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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Preditores da empatia dirigida a humanos e outros animais em portugueses e anglo-saxónicos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[While the relation between human directed empathy (HDE) and animal directed empathy (ADE) has been reported as relatively weak, very little is known on factors underpinning the development of the later. We explored predictive models of HDE and ADE regressing them on gender, religion, diet, having pets and belonging to NGO charities, and we also compared portuguese with english speaking people as a proxy of culturally distinct populations. An online survey was conducted and included portuguese and english versions of measures of HDE and ADE, as well as questions targeted at the predictive variables. Results indicated gender as the single predictor of human directed empathy in the “Portuguese” group whereas both gender and having pets predicted empathy towards animals in both groups. NGO affiliation is a predictor of empathy towards animals in the portuguese but not in the english group, where a vegetarian/vegan diet is the strongest predictor.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Preditores da empatia dirigida a humanos e outros animais em portugueses e anglo-sax&oacute;nicos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Predictors of empathy towards humans and animals in a Portuguese and English speaking population</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Emauz<sup>1</sup>, Augusta Gaspar<sup>2</sup>, Francisco Esteves<sup>3</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Social (CIS-IUL), Escola de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas do ISCTE-IUL</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Cat&oacute;lica Research Centre for Psychological, Family and Social Wellbeing (CRC-W), Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa/Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Social (CIS-IUL), ISCTE-IUL</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>Department of Psychology, Mid Sweden University, &Ouml;stersund, Su&eacute;cia/Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o social (CIS-IUL), ISCTE-IUL, Lisboa</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A rela&ccedil;&atilde;o entre empatia dirigida a humanos e empatia dirigida a outros animais tem sido reportada como fraca, sendo pouco conhecidos os fatores que predizem a segunda. Neste estudo, examinaram-se potenciais vari&aacute;veis preditoras de cada uma destas duas formas de empatia e compararam-se participantes lus&oacute;fonos e anglo-sax&oacute;nicos, inspecionando poss&iacute;veis especificidades culturais. Foi conduzido um inqu&eacute;rito na web que incluiu as vers&otilde;es portuguesa e inglesa de uma escala de empatia para com humanos e de uma escala de empatia para com animais, bem como quest&otilde;es relacionadas com animais de estima&ccedil;&atilde;o, religi&atilde;o, dieta e participa&ccedil;&atilde;o em ONGs. A testagem de modelos de regress&atilde;o m&uacute;ltipla evidenciou o g&eacute;nero como preditor da empatia com humanos, mas apenas no grupo lus&oacute;fono. O sexo feminino e a viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o foram preditores de empatia para com animais em ambos os grupos; a liga&ccedil;&atilde;o a ONGs tamb&eacute;m o foi na popula&ccedil;&atilde;o lus&oacute;fona, enquanto que na anglo-sax&oacute;nica pesou mais a dieta vegetariana/vegana.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Preditores de empatia; empatia para com animais; empatia para com humanos; animais de estima&ccedil;&atilde;o; escala de empatia para com animais; escala de empatia para com humanos.</font></p>  <hr size"1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">While the relation between human directed empathy (HDE) and animal directed empathy (ADE) has been reported as relatively weak, very little is known on factors underpinning the development of the later. We explored predictive models of HDE and ADE regressing them on gender, religion, diet, having pets and belonging to NGO charities, and we also compared portuguese with english speaking people as a proxy of culturally distinct populations. An online survey was conducted and included portuguese and english versions of measures of HDE and ADE, as well as questions targeted at the predictive variables. Results indicated gender as the single predictor of human directed empathy in the &ldquo;Portuguese&rdquo; group&nbsp;whereas both gender and having pets predicted empathy towards animals in both groups. NGO affiliation is a predictor of empathy towards animals in the portuguese but not in the english group, where a vegetarian/vegan diet is the strongest predictor.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Empathy predictors; empathy towards animals; empathy towards humans; IRI; AES.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">A empatia &eacute; um tema crescente na literatura cient&iacute;fica, vindo gradualmente a ganhar terreno na comunica&ccedil;&atilde;o social, pela visibilidade da sua import&acirc;ncia nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, principalmente enquanto mecanismo motivador de confian&ccedil;a e de comportamentos pro-sociais como o altru&iacute;smo (de Waal, 2008). A vis&atilde;o dominante, embora n&atilde;o a &uacute;nica, &eacute; a que desempenha um papel crucial na coes&atilde;o e sobreviv&ecirc;ncia de grupos onde os indiv&iacute;duos se conhecem entre si (Castro, Gaspar, &amp; Vicente, 2010; Gaspar, 2014; Preston &amp; de Waal, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A empatia &eacute; um construto multidimensional que inclui uma componente cognitiva e outra emocional. A empatia cognitiva est&aacute; relacionada com a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de entender as suas emo&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias, enquanto que a empatia emocional implica a partilha do estado emocional de uma outra pessoa (Smith, 2006). Se, por um lado, a empatia nos permite reagir de forma mais adequada &agrave;s diversas situa&ccedil;&otilde;es e gerir as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (Eisenberg et al., 1989; Eisenberg, Miller, Shell, McNalley, &amp; Shae, 1991), por outro, a falta de empatia tamb&eacute;m est&aacute; relacionada com comportamentos agressivos, como a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, o bullying ou com a psicopatia (American Psychiatric Association, 2013; Ascione, Weber, &amp; Wood, 1997; McPhedran, 2009; Thompson &amp; Gullone, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Parecendo claros os benef&iacute;cios da empatia dirigida a conspec&iacute;ficos, a orienta&ccedil;&atilde;o da empatia para seres de outras esp&eacute;cies &eacute; menos &oacute;bvia. E, apesar de reconhecida a estreita liga&ccedil;&atilde;o que se pode desenvolver com os animais de estima&ccedil;&atilde;o, ainda se sabe pouco sobre os fatores que subjazem &agrave; capacidade de sentirmos empatia por membros de outra esp&eacute;cie, e sobre como esta se relaciona com a empatia que sentimos pelos humanos. Surge neste contexto o presente trabalho, que tem como principal objetivo examinar alguns poss&iacute;veis preditores da empatia e averiguar se os fatores que predizem empatia dirigida a humanos s&atilde;o os mesmos que predizem a empatia dirigida a outros animais. Esta &eacute; uma quest&atilde;o em aberto e para a qual existe um grande hiato na literatura. Pretende-se tamb&eacute;m aqui apurar se estes fatores s&atilde;o transversais a pessoas de diferentes origens geogr&aacute;ficas e culturais, comparando pessoas que falam a l&iacute;ngua portuguesa com pessoas anglo-sax&oacute;nicas (assumindo que os respondentes da mesma l&iacute;ngua partilham aspetos culturais comuns e que as diferentes l&iacute;nguas expressam tamb&eacute;m diversidade cultural).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Empatia dirigida a humanos e a outros animais</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A forma como nos sentimos afetados emocionalmente est&aacute; associada n&atilde;o s&oacute; &agrave; intensidade do est&iacute;mulo que percecionamos, mas tamb&eacute;m ao alvo em quest&atilde;o, &agrave; sua relev&acirc;ncia emocional, havendo evid&ecirc;ncia que sugere que os seres humanos experimentam uma maior empatia pelas esp&eacute;cies filogeneticamente mais pr&oacute;ximas (Westbury &amp; Neumann, 2008). H&aacute; presentemente estudos que mostram, por um lado, que os humanos s&atilde;o capazes de sentir empatia pelos animais (e.g., Emauz, Gaspar, Esteves, &amp; Carvalhosa, 2016; Paul, 2000), e por outro, que a preocupa&ccedil;&atilde;o com o sofrimento/bem-estar dos animais est&aacute; associada a uma maior empatia para com humanos (Ascione, 1992; Ascione &amp; Webber, 1996; Komorosky &amp; O`Neal, 2015). O facto de os humanos poderem sentir empatia pelos animais, sobretudo pelos animais de estima&ccedil;&atilde;o, poder&aacute; ajudar a explicar os la&ccedil;os fortes que se formam com os &uacute;ltimos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para de Waal (2008), sentir empatia para com os outros animais parte da generaliza&ccedil;&atilde;o de um mecanismo que evoluiu no contexto dos cuidados maternos e da resposta a sinais do beb&eacute;/cria, e que se alargou a outros conspec&iacute;ficos e at&eacute; a animais de outras esp&eacute;cies. Assim, a empatia por outros animais ter&aacute; sido desencadeada por processos emocionais semelhantes aos utilizados na intera&ccedil;&atilde;o com humanos. A empatia &eacute; inicialmente (quer do ponto de vista filogen&eacute;tico quer ontogen&eacute;tico) um fen&oacute;meno de natureza emocional, o que &eacute; amplamente corroborado por dados do desenvolvimento neurol&oacute;gico (e.g. Decety &amp; Svetllova, 2012; Schore, 2001). Outros investigadores d&atilde;o &agrave; componente cognitiva da empatia um papel mais importante no desenvolvimento da empatia humana. Por exemplo, para Hydr (2011), a empatia humana nasce sobretudo da alomaternidade (a distribui&ccedil;&atilde;o dos cuidados parentais por outros que n&atilde;o a m&atilde;e), algo raro em primatas n&atilde;o-humanos mas comum na nossa esp&eacute;cie, a que subjaz a capacidade de confiar e de avaliar a confiabilidade dos outros. Para Eddy, Gallup, e Povinelli (1993), o facto de sermos capazes de atribuir emo&ccedil;&otilde;es humanas aos animais (antropomorfismo) teria permitido que consegu&iacute;ssemos colocarmo-nos tamb&eacute;m no seu lugar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, na literatura cient&iacute;fica, a liga&ccedil;&atilde;o entre o afeto por animais de estima&ccedil;&atilde;o e o afeto por humanos n&atilde;o &eacute; consensual. Os estudos tanto defendem que as pessoas com grande afeto pelos animais tamb&eacute;m t&ecirc;m sentimentos calorosos para com humanos, como falham em encontrar uma rela&ccedil;&atilde;o (para mais informa&ccedil;&atilde;o, ver Paul, 2005, pp. 168). No entanto, no que toca &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a empatia dirigida a humanos e animais, a literatura aponta para uma liga&ccedil;&atilde;o positiva, embora fraca (Ellingsen, Zanella, Bjerk&aring;s, &amp; Indreb&oslash;, 2010; Emauz et al., 2016; Paul, 2000), sugerindo que diferentes fatores poder&atilde;o estar a pesar de maneira distinta na forma de nos sentirmos afetados quando se trata de um conspec&iacute;fico ou de um indiv&iacute;duo doutra esp&eacute;cie.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Fatores da Empatia para com Humanos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Autores de diferentes &aacute;reas t&ecirc;m assinalado uma diversidade de fatores que afetam a empatia com humanos: fatores demogr&aacute;ficos, como o sexo, a idade e a heran&ccedil;a cultural; fatores intr&iacute;nsecos, como a personalidade e predisposi&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas de conduta; e, fatores ligados ao ambiente familiar, como o estilo de vincula&ccedil;&atilde;o. Entre os fatores intr&iacute;nsecos da empatia com humanos, incluem-se a capacidade de regular as pr&oacute;prias emo&ccedil;&otilde;es (Eisenberg, 2000), a predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica (Rodrigues, Slaslow, Garcia, John, &amp; Keltner, 2009), tra&ccedil;os de personalidade (Kavanagh, Signal, &amp; Taylor, 2013), n&iacute;veis de compaix&atilde;o (Batson, Lishner, Cook, &amp; Sawyer 2005), bem como a perce&ccedil;&atilde;o da semelhan&ccedil;a com o outro (Davis, 1994). Por outro lado, fatores ligados ao ambiente familiar durante o desenvolvimento humano, como o tipo de vincula&ccedil;&atilde;o com os progenitores (Schore, 2001), a qualidade do ambiente vivido em casa (Zahn-Waxler &amp; Radke-Yarrow, 1990) e o comportamento exibido pelos pais durante a inf&acirc;ncia do indiv&iacute;duo (Hoffman, 1975) parecem influenciar o desenvolvimento da empatia. No &acirc;mbito deste estudo, iremos dar mais &ecirc;nfase aos aspetos demogr&aacute;ficos. Quer na empatia dirigida a humanos quer na dirigida a animais, as mulheres t&ecirc;m apresentado n&iacute;veis mais elevados do que os homens (Apostol, Rebega, &amp; Miclea, 2013; Daily &amp; Morton, 2006; Mestre, Samper, Fr&iacute;as, &amp; Tur, 2009; O&rsquo;Brien, Konrath, Gr&uuml;hn, &amp; Hagen, 2013; Paul, 2000; Toussaint &amp; Webber, 2005). Em termos da empatia emocional, as mulheres, quando comparadas com os homens, n&atilde;o s&oacute; t&ecirc;m evidenciado uma maior resposta emocional &agrave; dor de outros, como maior efic&aacute;cia no reconhecimento das emo&ccedil;&otilde;es (Christov-Moore et al., 2014). Esta maior predisposi&ccedil;&atilde;o do sexo feminino para a empatia n&atilde;o &eacute; exclusiva dos humanos, estando presente noutras esp&eacute;cies, particularmente nas esp&eacute;cies altriciais, em que as crias dependem das m&atilde;es durante um longo per&iacute;odo p&oacute;s-natal, sugerindo assim que a maior empatia apresentada pelo sexo feminino tenha uma componente mais biol&oacute;gica do que cultural (Christov-Moore et al., 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &agrave; idade, a empatia com humanos parece ter o seu auge em adultos numa fase m&eacute;dia da vida (O&rsquo;Brien et al., 2013), sendo que a diminui&ccedil;&atilde;o da empatia na fase s&eacute;nior est&aacute; geralmente associada a fatores socioecon&oacute;micos como a viuvez e as limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e de sa&uacute;de (Schieman &amp; Gundy, 2000). No estudo conduzido por Paul (2000), a viv&ecirc;ncia com crian&ccedil;as em casa estava associada a uma maior empatia dirigida a humanos. Este foi o &uacute;nico estudo em que encontramos esta rela&ccedil;&atilde;o entre empatia dirigida a humanos e o facto de ter crian&ccedil;as em casa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne ao impacto da cultura na empatia com outros seres humanos, Trommsdorff, Friedlmeier e Mayer (2007), ao examinarem as respostas emp&aacute;ticas de crian&ccedil;as perante o desconforto de outras crian&ccedil;as, em dois pa&iacute;ses ocidentais e dois do sudeste asi&aacute;tico, descobriram que as crian&ccedil;as do ensino pr&eacute;-escolar oriundas do sudeste asi&aacute;tico demonstravam mais desconforto pessoal e menos comportamentos de ajuda emp&aacute;tica do que as crian&ccedil;as de origem ocidental. Cassels, Chan, Chung, e Birch (2010) procuraram as mesmas diferen&ccedil;as em adolescentes, e descobriram que o grupo ocidental reportava maiores n&iacute;veis de preocupa&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica e menos desconforto pessoal quando confrontado com o estado emocional negativo de uma outra pessoa. Estes resultados sugerem uma resposta emocional mais orientada para o outro, sendo esta, na cultura ocidental, associada a maiores n&iacute;veis de comportamentos emp&aacute;ticos e de ajuda. Os autores salientam ainda a import&acirc;ncia do papel dos pais no desenvolvimento da aprendizagem social e emocional das crian&ccedil;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Fatores da Empatia para com Animais</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere aos preditores da empatia para com animais, foram at&eacute; ao presente assinalados os fatores proximidade gen&eacute;tica, viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o e o sexo, que &agrave; semelhan&ccedil;a da dirigida a humanos, tamb&eacute;m &eacute; mais elevada no sexo feminino (Paul, 2000; Rothberger &amp; Mican, 2014). Para o presente estudo, considerou-se relevante incluir os fatores associados &agrave;s atitudes para com os animais mais referenciados na literatura, uma vez que o estudo das atitudes para com os animais &eacute; mais frequente e a sua literatura mais abundante. Embora se trate de conceitos distintos, a empatia dirigida a animais e as atitudes para com os animais encontram-se relacionadas (Ellingsen et al., 2010; Wagstaff, 1991) e podem apontar pistas para procurar fatores na origem da empatia com animais comuns &agrave; empatia dirigida a humanos e a membros de outras esp&eacute;cies.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, entre os fatores que t&ecirc;m sido associados &agrave;s atitudes para com os animais est&atilde;o novamente o sexo (Herzog, Betchart, &amp; Pittman, 1991; Mathews &amp; Herzog, 1997), onde s&atilde;o as mulheres quem mostra maior preocupa&ccedil;&atilde;o com os direitos e com o bem-estar animal (Broida Tingley, Kimball, &amp; Miele, 1993; Taylor &amp; Signal, 2005) e a viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o (Ellingsen et al., 2010; Furnham, McManus, &amp; Scott, 2003; Paul, 2000; Paul &amp; Serpell, 1993). No plano das atitudes, s&atilde;o apontados ainda tra&ccedil;os da personalidade como a agradabilidade, a extrovers&atilde;o (Broida et al.,1993; Furnham et al., 2003), o tipo de animal e o seu uso, com uma clara diferencia&ccedil;&atilde;o entre as atitudes para com animais de estima&ccedil;&atilde;o, de laborat&oacute;rio, ou as esp&eacute;cies cineg&eacute;ticas (Knight &amp; Barnett, 2008; Wells &amp; Hepper, 1997), e tamb&eacute;m as cren&ccedil;as nas capacidades mentais dos animais (Apostol, Rebega, &amp; Miclea, 2013; Hills, 1995; Knight, Nunkoosing, Vrij, &amp; Cherryman, 2003), e o vegetarianismo (Broida et al., 1993; Furnham et al., 2003; Paul &amp; Serpell, 1993). Um aspeto cl&aacute;ssico e marcante das atitudes em rela&ccedil;&atilde;o aos animais &eacute; a religi&atilde;o. Por exemplo, judeus e crist&atilde;os, t&ecirc;m em geral uma vis&atilde;o de que os humanos t&ecirc;m o dom&iacute;nio e tutela dos animais (Lindzey &amp; Clarke, 2004; Sz&#369;cs,Geers, Jezierski, Sossidou, &amp; Broom, 2012); no entanto, no seio da Igreja Anglicana surgiram (ainda no s&eacute;c. XVIII) e um pouco mais tarde na Igreja Metodista, preocupa&ccedil;&otilde;es vincadas com &ldquo;o tratamento misericordioso dos animais&rdquo;, &ldquo;o pecado da crueldade com os animais&rdquo; ou mesmo com o bem-estar dos animais de uma forma mais proativa. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o mais marcada nas igrejas crist&atilde;s dissidentes (com origem no Reino Unido) do que na Igreja Cat&oacute;lica-Romana, ou na Igreja Ortodoxa (judaica), envolve h&aacute; mais de 150 anos a den&uacute;ncia de pr&aacute;ticas de explora&ccedil;&atilde;o dos animais ou mesmo o questionamento da inclus&atilde;o de carne na dieta (Kean, 1998). J&aacute; a maioria dos budistas e hindus, acredita na reincarna&ccedil;&atilde;o, que se devem poupar e respeitar outras formas de vida, adotando entre pr&aacute;ticas de tratamento n&atilde;o cruel, uma dieta que exclui animais e uma vis&atilde;o mais igualit&aacute;ria dos direitos de humanos e de outros animais (e.g. Sz&#369;cs et al., 2012).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para o efeito deste estudo, importa salientar alguns destes fatores. Por exemplo, a import&acirc;ncia da viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o durante a inf&acirc;ncia, que estar&aacute; ligada a um incremento da empatia com os outros animais e n&atilde;o apenas com os de estima&ccedil;&atilde;o (Paul &amp; Serpell, 1993; Rothberger &amp; Mican, 2014). A rela&ccedil;&atilde;o com animais de estima&ccedil;&atilde;o durante a inf&acirc;ncia, que n&atilde;o s&oacute; tem efeitos futuros ao n&iacute;vel de uma atitude mais positiva para com os animais e humanos, como tem sido associada a uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute;tica com a alimenta&ccedil;&atilde;o e a um maior envolvimento em associa&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o animal e da natureza (Paul &amp; Serpell, 1993). O facto da viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o, sobretudo durante o per&iacute;odo da inf&acirc;ncia, ser preditor de empatia com animais &eacute; importante, pois sugere a necessidade de uma exposi&ccedil;&atilde;o bastante espec&iacute;fica e precoce ao alvo da empatia para que esta possa mais tarde ser experimentada com esse alvo. Esta observa&ccedil;&atilde;o leva-nos a refletir acerca dos mecanismos subjacentes a tal especificidade:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">a) processos semelhantes ao &ldquo;imprinting&rdquo;, formulado por Konrad Lorenz em 1935 (MacFarland, 1987), e &agrave; vincula&ccedil;&atilde;o (Bowlby, 1969) em que a exposi&ccedil;&atilde;o precoce dentro duma determinada janela temporal leva &agrave; inclus&atilde;o do animal numa comunidade de iguais, num grupo social relevante do ponto de vista emocional. Com estes mecanismos, tornar-se-ia compreens&iacute;vel que a empatia com animais fosse, em regra, inferior &agrave; empatia com humanos, atendendo a que a exposi&ccedil;&atilde;o a humanos &eacute; sempre superior, mas excetuar-se-iam algumas esp&eacute;cies (por exemplo, animais dom&eacute;sticos com que se tivesse tido grande proximidade em crian&ccedil;a);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">b) uma oportunidade privilegiada de intera&ccedil;&atilde;o com animais, conducente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o dos mesmos como seres sencientes, dotados de emo&ccedil;&otilde;es e vidas complexas num per&iacute;odo de desenvolvimento, como &eacute; o que se estende at&eacute; &agrave; adolesc&ecirc;ncia, em que as crian&ccedil;as adquirem muitas compet&ecirc;ncias de reconhecimento das emo&ccedil;&otilde;es (Harris, 2000);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">c) um processo de modelagem social, como os assinalados por Bandura e colegas (Bandura, Ross, &amp; Ross, 1961) ou por Hoffman (1975), em que as atitudes e comportamentos dos pais/outros adultos vistos como modelos passam a integrar os esquemas de intera&ccedil;&atilde;o com o alvo animal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outro aspeto que tem sido mencionado frequentemente como associado &agrave; empatia e &agrave;s atitudes para com os animais, &eacute; o tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o, nomeadamente as escolhas de uma dieta baseadas na &eacute;tica e no bem-estar animal. Um estudo conduzido por Filippi et al. (2010) comparou as diferen&ccedil;as nas respostas neuronais de participantes com regimes alimentares distintos (vegetarianos, veganos e omn&iacute;voros) quando observavam imagens de animais e humanos em sofrimento. Neste estudo, vegetarianos e veganos mostraram um maior recrutamento das &aacute;reas relacionadas com a empatia (nomeadamente o c&oacute;rtex cingulado anterior e o giro frontal inferior), n&atilde;o s&oacute; quando observavam imagens negativas envolvendo animais, mas tamb&eacute;m humanos. Em suma, este estudo sugere que indiv&iacute;duos que optam por um regime alimentar baseado na preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute;tica para com os animais apresentam padr&otilde;es de resposta emocional que a n&iacute;vel neuronal pressup&otilde;em uma maior empatia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">At&eacute; ao presente momento n&atilde;o foram encontrados estudos espec&iacute;ficos sobre diferen&ccedil;as culturais na empatia dirigida a animais. No entanto, a rela&ccedil;&atilde;o entre humanos e os seus animais de estima&ccedil;&atilde;o tem sofrido grandes mudan&ccedil;as ao longo dos tempos em diferentes pa&iacute;ses onde alguns animais se tornaram populares como animais de estima&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso dos coelhos no Jap&atilde;o, onde est&atilde;o a deixar de ser vistos como comida para passar a ser fi&eacute;is companheiros, como sucede na China, no Vietname ou na Tail&acirc;ndia (ver Pr&#281;gowski, 2016). Da mesma forma que assistimos a mudan&ccedil;as na forma como s&atilde;o tratados os animais em v&aacute;rios pa&iacute;ses, tamb&eacute;m podemos situar, num plano hist&oacute;rico, eventos e tend&ecirc;ncias relevantes nos povos anglo-sax&oacute;nicos no que concerne &agrave; sua sensibilidade e preocupa&ccedil;&atilde;o com os animais. Para come&ccedil;ar, considera-se que o movimento para os direitos dos animais teve origem no Reino Unido, tendo sido neste pa&iacute;s que foi fundada, em 1840, a primeira sociedade de prote&ccedil;&atilde;o dos animais (a RSPCA- Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals), ainda hoje muito ativa, sucedida de uma sociedade quase g&eacute;mea - a SPCA, Society for the Prevention of Cruelty to Animals - em S. Francisco nos EUA, em 1860. Foi tamb&eacute;m no Reino Unido que surgiu, em 1944, a primeira sociedade vegana e onde foi publicado o primeiro manifesto expl&iacute;cito dos direitos dos animais pelo fil&oacute;sofo brit&acirc;nico Tom Reagan (1983). Aquela que &eacute; atualmente a maior e mais influente associa&ccedil;&atilde;o de defesa dos direitos dos animais e do bem-estar animal &ndash; a PETA, <i>People for the Ethical Treatment of Animals</i> - nasceu nos EUA em 1993 (www.peta.org), onde se encontra ainda a sua sede, apesar dos v&aacute;rios polos mundiais. N&atilde;o pretendendo sermos exaustivos neste argumento, julgamos que existe ampla evid&ecirc;ncia hist&oacute;rica mostrando que no Reino Unido e nos Estados Unidos da Am&eacute;rica existem elementos culturais que favorecem diferen&ccedil;as no que concerne &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o com os outros animais, e por conseguinte, &agrave; empatia com o seu sofrimento e com as suas emo&ccedil;&otilde;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Objetivos do estudo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo pretende-se investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre a empatia dirigida a humanos e a outros animais, explorando alguns fatores que poder&atilde;o predizer as duas formas de empatia. Destacando dos fatores acima assinalados, o sexo e a viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o tanto no passado como no presente (Paul &amp; Serpell, 1993; Paul 2000; Furnham et al, 2003; Ellingsen et al., 2010), procuramos explorar tamb&eacute;m como potenciais preditores da empatia pelos animais, a perten&ccedil;a ou envolvimento numa associa&ccedil;&atilde;o ou Organiza&ccedil;&atilde;o N&atilde;o Governamental (ONG) dirigida a animais e, tamb&eacute;m, a dieta alimentar (vegetarianismo/veganismo). No que concerne &agrave; empatia para com humanos, tamb&eacute;m investig&aacute;mos o envolvimento em ONGs humanit&aacute;rias, e ter ou n&atilde;o filhos, como preditores da empatia dirigida a humanos. A avalia&ccedil;&atilde;o de aspetos potencialmente culturais foi feita atrav&eacute;s de um inqu&eacute;rito <i>online</i> em duas l&iacute;nguas (portuguesa e inglesa) tendo como alvos uma popula&ccedil;&atilde;o anglo-sax&oacute;nica e uma popula&ccedil;&atilde;o de raiz lus&oacute;fona e maioritariamente portuguesa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O grupo de l&iacute;ngua portuguesa distribuiu-se se por 87.3% de portugueses e 8.8% de brasileiros (3.9% sem resposta). Neste grupo, observou-se uma taxa de desist&ecirc;ncia de 36%, obtendo-se um total de 223 participantes, dos quais 190 (85.2%) do sexo feminino e 33 (14.8%) do sexo masculino. A idade foi medida atrav&eacute;s de uma vari&aacute;vel categ&oacute;rica quantificada em cinco n&iacute;veis: ï‚£ 18 anos (1.3%), 19-24 anos (6.7%), 25-34 anos (39.9%), 35-44 anos (33.2%), ï‚³ 45 anos (18.8%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O grupo que respondeu em l&iacute;ngua inglesa distribuiu-se em 62.1% participantes norte americanos, 13.7% europeus, 11.1% australianos, 2.6% africanos, 2% asi&aacute;ticos, 0.7% da Am&eacute;rica do Sul e 7.8% sem-resposta quanto &agrave; origem. Neste grupo observou-se uma taxa de desist&ecirc;ncia de 53%, obtendo-se dados de um total de 154 participantes, dos quais 134 (87%) do sexo feminino e 19 (12.3%) do sexo masculino (uma sem resposta). Tal como na amostra portuguesa, a idade foi representada por uma vari&aacute;vel categ&oacute;rica quantificada nos mesmos cinco n&iacute;veis. Para efeitos da an&aacute;lise de preditores na popula&ccedil;&atilde;o anglo sax&oacute;nica, foram usados apenas os dados dos participantes dos Estados Unidos e do Reino Unido, num total de 109 participantes, distribu&iacute;dos por 88.1% americanos e 11.9% do Reino Unido. A distribui&ccedil;&atilde;o da percentagem relativamente ao sexo nesta nova amostra manteve-se relativamente semelhante, 95 (87.2%) do sexo feminino e 14 (12.8%) do sexo masculino.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os participantes foram recrutados atrav&eacute;s de <i>e-mails</i> e de <i>links</i> em p&aacute;ginas institucionais, do <i>facebook</i> e do <i>twitter</i>, a um <i>blog</i> que foi criado com informa&ccedil;&otilde;es sobre o estudo. Foi igualmente feito um pedido de colabora&ccedil;&atilde;o na dissemina&ccedil;&atilde;o do estudo e respetivo <i>link</i>, atrav&eacute;s de mensagem privada &agrave;s p&aacute;ginas de associa&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o animal, bem como a institui&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter humanit&aacute;rio (dirigido a humanos), tanto nacionais como internacionais. O <i>blog</i>, bilingue (portugu&ecirc;s e ingl&ecirc;s) ligava-se a um question&aacute;rio online, dispon&iacute;vel nas duas l&iacute;nguas e gerado com o software <i>Qualtrics</i>(vers&atilde;o 2014). Os dados foram extra&iacute;dos das respostas obtidas entre 20 de Fevereiro e 20 de Maio de 2014.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i><b>Escala de empatia para com animais (EEA/AES)</b></i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para medir a empatia para com os animais junto da popula&ccedil;&atilde;o anglo-sax&oacute;nica, utiliz&aacute;mos a escala originalmente desenvolvida por Paul (2000), a <i>Animal Empathy Scale</i> (AES). Esta escala foi desenvolvida a partir de uma escala que mede a empatia emocional dirigida a humanos (<i>QMEE</i> - Mehrabian &amp; Epstein, 1972), e reestruturada por Paul (2000) com novos itens baseados em respostas e afirma&ccedil;&otilde;es dadas em entrevistas a estudantes e membros do p&uacute;blico em geral, no sentido de incluir aprecia&ccedil;&otilde;es sobre a forma como os animais eram tratados. A escala &eacute; constitu&iacute;da por 22 itens, metade dos quais representam sentimentos de empatia e a outra metade, sentimentos contr&aacute;rios. Itens como &quot;Fico perturbado(a) ao ver um animal a sofrer&quot; representam sentimentos de preocupa&ccedil;&atilde;o pelos animais, enquanto que itens como &quot;As pessoas geralmente exageram as emo&ccedil;&otilde;es e sentimentos que atribuem aos animais&quot; representam um desconforto ou inc&oacute;modo do pr&oacute;prio face aos comportamentos dos outros para com os animais. As respostas s&atilde;o dadas atrav&eacute;s de uma escala do tipo Likert com nove pontos, que variam desde &quot;Discordo muit&iacute;ssimo&quot; at&eacute; &quot;Concordo muit&iacute;ssimo&quot;. Os 11 itens que cont&ecirc;m sentimentos opostos aos emp&aacute;ticos s&atilde;o cotados inversamente de forma a permitir que uma pontua&ccedil;&atilde;o mais elevada da AEScorresponda a um maior n&iacute;vel de empatia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A Escala de Empatia com Animais (EAA), que consiste numa vers&atilde;o da AES, adaptada para portugu&ecirc;s por Emauz et al. (2016) foi a usada para a avalia&ccedil;&atilde;o da empatia com animais, na vers&atilde;o do inqu&eacute;rito em l&iacute;ngua portuguesa. Esta vers&atilde;o &eacute; composta por 13 itens, resultantes de uma an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria e de uma confirmat&oacute;ria que revelaram a exist&ecirc;ncia de duas componentes, Liga&ccedil;&atilde;o Emocional com Animais (LEA) e Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica com os Animais (PEA). A LEA &eacute; composta por sete itens que representam uma resposta emocional &agrave; forma como as pessoas v&ecirc;m os animais, formulados na negativa e por isso cotados inversamente, como por exemplo o item &quot;H&aacute; muitas pessoas que s&atilde;o exageradamente afetuosas com os seus animais de estima&ccedil;&atilde;o&quot;. A subescala PEA&eacute;composta por seis itens, que na sua maioria refletem sentimentos de preocupa&ccedil;&atilde;o com os animais, tais como &quot;Fico indignado(a) ao ver animais a serem maltratados&quot;. A EEA, embora com menos itens que a escala inglesa original (AES),apoia-se em boas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas (Emauz et al., 2016).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i><b>&Iacute;ndice de Reatividade Interpessoal (IRI)</b></i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para medir a empatia dirigida a humanos, utilizou-se o &Iacute;ndice de Reatividade Interpessoal (IRI<i>;</i>Davis, 1980). Este &iacute;ndice inclui quatro dimens&otilde;es da empatia, medidas atrav&eacute;s de 28 itens divididos pelas subescalas Tomada de Perspetiva, Fantasia, Desconforto Pessoal e Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica. As duas primeiras representam o lado mais cognitivo e as duas &uacute;ltimas a faceta mais emocional. A Tomada de Perspetiva representa a capacidade de nos colocarmos no lugar de outro, como &eacute; exemplo o item &quot;Fico muitas vezes emocionado/emocionada com coisas que vejo acontecer&quot;. A subescala Fantasia mede a capacidade de nos transportarmos de forma imagin&aacute;ria para situa&ccedil;&otilde;es fict&iacute;cias, como por exemplo o item &quot;Facilmente me deixo envolver nos sentimentos das personagens de um romance&quot;. O Desconforto Pessoal &eacute; uma subescala que mede respostas mais orientadas para o pr&oacute;prio, refletindo sentimentos de medo, apreens&atilde;o e desconforto, por exemplo &quot;Em situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia, sinto-me desconfort&aacute;vel e apreensivo/apreensiva&quot;. Por fim, a subescala Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica reflete sentimentos calorosos, de compaix&atilde;o e preocupa&ccedil;&atilde;o para com os outros, como &eacute; exemplo o item &quot;Tenho muitas vezes sentimentos de ternura e preocupa&ccedil;&atilde;o pelas pessoas menos afortunadas do que eu&quot;. Neste estudo, na vers&atilde;o portuguesa do inqu&eacute;rito, foi utilizada a vers&atilde;o de Limpo, Alves e Castro (2010), que cont&eacute;m menos quatro itens do que a vers&atilde;o original de Davis (1980), mas mant&eacute;m a estrutura multidimensional da empatia representada pelas quatro subescalas acima referidas. A estrutura desta vers&atilde;o portuguesa apresenta um modelo com boa fiabilidade e bons &iacute;ndices de consist&ecirc;ncia interna tornando-a adequada para este estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, o inqu&eacute;rito incluiu quest&otilde;es de car&aacute;cter demogr&aacute;fico (sexo e idade), envolvimento com ONGs, dieta alimentar e ter ou n&atilde;o filhos e religi&atilde;o (onde os participantes podiam optar pelas seguintes categorias: cristianismo, hindu&iacute;smo, budismo, islamismo, sem religi&atilde;o, outra, e deixar especifica&ccedil;&otilde;es, como por exemplo, ser cat&oacute;lico ou protestante), exatamente na mesma ordem, em ambas as vers&otilde;es de l&iacute;ngua portuguesa e inglesa. No caso da quest&atilde;o relativa &agrave; dieta alimentar, o inqu&eacute;rito oferecia cinco op&ccedil;&otilde;es de regimes alimentares (regular, regular sem carne, vegetariano, vegano, outro). No entanto, optou-se por colapsar os resultados em apenas duas escolhas (omn&iacute;voro e vegano/vegetariano) por haver poucas respostas por categoria e a religi&atilde;o foi eliminada das an&aacute;lises por ser muito homog&eacute;nea em ambas as amostras, onde todos os respondentes que n&atilde;o deixaram a resposta em branco ou responderam &ldquo;outra&rdquo;, eram crist&atilde;os.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre Empatia com Animais e com Humanos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No grupo de l&iacute;ngua portuguesa, a empatia com humanos e com outros animais, medidas respetivamente atrav&eacute;s da EEA e do IRI, mostraram-se positivamente correlacionadas. Embora significativa, a correla&ccedil;&atilde;o foi fraca, <i>r</i> (221) = .19, <i>p</i> &lt;.01.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No grupo de l&iacute;ngua inglesa, a empatia dirigida a animais e a humanos revelaram-se igualmente correlacionadas de forma significativa e positiva, com uma correla&ccedil;&atilde;o igualmente fraca, <i>r</i>(152) = .18, <i>p</i> &lt; .059.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Preditores de Empatia com Humanos e com Outros Animais</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A estat&iacute;stica descritiva (<a href="/img/revistas/psi/v32n1/32n1a02t1.jpg">Tabela 1</a>) mostra que, em geral, o sexo feminino apresenta maior empatia com animais e com humanos, embora a diferen&ccedil;a entre os sexos n&atilde;o seja significativa no grupo anglo-sax&oacute;nico no que concerne &agrave; empatia dirigida a humanos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se, nos respondentes lus&oacute;fonos, que a empatia com animais foi mais elevada nas mulheres (<i>p</i>= .002), nas pessoas que vivem com animais de estima&ccedil;&atilde;o (<i>p</i>= .001), nas pessoas ligadas a uma ONG, enquanto volunt&aacute;rias ou associadas (<i>p</i>= .007) e nos participantes que n&atilde;o t&ecirc;m filhos (<i>p</i>= .029).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na amostra anglo-sax&oacute;nica, a empatia com animaistamb&eacute;m foi significativamente mais elevada nos participantes do sexo feminino (<i>p</i>= .039), nas pessoas n&atilde;o ligadas a ONGs (<i>p</i>= .013), nos participantes vegetarianos/veganos (<i>p</i>&lt; .001); nos que vivem com animais de estima&ccedil;&atilde;o &eacute; mais elevada, embora esta diferen&ccedil;a n&atilde;o chegasse a atingir signific&acirc;ncia (<i>p</i>=.215).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Realizaram-se an&aacute;lises de regress&atilde;o linear m&uacute;ltiplas para os dados de cada uma das vers&otilde;es/popula&ccedil;&otilde;es alvo (lus&oacute;fona e anglo-sax&oacute;nica), examinando os efeitos do sexo, viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o, liga&ccedil;&atilde;o a uma ONG, vegetarianismo e ter filhos na empatia dirigida a humanos e outros animais. Tratando-se de vari&aacute;veis bin&aacute;rias, foram codificadas como 0 = homens, 1 = mulheres; viver com animais de estima&ccedil;&atilde;o =1, n&atilde;o viver = 0; estar ligado a uma ONG =1, n&atilde;o estar = 0; e ter filhos =1, n&atilde;o ter filhos = 0; ser vegetariano/vegano = 1, n&atilde;o ser vegetariano/vegano = 0.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla para a amostra de l&iacute;ngua portuguesa, n&atilde;o se incluiu a vari&aacute;vel regime alimentar (vegetariano/vegano ou omn&iacute;voro) porque, tal como se pode ver na <a href="/img/revistas/psi/v32n1/32n1a02t2.jpg">Tabela 2</a>, mais de 90% dos inquiridos tinham uma alimenta&ccedil;&atilde;o omn&iacute;vora.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Da testagem do modelo incluindo todas estas vari&aacute;veis na predi&ccedil;&atilde;o da empatia com animais, resultou, na amostra de l&iacute;ngua portuguesa, uma equa&ccedil;&atilde;o de regress&atilde;o significativa, <i>F</i>(4, 210) = 12.61, <i>p</i> &lt;.001, com um tamanho de efeito pequeno (<i>f</i><sup>2</sup>= .23), explicando quase 20% da vari&acirc;ncia (<i>R</i><sup>2</sup><i>=</i> .19). Como pode ser consultado na <a href="/img/revistas/psi/v32n1/32n1a02t3.jpg">Tabela 3</a>, as vari&aacute;veis sexo (<i>p</i>= .01), ter animais de estima&ccedil;&atilde;o (<i>p</i> = .03), estar ligado a uma ONG (<i>p</i> = .01) e n&atilde;o ter filhos (<i>p</i> = .04) s&atilde;o preditoras significativas da empatia com animais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quanto &agrave; empatia para com humanos, medida atrav&eacute;s do IRI, de todas as vari&aacute;veis preditoras, apenas o sexo foi significativo (<i>p</i>= .01).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No grupo que respondeu ao question&aacute;rio em l&iacute;ngua inglesa, opt&aacute;mos por realizar a an&aacute;lise dos modelos preditivos da empatia com animais e com humanos, apenas com os participantes americanos e do Reino Unido, que pelas raz&otilde;es hist&oacute;rico-culturais apontadas na introdu&ccedil;&atilde;o, constituem, do ponto de vista da preocupa&ccedil;&atilde;o com o sofrimento e bem-estar dos animais, uma popula&ccedil;&atilde;o relativamente homog&eacute;nea. As an&aacute;lises inclu&iacute;ram as vari&aacute;veis: sexo, viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o, perten&ccedil;a a uma ONG, ter filhos e regime alimentar (vegetariano/vegano ou omn&iacute;voro).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A testagem do modelo, incluindo as vari&aacute;veis acima descritas, na predi&ccedil;&atilde;o da empatia com animais, na amostra de l&iacute;ngua inglesa, resultou numa equa&ccedil;&atilde;o de regress&atilde;o significativa <i>F</i>(5, 101) = 7.03, <i>p</i> &lt;.001, sendo o modelo apresentado, explicativo de 26% da vari&acirc;ncia (<i>R</i><sup>2</sup> <i>=</i>.26) com um tamanho de efeito m&eacute;dio (<i>f</i><sup>2</sup>= .35). Como pode ser observado na <a href="/img/revistas/psi/v32n1/32n1a02t4.jpg">Tabela 4</a>, os resultados mostraram que as vari&aacute;veis sexo (<i>p</i>= .04), ter animais de estima&ccedil;&atilde;o (<i>p =</i>.05), e ser vegetariano/vegano (<i>p</i> = .01) s&atilde;o preditoras significativas da empatia com animais. No entanto, nenhuma das vari&aacute;veis do modelo &eacute; preditora da empatia dirigida a humanos (<i>p</i>= .41).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo teve como objetivo explorar poss&iacute;veis vari&aacute;veis preditoras da empatia e averiguar se os fatores que predizem empatia dirigida a humanos s&atilde;o os mesmos que predizem a empatia dirigida a outros animais. Por outro lado, pretendeu-se apurar se estes fatores s&atilde;o transversais a pessoas origin&aacute;rias de diferentes culturas (lus&oacute;fona e anglo-sax&oacute;nica), que embora possam ser de locais geogr&aacute;ficos diferentes, partilham, de certa forma, aspetos culturais comuns.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contrariando a expectativa baseada na presun&ccedil;&atilde;o de origem comum da empatia dirigida a humanos e a outros animais, ancorada no sistema de cuidados maternos (de Waal, 2008; Paul, 2000), atualmente com forte aceita&ccedil;&atilde;o (Gaspar, 2014), a correla&ccedil;&atilde;o verificada entre as duas formas de empatia foi, no presente estudo e em ambos os grupos (de l&iacute;ngua portuguesa e anglo-sax&oacute;nicos), fraca. Veio, no entanto, a sublinhar a tend&ecirc;ncia de alguns estudos anteriores (Emauz et al., 2016; Paul, 2000). Esta observa&ccedil;&atilde;o, apesar de compat&iacute;vel com a exist&ecirc;ncia de uma base comum &agrave;s duas formas de empatia, sugere fortemente a exist&ecirc;ncia de fatores distintos subjacentes ao desenvolvimento de cada uma.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com vista &agrave; compreens&atilde;o dos fatores preditores da empatia dirigida a humanos e da empatia dirigida a outros animais abordamos, seguidamente, os resultados de cada um daqueles que neste estudo foram explorados: sexo, a viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o, liga&ccedil;&atilde;o a uma ONG, tipo de regime alimentar e ter ou n&atilde;o filhos.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Tanto o sexo feminino como a viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o foram preditores da empatia dirigida a animais (em ambas as amostras), enquanto que o sexo feminino surgiu como &uacute;nico preditor da empatia dirigida a humanos, e apenas na amostra de l&iacute;ngua portuguesa. Adicionalmente, verificou-se que havia diferen&ccedil;as entre as duas amostras de l&iacute;ngua portuguesa e anglo-sax&oacute;nica, nomeadamente nas vari&aacute;veis que prediziam a empatia dirigida a animais. Na amostra lus&oacute;fona, estar associado a uma ONG de cariz humanit&aacute;rio (dirigida a humanos e/ou animais) mostrou-se um bom preditor da empatia dirigida a animais, enquanto que na amostra anglo-sax&oacute;nica a dieta alimentar foi o preditor com mais peso.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos fatores apontados na literatura como preditora de empatia ou atitudes para com animais, sobretudo se esta tiver tido lugar ou in&iacute;cio na inf&acirc;ncia (Paul 2000). &Eacute; poss&iacute;vel que esta rela&ccedil;&atilde;o se deva ao facto de nessa altura se estabelecer uma forte vincula&ccedil;&atilde;o com os animais da casa, o que parece ser prevalente nos lares com animais do Reino Unido (e.g. Hawkins, Dawkins, &amp; Scottish SPCA, 2017). Segundo Melson (2003), os lares onde existem muitos animais de estima&ccedil;&atilde;o providenciam uma maior oportunidade para a intera&ccedil;&atilde;o, cuidados e afeto, que s&atilde;o por sua vez vistos como precursores da empatia. A import&acirc;ncia dum processo de liga&ccedil;&atilde;o emocional precoce poder&aacute; ter sido parcialmente validada num estudo recente (Rothberger &amp; Mican, 2014), em que os investigadores exploraram a liga&ccedil;&atilde;o entre ter tido um animal de estima&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia, a sua vincula&ccedil;&atilde;o a um animal em particular nesse per&iacute;odo, a empatia-tra&ccedil;o na vida adulta, a vis&atilde;o dos animais como mais parecidos emocionalmente com os humanos e a ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos generalizados de prote&ccedil;&atilde;o dos animais, como o vegetarianismo. Verificaram que apesar da vincula&ccedil;&atilde;o aos animais na inf&acirc;ncia ser preditora da empatia com animais na vida adulta, os efeitos da exposi&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia eram n&atilde;o s&oacute; menores que os da empatia, como a ado&ccedil;&atilde;o destes comportamentos protetores dos animais nos adultos, era mediada pela empatia com animais. Assim, a empatia surge como causa imediata, mas a exposi&ccedil;&atilde;o aos animais, e em particular a vincula&ccedil;&atilde;o aos mesmos, revela-se como uma experi&ecirc;ncia precoce importante na constru&ccedil;&atilde;o dessa empatia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &agrave; liga&ccedil;&atilde;o a uma ONG e ao tipo de regime alimentar, observaram-se diferen&ccedil;as sobretudo entre a amostra de l&iacute;ngua portuguesa e a anglo-sax&oacute;nica. Na primeira, estar ligado a uma ONG, em particular de prote&ccedil;&atilde;o animal, tanto atrav&eacute;s do associativismo como do voluntariado, revelou-se um preditor significativo na empatia para com animais. Na amostra anglo-sax&oacute;nica, maioritariamente composta por pessoas dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, a liga&ccedil;&atilde;o a uma ONG n&atilde;o foi um preditor significativo da empatia com animais, sendo a vari&aacute;vel com mais peso, o seguimento de uma dieta vegetariana/vegana. Fazer voluntariado numa associa&ccedil;&atilde;o, ou ONG, &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o que pode envolver tempo e/ou dinheiro, e que visa sobretudo beneficiar outras pessoas, causas ou grupos. As raz&otilde;es que levam ao voluntariado s&atilde;o variadas, mas os estudos existentes sugerem que o voluntariado se baseia sobretudo nos valores, ou seja, na genu&iacute;na vontade de ajudar os outros (Akintola, 2011; Clary &amp; Snyder, 1999). Tem-se verificado que os pa&iacute;ses em que h&aacute; maior ades&atilde;o ao associativismo/voluntariado s&atilde;o aqueles que apresentam um melhor desenvolvimento econ&oacute;mico (Aydinli, Bender, &amp; Chasiotis, 2013), o que &eacute; consistente com os resultados deste estudo, onde se verificou um envolvimento mais elevado do grupo anglo-sax&oacute;nico em ONGs do que o de l&iacute;ngua portuguesa, refor&ccedil;ando a ideia de que os recursos podem ser um fator relevante. No entanto, s&atilde;o os portugueses ligados a associa&ccedil;&otilde;es e ONGs de prote&ccedil;&atilde;o animal que apresentam os maiores n&iacute;veis de empatia para com animais. Poder&atilde;o ser as pessoas com maiores recursos a estar mais dispon&iacute;veis para esta forma de ajuda, mas para explorar esta quest&atilde;o ser&aacute; importante averiguar se existem outras vari&aacute;veis que associem a maior participa&ccedil;&atilde;o (ativa) via ONGs e informa&ccedil;&atilde;o, como a sensibiliza&ccedil;&atilde;o para as causas que se procuram apoiar, o estatuto socio-cultural, n&iacute;veis de literacia, ou ainda oportunidades de exposi&ccedil;&atilde;o a estas causas e &agrave;s respetivas formas de resposta, e se os recursos ou o estatuto socio-cultural poder&atilde;o de alguma forma ser fatores latentes aos restantes. O facto de o vegetarianismo surgir como preditor da empatia com animais no grupo anglo-sax&oacute;nico, &eacute; consistente com o bem-estar animal, sendo uma das duas principais raz&otilde;es invocadas para as pessoas se tornarem vegetarianas (Fox &amp; Ward, 2008). Nos Estados Unidos, um estudo intitulado &quot;Vegetarianism in America&quot; e publicado pela <i>Vegetarian Times</i> (<a href="vegetariantimes.com" target="_blank">vegetariantimes.com</a>) mostrou que 7.3 milh&otilde;es de americanos adultos (3.2% da popula&ccedil;&atilde;o) seguem uma dieta vegetariana, dos quais 1 milh&atilde;o (cerca de 0.5%) s&atilde;o veganos. O veganismo sendo, mais do que uma dieta, uma op&ccedil;&atilde;o de consumo de produtos (alimentares, dom&eacute;sticos, vestu&aacute;rio, etc.) que n&atilde;o impliquem a morte ou o sofrimento de animais, est&aacute; claramente relacionado com as atitudes face aos mesmos e poderia ter sido, se isolado, um preditor mais robusto da empatia com animais. Em Portugal, o &uacute;nico estudo feito sobre o n&uacute;mero de vegetarianos foi realizado pela Nielsen (2007) para o Centro Vegetariano, estimando que cerca 30.000 portugueses eram vegetarianos, ou seja, cerca de 0.3% da popula&ccedil;&atilde;o. Alguns estudos recentes trazem pistas acerca da liga&ccedil;&atilde;o do vegetarianismo &agrave; empatia: esta rela&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser mediada pela quantidade de informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel, como sugerem dados da <i>Human League</i> e da <i>Vegan Outreach</i> (Singer, 2015) resultantes da contabiliza&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de novos vegetarianos por v&iacute;deo informativo visto, e por custos de divulga&ccedil;&atilde;o (sob a forma de folhetos, sites, etc), sendo a informa&ccedil;&atilde;o contida naquele material relativa &agrave; natureza dos animais e ao sofrimento dos mesmos nos processos conducentes &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o humana (Singer, 2015). Adicionalmente, informa&ccedil;&atilde;o sobre o comportamento e a vida dos animais &eacute; um preditor importante da capacidade das crian&ccedil;as identificarem emo&ccedil;&otilde;es em animais (Rocha, Gaspar &amp; Esteves, 2016), o que sugere a import&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel na componente cognitiva da empatia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as encontradas entre os sexos na empatia, os resultados foram de certo modo surpreendentes ao mostrarem que este efeito na empatia com humanos se verifica apenas no grupo de l&iacute;ngua portuguesa. As mulheres t&ecirc;m tradicionalmente apresentado uma maior empatia e preocupa&ccedil;&atilde;o tanto pelos humanos como por animais, estando desde o s&eacute;c. XIX mais ligadas a movimentos e associa&ccedil;&otilde;es de cariz humanit&aacute;rio do que os homens, sendo a diferen&ccedil;a entre o envolvimento dos sexos em ONGs ainda mais marcada quando se trata de movimentos de defesa dos animais (e.g. Herzog, 2007; Herzog et al., 1991; Signal &amp; Taylor, 2006). O facto de no grupo anglo-sax&oacute;nico o sexo n&atilde;o ser um preditor da empatia para com humanos, contradizendo a maioria dos estudos, foi de certo modo inesperado, mas n&atilde;o sem precedentes: por exemplo, num estudo de respostas emp&aacute;ticas a maus tratos perpetrados a humanos (homens e mulheres) e a animais (c&atilde;es e gatos), as mulheres foram significativamente mais emp&aacute;ticas do que os homens com os animais, mas na empatia com humanos n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as entre os sexos (Angantyr, Eklund, &amp; Hansen, 2011). &Eacute; importante, contudo, ter em aten&ccedil;&atilde;o o desequil&iacute;brio entre o n&uacute;mero de participantes do sexo masculino e do sexo feminino, ou seja, tanto na amostra de l&iacute;ngua portuguesa como na amostra em l&iacute;ngua inglesa os participantes masculinos foram bastante menos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paul (2000) havia encontrado uma correla&ccedil;&atilde;o entre a empatia por humanos e o ter filhos, correla&ccedil;&atilde;o essa que n&atilde;o foi encontrada neste estudo em nenhuma das duas amostras. Na amostra portuguesa foi inclusivamente encontrada uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o ter filhos e a empatia por animais. &Eacute; poss&iacute;vel que as pessoas que n&atilde;o tenham filhos redirecionem a sua aten&ccedil;&atilde;o e afeto para os seus animais de estima&ccedil;&atilde;o, acabando por apresentar n&iacute;veis de empatia pelos animais acima da m&eacute;dia. Um estudo recente (Nagasawa, Kikusui, Onaka, &amp; Ohta, 2009) veio mostrar que o tipo de resposta afetiva sentida quando olhamos fixamente para os nossos c&atilde;es &eacute; semelhante &agrave; sentida quando olhamos para as nossas crian&ccedil;as, uma vez que &eacute; ativado o mesmo processo que conduz &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o de oxitocina no c&eacute;rebro, respons&aacute;vel pela sensa&ccedil;&atilde;o de amor e de liga&ccedil;&atilde;o com o outro; acresce que os c&atilde;es tamb&eacute;m libertam oxitocina quando olham fixamente para os seus tutores humanos, sendo, at&eacute; ao momento, a &uacute;nica esp&eacute;cie relativamente &agrave; qual existem dados neste sentido (a experi&ecirc;ncia repetida com lobos domesticados, n&atilde;o replicou o efeito).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Limita&ccedil;&otilde;es e Investiga&ccedil;&atilde;o Futura</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados do presente estudo n&atilde;o permitem elucidar qual dos mecanismos mencionados na introdu&ccedil;&atilde;o (<i>imprinting</i>, modelagem social ou intera&ccedil;&atilde;o com animais na inf&acirc;ncia) prevalece, ou mesmo se todos ter&atilde;o alguma contribui&ccedil;&atilde;o, pois, com a informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel (i.e., sabendo apenas se em algum momento da sua vida, incluindo o presente, as pessoas tiveram animais de estima&ccedil;&atilde;o) apenas nos permite sugerir que a experi&ecirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o com animais durante o per&iacute;odo da inf&acirc;ncia, &eacute; o mais plaus&iacute;vel. A este n&iacute;vel, seria &uacute;til futuramente comparar a empatia com animais em quem foi exposto &agrave; conviv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia com a de quem teve uma exposi&ccedil;&atilde;o equivalente iniciada apenas na vida adulta. Outra abordagem elucidativa seria longitudinal, avaliando poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es nas medidas de empatia dirigida a animais e a humanos em crian&ccedil;as e adolescentes com e sem animais de estima&ccedil;&atilde;o desde a primeira inf&acirc;ncia. &Eacute; profundamente importante, a nosso ver, compreender o que leva as pessoas com elevados n&iacute;veis de empatia com animais, a desenvolverem, em diferentes pa&iacute;ses, formas distintas de atuar relativamente ao seu objeto de empatia. Futuramente seria interessante explorar o que tem maior impacto &ndash; se recursos, se facilitadores sociais ou a perce&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia das v&aacute;rias formas de atuar no sentido de melhorar a vida dos animais, ou n&atilde;o contribuir para o seu sofrimento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O estudo tamb&eacute;m mostra claramente a necessidade de explorar fatores associados &agrave; empatia com humanos, tais como a personalidade ou o ambiente vivido em casa, que n&atilde;o foram explorados neste trabalho. Finalmente, as nossas amostras tamb&eacute;m constituem limita&ccedil;&otilde;es em si mesmas, uma vez que incluem respondentes muito orientados para o bem-estar dos animais (dado que as ONGs colaboraram na divulga&ccedil;&atilde;o do estudo), ou seja, poder&atilde;o estar enviesadas relativamente &agrave; empatia com animais, e mesmo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; empatia com humanos, n&atilde;o sendo representativas da popula&ccedil;&atilde;o em geral. Por outro lado, as amostras s&atilde;o limitantes, por n&atilde;o terem uma dimens&atilde;o suficientemente grande em cada l&iacute;ngua para ter sido feita uma an&aacute;lise mais fina, por pa&iacute;ses, o que teria permitido abordar quest&otilde;es culturais com maior rigor. Por exemplo, seria interessante explorar diferen&ccedil;as religiosas associadas a diferentes normas morais, mais ou menos abertas a novas ideias sobre a forma como vemos a sociedade, ou tamb&eacute;m comparar culturas mais individualistas com outras de tradi&ccedil;&atilde;o mais coletivista. Assim, em futuros estudos poder-se-&atilde;o alargar estas amostras, divulgando os inqu&eacute;ritos atrav&eacute;s de redes sociais mais abrangentes, para assim explorar de forma sistem&aacute;tica diferen&ccedil;as culturais relevantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar das limita&ccedil;&otilde;es deste estudo explorat&oacute;rio, os seus resultados refor&ccedil;aram o valor de alguns dos fatores estudados anteriormente como preditores da empatia dirigida a animais, como o sexo e a viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o, acrescentando outros preditores como a liga&ccedil;&atilde;o a uma ONG e o tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o, cuja rela&ccedil;&atilde;o com a empatia com animais poder&aacute; futuramente ser mais aprofundada (por exemplo, incluindo poss&iacute;veis fatores subjacentes a estas vari&aacute;veis preditoras, como a motiva&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o, experi&ecirc;ncias e oportunidades).</font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Akintola, O. (2011). What motivates people to volunteerâ€¯? The case of volunteer AIDS caregivers in faith-based organizations in KwaZulu-Natal, South Africa. <i>Health, Policy and Planning</i>, <i>26</i>(1), 53&ndash;62. <a href="http://dx.doi.org/10.1093/heapol/czq019" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1093/heapol/czq019</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">American Psychiatric Association. (2013). <i>Diagnostic and statistical manual of mental disorders</i> (5th ed.). Washington,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498091&pid=S0874-2049201800010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> DC.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Angantyr, M., Eklund, J., &amp; Hansen, E. M. (2011). A Comparison of empathy for humans and empathy for animals. <i>Anthrozoos: A Multidisciplinary Journal of The Interactions of People &amp; Animals</i>, <i>24</i>(4), 369&ndash;377. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/175303711X13159027359764" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/175303711X13159027359764</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Apostol, L., Rebega, O. L., &amp; Miclea, M. (2013). Psychological and socio-demographic predictors of attitudes toward animals. <i>Procedia - Social and Behavioral Sciences, 78</i>, 521-525. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.sbspro.2013.04.343" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.sbspro.2013.04.343</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498094&pid=S0874-2049201800010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ascione, F. R. (1992). Enhancing children&rsquo;s attitudes about the humane treatment of animals: Generalization to human-directed empathy. <i>Anthrozo&ouml;s</i>, <i>5</i>(3), 176&ndash;191. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/08927939278701142" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/08927939278701142</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ascione, F. R., &amp; Weber, C. V. (1996). Children`s attitudes about humane treatment of animals and empathyâ€¯: One-year follow up of a school-based intervention. <i>Anthrozo&ouml;s</i>, <i>9</i>(4), 188&ndash;195. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279396787001455" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279396787001455</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ascione, F. R., Weber, C. V., &amp; Wood, D. S. (1997). The abuse of animals and domestic violence: A national survey of shelters for women who are battered. <i>Society &amp; Animals</i>, <i>5</i>(3), 205-218. <a href="http://dx.doi.org/10.1163/156853097X00132" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1163/156853097X00132</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498097&pid=S0874-2049201800010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aydinli, A., Bender, M., &amp; Chasiotis, A. (2013). Helping and volunteering across cultures: Determinants of prosocial behavior. <i>Online Readings in Psychology and Culture, 5</i>(3). <a href="http://dx.doi.org/10.9707/2307-0919.1118" target="_blank">http://dx.doi.org/10.9707/2307-0919.1118</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498098&pid=S0874-2049201800010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A., Ross, D., &amp; Ross, S.A. (1961). Transmission of aggression through imitation of aggressive models. <i>Journal of Abnormal and Social Psychology</i>, <i>63</i>, 575-582. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/h0045925" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/h0045925</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498099&pid=S0874-2049201800010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Batson, C. D., Lishner, D. A., Cook, J., &amp; Sawyer, S. (2005). Similarity and nurturanceâ€¯: Two possible sources of empathy for strangers. <i>Basic and Applied Social Psychology</i>, <i>27</i>(1), 15&ndash;25. <a href="http://dx.doi.org/10.1207/s15324834basp2701_2" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1207/s15324834basp2701_2</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bowlby, J. 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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Daly, B., &amp; Morton, L. L. (2006). An investigation of human&ndash;animal interactions and empathy as related to pet preference, ownership, attachment, and attitudes in children. <i>Anthrozo&ouml;s, 19</i>(2), 113&ndash;128. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279309X12538695316383" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279309X12538695316383</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davis, M. H. (1980). A multidimensional approach to individual differences in empathy. <i>JSAS Catalog of Selected Documents in Psychology,10</i>, 85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498110&pid=S0874-2049201800010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Davis, M. H. (1994). <i>Empathy: A social psychological approach.</i>Madison, WI: Brown and Benchmark.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">de Waal, F. B. M. (2008). Putting the altruism back into altruism: the evolution of empathy. <i>Annual Review of Psychology</i>, <i>59</i>, 279&ndash;300. <a href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev.psych.59.103006.093625" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1146/annurev.psych.59.103006.093625</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Decety, J. &amp; Svetlova, M. (2012). Putting together phylogenetic and ontogenetic perspectives on empathy. <i>Developmental cognitive neuroscience</i>, <i>2</i>(1), 1-24. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.dcn.2011.05.003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.dcn.2011.05.003</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498114&pid=S0874-2049201800010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eddy, T. J., Gallup, G. G., &amp; Povinelli, D. J. (1993). Attribution of cognitive states to animalsâ€¯: Anthropomorphism in comparative perspective. <i>Journal of Social Issues</i>, <i>49</i>(1), 87&ndash;101. <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1540-4560.1993.tb00910.x" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.1540-4560.1993.tb00910.x</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Eisenberg, N. (2000). Empathy and sympathy. In M. Lewis &amp; J. M. Haviland-Jones (2nd ed), <i>Handbook of Emotion</i> (pp. 677&ndash;91). New York: Guilford.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eisenberg, N., Fabes, R. A., Miller, P. A., Fultz, J., Mathy, R. M., Shell, R., &amp; Reno, R. R. (1989). Relation of sympathy and personal distress to prosocial behavior: A multimethod study. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, <i>57</i>(1), 55-66. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.61.3.459" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.61.3.459</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498117&pid=S0874-2049201800010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eisenberg, N., Miller, P. A., Shell, R., McNalley, S., &amp; Shae, C. (1991). Prosocial development in adolescence: A longitudinal study. <i>Developmental Psychology</i>, <i>27</i>(5), 849-857. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0012-1649.27.5.849" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0012-1649.27.5.849</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498118&pid=S0874-2049201800010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ellingsen, K., Zanella, A. J., Bjerk&aring;s, E., &amp; Indreb&oslash;, A. (2010). The relationship between empathy, perception of pain and attitudes toward pets among Norwegian dog owners. <i>Anthrozo&ouml;s, 23</i>(3), 231-243. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/175303710X12750451258931" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/175303710X12750451258931</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498119&pid=S0874-2049201800010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Emauz, A., Gaspar, A., Esteves, F., &amp; Carvalhosa, S. F. (2016). Adapta&ccedil;&atilde;o da Escala de Empatia  pelos Animais (EEA) para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>, vol. XXXIV, 189-201.  <a href="http://dx.doi.org/10.14417/ap.1049" target="_blank">http://dx.doi.org/10.14417/ap.1049</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498120&pid=S0874-2049201800010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Filippi, M., Riccitelli, G., Falini, A., Di Salle, F., Vuilleumier, P., Comi, G., &amp; Rocca, M. A. (2010). The brain functional networks associated to human and animal suffering differ among omnivores, vegetarians and vegans. <i>PloS One</i>, <i>5</i>(5), e10847. <a href="http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0010847" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0010847</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498121&pid=S0874-2049201800010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fox, N., &amp; Ward, K. (2008). Health, ethics and environment: A qualitative study of vegetarian motivations. <i>Appetite</i>, <i>50</i>(2-3), 422-429. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.appet.2007.09.007" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.appet.2007.09.007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498122&pid=S0874-2049201800010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Furnham, A., McManus, C., &amp; Scott, D. (2003). Personality, empathy and attitudes to animal welfare. <i>Anthrozo&ouml;s,16</i>(2), 135-146. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279303786992260" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279303786992260</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498123&pid=S0874-2049201800010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaspar, A. (2014). Neurobiologia e psicologia da empatia. Pontos de partida para a investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o da promo&ccedil;&atilde;o da empatia. In P. Henenberg and A. C. Caldas (Eds), <i>C&eacute;rebro: O que a ci&ecirc;ncia nos diz. Povos e Culturas18</i> (pp. 159- 174). Lisboa: Universidade Cat&oacute;lica Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498124&pid=S0874-2049201800010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Harris, P. L. (2000). Children&rsquo;s understanding of emotion (3<sup>rd</sup> Ed.). In M. L. Lewis, J.M: Haviland-Jones and L. Barret (Eds.), <i>Handbook of Emotions</i> (pp. 320- 363). New York: The Guilford Press.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hawkins, R. D., Williams, J. M., &amp; Scottish Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Scottish SPCA) (2017). Childhood attachment to pets: Associations between pet attachment, attitudes to animals, compassion, and humane behaviour. <i>International Journal of Environmental Research and Public Health</i>, <i>14</i>(5), 490. <a href="http://dx.doi.org/10.3390/ijerph14050490" target="_blank">http://dx.doi.org/10.3390/ijerph14050490</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498127&pid=S0874-2049201800010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Herzog, H. (2007). Gender differences in human-animal interactions: A review. <i>Anthrozo&ouml;s,20</i>(1), 7&ndash;21. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279307780216687" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279307780216687</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Herzog, H., Betchart, N., &amp; Pittman, R. (1991). Gender, sex role identity and attitudes toward animals. <i>Anthrozo&ouml;s,4</i>(3), 184&ndash;192. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279391787057170" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279391787057170</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hills, A. (1995). Empathy and belief in the mental experience of animals. <i>Anthrozo&ouml;s, 8</i>(3), 132-142. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279395787156347" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279395787156347</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498130&pid=S0874-2049201800010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hoffman, M. L. (1975). Altruistic behavior and the parent&ndash; child relationship<i>. Journal of Personality and Social Psychology</i>, <i>31</i>, 937&ndash;943. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/h0076825">http://dx.doi.org/10.1037/h0076825</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Hrdy, S. B. (2011) Mothers and Others: the evolutionary origins of mutual understanding. Cambridge, MA: Harvard University Press.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Kavanagh, P. S., Signal, T. D., &amp; Taylor, N. (2013). The dark triad and animal cruelty: Dark personalities, dark attitudes, and dark behaviors. <i>Personality and Individual Differences</i>, <i>55</i>(6), 666&ndash;670. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.paid.2013.05.019" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.paid.2013.05.019</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kean, H. (1998). <i>Animal rights: Political and social change in Britain since 1800</i>. London: Reaktion Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498134&pid=S0874-2049201800010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Knight, S., &amp; Barnett, L. (2008). Justifying attitudes toward animal use: A qualitative study of people&rsquo;s views and beliefs. <i>Anthrozo&ouml;s</i>, <i>21</i>(1), 31-42. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279308X274047" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279308X274047</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Knight, S., Nunkoosing, K., Vrij, A., &amp; Cherryman, J. (2003). Using grounded theory to examine people&rsquo;s attitudes toward how animals are used. <i>Society &amp; Animals</i>, <i>11</i>(4), 307-327. <a href="http://dx.doi.org/10.1163/156853003322796064" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1163/156853003322796064</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Komorosky, D., &amp; O&rsquo;Neal, K. K. (2015). The development of empathy and prosocial behavior through humane education, restorative justice, and animal-assisted programs. <i>Contemporary Justice Review:Issues in Criminal, Social, and Restorative Justice</i>, <i>18</i>(4), 395-406. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/10282580.2015.1093684" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/10282580.2015.1093684</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Limpo, T., Alves, R. A., &amp; Castro, S. L. (2010). Medir a empatia: Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do &Iacute;ndice de Reactividade Interpessoal. <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia, 8</i>(2), 171-184. Retirado de <a href="http://publicacoes.ispa.pt/index.php/lp/article/viewFile/640/628">http://publicacoes.ispa.pt/index.php/lp/article/viewFile/640/628</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498139&pid=S0874-2049201800010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lindzey, A. &amp; Clarke, P.B. (2004). <i>Animal rights: A historical anthology</i>. NY: Columbia University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498140&pid=S0874-2049201800010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MacFarland, D. (1987). <i>The Oxford companion to animal behaviour</i>. Oxford, UK: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498142&pid=S0874-2049201800010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mathews, S., &amp; Herzog, H. (1997). Personality and attitudes towards the treatment of animals<i>. Society &amp; Animals,5</i>(2), 57&ndash;63. <a href="http://dx.doi.org/10.1163/156853097X00060" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1163/156853097X00060</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">McPhedran, S. (2009). A review of the evidence for associations between empathy, violence, and animal cruelty. <i>Aggression and Violent Behavior</i>, <i>14</i>(1), 1&ndash;4. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.avb.2008.07.005" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.avb.2008.07.005</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mehrabian, A., &amp; Epstein, N. (1972). A measure of emotional empathy. <i>Journal of Personality</i>, <i>40</i>(4), 525&ndash;543. <a href="http://dx.doi.org/10.1086/521907" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1086/521907</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Melson, G. (2003). Child development and the human&ndash;companion animal bond. <i>American Behavioral Scientist,47</i>, 31&ndash;39. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0002764203255210" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/0002764203255210</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mestre, M. V., Samper, P., Fr&iacute;as, M. D., &amp; Tur, A. M. (2009). Are women more empathetic than men? A longitudinal study in adolescence. <i>The Spanish Journal of Psychology</i>, <i>12</i>(1), 76&ndash;83. <a href="http://dx.doi.org/10.1017/S1138741600001499" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1017/S1138741600001499</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nagasawa, M., Kikusui, T., Onaka, T., &amp; Ohta, M. (2009). Dog&rsquo;s gaze at its owner increases owner's urinary oxytocin during social interaction. <i>Hormones and Behavior</i>, <i>55</i>(3), 434&ndash;441. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.yhbeh.2008.12.002" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.yhbeh.2008.12.002</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nielsen (2007). Estudo para o Centro Vegetariano para determinar o n&uacute;mero de vegetarianos em Portugal. Retirado de <a href="http://www.centrovegetariano.org/Article-451-Portugal%253A%2B30%2B000%2BVegetarianos.html" target="_blank">http://www.centrovegetariano.org/Article-451-Portugal%253A%2B30%2B000%2BVegetarianos.html</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498150&pid=S0874-2049201800010000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">O&rsquo;Brien, E., Konrath, S. H., Gr&uuml;hn, D., &amp; Hagen, A. L. (2013). Empathic concern and perspective taking: Linear and quadratic effects of age across the adult life span. <i>The Journals of Gerontology Series B: Psychological Sciences and Social Sciences</i>, <i>68</i>(2)<i>:</i>168-175. <a href="http://dx.doi.org/10.1093/geronb/gbs055" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1093/geronb/gbs055</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498151&pid=S0874-2049201800010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Paul, E. (2000). Empathy with animals and with humans: Are they linked? <i>Anthrozo&ouml;s, 13</i>(4), 194-202. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279300786999699" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279300786999699</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498152&pid=S0874-2049201800010000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Paul, E. (2005). Love of pets and love of people. In A. L. Podberscek, E. P. Paul &amp; J. A. Serpell (Eds.), <i>Companion animals and us</i>. <i>Exploring the relationships between people and pets</i>(pp. 168-186)<i>.</i> New York, NY: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498153&pid=S0874-2049201800010000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paul, E. S., &amp; Serpell, J. A. (1993). Childhood pet keeping and humane attitudes in young adulthood. <i>Animal Welfare, 2</i>, 321&ndash;337.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pr&#281;gowski, M. P. (2016). <i>Companion animals in everyday life</i>. (M. P. Pr&#281;gowski, Ed.) New York, NY: Palgrave Macmillan. <a href="http://dx.doi.org/10.1057/978-1-137-59572-0" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1057/978-1-137-59572-0</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498156&pid=S0874-2049201800010000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Preston, S. D., &amp; de Waal, F. B. M. (2002). Empathy: Its ultimate and proximate bases. <i>The Behavioral and Brain Sciences</i>, <i>25</i>(1), 1&ndash;20; discussion 20&ndash;71. Retirado de <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12625087" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12625087</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Regan, T. (1983). <i>The case for animal rights</i>. Berkeley:&nbsp;University&nbsp;of California Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498158&pid=S0874-2049201800010000200060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rocha, S., Gaspar, A., &amp; Esteves, F. (2016) Developing children&rsquo;s ability to recognize animal emotions &ndash; what does it take ? A study at the Zoo. Human Animal Interaction Bulletin, <i>4</i>(2), 59-79.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rodrigues, S. M., Slaslow, L. R., Garcia, N., John, O. P., &amp; Keltner, D. (2009). Oxytocin receptor genetic  variation relates to empathy and stress reactivity in humans. <i>Proceedings of the National Academy of Science of the United States of  America</i>, <i>106</i>(50), 21437-21441.  <a href="http://dx.doi.org/10.1073/pnas.0909579106" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1073/pnas.0909579106</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498161&pid=S0874-2049201800010000200062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rothgerber, H., &amp; Mican, F. (2014). Childhood pet ownership, attachment to pets, and subsequent meat avoidance. The mediating role of empathy toward animals. <i>Appetite,79</i>, 11&ndash;17. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.appet.2014.03.032" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.appet.2014.03.032</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schieman, S., &amp; Gundy, K. V. (2000). The personal and social links between age and self-reported empathy. <i>Social Psychology Quarterly</i>, <i>63</i>(2), 152. <a href="http://dx.doi.org/10.2307/2695889" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2307/2695889</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498164&pid=S0874-2049201800010000200064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schore, A. N. (2001). Effects of a secure attachment relationship on right brain development, affect regulation, and infant mental health. <i>Infant Mental Health Journal, 22</i>(1-2), 7-66. <a href="http://dx.doi.org/10.1002/1097-0355(200101/04)22:1&lt;7::AID-IMHJ2&gt;3.0.CO;2-N" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/1097-0355(200101/04)22:1&lt;7::AID-IMHJ2&gt;3.0.CO;2-N</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498165&pid=S0874-2049201800010000200065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Signal, T., &amp; Taylor, N. (2006). Attitudes to Animals: Demographics Within a Community Sample. Society &amp; Animals, <i>14</i>(2), 147&ndash;157. <a href="http://dx.doi.org/10.1163/156853006776778743" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1163/156853006776778743</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Singer, P. (2015). <i>The most good you can do: How effective altruism is changing ideas about living ethically</i>. New Haven: Yale University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498167&pid=S0874-2049201800010000200067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Smith, A. (2006). Cognitive empathy and emotional empathy in human behavior and evolution. <i>The Psychological Record</i>, <i>56</i>, 3&ndash;21. <a href="https://doi.org/10.1007/BF03395534" target="_blank">https://doi.org/10.1007/BF03395534</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Sz&#369;cs, E., Geers, R., Jezierski, T., Sossidou, E. N., &amp; Broom, D. M. (2012). Animal welfare in different human cultures, traditions and religious faiths. <i>Asian-Australasian Journal of Animal Sciences</i>, <i>25</i>(11), 1499&ndash;1506. <a href="http://doi.org/10.5713/ajas.2012.r.02" target="_blank">http://doi.org/10.5713/ajas.2012.r.02</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Taylor, N., &amp; Signal, O. (2005). Empathy and attitudes to animals. <i>Anthrozo&ouml;s</i>, <i>18</i>, 18-27. . <a href="http://doi.org/10.2752/089279305785594342" target="_blank">http://doi.org/10.2752/089279305785594342</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498171&pid=S0874-2049201800010000200070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Thompson, K. L., &amp; Gullone, E. (2008). Prosocial and antisocial behaviors in adolescents: An investigation into associations with attachment and empathy. <i>Anthrozo&ouml;s</i>, <i>21</i>(2), 123&ndash;137. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/175303708X305774" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/175303708X305774</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Toussaint, L., &amp; Webber, J. R. (2005). Gender differences in the relationship between empathy and forgiveness. <i>The Journal of Social Psychology, 145</i>(6), 673-685. <a href="http://dx.doi.org/10.3200/SOCP.145.6.673-686" target="_blank">http://dx.doi.org/10.3200/SOCP.145.6.673-686</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498173&pid=S0874-2049201800010000200072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Trommsdorff, G., Friedlmeier, W., &amp; Mayer, B. (2007). Sympathy, distress and prosocial behaviour of preschool children in four cultures. <i>International Journal of Behavioural Development, 31</i>, 284-293. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0165025407076441" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/0165025407076441</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498174&pid=S0874-2049201800010000200073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vegetarian Times (2016, Outubro 11). Vegetarianism in America. Retirado de <a href="http://www.vegetariantimes.com/article/vegetarianism-in-america" target="_blank">http://www.vegetariantimes.com/article/vegetarianism-in-america</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498175&pid=S0874-2049201800010000200074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wagstaff, G. (1991). Attitudes toward animals and human beings. <i>Journal of Social Psychology</i>, <i>131</i>, 573-575. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/00224545.1991.9713887" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/00224545.1991.9713887</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498176&pid=S0874-2049201800010000200075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wells, D. L., &amp; Hepper, P. J. (1997). Pet ownership and adults' views on the use of animals. <i>Society &amp; Animals</i>, <i>5</i>(1), 45-63. <a href="https://doi.org/10.1163/156853097X00213" target="_blank">https://doi.org/10.1163/156853097X00213</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498177&pid=S0874-2049201800010000200076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Westbury, H. R., &amp; Neumann, D. L. (2008). Empathy-related responses to moving film stimuli depicting human and non-human animal targets in negative circumstances. <i>Biological Psychology</i>, <i>78</i>(1), 66-74. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.biopsycho.2007.12.009" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.biopsycho.2007.12.009</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498178&pid=S0874-2049201800010000200077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zahn-Waxler, C., &amp; Radke-Yarrow, M. (1990). The Origins of empathic concern. <i>Motivation and Emotion, 14</i>(2), 107-130<i>.</i><a href="http://dx.doi.org/10.1007/BF00991639" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/BF00991639</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=498179&pid=S0874-2049201800010000200078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recebido</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">14/08/2016</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">13/10/2017</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Publicado</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">05/2018</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Centro de InvestigacÌ§aÌƒo e IntervencÌ§aÌƒo social (CIS-IUL), Escola de CieÌ‚ncias Sociais e Humanas do ISCTE-IUL, Av. das ForcÌ§as Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:aemauz@gmail.com">aemauz@gmail.com</a></font></p>       ]]></body><back>
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