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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimentos, atitudes e comportamentos de estudantes Portugueses do ensino secundário relacionados com a prevenção da COVID-19]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This cross-sectional study aimed to assess knowledge, attitudes and behaviours about COVID-19 among high school students in Portugal, given its importance for adherence to measures aimed at preventing this disease. High school students from all regions of the country (N = 1258) completed an online questionnaire in May 2020. Students revealed good knowledge about COVID-19, correctly answering 12 out of 14 items, and reported mostly positive attitudes towards preventive behaviours. However, the adoption of these behaviours was lower: only 6 out of 12 behaviours were adopted, on average, by students. Differences by sex, school year, region and course are presented. Being a female, attending courses on Visual Arts or Languages and Humanities, and having more positive attitudes towards prevention of COVID-19 increase the likelihood of adopting preventive behaviours. The investment in preventive campaigns is essential to enhance adherence to preventive behaviours in this population.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Conhecimentos, atitudes e comportamentos de estudantes Portugueses do ensino secund&aacute;rio relacionados com a preven&ccedil;&atilde;o da COVID-19</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Knowledge, attitudes and behaviours of Portuguese students of secondary school related to the prevention of COVID-19</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Regina Ferreira Alves<sup>1,c</sup>, Catarina Samorinha<sup>2</sup>, &amp; Jos&eacute; Precioso<sup>1</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>CIEC &ndash; Research Centre Child Studies, Institute of Education &ndash; University of Minho</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Sharjah Institute for Medical Research, University of Sharjah, Sharjah, United Arab Emirates</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo pretendeu avaliar conhecimentos, atitudes e comportamentos acerca da COVID-19 em estudantes do Ensino Secund&aacute;rio em Portugal, considerando a sua import&acirc;ncia para a ades&atilde;o a medidas de preven&ccedil;&atilde;o desta doen&ccedil;a. Estudantes do Ensino Secund&aacute;rio de todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s (N=1258) preencheram um question&aacute;rio online em maio de 2020. Os/as estudantes revelaram bons conhecimentos sobre a COVID-19, respondendo corretamente, em m&eacute;dia, a 12 dos 14 itens, e reportaram atitudes maioritariamente positivas face aos comportamentos preventivos. Contudo, quanto &agrave; ado&ccedil;&atilde;o destes comportamentos, em m&eacute;dia, apenas 6 dos 12 comportamentos preventivos foram adotados. Ser do sexo feminino, frequentar cursos de Artes Visuais ou de L&iacute;nguas e Humanidades, e mais atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da COVID-19 aumentam as probabilidades de adotar comportamentos preventivos. Apresentam-se diferen&ccedil;as por sexo, ano de escolaridade, regi&atilde;o e curso. Assim, &eacute; fundamental investir em campanhas preventivas que potenciem a ades&atilde;o a comportamentos preventivos nesta popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> COVID-19; estudantes; conhecimentos; atitudes, comportamentos preventivos.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This cross-sectional study aimed to assess knowledge, attitudes and behaviours about COVID-19 among high school students in Portugal, given its importance for adherence to measures aimed at preventing this disease. High school students from all regions of the country (N = 1258) completed an online questionnaire in May 2020. Students revealed good knowledge about COVID-19, correctly answering 12 out of 14 items, and reported mostly positive attitudes towards preventive behaviours. However, the adoption of these behaviours was lower: only 6 out of 12 behaviours were adopted, on average, by students. Differences by sex, school year, region and course are presented. Being a female, attending courses on Visual Arts or Languages and Humanities, and having more positive attitudes towards prevention of COVID-19 increase the likelihood of adopting preventive behaviours. The investment in preventive campaigns is essential to enhance adherence to preventive behaviours in this population.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> COVID-19; students; knowledge; attitudes; preventive behaviours.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">COVID-19 &eacute; a designa&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) para a doen&ccedil;a provocada pelo novo coronav&iacute;rus, que pode causar infe&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria grave, como a pneumonia. As principais vias de transmiss&atilde;o da COVID-19, conhecidas &agrave; data da escrita deste manuscrito, s&atilde;o: 1) contacto pr&oacute;ximo com pessoas infetadas pelo v&iacute;rus ou 2) contacto com superf&iacute;cies ou objetos contaminados. A transmiss&atilde;o acontece, assim, atrav&eacute;s de got&iacute;culas que se emitem, por exemplo, quando se tosse ou espirra, ou atrav&eacute;s do contacto de m&atilde;os contaminadas que, posteriormente, contactam os olhos, nariz ou a boca (as m&atilde;os contaminam-se facilmente em contacto com objetos ou superf&iacute;cies por sua vez contaminadas com got&iacute;culas de pessoa infetada) (SNS, 2020).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de uma doen&ccedil;a contagiosa muito prevalente, a n&iacute;vel nacional e internacional, registando-se &agrave; data de hoje (13 de setembro de 2020) 28 637 952 casos diagnosticados mundialmente (WHO, 2020a). Em Portugal, o registo dos primeiros casos confirmados de infe&ccedil;&atilde;o pelo novo coronav&iacute;rus ocorreu a 3 de mar&ccedil;o de 2020 (DGS, 2020a) e contabilizam-se atualmente 65021 casos confirmados e 1875 &oacute;bitos (DGS, 2020b). A COVID-19 est&aacute; a ter reflexos negativos a n&iacute;vel individual, familiar, na sociedade e na economia, de uma dimens&atilde;o sem precedentes. O risco de cont&aacute;gio aumenta com a circula&ccedil;&atilde;o de pessoas, ou seja, com o designado &ldquo;desconfinamento&rdquo;. Sabendo que os contactos pr&oacute;ximos podem contribuir para aumentar a propaga&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental quebrar estas cadeias de transmiss&atilde;o (SNS, 2020).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s um per&iacute;odo de emerg&ecirc;ncia nacional, em que as aulas do Ensino Secund&aacute;rio decorreram em regime n&atilde;o-presencial, por meios digitais, exigindo um maior grau de compromisso e disciplina por parte dos/as estudantes, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o Portugu&ecirc;s decretou o regresso &agrave;s aulas presenciais dos/as estudantes do 11.&ordm; e 12.&ordm; anos no dia 18 de maio de 2020. A tomada desta medida foi pressionada pelo peso que os exames finais nacionais t&ecirc;m na vida acad&eacute;mica dos/as estudantes, nomeadamente como prova de ingresso exigida para o acesso ao Ensino Superior (Rep&uacute;blica Portuguesa, 2020). Com o objetivo de implementar medidas de Sa&uacute;de P&uacute;blica que evitem a propaga&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus nesse contexto, a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS) emitiu diversas orienta&ccedil;&otilde;es com medidas de preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o em estabelecimentos de ensino (DGS, 2020d). Resumidamente, entre as principais medidas est&atilde;o: a garantia de que as escolas apresentam as condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias necess&aacute;rias para a promo&ccedil;&atilde;o das boas pr&aacute;ticas de higiene, nomeadamente a higieniza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os com &aacute;gua e sab&atilde;o, e secagem com toalhetes de papel; a obrigatoriedade de utiliza&ccedil;&atilde;o de m&aacute;scaras para acesso e perman&ecirc;ncia nas escolas, pelos/as funcion&aacute;rios/as docentes e n&atilde;o docentes e pelos/as estudantes; a afixa&ccedil;&atilde;o de cartazes disponibilizados pela DGS sobre a correta higieniza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os, etiqueta respirat&oacute;ria e coloca&ccedil;&atilde;o da m&aacute;scara; assegurar a limpeza das superf&iacute;cies de utiliza&ccedil;&atilde;o comum v&aacute;rias vezes ao dia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">V&aacute;rios fatores podem contribuir para explicar os diferentes comportamentos dos/as estudantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da COVID-19. A forma como os indiv&iacute;duos aderem a medidas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, como estas, &eacute; vastamente estudada na &aacute;rea da psicologia da sa&uacute;de. Um dos fatores mais abordados &eacute; o conhecimento ou informa&ccedil;&atilde;o que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m sobre uma determinada doen&ccedil;a. De acordo com o modelo de informa&ccedil;&atilde;o, motiva&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncias comportamentais (Information, Motivation, Behavioral Skills &ndash; IMB) (Fisher &amp; Fisher, 1992; 1996; 2000;), originalmente desenvolvido no &acirc;mbito da compreens&atilde;o dos determinantes psicol&oacute;gicos da exposi&ccedil;&atilde;o ao risco de HIV e da sua preven&ccedil;&atilde;o, se os indiv&iacute;duos estiverem bem informados, motivados para agir e possu&iacute;rem as compet&ecirc;ncias comportamentais necess&aacute;rias, tender&atilde;o a iniciar e manter comportamentos saud&aacute;veis. Pelo contr&aacute;rio, indiv&iacute;duos pouco informados, sem motiva&ccedil;&atilde;o para a a&ccedil;&atilde;o e sem as compet&ecirc;ncias comportamentais requeridas para iniciar a a&ccedil;&atilde;o efetiva, tender&atilde;o a ter comportamentos de risco para a sua sa&uacute;de. A informa&ccedil;&atilde;o pode consistir em factos espec&iacute;ficos que promovam a sa&uacute;de e que sejam facilmente reconhecidos pelo indiv&iacute;duo. A import&acirc;ncia deste fator &eacute; tamb&eacute;m valorizada pela Teoria da A&ccedil;&atilde;o Racional, inicialmente desenvolvida nos anos 60 por Fishbein (1963) e depois aprofundada em colabora&ccedil;&atilde;o com Ajzen (Fishbein &amp; Ajzen, 1974, 1975). Esta teoria considera que os indiv&iacute;duos s&atilde;o seres eminentemente racionais, que utilizam a informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento dispon&iacute;vel para desenvolver inten&ccedil;&otilde;es e comportamentos. Desta forma, ter conhecimento sobre os sintomas de COVID-19, a gravidade da doen&ccedil;a, as formas de cont&aacute;gio e as estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o ser&aacute; um promotor da ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos. Contudo, uma melhor compreens&atilde;o do comportamento humano exige que se identifique como se formam as inten&ccedil;&otilde;es comportamentais, que t&ecirc;m por base atitudes pessoais (a avalia&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias do comportamento e das cren&ccedil;as comportamentais) e a norma subjetiva em rela&ccedil;&atilde;o a uma determinada a&ccedil;&atilde;o (as expectativas que outras pessoas significativas possuem em rela&ccedil;&atilde;o ao nosso comportamento e o quanto valorizamos essas expectativas). A import&acirc;ncia da inclus&atilde;o das atitudes e da influ&ecirc;ncia social nos comportamentos &eacute; assim real&ccedil;ada por esta teoria, salientando que apenas o aumento do conhecimento, por si s&oacute;, pode n&atilde;o ser suficiente para provocar a mudan&ccedil;a comportamental (Ajzen, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com base no modelo IMB, as atitudes s&atilde;o consideradas um fator de &ldquo;motiva&ccedil;&atilde;o&rdquo; para iniciar uma determinada a&ccedil;&atilde;o. Assim, a motiva&ccedil;&atilde;o (ou a sua aus&ecirc;ncia) pode fazer com que pessoas informadas se envolvam (ou n&atilde;o) em a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Esta inclui uma dimens&atilde;o pessoal (motiva&ccedil;&atilde;o pessoal), que se refere &agrave;s atitudes quanto a um determinado comportamento preventivo -, e uma dimens&atilde;o social (motiva&ccedil;&atilde;o social), relativa ao suporte social percebido em rela&ccedil;&atilde;o a esses comportamentos (Fisher et al., 2003). Assim, ter atitudes favor&aacute;veis a medidas preventivas como o uso de m&aacute;scara e a lavagem cuidadosa das m&atilde;os, e percecionar que as Autoridades de Sa&uacute;de tomam as necess&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os s&atilde;o, por exemplo, fatores promotores da ades&atilde;o aos comportamentos de preven&ccedil;&atilde;o. Outros modelos acrescentam dimens&otilde;es cognitivas/percetivas como influenciadoras das atitudes e comportamentos. Nesta linha, um dos modelos mais utilizados em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de durante as &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, e que inclui um importante componente cognitivo &eacute; o Modelo de Cren&ccedil;as de Sa&uacute;de, desenvolvido inicialmente por Rosenstock (1966; 2005) e depois revisto por Becker (1974) e Janz e Becker (1984). Este modelo sugere que a probabilidade de um indiv&iacute;duo adotar um determinado comportamento de sa&uacute;de &eacute; influenciada pelos seguintes elementos fundamentais: suscetibilidade percebida (refere-se &agrave; perce&ccedil;&atilde;o subjetiva do risco de adquirir a doen&ccedil;a, neste caso, ter perce&ccedil;&atilde;o de que, por exemplo, a perman&ecirc;ncia em espa&ccedil;os p&uacute;blicos deve ser restrita para diminuir o risco de cont&aacute;gio por COVID); a gravidade percebida (refere-se ao n&iacute;vel de severidade que uma pessoa atribui a uma doen&ccedil;a depois de a contrair, o que muitas vezes tem em conta as consequ&ecirc;ncias m&eacute;dicas da doen&ccedil;a bem como as sociais, por exemplo, estar consciente do perigo de contrair o v&iacute;rus); os benef&iacute;cios percebidos (perce&ccedil;&atilde;o da efetividade das v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis para reduzir o risco de contrair a doen&ccedil;a, como, por exemplo, considerar que o uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o ajuda a prevenir a infe&ccedil;&atilde;o); as barreiras percecionadas (os obst&aacute;culos &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma determinada a&ccedil;&atilde;o preventiva que &eacute; recomendada); as pistas para a a&ccedil;&atilde;o (est&iacute;mulos, internos ou externos, que desencadeiam o processo de tomada de decis&atilde;o para tomar uma determinada a&ccedil;&atilde;o); e o sentimento de autoefic&aacute;cia (n&iacute;vel de confian&ccedil;a para a realiza&ccedil;&atilde;o de um determinado comportamento).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As compet&ecirc;ncias comportamentais focam-se, de acordo com o modelo IMB, na capacidade de realizar um determinado comportamento e no seu sentimento de autoefic&aacute;cia (por exemplo, na preven&ccedil;&atilde;o do HIV, pode ser a capacidade de negociar com um/a parceiro/a a utiliza&ccedil;&atilde;o de preservativo) (Fisher &amp; Fisher, 1996; Fisher et al., 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Num contexto de mudan&ccedil;a regulat&oacute;ria, com estudantes e professores/as portugueses/as a iniciar o &ldquo;desconfinamento&rdquo;, &eacute; fundamental compreender o seu n&iacute;vel de conhecimento, as suas atitudes e os comportamentos adotados para reduzir o risco relacionado com a sua conduta e que pode ter um acentuado impacto na transmiss&atilde;o da COVID-19. Destes comportamentos s&atilde;o exemplo o uso de m&aacute;scara, a desinfe&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os e o afastamento f&iacute;sico. Procurando incorporar algumas das dimens&otilde;es da teoria da a&ccedil;&atilde;o racional, e dos modelos de cren&ccedil;as da sa&uacute;de e da informa&ccedil;&atilde;o, motiva&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncias comportamentais, este estudo teve como objetivos analisar os conhecimentos, as atitudes e os comportamentos relativos &agrave; pandemia de COVID-19, numa amostra de estudantes portugueses/as do Ensino Secund&aacute;rio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Realizou-se um estudo transversal e descritivo com estudantes matriculados/as no Ensino Secund&aacute;rio em escolas p&uacute;blicas portuguesas. Entre 7 e 17 de maio de 2020, per&iacute;odo em que as escolas se encontravam encerradas devido ao estado de emerg&ecirc;ncia, aplicou-se um question&aacute;rio previamente validado, an&oacute;nimo e em formato online a uma amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica (<i>N</i> = 1258) de estudantes do Ensino Secund&aacute;rio (31.9% - 10.&ordm; ano; 37.8% - 11.&ordm; ano; 30.4% - 12.&ordm; ano), sendo 67.6% dos/as respondentes do sexo feminino (<a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a06t4.jpg">Tabela 4</a>). A maioria dos/as estudantes tem Portugal como pa&iacute;s de origem (95.5%) e reside na regi&atilde;o Norte de Portugal (50.8%), seguindo-se aqueles/as que residem na regi&atilde;o &ldquo;Lisboa e Tejo&rdquo; (14.1%). Mais de metade dos/as estudantes frequenta um curso da &aacute;rea de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias (54.5%) e 11.1% frequentam cursos profissionais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O question&aacute;rio final cont&eacute;m 52 quest&otilde;es; 5 de car&aacute;ter sociodemogr&aacute;fico (sexo, ano de escolaridade, pa&iacute;s de origem, regi&atilde;o onde mora e curso) e 47 quest&otilde;es divididas pelas 3 dimens&otilde;es em estudo:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conhecimentos sobre a COVID</b>. Esta escala consiste em 14 itens relacionados com o uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual, lavagem das m&atilde;os, desinfe&ccedil;&atilde;o, exposi&ccedil;&atilde;o a COVID-19, sintomas e transmiss&atilde;o). Foi pedido aos/&agrave;s participantes que respondessem se consideravam as afirma&ccedil;&otilde;es como Verdadeiras, Falsas ou N&atilde;o sei. Atribuiu-se 1 ponto a cada resposta correta e 0 pontos a uma resposta incorreta ou N&atilde;o sei. Fez-se o somat&oacute;rio de todos os itens, sendo que pontua&ccedil;&otilde;es mais altas correspondem a um maior n&iacute;vel de conhecimento. O <i>alfa de Cronbach</i> na amostra foi de .519;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; COVID-19.</b> Esta escala &eacute; composta por 20 itens organizados em 3 fatores (atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas preventivas, motiva&ccedil;&atilde;o social e perce&ccedil;&atilde;o de risco), respondidos atrav&eacute;s de uma escala de Likert de 5 pontos (de 1 &ndash; Discordo Totalmente a 5 &ndash; Concordo Totalmente), correspondendo o <i>score</i> mais elevado a atitudes mais positivas face &agrave;s medidas preventivas, maior motiva&ccedil;&atilde;o social para aderir a comportamentos de sa&uacute;de e perce&ccedil;&atilde;o de risco mais elevada. Alguns itens da escala foram invertidos para an&aacute;lise. As caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da escala foram testadas atrav&eacute;s da an&aacute;lise da confiabilidade e da an&aacute;lise fatorial em componentes principais, conforme apresentado no Procedimento. De acordo com a an&aacute;lise do <i>Scree Plot</i> e o crit&eacute;rio te&oacute;rico, optou-se pela extra&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s fatores, que explicam 37.17% da variabilidade total (KMO = .810; <i>&chi;<sup>2</sup></i> (231) = 5652.566, <i>p </i>&lt; .001). O <i>alfa de Cronbach</i> de cada fator foi aceit&aacute;vel (variando entre .587 e .692). Os itens &lsquo;O uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual dever&aacute; ser uma decis&atilde;o pessoal&rsquo; e &lsquo;&Eacute; aceit&aacute;vel ter sintomas de COVID-19 e andar na rua&rsquo; foram exclu&iacute;dos por apresentarem um peso fatorial inferior a 0.3, apresentando-se apenas os seus resultados descritivos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O fator <i>Medidas Preventivas </i>agrega itens relacionados com a atitude dos/as estudantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o recomendadas bem como a &ldquo;motiva&ccedil;&atilde;o pessoal&rdquo; para as executar, em concord&acirc;ncia com o modelo IMB (Fisher &amp; Fisher, 1996). Este fator &eacute; composto por 5 itens (&lsquo;O uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o ajuda a prevenir a infe&ccedil;&atilde;o&rsquo;; &lsquo;O uso de m&aacute;scara deve ser obrigat&oacute;rio em todos os locais p&uacute;blicos fechados&rsquo;; &lsquo;A lavagem cuidadosa das m&atilde;os &eacute; importante para prevenir o cont&aacute;gio por COVID-19&rsquo;; &lsquo;&Eacute; importante lavar/desinfetar superf&iacute;cies e objetos que possam estar contaminados&rsquo;; &lsquo;Os/As professores/as deviam falar neste tema nas suas aulas&rsquo;), sendo que quanto mais elevado o seu <i>score</i>, mais favor&aacute;veis as atitudes face &agrave;s medidas preventivas (&alpha; = .587).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O fator <i>Motiva&ccedil;&atilde;o Social</i>, assim designado com base no modelo IMB (Fisher &amp; Fisher, 1996), preconiza que o suporte social, as normas, a informa&ccedil;&atilde;o veiculada publicamente sobre um determinado comportamento podem ser promotoras ou inibidoras da ado&ccedil;&atilde;o desse comportamento. Este fator inclui 8 itens (&lsquo;Estou consciente dos perigos deste v&iacute;rus&rsquo;; &lsquo;Sinto-me bem informado/a sobre a forma de me prevenir da COVID-19&rsquo;; &lsquo;Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social fornecem informa&ccedil;&atilde;o suficiente sobre a pandemia&rsquo;; &lsquo;Sinto-me seguro/a porque utilizo as medidas de prote&ccedil;&atilde;o adequadas&rsquo;; &lsquo;Tenho confian&ccedil;a nas Autoridades de Sa&uacute;de&rsquo;; &lsquo;As recomenda&ccedil;&otilde;es das Autoridades de Sa&uacute;de sobre os equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual s&atilde;o claras&rsquo;; Faltam programas educativos para a preven&ccedil;&atilde;o da COVID-19&rsquo;; &lsquo;Disponho de recursos financeiros para adquirir materiais de prote&ccedil;&atilde;o individual&rsquo;), pelo que os valores mais elevados correspondem a uma maior motiva&ccedil;&atilde;o social para a ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos (&alpha; = .668).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O fator <i>Perce&ccedil;&atilde;o de Risco</i> engloba itens relacionados com a suscetibilidade percebida &agrave; doen&ccedil;a bem como as cren&ccedil;as na severidade da mesma, preconizadas no Modelo de Cren&ccedil;as de Sa&uacute;de (Janz &amp; Becker, 1984), e &eacute; composto por 7 itens (&lsquo;Sinto-me inseguro/a se tiver que ir para a escola&rsquo;; &lsquo;As aulas pr&aacute;ticas deviam recome&ccedil;ar presencialmente&rsquo;; &lsquo;Tenho receio de contrair a COVID-19&rsquo;; &lsquo;As aulas presenciais deviam terminar este ano letivo&rsquo;; &lsquo;Considero que se criou um alarmismo maior do que o necess&aacute;rio&rsquo;; &lsquo;Tenho receio que algum familiar ou amigo/a contraia COVID-19&rsquo;; &lsquo;A perman&ecirc;ncia em espa&ccedil;os p&uacute;blicos deveria ser mais restrita&rsquo;), sendo que quanto mais elevado o <i>score</i>, maior ser&aacute; a perce&ccedil;&atilde;o de risco dos/as estudantes (&alpha; = .692).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Comportamentos preventivos. </b>Esta escala refere-se aos comportamentos preventivos adotados e inclui 13 itens (relativos ao uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual, distanciamento f&iacute;sico, lavagem das m&atilde;os e desinfe&ccedil;&atilde;o). Para a an&aacute;lise desta escala, agruparam-se os dois itens que dizem respeito ao uso de m&aacute;scara (m&aacute;scara cir&uacute;rgica e m&aacute;scara comunit&aacute;ria), considerando que os/as participantes eram utilizadores de m&aacute;scara sempre que reportassem o uso de qualquer uma das duas. Cada item foi respondido atrav&eacute;s de uma escala de Likert de 5 pontos (de 1 &ndash; Nunca a 5 &ndash; Sempre), tendo-se atribu&iacute;do 1 ponto a cada comportamento que &eacute; praticado sempre. O total de comportamentos praticados foi somado, variando entre 0 e 12, sendo que um <i>score</i> elevado nesta dimens&atilde;o indica bons comportamentos protetores. O &iacute;ndice de confiabilidade da escala (alfa de Cronbach) foi de .739.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s defini&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es principais a inserir no question&aacute;rio, tendo por base os modelos de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de apresentados e sua robustez emp&iacute;rica na predi&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos noutras &aacute;reas da sa&uacute;de (Fishbein &amp; Ajzen, 1974; Fisher et al., 2003; Janz &amp; Becker, 1984), o instrumento utilizado no presente estudo foi desenvolvido com recurso a uma revis&atilde;o da literatura, incluindo: a) estudos que avaliassem conhecimentos, atitudes e/ou comportamentos relativos a COVID-19 e outras doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis em adolescentes (Chen et al., 2020; Mak &amp; Lai, 2012) e em estudantes do ensino superior (Alzoubi et al., 2020; Asaad et al., 2019); b) informa&ccedil;&atilde;o sobre a COVID-19, sintomas, transmiss&atilde;o e diretrizes para a sua preven&ccedil;&atilde;o emitidas por Autoridades de Sa&uacute;de (DGS, 2020c; WHO, 2020b). Os itens comummente utilizados para cada uma das dimens&otilde;es (conhecimentos, atitudes e comportamentos) foram agrupados e, seguidamente, eliminados aqueles que eram redundantes. Duas investigadoras nas &aacute;reas das ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de e ci&ecirc;ncias da educa&ccedil;&atilde;o reviram uma vers&atilde;o preliminar do instrumento, validando o seu conte&uacute;do. Posteriormente, o question&aacute;rio foi formatado nos formul&aacute;rios da <i>Google</i>, incluindo um termo de consentimento informado. Realizou-se um estudo piloto com uma amostra de 12 estudantes para testar a sua compreens&atilde;o e dificuldade. Todos os itens se mantiveram sem altera&ccedil;&otilde;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um investigador da equipa enviou um convite para colabora&ccedil;&atilde;o no estudo a todos/as os/as diretores/as das escolas secund&aacute;rias do pa&iacute;s, incluindo as Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas dos A&ccedil;ores e da Madeira, juntamente com o link para aceder ao question&aacute;rio <i>online</i>, acompanhado do consentimento informado e informa&ccedil;&atilde;o sobre o estudo. Os/as diretores/as das escolas secund&aacute;rias que aceitaram participar divulgaram o link e informa&ccedil;&atilde;o sobre o estudo pelos/as estudantes, de acordo com os regulamentos internos de cada estabelecimento de ensino, garantindo-se a confidencialidade, o anonimato e a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram realizadas usando o IBM <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS), vers&atilde;o 26.0, Armonk, NY, USA. Come&ccedil;amos por apresentar os resultados descritivos para cada item das escalas dos conhecimentos, atitudes e comportamentos, em frequ&ecirc;ncias absolutas (<i>n</i>) e relativas (<i>%</i>). Para analisar as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas das escalas, analis&aacute;mos a sua confiabilidade com recurso ao c&aacute;lculo do alfa de Cronbach (&alpha;). Para a escala das atitudes, por conter itens que se referem a &aacute;reas distintas, foi realizada uma an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria, por meio da an&aacute;lise de componentes principais, seguida de rota&ccedil;&atilde;o ortogonal do tipo varimax (com normaliza&ccedil;&atilde;o de Kaiser) para valores pr&oacute;prios iguais ou superiores a 1. Para avaliar as diferen&ccedil;as entre as dimens&otilde;es de conhecimentos, atitudes e comportamentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; COVID-19 e as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas, utiliz&aacute;mos as medidas cont&iacute;nuas das escalas (m&eacute;dia (<i>M</i>) e desvio padr&atilde;o (<i>DP</i>)) para realizar o Teste-T para amostras independentes ou a ANOVA, conforme apropriado. Por fim, calculou-se um modelo linear generalizado para determinar as vari&aacute;veis preditoras dos comportamentos preventivos. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia considerado foi de .05.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conhecimentos sobre a COVID-19</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os/as estudantes revelaram bons conhecimentos sobre a COVID-19, visto que grande parte dos itens (10/14) apresenta mais de 90% de respostas corretas. O item &ldquo;A perda de olfato &eacute; um sintoma de COVID-19&rdquo; foi aquele onde se registou uma menor propor&ccedil;&atilde;o de respostas corretas (44.6%) (<a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a06t1.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; COVID-19</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos/as inquiridos/as revelou atitudes positivas quanto &agrave;s medidas preventivas, como o uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual, concordando ou concordando totalmente que a sua utiliza&ccedil;&atilde;o ajuda a prevenir a infe&ccedil;&atilde;o por COVID-19 (94.5%) e com o uso obrigat&oacute;rio de m&aacute;scara em todos os espa&ccedil;os fechados (93.2%). A quase totalidade dos/as estudantes considera importante a lavagem das m&atilde;os (95.3%) e a desinfe&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cies (95.46%) e n&atilde;o acha aceit&aacute;vel que pessoas com sintomas da COVID-19 possam andar na rua (94.7%) (<a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a06t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos/as respondentes revelou confian&ccedil;a nas Autoridade de Sa&uacute;de (66.9%) e sentiu-se segura pelo facto de utilizarem medidas de prote&ccedil;&atilde;o adequadas (72.7%). No entanto, quando confrontados/as com a quest&atilde;o &ldquo;Sinto-me inseguro/a se tiver que ir para a escola&rdquo;, a maioria dos/as estudantes (56.0%) indicou concordar ou concordar totalmente com a afirma&ccedil;&atilde;o. No mesmo sentido, 66.9% dos/as estudantes sinalizou ter receio de contrair o v&iacute;rus, mas um receio ainda maior que algum familiar ou amigo/a o possa contrair (89.0%), revelando consci&ecirc;ncia face aos perigos da pandemia (93.7%).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos/as estudantes concordou ou concordou totalmente com o t&eacute;rmino das aulas presenciais (55.8%). Cerca de um ter&ccedil;o dos/as estudantes (29.0%) considera que faltam programas educativos acerca da preven&ccedil;&atilde;o da COVID-19, ainda que a maioria (86.6%) se considere bem informada sobre as formas de preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Comportamentos relativos &agrave; COVID-19</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual, 80.3% referiu utilizar sempre m&aacute;scara cir&uacute;rgica ou comunit&aacute;ria em espa&ccedil;os fechados. As luvas descart&aacute;veis nunca s&atilde;o usadas por cerca de um quarto dos/as inquiridos/as (28.9%) e 79.5% nunca usa viseira em locais fechados (<a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a06t3.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos/as estudantes selecionou a op&ccedil;&atilde;o &ldquo;Sempre&rdquo; quando questionada se evitava intera&ccedil;&otilde;es sociais que implicavam proximidade (62.3%) e se mantinha a dist&acirc;ncia de seguran&ccedil;a durante caminhadas ou pr&aacute;tica de desporto ao ar livre (68.0%). No entanto, apenas 34.2% referiu cumprir esta dist&acirc;ncia quando conversa com algu&eacute;m. A lavagem das m&atilde;os, de acordo com as diretrizes promovidas pelas Autoridades de Sa&uacute;de, &eacute; reportada por 62.2% dos/as estudantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conhecimentos, atitudes e comportamentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; COVID-19 em fun&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas dos/as estudantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os/As estudantes revelaram bons conhecimentos sobre a COVID-19, respondendo corretamente, em m&eacute;dia, a 12.49 &plusmn; 1.45 itens (num total de 14). Verificou-se a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre o n&iacute;vel de conhecimento e o sexo dos/as estudantes,<i> t</i>(1256) = -.946, <i>p</i> &gt; .05. Os/as estudantes que frequentam o 12.&ordm; ano revelaram um maior n&iacute;vel de conhecimento (<i>M</i> = 12.66, <i>DP</i> = 1.25) em compara&ccedil;&atilde;o com aqueles/as que frequentam o 10.&ordm; ano (<i>M</i> = 12.49, <i>DP</i> = 1.51), <i>Z</i>(2,1255) = 3.741, <i>p</i> &lt; .05. Adicionalmente, os/as estudantes que residem na regi&atilde;o Centro apresentaram um maior n&iacute;vel de conhecimento (<i>M</i> = 12.95, <i>DP</i> = 1.50) em compara&ccedil;&atilde;o com os/as da regi&atilde;o do Algarve (<i>M</i> = 12.05, <i>DP</i> = 1.62), <i>Z</i>(6,1244) = 4.730, <i>p</i> &lt; .001. Para al&eacute;m disso, os/as estudantes que frequentam um curso da &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias e Tecnologias (<i>M</i> = 12.74, <i>DP</i> = 1.33) revelaram um n&iacute;vel de conhecimento superior aos/&agrave;s estudantes que frequentam cursos profissionais (<i>M</i> = 11.82, <i>DP</i> = 1.78), <i>Z</i>(4,1231) = 15.622, <i>p</i> &lt; .001, (<a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a06t4.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &agrave; escala das atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; COVID-19, os/as estudantes mostraram atitudes altamente favor&aacute;veis face &agrave;s medidas preventivas (<i>M</i> = 4.51, <i>DP</i> = .49), sendo os/as estudantes da Regi&atilde;o Norte aqueles/as que apresentaram atitudes mais favor&aacute;veis em compara&ccedil;&atilde;o com os/as estudantes das outras regi&otilde;es do pa&iacute;s, <i>Z</i>(6,1244) = 3.336, <i>p </i>&lt; .01. Por sua vez, os/as estudantes dos cursos profissionais apresentaram atitudes mais negativas face &agrave;s medidas preventivas (<i>M</i> = 4.35, <i>DP</i> = .70) do que os/as estudantes que frequentam cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos, <i>Z</i>(4,1231) = 3.824, <i>p </i>&lt; .01. Na dimens&atilde;o de motiva&ccedil;&atilde;o social, os/as estudantes inquiridos/as consideraram que a informa&ccedil;&atilde;o veiculada publicamente sobre os riscos da COVID-19 bem como as recomenda&ccedil;&otilde;es da Autoridades de Sa&uacute;de promovem a ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos (<i>M</i> = 3.93, <i>DP</i> = .56), sendo os/as estudantes a frequentar o 10.&ordm; ano de escolaridade aqueles/as que revelaram maior motiva&ccedil;&atilde;o social para aderir a esses comportamentos, <i>Z</i>(2,1255) = 5.800, <i>p </i>&lt; .01.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A perce&ccedil;&atilde;o de risco entre os/as estudantes pode considerar-se elevada (<i>M</i> = 3.89, <i>DP</i> = .72), encontrando-se diferen&ccedil;as no n&iacute;vel de perce&ccedil;&atilde;o entre estudantes do sexo masculino e do sexo feminino, <i>t</i>(1256) = -4.220, <i>p </i>&lt; .01) Assim, as estudantes (<i>M</i> = 3.94, <i>DP</i> = .69) evidenciaram uma perce&ccedil;&atilde;o de risco ligeiramente superior &agrave; dos estudantes (<i>M</i> = 3.76, <i>DP</i> = .76) (<a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a06t4.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere aos comportamentos preventivos, considerando os doze comportamentos apresentados, verificou-se que, em m&eacute;dia, os/as estudantes relataram adotar sempre 5.92 &plusmn; 2.86 desses comportamentos. O <i>score</i> dos comportamentos &eacute; superior nas inquiridas (<i>M</i> = 6.15, <i>DP</i> = 2.78) em compara&ccedil;&atilde;o com os estudantes do sexo masculino (<i>M</i> = 5.45, <i>DP</i> = 2.98), sendo essas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, <i>t</i>(1256) = -4.063, <i>p </i>&lt; .001. Adicionalmente, os/as estudantes que residem na regi&atilde;o Norte (<i>M</i> = 6.18, <i>DP</i> = 2.77) apresentaram uma m&eacute;dia de comportamentos preventivos superior &agrave; dos/as estudantes residentes na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores (<i>M</i> = 5.30, <i>DP</i> = 3.16), <i>Z</i>(2,1255) = 2.350, <i>p </i>&lt; .05. Por &uacute;ltimo, os/as estudantes do Curso de Artes Visuais (<i>M</i> = 6.77, <i>DP</i> = 2.87) apresentaram uma m&eacute;dia superior de comportamentos preventivos em compara&ccedil;&atilde;o com os/as estudantes de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias (<i>M</i> = 5.71, <i>DP</i> = 2.75) e os/as dos Cursos Profissionais (<i>M</i> = 5.58, <i>DP</i> = 3.14), <i>Z </i>(4,1231) = 5.121, <i>p </i>&lt; .001.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com os resultados do modelo linear generalizado, o sexo dos estudantes, o curso e as dimens&otilde;es da escala de atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; COVID-19 tiveram um efeito estatisticamente significativo nos comportamentos preventivos dos/as estudantes. Assim, ser do sexo feminino, Exp(&beta;) = 1.714, <i>p</i> &lt; .001, e frequentar cursos de Artes Visuais, Exp(&beta;) = 2.866, <i>p</i> &lt; .01, ou de L&iacute;nguas e Humanidades, Exp(&beta;) = 2.506, <i>p</i> &lt; .001, aumenta as probabilidades de adotar comportamentos preventivos. Paralelamente, atitudes mais positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da COVID-19 predizem um maior n&uacute;mero de comportamentos adotados, Exp(&beta;)<sub>Medidas Preventivas</sub> = 1.223, <i>p</i> &lt; .001; Exp(&beta;)<sub>Motiva&ccedil;&atilde;o Social</sub> = 1.164, <i>p</i> &lt; .001; Exp(&beta;) <sub>Perce&ccedil;&atilde;o de risco</sub> = 1.131, <i>p</i> &lt; .001 (<a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a06t5.jpg">Tabela 5</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo &eacute; um dos primeiros a avaliar conhecimentos, atitudes e comportamentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; COVID-19 numa amostra de estudantes do Ensino Secund&aacute;rio em Portugal. Globalmente, os resultados obtidos revelaram que os/as estudantes t&ecirc;m bons conhecimentos no que respeita &agrave; natureza da doen&ccedil;a, &agrave;s vias de transmiss&atilde;o do v&iacute;rus e &agrave;s suas formas de preven&ccedil;&atilde;o. As atitudes dos estudantes s&atilde;o, de uma forma geral, positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas de preven&ccedil;&atilde;o. Contudo, os/as estudantes aderem apenas a cerca de metade dos comportamentos preventivos avaliados no &acirc;mbito da infe&ccedil;&atilde;o por COVID-19. Algumas vari&aacute;veis parecem estar associadas a uma maior ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos: ser mulher, frequentar um curso de Artes Visuais ou de L&iacute;nguas e Humanidades e ter atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas preventivas de COVID-19, uma elevada motiva&ccedil;&atilde;o social e elevada perce&ccedil;&atilde;o do risco. Estes dados podem ser bons indicadores quanto ao cumprimento das recomenda&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas para a preven&ccedil;&atilde;o da COVID-19 (Buzzi et al., 2020) e dar pistas para interven&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de destinadas a esta popula&ccedil;&atilde;o. O elevado n&iacute;vel de conhecimento sobre a COVID-19 nesta amostra foi tamb&eacute;m encontrado noutros estudos em amostras de estudantes universit&aacute;rios/as (Gall&egrave; et al., 2020) e na popula&ccedil;&atilde;o em geral (Abdelhafiz et al., 2020). Ainda que n&atilde;o tenhamos avaliado as fontes de informa&ccedil;&atilde;o, as Autoridades de Sa&uacute;de e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, nomeadamente plataformas<i> online </i>como as redes sociais mais acedidas pelos/as adolescentes, desempenharam neste per&iacute;odo um papel importante de divulga&ccedil;&atilde;o permanente e atualizada sobre o v&iacute;rus, a gravidade da doen&ccedil;a e sintomas, epidemiologia da doen&ccedil;a, as formas de transmiss&atilde;o e a preven&ccedil;&atilde;o, entre outros t&oacute;picos. Os <i>media</i> s&atilde;o assim uma fonte fundamental de aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o sobre temas de sa&uacute;de p&uacute;blica (GÅ‚abska et al., 2020; Rice &amp; Atkin, 2013). Como tamb&eacute;m j&aacute; reportado em estudos na &aacute;rea da COVID-19 (Gall&egrave; et al., 2020) e noutros t&oacute;picos de sa&uacute;de, os/as estudantes de &aacute;reas ligadas &agrave;s ci&ecirc;ncias naturais apresentam n&iacute;veis de conhecimento mais elevados do que estudantes de outras &aacute;reas cient&iacute;ficas, salientando-se nos nossos dados os/as estudantes de cursos profissionais. Assim, o investimento na dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de atitudes e comportamentos adequados, em meio escolar, &eacute; fundamental e deve ter em conta as especificidades dos p&uacute;blicos-alvo (Moura et al., 2019; Rice &amp; Atkin, 2013). &Eacute; importante que a informa&ccedil;&atilde;o proporcionada seja: 1) objetiva e exata, baseada em factos cient&iacute;ficos, devidamente documentada e isenta de mensagens moralizadoras; 2) facilmente intelig&iacute;vel por todas as pessoas a quem esta &eacute; destinada; 3) coerente; 4) e, por &uacute;ltimo, a informa&ccedil;&atilde;o com intencionalidade preventiva deve ter um moderado conte&uacute;do emocional (Rice &amp; Atkin, 2013), sendo desej&aacute;vel que as atitudes formadas se baseiem em emo&ccedil;&otilde;es positivas geradas por sentimentos de aceita&ccedil;&atilde;o de valores.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao n&iacute;vel das atitudes, os/as estudantes mostraram globalmente atitudes muito positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas de preven&ccedil;&atilde;o recomendadas, como encontrado noutros estudos (Abdelhafiz et al., 2020), assim como quanto &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o social para o seu cumprimento, revelando confian&ccedil;a na informa&ccedil;&atilde;o que lhes &eacute; fornecida pelas Autoridades de Sa&uacute;de e uma perce&ccedil;&atilde;o de risco elevada. &Eacute; assim importante que a Escola continue esta comunica&ccedil;&atilde;o clara, envolvendo-se numa educa&ccedil;&atilde;o preventiva que mantenha estas atitudes positivas dos/as estudantes. Adicionalmente, s&atilde;o as estudantes do sexo feminino que apresentam uma maior perce&ccedil;&atilde;o do risco, o que &eacute; concordante com estudos pr&eacute;vios (Zhong et al., 2020) e com a socializa&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero, que envolve uma certa ideologia associada a que as mulheres sejam mais respons&aacute;veis e n&atilde;o se envolvam em comportamentos de risco, enquanto que a masculinidade se associa ao evitamento de fraqueza e vulnerabilidade, esp&iacute;rito de aventura e autossufici&ecirc;ncia, o que explica a elevada presen&ccedil;a dos homens em indicadores de sa&uacute;de ligados a pr&aacute;ticas de risco (De Visser et al., 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o aos comportamentos, os resultados mostraram uma elevada propor&ccedil;&atilde;o de estudantes com comportamentos inadequados no &acirc;mbito da infe&ccedil;&atilde;o por COVID-19, o que foi tamb&eacute;m encontrado noutros estudos, onde se verificou que apesar de os/as participantes considerarem que a m&aacute;scara protege da infe&ccedil;&atilde;o, apenas 35% a utiliza (Abdelhafiz et al., 2020); ou onde ades&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica de lavagem das m&atilde;os foi reportada por apenas 60% dos/as inquiridos/as (Chen et al., 2020) ou, ainda, onde 12% dos/as adolescentes referiu faz&ecirc;-lo raramente (GÅ‚abska et al., 2020). Este resultado mostra que, conforme preconizado por Ajzen (2002), o aumento do conhecimento, por si s&oacute;, pode n&atilde;o ser suficiente para provocar a mudan&ccedil;a comportamental. Contudo, a ades&atilde;o a comportamentos preventivos foi maior nas estudantes do sexo feminino do que no sexo masculino, em conson&acirc;ncia com estudos anteriores (Chen et al., 2020), que mostram que as mulheres tendem a correr menos riscos e a tomar a&ccedil;&otilde;es mais adequadas e cuidadosas no que concerne a prote&ccedil;&atilde;o da sua sa&uacute;de (Zhong et al., 2020).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O facto de os/as estudantes da Regi&atilde;o Centro apresentarem n&iacute;veis mais elevados de conhecimento, e os/as da Regi&atilde;o Norte atitudes mais positivas quanto &agrave;s medidas preventivas, al&eacute;m de adotarem mais comportamentos preventivos (aqui quando comparados com a Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores), pode refletir as caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas da pandemia, com incid&ecirc;ncias diferenciadas ao longo do tempo nas v&aacute;rias regi&otilde;es do pa&iacute;s (DGS, 2020c). A Regi&atilde;o Norte foi aquela onde se registaram os primeiros casos e onde se registou o maior n&uacute;mero de casos de infe&ccedil;&atilde;o nas primeiras semanas, o que pode justificar diferentes n&iacute;veis de alerta na popula&ccedil;&atilde;o, maior recetividade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e eventualmente ter conhecimento de familiares ou conhecidos/as infetados/as, o que est&aacute; associado a maior conhecimento sobre COVID-19 e a maior ades&atilde;o a medidas de controlo da doen&ccedil;a (Gall&egrave; et al., 2020).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um dos resultados mais relevantes encontrados neste estudo refere-se &agrave; import&acirc;ncia das atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; COVID-19 na predi&ccedil;&atilde;o dos comportamentos preventivos, ou seja, &agrave; medida que as atitudes s&atilde;o mais favor&aacute;veis &agrave;s medidas preventivas, &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o social para realizar uma a&ccedil;&atilde;o e a perce&ccedil;&atilde;o de risco &eacute; mais elevada, os comportamentos preventivos aumentam. Tal como no estudo realizado por Oosterhoff e Palmer (2020), as atitudes dos/as adolescentes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gravidade da COVID-19 foram associadas a um maior distanciamento social, desinfe&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias. De acordo com o Modelo de Cren&ccedil;as na Sa&uacute;de, os indiv&iacute;duos t&ecirc;m maior probabilidade de iniciar uma a&ccedil;&atilde;o se o risco percebido da doen&ccedil;a &eacute; elevado (Janz &amp; Becker, 1984), o que acontece neste estudo. Da mesma forma, o facto de terem elevada motiva&ccedil;&atilde;o, tanto pessoal como social, favor&aacute;vel &agrave;s medidas preventivas da doen&ccedil;a (Fisher et al., 2003) contribui para querer realizar essa a&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m em linha com Fishbein e Ajzen (1974, 1975), a import&acirc;ncia das atitudes positivas como preditoras dos comportamentos vem chamar a aten&ccedil;&atilde;o para a relev&acirc;ncia de incluir estas dimens&otilde;es em campanhas de consciencializa&ccedil;&atilde;o para os perigos da COVID-19. Assim, parece ser de real&ccedil;ar o investimento na cria&ccedil;&atilde;o de ambientes promotores de sa&uacute;de, quer pela provis&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o fidedigna pelas institui&ccedil;&otilde;es, como pela tomada de medidas de sa&uacute;de p&uacute;blica que contribuam para promover nos cidad&atilde;os atitudes de confian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; seguran&ccedil;a na utiliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os comuns, como as escolas (DGS, 2020d).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ainda que sejam os/as estudantes de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias aqueles/as que revelam mais conhecimentos, os/as estudantes em cursos das &aacute;reas de Artes Visuais e de L&iacute;nguas e Humanidades t&ecirc;m maior probabilidade de enveredar em comportamentos preventivos. Tendo em conta que estes cursos s&atilde;o mais frequentados por estudantes do sexo feminino, este pode ser um fator que esteja a mediar esta rela&ccedil;&atilde;o. Contudo, para melhor compreender estes resultados &eacute; necess&aacute;rio que estes sejam futuramente complementados com estudos qualitativos que permitam captar e analisar em profundidade a forma como os indiv&iacute;duos atribuem significado a esta dimens&atilde;o da sa&uacute;de (Teti et al., 2020). Al&eacute;m disso, a inclus&atilde;o de outras vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e de contexto, como o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico ou o conhecimento de pessoas pr&oacute;ximas que tiveram a doen&ccedil;a, pode contribuir para uma melhor compreens&atilde;o das dimens&otilde;es que influenciam a ades&atilde;o a comportamentos preventivos da COVID-19.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, o recurso a uma plataforma online para recolha de dados pode causar algum enviesamento dos dados, nomeadamente na escala dos conhecimentos, visto que nada nos garante que os/as estudantes n&atilde;o tenham procurado as respostas. Al&eacute;m disso, os comportamentos preventivos foram autorrelatados, pelo que podem n&atilde;o corresponder exatamente &agrave; forma como os/as estudantes se comportam. Contudo, a recolha de dados online pode ser vantajosa a este n&iacute;vel, por manter a total confidencialidade e anonimato e, assim, reduzir a desejabilidade social. Em segundo lugar, o convite para a participa&ccedil;&atilde;o neste estudo foi realizado de forma indireta, n&atilde;o se garantindo que todos/as os/as estudantes do Ensino Secund&aacute;rio tenham sido convidados/as. Assim, ainda que o tamanho amostral seja elevado, tendo em conta o n&uacute;mero de estudantes matriculados/as em Portugal, no ano letivo de 2019/2020, do 10.&ordm; ao 12.&ordm; ano (FFMS &amp; PORDATA, 2020), a amostra deste estudo representa 0.399% do total de estudantes, o que n&atilde;o permite a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados a todos/as os/as estudantes que frequentam o Ensino Secund&aacute;rio portugu&ecirc;s.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este foi um dos primeiros estudos a descrever, a partir de uma amostra de 1258 estudantes do 10.&ordm; ao 12.&ordm; ano de escolaridade, os conhecimentos, as atitudes os e comportamentos de preven&ccedil;&atilde;o da COVID-19 em estudantes portugueses/as, com o prop&oacute;sito de contribuir para a estrat&eacute;gia de redu&ccedil;&atilde;o de riscos associados a esta pandemia. Embora a amostra n&atilde;o seja representativa da popula&ccedil;&atilde;o do Ensino Secund&aacute;rio em Portugal, os dados obtidos permitiram perceber que o n&iacute;vel de conhecimento dos/as estudantes sobre COVID-19 &eacute; elevado; as atitudes em rela&ccedil;&atilde;o aos comportamentos preventivos s&atilde;o maioritariamente favor&aacute;veis e estas predizem a ado&ccedil;&atilde;o dos comportamentos. H&aacute; ainda margem para investir na promo&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o a comportamentos preventivos, considerando que existem lacunas a este n&iacute;vel.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com o pa&iacute;s a retomar as atividades, &eacute; fundamental que se mantenham os comportamentos para reduzir o risco de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a (como o uso de m&aacute;scara, a desinfe&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os e o distanciamento f&iacute;sico), n&atilde;o apenas nas escolas como em todos os contextos de intera&ccedil;&atilde;o social. Assim, os esfor&ccedil;os na transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o cred&iacute;vel e cria&ccedil;&atilde;o de ambientes que motivem a ado&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas devem manter-se, visto que essa poder&aacute; influenciar as atitudes e aumentar os comportamentos de sa&uacute;de dos/as jovens.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Abdelhafiz, A. S., Mohammed, Z., Ibrahim, M. E., Ziady, H. H., Alorabi, M., Ayyad, M., &amp; Sultan, E. A. (2020). Knowledge, perceptions, and attitude of Egyptians towards the novel coronavirus disease (COVID-19). <i>Journal of Community Health</i>, <i>45</i>(5), 881&ndash;890. <a href="https://doi.org/10.1007/s10900-020-00827-7" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10900-020-00827-7</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ajzen, I. (2002). Perceived behavioral control, selfefficacy, locus of control, and the theory of planned behavior. <i>Journal of Applied Social Psychology</i>, <i>32</i>, 1&ndash;20. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1559-1816.2002.tb00236.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1559-1816.2002.tb00236.x</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Alzoubi, H., Alnawaiseh, N., Al-Mnayyis, A., Abu- Lubad, M., Aqel, A., &amp; Al-Shagahin, H. (2020). COVID-19 - Knowledge, attitude and practice among medical and non-medical university students in Jordan. <i>Journal of Pure and Applied Microbiology</i>, <i>14</i>(1), 17&ndash;24. <a href="https://doi.org/10.22207/JPAM.14.1.04" target="_blank">https://doi.org/10.22207/JPAM.14.1.04</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Asaad, A. M., El-Sokkary, R. H., Aedh, A. I., Ali Alzamanan, M. A., &amp; Khalil, F. O. (2019). Exploring knowledge and attitude toward Middle East Respiratory Syndrome-Coronavirus (MERS-CoV) among university health colleges&rsquo; students, Saudi Arabia: A cross-sectional study. <i>American Journal of Infectious Diseases</i>, <i>15</i>(1), 37&ndash;43. <a href="https://doi.org/10.3844/ajidsp.2019.37.43" target="_blank">https://doi.org/10.3844/ajidsp.2019.37.43</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Becker, M. H. (1974). The health belief model and sick role behavior. <i>Health Education Monographs</i>, <i>2</i>(4), 409&ndash;419. <a href="https://doi.org/10.1177/109019817400200407" target="_blank">https://doi.org/10.1177/109019817400200407</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Buzzi, C., Tucci, M., Ciprandi, R., Brambilla, I., Caimmi, S., Ciprandi, G., &amp; Marseglia, G. L. (2020). The psycho-social effects of COVID-19 on Italian adolescents&rsquo; attitudes and behaviors. <i>Italian Journal of Pediatrics</i>, <i>46</i>(1), 4&ndash;11. <a href="https://doi.org/10.1186/s13052-020-00833-4" target="_blank">https://doi.org/10.1186/s13052-020-00833-4</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chen, X., Ran, L., Liu, Q., Hu, Q., Du, X., &amp; Tan, X. (2020). Hand hygiene, mask-wearing behaviors and its associated factors during the COVID-19 epidemic: A cross-sectional study among primary school students in Wuhan, China. <i>International Journal of Environmental Research and Public Health</i>, <i>17</i>(8). <a href="https://doi.org/10.3390/ijerph17082893" target="_blank">https://doi.org/10.3390/ijerph17082893</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514573&pid=S0874-2049202000020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">De Visser, R. O., Smith, J. A., &amp; McDonnell, E. J. (2009). &lsquo;That&rsquo;s not masculine.&rsquo; <i>Journal of Health Psychology</i>, <i>14</i>(7), 1047&ndash;1058. <a href="https://doi.org/10.1177/1359105309342299" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1359105309342299</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">DGS - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. (2020a). SARS-CoV-2 / COVID-19. Relat&oacute;rio de situa&ccedil;&atilde;o &ndash; 1. Retrieved from <a href="https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/03/RelatoÌrio-de-SituacÌ§aÌƒo-1.pdf" target="_blank">https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/03/RelatoÌrio-de-SituacÌ§aÌƒo-1.pdf</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">DGS - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. (2020b). Novo coronav&iacute;rus. COVID-19. Relat&oacute;rio de situa&ccedil;&atilde;o: 15 de setembro de 2020. Retrieved from <a href="https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/09/197_DGS_boletim_20200915.pdf" target="_blank">https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/09/197_DGS_boletim_20200915.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514576&pid=S0874-2049202000020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">DGS - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. (2020c). COVID-19. Retrieved June 3, 2020, from <a href="https://covid19.min-saude.pt/" target="_blank">https://covid19.min-saude.pt/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514577&pid=S0874-2049202000020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">DGS - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. (2020d). Orienta&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 024/2020 de 08/05/2020. Regresso ao regime presencial dos 11.<sup>o</sup> e 12.<sup>o</sup> anos de escolaridade e dos 2.<sup>o</sup> e 3.<sup>o</sup> anos dos cursos de dupla certifica&ccedil;&atilde;o do ensino secund&aacute;rio. Retrieved from <a href="https://covid19.min-saude.pt/orientacoes/" target="_blank">https://covid19.min-saude.pt/orientacoes/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514578&pid=S0874-2049202000020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">FFMS, &amp; PORDATA. (2020). Alunos matriculados no ensino p&uacute;blico: total e por n&iacute;vel de ensino. Retrieved August 12, 2020, from <a href="https://www.pordata.pt/Portugal/Alunos+matriculados+no+ensino+p&uacute;blico+total+e+por+n&iacute;vel+de+ensino-1003-7968" target="_blank">https://www.pordata.pt/Portugal/Alunos+matriculados+no+ensino+p&uacute;blico+total+e+por+n&iacute;vel+de+ensino-1003-7968</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514579&pid=S0874-2049202000020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fishbein, M. (1963). An investigation of the relationships between beliefs about an object and the attitude toward that object. <i>Human Relations</i>, <i>16</i>, 233&ndash;240. <a href="https://doi.org/10.1177/001872676301600302" target="_blank">https://doi.org/10.1177/001872676301600302</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Fishbein, M., &amp; Ajzen, I. (1974). Attitudes toward objects as predictors of single and multiple behavioral criteria. <i>Psychological Review</i>, <i>81</i>, 59&ndash;74.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fishbein, M., &amp; Ajzen, I. (1975). <i>Belief, attitude, intention and behavior: An introduction to theory and research</i>. Massachusetts: Addison-W.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fisher, J. D., &amp; Fisher, W. A. (1992). Changing AIDS risk behavior. <i>Psychological Bulletin</i>, <i>111</i>, 455&ndash;74. <a href="https://doi.org/10.1037/0033-2909.111.3.455" target="_blank">https://doi.org/10.1037/0033-2909.111.3.455</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fisher, J. D., &amp; Fisher, W. A. (2000). Theoretical approaches to individual level change in HIV risk behavior. In J. L. Peterson &amp; R. J. DiClemente (Eds.), <i>Handbook of HIV Prevention</i> (pp. 3&ndash;55). Kluwer Aca.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fisher, J. D., &amp; Fisher, W. A. (1996). The Information-Motivation-Behavioral skills model of AIDS risk behavior change: Empirical support and application. In S. Oskamp &amp; S. C. Thompson (Eds.), <i>The Claremont Symposium on Applied Social Psychology. Understanding and preventing HIV risk behavior: Safer sex and drug use</i> (pp. 100&ndash;127). Sage Publications, Inc.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fisher, W. A., Fisher, J. D., &amp; Harman, J. (2003). The information&ndash;motivation&ndash; behavioral skills model: A General Social Psychological approach to understanding and promoting health behavior. In J. Suls &amp; K. A. Wallston (Eds.), <i>Social Psychological Foundations of Health and Illness.</i> (pp. 82&ndash;106). Blackwell.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gall&egrave;, F., Sabella, E. A., Da Molin, G., De Giglio, O., Caggiano, G., Di Onofrio, V., &hellip; Napoli, C. (2020). Understanding knowledge and behaviors related to CoViD&ndash;19 epidemic in Italian undergraduate students: The EPICO study. <i>International Journal of Environmental Research and Public Health</i>, <i>17</i>(10), 3481. <a href="https://doi.org/10.3390/ijerph17103481" target="_blank">https://doi.org/10.3390/ijerph17103481</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">GÅ‚abska, D., Skolmowska, D., &amp; Guzek, D. (2020). Population-based study of the influence of the COVID-19 pandemic on hand hygiene behaviors-polish adolescents&rsquo; COVID-19 experience (place-19) study. <i>Sustainability</i>, <i>12</i>(12), 4930. <a href="https://doi.org/10.3390/SU12124930" target="_blank">https://doi.org/10.3390/SU12124930</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Janz, N. K., &amp; Becker, M. H. (1984). The health belief model: A decade later. <i>Health Education Quarterly</i>, <i>11</i>(1), 1&ndash;47. <a href="https://doi.org/10.1177/109019818401100101" target="_blank">https://doi.org/10.1177/109019818401100101</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mak, K. K., &amp; Lai, C. M. (2012). Knowledge, risk perceptions, and preventive precautions among Hong Kong students during the 2009 influenza A (H1N1) pandemic. <i>American Journal of Infection Control</i>, <i>40</i>(3), 273&ndash;275. <a href="https://doi.org/10.1016/j.ajic.2011.10.023" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.ajic.2011.10.023</a></font>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Moura, A., Silva, S., de Freitas, C., Abreu, L., Ba&iacute;a, I., &amp; Samorinha, C. (2019). Concerns with educating the public about donating and receiving gametes. <i>The European Journal of Contraception &amp; Reproductive Health Care</i>, <i>24</i>(6), 420&ndash;421. <a href="https://doi.org/10.1080/13625187.2019.1662392" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13625187.2019.1662392</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Oosterhoff, B., &amp; Palmer, C. A. (2020). Attitudes and psychological factors associated with news monitoring, social distancing, disinfecting, and hoarding behaviors among US adolescents during the coronavirus disease 2019 pandemic. <i>JAMA Pediatrics</i>, E1&ndash;E7. <a href="https://doi.org/10.1001/jamapediatrics.2020.1876" target="_blank">https://doi.org/10.1001/jamapediatrics.2020.1876</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rep&uacute;blica Portuguesa. (2020). Estamoson. Resposta de Portugal &agrave; COVID-19. Medidas excecionais. Retrieved from <a href="https://covid19estamoson.gov.pt/medidas-excecionais/" target="_blank">https://covid19estamoson.gov.pt/medidas-excecionais/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514593&pid=S0874-2049202000020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rice, R. E., &amp; Atkin, C. K. (2013). <i>Public communication campaigns.</i> Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514594&pid=S0874-2049202000020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rosenstock, I. M. (1966). Why people use health services. <i>Millbank Memorial Fund Quarterly</i>, <i>44</i>, 94&ndash;124. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1468-0009.2005.00425.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1468-0009.2005.00425.x</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosenstock, I. M. (2005). Why people use health services. <i>Milbank Quarterly</i>, <i>83, pp-pp</i>. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1468-0009.2005.00425.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1468-0009.2005.00425.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514597&pid=S0874-2049202000020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">SNS - Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de. (2020). COVID-19. Retrieved from <a href="https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/#sec-0" target="_blank">https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/#sec-0</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514598&pid=S0874-2049202000020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Teti, M., Schatz, E., &amp; Liebenberg, L. (2020). Methods in the time of COVID-19: The vital role of qualitative inquiries. <i>International Journal of Qualitative Methods</i>, <i>19</i>, 1&ndash;5. <a href="https://doi.org/10.1177/1609406920920962" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1609406920920962</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">WHO - World Health Organization. (2020a). Coronavirus disease (COVID-19). Weekly epidemiological update. 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Retrieved from <a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019" target="_blank">https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=514601&pid=S0874-2049202000020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zhong, B.-L., Luo, W., Li, H.-M., Zhang, Q.-Q., Liu, X.-G., Li, W.-T., &amp; Li, Y. (2020). 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Morada para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Regina Ferreira Alves, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal. E-mail: <a href="mailto:rgnalves@gmail.com">rgnalves@gmail.com</a></font></p>       ]]></body><back>
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