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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aprendizagem de competências sociais e emocionais em crianças do 1.º ciclo do ensino básico: Avaliação do programa KidsTalentum]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study intends to assess the effectiveness of the KidsTalentum outdoor training program for the social and emotional learning of elementary school children. In this outdoor program, children are removed from their comfort zone and encouraged to face various challenges. A quasi-experimental design with pre-test and post-test was adopted, with two classes of each year of elementary school, distributed in a control group (n = 78) and in an experimental group (n = 78 ). In order to evaluate the social and emotional competences, both performance and self and heteroperception instruments were used. The effect of the program was evaluated through the analysis of the change of scores. Students who participated in the KidsTalentum program showed improved decision-making and self-knowledge skills. The results point to the methodology of outdoor training as a tool to facilitate the learning of social and emotional skills.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Aprendizagem de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais em crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico: Avalia&ccedil;&atilde;o do programa KidsTalentum</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Social and emotional learning in elementary school children: The evaluation of the KidsTalentum program.</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&aacute;rio Santos<sup>1</sup>, Natalie N&oacute;brega Santos<sup>2,c</sup>, Gl&oacute;ria Franco<sup>1</sup> &amp; Elisabete Silva<sup>1</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Universidade da Madeira</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA - Instituto Universit&aacute;rio</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#c0">Autor para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a></font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo pretende avaliar a efetividade do programa de <i>outdoor trainingKidsTalentum</i> na aprendizagem de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais em crian&ccedil;as do ensino b&aacute;sico. No programa, realizado ao ar livre, as crian&ccedil;as s&atilde;o retiradas da sua zona de conforto e estimuladas a enfrentar v&aacute;rios desafios. Foi adotado um desenho quase experimental com pr&eacute;-teste e p&oacute;s-teste, com duas turmas de cada ano de escolaridade do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, distribu&iacute;das num grupo de controlo (n=78) e num grupo experimental (n=78). Para avaliar as compet&ecirc;ncias sociais e emocionais foram utilizados tanto instrumentos de desempenho como de auto e heteroperce&ccedil;&atilde;o. O efeito do programa foi avaliado atrav&eacute;s da an&aacute;lise da mudan&ccedil;a de scores. Os alunos que participaram no programa <i>KidsTalentum</i> apresentaram uma melhoria nas compet&ecirc;ncias de tomada de decis&atilde;o e autoconhecimento. Os resultados apontam a metodologia o<i>utdoor training </i>como uma ferramenta facilitadora da aprendizagem das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Aprendizagem social e emocional; outdoor training; educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica; compet&ecirc;ncias; programa.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">The present study intends to assess the effectiveness of the KidsTalentum outdoor training program for the social and emotional learning of elementary school children. In this outdoor program, children are removed from their comfort zone and encouraged to face various challenges. A quasi-experimental design with pre-test and post-test was adopted, with two classes of each year of elementary school, distributed in a control group (n = 78) and in an experimental group (n = 78 ). In order to evaluate the social and emotional competences, both performance and self and heteroperception instruments were used. The effect of the program was evaluated through the analysis of the change of scores. Students who participated in the KidsTalentum program showed improved decision-making and self-knowledge skills. The results point to the methodology of outdoor training as a tool to facilitate the learning of social and emotional skills.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Social and emotional learning; outdoor training; elementary education; competence; program.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2">Os jovens das sociedades atuais lidam constantemente com a novidade, a mudan&ccedil;a, a diversidade e a ambiguidade, o que lhes exige que tenham de pensar por si pr&oacute;prios e, tamb&eacute;m, que sejam capazes de trabalhar em equipa. Deste modo, torna-se importante que a escola valorize o pluralismo cultural e a multidimensionalidade dos saberes, com o objetivo de ajudar todos os alunos a desenvolver conhecimentos, compet&ecirc;ncias e atitudes que lhes permitam sobreviver em sociedade. Por esta raz&atilde;o, a OECD (2018) indica que, para preparar os jovens para o ano 2030, devemos form&aacute;-los para pensar criativamente, desenvolver novos processos e m&eacute;todos, novas formas de pensar e viver e novos modelos sociais. Al&eacute;m disso, a inova&ccedil;&atilde;o exige que os indiv&iacute;duos n&atilde;o pensem nem trabalhem sozinhos, mas que colaborem e cooperem com os outros para desenvolverem o conhecimento existente e criar novo conhecimento. Assim, os jovens devem ser capazes de se adaptarem, serem criativos, serem curiosos e recetivos &agrave; mudan&ccedil;a. Por esta raz&atilde;o, educadores e decisores pol&iacute;ticos procuram novas formas de cultivar estes comportamentos que s&atilde;o considerados mais male&aacute;veis do que as habilidades cognitivas (Farrington et al., 2018). Consequentemente, desenvolver oportunidades para aprender compet&ecirc;ncias sociais e pessoais &eacute; de especial interesse para as escolas. Preocupados com as exig&ecirc;ncias do novo s&eacute;culo, este estudo debru&ccedil;a-se sobre o programa &ldquo;KidsTalentum&rdquo; e o seu impacto na promo&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais em crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Aprendizagem das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">V&aacute;rios estudos t&ecirc;m reconhecido que a aprendizagem das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais (<i>Social and Emotional Learning </i>- SEL) &eacute; essencial para o sucesso dos estudantes na escola, no trabalho e na vida (Franco et al., 2017; Mckown et al., 2016; Mutz &amp; M&uuml;ler, 2016; Oberle et al., 2014). A aprendizagem de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais &eacute; definida pela <i>Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning </i>(CASEL, 2013) como o processo de aquisi&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, atitudes e compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para identificar, compreender e gerir emo&ccedil;&otilde;es, definir e alcan&ccedil;ar metas positivas, sentir e mostrar empatia pelos outros, estabelecer e manter rela&ccedil;&otilde;es positivas, e tomar decis&otilde;es respons&aacute;veis. A CASEL (2013) define cinco grupos de compet&ecirc;ncias-chave que devem ser desenvolvidas como base para a manuten&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es sociais de alta qualidade e para a adapta&ccedil;&atilde;o aos desafios na vida. Estes grupos s&atilde;o: 1) o autoconhecimento, que envolve compet&ecirc;ncias intrapessoais (como o reconhecimento e a compreens&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es e a autoefic&aacute;cia) relacionadas com a avalia&ccedil;&atilde;o dos pontos fortes e das limita&ccedil;&otilde;es de cada um e de possuir um sentido de confian&ccedil;a e otimismo bem fundamentado; 2) a consci&ecirc;ncia social, centrada nos aspetos da cogni&ccedil;&atilde;o social e relacionada com compet&ecirc;ncias de empatia e respeito pelos outros, de observa&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es sociais que permitem ajustar o comportamento de forma apropriada &agrave; sociedade; 3) a autogest&atilde;o, relacionada com compet&ecirc;ncias de autorregula&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, pensamentos e comportamentos (como, por exemplo, a gest&atilde;o do humor e do stress) de forma a facilitar a consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos pessoais; 4) a tomada respons&aacute;vel de decis&otilde;es, que envolve compet&ecirc;ncias (como resolver problemas, planificar e liderar uma equipa) relacionadas com o planeamento e estrat&eacute;gia, aplicados &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, e pensar de forma mais flex&iacute;vel e adaptada, que permitem estabelecer novos padr&otilde;es de comportamento adequados a cada contexto e momento de vida; e 5) a gest&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es, que se refere &agrave;s compet&ecirc;ncias (comunica&ccedil;&atilde;o e trabalho em equipa) que permitem lidar com os outros em situa&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis de gerar problemas para o pr&oacute;prio ou para os outros e manter relacionamentos saud&aacute;veis (CASEL, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A extensa revis&atilde;o de literatura realizada pela CASEL (2013) para documentar os avan&ccedil;os significativos no desenvolvimento de programas para a aprendizagem de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais parece indicar que esta aprendizagem &eacute; mais eficaz se for realizada atrav&eacute;s da instru&ccedil;&atilde;o na escola, com o envolvimento dos alunos em atividades positivas dentro e fora da sala de aula, com o envolvimento dos pais e da comunidade no planeamento, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o das aprendizagens (CASEL, 2013). Por esta raz&atilde;o, surgem cada vez mais, no contexto educacional, programas para a aprendizagem destas compet&ecirc;ncias, desenhados para promover a adapta&ccedil;&atilde;o positiva, assim como para prevenir problemas de comportamento (CASEL, 2013). Um conjunto amplo de evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas apoia n&atilde;o s&oacute; os efeitos significativos destes programas no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais como tamb&eacute;m no desempenho acad&eacute;mico (Bell et al., 2014; Durlak et al., 2011; Ruiz-Aranda et al., 2012).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em Portugal, a primeira refer&ecirc;ncia internacional &agrave; aprendizagem das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais, tal como definidas pela CASEL, surgiu apenas em 2011, na publica&ccedil;&atilde;o de Faria (Crist&oacute;v&atilde;o et al., 2017; Marques Pinto &amp; Raimundo 2016). Apesar de nos anos 90 j&aacute; existir alguma preocupa&ccedil;&atilde;o pela promo&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais, em 2013 Portugal ainda estava longe de ser habitual a implementa&ccedil;&atilde;o da aprendizagem das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais nas escolas (Costa &amp; Faria, 2013). Em 2017, Crist&oacute;v&atilde;o et al. fizeram uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos programas SEL desenvolvidos em Portugal at&eacute; ao ano 2016, que tinham sido avaliados empiricamente e publicados em bases de dados cient&iacute;ficas. Apenas 19 estudos foram identificados, incluindo quatro teses de doutoramento, sete disserta&ccedil;&otilde;es de mestrado e oito artigos, que avaliaram 10 programas dos quais unicamente tr&ecirc;s estavam dirigidos a alunos de 1.&ordm; ciclo. Dois programas dirigidos apenas a alunos do 4.&ordm; ano de escolaridade: O programa &ldquo;Devagar se vai Longe&rdquo; de Raimundo e Marques Pinto (2016) e o &ldquo;Atitude Positiva&rdquo; de Coelho et al. (2016). O terceiro &eacute; um programa dirigido a alunos do 1.&ordm; ao 4.&ordm; ano, onde os professores (ap&oacute;s um treino de 10 horas) desenvolvem estrat&eacute;gias para promover as compet&ecirc;ncias sociais e emocionais com base nas atividades apresentadas num manual de atividades (Moreira et al., 2010). Estes programas utilizam t&eacute;cnicas como instru&ccedil;&atilde;o de tipo expositiva, assim como a leitura de hist&oacute;rias ou de banda-desenhada, modelagem,<i> roleplaying</i>, <i>brainstorming</i> e algumas din&acirc;micas de grupos para fornecer oportunidade de praticar as compet&ecirc;ncias a serem trabalhadas. Assim, na maioria das atividades destes programas, a pr&aacute;tica das compet&ecirc;ncias &eacute; realizada com base em situa&ccedil;&otilde;es hipot&eacute;ticas, modeladas e representadas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ao considerar as premissas sugeridas pela CASEL (2013), e considerando o n&uacute;mero reduzido de programas empiricamente avaliados dirigidos aos primeiros anos de escolaridade, foi desenvolvido o <i>KidsTalentum,</i> um programa para crian&ccedil;as de 1.&ordm; ciclo, que utiliza a metodologia <i>outdoor training </i>para desenvolver compet&ecirc;ncias sociais e emocionais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Outdoor training</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O <i>outdoor training</i> &eacute; uma metodologia de educa&ccedil;&atilde;o ao ar livre que utiliza experi&ecirc;ncias de aventura, em que os participantes s&atilde;o retirados da sua zona de conforto e estimulados a enfrentar desafios, a vencer os seus limites e a transpor problemas impostos. Esta metodologia fundamenta-se na aprendizagem experiencial, isto &eacute;, na aprendizagem atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncia, do aprender fazendo (Dewey, 2004) que se desenvolve em quatro fases: uma fase de experimenta&ccedil;&atilde;o concreta, onde o facilitador envolve os participantes em uma experi&ecirc;ncia concreta que permite testar atrav&eacute;s dos sentidos; uma fase de observa&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o, atrav&eacute;s da qual &eacute; solicitado aos participantes para avaliarem as experi&ecirc;ncias de v&aacute;rias perspetivas; uma fase de conceptualiza&ccedil;&atilde;o abstrata, onde os participantes desenvolvem teorias e procuram padr&otilde;es de comportamento ou pensamento; e, finalmente, uma fase de experimenta&ccedil;&atilde;o ativa, onde os participantes podem aplicar os princ&iacute;pios aprendidos e podem p&ocirc;r &agrave; prova os novos padr&otilde;es de comportamento e pensamento no seu dia a dia (Kolb, 1984). Segundo Tuson (1994), a aprendizagem experiencial ocorre fora da zona de conforto, o lugar onde os participantes est&atilde;o confort&aacute;veis, onde vivem no dia a dia. &Eacute; a chamada zona de aprendizagem ou zona do esfor&ccedil;o, que ocorre em ambiente desconhecido e n&atilde;o familiar. No <i>outdoor training</i>, a natureza &eacute; utilizada como sala de aula, de forma a criar uma zona de aprendizagem. O risco inerente e a imprevisibilidade do ambienta natural s&atilde;o eficazes para gerar desequil&iacute;brio, existindo consequ&ecirc;ncias que n&atilde;o podem ser evitadas, motivando assim a a&ccedil;&atilde;o (McKenzie, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; neste contexto natural, em que os participantes s&atilde;o confrontados com desafios, tanto mentais como f&iacute;sicos, que devem ser ultrapassados em grupo (Fase de experimenta&ccedil;&atilde;o concreta). &Agrave; medida que o grupo come&ccedil;a a trabalhar, os membros descobrem as necessidades e particularidades de cada um e, consequentemente, aprendem a trabalhar em equipa para ultrapassar os pontos fracos e aproveitar os pontos fortes (Hopkins &amp; Putnam, 1997). Assim, equilibram-se as necessidades individuais com as necessidades grupais. Uma vez superado o desafio, existe uma grande quantidade de experi&ecirc;ncias que podem ser discutidas num momento de reflex&atilde;o de grupo (<i>debrief</i>), numa fase de observa&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e narra&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias vividas (Orduz, 2002). Este <i>debrief </i>permite aos participantes integrar e sintetizar a sua experi&ecirc;ncia (Fase de conceptualiza&ccedil;&atilde;o abstrata). Depois desta an&aacute;lise, &eacute; realizada a transfer&ecirc;ncia dos conceitos e estrat&eacute;gias aprendidas para o contexto de sala de aula com a ajuda dos professores (Fase de experimenta&ccedil;&atilde;o ativa).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O principal prop&oacute;sito do programa <i>KidsTalentum</i> &eacute; desenvolver, nas crian&ccedil;as e adolescentes, compet&ecirc;ncias de car&aacute;ter pessoal e social, que garantam a sua conviv&ecirc;ncia com os outros colegas e permitam compreender-se melhor a si pr&oacute;prios. Desta forma, conseguir&atilde;o refletir, discutir, obter solu&ccedil;&otilde;es que beneficiem o grupo, descobrir as caracter&iacute;sticas que os diferenciam dos outros e entender que h&aacute; que respeitar a diversidade perante as diferen&ccedil;as.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado conex&otilde;es claras entre a participa&ccedil;&atilde;o em programas de <i>outdoor training </i>e o desenvolvimento das cinco compet&ecirc;ncias-chave da aprendizagem social e emocional, havendo, tamb&eacute;m, estudos que assinalam um aumento nas compet&ecirc;ncias de autoconhecimento como a autoefic&aacute;cia (e.g., Opper et al., 2014) e a autoconfian&ccedil;a, autoestima e autoconceito (e.g., Cooley et al., 2014); nas compet&ecirc;ncias de consci&ecirc;ncia social como a coes&atilde;o social (e.g., Cooley et al., 2015; Greffrath et al., 2013) e a perce&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es dos outros (e.g., Fern&aacute;ndez-G&aacute;mez et al., 2018); nas compet&ecirc;ncias de autogest&atilde;o como, por exemplo, a gest&atilde;o de stress (e.g., Fern&aacute;ndez-G&aacute;mez et al., 2018; Mutz &amp; Muller, 2016), autorregula&ccedil;&atilde;o (Sibthorp et al., 2015) e resili&ecirc;ncia (Whittington et al., 2016); nas compet&ecirc;ncias de tomada de decis&atilde;o, especialmente nas compet&ecirc;ncias de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (Ang et al., 2014; Collins et al., 2016; Opper et al., 2014); e nas compet&ecirc;ncias de gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es, como no desenvolvimento de redes sociais (Austin et al., 2010), na integra&ccedil;&atilde;o social (Lathrop et al., 2012), no trabalho de equipa e na comunica&ccedil;&atilde;o (Cooley et al., 2014). Uma revis&atilde;o da literatura nesta &aacute;rea, realizada por Bell et al. (2014), ilustra um impacto positivo deste tipo de programas no aumento da m&eacute;dia de notas, na diminui&ccedil;&atilde;o do abandono escolar e no aumento dos n&iacute;veis de desenvolvimento dos alunos participantes (Bell et al., 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, a maioria dos programas criados com esta metodologia foi desenvolvida para jovens do ensino universit&aacute;rio e secund&aacute;rio ou empres&aacute;rios. Apesar de v&aacute;rios autores ressaltarem a import&acirc;ncia do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais desde muito cedo na vida das crian&ccedil;as (Lantieri, 2008), poucos s&atilde;o os estudos sobre a metodologia de <i>outdoor training</i> realizados com crian&ccedil;as dos primeiros anos do ensino b&aacute;sico. Por exemplo, Becker et al., (2017), na sua revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos programas outdoor desenvolvidos dentro de contexto escolar, identificaram oito estudos que avaliaram programas dirigidos a alunos do 1.&ordm; ciclo de escolaridade (com idades compreendidas entre os 7 e 11 anos), dos quais sete eram estudos de caso com amostras muito limitadas e apenas um estudo quase experimental com grupo de controlo, no qual foram observados efeitos significativos do programa na sa&uacute;de mental dos alunos de sexo masculino. Existe, pois, muito pouca investiga&ccedil;&atilde;o sobre como as escolas podem utilizar este tipo de metodologia para complementar a aprendizagem escolar com o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais. Revis&otilde;es de literatura recentes identificam uma clara necessidade de mais investiga&ccedil;&atilde;o sobre como as experi&ecirc;ncias de <i>outdoor training</i> podem beneficiar os alunos quando aplicadas em contextos escolares (Richmond et al., 2018).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m disso, no programa <i>KidsTalentum</i> incorpor&aacute;mos uma t&eacute;cnica de forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o utilizada habitualmente nos programas <i>outdoor</i>. Trata-se da auto e heteroscopia, t&eacute;cnicas de forma&ccedil;&atilde;o que utilizam a v&iacute;deo-grava&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de si pr&oacute;prio (autoscopia) ou de outros (heteroscopia), visando uma autoan&aacute;lise posterior (Sadalla, &amp; Larocca, 2004). A utiliza&ccedil;&atilde;o destas t&eacute;cnicas de forma&ccedil;&atilde;o &eacute; uma inova&ccedil;&atilde;o do programa <i>KidsTalentum</i>, uma vez que a maioria dos programas de <i>outdoor training</i> realiza o<i> debrief</i> apenas com recurso &agrave; recorda&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos ocorridos na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades. Consideramos as t&eacute;cnicas de autoscopia e heteroscopia como instrumentos &uacute;teis no treino de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais, especialmente com crian&ccedil;as, uma vez que atrav&eacute;s delas a crian&ccedil;a v&ecirc;-se em a&ccedil;&atilde;o, o que permite o retorno da imagem e do som, e da informa&ccedil;&atilde;o, possibilitando uma modifica&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o pela perce&ccedil;&atilde;o de causas e efeitos (Sadalla &amp; Larocca, 2004). O v&iacute;deo potencializa a fun&ccedil;&atilde;o de auto e heteroavalia&ccedil;&atilde;o com a contempla&ccedil;&atilde;o e consequente reflex&atilde;o sobre o pr&oacute;prio comportamento e o dos outros (Ferr&eacute;s, 1996).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, neste estudo, pretende-se avaliar o impacto do programa <i>Kids Talentum</i> no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais num grupo de crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, e determinar se a metodologia de <i>outdoor training</i> utilizada no programa &eacute; &uacute;til para a aprendizagem de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais, assim como para a melhoria do seu desempenho acad&eacute;mico, quando comparada com um grupo de controlo onde esta metodologia n&atilde;o &eacute; aplicada.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os participantes no programa <i>KidsTalentum</i> eram alunos de duas escolas urbanas de 1.&ordm; ciclo de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira (RAM), Portugal. Participaram duas turmas por cada ano de escolaridade do 1.&ordm; ao 4.&ordm; ano. No grupo de controlo participaram 78 alunos, 44 do sexo feminino e 34 do masculino. No grupo experimental, tamb&eacute;m 78 alunos, 39 do sexo feminino e 39 do masculino. Na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t1.jpg">Tabela 1</a> &eacute; apresentada uma distribui&ccedil;&atilde;o dos grupos por ano de escolaridade e grupo de investiga&ccedil;&atilde;o. A idade varia entre os 5 e 11 anos, com uma m&eacute;dia de 7.53 (<i>DP</i> = 1.31) para o grupo experimental e 7.71 (<i>DP</i> = 1.47) para o grupo de controlo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Participaram tamb&eacute;m quatro professores dos alunos do 2.&ordm; e 3.&ordm; ano de escolaridade que avaliaram as compet&ecirc;ncias sociais e emocionais de 75 alunos (40 do grupo experimental e 35 do grupo de controlo).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumento</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram avaliadas compet&ecirc;ncias sociais e/ou emocionais de cada uma das compet&ecirc;ncias-chave do modelo CASEL (2013), utilizando instrumentos de autoavalia&ccedil;&atilde;o, heteroavalia&ccedil;&atilde;o e de desempenho para triangula&ccedil;&atilde;o dos dados, como apresentado no diagrama da <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09f1.jpg">Figura 1</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi utilizada a vers&atilde;o portuguesa traduzida por Roazzi e colaboradores (2008) do <i>Test of Emotion Comprehension</i> (TEC, KR-20 =.70), de Pons e colaboradores (2004), para avaliar o n&iacute;vel de compreens&atilde;o emocional, uma das habilidades da compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autoconhecimento&rdquo;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O TEC avaliou o desempenho do aluno em nove componentes da compreens&atilde;o emocional, a habilidade sociocognitiva de reconhecer emo&ccedil;&otilde;es, compreender as causas das emo&ccedil;&otilde;es dos outros e das situa&ccedil;&otilde;es emocionais, e uma serie de habilidades e conhecimentos relacionados com as emo&ccedil;&otilde;es, como a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre emo&ccedil;&otilde;es e outros estados mentais, o conhecimento de estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e a compreens&atilde;o de respostas emocionais ambivalentes (Pons et al., 2004). Por exemplo, para a avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o das causas das emo&ccedil;&otilde;es, &eacute; contada uma pequena hist&oacute;ria, ap&oacute;s a qual a crian&ccedil;a deve indicar a emo&ccedil;&atilde;o que a personagem da hist&oacute;ria poder&aacute; estar a sentir. &Eacute; atribu&iacute;do um ponto por cada componente respondida corretamente, pelo que cada crian&ccedil;a pode obter um m&iacute;nimo de zero e um m&aacute;ximo de nove pontos. Esta pontua&ccedil;&atilde;o bruta foi normalizada e transformada em notas T, em fun&ccedil;&atilde;o da idade, com base numa amostra de 478 crian&ccedil;as da RAM.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi utilizado o Question&aacute;rio de Intelig&ecirc;ncia Emocional de Bar-On (<i>Emotional Quotient Inventory, Young Version, </i>EQi:YV; Candeia &amp; Rebocho, 2007), para avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos alunos sobre as suas compet&ecirc;ncias sociais e emocionais. &Eacute; constitu&iacute;do por cinco escalas de resposta tipo <i>Likert</i> de quatro pontos (1 &ndash; Nunca a 4 &ndash; Sempre) que avaliaram as seguintes compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas (Bar-On &amp; Parker, 2000): Intrapessoais (<i>&alpha;</i> = .78), a capacidade de estar atento a si pr&oacute;prio e &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m a comunicar e a expressar emo&ccedil;&otilde;es e necessidades, habilidades que se relacionam com a compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autoconhecimento&rdquo;; Interpessoais (<i>&alpha;</i> = .74), a capacidade de desenvolver rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, responsabilidade social e empatia, habilidades relacionadas com a compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;consci&ecirc;ncia social&rdquo;; Gest&atilde;o de stress (<i>&alpha;</i> = .76), a capacidade de lidar com o stress e de controlar emo&ccedil;&otilde;es relacionadas com a compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autogest&atilde;o&rdquo;; Humor geral (&alpha; = .75), a capacidade de ser otimista e expressar sentimentos positivos, relacionada com a compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autogest&atilde;o&rdquo;; Adaptabilidade (<i>&alpha;</i> = .84), a capacidade para ser flex&iacute;vel, resolver problemas e alterar os sentimentos e pensamentos em fun&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o, relacionada com a compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;tomada de decis&otilde;es&rdquo;. A pontua&ccedil;&atilde;o bruta obtida nesta escala foi estandardizada com base numa amostra de 426 crian&ccedil;as da RAM e transformadas em notas T em fun&ccedil;&atilde;o da idade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos professores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s compet&ecirc;ncias sociais e emocionais dos seus estudantes, foi utilizada a vers&atilde;o para professores do Question&aacute;rio de Intelig&ecirc;ncia Emocional de Bar-On (EQi:Professores, adaptado por Candeias &amp; Rebocho, 2007). Este teste avaliou as compet&ecirc;ncias intrapessoais (<i>&alpha;</i> = .93), interpessoais (<i>&alpha;</i> = .91), a gest&atilde;o de stress (<i>&alpha;</i> = .81) e a adaptabilidade (<i>&alpha;</i> = .95). A pontua&ccedil;&atilde;o bruta foi tamb&eacute;m estandardizada e transformada em notas T, em fun&ccedil;&atilde;o da idade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Igualmente, foi utilizada a Prova Cognitiva de Intelig&ecirc;ncia Social (PCIS, Candeias, 2007) para avaliar o desempenho do aluno na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas em situa&ccedil;&otilde;es sociais, relacionada com a compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;tomada de decis&atilde;o&rdquo;. Foram apresentadas, a cada aluno, tr&ecirc;s imagens que representam situa&ccedil;&otilde;es interpessoais distintas. A cada situa&ccedil;&atilde;o-problema, foi aplicado um question&aacute;rio, constitu&iacute;do por um conjunto de cinco quest&otilde;es abertas e um segundo conjunto de tr&ecirc;s quest&otilde;es fechadas com op&ccedil;&otilde;es de resposta tipo <i>Likert</i>, de cinco pontos (1- Nenhuma a 5 &ndash; Muit&iacute;ssima). O primeiro conjunto de quest&otilde;es abertas avaliou a capacidade de compreens&atilde;o de cada um dos problemas apresentados e a capacidade de conce&ccedil;&atilde;o de um plano de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. Assim, estas quest&otilde;es permitiram medir, numa escala de 0 a 3 refletindo diferentes graus de complexidade, duas dimens&otilde;es cognitivas de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, em fun&ccedil;&atilde;o da qualidade dos componentes de processo utilizada (dimens&atilde;o processo, &alpha; = .75) e em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de conhecimento interpessoal apresentado pelo individuo (dimens&atilde;o conte&uacute;do, &alpha; = .76). O segundo conjunto de quest&otilde;es avaliou o grau de autoconfian&ccedil;a na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (item 6), o grau de interesse que despertou a situa&ccedil;&atilde;o-problema espec&iacute;fica (item 7), e o grau de familiaridade com a resolu&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es sociais como as apresentadas (item 8). Estas tr&ecirc;s quest&otilde;es remetem para as dimens&otilde;es atitudinais da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas interpessoais: autoconfian&ccedil;a (&alpha; = .77), motiva&ccedil;&atilde;o (&alpha; = .75) e familiaridade (&alpha; = .63). A pontua&ccedil;&atilde;o bruta foi estandardizada com base numa amostra de 253 crian&ccedil;as da RAM e transformada em notas T em fun&ccedil;&atilde;o da idade.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es&rdquo; foi avaliada atrav&eacute;s da Prova de Avalia&ccedil;&atilde;o da Compet&ecirc;ncia Social (PACS: Alunos, Candeias, 2008, <i>&alpha;</i> = .73). Nesta prova, foram apresentadas cinco situa&ccedil;&otilde;es sociais (e.g., liderar um grupo, integrar um novo colega e comunicar e expor argumento), relativamente a cada uma das quais o aluno devia responder duas quest&otilde;es, atrav&eacute;s de uma escala <i>Likert</i> de tr&ecirc;s pontos, relativas &agrave; perce&ccedil;&atilde;o que o aluno tinha das suas compet&ecirc;ncias sociais (&ldquo;o meu desempenho nesta situa&ccedil;&atilde;o &eacute;: 1 &ndash; Fraco, 2 &ndash; Suficiente, 3 &ndash; Excelente&rdquo;) e ao grau de dificuldade que sentia para enfrentar essa situa&ccedil;&atilde;o social (&ldquo;Esta situa&ccedil;&atilde;o para mim seria: 1 &ndash; Dif&iacute;cil, 2 &ndash; Nem f&aacute;cil nem dif&iacute;cil, 3 &ndash; F&aacute;cil&rdquo;).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos professores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es&rdquo; dos seus educandos, foi utilizada a vers&atilde;o da Prova de Avalia&ccedil;&atilde;o da Compet&ecirc;ncia Social para professores (PACS: Professores, <i>&alpha;</i> =.97), de Candeias (2008), que apresenta as mesmas situa&ccedil;&otilde;es sociais da vers&atilde;o para crian&ccedil;as, sendo solicitado aos professores a sua perce&ccedil;&atilde;o sobre as compet&ecirc;ncias sociais dos alunos e a dificuldade que sentiriam em cada uma dessas situa&ccedil;&otilde;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para avaliar o desempenho acad&eacute;mico dos alunos foi recolhida a avalia&ccedil;&atilde;o sumativa dada pelos professores para as disciplinas de portugu&ecirc;s, matem&aacute;tica e estudo do meio. Esta avalia&ccedil;&atilde;o sumativa &eacute; realizada numa escala de cinco pontos (1 &ndash; N&atilde;o satisfaz, 2 &ndash; Satisfaz, 3 &ndash; Satisfaz bem, 4 &ndash; Satisfaz muito bem, 5 &ndash; Muito bom), sendo os dados recolhidos no primeiro per&iacute;odo (dezembro) para o pr&eacute;-teste, e no terceiro per&iacute;odo (julho) para o p&oacute;s-teste.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento e <i>design</i></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para medir o impacto do programa <i>KidsTalentum</i> na aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais foi utilizada uma metodologia quantitativa com um desenho quase experimental com um grupo experimental e um grupo de controlo passivo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o escrita por parte da dire&ccedil;&atilde;o das escolas e dos professores, foram realizadas, no m&ecirc;s de setembro de 2013, sess&otilde;es de uma hora para apresentar o projeto e os dinamizadores do projeto aos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, sendo explicado os objetivos do estudo e os procedimentos envolvidos, isto &eacute;, que seria escolhida aleatoriamente uma turma para participar no programa no ano 2013/2014 (grupo experimental) enquanto um segundo grupo participaria no ano 2014/2015 (grupo de controlo). Uma vez recolhidas as autoriza&ccedil;&otilde;es dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, as turmas foram aleatoriamente distribu&iacute;das num grupo de controlo e num grupo experimental. No m&ecirc;s de outubro, foram realizadas as avalia&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-teste com cada uma das crian&ccedil;as, tanto do grupo de controlo como do grupo experimental, que voluntariamente decidiram colaborar no projeto. A avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada individualmente por psic&oacute;logas treinadas, com uma dura&ccedil;&atilde;o aproximada de 45 minutos. As avalia&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-teste foram realizadas da mesma forma no m&ecirc;s de junho. Os question&aacute;rios foram entregues pessoalmente aos professores, em envelope fechado, e devolvidos da mesma forma, tanto no m&ecirc;s de outubro como no m&ecirc;s de junho.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s o pr&eacute;-teste, os alunos do grupo experimental participaram no programa de <i>outdoor training </i>para aprendizagem social e emocional, o qual foi aplicado por um facilitador com experi&ecirc;ncia em o<i>utdoor training</i> e duas psic&oacute;logas educacionais. O grupo de controlo continuou com as suas aulas normais (grupo de controlo passivo).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa foi desenvolvido ao longo de 7 meses e foi composto por 22 sess&otilde;es de 1h 30m cada, com uma frequ&ecirc;ncia semanal, uma sess&atilde;o para apresenta&ccedil;&atilde;o e conhecimento dos participantes, 10 sess&otilde;es de <i>outdoor </i>realizadas em hor&aacute;rio extracurricular, e 11 sess&otilde;es de atividades <i>indoor</i> realizadas na sala de aula, em hor&aacute;rio curricular. As sess&otilde;es contaram com a presen&ccedil;a dos professores das turmas, tendo em conta o seu importante contributo na aplica&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias nas atividades acad&eacute;micas no dia a dia dos alunos. As sess&otilde;es eram intercaladas semanalmente, <i>outdoor/indoor</i>, enfatizando a transfer&ecirc;ncia das aprendizagens realizadas ao longo das atividades <i>outdoor </i>para o seu ambiente do dia a dia nas sess&otilde;es indoor atrav&eacute;s do <i>debrief,</i> isto &eacute;, a an&aacute;lise e reflex&atilde;o individual e coletiva feita pelos pr&oacute;prios participantes (Orduz, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As sess&otilde;es estavam divididas em tr&ecirc;s m&oacute;dulos, que permitiram adaptar as atividades aos trimestres do calend&aacute;rio escolar. Cada um dos m&oacute;dulos trabalhou uma compet&ecirc;ncia-chave e foi organizado em unidades did&aacute;ticas, que procuraram dar &ecirc;nfase a uma ou duas compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, como apresentado na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09f2.jpg">Figura 2</a>. Cada uma destas compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas foi treinada em seis sess&otilde;es: Tr&ecirc;s sess&otilde;es <i>outdoor</i> com a execu&ccedil;&atilde;o de seis desafios (dois por cada sess&atilde;o), e tr&ecirc;s sess&otilde;es de <i>debrief</i> indoor. Antes de iniciar os m&oacute;dulos, foi realizada uma sess&atilde;o indoor de apresenta&ccedil;&atilde;o do programa e conhecimento dos participantes atrav&eacute;s de atividades quebra-gelo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No m&oacute;dulo I, foi trabalhada a compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es&rdquo;, ou seja, a capacidade de estabelecer e de manter relacionamentos saud&aacute;veis e gratificantes com diversos indiv&iacute;duos e grupos (CASEL, 2013). Esta compet&ecirc;ncia-chave foi trabalhada atrav&eacute;s do treino de duas compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas: A comunica&ccedil;&atilde;o e o trabalho em equipa.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No m&oacute;dulo II, foram trabalhadas as habilidades da compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;tomada de decis&otilde;es&rdquo;, como resolver problemas, avaliar de forma precisa os riscos, tomar decis&otilde;es baseadas nas considera&ccedil;&otilde;es de todos os fatores relevantes e das consequ&ecirc;ncias das atua&ccedil;&otilde;es alternativas, respeitando os outros, assumindo pessoalmente a responsabilidade e as pr&oacute;prias decis&otilde;es (CASEL, 2013). As duas compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas trabalhadas neste m&oacute;dulo foram: Lideran&ccedil;a, planifica&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O m&oacute;dulo III procurou desenvolver a compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autogest&atilde;o&rdquo;. Refere-se &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das nossas emo&ccedil;&otilde;es para que atuem como facilitadoras das atividades que estamos a levar a cabo e evitar que interfiram na execu&ccedil;&atilde;o das mesmas. Ser consciente da necessidade de tempo para conseguir certas metas, preservando-as ante as dificuldades e frustra&ccedil;&otilde;es (CASEL, 2013). Assim, neste m&oacute;dulo, foi trabalhada a compet&ecirc;ncia espec&iacute;fica &ldquo;Gest&atilde;o de stress e humor&rdquo;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O programa termina com tr&ecirc;s sess&otilde;es (uma <i>outdoor</i> e duas <i>indoor</i>) de consolida&ccedil;&atilde;o de todas as compet&ecirc;ncias trabalhadas, assim como de um <i>debrief</i> geral onde s&atilde;o refletidas as aprendizagens decorridas ao longo de todo o ano.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os desafios utilizados no programa foram adaptados de outros programas internacionais dirigidos a adultos (Bunting, 2006; Reinoso, 2006). S&oacute; cerca do 25% das atividades foram completamente novas. As atividades eram as mesmas para todos os alunos dos diferentes anos de escolaridade, no entanto, as atividades contavam com diferentes n&iacute;veis de dificuldade que os facilitadores podiam aumentar ou diminuir, n&atilde;o s&oacute; segundo a faixa et&aacute;ria, mas tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o das capacidades e das dificuldades demonstradas pelo grupo (Ver Ap&ecirc;ndice 1).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autoconhecimento&rdquo; foi trabalhada em todas as sess&otilde;es, especialmente nas sess&otilde;es <i>indoor,</i> atrav&eacute;s da auto e heteroscopia, t&eacute;cnicas de forma&ccedil;&atilde;o que utilizam a v&iacute;deo-grava&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de si pr&oacute;prio (autoscopia) ou de outros (heteroscopia), visando uma autoan&aacute;lise posterior (Sadalla, &amp; Larocca, 2004). Atrav&eacute;s destas t&eacute;cnicas trabalharam-se as quest&otilde;es da identidade e do reconhecimento dos aspetos internos ligados ao corpo (sensa&ccedil;&otilde;es corporais, humores), dos aspetos relativos a formas de pensar o pr&oacute;prio e as emo&ccedil;&otilde;es prevalecentes (pensamentos, valores, atitudes, cren&ccedil;as e emo&ccedil;&otilde;es) e do conhecimento acerca de acontecimentos externos (o que dizemos, como nos comportamos, onde vamos&hellip;). Isso inclui avaliar com precis&atilde;o os pontos fortes e as limita&ccedil;&otilde;es de cada um e de possuir um sentido de confian&ccedil;a e otimismo bem fundamentado, da compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autoconhecimento&rdquo; (CASEL, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A compet&ecirc;ncia &ldquo;consci&ecirc;ncia social&rdquo; foi trabalhada ao longo de todas as sess&otilde;es. Para desenvolver esta compet&ecirc;ncia, a an&aacute;lise das v&iacute;deo-grava&ccedil;&otilde;es centrou-se nos aspetos da cogni&ccedil;&atilde;o social relacionados com a forma como o outro &eacute; percecionado e a tomada de perspetiva social, estimulando os alunos a ter consci&ecirc;ncia das necessidades e interesses dos outros de forma a ajustar o seu comportamento apropriadamente, tendo em conta o que as outras pessoas fazem (CASEL, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tal como representadas na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09f2.jpg">Figura 2</a>, as compet&ecirc;ncias abordadas em cada unidade continuaram a ser treinadas e analisadas, mesmo com menor &ecirc;nfase, em cada uma das sess&otilde;es seguintes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos de an&aacute;lise de dados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s a recolha dos dados, estes foram inseridos e analisados no software SPSS vers&atilde;o 25 para Windows. As vari&aacute;veis apresentaram distribui&ccedil;&atilde;o diferente da normal, mas com distribui&ccedil;&otilde;es pouco enviesadas e pouco achatadas (valores absolutos de assimetria inferiores a 3 e valores absolutos de achatamento inferiores a 8, como indica Mar&ocirc;co, 2014), pelo que foram utilizadas estat&iacute;sticas param&eacute;tricas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como foi referido, o estudo foi realizado com turmas preexistentes, sem amostragem aleat&oacute;ria dos participantes. Como resultado, foram identificadas diferen&ccedil;as na linha base (pr&eacute;-teste) entre o grupo experimental e o grupo de controlo. Uma vez que a utiliza&ccedil;&atilde;o de ANCOVA ou MANCOVAS pode oferecer resultados enviesados quando existam diferen&ccedil;as de linha de base, o efeito do programa foi avaliado atrav&eacute;s da diferen&ccedil;a entre o p&oacute;s-teste e o pr&eacute;-teste como vari&aacute;vel dependente (an&aacute;lise da mudan&ccedil;a de scores), tal como recomendado por Van Breukelen (2013). Para an&aacute;lise de mudan&ccedil;a de scores, foram utilizados testes estat&iacute;sticos T-Student ou an&aacute;lise de vari&acirc;ncia multivariada (MANOVA) nas escalas cujas dimens&otilde;es apresentam correla&ccedil;&otilde;es entre elas (EQi-YV, EQi-Professores, PCIS e o desempenho acad&eacute;mico). Na MANOVA, foi utilizada como estat&iacute;stica de teste o tra&ccedil;o de Pillai (&Lambda;<sub>Pillai</sub>), mais robusta relativamente &agrave; viola&ccedil;&atilde;o de homogeneidade em grupos com dimens&otilde;es diferentes (Mar&ocirc;co, 2014). Foi calculada a magnitude do efeito em termos de for&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o para todos os resultados significativos (<i>d</i> de Cohen e Eta parcial ao quadrado <i>&eta;<sub>p</sub><sup> 2</sup></i>), sendo utilizada a interpreta&ccedil;&atilde;o proposta por Mar&ocirc;co (2014).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lises preliminares</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As an&aacute;lises realizadas indicaram que os grupos n&atilde;o diferiram em termos de sexo, <i>X<sup>2</sup></i>(1) = 0.64, <i>p</i> = .422, ano de escolaridade, <i>X<sup>2</sup></i>(3) = 1.18, <i>p</i> = .757, idade, <i>t</i>(154) = 0.81, <i>p</i> = .421, n&iacute;vel socioecon&oacute;mico (determinado atrav&eacute;s das profiss&otilde;es e habilita&ccedil;&otilde;es dos pais, utilizando os crit&eacute;rios de Morais et al., 1993), <i>t</i>(121) = -1.16, <i>p</i> = .249, ou intelig&ecirc;ncia fluida (avaliada atrav&eacute;s das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven, adaptadas ao portugu&ecirc;s por Sim&otilde;es, 2000), <i>t</i>(153) = 0.72, <i>p</i> = .472. Os dois grupos diferiram em termos de notas escolares, <i>F</i> (3,142) = 4.41, Pillai&rsquo;s <i>V</i> = .085, <i>p</i> = .005, <i>&eta;<sub>p</sub><sup>2</sup></i> = .08, mas estas foram apenas marginalmente significativas na disciplina de estudo do meio (com o grupo experimental apresentando uma m&eacute;dia mais elevada, <i>t</i>(144) = -1.72, <i>p</i> = .087, n&atilde;o sendo observadas diferen&ccedil;as na disciplina de portugu&ecirc;s, <i>t</i>(144) = 0.52, <i>p</i> = .603, ou matem&aacute;tica, <i>t</i>(144) = -0.24, <i>p</i> = .810.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram identificadas algumas diferen&ccedil;as na linha base (pr&eacute;-teste) entre o grupo experimental e o grupo de controlo nas compet&ecirc;ncias sociais e emocionais. Especificamente, no pr&eacute;-teste, o grupo de controlo percebia-se como mais competente nas compet&ecirc;ncias autopercebidas intrapessoais, <i>t</i>(153) = 3.64, <i>p &lt;</i> .001, interpessoais, <i>t</i>(153) = 2.60, <i>p </i>= .010, de adaptabilidade, <i>t</i>(153) = 3.19, <i>p </i>= .002, e de gest&atilde;o de humor, <i>t</i>(153) = 2.26, <i>p </i>= .025, avaliadas pelo EQi:YV, <i>F</i> (5,149) = 2.80, Pillai&rsquo;s <i>V</i> = .086, <i>p</i> = .019, <i>&eta;<sub>p</sub><sup>2</sup></i> = .09. Os alunos do grupo de controlo tamb&eacute;m apresentavam uma maior capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas sociais avaliados pelo PCIS, <i>F</i> (5,147) = 2.95, Pillai&rsquo;s <i>V</i> =.091, <i>p</i> = .015, <i>&eta;<sub>p</sub><sup>2</sup></i> = .09, quando comparados com o grupo experimental.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do impacto do programa</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados das MANOVAS dos instrumentos cujas escalas est&atilde;o correlacionadas (EQi:YV, EQi:Professores, PCIS e desempenho acad&eacute;mico) est&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t2.jpg">Tabela 2</a>, sendo poss&iacute;vel observar diferen&ccedil;as significativas entre o grupo experimental e o grupo de controlo nas mudan&ccedil;as de score de todos os instrumentos que avaliam compet&ecirc;ncias sociais e emocionais, mas apenas diferen&ccedil;as marginalmente significativas no desempenho acad&eacute;mico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os valores da mudan&ccedil;a de <i>score</i> (&Delta; <i>Score</i>) para cada uma das compet&ecirc;ncias-chave avaliadas s&atilde;o apresentados nas <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t3.jpg">Tabelas 3</a>, <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t4.jpg">4</a>, <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t5.jpg">5</a>, <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t6.jpg">6</a> e <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t7.jpg">7</a>, assim como os seus respetivos intervalos de confian&ccedil;a (95% IC) e as m&eacute;dias (<i>M</i>) e os desvios-padr&atilde;o (<i>DP</i>) das pontua&ccedil;&otilde;es em notas <i>T</i> obtidas em cada escala, tanto no pr&eacute;-teste como no p&oacute;s-teste, para o grupo de controlo (GC) e o grupo experimental (GE). Nestas tabelas tamb&eacute;m s&atilde;o apresentados os resultados dos testes de contraste e diferen&ccedil;as (<i>T</i>) para cada uma das dimens&otilde;es avaliadas e o tamanho do efeito (<i>d</i>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autoconhecimento&rdquo;, os resultados do teste T-Student da mudan&ccedil;a de <i>score</i> do TEC indicaram que n&atilde;o existem efeitos significativos do programa <i>KidsTalentum</i> na compreens&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es. Tanto o grupo experimental como o grupo de controlo aumentaram significativamente a sua compreens&atilde;o emocional ao longo do ano letivo (cf. <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t3.jpg">Tabela 3</a>). No entanto, nas compet&ecirc;ncias intrapessoais tanto autopercebidas (EQi:YV) como percebidas pelos professores (EQi:Professores), observ&aacute;mos um efeito significativo do programa, de tamanho moderado. Ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos do grupo experimental no programa, o grupo de controlo apresentou entre 2.0 e 9.9 pontos menos que o grupo experimental na autoperce&ccedil;&atilde;o das suas compet&ecirc;ncias interpessoais, e apresentou entre 0.9 e 7.5 pontos menos que o grupo experimental na perce&ccedil;&atilde;o dos seus professores, de acordo com os intervalos de confian&ccedil;a de 95% (cf. <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t3.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;consci&ecirc;ncia social&rdquo;, observ&aacute;mos efeitos do programa apenas na compet&ecirc;ncia interpessoal autopercebida, com um efeito moderado, com os alunos do grupo de controlo apresentando entre 2.7 e 9.7 menos pontos que o grupo que participou no programa. Por&eacute;m, estes resultados n&atilde;o s&atilde;o corroborados pela avalia&ccedil;&atilde;o dos professores, uma vez que na compet&ecirc;ncia interpessoal percebida pelos professores, n&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as significativas entre o grupo de controlo e o grupo experimental (cf. <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t4.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados relativos &agrave; compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autogest&atilde;o&rdquo; indicaram que, na compet&ecirc;ncia de gest&atilde;o de humor autopercebida, o grupo de controlo apresentou entre 2.3 e 9.9 pontos menos que o grupo que participou no programa, com um efeito significativo do programa de tamanho moderado (cf. <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t5.jpg">Tabela 5</a>). No entanto, observ&aacute;mos que na gest&atilde;o de stress autopercebida pelo grupo de controlo, os alunos apresentaram entre 0.6 e 8.0 pontos mais do que o grupo que participou no programa, com um efeito significativo de tamanho pequeno. No p&oacute;s-teste, o grupo experimental autopercebeu-se como menos competente do que no pr&eacute;-teste. Por outro lado, os professores n&atilde;o perceberam nem uma diminui&ccedil;&atilde;o nem um aumento significativo na gest&atilde;o de stress dos seus alunos.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;tomada de decis&atilde;o&rdquo;, observ&aacute;mos efeitos significativos de tamanho moderado da participa&ccedil;&atilde;o no programa, tanto nas compet&ecirc;ncias da adaptabilidade autopercebidas e percebidas pelos professores, como na capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas sociais (especificamente nas dimens&otilde;es de processo e conte&uacute;do, cf. <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t6.jpg">Tabela 6</a>). O grupo de controlo percebeu-se entre 5.1 e 12.5 pontos menos competente na adaptabilidade que o grupo que participou no programa e os seus professores tamb&eacute;m os perceberam entre 0.4 e 4.7 pontos menos competentes. Os alunos do grupo de controlo igualmente apresentaram entre 5.9 e 14.5 pontos menos na dimens&atilde;o de processo e 2.5 e 11.2 pontos menos na dimens&atilde;o de conte&uacute;do que os alunos do grupo experimental.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &agrave; compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es&rdquo;, os resultados dos testes T-student da mudan&ccedil;a de <i>score </i>do PACS nas suas duas vers&otilde;es (alunos e professores) indicaram que n&atilde;o existiam evid&ecirc;ncias estat&iacute;sticas de efeitos da participa&ccedil;&atilde;o no programa <i>kids Talentum</i> nas compet&ecirc;ncias sociais percebidas pelos alunos e professores (cf. <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t7.jpg">Tabela 7</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os valores da mudan&ccedil;a de <i>score</i> (&Delta; <i>Score</i>) para o desempenho acad&eacute;mico nas disciplinas de portugu&ecirc;s, matem&aacute;tica e estudo do meio s&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/psi/v34n2/34n2a09t8.jpg">Tabela 8</a>, assim como os seus respetivos intervalos de confian&ccedil;a (95% IC) e as m&eacute;dias (<i>M</i>) e os desvios- padr&atilde;o (<i>DP</i>) das pontua&ccedil;&otilde;es em notas <i>T</i> obtidas em cada escala, tanto no pr&eacute;-teste como no p&oacute;s-teste, para o grupo de controlo (GC) e o grupo experimental (GE). Tal como esperado, uma vez que os resultados da MANOVA indicavam diferen&ccedil;as apenas marginalmente significativas, os testes de contraste indicavam que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas na mudan&ccedil;a de score nas notas de portugu&ecirc;s, matem&aacute;tica ou estudo do meio. As m&eacute;dias parecem indicar um aumento maior no grupo experimental nas notas de portugu&ecirc;s, mas n&atilde;o podemos confirmar que existam diferen&ccedil;as significativas entre os dois grupos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados indicaram que tanto os professores como as crian&ccedil;as perceberam uma melhoria em v&aacute;rias compet&ecirc;ncias sociais e emocionais dos alunos que participaram no programa <i>KidsTalentum.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Tomada de Decis&otilde;es </b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tomando em considera&ccedil;&atilde;o o tamanho do efeito, a compet&ecirc;ncia-chave na qual se observaram maiores efeitos do programa, sendo corroborado tanto por instrumentos de desempenho como de auto e heteroavalia&ccedil;&atilde;o, foi na &ldquo;tomada de decis&otilde;es&rdquo;, especificamente na adaptabilidade e na capacidade de resolver problemas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tanto professores como alunos que participaram no programa perceberam uma melhoria nas suas habilidades de adapta&ccedil;&atilde;o e flexibilidade. Estes resultados eram expect&aacute;veis, uma vez que ao longo de todo o programa os alunos deixaram a sua zona de conforto para se integrarem em atividades desafiantes. Pelo contr&aacute;rio, no grupo de controlo, os professores perceberam uma manuten&ccedil;&atilde;o do mesmo n&iacute;vel de compet&ecirc;ncias observada ao in&iacute;cio do ano, enquanto os alunos se autoperceberam como menos competentes. Os menores n&iacute;veis de autoperce&ccedil;&atilde;o do grupo de controlo observados, n&atilde;o apenas nas compet&ecirc;ncias de adaptabilidade, mas tamb&eacute;m nas intrapessoais, interpessoais e de gest&atilde;o de humor, poder&atilde;o estar associados com um aumento das compet&ecirc;ncias executivas relacionadas com a idade (Geurten et al., 2016), que podem ter levado os alunos a uma autoavalia&ccedil;&atilde;o mais rigorosa, e menos positiva, das suas compet&ecirc;ncias. Por isso &eacute; relevante nestas idades a triangula&ccedil;&atilde;o de medidas de autoavalia&ccedil;&atilde;o com medidas de heteroavalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Brendtro e Strother (2007) sugeriram que o conjunto de atividades de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, de trabalho em equipa, de aprendizagem informal, de desafio desenvolvem a coragem, a resili&ecirc;ncia e a responsabilidade. Por&eacute;m, para que a supera&ccedil;&atilde;o destas adversidades possa favorecer a mobiliza&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de recursos de adapta&ccedil;&atilde;o, o programa de<i> outdoor training </i>deve propiciar a resolu&ccedil;&atilde;o de desafios graduais, progressivos, tang&iacute;veis e proporcionais aos recursos internos de confronto e externos de prote&ccedil;&atilde;o dos alunos (Tomazini, 2011). Os resultados positivos no desenvolvimento da adapta&ccedil;&atilde;o indicam que o programa <i>KidsTalentum</i> foi desenvolvido de forma apropriada para esta faixa et&aacute;ria e que houve sucesso na cria&ccedil;&atilde;o de um contexto desafiador, transformador, sem que a seguran&ccedil;a f&iacute;sica e emocional das crian&ccedil;as, necess&aacute;rias &agrave; aprendizagem e ao desenvolvimento integral dos indiv&iacute;duos, fossem negligenciadas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, os dados obtidos pelo presente estudo evidenciaram o potencial deste programa em facilitar a aprendizagem integral e o aprimoramento da capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o dos educandos, na medida em que esta metodologia lhes possibilitou a oportunidade de vivenciar experi&ecirc;ncias reais, significativas, positivas e bem-sucedidas de supera&ccedil;&atilde;o das adversidades.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Tamb&eacute;m observamos uma melhoria positiva nas compet&ecirc;ncias de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de situa&ccedil;&otilde;es sociais, gra&ccedil;as &agrave; participa&ccedil;&atilde;o no programa, especialmente no processamento cognitivo da informa&ccedil;&atilde;o sobre a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas sociais que envolve: Compreender o problema, desenvolver uma estrat&eacute;gia de solu&ccedil;&atilde;o e organizar o conhecimento acerca do problema, assim como promover recursos mentais e f&iacute;sicos para resolver o problema, monitorizar o progresso em dire&ccedil;&atilde;o ao objetivo e avaliar a solu&ccedil;&atilde;o (Candeias, 2007). Diversos programas de <i>outdoor training</i> j&aacute; tinham observado melhorias na capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas tanto em adolescentes como em jovens adultos (Opper et al., 2014), tanto em programas de curta dura&ccedil;&atilde;o (5 dias, e.g., Ang et al., 2014) como em programas de longa dura&ccedil;&atilde;o (60 a 90 dias, e.g., Collins et al., 2016).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A aprendizagem da compet&ecirc;ncia &ldquo;resolu&ccedil;&atilde;o de problemas&rdquo; depende de tr&ecirc;s elementos: 1) um contexto que encoraje a pr&aacute;tica de solu&ccedil;&atilde;o de problemas reais; 2) uma mudan&ccedil;a no equil&iacute;brio cognitivo; 3) e um ambiente de aprendizagem solid&aacute;rio e colaborativo (Collins et al., 2016). Estes tr&ecirc;s elementos est&atilde;o presentes no programa <i>KidsTalentum,</i> tal como noutros programas dentro da metodologia <i>outdoor training</i> (Collins et al., 2016; Richmon et al., 2018). Alguns autores sugerem que, por ser realizado na natureza, o contexto de aprendizagem &eacute; rico e imprevis&iacute;vel, encorajando a pr&aacute;tica de solu&ccedil;&atilde;o de problemas (Reinoso, 2006).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Autoconhecimento</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &agrave;s compet&ecirc;ncias avaliadas na compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;autoconhecimento&rdquo;, constat&aacute;mos que o programa n&atilde;o teve efeitos significativos na aprendizagem da compreens&atilde;o emocional, mas professores e alunos perceberam uma melhoria nas compet&ecirc;ncias intrapessoais, i.e., na habilidade dos alunos para reconhecer e compreender os seus pr&oacute;prios estados emocionais, os seus sentimentos e humor, assim como os seus desejos e inten&ccedil;&otilde;es, e utilizarem essa informa&ccedil;&atilde;o para orientar as suas vidas (Bar-On &amp; Parker, 2000; Sousa, 2010). Opper e colegas (2014) j&aacute; tinham observado melhorias significativas nas compet&ecirc;ncias intrapessoais de adolescentes com a participa&ccedil;&atilde;o em atividades de <i>outdoor training</i>. De facto, a utiliza&ccedil;&atilde;o da auto e heteroscopia ao longo das sess&otilde;es permitiu aos participantes a contempla&ccedil;&atilde;o e consequente reflex&atilde;o sobre o seu pr&oacute;prio comportamento de forma a reconhecerem os seus pr&oacute;prios recursos; a identificarem o que &eacute; necess&aacute;rio mudar para obter uma a&ccedil;&atilde;o mais efetiva; a conhecerem-se melhor a si pr&oacute;prios e ao resto dos companheiros; a aprenderem a prestar aten&ccedil;&atilde;o, a estarem despertos e a saberem discriminar o valor da informa&ccedil;&atilde;o recebida, pelo que o processo de aprendizagem se amplifica (Reinoso, 2006).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar das emo&ccedil;&otilde;es terem sido trabalhadas indiretamente ao longo de todo o ano, atrav&eacute;s da auto e heteroscopia das emo&ccedil;&otilde;es e sentimentos sentidos ao longo das atividades, o facto de estas compet&ecirc;ncias n&atilde;o terem sido trabalhadas de forma direta e expl&iacute;cita como sugere a CASEL (2013) poder&aacute; explicar a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as significativas na compreens&atilde;o emocional.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Autogest&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os alunos que participaram no programa mantiveram os seus estados de humor positivos, enquanto os alunos do grupo de controlo diminu&iacute;ram a sua perce&ccedil;&atilde;o de otimismo e de satisfa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; poss&iacute;vel que, como indica a funda&ccedil;&atilde;o EYFS (Early Years Foundation Stage, 2007), as atividades fora da sala de aula apoiem a manuten&ccedil;&atilde;o de atitudes positivas, j&aacute; que proporciona desafios e responsabilidades e d&aacute; a oportunidade de elevar a beleza e a alegria, ao trazer para o dia a dia das crian&ccedil;as a maravilha e a exuber&acirc;ncia da natureza. Pelo contr&aacute;rio, os alunos que permaneceram dentro da sala de aula ao longo de todo o ano, parece apresentarem menores n&iacute;veis de otimismo e de satisfa&ccedil;&atilde;o. V&aacute;rios estudos t&ecirc;m associado atividades de <i>outdoor training</i> e o contacto com a natureza a melhorias de satisfa&ccedil;&atilde;o, felicidade e otimismo (Fern&aacute;ndez-G&aacute;mez et al., 2018; Mutz &amp; Muller, 2016; Whittington et al., 2016). Al&eacute;m disso, as atividades do programa <i>KidsTalentum </i>foram projetadas para serem experi&ecirc;ncias &oacute;timas que fluem naturalmente, oferecendo intencionalmente atividades com objetivos claros e feedbacks imediatos. Este tipo de experi&ecirc;ncias &oacute;timas que fluem naturalmente t&ecirc;m sido associados a sentimentos de bem-estar, liberdade, afetos positivos e autoafirma&ccedil;&atilde;o nos programas de <i>outdoor training</i> (Boniface, 2000; Skalar et al., 2007).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Paradoxalmente, apesar de observarmos uma melhoria na capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e de adapta&ccedil;&atilde;o dos alunos que participaram no programa, na compet&ecirc;ncia de gest&atilde;o de <i>stress,</i> eles autoperceberam-se como menos competentes do que no in&iacute;cio do programa. Isto n&atilde;o era esperado, pois a adaptabilidade e a gest&atilde;o de stress correspondem a habilidades e disposi&ccedil;&otilde;es diretamente envolvidas na forma como se lida com situa&ccedil;&otilde;es adversas, problemas e mudan&ccedil;as (Sousa, 2010). A menor pontua&ccedil;&atilde;o dos resultados ap&oacute;s o programa poder&aacute; estar relacionada com uma maior perce&ccedil;&atilde;o das suas dificuldades (geradas pelo aumento das suas compet&ecirc;ncias intrapessoais) e pelo facto de ter sido a &uacute;ltima compet&ecirc;ncia trabalhada, e na qual os alunos, ap&oacute;s a visualiza&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;deos, admitiram ter maiores dificuldades. Gra&ccedil;as &agrave; auto e heteroscopia, os alunos foram confrontados, de forma direta e visual, com o resultado das suas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es, tendo a possibilidade de aclarar o significado e a validade das suas condutas e cren&ccedil;as (Dewey, 2004). &Eacute; importante referir que o facto de serem confrontados com os seus erros n&atilde;o diminuiu os seus n&iacute;veis de humor positivo, outro indicador de que o programa teve sucesso no desenvolvimento de um contexto desafiador, mas seguro onde as crian&ccedil;as podiam expor as suas dificuldades com o otimismo e a confian&ccedil;a necess&aacute;rios para definir novos compromissos de mudan&ccedil;a a n&iacute;vel pessoal e de grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, os professores n&atilde;o observaram nem melhoras nem pioras na gest&atilde;o de stress dos alunos que participaram no programa, comparativamente ao grupo de controlo. Sendo esta a &uacute;ltima compet&ecirc;ncia a ser trabalhada, &eacute; poss&iacute;vel que as sess&otilde;es n&atilde;o tivessem sido suficientes para permitir aos alunos continuar a praticar a sua gest&atilde;o do stress. Opper et al. (2014) observaram, no seu estudo com adolescentes, melhorias nas compet&ecirc;ncias intrapessoais, na adaptabilidade e na gest&atilde;o de humor. No entanto, n&atilde;o as notaram na gest&atilde;o de stress.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Consci&ecirc;ncia Social</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &agrave; compet&ecirc;ncia interpessoal, relacionada com a capacidade de desenvolver rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, responsabilidade social e empatia, obtivemos resultados que indicam que o programa apresenta efeitos positivos de tamanho moderado. Efetivamente, trata-se de uma compet&ecirc;ncia na qual os estudos com metodologia de <i>outdoor training</i> realizados com adultos e jovens encontraram efeitos positivos significativos (Fern&aacute;ndez-G&aacute;mez et al., 2018; Greffrath et al., 2013). Os desafios requerem trabalho de equipa para a sua resolu&ccedil;&atilde;o, pelo que os alunos se sentem encorajados a colaborar na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, com a ajuda do facilitador, o qual orienta a manuten&ccedil;&atilde;o de um ambiente de aprendizagem colaborativo e solid&aacute;rio. Contudo, os nossos resultados n&atilde;o foram corroborados pela heteroperce&ccedil;&atilde;o dos professores, pelo que n&atilde;o podemos validar os efeitos significativos do programa nesta compet&ecirc;ncia-chave.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Gest&atilde;o das Rela&ccedil;&otilde;es</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &agrave; compet&ecirc;ncia-chave &ldquo;gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es&rdquo;, os nossos resultados da perce&ccedil;&atilde;o alunos e professores sobre as compet&ecirc;ncias sociais dos alunos n&atilde;o permitiram validar nenhum efeito significativo da participa&ccedil;&atilde;o no programa, apesar de ser uma das compet&ecirc;ncias que mais apresenta resultados significativos na literatura (Austin et al., 2010; Cooley et al., 2014; Lathrop et al., 2012). No caso da autoperce&ccedil;&atilde;o dos alunos, &eacute; poss&iacute;vel que se tenha observado um efeito de teto, uma vez que, j&aacute; no pr&eacute;-teste, a m&eacute;dia da pontua&ccedil;&atilde;o bruta tanto do grupo de controlo como do grupo experimental foi muito pr&oacute;xima do limite m&aacute;ximo da escala (30 pontos). Contudo, este efeito de teto n&atilde;o foi observado nos professores, onde tamb&eacute;m n&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as significativas ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do programa. &Eacute; poss&iacute;vel que os professores n&atilde;o tenham tido a possibilidade de observar uma melhoria nem na consci&ecirc;ncia social, nem na gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es, pela dificuldade identificada de muitos professores aceitarem as intera&ccedil;&otilde;es entre os alunos dentro do contexto de sala de aula, reduzindo-as ao m&iacute;nimo (e.g., Cunha &amp; Uva, 2016; Ladeiro, 2016), e utilizando pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas verticais (professor-aluno), impondo as suas opini&otilde;es e decis&otilde;es (Cabral et al., 2004; Ferreira, 2010). As intera&ccedil;&otilde;es aluno-aluno nestas situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o desvalorizadas e praticamente suprimidas (Cabral et al., 2004), pelo que os professores podem n&atilde;o ter tido ocasi&atilde;o de observar as melhorias nas compet&ecirc;ncias sociais dos alunos. Portanto, seria interessante averiguar a rela&ccedil;&atilde;o entre as diferentes din&acirc;micas de intera&ccedil;&atilde;o de sala de aula e a promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais. O facto de todos os desafios do programa implicarem trabalho de grupo, n&atilde;o quer dizer que os exerc&iacute;cios realizados tenham sido suficientes para a aprendizagem da gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es, especialmente se estas n&atilde;o foram efetivamente transferidas &agrave; sala de aula, apontando para uma necessidade de, no futuro, se construir atividades pr&oacute;prias para o melhor desenvolvimento desta compet&ecirc;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenho acad&eacute;mico</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados relativos ao desempenho acad&eacute;mico n&atilde;o permitiram confirmar um efeito significativo do programa nas notas de portugu&ecirc;s, matem&aacute;tica e estudo do meio. &Eacute; importante assinalar que o poder de teste nos resultados relativos ao desempenho acad&eacute;mico foi baixo, aumentando a probabilidade de existir erro de tipo II nos resultados desta vari&aacute;vel. Este baixo poder de teste poder&aacute; estar relacionado com um elevado erro de medida (Hair et al., 2014), uma vez que os dados do desempenho n&atilde;o foram recolhidos de forma estandardizada, mas atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o sumativa dos professores, que pode estar associada a vieses. Os professores fazem a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos alunos com base em evid&ecirc;ncia ao n&iacute;vel da sala de aula. Isto quer dizer que - inclusivamente quando s&atilde;o utilizados os mesmos crit&eacute;rios de refer&ecirc;ncia -, a avalia&ccedil;&atilde;o de um aluno &eacute; influenciada por crit&eacute;rios normativos, pela compara&ccedil;&atilde;o do aluno em rela&ccedil;&atilde;o com outros alunos dentro da sala (Meissel et al., 2017). Alem disso, aspetos como o g&eacute;nero do aluno e a perce&ccedil;&atilde;o do professor sobre o seu comportamento tamb&eacute;m podem influenciar essa avalia&ccedil;&atilde;o sumativa (Meissel et al., 2017). Por outro lado, no momento em que foram recolhidos os dados sobre o desempenho acad&eacute;mico (no final do 1.&ordm; per&iacute;odo), j&aacute; tinham decorrido dois meses do programa, pelo que os efeitos do programa j&aacute; poderiam estar presentes nos dados do pr&eacute;-teste. Em futuros estudos ser&aacute; necess&aacute;rio realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o estandardizada do desempenho dos alunos antes da realiza&ccedil;&atilde;o do programa para avaliar adequadamente o seu impacto.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Sendo poucos os estudos sobre a metodologia de <i>outdoor training</i> realizados com crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, este estudo teve como principal objetivo avaliar os efeitos do programa <i>KidsTalentum</i> no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais. Seria expect&aacute;vel que, ao utilizar a metodologia do <i>outdoor training, </i>os efeitos do programa fossem significativos na aprendizagem das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais, uma vez que h&aacute; uma participa&ccedil;&atilde;o ativa no processo de aprendizagem em que a crian&ccedil;a &eacute; confrontada, de forma direta, com o resultado das suas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es (Dewey, 2004). Al&eacute;m disso, a viv&ecirc;ncia ao ar livre favorece a quebra de paradigmas, a supera&ccedil;&atilde;o de limites e de desafios, a capacidade de lidar com emo&ccedil;&otilde;es, vivenciando-as, controlando-as, favorecendo a mudan&ccedil;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados do estudo permitem constatar que, apesar de n&atilde;o haver efeitos significativos do programa na compreens&atilde;o emocional, nas compet&ecirc;ncias sociais e nas compet&ecirc;ncias de gest&atilde;o de stress, o <i>KidsTalentum</i> teve efeitos positivos significativos e importantes nas compet&ecirc;ncias intrapessoais, de adaptabilidade, de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas em situa&ccedil;&otilde;es sociais e na manuten&ccedil;&atilde;o do humor positivo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados sugerem que as atividades <i>outdoor</i> realizadas providenciaram um ambiente seguro e supervisionado onde as crian&ccedil;as puderam explorar novos desafios, aprenderam a gerir o risco e a adaptar-se &agrave; mudan&ccedil;a e &agrave; adversidade. Sendo o sucesso nas atividades sujeita ao trabalho em equipa, as rela&ccedil;&otilde;es sociais foram desenvolvidas num espa&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o, do movimento e da linguagem, o que &eacute; muito relevante para as crian&ccedil;as desta idade, nas quais ainda grande parte da comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; feita atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o. Partilhar estes desafios com outras crian&ccedil;as, permitiu o surgimento de conflitos que puderam ser discutidos e resolvidos num ambiente seguro. Negociar os materiais, fun&ccedil;&otilde;es e ideias ofereceu &agrave;s crian&ccedil;as situa&ccedil;&otilde;es onde puderam aprender a considerar as necessidades dos outros e ofereceu a oportunidade de aprender a gerirem-se a si pr&oacute;prias, pois devem tomar decis&otilde;es e selecionar recursos. A utiliza&ccedil;&atilde;o da auto e heteroscopia parece ter sido uma mais-valia para &ldquo;transportar&rdquo; a realidade <i>outdoor</i> para uma reflex&atilde;o serena, permitindo aos alunos confrontarem-se com a imagem de si pr&oacute;prios, refletir sobre o que interessa reformular para melhorar as suas compet&ecirc;ncias no futuro. Futuros estudos dever&atilde;o avaliar o impacto da utiliza&ccedil;&atilde;o destas t&eacute;cnicas, comparando grupos que participam em programas de <i>outdoor training</i> que utilizam o <i>debrief</i> tradicional e grupos que utilizam a auto e a heteroscopia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo, no entanto, apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, &eacute; necess&aacute;rio mencionar que n&atilde;o foi realizado o seguimento dos participantes, de forma a confirmar a manuten&ccedil;&atilde;o das melhorias observadas nos anos seguintes. Da mesma forma, algumas compet&ecirc;ncias-chave foram avaliadas apenas com instrumentos de auto e heteroperce&ccedil;&atilde;o, sendo necess&aacute;rio, em futuros estudos, incluir instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho e, no caso da avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais, de an&aacute;lises sociom&eacute;tricas. Outra limita&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada ao facto de a avalia&ccedil;&atilde;o do programa ter sido realizada pela equipa do projeto, podendo existir um efeito de observador-expetativa, no qual a equipa influencia o desempenho dos participantes de acordo com as suas expetativas. Seria relevante, portanto, que futuros estudos evitem que a aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de desempenho seja realizada pela equipa de interven&ccedil;&atilde;o. Da mesma forma, &eacute; necess&aacute;rio incluir instrumentos de medida estandardizados para avaliar o desempenho acad&eacute;mico, i.e., um instrumento adequado a cada ano de escolaridade, com um grau de dificuldade semelhante tanto para o grupo de controlo como para o grupo experimental, de forma a limitar o erro de medida associado &agrave; subjetividade da avalia&ccedil;&atilde;o sumativa dos professores.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Outra limita&ccedil;&atilde;o do estudo est&aacute; associada &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de um grupo de controlo passivo, uma vez que &eacute; poss&iacute;vel que as expectativas da participa&ccedil;&atilde;o no estudo, tanto de professores como dos alunos, tenham beneficiado o desempenho do grupo experimental nos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o utilizados, atrav&eacute;s de um efeito placebo ao contr&aacute;rio do grupo de controlo, que n&atilde;o participou no estudo (Brown, 2013). A inclus&atilde;o de um grupo ativo permitiria controlar o efeito placebo. Futuros estudos dever&atilde;o incluir tamb&eacute;m um grupo de controlo que realize atividades de aprendizagem de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais apenas com atividades tradicionais indoor, de forma a comprovar as vantagens e benef&iacute;cios da metodologia <i>outdoor. </i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em resumo, os resultados encontrados por esta investiga&ccedil;&atilde;o apontam a metodologia <i>outdoor training </i>como uma ferramenta facilitadora da aprendizagem das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais que poder&aacute; ser utilizada tanto em programas e a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias como para beneficiar indiv&iacute;duos e grupos, principalmente aqueles submetidos a riscos psicossociais, potenciais ou reais. Espera-se que esta investiga&ccedil;&atilde;o possa motivar n&atilde;o apenas novas investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas acerca das vantagens do <i>outdoor training</i>, mas tamb&eacute;m o desenvolvimento e a implementa&ccedil;&atilde;o de outros programas educativos como o <i>KidsTalentum</i>, adaptados a popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, que utilizem esta metodologia como uma ferramenta de desenvolvimento humano, de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de integral dos indiv&iacute;duos e do aprimoramento da capacidade de enfrentarem riscos e lidarem com as adversidades de modo mais adaptativo e construtivo.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ang, R. P., Farihah, N., &amp; Lau, S. (2014). An outcome evaluation of the implementation of the outward bound Singapore five-day &ldquo;intercept&rdquo; program. <i>Journal of Adolescence, 37</i>, 771&ndash;778. <a href="https://doi.org/10.1016/j.adolescence.2014.05.003" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.adolescence.2014.05.003</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Austin, M.L., Martin, B., Yoshino, A., Schanning, K., Ogle, D.H., &amp; Mittelstaedt, R. (2010). The intersection of community and place in an outdoor orientation program. <i>Journal of Outdoor Recreation, Education, and Leadership, 2</i>(1), 74&ndash;92.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bar-On, R., &amp; Parker, J. D. A. (2000). <i>The Bar-On Emotional Quotient Inventory: Youth Version (EQ-I:YV) Technical anual.</i> Multi-Health Systems, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515113&pid=S0874-2049202000020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Becker, C., Lauterbach, G., Spengler, S., Dettweiler, U., &amp; Mess, F. (2017). Effects of regular classes in outdoor education settings: A systematic review on students&rsquo; learning, social and health dimensions. <i>International Journal of Environmental Research and Public Health, 14</i>(5), 485. <a href="https://doi.org/10.3390/ijerph14050485" target="_blank">https://doi.org/10.3390/ijerph14050485</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bell, B.J., Gass, M.A., Nafziger, C.S., &amp; Starbuck, J.D. (2014). The state of knowledge of outdoor orientation programs: Current practices, research, and theory. <i>Journal of Experiential Education, 37</i>(1), 31&ndash;45. <a href="https://doi.org/101177/1053825913518891" target="_blank">https://doi.org/101177/1053825913518891</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Boniface, M. R. (2000). Towards an understanding of flow and other positive experience phenomena within outdoor and adventurous activities. <i>Journal of Adventure Education and Outdoor Learning, 1</i>(1), 55&ndash;68. <a href="https://doi.org/10.1080/14729670085200071" target="_blank">https://doi.org/10.1080/14729670085200071</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Brendtro, L. K., &amp; Strother, M. A. (2007). Back to basics through challenge and adventure. <i>Reclaiming Children and Youth, 16</i>(1), 2&ndash;6.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Brown, W. A. (2013). Expectation, the placebo effect and the response to treatment. <i>Rodhe Island Medical Journal, 98,</i> 19&ndash;21.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bunting, C. J. (2006).<i> Interdisciplinary teaching through outdoor education.</i> Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515120&pid=S0874-2049202000020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cabral, F. M., Caravalho, M. A., &amp; Ramos, R. M. (2004). Dificuldades no relacionamento professor/aluno: um desafio a superar. <i>Paid&eacute;ia, 14</i>(29), 327&ndash;335. <a href="https://doi.org/10.1590/S0103-863X2004000300008." target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0103-863X2004000300008.</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Candeias, A. (2007).&nbsp;<i>PCIS &ndash; Prova Cognitiva de Intelig&ecirc;ncia Social (CTSI - Cognitive Test of Social Intelligence).</i> CEGOC-TEA, Lda.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Candeias, A. (2008).&nbsp;<i>Prova de Avalia&ccedil;&atilde;o de Compet&ecirc;ncia Social PACS (Social Competence Assessment Scales &ndash; SCAS). Manual Experimental.</i> CEGOC-TEA, Lda.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Candeias, A., &amp; Rebocho, M, (2007). <i>Question&aacute;rio de intelig&ecirc;ncia emocional de Bar-On</i> (Instrumento n&atilde;o publicado de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515125&pid=S0874-2049202000020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">CASEL - Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning (2013). <i>CASEL Guide 2013. Effective Social and Emotional Learning Programas. Preschool and Elementary School Edition. </i>CASEL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515127&pid=S0874-2049202000020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Coelho, V. A., Sousa, V., &amp; Marchante, M. (2016). &ldquo;Atitude Positiva&rdquo;: Um resumo de 12 anos de resultados de aplica&ccedil;&atilde;o de programas de aprendizagem socioemocional. In A. Marques Pinto &amp; R. Raimundo (Coord.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias socioemocionais em Portugal </i>(pp. 373&ndash;398). Coisas de Ler.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Collins, R. H., Sibthorp, J., &amp; Gookin, J. (2016). Developing ill-structured problem-solving skills through wilderness education. <i>Journal of Experiential Education</i>, <i>39</i>(2), 179&ndash;195. <a href="https://doi.org/10.1177/1053825916639611" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1053825916639611</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cooley, S. J., Burns, V. E., &amp; Cumming, J. (2015). The role of outdoor adventure education in facilitating groupwork in higher education. <i>Higher Education</i>, <i>69</i>(4), 567&ndash;582. <a href="https://doi.org/10.1007/s10734-014-9791-4" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10734-014-9791-4</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cooley, S. J., Holland, M. J. G., Cumming, J., Novakovic, E. G., &amp; Burns, V. E. (2014). Introducing the use of a semi-structured video diary room to investigate students&rsquo; learning experiences during an outdoor adventure education groupwork skills course. <i>Higher Education</i>, <i>67</i>(1), 105&ndash;121. <a href="https://doi.org/10.1007/s10734-013-9645-5" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10734-013-9645-5</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crist&oacute;v&atilde;o, A. M., Candeias, A. A., &amp; Verdasca, J. (2017). Social and emotional learning and academic achievement in Portuguese schools: A bibliometric study. <i>Frontiers in Psychology, 8, </i>1913. <a href="https://doi.org/10.3389/fpsyg.2017.01913" target="_blank">https://doi.org/10.3389/fpsyg.2017.01913</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515133&pid=S0874-2049202000020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cunha, F., &amp; Uva, M. (2016). A aprendizagem cooperativa: perspetiva de docentes e crian&ccedil;as. <i>Intera&ccedil;&otilde;es, 41,</i> 133&ndash;159. <a href="https://doi.org/10.25755/int.10839" target="_blank">https://doi.org/10.25755/int.10839</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dewey, J. (2004). <i>Democracia y educaci&oacute;n. Una introducci&oacute;n a la filosof&iacute;a de la educaci&oacute;n.</i> Morata.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515135&pid=S0874-2049202000020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Durlak, J. A., Weissberg, R. P., Dymnicki, A. B., Taylor, R. D., &amp; Schellinger, K. B. (2011). The impact of enhancing students&rsquo; social and emotional learning: A meta- analysis of school-based interventions. <i>Child Development, 82, </i>405&ndash;432. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.2010.01564.x." target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.2010.01564.x.</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Early Years Foundation Stage - EYFS. (2007). <i>Effective practice: Oudoor Learning.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515138&pid=S0874-2049202000020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Farrington, C. A., Roderick, M., Allensworth, E., Nagaoka, J., Keyes, T. S., Johnson, D. W., &amp; Beechum, N. O. (2012). <i>Teaching adolescents to become learners. The role of noncognitive factors in shaping school performance: A critical literature review. </i>The University of Chicago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515140&pid=S0874-2049202000020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fern&aacute;ndez-G&aacute;mez, M. &Aacute;., Rosales-P&eacute;rez, A., Molina-G&oacute;mez, J., &amp; Mora-Lucena, L. (2018). The effects of outdoor training on the development of emotional intelligence among undergraduate tourism students. <i>Journal of Hospitality, Leisure, Sport &amp; Tourism Education</i>, <i>23</i>, 39&ndash;49. <a href="https://doi.org/10.1016/J.JHLSTE.2018.06.001" target="_blank">https://doi.org/10.1016/J.JHLSTE.2018.06.001</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ferreira, A. M. (2010). <i>Desafios da aprendizagem cooperativa no ensino secund&aacute;rio </i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada). Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515143&pid=S0874-2049202000020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ferr&eacute;s, J. (1996). <i>V&iacute;deo e Educa&ccedil;&atilde;o.</i> Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515145&pid=S0874-2049202000020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Franco, M. G., Beja, M. J., Candeias, A., &amp; Santos, N. (2017). Emotion understanding, social competence and school achievement in children from primary school in Portugal. <i>Frontier of Psychology, 8, </i>1376. <a href="https://doi.org/10.3389/fpsyg.2017.01376" target="_blank">https://doi.org/10.3389/fpsyg.2017.01376</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515147&pid=S0874-2049202000020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Geurten, M., Catale, C., &amp; Meulemans, T. (2016). Involvement of executive functions in children&rsquo;s metamemory. <i>Applied Cognitive Psychology, 30</i>, 70&ndash;80. <a href="https://doi.org/10.1002/acp.3168" target="_blank">https://doi.org/10.1002/acp.3168</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Greffrath, G., Meyer, P., Strydom, H., &amp; Ellis, S. (2013). A comparison between centre-based and expedition-based (wilderness) adventure experiential learning regarding group effectiveness: A mixed methodology. <i>South African Journal for Research in Sport, Physical Education and Recreation</i>, <i>35</i>(351), 11&ndash;24. <a href="https://doi.org/10.1080/02614367.2011.552623" target="_blank">https://doi.org/10.1080/02614367.2011.552623</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J., &amp; Anderson, R. E. (2014). <i>Multivariate data analysis. </i>&nbsp;Pearson Education Limited.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515150&pid=S0874-2049202000020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hopkins, D., &amp; Putnam, R. (1997). <i>Personal growth through adventure.</i> David Fulton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515152&pid=S0874-2049202000020000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ladeiro, A. O. (2016). <i>A intera&ccedil;&atilde;o professor-aluno e aluno-aluno em contexto escolar: um estudo de caso no 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico </i>(Relat&oacute;rio Final de Est&aacute;gio). Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515154&pid=S0874-2049202000020000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lantieri, L. (2008). <i>Inteligencia emocional infantil y juvenil.</i> Aguilar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515156&pid=S0874-2049202000020000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Lathrop, A.H., O&rsquo;Connell, T.S., &amp; Howard, R.A. (2012). The impact of an outdoor orientation program on First-Year Student Perceptions of life effectiveness and campus integration. <i>Collected Essays on Learning and Teaching, 5</i>, 92&ndash;97. <a href="https://doi.org/10.22329/celt.v5i0.3334" target="_blank">https://doi.org/10.22329/celt.v5i0.3334</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mar&ocirc;co, J. (2014).&nbsp;<i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o SPSS Statistics. </i>ReportNumber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515159&pid=S0874-2049202000020000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Marques Pinto, A., &amp; Raimundo, R. (2016). Quadro de estudo da aprendizagem socioemocional: Evolu&ccedil;&atilde;o e desafios. In A. Marques Pinto &amp; R. Raimundo (Coord.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias socioemocionais em Portugal </i>(pp. 15&ndash;36). Coisas de Ler.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">McKenzie, M. (2003). Beyond &ldquo;The outward bound process:&rdquo; Rethinking student learning. <i>The journal of Eperiential Education, 26</i>(1), 8&ndash;23. <a href="https://doi.org/10.1177/105382590302600104" target="_blank">https://doi.org/10.1177/105382590302600104</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">McKown, C., Russo-Ponsaran, N. M., Allen, A., Johnson, J. K., &amp; Warren-Khot, H. K. (2016). Social-emotional factors and academic outcomes among elementary-aged children. <i>Infant and Child Development</i>, <i>25</i>(2), 119&ndash;136. <a href="https://doi.org/10.1002/icd.1926" target="_blank">https://doi.org/10.1002/icd.1926</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Meissel, K., Meyer, F., Yao, E. S., &amp; Rubie-Davies, C. M. (2017). Subjectivity of teacher judgments: Exploring student characteristics that influence teacher judgments of student ability. <i>Teaching and Teacher Education, 65,</i> 48&ndash;60. <a href="https://doi.org/10.1016/j.tate.2017.02.021" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.tate.2017.02.021</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morais, A., Neves, I., Medeiros, A., Peneda, D., Fernanda, F., &amp; Antunes, H. (1993). <i>Socializa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e pr&aacute;tica pedag&oacute;gica</i> (Vol. II). Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515165&pid=S0874-2049202000020000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Moreira, P., Crusellas, L., S&aacute;, I., Gosmes, P., &amp; Matias, C. (2010). Evaluation of a manual-based program for the promotion of social and emotional skills in elementary school children: results from a 4-year study in Portugal. <i>Health Promotion International, 25</i>(3), 309&ndash;317. <a href="https://doi.org/10.1093/heapro/daq029" target="_blank">https://doi.org/10.1093/heapro/daq029</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mutz, M., &amp; M&uuml;ller, J. (2016). Mental health benefits of outdoor adventures: Results from two pilot studies. <i>Journal of Adolescence</i>, <i>49</i>, 105&ndash;114. <a href="https://doi.org/10.1016/j.adolescence.2016.03.009" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.adolescence.2016.03.009</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Oberle, E., Schonert-reichl, K. A., Hertzman, C., &amp; Zumbo, B. D. (2014). Social &ndash; emotional competencies make the grade: Predicting academic success in early adolescence. <i>Journal of Applied Developmental Psychology</i>, <i>35</i>(3), 138&ndash;147. <a href="https://doi.org/10.1016/j.appdev.2014.02.004" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.appdev.2014.02.004</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">OECD. (2018). <i>The Future of education and skills. Education 2030.</i>OECD.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515170&pid=S0874-2049202000020000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Opper, B., Maree, J. G., Fletcher, L., &amp; Sommerville, J. (2014). Efficacy of outdoor adventure education in developing emotional intelligence during adolescence. <i>Journal of Psychology in Africa</i>, <i>24</i>(2), 193&ndash;196. <a href="https://doi.org/10.1080/14330237.2014.903076" target="_blank">https://doi.org/10.1080/14330237.2014.903076</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Orduz, J. R. (2002). <i>De recreaci&oacute;n a educaci&oacute;n experimental: el debrief. </i>Asociaci&oacute;n Colombiana para el avance de las ciencias del comportamiento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515173&pid=S0874-2049202000020000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pons, F., Harris, P., &amp; de Rosnay, M. (2004). Emotion comprehension between 3 and 11 years: Developmental periods and hierarchical organization. <i>European journal of developmental psychology, 1</i>(2), 127&ndash;152. <a href="https://doi.org/10.1080/17405620344000022" target="_blank">https://doi.org/10.1080/17405620344000022</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Raimundo, R., &amp; Marques Pinto, A. (2016). &ldquo;Devagar se vai ao longe&rdquo;: S&iacute;ntese dos resultados relativos &agrave; efic&aacute;cia e &agrave; qualidade da implementa&ccedil;&atilde;o de um programa de aprendizagem socioemocional no 1.&ordm; ciclo. In A. Marques Pinto &amp; R. Raimundo (Coord.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias socioemocionais em Portugal </i>(pp. 321&ndash;346). Coisas de Ler.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reinoso, M. (2006). <i>Desarrollo de la competencias emocionales en los individuos de una organizaci&oacute;n utilizando la metodolog&iacute;a de formaci&oacute;n: OT </i>(Tese de doutoramento). Universidad de Granada. <a href="https://hera.ugr.es/tesisugr/16047060.pdf" target="_blank">https://hera.ugr.es/tesisugr/16047060.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515177&pid=S0874-2049202000020000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2">Richmond, D., Sibthorp, J., Gookin, J., Annarella, S., &amp; Ferri, S. (2018). Complementing classroom learning through outdoor adventure education: out-of-school-time experiences that make a difference. <i>Journal of Adventure Education and Outdoor Learning</i>, <i>18</i>(1), 36&ndash;52. <a href="https://doi.org/10.1080/14729679.2017.1324313" target="_blank">https://doi.org/10.1080/14729679.2017.1324313</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Roazzi, A., Dias, M., Minervino, C., Roazzi, M., &amp; Pons, F. (2008). Compreens&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as: estudo transcultural sobre a valida&ccedil;&atilde;o do teste de compreens&atilde;o da emo&ccedil;&atilde;o TEC (Test of Emotional Comprehension). In A. Noronha, C. Machado, L. Almeida, M. Gon&ccedil;alves, S. Martins &amp; V. Ramalho (Coor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515179&pid=S0874-2049202000020000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->), <i>Actas daXIII Confer&ecirc;ncia Internacional Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos</i>. Psiquilibrios.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ruiz-Aranda, D., Salguero, J. M., Cabello, R., Palomera, R., &amp; Fern&aacute;ndez-Berrocal, P. (2012). Can an emotional intelligence program improve adolescents&rsquo; psychosocial adjustments: Results from the INTEMO Project. <i>Social Behavior &amp; Personality: An International Journal, 40</i>(8), 1373&ndash;1379<i>. </i><a href="https://doi.org/10.2224/sbp.2012.40.8.1373" target="_blank">https://doi.org/10.2224/sbp.2012.40.8.1373</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Sadalla, A.M., &amp; Larocca, P. (2004). Autoscopia: um procedimento de pesquisa e de forma&ccedil;&atilde;o. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa, 30</i>(3), 419&ndash;433.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Santos, M. A., Franco, M. G., Santos, N., &amp; Silva, E. (2013). O Programa de <i>outdoor training Kidstalentum </i>no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais e emocionais nas crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo. <i>Journal of Linguistic Intercultural Education, 6</i>, 137&ndash;152. <a href="https://doi.org/10.29302/jolie.2013.6.10" target="_blank">https://doi.org/10.29302/jolie.2013.6.10</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Sibthorp, J., Collins, R., Rathunde, K., Paisley, K., Schumann, S., Phoja, M., . . . Baynes, S. (2015). Fostering experiential self-regulation through outdoor adventure education. <i>Journal of Experiential Education, 38</i>(1), 26&ndash;40. <a href="https://doi.org/10.1177/1053825913516735" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1053825913516735</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sim&otilde;es, M. (2000). <i>Investiga&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da aferi&ccedil;&atilde;o nacional do teste das matrizes progressivas coloridas de Raven (MPCR).</i> Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515185&pid=S0874-2049202000020000900057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Skalar, L. S., Anderson, S. C., &amp; Autry, C. E. (2007). Positive youth development: a wilderness intervention. <i>Therapeutic recreation journal, 41</i>(3), 223&ndash;243.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sousa, A.P. (2010). <i>Intelig&ecirc;ncia emocional e desempenho acad&eacute;mico em estudantes do ensino superior </i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Instituto Superior Miguel Torga. <a href="http://repositorio.ismt.pt/jspui/handle/123456789/291" target="_blank">http://repositorio.ismt.pt/jspui/handle/123456789/291</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515188&pid=S0874-2049202000020000900059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tomazini, M.V. (2011). <i>Resili&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o experiencial pela Aventura em ambientes naturais</i>(Monografia n&atilde;o publicada). Instituto <i>Sedes Sapientiae</i> de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515189&pid=S0874-2049202000020000900060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tuson, M. (1994). <i>Outdoor Training for Employee Effectiveness.</i> Institute of Personnel Management.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=515191&pid=S0874-2049202000020000900061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Van Breukelen, G. J. P. (2013). ANCOVA versus CHANGE from baseline in nonrandomized studies: the difference. <i>Multivariate Behavioral Research, 48(</i>6), 895&ndash;922. <a href="https://doi.org/10.1080/00273171.2013.831743" target="_blank">https://doi.org/10.1080/00273171.2013.831743</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Whittington, A., Aspelmeier, J. E., &amp; Budbill, N. W. (2016). Promoting resiliency in adolescent girls through adventure programming. <i>Journal of Adventure Education and Outdoor Learning</i>, <i>16</i>(1), 2&ndash;15. <a href="https://doi.org/10.1080/14729679.2015.1047872" target="_blank">https://doi.org/10.1080/14729679.2015.1047872</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Historial do artigo</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Recebido&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">06/2019</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aceite</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">09/2020</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Publicado</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">12/2020</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>c</sup><a href="#topc0">Morada para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Natalie N&oacute;brega Santos, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA - Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041, Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:natalie_nobrega_santos@hotmail.com">natalie_nobrega_santos@hotmail.com</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Ap&ecirc;ndice 1: Exemplo de um dos desafios do programa KidsTalentum</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No desafio &ldquo;Campo minado&rdquo; os participantes (m&aacute;ximo 10 alunos) com os olhos vendados encontram-se diante de um campo minado (um espa&ccedil;o de 10 x 1 metros, delimitado com mangas pl&aacute;sticas onde se encontram 40 cones laranjas e amarelos). Os alunos t&ecirc;m de se deslocar neste espa&ccedil;o sem tocar nos cones. Em caso de incumprimento, ter&atilde;o de voltar ao in&iacute;cio do percurso. Um colega ou v&aacute;rios colegas, dependendo da estrat&eacute;gia definida pelo grupo, que se encontram de fora, d&atilde;o a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o cumprimento da tarefa. No caso da equipa demonstrar dificuldades em cumprir a tarefa, o facilitador pode permitir que o aluno que toque na mina possa reiniciar o jogo no mesmo local, aumentar ou diminuir o n&uacute;mero de cones existentes no percurso, assim como consentir ou n&atilde;o comportamentos de boa ou m&aacute; comunica&ccedil;&atilde;o, para que os alunos distingam as vantagens e desvantagens dos mesmos.</font></p>       ]]></body><back>
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