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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Casual sexual relationships (CSR) are increasingly common, but little is known about the main types and their characteristics in our country. This study sought to contribute to overcome this gap and made use of a qualitative methodology to learn about the CSR in which Portuguese emerging adults are involved (N = 177, 18-30 years old). Three studies were carried out, using open questions collected in person and online, with results showing that a CSR is defined by the absence of emotional involvement and commitment and by having exclusively sexual objectives. Multidimensional scaling combined with cluster analysis enabled us to identify four types of CSR: friends with benefits, one-night stand, fooling around, and casual relationship. The four types of relationships show differences among themselves, distinguished by 19 characteristics. We conclude that making this differention is all the more important since the necessity of sexual protection may be perceived differently among them.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>A diversidade de relacionamentos sexuais casuais e suas caracter&iacute;sticas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>The variety of casual sexual relationships and their characteristics</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria-Jo&atilde;o Alvarez<sup>1, c</sup>, Marta Garcia<sup>1</sup> &amp; C&iacute;cero R. Pereira<sup>2</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, CICPSI</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Universidade Federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os relacionamentos sexuais casuais (RSC) s&atilde;o cada vez mais comuns, mas pouco se sabe sobre as principais formas e caracter&iacute;sticas desses envolvimentos no nosso pa&iacute;s. Este estudo pretendeu contribuir para superar essa lacuna e recorreu a uma metodologia qualitativa para conhecer os RSC em que os adultos emergentes Portugueses se envolvem (<i>N</i> = 177, 18-30 anos), e suas caracter&iacute;sticas. Realizaram-se tr&ecirc;s estudos, atrav&eacute;s de perguntas abertas recolhidas presencialmente e <i>online</i>, cujos resultados mostraram que um RSC se define pela aus&ecirc;ncia de envolvimento emocional e de compromisso e tem objectivos exclusivamente sexuais. Escalonamentos multidimensionais combinados com an&aacute;lise de <i>clusters</i> permitiram identificar quatro tipos principais de RSC: &lsquo;amigos coloridos&rsquo;, &lsquo;caso de uma noite&rsquo;, &lsquo;curte&rsquo; e &lsquo;relacionamento casual&rsquo;. Os quatro encontros mostraram-se diferentes entre si, distinguindo-se em 19 caracter&iacute;sticas. Conclui-se pela import&acirc;ncia de abordar os mesmos como sendo distintos e com necessidades de interven&ccedil;&atilde;o diferentes no que se refere, nomeadamente, &agrave; protec&ccedil;&atilde;o sexual.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Relacionamentos sexuais casuais; adultos emergentes; diversidade de relacionamentos; sexualidade.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Casual sexual relationships (CSR) are increasingly common, but little is known about the main types and their characteristics in our country. This study sought to contribute to overcome this gap and made use of a qualitative methodology to learn about the CSR in which Portuguese emerging adults are involved (<i>N</i> = 177, 18-30 years old). Three studies were carried out, using open questions collected in person and online, with results showing that a CSR is defined by the absence of emotional involvement and commitment and by having exclusively sexual objectives. Multidimensional scaling combined with cluster analysis enabled us to identify four types of CSR: friends with benefits, one-night stand, fooling around, and casual relationship. The four types of relationships show differences among themselves, distinguished by 19 characteristics. We conclude that making this differention is all the more important since the necessity of sexual protection may be perceived differently among them.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Casual sexual relationships; emerging adults; relationship variety; sexuality.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">No in&iacute;cio deste s&eacute;culo descreveram-se mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas relacionais entre estudantes universit&aacute;rios que apontavam para um decl&iacute;nio de encontros tradicionais e um aumento de encontros sexuais casuais (Glenn &amp; Marquardt, 2001; Paul, McManus, &amp; Hays, 2000). Investiga&ccedil;&otilde;es mais recentes confirmaram a normatividade da experi&ecirc;ncia nestes encontros entre jovens adultos emergentes (Armstrong, England, &amp; Fogarty, 2012; Kalish &amp; Kimmel, 2011) e na &uacute;ltima revis&atilde;o de literatura sobre a cultura <i>hookup, </i>observou-se que 60 a 80% dos estudantes universit&aacute;rios Norte Americanos esteve envolvido num relacionamento sexual casual (Garcia, Reiber, Massey, &amp; Merriwether, 2012). Em Portugal, os poucos estudos existentes sobre o tema apontavam para o envolvimento em encontros casuais por 1/3 dos estudantes universit&aacute;rios (Alvarez, 2005; Reis, Ramiro, Gaspar de Matos, &amp; Diniz, 2012) e o mesmo se encontrou em jovens masculinos, entre os 18 e os 25 anos, sem frequ&ecirc;ncia universit&aacute;ria (Carvalho, 2015). Estar&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es sexuais casuais a ganhar maior import&acirc;ncia na vida dos jovens adultos? Em caso afirmativo, estar&atilde;o essas rela&ccedil;&otilde;es a tornar-se mais complexas e diversificadas? E se assim for, ser&atilde;o as caracter&iacute;sticas diferentes entre os v&aacute;rios encontros e ter&atilde;o em comum tra&ccedil;os encontrados nos relacionamentos regulares? Estas s&atilde;o algumas das quest&otilde;es que norteiam o presente estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os relacionamentos sexuais casuais (RSC) s&atilde;o considerados habitualmente relacionamentos sexuais n&atilde;o comprometidos, fora do contexto de um relacionamento rom&acirc;ntico, independentemente do tipo e extens&atilde;o do conhecimento entre os indiv&iacute;duos e da dura&ccedil;&atilde;o do relacionamento (Bersamin et al., 2014). O compromisso pode ser definido como a inten&ccedil;&atilde;o de persistir na manuten&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o e os sentimentos de liga&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica ao outro ou <i>we-ness</i> (Rusbult, Martz, &amp; Agnew, 1998), manifestando-se na disponibilidade para se referir ao outro como &ldquo;namorado/a&rdquo; (Hamilton &amp; Armstrong, 2009). A satisfa&ccedil;&atilde;o e investimento na rela&ccedil;&atilde;o, as alternativas dispon&iacute;veis, a confian&ccedil;a e a paix&atilde;o sentida pelo(a) parceiro(a) s&atilde;o preditores do compromisso e s&atilde;o frequentemente utilizados na sua avalia&ccedil;&atilde;o (Casta&ntilde;eda, 2000; Swan &amp; Thompson, 2016). Entendemos, por isso, um relacionamento sexual casual como um encontro presencial, habitualmente entre duas pessoas, que pode envolver diversas e diferentes manifesta&ccedil;&otilde;es sexuais, sem que haja claras expectativas m&uacute;tuas de dar continuidade &agrave; interac&ccedil;&atilde;o ou de envolvimento rom&acirc;ntico e cuja dura&ccedil;&atilde;o e grau de conhecimento entre os indiv&iacute;duos pode ser muito vari&aacute;vel.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma diferen&ccedil;a importante entre os RSC e os relacionamentos regulares diz respeito ao uso do preservativo, o qual diminui &agrave; medida que o relacionamento passa de novo/casual a regular e as explica&ccedil;&otilde;es enfatizam o papel da longevidade do relacionamento no aumento da intimidade e confian&ccedil;a entre os parceiros (Macaluso, Demand, Artz, &amp; Hook, 2000; Misovich, Fisher, &amp; Fisher, 1997). Contudo, nos relacionamentos casuais metade dos indiv&iacute;duos mostrou n&atilde;o utilizar preservativo (Reece et al., 2010) e estudos recentes identificaram <i>relacionamentos sexuais casuais longos</i> (Farvid &amp; Braun, 2017) com parceiros bem conhecidos, vividos por mais de metade dos adultos emergentes (e.g., Afifi &amp; Faulkner, 2000; Jonason, Li, &amp; Cason, 2009; Olmstead, Pasley, &amp; Fincham, 2017), n&atilde;o devendo pois a express&atilde;o ser tratada como um ox&iacute;moro. De facto, na investiga&ccedil;&atilde;o sobressaiu uma variedade de manifesta&ccedil;&otilde;es de intimidade emocional e sexual nos relacionamentos sexuais casuais, desde encontros sexuais que t&ecirc;m lugar uma s&oacute; vez entre estranhos, a encontros continuados, mas impessoais e utilit&aacute;rios, at&eacute; encontros sexuais que ocorrem entre amigos sem inten&ccedil;&atilde;o de virem a tornar-se parceiros num relacionamento (Wentland, &amp; Reissing, 2011, 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A possibilidade de os relacionamentos sexuais casuais combinarem caracter&iacute;sticas t&iacute;picas dos relacionamentos regulares, como a longevidade e a familiaridade, tem relev&acirc;ncia te&oacute;rica para o estudo de novas formas de relacionamentos sexuais e consequ&ecirc;ncias pr&aacute;ticas pelo previs&iacute;vel efeito na percep&ccedil;&atilde;o de menor necessidade de uso do preservativo e consequente risco sexual. Propomo-nos, por isso, conhecer os relacionamentos sexuais casuais em que os adultos emergentes portugueses se envolvem e as suas caracter&iacute;sticas, alicer&ccedil;ados na teoria dos gui&otilde;es sexuais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Gui&otilde;es e comportamento sexual</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na perspectiva do interaccionismo simb&oacute;lico &eacute; basilar a atribui&ccedil;&atilde;o de significados semelhantes &agrave;s ac&ccedil;&otilde;es pelos indiv&iacute;duos, de modo a desenvolverem uma defini&ccedil;&atilde;o partilhada da situa&ccedil;&atilde;o que torne poss&iacute;vel compreender a actividade conjunta em que se envolvem (Charon, 1995). Muito deste conhecimento &eacute; armazenado sob a forma de esquemas ou estruturas de conhecimento (Galambos, Abelson, &amp; Black, 1986) com um papel no processamento da informa&ccedil;&atilde;o social (Hastie, 1981). O conhecimento assim organizado permite o desenvolvimento de gui&otilde;es, i.e., representa&ccedil;&otilde;es da sequ&ecirc;ncia de acontecimentos esperados num determinado contexto, os quais facilitam as trocas do indiv&iacute;duo com o meio pelas infer&ecirc;ncias e expectativas que possibilitam e pela orienta&ccedil;&atilde;o que fornecem para o pr&oacute;prio comportamento (Schank &amp; Abelson, 1977).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&Agrave; semelhan&ccedil;a do que ocorre para outros comportamentos sociais (e.g., Langer, 1978), desenvolvem-se gui&otilde;es para o comportamento sexual (Gagnon, 1990; Maticka-Tyndale &amp; Herold, 1999). Estes s&atilde;o representa&ccedil;&otilde;es da sequ&ecirc;ncia de ac&ccedil;&otilde;es estereotipadas associadas a encontros sexuais espec&iacute;ficos e a sua organiza&ccedil;&atilde;o ocorre atrav&eacute;s da abstrac&ccedil;&atilde;o de regularidades, seja atrav&eacute;s da experi&ecirc;ncia repetida com a situa&ccedil;&atilde;o, seja atrav&eacute;s das normas culturais e experi&ecirc;ncia vicariante (Schank &amp; Abelson, 1977). Alguns gui&otilde;es sexuais foram objecto de investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica e mostraram disponibilizar uma estrutura para compreender e antecipar o comportamento dos outros e influenciar as ac&ccedil;&otilde;es, incluindo as de protec&ccedil;&atilde;o sexual, do indiv&iacute;duo (Alvarez &amp; Garcia-Marques, 2008; Edgar &amp; Fitzpatrick, 1993; Mewhinney, Herold, &amp; Maticka-Tyndale, 1995).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A exist&ecirc;ncia de conhecimento partilhado para uma diversidade de relacionamentos sexuais casuais (e.g., Wentland, &amp; Reissing, 2011, 2014) sugere a exist&ecirc;ncia de gui&otilde;es para estes encontros, cujo estudo est&aacute; por realizar. Contudo, nem todos os relacionamentos sexuais casuais ser&atilde;o de igual qualidade para descrever, pensar e nomear os encontros sexuais, havendo raz&otilde;es para supor que estes encontros sofrem altera&ccedil;&otilde;es de acordo com a cultura em que se inserem (Mervis &amp; Rosch, 1981). Deste modo, para que se possa vir a identificar os gui&otilde;es que descrevem os RSC importa identificar primeiro os principais tipos de relacionamentos sexuais casuais existentes e as suas caracter&iacute;sticas, os quais se espera que resultem sobretudo de uma sensibilidade ao meio cultural onde se desenvolvem e n&atilde;o tanto de idiossincrasias das amostras.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>O papel dos relacionamentos sexuais casuais</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cada vez mais, em especial no mundo Ocidental, entre os 18 e os 30 anos as principais tarefas de vida passam por terminar os estudos, ser financeiramente independente e desenvolver uma carreira, que Hamilton e Armstrong (2009) designaram por <i>imperativo de autodesenvolvimento</i>. Casar e/ou formar uma fam&iacute;lia continuam a ser projectos, mas perspectivados num futuro long&iacute;nquo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram diversos os contributos para o aumento dos relacionamentos sexuais na Europa e nos Estados Unidos<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>, desde as v&aacute;rias mudan&ccedil;as sociais com efeitos na dissolu&ccedil;&atilde;o de interdi&ccedil;&otilde;es sexuais, ao acesso a contraceptivos (e.g., Vilar, 2010), passando pela maior precocidade da puberdade, extens&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e adiamento do primeiro casamento e filho, bem como a import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; experi&ecirc;ncia sexual (e.g., Arnett, 2000). Tamb&eacute;m novas formas de viver os relacionamentos &iacute;ntimos, nomeadamente atrav&eacute;s da viv&ecirc;ncia de relacionamentos n&atilde;o monog&acirc;micos consensuais (Conley, Moors, Matsick, &amp; Ziegler, 2013) e a aceita&ccedil;&atilde;o da legitimidade de m&uacute;ltiplos parceiros concomitantes, tanto por parte de homens como de mulheres (Ryan &amp; Jeth&aacute;, 2010), podem constituir-se como raz&otilde;es acrescidas para o aumento dos relacionamentos sexuais nesta fase de vida.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Entre os principais motivos para o envolvimento em sexo casual descritos pelos pr&oacute;prios encontrou-se o preenchimento de hiatos entre relacionamentos comprometidos, a indisponibilidade de tempo para um relacionamento comprometido ou rom&acirc;ntico devido a obriga&ccedil;&otilde;es com o trabalho ou com os estudos, a grande mobilidade geogr&aacute;fica dos parceiros sexuais e considerar-se demasiado jovem para se &ldquo;prender&rdquo; a um relacionamento s&eacute;rio com tanto ainda para &ldquo;ver e fazer&rdquo; (Lyons et al., 2014). A <i>ignor&acirc;ncia pluralista</i>, um conceito que reflecte sentir-se compelido a agir de acordo com a norma social percebida, apesar de partilhar cren&ccedil;as e atitudes pessoais discrepantes, pode constituir-se tamb&eacute;m como um factor contextual a considerar no aumento dos RSC, em especial no contexto da cultura universit&aacute;ria (Bogle, 2008; Allport, 1924 cit. por Lambert, Kahn, &amp; Apple, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Decorrente das tarefas de vida que se tornaram priorit&aacute;rias, dos contextos sociais em que os jovens se movimentam e dos novos entendimentos sobre a viv&ecirc;ncia da sexualidade entre os parceiros, os RSC tornaram-se socialmente mais relevantes. As raz&otilde;es para o envolvimento nos RSC na actualidade ficam bem ilustradas nas categorias utilizadas por Aubrey e Smith (2013) para a constru&ccedil;&atilde;o de um &iacute;ndice de <i>hookup</i>, isto &eacute;, inofensividade, divers&atilde;o, estatuto, controlo e liberdade sexual.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>A diversidade nos padr&otilde;es de relacionamentos sexuais casuais</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma vez identificadas e descritas as mudan&ccedil;as nos relacionamentos sexuais nos &uacute;ltimos 50 anos, os investigadores passaram a interessar-se pelas diferentes formas que os RSC podiam tomar.<i>Hookup</i> &eacute; talvez a express&atilde;o mais utilizada para designar um RSC, e uma defini&ccedil;&atilde;o simples, &agrave; qual retir&aacute;mos a heteronormatividade presente no original, descreve-o como um encontro em que duas pessoas se juntam para uma troca f&iacute;sica e do qual n&atilde;o esperam mais nada (Glenn &amp; Masquardt, 2001). Devido &agrave; forma t&atilde;o vari&aacute;vel como foi definido, n&atilde;o se diferencia de outros RSC, pois tanto pode envolver apenas beijos como sexo penetrativo, ser limitado a uma noite ou mais prolongado e ocorrer entre desconhecidos ou amigos (ver Claxton &amp; Dulmen, 2013). Como tal, consideramos, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros autores, que se constitui mais como uma categoria abrangente para designar os v&aacute;rios tipos de RSC do que como um tipo de RSC (Heldman &amp; Wade, 2010). Talvez a express&atilde;o &ldquo;engates&rdquo; possa ilustrar o significado de <i>hookup</i> na l&iacute;ngua inglesa.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma forma que os RSC podem tomar &eacute; designada por <i>one night stand</i> ou &lsquo;caso de uma noite&rsquo; e caracteriza-se por um encontro de sexo entre dois estranhos ou pessoas que n&atilde;o se conhecem bem, sendo o contacto estabelecido habitualmente num contexto social (e.g., bar, festa), no qual um ou os dois est&atilde;o sob a influ&ecirc;ncia de &aacute;lcool ou drogas. O encontro n&atilde;o &eacute; planeado, ocorre uma s&oacute; vez, n&atilde;o havendo expectativa de que os intervenientes voltem a estar juntos, sendo por isso encontros com pouco envolvimento emocional (Singer et al., 2006; Wentland &amp; Reissing, 2011, 2014). Quando se d&aacute; continuidade a estes encontros a rela&ccedil;&atilde;o transforma-se e, no caso de os encontros se repetirem, ainda que esporadicamente, tornam-se em <i>Booty Calls</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O<i> Booty Call</i> consiste num encontro sexual que ocorre de vez em quando com algu&eacute;m que se conhece, combinado atrav&eacute;s de chamadas ou mensagens de texto, com a inten&ccedil;&atilde;o urgente, dita ou impl&iacute;cita, de ter actividade sexual (Jonason et al., 2009; Nelson, Morrison-Beedy, Kearny, &amp; Dozier, 2011). Nalguns estudos encontra-se algum investimento e longevidade nestes encontros (Jonason, Li, &amp; Richardson, 2011), noutros, o investimento emocional &eacute; praticamente inexistente (Wentland &amp; Reissing, 2011). A atrac&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica &eacute; o motivo principal na origem destes encontros e ocorrem sobretudo para satisfa&ccedil;&atilde;o do desejo sexual, em especial nos homens (Jonason et al., 2009; Nelson et al., 2011). A imprevisibilidade e espontaneidade na forma como se iniciam e terminam estes relacionamentos constituem caracter&iacute;sticas definidoras destes encontros (Wentland &amp; Reissing, 2011, 2014). Quando a repeti&ccedil;&atilde;o se intensifica e os encontros se tornam mais frequentes, os encontros passam a ser designados por <i>Fuck Buddies</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os <i>Fuck Buddy</i> ou &ldquo;parceiros de cama&rdquo; dizem respeito a sexo entre duas pessoas que se conhecem e se encontram para ter rela&ccedil;&otilde;es sexuais regularmente. Podem tornar-se amigos na sequ&ecirc;ncia da actividade sexual, n&atilde;o sendo a amizade pr&eacute;via. Os indiv&iacute;duos podem encontrar-se em actividades de natureza social, sendo que h&aacute; sempre envolvimento em actividades sexuais. Habitualmente a rela&ccedil;&atilde;o de amizade n&atilde;o se mant&eacute;m ap&oacute;s deixar de haver actividade sexual (Wentland &amp; Reissing, 2011, 2014). Na literatura existem poucos estudos cient&iacute;ficos sobre estes encontros.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outros relacionamentos h&aacute; que combinam a intimidade psicol&oacute;gica presente na amizade com a intimidade sexual, designados por <i>Friends With Benefits </i>e conhecidos por&lsquo;amigos coloridos&rsquo;. Caracterizam-se por ser um relacionamento n&atilde;o rom&acirc;ntico, entre dois amigos, que t&ecirc;m actividade sexual repetida ao longo do tempo, podendo ou n&atilde;o envolver-se em actividade sexual quando saem juntos (Claxton &amp; van Dulmen, 2013; Weaver, MacKeigan, &amp; MacDonald, 2011; Wentland &amp; Reissing, 2011). Um aspecto exclusivo destes encontros &eacute; o facto de os parceiros discutirem e negociarem entre si as regras do relacionamento. Parece ser importante haver esta discuss&atilde;o, de forma a garantir que os dois partilham do mesmo entendimento sobre o relacionamento e n&atilde;o t&ecirc;m expectativas diferentes sobre o seu desenrolar (Bisson &amp; Levine, 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pode concluir-se que existe investiga&ccedil;&atilde;o sobre as caracter&iacute;sticas dos encontros sexuais casuais e que estes se mostraram diversificados. Contudo, n&atilde;o s&oacute; se detectaram algumas caracter&iacute;sticas com amplitudes bastante diferentes (e.g., intimidade sexual nos <i>booty call</i>, intimidade relacional entre amigos coloridos), como os RSC encontrados n&atilde;o foram os mesmos nos v&aacute;rios estudos (e.g., Jonason et al., 2009; Wentland &amp; Reissing, 2011). O papel facilitador dos ambientes para o comportamento sexual descrito por Bogle (2008) no seu livro sobre <i>hooking up</i> em estudantes universit&aacute;rios tinha j&aacute; mostrado ser a sua averigua&ccedil;&atilde;o muito relevante noutros contextos culturais. Conclu&iacute;mos, assim, sobre a exist&ecirc;ncia de formas complexas de RSC que variam em diversas dimens&otilde;es, a import&acirc;ncia dos cen&aacute;rios culturais onde estes encontros se desenvolvem e a consequente pertin&ecirc;ncia do seu estudo em diferentes culturas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>VIS&Atilde;O GERAL DOS ESTUDOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo averiguou-se como s&atilde;o definidos os relacionamentos sexuais casuais e efectuou-se um levantamento daqueles em que os adultos emergentes Portugueses se envolvem e/ou conhecem e as suas caracter&iacute;sticas. Para tal foram solicitadas defini&ccedil;&otilde;es sobre o que constitu&iacute;a um RSC e as designa&ccedil;&otilde;es utilizadas para os nomear e exploradas as caracter&iacute;sticas descritoras dos RSC mais distintivos. Desconhecemos a exist&ecirc;ncia de estudos no nosso pa&iacute;s que investiguem os relacionamentos sexuais casuais, ao qual acrescentamos uma primeira explora&ccedil;&atilde;o das suas caracter&iacute;sticas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram realizados tr&ecirc;s estudos qualitativos explorat&oacute;rios. O primeiro teve como objectivo aceder aos relacionamentos casuais conhecidos/vividos e &agrave;s dimens&otilde;es em que estes se organizam. Para tal, solicitaram-se defini&ccedil;&otilde;es sobre o que constitu&iacute;a um RSC e as designa&ccedil;&otilde;es utilizadas para os nomear, no qual participaram 76 estudantes universit&aacute;rios. Analisadas as designa&ccedil;&otilde;es, houve necessidade de clarificar, num segundo estudo, com uma nova amostra constitu&iacute;da por 40 estudantes, alguns dos casos mais distintivos de entre os principais RSC encontrados no primeiro estudo. O objectivo deste segundo estudo foi o de ajudar a determinar o RSC mais distintivo quando o p&oacute;lo da dimens&atilde;o se mostrou constitu&iacute;do por mais de um relacionamento. Encontrados os quatro RSC mais distintivos, no terceiro estudo, com uma nova amostra com 61 estudantes universit&aacute;rios, foram aprofundadas as caracter&iacute;sticas descritoras de cada um destes RSC. Como o envolvimento pr&eacute;vio em RSC mostrou n&atilde;o diferenciar o conhecimento que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m das caracter&iacute;sticas dos diferentes encontros casuais (Wentland &amp; Reissing, 2014), contribuindo para se considerar conhecimento culturalmente adquirido, a experi&ecirc;ncia em RSC n&atilde;o constituiu condi&ccedil;&atilde;o para a participa&ccedil;&atilde;o nestes estudos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram no conjunto dos tr&ecirc;s estudos 177 participantes, 106 do g&eacute;nero feminino (59.9%), com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos (<i>M </i>= 21.95, <i>DP </i>= 2.38), dos quais nove fizeram parte dos estudos piloto. A maioria dos participantes era solteira (96.7%), disse n&atilde;o professar uma religi&atilde;o (58%), tinha o Ensino Secund&aacute;rio (42%) ou tr&ecirc;s anos de frequ&ecirc;ncia do Ensino Superior (43%) e 88% indicou ter tido rela&ccedil;&otilde;es sexuais. S&oacute; 76 participantes (43% do total da amostra) prestaram informa&ccedil;&atilde;o sobre o envolvimento num relacionamento sexual casual (apenas averiguado no Estudo 1). Destes, 39.4% disse ter estado envolvido neste tipo de relacionamentos e a maioria dos encontros sexuais casuais teve como parceiro uma pessoa do outro sexo (82.2%). A caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra, por estudo, encontra-se na <a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02t1.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos foram aprovados pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da institui&ccedil;&atilde;o portuguesa envolvida e os participantes foram solicitados a dar o seu consentimento informado</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ESTUDO 1</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fizeram parte do estudo 76 participantes (cinco dos quais do estudo piloto), 47 do g&eacute;nero feminino (73.4%), tendo os participantes idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos (<i>M</i> = 22.16, <i>DP</i> = 2.18).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Medidas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram criadas cinco perguntas de resposta aberta para aceder &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de cada participante sobre o que constitu&iacute;a um RSC e &agrave;s designa&ccedil;&otilde;es conhecidas para os nomear. Primeiro solicitou-se uma defini&ccedil;&atilde;o de RSC, em seguida disponibilizou-se uma defini&ccedil;&atilde;o de RSC &ldquo;no &acirc;mbito deste estudo, por relacionamento sexual casual entende-se um encontro entre duas pessoas (envolvendo beijos, car&iacute;cias sexuais, sexo oral e/ou rela&ccedil;&otilde;es sexuais vaginais e/ou anais, entre outros) sem que haja claras expectativas m&uacute;tuas de continua&ccedil;&atilde;o da interac&ccedil;&atilde;o ou de envolvimento rom&acirc;ntico&rdquo;. Perguntou-se, depois, caso o participante j&aacute; tivesse estado num RSC, que designa&ccedil;&otilde;es se atribu&iacute;am aos RSC em que tinha estado envolvido(a), indicando o g&eacute;nero do(a) parceiro(a). Caso o participante nunca tivesse estado envolvido(a) num RSC, pediam-se as designa&ccedil;&otilde;es que conhecia para os nomear. Solicitou-se, ainda, aos participantes que j&aacute; tinham estado envolvidos num RSC, que indicassem outras designa&ccedil;&otilde;es que conhecessem para al&eacute;m dos RSC em que tinham estado envolvidos. Foram ainda solicitados dados sociodemogr&aacute;ficos (Ver <a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Realizou-se um estudo piloto com tr&ecirc;s participantes, presencialmente, para averiguar a compreensibilidade das perguntas, tendo sido alteradas algumas express&otilde;es para facilitar a sua compreens&atilde;o, ap&oacute;s o qual se realizou novo estudo piloto com outros dois participantes que revelou serem as perguntas totalmente compreens&iacute;veis. Os dados foram recolhidos presencialmente e <i>online</i>, o &uacute;ltimo atrav&eacute;s da plataforma Qualtrics com divulga&ccedil;&atilde;o na rede social <i>Facebook</i>, durante sete dias, tendo 13 participantes realizado o preenchimento de forma presencial e 58 <i>online</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos de an&aacute;lise</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi conduzida uma an&aacute;lise de conte&uacute;do tem&aacute;tica, organizada em categorias, prevista por Bardin (1977), de forma a detectar os principais temas que emergiram na defini&ccedil;&atilde;o de RSC cujo processo de constru&ccedil;&atilde;o foi indutivo e dedutivo. As respostas foram categorizadas com um valor de -1, 0, 1 ou 2 na respectiva categoria quando a defini&ccedil;&atilde;o envolvia a presen&ccedil;a da caracter&iacute;stica (-1), a caracter&iacute;stica n&atilde;o era referida (0), a caracter&iacute;stica era explicitamente referida como estando ausente da defini&ccedil;&atilde;o (+1) (e.g., &ldquo;n&atilde;o h&aacute; envolvimento emocional&rdquo;) e a defini&ccedil;&atilde;o podia envolver quer a presen&ccedil;a quer a aus&ecirc;ncia da caracter&iacute;stica (2). As respostas foram categorizadas por um dos autores e 10%, obtido aleatoriamente atrav&eacute;s de um <i>site</i> de aleatoriza&ccedil;&atilde;o, por dois dos autores. Da an&aacute;lise resultou um acordo entre ju&iacute;zes<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a> de 87%, tendo sido discutidos os desacordos e obtido consenso.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para a an&aacute;lise das designa&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das aos RSC (vivenciados ou conhecidos), estas foram agrupadas em categorias de forma a obter-se o menor n&uacute;mero poss&iacute;vel - mas respeitando a diversidade de respostas encontradas - e fez-se uma contagem de frequ&ecirc;ncias.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Procedeu-se a uma an&aacute;lise multidimensional n&atilde;o param&eacute;trica para fazer sobressair as dimens&otilde;es em que as caracter&iacute;sticas das defini&ccedil;&otilde;es e as designa&ccedil;&otilde;es se organizaram. Os resultados foram confirmados recorrendo a uma an&aacute;lise de <i>clusters</i>. As an&aacute;lises foram realizadas com o SPSS, vers&atilde;o 25.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Defini&ccedil;&atilde;o de relacionamento sexual casual.</b> Obtiveram-se 71 respostas cuja an&aacute;lise resultou na organiza&ccedil;&atilde;o de 10 categorias. As tr&ecirc;s categorias com maior frequ&ecirc;ncia disseram respeito &agrave; aus&ecirc;ncia de envolvimento emocional e de compromisso e aos objectivos exclusivamente sexuais dos RSC (<a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise multidimensional realizada mostrou a presen&ccedil;a de duas dimens&otilde;es (Stress = .004; R<sup>2</sup> = .99). A primeira dimens&atilde;o contrap&ocirc;s mais elevada satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e envolvimento emocional a baixo compromisso. A segunda dimens&atilde;o diferenciou o baixo compromisso de um conjunto de evoca&ccedil;&otilde;es cuja baixa variabilidade fez com que aparecessem agrupadas, sendo elas rela&ccedil;&otilde;es espor&aacute;dicas, n&iacute;vel mais alto de conhecimento e de amizade, ocorr&ecirc;ncia nocturna, antecipado, mais elevada intimidade e exclusividade. A interpreta&ccedil;&atilde;o dessas dimens&otilde;es foi, por&eacute;m, inconclusiva. A an&aacute;lise de <i>clusters</i> agrupou as defini&ccedil;&otilde;es em tr&ecirc;s categorias, confirmando as proximidades verificadas na an&aacute;lise multidimensional (<a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02f1.jpg">Fig. 1</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De uma maneira geral, os RSC foram caracterizados como encontros nos quais se encontrou a primazia de objectivos exclusivamente sexuais associada &agrave; aus&ecirc;ncia de envolvimento emocional e de la&ccedil;os de compromisso. De facto, a representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da an&aacute;lise multidimensional situou o compromisso muito distante do envolvimento sexual sem envolvimento emocional.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Designa&ccedil;&otilde;es de relacionamentos sexuais casuais.</b> Os RSC vividos ou conhecidos permitiram coligir um conjunto de designa&ccedil;&otilde;es, mais precisamente 25 designa&ccedil;&otilde;es<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>, sendo que 14 foram referidas por mais de um participante, havendo quatro que foram utilizadas com maior frequ&ecirc;ncia, a saber &lsquo;amigos coloridos&rsquo;, &lsquo;caso de uma noite&rsquo;, &lsquo;curte&rsquo; e &lsquo;rela&ccedil;&atilde;o casual&rsquo; (<a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02t3.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise multidimensional realizada &agrave;s designa&ccedil;&otilde;es referidas por mais de 5% dos participantes fez sobressair duas dimens&otilde;es (Stress= .05; R<sup>2</sup> = .99). A primeira dimens&atilde;o diferenciou &lsquo;amigos coloridos&rsquo; de dois outros tipos de encontros, designados &lsquo;caso de uma noite&rsquo; e &lsquo;curte&rsquo;. A segunda dimens&atilde;o diferenciou o encontro &lsquo;curte&rsquo; de &lsquo;caso de uma noite&rsquo; e &lsquo;relacionamento casual&rsquo;. Os outros quatro tipos de relacionamento n&atilde;o apresentaram variabilidade suficiente para serem relevantes na defini&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es, pelo que se situaram juntos e muito pr&oacute;ximos do centro da projec&ccedil;&atilde;o bidimensional. Os resultados da an&aacute;lise de <i>clusters</i> classificaram as designa&ccedil;&otilde;es num <i>cluster</i> formado pelas designa&ccedil;&otilde;es com baixa variabilidade (&lsquo;enrolan&ccedil;o&rsquo;, &lsquo;comilan&ccedil;o&rsquo;, &lsquo;<i>fuck buddy&rsquo;</i> e &lsquo;ir para a cama&rsquo;) e os quatro exemplos de RSC, os quais apareceram isolados uns dos outros, o que denota terem sido percebidos como casos espec&iacute;ficos e distintos de RSC (<a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02f2.jpg">Fig. 2</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em s&iacute;ntese, estes resultados mostraram que os participantes definiram como exemplos de RSC os &lsquo;amigos coloridos&rsquo;, diferenciando-os dos outros tr&ecirc;s tipos mais comuns: &lsquo;caso de uma noite&rsquo;, &lsquo;curte&rsquo; e &lsquo;relacionamento casual&rsquo;. Os &lsquo;casos de uma noite&rsquo; parecem ser exemplares mais claros de relacionamentos sexuais casuais do que a &lsquo;curte&rsquo;, uma vez que apareceram no mesmo p&oacute;lo do relacionamento casual na dimens&atilde;o que os diferencia da &lsquo;curte&rsquo;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Estudo 2</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise realizada &agrave;s designa&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das aos RSC n&atilde;o permitiu decidir pelos encontros mais distintivos, uma vez que &lsquo;amigos coloridos&rsquo; foi o encontro mais distintivo para um dos p&oacute;los da primeira dimens&atilde;o, destacando-se no outro p&oacute;lo dois encontros, &lsquo;caso de uma noite&rsquo; e &lsquo;curte&rsquo;, n&atilde;o sendo claro qual o mais distintivo. Para a segunda dimens&atilde;o, &lsquo;curte&rsquo; foi o encontro mais distintivo de um dos seus p&oacute;los, sendo que o outro p&oacute;lo foi constitu&iacute;do por dois encontros, &lsquo;caso de uma noite&rsquo; e &lsquo;rela&ccedil;&atilde;o casual&rsquo;, n&atilde;o ficando claro o encontro que melhor descrevia o p&oacute;lo oposto ao encontro ilustrado pela &lsquo;curte&rsquo;. Deste modo, foi realizado um outro estudo para ajudar a determinar o caso mais distintivo dos p&oacute;los onde se encontraram mais de um encontro casual. Para tal, foram apresentadas as duas dimens&otilde;es encontradas no Estudo 1 em que se organizaram os relacionamentos casuais e respectivos p&oacute;los e solicitado aos participantes que nomeassem as dimens&otilde;es de acordo com a opini&atilde;o e conhecimentos que detinham sobre RSC e seleccionassem o RSC mais t&iacute;pico quando existia mais de um relacionamento num dos p&oacute;los da dimens&atilde;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram neste estudo 40 participantes (dois do estudo piloto), 27 do g&eacute;nero feminino (71.1%), tendo os participantes idades compreendidas entre os 19 e os 29 anos (<i>M </i>= 21.13, <i>DP </i>= 2.36).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Medidas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para este estudo foram constru&iacute;das duas tarefas para os encontros mais distintivos identificados no Estudo 1. Assim, foram apresentados aos participantes os encontros que formaram os dois p&oacute;los de cada dimens&atilde;o (ver <a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02f2.jpg">Fig. 2</a>). Representando a dimens&atilde;o 1 foram apresentados tr&ecirc;s RSC: &lsquo;amigos coloridos&rsquo; (p&oacute;lo 1) vs. &lsquo;casos de uma noite&rsquo; e &lsquo;curte&rsquo; (p&oacute;lo 2). Representando a dimens&atilde;o 2 foram apresentados os seguintes RSC: &lsquo;curte&rsquo; (p&oacute;lo 1) vs. &lsquo;caso de um noite&rsquo; e &lsquo;relacionamento casual&rsquo; (p&oacute;lo 2). Na primeira tarefa solicitou-se ao participante que atribu&iacute;sse um nome que desse significado &agrave; dimens&atilde;o que descrevia os seus dois p&oacute;los de relacionamentos. Na segunda tarefa, pediu-se que observasse o p&oacute;lo que apresentava dois RSC e escolhesse aquele relacionamento que melhor representava o p&oacute;lo da dimens&atilde;o. Foram ainda solicitados dados sociodemogr&aacute;ficos (Ver <a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram recolhidos presencial e individualmente, junto de uma amostra de conveni&ecirc;ncia. Cada conjunto foi constitu&iacute;do por tr&ecirc;s relacionamentos sexuais casuais que se dispuseram nos dois p&oacute;los de uma dimens&atilde;o, um p&oacute;lo contendo um relacionamento e o outro dois, de acordo com a an&aacute;lise multidimensional realizada no Estudo 1. Primeiramente, solicitou-se ao participante que atendesse aos dois p&oacute;los e referisse o que os distinguia. Pediu-se em seguida que, baseando-se nas diferen&ccedil;as encontradas, interpretasse e atribu&iacute;sse uma designa&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o subjacente a esse conjunto de relacionamentos. Em seguida, pediu-se que observasse o p&oacute;lo constitu&iacute;do pelos dois RSC e escolhesse aquele que melhor representava a dimens&atilde;o atribu&iacute;da (ver tarefa em Material Suplementar). Com esta tarefa obteve-se informa&ccedil;&atilde;o sobre a dimens&atilde;o em que se organizavam os tr&ecirc;s relacionamentos e o relacionamento mais caracter&iacute;stico do p&oacute;lo constitu&iacute;do por dois relacionamentos. As tarefas foram alvo de um estudo piloto pr&eacute;vio at&eacute; que as perguntas realizadas n&atilde;o levantassem d&uacute;vidas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos de an&aacute;lise</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise da frequ&ecirc;ncia de respostas das dimens&otilde;es referidas para cada conjunto de relacionamentos, agrupando-se as dimens&otilde;es de modo a criar o menor n&uacute;mero de categorias, respeitando o sentido das respostas obtidas. Em seguida, de forma a analisar o relacionamento sexual casual mais distintivo de cada p&oacute;lo da dimens&atilde;o com mais de um relacionamento, foi feita uma contagem da frequ&ecirc;ncia de respostas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Casos mais distintivos de relacionamentos sexuais casuais. </b>A an&aacute;lise da frequ&ecirc;ncia das respostas &agrave; quest&atilde;o sobre a nomea&ccedil;&atilde;o de cada dimens&atilde;o de relacionamentos permitiu conhecer o significado dos eixos que organizaram os dois p&oacute;los de cada dimens&atilde;o na perspectiva dos participantes. Tomando em considera&ccedil;&atilde;o os nomes dados &agrave;s duas dimens&otilde;es que obtiveram maior frequ&ecirc;ncia, os encontros da dimens&atilde;o 1 foram descritos como ilustrando o n&iacute;vel de conhecimento (16 respostas, 42.1%) e a dura&ccedil;&atilde;o (12 respostas, 31.6%) e os encontros da dimens&atilde;o 2 foram descritos pela dura&ccedil;&atilde;o (12 respostas, 31.6%) e pelo envolvimento emocional (6 respostas, 15.8%).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A escolha do relacionamento mais representativo do p&oacute;lo com dois relacionamentos que melhor representava a dimens&atilde;o atribu&iacute;da pelo participante, foi, para a dimens&atilde;o 1 &lsquo;caso de uma noite&rsquo; e para a dimens&atilde;o 2 &lsquo;relacionamento casual&rsquo; (<a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02t4.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">A s&iacute;ntese dos resultados dos dois primeiros estudos indicou-nos que os quatro relacionamentos sexuais casuais mais distintivos foram os &lsquo;amigos coloridos&rsquo; (identificado no Estudo 1) e o &lsquo;caso de uma noite&rsquo; para uma das dimens&otilde;es; e a &lsquo;curte&rsquo; (identificada no Estudo 1) e o &lsquo;relacionamento casual&rsquo; para a outra dimens&atilde;o como mostrou o Estudo 2. Neste estudo, a identifica&ccedil;&atilde;o dos casos foi poss&iacute;vel articulando a dimens&atilde;o atribu&iacute;da a cada conjunto de encontros e os relacionamentos mais ilustrativos do p&oacute;lo da dimens&atilde;o constitu&iacute;do por dois encontros.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ESTUDO 3</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi objectivo deste estudo aprofundar a identifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas dos RSC. Para o efeito apresentaram-se aos participantes os quatro principais RSC identificados nos estudos anteriores, solicitando que referissem as principais caracter&iacute;sticas de cada um.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo estiverem envolvidos 61 participantes (dois do estudo piloto), sendo 27 do g&eacute;nero feminino (55.1%), tendo os participantes idades compreendidas entre os 18 e os 28 anos (<i>M</i> = 22.31, <i>DP</i> = 2.52).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Medidas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A medida envolveu uma pergunta na qual se solicitou ao participante que indicasse dez caracter&iacute;sticas descritivas para cada um dos quatro relacionamentos sexuais casuais apresentados. Foram ainda solicitados dados sociodemogr&aacute;ficos (Ver <a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O estudo piloto mostrou haver necessidade de alterar as instru&ccedil;&otilde;es de forma a tornar mais compreens&iacute;vel a sua leitura. Neste estudo solicitou-se ao participante que indicasse dez caracter&iacute;sticas que descrevessem cada um dos RSC apresentados em conjuntos de dois encontros (&lsquo;amigos coloridos&rsquo; e &lsquo;caso de uma noite&rsquo;; &lsquo;curte&rsquo; e &lsquo;relacionamento casual&rsquo;), seleccionados a partir dos encontros mais representativos de cada dimens&atilde;o em que se organizaram as designa&ccedil;&otilde;es e do levantamento dos relacionamentos sexuais casuais mais distintivos de cada dimens&atilde;o. Os dados foram recolhidos <i>online</i>, durante tr&ecirc;ssemanas, atrav&eacute;s da plataforma Qualtrics, com divulga&ccedil;&atilde;o na rede social <i>Facebook</i>.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos de an&aacute;lise</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para cada relacionamento foram agrupadas as caracter&iacute;sticas referidas em categorias, procurando criar um n&uacute;mero m&iacute;nimo das mesmas, mas respeitando a diversidade encontrada e efectuada uma contagem de frequ&ecirc;ncias a partir da presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia das respostas a cada categoria. Esta categoriza&ccedil;&atilde;o foi realizada pelas duas primeiras autoras. Para an&aacute;lise das diferen&ccedil;as entre os encontros, nas caracter&iacute;sticas referidas pelos participantes para os descrever, recorreu-se a um teste de Qui-quadrado uma vez terem-se classificado as caracter&iacute;sticas dos relacionamentos em duas categorias mutuamente exclusivas (presen&ccedil;a = 1; aus&ecirc;ncia = 0). No caso de resultados significativos procedeu-se &agrave; an&aacute;lise dos res&iacute;duos estandardizados em cada c&eacute;lula para identifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas mais evocadas e inibidas. Quando houve viola&ccedil;&atilde;o do pressuposto de menos de 20% de c&eacute;lulas com frequ&ecirc;ncia esperada menor que 5, recorreu-se ao teste exacto de Fisher para verifica&ccedil;&atilde;o da robustez da signific&acirc;ncia dos resultados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Caracter&iacute;sticas dos casos mais distintivos de relacionamentos sexuais casuais. </b>Obtiveram-se 836 respostas para os quatro encontros que se organizaram em 53 caracter&iacute;sticas. Na <a href="/img/revistas/psi/v33n2/33n2a02t5.jpg">Tabela 5</a> apresentam-se as percentagens das 38 caracter&iacute;sticas descritas que obtiveram mais de tr&ecirc;s respostas, bem como a sua associa&ccedil;&atilde;o aos quatro tipos de encontros sexuais casuais como medido pelo Qui-quadrado e subsequente signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Foram 19 as caracter&iacute;sticas que mostraram diferenciar os encontros, tendo sido necess&aacute;rio recorrer ao teste de Fisher para 11 caracter&iacute;sticas, todas elas confirmadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As an&aacute;lises dos res&iacute;duos mostraram ser a refer&ecirc;ncia ao consumo de &aacute;lcool/drogas maior no Caso de uma Noite (CN), tendo sido evocado aleatoriamente nos Amigos Coloridos (AC), na Curte (C) e no Relacionamento Casual (RC). A amizade caracterizou diferentemente os encontros, tendo-se mostrado uma componente significativa dos AC, ausente do CN e da C, ainda que essa aus&ecirc;ncia n&atilde;o tenha sido significativa em RC. Os aspectos negativos associados aos encontros caracterizaram a C, estando mais presentes nos outros tr&ecirc;s encontros. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; refer&ecirc;ncia a caracter&iacute;sticas agrad&aacute;veis nos encontros, RC mostrou-se menos agrad&aacute;vel e divertido e uma rela&ccedil;&atilde;o caracterizada por maior compromisso do que o esperado. Houve maior refer&ecirc;ncia &agrave; confian&ccedil;a no parceiro em AC e menos na C, sendo aleat&oacute;ria a refer&ecirc;ncia &agrave; confian&ccedil;a em CN e RC. O desconhecimento entre os parceiros mostrou ser mais referenciado no CN e menos em AC e RC. O envolvimento afectivo foi mais referido em AC do que seria de esperar de acordo com o acaso e menos referido do que o esperado em CN. Decorrer uma conversa sobre a rela&ccedil;&atilde;o mostrou-se uma componente significativa de AC, n&atilde;o sendo diferente do acaso nos demais encontros. No que concerne &agrave; exist&ecirc;ncia de intimidade, esta mostrou-se significativa nos AC, estando ausente no CN. N&atilde;o assumir o relacionamento caracterizou os AC e mostrou-se aleat&oacute;rio para os demais encontros. A exist&ecirc;ncia de sexo caracterizou o CN e mostrou-se ausente na C, mostrando-se aleat&oacute;ria em AC e RC. A repeti&ccedil;&atilde;o caracterizou-se pela sua aus&ecirc;ncia no CN. O romantismo e a exist&ecirc;ncia de paix&atilde;o foram uma componente significativa de AC. Os encontros ocorrerem durante uma sa&iacute;da &agrave; noite mostrou ser um qualificativo do CN. A inexist&ecirc;ncia de compromisso caracterizou os AC, mostrou-se significativamente ausente no CN e RC e revelou-se aleat&oacute;ria em C. A aus&ecirc;ncia de envolvimento sexual mostrou ser uma componente significativa de C, n&atilde;o se revelando significativa para qualquer um dos demais encontros. Por fim, o car&aacute;cter espor&aacute;dico do encontro caracterizou o CN e mostrou-se ausente nos AC.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao longo de tr&ecirc;s estudos foi poss&iacute;vel conhecer as principais caracter&iacute;sticas de um RSC, identificar os RSC mais distintivos para adultos emergentes portugueses, bem como encontrar os atributos que melhor descrevem cada um destes encontros.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o de um RSC, no qual 40% da amostra disse j&aacute; ter estado envolvida, este &eacute; descrito como um relacionamento sem envolvimento emocional, desprovido de expectativas de apegamento rom&acirc;ntico e sem compromisso, que se sust&eacute;m em objectivos exclusivamente sexuais, ainda que com diferentes n&iacute;veis de conhecimento entre os parceiros e dura&ccedil;&atilde;o da interac&ccedil;&atilde;o. Este entendimento vai ao encontro do que &eacute; descrito nos <i>sites online</i> com conselhos facultados por especialistas sobre como devem ser entendidos e vividos os relacionamentos sexuais casuais (Farvid &amp; Braun, 2013). Os resultados obtidos trazem um contributo importante &agrave; &aacute;rea dos relacionamentos sexuais casuais por corroborarem e expandirem as caracter&iacute;sticas veiculadas nestes <i>sites</i>. A descri&ccedil;&atilde;o realizada pela amostra parece permitir aos jovens explorar e concretizar a sexualidade sem as responsabilidades e compromissos associados a um relacionamento mais s&eacute;rio, tal como j&aacute; antes encontrado (Hamilton &amp; Armstrong, 2009; Shulman &amp; Connolly, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi poss&iacute;vel verificar neste estudo que os encontros casuais n&atilde;o constituem um todo homog&eacute;neo, tal como antes a literatura mostrou acontecer entre relacionamentos regulares e casuais (Alvarez &amp; Garcia-Marques, 2008; Reece et al., 2010) e, mais recentemente, entre os pr&oacute;prios relacionamentos sexuais casuais (e.g., Claxton &amp; van Dulmen, 2013; Wentland &amp; Reissing, 2011, 2014), corroborando a multiplicidade de sentidos encontrada em estudos anteriores. Os quatro RSC identificados s&atilde;o ilustrativos desse fen&oacute;meno ao localizarem-se em p&oacute;los opostos no espa&ccedil;o bidimensional, a saber &lsquo;amigos coloridos&rsquo; <i>versus</i> &lsquo;caso de uma noite&rsquo;; e &lsquo;curte&rsquo; <i>versus</i> &lsquo;relacionamento casual&rsquo;. Os primeiros parecem diferenciar-se sobretudo no conhecimento existente entre os parceiros e na dura&ccedil;&atilde;o do relacionamento e os segundos na dura&ccedil;&atilde;o do relacionamento e no envolvimento emocional. Contudo, o estudo das dimens&otilde;es em que se articulam os v&aacute;rios RSC n&atilde;o foi conclusivo. Os resultados da an&aacute;lise multidimensional e a dificuldade dos participantes em diferenciar alguns dos encontros no segundo estudo, aconselham cautela na identifica&ccedil;&atilde;o dos casos mais t&iacute;picos, os quais, numa perspectiva mais conservadora, se podem circunscrever a dois, mais especificamente a &lsquo;amigos coloridos&rsquo; e a &lsquo;caso de uma noite&rsquo;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os quatro RSC diferenciaram-se em dezanove caracter&iacute;sticas. Entendemos o facto de os encontros se distinguirem em metade das caracter&iacute;sticas utilizadas para os descrever como mais um indicador de que os RSC se distinguem entre si e n&atilde;o devem ser considerados realidades homog&eacute;neas como t&ecirc;m sido habitualmente tratadas sob a designa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica de &ldquo;encontros casuais&rdquo;. Alguns dos atributos s&atilde;o menos associados &agrave; ideia que se tem de RSC, como a intimidade, o envolvimento afectivo e a repeti&ccedil;&atilde;o, enquanto outros v&atilde;o mais ao encontro do que possa constituir um relacionamento sexual casual como o seu car&aacute;cter espor&aacute;dico, entre desconhecidos. &Agrave; semelhan&ccedil;a do encontrado na literatura (e.g., Claxton &amp; van Dulmen, 2013; Wentland &amp; Reissing, 2011), tamb&eacute;m na amostra em estudo se obtiveram atributos diferenciados para caracterizar os v&aacute;rios RSC, sendo alguns coincidentes com os utilizados para descrever um relacionamento regular. Estes resultados contribuem para a literatura ao ajudar a identificar as caracter&iacute;sticas distintivas em que se organizam os RSC.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Quanto &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o mais espec&iacute;fica e articulada dos quatro principais RSC, houve uma maior refer&ecirc;ncia &agrave; exist&ecirc;ncia de confian&ccedil;a e aus&ecirc;ncia de compromisso nos amigos coloridos (AC) comparativamente aos outros relacionamentos. A maior confian&ccedil;a sentida entre AC deve-se seguramente a este relacionamento ocorrer entre duas pessoas que nutrem uma amizade pr&eacute;via ao envolvimento sexual. Uma vez que a defini&ccedil;&atilde;o de RSC mostrou n&atilde;o envolver compromisso, seria de esperar que esta caracter&iacute;stica se mostrasse similar entre os diferentes encontros. Apesar disso, a aus&ecirc;ncia de compromisso foi especialmente enfatizada em AC, podendo tal dever-se ao facto de este tipo de rela&ccedil;&atilde;o envolver contornos mais d&uacute;bios devido &agrave; presen&ccedil;a de amizade e de actividades sociais v&aacute;rias, sendo habitual haver uma conversa onde s&atilde;o definidas as &ldquo;regras do relacionamento&rdquo;. A sali&ecirc;ncia da aus&ecirc;ncia de compromisso &eacute; particularmente importante nestes encontros para que nenhum dos intervenientes espere mais da rela&ccedil;&atilde;o (Bisson &amp; Levine, 2009) e esta n&atilde;o se confunda com um relacionamento regular. Uma das regras definidas foi tamb&eacute;m a da assun&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o do relacionamento (Hughes, Morrison, &amp; Asada, 2005; Wentland &amp; Reissing, 2011), tendo sido esta caracter&iacute;stica referenciada mais vezes em AC. Com isto n&atilde;o se quer dizer que os restantes relacionamentos sejam assumidos, mas, ao inv&eacute;s, que nos AC, - possivelmente por haver necessidade de esclarecer &ldquo;as regras&rdquo; da rela&ccedil;&atilde;o -, esta quest&atilde;o tenha de ser falada e discutida, como j&aacute; encontrado nalguns estudos (Wentland &amp; Reissing, 2011), embora, noutros, os indiv&iacute;duos (84%) n&atilde;o discutam o relacionamento (Bisson &amp; Levine, 2009) nem o fa&ccedil;am de forma directa (Weaver et al., 2011).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O &lsquo;caso de uma noite&rsquo; diferenciou-se dos outros tr&ecirc;s relacionamentos por nele haver maior envolvido com &aacute;lcool/drogas, o relacionamento acontecer entre desconhecidos, &agrave; noite, n&atilde;o haver envolvimento emocional e ocorrer uma s&oacute; vez. S&atilde;o caracter&iacute;sticas habitualmente encontradas para este tipo de encontros e que lhe d&atilde;o uma coer&ecirc;ncia clara (Wentland &amp; Reissing, 2014). Foram enfatizadas seis caracter&iacute;sticas em AC significativamente menos evocadas em CN, o que nos leva a dizer que estes dois encontros s&atilde;o os que mais se distinguem entre si. As caracter&iacute;sticas de AC e CN encontradas neste estudo v&atilde;o ao encontro do descrito na literatura (Claxton &amp; van Dulmen, 2013; Jonason et al., 2011; Weaver et al., 2011; Wentland &amp; Reissing, 2011, 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma &lsquo;curte&rsquo; distinguiu-se por, neste tipo de relacionamento, existir uma maior refer&ecirc;ncia a n&atilde;o ter de haver um envolvimento sexual. Como os RSC t&ecirc;m sobretudo um prop&oacute;sito sexual, esta aus&ecirc;ncia de envolvimento sexual poder&aacute; significar apenas a aus&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es sexuais, havendo, no entanto, trocas f&iacute;sicas. De facto, &eacute; frequente na literatura descreverem-se relacionamentos casuais onde as trocas sexuais n&atilde;o envolvem penetra&ccedil;&atilde;o (e.g., Kuperberg &amp; Padgett, 2015), sendo neste estudo a &lsquo;curte&rsquo; o encontro casual onde &eacute; mais habitual trocarem-se beijos e car&iacute;cias, sem que ocorram pr&aacute;ticas penetrativas entre os parceiros.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O relacionamento casual (RC) distinguiu-se por nele haver maior compromisso, caracter&iacute;stica que, a par de os parceiros n&atilde;o serem desconhecidos, parece apontar para um relacionamento mais estabelecido, mostrando haver <i>nuances</i> nas caracter&iacute;sticas definidoras de RSC. A &lsquo;curte&rsquo; e o RC n&atilde;o est&atilde;o entre os encontros mais frequentes encontrados nos estudos, ainda que se possa associar o primeiro a <i>fooling around</i> e o segundo a uma designa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica de relacionamento casual. Assim sendo, ainda que sejam referidos na literatura, n&atilde;o obt&ecirc;m a proemin&ecirc;ncia que foi encontrada no presente estudo realizado numa cultura diferente. &Eacute; de salientar que a diferencia&ccedil;&atilde;o destes dois &uacute;ltimos encontros foi uma tarefa dif&iacute;cil para os participantes, considerando-se que as diferen&ccedil;as entre estes relacionamentos poder&atilde;o n&atilde;o ser muito claras.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pode concluir-se que uma parte dos RSC mais distintivos para a amostra em estudo revelou caracter&iacute;sticas semelhantes &agrave;s encontradas em estudos realizados noutras culturas anglo-sax&oacute;nicas. Ainda assim, detectaram-se especificidades &ndash; como o destaque encontrado para a &lsquo;curte&rsquo; &ndash; que n&atilde;o sabemos ainda se s&atilde;o particulares &agrave; amostra ou ilustrativas da viv&ecirc;ncia dos RSC no nosso pa&iacute;s.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O contributo mais inovador deste estudo decorre de ser o primeiro, com uma amostra portuguesa, a caracterizar de forma detalhada e qualitativa os RSC, mostrando a sua diversidade e deixando pistas para as dimens&otilde;es psicol&oacute;gicas subjacentes. Como principais conclus&otilde;es, este estudo mostra-nos que os RSC s&atilde;o relativamente frequentes entre os jovens adultos emergentes portugueses e possuem um conjunto de caracter&iacute;sticas que os definem, atrav&eacute;s do qual &eacute; poss&iacute;vel para o indiv&iacute;duo explorar a sua sexualidade sem estar envolvido num relacionamento exigente e de maior responsabilidade relacional. Esta possibilidade vai ao encontro do que &eacute; desejado e necess&aacute;rio ao adulto emergente nesta fase de vida, isto &eacute;, libertar recursos para o investimento profissional e acad&eacute;mico, ao mesmo tempo que permite a interac&ccedil;&atilde;o sexual sem comprometer a independ&ecirc;ncia, tornando os RSC socialmente relevantes e normativos entre os jovens adultos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, os RSC n&atilde;o s&atilde;o todos iguais e embora possuam caracter&iacute;sticas gen&eacute;ricas, estas concretizam-se de forma particular e diferente em cada relacionamento e, nalguns casos, de forma oposta (e.g., ocorrer apenas uma vez ou ter um car&aacute;cter repetido). &Eacute;, assim, prov&aacute;vel que os indiv&iacute;duos tenham expectativas espec&iacute;ficas sobre o seu comportamento e o do outro nos v&aacute;rios RSC e, consequentemente, haja um desenrolar de acontecimentos diferente para cada um dos RSC mais distintivos. Isto &eacute;, que os indiv&iacute;duos possuam e utilizem gui&otilde;es sexuais diferenciados. Este aspecto torna-se particularmente relevante se o foco for colocado na sa&uacute;de sexual e, especificamente no uso de protec&ccedil;&atilde;o sexual. Sendo a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos processos requeridos para este uso bastante dependente das caracter&iacute;sticas relacionais (Masters et al., 2015) e da interac&ccedil;&atilde;o estabelecida, a diversidade de relacionamentos sexuais casuais vem refor&ccedil;ar a necessidade de se estudar esta protec&ccedil;&atilde;o nestes diferentes contextos, bem como a sua inclus&atilde;o/exclus&atilde;o nos diversos gui&otilde;es sexuais, com vista &agrave; preven&ccedil;&atilde;o do risco sexual.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo tem ainda implica&ccedil;&otilde;es para a investiga&ccedil;&atilde;o, pois a mesma express&atilde;o remete para experi&ecirc;ncias de sexo casual bastante diferentes. Deste modo, devem definir-se de forma espec&iacute;fica e clara os relacionamentos sexuais casuais que se pretendem estudar de forma a aumentar a validade externa dos estudos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>LIMITA&Ccedil;&Otilde;ES</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Encontram-se algumas limita&ccedil;&otilde;es a esta investiga&ccedil;&atilde;o que importa considerar. Desde logo a condi&ccedil;&atilde;o de o estudo se basear num entendimento dos RSC como alternativas/opostos aos relacionamentos regulares, n&atilde;o se contemplando, nem estudando, relacionamentos &iacute;ntimos rom&acirc;nticos n&atilde;o exclusivos do ponto de vista emocional e/ou sexual consensualmente aceites pelos parceiros envolvidos, como relacionamentos poliamorosos ou rela&ccedil;&otilde;es abertas. Esta matriz pode, assim, deixar por explorar relacionamentos casuais com caracter&iacute;sticas diferentes das encontradas no presente estudo, ainda que o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos envolvidos nestes relacionamentos seja relativamente baixo (Conley et al., 2013), em especial entre jovens adultos (ver Rubin, Moors, Matsick, Ziegler, &amp; Conley, 2014). Uma outra limita&ccedil;&atilde;o prende-se com o facto de a amostra ser composta por um pouco mais de mulheres, e por a idade m&eacute;dia dos participantes ser de 22 anos, isto &eacute;, abaixo do ponto m&eacute;dio da amplitude entre os 18 e os 29 anos que caracteriza os jovens adultos emergentes. Estes dois aspectos, a que acresce o facto de os participantes constitu&iacute;rem uma amostra de conveni&ecirc;ncia, implica que o conjunto de RSC mais distintivo tenha de ser encarado de forma cautelosa, ainda que em estudos qualitativos, como o que apresentamos, a &ecirc;nfase incida nos significados subjectivos individuais em rela&ccedil;&atilde;o aos temas investigados. Uma outra limita&ccedil;&atilde;o decorrente de se tratar de uma amostra com maior n&uacute;mero de mulheres, prende-se com a possibilidade de as rela&ccedil;&otilde;es sexuais casuais estarem sub-reportadas caso a grande diferen&ccedil;a encontrada nos estudos portugueses entre homens (57%) e mulheres (22%) (Reis et al., 2012) seja uma indica&ccedil;&atilde;o do car&aacute;cter anti-normativo destas experi&ecirc;ncias para as jovens adultas portuguesas. De facto, a exist&ecirc;ncia de um duplo padr&atilde;o na viv&ecirc;ncia destes relacionamentos nos <i>campus</i> universit&aacute;rios Norte Americanos foi descrita por Bogle (2008) e encontrada em estudos mais recentes na cultura portuguesa (Amaro, Alvarez, &amp; Ferreira, submetido). Consideramos, igualmente, uma limita&ccedil;&atilde;o a este estudo o entendimento das caracter&iacute;sticas atribu&iacute;das aos encontros como categoriais, ao inv&eacute;s de poderem espelhar grada&ccedil;&otilde;es de diferentes graus da caracter&iacute;stica. Outra limita&ccedil;&atilde;o a salientar diz respeito &agrave; aus&ecirc;ncia de contrabalanceamento dos encontros no terceiro estudo, o que pode ter contribu&iacute;do para que o n&uacute;mero de caracter&iacute;sticas produzido possa ter resultado da ordem de apresenta&ccedil;&atilde;o da tarefa e n&atilde;o das caracter&iacute;sticas dos pr&oacute;prios encontros. Ainda relativamente ao terceiro estudo, n&atilde;o foi poss&iacute;vel compreender o sentido de alguns atributos, uma vez que n&atilde;o foi solicitado um esclarecimento das caracter&iacute;sticas apresentadas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em investiga&ccedil;&otilde;es futuras ser&aacute; importante desenvolver as caracter&iacute;sticas que descrevem os diferentes relacionamentos em entrevistas com grupos focais, pois estas permitem esclarecer e aprofundar o sentido que lhes &eacute; atribu&iacute;do na descri&ccedil;&atilde;o dos encontros e vir a desenvolver os gui&otilde;es sexuais associados a cada RSC. O encontro designado por relacionamento casual pode tratar-se de uma redund&acirc;ncia que importa em futuros estudos averiguar. Ser&aacute; igualmente relevante que em estudos futuros se investigue a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as na categoriza&ccedil;&atilde;o dos encontros entre mulheres e homens.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Conclu&iacute;mos, a partir deste estudo, que o envolvimento em RSC se mostra relativamente frequente e reflecte o car&aacute;cter normativo destes relacionamentos, tal como encontrado no in&iacute;cio deste s&eacute;culo noutras culturas. Ainda assim, alguns dos principais RSC s&atilde;o diferentes dos encontrados em estudos anteriores, mostrando variar em fun&ccedil;&atilde;o da cultura em que se desenvolvem. Conclu&iacute;mos, igualmente, existir conhecimento socialmente partilhado sobre os principais RSC e uma diferencia&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel entre os seus atributos. Daqui decorre a prov&aacute;vel exist&ecirc;ncia de gui&otilde;es sexuais diferentes para os v&aacute;rios RSC identificados, o que implica que estes relacionamentos poder&atilde;o desenrolar-se de forma diferente e comportar percep&ccedil;&otilde;es igualmente diferentes quanto &agrave; necessidade de uso de preservativo. Se assim for, com vista &agrave; preven&ccedil;&atilde;o do risco sexual, dever&atilde;o ser desenvolvidas interven&ccedil;&otilde;es adaptadas a cada realidade relacional, sendo esta diferencia&ccedil;&atilde;o tanto mais importante quanto se detectaram caracter&iacute;sticas t&iacute;picas de um relacionamento regular associadas a alguns dos RSC. Referimo-nos a um elevado n&iacute;vel de amizade, compromisso, conhecimento entre os parceiros, intimidade e confian&ccedil;a, caracter&iacute;sticas que est&atilde;o associadas a um decr&eacute;scimo no uso do preservativo (Misovich et al., 1997). O conhecimento dos RSC mais distintivos e das suas caracter&iacute;sticas poder&aacute;, assim, contribuir para o desenvolvimento de interven&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da protec&ccedil;&atilde;o sexual mais adaptadas aos diferentes encontros e sens&iacute;veis &agrave;s diferen&ccedil;as entre eles.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Afifi, W. A., &amp; Faulkner, S. L. (2000). On being &lsquo;just friends&rsquo;: The frequency and impact of sexual activity in cross-sex friendships. <i>Journal of Social and Personal Relationships</i>, <i>17</i>, 205-222.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alvarez, M.-J. (2005). <i>Representa&ccedil;&otilde;es cognitivas e comportamentos sexuais de risco: O gui&atilde;o e as teorias impl&iacute;citas da personalidade nos comportamentos de protec&ccedil;&atilde;o sexual</i>.Lisboa FCT/FCG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508443&pid=S0874-2049201900020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alvarez, M.-J., &amp; Garcia-Marques, L (2008). Condom inclusion in cognitive representations of sexual encounters. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>45</i>, 358-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508445&pid=S0874-2049201900020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Amaro, H., Alvarez, M.-J., &amp; Ferreira, J. A. (submetido). College students&rsquo; perceptions about the Social Sexual Double Standard: Developing a comprehensive model for Social SDS.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Armstrong, E. A., England, P., &amp; Fogarty, A. C. (2012). Accounting for women&rsquo;s orgasm and sexual enjoyment in college hookups and relationships. <i>American Sociological Review</i>, <i>77</i>, 435-462.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Arnett, J. J. (2000). Emerging adulthood: A theory of development from the late teens through the twenties. <i>American Psychologist</i>, <i>55</i>, 469-480.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508449&pid=S0874-2049201900020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aubrey, J., &amp; Smith, S. (2013). Development and validation of the endorsement of the Hookup Culture Index. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>50</i>, 435-448.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508451&pid=S0874-2049201900020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bardin L. L. (1977). <i>L&rsquo; analyse de contenu</i>. Paris: Presses Universitaires de France.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bersamin, M., Zamboanga, B., Schwartz, S., Donnellan, M., Hudson, M., Weisskirch, R.,&hellip; Caraway, S. (2014). Risky business: Is there an association between casual sex and mental health among emerging adults? <i>Journal of Sex Research</i>, <i>51</i>, 43-51.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bisson, M.A., &amp; Levine, T.T. (2009). Negotiating a friends with benefits relationship. <i>Archives of Sexual Behavior</i>, <i>38</i>, 66-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508455&pid=S0874-2049201900020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bogle, L. (2008). <i>Hooking up: Sex, dating, and relationships on campus</i>. N.Y.: New York University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508457&pid=S0874-2049201900020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carvalho, T. (2015). <i>Condom use among heterosexual young men: An examination of volitional predictors and a stage-based intervention</i>. Lisboa: Tese de doutoramento apresentada &agrave; Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508459&pid=S0874-2049201900020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Casta&ntilde;eda, D. (2000). The close relationships context of HIV/AIDS risk reduction among Mexican Americans. <i>Sex Roles</i>, <i>42</i>, 551-580.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508461&pid=S0874-2049201900020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Charon, J. (1995). <i>Symbolic interactionism: An introduction, interpretation, and integration </i>(5<sup>th </sup>ed.). Englewood Cliffs, N.J.: Prentice-Hall.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Claxton, S., &amp; van Dulmen, M. (2013). Casual sexual relationships and experiences in emerging adulthood. <i>Emerging Adulthood</i>, <i>1</i>, 138-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508464&pid=S0874-2049201900020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Conley, T., Moors, A., Matsick, J., &amp; Ziegler, A. (2013). The fewer the merrier?: Assessing stigma surrounding consensually non-monogamous romantic relationships. <i>Analyses of Social Issues and Public Policy</i>, <i>13</i>, 1-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508466&pid=S0874-2049201900020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Edgar, T., &amp; Fitzpatrick, M. (1993). Expectations for sexual interaction: A cognitive test of the sequencing of sexual communication behavior. 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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Glenn, N., &amp; Marquardt, E. (2001). <i>Hooking up, hanging out and hoping for mister right: College women on dating and mating today</i>. NY: Institute for American values report to the independent women&rsquo;s forum.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hamilton, L., &amp; Armstrong, E. (2009). Gender sexuality in young adulthood: Double binds and flawed options. <i>Gender &amp; Society</i>, <i>23</i>, 589-616.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508478&pid=S0874-2049201900020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Hastie, R. (1981). Schematic principles in human memory. In E. Higgins, C. Herman, &amp; M. Zanna (Eds.), <i>Social cognition: The Ontario symposium on personality and social psychology</i>, (Vol.1, pp. 39-88). Hillsdale, N.J.: Lawrence Erlbaum Assoc.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Heldman, C., &amp; Wade, L. (2010). Hook-up culture: Setting a new research agenda. <i>Sex Research and Social Policy</i>, <i>7</i>, 323-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508481&pid=S0874-2049201900020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hughes, M., Morrison, K., &amp; Asada, K., L. (2005) What's love got to do with it? Exploring the impact of maintenance rules, love attitudes, and network support on friends with benefits relationships. <i>Western Journal of Communication</i>, <i>69</i>, 49-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508483&pid=S0874-2049201900020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Instituto Nacional da Popula&ccedil;&atilde;o e Seguran&ccedil;a Social Japon&ecirc;s (2017). <i>The fifteenth Japanese National Fertility Survey in 2015. Marriage process and fertility of married couples, attitudes toward marriage and family among Japanese singles: Highlights of the survey results on married couples/singles</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508485&pid=S0874-2049201900020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Jonason, P. K., Li, N. P., &amp; Cason, M. J. (2009). The &ldquo;booty call&rdquo;: A compromise betwen men&rsquo;s and women&rsquo;s ideal mating strategies. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>46</i>, 460-470.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jonason, P. K., Li, N. P., &amp; Richardson, J. (2011). Positioning the booty-call relationship on the spectrum of relationships: Sexual but more emotional than one-night stand. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>48</i>, 486-495.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508488&pid=S0874-2049201900020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kalish, R., &amp; Kimmel, M. (2011). Hooking up: Hot hetero sex or the new numb normative? <i>Australian Feminist Studies</i>, <i>26</i>, 137-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508490&pid=S0874-2049201900020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Kuperberg, A., &amp; Padgett, J. (2015). Dating and hooking up in college: Meeting contexts, sex, and variation by gender, partner&rsquo;s gender, and class standing. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>52</i>, 517-531.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lambert, T., Kahn, A., &amp; Apple, K. (2003). Pluralistic ignorance and hooking up. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>40</i>, 129-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508493&pid=S0874-2049201900020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Langer, E. (1978). Rethinking the role of thought in social interaction. In J. Harvey, W. Ickes, &amp; R. Kidd (Eds.), <i>New directions in attribution research</i>, (Vol. 2, pp. 35-58). Hillsdale, N.J.: Lawrence Erlbaum Assoc.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Lyons, H., Manning, W., Longmore, M., &amp; Giordano, P. (2014). Young adult casual sexual behavior life-course-specific motivations and consequences. <i>Sociological Perspectives</i>, <i>57</i>(1), 79&ndash;101.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Macaluso, M., Demand, M., Artz, L., &amp; Hook, E. (2000). Partner type and condom use. <i>AIDS</i>, <i>14</i>, 537-546.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508497&pid=S0874-2049201900020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Masters, T., Casey, E., Beadnell, B., Morrison, D., Hoppe, M., &amp; Wells, E. (2015). Condoms and contexts: Profiles of sexual risk and safety among young heterosexually active men. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>52</i>, 781-794.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508499&pid=S0874-2049201900020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Maticka-Tyndale, E., &amp; Herold, E. (1999). Condom use on spring-break vacation: The influence of interventions, prior use, and context. <i>Journal of Applied Social Psychology</i>, <i>29</i>, 1010-1027.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508501&pid=S0874-2049201900020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mervis, C., &amp; Rosch, E. (1981). Categorization of natural objects. <i>Annual Review of Psychology</i>, <i>32</i>, 89-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508503&pid=S0874-2049201900020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mewhinney, D., Herold, E., &amp; Maticka-Tyndale, E. (1995). Sexual scripts and risk-taking of Canadian university students on spring break in Daytona beach, Florida. <i>The Canadian Journal of Human Sexuality</i>, <i>4</i>, 273-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508505&pid=S0874-2049201900020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Misovich, S., Fisher, J., &amp; Fisher, W. (1997). Close relationships and elevated HIV risk behavior evidence and possible underlying psychological processes. <i>Review of General Psychology</i>, <i>1</i>, 72-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508507&pid=S0874-2049201900020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nelson, L. E., Morrison-Beedy, D., Kearney, M., H., &amp; Dozier, A. (2011). Sexual partner type taxonomy use among urban black adolescent mothers in the United States. <i>The Canadian Journal of Human Sexuality,20</i>(1-2), 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508509&pid=S0874-2049201900020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Olmstead, S. P., Pasley, K., &amp; Fincham, F. (2017). College men&rsquo;s involvement in friends with benefits relationships. <i>College Student Journal</i>, <i>50</i>, 398-403.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paul, E., McManus, B., &amp; Hayes, A. (2000). &ldquo;Hookups&rdquo;: Characteristics and correlates of college students&rsquo; spontaneous and anonymous sexual experiences. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>37</i>, 76-88.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reis, M., Ramiro, L., Gaspar de Matos, M., &amp; Diniz, J. (2012). Os comportamentos sexuais dos universit&aacute;rios portugueses de ambos os sexos em 2010. <i>Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>30</i>, 105-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508513&pid=S0874-2049201900020000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reece, M., Herbenick, D., Cchick, V., Sanders, S., Dodge, B., &amp; Fortenberry, D. (2010). Condom use rates in a national probability sample of males and females ages 14 to 94 in the United States. <i>Journal of Sexual Medicine</i>, <i>7</i>(suppl 5), 266-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508515&pid=S0874-2049201900020000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rubin, J., Moors, A., Matsick, J., Ziegler, A., &amp; Conley, T. (2014). On the margins: Considering diversity among consensually non-monogamous relationships. <i>Journal fur Psychologie</i>, <i>22</i>(1), 19-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508517&pid=S0874-2049201900020000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rusbult, C., Martz, J., &amp; Agnew, C. (1998). The Investment Model Scale: Measuring commitment level, satisfaction level, quality of alternatives, and investment size. <i>Personal Relationships</i>, <i>5</i>, 357-391.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508519&pid=S0874-2049201900020000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ryan, C., &amp; Jeth&aacute;, C. (2010). <i>Sex at dawn: How we mate, why we stray, and what it means for modern relationships</i>. 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The challenge of romantic relationships in emerging adulthood: Reconceptualization of the field. <i>Emerging Adulthood</i>, <i>1</i>(1), 27-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508524&pid=S0874-2049201900020000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Singer, M., Erikson, P., Badiane, L., Diaz, R., Ortiz, D., Abraham, T., &amp; Nicolaysen, A. (2006). Syndemics, sex, and the city: Understanding sexually transmitted diseases in social and cultural context. <i>Social Science &amp; Medicine</i>, <i>63</i>, 2010-2021.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508526&pid=S0874-2049201900020000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Swan, D., &amp; Thompson, S. (2016). Monogamy, the protective fallacy: Sexual versus emotional exclusivity and the implication for sexual health risk. <i>Journal of Sex Research</i>, <i>53</i>, 64-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508528&pid=S0874-2049201900020000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vilar, D. (2010). Contracep&ccedil;&atilde;o e aborto na paisagem conjugal e sexual contempor&acirc;nea. In P. M. Ferreira &amp; M. Villaverde Cabral (Org.), <i>Sexualidades em Portugal: Comportamentos e riscos</i> (pp. 289-321). Lisboa: Biz&acirc;ncio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508530&pid=S0874-2049201900020000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Weaver, A. D., MacKeigan, K. L., &amp; MacDonald, H. A. (2011). Experiences and perceptions of young adults in friends with benefits relationships: A qualitative study. <i>Canadian Journal of Human Sexuality</i>, <i>20</i>(1&ndash;2), 41&ndash;53.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wentland, J., &amp; Reissing, E. (2011). Taking casual sex not too casually: Exploring definitions of casual sexual relationships. <i>Canadian Journal of Human Sexuality</i>, <i>20</i>(3), 75-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508533&pid=S0874-2049201900020000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wentland, J., &amp; Reissing, E. (2014). Identifying definitions for one night stands, booty calls, fuck buddies, and friends with benefits. <i>Canadian Journal of Human Sexuality</i>, <i>23</i>(3), 23-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=508535&pid=S0874-2049201900020000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recebido</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">10/2018</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aceite</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">12/2019</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Publicado</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">12/2019</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Material suplementar</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apresentam-se em seguida dois conjuntos de tipos de relacionamentos sexuais casuais dispostos em dois p&oacute;los opostos. A tarefa que lhe pedimos consiste em atribuir, a cada conjunto, uma dimens&atilde;o que descreva o que varia entre os dois p&oacute;los. &Eacute;-lhe pedido ainda que, analisando a dimens&atilde;o que atribuiu ao conjunto, e o p&oacute;lo que apresenta dois tipos de relacionamentos sexuais, escolha aquele que melhor representa a dimens&atilde;o por si atribu&iacute;da.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Conjunto 1</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Caso de uma noite Amigos Coloridos</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Curte</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dimens&atilde;o: _____________________________________________________________</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No p&oacute;lo constitu&iacute;do por dois relacionamentos casuais (&agrave; esquerda) qual o relacionamento mais representativo ou que melhor ilustra a dimens&atilde;o: _______________</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conjunto 2</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relacionamento Casual Curte</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Caso de uma noite</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dimens&atilde;o: _____________________________________________________________</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No p&oacute;lo constitu&iacute;do por dois relacionamentos casuais (&agrave; esquerda) qual o relacionamento mais representativo ou que melhor ilustra a dimens&atilde;o: _______________</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Autor para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Maria-Jo&atilde;o Alvarez, Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade, 1649-013 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:mjalvarez@psicologia.ulisboa.pt">mjalvarez@psicologia.ulisboa.pt</a></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas:</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Agradecemos a um revisor an&oacute;nimo ter chamado a aten&ccedil;&atilde;o para que nalguns pa&iacute;ses, como o Jap&atilde;o, se assistir a um aumento da propor&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres que nunca tiveram experi&ecirc;ncia sexual (Instituto Nacional da Popula&ccedil;&atilde;o e Seguran&ccedil;a Social Japon&ecirc;s, 2017).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Especialistas em comportamento sexual.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>As seguintes designa&ccedil;&otilde;es foram referidas por um s&oacute; participante: marmelada, voltar ao jogo, amor, caso perdido, explosivos, namoro, trio, tipos de sexo, car&iacute;cias, encontro, passar a noite.</font></p>       ]]></body><back>
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