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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Considerações éticas na investigação com vítimas de violência e de crime]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Research in the field of victimology is important to develop policies that can promote safety and emotional stability of the victims. Nevertheless, in the production of this knowledge arise numerous ethical issues that must be considered. The non-respect for them can promote a revictimization. The victimization experiences can result in very adverse effects and may interfere with the ability of the victims to decide to participate in a research. Based on the evidence around the impact of violence and crime on its victims, we pretend in this article to list some of the major ethical issues underlying the scientific production in this area, identifying the main care and recommendations to be implemented in this regard. Taking into account this set of guidelines is essential for carrying out a quality research and to mitigate any damage that it can cause in their participants.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas na investiga&ccedil;&atilde;o com v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia e de crime</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Ethical issues in research with victims of violence and crime</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>S&oacute;nia Caridade<sup>I,c</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, Universidade Fernando Pessoa (UFP); Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais e do Comportamento (FPB2S) da UFP</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&ccedil;&atilde;o vitimol&oacute;gica &eacute; fundamental para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas que possam promover a seguran&ccedil;a e o equil&iacute;brio emocional das v&iacute;timas. Na produ&ccedil;&atilde;o deste conhecimento cient&iacute;fico colocam-se in&uacute;meros preceitos &eacute;ticos que devem ser devidamente salvaguardados sob pena de se poder promover uma revitima&ccedil;&atilde;o. A experiencia&ccedil;&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o de vitima&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ter efeitos muito nefastos, podendo interferir com a capacidade das v&iacute;timas para decidir a sua participa&ccedil;&atilde;o numa investiga&ccedil;&atilde;o. Tendo por base as evid&ecirc;ncias em torno do impacto da viol&ecirc;ncia e do crime nas suas v&iacute;timas, pretende-se ao longo deste artigo elencar algumas das principais quest&otilde;es &eacute;ticas subjacentes &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica neste dom&iacute;nio, identificando alguns dos cuidados e recomenda&ccedil;&otilde;es a implementar. A observ&acirc;ncia deste conjunto de <i>guidelines</i> &eacute; fundamental para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o de qualidade e para mitigar eventuais danos que a mesma possa causar nos seus participantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Investiga&ccedil;&atilde;o; V&iacute;timas; Viol&ecirc;ncia; Crime; &Eacute;tica.</font></p>  <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Research in the field of victimology is important to develop policies that can promote safety and emotional stability of the victims. Nevertheless, in the production of this knowledge arise numerous ethical issues that must be considered. The non-respect for them can promote a revictimization. The victimization experiences can result in very adverse effects and may interfere with the ability of the victims to decide to participate in a research. Based on the evidence around the impact of violence and crime on its victims, we pretend in this article to list some of the major ethical issues underlying the scientific production in this area, identifying the main care and recommendations to be implemented in this regard. Taking into account this set of guidelines is essential for carrying out a quality research and to mitigate any damage that it can cause in their participants.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Research; Victims; Violence; Crime; Ethic.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">A emerg&ecirc;ncia da vitimologia no final dos anos 40, enquanto &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o, impulsionou na comunidade cient&iacute;fica, especialmente a partir dos anos 70, um crescente interesse em investigar os diferentes fen&oacute;menos de vitima&ccedil;&atilde;o, e os quais surgem retratados em diferentes obras internacionais (e.g., Doerner &amp; Lab, 2012; Karmen, 2012) e nacionais de refer&ecirc;ncia na &aacute;rea da vitimologia (e.g., Alberto, 2006; Caridade, 2011; Machado, 2010a, b; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002; Neves &amp; F&aacute;vero, 2011; Sani, 2011a, b). De entre os diversos fen&oacute;menos de vitima&ccedil;&atilde;o individual que mais t&ecirc;m suscitado interesse, destacam-se a viol&ecirc;ncia &iacute;ntima, os maus tratos a menores e o abuso sexual. A maioria dos estudos vitimol&oacute;gicos, influenciados em grande medida pelo feminismo e pela psicologia cl&iacute;nica, t&ecirc;m como preocupa&ccedil;&atilde;o principal perceber e identificar o impacto emocional e as sequelas que estes fen&oacute;menos acarretam para as suas v&iacute;timas (Machado, 2010a) (diretas ou indiretas), ou mesmo para a sociedade em geral. N&atilde;o obstante, ser&aacute; de registar tamb&eacute;m outras de linhas de estudo, que apoiadas nos inqu&eacute;ritos de vitima&ccedil;&atilde;o, procuraram conhecer e descrever a extens&atilde;o dos diversos fen&oacute;menos de vitima&ccedil;&atilde;o (Machado, 2010a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A exposi&ccedil;&atilde;o, direta ou indireta, a um qualquer fen&oacute;meno de vitima&ccedil;&atilde;o poder&aacute; acarretar diversos constrangimentos a diferentes n&iacute;veis (individuais, familiares, sociais) para as v&iacute;timas, familiares, profissionais que prestam apoio ou mesmo at&eacute; para a pr&oacute;pria comunidade. Tais constrangimentos potenciam, n&atilde;o raras vezes, uma maior vulnerabilidade nas v&iacute;timas, o que poder&aacute; repercutir-se na sua capacidade de decis&atilde;o para participar, volunt&aacute;ria e livremente, numa investiga&ccedil;&atilde;o. Tal tem inclusive motivado o desenvolvimento de v&aacute;rios estudos que procuram analisar a rea&ccedil;&atilde;o dos participantes ao processo investigativo (e.g., Fontes, 1998).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o obstante, a produ&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o vitimol&oacute;gica &eacute; fundamental para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas e respostas sociais que possam promover a seguran&ccedil;a e o equil&iacute;brio emocional das v&iacute;timas. Neste sentido, com este trabalho de revis&atilde;o da literatura pretendemos identificar e discutir as principais quest&otilde;es &eacute;ticas envolvidas na investiga&ccedil;&atilde;o com v&iacute;timas adultas de viol&ecirc;ncia, dando particular destaque ao fen&oacute;meno de vitima&ccedil;&atilde;o na intimidade (contexto onde se insurgem muitos desafios &eacute;ticos que exigem cuidados redobrados ao investigador/a), bem como sistematizar orienta&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es no sentido de minimizar qualquer possibilidade de a investiga&ccedil;&atilde;o promover qualquer tipo de revitima&ccedil;&atilde;o. Assim sendo, come&ccedil;aremos por analisar e debater as principais implica&ccedil;&otilde;es que uma experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o poder&aacute; acarretar para as suas v&iacute;timas para, de seguida, refletirmos sobre as quest&otilde;es &eacute;ticas subjacentes &agrave; produ&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica com esta popula&ccedil;&atilde;o, e, por fim, identificar os principais cuidados e recomenda&ccedil;&otilde;es a atender neste sentido.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>V&iacute;timas de viol&ecirc;ncia e de crime: efeitos e impacto</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Volvidos cerca de 20 anos do nascimento da vitimologia cient&iacute;fica &eacute; apenas nos anos 70 que o Conselho da Europa come&ccedil;ou a evidenciar alguma preocupa&ccedil;&atilde;o com as quest&otilde;es da vitima&ccedil;&atilde;o, envolvendo-se numa procura ativa de diferentes respostas que permitissem salvaguardar os direitos e interesses das v&iacute;timas dos v&aacute;rios Estados membros (Saavedra, 2016). Por esta altura, assinala-se tamb&eacute;m a emerg&ecirc;ncia de v&aacute;rios estudos de vitima&ccedil;&atilde;o (Fattah, 2000), os quais visavam determinar o volume da vitima&ccedil;&atilde;o e conhecer as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas das v&iacute;timas de crime, permitindo assim identificar padr&otilde;es de vitima&ccedil;&atilde;o e tra&ccedil;ar a distribui&ccedil;&atilde;o espacial e social de determinados tipos de crime (Kersteren &amp; Van Dijk, 2010; Killias, 2001 citados por Saavedra, 2016).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em virtude dos avan&ccedil;os que se foram registando nesta &aacute;rea da vitima&ccedil;&atilde;o, dispomos hoje de um vasto conhecimento acumulado em torno do impacto das m&uacute;ltiplas formas de vitima&ccedil;&atilde;o &agrave;s quais as pessoas podem ser sujeitas, com ou sem natureza criminal.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em termos gen&eacute;ricos t&ecirc;m sido identificadas tr&ecirc;s principais formas de vitima&ccedil;&atilde;o: direta, secund&aacute;ria e vicariante (Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002). A vitima&ccedil;&atilde;o direta, que resulta do encontro entre um ofensor e uma v&iacute;tima durante a ocorr&ecirc;ncia de um crime, sendo a v&iacute;tima direta aquela que experiencia as consequ&ecirc;ncias do ato criminal em primeira m&atilde;o (Karmen, 2012). A vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria &eacute; desencadeada pelo tipo de resposta que &eacute; providenciada &agrave; v&iacute;tima (Orth, 2002), seja mediante o recurso a atitudes, a comportamentos ou a pr&aacute;ticas suscet&iacute;veis de potenciar o trauma (cf. Caridade &amp; Sani, 2016) e, neste sentido, a pr&oacute;pria investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, quando pautada por procedimentos &eacute;ticos menos rigorosos e com potencial interfer&ecirc;ncia no bem-estar emocional dos/as participantes, poder&aacute; fomentar esta forma de vitima&ccedil;&atilde;o nos sujeitos participantes. Efetivamente, a literatura tem vindo a comprovar que os/as participantes com hist&oacute;rias de viol&ecirc;ncia s&atilde;o considerados/as popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis na medida em que ter de relatar, em contexto de investiga&ccedil;&atilde;o, essas experi&ecirc;ncias de vitima&ccedil;&atilde;o traum&aacute;ticas, constitui sempre um esfor&ccedil;o particularmente exigente e suscet&iacute;vel de desencadear trauma secund&aacute;rio (e.g., Campbell, Adams, Wasco, Ahrens, &amp; Sefl, 2010; Shorey, Cornelius, &amp; Bell, 2011), algo que ter&aacute; de ser devidamente acautelado e gerido no decorrer da pesquisa (conforme iremos problematizar no ponto seguinte).&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, a vitima&ccedil;&atilde;o vicariante surge para incluir a experi&ecirc;ncia das consequ&ecirc;ncias da vitima&ccedil;&atilde;o ocorrida a outra(s) pessoa(s) (Machado &amp; Gon&ccedil;alves 2002). A vitima&ccedil;&atilde;o vicariante tem sido tamb&eacute;m designada de vitima&ccedil;&atilde;o indireta, referindo-se assim &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o que ocorre, por exemplo, quando algu&eacute;m testemunha incidentes de viol&ecirc;ncia (e.g., como agress&atilde;o ou abuso) ou est&aacute; sujeito a um ambiente geral de perigo ou experiencia medo criado por n&iacute;veis elevados de conflito e viol&ecirc;ncia numa comunidade (Sani, 2016).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A estes tr&ecirc;s tipos de vitima&ccedil;&atilde;o, acrescente-se tamb&eacute;m a vitima&ccedil;&atilde;o terci&aacute;ria (Scherer &amp; Scherer, 2016, p. 542-543) como sendo aquela em que &ldquo;a v&iacute;tima sofre as consequ&ecirc;ncias n&atilde;o unicamente do delito propriamente f&aacute;tico; n&atilde;o exclusivamente do Estado e dos aparatos estatais, que se mostram ineficientes e in&oacute;cuos no combate e suporte necess&aacute;rios &agrave; v&iacute;tima; mas tamb&eacute;m do estigma do seu grupo social, da sua fam&iacute;lia, do seu trabalho, dos amigos e vizinhos&rdquo;; e, ainda, a vitima&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla cujo termo surge em resposta &agrave; evid&ecirc;ncia de que uma forma de viol&ecirc;ncia est&aacute; quase sempre associada a outras experi&ecirc;ncias abusivas, comprovando-se que a experi&ecirc;ncia singular de um s&oacute; tipo de abuso &eacute; muito rara (e.g., Finkelhor, Ormrod, Turner, &amp; Hamby, 2005). Outros conceitos h&aacute; que t&ecirc;m sido utilizados para descrever a experiencia&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas formas de viol&ecirc;ncia, como sejam: vitima&ccedil;&atilde;o cumulativa, vitima&ccedil;&atilde;o repetida, polivitima&ccedil;&atilde;o (cf. Matos, 2016).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Independentemente das diversas formas de vitima&ccedil;&atilde;o ou da gravidade do ato que lhe deu origem, &eacute; sabido que qualquer processo de vitima&ccedil;&atilde;o se caracteriza pela sua complexidade, o que justifica, desde logo, uma an&aacute;lise minuciosa &agrave;s suas consequ&ecirc;ncias e impacto (cf. Saavedra, 2016). Assim, as consequ&ecirc;ncias remetem para a an&aacute;lise do dano causado pelo ato criminal, seja material, f&iacute;sico ou psicol&oacute;gico; j&aacute; o impacto diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o (subjetiva) que a v&iacute;tima constr&oacute;i acerca do que lhe aconteceu (Dignan, 2004) com influ&ecirc;ncia clara na forma como esta se ir&aacute; percecionar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em termos gen&eacute;ricos, os danos f&iacute;sicos e materiais poder&atilde;o divergir consoante o tipo de vitima&ccedil;&atilde;o em causa sabendo-se, contudo, que as repercuss&otilde;es emocionais podem assumir grande relev&acirc;ncia e signific&acirc;ncia mesmo nos crimes menos graves, sem que se verifique uma correspond&ecirc;ncia direta entre o dano f&iacute;sico, material e a viv&ecirc;ncia emocional do evento (Peters, 1988, citado por Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002). De entre as diversas consequ&ecirc;ncias e efeitos decorrentes das experi&ecirc;ncias de vitima&ccedil;&atilde;o, tem sido identificados diversos problemas mentais (e.g., ansiedade, depress&atilde;o, desordem de stresse p&oacute;s-traum&aacute;tico, perturba&ccedil;&otilde;es alimentares, risco de suic&iacute;dio, etc.), problemas de sa&uacute;de f&iacute;sica (e.g., inj&uacute;rias diretas, efeitos gastrointestinais, cardiopulmonares, efeitos ao n&iacute;vel da sa&uacute;de reprodutiva, maternal, gestacional, etc.), acrescido do facto de a experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o poder incrementar uma maior vulnerabilidade para a revitima&ccedil;&atilde;o (cf. Priester, Cole, Lynch, &amp; DeHart, 2016). Outros autores (e.g., Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002) apontam ainda rea&ccedil;&otilde;es como o choque, a ang&uacute;stia, o medo e a raiva.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, o impacto da vitima&ccedil;&atilde;o n&atilde;o depende exclusivamente do tipo e gravidade do delito, mas poder&aacute; ser afetado por outras vari&aacute;veis, de que s&atilde;o exemplo as caracter&iacute;sticas pr&eacute;vias da pr&oacute;pria v&iacute;tima, sejam certas caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas (mulheres, crian&ccedil;as e idosos experienciam consequ&ecirc;ncias mais severas decorrentes da experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o), sejam o grau/capacidade de ajustamento da v&iacute;tima, as anteriores experi&ecirc;ncias de vitima&ccedil;&atilde;o ou mesmo o maior n&iacute;vel de stresse surgem como outras vari&aacute;veis que poder&atilde;o interferir de forma negativa com a capacidade das v&iacute;timas para gerir a experi&ecirc;ncia criminal (cf. Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002). Acresce ainda, as respostas p&oacute;s vitima&ccedil;&atilde;o, quer por parte das v&iacute;timas ou mesmo dos seus familiares, e as quais poder&atilde;o desempenhar um papel determinante no impacto da experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o. De entre as diferentes respostas, destaca-se o estilo atribucional, sendo que quando caracterizado por grande sentido de culpabiliza&ccedil;&atilde;o, tende a gerar mais problemas psicol&oacute;gicos (e.g., ansiedade, depress&atilde;o, sentimentos de impot&ecirc;ncia, des&acirc;nimo) e o tipo de suporte, formal ou informal, prestado &agrave;s v&iacute;timas (Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002). Assim, &eacute; sabido que o apoio e suporte familiar s&atilde;o fundamentais para a recupera&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima, contudo quando tamb&eacute;m este &eacute; afetado pela experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o (vitima&ccedil;&atilde;o indireta) n&atilde;o poder&aacute; produzir os efeitos desejados. Por sua vez, a forma como o sistema judicial lida com as v&iacute;timas, sobretudo pelo tipo de resposta indicado, poder&aacute; igualmente fomentar uma revitima&ccedil;&atilde;o (vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma revis&atilde;o recente da literatura (cf. Priester et al., 2016) em torno dos efeitos e consequ&ecirc;ncias da vitima&ccedil;&atilde;o comprovou, ainda, que estes n&atilde;o s&atilde;o espec&iacute;ficos de um &uacute;nico grupo econ&oacute;mico, &eacute;tnico ou cultural, da mesma forma que n&atilde;o os afeta de igual modo. De forma mais concreta, no caso das mulheres as consequ&ecirc;ncias da vitima&ccedil;&atilde;o tendem a ser mais frequentes, mais severas e mais nefastas comparativamente ao verificado no sexo oposto. Al&eacute;m disso, uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura (e.g., Collier, van Beusekom, Bos, &amp; Sandfort, 2013) em torno dos efeitos psicossociais e f&iacute;sicos sobre a vitima&ccedil;&atilde;o por pares, considerando a orienta&ccedil;&atilde;o sexual e identidade/express&atilde;o de g&eacute;nero dos adolescentes, e a qual envolveu estudos provenientes de 12 pa&iacute;ses, revelou que os grupos considerados minorit&aacute;rios em termos sexuais, econ&oacute;micos e &eacute;tnicos tendem a experienciar efeitos t&atilde;o ou mais severos em termos de vitima&ccedil;&atilde;o, comparativamente aos grupos tidos como maiorit&aacute;rios. Tal tem sido atribu&iacute;do &agrave; rea&ccedil;&atilde;o social &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o, que, por via da estigmatiza&ccedil;&atilde;o e minimiza&ccedil;&atilde;o das suas experi&ecirc;ncias de vitima&ccedil;&atilde;o, condiciona n&atilde;o s&oacute; o relato destas experi&ecirc;ncias abusivas, mas tamb&eacute;m a procura de ajuda e tratamento (e.g., Miller Canales, Amacker, Backstrom, &amp; Gidycz , 2011; Stevens, Gerhart, Goldsmith, Heath, Chesney, &amp; Hobfoll, 2013). Efetivamente, tem sido demonstrado que o estigma social (seja pelas pr&oacute;prias v&iacute;timas, companheiros, fam&iacute;lia e amigos, comunidade ou mesmo pelas institui&ccedil;&otilde;es) associado &agrave; viol&ecirc;ncia de g&eacute;nero (sobretudo no caso da viol&ecirc;ncia praticada pelo/a parceiro/a &iacute;ntimo/a), poder&aacute; funcionar como um mecanismo de controlo social e, nesta medida, tende n&atilde;o s&oacute; a exacerbar o impacto na sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, como tamb&eacute;m promove a possibilidade de revitima&ccedil;&atilde;o (Barnett, Maticka-Tyndale, &amp; Kenya, 2016; Miller et al., 2011).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, fica claro que uma mesma experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o por diferentes v&iacute;timas poder&aacute; ser vivida e significada de modos muito diferentes, acarretando impactos distintos e necessidades tamb&eacute;m elas diferentes no decorrer do processo de recupera&ccedil;&atilde;o de cada v&iacute;tima (Pina, 2016). Al&eacute;m disso, a rea&ccedil;&atilde;o social &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o poder&aacute; condicionar o relato das experi&ecirc;ncias abusivas. A forma como cada v&iacute;tima ir&aacute; encarar a sua participa&ccedil;&atilde;o numa qualquer investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica poder&aacute; divergir, inviabilizando qualquer tipo de procedimento r&iacute;gido nesta mat&eacute;ria. Importa, assim, analisar as principais quest&otilde;es &eacute;ticas que se colocam na investiga&ccedil;&atilde;o com v&iacute;timas, bem como apresentar algumas recomenda&ccedil;&otilde;es a adotar neste sentido. Neste trabalho, focar-nos-emos nas quest&otilde;es &eacute;ticas no que respeita &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o adulta (particularmente na viol&ecirc;ncia ocorrida na intimidade), na medida em que a pesquisa junto de crian&ccedil;as re&uacute;ne outras especificidades e que de resto j&aacute; foram sobejamente retratadas em outros trabalhos acad&eacute;micos (e.g., Fernandes, 2016; Sani, 2001).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Considera&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas na investiga&ccedil;&atilde;o com v&iacute;timas adultas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dadas as ineg&aacute;veis implica&ccedil;&otilde;es nefastas que a experiencia&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia e de crime poder&aacute; ter nas suas v&iacute;timas, bem como a complexidade e multicausalidade que est&aacute; subjacente aos diversos fen&oacute;menos de vitima&ccedil;&atilde;o e ainda a maior fragilidade e vulnerabilidade que, n&atilde;o raras vezes, caracterizam as popula&ccedil;&otilde;es que enfrentam estas adversidades, torna-se fundamental que a condu&ccedil;&atilde;o de uma qualquer investiga&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio observe um maior cuidado no que &agrave;s quest&otilde;es &eacute;ticas diz respeito. Outros desafios contribuem para a complexidade da investiga&ccedil;&atilde;o neste &acirc;mbito, nomeadamente no que respeita &agrave;s quest&otilde;es relacionadas com a seguran&ccedil;a, o recrutamento dos/as participantes e as estrat&eacute;gias de amostragem (e.g., onde encontrar as v&iacute;timas?) (Bender, 2016; Btoush &amp; Campbell, 2009). N&atilde;o obstante, isto n&atilde;o implica necessariamente que tenha que se proceder a uma exclus&atilde;o destas popula&ccedil;&otilde;es da investiga&ccedil;&atilde;o vitimol&oacute;gica, at&eacute; porque tal poderia promover um certo paternalismo ou superprotea&ccedil;&atilde;o deste tipo de v&iacute;timas, interferindo assim com a oportunidade de poderem partilhar a sua experi&ecirc;ncia e assim contribuir para a preven&ccedil;&atilde;o dos fen&oacute;menos de vitima&ccedil;&atilde;o (Clark &amp; Walker, 2011; Fernandes, 2016). Importa, sim, que haja por parte dos/as investigadores/as maior sensibilidade e capacidade para ir gerindo os diferentes desafios &eacute;ticos que surgem no decorrer da pesquisa, incluindo os riscos e benef&iacute;cios do conhecimento que ir&aacute; ser produzido, tomando sempre em considera&ccedil;&atilde;o todas as quest&otilde;es culturais e contextuais que, por vezes, parecem colidir como o c&oacute;digo de &eacute;tica vigente (Bender, 2016). S&oacute; desta forma ser&aacute; poss&iacute;vel garantir e preservar a integridade e dignidade dos/as potenciais participantes e mitigar a possibilidade de a sua participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa poder constituir uma forma de revitima&ccedil;&atilde;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Indubitavelmente, qualquer investiga&ccedil;&atilde;o, independentemente do seu objeto de an&aacute;lise, dever&aacute; pautar-se por um determinado c&oacute;digo de &eacute;tica em fun&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea em que se encontra a investigar. Na &aacute;rea da psicologia, destacamos as<i> guidelines</i> internacionais estipuladas pela American Psychological Association (APA) e, no contexto portugu&ecirc;s, contamos ainda com o contributo do C&oacute;digo Deontol&oacute;gico da Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (OPP), que no seu princ&iacute;pio sete elenca as diferentes diretrizes a seguir em mat&eacute;ria de investiga&ccedil;&atilde;o produzida pelos psic&oacute;logos (OPP, 2016). A n&atilde;o inclus&atilde;o ou desrespeito por estas normas poder&atilde;o ocasionar a fragilidade do trabalho de pesquisa. N&atilde;o obstante, tem sido defendido que a observ&acirc;ncia destas <i>guidelines</i> &eacute; insuficiente para fazer face a todas as complexidades com as quais o/a investigador/a se defronta no decorrer da pesquisa (Clark &amp; Walker, 2011; Fernandes, 2016; Fontes, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quando a investiga&ccedil;&atilde;o envolve popula&ccedil;&otilde;es especialmente vulner&aacute;veis (e.g., Ferreira, Buttell, &amp; Ferreira, 2015; Fleischman &amp; Wood, 2002; Rafael &amp; Moura, 2013; Schraiber, d&rsquo;Oliveira, &amp; Couto, 2009) como poder&aacute; ser o caso das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia e de crime (sobretudo quando envolve crian&ccedil;as, mulheres e idosos) ou situa&ccedil;&otilde;es potencialmente traum&aacute;ticas e/ou stressantes (Legerski &amp; Bunnell, 2010), tem sido amplamente defendido que a pesquisa dever&aacute; considerar cuidados particulares e redobrados. Desde logo, &eacute; consensual que ter&aacute; de haver uma observa&ccedil;&atilde;o atenta e detalhada e um total respeito pelos princ&iacute;pios da benefic&ecirc;ncia e n&atilde;o malefic&ecirc;ncia, da justi&ccedil;a e equidade (e.g., Clark &amp; Walker, 2011; Fontes, 2004; Rafael &amp; Moura, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Clark e Walker (2011) defendem, por sua vez, uma abordagem mais alargada nesta mat&eacute;ria, considerando que as preocupa&ccedil;&otilde;es de natureza &eacute;tica n&atilde;o devem centrar-se apenas nos aspetos relacionados com a implementa&ccedil;&atilde;o do estudo (tais como a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a dos/as participantes e da rela&ccedil;&atilde;o entre participantes e investigadores/as), mas dever&atilde;o abranger as diferentes etapas inerentes &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo (desde o seu planeamento/desenvolvimento, implementa&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e dissemina&ccedil;&atilde;o dos seus resultados), destacando em particular a forma como os resultados s&atilde;o publicados e disseminados em termos das suas implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas e pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o dos fen&oacute;menos vitimol&oacute;gicos. A t&iacute;tulo exemplificativo, os autores supracitados apontam a estrat&eacute;gia anal&iacute;tica utilizada em estudos de preval&ecirc;ncia, nomeadamente o facto de, por vezes, n&atilde;o se desenvolverem an&aacute;lises estat&iacute;sticas mais complexas e que permitam um conhecimento mais aprofundado sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre determinadas vari&aacute;veis; o tipo de amostragem utilizada (recurso a amostras da comunidade, amostras cl&iacute;nicas e institucionais, estudos de caso, entre outros) e de como esta poder&aacute; enviesar o conhecimento produzido sobre uma determinada tem&aacute;tica; ou ainda o contexto onde &eacute; produzida uma determinada investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tendo por base as diversas recomenda&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o sendo divulgadas quer pelos diversos trabalhos acad&eacute;micos produzidos neste &acirc;mbito, quer por organiza&ccedil;&otilde;es que defendem os interesses e direitos das v&iacute;timas, como &eacute; o caso da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, passamos a apresentar um conjunto de cuidados e orienta&ccedil;&otilde;es a atender na condu&ccedil;&atilde;o de estudos de natureza vitimol&oacute;gica, mais concretamente ao n&iacute;vel: da intera&ccedil;&atilde;o com os/as participantes e das compet&ecirc;ncias exigidas ao/&agrave; investigador/a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Intera&ccedil;&atilde;o com os/as participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao n&iacute;vel da intera&ccedil;&atilde;o com os/as participantes dos estudos, a preserva&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a das v&iacute;timas (sobretudo nos casos da viol&ecirc;ncia &iacute;ntima) surge identificada como preocupa&ccedil;&atilde;o primordial na condu&ccedil;&atilde;o de qualquer estudo (Clark &amp; Walker, 2011), devendo, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHO, 2001), orientar todas as decis&otilde;es da pesquisa. Desde logo, importa acautelar o risco de revitima&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima em virtude da sua participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa, implicando isto que se considerem diferentes tipos de quest&otilde;es: como contactar primeiramente a v&iacute;tima para participar no estudo?; onde &eacute; que a recolha de dados ir&aacute; ser realizada?; como promover a seguran&ccedil;a da v&iacute;tima antes, durante e depois da sua participa&ccedil;&atilde;o no estudo?; no caso dos estudos longitudinais como contactar, de forma segura, a v&iacute;tima no decorrer do processo de pesquisa? (Sullivan &amp; Cain, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De forma mais concreta, na investiga&ccedil;&atilde;o com v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia &iacute;ntima, que envolva a realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas, h&aacute; aspetos que merecem particular aten&ccedil;&atilde;o no sentido da preserva&ccedil;&atilde;o da privacidade das mesmas: desde logo, exige que haja alguma criatividade por parte do/a investigador/a, tempo e outros recursos adicionais de forma a encontrar o local mais apropriado para tal e que seja isento de ru&iacute;dos ou outras intromiss&otilde;es que possam n&atilde;o s&oacute; comprometer a seguran&ccedil;a da v&iacute;tima mas tamb&eacute;m condicionar a recolha de dados (e.g., unidades de cuidados de sa&uacute;de, contextos universit&aacute;rios, etc.); caso se perspetive qualquer constrangimento ao n&iacute;vel da privacidade e seguran&ccedil;a, deve ser dada oportunidade &agrave; v&iacute;tima para reprogramar a entrevista e o local da mesma; no caso em que as v&iacute;timas tenham consigo os filhos, poder&aacute; ser necess&aacute;rio mobilizar outros elementos da equipa de pesquisa para interagir com as crian&ccedil;as durante o tempo da entrevista (e.g., Btoush &amp; Campbell, 2009; Ellsberg &amp; Heise, 2002). Em casos em que se verifique a necessidade de contactar a v&iacute;tima por telefone, deve o/a investigador/a precaver situa&ccedil;&otilde;es em que o/a agressor/a possa atender as chamadas, sem nunca revelar o verdadeiro conte&uacute;do do telefonema (e.g., poder&aacute; por exemplo dizer que est&aacute; a preparar um estudo sobre quest&otilde;es de sa&uacute;de); no caso do recurso a gui&otilde;es de entrevista, estes dever&atilde;o conter quest&otilde;es alternativas neutras e que possam ser usadas caso o/a agressor/a surja de forma inesperada no decorrer da entrevista; se o estudo tiver previsto algum tipo de compensa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, evitar o uso de cheques e entregar a compensa&ccedil;&atilde;o em numer&aacute;rio; perante algum tipo de risco iminente para o/a participante, este/a dever&aacute; ser exclu&iacute;do do estudo (Fontes, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A garantia da confidencialidade &eacute; um outro aspeto deveras relevante e essencial para assegurar a prote&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima, mas tamb&eacute;m a qualidade dos dados. Neste sentido, o/a investigador/a deve ter o particular cuidado de n&atilde;o anotar em momento algum o nome do/a participante &ndash; criar c&oacute;digos para cada question&aacute;rio; no caso das entrevistas, geralmente gravadas, deve haver o cuidado de acordar inicialmente um nome fict&iacute;cio com o/a participante o qual ser&aacute; utilizado no decorrer da entrevista; se, por algum motivo (por exemplo para efeitos de recrutamento dos/as participantes para um estudo subsequente) houver necessidade de recolher algum dado identificativo do/a participante, essa informa&ccedil;&atilde;o deve ser separada do question&aacute;rio (tal como o consentimento informado, que abordaremos de seguida) (WHO, 2001). H&aacute; autores (Fontes, 2004) que defendem inclusive a possibilidade de o consentimento informado poder ser dado verbalmente ou mesmo o recurso a nomes fict&iacute;cios por parte dos/as participantes, de forma a prevenir eventuais perdas de confidencialidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No caso da recolha <i>online</i> dos dados (recurso ao question&aacute;rio tipo <i>survey</i>), devem ser adotadas estrat&eacute;gias que permitam garantir a seguran&ccedil;a dos mesmos (e.g., criar ficheiros protegidos com recurso a <i>passwords</i>, encripta&ccedil;&atilde;o dos ficheiros que cont&ecirc;m os dados), devendo estes estar apenas dispon&iacute;veis aos/&agrave;s investigadores/as respons&aacute;veis pelos estudos (Btoush &amp; Campbell, 2009). Al&eacute;m disso, &eacute; importante definir um per&iacute;odo de tempo durante o qual o question&aacute;rio estar&aacute; dispon&iacute;vel para efeitos de recolha de dados, sendo que uma vez findo este prazo, dever&aacute; ser retirado da <i>internet.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&nbsp;&nbsp; Concomitantemente, o consentimento informado, que deve ser livre e esclarecido, al&eacute;m de refor&ccedil;ar o compromisso &eacute;tico dos/as investigadores, pode favorecer o in&iacute;cio da forma&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo entre o/a investigador/a e o sujeito (Rafael &amp; Moura, 2013) e, como tal, deve estar devidamente empossado de crit&eacute;rio e rigor (Fonte, 2004). Desde logo, &eacute; importante que se proceda a uma exposi&ccedil;&atilde;o clara dos objetivos do estudo, do processo do mesmo, das suas poss&iacute;veis contribui&ccedil;&otilde;es e, obviamente, do anonimato e da liberdade de participa&ccedil;&atilde;o no estudo. Tal possibilitar&aacute; o empoderamento dos indiv&iacute;duos com informa&ccedil;&otilde;es com clara influ&ecirc;ncia na decis&atilde;o em participar ou n&atilde;o da pesquisa. Deve ainda ser usada uma linguagem acess&iacute;vel e de forma que garanta a autonomia dos poss&iacute;veis sujeitos participantes &ndash; note-se que a simples entrega do consentimento informado n&atilde;o &eacute; garantia disso; dar a possibilidade aos/&agrave;s participantes de poderem dirimir poss&iacute;veis d&uacute;vidas relacionadas com o documento, de poderem consultar a opini&atilde;o dos seus familiares, bem como indicar os reais benef&iacute;cios que podem ser esperados com a sua participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa. Aquando da obten&ccedil;&atilde;o do consentimento informado, o estudo deve ser apresentado como visando a an&aacute;lise da sa&uacute;de das pessoas/mulher em particular, experi&ecirc;ncias de vida ou rela&ccedil;&otilde;es familiares, sublinhando-se ainda de que poder&atilde;o ser confrontados/as com quest&otilde;es particularmente sens&iacute;veis e dif&iacute;ceis de abordar, mas de que uma forma geral, as pessoas consideram importante falar sobre estes aspetos (Ellsberg &amp; Heise, 2002). Note-se que aceitar falar sobre as suas experi&ecirc;ncias de vitima&ccedil;&atilde;o implica record&aacute;-las e muitos sujeitos aceitam participar no estudo sem perspetivar que tal poder&aacute; acarretar desconforto e mau estar. De forma a precaver este tipo de situa&ccedil;&otilde;es, h&aacute; autores (e.g., Carlson, Newman, Daniels, Armstrong, Roth, &amp; Loewenstei, 2003; Newman, Risch, &amp; Kassam-Adams, 2006) que defendem a necessidade de se providenciar informa&ccedil;&atilde;o aos/&agrave;s participantes sobre a natureza das quest&otilde;es colocadas e de que estas poder&atilde;o provocar algum desconforto emocional, pois tal permitir&aacute; fomentar o rigor da pesquisa e autonomia dos/as participantes. Dever&aacute; ainda ser referido que, se tal entenderem e necessitaram, os/as participantes ter&atilde;o ao seu dispor o devido apoio. Al&eacute;m disso, conv&eacute;m relembrar os/as participantes que a participa&ccedil;&atilde;o &eacute; volunt&aacute;ria e que t&ecirc;m em seu poder a decis&atilde;o de desistir em qualquer momento do estudo ou optar por n&atilde;o responder &agrave;s quest&otilde;es apresentadas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Habitualmente, aos/&agrave;s participantes &eacute; dada uma c&oacute;pia do consentimento informado, contudo este procedimento dever&aacute; ser devidamente ponderado em fun&ccedil;&atilde;o das especificidades de cada caso, sendo que nalgumas situa&ccedil;&otilde;es (e.g., viol&ecirc;ncia &iacute;ntima) tal poder&aacute; comprometer a seguran&ccedil;a da v&iacute;tima (Btoush &amp; Campbell, 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Sempre que os dados forem recolhidos via <i>online</i>, o consentimento informado deve ser substitu&iacute;do pelo assentimento na participa&ccedil;&atilde;o do estudo, e em que depois de uma primeira explica&ccedil;&atilde;o sobre o estudo, seus objetivos e procedimentos inerentes, o/a participante assinala com uma cruz em espa&ccedil;o pr&oacute;prio se concordar com os termos que em ir&aacute; decorrer o estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A prop&oacute;sito dos benef&iacute;cios, h&aacute; que referir que geralmente estes s&atilde;o de longo prazo e aos/&agrave;s participantes interessam que os estudos tamb&eacute;m possam oferecer algum tipo de suporte imediato. O esclarecimento e a devolu&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o (e.g., recursos e apoios sociais existentes para o fen&oacute;meno em causa) constituem cuidados &eacute;ticos fundamentais no controlo do potencial impacto da pesquisa no bem-estar emocional do/a participante. Neste sentido, sugere-se que o desenho do estudo procure incluir, na medida do poss&iacute;vel, a&ccedil;&otilde;es destinadas a reduzir qualquer desconforto causado aos/&agrave;s participantes pela pesquisa, como por exemplo, encaminhar os/as participantes, que assim o desejem, para receberem algum tipo de apoio junto de institui&ccedil;&otilde;es e/ou profissionais indicados para tal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A discuss&atilde;o em torno dos benef&iacute;cios que a participa&ccedil;&atilde;o num determinado estudo pode ter releva para a an&aacute;lise do princ&iacute;pio da benefic&ecirc;ncia, o qual estipula que se prevejam benef&iacute;cios para os/as participantes, mas tamb&eacute;m se procure contrabalan&ccedil;ar esses benef&iacute;cios em fun&ccedil;&atilde;o dos riscos que a participa&ccedil;&atilde;o numa investiga&ccedil;&atilde;o pode ter. Assim, Fontes (2004) apresenta v&aacute;rias recomenda&ccedil;&otilde;es neste sentido, tais como: i) os benef&iacute;cios devem ser diretos, imediatos e os mais concretos poss&iacute;veis; ii) os/as investigadores/as dever&atilde;o procurar encontrar benef&iacute;cios que se adequem &agrave;s caracter&iacute;sticas dos/as participantes (por exemplo, se para alguns a compensa&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria &eacute; importante, para outros/as determinados objetos simb&oacute;licos poder&atilde;o funcionar como &oacute;timas recompensas), iii) os/as investigadores/as dever&atilde;o providenciar informa&ccedil;&atilde;o adequada sobre o tema em an&aacute;lise (e.g., distribuindo panfletos informativos, informar sobre os servi&ccedil;os de apoio existentes, entre outros).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente, o princ&iacute;pio da n&atilde;o malefic&ecirc;ncia pressup&otilde;e que os benef&iacute;cios dever&atilde;o superar os riscos de dano e que o bem-estar dos/as participantes se sobreponha aos interesses cient&iacute;ficos. A an&aacute;lise deste princ&iacute;pio remete, assim, para an&aacute;lise de eventuais danos que a investiga&ccedil;&atilde;o pode acarretar para os/as seus/suas participantes, mais concretamente, o risco de eventual revitima&ccedil;&atilde;o ou de experiencia&ccedil;&atilde;o de stresse emocional, mas tamb&eacute;m envolve a discuss&atilde;o em torno dos danos que se poder&atilde;o colocar ao/&agrave; investigador/a, nomeadamente problemas de contratransfer&ecirc;ncia ou mesmo do hiperenvolvimento do/da investigador/a (Fontes, 2004). Assim, no que respeita ao risco de retraumatiza&ccedil;&atilde;o dos/das participantes, uma metan&aacute;lise de estudos vitimol&oacute;gicos (Newman &amp; Kaloupek, 2004) acerca dos riscos e benef&iacute;cios da participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa permitiu concluir que os benef&iacute;cios (e.g., obter informa&ccedil;&atilde;o sobre os fen&oacute;menos, usar a sua experi&ecirc;ncia para ajudar os outros, aumentar a sua consciencializa&ccedil;&atilde;o acerca das suas hist&oacute;rias passadas, etc.) associados &agrave; participa&ccedil;&atilde;o numa determinada investiga&ccedil;&atilde;o superam os seus riscos (e.g., experienciar emo&ccedil;&otilde;es negativas e stresse). Por sua vez, os estudos emp&iacute;ricos conduzidos neste dom&iacute;nio, seja junto de mulheres v&iacute;timas de agress&atilde;o sexual (e.g., Campbell et al., 2010) ou mesmo no contexto da viol&ecirc;ncia no namoro (e.g., Shorey et al., 2011), tem revelado que as v&iacute;timas percecionam a sua participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa como sendo de reduzido stresse, encarando-a igualmente como positiva e ben&eacute;fica. N&atilde;o obstante, tem sido igualmente demonstrado que os benef&iacute;cios desta participa&ccedil;&atilde;o parecem diminuir perante hist&oacute;rias de vida mais adversas e particularmente traum&aacute;ticas (Maia, Gra&ccedil;a, Cunha, Ribeiro, Mesquita, &amp; Antunes, 2008). Outros estudos h&aacute; (e.g., Carlson et al., 2003) que, pese embora 70% dos/as participantes apresentassem n&iacute;veis baixos de stresse face &agrave; sua participa&ccedil;&atilde;o num estudo relativo a experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas e 50% qualificassem mesmo a sua participa&ccedil;&atilde;o como positiva, foram detetados n&iacute;veis moderados a elevados de aborrecimento quanto confrontados/as com quest&otilde;es relativas &agrave; sintomatologia traum&aacute;tica passada e atual. N&atilde;o obstante, esta &eacute; uma mat&eacute;ria que carece de maior evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, apoiada sobretudo em estudos de car&aacute;ter longitudinal (Fontes, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Note-se ainda que a postura apresentada pelo/a participante no in&iacute;cio de qualquer estudo, em que ora manifestam uma vontade expressa em abordar o tema, expondo o seu sofrimento na esperan&ccedil;a de conseguir algum tipo de ajuda ou conforto, ora mostram um certo receio em falar sobre o problema ou da reca&iacute;da, poder&aacute; interferir na participa&ccedil;&atilde;o (Rafael &amp; Moura, 2013). A este respeito, Fontes (2004) enumera diversas situa&ccedil;&otilde;es (participantes reclu&iacute;dos/as, inseridos/as em institui&ccedil;&otilde;es de tratamento) em que os/as participantes se poder&atilde;o sentir de alguma forma coagidos a participar no estudo por considerarem que o mesmo trar&aacute; benef&iacute;cios diretos para a sua situa&ccedil;&atilde;o, ou mesmo quando s&atilde;o inquiridos por pessoas que ocupam posi&ccedil;&otilde;es de autoridade (e.g., pol&iacute;cias, guardas prisionais, psicoterapeutas), sendo que nestes casos ter&aacute; que haver cuidados adicionais na obten&ccedil;&atilde;o do consentimento informado. Assim, importa desde logo que os/as investigadores/as se certifiquem de que n&atilde;o est&atilde;o a exercer qualquer tipo de influ&ecirc;ncia e/ou autoridade sobre o/a participante, ou mesmo indicar qualquer convic&ccedil;&atilde;o relacionada com o impacto do estudo, de que este n&atilde;o resultar&aacute; em qualquer tipo de dano para o/a participante ou mesmo transmitirem informa&ccedil;&atilde;o de que os/as profissionais sabem o que fazem; considerar eventualmente a possibilidade de a entrevista ocorrer num outro local e ser realizada por outra pessoa, garantindo-se sempre que o processo compreende a obten&ccedil;&atilde;o de consentimento, bem como a op&ccedil;&atilde;o de retirada/abandono do mesmo, se assim entender; informar devidamente os/as participantes sobre a sec&ccedil;&atilde;o e/ou tipo de quest&otilde;es relacionadas com a viol&ecirc;ncia, dando-lhes sempre a possibilidade de escolherem responder (Fontes, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Compet&ecirc;ncias dos/as investigadores/as</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O papel do/a investigador/a assume-se como sendo crucial nesta mat&eacute;ria, sobretudo pela sensibilidade e capacidade para saber identificar e gerir, de forma equilibrada e harmoniosa, os diferentes desafios &eacute;ticos que se colocam no decorrer da pesquisa, desde a elabora&ccedil;&atilde;o dos seus objetivos at&eacute; &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas dos estudos e subsequentes pol&iacute;ticas preventivas/interventivas que deles poder&atilde;o resultar, bem como a dissemina&ccedil;&atilde;o dos seus resultados. Para tal, &eacute; fundamental que o/a investigador/a desenvolva um conjunto de compet&ecirc;ncias, fundamentais para afirmar o rigor &eacute;tico da pesquisa, e as quais se poder&atilde;o situar a tr&ecirc;s n&iacute;veis: t&eacute;cnicas, relacionais e individuais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas &eacute;, desde logo, fundamental que o/a investigador/a obtenha conhecimentos essenciais sobre as quest&otilde;es legais subjacentes aos diferentes fen&oacute;menos vitimol&oacute;gicos e criminais, sendo que nalgumas situa&ccedil;&otilde;es poder&aacute; ter de denunciar/participar &agrave;s autoridades competentes situa&ccedil;&otilde;es abusivas (Fraga, 2016). Mais concretamente, refira-se as situa&ccedil;&otilde;es em que os/as profissionais t&ecirc;m o dever legal (no caso dos crimes p&uacute;blicos) ou moral em reportar &agrave;s autoridades os casos que representam risco ou perigo (e.g., maus tratos a crian&ccedil;as, idosos, viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica ou situa&ccedil;&otilde;es em que se verifique perigo para o/a participante e para terceiros). Neste sentido, e ainda que, por vezes, os/as investigadores/as recorram a diferentes estrat&eacute;gias para evitar este tipo de dilemas (e.g., marca&ccedil;&atilde;o de entrevistas aleatoriamente ou recurso a t&eacute;cnicas de entrevista aleat&oacute;rias), tem sido sustentada a necessidade de os/as investigadores/as informarem previamente os/as participantes de que as situa&ccedil;&otilde;es que representem perigo para si ou para terceiros ter&atilde;o que ser reportadas &agrave;s autoridades competentes ou mesmo o facto de elaborarem um protocolo em que todas estas quest&otilde;es sejam cuidadosamente pensadas (Fontes, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A acrescer a isto, e porque compete ao/&agrave; investigador/a o planeamento dos estudos e identifica&ccedil;&atilde;o dos respetivos objetivos, &eacute; fundamental que este re&uacute;na conhecimentos t&eacute;cnicos que lhe permitam fundamentar devidamente as suas op&ccedil;&otilde;es. Assim, e dada sensibilidade inerente aos temas que envolvem situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia e de crime, a condu&ccedil;&atilde;o de um qualquer estudo neste dom&iacute;nio deve revelar-se estritamente necess&aacute;ria e justific&aacute;vel pela sua pertin&ecirc;ncia e relev&acirc;ncia para a &aacute;rea cient&iacute;fica em causa (Fraga, 2016). Caso contr&aacute;rio, os procedimentos inerentes &agrave; pesquisa poder&atilde;o promover uma vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria. Ademais, os estudos de preval&ecirc;ncia precisam de ser metodologicamente planeados e baseados no conhecimento da experi&ecirc;ncia atual sobre como minimizar a subnotifica&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia t&atilde;o frequente perante certos tipos de vitima&ccedil;&atilde;o, sobretudo a que assume maior gravidade (WHO, 2001) ou quando esta afeta sobretudo os grupos considerados minorit&aacute;rios (e.g., Miller et al., 2011; Priester et al., 2016). A este respeito, cabe referir que o relato das situa&ccedil;&otilde;es abusivas &eacute; em grande medida determinado pelo tipo de quest&otilde;es colocadas e, neste sentido, importa evitar o uso de certos termos (e.g., como abuso, estupro, viol&ecirc;ncia) e optar por questionar antes sobre se j&aacute; experienciou/j&aacute; foi alvo de diferentes tipos de atos/comportamentos; questionar ainda sobre o local onde ocorreram esses comportamentos (casa, escola, comunidade) e por quem foram praticados (familiar, parceiro/a, ex-parceiro/a, filho/a, etc.) (WHO, 2001).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma outra compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica do/a investigador/a envolve a necessidade de este desenvolver previamente a elabora&ccedil;&atilde;o do projeto/protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o, submetendo-o ao escrut&iacute;nio de uma Comiss&atilde;o de &Eacute;tica (e.g., preferencialmente da institui&ccedil;&atilde;o onde ir&atilde;o ser recolhidos os dados e, na aus&ecirc;ncia desta entidade, submeter &agrave; da comiss&atilde;o de &eacute;tica da institui&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria onde o estudo se encontra a ser desenvolvido), de forma a triar eventuais problemas &eacute;ticos e deontol&oacute;gicos inerentes &agrave; pesquisa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como referido anteriormente, &eacute; extremamente importante que os elementos que integram a equipa de investiga&ccedil;&atilde;o sejam cuidadosamente selecionados e recebam forma&ccedil;&atilde;o apropriada (Ellsberg &amp; Heise, 2002; Fleischman &amp; Wood, 2002; Fraga, 2016; WHO, 2001; Schraiber et al., 2009), at&eacute; para minimizar eventuais danos que possam advir do processo investigativo (Fontes, 2004). Uma adequada prepara&ccedil;&atilde;o dos/as entrevistadores/as que lidam com as quest&otilde;es da viol&ecirc;ncia deve envolver duas etapas (Campbell, Adams, Wasco, Ahrens, &amp; Sefl, 2009; Fraga, 2016): a primeira inclui forma&ccedil;&atilde;o e conhecimento sobre as din&acirc;micas e especificidades inerentes aos diferentes tipos de viol&ecirc;ncia interpessoal (e.g., conhecer as causas da viol&ecirc;ncia, os mitos e factos, a diversidade e sensibilidade cultural, a interven&ccedil;&atilde;o em crise, o plano de seguran&ccedil;a e recursos e apoios sociais). Por exemplo, no que respeita &agrave; tem&aacute;tica da viol&ecirc;ncia &iacute;ntima, importa providenciar informa&ccedil;&atilde;o adequada sobre esta (e.g., os estere&oacute;tipos de g&eacute;nero, a quest&atilde;o da desigualdade, contactos e suporte socioassistencial, entre outros). A segunda etapa passa por ensinar e treinar a condu&ccedil;&atilde;o de entrevistas, recorrendo a diferentes estrat&eacute;gias para tal (e.g., visualizar entrevistas realizadas por especialistas, <i>role play</i>) (Campbell et al., 2009). Segundo as perspetivas feministas, as entrevistas conduzidas junto de mulheres maltratadas e de outras v&iacute;timas de trauma devem assentar num conjunto de estrat&eacute;gias que incrementem a prote&ccedil;&atilde;o e o <i>empowerment</i> dos/as participantes (cf. Burgess-Proctor, 2015), tais como: i) solicitar aos/&agrave;s participantes que escolham os pseud&ocirc;nimos a usar no decorrer das entrevistas, sendo que tal ir&aacute; possibilitar n&atilde;o s&oacute; diminuir a rela&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica entre investigador/a e participante, mas tamb&eacute;m permitir que os/as participantes exer&ccedil;am a sua &ldquo;voz&rdquo; no processo de pesquisa; ii) recorrer a t&eacute;cnicas favorecedoras da revela&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es abusivas nos/as participantes, constituindo esta tamb&eacute;m uma importante estrat&eacute;gia para fomentar o <i>empowerment</i>; iii) fornecer aos/&agrave;s participantes certificados de participa&ccedil;&atilde;o no estudo, ponderando-se sempre eventuais riscos que tal possa ter na sua seguran&ccedil;a (perante o m&iacute;nimo ind&iacute;cio de risco de viol&ecirc;ncia, optar pela n&atilde;o emiss&atilde;o dos certificados); iv) expressar e retribuir emo&ccedil;&atilde;o para com os/as participantes, fomentando assim o conforto com a revela&ccedil;&atilde;o e conferindo import&acirc;ncia aos seus relatos; e, v) concluir as entrevistas refor&ccedil;ando a coragem dos/as participantes pela partilha de informa&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o no estudo (e.g., pedir aos/&agrave;s participantes para deixar mensagens para outros/as participantes que possam ter vivenciado situa&ccedil;&otilde;es similares).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Acrescem ainda outros cuidados a adotar pelos/as investigadores/as respons&aacute;veis pela recolha de dados, como sejam: evitar pr&eacute;-ju&iacute;zos ou julgamentos na forma como as quest&otilde;es s&atilde;o elaboradas; evitar linguagem que possa julgar, censurar, responsabilizar, estigmatizar a v&iacute;tima; saberem lidar, gerir com a rea&ccedil;&atilde;o emocional das v&iacute;timas &agrave;s quest&otilde;es colocadas; aumentar as oportunidades para o/a entrevistado/a dar a sua opini&atilde;o (por exemplo incluindo itens abertos); explorar os diferentes tipos de viol&ecirc;ncia (f&iacute;sica, psicol&oacute;gica e sexual de forma separada); nunca entrevistar a v&iacute;tima na presen&ccedil;a de outra pessoa; procurar terminar a entrevista de forma positiva, refor&ccedil;ando a v&iacute;tima pelas estrat&eacute;gias de <i>coping</i> utilizadas para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o e demonstrando-lhe que a sua participa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; &uacute;til para ajudar outro tipo de v&iacute;timas; os/as investigadores devam ainda estar instru&iacute;dos sobre os recursos e apoios existentes de forma a transmitirem essa informa&ccedil;&atilde;o aos/&agrave;s participantes (Schraiber et al., 2009). Tal implicar&aacute; que estes devem informar-se previamente de todos os recursos/mecanismos sociais, legais, de sa&uacute;de existentes e os mesmos devem ser apresentados a todos os/as participantes (seja oralmente ou recorrendo a materiais elaborados para o efeito, como por exemplo, recurso a panfletos). Um outro aspeto deveras crucial relaciona-se com a necessidade de os/as investigadores/as possu&iacute;rem o dever &eacute;tico de se assegurarem que os dados das pesquisas s&atilde;o devidamente interpretados e permitem retirar ila&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas e medidas interventivas na problem&aacute;tica em estudo (Clark &amp; Walker, 2011).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias relacionais, invoca-se sobretudo o imperativo sustentado pelas abordagens feministas, nomeadamente, a necessidade de se promover uma rela&ccedil;&atilde;o colaborativa entre as partes e que permita criar oportunidades de empoderamento dos/as participantes (Campbell et al., 2010). Para tal, tem sido sugerido o recurso a diferentes tipos de estrat&eacute;gias que possam diminuir os diferenciais de poder que se tendem a estabelecer no decorrer do processo de investiga&ccedil;&atilde;o entre as partes envolvidas, tais como: o recurso &agrave; reflexividade, ou seja, a necessidade de o/a investigador/a adotar uma postura anal&iacute;tica e de interroga&ccedil;&atilde;o constante acerca de como o contexto social poder&aacute; interagir e influenciar a pesquisa; a ado&ccedil;&atilde;o por um cuidado &eacute;tico, que implica uma postura de orienta&ccedil;&atilde;o de suporte e apoio para com os/as participantes selecionados para o estudo, fomentando, deste modo, o desenvolvimento de uma rela&ccedil;&atilde;o mais igualit&aacute;ria e colaborativa entre investigadores/as e participantes; e, ainda, promover a justi&ccedil;a social e mudan&ccedil;a social, ou seja, a investiga&ccedil;&atilde;o dever&aacute; procurar promover a justi&ccedil;a e a igualdade para as mulheres em geral, bem como para outros grupos socialmente marginalizados (cf. Burgess-Proctor, 2015).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, e em termos de compet&ecirc;ncias individuais, identificam-se duas exig&ecirc;ncias fundamentais. Por um lado, a necessidade de os/as investigadores/as procurarem acautelar a sua seguran&ccedil;a, &agrave; semelhan&ccedil;a do discutido a respeito dos/as participantes, e a qual deve constituir uma preocupa&ccedil;&atilde;o transversal &agrave;s diferentes etapas do processo investigativo (Clark &amp; Walker, 2011). Por outro lado, importa igualmente que os/as investigadores/as estejam capazes de lidar com os seus pr&oacute;prios preconceitos, medos e estere&oacute;tipos. A autogest&atilde;o emocional &eacute; igualmente necess&aacute;ria, sobretudo quando o/a investigador/a tem experi&ecirc;ncias similares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pese embora o indubit&aacute;vel contributo da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para o desenvolvimento e a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de apoio e prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia e de crime, &eacute;, pois, imperativo que os objetivos de qualquer estudo, seja de que natureza for, nunca se sobreponham ao bem-estar emocional dos/as participantes. O n&atilde;o respeito por este imperativo poder&aacute; n&atilde;o s&oacute; promover uma revitima&ccedil;&atilde;o dos/as participantes (sejam v&iacute;timas diretas ou indiretas), bem como debelar o exerc&iacute;cio &eacute;tico que dever&aacute; acompanhar a realiza&ccedil;&atilde;o de uma qualquer investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, comprometendo igualmente as implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas que desta podem derivar. A este respeito, importa destacar os esfor&ccedil;os desenvolvidos, sobretudo no contexto internacional, no sentido de produzir evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica que possa apoiar e regular as quest&otilde;es &eacute;ticas na pr&aacute;tica investigativa, mediante por exemplo o estudo da rea&ccedil;&atilde;o dos/as participantes &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o (cf. Carlson et al., 2003; Newman, Willard, Sinclair, &amp; Kaloupek, 2001) e os quais devem ser alargados ao contexto portugu&ecirc;s. A produ&ccedil;&atilde;o de trabalhos cient&iacute;ficos aliados &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o de eventos p&uacute;blicos que permitam discutir e refletir sobre as quest&otilde;es &eacute;ticas ao n&iacute;vel da investiga&ccedil;&atilde;o constituem importantes contributos para limar arestas neste dom&iacute;nio e promover o bem-estar dos/as participantes durante o processo investigativo (Fontes, 2004).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como bem defendem Rafael e Moura (2013, p. 290), &ldquo;<i>N&atilde;o dedicar o tempo necess&aacute;rio a estas quest&otilde;es que podem trazer entraves para a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa em torno da ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia, pode significar um retrocesso. Dar valor &agrave; &eacute;tica na pesquisa pode ser um manifesto de vanguarda, mais uma contribui&ccedil;&atilde;o inestim&aacute;vel da pesquisa para a sociedade atual e futura</i>&rdquo;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Exercitar os princ&iacute;pios da benefic&ecirc;ncia e n&atilde;o malefic&ecirc;ncia, da justi&ccedil;a e equidade constitui um cuidado &eacute;tico fundamental e necess&aacute;rio &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de medidas protetivas das v&iacute;timas. N&atilde;o obstante, importa considerar que a pr&aacute;tica investigativa com v&iacute;timas n&atilde;o se pode limitar &agrave; mera salvaguarda dos c&oacute;digos ou princ&iacute;pios de &eacute;tica e em que, por vezes, resultado de uma an&aacute;lise desequilibrada entre os riscos e benef&iacute;cios, as v&iacute;timas acabam por ser exclu&iacute;das no processo investigativo, limitando assim a sua possibilidade de serem ouvidas e contribuir para a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento v&aacute;lido e necess&aacute;rio para a preven&ccedil;&atilde;o dos fen&oacute;menos vitimol&oacute;gicos. Ademais, na produ&ccedil;&atilde;o deste conhecimento constitui ainda um imperativo &eacute;tico, atender a toda a diversidade sexual, social e cultural, no sentido de melhor identificar e compreender as caracter&iacute;sticas e os mecanismos que est&atilde;o subjacentes &agrave;s discrep&acirc;ncias existentes em termos de efeitos do abuso entre os diversos grupos populacionais existentes.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alberto, I. (2006). <i>Maltrato e trauma na inf&acirc;ncia</i>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494907&pid=S0874-2049201700010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barnett, J., Maticka-Tyndale, E., &amp; Kenya, T. (2016). Stigma as social control: gender-based violence stigma, life chances, and moral order in Kenya. <i>Social Problems, 0</i>, 1-16. <a href="https://doi.org/10.1093/socpro/spw012" target="_blank">https://doi.org/10.1093/socpro/spw012</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494909&pid=S0874-2049201700010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bender, A. K. (2016). Ethics, methods, and measures in intimate partner violence research: The current state of the field. <i>Violence Against Women</i>, 1-32. <a href="https://doi.org/10.1177/1077801216658977" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1077801216658977</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494910&pid=S0874-2049201700010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Btoush, R., &amp; Campbell, J. C. (2009). Ethical conduct in intimate partner violence research: Challenges and strategies. <i>Nurs Outlook, 57</i>, 210-216. <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.outlook.2008.10.005" target="_blank">https://dx.doi.org/10.1016/j.outlook.2008.10.005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494911&pid=S0874-2049201700010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burgess-Proctor, A. (2015). Methodological and ethical issues in feminist research with abused women: Reflections on participants&rsquo; vulnerability and empowerment. <i>Women&rsquo;s Studies International Forum, 48</i>, 124-134. <a href="https://doi.org/10.1016/j.wsif.2014.10.014" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.wsif.2014.10.014</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Campbell, R., Adams, A. E., Wasco, S. M., Ahrens, C. E., &amp; Sefl, T. (2009). Training interviewers for research on sexual violence. A qualitative study of rape survivors&rsquo;. Recommendations for interview practice. <i>Violence Against Women, 15</i>(5), 595-617. <a href="https://doi.org/10.1177/0886260507301332" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0886260507301332</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Campbell, R., Adams, A. E., Wasco, S. M., Ahrens, C. E., &amp; Sefl, T. (2010). &ldquo;What has it been like for you to talk with me today?&rdquo;: The impact of participating in interview research on rape survivors. <i>Violence Against Women, 16</i>, 60-83. <a href="https://doi.org/10.1177/1077801209353576" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1077801209353576</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caridade, S. (2011). <i>Viv&ecirc;ncias &iacute;ntimas violentas</i>. <i>Uma abordagem cient&iacute;fica</i>. Coimbra: Editora Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494915&pid=S0874-2049201700010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caridade, S., &amp; Sani, A. I. (2016). Vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria. In R. Maia, L. Nunes, S. Caridade, A. Sani, R. Estrada, C. Nogueira, H. Fernandes &amp; L. Afonso (Coord.), <i>Dicion&aacute;rio Crime, Justi&ccedil;a e Sociedade</i> (pp. 540). Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494917&pid=S0874-2049201700010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carlson, E. B., Newman, E., Daniels, J. W., Armstrong, J., Roth, D., &amp; Loewenstein, R. (2003). Distress in response to and perceived usefulness of trauma research interviews. <i>Journal of Trauma &amp; Dissociation, 4</i>(2), 131-142. <a href="https://doi.org/10.1300/J229v04n02_08" target="_blank">https://doi.org/10.1300/J229v04n02_08</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494919&pid=S0874-2049201700010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Clark, J. J., &amp; Walker, R. (2011). Research ethics in victimization studies: Widening the lens. <i>Violence Against Women, 17</i>(12), 1489&ndash;1508. <a href="https://doi.org/10.1177/1077801211436167" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1077801211436167</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Collier, K. L., van Beusekom, G., Bos, H. M. W., &amp; Sandfort, T. G. (2013). Sexual orientation and gender identity/expression related peer victimization in adolescence: A systematic review of associated psychosocial and health outcomes. <i>Journal of Sex Research, 50</i>(3/4), 299-317. <a href="https://doi.org/10.1080/00224499.2012.750639" target="_blank">https://doi.org/10.1080/00224499.2012.750639</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494921&pid=S0874-2049201700010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dignan, J. (2004). <i>Understanding victims and restorative justice</i>. England: Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494923&pid=S0874-2049201700010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doerner, W., &amp; Lab, S. (2012). <i>Victimology</i> (6&ordf; ed.). Burlington: Anderson Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494925&pid=S0874-2049201700010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ellsberg, M., &amp; Heise, L. (2002). Bearing witness: Ethics in domestic violence research. <i>Lancet, 359</i>(9317), 1599-1604. <a href="https://doi.org/10.1016/S0140-6736(02)08521" target="_blank">https://doi.org/10.1016/S0140-6736(02)08521</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494927&pid=S0874-2049201700010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fattah, E. (2000). Victimology: Past, present and future. <i>Criminologie, 33</i>(1), 17-46. <a href="https://doi.org/10.7202/004720ar" target="_blank">https://doi.org/10.7202/004720ar</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494928&pid=S0874-2049201700010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fernandes, N. (2016). &Eacute;tica na pesquisa com crian&ccedil;as: aus&ecirc;ncias e desafios<i>. Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o, 21</i>(66), 759-779. <a href="https://doi.org/10.1590/S1413-24782016216639&nbsp;" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S1413-24782016216639&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494929&pid=S0874-2049201700010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ferreira, R. J., Buttell, F., &amp; Ferreira, S. (2015). Ethical considerations for conducting disaster research with vulnerable populations. <i>Journal of Social Work Values and Ethics, 12</i>(1), 29-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494931&pid=S0874-2049201700010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Finkelhor, D., Ormrod, R. K., Turner, H. A., &amp; Hamby, S. L. (2005). Measuring poly-victimization using the JVQ. <i>Child Abuse and Neglect</i>,<i> 29</i>, 1297-1312. <a href="https://doi.org/10.1016/j.chiabu.2005.06.005" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.chiabu.2005.06.005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494933&pid=S0874-2049201700010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fleischman, A. R., &amp; Wood, E. B. (2002). Ethical issues in research involving victims of terror<i>. Journal of Urban Health, 79</i>(3), 315-321. <a href="https://doi.org/10.1093/jurban/79.3.315&nbsp;&nbsp;&nbsp;" target="_blank">https://doi.org/10.1093/jurban/79.3.315&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494934&pid=S0874-2049201700010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fontes, L. A. (1998). Ethics in family violence research: Cross-cultural issues. <i>Family Relations: Interdisciplinary Journal of Applied Family Studies, 47</i>(1), 53-61. <a href="https://doi.org/10.2307/58485" target="_blank">https://doi.org/10.2307/58485</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494936&pid=S0874-2049201700010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fontes, L. A. (2004). Ethics in violence against women research: The sensitive, the dangerous, and the overlooked. <i>Ethics &amp; Behavior, 14</i>(2), 141-174. <a href="https://doi.org/10.1207/s15327019eb1402" target="_blank">https://doi.org/10.1207/s15327019eb1402</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494937&pid=S0874-2049201700010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fraga, S. (2016). Methodological and ethical challenges in violence research. <i>Porto Biomedical Journal, 1</i>(2), 77-80. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.pbj.2016.04.005" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.pbj.2016.04.005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494938&pid=S0874-2049201700010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Karmen, A. (2012). <i>Crime victims: an introduction to vitimology</i> (8 Ed.). Wadsworth: Cengage Learning.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494939&pid=S0874-2049201700010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Legerski, J. P., &amp; Bunnell, S. L. (2010). The risks, benefits, and ethics of trauma-focused research participation<i>. Ethics and Behavior, 20</i>(6), 429-442. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/10508422.2010.521443" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/10508422.2010.521443</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494941&pid=S0874-2049201700010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Machado, C. (2010a). <i>Novas formas de vitima&ccedil;&atilde;o criminal</i>. Braga: Psiquilibrios Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494942&pid=S0874-2049201700010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Machado, C. (2010b). <i>Vitimologia: das novas abordagens te&oacute;ricas &agrave;s novas pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o.</i> Braga: Psiquilibrios Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494944&pid=S0874-2049201700010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (2002). Criminologia e vitimologia. In C. Machado e R. Gon&ccedil;alves (coords.), <i>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes</i> (pp. 34-37). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494946&pid=S0874-2049201700010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maia, A., Gra&ccedil;a, A., Cunha, A., Ribeiro, C., Mesquita, C., &amp; Antunes, J. R. (2008). Quest&otilde;es &eacute;ticas no estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre trauma e sa&uacute;de: A investiga&ccedil;&atilde;o revitimiza as v&iacute;timas? In I. Leal, J. L. Pais Ribeiro, I. Silva &amp; S. Marques (Org.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494948&pid=S0874-2049201700010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->), <i>Actas do 7&ordm; Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de</i> (pp. 111-114). Porto: Universidade do Porto. Retirado em 10 de dezembro de 2016 de <a href="https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/7798/1/artigo%20%C3%A9tica%20trauma.pdf" target="_blank">https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/7798/1/artigo%20%C3%A9tica%20trauma.pdf</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Matos, M. (2016). Vitima&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla. In R. Maia, L. Nunes, S. Caridade, A. Sani, R. Estrada, C. Nogueira, H. Fernandes &amp; L. Afonso (Coord.), <i>Dicion&aacute;rio Crime, Justi&ccedil;a e Sociedade</i> (pp. 538). Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494950&pid=S0874-2049201700010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Miller, A. K., Canales, E. J., Amacker, A. M., Backstrom, T. L., &amp; Gidycz, C. A. (2011). Stigma-threat motivated nondisclosure of sexual assault and sexual revictimization: A prospective analysis. <i>Psychology of Women Quarterly,</i> <i>35</i>(1), 119- 28. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0361684310384104." target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/0361684310384104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494952&pid=S0874-2049201700010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Neves, A. S., &amp; F&aacute;vero, M. (2011). <i>Vitimologia: ci&ecirc;ncia e activismo</i>. Coimbra: Editora Almedina</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494954&pid=S0874-2049201700010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Newman, E., &amp; Kaloupek, D. G. (2004). The risks and benefits of participating in trauma focused research studies. <i>Journal of Traumatic Stress, 17</i>, 383-394. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/10508422.2010.521443" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/10508422.2010.521443</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494955&pid=S0874-2049201700010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Newman, E., Risch, E., &amp; Kassam-Adams, N. (2006). Ethical issues in trauma-related research: A review. <i>Journal of Empirical Research on Human Research Ethics, 1</i>(3), 29-46. <a href="http://dx.doi.org/10.1525/jer.2006.1.3.29" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1525/jer.2006.1.3.29</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494956&pid=S0874-2049201700010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Newman, E., Willard, T., Sinclair, R., &amp; Kaloupek, D. (2001). The costs and benefits of research from the participants' view: The path to empirically informed research practice. <i>Accountability in Research, 8</i>, 27-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494957&pid=S0874-2049201700010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ordem dos Psic&oacute;logos Portuguese (OPP) (2011, 2016). <i>C&oacute;digo Deontol&oacute;gico</i>. Lisboa: Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses. Retirado em 10 de fevereiro de file:///H:/OPP/web_cod_deontologico_pt_revisao_2016.pdf</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494959&pid=S0874-2049201700010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Orth, U. (2002). Secondary victimization of crime victims by criminal proceedings. <a href="http://link.springer.com/journal/11211" target="_blank">Social Justice Research</a>, <i>15</i>(4), 313-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494960&pid=S0874-2049201700010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pina, M. (2016). Vitima&ccedil;&atilde;o. In R. Maia, L. Nunes, S. Caridade, A. Sani, R. Estrada, C. Nogueira, H. Fernandes &amp; L. Afonso (Coord.), <i>Dicion&aacute;rio Crime, Justi&ccedil;a e Sociedade</i> (pp. 534-535). Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494962&pid=S0874-2049201700010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Priester, M. A., Cole, T., Lynch, S. M., &amp; DeHart, D. P. (2016). Consequences and sequelae of violence. In C. A. Cuevas &amp; C. M. Rennison (Eds.), <i>The wiley handbook on the psychology of violence</i> (pp. 100-129). USA: John Wiley and Sons, LTD. <a href="http://dx.doi.org/10.1002/9781118303092.ch6&middot;&nbsp;" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/9781118303092.ch6&middot;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494964&pid=S0874-2049201700010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rafael, R. M. R., &amp; Moura, A.T. (2013). Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas sobre pesquisas com mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia. <i>Revista Brasileira de Enfermagem, 66</i>(2), 287-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494966&pid=S0874-2049201700010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Saavedra, R. (2016). Vitima&ccedil;&atilde;o direta. In R. Maia, L. Nunes, S. Caridade, A. Sani, R. Estrada, C. Nogueira, H. Fernandes e L. Afonso (Coord.), <i>Dicion&aacute;rio Crime, Justi&ccedil;a e Sociedade</i> (pp. 536). Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494968&pid=S0874-2049201700010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sani, A. I. (2001). Reflex&otilde;es sobre a &eacute;tica na investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa com crian&ccedil;as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia. <i>Inf&acirc;ncia e Juventude, 4</i>, 127-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494970&pid=S0874-2049201700010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sani, A. I. (2011a). <i>Temas de Vitimologia: realidades emergentes e respostas sociais.</i> Coimbra: Editora Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494972&pid=S0874-2049201700010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sani, A. I. (2011b). <i>Crian&ccedil;as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia: representa&ccedil;&otilde;es e impacto do fen&oacute;meno</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es UFP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494974&pid=S0874-2049201700010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sani, A. I. (2016). Vitima&ccedil;&atilde;o vicariante. In R. Maia, L. Nunes, S. Caridade, A. Sani, R. Estrada, C. Nogueira, H. Fernandes e L. Afonso (Coord.), <i>Dicion&aacute;rio Crime, Justi&ccedil;a e Sociedade</i> (pp. 544-545). Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494976&pid=S0874-2049201700010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scherer, Z. A. P., &amp; Scherer, E. (2016). Vitima&ccedil;&atilde;o terci&aacute;ria. In R. Maia, L. Nunes, S. Caridade, A. Sani, R. Estrada, C. Nogueira, H. Fernandes e L. Afonso (Coord.), <i>Dicion&aacute;rio Crime, Justi&ccedil;a e Sociedade</i> (pp. 542-544). Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494978&pid=S0874-2049201700010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Schraiber, L. N., d&rsquo;Oliveira, A. F., &amp; Couto, M. F. (2009). Viol&ecirc;ncia e sa&uacute;de: contribui&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicas e &eacute;ticas de estudos da viol&ecirc;ncia contra a mulher. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 25</i>(2), 205-26. Retirado em 2 de setembro de 2016 de <a href="http://www.scielosp.org/pdf/csp/v25s2/03.pdf" target="_blank">http://www.scielosp.org/pdf/csp/v25s2/03.pdf</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Shorey, R. C., Cornelius, T. L., &amp; Bell, K. M. (2011). Reactions to participating in dating violence research: Are our questions distressing participants? <i>Journal of Interpersonal Violence, 26</i>(14), 2890&ndash;2907. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0886260510390956" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/0886260510390956</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stevens, N. R., Gerhart, J., Goldsmith, R. E., Heath, N., Chesney, S. A., &amp; Hobfoll, S. E. (2013). Emotion regulation difficulties, low social support, and interpersonal violence mediate the link between childhood abuse and posttraumatic stress symptoms. <i>Behavior Therapy,</i> <i>44</i>(1), 152-161 <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.beth.2012.09.003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.beth.2012.09.003</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494982&pid=S0874-2049201700010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sullivan, C. M., &amp; Cain, D. (2004). Ethical and safety when obtaining information from or about battered women for research purposes. <i>Journal of Interpersonal Violence, 19</i>(5), 603-618. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0886260504263249" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/0886260504263249</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494983&pid=S0874-2049201700010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">World Health Organization (WHO, 2001). <i>Putting women first: ethical and safety recommendations for research on domestic violence against women</i>. Retirado em 2 de setembro de 2016 de <a href="http://www.who.int/gender/violence/womenfirtseng.pdf" target="_blank">http://www.who.int/gender/violence/womenfirtseng.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=494984&pid=S0874-2049201700010000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Recebido: 21/09/2016</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite: 12/04/2017</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Publicado: 07/2017</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa, Pra&ccedil;a 9 de Abril, 349, 4249-004 Porto. E-mail: <a href="mailto:soniac@ufp.edu.pt">soniac@ufp.edu.pt</a></font></p>       ]]></body><back>
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