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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Normas de categorias ad hoc para língua portuguesa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Scientific investigation on the organization of mental representations of categories has been showing, over the years, important new developments by focusing on the flexibility of these knowledge structures and its context dependency. Ad hoc categories are of particular use in this research domain because although their structures are hierarchically organized (as taxonomic categories are) they are, by definition, highly dependent on context and goals. Our study presents Portuguese norms for 63 lists of exemplars from different ad hoc categories. Two types of ad hoc categories are presented: 35 inter-categorical (composed of exemplars from different taxonomic categories), and 18 intra-categorical (composed of exemplars from the same taxonomic category). The present work further includes norms for 10 taxonomic categories, from which the intra-categorical ad hoc lists are derived. The categorical exemplars lists are presented with measures of production frequency, frequency of first production and production order average rank.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Normas de categorias ad hoc para l&iacute;ngua portuguesa</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Portuguese norms for ad hoc categories</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Jeronimo Cassol Soro<sup>I<a href="#c0">c</a><a name="topc0"></a></sup>; M&aacute;rio Augusto Boto Ferreira<sup>II</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I-II</sup>CICPSI, Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&ccedil;&atilde;o sobre organiza&ccedil;&otilde;es de representa&ccedil;&otilde;es mentais tem vindo a revelar desenvolvimentos te&oacute;ricos muito relevantes ao focar-se na flexibilidade destas estruturas e na sua depend&ecirc;ncia do contexto. Categorias <i>ad hoc</i> s&atilde;o particularmente &uacute;teis para esta investiga&ccedil;&atilde;o por possu&iacute;rem estruturas hier&aacute;rquicas semelhantes a categorias taxon&oacute;micas, mas sendo simultaneamente, e por defini&ccedil;&atilde;o, altamente dependentes do contexto e de objetivos. O presente estudo fornece medidas normativas Portuguesas para 63 listas de exemplares de diferentes categorias. Dois tipos de categorias <i>ad hoc</i> s&atilde;o apresentados: 35 inter-categ&oacute;ricas (compostas por exemplares provenientes de diferentes categorias taxon&oacute;micas) e 28 intra-categ&oacute;ricas (compostas por exemplares de uma mesma categoria taxon&oacute;mica). S&atilde;o ainda inclu&iacute;das normas relativamente a 10 categorias taxon&oacute;micas de onde as categorias <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas foram derivadas. As listas de exemplares categ&oacute;ricos s&atilde;o apresentadas com medidas de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o, frequ&ecirc;ncia de primeira produ&ccedil;&atilde;o, e posi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da ordem de produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Categorias ad hoc; Normas; Frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o; Categoriza&ccedil;&atilde;o.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Scientific investigation on the organization of mental representations of categories has been showing, over the years, important new developments by focusing on the flexibility of these knowledge structures and its context dependency. <i>Ad hoc</i> categories are of particular use in this research domain because although their structures are hierarchically organized (as taxonomic categories are) they are, by definition, highly dependent on context and goals. Our study presents Portuguese norms for 63 lists of exemplars from different ad hoc categories. Two types of <i>ad hoc</i> categories are presented: 35 inter-categorical (composed of exemplars from different taxonomic categories), and 18 intra-categorical (composed of exemplars from the same taxonomic category). The present work further includes norms for 10 taxonomic categories, from which the intra-categorical <i>ad hoc</i> lists are derived. The categorical exemplars lists are presented with measures of production frequency, frequency of first production and production order average rank.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Ad hoc category; Norms; Production frequency; Categorization.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">As normas para listas de exemplares pertencentes a categorias taxon&oacute;micas (e.g., Frutas, Animais, Desportos) s&atilde;o um valioso material para investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia cognitiva uma vez que nos fornecem uma medida de for&ccedil;a associativa entre conceitos atrav&eacute;s de diferentes n&iacute;veis hier&aacute;rquicos de informa&ccedil;&atilde;o. Esta informa&ccedil;&atilde;o assume um papel crucial na investiga&ccedil;&atilde;o ao permitir o estudo de processos mentais espec&iacute;ficos manipulando ou controlando para a for&ccedil;a associativa dos est&iacute;mulos (exemplares) usados. Estas estruturas associativas ocorrem tamb&eacute;m para itens de categorias que n&atilde;o s&atilde;o taxon&oacute;micas, e que, por serem t&atilde;o espec&iacute;ficas, dificilmente possuem associa&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis na mem&oacute;ria de longo prazo. Um exemplo disto s&atilde;o as categorias <i>ad hoc</i>. Ou seja, categorias criadas espont&acirc;nea e pontualmente em fun&ccedil;&atilde;o de objetivos espec&iacute;ficos relevantes para a situa&ccedil;&atilde;o onde o indiv&iacute;duo se encontra (Barsalou, 1983). Categorias <i>ad hoc</i> t&ecirc;m tido crescente relev&acirc;ncia para a psicologia cognitiva por se tratarem de uma excelente ferramenta para a investiga&ccedil;&atilde;o sobre representa&ccedil;&otilde;es situadas de conceitos, que possuem caracter&iacute;sticas flex&iacute;veis e din&acirc;micas. No entanto, as normas de listas <i>ad hoc</i> s&atilde;o escassas, o que justifica o objetivo do presente trabalho: apresentar normas para um n&uacute;mero relativamente alargado de categorias <i>ad hoc</i> que permitam e facilitem a investiga&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa nesta &aacute;rea.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No sentido de oferecer um enquadramento te&oacute;rico para a apresenta&ccedil;&atilde;o destas normas come&ccedil;aremos por discutir os fatores que tipicamente s&atilde;o considerados na determina&ccedil;&atilde;o da estrutura hier&aacute;rquica das categorias. Ser&atilde;o introduzidas e explicadas duas medidas frequentemente utilizadas para aceder &agrave;s estruturas hier&aacute;rquicas e os dois principais processos de categoriza&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Depois caracterizaremos melhor as categorias <i>ad hoc</i>, nomeadamente a sua estrutura hier&aacute;rquica, assim como a sua origem decorrente de um processo de categoriza&ccedil;&atilde;o diferente do envolvido em categorias taxon&oacute;micas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A partir deste enquadramento inicial, desenvolveremos a no&ccedil;&atilde;o de categoria <i>ad hoc</i> enquanto um caso especial de categorias derivadas de objetivos (Barsalou, 1991), discutiremos brevemente a utilidade de categorias <i>ad hoc</i> para estudos sobre representa&ccedil;&otilde;es flex&iacute;veis de conceitos e, por fim, descreveremos o m&eacute;todo usado para obten&ccedil;&atilde;o de normas de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o de exemplares de categorias <i>ad hoc</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Estruturas hier&aacute;rquicas de categorias</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao encontrar um p&aacute;ssaro nunca antes visto podemos, contudo, deduzir uma s&eacute;rie de caracter&iacute;sticas suas pelo simples facto de o incluirmos na categoria &ldquo;p&aacute;ssaros&rdquo;. Por exemplo, &ldquo;voa&rdquo;, &ldquo;p&otilde;e ovos&rdquo;, &ldquo;tem sangue quente&rdquo;. Desta forma, a categoriza&ccedil;&atilde;o de elementos encontrados na realidade permite-nos estabelecer uma mesma identidade para itens que existem de forma independente, e assim deduzir as caracter&iacute;sticas existentes num a partir do outro. Neste sentido, a classifica&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de categorias traduz-se em evidentes ganhos de efici&ecirc;ncia no processamento cognitivo da informa&ccedil;&atilde;o (e.g., melhor desempenho em recorda&ccedil;&atilde;o livre para grupos de itens pertencentes &agrave; mesma categoria; Puff, 1970) e no estabelecimento da melhor forma de interagir com cada elemento encontrado na realidade, o que n&atilde;o seria poss&iacute;vel caso trat&aacute;ssemos cada novo elemento encontrado como totalmente independente e n&atilde;o relacionado com a categoria a que pertence. Em suma, n&atilde;o &eacute; preciso identificar e verificar as caracter&iacute;sticas de um elemento sempre que o encontramos, uma vez que estas s&atilde;o induzidas da categoria na qual este elemento foi inclu&iacute;do (Rips, 1975).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este processo de categoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, no entanto, reducionista ao ponto de todos os exemplares de uma categoria terem igual sali&ecirc;ncia ou representatividade dentro da mesma. Somos sens&iacute;veis &agrave; variedade dos exemplares de uma categoria e isto traduz-se em estruturas hier&aacute;rquicas, com exemplares mais fortemente associados ao conceito da categoria e outros menos (Rosch, 1973). Por exemplo, mesmo que consideremos &ldquo;pardal&rdquo;, &ldquo;pinguim&rdquo; e &ldquo;avestruz&rdquo; como exemplares da mesma categoria (Aves), &ldquo;pardal&rdquo; salienta-se por ser percebido como um exemplar de Ave claramente mais t&iacute;pico do que &ldquo;pinguim&rdquo; ou &ldquo;avestruz&rdquo;.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Medidas de estruturas hier&aacute;rquicas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora se possa recorrer a v&aacute;rias medidas para aceder &agrave;s estruturas hier&aacute;rquicas de categorias como a <i>tend&ecirc;ncia central, ideais</i> (Barsalou, 1985) ou <i>familiaridade</i> (Casey, 1992; Hampton &amp; Gardiner, 1983), as duas medidas mais frequentemente utilizadas s&atilde;o a tipicidade e a frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o (Mervis, Catlin &amp; Rosch, 1976). A tipicidade &eacute; normalmente obtida apresentando exemplares de uma categoria e pedindo aos sujeitos que os ordenem do mais ao menos t&iacute;pico ou que avaliem numa escala o grau em que cada item &eacute; um bom exemplar da categoria em quest&atilde;o (ou o quanto este est&aacute; pr&oacute;ximo do conceito da categoria). A frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o obt&eacute;m-se fornecendo aos sujeitos o nome de uma categoria e pedindo que listem exemplares desta categoria. Obt&ecirc;m-se assim medidas da frequ&ecirc;ncia com que os exemplares foram indicados pelos sujeitos como pertencentes &agrave; categoria em quest&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As normas de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o foram uma das primeiras formas de aceder (e evidenciar a exist&ecirc;ncia de) estruturas hier&aacute;rquicas de organiza&ccedil;&atilde;o categ&oacute;rica. Originalmente, esta medida surgiu no &acirc;mbito das teorias associativistas gerais de organiza&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica hier&aacute;rquica baseadas na exist&ecirc;ncia de n&oacute;dulos conceptuais e de liga&ccedil;&otilde;es associativas de diferentes intensidades entre eles (Collins &amp; Loftus, 1975). A medida de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o indicaria assim a for&ccedil;a associativa entre a categoria e os exemplares que a comp&otilde;em. Aqueles com mais for&ccedil;a associativa seriam exemplares com mais probabilidade de serem produzidos a partir da categoria. A relev&acirc;ncia desta medida para a compreens&atilde;o das estruturas categ&oacute;ricas fica evidente em investiga&ccedil;&otilde;es que mostram a rela&ccedil;&atilde;o entre a frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o e os efeitos ligados &agrave; representa&ccedil;&atilde;o e processamento de categorias: exemplares com maior frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o a) s&atilde;o mais rapidamente identificados como membros da categoria (Loftus, 1973; Wilkins, 1971); b) t&ecirc;m mais tend&ecirc;ncia a serem recordados de forma agrupada (i.e., surgem cont&iacute;guos na ordem de recorda&ccedil;&atilde;o livre ao contr&aacute;rio de exemplares com baixa frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o que tendem a surgir intercalados com exemplares de outras categorias; Bousfield, Cohen, &amp; Whitmarsch, 1958); c) s&atilde;o falsamente reconhecidos mais frequentemente (Smith, Ward, Tindell, Sifonis, &amp; Wilkenfeld, 2000); e d) servem mais vezes como ponto de partida para gera&ccedil;&atilde;o de ideias criativas (Ward &amp; Wickes, 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A medida de tipicidade surge na literatura cient&iacute;fica com o objetivo de investigar a estrutura hier&aacute;rquica de categorias taxon&oacute;micas e assim refutar empiricamente a perspetiva Aristot&eacute;lica de que a inclus&atilde;o de exemplares numa categoria se faria pela defini&ccedil;&atilde;o de um conjunto de atributos necess&aacute;rios e suficientes (Rosch, 1973). Com efeito, em oposi&ccedil;&atilde;o a esta ideia, Rosch e Mervis (1975) mostraram existir uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a tipicidade de um exemplar e a quantidade de atributos que este exemplar compartilha com outros exemplares da mesma categoria (medida a que se chamou &ldquo;semelhan&ccedil;a de fam&iacute;lia&rdquo; - &ldquo;<i>family resemblance</i>&rdquo; no original), assim como uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre tipicidade e os atributos compartilhados com exemplares de outras categorias. Ou seja, subjacente &agrave; tipicidade est&aacute; a ideia de que as estruturas das categorias se organizam hierarquicamente por compara&ccedil;&atilde;o dos exemplares a um prot&oacute;tipo que &eacute; composto por atributos ideais da categoria (ou atributos que correspondem &agrave; m&eacute;dia dos atributos dos exemplares da categoria). Quanto mais similar a este prot&oacute;tipo forem os exemplares, mais t&iacute;picos ser&atilde;o. A investiga&ccedil;&atilde;o subsequente mostrou ainda que exemplares mais t&iacute;picos s&atilde;o mais rapidamente identificados como membros de uma categoria, (McCloskey &amp; Glucksberg, 1978); s&atilde;o mais rapidamente aprendidos no contexto de uma nova categoria (Rosch, Simpson &amp; Miller, 1976); e que caracter&iacute;sticas atribu&iacute;das a exemplares t&iacute;picos s&atilde;o mais prov&aacute;veis de serem inferidas em novos exemplares (Rips, 1975).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar das diferen&ccedil;as entre os fatores relacionados com medidas de tipicidade e frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o, e apesar de alguma varia&ccedil;&atilde;o nas correla&ccedil;&otilde;es encontradas entre estas medidas e alguns processos cognitivos, elas tendem a surgir consistentemente correlacionadas entre si (Mervis, Catlin, &amp; Rosch, 1976). Com efeito, &eacute; dif&iacute;cil criar listas de categorias que dissociem as duas medidas, o que dificulta observar com clareza qual das duas medidas melhor capta a estrutura hier&aacute;rquica duma categoria<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, embora os esfor&ccedil;os de diferencia&ccedil;&atilde;o entre as duas medidas possuam interesse te&oacute;rico no sentido de melhor compreender a estrutura&ccedil;&atilde;o de categorias na mem&oacute;ria de longo prazo, a forte correla&ccedil;&atilde;o normalmente encontrada faz com que nenhuma assuma preced&ecirc;ncia enquanto forma de aceder &agrave; estrutura hier&aacute;rquica duma categoria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Processos de categoriza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A cria&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es mentais de categorias pode ocorrer atrav&eacute;s de dois processos principais, que n&atilde;o s&atilde;o mutuamente exclusivos: aprendizagem de exemplares e combina&ccedil;&atilde;o conceptual (Barsalou, 1991). A categoriza&ccedil;&atilde;o por aprendizagem de exemplares d&aacute;-se atrav&eacute;s da extra&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas percebidas de exemplares encontrados no ambiente e da integra&ccedil;&atilde;o destas caracter&iacute;sticas como fazendo parte de uma nova categoria (Medin &amp; Schaffer, 1978; Rosch &amp; Mervis, 1975). Por exemplo, ao encontrar um novo tipo de comida, extra&iacute;mos as suas caracter&iacute;sticas (e.g., aspeto, sabor, ingredientes de base) e integramo-las na representa&ccedil;&atilde;o cognitiva de uma nova categoria. A categoriza&ccedil;&atilde;o por combina&ccedil;&atilde;o conceptual d&aacute;-se atrav&eacute;s da manipula&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es mentais j&aacute; existentes para cria&ccedil;&atilde;o de conceitos novos e normalmente mais complexos (Murphy, 1988). Este processo pode, inclusive, prescindir totalmente do encontro com entidades no ambiente. Assim, por exemplo, podemos manipular o conhecimento sobre efeitos da polui&ccedil;&atilde;o e fen&oacute;menos naturais para derivar novas categorias como &ldquo;chuvas &aacute;cidas&rdquo;, &ldquo;lixo oce&acirc;nico&rdquo;, etc.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A categoriza&ccedil;&atilde;o por aprendizagem de exemplares pode ser entendida como o processo predominante na origem de categorias taxon&oacute;micas (e.g., &ldquo;frutas&rdquo;, &ldquo;animais&rdquo;,&rdquo;profiss&otilde;es&rdquo;, &ldquo;desportos&rdquo;). Esta categorias foram largamente utilizadas em estudos iniciais sobre processos de categoriza&ccedil;&atilde;o, provavelmente por serem compostas de conceitos simples, cujos exemplares s&atilde;o encontrados com frequ&ecirc;ncia na realidade e s&atilde;o reconhecidos pela grande maioria das pessoas com facilidade. A categoriza&ccedil;&atilde;o por combina&ccedil;&atilde;o conceptual, por sua vez, favorece a cria&ccedil;&atilde;o de categorias mais complexas e abstratas, que podem ser comuns (e.g., &ldquo;animais pesados&rdquo;), incomuns (e.g., &ldquo;escadas confort&aacute;veis&rdquo;) ou at&eacute; imagin&aacute;rios (e.g., &ldquo;flores que falam&rdquo;). As categorias taxon&oacute;micas servem o prop&oacute;sito de organizar a realidade &agrave; nossa volta e facilita-nos a capacidade de inferir caracter&iacute;sticas em elementos novos. As combina&ccedil;&otilde;es conceptuais, por seu lado, servem prop&oacute;sitos mais variados (Barsalou, 1991; Wisniewski, 1997), como a implementa&ccedil;&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o mais sofisticada e espec&iacute;fica dos elementos da nossa realidade (e.g., casas para animais), a produ&ccedil;&atilde;o de um conhecimento idealizado n&atilde;o existente (e.g., vida alien&iacute;gena), ou uma organiza&ccedil;&atilde;o complexa voltada para a realiza&ccedil;&atilde;o de um objetivo (e.g., alimentos com poucas calorias). Nesta linha, um tipo de categoria que se baseia no processamento de combina&ccedil;&atilde;o conceptual s&atilde;o as categorias <i>ad hoc</i>, tamb&eacute;m chamadas <i>goal-derived</i> ou categorias guiadas por objetivos (Barsalou, 1983; 1991).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Categorias ad hoc como um caso particular de categorias guiadas por objetivos</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As categorias guiadas por objetivos (<i>goal-derived categories</i>) diferenciam-se das taxon&oacute;micas justamente por terem como conceito organizador a fun&ccedil;&atilde;o de alcan&ccedil;ar um objetivo. Dentro das categorias guiadas por objetivos, as que apresentam objetivos de natureza mais ef&ecirc;mera e pontual s&atilde;o as categorias <i>ad hoc</i>. Estas s&atilde;o criadas como forma de responder a fins espec&iacute;ficos e transit&oacute;rios que surgem no nosso dia a dia. A sua natureza <i>ad hoc</i> implica que n&atilde;o possuem representa&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis na mem&oacute;ria de longo prazo. Um exemplo de categoria <i>ad hoc</i> &eacute;, &ldquo;objetos a salvar de uma casa em chamas&rdquo;, uma categoria que ser&aacute; seguramente criada no momento em que encontremos a nossa casa a arder, mas que a maioria de n&oacute;s, desejavelmente, nunca ter&aacute; que gerar. Note-se, contudo, que o uso continuado de uma categoria <i>ad hoc</i> (o que pode acontecer, no caso do exemplo acima, &agrave;queles de entre n&oacute;s que resolverem juntar-se aos bombeiros volunt&aacute;rios) levar&aacute; a mais estabilidade na sua representa&ccedil;&atilde;o mental, perdendo progressivamente a sua natureza <i>ad hoc</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A falta de estabilidade das representa&ccedil;&otilde;es mentais de categorias <i>ad hoc</i> &eacute; evidente na menor for&ccedil;a associativa entre os exemplares e a categoria, em compara&ccedil;&atilde;o com categorias taxon&oacute;micas (Barsalou, 1983). Outra caracter&iacute;stica em que as categorias <i>ad hoc</i> e taxon&oacute;micas diferem, &eacute; o facto dos exemplares que as comp&otilde;em geralmente serem provenientes de diferentes categorias taxon&oacute;micas. Se pensarmos em exemplares para a categoria <i>ad hoc</i> j&aacute; mencionada (&ldquo;objetos a salvar de uma casa em chamas&rdquo;), poder&iacute;amos ter como exemplares &ldquo;pessoas&rdquo;, &ldquo;animais&rdquo;, &ldquo;dinheiro&rdquo; e &ldquo;computador&rdquo;. Isto implica que as categorias <i>ad hoc</i> n&atilde;o t&ecirc;m, &agrave; partida, uma estrutura correlacional. Por outras palavras, os exemplares de uma categoria <i>ad hoc</i> n&atilde;o possuem necessariamente atributos que coocorram com frequ&ecirc;ncia como no caso das categorias taxon&oacute;micas (e.g., &ldquo;possui penas&rdquo; e &ldquo;voa&rdquo; s&atilde;o atributos que coocorrem com frequ&ecirc;ncia na categoria &ldquo;aves&rdquo;).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar das diferen&ccedil;as que as categorias <i>ad hoc</i> t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s taxon&oacute;micas, e apesar de sua efemeridade, elas s&atilde;o consideradas categorias pelo facto de possu&iacute;rem estrutura interna hier&aacute;rquica. Com efeito, Barsalou (1983, 1985) mostrou que quando instru&iacute;das a gerar membros de categorias <i>ad hoc</i>, as pessoas produzem exemplares com diferentes graus de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m disto, os julgamentos de tipicidade mostram consist&ecirc;ncia inter-participante, existindo correla&ccedil;&otilde;es significativas entre julgamentos de tipicidade e frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o. Todas estas evid&ecirc;ncias apontam para a possibilidade e necessidade de obten&ccedil;&atilde;o de normas de exemplares para categorias <i>ad hoc</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Normas de categorias ad hoc</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O estudo da estrutura e processos cognitivos subjacentes &agrave;s categorias <i>ad hoc</i> &eacute;, por si s&oacute;, uma &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o importante em psicologia cognitiva (e.g., Barsalou, 1991) dada a sua relev&acirc;ncia na compreens&atilde;o da flexibilidade das representa&ccedil;&otilde;es mentais que desenvolvemos do mundo. Com efeito, investiga&ccedil;&atilde;o recente tem vindo a dar cada vez mais &ecirc;nfase &agrave; natureza din&acirc;mica do conhecimento humano (e.g., Barsalou, 1999; Casasanto &amp; Lupyan, 2015). Por outro lado, normas de categorias <i>ad hoc</i> podem servir como material para a investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia que envolva a manipula&ccedil;&atilde;o de contextos e/ou objetivos do quotidiano das pessoas. Com conhecimento dos exemplares que tendem a ser produzidos por estas categorias e da forma como estes se organizam, torna-se poss&iacute;vel observar diferen&ccedil;as na representa&ccedil;&atilde;o (tanto individual quanto em grupo) destes exemplares em fun&ccedil;&atilde;o da maneira como os contextos e/ou objetivos subjacentes aos temas <i>ad hoc</i> s&atilde;o manipulados (e.g., explicitamente apresentados ou apenas tacitamente inferidos), assim como o seu impacto em diferentes processos cognitivos, como mem&oacute;ria, aten&ccedil;&atilde;o e julgamento. Contudo, existe uma escassez de normas para categorias <i>ad hoc</i> que limita, ou pelo menos dificulta, a investiga&ccedil;&atilde;o experimental nesta &aacute;rea. Com efeito, as categorias <i>ad hoc</i> est&atilde;o ausentes das largamente referenciadas normas de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o de Battig e Montague (1969). Na atualiza&ccedil;&atilde;o destas normas por Van Overschelde, Rawson e Dunlosky (2004) foram inclu&iacute;das apenas sete categorias <i>ad hoc</i> o que, embora aponte para um aumento do reconhecimento do potencial experimental destas categorias, &eacute; ainda um n&uacute;mero manifestamente insuficiente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O objetivo deste artigo &eacute; colmatar, ainda que parcialmente, esta insufici&ecirc;ncia, apresentando normas portuguesas de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o para 63 categorias <i>ad hoc</i>. Destas 63 listas, 14 (cerca de 22.2%) foram originadas em (ou inspiradas por) publica&ccedil;&otilde;es anteriores (Barsalou, 1983, 1985; Vale&eacute;-Torangeau, Anthony, &amp; Austin, 1998); as demais foram criadas pelo primeiro autor. As categorias foram divididas em dois grandes grupos: Inter- e Intra-categ&oacute;ricas. As categorias <i>ad hoc</i> inter-categ&oacute;ricas s&atilde;o as que n&atilde;o possuem estrutura correlacional (i.e., s&atilde;o compostas por exemplares que compartilham poucas caracter&iacute;sticas que coocorrem na realidade). As intra-categoriais, por sua vez, possuem estrutura correlacional uma vez que todos os seus exemplares pertencem a uma categoria taxon&oacute;mica &agrave; qual foi associado um objetivo espec&iacute;fico que reorganiza a sua estrutura hier&aacute;rquica de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o (e.g.,&rdquo;Frutas que servem para atirar aos outros&rdquo;). Esta diferencia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o aparece, tanto quanto sabemos, em refer&ecirc;ncias anteriores &agrave;s listas <i>ad hoc</i>. Contudo, ela faz sentido, pois tem como base uma caracter&iacute;stica importante para estas categorias (a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de estrutura correlacional). As categorias <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas possibilitam assim experimenta&ccedil;&atilde;o com um material que cont&eacute;m associa&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas em fun&ccedil;&atilde;o da sua taxonomia, mas que tem simultaneamente o potencial de sofrer uma categoriza&ccedil;&atilde;o contextual voltada a objectivos. Neste sentido, para facilitar uma compara&ccedil;&atilde;o entre estruturas <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas e as respetivas categorias taxon&oacute;micas, disponibilizamos tamb&eacute;m as vers&otilde;es taxon&oacute;micas das categorias <i>ad</i><i>hoc</i> intra-categ&oacute;ricas aqui expostas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quatrocentos e vinte e cinco alunos de psicologia da Universidade de Lisboa participaram no estudo em troca de cr&eacute;ditos de participa&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Material</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Foram recolhidas produ&ccedil;&otilde;es de exemplares para 63 categorias <i>ad hoc.</i> Destas, 35 s&atilde;o inter-categ&oacute;ricas (sem estrutura correlacional) e 28 s&atilde;o intra-categ&oacute;ricas (compostas por um sub-conjunto de exemplares de uma mesma categoria taxon&oacute;mica). Foram tamb&eacute;m recolhidas produ&ccedil;&otilde;es de exemplares para 10 categorias taxon&oacute;micas de onde as categorias <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas s&atilde;o originadas. O n&uacute;mero de participantes que gerou exemplares para cada categoria variou entre 20 e 69.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&nbsp;Na <a href="/img/revistas/psi/v31n1/31n1a06t1.jpg">Tabela 1</a> apresentam-se as listas, conjuntamente com o seu artigo de origem (nos casos de categorias previamente existentes em l&iacute;ngua inglesa), a quantidade de participantes respondentes e a pot&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o. A pot&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o refere-se &agrave; quantidade m&eacute;dia de itens produzido por participante em cada lista, sendo obtida atrav&eacute;s da divis&atilde;o do n&uacute;mero total de produ&ccedil;&otilde;es pelo n&uacute;mero total de participantes que produziram exemplares para a lista em quest&atilde;o. A lista com menos produ&ccedil;&otilde;es individuais (&ldquo;Instrumentos musicais com duas ou mais partes fisicamente separadas&rdquo;) apresenta uma m&eacute;dia de 1.77 produ&ccedil;&otilde;es e a lista com mais produ&ccedil;&otilde;es (&ldquo;Roupas&rdquo;) apresenta uma m&eacute;dia de 8.51 produ&ccedil;&otilde;es individuais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As categorias taxon&oacute;micas tendem a evocar mais produ&ccedil;&otilde;es (<i>M</i> = 6,66) do que as demais categorias. Categorias <i>ad hoc</i> inter-categ&oacute;ricas, por sua vez, evocam mais produ&ccedil;&otilde;es do que <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas (<i>M</i> = 5,63 e <i>M</i> = 4,00 respetivamente).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As normas foram recolhidas atrav&eacute;s de 11 question&aacute;rios diferentes respondidos em papel e l&aacute;pis e em computador. Destes, quatro eram compostos por categorias taxon&oacute;micas e <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas sendo que as categorias que apareciam em vers&atilde;o taxon&oacute;mica num question&aacute;rio apareciam em vers&atilde;o <i>ad hoc</i> no outro. Dois question&aacute;rios eram compostos por categorias taxon&oacute;micas, <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas e inter-categ&oacute;ricas com o mesmo controlo (i.e., cada lista intra-categ&oacute;rica surge como taxon&oacute;mica ou como <i>ad hoc</i> em cada question&aacute;rio). Tr&ecirc;s question&aacute;rios eram compostos apenas por categorias <i>ad hoc</i> inter-categ&oacute;ricas, e dois apenas por categorias <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas. Os question&aacute;rios tinham de oito a dez categorias e foram respondidos por alunos de psicologia em sala de aula. Os question&aacute;rios em computador foram respondidos num laborat&oacute;rio experimental. Dos 425 question&aacute;rios respondidos, 321 foram em papel e l&aacute;pis e 104 foram em computador. Nas instru&ccedil;&otilde;es era pedido que os participantes escrevessem exemplares para as categorias apresentadas, dando prefer&ecirc;ncia a exemplares que lhes viessem imediatamente &agrave; mente e tentando nome&aacute;-los usando apenas uma palavra. Contudo, n&atilde;o houve limite de respostas para o n&uacute;mero de exemplares gerados. Dado que as categorias <i>ad hoc</i> fogem ao formato das categorias taxon&oacute;micas, foi inclu&iacute;do nas instru&ccedil;&otilde;es um exemplo de categoria <i>ad hoc</i> com alguns exemplares (sempre n&atilde;o relacionado com as categorias a responder seguidamente pelos participantes). Categorias <i>ad hoc</i> intra-categ&oacute;ricas n&atilde;o foram apresentadas no mesmo question&aacute;rio que as categorias taxon&oacute;micas de onde estas foram derivadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As listas obtidas e as suas informa&ccedil;&otilde;es associadas est&atilde;o dispon&iacute;veis como material suplementar. As listas de exemplares para cada categoria foram ordenadas por frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o. A primeira coluna de resultados (Men&ccedil;&otilde;es) indica a quantidade absoluta de participantes que mencionaram o exemplo; a segunda coluna (Frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o) indica a quantidade relativa de respostas do exemplar em fun&ccedil;&atilde;o da quantidade de participantes; a terceira coluna (Classifica&ccedil;&atilde;o) indica o ranking m&eacute;dio da ordem na qual o item foi mencionado, obtido atrav&eacute;s da soma das posi&ccedil;&otilde;es dos exemplares na ordem de produ&ccedil;&atilde;o dividida pela quantidade total de produ&ccedil;&otilde;es; e a quarta coluna (Primeiro) indica a propor&ccedil;&atilde;o com que o exemplar foi produzido em primeiro lugar, obtida atrav&eacute;s da soma de participantes que produziram o exemplar em primeiro lugar dividido pelo n&uacute;mero de participantes que responderam &agrave; categoria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Exemplares com erros gramaticais foram alterados para a sua forma correta. Os exemplares foram transformados para a sua vers&atilde;o no singular. Quando havia produ&ccedil;&otilde;es do exemplar no plural foi inclu&iacute;da a sua termina&ccedil;&atilde;o plural em par&ecirc;nteses ao lado da palavra no singular. Alguns exemplares foram agregados por ter sido julgado que representavam a mesma ideia dentro de uma categoria (e.g., inst&acirc;ncias de &ldquo;Madeira&rdquo; e &ldquo;Lenha&rdquo; foram agregadas no item &ldquo;Madeira&rdquo; na categoria &ldquo;Coisas inflam&aacute;veis&rdquo;). Apesar disso, os resultados relativos a estas varia&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m apresentados caso seja do interesse do investigador, de modo que os exemplares possam ser agregados de outras formas que o mesmo achar mais adequado. Exemplares inintelig&iacute;veis nos question&aacute;rios de papel e l&aacute;pis (menos de 1% do total) foram eliminados. Em alguns casos, os exemplares criados n&atilde;o pertenciam &agrave; categoria, mas sim provinham de associa&ccedil;&atilde;o livre &agrave; categoria (e.g., respostas como &ldquo;vida&rdquo;, &ldquo;selvagem&rdquo; e &ldquo;dom&eacute;stico&rdquo; na categoria &ldquo;animais&rdquo;) e nestes casos todos os exemplares produzidos para a categoria foram eliminados da amostra. Em alguns casos o participante foi eliminado da amostra por ter respondido desta maneira a todas as categorias (4 participantes no total), e noutros casos foram eliminadas apenas suas respostas para a categoria em quest&atilde;o (.016 do total de categorias respondidas por todos os participantes).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A m&eacute;dia de frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o (dos exemplares com mais frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o) das listas taxon&oacute;micas (<i>M</i> = .79) &eacute; maior do que os demais tipos de categorias, sendo a sua varia&ccedil;&atilde;o menor (<i>DP</i> = .10). As categorias <i>ad hoc</i> inter (<i>M</i> = .71, <i>DP</i> = .18) e intra-categ&oacute;ricas (<i>M</i> = .65, <i>DP</i> = .18) apresentam valores m&eacute;dios e de dispers&atilde;o semelhantes. A diferen&ccedil;a de varia&ccedil;&atilde;o fica aparente quando comparamos valores m&aacute;ximos e m&iacute;nimos de exemplares com mais frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o em categorias taxon&oacute;micas (.65 e .92), ad hoc inter-categ&oacute;ricas (.34 e 1.00) e ad hoc intra-categ&oacute;ricas (.35 e 1.00).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As medidas normativas de exemplares de categorias taxon&oacute;micas constituem um material valioso para a investiga&ccedil;&atilde;o sobre representa&ccedil;&otilde;es mentais de categorias, permitindo explorar como essas representa&ccedil;&otilde;es tendem a ser organizadas (e as caracter&iacute;sticas dos exemplares normalmente encontrados em diversos n&iacute;veis da dimens&atilde;o de tipicidade) e como estas representa&ccedil;&otilde;es de categorias s&atilde;o acedidas para utiliza&ccedil;&atilde;o noutros processos cognitivos. O objetivo deste artigo &eacute; disponibilizar medidas normativas para categorias <i>ad hoc</i>, pois possibilitam explorar estruturas hier&aacute;rquicas categ&oacute;ricas que, embora se organizem como categorias taxon&oacute;micas, encerram duas importantes diferen&ccedil;as: O facto de n&atilde;o possu&iacute;rem representa&ccedil;&otilde;es estruturadas pr&eacute;-existentes e o facto de frequentemente serem orientadas para fins espec&iacute;ficos. Contudo, conv&eacute;m notar que algumas categorias <i>ad hoc</i> usadas n&atilde;o est&atilde;o necessariamente ligadas a objetivos (e.g., &ldquo;Coisas inflam&aacute;veis&rdquo;). Nestes casos, a liga&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita a objetivos ficar&aacute; a cargo do investigador, em fun&ccedil;&atilde;o dos seus intuitos experimentais. Outro fator a ser levado em conta s&atilde;o as potenciais diferen&ccedil;as individuais entre participantes que possibilitam a exist&ecirc;ncia de casos onde uma categoria, que se assume ser <i>ad hoc</i>, tenha sido alvo de consider&aacute;vel e repetida ativa&ccedil;&atilde;o por parte de um indiv&iacute;duo, fazendo com que possua estrutura e organiza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-existentes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estudos recentes t&ecirc;m feito uso de categorias <i>ad hoc</i> de forma a explorar a natureza male&aacute;vel, din&acirc;mica e dependente do contexto que as representa&ccedil;&otilde;es mentais destas categorias apresentam por compara&ccedil;&atilde;o com as representa&ccedil;&otilde;es e padr&otilde;es de processamento tipicamente inferidos de estudos realizados com categorias taxon&oacute;micas mais comuns. Sem querermos ser exaustivos, seguidamente apresentamos e discutimos brevemente alguns trabalhos representativos da investiga&ccedil;&atilde;o envolvendo categorias <i>ad hoc.</i>&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Abdel Rahman e Melinger (2011) investigaram e reportaram interfer&ecirc;ncia sem&acirc;ntica em tarefas de nomea&ccedil;&atilde;o de imagens usando grupos de imagens de palavras pertencentes a diferentes categorias pertencendo, por&eacute;m, &agrave; mesma categoria <i>ad hoc</i>. Este efeito de interfer&ecirc;ncia foi menor do que o normalmente encontrado para palavras pertencentes a uma mesma categoria taxon&oacute;mica e mostrou-se dependente da apresenta&ccedil;&atilde;o do tema <i>ad hoc</i>. A competi&ccedil;&atilde;o de ativa&ccedil;&atilde;o lexical de grupos sem&acirc;nticos &eacute; assim um processo din&acirc;mico e condicionado por contexto.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Soro, Ferreira, Semin, Mata e Carneiro (2017) mostraram e tentaram explicar a ocorr&ecirc;ncia de falsos reconhecimentos para itens pertencentes a categorias <i>ad hoc</i> n&atilde;o inclu&iacute;dos na apresenta&ccedil;&atilde;o das categorias <i>ad hoc</i> relevantes. Este efeito foi observado com uma menor frequ&ecirc;ncia do que falsos reconhecimentos normalmente encontrados para categorias taxon&oacute;micas, por&eacute;m, ao contr&aacute;rio do efeito de interfer&ecirc;ncia sem&acirc;ntica, ele ocorre independente da apresenta&ccedil;&atilde;o do tema das categorias, sugerindo alta flexibilidade contextual na produ&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o de exemplares na representa&ccedil;&atilde;o categ&oacute;rica.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Baseando-se em estudos anteriores que mostram que o processamento de categorias taxon&oacute;micas tende a ser relacional e o de categorias <i>ad hoc</i> tende a ser espec&iacute;fico, Grimaldi, Poston e Karpicke (2015) usaram estas diferen&ccedil;as de processamento entre os dois tipos de categoria para identificar a preval&ecirc;ncia de tipos de processamento (relacional ou espec&iacute;fico) envolvidos em diferentes tarefas de aprendizagem (especificamente em tarefas de mapeamento conceptual).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outro poss&iacute;vel uso de categorias <i>ad hoc</i> est&aacute; relacionado com a sua depend&ecirc;ncia do contexto e liga&ccedil;&atilde;o com objetivos. Teorias sobre compreens&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de met&aacute;foras defendem a ideia de que as met&aacute;foras se organizam como categorias <i>ad hoc</i>, onde o termo de compara&ccedil;&atilde;o define as caracter&iacute;sticas da categoria e &eacute;, ao mesmo tempo, o seu exemplar protot&iacute;pico. Por exemplo: &ldquo;o meu trabalho &eacute; uma pris&atilde;o&rdquo;. A categoria <i>ad hoc</i> &eacute; composta por exemplares que t&ecirc;m como caracter&iacute;stica limitarem a liberdade de uma pessoa. Neste sentido, &ldquo;pris&atilde;o&rdquo; &eacute; o exemplar protot&iacute;pico e &ldquo;meu trabalho&rdquo; &eacute; outro exemplar que ao ser inclu&iacute;do na mesma categoria que &ldquo;pris&atilde;o&rdquo; tem essas caracter&iacute;sticas de limite de liberdade salientadas, levando &agrave; compreens&atilde;o da met&aacute;fora. Com base nesta teoriza&ccedil;&atilde;o, Terai e Nagakawa (2012) utilizaram categorias <i>ad hoc</i> como material na constru&ccedil;&atilde;o de um modelo computacional de compreens&atilde;o de met&aacute;foras.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os exemplos supracitados tornam evidentes a import&acirc;ncia das categorias <i>ad hoc</i> para a investiga&ccedil;&atilde;o e as suas variadas aplica&ccedil;&otilde;es em psicologia experimental. Com o presente trabalho e com a divulga&ccedil;&atilde;o destas normas esperamos contribuir para que os investigadores que trabalham em Portugal, noutros Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa ou com participantes cuja l&iacute;ngua &eacute; o portugu&ecirc;s, possam, cada vez mais, participar ativamente no desenvolvimento futuro de estas e de outras &aacute;reas de investiga&ccedil;&atilde;o relacionadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abdel Rahman, R., &amp; Melinger, A. (2011). The dynamic microstructure of speech production: Semantic interference built on the fly. <i>Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory, and Cognition, 37</i>, 149-161. <a href="http://doi.org/10.1037/a0021208" target="_blank">http://doi.org/10.1037/a0021208</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495327&pid=S0874-2049201700010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barsalou, L. W. (1983). Ad hoc categories. <i>Memory &amp; Cognition, 11</i>, 211-227. <a href="http://doi.org/10.3758/BF03196968" target="_blank">http://doi.org/10.3758/BF03196968</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495328&pid=S0874-2049201700010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barsalou, L. W. (1985). Ideals, central tendency, and frequency of instantiation as determinants of graded structure in categories. <i>Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory, and Cognition, 11</i>, 629-654. <a href="http://doi.org/10.1037/0278-7393.11.1-4.629" target="_blank">http://doi.org/10.1037/0278-7393.11.1-4.629</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495329&pid=S0874-2049201700010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barsalou, L. W. (1991). Deriving categories to achieve goals. In: G. H. Bower (Ed.), <i>The psychology of learning and motivation: Advances in research and theory</i> (pp. 1&ndash;64). San Diego, Estados Unidos: Academic Press. <a href="http://doi.org/10.1016/s0079-7421(08)60120-6" target="_blank">http://doi.org/10.1016/s0079-7421(08)60120-6</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Barsalou, L. W. (1999). Perceptual symbols systems. <i>Behavioral and Brain Sciences</i>, 22, 577&ndash;660. <a href="http://doi.org/10.1017/S0140525X99002149" target="_blank">http://doi.org/10.1017/S0140525X99002149</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Battig, W. F., &amp; Montague, W. E. (1969) Category norms for verbal items in 56 categories - a replication and extension of Connecticut category norms.<i> Journal of Experimental Psychology, 80</i>, 1-46. <a href="http://doi.org/10.1037/h0027577" target="_blank">http://doi.org/10.1037/h0027577</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495332&pid=S0874-2049201700010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bousfield, W. A., Cohen, B. H., &amp; Whitmarsh, G. A. (1958). Associative clustering in the recall of words of different taxonomic frequencies of occurrence. <i>Psychological Reports, 4</i>, 39-44. <a href="http://doi.org/10.2466/pr0.1958.4.g.39" target="_blank">http://doi.org/10.2466/pr0.1958.4.g.39</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495333&pid=S0874-2049201700010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Casasanto, D., &amp; Lupyan, G. (2015).&nbsp; All Concepts are ad hoc concepts. In: E. Margolis &amp; S. Laurence (Eds.) <i>The Conceptual Mind: New directions in the study of concepts</i> (pp. 543-566). Cambridge, Estados Unidos: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495334&pid=S0874-2049201700010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Casey, P. J. (1992). A reexamination of the roles of typicality and category dominance in verifying category membership. <i>Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory and Cognition, 18</i>, 823-834. <a href="http://doi.org/10.1037//0278-7393.18.4.823" target="_blank">http://doi.org/10.1037//0278-7393.18.4.823</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495336&pid=S0874-2049201700010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Collins, A. M., &amp; Loftus, E. F. (1975). Spreading activation theory of semantic processing. <i>Psychological Review, 82</i>, 407-428. <a href="http://doi.org/10.1037/0033-295X.82.6.407" target="_blank">http://doi.org/10.1037/0033-295X.82.6.407</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495337&pid=S0874-2049201700010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grimaldi, P. J., Poston, P., &amp; Karpicke, J. D. (2015). How does creating a concept map affect item-specific encoding? <i>Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory, and Cognition, 41</i>, 1049-1061. <a href="http://doi.org/10.1037/xlm0000076" target="_blank">http://doi.org/10.1037/xlm0000076</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495338&pid=S0874-2049201700010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hampton, J. A. (1997). Associative and similarity-based processes in categorization decisions.<i> Memory &amp; Cognition, 25</i>, 625-640. <a href="http://doi.org/10.3758/BF03211304" target="_blank">http://doi.org/10.3758/BF03211304</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495339&pid=S0874-2049201700010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hampton, J. A., &amp; Gardiner, M. M. (1983). Measures of internal category structure &ndash; A correlational analysis of normative data. <i>British Journal of Psychology, 74</i>, 491-516. <a href="http://doi.org/10.1111/j.2044-8295.1983.tb01882.x" target="_blank">http://doi.org/10.1111/j.2044-8295.1983.tb01882.x</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Keller, D., &amp; Kellas, G. (1978) Typicality as a dimension of encoding. <i>Journal of Experimental Psychology: Human Learning and Memory, 4</i>, 78-85. <a href="http://doi.org/10.1037//0278-7393.4.1.78" target="_blank">http://doi.org/10.1037//0278-7393.4.1.78</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495341&pid=S0874-2049201700010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Loftus, E. F., (1973). Category dominance, instance dominance and categorization time. <i>Journal of Experimental Psychology, 97</i>(1), 70-74. <a href="http://doi.org/10.1037/h0033782" target="_blank">http://doi.org/10.1037/h0033782</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495342&pid=S0874-2049201700010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McCloskey, M. E., &amp; Glucksberg, S. (1978). Natural categories: well defined or fuzzy sets? <i>Memory &amp; Cognition, 6</i>, 462-472. <a href="http://doi.org/10.3758/BF03197480" target="_blank">http://doi.org/10.3758/BF03197480</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495343&pid=S0874-2049201700010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Medin, D. L., &amp; Schaffer, M. M. (1978). Context theory of classification learning. <i>Psychological Review</i>, 85, 207-238. <a href="http://doi.org/10.1037//0033-295X.85.3.207" target="_blank">http://doi.org/10.1037//0033-295X.85.3.207</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495344&pid=S0874-2049201700010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mervis, M. E., Catlin, J., &amp; Rosch, E. (1976). Relationships among goodness-of-example, category norms, and word-frequency. <i>Bulletin of the Psychonomic Society, 7</i>, 283-284. <a href="http://doi.org/10.3758/BF03337190" target="_blank">http://doi.org/10.3758/BF03337190</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495345&pid=S0874-2049201700010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Murphy, G. L. (1988). Comprehending complex concepts. <i>Cognitive Science</i>, 12, 529-562. <a href="http://doi.org/10.1207/s15516709cog1204_2" target="_blank">http://doi.org/10.1207/s15516709cog1204_2</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495346&pid=S0874-2049201700010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Puff, C. R., (1970). Role of clustering in free recall. <i>Journal of Experimental Psychology, 86</i>, 384-386. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/h0030189" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/h0030189</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495347&pid=S0874-2049201700010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rips, L. J., (1975). Inductive judgments about natural categories. <i>Journal of Verbal Learning &amp; Verbal Behavior, 14</i>, 251-269.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495348&pid=S0874-2049201700010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosch, E. (1973) Natural categories. <i>Cognitive Psychology, 4</i>, 328-350. <a href="http://doi.org/10.1016/0010-0285(73)90017-0" target="_blank">http://doi.org/10.1016/0010-0285(73)90017-0</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495350&pid=S0874-2049201700010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosch, E., &amp; Mervis, C. B. (1975). Family resemblances: Studies in the internal structure of categories. <i>Cognitive Psychology,</i> 7, 573-605. <a href="https://doi.org/10.1016/0010-0285(75)90024-9" target="_blank">https://doi.org/10.1016/0010-0285(75)90024-9</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495351&pid=S0874-2049201700010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosch, E., Simpson, C., &amp; Miller, R. S., (1976) Structural bases of typicality effects. <i>Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, 2</i>, 491-502. <a href="http://doi.org/10.1037/0096-1523.2.4.491" target="_blank">http://doi.org/10.1037/0096-1523.2.4.491</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495352&pid=S0874-2049201700010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, S. M., Ward, T. B., Tindell, D. R., Sifonis, C. M., &amp; Wilkenfeld, M. J. (2000). Category structure and created memories. <i>Memory &amp; Cognition, 28</i>, 386-395. <a href="http://doi.org/10.3758/bf03198554" target="_blank">http://doi.org/10.3758/bf03198554</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495353&pid=S0874-2049201700010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Soro, J. C., Ferreira, M. B., Semin, G.R., Mata, A., &amp; Carneiro, P. (2017). Ad hoc categories and false memories: Memory illusions for categories created on-the-spot. <i>Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory, and Cognition.</i> Advance online publication. &nbsp;<a href="http://doi.org/10.1037/xlm0000401" target="_blank">http://doi.org/10.1037/xlm0000401</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495354&pid=S0874-2049201700010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Terai, A., &amp; Nakagawa, M. (2012). A corpus-based computational model of metaphor understanding consisting of two processes. <i>Cognitive Systems Research, 19-20</i>, 30-38. <a href="http://doi.org/10.1016/j.cogsys.2012.03.001" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.cogsys.2012.03.001</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495355&pid=S0874-2049201700010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vall&eacute;e-Tourangeau, F., Anthony, S. H., &amp; Austin, N. G. (1998). Strategies for generating multiple instances of common and ad hoc categories. <i>Memory, 6</i>, 555-592. <a href="http://doi.org/10.1080/741943085" target="_blank">http://doi.org/10.1080/741943085</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495356&pid=S0874-2049201700010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Van Overschelde, J. P., Rawson, K. A., &amp; Dunlosky, J. (2004). Category norms: An updated and expanded version of the Battig and Montague (1969) norms. <i>Journal of Memory and Language, 50</i>, 289-335. <a href="http://doi.org/10.1016/j.jml.2003.10.003" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.jml.2003.10.003</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495357&pid=S0874-2049201700010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ward, T. B., &amp; Wickes, K. N. S. (2009) Stable and dynamic properties of category structure guide imaginative thought. <i>Creativity Research Journal, 21</i>, 15-23. <a href="http://doi.org/10.1080/10400410802633376" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10400410802633376</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495358&pid=S0874-2049201700010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wilkins, A. J. (1971). Conjoint frequency, category size and categorization time. <i>Journal of Verbal Learning &amp; Verbal Behavior, 10</i>, 382-385. <a href="http://doi.org/10.1016/S0022-5371(71)80036-1" target="_blank">http://doi.org/10.1016/S0022-5371(71)80036-1</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495359&pid=S0874-2049201700010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wisniewski, E. J. (1997). When concepts combine. <i>Psychonomic Bulletin &amp; Review, 4</i>, 167-183. <a href="http://doi.org/10.3758/BF03209392" target="_blank">http://doi.org/10.3758/BF03209392</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=495360&pid=S0874-2049201700010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recebido: 21/02/2017</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite: 18/05/2017</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Publicado: 07/2017</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade, 1649-013 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:jeronimosoro@campus.ul.pt">jeronimosoro@campus.ul.pt</a></font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas:</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Hampton (1997, Experimento 2) faz uma tentativa de dissociar tipicidade e frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o numa manipula&ccedil;&atilde;o que afeta a forma com que a tarefa &eacute; processada, favorecendo um processamento mais orientado para a tipicidade ou para a frequ&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o dos exemplares de categorias (verifica&ccedil;&atilde;o de semelhan&ccedil;as de caracter&iacute;sticas e a ativa&ccedil;&atilde;o associativa de conceitos, respetivamente). Apesar dos resultados mostrarem efeitos diferentes para cada condi&ccedil;&atilde;o da manipula&ccedil;&atilde;o, os dados parecem indicar o uso estrat&eacute;gico dos dois tipos de processamento por parte dos participantes. Outro exemplo de dissocia&ccedil;&atilde;o das medidas, este talvez mais claro, foi obtido em Keller e Kellas (1978) onde se observou diminui&ccedil;&atilde;o da interfer&ecirc;ncia pr&oacute;-ativa (<i>release of proactive interference</i>) para categorias quando os itens passavam de t&iacute;picos para at&iacute;picos, mas n&atilde;o quando os itens passavam de menos para mais frequentemente produzidos.</font></p>       ]]></body><back>
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