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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto da redução de recompensas no comportamento dos colaboradores: E quando o trabalho é um chamamento?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the global context of severe economic and financial crisis, governments and companies face a period of great austerity which has led them, as never before, to high cuts in labour costs, especially the cutbacks and reduction of rewards. This paper explores a conceptual model that presentation of work orientation (job, career and calling) as a moderating variable in the relationship between the reduction or cuts of rewards and the employees&#8217; behaviours, highlighting performance and turnover intentions. This conceptual model has both theoretical and practical implications for both the understanding of organizational behaviour and for human resources practices, especially for the rewards' management.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Impacto da redu&ccedil;&atilde;o de recompensas no comportamento dos colaboradores: E quando o trabalho &eacute; um chamamento?</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Impact of rewards reduction on employees&rsquo; behaviour: And when the work is a calling?</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Liliana Pitacho<sup>1, c</sup>, Patricia Jardim da Palma<sup>1</sup> &amp; Pedro Correia<sup>1</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Centre for Public Administration &amp; Public Policies; School of Social and Political Sciences, University of Lisbon, Portugal</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No cen&aacute;rio global de severa crise econ&oacute;mica e financeira, governos e empresas enfrentam um per&iacute;odo de grande austeridade o que os conduziu como nunca a elevados cortes dos custos de trabalho, com destaque para o corte e redu&ccedil;&atilde;o das recompensas dos colaboradores. Este artigo apresenta, ent&atilde;o, um modelo concetual que teoriza acerca da orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho (Emprego, Carreira e Chamamento) enquanto vari&aacute;vel moderadora da rela&ccedil;&atilde;o entre o corte ou redu&ccedil;&atilde;o das recompensas e o comportamento dos colaboradores, nomeadamente, no que ao desempenho e inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da diz respeito. Este modelo acarreta tanto implica&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas como pr&aacute;ticas, quer para a compreens&atilde;o do comportamento organizacional, quer para as pr&aacute;ticas de gest&atilde;o de recursos humanos, especialmente, para a gest&atilde;o das recompensas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Recompensas; crise econ&oacute;mica; orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho; inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da; desempenho.</font></p>  <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">In the global context of severe economic and financial crisis, governments and companies face a period of great austerity which has led them, as never before, to high cuts in labour costs, especially the cutbacks and reduction of rewards. This paper explores a conceptual model that presentation of work orientation (job, career and calling) as a moderating variable in the relationship between the reduction or cuts of rewards and the employees&rsquo; behaviours, highlighting performance and turnover intentions. This conceptual model has both theoretical and practical implications for both the understanding of organizational behaviour and for human resources practices, especially for the rewards' management.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Rewards; economic crisis; work orientation; turnover intent; performance.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">As pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas de gest&atilde;o de compensa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o extremamente valorizadas e cr&iacute;ticas para o sucesso das organiza&ccedil;&otilde;es na medida em que t&ecirc;m um elevado impacto ao n&iacute;vel do comportamento dos colaboradores, do seu desempenho e da sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da e consequentemente, um impacto direto na performance financeira da organiza&ccedil;&atilde;o (Huselid, 1995).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As recompensas atribu&iacute;das a cada colaborador comportam em si importantes valores simb&oacute;licos e emocionais fortemente associados &agrave; autoestima e ao status social, o que vai muito para al&eacute;m do seu valor econ&oacute;mico e instrumental (Hakonen, Maaniemi &amp; Hakanen, 2011). De acordo com Vroom (1964) n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; as recompensas em si que influenciam o comportamento e atitude dos colaboradores, a forma satisfat&oacute;ria ou n&atilde;o com que cada individuo as interpreta tem tanto ou mais impacto dos que as recompensas por si. Al&eacute;m disso, o significado do pagamento (conjunto de recompensas) difere de individuo para individuo e, &eacute; atrav&eacute;s do significado que lhe &eacute; atribu&iacute;do que este influencia os colaboradores, logo, quanto maior a import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao pagamento maior o seu impacto.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, e apesar da reconhecida import&acirc;ncia das recompensas para a motiva&ccedil;&atilde;o e reten&ccedil;&atilde;o dos colaboradores (Rynes, Gerhart &amp; Minette, 2004), ap&oacute;s o mundo ter imergido em 2007 numa profunda crise econ&oacute;mica e financeira que representa a maior recess&atilde;o de sempre da era p&oacute;s-guerra (Elsby, Hobijn &amp; Sahin, 2010), designada na literatura por Grande Recess&atilde;o (Carneiro, Portugal &amp; Varej&atilde;o, 2014), as empresas viram-se obrigadas a grandes reajustes por forma a garantir a sua sobreviv&ecirc;ncia. Para o efeito, uma das estrat&eacute;gias utilizadas pelas empresas prendeu-se com o corte de custos de trabalho. Destaca-se destes cortes a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de colaboradores, o congelamento dos sal&aacute;rios base, a redu&ccedil;&atilde;o ou extin&ccedil;&atilde;o de b&oacute;nus e outros benef&iacute;cios monet&aacute;rios e n&atilde;o monet&aacute;rios, como por exemplo o congelamento de promo&ccedil;&otilde;es (Fabiani et al., 2015).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A execu&ccedil;&atilde;o desta estrat&eacute;gia de redu&ccedil;&atilde;o pelas entidades empregadoras tem como intuito fazer face ao contexto econ&oacute;mico adverso, contudo, a escassa literatura sobre cortes salariais refere que estes acarretam consequ&ecirc;ncias negativas para a moral e satisfa&ccedil;&atilde;o dos colaboradores, refletindo-se numa diminui&ccedil;&atilde;o acentuada do seu desempenho e num aumento da inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos mesmos (Bewley, 1998). Apesar disso, e do dinheiro desempenhar um papel relevante na vida de qualquer individuo, Wrzesniewski e colaboradores (1997) conclu&iacute;ram que existem diferentes orienta&ccedil;&otilde;es de trabalho, ou seja, nem todas as pessoas atribuem o mesmo significado psicol&oacute;gico ao trabalho, pelo que nem todos os indiv&iacute;duos procuram retirar do trabalho os mesmos objetivos. Ou seja, nem todas as pessoas trabalham exclusivamente, ou primariamente, por motiva&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas. Partindo desta diferencia&ccedil;&atilde;o, os autores, conceptualizaram a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s estilos ou tipos distintos de orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho: Emprego, Carreira e Chamamento. Sendo apenas os primeiros movidos exclusivamente por motiva&ccedil;&otilde;es financeiras (Wresniewski et al., 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Posto isto, o presente ensaio te&oacute;rico visa apresentar um modelo concetual que recorre &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho enquanto vari&aacute;vel explicativa dos distintos comportamentos dos colaboradores em momentos de cortes de recompensas. Ou seja, o presente modelo assume a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho como uma vari&aacute;vel moderadora da rela&ccedil;&atilde;o entre o corte de recompensas e o comportamento dos colaboradores. Preconizando, ent&atilde;o, que mediante o estilo de orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho de cada colaborador, estes ir&atilde;o reagir de forma diferenciada perante situa&ccedil;&otilde;es de corte ou redu&ccedil;&atilde;o de recompensas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O modelo torna-se relevante pelas implica&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas que acarreta. A n&iacute;vel te&oacute;rico contribui de forma inequ&iacute;voca tanto para a literatura das recompensas na medida em que prop&otilde;e um novo fator moderador do seu impacto no comportamento dos colaboradores, bem como para literatura da orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho e, abre, ainda, portas a reflex&atilde;o sobre as implica&ccedil;&otilde;es da rigidez salarial imposta quer por legisla&ccedil;&atilde;o quer por for&ccedil;as sindicais ou trabalhistas. No que respeita &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es para a praxis organizacional aponta para a necessidade de se conceber sistemas de recompensas, que sem deixarem de atender &agrave;s teorias da justi&ccedil;a e equidade, tenham a linha de conta as diferen&ccedil;as individuais e as prefer&ecirc;ncias subjacentes &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho. E, produz ainda informa&ccedil;&atilde;o relevante para a gest&atilde;o de recursos humanos em momentos de crise ou instabilidade econ&oacute;mica e financeira.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Recompensas e comportamento dos colaboradores</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As recompensas s&atilde;o encaradas como elemento chave da gest&atilde;o estrat&eacute;gica de qualquer organiza&ccedil;&atilde;o e, t&ecirc;m como principal intuito o alinhamento entre os objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o e os objetivos do colaborador, bem como estimular a atra&ccedil;&atilde;o e reten&ccedil;&atilde;o de colaboradores, promovendo, igualmente, a motiva&ccedil;&atilde;o para o desempenho (Jiang et al., 2009). Mas, contribui tamb&eacute;m para dissuadir comportamentos menos desej&aacute;veis, como a sa&iacute;da voluntariados colaboradores e o absentismo (De Gieter &amp; Hofmans, 2015). Ou seja, de acordo com Rynes e colaboradores (2004) as recompensas s&atilde;o utilizadas como ferramentas para gerir e guiar o comportamento dos colaboradores, sendo a sua efic&aacute;cia mensur&aacute;vel atrav&eacute;s de importantes &iacute;ndices de insatisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho, sendo eles o absentismo, a baixo desempenho e, a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da volunt&aacute;ria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne &agrave; inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da, esta tem sido definida por Tett e Meyer (1993) como a vontade consciente e deliberada de deixar a organiza&ccedil;&atilde;o e, consiste numa quest&atilde;o relevante tanto a n&iacute;vel pr&aacute;tico como te&oacute;rico. Uma parte significativa dos estudos que abordam a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da volunt&aacute;ria centram-se especialmente nos seus antecedentes (Chang, Wang &amp; Huang, 2013), facto que se prende sobretudo com as suas implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, nomeadamente, com o conhecimento sobre os fatores que motivam a sa&iacute;da volunt&aacute;ria dos colaboradores, permitindo &agrave;s administra&ccedil;&otilde;es das organiza&ccedil;&otilde;es controlar esses fatores, quando ao seu alcance, de forma a evitar a sa&iacute;da disfuncional, ou seja, a sa&iacute;da de colaboradores chave para a organiza&ccedil;&atilde;o (Chang et al., 2013). De modo sucinto, a rotatividade dos colaboradores deve-se sobretudo a dois fatores essenciais, &agrave; perce&ccedil;&atilde;o da facilidade de movimento, que se refere inequivocamente a uma an&aacute;lise das alternativas e oportunidades e &agrave; conveni&ecirc;ncia do movimento fortemente influenciado pela satisfa&ccedil;&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o (Abdullah et al., 2012). A sa&iacute;da volunt&aacute;ria dos colaboradores tem sido uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es quer de investigadores quer de gestores principalmente devido aos seus elevados custos para a organiza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m devido ao seu impacto no desempenho financeiro das mesmas (Dhanpat, Modau, Lugisani, Mabojane &amp; Phiri, 2018; Schmidt, Willness, Jones &amp; Bourdage, 2018).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, no que respeita ao desempenho humano s&atilde;o diversos os autores que procuram explicar o desempenho individual. Os modelos iniciais apresentavam este desempenho como fun&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o e das compet&ecirc;ncias (eg.: Kanfer &amp; Ackerman, 1989).Contudo, e apesar de n&atilde;o descurarem estes fatores os modelos mais recentes demonstram a complexidade do fen&oacute;meno apresentando-o como fun&ccedil;&atilde;o de fatores pessoais e organizacionais, como por exemplo, a estabilidade emocional, as caracter&iacute;sticas de personalidade, o comprometimento organizacional, o bem-estar, pr&aacute;ticas de recursos humanos, caracter&iacute;sticas do trabalho e clima organizacional entre outros (eg.: Guest, 2017; Kaya &amp; Baskaya, 2016; Peir&oacute;, Bayona, Caballer &amp; Fabio, 2020; Wang, Jiang, Weng &amp; Wang, 2019). Al&eacute;m disso, diferentes perspetivas te&oacute;ricas apontam para a utilidade dos incentivos financeiros na ativa&ccedil;&atilde;o e sustentabilidade da motiva&ccedil;&atilde;o para o desempenho, verificando-se, contudo, que apesar da rela&ccedil;&atilde;o existente, o impacto da componente financeira no comportamento dos colaboradores &eacute; inconsistente, quer no que respeita a atra&ccedil;&atilde;o, como na reten&ccedil;&atilde;o e na motiva&ccedil;&atilde;o dos colaboradores para o desempenho (Cao, Chen &amp; Song, 2013). Principalmente por este facto, os incentivos financeiros e, o seu uso, tem sido o foco de diversos investigadores e profissionais dedicados &agrave; maximiza&ccedil;&atilde;o do desempenho humano (Condly, Clark &amp; Stolovitch, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; sobretudo devido a estas inconsist&ecirc;ncias e ao facto dos modelos tradicionais de recompensas se terem demonstrado insuficientes no que respeita a sua efetividade de atra&ccedil;&atilde;o, reten&ccedil;&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o dos colaboradores que estes t&ecirc;m sofrido uma forte evolu&ccedil;&atilde;o afastando-se dos modelos tradicionais enraizados nas teorias econ&oacute;micas supracitadas (Cao et al., 2013). Assim, os novos modelos v&atilde;o cada vez mais ao encontro das teorias psicol&oacute;gicas sobre a motiva&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o (e.g.: Herzberg, 1959) que explicitam a import&acirc;ncia de se recorrer a tipos de recompensas alternativas. Para Watson e Singh (2005), por exemplo, &eacute; preciso mais que dinheiro para envolver e reter uma for&ccedil;a de trabalho de elevada qualidade e, como tal quer estudiosos, quer gestores, t&ecirc;m recorrido cada vez mais, ao sistema de recompensas total. Estes sistemas reconhecem a import&acirc;ncia das recompensas financeiras, mas salientam a necessidade de integrar outro tipo de recompensas n&atilde;o materiais (Armstrong, 2010). Posto isto, fica claro que o termo pagamento refere-se a todos os tipos de recompensas, n&atilde;o s&oacute; monet&aacute;rias, mas tamb&eacute;m n&atilde;o monet&aacute;rias, psicol&oacute;gicas e, ainda ao processo pelo qual o sistema de compensa&ccedil;&atilde;o &eacute; administrado (Williams et al., 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O pagamento total ou sistema de recompensas total inclui n&atilde;o apenas o sal&aacute;rio ou os benef&iacute;cios monet&aacute;rios, mas tamb&eacute;m incentivos n&atilde;o materiais, logo, independentemente da abordagem &eacute; patente a exist&ecirc;ncia de 2 tipos de recompensas, as intr&iacute;nsecas e as extr&iacute;nsecas (Cao et al., 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A tem&aacute;tica das pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas de compensa&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente valorizada sobretudo devido ao seu impacto ao n&iacute;vel do comportamento dos colaboradores, nomeadamente do desempenho e inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da e consequentemente o seu impacto para a performance financeira das empresas (Huselid, 1995). Contudo, a Grande Recess&atilde;o atirou as empresas para a luta da sobreviv&ecirc;ncia obrigando a medidas de corte nunca antes tomadas sobretudo ao n&iacute;vel do corte de recompensas (Fabiani et al., 2015). Estes cortes de recompensas levados a cabo pelas organiza&ccedil;&otilde;es, sejam do setor privado ou p&uacute;blico, n&atilde;o se resume exclusivamente ao sal&aacute;rio base de cada colaborador, mas tamb&eacute;m ao corte de b&oacute;nus e benef&iacute;cios, quer sejam eles financeiros ou n&atilde;o (Babecky et al., 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A Grande recess&atilde;o come&ccedil;ou por levar os pr&oacute;prios governos a realizar cortes no que ao trabalho diz respeito, assim, de acordo com o Benchmarking Working Europe (2014) emitido pelo Sindicato Europeu (Syndicate European Trade Union), entre os anos de 2008 e 2013, dezassete dos vinte sete pa&iacute;ses realizam congelamentos salariais no setor p&uacute;blico, enquanto oito governos realizaram cortes superiores a 10% no sal&aacute;rio dos seus funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, com destaque para Espanha, Irlanda, It&aacute;lia e Portugal que o realizaram por recomenda&ccedil;&atilde;o do Fundo Monet&aacute;rio Internacional. O Sindicato Europeu (2014) afirmou ainda que cinco pa&iacute;ses (Gr&eacute;cia, Let&oacute;nia, Hungria, Rom&eacute;nia e Litu&acirc;nia) realizaram cortes salariais entre os 15% e os 30% e, al&eacute;m disso em sete pa&iacute;ses (Gr&eacute;cia, Hungria, Portugal, Espanha, Rom&eacute;nia, Dinamarca e Est&oacute;nia) foram extintos b&oacute;nus e benef&iacute;cios especiais. No caso Portugu&ecirc;s, por exemplo, o tribunal Constitucional declarou que os cortes levados a cabo pelo governo eram inconstitucionais, contudo, o Estado Portugu&ecirc;s manteve-se irrevog&aacute;vel na sua decis&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mas n&atilde;o foram s&oacute; os Governos Estatais que se viram obrigados a medidas extremas para fazer face &agrave; austeridade imposta, num dos primeiros estudos realizados sobre o ajustamento empresarial &agrave; crise econ&oacute;mica e financeira que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de nove pa&iacute;ses (e.g.: &Aacute;ustria, B&eacute;lgica, Republica Checa, Est&oacute;nia, Fran&ccedil;a, It&aacute;lia, Holanda, Pol&oacute;nia e Espanha), o Banco Central Europeu verificou que os gestores se mantinham resistentes aos cortes salariais. Contudo, e apesar de o tentarem evitar, ainda durante o ano de 2009, in&iacute;cio do processo de ajustamento, 1.2% das empresas admitiram ter realizado cortes no sal&aacute;rio base dos seus colaboradores, mas ainda mais relevante, 9.8% das empresas admitiram ter levado a cabo cortes nas componentes flex&iacute;veis do pagamento dos seus colaboradores (Fabiani et al., 2015).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, estes dados remontam a 2009, in&iacute;cio do ajustamento das empresas &agrave; grande recess&atilde;o, al&eacute;m disso, a lista de pa&iacute;ses, apesar de bem composta, exclui, Irlanda, Gr&eacute;cia e Portugal, 3 pa&iacute;ses fortemente afetados pela crise mundial e onde foram impostas fortes medidas de austeridade (Carneiro et al., 2014).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Olhando para dados mais recentes, o Banco de Portugal (Martins, 2016) emitiu um relat&oacute;rio que nos permite visualizar o comportamento das empresas entre o anos 2010 e 2013, per&iacute;odo de crise mais severa, tendo-se verificado que apesar das for&ccedil;as e press&otilde;es sindicais e de uma legisla&ccedil;&atilde;o laboral r&iacute;gida no que &agrave; flexibilidade salarial diz respeito muitas foram as empresas que se viram obrigadas a realizar cortes indesej&aacute;veis em prol da sobreviv&ecirc;ncia organizacional. Para al&eacute;m da forte redu&ccedil;&atilde;o na for&ccedil;a de trabalho, sendo que 43% das empresas reduziu o n&uacute;mero de colaboradores, verificou-se que em 2013 j&aacute; 40% das empresas haviam assumido o congelamento do sal&aacute;rio base dos seus colaboradores. Durante o mesmo per&iacute;odo de tempo a percentagem de empresas que efetuou cortes no sal&aacute;rio base dos seus colaboradores aumentou em 2%, ou seja, de 1.9% em 2010 para 3.9% em 2013. Al&eacute;m disso, o corte das componentes flex&iacute;veis da compensa&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores sofreu um grande abalo tendo sido reduzidas ou extintas em 73% das empresas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de escassa, a literatura sobre o impacto dos cortes ou redu&ccedil;&atilde;o das recompensas, quer sejam estas monet&aacute;rias ou n&atilde;o, tem sido inequ&iacute;voca ao demonstrar o seu impacto sobre a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos colaboradores, bem como da sua motiva&ccedil;&atilde;o para o desempenho (Bewley, 1998). Exemplo disto &eacute; o estudo experimental realizado por Kube e colaboradores (2013), os investigadores aproveitaram a necessidade real de realizar uma cataloga&ccedil;&atilde;o de livros numa das bibliotecas de uma Universidade Alem&atilde; para colocar um an&uacute;ncio de recrutamento em que ofereciam um dia de trabalho (seis horas) remuneradas a 15&euro; por hora. Foram elaborados aleatoriamente dois grupos experimentais e um de controlo. Aos elementos de um dos grupos experimentais foi-lhes informado que iriam receber 10&euro; e n&atilde;o 15&euro; como anunciado, enquanto no segundo grupo experimental recebeu um aumento tendo-lhes sido dito que receberiam 20&euro; em vez de 15&euro;. O grupo de controlo foi informado que iriam receber exatamente a quantia anunciada, 15&euro;. Os resultados obtidos demonstraram uma diferen&ccedil;a significativa na produtividade do grupo do corte salarial quando comparado com o grupo de controlo, existindo uma diminui&ccedil;&atilde;o 21% na produtividade o que significa o registo de menos 47 livros por jornada. Al&eacute;m disso, entre o grupo de controlo e o grupo de aumento salarial n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas. No mesmo sentido v&atilde;o os dados obtidos por Chen e Horton (2009), num estudo igualmente experimental, os autores verificaram que perante uma diminui&ccedil;&atilde;o do pagamento acordado os colaboradores diminu&iacute;ram significativamente o seu desempenho, tendo aumentado, tamb&eacute;m, a probabilidade de sa&iacute;da. Tal como no estudo anterior, tamb&eacute;m Chen e Horton (2009) n&atilde;o verificaram altera&ccedil;&otilde;es quando existiram aumentos do pagamento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A quebra do desempenho dos colaboradores e a sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da volunt&aacute;ria em momentos de cortes de recompensas, acarretam consequ&ecirc;ncias extremamente graves para as empresas (Huselid, 1995).E, contrariamente ao que intuitivamente se poderia esperar, apesar do aumento das taxas de desemprego durante a crise econ&oacute;mico financeira, parecem existir evid&ecirc;ncias de que os colaboradores continuam a sair voluntariamente da organiza&ccedil;&atilde;o mesmo perante um contexto externo adverso. Primeiramente podemos observar estes dados pelo relat&oacute;rio intitulado &ldquo;Impact of the crisis on working conditions in Europe&rdquo; apresentado em 2013 pela European Foundation For Improvement of Living and Working Conditions (EuroFound, 2013a) que analisa em n&uacute;meros o impacto da crise no mercado e nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho. De acordo com esta entidade Europeia, os movimentos entre emprego-emprego, ou seja, a sa&iacute;da volunt&aacute;ria dos colaboradores de uma organiza&ccedil;&atilde;o para outra sofreu um pequeno decr&eacute;scimo nos primeiros anos de crise, tendo reagido e aumentado rapidamente aos primeiros sinais de melhoria econ&oacute;mica. Isto significa que apesar da crise na sua fase inicial ter impacto sobre a sa&iacute;da volunt&aacute;ria dos colaboradores diminuindo-a, esse efeito &eacute; rapidamente anulado voltando a aumentar. Pelo que, as preocupa&ccedil;&otilde;es com a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos colaboradores n&atilde;o &eacute; de descurar apesar das elevadas taxas de desempego. Adicionalmente, Wyen e Beeck (2014) ressalvam que s&atilde;o os colaboradores mais talentosas e que se percecionam como possuindo uma maior empregabilidade tendem a procurar mais oportunidades externas perante os cortes na organiza&ccedil;&atilde;o empregadora. Al&eacute;m disso, Meyer, Morin e Wasti (2018) verificaram que os valores de inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos colaboradores aumentam significativamente no per&iacute;odo p&oacute;s-crise. Este facto pode condicionar a recupera&ccedil;&atilde;o financeira das empresas durante o per&iacute;odo de retoma. Quer a quebra de desempenho, quer a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos colaboradores mesmo em momentos adversos, podem ser explicados por exemplo pela teoria do contrato psicol&oacute;gico. Para Conway e Briner (2005) o contrato psicol&oacute;gico refere-se ao conjunto, impl&iacute;cito e expl&iacute;cito, de promessas envolvendo deveres e direitos entre empregador e empregados. Tal como acontece em outros momentos de crise organizacional (eg.: Downzising, Layoff) (Boswell, Olson-Buchanan &amp; Harris, 2014), os colaboradores poder&atilde;o encarar o corte ou redu&ccedil;&atilde;o de recompensas como uma quebra desse contrato psicol&oacute;gico. Sem d&uacute;vida que os colaboradores percecionam o pacote de recompensas acordado como um os seus direitos nesta rela&ccedil;&atilde;o entre empregado-empregador logo, o seu corte ou redu&ccedil;&atilde;o, configura-se como uma viola&ccedil;&atilde;o deste contrato psicol&oacute;gico e das expectativas que lhes est&atilde;o inerentes, produzindo inevitavelmente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de desequil&iacute;brio na rela&ccedil;&atilde;o de troca entre empregador-colaborador (Schreurs et al., 2011). Assim, o impacto negativo surge na tentativa de restaurar este equil&iacute;brio, atrav&eacute;s da qual os colaboradores s&atilde;o motivados a reduzir o seu compromisso e a envolver-se em comportamentos de absentismo que contribuem para a baixa produtividade da organiza&ccedil;&atilde;o (Jensen, Opland &amp; Ryan, 2010). De acordo com isto, para a diminui&ccedil;&atilde;o do desempenho e a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da traduz-se numa tentativa dos colaboradores para a reduzir deliberadamente o seu investimento no trabalho de forma a reporem os n&iacute;veis de equil&iacute;brio ou justi&ccedil;a. Katou (2013) num estudo emp&iacute;rico com dados recolhidos na Gr&eacute;cia entre 2008 e 2010, pa&iacute;s fortemente afetado pela crise financeira, verificaram que as altera&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o levadas a cabo pelas organiza&ccedil;&otilde;es em per&iacute;odos de crise econ&oacute;mica podem conduzir &aacute; altera&ccedil;&atilde;o da natureza do contrato psicol&oacute;gico de trabalho e consequentemente conduzir a perce&ccedil;&atilde;o do colaborador sobre a sua viola&ccedil;&atilde;o ou quebra desse contrato, enfraquecendo o v&iacute;nculo da rela&ccedil;&atilde;o entre colaborador e empregador. Tamb&eacute;m neste sentido Wei, Ma, Zhang, Showail, Jiao e Wang (2015) conclu&iacute;ram que as diversas estrat&eacute;gias de redu&ccedil;&atilde;o de custos levadas a cabo pelas organiza&ccedil;&otilde;es em momentos de crise econ&oacute;mica apresentam um impacto direto significativo na quebra do contrato psicol&oacute;gico de trabalho.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m disto, a rea&ccedil;&atilde;o dos colaboradores aos cortes/redu&ccedil;&otilde;es de recompensas tamb&eacute;m poder&aacute; ser vista atrav&eacute;s da teoria da Avers&atilde;o &agrave; Perda de Kahneman e Tversky (1979). De acordo com esta teoria o comportamento do Ser Humano pauta-se mais pelo medo de perder do que pelo prazer de ganhar. Baseado, ent&atilde;o, no conceito de avers&atilde;o &agrave; perda pode-se verificar que o medo de perder poder&aacute; conduzir &agrave; tomada de decis&otilde;es irracionais, uma vez que o medo cria uma moldura cognitiva que deixa os indiv&iacute;duos &ldquo;cegos&rdquo; a fatos hist&oacute;ricos e/ou probabil&iacute;sticos. A teoria da avers&atilde;o &aacute; perda diz-nos que os indiv&iacute;duos n&atilde;o t&ecirc;m avers&atilde;o ao risco como se pensava, mas sim h&aacute; perda, optando, na maioria das vezes por evitar a dor da perda a sentir o prazer de ganhos equivalentes. Assim, por forma a evitar que as perdas ocorram, o ser humano &eacute; capaz de assumir riscos que a impossibilitem, contudo, quando est&atilde;o a ganhar s&atilde;o avessos ao risco.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com esta teoria, em contextos de cortes ou redu&ccedil;&otilde;es de recompensas tal como a apresentada no presente artigo, os colaboradores interpretam estas redu&ccedil;&otilde;es ou cortes enquanto perdas efetivas. Esta sua avers&atilde;o &agrave; perda ir&aacute; conduzi-los a assumir riscos e a ignorar o contexto econ&oacute;mico-financeiro totalmente adverso e as elevadas taxas de desemprego, iniciando ent&atilde;o uma procura de um novo emprego que lhes permita evitar a perda. Risco que n&atilde;o assumiriam neste contexto caso a perda/corte de recompensas n&atilde;o estivesse presente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, tal como visto anteriormente, nem todas as pessoas trabalham pelas mesmas motiva&ccedil;&otilde;es principais (Rosso, Dekas &amp; Wrzesniewski, 2010) e, al&eacute;m disso, tamb&eacute;m nem todas as pessoas valorizam as recompensas da mesma forma (Vroom, 1964) e, como tal, nem todas as pessoas reagem da mesma forma aos cortes de recompensas aqui apresentados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, de seguida, ser&aacute; apresentado conceito de Orienta&ccedil;&atilde;o para o Trabalho, vari&aacute;vel individual que surge no modelo proposto enquanto vari&aacute;vel moderadora da rela&ccedil;&atilde;o entre cortes de recompensas e comportamento dos colaboradores.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O trabalho assume um papel central na vida da maioria das pessoas pelo que a escolha de uma atividade profissional n&atilde;o passa apenas pelas recompensas econ&oacute;micas, mas tamb&eacute;m pela gratifica&ccedil;&atilde;o e pelo significado pessoal e social que da&iacute; possa advir. Apesar do trabalho desempenhar um papel significativo na vida da maioria dos indiv&iacute;duos, o significado psicol&oacute;gico que lhe &eacute; atribu&iacute;do varia entre os indiv&iacute;duos. E, neste sentido, a Orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho capta as diferentes varia&ccedil;&otilde;es dos significados que s&atilde;o atribu&iacute;dos ao trabalho (Fossen &amp; Vredenbergh, 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este conceito trata, ent&atilde;o, da viv&ecirc;ncia ou experi&ecirc;ncia subjetiva de trabalho, caracterizando os principais tipos de significados que as pessoas atribuem &agrave; sua atividade profissional, ou seja, diz respeito ao papel que a atividade profissional representa na vida global de um indiv&iacute;duo (Rosso, Dekas &amp; Wrzesniewski, 2010).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho ganhou maior relev&acirc;ncia a partir do estudo de Wrzesniewski e colaboradores (1997) no qual os autores procuraram ampliar a compreens&atilde;o sobre a experi&ecirc;ncia subjetiva do trabalho, tendo verificado a exist&ecirc;ncia de 3 estilos ou tipos diferentes (Emprego, Carreira e Chamamento), que guiam os indiv&iacute;duos para os seus objetivos centrais, compreendem as cren&ccedil;as dos indiv&iacute;duos sobre o papel do trabalho na sua vida e refletem os seus sentimentos e comportamentos no que ao contexto organizacional diz respeito (Wrzesniewski, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As pessoas que percecionam o seu trabalho como um Emprego procuram retirar deste apenas benef&iacute;cios materiais, n&atilde;o encarando o trabalho como um fim em si mesmo, mas sim como um meio ou instrumento para aquisi&ccedil;&atilde;o de recursos financeiros que lhe permitam disfrutar do seu tempo de lazer (Wrzesniewski et al., 1997), o que inclui hobbies e outros interesses e atividades (Rosso et al., 2010).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, as pessoas que percecionam o seu trabalho ou vida profissional enquanto Carreira, envolvem-se, n&atilde;o apenas, nem principalmente, por quest&otilde;es monet&aacute;rias, mas acima de tudo pelo seu interesse de ascens&atilde;o na carreira, associada, por muitas vezes, &agrave; procura de reconhecimento e poder, motiva&ccedil;&otilde;es relacionadas com um maior status social e profissional, bem como a uma maior autoestima (Wrzesniewski et al., 1997). Esta orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; sobretudo marcada por um misto de motiva&ccedil;&otilde;es internas e externas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, no que se refere ao chamamento, a intensa investiga&ccedil;&atilde;o sobre o tema tem conduzido a m&uacute;ltiplas tentativas de defini&ccedil;&atilde;o do conceito, o que tem resultado na atual prolifera&ccedil;&atilde;o de defini&ccedil;&otilde;es do constructo na literatura, que na sua ess&ecirc;ncia, divergem, sobretudo, no que respeita &agrave;s fontes, ou seja, &agrave; origem deste (Duffy &amp; Dik, 2013). Assim, podemos observar na literatura, a defini&ccedil;&atilde;o mais cl&aacute;ssica, que define o chamamento como tendo um caracter religioso, considerando-o como um chamamento divino (Davidson e Caddell, 1994) ou como uma intima&ccedil;&atilde;o divina para o exerc&iacute;cio de dada carreira (Dalton, 2001). A segunda perspetiva tem sido definida por neocl&aacute;ssica e, desapegou-se da orienta&ccedil;&atilde;o religiosa passando a estar mais enfatizado o sentido de destino e/ou dever pr&oacute;-social, possuindo uma signific&acirc;ncia mais social que pessoal (e.g.: Bunderson e Thompson, 2009). Passando a ter um foco cada vez mais interno e ligado &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o ou realiza&ccedil;&atilde;o do Eu, a perspetiva moderna foca a exist&ecirc;ncia de for&ccedil;as internas impulsionadoras como a autorrealiza&ccedil;&atilde;o ou a felicidade pessoal (Duffy &amp; Dik, 2013). Um exemplo desta perspetiva &eacute; a defini&ccedil;&atilde;o de Dobrow (2004), onde o autor descreveu o chamamento como uma escolha de carreira motivada pela paix&atilde;o pessoal e prop&otilde;e que &eacute; um constructo constitu&iacute;do por 7 elementos: paix&atilde;o, no sentido de profundo prazer e satisfa&ccedil;&atilde;o em se envolver em dada atividade; identidade, na medida em que existe uma congru&ecirc;ncia total entre o eu pessoal e o eu profissional; urg&ecirc;ncia, representando a necessidade urgente de envolvimento na atividade; longevidade, sentimento de certeza que o trabalho o acompanhar&aacute; sempre; consci&ecirc;ncia, no sentido em que se trata de uma pr&aacute;tica deliberada da qual o individuo disfruta conscientemente; trabalho significativo, na medida em que &eacute; percebido como intrinsecamente gratificante e, por fim, autoestima, os indiv&iacute;duos com chamamento t&ecirc;m a sua autoestima claramente associada ao seu desempenho laboral.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, as investiga&ccedil;&otilde;es que relacionam a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho com outras vari&aacute;veis do comportamento organizacional, focam essencialmente o chamamento (Duffy &amp; Dik, 2013), e t&ecirc;m associado o chamamento a melhores n&iacute;veis de sa&uacute;da f&iacute;sica e psicol&oacute;gica, menor absentismo, bem como melhores performances, maior n&iacute;vel de autoestima e status social e, ainda, atingiam melhores n&iacute;veis de remunera&ccedil;&atilde;o e de carreira. Al&eacute;m disso, ver o trabalho como um chamamento est&aacute; fortemente relacionado com o comprometimento organizacional, esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; fortemente explicada pelo comprometimento com a carreira/fun&ccedil;&atilde;o (Duffy, Dik &amp; Steger, 2011).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, &eacute; escassa a investiga&ccedil;&atilde;o que analise a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho em contextos adversos como o que serve de base ao presente estudo. Por&eacute;m, dois estudos mais recentes contribuem com informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre o comportamento de indiv&iacute;duos com orienta&ccedil;&atilde;o Chamamento. Por exemplo, Esteves e Lopes (2016) realizaram um estudo com profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de verificando que o aumento do desafio percebido aumenta o sentido de chamamento. Al&eacute;m disso, o sentido de chamamento, enquanto vari&aacute;vel mediadora, medeia totalmente a rela&ccedil;&atilde;o positiva entre o aumento de desafio e a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos profissionais. Num estudo sobre as estrat&eacute;gias de coping em pessoas desempregadas, Duffy e colaboradores (2015) verificaram que os indiv&iacute;duos desempregados, cuja sua orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho &eacute; o chamamento recorrem mais frequentemente a estrat&eacute;gias de confronto ou enfrentamento positivas quando comparados com indiv&iacute;duos desempregados que demonstrem outro tipo de orienta&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m disso, estes indiv&iacute;duos demonstraram tamb&eacute;m uma vis&atilde;o mais otimista sobre a sua situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, tendo em conta que diferentes estilos de orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho refletem os diferentes significados atribu&iacute;dos &agrave; atividade profissional, determinando diferen&ccedil;as individuais na rela&ccedil;&atilde;o que cada colaborador estabelece com o trabalho, principalmente naquilo que o motiva para a atividade laboral. Isto explica algumas disparidades ao n&iacute;vel dos comportamentos dos indiv&iacute;duos em contexto organizacional (Pitacho &amp; Palma, 2015), a sec&ccedil;&atilde;o seguinte ir&aacute; teorizar a respeito de como esta diferen&ccedil;a individual explica diferentes comportamentos perante cortes ou redu&ccedil;&otilde;es em distintos componentes do sistema de recompensas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>PROPOSTA DE MODELO CONCEPTUAL</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O atual artigo apresenta um modelo conceptual que teoriza a respeito do modo como a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho de cada colaborador ir&aacute; moderar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre o corte ou redu&ccedil;&atilde;o de recompensas e o seu comportamento. Este modelo vai ao encontro dos autores que apelam &agrave; necessidade de procurar vari&aacute;veis moderadores que ajudem a clarificar a rela&ccedil;&atilde;o entre as recompensas e as atitudes e comportamentos dos colaboradores (eg.: Young, Beckman &amp; Baker, 2012), no sentido de compreender o seu verdadeiro impacto. E ainda, tem em linha de conta alguns investigadores (eg.: Cardador, 2008; Fossen &amp; Vredenberg, 2014) que consideram a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho como uma vari&aacute;vel individual que poder&aacute; constituir-se como um fator relevante para a compreens&atilde;o da variabilidade do comportamento organizacional. Para o efeito, para al&eacute;m dos tr&ecirc;s estilos de orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho ser&atilde;o contempladas recompensas de diferentes naturezas, nomeadamente, sal&aacute;rio base, b&oacute;nus e benef&iacute;cios monet&aacute;rios/ n&atilde;o monet&aacute;rios, oportunidade de promo&ccedil;&atilde;o/carreira e, oportunidade de desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o. A escolha pelas recompensas supracitadas prende-se com o facto de corresponderem a recompensas de diferentes naturezas e por outro lado aos cortes e redu&ccedil;&otilde;es levadas a cabo por empresas e governos durante o per&iacute;odo de grande recess&atilde;o (Fabiani et al., 2015).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Focando, ent&atilde;o, a orienta&ccedil;&atilde;o de emprego verifica-se que os colaboradores com esta orienta&ccedil;&atilde;o estabelecem uma rela&ccedil;&atilde;o transacional com o seu trabalho, onde os trabalhadores se limitam a efetuar as suas tarefas m&iacute;nimas requeridas, esperando por parte da entidade empregadora apenas o sal&aacute;rio (Palma &amp; Lopes, 2012). Neste sentido, para os colaboradores de orienta&ccedil;&atilde;o de emprego o trabalho tem um valor meramente instrumental que lhes d&aacute; acesso a recursos financeiros que lhes permite aceder a bens e atividades extralaborais, que no fundo se constituem como a sua real fonte de prazer e satisfa&ccedil;&atilde;o (Wrzesniewski et al., 1997).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, tendo em conta que estes colaboradores n&atilde;o est&atilde;o dispostos a sacrif&iacute;cios em prol do seu trabalho ou da sua carreira ent&atilde;o, n&atilde;o ambicionam atingir b&oacute;nus, benef&iacute;cios ou at&eacute; mesmo promo&ccedil;&otilde;es que impliquem um maior envolvimento e dedica&ccedil;&atilde;o com a sua atividade laboral. E, focando o conjunto de recompensas a analisar, o comportamento dos colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de emprego ser&aacute; afetado apenas pela redu&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio base, uma vez que este compromete a sua motiva&ccedil;&atilde;o base para o trabalho. Logo, &agrave; luz da teoria do contrato psicol&oacute;gico de trabalho, por exemplo, este corte no sal&aacute;rio base constitui uma viola&ccedil;&atilde;o clara deste contrato psicol&oacute;gico e, portanto, de forma a estabelecer um novo equil&iacute;brio da rela&ccedil;&atilde;o ser&aacute; de esperar que os colaboradores diminuam o seu desempenho (Conway &amp; Briner, 2005). Adicionalmente, de acordo com Katou (2013) os colaboradores, em momentos de crise econ&oacute;mica, contrariamente aos per&iacute;odos de normalidade, prestam mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s promessas transacionais imediatas do que as promessas relacionais a longo-termo e, como tal, a quebra das primeiras teria um maior impacto ao n&iacute;vel do contrato psicol&oacute;gico de trabalho. Al&eacute;m disso, ser&aacute; igualmente expect&aacute;vel que os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de empregam assumam o risco de procura de uma nova entidade empregadora, uma vez que j&aacute; est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o da perda, tal como preconizado pela teoria de avers&atilde;o &agrave; perda de Kahneman e Tversky (1979).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, pode-se ent&atilde;o afirmar que enquanto vari&aacute;vel moderadora, a orienta&ccedil;&atilde;o de emprego surge como uma vari&aacute;vel individual amplificadora da rea&ccedil;&atilde;o negativa dos colaboradores ao corte do sal&aacute;rio base, no que respeita ao seu desempenho e inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da, ou seja:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 1A</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio base, os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de emprego ir&atilde;o aumentar a sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 1B</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio base, os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de emprego ir&atilde;o diminuir o seu desempenho.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Atendendo, por sua vez, a orienta&ccedil;&atilde;o de carreira, verifica-se que estes colaboradores trabalham essencialmente motivados pela ascens&atilde;o de carreira, mas tamb&eacute;m pela ambi&ccedil;&atilde;o de reconhecimento e status, quer profissional quer social (Wrzesniewski, 2003). Al&eacute;m disso, apesar de n&atilde;o existir uma liga&ccedil;&atilde;o direta entre as motiva&ccedil;&otilde;es subjacentes &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o de carreira e os bens materiais que resultam da atividade laboral, o dinheiro, tal como &eacute; referido por Hakonen e colaboradores (2011) est&aacute; associada a valores emocionais e simb&oacute;licos relacionados ao status social e autoestima. Este facto significa que se por um lado a redu&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio base poder&aacute; n&atilde;o ter grande significado para as ambi&ccedil;&otilde;es dos colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira, o mesmo n&atilde;o acontece no que se refere aos b&oacute;nus e benef&iacute;cios monet&aacute;rios e n&atilde;o monet&aacute;rios. Ao se verificarem cortes ao n&iacute;vel deste b&oacute;nus e benef&iacute;cios significaria que estes colaboradores ir&atilde;o deixar de ostentar determinados bens que at&eacute; &agrave; data lhe conferiam o status t&atilde;o ambicionado, como por exemplo, os carros, telecomunica&ccedil;&otilde;es, etc. Al&eacute;m disso, o seu m&eacute;rito deixa de ser reconhecido atrav&eacute;s de b&oacute;nus ou pr&eacute;mios que muito para al&eacute;m do seu valor financeiro ou monet&aacute;rio, n&atilde;o centrais na orienta&ccedil;&atilde;o de carreira s&atilde;o vistos como s&iacute;mbolos de reconhecimento, de poder e status. Tendo em linha de conta que a redu&ccedil;&atilde;o ou corte de b&oacute;nus e benef&iacute;cios se encontram dentro das expectativas dos colaboradores enquanto um dever da entidade empregadora ou dentro do &ldquo;pacote&rdquo; de promessas transacionais desta, podemos considerar que este afeta a liga&ccedil;&atilde;o que os colaboradores mant&ecirc;m com a organiza&ccedil;&atilde;o por via da quebra do contrato psicol&oacute;gico de trabalho. E, portanto, tal com o acontece com os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de emprego em momentos de corte salarial, os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira interpretam o corte ou redu&ccedil;&atilde;o de b&oacute;nus e benef&iacute;cios como uma perda real. Neste sentido, e de acordo com o preconizado pela teoria da avers&atilde;o &agrave; perda (Kahneman e Tversky, 1979), perante este cen&aacute;rio e de forma a evitar a perda, os colaboradores assumem o risco de procura de trabalho fora da organiza&ccedil;&atilde;o, mesmo existindo um contexto completamente adverso tendo em conta as elevadas taxas de desemprego durante a crise econ&oacute;mica e financeira. Contudo, atendendo a que o objetivo central dos colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira se prende com a ambi&ccedil;&atilde;o de ascens&atilde;o de carreira, tal como o pr&oacute;prio nome indica (Wrzesniewski, 2003), estes colaboradores n&atilde;o deixar&atilde;o que o seu desempenho seja afetado enquanto permanecerem na organiza&ccedil;&atilde;o, tanto pela imagem que querem projetar como pelas oportunidades que a crise lhes poder&aacute; proporcionar dentro da organiza&ccedil;&atilde;o. Ou seja, de forma consistente com outros estudos, em tempos de crise econ&oacute;mica, os colaboradores procuram aumentar a sua empregabilidade no mercado externo de trabalho, mas concomitantemente, procura tamb&eacute;m melhores oportunidades na organiza&ccedil;&atilde;o atual (Katou, 2013). Assim, verifica-se que a orienta&ccedil;&atilde;o de carreira enquanto vari&aacute;vel moderadora amplifica o impacto negativo do corte ou redu&ccedil;&atilde;o de b&oacute;nus e ben&eacute;ficos na inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos colaboradores, mas, atenua o seu impacto no desempenho dos mesmos. Ou seja:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 2A</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de corte ou redu&ccedil;&atilde;o de b&oacute;nus e benef&iacute;cios os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira aumentam a sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 2B</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de corte ou redu&ccedil;&atilde;o de b&oacute;nus e benef&iacute;cios os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira mant&ecirc;m os seus n&iacute;veis de desempenho.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ainda no que respeita &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o de carreira, estes colaboradores s&atilde;o ainda influenciados pelo corte de oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o/carreira, bem como pelo corte das oportunidades de desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o. O corte destas recompensas afeta diretamente os colaboradores que ambicionam a ascens&atilde;o na carreira, uma vez que colide de forma inevit&aacute;vel com essa ambi&ccedil;&atilde;o. Desta forma, sendo que os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira procuram inequivocamente a sua ascens&atilde;o (Wrzesniewski et al., 1997), ao deixarem de existir oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o, logo de ascens&atilde;o na carreira, ent&atilde;o, estes perdem a sua motiva&ccedil;&atilde;o quer para o desempenho, quer para permanecerem numa organiza&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o lhes ir&aacute; proporcionar aquilo que desejam, sendo por isso, expect&aacute;vel que estes diminuam o seu desempenho, em prol da reposi&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio da rela&ccedil;&atilde;o tal como preconizado pelo rompimento do contrato psicol&oacute;gico de trabalho (Conway &amp; Briner, 2005). Al&eacute;m disso, aumentam a sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da, pois tal como visto anteriormente, apesar do contexto socioecon&oacute;mico adverso, estes colaboradores ir&atilde;o evitar a perda (Kahneman e Tversky, 1979), aqui exposta pela perda de oportunidades de evolu&ccedil;&atilde;o de carreira.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O mesmo acontece perante o corte das oportunidades de desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o na medida em que se constituem como entrave &agrave; sua evolu&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, o que de forma evidente representa uma estagna&ccedil;&atilde;o que claramente se op&otilde;e &agrave; sua ambi&ccedil;&atilde;o de ascens&atilde;o de carreira e ao aumento da empregabilidade, logo, mais uma vez, tendo em conta que este corte representa uma perda real para o seu objetivo central, os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira ir&atilde;o reagir de forma negativa a estes cortes, tando no que respeita &agrave; sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da como no que concerne ao seu desempenho.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, a orienta&ccedil;&atilde;o de carreira enquanto vari&aacute;vel moderadora amplifica o impacto negativo do corte de oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o, de desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o na inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos colaboradores e tamb&eacute;m, no seu desempenho:</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 2C</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de corte de oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira aumentam a sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 2D</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de corte de oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira diminuem os seus n&iacute;veis de desempenho.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Importa, agora, atender aos colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento. As pessoas com chamamento, quase por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o de emprego, demonstram uma motiva&ccedil;&atilde;o interna para o exerc&iacute;cio laboral, o que reflete uma paix&atilde;o pessoal (Dobrow, 2004) e, de acordo com Bunderson e Thompson (2009) cria nos indiv&iacute;duos uma predisposi&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o de sacrif&iacute;cios a diversos n&iacute;veis, incluindo monet&aacute;rios e de carreira. Neste sentido, ao n&atilde;o focar as quest&otilde;es financeiras como priorit&aacute;rias e estando a suas motiva&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; autorrealiza&ccedil;&atilde;o e/ou transcend&ecirc;ncia, contrariamente ao que acontece com os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de Emprego (Wrzesniewski, 2003). Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m se afastam dos colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de carreira, uma vez que n&atilde;o s&atilde;o movidos por motiva&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o de carreira, uma vez que sentem a sua fun&ccedil;&atilde;o como uma miss&atilde;o de vida pr&oacute;-social (Wrzesniewski et al., 1997). Sendo expect&aacute;vel que o seu contrato psicol&oacute;gico de trabalho assente sobretudo nas promessas relacionais de longo prazo e n&atilde;o das promessas transacionais. Posto isto, perante redu&ccedil;&otilde;es do sal&aacute;rio base ou redu&ccedil;&otilde;es de b&oacute;nus e benef&iacute;cios, bem como, de oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o a orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento ir&aacute; surgir como um fator moderador atenuante, uma vez que a sua real motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; intr&iacute;nseca e livre de ambi&ccedil;&otilde;es de carreira:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 3A</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio base ou redu&ccedil;&atilde;o de b&oacute;nus e benef&iacute;cios e de oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento n&atilde;o aumentam a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 3B</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio base ou redu&ccedil;&atilde;o de b&oacute;nus e benef&iacute;cios e de oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento mant&ecirc;m os seus n&iacute;veis de desempenho.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, o mesmo n&atilde;o acontece com o corte das oportunidades de desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o uma vez que para os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento &eacute; importante a aquisi&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos e compet&ecirc;ncias que lhe permitam executar cada vez melhor as suas tarefas e, portanto, miss&atilde;o de vida. Posto isto, este corte representa um obst&aacute;culo ao seu objetivo e ter&aacute; uma influ&ecirc;ncia negativa sobre a sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da, procurando, os colaboradores uma outra organiza&ccedil;&atilde;o onde lhe seja permitido levar a cabo a sua fun&ccedil;&atilde;o em melhores condi&ccedil;&otilde;es. Contudo, no que respeita ao desempenho, a orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento mant&eacute;m-se como um fator moderador atenuante, uma vez que estes colaboradores n&atilde;o deixar&atilde;o o seu desempenho ser afetado em preju&iacute;zo da sua miss&atilde;o uma vez que para si o trabalho &eacute; gratificante em si mesmo (Wrzesniewski et al., 1997).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 3C</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de corte das oportunidades de desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento aumentam a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 3D:</i> Numa situa&ccedil;&atilde;o de corte das oportunidades de desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o os colaboradores com orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento mant&ecirc;m os seus n&iacute;veis de desempenho.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento e ao corte das recompensas monet&aacute;rias existe uma ressalva. A orienta&ccedil;&atilde;o de chamamento ser&aacute; uma atenuante no impacto negativo do corte destas recompensas apenas quando o mesmo n&atilde;o colocar em causa as suas necessidades de subsist&ecirc;ncia e qualidade vida dos colaboradores. De acordo com diversas teorias da motiva&ccedil;&atilde;o, destacando-se a teoria cl&aacute;ssica de Herzberg (1959) a recompensa financeira ou o sal&aacute;rio de um colaborador n&atilde;o &eacute; um fator motivador, mas &eacute; um fator necess&aacute;rio &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o dos colaboradores ou neste caso um fator higi&eacute;nico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Posto isto podemos considerar que a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho determina diferentes rela&ccedil;&otilde;es com o trabalho e, principalmente com aquilo que cada indiv&iacute;duo espera da sua atividade laboral, explicando diferen&ccedil;as individuais nas prefer&ecirc;ncias sobre recompensas e, principalmente nas rea&ccedil;&otilde;es aos cortes dessas recompensas, logo, de uma forma gen&eacute;rica:</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Proposi&ccedil;&atilde;o 4</i>: Numa situa&ccedil;&atilde;o de corte ou redu&ccedil;&atilde;o de recompensas a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho surge como uma vari&aacute;vel moderadora entre estes cortes e a inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da e desempenho dos colaboradores.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>IMPLICA&Ccedil;&Otilde;ES E CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em linha com a literatura cient&iacute;fica que apela &agrave; necessidade de vari&aacute;veis que apoiem na compreens&atilde;o do impacto das recompensas no comportamento dos colaboradores (eg.: Young et al., 2012), o presente artigo concetualiza um modelo que coloca a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho como uma vari&aacute;vel individual explicativa da variabilidade do comportamento dos colaboradores perante o corte de diferentes recompensas, cumprindo assim o seu principal objetivo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As proposi&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas apresentadas partem do pressuposto empiricamente validado pela literatura de que as recompensas t&ecirc;m impacto no comportamento dos colaboradores, nomeadamente sobre o seu desempenho e inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da (eg.: De Gieter &amp; Hofmans, 2015; Rynes et al., 2004). Al&eacute;m disso, apesar de escassos, os estudos realizados em momentos de crise econ&oacute;mica e financeira, bem como os estudos que retratam os cortes salariais, t&ecirc;m sido un&acirc;nimes a demonstrar que o contexto n&atilde;o muda a dire&ccedil;&atilde;o desta rela&ccedil;&atilde;o e que apesar das adversidades os cortes continuam a estar associados a quebras de desempenho e ao aumento da inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da dos colaboradores (eg.: Chen &amp; Horton, 2009; Kube et al., 2013). Pelo que, pela primeira vez, este estudo apresenta a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho como uma vari&aacute;vel moderadora entre esses cortes e os comportamentos dos colaboradores. Evidenciando que, em fun&ccedil;&atilde;o da sua orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho o comportamento dos colaboradores ser&aacute; diferenciado perante os diferentes cortes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es para a literatura das recompensas contribui com um novo fator moderador, a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho, que explica n&atilde;o s&oacute; as diferentes rea&ccedil;&otilde;es ao corte ou redu&ccedil;&atilde;o de recompensas, mas para a rela&ccedil;&atilde;o entre os sistemas de recompensas e o comportamento dos colaboradores de um modo geral. Adicionalmente reflete e ilustra como cada tipo de recompensa motiva de forma diferenciada os colaboradores com diferentes tipos de orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho. Apoiando, assim a compreens&atilde;o da variabilidade do impacto positivo ou negativo dos incentivos financeiros no desempenho e na reten&ccedil;&atilde;o dos colaboradores. De forma mais modesta, contribui, ainda, com um importante fator moderador para a compreens&atilde;o da inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da e da sua rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o linear com a satisfa&ccedil;&atilde;o com o pagamento. Contribuindo, tamb&eacute;m, para explicar as raz&otilde;es pelas quais apesar dos colaboradores percecionarem o mercado de trabalho como adverso continuarem a aumentar a sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da perante determinados cortes na &aacute;rea das recompensas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ainda no que &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas diz respeito o presente modelo concetual d&aacute; um contributo igualmente relevante para literatura da orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho e, consequentemente para uma maior compreens&atilde;o do comportamento organizacional na medida em que n&atilde;o segue a linha de investiga&ccedil;&atilde;o tradicional que tende a pesquisar o chamamento como antecedente de outras vari&aacute;veis individuais. Este modelo n&atilde;o se foca em exclusivo no chamamento, parte do modelo tripartido de orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho, analisando esta experi&ecirc;ncia subjetiva como vari&aacute;vel moderadora. Refor&ccedil;ando, assim, o papel explicativo relevante que a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho pode desempenhar nas teorias do comportamento organizacional, n&atilde;o s&oacute; a n&iacute;vel micro, mas tamb&eacute;m a n&iacute;vel macro no que concerne ao desenho de pol&iacute;ticas de recursos humanos, como por exemplo no que diz respeito ao sistema de recompensas. Posto isto, pode-se considerar este modelo inovador na medida em que coloca a orienta&ccedil;&atilde;o de trabalho como vari&aacute;vel moderadora, por atender &agrave;s tr&ecirc;s dimens&otilde;es de orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho e n&atilde;o apenas ao chamamento e ainda, ao estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho e os sistemas de recompensas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &agrave; sua implica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica para o campo das recompensas, toda a teoriza&ccedil;&atilde;o na base do modelo apresentado aponta, tal como Vroom (1964), para o facto de poder ter mais impacto a interpreta&ccedil;&atilde;o que o colaborador faz da recompensa, ou da sua redu&ccedil;&atilde;o, do que o pr&oacute;prio acontecimento em si. Logo, apoia a import&acirc;ncia dos sistemas globais de recompensas e, apela ainda para o facto de que sem se deixar de respeitar as teorias da equidade e justi&ccedil;a se concebam sistemas flex&iacute;veis que tenham em conta a individualidade e prefer&ecirc;ncias subjacentes a cada orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho. Ou seja, o presente modelo e artigo pretende real&ccedil;ar as diferen&ccedil;as individuais como fatores extremamente relevantes para a tomada de decis&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es no que diz respeito a conce&ccedil;&atilde;o dos seus sistemas de recompensas. Adicionalmente, importa esclarecer que este trabalho n&atilde;o tem como objetivo indicar uma orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho ideal dos colaboradores, mas sim alertar para o facto de que o significado psicol&oacute;gico que cada colaborador atribui ao seu trabalho tem impacto sobre o seu comportamento e como tal este &eacute; um facto que dever&aacute; ser tido em conta pela gest&atilde;o principalmente em momentos de crise por forma a minimizar perdas relativas a colaboradores que possam comprometer a sa&uacute;de organizacional no p&oacute;s crise. Isto porque, tal como visto anteriormente, os trabalhadores que tendem a aumentar a sua inten&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da, e at&eacute; a concretiz&aacute;-la s&atilde;o aqueles que percecionam ter uma maior empregabilidade, pelo que as organiza&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o perder colaboradores chave, possuidores de maiores n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, o presente artigo d&aacute; a conhecer um modelo te&oacute;rico que contribu&iacute; quer para a literatura cient&iacute;fica como para as pr&aacute;ticas de gest&atilde;o. Contribui para a amplia&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre a orienta&ccedil;&atilde;o para o trabalho, enquanto fator individual relevante para a compreens&atilde;o do comportamento organizacional e, em particular, como vari&aacute;vel moderadora do impacto das recompensas sobre os comportamentos dos colaboradores. Al&eacute;m disso, do ponto de vista da praxis organizacional, contribui para uma gest&atilde;o mais eficaz dos recursos humanos nas organiza&ccedil;&otilde;es, nomeadamente no que respeita &agrave; gest&atilde;o das pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas de compensa&ccedil;&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o. Devendo-se, ent&atilde;o, assumir a Orienta&ccedil;&atilde;o para o Trabalho como uma pe&ccedil;a-chave para a compreens&atilde;o do comportamento organizacional, mas tamb&eacute;m, para a delinea&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica da gest&atilde;o de pessoas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abdullah, A., Bilau, A. A., Enegbuma, W. I., Ajagbe, A. M., Ali, K. N., &amp; Bustani, S.A. (2012). Small and medium size construction firms job satisfaction and evaluation in Nigeria. <i>International Journal of Science and Humanity, 2</i>(1), 34-46. <a href="https://doi.org/10.7763/IJSSH.2012.V2.65" target="_blank">https://doi.org/10.7763/IJSSH.2012.V2.65</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509917&pid=S0874-2049202000010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Armstrong, M. (2010). <i>Armstrong's Handbook of Reward Management Practice: Improving Performance Through Reward</i>. 3&ordf; ed. Kogan Page Limited.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509918&pid=S0874-2049202000010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Babeck&yacute;, J., Caju, P., Kosma, T., Lawless, M., Messina, J., &amp; R&ouml;&ouml;m, T. (2009). <i>The Margins of Labour Cost Adjustment: Survey Evidence from European Firms</i>. ECB Working Paper Serious n&ordm; 1106. European Central Bank: Frankfurt. <a href="https://www.econstor.eu/bitstream/10419/153540/1/ecbwp1106.pdf." target="_blank">https://www.econstor.eu/bitstream/10419/153540/1/ecbwp1106.pdf.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509920&pid=S0874-2049202000010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bewley, T. (1998). Why Not Cut Pay. <i>European Economic Review, 42</i>, 459-490. <a href="https://doi.org/10.1016/S0014-2921(98)00002-6." target="_blank">https://doi.org/10.1016/S0014-2921(98)00002-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509922&pid=S0874-2049202000010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Boswell, W., Olson-Buchanan, J., &amp; Harris, T (2014). I cannot afford to have a life: employee adaptation to feelings of job insecurity. <i>Personnel Psychology, 67</i>, 887-915. <a href="https://doi.org/10.1111/peps.12061" target="_blank">https://doi.org/10.1111/peps.12061</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509924&pid=S0874-2049202000010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bunderson, J. &amp; Thompson, J. (2009). The call of the wild: zookeepers, Calling, and the double-edged sword of deeply meaningful work. <i>Administrative Science Quartely, 54</i>, 32-57. <a href="https://doi.org/10.2189/asqu.2009.54.1.32" target="_blank">https://doi.org/10.2189/asqu.2009.54.1.32</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509925&pid=S0874-2049202000010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cao, Z., Chen, J. &amp; Song, Y. (2013). Does total rewards reduce the core employees&rsquo; Turnover Intention? <i>International Journal of Business and Management, 8</i> (20), 62&ndash;75. <a href="https://doi.org/10.5539/ijbm.v8n20p62" target="_blank">https://doi.org/10.5539/ijbm.v8n20p62</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cardador, M. T. (2008). Re-orienting the career orientation: Implications for hybrid work orientations.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509927&pid=S0874-2049202000010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Paper presented at the annual meeting of the Academy of Management, Anaheim, CA.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Carneiro. A., Portugal, P., &amp; Varej&atilde;o, J. (2014). Catastrophic job Destruction during the Portuguese Economic Crisis. <i>Journal of Macroeconomics, 39</i>, 444&ndash;457. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jmacro.2013.09.018" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jmacro.2013.09.018</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chang, W., Wang, Y. &amp; Huang, T.(2013). Work design-related antecedents of turnover intention: A multilevel approach.<i>Human Resource Management, 52</i>(1), 1-26. <a href="https://doi.org/10.1002/hrm.21515" target="_blank">https://doi.org/10.1002/hrm.21515</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509930&pid=S0874-2049202000010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chen, D. &amp; Horton, J (2009). The Wages of Pay Cuts: Evidence from a Field Experiment. <i>Social Science Research Network</i>. <a href="https://doi.org/10.2139/ssrn.1443526" target="_blank">https://doi.org/10.2139/ssrn.1443526</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509931&pid=S0874-2049202000010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Condly, S., Clark, R. &amp; Stolovitch, H. (2003). The Effects of Incentives on Workplace Performance: A Meta-analytic Review of Research Studies. <i>Performance Improvement Quarterly</i>,<i>16</i> (3), 7-24. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1937-8327.2003.tb00287.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1937-8327.2003.tb00287.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509932&pid=S0874-2049202000010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Conway, N. &amp; Briner, R. (2005). <i>Understanding Psychological Contracts at Work: A Critical Evaluation of Theory and Research</i>. Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509933&pid=S0874-2049202000010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dalton, J.C. (2001). Career and Calling: finding a place for spirit in work and community. <i>New Direction for Students Service, 95</i>, 17-25. <a href="https://doi.org/10.1002/ss.19." target="_blank">https://doi.org/10.1002/ss.19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509935&pid=S0874-2049202000010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Davidson, J. C., &amp; Caddell, D. P. (1994). Religion and the meaning of work. <i>Journal of the Scientific Study of Religion, 33</i>, 135-147. <a href="https://doi.org/10.2307/1386600" target="_blank">https://doi.org/10.2307/1386600</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509937&pid=S0874-2049202000010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">De Gieter, S. and Hofmans, J. (2015) How reward satisfaction affects employees turnover intentions and performance: an individual differences approach. <i>Human Resource Management Journal,25</i> (2), 200&ndash;216. <a href="https://doi.org/10.1111/1748-8583.12072" target="_blank">https://doi.org/10.1111/1748-8583.12072</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dhanpat, N., Nodau, F., Lugisani, P., Mabojane, R., &amp; Phiri, M. (2018). Exploring Employee retention and intention to leave within a call centre. <i>SA Journal of Human Resource Management, 16</i>(0), 1-13.<a href="https://doi.org/10.4102/sajhrm.v16i0.905" target="_blank">https://doi.org/10.4102/sajhrm.v16i0.905</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509939&pid=S0874-2049202000010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dobrow, S. (2004). Extreme subjective career success: a new integrated view of having Calling. <i>Academy of Management Proceeding</i>, B1-B6. <a href="https://doi.org/10.5465/AMBPP.2004.13863838" target="_blank">https://doi.org/10.5465/AMBPP.2004.13863838</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509940&pid=S0874-2049202000010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duffy, R,. Dik, B., &amp; Steger, M. (2011). Calling and work related outcomes: career commitment as a mediator. <i>Journal of Vocational Behavior, 78,</i> 210-218. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jvb.2010.09.013" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jvb.2010.09.013</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509941&pid=S0874-2049202000010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duffy, R. &amp; Dik, B. (2013). Research on Calling: What have we learned and where are we going? <i>Journal of Vocational Behavior, 83,</i> 428-436. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jvb.2013.06.006" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jvb.2013.06.006</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509942&pid=S0874-2049202000010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duffy, R. D., Bott, E. B., Allan, B. A., &amp; Autin, K. A. (2015). Calling among the unemployed: Examining prevalence and links to coping with job loss. <i>The Journal of Positive Psychology, 10</i> (4), 332-345. <a href="https://doi.org/10.1080/17439760.2014.967798" target="_blank">https://doi.org/10.1080/17439760.2014.967798</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509943&pid=S0874-2049202000010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Elsby, M., Hobjin, B., &amp; Sahin, A., (2010). The Labor Market in Great Recession. <i>Brookings Papers on Economic Activity</i>, Spring 2010. <a href="http://www.frbsf.org/publications/economics/papers/2011/wp11-29bk.pdf" target="_blank">http://www.frbsf.org/publications/economics/papers/2011/wp11-29bk.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509944&pid=S0874-2049202000010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Esteves, T. &amp; Lopes, M.P. (2016). Crafting a Calling: The Mediating Role of Calling Between Challenging Job Demands and Turnover Intention. <i>Journal of Career Development</i>. <a href="https://doi.org/10.1177/0894845316633789" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0894845316633789</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509945&pid=S0874-2049202000010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eurofound (2013a). Impact of the crisis on working conditions in Europe. Retriever from <a href="https://www.eurofound.europa.eu/publications/reports/2013/impact-of-the-crisis-on-working-conditions-in-europe" target="_blank">https://www.eurofound.europa.eu/publications/reports/2013/impact-of-the-crisis-on-working-conditions-in-europe</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509946&pid=S0874-2049202000010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eurofound (2013b). Wages and working conditions in the crisis. <a href="https://www.eurofound.europa.eu/publications/report/2013/wages-and-working-conditions-in-the-crisis" target="_blank">https://www.eurofound.europa.eu/publications/report/2013/wages-and-working-conditions-in-the-crisis</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509947&pid=S0874-2049202000010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fabiani, S., Lamo, A., Messino, J., &amp; Room, T. (2015). European Firm Adjustment During Times of Economic Crisis. European Central Bank, Working Paper Serious n&ordm; 1778. <a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpwps/ecbwp1778.en.pdf" target="_blank">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpwps/ecbwp1778.en.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509948&pid=S0874-2049202000010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fossen, R.S., &amp; Vredenburg, D. (2011). Exploring Differences in Work&rsquo;s Meaning: An Investigation of Individual Attributes Associated with Work Orientations<i>. Journal of Behavioral and Applied Management</i>,<i>15</i> (2), 101-121.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guest, D. (2017) Human resource management and employee well-being: towards a new analytic framework: HRM and employee well-being: new analytic framework. <i>Human Resource Management Journal, 27</i>(1), 22-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509950&pid=S0874-2049202000010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hakonen, A., Maaniemi, J., &amp; Hakanen, J., (2011). Why is group-based pay perceived as meaningful, meaningless or negative? Exploring the meanings of pay suggest by reflection theory. <i>The International Journal of Human Resource Management, 22</i> (10), 2245-2264. <a href="https://doi.org/10.1080/09585192.2011.580194" target="_blank">https://doi.org/10.1080/09585192.2011.580194</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509952&pid=S0874-2049202000010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Herzberg, F. (1959). <i>The motivation to work</i>&nbsp;(2nd. Ed).&nbsp;John Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509953&pid=S0874-2049202000010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Huselid, M. (1995). The Impact of Human Resources Management Practices on Turnover, Productivity, and Corporate Financial Performance. <i>Academy of Management Journal, 38</i> (3), 635- 872. <a href="https://doi.org/10.5465/256718" target="_blank">https://doi.org/10.5465/256718</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509955&pid=S0874-2049202000010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jensen, J., Opland, R., &amp; Ryan, A. (2010). Psychological Contracts and Counterproductive Work Behaviors: Employee Responses to Transactional and Relational Breach. <i>Journal of Business and Psychology, 25</i> (4), 555-568. <a href="https://doi.org/10.1007/s10869-009-9148-7" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10869-009-9148-7</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509956&pid=S0874-2049202000010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kahneman, D., &amp; Tversky, A. (1979). Prospect Theory: An Analysis of Decision Under Risk. <i>Econometrica, 47</i> (2), 263-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509957&pid=S0874-2049202000010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kanfer, R. &amp; Ackerman, P. L. (1989). Motivation and cognitive abilities: an integrative/aptitude-treatment interaction approach to skill acquisition. <i>Journal of Applied Psychology, 74,</i>657-690. <a href="https://doi.org/10.1037/0021-9010.74.4.657" target="_blank">https://doi.org/10.1037/0021-9010.74.4.657</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509959&pid=S0874-2049202000010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Katou, A.A. (2013). Justice, trust and employee reactions: An empirical examination of the HRM system. <i>Management Research Review, 36</i>(7), 674&ndash;699. <a href="https://doi.org/10.1108/MRR-07-2012-0160" target="_blank">https://doi.org/10.1108/MRR-07-2012-0160</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kaya, C. &amp; Ba&scedil;kaya, R. (2016). The Roles of Organizational and Ethical Climate on Individual Performance of Employees. <i>Business Management Dynamics, 5,</i> (8), 27-38. <a href="http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&amp;AuthType=ip&amp;db=bth &amp;AN=123990550&amp;site=eds-live" target="_blank">http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&amp;AuthType=ip&amp;db=bth &amp;AN=123990550&amp;site=eds-live</a> Martins, F. (2016). <i>How the Portuguese firms Adjusted Between 2010 And 2013 Main Shocks And Channels Of Adjustment</i>. Lisboa, Departamento de Estudos Econ&oacute;micos do Banco de Portugal. <a href="https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/papers/re201603_e.pdf" target="_blank">https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/papers/re201603_e.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509961&pid=S0874-2049202000010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kube, S., Mar&eacute;chal,M., &amp; Puppe, C.(2013) Do wage cuts damage work morale? Evidence from a natural field experiment. <i>Journal of the European Economic Association, 11</i>(4), 853-870. <a href="https://doi.org/10.1111/jeea.12022" target="_blank">https://doi.org/10.1111/jeea.12022</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509962&pid=S0874-2049202000010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meyer, J., Morin, A. &amp; Wasti, S.A. (2018). Employee commitment before and after an economic crisis: A stringent test of profile similarity. <i>Human Relations, 71</i>(9), 1204-1233. <a href="https://doi.org/10.1177/0018726717739097" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0018726717739097</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509963&pid=S0874-2049202000010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Palma, P. J. &amp; Lopes, M.P. (2012). <i>Paix&atilde;o e Talento no Trabalho</i>. Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509964&pid=S0874-2049202000010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Peir&oacute;, J., Bayona, J., Caballer, A., &amp; Fabio, A. (2020). Importance of work characteristics affects job performance: The mediating role of individual dispositions on the work design-performance relationships. <i>Personality and Individual Differences</i>, 157. <a href="https://doi.org/10.1016/j.paid.2019.109808" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.paid.2019.109808</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509966&pid=S0874-2049202000010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pitacho, L., &amp; Palma, P.J. (2015). Como Implementar Sistemas de Recompensas com Real Impacto na Produtividade. <i>RH Magazine</i>,<i>96</i>, 24-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509967&pid=S0874-2049202000010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rosso, B.D., Dekas, K.H., &amp; Wrzesniewski, A. (2010). On the meaning of work: a theoretical integration and review. <i>Research in Organizational Behavior, 30,</i> 91&ndash;127. <a href="https://doi.org/10.1016/j.riob.2010.09.001" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.riob.2010.09.001</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rynes, S. L., Gerhart, B., &amp; Minette, K. A. (2004). The importance of pay in employee motivation: Discrepancies between what people say and what they do. <i>Human Resource Management, 43,</i>381&ndash;394. <a href="https://doi.org/10.1002/hrm.20031" target="_blank">https://doi.org/10.1002/hrm.20031</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schmidt, J., Willness, C., Jones, D. &amp; Bourdage, J. (2018) Human resource management practices and voluntary turnover: a study of internal workforce and external labor market contingencies. <i>The International Journal of Human Resource Management, 29</i> (3), 571-594. <a href="https://doi.org/10.1080/09585192.2016.1165275" target="_blank">https://doi.org/10.1080/09585192.2016.1165275</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509971&pid=S0874-2049202000010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schreurs, B., Guenter, H., Schumacher, D., Emmerik, IJ. &amp; Notelaers, G. (2013). Pay-level satisfaction and employee outcomes: the moderating effect of employee-involvement climate. <i>Human Resource Management, 52</i> (3), 399-421. <a href="https://doi.org/10.1002/hrm.21533" target="_blank">https://doi.org/10.1002/hrm.21533</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509972&pid=S0874-2049202000010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Syndicate European Trade Union (2014). Benchmarking Working Europe. <a href="http://www.etui.org/Publications2/Books/Benchmarking-Working-Europe-2014." target="_blank">http://www.etui.org/Publications2/Books/Benchmarking-Working-Europe-2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509973&pid=S0874-2049202000010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tett, R.P., &amp; Meyer, J.P. (1993). 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John Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509976&pid=S0874-2049202000010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wang, Q., Jiang, Y., Weng, Q., &amp; Wang, Q. (2019). A meta-analysis of the relationship between occupational commitment and job performance. <i>Social Behavior and Personality: An international journal, 47</i> (8), 1-15. <a href="https://doi.org/10.2224/sbp.8232" target="_blank">https://doi.org/10.2224/sbp.8232</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509978&pid=S0874-2049202000010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Watson Jr. BW. &amp; Singh G (2005). Global pay systems: compensation in support of a multinational strategy. <i>Compensation and Benefits Review, 37</i>(1): 33-36. <a href="https://doi.org/10.1177%2F0886368704273100" target="_blank">https://doi.org/10.1177%2F0886368704273100</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509979&pid=S0874-2049202000010000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wei, X., Ma, L., Zhang, Z-X., Showail, S., Jiao, J. &amp; Wang, X. (2015). Understanding psychological contract breach due to labour costs reduction: Contingent upon employee sex and managerial control. <i>Journal of Occupational and Organizational Psychology, 88,</i> 679&ndash;701. 1-16. <a href="https://doi.org/10.1111/joop.12092" target="_blank">https://doi.org/10.1111/joop.12092</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Williams, M., Brower, H., Ford, L., Williams, L., &amp; Carraher, S. (2008). A comprehensive mode and measure of compensation satisfaction<i>. Journal of Occupational and Organizational Psychology,81</i>, 639-668. <a href="https://doi.org/10.1348/096317907X248851" target="_blank">https://doi.org/10.1348/096317907X248851</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509981&pid=S0874-2049202000010000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wrzesniewski, A., (2003). <i>Finding positive meaning at work</i>. In K. Cameron et al. (eds), Positive Organizational Shcolarship (pp. 296-308). Berrett-koehler.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509982&pid=S0874-2049202000010000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Wrzesniewski, A., McCauley, C., Rozin, P. &amp; Schwartz, B. (1997). Jobs, Career, and Calling: People&rsquo;s Relations to Their Work. <i>Journal of Research in Personality, 31</i>, 21-33.<a href="https://doi.org/10.1006/jrpe.1997.2162" target="_blank">https://doi.org/10.1006/jrpe.1997.2162</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wynen, J. &amp; Beeck, S. (2014). The Impact of the Financial and Economic Crisis on Turnover Intention in the U.S. Federal Government. <i>Public Personnal Management, 43</i> (4), 565-585. <a href="https://doi.org/10.1177/0091026014537043" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0091026014537043</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=509985&pid=S0874-2049202000010000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Young, G. J., Beckman, H., &amp; Baker, E. (2012). Financial incentives, professional values and performance: A study of pay-for-performance in a professional organization. <i>Journal of Organizational Behavior, 33</i>, 964&ndash;983. <a href="https://doi.org/10.1002/job.1770" target="_blank">https://doi.org/10.1002/job.1770</a></font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recebido</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">03/2019</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">07/2020</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Publicado</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">08/2020</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Morada para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Liliana Pitacho, Centre for Public Administration &amp; Public Policies, School of Social and Political Sciences, University of Lisbon, Portugal, Rua Almerindo Lessa, 1300-663 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:lpitacho@iscsp.ulisboa.com" target="_blank">lpitacho@iscsp.ulisboa.com</a>.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Financiado por:</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This work was supported by University of Lisbon.</font></p>       ]]></body><back>
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