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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O benefício do enriquecimento trabalho-família para a saúde dos professores: O papel da autoeficácia percebida num estudo diário]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The benefit of work-family enrichment for teachers' health: The role of perceived self-efficacy in a daily study.]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aimed to analyze how work-family enrichment affects the health of teachers on a daily basis. Based on the conservation of resources theory (Hobfoll, 1989, 2002) we hypothesized that the daily level of work-family enrichment (WFE) would increase individual&#8217;s resources, namely their self-efficacy which, in turn, would positively affect their health. The 66 teachers who participated in the study completed questionnaires during 8 consecutive days of work, resulting in a total of 528 observations. The results showed that on days when teachers consider that their work enriches the role they play in their family, they report fewer somatic symptoms. In addition, the results showed that WFE&#8217;s effect on health is partially explained by the increase in the individual's perception of self-efficacy. The limitations of the study, as well as the theoretical and practical implications of the results found and the suggestions for future research, are discussed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Enriquecimento trabalho-família]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sintomas somáticos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>O benef&iacute;cio do enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia para a sa&uacute;de dos professores: O papel da autoefic&aacute;cia percebida num estudo di&aacute;rio</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>The benefit of work-family enrichment for teachers' health: The role of perceived self-efficacy in a daily study.</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Leonor Milheiro de Vilhena<sup>1</sup> &amp; Susana Tavares<sup>2</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup> Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, ISCTE-IUL</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup> Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, ISCTE-IUL, Business Research Unit &ndash; BRU (UNIDE-IUL)</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></b></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo pretendeu analisar de que forma o enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia afecta a sa&uacute;de dos professores numa base di&aacute;ria. Baseando-nos na teoria da conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos (Hobfoll, 1989, 2002) hipotetiz&aacute;mos que o n&iacute;vel di&aacute;rio de enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia (ETF) sentido aumentaria os recursos do indiv&iacute;duo, nomeadamente a perce&ccedil;&atilde;o que este tem da sua autoefic&aacute;cia, o que, por sua vez, afetaria positivamente a sua sa&uacute;de. Os 66 professores que participaram no estudo preencheram question&aacute;rios durante 8 dias de trabalho consecutivos, resultando num total de 528 observa&ccedil;&otilde;es. Os resultados evidenciaram que nos dias em que os professores consideram que o seu trabalho enriquece o papel que desempenham na sua fam&iacute;lia, reportam um menor n&uacute;mero de sintomas som&aacute;ticos. Os resultados mostraram ainda que o efeito do ETF na sa&uacute;de &eacute; parcialmente explicado pelo aumento da perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia do indiv&iacute;duo. As limita&ccedil;&otilde;es do estudo, sugest&otilde;es para pesquisas futuras, e implica&ccedil;&otilde;es dos resultados s&atilde;o discutidas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia; sintomas som&aacute;ticos; perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia; estudo di&aacute;rio.</font></p>   <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">The present study aimed to analyze how work-family enrichment affects the health of teachers on a daily basis. Based on the conservation of resources theory (Hobfoll, 1989, 2002) we hypothesized that the daily level of work-family enrichment (WFE) would increase individual&rsquo;s resources, namely their self-efficacy which, in turn, would positively affect their health. The 66 teachers who participated in the study completed questionnaires during 8 consecutive days of work, resulting in a total of 528 observations. The results showed that on days when teachers consider that their work enriches the role they play in their family, they report fewer somatic symptoms. In addition, the results showed that WFE&rsquo;s effect on health is partially explained by the increase in the individual's perception of self-efficacy. The limitations of the study, as well as the theoretical and practical implications of the results found and the suggestions for future research, are discussed.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Work-family enrichment; somatic symptoms; perceived self-efficacy; diary study.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">O equil&iacute;brio da vida profissional com a vida familiar &eacute; um desafio que se coloca tanto ao colaborador, como &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o em que este trabalha, no sentido de se assegurar uma harmoniza&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel do seu envolvimento, quer no trabalho, quer na fam&iacute;lia. A literatura tem-se centrado na an&aacute;lise dos preditores e das consequ&ecirc;ncias da interfer&ecirc;ncia negativa do trabalho na fam&iacute;lia - conflito trabalho-fam&iacute;lia - perspetiva que assume que a participa&ccedil;&atilde;o em diversos pap&eacute;is levar&aacute;, em &uacute;ltimo caso, a um esgotamento dos recursos do indiv&iacute;duo (e.g., Tavares &amp; Dias, 2014). Apenas mais recentemente, a aten&ccedil;&atilde;o tem vindo a ser direcionada tamb&eacute;m para a influ&ecirc;ncia positiva que o trabalho pode ter na vida familiar do colaborador. Este foco no enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia (ETF) vem complementar a perspetiva centrada no conflito (Greenhaus &amp; Powell, 2006), permitindo assim ter uma vis&atilde;o mais equilibrada da interface trabalho-fam&iacute;lia. Apesar de na literatura alguns estudos terem analisado as consequ&ecirc;ncias positivas do ETF para o bem-estar dos indiv&iacute;duos (e.g., Carvalho &amp; Chambel, 2014, 2018; McNall, Nicklin, &amp; Masuda, 2010; McNall, Scott, &amp; Nicklin, 2015), poucos s&atilde;o os que se debru&ccedil;aram sobre a rela&ccedil;&atilde;o do ETF com a sa&uacute;de f&iacute;sica do indiv&iacute;duo (para exce&ccedil;&otilde;es ver Carlson, Kacmar, Zivnuska, Ferguson, &amp; Whitten, 2011; Cho &amp; Chen, 2018; Russo, 2015; Sprung &amp; Jex, 2017). Acresce ainda que, com exce&ccedil;&atilde;o de Russo (2015), os restantes autores se centraram na rela&ccedil;&atilde;o direta do ETF com o bem-estar ou com a sa&uacute;de, omitindo o estudo dos mecanismos que podem explicar esta rela&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, tendo por base a teoria da conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos (TCR, Hobfoll, 1989, 2002), de acordo com a qual as pessoas tentam proteger e maximizar os seus recursos como forma de preservarem e mesmo aumentarem o seu bem-estar, o nosso estudo pretendeu analisar o impacto do ETF na sa&uacute;de di&aacute;ria dos professores, nomeadamente nos sintomas som&aacute;ticos por eles referidos diariamente. Pretendemos ainda estudar o papel da autoefic&aacute;cia percebida para a explica&ccedil;&atilde;o desta rela&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Opt&aacute;mos por analisar este fen&oacute;meno com professores, pois apesar de raramente, a interface trabalho-fam&iacute;lia ter sido estudada neste tipo de profissionais (para exce&ccedil;&otilde;es ver Cinamon, 2009; Liu &amp; Cheng, 2015), as tarefas associadas a esta profiss&atilde;o &ndash; pesquisa actualizada de conhecimentos, gest&atilde;o de conflitos em sala de aula, prepara&ccedil;&atilde;o de atividades extra-curriculares, etc. (Padr&atilde;o, Pinto, &amp; Santos-Rita, 2012) &ndash; s&atilde;o potencialmente transfer&iacute;veis para o contexto familiar, podendo contribuir para que o professor melhore o seu desempenho tamb&eacute;m neste contexto. Ainda, de acordo com De Simone, Cicotto e Lampis (2016), muitos estudos identificaram o ensino como sendo uma das profiss&otilde;es mais stressantes e os professores como tendo n&iacute;veis mais baixos de sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica, quando comparados com outros grupos de profissionais (Kidger et al., 2016), nomeadamente por estarem sujeitos a ambientes de elevada exig&ecirc;ncia laboral e &agrave; necessidade de adapta&ccedil;&atilde;o constante a altera&ccedil;&otilde;es no sistema de ensino. Assim, tendo os professores um papel fulcral, n&atilde;o s&oacute; para a motiva&ccedil;&atilde;o dos alunos para a aprendizagem, como para os resultados escolares por estes obtidos (Panayotis &amp; Kyrickides, 2013) e sendo um importante elo de liga&ccedil;&atilde;o da escola &agrave; comunidade (Thoonen, Sleegers, Peestma, &amp; Oort, 2011), ser&aacute; importante analisar como podemos contribuir para que estes profissionais tenham n&iacute;veis mais elevados de sa&uacute;de.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia e sa&uacute;de</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O desenvolvimento de recursos &eacute; fundamental para o processo de enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia. A perspectiva do ETF assume que o desempenho do papel no trabalho pode ter efeitos positivos para a vida familiar (Frone, 2003). Isto &eacute;, quando existe ETF os recursos gerados no dom&iacute;nio laboral possibilitam a melhoria da qualidade de vida familiar, quer pela via instrumental, quer pela via afetiva (Greenhaus &amp; Powell, 2006). Estes recursos podem dizer respeito a afeto, a oportunidades de desenvolvimento ou a capital (Carlson, Kacmar, Wayne, &amp; Grzywacz, 2006). Mais especificamente, Greenhaus e Powell (2006) referem que os recursos que facilitam o ETF podem ser f&iacute;sicos, psicol&oacute;gicos, relativos a compet&ecirc;ncias, capacidades e ao acesso a diferentes perspectivas, recursos que propiciam a flexibilidade e ainda, recursos relativos a capital social ou a recursos materiais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A perspetiva do ETF parte, ent&atilde;o, da teoria da acumula&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is proposta por Sieber (1974) e da abordagem expansionista de Marks (1977). Estas defendem que a participa&ccedil;&atilde;o em diferentes pap&eacute;is pode ser mais vantajosa para os indiv&iacute;duos, podendo prevalecer sobre os efeitos negativos que as exig&ecirc;ncias dos v&aacute;rios pap&eacute;is podem acarretar (Greenhaus &amp; Powell, 2006).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O ETF apresenta-se ainda como um constructo bidirecional. Pode ocorrer na dire&ccedil;&atilde;o trabalho-fam&iacute;lia, quando os recursos adquiridos no trabalho s&atilde;o aplicados com efic&aacute;cia no dom&iacute;nio familiar; e pode ocorrer tamb&eacute;m na dire&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia-trabalho, quando os recursos obtidos no dom&iacute;nio familiar s&atilde;o aplicados com sucesso no dom&iacute;nio laboral. No presente estudo, foc&aacute;mo-nos especificamente na dire&ccedil;&atilde;o trabalho-fam&iacute;lia, uma vez que as organiza&ccedil;&otilde;es mais facilmente poder&atilde;o intervir no que se passa no local de trabalho do que no que se passa na fam&iacute;lia (Daniel &amp; Sonnentag, 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A literatura tem evidenciado que a experi&ecirc;ncia de n&iacute;veis mais elevados de ETF est&aacute; associada a maior satisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho, com a fam&iacute;lia e com a vida (e.g., Aryee, Srinivas, &amp; Tan, 2005; Carvalho &amp; Chambel, 2014; Chan et al., 2016; Nicklin &amp; McNall, 2013). Comparativamente ao impacto do EFT no bem-estar subjetivo, o impacto do ETF na sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos tem sido menos estudado. No entanto, algumas investiga&ccedil;&otilde;es salientam que as pessoas que reportam n&iacute;veis mais elevados de ETF t&ecirc;m uma maior probabilidade de experienciarem n&iacute;veis superiores de sa&uacute;de f&iacute;sica e mental (e.g., McNall et al., 2010; Stoddard &amp; Madsen, 2007) ou de terem uma perce&ccedil;&atilde;o mais positiva da sua sa&uacute;de (e.g., Carvalho &amp; Chambel, 2014). De acordo com o estudo de Van Steenbergen e Ellemers (2009), quando os colaboradores reportavam mais experi&ecirc;ncias de harmoniza&ccedil;&atilde;o dos seus pap&eacute;is de trabalho e de fam&iacute;lia, melhor eles se sentiam fisicamente. J&aacute; Russo (2015), no seu estudo, demonstrou que o ETF contribu&iacute;a para melhorar a sa&uacute;de percebida dos indiv&iacute;duos atrav&eacute;s do aumento da sua persist&ecirc;ncia para alcan&ccedil;ar os seus objetivos e da redu&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade ao stress. Mais recentemente, Sprung e Jex (2017) demonstraram que o ETF reportado pelo indiv&iacute;duo se encontrava positivamente relacionado com a sa&uacute;de psicol&oacute;gica do c&ocirc;njuge e negativamente relacionado com os sintomas f&iacute;sicos tamb&eacute;m sentidos por este.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo, a sa&uacute;de dos participantes foi avaliada atrav&eacute;s dos sintomas som&aacute;ticos que os indiv&iacute;duos diziam experienciar diariamente. Estes sintomas s&atilde;o definidos como manifesta&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas com um grande componente psicol&oacute;gico, sendo muitas vezes &ldquo;uma resposta f&iacute;sica a stressores no trabalho&rdquo; (Spector &amp; Jex, 1998, p. 358).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, esperamos que quando os professores consideram que as suas experi&ecirc;ncias di&aacute;rias na escola os ajudam a melhorar a qualidade da sua vida familiar nesse dia, isso esteja associado a uma menor intensidade de sintomas som&aacute;ticos reportados nesse dia. Desta forma, coloc&aacute;mos a seguinte hip&oacute;tese:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Hip&oacute;tese 1:</i> O enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia di&aacute;rio est&aacute; negativamente associado &agrave; intensidade dos sintomas som&aacute;ticos sentidos diariamente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A Teoria da Conserva&ccedil;&atilde;o dos Recursos (TCR, Hobfoll, 1989, 2002) defende que a aquisi&ccedil;&atilde;o de recursos est&aacute; associada a benef&iacute;cios para a sa&uacute;de do indiv&iacute;duo. De acordo com esta teoria, aqueles que possuem um &ldquo;reservat&oacute;rio mais s&oacute;lido de recursos t&ecirc;m maiores probabilidades de promoverem e manterem o seu bem-estar e a sua sa&uacute;de&rdquo; (Hobfoll, 2002, p. 311). Isto acontece porque &ldquo;as pessoas que t&ecirc;m recursos t&ecirc;m menores probabilidades de encontrarem circunst&acirc;ncias stressantes que afetem negativamente o seu bem-estar psicol&oacute;gico e f&iacute;sico&rdquo; (Hobfoll, 2002, pp. 317-318). Por outro lado, a exist&ecirc;ncia de recursos, n&atilde;o s&oacute; pode gerar novos recursos, como pode simplificar o desenvolvimento e a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos j&aacute; existentes, o que foi designado por &ldquo;caravana de recursos&rdquo; (Hobfoll, 2002, p. 318).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Segundo a Teoria da Conserva&ccedil;&atilde;o dos Recursos, os recursos s&atilde;o aquelas entidades que s&atilde;o centralmente valorizadas <i>per se</i>, podendo ser contextuais ou pessoais. Um recurso contextual &eacute; externo ao indiv&iacute;duo, residindo no contexto social onde ele se encontra. No caso dos professores, poder&atilde;o ser exemplos de recursos contextuais, o suporte social oferecido por um colega no trabalho, o feedback recebido por parte de um aluno, ou as oportunidades de desenvolvimento e de aprendizagem associadas ao desempenho desta profiss&atilde;o. Um recurso pessoal pode ser f&iacute;sico (como o vigor sentido), cognitivo (conhecimento, capacidade, experi&ecirc;ncia, capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o), instrumental ou referente ao capital (dinheiro, tempo dispon&iacute;vel), ou psicol&oacute;gico (resili&ecirc;ncia, otimismo, auto-efic&aacute;cia, etc.).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a TCR, o processo de aquisi&ccedil;&atilde;o de recursos assenta na maximiza&ccedil;&atilde;o dos recursos j&aacute; existentes e na procura de novos, com consequente acumula&ccedil;&atilde;o destes. &Agrave; medida que se v&atilde;o ganhando recursos (contextuais ou pessoais) &eacute; criada uma espiral de ganhos (Hobfoll, 1989, 2002; Van Steenbergen, Kluwer, &amp; Karney, 2014) associada a um incremento de emo&ccedil;&otilde;es positivas. Em conson&acirc;ncia, Ten Brummelhuis e Bakker (2012) afirmam que os recursos contextuais s&atilde;o um ponto de partida para os processos de enriquecimento do trabalho para a fam&iacute;lia, estando associados a uma espiral de ganhos assente na expans&atilde;o da pan&oacute;plia de recursos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo e no desenvolvimento de recursos pessoais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, da mesma forma que &ldquo;as experi&ecirc;ncias de trabalho podem ser ve&iacute;culos de fortalecimento dos recursos psicol&oacute;gicos dos indiv&iacute;duos&rdquo; (Russo, 2015, p. 2489) potenciando o seu papel noutros dom&iacute;nios e conduzindo nomeadamente &agrave; experi&ecirc;ncia de EFT, faz sentido esperar que o EFT amplifique os recursos pessoais do indiv&iacute;duo numa l&oacute;gica de espiral de ganhos. Por exemplo, Russo (2015) verificou que n&iacute;veis elevados de ETF est&atilde;o associados a uma maior resili&ecirc;ncia ao stress e a uma maior persist&ecirc;ncia nos objetivos. Deste modo, aqui pressupomos que o ETF, que tem por base a utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos adquiridos em contexto organizacional no contexto familiar, pode despoletar uma espiral de ganhos gerando nomeadamente recursos pessoais como a autoefic&aacute;cia, e que esses recursos psicol&oacute;gicos gerados podem explicar a rela&ccedil;&atilde;o entre o ETF sentido e os n&iacute;veis mais elevados de sa&uacute;de.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Enriquecimento Trabalho-fam&iacute;lia e Autoefic&aacute;cia</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A autoefic&aacute;cia diz respeito &agrave; cren&ccedil;a de que o indiv&iacute;duo tem na sua &ldquo;capacidade de organizar e executar os cursos de a&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rios para alcan&ccedil;ar determinados tipos de desempenho&rdquo; (Bandura, 1986, p. 391) com sucesso. Esta tem sido conceptualizada como tra&ccedil;o ou como estado (Gardner &amp; Pierce, 1998). Quando nos referimos a tra&ccedil;os, falamos sobretudo na autoefic&aacute;cia associada &agrave; personalidade do indiv&iacute;duo (Judge, Jackson, Shaw, Scott, &amp; Rich, 2007). Por outro lado, Bandura (2012) refere que &ldquo;as pessoas se baseiam em parte nos seus estados f&iacute;sicos e emocionais para avaliar a sua autoefic&aacute;cia&rdquo; (p.13). As cren&ccedil;as que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m acerca das suas capacidades variam em fun&ccedil;&atilde;o dos diferentes dom&iacute;nios de atividades e das condi&ccedil;&otilde;es situacionais em que se encontram, mais do que se manifestarem de forma uniforme nas diferentes tarefas e contextos &agrave; semelhan&ccedil;a de um tra&ccedil;o geral (Bandura, 2012). Em conformidade, a auto-efic&aacute;cia tem vindo a ser equacionada enquanto recurso pessoal que pode variar em fun&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica vivida pela pessoa (Ten Brummelhuis &amp; Bakker, 2012; Russo, 2015). Por isso, neste estudo analis&aacute;mos as varia&ccedil;&otilde;es intra-individuais da autoefic&aacute;cia percebida e n&atilde;o a perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia enquanto tra&ccedil;o. Nomeadamente, explor&aacute;mos de que forma as varia&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias do ETF sentido est&atilde;o associadas a varia&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias na perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia dos professores. E, por sua vez, de que forma estas mudan&ccedil;as quotidianas est&atilde;o associadas a altera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias na intensidade dos sintomas som&aacute;ticos reportados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Chan e colegas (2016) observaram que indiv&iacute;duos que experienciam n&iacute;veis mais elevados de ETF reportam n&iacute;veis superiores de auto-efic&aacute;cia espec&iacute;fica &agrave; regula&ccedil;&atilde;o da interface trabalho-fam&iacute;lia, um ano depois. O nosso estudo vem expandir o pouco que se sabe sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre o ETF e a auto-efic&aacute;cia ao centrar-se nas varia&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e tamb&eacute;m ao analisar o impacto do EFT para a auto-efic&aacute;cia na resolu&ccedil;&atilde;o de outro tipo de problemas, que n&atilde;o a articula&ccedil;&atilde;o entre o trabalho e a fam&iacute;lia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, tendo em conta a TCR, espera-se que o ETF sentido diariamente gere uma espiral de ganhos podendo estar associado a uma perce&ccedil;&atilde;o mais elevada de autoefic&aacute;cia nesses dias: nos dias em que o indiv&iacute;duo considera que foi capaz de transferir recursos do dom&iacute;nio do trabalho para o dom&iacute;nio familiar, isso estar&aacute; associado a uma cren&ccedil;a mais elevada nas suas capacidades para resolver situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas de uma forma geral. Desta forma, coloc&aacute;mos a seguinte hip&oacute;tese:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Hip&oacute;tese 2:</i> o enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia di&aacute;rio est&aacute; positivamente associado &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia di&aacute;ria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Autoefic&aacute;cia e sa&uacute;de</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Bandura (2012), as cren&ccedil;as de autoefic&aacute;cia t&ecirc;m impacto na qualidade do funcionamento humano atrav&eacute;s de processos cognitivos, motivacionais, afetivos e decisionais. J&aacute; segundo Hobfoll (2002), as pessoas com n&iacute;veis mais elevados de autoefic&aacute;cia poder&atilde;o ser mais capazes de selecionar e at&eacute; implementar os seus outros recursos de forma a melhor lidarem com as exig&ecirc;ncias stressantes. De facto, a autoefic&aacute;cia parece influenciar as capacidades de <i>coping</i> dos indiv&iacute;duos (Bandura, 1988), o que &ldquo;afeta a qualidade da sua vida emocional e a sua vulnerabilidade ao stress e &agrave; depress&atilde;o&rdquo; (Bandura, 2012, p.13). Por isso, podemos pensar que quanto maior for a autoefic&aacute;cia percebida, menor ser&aacute; a tend&ecirc;ncia de um indiv&iacute;duo para somatizar fatores de stress.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Alguns estudos t&ecirc;m vindo a demonstrar que a autoefic&aacute;cia tem uma rela&ccedil;&atilde;o positiva, quer com o bem-estar psicol&oacute;gico (Bandura, 2006), quer com a sa&uacute;de, bem como com alguns comportamentos de sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos (e.g., Holden, 1992; Strecher, De Vellis, Becker, &amp; Rosenstock, 1986). J&aacute; Schwarzer e Hallum (2008), num estudo com professores, verificaram que n&iacute;veis mais baixos de autoefic&aacute;cia estavam associados a mais experi&ecirc;ncias de emo&ccedil;&otilde;es negativas e <i>distress,</i> o que consequentemente levava ao <i>burnout</i>destes professores. Flett, Panico e Hewitt (2011) mostraram num estudo que analisava diferentes rela&ccedil;&otilde;es entre o perfecionismo, os comportamentos de tipo A, a autoefic&aacute;cia, a depress&atilde;o e os sintomas som&aacute;ticos em adolescentes, que baixos n&iacute;veis de autoefic&aacute;cia se relacionavam significativamente com a depress&atilde;o. Os autores verificaram ainda que havia uma rela&ccedil;&atilde;o negativa e significativa entre a autoefic&aacute;cia e os sintomas som&aacute;ticos reportados, indicando assim que os adolescentes com menor autoefic&aacute;cia referiam sentir mais problemas de sa&uacute;de. Assim, em conson&acirc;ncia com a literatura anterior, esperamos que nos dias em que os professores sentem ter mais capacidades para lidarem com as situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas, relatem ter menos sintomas som&aacute;ticos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Hip&oacute;tese 3</i>: A perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia di&aacute;ria est&aacute; negativamente associada &agrave; intensidade dos sintomas som&aacute;ticos sentidos diariamente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>O papel mediador da autoefic&aacute;cia percebida na rela&ccedil;&atilde;o entre o ETF e a sa&uacute;de</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os efeitos diretos que o ETF tem na sa&uacute;de f&iacute;sica e mental dos indiv&iacute;duos (e.g., McNall et al., 2010) t&ecirc;m sido documentados, mas menos &eacute; sabido acerca dos mecanismos subjacentes a estas rela&ccedil;&otilde;es; ou seja, sobre quais poder&atilde;o ser os processos envolvidos. Usando a Teoria da Conserva&ccedil;&atilde;o dos Recursos como refer&ecirc;ncia, podemos esperar que o facto de o indiv&iacute;duo sentir que os recursos gerados no trabalho podem melhorar a qualidade da sua vida familiar (ETF) pode conduzir a uma espiral ascendente de ganhos, nomeadamente em termos de recursos pessoais. De facto, alguns autores sugerem que o ETF contribui para o desenvolvimento, mobiliza&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de recursos f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos, os quais favorecem uma melhoria da sa&uacute;de do indiv&iacute;duo (e.g., Russo, 2015; Ten Brummelhuis &amp; Bakker, 2012). Assim, ser&aacute; de esperar que nos dias em que o indiv&iacute;duo considera que conseguiu transferir recursos do trabalho para o dom&iacute;nio familiar e que isso lhe permitiu ser melhor membro da sua fam&iacute;lia, sinta tamb&eacute;m que teve maiores capacidades para resolver situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas (perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia). Ainda de acordo com esta teoria, o aumento di&aacute;rio de recursos pessoais, (neste caso, a perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia) pode ser um mecanismo central para a explica&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria na sa&uacute;de do indiv&iacute;duo (cf. Hobfoll, 2002), nomeadamente no que respeita &agrave; intensidade dos sintomas som&aacute;ticos reportados. De facto, Ten Brummelhuis e Bakker (2012) argumentam que a autoefic&aacute;cia &eacute; um recurso psicol&oacute;gico chave que pode, n&atilde;o s&oacute; ajudar os indiv&iacute;duos a melhor lidarem com situa&ccedil;&otilde;es stressantes, como tamb&eacute;m a melhor otimizarem os outros recursos a que podem ter acesso. Por isso, faz sentido esperar que o aumento da autoefic&aacute;cia di&aacute;ria esteja associado a n&iacute;veis mais baixos de stress e, consequentemente, a n&iacute;veis mais baixos de sintomas som&aacute;ticos reportados.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste trabalho test&aacute;mos ent&atilde;o, de forma emp&iacute;rica, o papel das varia&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias de autoefic&aacute;cia para a explica&ccedil;&atilde;o do processo atrav&eacute;s do qual o ETF sentido diariamente poder&aacute; afetar a sa&uacute;de di&aacute;ria dos indiv&iacute;duos, nomeadamente a intensidade dos sintomas som&aacute;ticos sentidos. Coloc&aacute;mos por isso a seguinte hip&oacute;tese:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Hip&oacute;tese 4</i>: O efeito do enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia sentido diariamente na intensidade dos sintomas som&aacute;ticos di&aacute;rios &eacute; mediado pelas varia&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias na autoefic&aacute;cia percebida diariamente.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Realiz&aacute;mos um estudo de tipo di&aacute;rio. A utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de estudo tem vindo a aumentar no &acirc;mbito da investiga&ccedil;&atilde;o sobre a interface trabalho-fam&iacute;lia (Butler, Grzywacz, Bass, &amp; Linney, 2005), visto que permite capturar eventos, disposi&ccedil;&otilde;es ou intera&ccedil;&otilde;es perto da altura em que estas ocorreram (Iida, Shrout, Laurenceau, &amp; Bolger, 2012). O estudo di&aacute;rio permite analisar as flutua&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias (Ohly, Sonnentag, Niessem, &amp; Zapf, 2010) da forma como o trabalho interfere positivamente com a dimens&atilde;o familiar e as suas consequ&ecirc;ncias ao n&iacute;vel di&aacute;rio da sa&uacute;de do indiv&iacute;duo. Permite ainda estudar a autoefic&aacute;cia, tendo em aten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o a sua dimens&atilde;o de <i>tra&ccedil;o</i>, mas sim a sua dimens&atilde;o de <i>estado</i> pass&iacute;vel de ser influenciada por fatores contingenciais, como sejam, por exemplo, a experi&ecirc;ncia ETF sentida pelo indiv&iacute;duo nesse dia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recolhemos dados de professores de um agrupamento de escolas da regi&atilde;o Oeste do pa&iacute;s atrav&eacute;s de uma amostra de conveni&ecirc;ncia. Os participantes foram todos recrutados presencialmente. Dos 70 question&aacute;rios distribu&iacute;dos, foram entregues 66 v&aacute;lidos (94.2% de taxa de resposta). Apenas 1 participante n&atilde;o respondeu a um dos oito momentos de medi&ccedil;&atilde;o. Assim, a amostra total contou com 66 professores, sendo 87.9% do sexo feminino. As idades estavam compreendidas entre os 35 e os 61 anos (<i>M</i>= 48.1, <i>DP</i>= 6.68). O n&iacute;vel de habilita&ccedil;&otilde;es dos participantes mais frequente era o de &ldquo;Licenciatura&rdquo; (72.7%). A maior parte dos participantes lecionava o ensino secund&aacute;rio (51.5%). Cerca de 45.5% tinham uma carga letiva semanal de 22 horas ou mais e 65.2% detinham um contrato por tempo indeterminado. Quanto &agrave; sua situa&ccedil;&atilde;o familiar, 83.3% dos participantes tinham filhos, sendo que a maior parte dos participantes tinha filhos com 20 (9.1%) e 22 anos de idade (9.1%). Cerca de 65.2% viviam com o c&ocirc;njuge/companheiro e os filhos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No momento da recolha de dados foram garantidos o anonimato e a confidencialidade aos participantes das informa&ccedil;&otilde;es recolhidas, sendo foi ainda clarificado o principal objetivo do estudo. Foi pedido aos participantes que preenchessem um dia antes um question&aacute;rio inicial que inclu&iacute;a informa&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio demogr&aacute;fica: sexo, idade, n&uacute;mero de filhos, composi&ccedil;&atilde;o do seu n&uacute;cleo familiar, antiguidade, carga letiva semanal, v&iacute;nculo laboral, n&uacute;mero de turmas, acumula&ccedil;&atilde;o da atividade de professor com alguma outra responsabilidade e exist&ecirc;ncia de alguma outra atividade remunerada. Ap&oacute;s o preenchimento desse question&aacute;rio foi solicitado aos participantes que preenchessem question&aacute;rios diariamente durante 8 dias de trabalho consecutivos. Tanto a perce&ccedil;&atilde;o de enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia di&aacute;ria, como a autoefic&aacute;cia sentida e a sa&uacute;de (atrav&eacute;s da intensidade dos sintomas som&aacute;ticos sentidos) foram medidas na manh&atilde; seguinte ao dia de trabalho, sendo os itens referentes ao que se passou no dia anterior. Cada participante recebia um pequeno caderno para este efeito. Uma vez que a utiliza&ccedil;&atilde;o destes cadernos podia fazer com que houvesse algum incumprimento com o protocolo do estudo, fomos muito claras nas instru&ccedil;&otilde;es dadas aos participantes, sublinhando a import&acirc;ncia do seu preenchimento na altura do dia devida. Para al&eacute;m disso, inclu&iacute;mos nos cadernos um espa&ccedil;o para que os participantes registassem a que horas tinham preenchido os question&aacute;rios.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dado que os participantes completavam question&aacute;rios ao longo de 8 dias de trabalho, foi importante manter as escalas o mais curtas poss&iacute;vel. Assim, utiliz&aacute;mos conjuntos reduzidos de itens de escalas validadas previamente em outros estudos di&aacute;rios.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia.</b> O n&iacute;vel di&aacute;rio de enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia foi operacionalizado atrav&eacute;s de 3 itens adaptados da escala curta de ETF de Kacmar, Crawford, Carlson, Ferguson e Whitten (2014). Foi utilizada uma escala de resposta do tipo <i>Likert,</i> de 7 pontos, em que o 1 correspondia a <i>discordo totalmente</i> e o 7 a <i>concordo totalmente</i>. O ETF di&aacute;rio foi medido de manh&atilde; e todos os itens foram ajustados de forma a fazerem refer&ecirc;ncia ao dia anterior. Um exemplo de item foi: &ldquo;Ontem o meu trabalho fez-me sentir feliz e isso ajudou-me a ser um melhor membro da minha fam&iacute;lia.&rdquo; O alfa de <i>Cronbach</i> das 8 ocasi&otilde;es medidas foi de .85.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Autoefic&aacute;cia.</b>A autoefic&aacute;cia geral foi medida atrav&eacute;s de 2 itens adaptados da escala de autoefic&aacute;cia de Schwarzer e Jerusalem (1995). As respostas foram dadas numa escala do tipo <i>Likert</i>, de 7 pontos, em que o 1 correspondia a <i>discordo totalmente</i> e o 7 a <i>concordo totalmente</i>. O n&iacute;vel di&aacute;rio de autoefic&aacute;cia foi medido de manh&atilde; e os itens foram ajustados de forma a fazerem refer&ecirc;ncia ao dia anterior. Um exemplo de item foi: &ldquo;Ontem senti confian&ccedil;a para poder lidar de forma eficaz com eventos inesperados&rdquo;. O coeficiente de <i>Spearman Brown</i> (<i>r</i><sub><i>SB</i></sub>) m&eacute;dio das 8 ocasi&otilde;es de medida foi de .70.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Sintomas som&aacute;ticos.</b> A sa&uacute;de di&aacute;ria foi avaliada atrav&eacute;s dos sintomas som&aacute;ticos que foram medidos com 10 itens adaptados da escala &ldquo;Physical Symptoms Inventory&rdquo; (PSI), de Spector e Jex (1998) com uma escala de intensidade de 7 pontos, em que o 1 correspondia a <i>nunca</i> e o 7 a <i>todo o dia</i>. O n&iacute;vel di&aacute;rio de sintomas som&aacute;ticos foi medido de manh&atilde; e os itens foram ajustados de forma a fazerem refer&ecirc;ncia ao dia anterior. Um exemplo de item foi: &ldquo;tendo em conta o dia de ontem, indique com que intensidade sentiu n&aacute;useas/dores de est&ocirc;mago&rdquo;. O n&iacute;vel de <i>Cronbach</i> m&eacute;dio das 8 ocasi&otilde;es de medida foi de .78.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Vari&aacute;veis de controlo.</b> O sexo, a idade e a carga letiva foram usadas como vari&aacute;veis de controlo. A vari&aacute;vel sexo (0 = masculino, 1 = feminino) foi controlada, visto que alguns estudos sugerem que homens e mulheres t&ecirc;m experi&ecirc;ncias diferentes a n&iacute;vel do trabalho e da fam&iacute;lia (Barnett &amp; Hyde, 2001). As horas de trabalho s&atilde;o tipicamente um dos fatores de maior press&atilde;o para os professores (Yu, Wang, Zhai, Dai, &amp; Yang, 2015) e tendo em conta que v&aacute;rios autores (e.g., Gutek, Searle, &amp; Klepa, 1991; Marshall &amp; Barnett, 1993) referem que quando os indiv&iacute;duos trabalham mais horas, maior &eacute; a probabilidade de o trabalho interferir com o bem-estar no seu seio familiar, opt&aacute;mos por controlar a carga letiva semanal destes profissionais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Estrat&eacute;gias de an&aacute;lise</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s o processo de recolha foram inseridas as respostas aos question&aacute;rios numa base de dados em SPSS. Uma vez que os nossos dados est&atilde;o hierarquicamente estruturados estando os dias (N&iacute;vel 1, <i>N</i> = 528 observa&ccedil;&otilde;es) encaixados (i.e., <i>nested</i>) em pessoas (N&iacute;vel 2, <i>N</i> = 66 participantes), conduzimos uma an&aacute;lise multin&iacute;vel usando o programa MLWIN (Rasbash, Browne, Healy, Cameron, &amp; Charlton, 2002). Os preditores de n&iacute;vel 2 (nomeadamente as vari&aacute;veis de controlo) foram centrados usando a m&eacute;dia de grupo (i.e., grand mean) e os preditores de n&iacute;vel di&aacute;rio foram centrados utilizando a m&eacute;dia de cada pessoa. Assim, analis&aacute;mos se n&iacute;veis altos ou baixos de ETF sentido num dia, comparados com o n&iacute;vel de ETF di&aacute;rio sentido em m&eacute;dia por essa pessoa, estava associado a n&iacute;veis mais elevados de autoefic&aacute;cia sentida e a n&iacute;veis mais baixos de sintomas som&aacute;ticos. Utiliz&aacute;mos a exclus&atilde;o completa de casos (i.e., <i>list-wise deletion</i>) para gerir as n&atilde;o respostas (i.e., <i>missings</i>) em todas as nossas an&aacute;lises.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lises preliminares</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/psi/v34n1/34n1a07t1.jpg">Tabela 1</a> apresenta as m&eacute;dias (<i>M</i>), desvios-padr&atilde;o (<i>DP</i>) e correla&ccedil;&otilde;es para todas as vari&aacute;veis do estudo. Foi calculada a m&eacute;dia das medidas repetidas nos 8 dias das vari&aacute;veis de n&iacute;vel di&aacute;rio (i.e., <i>day level</i>) para analisar a correla&ccedil;&atilde;o entre essas m&eacute;dias e a vari&aacute;vel &ldquo;carga letiva&rdquo; medida a um n&iacute;vel individual (i.e., <i>individual level</i>). Como pode ser observado na <a href="/img/revistas/psi/v34n1/34n1a07t1.jpg">tabela 1</a>, o padr&atilde;o de correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis foi no sentido esperado.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O ETF di&aacute;rio estava negativamente correlacionado com os sintomas som&aacute;ticos (<i>r</i> = -.17, <i>p</i> &lt; .001) e positivamente correlacionado com a autoefic&aacute;cia percebida (<i>r</i> = .36, <i>p</i> &lt; .001). A autoefic&aacute;cia percebida estava negativamente correlacionada com os sintomas som&aacute;ticos (<i>r</i> = -.21, <i>p</i> &lt; .001). Quanto &agrave;s vari&aacute;veis de controlo, a carga letiva estava positivamente associada &agrave; intensidade dos sintomas som&aacute;ticos reportados (<i>r</i> = .11, <i>p</i> &lt; .001); o sexo e a idade n&atilde;o estavam significativamente associados aos sintomas som&aacute;ticos reportados diariamente. Como tal, por raz&otilde;es de parcim&oacute;nia, s&oacute; foi inclu&iacute;do no modelo de regress&atilde;o a carga letiva como vari&aacute;vel de controlo. De forma a compreender se a vari&aacute;vel dos sintomas som&aacute;ticos flutuava a n&iacute;vel di&aacute;rio, seguimos as recomenda&ccedil;&otilde;es de Bliese (2012) e test&aacute;mos um modelo de m&eacute;dias incondicionais (i.e., unconditional means model) para calcular os valores das correla&ccedil;&otilde;es intra-classe (ICC) e para testar se a vari&acirc;ncia do intercepto era significativamente diferente de zero. Os resultados mostram que o ICC1 para os sintomas som&aacute;ticos era de .34, o que indica uma vari&acirc;ncia de 34% nos sintomas som&aacute;ticos reportados de dia para dia. No que diz respeito ao ETF, verificou-se uma vari&acirc;ncia de 43% no ETF reportado diariamente (ICC1<sub>ETF </sub>= .43). Ao evidenciarem que uma por&ccedil;&atilde;o importante de vari&acirc;ncia dos sintomas e do ETF pode ser explicada pelas flutua&ccedil;&otilde;es intra-individuais (i.e., within person) ao longo dos 8 dias do estudo, estes resultados indicam ent&atilde;o a necessidade de utilizar um modelo multin&iacute;vel de an&aacute;lise.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Teste das hip&oacute;teses</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos com cada um dos modelos encaixados (i.e., <i>nested models</i>) de efeitos vari&aacute;veis usados para testar os efeitos de media&ccedil;&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/psi/v34n1/34n1a07t2.jpg">tabela 2</a> mostram as estimativas n&atilde;o estandardizadas, os erros-padr&atilde;o e os valores de<i>t</i>para todos os preditores. Os modelos multin&iacute;vel testados foram de efeitos aleat&oacute;rios.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No modelo nulo, ou modelo de base (i.e., <i>baseline model</i>) inclu&iacute;mos o intercepto como &uacute;nico preditor. Este modelo cont&eacute;m apenas o intercepto e os erros (i.e., <i>error terms</i>) correspondentes (Hox &amp; Roberts, 2011). No Modelo 1, inclu&iacute;mos o ETF e a carga letiva (vari&aacute;vel de controlo de n&iacute;vel pessoal) para testar se o ETF estava relacionado com a intensidade dos sintomas reportados, controlando a carga letiva do professor (H1) antes de introduzirmos a autoefic&aacute;cia percebida (Modelo 2) de forma a testar se esta vari&aacute;vel potencialmente mediadora estava relacionada com a intensidade dos sintomas som&aacute;ticos reportados (H3). Compar&aacute;mos o ajustamento destes modelos, calculando a diferen&ccedil;a entre o r&aacute;cio de verosimilhan&ccedil;a (i.e., <i>likelihood ratio</i>) de cada modelo com o r&aacute;cio de verosimilhan&ccedil;a do modelo anterior. Esta diferen&ccedil;a tem uma distribui&ccedil;&atilde;o Qui-quadrado (sendo os graus de liberdade o n&uacute;mero de vari&aacute;veis adicionadas a cada modelo). O Modelo 2 evidenciou um ajustamento melhor do que o Modelo 1 (diferen&ccedil;a de -2 x Log = 13.34, <i>gl</i> = 1, <i>p</i> &lt; .001), e do que o Modelo nulo (diferen&ccedil;a de -2 x Log = 67.19, <i>gl</i> = 3, <i>p</i> &lt; .001).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados da an&aacute;lise multin&iacute;vel suportam a nossa primeira hip&oacute;tese (H1), que pressupunha que o ETF di&aacute;rio estava negativamente relacionado com os sintomas som&aacute;ticos reportados. De facto, o ETF di&aacute;rio estava negativamente associado &agrave; intensidade dos sintomas som&aacute;ticos reportados diariamente quando control&aacute;vamos a carga letiva dos participantes (<i>&gamma;</i> = -.10, <i>t</i> = 4.75, <i>EP</i> = .02, <i>p</i> &lt; .001). Posteriormente, examin&aacute;mos a rela&ccedil;&atilde;o entre o ETF di&aacute;rio e a autoefic&aacute;cia percebida. Os resultados suportam a segunda hip&oacute;tese (H2), pois o ETF di&aacute;rio estava positivamente associado &agrave; autoefic&aacute;cia percebida reportada diariamente (<i>&gamma;</i> = .38, <i>t</i> = 8.17,<i>EP</i> = .05, <i>p</i> &lt; .001). De seguida, analis&aacute;mos a rela&ccedil;&atilde;o entre a autoefic&aacute;cia e os sintomas som&aacute;ticos. No que diz respeito &agrave; nossa terceira hip&oacute;tese (H3), os resultados evidenciam que a autoefic&aacute;cia percebida reportada diariamente est&aacute; negativamente associada aos sintomas di&aacute;rios reportados, apoiando a H3 (<i>&gamma;</i> = -.09, <i>t</i> = 3.67, <i>EP</i> = .02, <i>p</i> &lt; .001).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, test&aacute;mos os efeitos indiretos do ETF di&aacute;rio nos sintomas som&aacute;ticos reportados diariamente atrav&eacute;s da perce&ccedil;&atilde;o da autoefic&aacute;cia controlando a carga letiva dos professores (H4). O efeito do ETF di&aacute;rio nos sintomas reportados (Modelo 1) diminuiu em magnitude quando se introduziu na equa&ccedil;&atilde;o de regress&atilde;o a autoefic&aacute;cia percebida reportada diariamente (Modelo 2), mantendo-se, por&eacute;m, estatisticamente significativo (<i>&gamma;</i>= -.06, <i>t</i> = 2.82, <i>EP</i>=.02,<i>p</i>&lt; .01).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados evidenciaram, portanto, a exist&ecirc;ncia de uma media&ccedil;&atilde;o parcial (Mathieu &amp; Taylor, 2006), sendo, de acordo com Sobel (1982), o efeito indireto do ETF nos sintomas, atrav&eacute;s da autoefic&aacute;cia, estatisticamente significativo (Sobel: <i>z</i> = 3.34, <i>p</i> &lt; .001). A hip&oacute;tese 4 foi ent&atilde;o parcialmente suportada pelos dados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo tinha como principal objetivo analisar o impacto das varia&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias do ETF na sa&uacute;de do indiv&iacute;duo, nomeadamente nos sintomas som&aacute;ticos que este reportava diariamente. Pretend&iacute;amos ainda averiguar o papel que a perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia tinha para a explica&ccedil;&atilde;o desta rela&ccedil;&atilde;o. Os resultados das an&aacute;lises efetuadas suportam as hip&oacute;teses colocadas, ao demonstrarem que o ETF di&aacute;rio estava negativamente relacionado com os sintomas som&aacute;ticos reportados, quando controlada a carga letiva dos participantes (H1) e positivamente com a autoefic&aacute;cia (H2). Esta, por sua vez, relaciona-se de forma negativa com os sintomas som&aacute;ticos reportados diariamente pelos participantes (H3). O efeito do EFT nos sintomas som&aacute;ticos revelou ser parcialmente mediado pela perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia geral do indiv&iacute;duo (H4). Olhando para os nossos resultados, verificamos ent&atilde;o que, nos dias em que o indiv&iacute;duo se sente mais capaz de transferir a sua experi&ecirc;ncia do trabalho para a sua vida familiar, ele sente-se mais capaz de alcan&ccedil;ar o que pretende de uma forma bem-sucedida (n&iacute;veis mais elevados de autoefic&aacute;cia di&aacute;ria), o que apoia o estudo de Chan e colegas (2016), que evidenciou uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre o ETF sentido e a autoefic&aacute;cia percebida pelo indiv&iacute;duo no que respeita &agrave; articula&ccedil;&atilde;o entre o trabalho e a vida familiar. Por sua vez, o presente estudo demonstrou que a perce&ccedil;&atilde;o acrescida de autoefic&aacute;cia do indiv&iacute;duo est&aacute; associada &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o de um menor n&uacute;mero de sintomas som&aacute;ticos, o que nos leva a concluir que o ETF sentido diariamente est&aacute; associado a n&iacute;veis mais elevados de sa&uacute;de. &Eacute; de salientar ainda que a rela&ccedil;&atilde;o entre o ETF di&aacute;rio e os sintomas som&aacute;ticos &eacute; em parte explicada pelo acr&eacute;scimo da autoefic&aacute;cia que resulta do ETF sentido.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No seguimento do trabalho de v&aacute;rios autores que recorreram &agrave; Teoria da Conserva&ccedil;&atilde;o dos Recursos para um melhor entendimento dos processos de enriquecimento que acontecem entre o universo do trabalho e o universo da fam&iacute;lia, o nosso estudo permite expandir e alargar os conhecimentos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos acerca das espirais de ganhos e de como o aumento dos recursos pessoais possibilitados pelo EFT pode explicar a rela&ccedil;&atilde;o desta sinergia trabalho-fam&iacute;lia com a auto-efic&aacute;cia percebida e com a intensidade dos sintomas som&aacute;ticos reportados. Particularmente, os nossos resultados apoiam a ideia de que nos dias em que o indiv&iacute;duo sente que possui mais recursos, ele faz uma avalia&ccedil;&atilde;o mais positiva da sua capacidade de resolver situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas e da sua sa&uacute;de, reportando um menor n&uacute;mero de sintomas som&aacute;ticos. Estes resultados v&atilde;o ao encontro do proposto por Greenhaus e Powell (2006), que referiam que o gerar de recursos que o processo de enriquecimento desencadeia parece favorecer a sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos (McNall et al., 2010), mas tamb&eacute;m da TCR, de acordo com a qual a acumula&ccedil;&atilde;o de recursos n&atilde;o s&oacute; gera novos recursos como pode, por isso, beneficiar o bem-estar e a sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos. .</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo vem contribuir para ampliar a literatura acerca do enriquecimento trabalho-fam&iacute;lia. Mais especificamente, o presente estudo permitiu aprofundar o conhecimento sobre o impacto do ETF na sa&uacute;de do indiv&iacute;duo e o mecanismo que, em parte, explica este efeito positivo: o aumento da perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia enquanto recurso pessoal. Tamb&eacute;m o facto de termos realizado um estudo di&aacute;rio &eacute; um importante contributo, pois conseguimos compreender e analisar as flutua&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias do ETF, da autoefic&aacute;cia e dos sintomas som&aacute;ticos e a rela&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis (Ohly et al., 2010). A amostra do nosso estudo era composta por professores, o que permitiu enriquecer a literatura acerca da interface trabalho-fam&iacute;lia neste tipo de profissionais.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Limita&ccedil;&otilde;es e Estudos Futuros</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o obstante os contributos j&aacute; enunciados, esta pesquisa apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es. Primeiro, todas as nossas medidas foram autoreportadas, o que pode ter levado a um aumento da vari&acirc;ncia comum entre as vari&aacute;veis (Podsakoff, Mackenzie, Lee, &amp; Podsakoff, 2003). Segundo, o facto de termos realizado um estudo di&aacute;rio faz com que tenhamos apenas dados correlacionais, o que, apesar da temporalidade na recolha da informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o nos permite estabelecer infer&ecirc;ncias de causalidade. De facto, n&atilde;o podemos excluir uma poss&iacute;vel circularidade das rela&ccedil;&otilde;es causais, isto porque um indiv&iacute;duo com menos sintomas pode avaliar a sua capacidade de lidar com situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas de forma mais positiva (maior autoefic&aacute;cia percebida). Por sua vez, um indiv&iacute;duo com autoavalia&ccedil;&otilde;es mais positivas poder&aacute; ter tend&ecirc;ncia a sobreavaliar a sua capacidade de transpor os recursos obtidos no trabalho para a sua vida familiar. Seria, por isso, importante realizar um estudo di&aacute;rio que medisse as vari&aacute;veis em momentos diferentes do tempo. Terceiro, no nosso estudo di&aacute;rio, os participantes relataram a perce&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis em estudo referentes ao dia anterior. Embora esta medida possa ser vantajosa por ser uma avalia&ccedil;&atilde;o que engloba todo o dia anterior, n&atilde;o podemos excluir a hip&oacute;tese de poder haver algum enviesamento na recorda&ccedil;&atilde;o (por exemplo, dependendo da qualidade do sono e de um poss&iacute;vel efeito de recupera&ccedil;&atilde;o, ou de outras vari&aacute;veis externas presentes durante a noite). No entanto, o hiato temporal &eacute; t&atilde;o curto que julgamos que esse potencial efeito de recupera&ccedil;&atilde;o poder&aacute; n&atilde;o afetar significativamente os nossos resultados, n&atilde;o levando necessariamente a uma reconstru&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia do dia anterior. Uma outra limita&ccedil;&atilde;o reside no facto de os estudos di&aacute;rios implicarem o uso de medidas repetidas intensivas. Esta repeti&ccedil;&atilde;o pode provocar cansa&ccedil;o e desmotiva&ccedil;&atilde;o na forma como os participantes respondem ao longo do tempo. A avalia&ccedil;&atilde;o repetida das vari&aacute;veis ao longo dos dias pode conduzir ainda a uma maior consciencializa&ccedil;&atilde;o de algumas cogni&ccedil;&otilde;es e comportamentos, podendo levar a uma poss&iacute;vel modifica&ccedil;&atilde;o do comportamento (Tennen, Affleck, Armeli, &amp; Carney, 2000). Por&eacute;m, nada indica que tenha havido mudan&ccedil;as comportamentais na forma como os participantes responderam ao longo do estudo devido ao eventual aumento da sua auto-monitoriza&ccedil;&atilde;o. Por &uacute;ltimo, a nossa amostra era de conveni&ecirc;ncia, o que poder&aacute; amea&ccedil;ar a possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados a outras popula&ccedil;&otilde;es com caracter&iacute;sticas diferentes das caracter&iacute;sticas dos professores enquanto grupo profissional.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, estudos futuros poderiam tentar recolher dados de diferentes fontes, por exemplo, utilizando o ETF do indiv&iacute;duo, mas reportado pelo parceiro. Tamb&eacute;m poderia ser pertinente em estudos futuros analisar o papel de outros recursos pessoais, para al&eacute;m da autoefic&aacute;cia, para a explica&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre o ETF e a sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos. Por exemplo, os recursos energ&eacute;ticos (Tavares &amp; Dias, 2014), outros recursos psicol&oacute;gicos (como a perce&ccedil;&atilde;o de controlo ou o otimismo), recursos cognitivos (como a capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o), ou recursos de capital (como o tempo dispon&iacute;vel). Em vez de um estudo di&aacute;rio, tamb&eacute;m poderia ser interessante realizar um estudo longitudinal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Implica&ccedil;&otilde;es Pr&aacute;ticas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Do ponto de vista mais pr&aacute;tico, os nossos resultados apontam para a import&acirc;ncia de que os respons&aacute;veis das organiza&ccedil;&otilde;es levem a cabo iniciativas que promovam o ETF, pois estas podem contribuir para que os seus colaboradores construam n&atilde;o s&oacute; uma cren&ccedil;a mais forte de autoefic&aacute;cia, mas tamb&eacute;m para que manifestem um menor n&uacute;mero de sintomas som&aacute;ticos. Assim, incentivar o ETF pode trazer consequ&ecirc;ncias positivas n&atilde;o s&oacute; para o indiv&iacute;duo, mas tamb&eacute;m para a sua organiza&ccedil;&atilde;o e para a sua fam&iacute;lia a longo prazo (Hakanen, Peeters, &amp; Perhoniemi, 2011). Enriquecer o trabalho dos indiv&iacute;duos, enriquecendo os seus recursos no trabalho pode ser fundamental (Van Steenbergen et al., 2014). Isto pode ser feito a t&iacute;tulo de exemplo, com mais oportunidades de desenvolvimento (Van Steenbergen et al., 2014), com o aumento da seguran&ccedil;a do v&iacute;nculo laboral (Carlson et al., 2011) ou intervindo ao n&iacute;vel do desenho do trabalho - aumentando a variedade das tarefas (Carlson et al., 2011) ou a autonomia no trabalho (Siu et al., 2010). A promo&ccedil;&atilde;o do apoio do supervisor (Siu et al., 2010) e o suporte da organiza&ccedil;&atilde;o nos dom&iacute;nios da vida do indiv&iacute;duo fora do trabalho (Kelly et al., 2008) poder&atilde;o ser tamb&eacute;m fatores importantes para a promo&ccedil;&atilde;o do ETF. Para al&eacute;m disso, o impacto positivo do ETF na autoefic&aacute;cia enfatiza ainda a necessidade de as organiza&ccedil;&otilde;es considerarem o dom&iacute;nio familiar como facilitador das cren&ccedil;as de autoefic&aacute;cia dos trabalhadores e do seu bem-estar (Chan et al., 2016).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, esta pesquisa sugere que o ETF tem efeitos ben&eacute;ficos para a sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos em virtude dos recursos pessoais que potencia, nomeadamente a autoefic&aacute;cia percebida. Este estudo contribui de forma importante para a literatura, sendo um dos primeiros estudos a testar empiricamente os mecanismos que explicam porque o ETF sentido num dia pode diminuir os sintomas som&aacute;ticos experienciados pelo indiv&iacute;duo nesse mesmo dia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aryee, S., Srinivas, E. S., &amp; Tan, H.H. (2005). Rhythms of life: Antecedents and outcomes of work-family balance in employed parents. <i>Journal of Applied Psychology, 90</i>(1), 132-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510583&pid=S0874-2049202000010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A. (1986). <i>Social foundations of thought and action: A social cognitive theory.</i> Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510585&pid=S0874-2049202000010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A. (1988). Organizational applications of social cognitive theory. <i>Australian Journal of Management, 13</i>(2), 275-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510587&pid=S0874-2049202000010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A. (2006). Adolescent development from an agentic perspective. In F. Pajares &amp; T. Urdan (Eds.), <i>Self-efficacy beliefs of adolescentes</i> (pp. 1-43). Information Age Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510589&pid=S0874-2049202000010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A. (2012). On the functional properties of perceived self-efficacy revisited. <i>Journal of Management, 38</i>(1), 9-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510591&pid=S0874-2049202000010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Barnett, R. C., &amp; Hyde, J. S. (2001). Women, men, work, and family: An expansionist theory. <i>American Psychologist, 56</i>(10), 781&ndash;796.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bliese, P. (2012). Multilevel modeling in R (2.4). <a href="http://cran.rproject.org/doc/contrib/Bliese_Multilevel.pdf" target="_blank">http://cran.rproject.org/doc/contrib/Bliese_Multilevel.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510594&pid=S0874-2049202000010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Butler, A. B., Grzywacz, J. G., Bass, B. L., &amp; Linney, K. D. (2005). Extending the demands-control model: A daily diary study of job characteristics, work-family conflict, and work-family facilitation. <i>Journal of Occupational and Organizational Psychology, 78</i>(2), 155-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510595&pid=S0874-2049202000010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carlson, D. S., Kacmar, M. K., Wayne, J. H., &amp; Grzywacz, J. G. (2006). Measuring the positive side of the work-family interface: Development and validation of a work-family enrichment scale. <i>Journal of Vocational Behavior, 68</i>(1), 131-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510597&pid=S0874-2049202000010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carlson, D. S., Kacmar, M. K., Zivnuska, S., Ferguson, M. &amp; Whitten, D. (2011). Work-family enrichment and job performance: a constructive replication of affective events theory. <i>Journal of Occupational Health Psychology, 16</i>(3), 297-312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510599&pid=S0874-2049202000010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Carvalho, V. S., &amp; Chambel, M. J. (2014). Work-to-family enrichment and employees&rsquo; well-being: High performance work system and job characteristics. <i>Social Indicators Research, 119</i>(1), 373&ndash;387.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Carvalho, V. S., &amp; Chambel, M. J. (2018). Work&ndash;family conflict and enrichment mediates the relationship between job characteristics and well-being at work with Portuguese Marine Corps. <i>Armed Forces &amp; Society, 44</i>(2), 301&ndash;321.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Chan, X. W., Kalliath, T., Brough, P., Siu, O. L., O'Driscoll, M. P., &amp; Timms, C. (2016). Work-family enrichment and satisfaction: The mediating role of self-efficacy and work-life balance.<i>International Journal of Human Resource Management, 27</i>(15), 1755&ndash;1776.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cho, E., &amp; Chen, T.-Y. (2018). The effects of work&ndash;family experiences on health among older workers. <i>Psychology and Aging, 3</i>3 (7), 993&ndash;1006.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cinamon, R. G. (2009). Role salience, social support, and work-family conflict among jewish and arab female teachers in Israel. <i>Journal of Career Development, 36</i>(2), 139-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510605&pid=S0874-2049202000010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Daniel, S., &amp; Sonnentag, S. (2014). Work to non-work enrichment: The mediating roles of positive affect and positive work reflection. <i>Work &amp; Stress, 28</i>(1), 49&ndash;66.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">De Simone, S., Cicotto, G., &amp; Lampis, J. (2016). Occupational stress, job satisfaction and physical health in teachers. <i>Revue Europ&eacute;enne de Psychologie Appliqu&eacute;e, 66</i>(2), 65-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510608&pid=S0874-2049202000010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Flett, G. L., Panico, T., &amp; Hewitt, P. L. (2011). Perfectionism, type A behavior, and self-efficacy in depression and health symptoms among adolescents. <i>Current psychology, 30</i>, 105-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510610&pid=S0874-2049202000010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frone, M. R. (2003). Work-family balance. In. J. C Quick &amp; L. E Tetrick (Eds.),<i>Handbook of occupational health psychology</i>(pp. 143-162). American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510612&pid=S0874-2049202000010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gardner, D. G., &amp; Pierce, J. L. (1998). Self esteem and self-efficacy within the organizational context: An empirical examination. <i>Group &amp; Organization Management, 23</i>(1), 48-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510614&pid=S0874-2049202000010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenhaus, J. H., &amp; Powell, G. N. (2006). When work and family are allies: A theory of work-family enrichment. <i>Academy of management review, 31</i>(1), 72-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510616&pid=S0874-2049202000010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gutek, B. A., Searle, S., &amp; Klepa, L. (1991). Rational versus gender role explanations for work-family conflict. <i>Journal of Applied Psychology, 76</i>(4), 560-568.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510618&pid=S0874-2049202000010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hakanen, J. J., Peeters, M. C. W., &amp; Perhoniemi, R. (2011). Enrichment processes and gain spirals at work and at home: A 3-year cross-lagged panel study. <i>Journal of Ocupational and Organizational Psychology, 84</i>(1), 8-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510620&pid=S0874-2049202000010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hobfoll, S. E. (1989). Conservation of resources: A new attempt at conceptualizing stress. <i>American Psychologist, 44</i>(3), 513-524.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510622&pid=S0874-2049202000010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hobfoll, S. E. (2002). Social and psychological resources and adaptation. <i>Review of General Psychology, 6</i>(4), 307-324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510624&pid=S0874-2049202000010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Holden, G. (1992). The relationship of self-efficacy appraisals to subsequent health related outcomes: A meta-analysis. <i>Social work in health care 16</i>(1), 53-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510626&pid=S0874-2049202000010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hox, J. J., &amp; Roberts, J. K. (2011). <i>Handbook of advanced multilevel analysis</i>. Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510628&pid=S0874-2049202000010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Iida, M., Shrout, P. E., Laurenceau, J. P., &amp; Bolger, N. (2012). Using diary methods in psychological research. In. H. Cooper, P. M. Camic, D. L. Long, A. T. Panter, D. Rindskopf &amp; K. J. Sher (Eds.), <i>APA handbook of research methods in psychology, Foundations, planning, measures, and psychometrics</i> (pp. 277-305). American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510630&pid=S0874-2049202000010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Judge, T. A., Jackson, C. L., Shaw, J. C., Scott, B. A., &amp; Rich, B. L. (2007). Self-efficacy and work-related performance: The integral role of individual differences. <i>Journal of Applied Psychology, 92</i>(1), 107-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510632&pid=S0874-2049202000010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kacmar, K. M., Crawford, W. S., Carlson, D. S., Ferguson, M., &amp; Whitten, D. G. (2014). A short and valid measure of work-family enrichment. <i>Journal of Occupational Health Psychology. 19</i>(1), 32-45</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510634&pid=S0874-2049202000010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kelly, E. L., Kossek, E.E, Hammer, L.B., Durham, M., Bray, J., Chermack, K, Murphy, L.A. &amp; Kaskubar, D. (2008). Getting there from here: Research on the effects of work&ndash;family initiatives on work&ndash; family conflict and business outcomes. <i>The Academy of Management Annals, 2</i>(1), 305&ndash;349.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Kidger, J., Brockman, R., Tilling, K., Campbell, R., Ford, T., Araya, R., King, M., &amp; Gunnell, D. (2016). Teachers' wellbeing and depressive symptoms, and associated risk factors: A large cross-sectional study in English secondary schools. <i>Journal of affective disorders, 192</i>, 76&ndash;82.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Liu, H., &amp; Cheng, F. M. (2015). The role of work&ndash;family role integration in a job demands-resources model among Chinese secondary school teachers. <i>Asian Journal of Socual Psychology, 18</i>(4), 288-298.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Marks, S. R. (1977). Multiple roles and role strain: Some notes on human energy, time and commitment. <i>American Sociological Review, 42</i>(6), 921&ndash;936.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marshall, N. L., &amp; Barnett, R. C. (1993). Work-family strains and gains among two-earner couples<i>. Journal of Community Psychology, 21</i>(1), 64-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510639&pid=S0874-2049202000010000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mathieu, J. E., &amp; Taylor, S. R. (2006). Clarifying conditions and decision points for meditational type inferences in organizational behaviour. <i>Journal of Organizational Behavior, 27</i>(8)<i>,</i> 1031&ndash;1056.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">McNall, L. A., Nicklin, J. M., &amp; Masuda, A. D. (2010). A meta-analytic review of the consequences associated with work&ndash;family enrichment. <i>Journal of Business and Psychology, 25</i>(3), 381-396.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McNall, L. A., Scott, L., &amp; Nicklin, J. M. (2015). Do positive affectivity and boundary preferences matter for work-family enrichment? A study of human service workers. <i>Journal of Occupational Health Psychology, 20</i>(1), 93-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510643&pid=S0874-2049202000010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nicklin, J. M., &amp; McNall, L. A. (2013). Work-family enrichment, support, and satisfaction: A test of mediation. <i>The European Journal of Work and Organizational Psychology, 22</i>(1), 67-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510645&pid=S0874-2049202000010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ohly, S., Sonnentag, S., Niessen, C., &amp; Zapf, D. (2010). Diary studies in organizational research: an introduction and some practical recommendations. <i>Journal of Personnel Psychology, 9</i>(2), 79&ndash;93.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Padr&atilde;o, I., Pinto, C., &amp; Santos-Rita, J. (2012). Bem-estar e estrat&eacute;gias de gest&atilde;o das exig&ecirc;ncias em professores portugueses dos diferentes n&iacute;veis de ensino. <i>Actas do 12.&ordm; Col&oacute;quio de Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 575-585.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510648&pid=S0874-2049202000010000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Panayiotis, A., &amp; Kyrickides, L. (2013). A dynamic integrated approach to teacher professional development: Impact and sustainability of the effects on improving teacher behaviour and student outcomes. <i>Teaching and Teacher Education, 29</i>, 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510650&pid=S0874-2049202000010000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Podsakoff, P. M., MacKenzie, S. M., Lee, J., &amp; Podsakoff, N. P. (2003). Common method variance in behavioral research: A critical review of the literature and recommended remedies. <i>Journal of Applied Psychology, 88</i>(5)<i>,</i> 879-903.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510652&pid=S0874-2049202000010000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rasbash, J., Browne, W., Healy, M., Cameron, B., &amp; Charlton, C. (2002). MLwiN (Version 1.10.006): Interactive software for multilevel analysis. Centre for Multilevel Modelling, Institute of Education, University of London.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510654&pid=S0874-2049202000010000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Russo, M. (2015). Work-home enrichment and health: an analysis of the mediating role of persistence in goal striving and vulnerability to stress. <i>The International Journal of Human Resource Management, 26</i>(19), 2486-2502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510656&pid=S0874-2049202000010000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schwarzer, R., &amp; Hallum, S. (2008). Perceived teacher self-efficacy as a predictor of job stress and burnout: Mediation analyses. <i>Applied Psychology: An International Review. Special Issue: Health and Well-Being, 57</i>(s1), 152-171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510658&pid=S0874-2049202000010000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Schwarzer, R., &amp; Jerusalem, M. (1995). Generalized Self-Efficacy scale. In. J. Weinman, S. Wright, &amp; M. Johnston (Eds). <i>Measures in health psychology: A user&rsquo;s portfolio. Causal and control beliefs</i> (pp. 35-37). Nfer Nelson.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Sieber, S. D. (1974). Toward a theory of role accumulation. <i>American Sociological Review, 39</i>(4), 567&ndash;578.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Siu, O., Lu, J., Brough, P., Lu, C., Bakker, A.B., Kalliath, T., O&rsquo;Driscoll, M., Phillips, D.R., Chen, W., Lo, D., Sit, C., &amp; Shi, K. (2010). Role resources and work-family enrichment: The role of work engagement. <i>Journal of Vocational Behavior, 77</i>(3)<i>,</i> 470-480.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sobel, M. E. (1982). Asymptotic intervals for indirect effects in structural equations models. In S. Leinhart (Ed.), <i>Sociological methodology</i> (pp.290-312). Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510663&pid=S0874-2049202000010000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Spector, P. E., &amp; Jex, S. M. (1998). Development of four self-report measures of job stressors and strain: Interpersonal conflict at work scale, organizational constraints scale, quantitative workload inventory, and physical symptoms inventory. <i>Journal of Occupational Health Psychology, 3</i>(4)<i>,</i> 356-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510665&pid=S0874-2049202000010000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sprung, J. M., &amp; Jex, S. M. (2017). All in the family: An examination of work-family enrichment and crossover among farm couples. <i>Journal of Occupational Health Psychology, 22</i>(2), 218-224</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510667&pid=S0874-2049202000010000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stoddard, M. &amp; Madsen, S. R. (2007). Toward an understanding of the link between work-family enrichment and individual health. <i>Journal of Behavioral and Applied Management, 9</i>(1), 2-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510668&pid=S0874-2049202000010000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Strecher, V. J., DeVellis, B. M., Becker, M. H., &amp; Rosenstock, I. M. (1986). The role of self-efficacy in achieving health behavior change. <i>Health Education Quarterly, 13</i>(1), 73&ndash;92.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tavares, S. M. &amp; Dias, A. (2014). Do conflito trabalho-fam&iacute;lia &agrave; (in)satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida: Um caminho trilhado pela diminui&ccedil;&atilde;o do vigor. In. M. L. Lima, S. Bernardes &amp; S. Marques (Eds). <i>Psicologia Social da Sa&uacute;de: Estudos, Programas e Instrumentos</i> (pp. 89-105). S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510671&pid=S0874-2049202000010000700055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ten Brummelhuis, L.L., &amp; Bakker, A.B. (2012). A resource perspective on the work-home interface: The work-home resources model. <i>American Psychologist, 67</i>(7), 545-556.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510673&pid=S0874-2049202000010000700056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tennen, H., Affleck, G., Armeli, S., &amp; Carney, M. A. (2000). A daily process approach to coping: Linking theory, research, and practice. <i>American Psychologist, 55</i>(6), 626&ndash;636.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Thoonen, E.E.J., Sleegers, P.L.C, Peetsma, T.T.D., &amp; Oort, F.J. (2011) Can teachers motivate students to learn?, <i>Educational Studies, 37</i>(3), 345-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510676&pid=S0874-2049202000010000700058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Van Steenbergen, E. F., &amp; Ellemers, N. (2009). Is managing the work&ndash;family interface worthwhile? Benefits for employee health and performance. <i>Journal of Organizational. Behavior, 30</i>(5), 617&ndash;642.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Van Steenbergen, E. F., Kluwer, E. S., &amp; Karney, B. R. (2014). Work&ndash;family enrichment, work&ndash;family conflict and marital satisfaction: A dyadic analysis. <i>Journal of Occupational and Health Psychology, 19</i>(2), 182-194.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Yu, X., Wang, P., Zhai, X., Dai, H., &amp; Yang, Q. (2015). The effect of work stress on job burnout among teachers: The mediating role of self-efficacy. <i>Social Indicators Research, 122</i>(3), 701-708.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=510680&pid=S0874-2049202000010000700061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Recebido</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">03/2019</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">07/2020</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Publicado</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">08/2020</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Morada para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Susana M. Tavares, Departamento de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional da ISCTE-IUL Business School, Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), Av. das For&ccedil;as Armadas, Edif&iacute;cio ISCTE, 1649-026 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:susana.tavares@iscte-iul.pt">susana.tavares@iscte-iul.pt</a>.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Financiado por:</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este trabalho foi parcialmente apoiado no &acirc;mbito do projeto financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT:UID/GES/00135/2013).</font></p>       ]]></body><back>
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