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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escala das Dimensões do Desenvolvimento da Identidade: Estudos psicométricos iniciais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents the development process and the initial psychometric studies of the Dimensions of Identity Development Scale (DIDS), an instrument for assessing identity development processes. The study involved 403 participants (ages ranging from 15 to 29 years) who answered the DIDS, the Brief Symptom Inventory (BSI) and a questionnaire about socio-demographic information. We analyzed the psychometric properties of DIDS. We conducted a confirmatory factorial analysis to study the construct validity. Convergent and discriminant validity were analyzed through: the Average Variance Extracted (AVE); the comparison between the VEM values with the value of the correlation to square between the factors; and the correlations between the BSI and the identity processes. The Portuguese version of DIDS showed acceptable composite reliability, internal consistency, and the proposed factorial structure was confirmed. The results suggest that DIDS would be more reliable by increasing of the number of items in some factors and eliminating some existing items. However, DIDS is an instrument that can be used to measure identity development processes among Portuguese adolescents and emerging adults.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Escala das Dimens&otilde;es do Desenvolvimento    da Identidade: Estudos psicom&eacute;tricos iniciais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Dimensions of Identity Development Scale:    Initial psychometric studies</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Prioste<sup>1,2, c</sup>; Ana Lugar<sup>3</sup>;    Paula Paulino<sup>2</sup>; In&ecirc;s Jongelenen<sup>1</sup> &amp; Pedro J.    Rosa<sup>1,4,5</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>HEI-LAB &ndash; Digital Human-Environment    Interaction Lab, Escola de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Vida, Universidade    Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>CICPSI, Faculdade de Psicologia,    Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup>Escola de Psicologia e Ci&ecirc;ncias    da Vida, Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa,    Portugal</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>4</sup>Instituto Universit&aacute;rio de    Lisboa (ISCTE-IUL), CIS-IUL, Lisboa, Portugal</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>5</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o    em Psicologia (CIP), ISMAT, Portim&atilde;o</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Morada para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo apresenta o processo de desenvolvimento    e os estudos psicom&eacute;tricos iniciais da Escala das Dimens&otilde;es do    Desenvolvimento Identit&aacute;rio (DIDS), um instrumento que avalia os processos    de desenvolvimento da identidade. Participaram no estudo 403 indiv&iacute;duos    (15-29 anos), que responderam a um question&aacute;rio de dados sociodemogr&aacute;ficos,    &agrave; DIDS e ao Invent&aacute;rio da Sintomatologia Psicol&oacute;gica (ISP).    Foram analisadas as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da DIDS. Para    o estudo da validade de construto foi realizada uma an&aacute;lise fatorial    confirmat&oacute;ria. As validades convergente e discriminante foram analisadas    atrav&eacute;s: da Vari&acirc;ncia Extra&iacute;da M&eacute;dia (VEM); da compara&ccedil;&atilde;o    dos valores de VEM com os valores de correla&ccedil;&atilde;o ao quadrado entre    os fatores; e das correla&ccedil;&otilde;es entre os processos de desenvolvimento    da identidade e o ISP. A DIDS apresentou &iacute;ndices satisfat&oacute;rios    de fiabilidade comp&oacute;sita e consist&ecirc;ncia interna e a estrutura fatorial    proposta foi confirmada. Os resultados sugerem que o instrumento poderia tornar-se    mais fi&aacute;vel com o aumento do n&uacute;mero de itens em alguns fatores    e a elimina&ccedil;&atilde;o de alguns itens existentes. No entanto, a DIDS    &eacute; um instrumento pass&iacute;vel de ser usado na medi&ccedil;&atilde;o    do desenvolvimento identit&aacute;rio em adolescentes e adultos emergentes portugueses.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Desenvolvimento identit&aacute;rio;    estudo inicial de valida&ccedil;&atilde;o; adultos emergentes; adolescentes;    psicopatologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">This paper presents the development process and    the initial psychometric studies of the Dimensions of Identity Development Scale    (DIDS), an instrument for assessing identity development processes. The study    involved 403 participants (ages ranging from 15 to 29 years) who answered the    DIDS, the Brief Symptom Inventory (BSI) and a questionnaire about socio-demographic    information. We analyzed the psychometric properties of DIDS. We conducted a    confirmatory factorial analysis to study the construct validity. Convergent    and discriminant validity were analyzed through: the Average Variance Extracted    (AVE); the comparison between the VEM values with the value of the correlation    to square between the factors; and the correlations between the BSI and the    identity processes. The Portuguese version of DIDS showed acceptable composite    reliability, internal consistency, and the proposed factorial structure was    confirmed. The results suggest that DIDS would be more reliable by increasing    of the number of items in some factors and eliminating some existing items.    However, DIDS is an instrument that can be used to measure identity development    processes among Portuguese adolescents and emerging adults.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Identity development; initial    validation study; adolescents; emerging adults; psychopathology.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A identidade, enquanto uma tarefa desenvolvimental    central na adolesc&ecirc;ncia e na adultez emergente (Arnett, 2000; Erikson,    1968), tem sido definida como um conjunto de caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas,    psicol&oacute;gicas e sociodemogr&aacute;ficas que permitem definir o que a    pessoa pensa sobre si e como se perceciona nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais    que estabelece com os outros (Sedikides &amp; Brewer, 2001; Vignoles, Schwartz,    &amp; Luyckx, 2011). O reconhecimento da import&acirc;ncia da identidade no    funcionamento psicossocial e interpessoal ao longo do ciclo da vida tem contribu&iacute;do    para o aumento do volume de trabalhos emp&iacute;ricos nesta &aacute;rea (C&ocirc;te    &amp; Levine, 2009; Luyckx, Klimstra, Duriez, Petergem, &amp; Beyers, 2013;    Meeus, 2011; Luyckx, Schwartz, Goossens, Beyers, &amp; Missoten, 2011). Nas    &uacute;ltimas d&eacute;cadas, t&ecirc;m sido desenvolvidos diversos modelos    focados no desenvolvimento da identidade, nomeadamente, o modelo dos estatutos    da identidade (Marcia, 1966), o modelo dos estilos identit&aacute;rios (Berzonsky    et al., 2013), o modelo integrativo da identidade (Luyckx et al., 2008) e diversos    instrumentos para avaliar a identidade (e.g., Ego Identity Process Questionaire    (Balistreri, Busch-Rossnage, &amp; Geisinger, 1995); Revised Identity Style    Inventory (Berzonsky et al., 2013); Dimensions of Identity Development Scale    (DIDS; Luyckx et al., 2008) ). O presente estudo centra-se no processo de adapta&ccedil;&atilde;o    da DIDS ao contexto portugu&ecirc;s e nos estudos psicom&eacute;tricos do instrumento,    com uma amostra de adolescentes e de adultos emergentes (15-29 anos). Pretende-se,    deste modo, contribuir para o enriquecimento da literatura nesta &aacute;rea,    atrav&eacute;s de uma compreens&atilde;o mais alargada dos processos de desenvolvimento    da identidade de adolescentes e adultos emergentes em Portugal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Mapas de identidade: Conceptualiza&ccedil;&otilde;es    e modelos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Diversos autores (e.g., Chen, Boucher, &amp;    Tapias, 2006; Epp &amp; Price, 2008; Sedikides &amp; Brewer, 2001; Vignoles    et al., 2011) t&ecirc;m convergido na conceptualiza&ccedil;&atilde;o da identidade,    sugerindo uma distin&ccedil;&atilde;o entre tr&ecirc;s n&iacute;veis &ndash;    identidade individual, relacional e coletiva. Estes n&iacute;veis variam de    acordo com a interrela&ccedil;&atilde;o e interdepend&ecirc;ncia com os outros    envolvidos na constru&ccedil;&atilde;o da identidade e com a identifica&ccedil;&atilde;o    com o <i>self</i> com os outros (Vignoles et al., 2011). Por um lado, a identidade    individual &eacute; focada no autoconceito e inclui valores, objetivos, cren&ccedil;as    e padr&otilde;es de comportamento e de tomada de decis&atilde;o (Sedikides &amp;    Brewer, 2001). A identidade relacional corresponde aos pap&eacute;is que a pessoa    desempenha com os outros e aos atributos que definem a rela&ccedil;&atilde;o    (Epp &amp; Price, 2008). Por sua vez, a identidade coletiva corresponde &agrave;    perten&ccedil;a a um grupo espec&iacute;fico e &agrave; forma como o indiv&iacute;duo    se perceciona na rela&ccedil;&atilde;o com os outros (Brewer &amp; Gardner,    1996). A identidade coletiva corresponde a uma extens&atilde;o social do <i>self</i>    que depende das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e da perten&ccedil;a a    um grupo (Iyer, Jetten, Tsivrikos, Postmes, &amp; Haslam, 2009). Contudo, a    literatura (e.g., Vignoles et al., 2011) tem real&ccedil;ado vis&otilde;es distintas    em rela&ccedil;&atilde;o ao facto da identidade (a) ser descoberta ou constru&iacute;da    individual ou socialmente, (b) ser relativamente est&aacute;vel ou fluida e    em constante mudan&ccedil;a, e (c) dever ser estudada atrav&eacute;s de desenhos    quantitativos ou qualitativos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Erickson foi um dos pioneiros no estudo da identidade,    ao desenvolver a Teoria do Desenvolvimento Psicossocial (Erickson, 1968), propondo    a exist&ecirc;ncia de oito est&aacute;dios de desenvolvimento psicossocial associados    a mudan&ccedil;as f&iacute;sicas, cognitivas e sociais e a tarefas espec&iacute;ficas    relacionadas com a defini&ccedil;&atilde;o pessoal e o relacionamento com os    outros (Evans, Forney, Guido, Pertton, &amp; Reen, 2010). Desenvolvido a partir    dos trabalhos de Erikson (1968), o modelo dos estatutos identit&aacute;rios    (Marcia, 1980) identificou dois processos centrais na forma&ccedil;&atilde;o    da identidade: compromisso (ades&atilde;o a um conjunto de objetivos, valores    e cren&ccedil;as) e explora&ccedil;&atilde;o (questionamento ativo das alternativas    identit&aacute;rias). Com base nestas duas dimens&otilde;es, Marcia (1980) definiu    quatro estatutos: (1) Identidade realizada, caracterizado pelo estabelecimento    de um compromisso com objetivos e ideias individualmente determinados, ap&oacute;s    um per&iacute;odo de explora&ccedil;&atilde;o de alternativas; (2) Identidade    difusa, caracterizada pela aus&ecirc;ncia de explora&ccedil;&atilde;o de alternativas    e de compromissos; (3) Identidade fechada, descrita pela exist&ecirc;ncia de    compromissos e objetivos claros e firmes, sem um per&iacute;odo de explora&ccedil;&atilde;o    pr&eacute;via; (4) Identidade morat&oacute;ria, descrita por um processo de    explora&ccedil;&atilde;o e pela dificuldade de tomada de decis&atilde;o e de    estabelecimento de compromissos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As cr&iacute;ticas apontadas ao modelo de Marcia    (e.g., estaticidade) e a necessidade de estudar aprofundadamente os processos    de compromisso e de explora&ccedil;&atilde;o contribu&iacute;ram para o desenvolvimento    de modelos din&acirc;micos que integrem processos identit&aacute;rios mais espec&iacute;ficos    (C&ocirc;t&eacute; &amp; Levine, 1988; Grotevant, 1987; Mastrotheodoros, &amp;    Motti-Stefanidi, 2016). O modelo integrativo do desenvolvimento identit&aacute;rio    (Luyckx et al., 2008) foca os processos formativos e avaliativos da identidade,    distinguindo os processos e estrat&eacute;gias adaptativos e inadaptativos.    Luyckx e colaboradores (2008) distinguiram empiricamente cinco processos de    identidade &ndash; explora&ccedil;&atilde;o em amplitude, explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade, explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, compromisso e identifica&ccedil;&atilde;o    com compromisso &ndash; e agruparam os quatro processos em dois ciclos consecutivos    de forma&ccedil;&atilde;o da identidade. O primeiro ciclo, denominado por forma&ccedil;&atilde;o    do compromisso, centra-se nos processos atrav&eacute;s dos quais os indiv&iacute;duos    exploram alternativas da identidade (explora&ccedil;&atilde;o de amplitude ou    pr&oacute;-ativa) e aderem a compromissos de identidade (compromisso, i.e.,    ades&atilde;o a valores, objetivos e cren&ccedil;as). O segundo ciclo de identidade,    conceptualizado como avalia&ccedil;&atilde;o do compromisso, foca os processos    atrav&eacute;s dos quais os indiv&iacute;duos reavaliam os seus compromissos    de identidade (explora&ccedil;&atilde;o em profundidade, i.e., avalia&ccedil;&atilde;o    e explora&ccedil;&atilde;o dos compromissos actuais) e avalia o grau em que    se identificam e se sentem seguros em rela&ccedil;&atilde;o aos seus compromissos    (identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso, i.e., grau em que os compromissos    se integram no seu sentido de <i>self</i>). O processo explora&ccedil;&atilde;o    ruminativa foi posteriormente adicionado ao modelo e &eacute; descrito como    um bloqueador do desenvolvimento identit&aacute;rio ou um processo n&atilde;o    adaptativo (Luyckx et al., 2008). Em indiv&iacute;duos com n&iacute;veis elevados    de explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, a dificuldade em encontrar respostas    satisfat&oacute;rias &agrave;s suas quest&otilde;es identit&aacute;rias leva-os    a um questionamento cont&iacute;nuo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mesmas    e a sentimentos de incerteza e incompet&ecirc;ncia (Luyckx et al., 2011).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A DIDS (Luyckx et al., 2008) &eacute; um instrumento    de autorelato com 25 itens que foi desenvolvido para avaliar os cinco processos    propostos no modelo integrativo do desenvolvimento identit&aacute;rio e para    colmatar limita&ccedil;&otilde;es (e.g., psicom&eacute;tricas, extens&atilde;o    das medidas) apontadas aos instrumentos que estudam o mesmo construto. Para    al&eacute;m disso, os autores do instrumento focaram a import&acirc;ncia da    constru&ccedil;&atilde;o de um instrumento que avalie a explora&ccedil;&atilde;o    ruminativa e que sintetize e integre diversas perspetivas emp&iacute;ricas (Luyckx    et al., 2008, 2011; Mannerstr&ouml;m, Hautam&auml;ki, &amp; Leikas, 2017)<i>.</i>    O modelo proposto por Luyckx e colaboradores (2008) foi testado em diversos    contextos culturais e os resultados dos estudos suportaram a adequa&ccedil;&atilde;o    da DIDS para o estudo do construto em apre&ccedil;o (e.g., Mastrotheodoros &amp;    Motti-Stefanidi, 2016; Mannerstr&ouml;m et al., 2017; Morsunbul &amp; Cok, 2014;    Pesigan, Luyckx, &amp; Alampay, 2014; Skhirtladze, Javakhishvili, Schwartz,    Beyers, &amp; Luyckx, 2016; Zimmermann, Lannegrand-Willems, Safont-Mottay, &amp;    Cannard, 2015).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos baseados no modelo de Luyckx e colaboradores    (2008) t&ecirc;m mostrado uma associa&ccedil;&atilde;o entre os processos de    identidade e a sintomatologia psicol&oacute;gica. Os processos compromisso e    identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso t&ecirc;m sido negativamente associados    &agrave; sintomatologia depressiva (e.g., Luyckx et al., 2008; Luyckx, Klimstra,    Schwartz, &amp; Duriez, 2013; Mastrotheodoros, &amp; Motti-Stefanidi, 2016)    e ansiosa (Sica, Sestito, &amp; Ragozini, 2014). Em rela&ccedil;&atilde;o aos    processos de explora&ccedil;&atilde;o, a explora&ccedil;&atilde;o ruminativa    tem sido associada positivamente &agrave; sintomatologia depressiva (Luyckx    et al., 2011; Luyckx, Klimstra, Schwartz, &amp; Duriez, 2013; Mastrotheodoros,    &amp; Motti-Stefanidi, 2016) e ansiosa (Mastrotheodoros, &amp; Motti-Stefanidi,    2016; Sica et al., 2014; Skhirtladze et al., 2016). Os estudos que analisam    o impacto da etapa de desenvolvimento nos processos de identidade t&ecirc;m    mostrado consistentemente que, na transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta,    os n&iacute;veis de compromisso e de identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso    aumentam e a explora&ccedil;&atilde;o em amplitude diminui (Luyckx et al., 2008,    2013). Estes resultados t&ecirc;m sido associados ao impacto da emerg&ecirc;ncia    de uma estrutura de identidade mais s&oacute;lida (Meeus, Iedema, Helsen, &amp;    Vollebergh, 1999), i.e. matura&ccedil;&atilde;o da identidade (Meeus, van de    Schoot, Keijsers, Schwartz, &amp; Branje, 2010).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O sexo tem sido apontado como uma vari&aacute;vel    relevante no estudo dos processos de desenvolvimento identit&aacute;rio (Crocetti,    Scrignaro, Sica, &amp; Magrin, 2012; Luyckx et al., 2006, 2015; Meeus et al.,    2010). Os resultados do estudo de Luyckx e colaboradores (2006), com uma amostra    de 5834 participantes com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos, mostraram    que as raparigas reportam n&iacute;veis mais elevados de compromisso, explora&ccedil;&atilde;o    em amplitude, explora&ccedil;&atilde;o em profundidade e explora&ccedil;&atilde;o    ruminativa, em compara&ccedil;&atilde;o com os rapazes. Da mesma forma, outros    estudos (e.g., Meeus et al., 2010) tamb&eacute;m t&ecirc;m sugerido que as raparigas    tendem a estabelecer compromissos mais precocemente que os rapazes. Estes dados    t&ecirc;m sido interpretados tendo em conta as diferen&ccedil;as desenvolvimentais,    i.e., os ritmos de matura&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica (Luyckx et al.,    2006). Neste sentido, o facto de as raparigas terem um ritmo de matura&ccedil;&atilde;o    mais acelerado em termos f&iacute;sicos e cognitivos (e.g., aumento da capacidade    de autorreflex&atilde;o) (Alsaker &amp; Flammer, 2006), em compara&ccedil;&atilde;o    com os rapazes, poder&aacute; contribuir para a explica&ccedil;&atilde;o destes    resultados (Luyckx et al., 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Adolesc&ecirc;ncia e adultez emergente em    Portugal</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em conta o modelo ecol&oacute;gico do desenvolvimento    humano (Brofenbrenner, 1979), perspetivamos a inter influ&ecirc;ncia de diversos    n&iacute;veis sist&eacute;micos no desenvolvimento da identidade. A um n&iacute;vel    macrossist&eacute;mico, consideramos o impacto dos processos sociais (e.g.,    valores, ideologia, sistemas pol&iacute;tico, social, econ&oacute;mico e cultural,    globaliza&ccedil;&atilde;o) no desenvolvimento da identidade, enfatizando o    impacto da aus&ecirc;ncia ou escassez de medidas sociais de apoio &agrave; independ&ecirc;ncia    dos adultos emergentes portugueses no atraso do processo de autonomiza&ccedil;&atilde;o    (Brand&atilde;o, Saraiva, &amp; Matos, 2012; Saraiva &amp; Matos, 2016). Alguns    autores (e.g., C&ocirc;t&eacute; &amp; Levine, 2002) t&ecirc;m apontado para    que a exposi&ccedil;&atilde;o a m&uacute;ltiplas possibilidades de autorrealiza&ccedil;&atilde;o    estimulada pela orienta&ccedil;&atilde;o consumista das sociedades p&oacute;s-modernas    pode contribuir para o aumento de dificuldades na tomada de decis&atilde;o e    no estabelecimento de compromissos, repercutindo-se no aumento dos n&iacute;veis    de ansiedade. No mesmo sentido, Crocetti, Luyckx, Scrignaro, e Sica (2011) e    Zimmermann e colaboradores (2015) referem que a incerteza em rela&ccedil;&atilde;o    ao futuro e a rumina&ccedil;&atilde;o se sustentam reciprocamente, enfraquecendo    os compromissos e os n&iacute;veis de ajustamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A aus&ecirc;ncia de expectativas e de prescri&ccedil;&otilde;es    sociais tem tamb&eacute;m contribu&iacute;do para o prolongamento da condi&ccedil;&atilde;o    juvenil, aumentando o per&iacute;odo de explora&ccedil;&atilde;o e instabilidade    pr&eacute;vio &agrave; assun&ccedil;&atilde;o de compromissos e lentificando    o processo de transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta (Arnett, 2000). Em    Portugal, observa-se a tend&ecirc;ncia para a exist&ecirc;ncia de percursos    educativos mais longos, da inser&ccedil;&atilde;o tardia no mercado de trabalho,    do prolongamento da coabita&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia de origem    e do aumento da idade m&eacute;dia para o casamento e para o nascimento do primeiro    filho (Brand&atilde;o, Saraiva, &amp; Matos, 2012; Guerreiro &amp; Abrantes,    2004; Mendon&ccedil;a, Andrade, &amp; Fontaine, 2009; Saraiva &amp; Matos, 2016).    Por exemplo, no ano de 2014, as mulheres portuguesas, em m&eacute;dia, sa&iacute;ram    de casa aos 29.8 anos e os homens aos 31.5 anos, normalmente para casar (Eurostat,    2016).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A fam&iacute;lia, enquanto parte do microssistema,    ocupa uma posi&ccedil;&atilde;o central em todas as etapas do ciclo de vida,    assegurando a continuidade do ser humano e construindo a ponte indiv&iacute;duo-sociedade    atrav&eacute;s da transmiss&atilde;o de cren&ccedil;as, da partilha emocional    e da participa&ccedil;&atilde;o em rituais coletivos (Linares, 1996). A tend&ecirc;ncia    atual do prolongamento da coabita&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia de origem    e a manuten&ccedil;&atilde;o do &ldquo;ninho cheio&rdquo; (Carter &amp; McGoldrick,    1995) tem sido perspetivada de forma divergente. Kublikowski e Rodrigues (2016)    sugerem que o prolongamento e rearranjo das din&acirc;micas familiares possam    estar associados &agrave; pluralidade e &agrave; unicidade das trajet&oacute;rias    de desenvolvimento individual, afastando-as de um car&aacute;cter disfuncional    e n&atilde;o colocando em causa a condi&ccedil;&atilde;o adulta dos filhos.    Por outro lado, o prolongamento da coabita&ccedil;&atilde;o pode apresentar    um car&aacute;cter disfuncional (Vieira &amp; Rava, 2012), j&aacute; que mant&eacute;m    a depend&ecirc;ncia do adulto emergente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia,    dificultando o compromisso social e perpetuando a condi&ccedil;&atilde;o de    &ldquo;adolescentes&rdquo; (Jablonski &amp; Martino, 2013).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O cronossistema, transversal a todos os n&iacute;veis    contextuais, remete-nos para a dimens&atilde;o temporal. A identidade muda ao    longo da vida, de acordo com as mudan&ccedil;as desenvolvimentais e a intera&ccedil;&atilde;o    com o meio (Vignoles et al., 2011), contudo, &eacute; expect&aacute;vel que    as grandes mudan&ccedil;as ocorram na adolesc&ecirc;ncia e na transi&ccedil;&atilde;o    para a idade adulta (Arnett, 2000; Erikson, 1968; Schwartz, Zamboanga, Luyckx,    Meca, &amp; Ritchie, 2013). Neste sentido, Arnett (2007), considerando o impacto    do contexto social atual, aponta para que, embora a experimenta&ccedil;&atilde;o    de pap&eacute;is sociais t&iacute;picos da vida adulta seja iniciada na adolesc&ecirc;ncia,    os processos de explora&ccedil;&atilde;o de alternativas sejam maioritariamente    realizados ap&oacute;s os 18 anos. Os trabalhos realizados com adultos emergentes    em Portugal (e.g., Mendon&ccedil;a et al., 2009; Saraiva &amp; Matos, 2016)    t&ecirc;m apoiado os resultados dos estudos internacionais, mostrando que, ap&oacute;s    a experiencia&ccedil;&atilde;o de um per&iacute;odo inicial isento de responsabilidades    e marcado pela aventura e experimenta&ccedil;&atilde;o, segue-se um per&iacute;odo    de acr&eacute;scimo de responsabilidades e estabilidade e de implementa&ccedil;&atilde;o    de projetos familiares.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em conta o interesse que o construto de    identidade tem assumido nas comunidades cl&iacute;nica e acad&eacute;mica, torna-se    relevante a exist&ecirc;ncia de uma medida robusta que o possa avaliar no contexto    portugu&ecirc;s. Para al&eacute;m disso, considerando que a identidade &eacute;    desenvolvida nestes v&aacute;rios n&iacute;veis sist&eacute;micos e atendendo    &agrave;s especificidades do contexto portugu&ecirc;s, torna-se relevante perceber    se o DIDS &eacute; um instrumento v&aacute;lido para avaliar os processos de    desenvolvimento da identidade em adolescentes e adultos emergentes portugueses.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo pretende com uma amostra de    adolescentes (15-17 anos) e de adultos emergentes (18-29 anos): (1) traduzir    e adaptar a DIDS para a l&iacute;ngua portuguesa; (2) analisar as propriedades    psicom&eacute;tricas da DIDS atrav&eacute;s da an&aacute;lise da validade e    da fiabilidade; (3) analisar as diferen&ccedil;as de sexo. O estudo da validade    de construto foi realizado atrav&eacute;s da confirma&ccedil;&atilde;o da estrutura    fatorial da vers&atilde;o portuguesa da DIDS numa amostra de adolescentes e    adultos emergentes portugueses.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As validades convergente e discriminante da escala    foram estudadas atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o entre os processos    de desenvolvimento da identidade e medidas de depress&atilde;o e ansiedade.    Partindo do pressuposto que a depress&atilde;o e ansiedade s&atilde;o dois construtos    teoricamente paralelos aos processos de desenvolvimento da identidade, Mastrotheodoros    e Motti-Stefanidi (2016) utilizaram estas vari&aacute;veis para analisar as    propriedades psicom&eacute;tricas da DIDS. No mesmo sentido, diversos autores    t&ecirc;m real&ccedil;ado o facto de a sintomatologia depressiva se relacionar    com diversos tipos ou estados de identidade (Kroger &amp; Marcia, 2011; Luyckx    et al., 2008; Luyckx, Klimstra, Schwartz, &amp; Duriez, 2013). Tendo em conta    a literatura (e.g., Luyckx et al., 2011; Luyckx, Klimstra, Schwartz, &amp; Duriez,    2013; Mastrotheodoros, &amp; Motti-Stefanidi, 2016; Sica, et al., 2014; Skhirtladze    et al., 2016), a validade convergente da escala foi estudada atrav&eacute;s    da correla&ccedil;&atilde;o entre o processo explora&ccedil;&atilde;o ruminativa,    a depress&atilde;o e a ansiedade. A validade discriminante da escala foi estudada    atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o entre o processo de explora&ccedil;&atilde;o    em amplitude, a ansiedade e depress&atilde;o, j&aacute; que os resultados de    estudos anteriores (e.g., Mastrotheodoros, &amp; Motti-Stefanidi, 2016; Sica    et al., 2014; Skhirtladze et al., 2016) mostraram que estas vari&aacute;veis    n&atilde;o se encontram associadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A amostra foi constitu&iacute;da por 403 participantes    (<i>N</i> = 403) com idades compreendidas entre os 15 e os 29 anos (<i>M</i>    = 20.35; <i>DP</i> = 3.36), sendo que 61% dos participantes habitam com a fam&iacute;lia    nuclear intacta, 8.2% dos participantes habitam com a fam&iacute;lia monoparental    e 17.6% coabitam com o/a namorado/a ou amigos/colegas. A maioria da amostra    &eacute; do sexo feminino (65%) e frequenta o ensino superior (51.6%). Relativamente    &agrave; situa&ccedil;&atilde;o afetivo-relacional, 54.6% n&atilde;o tem relacionamento    amoroso, 37% da amostra tem uma rela&ccedil;&atilde;o de namoro e 3.5% vive    em uni&atilde;o de facto. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; zona de resid&ecirc;ncia,    58.3% da amostra vive na zona da Grande Lisboa, 16.6% vive na zona centro, 6.7%    da amostra vive na Madeira, 3.2% no Alentejo e 2.5% na zona Norte. Por &uacute;ltimo,    a maioria dos participantes (61.8%) nunca teve acompanhamento psicol&oacute;gico    e/ou psiqui&aacute;trico, 28% j&aacute; tiveram no passado e 7.2% t&ecirc;m    acompanhamento atual.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Question&aacute;rio de dados sociodemogr&aacute;ficos.</b>    Os participantes responderam a um question&aacute;rio dados pessoais e sociodemogr&aacute;ficos    que integrou quest&otilde;es como idade, sexo, n&iacute;vel de escolaridade,    religiosidade, zona de resid&ecirc;ncia, entre outras.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Escala das Dimens&otilde;es do Desenvolvimento    Identit&aacute;rio </b>(Dimensions of Identity Development Scale, DIDS; vers&atilde;o    original: K. Luyckx et al., 2008). Este instrumento de autorrelato &eacute;    composto por 25 itens que avaliam o desenvolvimento da identidade, numa escala    de <i>Likert</i> de cinco pontos (de 1 = <i>discordo fortemente</i> a 5 = <i>concordo    fortemente</i>). A DIDS avalia cinco dimens&otilde;es: Explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade, composta por cinco itens (e.g., &rdquo;Falo com outras pessoas    sobre os meus planos para o futuro.&rdquo;) que avaliam a explora&ccedil;&atilde;o    de alternativas ap&oacute;s a ades&atilde;o a compromissos; Explora&ccedil;&atilde;o    em amplitude, integra cinco itens (e.g., &ldquo;Estou a pensar em diferentes    estilos de vida que podem ser bons para mim.&rdquo;) que medem a explora&ccedil;&atilde;o    de alternativas previamente &agrave; ades&atilde;o a compromissos; Compromisso,&nbsp;inclui    cinco itens (e.g., &ldquo;Tenho uma imagem sobre o que vou fazer no futuro.&rdquo;)    que avaliam a ades&atilde;o a compromissos; Identifica&ccedil;&atilde;o com    o compromisso, constitu&iacute;da por cinco itens (e.g., &ldquo;Os meus planos    para o futuro d&atilde;o me autoconfian&ccedil;a.&rdquo;) que avaliam o grau    de seguran&ccedil;a e de identifica&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o    aos compromissos; e Explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, composta por cinco    itens (e.g., &ldquo;Tenho d&uacute;vidas sobre o que quero realmente alcan&ccedil;ar    na vida.&rdquo;) que avaliam a explora&ccedil;&atilde;o progressiva de diversas    alternativas e a n&atilde;o ades&atilde;o a compromissos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No estudo de valida&ccedil;&atilde;o da DIDS    (Luyckx et al., 2008), com uma amostra de jovens adultos, as dimens&otilde;es    da escala mostraram n&iacute;veis adequados de consist&ecirc;ncia interna, variando    entre <i>&alpha;</i> = .79 para a dimens&atilde;o Explora&ccedil;&atilde;o em    profundidade e entre <i>&alpha;</i> = .86 para as dimens&otilde;es Compromisso,    Identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso e Explora&ccedil;&atilde;o ruminativa.    No mesmo estudo de valida&ccedil;&atilde;o (Luyckx et al., 2008), com uma amostra    de adolescentes, as dimens&otilde;es da DIDS mostraram igualmente n&iacute;veis    adequados de consist&ecirc;ncia interna, variando entre <i>&alpha;</i> = .80    para a dimens&atilde;o Explora&ccedil;&atilde;o em profundidade e <i>&alpha;</i>    = .86 para as dimens&otilde;es Explora&ccedil;&atilde;o em amplitude (Luyckx    et al., 2008). De relevar tamb&eacute;m que os &iacute;ndices de ajustamento    da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do modelo pentafatorial foram    considerados adequados para a amostra de adolescentes e para a amostra de adultos    emergentes (RMSEA = .07 e CFI = .94, em ambas as amostras) (Luyckx et al., 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Invent&aacute;rio de Sintomatologia Psicol&oacute;gica</b>    (ISP; Brief Symptom Inventory; Vers&atilde;o original: L. Derogatis, 1982; tradu&ccedil;&atilde;o    e adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa: M. C. Canavarro,    1999). O ISP &eacute; um instrumento de autorrelato composto por 53 itens. A    tarefa do participante consistiu em qualificar a intensidade em que foi afetado,    durante a &uacute;ltima semana, por um conjunto de sintomas, utilizando, para    tal, uma escala de <i>Likert</i> de cinco pontos (0 = <i>nunca</i> a 4 = <i>muit&iacute;ssimas    vezes</i>). Este instrumento avalia nove dimens&otilde;es (Somatiza&ccedil;&atilde;o,    Obsess&atilde;o-compuls&atilde;o, Sensibilidade interpessoal, Depress&atilde;o,    Ansiedade, Hostilidade, Ansiedade f&oacute;bica, Idea&ccedil;&atilde;o paranoide    e Psicoticismo) e tr&ecirc;s &iacute;ndices globais (&Iacute;ndice geral de    sintomas, &Iacute;ndice de sintomas positivos e &Iacute;ndice total de sintomas    positivos), que constituem avalia&ccedil;&otilde;es sum&aacute;rias de perturba&ccedil;&atilde;o    emocional (Canavarro, 1999). Neste estudo, foram apenas utilizadas as dimens&otilde;es    Depress&atilde;o e Ansiedade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No estudo de valida&ccedil;&atilde;o de Canavarro    (1999), com uma amostra de 551 indiv&iacute;duos, o ISP revelou n&iacute;veis    de consist&ecirc;ncia interna adequados entre <i>&alpha;</i> = .62 para a dimens&atilde;o    Psicoticismo e <i>&alpha;</i> = .79 para a dimens&atilde;o Somatiza&ccedil;&atilde;o.    No presente estudo, as dimens&otilde;es Depress&atilde;o e Ansiedade apresentaram    n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna adequados (<i>&alpha;</i> = .70,    <i>r</i><sub><i>m.i</i></sub> = .35; e <i>&alpha;</i> = .71, <i>r</i><sub><i>m.i</i></sub>    = .28, respetivamente).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A tradu&ccedil;&atilde;o da DIDS foi realizada,    individualmente, por duas psic&oacute;logas que dominam a l&iacute;ngua inglesa    e o modelo te&oacute;rico de Luyckx e colaboradores (2008). Ap&oacute;s a tradu&ccedil;&atilde;o,    e tendo em conta a equival&ecirc;ncia lexical, conceptual e gramatical, procurou    encontrar-se um consenso de modo a que os itens da vers&atilde;o portuguesa    abarcassem o sentido dos itens da escala original. Posteriormente, uma especialista    em l&iacute;ngua inglesa realizou a retrovers&atilde;o dos itens. Ap&oacute;s    estes procedimentos, a escala foi aplicada a um grupo-piloto de 20 participantes    composto por adolescentes e adultos emergentes, com o qual se discutiu a adequa&ccedil;&atilde;o    vocabular e a compreens&atilde;o dos itens. Na sequ&ecirc;ncia desta discuss&atilde;o,    foram alterados alguns itens. A escala foi tamb&eacute;m analisada por duas    especialistas na &aacute;rea da Psicologia Cl&iacute;nica. A recolha de dados    decorreu ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o    pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica e Deontologia em Investiga&ccedil;&atilde;o    Cl&iacute;nica da Escola de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Vida da Universidade    Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias. A amostra foi selecionada a partir    de uma amostra mais alargada de 454 participantes, tendo sido estabelecidos    os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o no presente estudo: (a) ter    nacionalidade portuguesa; e (b) ter idades compreendidas entre os 15 e os 30    anos. Uma amostra de 403 participantes cumpriu estes crit&eacute;rios, pelo    que foi integrada no presente estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A amostra foi recolhida durante 15 meses (de    fevereiro de 2016 a abril de 2017), atrav&eacute;s de uma t&eacute;cnica de    amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica, denominada de &ldquo;bola de neve&rdquo;.    A amostra foi recolhida atrav&eacute;s de diferentes procedimentos: 74.94% da    amostra foi recolhida presencialmente, atrav&eacute;s de procedimentos informais    em grupo (e.g., contexto de sala de aula em Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino    Superior) e individualmente (e.g., amigos e conhecidos); e a restante foi recolhida    <i>on-line</i> atrav&eacute;s da plataforma Google Docs, ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o    do estudo atrav&eacute;s de redes sociais e de correio eletr&oacute;nico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na recolha da amostra presencial, as investigadoras    mostraram disponibilidade para esclarecer as d&uacute;vidas relacionadas com    as quest&otilde;es e/ou vocabul&aacute;rio. Na recolha <i>on-line</i>, foram    disponibilizados os contactos da investigadora respons&aacute;vel pelo estudo,    caso surgisse alguma d&uacute;vida ou quest&atilde;o no decorrer da participa&ccedil;&atilde;o    do estudo. Ap&oacute;s a explicita&ccedil;&atilde;o dos objetivos do estudo,    da garantia da confidencialidade e da possibilidade de desist&ecirc;ncia a qualquer    momento e da assinatura do consentimento informado, os/as participantes colaboraram    voluntariamente e sem remunera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento de an&aacute;lise de dados </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Inicialmente, realizou-se a estat&iacute;stica    descritiva dos 25 itens da vers&atilde;o portuguesa da DIDS atrav&eacute;s do    c&aacute;lculo da m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o, m&aacute;ximo, m&iacute;nimo,    curtose, erro padr&atilde;o da curtose, assimetria e erro padr&atilde;o da assimetria.    A validade de construto foi avaliada atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise fatorial    confirmat&oacute;ria e da validade convergente e discriminante. De acordo com    Fornell e Larcker (1981), a validade de construto &eacute; defens&aacute;vel    se apresentar, em primeiro lugar, validade fatorial, depois validade convergente    e validade discriminante com outros fatores presentes na DIDS.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A validade fatorial foi avaliada por interm&eacute;dio    de uma An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria (AFC) atrav&eacute;s do    m&eacute;todo da M&aacute;xima Verossimilhan&ccedil;a (ML), com recurso ao <i>software</i>    estat&iacute;stico AMOS 23.0. Para analisar o ajustamento do modelo proposto    e compar&aacute;-lo com os modelos alternativos, utilizaram-se os seguintes    indicadores: o <i>comparative fit &iacute;ndex</i> (CFI); a raz&atilde;o do    qui-quadrado pelos graus de liberdade (<i>&chi;</i><sup>2</sup><i>/gl</i>),    o <i>goodness of fit &iacute;ndex</i> (GFI), <i>root mean square residual</i>    (RMR) e o <i>root meam square error of approximation</i> (RMSEA). De acordo    com Garson (2012), valores de CFI iguais ou superiores a .90, valores de <i>&chi;</i><sup>2</sup><i>/gl</i>    menores que cinco e valores de RMSEA iguais ou inferiores a 0.06 revelam um    bom ajustamento do modelo. Tendo em conta Mar&ocirc;co (2010), quanto menor    for o RMR, melhor ser&aacute; o ajustamento do modelo. Para al&eacute;m destes    indicadores, o <i>expected cross-validation &iacute;ndex</i> (ECVI) foi utilizado    para avaliar diferen&ccedil;as entre os modelos concorrentes testados. Garson    (2012) sugere que valores mais baixos de ECVI indicam um bom ajustamento do    modelo. O &iacute;ndice de modifica&ccedil;&atilde;o (MI) foi utilizado para    inclus&atilde;o de par&acirc;metros adicionais no modelo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A validade convergente foi avaliada atrav&eacute;s    da Vari&acirc;ncia Extra&iacute;da M&eacute;dia (VEM) dos itens por cada um    dos fatores (Mar&ocirc;co, 2010). De acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es    de Fornell e Larcker (1981), VEM &ge; .50 &eacute; indicador de validade convergente.    A VEM foi calculada manualmente seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es de Hair,    Black, Babin e Anderson (2009). J&aacute; a validade discriminante foi avaliada    comparando a VEM de cada fator com o quadrado da correla&ccedil;&atilde;o de    Pearson (<i>R</i><sup>2</sup>) entre fatores. Assume-se que existe validade    discriminante quando a VEM de cada fator &eacute; superior ao <i>R</i><sup>2</sup>    entre fatores (Fornell &amp; Larcker, 1981). Para avaliar a validade convergente    e discriminante das dimens&otilde;es da DIDS foram calculados, igualmente, os    coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i> entre as dimens&otilde;es    da escala e as dimens&otilde;es Depress&atilde;o e Ansiedade do ISP.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne &agrave; fiabilidade, esta foi    estimada atrav&eacute;s da Fiabilidade Comp&oacute;sita (FC) e do alfa de <i>Cronbach</i>    (<i>&alpha;</i>) (Hair et al., 2009). Considerou-se uma fiabilidade adequada    quando FC e <i>&alpha;</i> &ge; .70. A FC foi computada manualmente seguindo    as recomenda&ccedil;&otilde;es de Mar&ocirc;co (2010). Para analisar a consist&ecirc;ncia    interna das cinco dimens&otilde;es da escala foi calculado o alfa de <i>Cronbach</i>    (<i>&alpha;</i>) e as correla&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias interitem, <i>r</i><sub><i>m.i</i></sub>.    O estudo das diferen&ccedil;as de sexo foi realizado atrav&eacute;s do teste    <i>t</i>-<i>Student</i> para amostras independentes. O c&aacute;lculo do alfa    do <i>Cronbach</i> e o teste &agrave;s diferen&ccedil;as de sexo foram realizados    com recurso ao software <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS),    vers&atilde;o 22. Em todos os procedimentos estat&iacute;sticos, foi estabelecido    um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% (<i>p</i> &lt; .05).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/psi/v32n2/32n2a01t1.jpg">Tabela    1</a> apresenta a estat&iacute;stica descritiva (m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o,    assimetria, erro padr&atilde;o da assimetria, curtose, erro padr&atilde;o da    curtose, m&iacute;nimo e m&aacute;ximo) dos itens da vers&atilde;o portuguesa    da DIDS.</font></p>     
<p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; assimetria,    tal como se pode observar na <a href="/img/revistas/psi/v32n2/32n2a01t1.jpg">Tabela    1</a>, os itens apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica    &agrave; esquerda, com exce&ccedil;&atilde;o dos itens 11 e 15 que apresentam    uma distribui&ccedil;&atilde;o com enviesamento positivo (Mar&ocirc;co, 2007).    De real&ccedil;ar tamb&eacute;m que o item 9 n&atilde;o apresenta uma distribui&ccedil;&atilde;o    normal (Mar&ocirc;co, 2007).</font></p>     
<p><font face="Verdana" size="2">No que concerne ao achatamento, a maioria dos    itens tem uma distribui&ccedil;&atilde;o leptoc&uacute;rtica, com exce&ccedil;&atilde;o    dos itens 3, 5, 8, 11, 13, 14, 15 e 24 que apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o    mesoc&uacute;rtica (Mar&ocirc;co, 2007). Para al&eacute;m disso, os itens 7,    9 e 11 n&atilde;o apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o normal (Mar&ocirc;co,    2007).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Validade de construto</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A validade de construto foi analisada atrav&eacute;s    da confirma&ccedil;&atilde;o da estrutura fatorial da vers&atilde;o portuguesa    da DIDS numa amostra alargada de adolescentes e adultos emergentes portugueses.    Para testar o modelo com os cinco fatores proposto por Luyckx e colaboradores    (2008), foi conduzida uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria. O modelo    proposto, denominado de Modelo 1, constitu&iacute;do por cinco fatores correlacionados,    foi comparado com tr&ecirc;s modelos alternativos: Modelo 2, que integra cinco    fatores n&atilde;o correlacionados; Modelo 3, com uma estrutura unifatorial    de primeira ordem; e Modelo 4, composto por cinco fatores de primeira ordem    e um fator de segunda ordem. Os &iacute;ndices de ajustamento dos quatros modelos    testados encontram-se apresentados na <a href="/img/revistas/psi/v32n2/32n2a01t2.jpg">Tabela    2</a>.</font></p>     
<p><font face="Verdana" size="2">Em compara&ccedil;&atilde;o com os Modelos 2,    3 e 4, o Modelo 1 apresenta os melhores indicadores de ajustamento, pelo que    se optou por manter o modelo proposto. No entanto, ao analisar o Modelo 1, a    observa&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o (MIs)    para as satura&ccedil;&otilde;es (Lambdas, <i>&lambda;</i>) e os erros de medida    (Delta, <i>&delta;</i>) indicou que seria aconselh&aacute;vel correlacionar    os erros de medida dos seguintes itens: item 9 (&ldquo;Penso em diferentes objetivos    que posso procurar alcan&ccedil;ar.&rdquo;) e item 10 (&ldquo;Estou a pensar    em diferentes estilos de vida que podem ser bons para mim.&rdquo;); item 16    (&ldquo;Os meus planos para o futuro coincidem com os meus verdadeiros interesses    e valores.&rdquo;) e item 17 (&rdquo;Os meus planos para o futuro d&atilde;o-me    autoconfian&ccedil;a.&rdquo;); item 18 (&ldquo;Gra&ccedil;as aos meus planos    para o futuro, sinto-me seguro/a acerca de mim pr&oacute;prio/a.&rdquo;) e item    19 (&ldquo;Sinto que a dire&ccedil;&atilde;o que quero tomar na minha vida ser&aacute;    mesmo adequada a mim.&rdquo;); item 21 (&ldquo;Penso nos planos para o futuro    que j&aacute; fiz.&rdquo;) e item 23 (&ldquo;Penso se os planos que tenho para    a minha vida s&atilde;o realmente adequados para mim.&rdquo;); e item 22 (&ldquo;Falo    com outras pessoas sobre os meus planos para o futuro.&rdquo;) e item 24 (&ldquo;Procuro    saber o que as outras pessoas pensam sobre a dire&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica    que decidi tomar na minha vida.&rdquo;). De acordo com os MIs, adicionaram-se    cinco par&acirc;metros ao modelo, correlacionando os res&iacute;duos dos itens    (item 8-item 9; item 16-item 17; item 18- item19; item 21-item 23; item 22-item    24), devido &agrave; sua proximidade fr&aacute;sica (Mar&ocirc;co, 2010). Procedendo    desta forma, a estrutura fatorial resultante permitiu obter melhores indicadores    de ajustamento aos dados para o modelo proposto: <i>&chi;&sup2;</i> (259) =    735.10, <i>p</i> &lt; .001, <i>&chi;&sup2;/gl</i> = 2.84, CFI = .90, GFI = .87,    RMR = .09, RMSEA = .06 e ECVI = 2.16. Na <a href="/img/revistas/psi/v32n2/32n2a01f1.jpg">Figura    1</a> &eacute; apresentada a estrutura fatorial deste modelo.</font></p>     
<p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/psi/v32n2/32n2a01f1.jpg">Figura    1</a>, podem tamb&eacute;m observar-se os pesos fatoriais padronizados (&lambda;)    e as correla&ccedil;&otilde;es (&phi;) entre os v&aacute;rios fatores. Os fatores    Compromisso e Identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso (ICompromisso) mostraram    pesos fatoriais padronizados adequados (todos os &lambda; &gt; .4), apresentando    uma m&eacute;dia de .72 e de .74, respetivamente; os fatores Explora&ccedil;&atilde;o    em amplitude (EAmplitude) e Explora&ccedil;&atilde;o ruminativa (ERuminativa)    revelaram pesos fatoriais padronizados com uma m&eacute;dia de .63 e de .65,    respetivamente, indicando adequabilidade; o Explora&ccedil;&atilde;o em profundidade    (EProfundidade) apresentou pesos fatoriais padronizados mais baixos, com uma    m&eacute;dia de .48.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Validade convergente e discriminante</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/psi/v32n2/32n2a01t3.jpg">Tabela    3</a> apresenta a VEM, a FC e o <i>R</i><sup>2</sup> entre os fatores.</font></p>     
<p><font face="Verdana" size="2">Todos os fatores, excetuando a Explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade, apresentaram uma VEM &ge; .5 e FC &ge; .7, indicando adequada    validade convergente. J&aacute; o fator Explora&ccedil;&atilde;o em profundidade,    apresentou uma VEM = .33 e uma FC = .46, aqu&eacute;m dos valores esperados    para garantir validade convergente (Fornell &amp; Larcker, 1981).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &agrave; validade discriminante,    o Identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso e a Explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade n&atilde;o apresentaram uma VEM superior ao R<sup><i>2 </i></sup>entre    outros fatores, n&atilde;o demonstrando, assim, validade discriminante. Os coeficientes    de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i> entre as dimens&otilde;es da escala    e as dimens&otilde;es Depress&atilde;o e Ansiedade avaliadas pelo ISP (ver <a href="/img/revistas/psi/v32n2/32n2a01t4.jpg">Tabela    4</a>) permitiram complementar os resultados anteriores. Especificamente, a    validade convergente foi examinada atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o    entre a Explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, a Depress&atilde;o e a Ansiedade,    e a validade discriminante foi estudada atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o    entre a Explora&ccedil;&atilde;o em amplitude, a Ansiedade e Depress&atilde;o,    tendo em conta a literatura (e.g., Luyckx et al., 2011; Luyckx, Klimstra, Schwartz,    &amp; Duriez, 2013; Mastrotheodoros, &amp; Motti-Stefanidi, 2016; Sica et al.,    2014; Skhirtladze et al., 2016).</font></p>     
<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados revelaram que as dimens&otilde;es    Compromisso e Identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso se encontram significativa    e negativamente associadas &agrave;s dimens&otilde;es Ansiedade e Depress&atilde;o.    Verifica-se que a dimens&atilde;o Explora&ccedil;&atilde;o ruminativa se encontra    significativa e positivamente associada &agrave;s dimens&otilde;es Ansiedade    e Depress&atilde;o. Observa-se tamb&eacute;m uma associa&ccedil;&atilde;o positiva    entre a Explora&ccedil;&atilde;o em profundidade e a dimens&atilde;o Ansiedade.    Por &uacute;ltimo, n&atilde;o se encontraram associa&ccedil;&otilde;es significativas    entre a dimens&atilde;o Explora&ccedil;&atilde;o em amplitude e as dimens&otilde;es    Ansiedade e Depress&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Fiabilidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O alfa de <i>Cronbach</i> (<i>&alpha;</i>) e    homogeneidade (correla&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia interitem, <i>r</i><sub><i>mi</i></sub>),    calculados para cada fator, mostraram uma consist&ecirc;ncia interna adequada    para as dimens&otilde;es da escala: Compromisso (<i>&alpha;</i> = .84, <i>r</i><sub><i>mi</i></sub>    = .54), Explora&ccedil;&atilde;o em amplitude (<i>&alpha;</i> = .79, <i>r</i><sub><i>mi</i></sub>    = .43); Explora&ccedil;&atilde;o ruminativa (<i>&alpha;</i> = .74, <i>r</i><sub><i>mi</i></sub>    = .36), Identifica&ccedil;&atilde;o com o Compromisso (<i>&alpha;</i> = .87,    <i>r</i><sub><i>mi</i></sub> = .56). No entanto, o fator Explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade apresentou um valor minimamente aceit&aacute;vel (<i>&alpha;</i>    = .68, <i>r</i><sub><i>mi</i></sub> = .30), sendo consistente com os resultados    entrados para a FC (&lt; .07).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lise das diferen&ccedil;as de sexo    </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/psi/v32n2/32n2a01t5.jpg">Tabela    5</a> encontram-se as estat&iacute;sticas descritivas (m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o)    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s cinco dimens&otilde;es da escala para os    sexos feminino e masculino e para o total da amostra. No estudo das diferen&ccedil;as    de sexo foram comparadas as m&eacute;dias da pontua&ccedil;&atilde;o de cada    dimens&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, atrav&eacute;s do teste <i>t</i>-<i>Student</i>    para amostras independentes. Os resultados demonstram que existem diferen&ccedil;as    estatisticamente significativas na dimens&atilde;o Explora&ccedil;&atilde;o    ruminativa entre sexos. O sexo masculino apresenta n&iacute;veis de Explora&ccedil;&atilde;o    ruminativa mais elevados (<i>M</i> = 3.41, <i>DP</i> = .78) que o feminino (<i>M</i>    = 3.11, <i>DP</i> = .80), <i>t</i>(393) = 3.45, <i>p</i> &lt; .05, <i>d</i>    = .38.</font></p>     
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A DIDS &eacute; um instrumento de autorrelato    que avalia os processos de desenvolvimento da identidade. Este trabalho pretendeu    traduzir e adaptar para a l&iacute;ngua portuguesa a DIDS e estudar as propriedades    psicom&eacute;tricas do instrumento. Mais especificamente, foi analisada a validade    de construto, as validades convergente e discriminante, assim como a fiabilidade    da medida, numa amostra de adolescentes e adultos emergentes portugueses. Para    al&eacute;m disso, foram analisadas as diferen&ccedil;as de sexo dos processos    de desenvolvimento da identidade. Este estudo teve como finalidade contribuir    para o enriquecimento da literatura na &aacute;rea da identidade na adolesc&ecirc;ncia    e na transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta em Portugal. Para al&eacute;m    disso, procurou colmatar algumas das lacunas encontradas na literatura (e.g.,    inexist&ecirc;ncia de instrumentos adaptados para a popula&ccedil;&atilde;o    portuguesa que avaliem os processos identit&aacute;rios).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise    da validade de construto, a AFC da DIDS revelou, para um modelo de primeira    ordem com cinco fatores correlacionados, um bom ajustamento &agrave; estrutura    da vari&acirc;ncia-covari&acirc;ncia observada entre os 25 itens. Todos os itens    apresentaram pesos fatoriais padronizados adequados, excetuando o item 24 no    fator Explora&ccedil;&atilde;o em profundidade. Embora este modelo de primeira    ordem tenha apresentado m&eacute;dias de pesos fatoriais padronizados satisfat&oacute;rias    e melhores indicadores de ajustamento, o fator Explora&ccedil;&atilde;o em profundidade    apresentou limita&ccedil;&otilde;es em termos de validade convergente, dado    que o comportamento dos itens n&atilde;o foi explicado essencialmente pelo fator    (VEM &lt; .5), devido a pesos fatoriais padronizados mais baixos. Al&eacute;m    disso, as correla&ccedil;&otilde;es observadas entre os erros dos itens pertencentes    aos mesmos fatores podem estar relacionadas com a similitude na formula&ccedil;&atilde;o    ou no conte&uacute;do dos itens (Mar&ocirc;co, 2010).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, o fator Explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade mostrou estar significativamente associado &agrave; dimens&atilde;o    ansiedade, o que corrobora trabalhos recentes (e.g., Mannerstr&ouml;m et al.,    2017). De facto, originalmente, Luyckx e colaboradores (2006) consideraram que    a avalia&ccedil;&atilde;o reflexiva em rela&ccedil;&atilde;o aos compromissos    atuais se repercutia no aumento dos n&iacute;veis de bem-estar; contudo, tal    como defendem Mannerstr&ouml;m e colaboradores (2017) a explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade pode implicar a reconsidera&ccedil;&atilde;o dos compromissos,    o que se pode refletir no aumento dos n&iacute;veis de ansiedade. Uma poss&iacute;vel    solu&ccedil;&atilde;o para melhorar a validade convergente do fator Explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade poderia passar pela remo&ccedil;&atilde;o dos itens 23 e 24    ou a introdu&ccedil;&atilde;o de novos itens, no sentido de elevar a VEM e a    FC para valores pr&oacute;ximos dos desej&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">J&aacute; na correla&ccedil;&atilde;o com as    dimens&otilde;es do ISP, observou-se uma associa&ccedil;&atilde;o positiva,    significativa e moderada entre a Explora&ccedil;&atilde;o ruminativa e as dimens&otilde;es    Ansiedade e Depress&atilde;o, o que corrobora os resultados de estudos anteriores    (Luyckx et al., 2008, 2011; Luyckx, Klimstra, Schwartz, &amp; Duriez, 2013;    Mastrotheodoros, &amp; Motti-Stefanidi, 2016; Sica et al., 2014; Skhirtladze    et al., 2016). As associa&ccedil;&otilde;es encontradas apoiam a ideia circular    de que, por um lado, n&iacute;veis elevados de explora&ccedil;&atilde;o ruminativa    podem contribuir para o bloqueio do desenvolvimento identit&aacute;rio (Luyckx    et al., 2008) e para o desenvolvimento de sintomatologia psicol&oacute;gica    atrav&eacute;s da perce&ccedil;&atilde;o de incerteza e incompet&ecirc;ncia    (Luyckx et al., 2011). Por outro, n&iacute;veis elevados de sintomatologia ansiosa    e depressiva podem contribuir para o aumento da preocupa&ccedil;&atilde;o e    do medo em rela&ccedil;&atilde;o a escolhas e compromissos (Luyckx et al., 2008),    bloqueando o desenvolvimento da identidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne &agrave; validade discriminante,    esta n&atilde;o se verificou para o Compromisso, Identifica&ccedil;&atilde;o    com o compromisso e Explora&ccedil;&atilde;o em amplitude. Este facto &eacute;    justific&aacute;vel pelas magnitudes elevadas das correla&ccedil;&otilde;es    entre Compromisso &ndash; Identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso (<i>r</i>    &gt; .83) e Compromisso &ndash; Explora&ccedil;&atilde;o em amplitude (<i>r</i>    = .80), o que reflete que os fatores, definidos por este conjunto de itens,    n&atilde;o s&atilde;o distintos. Estes resultados poderiam indicar a exist&ecirc;ncia    de um fator de segunda ordem, contudo, o modelo de segunda ordem, com cinco    fatores associados, mostrou-se o modelo mais ajustado aos dados. Na associa&ccedil;&atilde;o    com as dimens&otilde;es do ISP, n&atilde;o foram encontradas associa&ccedil;&otilde;es    significativas entre o processo Explora&ccedil;&atilde;o em amplitude, a Ansiedade    e a Depress&atilde;o, sugerindo validade discriminante (Mastrotheodoros, &amp;    Motti-Stefanidi, 2016; Sica et al., 2014).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados mostraram igualmente que os processos    Compromisso e Identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso est&atilde;o associados    negativamente &agrave; sintomatologia depressiva, corroborando estudos anteriores    (e.g., Luyckx et al., 2008, 2011; Luyckx, Klimstra, Schwartz, &amp; Duriez,    2013; Mastrotheodoros, &amp; Motti-Stefanidi, 2016). Estes resultados poder&atilde;o    apontar para que, nestas etapas desenvolvimentais, as trajet&oacute;rias adaptativas    de desenvolvimento da identidade se caracterizem por n&iacute;veis mais elevados    de compromisso e de identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso. Considerando    os sintomas associados aos quadros depressivos (e.g., tristeza, baixo autoestima,    altera&ccedil;&otilde;es som&aacute;ticas e cognitivas que afetam de forma significativa    a capacidade de funcionamento da pessoa) e ansiosos (e.g., comportamentos de    evitamento por antecipa&ccedil;&atilde;o de uma amea&ccedil;a), &eacute; expect&aacute;vel    que a presen&ccedil;a sintomatologia ansiosa e depressiva comprometa a capacidade    de explora&ccedil;&atilde;o e de tomada de decis&atilde;o (Santos, Ferreira,    &amp; Gon&ccedil;alves, 2014).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos apontam para que a dimens&atilde;o    Explora&ccedil;&atilde;o em Profundidade e a dimens&atilde;o Ansiedade se associem    positivamente, sendo que este resultado n&atilde;o &eacute; apoiado pelos estudos    anteriores (Luyckx et al., 2008, 2011; Sica et al., 2014). Tendo em conta a    conceptualiza&ccedil;&atilde;o desenvolvida por Luyckx e colaboradores (2008),    a Explora&ccedil;&atilde;o em Profundidade remete para a recolha de informa&ccedil;&otilde;es    sobre os objetivos e planos pessoais e a exposi&ccedil;&atilde;o dessa informa&ccedil;&atilde;o    a outros significativos. Colocamos como hip&oacute;tese explicativa o facto    de os processos de explora&ccedil;&atilde;o ativa, de reflex&atilde;o e de partilha    com outros poderem despoletar alguma sintomatologia ansiosa por exposi&ccedil;&atilde;o    e/ou aceita&ccedil;&atilde;o social.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave; fiabilidade, no geral,    a vers&atilde;o portuguesa da DIDS mostrou possuir bons valores tanto na consist&ecirc;ncia    interna como na fiabilidade comp&oacute;sita (&gt; 0.7). Contudo, &agrave; semelhan&ccedil;a    de outros estudos (e.g., Mannerstr&ouml;m et al., 2017), a dimens&atilde;o Explora&ccedil;&atilde;o    em profundidade apresentou um valor de alfa mais baixo. Estes resultados sustentam    a ideia de que, embora a estrutura pentafatorial da DIDS apresente um bom ajustamento,    a consist&ecirc;ncia podia ser incrementada com mais itens (e melhores), o que    asseguraria uma maior precis&atilde;o do instrumento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O facto de o sexo masculino apresentar n&iacute;veis    mais elevados de Explora&ccedil;&atilde;o ruminativa n&atilde;o vai ao encontro    do trabalho de Luyckx e colaboradores (2006). Este resultado poder&aacute; ser    explicado atendendo &agrave;s diferen&ccedil;as de sexo nos ritmos de matura&ccedil;&atilde;o    biol&oacute;gica (Alsaker &amp; Flammer, 2006) e ao seu impacto no desenvolvimento    da identidade (Klimstra et al. 2010; Meeus et al., 2010). Neste sentido, hipotetizamos    que o facto do sexo feminino ter um ritmo de matura&ccedil;&atilde;o mais acelerado    em termos do desenvolvimento cognitivo possa contribuir para o desenvolvimento    de uma identidade mais madura, o que se reflete num n&iacute;vel mais baixo    de explora&ccedil;&atilde;o ruminativa. Esta quest&atilde;o merece ser integrada    como uma quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o num estudo futuro.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A DIDS pode constituir-se um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o    das dimens&otilde;es do desenvolvimento da identidade, permitindo caracterizar    e diferenciar pessoas e grupos em contextos cl&iacute;nicos e de investiga&ccedil;&atilde;o.    Sendo este estudo um contributo inicial para o estudo das propriedades psicom&eacute;tricas    da vers&atilde;o portuguesa da DIDS, apresenta limita&ccedil;&otilde;es que    restringem a sua validade: a amostra foi selecionada atrav&eacute;s de uma t&eacute;cnica    de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica, denominada de &ldquo;bola de    neve&rdquo; e, pelo facto de n&atilde;o ser representativa, os resultados t&ecirc;m    um car&aacute;cter marcadamente explorat&oacute;rio. Para al&eacute;m disso,    a amostra &eacute; maioritariamente constitu&iacute;da por participantes do    sexo feminino, o que constrange a validade deste trabalho. Outras limita&ccedil;&otilde;es    prendem-se com o facto de n&atilde;o terem sido estudadas a estabilidade temporal    do instrumento (teste-reteste) e de s&oacute; ter sido utilizado um instrumento    para testar a validade. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; validade convergente,    o facto de esta n&atilde;o ter sido avaliada atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o    entre a DIDS e outro instrumento que me&ccedil;a um construto semelhante tamb&eacute;m    constitui uma limita&ccedil;&atilde;o deste estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os estudos futuros com DIDS dever&atilde;o ser    desenvolvidos de forma a superar estas limita&ccedil;&otilde;es. Ser&aacute;    necess&aacute;rio tamb&eacute;m replicar este estudo com amostras mais equitativas    em termos da distribui&ccedil;&atilde;o por sexo e idade. Tendo em conta a diferen&ccedil;a    entre sexos encontrada e a hip&oacute;tese explicativa proposta, seria interessante    desenvolver um estudo focado no impacto dos ritmos de matura&ccedil;&atilde;o    nos processos desenvolvimento da identidade na adolesc&ecirc;ncia. Os trabalhos    futuros tamb&eacute;m dever&atilde;o contribuir para o processo de valida&ccedil;&atilde;o    da DIDS, analisando a validade convergente deste instrumento atrav&eacute;s    da correla&ccedil;&atilde;o com outro que avalie um construto similar, por exemplo,    o Revised Identity Style Inventory (Berzonsky et al., 2013), o Utrecht-Management    of Identity Commitments Scale (Crocetti, Schwartz, Fermani, &amp; Meeus,&nbsp;2010)    e o Ego Identity Process Questionnaire (Balistreri, Busch-Rossnagel, &amp; Geisinger,    1995).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em conclus&atilde;o, apesar das limita&ccedil;&otilde;es    apontadas, a DIDS &eacute; um instrumento que produz dados fi&aacute;veis e    v&aacute;lidos, podendo ser utilizado por cl&iacute;nicos e por investigadores,    em amostras de adolescentes e adultos emergentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alsaker, F. D., &amp; Flammer, A. (2006). Pubertal    maturation. In S. Jackson &amp; L. Goossens (Eds.), <i>Handbook of adolescent    development</i> (pp. 30-50). Hove and New York: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506329&pid=S0874-2049201800020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Arnett, J. J. (2000). Emerging adulthood: A theory    of development from the late teens through the twenties. <i>American Psychologist,    55</i>, 469-480. <a href="http://dx.doi.org/10.1037//0003-066X.55.5.469" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037//0003-066X.55.5.469</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506331&pid=S0874-2049201800020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Arnett, J. J. (2005). The developmental context    of substance use in emerging adulthood. <i>Journal of Drug Issues</i>, <i>22</i>,    235-254. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/002204260503500202" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/002204260503500202</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506332&pid=S0874-2049201800020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Arnett, J. J. (2007). Emerging adulthood: What    is it, and what is it good for? <i>Child Development Perspectives, 2</i>, 68-73.    <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1750-8606.2007.00016.x" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.1750-8606.2007.00016.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506333&pid=S0874-2049201800020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Balistreri, E., Busch-Rossnagel, N. A., &amp;    Geisinger, K. F. (1995). Development and preliminary validation of the Ego Identity    Process Questionnaire. <i>Journal of Adolescence, 18</i>(2), 179-192. <a href="http://psycnet.apa.org/doi/10.1006/jado.1995.1012">http://dx.doi.org/10.1006/jado.1995.1012</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506334&pid=S0874-2049201800020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brand&atilde;o, T., Saraiva, L., &amp; Matos,    M. P. (2012). O prolongamento da transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta    e o conceito de adultez emergente: Especificidades do contexto portugu&ecirc;s    e brasileiro. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 3, </i>301-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506335&pid=S0874-2049201800020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Berzonsky, M. D., Soenens, B., Luyckx, K., Smits,    I., Papini, D. R., &amp; Goossens, L. (2013). Development and validation of    the revised Identity Style Inventory (ISI-5): Factor structure, reliability,    and validity. <i>Psychological Assessment, 25</i>(3), 893-904. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/a0032642" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/a0032642</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506337&pid=S0874-2049201800020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brewer, M. B., &amp; Gardner, W. (1996). Who    is this "we"? Level of collective identity and self representations. <i>Journal    of Personality and Social Psychology, 71</i>(1), 83-93. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.71.1.83" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.71.1.83</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506338&pid=S0874-2049201800020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Canavarro, M. C. (2007). Invent&aacute;rio de    Sintomas Psicopatol&oacute;gicos: Uma revis&atilde;o cr&iacute;tica dos estudos    realizados em Portugal. In M. Sim&otilde;es, C. Machado, M. Gon&ccedil;alves,    &amp; L. Almeida (Eds.),&nbsp;<i>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica:    Instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa</i>&nbsp;(vol.    III, pp. 305-331). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506339&pid=S0874-2049201800020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Carter, E., &amp; McGoldrick, M. (1995). <i>The    changing family life cycle &ndash; A framework for family therapy</i>. Boston:    Allyn and Bacon.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chen, S., Boucher, H. C., &amp; Tapias, M. P.    (2006). The relational self revealed: Integrative conceptualization of the implications    and interpersonal life. <i>Psychological Bulletin, 132</i>(2), 151-179. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.132.2.151" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.132.2.151</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506342&pid=S0874-2049201800020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">C&ocirc;t&eacute;, J. E., &amp; Levine, C. (1988).    A critical examination of the ego identity status paradigm. <i>Developmental    Review, 8, </i>147&ndash;184. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0273-2297(88)90002-0" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/0273-2297(88)90002-0</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">C&ocirc;t&eacute;, J., &amp; Levine, C. (2002).    <i>Identity formation, agency and culture: A social psychological synthesis</i>.    Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates Inc.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crocetti, E., Schwartz, S., Fermani, A., &amp;    Meeus, W. (2010). The Utrecht Management of Identity Commitment Scale (U-MICS):    Italian validation and cross-national comparisons. <i>European Journal of Psychological    Assessment, 26</i>, 169-183. <a href="http://dx.doi.org/10.1027/1015-5759/a000024" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1027/1015-5759/a000024</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506345&pid=S0874-2049201800020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crocetti, E., Luyckx, K., Scrignaro, M., &amp;    Sica, L. S. (2011). Identity formation in Italian emerging adults: A cluster-analytic    approach and associations with psychosocial functioning. <i>European Journal    of Developmental Psychology, 8</i>, 558-572. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/17405629.2011.576858" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/17405629.2011.576858</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506346&pid=S0874-2049201800020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crocetti, E., Scrignaro, M., Sica, L. S., &amp;    Magrin, M. E. (2012). Correlates of identity configurations: Three studies with    adolescent and emerging adult cohorts. <i>Journal of Youth Adolescence, 41</i>(6),    732-748. <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s10964-011-9702-2" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s10964-011-9702-2</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506347&pid=S0874-2049201800020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Epp, A. M., &amp; Price, L. L. (2008). Family    identity: A framework of identity interplay in consumption practices. <i>Journal    of Consumer Research, 35</i>(1), 50-57. <a href="http://dx.doi.org/10.1086/529535" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1086/529535</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506348&pid=S0874-2049201800020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Erikson, E. H. (1968). <i>Identity: Youth and    crisis</i>. New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506349&pid=S0874-2049201800020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eurostat (2016). Retirado de <a href="http://ec.europa.eu/eurostat/en/web/products-datasets/-/DEMO_NIND">http://ec.europa.eu/eurostat/en/web/products-datasets/-/DEMO_NIND</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506351&pid=S0874-2049201800020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Evans, N. J., Forney, D. S., Guido, F. M., Patton,    L. D., &amp; Renn, K. A. (2010). <i>Student development in college</i> (2&ordf;    Ed.). San Francisco: John Wiley, Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506353&pid=S0874-2049201800020000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fornell, C. &amp; Larcker, D. F. (1981). Evaluating    structural equation models with unobservable variables and measurement error.    <i>Journal of Marketing Research, 18</i>(1), 39-50. <a href="http://dx.doi.org/10.2307/3151312" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2307/3151312</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506355&pid=S0874-2049201800020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Garson, G. D. (2012). <i>Structural Equation    Modeling.</i> Asheboro, NC: Statistical.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guerreiro, M. D., &amp; Abrantes, P. (2004).    Moving into adulthood in a Southern European country: Transitions in Portugal.    <i>Revista Portuguesa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 3</i>(3), 191-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506357&pid=S0874-2049201800020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grotevant, H. D. (1987). Toward a process model    of identity formation. <i>Journal of Adolescent Research, 2</i>, 203-222. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/074355488723003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/074355488723003</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506359&pid=S0874-2049201800020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J., &amp;    Anderson, R. E. (2009). <i>Multivariate data analysis</i> (7<sup>rd</sup> Ed.).    Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Iyer, A., Jetten, J., Tsivrikos, D., Postmes,    T., &amp; Haslam, S. (2009). The more (and the more compatible) the merrier:    Multiple group memberships and identity compatibility as predictors of adjustment    after life transitions. <i>British Journal of Social Psychology, 48</i>(4),    707-733. <a href="http://dx.doi.org/10.1348/014466608X397628" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1348/014466608X397628</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506361&pid=S0874-2049201800020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jablonski, J., &amp; Martino, S. D. (2013). A    qualitative exploration of emerging adults&rsquo; and parents&rsquo; perspectives    on communicating adulthood status. <i>The Qualitative Report</i>, <i>18</i>(37),    1-12.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kilstra, T. A., Hale, W. W., Raaijmakers, Q.    A., Branje, S. J., &amp; Meeus, W. H. (2010). Identity formation in adolescence:    Change or stability? <i>Journal of Youth and Adolescence, 39</i>(2), 150-162.    <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s10964-009-9401-4" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s10964-009-9401-4</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506363&pid=S0874-2049201800020000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kroger, J. (2002). Introduction: Identity development    through adulthood. <i>Identity: An International Journal of Theory and Research</i>,    <i>2</i>, 1-5. <a href="http://dx.doi.org/10.1207/S1532706XID0201_01" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1207/S1532706XID0201_01</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506364&pid=S0874-2049201800020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kublikowsky, I., &amp; Rodrigues, C.M. (2016).    'Kangaroo generations': New contexts, new experiences. <i>Estudos Psicol&oacute;gicos,    33</i>(3),<i> 5</i>35-542. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/1982-02752016000300016" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/1982-02752016000300016</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506365&pid=S0874-2049201800020000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Linares, J. L. (1996). <i>Identidad y narrativa    &ndash; La terapia familiar en la pr&aacute;ctica cl&iacute;nica</i>. Barcelona:    Paid&oacute;s Terapia Familiar.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Luyckx, K., Goossens, L., Soenens, B., &amp;    Beyers, W. (2006). Unpacking commitment and exploration: Preliminary validation    of an integrative model of late adolescent identity formation. <i>Journal of    Adolescence, 29</i>, 361-378. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2005.03.008" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2005.03.008</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506367&pid=S0874-2049201800020000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Luyckx, K., Schwartz, S. J., Berzonsky, M. D.,    Soenens, B., Vansteenkiste, M., Smits, I., &amp; Goossens, L. (2008). Capturing    ruminative exploration: Extending the four-dimensional model of identity formation    in late adolescence. <i>Journal of Research in Personality, 42</i>, 58-82. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jrp.2007.04.004" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.jrp.2007.04.004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506368&pid=S0874-2049201800020000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Luyckx, K., Schwartz, S. J., Goossens, L., Beyers,    W., &amp; Missotten, L. (2011). Processes of personal identity formation and    evaluation. In S. J. Schwartz, K. Luyckx, &amp; V. L. Vignoles (Eds.), <i>Handbook    of identity theory and research</i> (pp. 77-98). New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506369&pid=S0874-2049201800020000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Luyckx, K., Klimstra, T., Duriez, B., Petegem,    S., &amp; Beyers, W. (2013). Personal identity processes from adolescence through    the late 20s: Age trends, functionality, and depressive symptoms. <i>Social    Development, 22</i>, 707-721. <a href="http://dx.doi.org/10.1111/sode.12027" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/sode.12027</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506371&pid=S0874-2049201800020000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Luyckx, K., Klimstra, T., Schwartz, S., &amp;    Duriez, B. (2013). Personal identity in college and the work context: Developmental    trajectories and psychosocial functioning. <i>European Journal of Personality,    27</i>, 222-237. <a href="http://dx.doi.org/10.1002/per.1903" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/per.1903</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506372&pid=S0874-2049201800020000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mastrotheodoros, S., &amp; Motti-Stefanidi, F.    (2016). Dimensions of Identity Development Scale (DIDS): A test of longitudinal    measurement invariance in Greek adolescents. <i>European Journal of Developmental    Psychology, 14</i>(5), 605-617. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/17405629.2016.1241175" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/17405629.2016.1241175</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506373&pid=S0874-2049201800020000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marcia, J. E. (1966). Development and validation    of ego-identity status. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 3</i>,    551-558. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/h0023281" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/h0023281</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506374&pid=S0874-2049201800020000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mar&ocirc;co, J. (2007). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica    &ndash; Com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i> (3&ordf; Ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es    S&iacute;labo, Lda.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise de    equa&ccedil;&otilde;es estruturais &ndash; Fundamentos te&oacute;ricos, software    e aplica&ccedil;&otilde;es</i>. P&ecirc;ro Pinheiro: ReportNumber, Lda.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meeus, W., Iedema, J., Helsen, M., &amp; Vollebergh,    W. (1999). Patterns of adolescent identity development: Review of literature    and longitudinal analysis. <i>Developmental Review, 19</i>, 419-461. <a href="http://dx.doi.org/10.1006/drev.1999.0483" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1006/drev.1999.0483</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506377&pid=S0874-2049201800020000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meeus, W., van de Schoot, R., Keijsers, L., Schwartz,    S. J., &amp; Branje, S. (2010). On the progression and stability of adolescent    identity formation: A five-wave longitudinal study in early-to-middle and middle-to-late    adolescence. <i>Child Development, 81</i>, 1565-1581. <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-8624.2010.01492.x" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-8624.2010.01492.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506378&pid=S0874-2049201800020000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meeus, W. (2011). The study of adolescent identity    formation 2000&ndash;2010: A review of longitudinal research. <i>Journal of    Research on Adolescence, 21,</i> 75-94. <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1532-7795.2010.00716.x" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.1532-7795.2010.00716.x</a></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mendon&ccedil;a, M., Andrade, C., &amp; Fontaine,    A. (2009). Transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta e adultez emergente:    Adapta&ccedil;&atilde;o do Question&aacute;rio de Marcadores da Adultez junto    de jovens portugueses. <i>Psychologica, 51</i>, 147-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506380&pid=S0874-2049201800020000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mannerstr&ouml;m, R., Hautam&auml;ki, A., &amp;    Leikas, S. (2017). Identity status among young adults: Validation of the Dimensions    of Identity Development Scale (DIDS) in a Finnish sample. <i>Nordic Psychology</i>,    <i>69</i>(3), 195-213. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/19012276.2016.1245156" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/19012276.2016.1245156</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506382&pid=S0874-2049201800020000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morsunbul, U., &amp; Cok, F. (2014). The adaptation    of the dimensions of identity development scale into Turkish<i>. The Journal    of Psychiatry and Neurological Sciences, 27</i>, 6-14. <a href="http://dx.doi.org/10.5350/DAJPN2014270101" target="_blank">http://dx.doi.org/10.5350/DAJPN2014270101</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506383&pid=S0874-2049201800020000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pesigan, I. J. A., Luyckx, K., &amp; Alampay,    L. P. (2014). Brief report: Identity processes in Filipino late adolescents    and young adults: Parental influences and mental health outcomes. <i>Journal    of Adolescence, 37</i>, 599-604. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2014.04.012" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2014.04.012</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506384&pid=S0874-2049201800020000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Santos, P. J., Ferreira, J. A., &amp; Gon&ccedil;alves,    C. M. (2014). Indecisiveness and career indecision: A test of a theoretical    model. <i>Journal of Vocational Behavior, 85, </i>106-114. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jvb.2014.05.004" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.jvb.2014.05.004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506385&pid=S0874-2049201800020000100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Saraiva, L. M., &amp; Matos, P. M. (2015). Becoming    an adult in Portugal: Negotiating pathways between opportunities and constraints.    In R. Zukauskien, <i>Emerging adulthood in a European context</i> (pp. 117-137).    New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506386&pid=S0874-2049201800020000100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schwartz, S. H., &amp; Rubel-Lifschitz T. (2009).    Cross-national variation in the size of sex differences in values: Effects of    gender equality. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 97</i>(1),    171-185. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/a0015546" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/a0015546</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506388&pid=S0874-2049201800020000100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schwartz, S. J., Zamboanga, B. L., Luyckx, K.,    Meca, A., &amp; Ritchie, R. (2013). Identity in emerging adulthood: Reviewing    the field and looking forward. <i>Emerging Adulthood, 1</i>(2), 96-113. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/2167696813479781" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/2167696813479781</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506389&pid=S0874-2049201800020000100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sedikides, C., &amp; Brewer, M. B. (2001). <i>Individual    self, relational self, collective self. </i>Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506390&pid=S0874-2049201800020000100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sica, L. S., Sestito, L. A., &amp; Ragozini,    G. (2014). Identity coping in the first years of university: Identity diffusion,    adjustment and identity distress. <i>Journal of Adult Development, 21</i>, 159-172.    <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s10804-014-9188-8" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s10804-014-9188-8</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506392&pid=S0874-2049201800020000100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Skhirtladze, N., Javakhishvili, N., Schwartz,    S. J., Beyers, W., &amp; Luyckx, K. (2016). Identity processes and statuses    in post-Soviet Georgia: Exploration processes operate differently. <i>Journal    of Adolescence, 47</i>, 19-209. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2015.08.006" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2015.08.006</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506393&pid=S0874-2049201800020000100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vieira, A. C. S., &amp; Rava, P. G. S. (2012).    Ninho cheio: Perspectivas de pais e filhos. <i>Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica,    14</i>(1), 84-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506394&pid=S0874-2049201800020000100055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
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