari&aacute;vel <i>dummy</i>, sendo concedido o valor zero ao sexo feminino e o valor um ao sexo masculino.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lise Descritiva: M&eacute;dias e Desvio-Padr&atilde;o das Dimens&otilde;es do SIDE</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/psi/v31n1/31n1a02t1.jpg">Tabela 1</a> podem observar-se os valores absolutos e relativos referentes &agrave; dimens&atilde;o tratamento parental diferenciado. A m&eacute;dia dos valores absolutos (0 = n&atilde;o existem diferen&ccedil;as na experi&ecirc;ncia dos irm&atilde;os; 1 = alguma diferen&ccedil;a na experi&ecirc;ncia dos irm&atilde;os; 2 = muita diferen&ccedil;a na experi&ecirc;ncia dos irm&atilde;os) &eacute; de .28 para o tratamento parental diferenciado.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Procurou-se assim determinar qual &eacute; a percentagem de irm&atilde;os que classificam a perce&ccedil;&atilde;o do tratamento parental diferenciado de modo semelhante ou d&iacute;spar. Verificou-se que 80.8% consideram n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do afeto materno e 81.6% para o afeto paterno; 12.2% e 13.5% consideram existirem algumas diferen&ccedil;as (materno e paterno respetivamente) enquanto 4.9% e 4.8% reportam a exist&ecirc;ncia de muitas diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do afeto, materno e paterno, respetivamente. Relativamente ao n&iacute;vel do controlo, 73.1% consideram n&atilde;o haver diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do controlo materno e 78% ao n&iacute;vel do controlo paterno; 18.3% e 15.5% referem a presen&ccedil;a de algumas diferen&ccedil;as (materno e paterno, respetivamente), e por &uacute;ltimo, 8.5% e 6.4% consideram a exist&ecirc;ncia de muitas diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do controlo parental (materno e paterno, respetivamente).&nbsp;&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lise Diferencial das Dimens&otilde;es do SIDE em Fun&ccedil;&atilde;o do Sexo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para comparar os valores relativos do tratamento parental diferenciado (ao n&iacute;vel do afeto e controlo) em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, efetuou-se uma an&aacute;lise mediante o <i>test t</i>, para amostras independentes. Os resultados obtidos (<a href="/img/revistas/psi/v31n1/31n1a02t2.jpg">Tabela 2</a>) demonstraram a presen&ccedil;a de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em fun&ccedil;&atilde;o do sexo ao n&iacute;vel do tratamento parental diferenciado nas dimens&otilde;es afeto materno (<i>t</i> (169.849) = -2.991; <i>p</i> = .003), com IC 95% (-.24,-.05), controlo materno (<i>t</i> (185.483) = -3.011; <i>p</i>=.003), com IC 95% (-.33,-.07), afeto paterno (<i>t</i> (167.037) = -3.822; <i>p</i>=.000), com IC 95% (-.32,-.10) e controlo paterno (<i>t</i> (164.781) = -4.314; <i>p</i> = .000), com IC 95% (-.45,-.17), sendo o sexo masculino a percecionar um tratamento mais diferenciado ao n&iacute;vel do afeto e controlo materno (<i>M</i> = .33; <i>DP</i> = .42, <i>M</i> = .56; <i>DP</i> = .56, respetivamente), bem como ao n&iacute;vel do afeto e controlo paterno (<i>M</i> = .39; <i>DP</i> = .47 e<i> M</i> = .54; <i>DP</i> = .62, respetivamente) comparativamente com o sexo feminino, onde foram obtidos os seguintes valores ao n&iacute;vel do afeto e controlo materno (<i>M</i> = .19; <i>DP</i> = .30, <i>M</i> = .36; <i>DP</i> = .45, respetivamente) e ao n&iacute;vel afeto e controlo paterno (<i>M</i> = .18; <i>DP</i> = .33, <i>M</i> = .23; <i>DP</i> = .42, respetivamente).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lise Diferencial das Dimens&otilde;es do SIDE em Fun&ccedil;&atilde;o do Sexo da Idade</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Visando investigar a presen&ccedil;a de diferen&ccedil;as do tratamento parental diferenciado em fun&ccedil;&atilde;o da idade realizou-se uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia multivariada (MANOVA). Os resultados observados (<a href="/img/revistas/psi/v31n1/31n1a02t3.jpg">Tabela 3</a>) demonstraram que ao n&iacute;vel do tratamento materno diferenciado existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em fun&ccedil;&atilde;o da idade (F(2,241) = 3.786; <i>p</i> = .02;&nbsp; <i>&eta;</i><sup>2</sup>= .03; Wilks &lambda; = .970), sendo o grupo de jovens entre os 16 e os18 anos de idade que demonstram uma maior perce&ccedil;&atilde;o da diferencia&ccedil;&atilde;o do tratamento ao n&iacute;vel do afeto (<i>M</i> = .31; <i>DP</i> = .38) e controlo (<i>M</i> = .53; <i>DP</i> = .57) materno,&nbsp; comparativamente com os jovens entre os 12-15 anos ao n&iacute;vel do afeto (<i>M</i> = .20; <i>DP</i> = .33) e controlo (<i>M</i> = .38; <i>DP</i> = .45) materno.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lise Inferencial: Associa&ccedil;&atilde;o entre o Tratamento Parental Diferenciado e os Sintomas Emocionais Negativos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quando correlacionadas as dimens&otilde;es do tratamento parental diferenciado e dos sintomas emocionais negativos (<a href="/img/revistas/psi/v31n1/31n1a02t4.jpg">Tabela 4</a>), verificaram-se associa&ccedil;&otilde;es positivas, mas de magnitude baixa, entre a dimens&atilde;o afeto diferenciado materno e a depress&atilde;o (<i>r</i> = .150; <i>p</i> &le; .05), bem como nas dimens&otilde;es controlo diferenciado materno e a depress&atilde;o (<i>r</i> = .126; <i>p</i> &le; .05).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lise Preditiva: Predi&ccedil;&atilde;o da Depress&atilde;o em Fun&ccedil;&atilde;o do Sexo e do Tratamento Parental Diferenciado</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De modo a analisar quais as vari&aacute;veis independentes que melhor predizem o aparecimento da depress&atilde;o, realizaram-se an&aacute;lises de regress&otilde;es m&uacute;ltiplas hier&aacute;rquicas, sendo que, para cada dimens&atilde;o desta, foram inseridos dois blocos. O bloco 1 corresponde &agrave; vari&aacute;vel sexo (<i>dummy</i>); o bloco 2 ao tratamento materno diferenciado e ao tratamento paterno diferenciado, realizados separadamente (<a href="/img/revistas/psi/v31n1/31n1a02t5.jpg">Tabela 5</a>).</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne &agrave; depress&atilde;o, verifica-se que apenas o bloco 2 referente ao tratamento materno diferenciado teve um contributo significativo (F(3,81)&nbsp; = 2.740; <i>p</i> = .044) e explica 3.3% da vari&acirc;ncia do modelo (R<sup>2</sup>= .033), contribuindo individualmente com 2.9 % da vari&acirc;ncia para o modelo (R<sup>2</sup>change =&nbsp; .029); sendo que o bloco 1 n&atilde;o apresentou contributos significativos (F(1,31) = 1.043; <i>p</i> = .308). Neste sentido, e analisando individualmente o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos, verifica-se que uma das vari&aacute;veis apresenta uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa (p &le; .05), afeto m&atilde;e (&beta; = .144) enquanto vari&aacute;vel preditora da depress&atilde;o. Verificando-se que o tratamento paterno diferenciado n&atilde;o apresenta valores significativos para esta vari&aacute;vel (bloco 1 (F1,31) = 1.043; <i>p</i> = .308); bloco 2 (F3,12) = .408; <i>p</i> = .748)).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O tratamento parental diferenciado &eacute; inevit&aacute;vel, pois cada um dos filhos tem as suas pr&oacute;prias carater&iacute;sticas e individualidades (Kowal et al., 2004). Desde sempre existiram diferen&ccedil;as na forma como os pais se relacionam com os filhos, uma vez que existem vari&aacute;veis que condicionam o seu pr&oacute;prio relacionamento, como a idade, o sexo, a posi&ccedil;&atilde;o na fratria, a maior ou menor semelhan&ccedil;a f&iacute;sica/ps&iacute;quica com um familiar amado/odiado, entre outros. O modo como os filhos (primeiramente crian&ccedil;as e, depois, adolescentes) percecionam este meio influenciar&aacute;, certamente, a sua forma de agir, pensar e sentir f&iacute;sica e emocionalmente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito &agrave; percentagem de adolescentes que consideram um tratamento parental diferenciado similar ou diferente, verificamos neste estudo que existe uma variabilidade no relacionamento com os pais, sendo que grande parte dos adolescentes percecionam o tratamento parental de modo semelhante em rela&ccedil;&atilde;o a todos os filhos, mas uma pequena parte dos participantes refere diferen&ccedil;as no modo como os pais os tratam a si mesmos e ao(s) seu(s) irm&atilde;o(s), indo de encontro ao que &eacute; mencionado pelos primeiros investigadores deste tema, Daniels e Plomin (1985). O que nos leva assim a colocar algumas hip&oacute;teses, nomeadamente: 1) o facto de a maioria dos participantes considerarem que o tratamento recebido pelos pais &eacute; igualit&aacute;rio talvez se deva &agrave; fase de desenvolvimento dos participantes por n&oacute;s estudados, pois provavelmente ainda est&atilde;o incapazes de criticar os pais, por estarem ainda a desenvolver o processo de constru&ccedil;&atilde;o da sua identidade, isto &eacute;, ainda n&atilde;o est&atilde;o&nbsp; totalmente separados dos pais; 2) adicionalmente, n&atilde;o sabemos o tipo de relacionamento com o irm&atilde;o a que se refere o participante, sendo que se tratando- do irm&atilde;o &ldquo;mais pr&oacute;ximo em idade&rdquo;, o tratamento parental poder&aacute; ser visto como mais igualit&aacute;rio; 3) finalmente, pode-se equacionar a press&atilde;o da desejabilidade social, tal como sugerido por Coldwell, Pike e Dunn (2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne &agrave;s diferen&ccedil;as do tratamento parental em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, os resultados apontam no sentido de os jovens do sexo masculino sentirem mais diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do tratamento parental comparativamente com os jovens do sexo feminino. Alguns autores (e.g., B&egrave;gue &amp; Roch&eacute;; 2005; Poonam &amp; Punia, 2012) sugerem que o sexo feminino tende a ser mais protegido pelos pais. Assim sendo, espera-se que as jovens avaliem o tratamento parental como sendo adequado e que satisfaz as suas necessidades, como temos vindo a ver em estudos anteriormente realizados (Boll et al., 2005; Feinberg et al., 2000 &Eacute; assim que est&aacute; nas refer&ecirc;ncias). O mais importante &eacute; que os mesmos sintam que recebem o que necessitam, isto &eacute;, que o tratamento que recebem esteja de acordo com as suas especificidades (Faber &amp; Mazlish, 1995; Feinberg et al., 2000).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria, registaram-se diferen&ccedil;as significativas, sendo que s&atilde;o os irm&atilde;os que se enquadram entre os 16 -18 anos de idade que referem maior diferencia&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do tratamento parental. Alguns estudos (Ng et al., 2014) referem que s&atilde;o os mais velhos que indicavam mais diferencia&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do tratamento dado pelos pais, nomeadamente ao n&iacute;vel do controlo paternal, n&atilde;o sendo vis&iacute;veis diferen&ccedil;as nas restantes dimens&otilde;es. Os autores consideram que possivelmente isso se deve ao facto de os mais velhos serem mais respons&aacute;veis e com mais maturidade, o que lhes permite uma perce&ccedil;&atilde;o mais objetiva das diferen&ccedil;as existentes entre os irm&atilde;os e a correspondente diferen&ccedil;a no comportamento parental em rela&ccedil;&atilde;o a cada um dos filhos, o que tamb&eacute;m foi encontrado e enunciado por Poonam e Punia (2012). N&oacute;s colocamos assim a hip&oacute;tese de que os jovens, com o avan&ccedil;ar da idade, desenvolvem uma melhor aprecia&ccedil;&atilde;o relativamente ao tratamento parental. E talvez essa avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica face aos comportamentos parentais seja necess&aacute;ria e uma consequ&ecirc;ncia decorrente do processo de separa&ccedil;&atilde;o que os adolescentes mais velhos est&atilde;o a fazer relativamente aos pais. Quanto mais velhos, mais os adolescentes est&atilde;o separados/individualizados e, consequentemente, mais realisticamente olham para os pais idealizados da inf&acirc;ncia.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es do tratamento parental diferenciado e dos sintomas emocionais negativos encontramos uma associa&ccedil;&atilde;o positiva significativa, ainda que baixa, entre a depress&atilde;o e o tratamento materno diferenciado (nomeadamente, o afeto e o controlo). De acordo com v&aacute;rios autores (Fernandes, 2002; Hoskins, 2014), o comportamento parental influ&ecirc;ncia de forma diferente os adolescentes e o modo como os pr&oacute;prios lidam com os acontecimentos/adversidades da vida quotidiana, e o comportamento e caracter&iacute;sticas das m&atilde;es parecem ser mais influenciadoras dos comportamentos dos filhos. Por exemplo, num estudo realizado por Cardoso, Rodrigues e Vilar (2004), verificou-se que existiam diferen&ccedil;as quanto &agrave; presen&ccedil;a de sintomas depressivos nos adolescentes quando relacionados com a profiss&atilde;o e a escolaridade da m&atilde;e, isto &eacute;, quando a escolaridade era mais baixa ou quando trabalhava em casa os adolescentes demonstravam mais sintomas depressivos, mas o mesmo n&atilde;o foi verificado relativamente aos pais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Procurou-se ainda verificar qual o efeito preditor do tratamento parental diferenciado e os sintomas emocionais negativos. Os resultados evidenciaram o efeito preditor do tratamento materno diferenciado, em particular o afeto materno, no aparecimento da depress&atilde;o nos adolescentes. De acordo com Skinner, Johnson e Synder (2005), a rela&ccedil;&atilde;o entre pais e filhos &eacute; estabelecida atrav&eacute;s de diversas vari&aacute;veis, o que de certo modo influencia a forma como os adolescentes se desenvolvem ao n&iacute;vel biopsicossocial. O presente resultado demonstra-nos que somos influenciados pelo modo como nos relacionamos com os nossos progenitores, e especialmente como o afeto materno modela o nosso desenvolvimento. O que tamb&eacute;m &eacute; provado no estudo de Reeves e Bamaca (2012), que verificou que a intensidade dos conflitos entre as m&atilde;es e as adolescentes mexicanas &eacute; um forte preditor no desenvolvimento de sintomas depressivos, enquanto a frequ&ecirc;ncia dos conflitos entre m&atilde;es e filhas &eacute; um forte preditor nos problemas das rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas. Tamb&eacute;m Finkelstein, Donenberg e Martinovich (2001) procuraram perceber a rela&ccedil;&atilde;o entre o controlo materno e a depress&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia, mas tendo em conta, como vari&aacute;vel moderadora, a etnia das participantes da amostra em estudo. Os autores conclu&iacute;ram que altos n&iacute;veis de controlo materno estavam associados a menos sintomas depressivos no caso das adolescentes africanas, j&aacute; na amostra caucasiana foi encontrado o oposto, i.e. quanto maior o controlo, maior o desenvolvimento de sintomas depressivos nas jovens. Verificaram, tamb&eacute;m, que as adolescentes de etnia africana reportaram n&iacute;veis mais elevados de controlo, concluindo assim que a etnia &eacute; um fator importante a ter em aten&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o entre pais e filhos. Em rela&ccedil;&atilde;o ao efeito preditor da depress&atilde;o no tratamento parental diferenciado, apesar de n&atilde;o ter sido analisado no presente estudo, poder&aacute; tamb&eacute;m ocorrer, como ali&aacute;s foi verificado por Brody, Stoneman e McCoy (1992). Estes autores verificaram que as pequenas diferen&ccedil;as entre os irm&atilde;os em termos de emotividade negativa podem, com o tempo, fazer aparecer altos n&iacute;veis de tratamento diferenciado por parte dos pais, o que pode, por sua vez, aumentar as diferen&ccedil;as de n&iacute;veis de emotividade negativa entre os membros da fratria. Tamb&eacute;m Daniels, Dunn, Furstenberg e Plomin (1985), num estudo conduzido junto de 348 fam&iacute;lias com dois filhos adolescentes com idades compreendidas entre os 11 e os 17 anos, verificaram que irm&atilde;os mais ajustados psicologicamente tamb&eacute;m experienciavam mais proximidade materna. Neste estudo tamb&eacute;m foi verificado que os adolescentes que tinham recebido mais expectativas parentais positivas eram, tamb&eacute;m, os que apresentavam maiores &iacute;ndices de ajustamento, demonstrando que tamb&eacute;m o comportamento parental quando &eacute; (e &eacute; percecionado como sendo) desigual parece contribuir para o desenvolvimento diferenciado dos irm&atilde;os (cf. Fernandes, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, desejamos que este estudo possa ser um impulsionador para pesquisas mais aprofundadas sobre os efeitos do tratamento parental diferenciado no bem-estar emocional dos filhos, uma vez que encontramos associa&ccedil;&otilde;es positivas entre as duas vari&aacute;veis, bem como compreender realmente quais as vari&aacute;veis e influ&ecirc;ncias que poder&atilde;o estar envolvidas na forma como os filhos classificam e percecionam o tratamento parental diferenciado. No que diz respeito &agrave; elevada percentagem de participantes que consideraram referir n&atilde;o existir diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do tratamento parental, ser&aacute; necess&aacute;rio analisar estes resultados &agrave; luz da faixa et&aacute;ria dos participantes, sendo que a diferentes idades poder&atilde;o corresponder diferentes perce&ccedil;&otilde;es, pelo que os estudos longitudinais seriam de extrema import&acirc;ncia para explorar este aspeto. Seria pertinente tamb&eacute;m estudar mais do que uma crian&ccedil;a por fam&iacute;lia, uma vez que os estudos intrafamiliares nos dariam uma melhor e maior dimens&atilde;o das reais diferen&ccedil;as no tratamento parental. E, em suma, temos de ter presente, como Deal, Halverson e Wampler (1994) observaram, que determinados irm&atilde;os s&atilde;o muito semelhantes em termos de temperamento, comportamento e tratamento parental, embora outros sejam menos similares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para finalizar, mencionamos algumas limita&ccedil;&otilde;es do presente estudo que devem ser tidas em considera&ccedil;&atilde;o. A primeira limita&ccedil;&atilde;o remete-nos para o facto de os instrumentos serem de autorrelato e n&oacute;s, enquanto investigadores, n&atilde;o poderemos perceber se realmente aquilo que os jovens assinalam corresponde ao que sentem e pensam ou ao que se passa realmente. Ali&aacute;s, esta limita&ccedil;&atilde;o, i.e. o facto de se tratarem de perce&ccedil;&otilde;es subjetivas dos participantes, foi inicialmente salientada por Daniels e Plomins (1985). Esta limita&ccedil;&atilde;o poderia ser colmatada cruzando informa&ccedil;&otilde;es obtidas atrav&eacute;s de question&aacute;rios aos pais e restante fratria, ou, ainda melhor, fazendo observa&ccedil;&otilde;es objetivas, tal como sugerido pelos autores anteriormente referidos. Assim, seria importante obtermos a perce&ccedil;&atilde;o de todos os irm&atilde;os relativamente ao tratamento parental, uma vez que cada um apresenta a sua pr&oacute;pria perce&ccedil;&atilde;o, bem como perceber de que modo estas perce&ccedil;&otilde;es influenciam as rela&ccedil;&otilde;es fraternas, parentais e, at&eacute;, conjugais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tendo como ponto de partida os nossos resultados e as conclus&otilde;es de estudos anteriormente realizados, verificamos que o modo como se desenvolve a din&acirc;mica familiar influencia o bem-estar emocional dos jovens, todavia, existe a necessidade de investiga&ccedil;&otilde;es mais aprofundadas e que explorem melhor a contribui&ccedil;&atilde;o do tratamento parental diferenciado nas mais diversificadas vari&aacute;veis da vida dos filhos. Como vimos ao longo de toda a investiga&ccedil;&atilde;o, o tratamento parental diferenciado sempre foi um fen&oacute;meno presente nas fam&iacute;lias. Torna-se, assim, fundamental realizar mais investiga&ccedil;&otilde;es neste &acirc;mbito, a fim de compreender e aprofundar o verdadeiro impacto do comportamento parental percebido no bem-estar emocional dos filhos adolescentes, e explorar o modo como os jovens interpretam esta rela&ccedil;&atilde;o, tendo em conta o sexo e a idade. Seria tamb&eacute;m importante aprofundar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre a din&acirc;mica familiar e o surgimento de sintomas depressivos, e de como intervir junto das fam&iacute;lias para auxiliar na diminui&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia deste problema de sa&uacute;de mental, t&atilde;o comum atualmente.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barroso, M. (2008). <i>Fratrias e g&eacute;nero: Contributos para uma an&aacute;lise sociol&oacute;gica das rela&ccedil;&otilde;es fraternas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493824&pid=S0874-2049201700010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada do VI Congresso Portugu&ecirc;s de Sociologia: Mundos Sociais Saberes e Pr&aacute;ticas. Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Lisboa.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">B&egrave;gue, L., &amp; Roch&eacute;, S. (2005). Birth order and youth delinquent behaviour testing the differential parental control hypothesis in a French representative sample. <i>Psychology, Crime &amp; Law, 11</i>(1), 73-85. <a href="https://doi.org/10.1080/1068316042000221121" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1068316042000221121</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493826&pid=S0874-2049201700010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bhasin, S., Sharma, R., &amp; Saini, N. (2010). Depression, anxiety and stress among adolescent students belonging to affluent families: A school-based study<i>. Indian Journal of Pediatrics, 7</i>7, 161-165. <a href="https://doi.org/10.1007/s12098-009-0260-5" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s12098-009-0260-5</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493828&pid=S0874-2049201700010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Boll, T., Ferring, D., &amp; Filipp, S. (2005). Effects of parental differential treatment on relationship quality with siblings and parents: Justice evaluations as mediators. <i>Social Justice Research, 18</i>(2), 155-182. <a href="https://doi.org/10.1007/s11211-005-7367-2" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s11211-005-7367-2</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493830&pid=S0874-2049201700010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brody, G. H., Stoneman, Z., &amp; McCoy, J. K. (1992). Associations of maternal and paternal direct and differential behaviour with sibling relationships: Contemporaneous and longitudinal analyses. <i>Child Development, 63</i>, 82-92. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.1992.tb03597.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.1992.tb03597.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493832&pid=S0874-2049201700010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Browne, D., Meunier, J., O&rsquo;Connor, T., &amp; Jenkins, J. (2012). The role of parental personality traits in differential parenting. <i>Journal of Family Psychology, 26</i>(4), 542-553. <a href="https://doi.org/10.1037/a0028515" target="_blank">https://doi.org/10.1037/a0028515</a>.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cardoso, P., Rodrigues, C., &amp; Vilar, A. (2004). Preval&ecirc;ncia de sintomas depressivos em adolescentes portugueses. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 22</i>(4), 667-675. <a href="https://doi.org/10.14417/ap.264" target="_blank">https://doi.org/10.14417/ap.264</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493834&pid=S0874-2049201700010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cohen, J. (1988). <i>Statistical power analysis for the behavioral sciences.</i> Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Coldwell, J., Pike, A., &amp; Dunn, J. (2008). Maternal differential treatment and child adjustment: A multi-informant approach. <i>Social Development, 17</i>(3), 596-612. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1467-9507.2007.00440.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1467-9507.2007.00440.x</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493837&pid=S0874-2049201700010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cuzzocrea, F., Larcan, R., &amp; Costa, S. (2014). Parent&rsquo;s competence and social skills in siblings of disabled children. <i>Social Behavior and Personality, 42</i>(1), 45-58. <a href="https://doi.org/10.2224/sbp.2014.42.1.45" target="_blank">https://doi.org/10.2224/sbp.2014.42.1.45</a>.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Daniels, D., &amp; Plomin, R. (1985). Differential experience of siblings in the same family. <i>Developmental Psychology, 21</i>(5), 747-760. <a href="https://doi.org/10.1037/0012-1649.21.5.747" target="_blank">https://doi.org/10.1037/0012-1649.21.5.747</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493840&pid=S0874-2049201700010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Daniels, D., Dunn, J., Furstenberg, F. F., &amp; Plomin, R. (1985). Environmental differences within the family and adjustment differences within pairs of adolescent siblings. <i>Child Development</i>, 56, 764-774. <a href="https://doi.org/10.2307/1129765" target="_blank">https://doi.org/10.2307/1129765</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493842&pid=S0874-2049201700010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Deal, J. E., Halverson, C. F., &amp; Wampler, K. S. (1994). Sibling similarity as an individual differences variable: Within family measures of shared environment. In E.M. Hetherington, D. Reiss, &amp; R. Plomin, <i>Separate social worlds of siblings: The impact of nonshared environment on development</i> (pp. 205-218). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunn, J., &amp;&nbsp;&nbsp; Kendrick, C. (1986). <i>Hermanos y hermanos</i>. Madrid: Alianza Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493845&pid=S0874-2049201700010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunn, J., &amp; Kendrick, C. (1981a). Interaction between young sibling: Association with the interaction between mother and firstborn child. <i>Development Psychology, 17</i>(3), 336-343. <a href="https://doi.org/10.1037/0012-1649.17.3.336" target="_blank">https://doi.org/10.1037/0012-1649.17.3.336</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493847&pid=S0874-2049201700010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dunn, J., &amp; Kendrick, C. (1981b). Social behavior of young siblings in the same family context: differences between same-sex and different-sex dyads. <i>Child Development, 52,</i> 1265-1273. <a href="https://doi.org/10.2307/1129515" target="_blank">https://doi.org/10.2307/1129515</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493849&pid=S0874-2049201700010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eisenstein, E. (2005). Adolesc&ecirc;ncia: Defini&ccedil;&otilde;es, conceitos e crit&eacute;rios. <i>Adolesc&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de, 2</i>(2), 6-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493851&pid=S0874-2049201700010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Faber, A., &amp; Mazlish, E. (1995). <i>Jalousies et rivalit&eacute;s entre fr&egrave;res et soeurs</i>. Paris: &Eacute;ditions Stock.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493853&pid=S0874-2049201700010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Feinberg, M., Neiderhiser, J., Simmens, S., Reiss, S., &amp; Hetherington, M. (2000). Sibling comparison of differential parental treatment in adolescence: Gender, self-esteem, and emotionality as mediators of the parenting-adjustment association. <i>Child Development, 71</i>(6), 1611-1628. <a href="https://doi.org/10.1111/1467-8624.00252" target="_blank">https://doi.org/10.1111/1467-8624.00252</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493855&pid=S0874-2049201700010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, O. (2002). <i>Semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as entre irm&atilde;os</i>. Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493857&pid=S0874-2049201700010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, O. M., &amp; Relva, I. C. (2012). <i>Sibling Inventory Differential Experience &ndash;</i> SIDE. <i>Manuscrito n&atilde;o publicado.</i> Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, O. M., &amp; Relva, I. C. (2013). <i>Social Environment Questionnaire</i> (SEQ) <i>. Manuscrito n&atilde;o publicado.</i> Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493860&pid=S0874-2049201700010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, O., Alarc&atilde;o, M., &amp; Raposo, J. (2007). Posi&ccedil;&atilde;o na fratria e personalidade. <i>Estudos de Psicologia, 24</i>(3), 297-304. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000300001." target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000300001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493862&pid=S0874-2049201700010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Finkelstein, J., Donenberg, G., &amp; Martinovich, Z. (2001). Maternal control and adolescent depression: Ethnic differences among clinically referred girls. <i>Journal of Youth and Adolescence, 30</i>(2), 155-170. <a href="https://doi.org/10.1023/A:1010341724157" target="_blank">https://doi.org/10.1023/A:1010341724157</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493864&pid=S0874-2049201700010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Furman, W., &amp; Buhrmester, D.&nbsp; (1985a). Children&acute;s perceptions of the qualities of sibling relationships. <i>Child Development, 56</i>, 448-461. <a href="https://doi.org/10.2307/1129733" target="_blank">https://doi.org/10.2307/1129733</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493866&pid=S0874-2049201700010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goldsmid, R., &amp; F&eacute;res-Carneiro, T. (2011). Rela&ccedil;&atilde;o fraterna: Constitui&ccedil;&atilde;o do sujeito e forma&ccedil;&atilde;o do la&ccedil;o social. <i>Psicologia USP, 22</i>(4), 771-787. <a href="https://doi.org/10.1590/S0103-65642011005000031" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0103-65642011005000031</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493867&pid=S0874-2049201700010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hoskins, D. (2014). Consequences of parenting on adolescent outcomes<i>. Societies, 4</i>, 506-531. <a href="https://doi.org/0.3390/soc4030506" target="_blank">https://doi.org/0.3390/soc4030506</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493868&pid=S0874-2049201700010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kowal, A., Kramer, L., Krull, J., &amp; Crick, N. (2002). Children&acute;s perceptions of the fairness of parental preferential treatment and their socioemotional well-being. <i>Journal of Family Psychology, 16</i>(3), 297-306. <a href="https://doi.org/10.1037//0893-3200.16.3.297" target="_blank">https://doi.org/10.1037//0893-3200.16.3.297</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493870&pid=S0874-2049201700010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kowal, A., Krull, J., &amp; Kramer, L. (2004). How the differential treatment of siblings is linked with parent-child relationship quality. <i>Journal of Family Psychology, 18</i>(4), 658-665. <a href="https://doi.org/10.1037/0893-3200.18.4.658" target="_blank">https://doi.org/10.1037/0893-3200.18.4.658</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493872&pid=S0874-2049201700010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leal, I., Antunes, R., Passos, T., Pais-Ribeiro, J., &amp; Maroco, J. (2009). Estudo da Escala de Depress&atilde;o, Ansiedade e Stresse para crian&ccedil;as (EADS-C). <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 10</i>(2), 277-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493874&pid=S0874-2049201700010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lovibond, S., &amp; Lovibond, P. (1995). <i>Manual for the Depression Anxiety Stress Scales (DASS).</i> New South Wales: Psychology Foundation Monograph.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493876&pid=S0874-2049201700010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meynckens-Fourez, M. (1999). La fratrie, le point de vue &eacute;co-syst&eacute;mique. <i>In</i> E. Tilmans-Ostyn &amp; M. Meynckens-Fourez (Eds.), <i>Les ressources de la fratrie</i> (pp. 37-68). Ramonville Saint-Agne: &Eacute;ditions &Eacute;r&egrave;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493878&pid=S0874-2049201700010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ng, W., Mofrad, S., &amp; Uba, I. (2014). 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Impact of parental and contextual facts on differential treatment of siblings in the families. <i>Studies on Home and Community Science, 6</i>(2), 107-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493882&pid=S0874-2049201700010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reeves, D., &amp; Bamaca, M. (2012). <i>A longitudinal examination of parent-adolescent conflict, romantic relationship conflict, and depressive symptoms among mexican-origin adolescent females.</i> Pennsylvania: Department of Human Development and Family Studies, University of Pennsylvania. 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Viol&ecirc;ncia entre irm&atilde;os: Uma realidade desconhecida. <i>Revista Interamericana de Psicologia, 46</i>(3), 375-384. <a href="https://doi.org/10.13140/RG.2.1.2801.8800" target="_blank">https://doi.org/10.13140/RG.2.1.2801.8800</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493886&pid=S0874-2049201700010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ripoll, K., Carrillo, S., &amp; Castro, J. (2008). Relaci&oacute;n entre hermanos y ajuste psicol&oacute;gico en adolescentes: Los efectos de la calidad de la relaci&oacute;n padres-hijos. <i>Advances en Psicologia Latinoamericana, 27</i>(1), 125-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493888&pid=S0874-2049201700010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Scholte, R., Engels, R., Kemp, R., Harakch, Z., &amp; Overbeek, G. (2007). Differential parental treatment, siblings&rsquo; relationships and delinquency in adolescence. <i>Journal Youth Adolescence, 36</i>, 661-671. <a href="https://doi.org/10.1007/s10964-006-9155-1" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10964-006-9155-1</a>.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shavers, C. (2014). Commentary: Emotional problems and depression among children and adolescent in today&acute;s society. <i>Open Journal of Depression, 3</i>, 74-87. <a href="https://doi.org/10.4236/ojd.2014.32012" target="_blank">https://doi.org/10.4236/ojd.2014.32012</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493891&pid=S0874-2049201700010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Siddiqui, M., &amp; Rehman, A. (2014). An international study of academic anxiety in relation to socioeconomic status, gender and school type among secondary school students. <i>International Journal of Education Research and Technology, 5</i>(2), 74-79. <a href="https://doi.org/10.15515/ijert.0976-4089.5.2.7479" target="_blank">https://doi.org/10.15515/ijert.0976-4089.5.2.7479</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493892&pid=S0874-2049201700010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Skinner, E., Johnson, S., &amp; Snyder, T. (2005). Six dimensions of parenting: A motivational model. <i>Parenting Science and Practice, 5</i>(2), 175-232. <a href="https://doi.org/10.1207/s15327922par0502_3" target="_blank">https://doi.org/10.1207/s15327922par0502_3</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493893&pid=S0874-2049201700010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Toman, W. (1993). <i>Family constellation: Its effects on personality and social behavior.</i> New York: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=493895&pid=S0874-2049201700010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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